Michael Jordan | Fábio Sormani - Part 4

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domingo, 18 de dezembro de 2011 NBA, Sem categoria | 15:46

BARCELONA SÓ ENCONTRA PARALELO NO “DREAM TEAM”

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Ainda impactado pelo futebol do Barcelona, começo estas mal traçadas… Rapaziada, eu nunca vi nenhum time, não importa a modalidade, dominar tanto um adversário como o Barça domina seus oponentes.

Neste domingo foi o Santos. No sábado passado foi o Real Madrid. E amanhã fará o mesmo contra outros times, apareça quem aparecer, não importa a nacionalidade.

Claro que não há times imbatíveis. Nem o Santos de Pelé era. Esse Barcelona perdeu recentemente para o Getafe, pelo Campeonato Espanhol, por 1-0; mas é raro.

Vi a segunda metade do Santos de Pelé jogar. A partir de 1966 já me lembro de futebol. Aquele Santos era espetacular, mas não dominava o adversário como o Barcelona domina.

É certo que o conceito era outro. O Santos de Pelé não tinha como filosofia a posse de bola. O Santos de Pelé era rápido, agredia seus adversários rapidamente. Trocava posse de bola com o oponente. Mas, no final, o resultado era o mesmo do Barcelona de hoje: o Santos quase sempre vencia e ganhava campeonatos.

Trazendo para o basquete, não vi o Boston de Bill Russell jogar. Mas vi o Chicago de Michael Jordan.

Não era a mesma coisa; o Chicago de MJ dominava seus oponentes, mas vencia partidas no sufoco, no aperto. O adversário jogava também. Mas no final, no momento da decisão, MJ e companhia definiam a partida e venciam campeonatos.

Se continuarmos no campo das comparações, esse Barcelona lembra sabe quem? O “Dream Team” de Barcelona-92. Exatamente isso: o “Dream Team” que ganhou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Barcelona.

Olha que coincidência: Barcelona… Acho que é a água da cidade, só pode ser isso.

Alguém pode perguntar: se o “Dream Team” disputasse uma temporada da NBA perderia quantas partidas? Respondo: nenhuma.

O “Dream Team” assustava seus adversários como esse Barcelona assusta.

Pro meu gosto, futebol é um esporte sonolento e chato pra burro. Mas ver o Barcelona dá prazer. Paro de fazer o que estou fazendo para ver o Barça jogar.

Basquete é um esporte emocionante e dinâmico. Nunca faço outra coisa quando há um jogo da NBA à minha disposição. E quando o “Dream Team” jogava eu mandava o mundo se calar.

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Autor: Fábio Sormani Tags: ,

terça-feira, 22 de novembro de 2011 NBA, NBB, basquete brasileiro | 20:42

DIRIGENTE DIZ QUE NBB DEVE IMITAR VÔLEI PARA EVITAR DESAPARECIMENTO DE EQUIPES

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O parceiro Guilherme mandou-nos um link de uma entrevista do diretor do Uberlândia, Wellington Salgado, ao SBT, na qual ele toca em um ponto polêmico: o livre mercado. Segundo Salgado, o NBB pode perder sua competitividade e consequentemente seu interesse por conta da força financeira de algumas equipes, como Flamengo, Pinheiros e Brasília.

Para o dirigente, a solução seria a LNB (Liga Nacional de Basquete) limitar os salários criando o mesmo sistema de pontos que a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) criou. Ou seja: ranquear os atletas e dentro deste ranqueamento uma equipe não pode ultrapassar determinada pontuação.

“Você tem um time como o Flamengo que tem uma folha de R$ 500 mil por mês, temporada de dez meses, R$ 5 milhões”, afirmou Salgado. “O Pinheiros deve estar (na casa dos) R$ 450 mil, temporada de R$ 4,5 milhões. Você vai a Brasília, R$ 350 mil (R$ 3,5 milhões). Então, o troço está fugindo do controle. Se a liga não criar a mesma organização da confederação de vôlei, nós vamos ter um problema sério que vai levar o basquete do Brasil para baixo novamente”.

Salgado (foto) afirmou que há jogadores ganhando mais do que a realidade do basquete brasileiro permite. “Nós temos hoje salários de R$ 75 mil, R$ 80 mil e se não criarmos algo para controlar, nós não vamos muito bem”, disse ele. “Vamos acabar diminuindo. Antes a gente tinha 16 times (no NBB), hoje temos 15”.

O desaparecimento do Vitória, equipe do Espírito Santo, deu-se, segundo ele, porque o time não tinha como competir. “Entrar pra perder, porque não tem recurso, o time desiste: foi o que aconteceu com o time do Espírito Santo”, disse o diretor do Uberlândia.

COMPARAÇÃO

O sistema de pontos que a CBV criou nada mais é do que o “salary cap” da NBA, que foi criado na temporada 1984-85 para evitar que ganhe sempre o campeonato quem tem mais dinheiro. Só que o teto salarial da liga norte-americana foi desvirtuado por conta de várias exceções criadas com o passar do tempo para permitir que os salários dos jogadores não fossem engessados.

