Michael Redd | Fábio Sormani

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sexta-feira, 24 de agosto de 2012 NBA | 13:45

LEANDRINHO PODE ACABAR AO LADO DE VAREJÃO OU NENÊ NA PRÓXIMA TEMPORADA DA NBA

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Samara Felippo, mulher de Leandrinho Barbosa, postou na manhã desta sexta-feira em seu Twitter uma foto intitulada: “Meus amores, minhas felicidades…”

O retrato (que reproduzo), provavelmente fruto da sensibilidade de Samara, é belíssimo. Mostra LB e a filha, Alicia, flagrados de costas, com um rio a frente deles, em uma cena bucólica. Parecem estar no Brasil. Os três vivem naquele instante momento idílico; levam a vida que todos pedimos a Deus.

A vida que todos pedimos a Deus, todavia, é intangível. A realidade é outra, bem diferente. E nela, entre outras coisas, a gente tem que trabalhar.

HORIZONTE

LB está desempregado no momento. Na temporada passada ele fez US$ 7,6 milhões jogando pelo Toronto e Indiana. Claro que ele sonha com algo semelhante ou até mesmo um pouquinho mais.

O único time da NBA, nesta temporada, que pode oferecer o mesmo que LB ganhou ou até mesmo um pouco mais é o Cleveland, além do Phoenix, que poderia igualar o que o brasileiro faturou no certame anterior.

O Cavs tem US$ 11,15 milhões para torrar, pois sua folha de pagamento para esta temporada está em US$ 46,88 milhões, sendo que o “cap” é de US$ 58,04 milhões. Acontece que o time de Anderson Varejão acabou de pinçar do universitário o ala-armador Dion Waiters, que veio como quarta escolha da primeira rodada, jogador produto de Syracuse e que muitos falam maravilhas. E o time ainda tem C.J. Miles. Difícil, mas não impossível, pois LB poderia funcionar apenas como desafogo do time em momentos chaves do jogo. Neste caso, não creio que o Cavs daria a ele os mesmos US$ 7,6 milhões da temporada passada.

Quanto ao Phoenix, a franquia tem Shannon Brown e acabou de contratar Wesley Johnson (ex-Wolves). LB deixou amigos e as abertas no Arizona, mas não vejo muita chance de ele voltar ao Suns, especialmente se Dan Fegan, seu agente, bater o pé nos US$ 7,6 milhões. Por menos, creio que pode dar samba. Mas quanto seria este “menos”?

Entre os times que já estouraram o “cap”, mas que podem usar a “Mid-Level Exception”, o Washington é a melhor possibilidade para LB. O Wizards é o único time da NBA que pode usar a totalidade da MLE: US$ 5 milhões.

O Washington, porém, acabou de selecionar na terceira posição da primeira rodada Bradley Beal (Florida), que joga exatamente na posição de Leandrinho e é tido como uma das maiores promessas deste recrutamento. Mas a gente bem sabe que o brasuca sempre funcionou vindo do banco. Há, portanto, espaço para ele na capital dos EUA. E seria uma boa vê-lo ao lado de Nenê Hilário. Acho que Leandrinho cairia como uma luva no Wizards.

O Milwaukee tem US$ 4,35 milhões também da MLE. E aqui igualmente pode ser uma boa parada para LB. Embora conte com Monta Ellis, o brasileiro poderia perfeitamente vir do banco (que é o seu cartão de visita, nunca é demais lembrar) e ajudar no rodízio de descanso de Ellis e servir como arma letal nos finais e momentos importantes das partidas, quando o Bucks precisar de pontos.

Outros dois times que podem usar a MLE para contratar Leandrinho são o Denver e o Oklahoma City. Ambos têm para gastar US$ 3,3 milhões. O Denver conta com Wilson Chandler e, principalmente, Corey Brewer — este um empecilho para a contratação de LB. No OKC não há espaço para Barbosa, pois o vice-campeão da NBA tem Thabo Sefolosha e James Harden. Isso sem falar que Scott Brooks usa às vezes Russell Westbrook como “shooting guard”.

De resto, o que sobra são times com merreca pra oferecer pra LB — a menos que eu tenho deixado passar alguma franquia que ainda tem dinheiro em caixa.