Exemplos? A “Larry Bird Exception” (permite um time estourar o “cap” para renovar com seus jogadores que tenham jogado mais de três temporadas), a “Early Bird Exception” ( idem, mas neste caso é para jogadores que tenham jogado duas e não três temporadas), a “Mid-Level Exception” (permite a uma equipe contratar um jogador pagando a ele o salário médio da liga, mesmo que essa equipe tenha estourado o teto salarial), “Rookie Exception” (permite ao time pagar a um novato de primeira ronda o valor estipulado pela NBA mesmo que a franquia esteja acima do “cap”) e a “Tax Level” (valor estipulado pelo CBA [Collective Bargaining Agreement] que excede o teto salarial sem que o time tenha que pagar o “Luxury Tax” [US$ 1 pra cada US$ 1 gasto além do “cap”]).

E por aí vai; há outras exceções, mas não é a proposta deste post falar sobre isso.

O fato é: como se diz nos EUA, o “salary cap” da NBA é “soft”, ao contrário da NFL, que é “hard”. Ou seja: não tem choro nem vela, se o valor do teto é aquele, não se pode ultrapassá-lo e ponto final.

PARIDADE

A ideia de se estipular limites, seja pelos vencimentos (NBA) ou pelos pontos (CBV), é interessante. Isso porque, como disse Wellington Salgado, o campeonato fica nivelado e, consequentemente, muito mais disputado e atraente.

Vamos ser honestos: vocês acham que equipes como Tijuca, Vila Velha e Liga Sorocabana e o Araraquara têm pretensões de ganhar o campeonato? Com todo o respeito por elas, não acredito.

Se houvesse o sistema de pontuação, as equipes seriam mais parelhas. Consequentemente, todas poderiam sonhar com o título.

Teríamos arenas lotadas, cidades inflamadas, mídia alerta e disponível; enfim, haveria um envolvimento muito maior e o campeonato seria um grande ponto de interrogação.

Hoje, dificilmente o título escapará das mãos de Brasília, Flamengo, Pinheiros e em um nível mais abaixo, vindo para causar surpresa, Franca, Minas, São José, Limeira e Bauru.

QUOTE

Recentemente, Michael Jordan, dono do Charlotte Bobcats, afirmou que o que impedia o Cats vencer o Lakers em uma série de playoffs era a folha de pagamento. Ou seja: ele não tinha à disposição jogadores como Kobe Bryant, Pau Gasol e Lamar Odom (foto acima) porque não tem como pagá-los.

Desta forma ele justificou seu posicionamento neste embate times x jogadores que provocou o locaute na NBA que hoje completa seu 145º dia.

CONCLUSÃO

Eu acho que o sistema de pontos é interessante e deveria ser considerado. Mas, sem dúvida, esta é uma questão polêmica, como disse no começo da nossa conversa.

Quero saber o que vocês pensam do assunto.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

domingo, 13 de novembro de 2011 Sem categoria | 12:42

STERN APONTA AGENTES DOS JOGADORES COMO EMPECILHO PARA FIM DO LOCAUTE

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Os jogadores devem dizer não à última e derradeira proposta recebida pelo sindicato na última quinta-feira. Com isso, poderemos ter cancelada toda a temporada. Será uma tragédia.

David Stern, o comissário da NBA, já encontrou um dos vilões da história: os agentes dos jogadores. Segundo ele, talvez o maior de todos, pois eles estariam sabotando o possível acordo.

Claro que os agentes não são o único “culpado” deste imbróglio todo, mas que Stern tem uma boa dose de razão, isso tem. Os agentes, todos nós sabemos são gananciosos, só pensam no dinheiro e, consequentemente, não estão nem aí para o aspecto esportivo, moral e social.

É assim na NBA e no futebol, por exemplo.

Vejam o caso do Neymar, atacante santista que além de driblar botinadas adversárias driblou a empáfia de europeus falidos que ainda insistem em sustentar a realeza na barriga.

Se dependesse de seu agente, Vagner Ribeiro, Neymar teria ido para o Real Madrid. E por um simples motivo: lá, a joia santista iria ganhar muito mais — se é que de fato iria mesmo ganhar muito mais.

Ribeiro (jocosamente chamado de Vagner Dinheiro) não considera o aspecto pessoal, a felicidade de seu cliente. Para ele, a grafia da palavra felicidade poderia ser mudada para feli$$idade.

Neymar, no Brasil, está ao lado da família e dos amigos. Neymar, no Brasil está ao lado do filho, Davi Lucas, por quem ele tem um amor de pai no sentido mais pleno do sentimento. Neymar, no Brasil, passeia de iate pela ilha do Guarujá, ao lado de duas portentosas mulheres, e não é censurado por ninguém.

Isso é viver. Como disse a manchete da “Folha de S.Paulo” da última quarta-feira: “Europa, pra quê?”

Certa vez eu li em um livro do deputado federal Fernando Gabeira (acho até que não é de cunho dele) onde ele dizia: “Trabalho pra viver; não vivo pra trabalhar”.

Perfeito.

Ser humano que pensa ao contrário, a meu ver, é um infeliz. Ser humano que tira férias e depois de dez dias não vê a hora de voltar a trabalhar, a meu ver, é um ser melancólico.

O trabalho é importante, mas não pode ser o único e nem o principal fator de felicidade do ser humano.

Voltando à NBA e ao locaute, os jogadores têm que estar à procura da felicidade. Claro que eles não podem se sujeitar à pressão patronal, mas também não podem se deixar levar pela ganân$ia dos agentes.

Quando Michael Jordan jogava, seu agente era um cara chamado David Falk. Falk tinha em mãos os principais jogadores da NBA na época. Tanto que a mídia dizia que era ele quem montava os times.

Falk (na foto entre MJ e Charles Barkley) agenciava, além de MJ e Barkley, Moses Malone, Allen Iverson, John Stockton, Dominique Wilkins, James Worthy, Patrick Ewing, Alonzo Mourning, Dikembe Mutombo, Glen Rice e Stephon Marbury, por exemplo.

Sua ganân$ia, o derrubou. Hoje, Falk tem em mãos jogadores medianos. Seu melhor cliente é Elton Brand.

Os jogadores podem dar atenção à palavra de seu agente, mas ela não pode ser a definitiva.

No contexto atual, os agentes atuais estão pre$$ionando os jogadores. E estão tramando também. Tanto que alguns deles já deixaram claro: se o locaute terminar, vão endurecer para negociar com os donos dos times que estão brigando por uma fatia maior no bolo do BRI (Basketball Related Income), que é tudo o que a NBA arrecada.

Elegeram Michael Jordan como principal vilão. Alguns chegaram a dizer que não vão deixar seus jogadores atuar no Charlotte de MJ.

Como assim não vão deixar? Jogador não tem voz-ativa? E a vontade e a felicidade dos jogadores, não conta?

David Stern tem razão: os agentes estão de fato dificultando o processo todo. Já disse a vocês e relembro, pois é importante relembrar uma vez que esta informação tem papel relevante na história: os agentes ficam com 4% do valor dos contratos assinados.

Ou seja: quanto mais de grande monta for, melhor.

Por que eles iriam incentivar os jogadores a dar voz a sentimentos como os de felicidade se eles podem incentivá-los a pensar em feli$$idade?

David Stern não é santo nessa história. História, aliás, que não tem santo em nenhum dos lados. Mas que os agentes são agentes que disseminam a discórdia, disso eu não tenho a menor dúvida.

Seria muito bom para o esporte que esse tipo de personagem fosse banido. Os jogadores poderiam se fazer representar, por exemplo, por advogados no momento de assinatura de contratos. O escritório de advocacia cobra X pelo trabalho e ponto final.

Infelizmente, o agente surgiu em determinado momento da história. Os olhos arregalado$ e gulo$os dos agentes são, de fato, um estorvo muito grande na NBA, no futebol e em qualquer outra modalidade esportiva.

Se os jogadores querem mesmo colocar um ponto final no locaute, eles devem ouvir a voz que vem do coração.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

terça-feira, 8 de novembro de 2011 NBA | 17:15

DONOS DE FRANQUIAS E JOGADORES DA NBA ESTÃO DIVIDIDOS E ACORDO PODE SER ALCANÇADO

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Os dois lados estão rachados, mas isso não significa que tudo irá por água abaixo.

Parte dos representantes dos jogadores pretende dizer não à oferta da NBA de 51-49 em favor dos atletas e, com isso, pedir a dissolução do sindicato. A outra parte entende que deve-se dizer sim.

Parte dos donos de franquia torce para que os jogadores digam sim à oferta para que o locaute acabe e comece a temporada. A outra parte torce para que a NBPA (associação dos jogadores) diga não para que ela apresente a proposta final de 53-47 em favor dos patrões — que é o que esta parte quer.

Como disse anteriormente, o fato de estar rachado não significa que não se vá encontrar uma solução para este impasse. É natural que em situações desse tipo haja divergências.

Se a maioria dos jogadores, encabeçados por Derek Fisher e Billy Hunter (foto AP), chegar à conclusão de que deve aceitar o proposto e aparecer para a reunião desta quarta-feira e disser sim, os atletas que não gostaram desta oferenda patronal vão acatar.

Vale o mesmo para os patrões: se o tão esperado sim for dito na conferência desta quarta, os que querem a maior fatia do BRI para os donos das franquias vão igualmente acatar.

Isso chama-se democracia. E nos EUA ela é hiper, super, respeitada.