Sacramento, Portland e Philadelphia têm US$ 2,57 milhões. Mas é duro registrar na carteira de trabalho um salário 60% menor do que na temporada anterior.

CONCORRÊNCIA

LB não é o único “shooting guard” disponível no mercado. Isso tem que ser levado em conta também por ele e por seu agente.

Mickael Pietrus está sem contrato, o mesmo para Marquis Daniels, seu ex-companheiro de Boston. Pietrus pode ser visto como ala, mas eu o vejo mais como ala-armador por conta de seus tiros de três e de seu tamanho (1,98m).

O veterano Michael Redd também está igualmente à procura de emprego. Não fossem seus joelhos debilitados, estaria empregado e nem seria adversidade para LB.

Outros “shooting guards” desempregados são Chris Douglas-Roberts e Maurice Evans. Mas estes dois Leandrinho coloca-os no bolso.

Notas relacionadas:

  1. NBA DEFINE “CAP” PARA PRÓXIMA TEMPORADA
  2. LEANDRINHO PODE ESTREAR NESTE SÁBADO PELO INDIANA. NENÊ SÓ NA QUARTA-FEIRA
  3. DEPOIS DE TER SIDO CONVOCADO, NENÊ RETORNA AO WASHINGTON. VAREJÃO NÃO DEVE MAIS JOGAR ESTA TEMPORADA
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domingo, 8 de abril de 2012 NBA | 11:31

PITACOS DA RODADA DE SÁBADO, POIS A DE DOMINGO COMEÇA DAQUI A POUCO

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Um pitaco rapidinho sobre a rodada de ontem, pois às 14h de hoje, horário de Brasília, começa a deste domingo, com o jogão Knicks x Bulls, em Nova York, cidade onde o Chicago adora jogar.

Mas vamos à rodada de ontem:

1) O Lakers que se cuide, pois do jeito que vai, o time pode acabar a fase de classificação entre os times que jamais terão vantagem de quadra nos playoffs. No momento, com a derrota de ontem para o Suns, em Phoenix (125-105), os amarelinhos somam 22 derrotas. Mantém o terceiro posto no Oeste, mas aparece com muita nitidez na alça de mira do Clippers (mesmas 22 derrotas, mas está atrás por causa do confronto direto), Memphis (23) e Houston (25). O time jogou ontem sem Kobe Bryant (foto AP), com uma inflamação nos tendões da canela esquerda. Pau Gasol (30 pontos/13 rebotes) e Andrew Bynum (23 pontos/18 rebotes) fizeram de tudo para levar o time à vitória. Não contavam, porém, com a atuação soberba de Michael Redd, que veio do banco e fez 23 pontos. Nos últimos quatro jogos, Redd, que fez parte do time olímpico dos EUA que ganhou a medalha de ouro em Pequim-08, teve duplo dígito na pontuação e acumulou média de 18,2 pontos. Ótima notícia pra gente que gosta do jogo bem jogado, pois Redd sempre foi um cara acima da média. Ficou praticamente dois anos parados por causa de uma grave lesão nos joelhos e parece estar voltando. Completa 33 anos em agosto próximo e pode ainda ter lenha pra queimar, vide o caso Grant Hill. “Nosso departamento médico cura qualquer um”, elogiou o técnico Alvin Gentry.

2) Depois de perder duas partidas seguidas (San Antonio e Chicago), o Boston fez importante vitória ontem à noite diante do Pacers, em Indianápolis: 86-72. Bom para sua recuperação, claro, mas ainda falta ao C’s vitórias sobre adversários de peso. Perdeu seus dois jogos contra o Oklahoma City, o par de partidas diante do Lakers, a única peleja feita diante do San Antonio, no confronto contra o Bulls está em desvantagem em 2-1 e tem 1-0 frente ao Miami ao vencê-lo em casa, sendo que na próxima terça-feira joga na Flórida. O Celtics é um time com jogadores experientes, acostumados a jogos decisivo e tem uma camisa forte. Mas precisa mostrar em quadra que é merecedor do status de favorito. Magic Johnson, em um de seus comentários na TNT, colocou o C’s entre seus preferidos. Eu tendo a aguardar um pouco mais, exatamente porque diante dos times poderosos ele tem um retrospecto de 2-7 (22,2%). A defesa que o alviverde de Massachusetts mostrou ontem diante do Pacers (26-74; 35,1%) tem que ser mostrada também contra as fortalezas da competição. Quanto ao Indiana, a derrota colocou um ponto final em uma sequência de quatro vitórias. Mesmo com o revés, mantém-se na terceira posição no Leste, à frente exatamente do Boston, com 22 derrotas contra 24. Efeméride: Rajon Rondo completou seu 16º jogo seguido com duplo dígito nas assistências. Ontem foi dada uma dúzia.