E é exatamente esta cisão que me faz acreditar que o acordo será alcançado.

LADOS

Michael Jordan (foto AP), dono do Charlotte, Paul Allen, proprietário do Portland e Herb Kohl, empregador do Milwaukee, são os que torceram o nariz para a oferta que David Stern fez aos jogadores no último domingo e fazem parte daquele grupo que espera pelo não dos jogadores para inverter a proposta.

Dwyane Wade e Paul Pierce lideram um movimento de rebelião dentro do sindicato dos atletas que pede pelo fim da associação, pois entendem que ela não está conduzindo a contento as negociações e vai acabar aceitando uma proposta que será dramaticamente desvantajosa para os jogadores.

Mas acabar com o sindicato (“decertification”, como eles dizem) é algo muito complicado e se de fato ocorrer, praticamente acabaria com a NBA, pois a briga acabaria em um tribunal e o processo seria longo e doloroso.

Não sei como os jogadores podem cogitar algo assim!

RELATO

Valho-me de mensagem enviada pelo nosso parceiro Gilbercley que pegou um trecho de um texto do blog “Bola Presa” que explica bem a situação. Pra quem não leu, selecionei o mais importante:

“A NBA não pode ser indiciada por atividade de truste, que é quando uma única organização domina toda a oferta de produtos ou serviços de uma área, ou quando uma única organização tem poder demasiado de pressão sobre essa área. A NBA domina o mercado e a área de atuação dos jogadores de basquete nos EUA, mas como existe uma associação dos jogadores (NBPA), a liga está protegida. A chamada “decertificação” da NBPA permitiria que a NBA fosse indiciada por truste e aí as negociações pulariam das mesas de David Stern e Billy Hunter para a Justiça.

Segundo a análise do advogado David Scupp, um especialista em processos antitrustes nos EUA, os jogadores até teriam muitas chances de ganhar esse processo contra a NBA se um dia ele chegar à Justiça. Mas muitos temas seria abordados e o processo seria complicado, mas no fim a vitória dos jogadores poderia ser significativa, diz ele. Mas isso não quer dizer que é a melhor opção.

Segundo Scupp, um processo desse tamanho demoraria anos e anos para ser resolvido, o que significaria que a NBA perderia mais de uma temporada, muito de sua força e fama, e os jogadores ficariam anos sem salários. Fazer isso seria aceitar, ao que parece, ganhar bem menos em times ao redor do mundo ao invés de dar o prazer da vitória nas negociações para os donos das franquias”.

EPÍLOGO

Enfim, o que a gente tem que torcer é para que na reunião desta quarta-feira haja bom senso de ambas as partes e um acordo seja assinado.

Caso contrário, teremos que nos contentar com Euroleague, ACB e NBB.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 10 de outubro de 2011 NBA, outras | 17:49

A PALESTRA DE KOBE E A ETERNA COMPARAÇÃO COM MICHAEL JORDAN

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Kobe Bryant fez uma palestra para alunos do curso de psicologia da Universidade de Santa Barbara, que fica ao norte de Los Angeles, quase no meio do caminho entre LA e São Francisco. A cidade é belíssima e vale uma visita para quem for à California.

Quanto a conversa com os alunos, ela foi no último sábado. E foi numa boa, pois Kobe estava relaxado e aberto a perguntas.

Entre elas, claro, a que todos fariam: Kobe, você gostaria de ser lembrado como o maior de todos os tempos?

Kobe respondeu: “Isso não é importante para mim. É impossível (ter essa resposta). Até mesmo com (Michael) Jordan as pessoas dizem que ele não foi o maior de todos. Há quem diga que foi Magic (Johnson) ou Bill Russell. Não vale a pena buscar esse tipo de coisa. Eu apenas quero vencer tudo o que puder”.

Se vocês pensam que os alunos se deram por satisfeitos, se enganam. A próxima pergunta foi: Kobe, você quer superar os feitos de Jordan?

Kobe respondeu: “Claro, eu quero ganhar tudo o que puder. E isso significa que eu estou a persegui-lo. Quero continuar a ganhar mais e mais. Mas não é uma competição direta entre mim e ele, até porque ele me ajudou muito. Ele odeia quando eu digo isso, mas vou dizer assim mesmo: a gente se fala por telefone o tempo todo. Falamos sobre muitas coisas, esse é o tipo de relacionamento que temos. Eu aprendi muito com ele. Por isso, não quero ter esse tipo de debate sobre quem é o melhor”.

O papo foi muito bom. Os alunos saíram-se melhor do que muitos repórteres. A pergunta seguinte foi: Kobe, você gostaria junto com qual jogador?

Kobe respondeu: “Eu gostaria de jogar com Carmelo Anthony. Campeonatos são vencidos lá dentro (jogo interior). E eu sei que Melo tem essa capacidade, essa intensidade. E essa é a força deste nosso novo time. Eu posso fazer isso, Lamar (Odom) pode fazer isso, Ron (Artest) pode fazer isso, Pau (Gasol) pode fazer isso e Andrew (Bynum) pode fazer isso. Equipes são afortunadas quando têm um cara que pode controlar esse jogo. Sim, eu adoraria jogar com Melo”.