3) O ridículo Stan Van Gundy escalou novamente Dwight Howard, ontem na vitória frente ao Philadelphia, fora de casa, por 88-82. D12, que segundo o treinador trama nos bastidores para derrubá-lo, anotou 20 pontos e 22 rebotes. Van Gundy deve ser adepto da filosofia de que os fins justificam os meios. Ou então é um banana de marca maior — fico com a segunda opção. Com o resultado, o Sixers somou sua terceira derrota seguida e dos últimos sete jogos só venceu dois. Espero que a rapaziada dê um tempo com essa história de dar o COY para Doug Collins. Não tem o menor cabimento. Tom Thibodeau, Gregg Popovich e Scott Brooks, nesta ordem, são os meus favoritos ao galardão. Correndo por fora aparecem Frank Vogel e Doc Rivers.

4) O Memphis vem encostando no terceiro posto, disse acima. Isso graças também à vitória de ontem diante do Dallas, em casa, por 94-89. Dos últimos nove embates, venceu sete. Temporada passada o time cresceu exatamente na segunda metade da competição. Nos playoffs, no oitavo posto, surpreendeu o líder San Antonio e eliminou-o (4-2), para em seguida ser batido pelo Oklahoma City (4-3). A diferença desta para a temporada passada é que naquela ocasião o melhor jogador do time, Rudy Gay (foto AP), com o braço quebrado não pôde participar dos playoffs. Agora, saudável, comanda a equipe em quadra. Ontem anotou 25 pontos. Zach Randolph, que perdeu 37 partidas por causa de uma contusão no joelho, voltou e em excelente nível. Ontem, vindo do banco, marcou 15 pontos e pegou 11 rebotes. Quanto ao Dallas, o time vem de duas derrotas seguidas e neste abril fez quatro jogos e venceu só um. Mesmo com o revés mantém-se no G8 do Oeste, ocupando a sétima posição, com 26 derrotas, mesmo número do Denver, mas leva vantagem no critério de desempate. Mas se não abrir os olhos e Dirk Nowitzki não voltar a jogar o que sabe (ontem fez 5-16 nos arremessos; 31,2%), o atual campeão da NBA fica de fora dos playoffs, pois o Phoenix vem crescendo (27 derrotas). Depois do “All-Star Game”, o time do deserto vem com uma campanha de 15-7 (68,1%, que o colocaria na terceira posição da conferência). Outra coisa: eu ouvi bem? Alguns “malucos” falam em Shawn Marion para melhor defensor da temporada?

5) E o Minnesota, hein? Perdeu ontem para o pobrezinho do New Orleans (99-90) e somou sua quinta derrota consecutiva. Dos últimos dez jogos, só venceu dois. Está praticamente fora dos playoffs. A contusão de Ricky Rubio: assim a gente explica a dramática queda do Wolves na competição. Desde que o espanhol lesionou os ligamentos cruzados do joelho direito, o time de Minneapolis fez 17 partidas e venceu apenas quatro.

6) Não vi o jogo, mas o duelo entre Blake Griffin e DeMarcus Cousins, pelos números, deve ter sido de arrepiar, embora um não tenha vigiado o outro a maior parte do jogo, pois atuam em posições diferentes, mas jogam dentro do garrafão. Griffin, o sujo, anotou 27 pontos e pegou 14 rebotes; Cousins, o problemático, fez 15 pontos, mas pegou 20 rebotes, seis deles ofensivos. No final, jogando em Los Angeles, o Clips venceu por 109-94, resultado que o deixa, como disse acima, no encalço do Lakers.