ROMÁRIO

Em entrevista recente, Romário declarou: “Depois do Pelé eu sou o maior de todos os tempos. Maradona foi tecnicamente melhor do que eu, mas eu tenho títulos que ele não tem”.

COMPARAÇÃO

Voltemos ao tema proposto pelos alunos da US-Santa Barbara: quem é melhor, Kobe ou Jordan?

Tecnicamente, eu acho MJ melhor; Kobe é a materialização de Jordan nos dias atuais. Ou seja: joga muita bola também e se parece com MJ em quadra. O jeito de jogar, o jeito de andar, o comportamento em relação aos companheiros e adversários, tudo em Kobe lembra MJ.

Mas se formos pela linha do Romário o que teremos? Teremos o seguinte:

1) MJ chegou a seis finais da NBA: venceu todas. Kobe disputou sete: ganhou cinco;

2) MJ foi eleito MVP das finais nos seis títulos conquistados. Kobe foi eleito nos dois últimos;

3) MJ anotou ao longo da carreira 32.292 pontos, o que deu uma média de 30,1 pontos por jogo. Kobe fez 27.868 pontos, média de 25,3 por partida;

4) MJ cravou 5.987 pontos em playoffs e teve médias de 33,4 pontos. Kobe fez 5.280 e tem média de 25,4.

5) MJ foi eleito cinco vezes MVP da temporada regular. Kobe apenas uma vez;

6) MJ apareceu dez vezes na seleção do campeonato. Kobe em nove;

7) MJ esteve em nove ocasiões no melhor time defensivo. Kobe também;

8) MJ foi eleito em uma oportunidade o melhor defensor da NBA. Kobe nunca foi escolhido;

9) MJ foi o cestinha do campeonato em dez ocasiões. Kobe em duas;

10) MJ foi eleito “Rookie of the Year”. Kobe não foi.

CONCLUSÃO

Deixo para vocês concluírem. Não apenas os números, mas também a palestra feita por Kobe Bryant na UC-Santa Barbara.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

domingo, 4 de setembro de 2011 NBA, Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 16:18

O DRAMA DE TIAGO SPLITTER

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Leio que Tiago Splitter tem passado muito tempo depois dos treinamentos exercitando os lances livres. E ele precisa mesmo fazer isso.

Em quatro partidas neste Pré-Olímpico de Mar del Plata, o catarinense cobrou 22 arremessos e acertou apenas oito, o que deu um aproveitamento de preocupantes 36,4%.

Melhorou, aliás, se comparado com seu desempenho no torneio Tuto Marchand, que foi disputado no final de agosto em Foz do Iguaçu (PR). Naquela competição, Splitter, em três partidas, arremessou 20 bolas e encestou seis. Percentual de 30,0%.

Se recuarmos no tempo e desembarcarmos no Mundial da Turquia, realizado no ano passado, nesta mesma época, teremos o seguinte: 27 lances cobrados e 17 encestados, o que deu um percentual de 70,4%.

Vamos recuar um pouco mais no tempo? Pois não: Pré-Olímpico das Américas em 2003. Local: Porto Rico. Na época, com apenas 18 anos, Splitter (foto Getty Images) cobrou 40 lances livres no torneio e acertou 33, tendo, por isso, obtido um desempenho de 82,5%.

Então, a gente se pergunta: o que aconteceu?

Splitter tem treinado todos os dias esses malditos lances livres em Mar del Plata. Vai adiantar? Piorar não vai; mas volto a me perguntar: vai adiantar?

Não sei, pois não tenho visto esses treinamentos. Mas podemos discutir o assunto.

Todos sabem que esses arremessos têm que ser feitos com os braços pesados, cansados, depois de um longo período de treinamento. E mais: deveria ser feito em uma situação próxima à situação de jogo.

Certa vez, li que Dwight Howard, outro que tem problemas na linha do lance livre, levou para o ginásio de treinos do Orlando um monte de amigos. E um potente aparelho de som.

Por que tudo isso?

Para criar um “clima” no momento dos arremessos. Os amigos gritavam, o aparelho de som ficava ligado, no último volume, reproduzindo vaias de torcida.

Achei a ideia muito boa. Splitter deveria pensar nisso quando for treinar. Mas sei que lá em Mar del Plata é difícil levar um monte de amigos para o ginásio, mas reproduzir vaias não seria impossível: precisaria apenas de um potente aparelho de som, que ficaria logo atrás dele, mais ou menos na linha dos três pontos, atazanando sua concentração no momento do arremesso.

Outra coisa: qual será o estado emocional de Splitter no momento em que cobra o lance livre?