7) Finalmente, quero falar do Denver. Com a derrota de ontem para o Golden State (112-97), fora de casa, o time do Colorado está ameaçado no Oeste. Caiu para a oitava posição e tem agora 26 derrotas, uma a menos que Phoenix e Utah. Na época de Nenê Hilário não era assim: o time se classificava com os pés nas costas para os playoffs. Tudo bem que havia Carmelo Anthony e Chauncey Billups — mas havia Nenê também. O time o trocou por JaVale McGee (foto AP) e apostou em Kenneth Faried. McGee é banco e de lá saiu na derrota de ontem para anotar seis pontos e pegar igual número de rebotes; Faried marcou apenas um ponto e pegou só três rebotes. O ala-pivô, que vinha causando sensação no começo da temporada, tem médias de 9,4 pontos e 7,1 rebotes. McGee, com a camisa do Denver, tem 7,7 pontos e 5,9 rebotes. Ou seja: ou o Denver avaliou mal e equivocou-se ao trocar Nenê ou tinha informações seguras de seu departamento médico de que o brasileiro está lesionado seriamente e não terá mais sequências de jogos satisfatórias. Sim, pois desde que foi para o Washington, o brasileiro participou da metade dos confrontos que poderia ter jogado: seis em 12. Acumulou médias de 13,5 pontos e 9,3 rebotes. Vamos aguardar pelos fatos futuros para vermos o que de fato significou para Nenê e o Denver sua saída do Colorado.

Notas relacionadas:

  1. DOMINGO LEGAL; SÁBADO TAMBÉM
  2. UM DOMINGO NADA QUALQUER
  3. CHICAGO E SAN ANTONIO: OS GRANDES VENCEDORES DA RODADA DE SEXTA-FEIRA
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010 Sem categoria | 18:40

NÚMEROS QUE EXPLICAM

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Este iG fez uma matéria especial nesta sexta-feira que está bombando: os 20 maiores salários da NBA. Clique aqui e leia, vale mais do que a pena.

Alguns salários chamam a atenção. Rashard Lewis é hoje o segundo jogador mais bem pago da NBA. Um absurdo. Quer mais aberração? Michael Redd, aquele que nunca joga, é o quinto no ranking. Outro equívoco? Andrei Kirilenko está em sétimo lugar na lista.

Vale a pena ler a matéria e ver, por exemplo, que Kobe Bryant, merecidamente, é o jogador hoje que mais fatura em salários na NBA. O Lakers conta também com Pau Gasol na relação dos 20 maiores salários da liga. É o sexto colocado.

O Orlando é o time que tem mais jogadores: são três os milionários. Além de Lewis, aparecem Vince Carter e Dwight Howard.

Denver Nuggets coloca Carmelo Anthony e Kenyon Martin na relação, enquanto o New Orleans apresenta Chris Paul e Peja Stojakovic.

No total, são 19 dos 30 times da liga com pelo menos um jogador entre os 20 maiores salários da temporada.

Aí, sabem o que eu fiz? Fui olhar o “payroll”, ou seja, a folha da pagamento das 30 equipes da NBA. Sabem qual a que mais gasta? Los Angeles Lakers.

Mas publico na sequência a relação das 15 equipes que têm a maior folha da pagamento na atualidade. Ou seja, 50% delas. Vamos lá:

1)    Los Angeles Lakers  – US$ 95.692.591,00
2)    Orlando Magic – US$ 94.702.018,00
3)    Dallas Mavericks – US$ 89.093.829,00
4)    Boston Celtics – US$ 83.790.759,00
5)    Denver Nuggets – US$ 83.020.059,00
6)    Utah Jazz – US$ 75.785.355,00
7)    Houston Rockets – US$ 73.148.110,00
8)    New Orleans Hornets – US$ 72.969.767,00
9)    San Antonio Spurs – US$ 69.667.594,00
10)    Philadelphia 76ers – US$ 69.360.246,00
11)    Atlanta Hawks – US$ 69.145.985,00
12)    Milwaukee Bucks – US$ 69.128.143,00
13)    Portland Trail Blazers – US$ 68.419.112,00
14)    Memphis Grizzlies – US$ 67.840.930,00
15)    Golden State Warriors – US$ 66.498.756,00

Aí eu fiquei olhando pra tudo isso. E sabem o que constatei? O óbvio; ou seja: quem gasta muito tem a obrigação de estar entre os melhores.

Quem é que mais gasta? Lakers. Tem a maior folha de pagamento e tem em seu elenco o jogador que mais ganha na NBA. Então eu fiquei pensando: tudo o que esses caras fazem não é mais do que obrigação, pois o Lakers está sempre entre as franquias que mais gastam. Num ano está em primeiro, no outro em segundo. No máximo em terceiro.

Dá gosto ser campeão assim? Claro que dá; é sempre bom ganhar. Mas é como pegar uma auto-estrada com uma Mercedez e chamar para uma corrida um carro 2.0. O cara da Mercedez vai chegar na frente sempre, a menos que ele seja um desgraçado de um covarde que tem medo de enfiar o pé no acelerador. Quando isso acontece, o cara do carro 2.0, valentão que é, chega na frente. Quando isso acontece na NBA, outro time, que não o Lakers, ganha o campeonato.

Por isso o Lakers está sempre de olho no valentão pra dirigir sua Mercedez. Hoje ele tem Kobe Bryant. Mas Kobe não é eterno. Se ele não conseguir arrumar outro piloto valentão, perde o campeonato, mesmo tendo uma Mercedez nas mãos, ou seja, mesmo estando entre as franquias que mais gastam.

Mas eu não observei apenas isso. Sabem o que observei também? Que o badalado time do Miami Heat não aparece em nenhum lugar nestas duas listas. Nenhum dos componentes de seu Trio Magnífico está entre os 20 jogadores mais bem pagos da NBA na atualidade.

Seu melhor salário foi destinado para LeBron James, apenas o 22º. lugar na lista. Aliás LBJ e Chris Bosh, pois os dois ganham a mesma fortuna por temporada: US$ 14,5 milhões. Dwyane Wade? É o 26 º.: US$ 14 milhões.

Aí eu fui olhar a lista das 15 equipes que mais investem na NBA nesta temporada. Sabem o que eu reparei? Reparei que o Miami não aparece entre elas! O Heat vem logo a seguir, na 16ª. posição. Gastará nesta temporada US$ 66,49 milhões com seu elenco.

Aí eu fiquei pensando: quem é o verdadeiro favorito ao título desta temporada? Claro, o Lakers, que se ganhar, não fará nada mais do que a obrigação. E se der Miami? Bem, se der Miami é zebra! E o título, a meu ver, terá um sabor e um valor muito maior.

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009 NBA | 11:58

SEM DANÇA, MAS COM APOIO AO COLEGA

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LeBron James não dançou ontem em Milwaukee. Ainda bem; deve ter percebido a bobagem que cometeu no jogo contra o Chicago.

Tratou com respeito o adversário. E por isso foi tratado com respeito também.

Ótimo, que assim seja; sempre.

Quem dançou ontem foi o Bucks na derrota por 101-86 diante do Cleveland. O time de Ohio fez uma corrida recorde nesta temporada de 29-0, envolvendo pontos do primeiro e segundo quartos, e liquidou a partida.

Cavaliers Bucks BasketballO destaque ficou por conta de Delonte West (foto AP). O ciclotímico jogador do Bucks anotou 21 tentos, seu recorde na temporada, motivando a todos.

Disse o técnico Mike Brown sobre Delonte: “Nós sabemos do que ele é capaz. Temos que ter paciência com ele. O time está tendo paciência com ele. Eu continuo tendo paciência com ele”.

Delonte, se você se esqueceu ou não sabe, teve uma série de problemas na pré-temporada. A maioria de ordem pessoal.

Ele sofre de depressão. Tem altos e baixos, o que é triste para um ser humano. Essa ajuda que Brown e o time do Cavs dão a ele é importante nesse processo de recuperação quando ele se encontra “down”.

Delonte é bom jogador; já provou isso. A aposta é válida.

Mas é válida não apenas do ponto de vista esportivo, mas principalmente do ponto de vista humano.

Esta, talvez, esteja sendo a maior cesta que o Cleveland vem fazendo nesta temporada.

RECUPERAÇÃO

Não é apenas Delonte West que felizmente está se recuperando bem. O Cleveland também.

Depois de um início com três vitórias e três derrotas, o Cavs fez uma corrida de 12-2 e atualmente está em 15-5.