Michael Jordan dizia que quando ia bater um lance livre ele se transportava para o quintal de sua casa, quando treinava e brincava com seu irmão mais velho, Larry. Lá era como estar no paraíso.

Em que será que Splitter pensa quando bate um lance livre? Se ele ficar se lembrando dos números, arremessará pressionado; se procurar se desligar disso tudo, arremessará sem pressão e poderá obter sucesso.

É importante que se diga: Tiago mudou sua maneira de chutar. Antigamente, pegava a bola, batia sei lá quantas vezes e arremessava. Hoje, ele pega a bola, bate sei lá quantas vezes, para, olha para a cesta e arremessa.

Até agora não surtiu efeito.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

quinta-feira, 1 de setembro de 2011 NBA, Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 19:45

REFLEXÕES NUM DIA DE FOLGA

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O Brasil folgou nesta quinta-feira. Como disse Rubén Magnano, treinador argentino que dirige o nosso selecionado, essa parada foi boa para corrigir defeitos que o time apresentou nos dois primeiros jogos.

Apesar de ter vencido seus dois primeiros compromissos neste Pré-Olímpico, Venezuela (92-83) e Canadá (69-57), alguns ajustes precisam ser feitos. Especialmente no ataque, pois nossa defesa vai bem.

Quem acompanha esse blog assiduamente sabe que eu critico a nossa falta de imaginação ofensiva. Nosso time só sabe arremessar de três ou infiltrar.

Pontos “in between”, como dizem os americanos, não sabemos fazer. Nossos jogadores não conhecem o “mid-range jumper” (arremesso dentro do arco dos três), outra expressão que os americanos também usam sempre.

Partir pra cima da marcação, driblar o marcador e arremessar da zona morta ou da cabeça do garrafão é algo que os nossos jogadores não fazem a menor ideia do que seja.

Exemplos? Michael Jordan, Dirk Nowitzki, LeBron James, Dwayne Wade, Carmelo Anthony, Kobe Bryant (foto) e outros.

DIFICULDADE

É bem verdade que esse tipo de arremesso não é fácil. É preciso ser bom de bola para fazer isso. Nem mesmo times europeus e o conjunto argentino têm muitos jogadores que têm esse arremesso.

O que normalmente a gente vê são jogadas dentro do arco dos três onde a bola acaba nas mãos de algum jogador na zona morta (por exemplo) e este, parado (como ocorre com os nossos arremessos de três), arremessa.

O “jumper” em movimento, concordo, é de fato algo difícil de ser feito. O mesmo vale para as bolas de três, como Ray Allen faz tão bem com a camisa do Boston e Reggie Miller fazia tão bem com a camisa do Indiana.

Esse tipo de jogo, aliás, é uma tendência do basquete mundial. Nos EUA, técnicos e especialistas reclamam que as partidas, hoje, se resumem a arremessos de três e enterradas — e algumas poucas infiltrações.

Aqui, como nossos jogadores (à exceção de Nenê Hilário) não sabem enterrar direito, troca-se a enterrada pela bandejinha mixuruca.

CULPA

Por que isso acontece com o nosso basquete? Todo mundo tem a resposta na ponta da língua: porque nossos jogadores cresceram vendo Oscar Schmidt arremessar.

A culpa é do Oscar? Claro que não. Oscar fazia o seu jogo, ele não estava pensando em ser espelho pra ninguém. Ele estava pensando em ganhar jogos. Usava sua grande arma para aniquilar o oponente; e assim foi ao longo de sua vitoriosa carreira.

A culpa é de quem então? Dos nossos treinadores, claro. Treinadores da base, que deveriam observar que Oscar Schmidt é igual Manu Ginobili: só aparece de quando em quando.

Portanto, se não temos nenhum Oscar Schmidt (Marcelinho Machado é uma pálida cópia do Mão Santa) o negócio, na base, era: 1) inibir esse tipo de arremesso; 2) aperfeiçoar arremessos próximos da cesta; 3) treinar jogadas que possibilitem esse arremesso.

Infelizmente, a maioria dos nossos treinadores na base é fraca. Claro que tem gente que conhece o jogo, que sabe treinar, que é competente; enfim, que tem boa didática. Mas, infelizmente, é a minoria — mas bota minoria nisso.

Marcel Souza, outro gênio da história do nosso basquete, sempre diz: “Na base você corrige os erros; no adulto, você esconde-os”.

Esse problema, no entanto, não é apenas nosso. Lá fora eles existem também.

ESPANHA

Vejam o caso do Tiago Splitter, que foi formado no basquete da Espanha, que muitos dizem ser hoje a segunda melhor escola do planeta. Splitter é um jogador que não tem arremesso. Não, não estou me referindo aos lances livres, estou me referindo aos arremessos próximos à cesta.

Splitter só pontua no “pick’n’roll”, que ele tanto fez ao lado de Marcelinho Huertas em seus tempos de Espanha, “pick’n’roll” este que acaba em bandejas. Ou então ele pontua aproveitando-se de passes que recebe dentro do garrafão que na maioria das vezes também acabam em bandeja.

No texto que escrevi sobre o jogo de ontem contra o Canadá, mencionei esse problema. Quando Tiago estava postado no lado esquerdo do nosso ataque e recebia a bola de costas para a cesta, seu marcador fechava o meio e outro jogador flutuava, fechando a porta para um possível corte para o fundo e a bandeja final.

Por que eles faziam isso? Porque Splitter, quando está do lado esquerdo do ataque, bate sempre para o meio para usar seu gancho de direita.

De esquerda? Esse gancho, que Pau Gasol sabe fazer tão bem (foto), Tiago não tem. Assim, quando Splitter está no lado direito do nosso ataque, o marcador fecha o fundo e dá o meio para ele.

E o que Splitter faz? Tenta um gancho, marcado, que normalmente não cai. Cairia se ele fosse Kareem Abdul-Jabbar — mas Splitter não é Kareem.

Ou seja: na Espanha, nenhum treinador se preocupou em ensinar Splitter a arremessar e a fazer o gancho de esquerda. Na Espanha, nenhum treinador ensinou Splitter chutar da zona morta, como Hakeem Olajuwon e Patrick Ewing faziam.

Era só pegar os vídeos, mostrar para o jogador e dizer: vamos treinar esses arremessos. O mesmo deveria ser feito usando Gasol como exemplo.

E mais: ninguém se preocupou em ensinar Splitter a bater lances livres. Ele é um desastre na linha fatal.

BRASIL/EUA

Vamos agora com o Alex Garcia e o Leandrinho Barbosa. A mecânica de arremesso de ambos é completamente equivocada. Eles conseguem pontuar mesmo assim, mas eu fico pensando: será que eles não pontuariam mais ainda se arremessassem do jeito correto?

Shawn Marion, ala campeão com o Dallas Mavericks, tem um arremesso horrível também; mas funciona. Mas eu também me pergunto: será que Marion não seria um jogador mais decisivo ainda se arremessasse do jeito correto?

Ou seja: nos EUA, há treinadores que também não estão preocupados em corrigir defeitos de seus jogadores. Ao verem que Marion arremessava e pontuava, pensavam: que se dane que ele arremessa errado, o fato é que a bola entra e ponto final.

FILOSOFIA

Esses defeitos Magnano não tem como corrigi-los. O que o argentino tem que fazer é tentar escondê-los, como diz Marcel.

De que maneira? Ora, criando jogadas ofensivas. Tudo dentro de um sistema para se evitar o improviso, pois quando nossos jogadores têm que improvisar eles só sabem infiltrar ou arremessar de três.

Por isso, tão importante quanto treinar a defesa é treinar o ataque.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 26 de agosto de 2011 NBA | 19:03

OS MELHORES DA NBA NAS TRÊS ÚLTIMAS DÉCADAS

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Dia desses, um parceiro aqui do nosso botequim (que eu não consigo lembrar quem foi e desde já eu me desculpo com ele), pediu para que eu escalasse o meu quinteto titular da NBA na década de 1980.

Disse a ele que precisava pensar. Pensei e escalei não apenas o quinteto titular, mas fiz uma seleção. E mais: ampliei para as décadas de 1990 e 2000.

Certamente eu deixei de fora alguns nomes. Vamos ver o que vocês têm a dizer.

Ah, sim: não coloquei LeBron James, Dwayne Wade e Carmelo Anthony na seleção da década de 2000 porque vou considerá-los como década de 2010. E mais pra frente a gente fala sobre ela.

Vão lá os meus selecionados e seus respectivos quintetos:

DÉCADA DE 80
Armadores
Magic Johnson
Isiah Thomas
Dennis Johnson

Alas-armadores
Joe Dumars
Dr. J

Alas
Larry Bird
Cedric Maxwell

Alas-pivôs
James Worthy
Kevin McHale

Pivôs
Kareem Abdul-Jabbar
Robert Parish
Moses Malone

Quinteto titular
Magic Johnson
Dr. J
Larry Bird
James Worthy
Kareem Abdul-Jabbar

DÉCADA DE 90
Armadores
John Stockton
Tim Hardaway

Alas-armadores
Michael Jordan
Clyde Drexler

Alas
Scottie Pippen
Reggie Miller

Alas-pivôs
Karl Malone
Charles Barkley
Dennis Rodman

Pivôs
Hakeem Olajuwon
Patrick Ewing
Alonzo Mourning

Quinteto titular
John Stockton
Michael Jordan
Scottie Pippen
Karl Malone
Hakeem Olajuwon