Encontra-se atualmente na terceira posição no Leste, atrás de Orlando e Boston, ambos com uma campanha de 16 vitórias e quatro derrotas.

PROVOCAÇÃO

Sabe o que o Milwaukee fez enquanto o locutor do ginásio apresentava o time do Cleveland? Tocou ao fundo o tema “New York, New York”, imortalizado na voz eterna do maior cantor de todos os tempos, Frank Sinatra.

O som ganhou mais decibéis quando chegou a vez de LeBron James.

Brincadeira sadia. Esta vale a pena e é engraçada.

BRASUCA

Anderson Varejão não foi bem na pontuação. A gente sabe que não é esta a função dele no Cavs.

O negócio dele é pegar rebotes, fazer corta-luz para os armadores e para LeBron James e contagiar o time com sua energia.
Cumpriu bem seu papel ontem diante do Milwaukee. Apanhou 12 ressaltos e acabou como o reboteiro do time e do jogo.

Deu ainda três assistências, tomou a bola do adversário em três ocasiões e deu um toco.

E contagiou a todos com seu jeito de não desistir jamais.

DODÓI

Brandon Jennings estava feliz por jogar ao lado de Michael Redd. Mas o armador do Milwaukee, medalha de ouro em Pequim, entrou em quadra nos dois primeiros jogos da temporada, contundiu o joelho, ficou nove jogos de fora, voltou, jogou mais três partidas e voltou a lesionar o joelho canhoto.

Não joga há cinco partidas. O DM do Bucks informa que ele pode voltar na contenda de amanhã contra o Boston.

Sabe o que me parece? Que Redd está cansado dos ares de Wisconsin.

ANÁLISE

O Lakers surrou o Phoenix ontem à noite em Los Angeles: 108-88. Com a nova vitória (a segunda diante do Suns nesta temporada), consolida-se como o time de melhor campanha nesta temporada entre todos os envolvidos na competição.

Seu recorde: 16-3. Depois aparecem Denver (15-5) e Phoenix (15-6).

Mas eu pergunto: esses números refletem realmente o poderio do Lakers em relação aos seus adversários? Que o Los Angeles é o melhor time da NBA, acho que ninguém duvida. Mas eu volto a perguntar: esses números refletem realmente o poderio do Lakers em relação aos seus adversários?

Vejamos: dessas 19 partidas realizadas até agora, 15 foram no Staples Center. Apenas quatro foram no campo alheio.

Em contrapartida, o Denver, de seus 20 compromissos, realizou dez fora e dez em casa; bem equilibrada. Já a tabela do Phoenix mostra o mesmo desequilíbrio da tabela do Lakers, mas ao inverso. O Suns fez 21 jogos até agora na competição, mas apenas sete foram no deserto do Arizona e 14 (!) fora da casa.

Pergunto uma vez mais: será que o Lakers teria essa campanha se tivesse uma tabela igual a do Phoenix?

Tenho dúvidas.

GENIALIDADESuns Lakers Basketball

Do que eu não tenho dúvida é quanto à capacidade de Kobe Bryant. O melhor jogador de basquete do planeta jogou ontem como se estivesse no playground de sua casa, em Newport Beach, brincando com os filhos.

Divertiu-se em quadra, fez seus companheiros renderem e, consequentemente, o time também. Seis dos 12 jogadores utilizados por Phil Jackson tiveram um duplo dígito na pontuação.

Entre eles, Kobe (foto AP), que anotou 26 tentos. Cestinha do time e do jogo.

Aliás, nenhum atleta do Lakers fez um “double-double” na partida contra o Phoenix. O único jogador em quadra a ter um duplo-duplo foi o armador Steve Nash, do Suns: 12 pontos e dez assistências.

Depois de um início avassalador, o Phoenix perdeu três de seus últimos quatro compromissos. Mas é bom ressaltar que todos foram fora de casa.

Já o Lakers está invicto há nove partidas. Oito delas jogadas em Los Angeles, apenas uma fora de casa, na vizinha São Francisco, diante do frágil Golden State.

DEBU

O bom filho à casa torna, diz o velho ditado. Pois bem, depois de três anos, Allen Iverson estará de volta com a camisa 3 do Philadelphia no jogo desta noite diante do Denver, no Wachovia Center da Filadélfia.

Depois de amargar reservas no Detroit e no Memphis, AI retorna ao Sixers para jogar o tempo todo, se for o caso. É isso o que ele quer; é isso o que Eddie Jordan, treinador do Philadelphia, garantiu a ele.

Não fosse assim, Iverson não teria aceitado esse novo contrato.

O melhor jogo da noite, sem dúvida.

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  1. DENVER, QUEM DIRIA?
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008 NBA | 12:15

SÓ DEU LEANDRINHO NA TERRA DE ELVIS PRESLEY

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Como é bom ver Leandrinho sendo Leandrinho. Nem é preciso explicar o que digo; todos os freqüentadores deste botequim sabem muito bem.

O paulistano fez 28 pontos. Foi o cestinha do jogo em que o Phoenix venceu o Memphis, em plena terra de Elvis Presley, por 101-89.

Seu aproveitamento foi muito bom: 10-18 nos arremessos, 55.5%. Confiante, acertou quatro das seis pelotas de três que mandou contra o aro inimigo: 66.7%. Nos lances livres, quatro em cinco tentados: 80.0%.

Apanhou ainda seis rebotes defensivos. Deu apenas uma assistência e não roubou nenhuma bola, é bem verdade, mas aí já é querer demais.

Leandrinho (foto Reuters) voltou a ser o velho Leandrinho.

Goleador.

Este é o seu cartão de visita.

TURRÃO

A gente só espera que o técnico Terry Porter reconheça a qualidade de Leandrinho e dê a ele mais minutos em quadra. Ontem ele jogou exatos 33.

Teve mais tempo porque Steve Nash, com uma contusão lombar, ficou ausente da partida. Foi corretamente preservado.

Leandrinho bem que poderia ter ficado mais no jogo. Mas está bom; aos poucos ele recupera um espaço que conquistou dentro do time, mas que com a saída de Mike D’Antoni foi para o espaço.

DIVISÃO

Steve Nash não é nenhuma criança. Vai fazer 35 anos no dia 7 de fevereiro próximo.

Digo isso porque Terry Porter poderia muito bem dar um descanso para o canadense, preservando-o, inclusive, para os playoffs, quando o pau come.

Sem contar o jogo contra o Oklahoma City, quando ele ficou em quadra apenas nove minutos e saiu por causa da contusão, Nash tem uma média de 36:27 minutos de permanência em uma partida.

Exagero de Porter; não há necessidade alguma de expor tanto o jogador. Até porque ele tem Leandrinho para ajudar a descansar o canadense.

O treinador bem que poderia fazer o que Phil Jackson faz no Lakers: divide os minutos. Isso descansa e envolve o pessoal do banco, que atua mais e sempre está preparado para entrar, não tendo a inatividade como um adversário a ser batido também.

RECORDE

Shaquille O’Neal (foto AP) é agora o oitavo maior cestinha de toda a história da NBA. Com os 24 pontos marcados ontem, ele suplantou o incomparável Oscar Robertson.

Shaq tem agora 26.711 pontos, um a mais do que Big O, agora o nono colocado.

É sempre bom lembrar: a NBA computa, nessa estatística, apenas os pontos da fase de classificação. Os números dos playoffs não contam.

Isso porque a liga entende que não seria justo, pois 16 dos 30 times se classificam para a fase decisiva, impossibilitando que todos os jogadores tenham a oportunidade de jogar o mesmo número de partidas.

TRIPLE-DOUBLE

Você sabia que Oscar Robertson é o único jogador em toda a história da NBA a ter um “triple-double” de média em uma temporada?

No campeonato de 1961-62, Big O marcou 30.8 pontos, 12.5 rebotes e 11.4 assistências.

Inacreditável.

Na temporada 1970-71, foi campeão ao lado de Lew Alcindor, que mais tarde mudou o nome para Kareem Abdul-Jabbar. Robertson ganhou a medalha de ouro com os EUA nos Jogos Olímpicos de Roma, em 1960, quando ainda não tinha entrado na NBA.

Aquela seleção, além dele, contava também com Jerry West, Walter Bellamy, Jerry Lucas e Adrian Smith.

Para muitos, o melhor time americano depois do Dream Team de Barcelona-92.

INFANTILIDADE

Você viram a expulsão de Amaré Stoudemire? O árbitro marcou uma falta dele em Hakim Warrick. Amaré não gostou e protestou.

Deve ter falado alguma abobrinha para o árbitro. Tomou uma técnica. Continuou falando bobagens: veio a segunda e a conseqüente exclusão.

O jogo estava no segundo quarto! Faltavam 3:51 minutos para o final do primeiro tempo e o Memphis vencia por apenas dois pontinhos: 45-43.

Por que essa perda de controle?

Aonde ele pretende chegar com esse comportamento?

A lugar nenhum.

Amaré é excelente jogador e também experiente. Mas o Phoenix quer contar com ele em quadra, e não fora dela.

Aí não interessa.

DEU WADE

No duelo entre Dwyane Wade e LeBron James (foto AP), companheiros de seleção nos Jogos de Pequim, deu o armador do Miami. O Heat bateu o Cleveland, na Flórida, por 104-95.

D Wade só não fez chover. Marcou 21 pontos, deu 12 assistências, pegou cinco rebotes, tomou três bolas do adversário e mesmo com apenas 1m93 de altura, conseguiu dar um toco.

LBJ também fez um grande jogo. Marcou 38 pontos e distribuiu sete assistências.

Mas defendeu pouco – bem como todo o time do Cleveland. Resultado: o Cavs perdeu uma invencibilidade de seis jogos.

Aliás, tem sido quase sempre assim quando os dois times se enfrentam em Miami. O Heat venceu os últimos dez dos 11 enfrentamentos.

VAREJÃO

O capixaba teve um jogo a la Dennis Rodman. Acrescentou rebotes ao time, mas nos pontos ficou não deu as caras.

Anderson Varejão pegou dez rebotes (três no ataque) e marcou apenas dois miseráveis pontinhos.

Pontuou pouco porque não olhou para a cesta o jogo inteiro. Fez apenas um arremesso – certo – e errou os dois lances livres que cobrou.

Ficou em quadra 24:02 minutos. Não é muito, é verdade, mas o suficiente para fazer mais do que um par de pontos.

COMEMORAÇÃO

LeBron James fez 24 anos ontem. A comemoração foi um dia antes.

Ele e Dwyane Wade, junto com amigos em comum, festejaram na segunda-feira à noite, em Miami mesmo, um dia antes do jogo.

Concentração do tipo creche, como existe no futebol brasileiro, é algo impensável na NBA. Os jogadores sabem muito bem até onde eles podem ir.

Limite é uma palavra mais do que clara para eles.

SURPRESA

Alguém podia imaginar que o Milwaukee pudesse vencer o San Antonio, em pleno Texas?

Eu não – nem os fanáticos torcedores do Spurs que freqüentam este botequim.

Mas foi o que aconteceu.

Com uma atuação de gala do ala/armador Michael Redd, bem coadjuvado pelo amador Luke Ridnour, o Bucks deu mole, é verdade, mas venceu.

Quando digo que o time de Wisconsin deu mole refiro-me ao final da partida. Roger Mason enfiou uma bola de três na cesta do Milwaukee e baixou a vantagem dos visitantes para apenas dois pontos: 100-98.

Nove segundos para o final; fundo bola para o Bucks. Bola nas mãos do experiente Richard Jefferson. Ele se atrapalhou e estourou o tempo de reposição.

O fundo bola, então, passou para o San Antonio. Tim Duncan, no entanto, errou uma das bandejas mais fáceis desde que entrou na NBA.

Mas ele tem poupança. Nenhum torcedor reclamou.

Só lamentou o resultado: 100-98 para o Bucks e o fim de uma invencibilidade de sete jogos no AT&T Center.

NÚMEROS

Como disse acima, Michael Redd teve uma atuação de gala. Marcou 28 pontos, apanhou dez rebotes, deu quatro assistências e fez um desarme.

Luke Ridnour contribuiu com 21 pontos, cinco rebotes e seis assistências.

Richard Jefferson, no entanto, ficou devendo. Marcou apenas oito pontos, se bem que pegou nove rebotes.

E no final quase entregou o jogo para o San Antonio.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,