DÉCADA DE 00
Armadores
Jason Kidd
Steve Nash
Allen Iverson

Alas-armadores
Kobe Bryant
Manu Ginobili

Alas
Paul Pierce
Dirk Nowitzki

Alas-pivôs
Tim Duncan
Kevin Garnett
Robert Horry

Pivôs
Shaquille O’Neal
Yao Ming

Quinteto titular
Allen Iverson
Kobe Bryant
Paul Pierce
Tim Duncan
Shaquille O’Neal

Notas relacionadas:

  1. OS MELHORES EM CADA CATEGORIA
  2. PIADA, SÓ PODE SER PIADA
  3. QUEM É O MELHOR ARMADOR DA NBA?
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 25 de agosto de 2011 NBA | 20:24

A NOVA TACADA DE MICHAEL JORDAN

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Michael Jordan volta a atacar no ramo dos restaurantes. Depois de tentar e se dar mal com seu Michael Jordan’s Restaurant, agora MJ voltou o foco para churrascarias. Nesta semana, foi inaugurado em Chicago o Michael Jordan’s Steak House.

Conheci a lanchonete de MJ, o Michael Jordan’s Restaurant, em Chicago. Ficava na LaSalle esquina com a Illinois. Era no estilo do Hard Rock Cafe. Toda decorada, obviamente, com motivos de basquete, lembrando ele próprio e o Bulls.

Mas não pegou.

Quando lá fui, não estava cheia; sentei sem problema. E era um sábado, horário do almoço. Pedi um X-Salada.

Nos EUA, quando a gente pede esse tipo de prato já acompanha batata frita. E uma salada que é servida antes do sanduba.

As saladas nos EUA eu gosto muito, pois o molho caesar salad eu aprecio demais. Não consigo nem fazer e nem achar aqui no Brasil. E vem com queijo ralado em cima das folhas e croutons para acompanhar.

Mas, dizia eu, solicitei um X-Salada. O sanduíche era bom, mas não era nada do outro mundo. Talvez por isso não tenha dado certo esta tentativa de MJ: a comida era OK.

O Michael Jordan’s Restaurant (foto) fechou suas portas em 1999 depois de seis anos de funcionamento.

Nessa mesma época, MJ tinha igualmente uma loja de golfe. Disse tinha porque não tem mais; fechou também.

Ficava no aeroporto O’Hare, o mais movimentado do planeta. Só vendia material para golfe: tacos, bolinhas, calças, sapatilhas, meias, camisetas pólo, suéteres; enfim, tudo relacionado ao esporte. E alguns livros esportivos.

Foi nesta loja do aeroporto que eu comprei “I Can’t Accept Not Trying”, traduzido para o português e editado pela Sextante com preço médio de R$ 15,00.

É um livro pequeno, que a gente lê numa tirada só. Dentro do ônibus ou do metrô, antes de chegar ao trabalho e/ou voltando dele, dependendo da distância. Vale a pena pra quem gosta de esportes, como nós, pois são ensinamentos que o maior de todos os tempos nos dá sobre valores de vida e esportivos.

Sempre que posso, dou uma folhada no livro.

Mas, voltando ao que falávamos, MJ tenta agora se estabelecer no ramo das churrascarias. Sua steak house em Chicago fica no térreo do Hotel Intercontinental, localizado no número 505 da Michigan Avenue, uma das mais chiques dos EUA.

Entrei no site do restaurante. Lá tem o cardápio; e com os preços. Experimente entrar no site de algum restaurante brasileiro e vá ao menu. Veja se você encontra preço dos pratos.

Claro que não, pois o exercício predileto de quem está no ramo do comércio aqui no Brasil é aumentar o preço dos produtos. Isso, mesmo num tempo de inflação bem controlada.

Nos EUA não é assim.

No cardápio da churrascaria de MJ, você clica em “Lunch Menu”, por exemplo, e saberá o que vai ser servido no almoço. E encontra o preço de todos os pratos, bem como o peso das carnes que serão servidas.

Por exemplo: o filé mignon custa US$ 35,00 e é servido 280 gramas da carne. Quem tem apetite moderado, divide o prato; mortos de fome comem sozinho.

Aqui no Brasil, quando se pede um filé, recebe-se cerca de 180 gramas de carne.

Outra opção da churrascaria é o MJ’s Prime Delmonico Steak. Por ele você vai receber 450 gramas de carne e terá de pagar US$ 45,00. Esse dá pra dividir em três; esfomeados dividem por dois.

O Michael Jordan’s Steak House de Chicago (foto) é a terceira casa de MJ. Há duas outras, uma em Connecticut e outra em Nova York.

A casa de NYC fica perto de outra churrascaria que eu acho o máximo e sempre que posso vou comer um steak por lá: Benjamin Steak House. Fica no número 52 da 41.

Mas se seu desejo for visitar a steak house de MJ da Big Apple, vai aqui o endereço: Vanderbilt Avenue, 23.

Referência: ambas próximas à Grand Central Station.

São quase 20h30. Finalizo o texto com uma fome pra lá de indecente.

Notas relacionadas:

  1. A NOVA JOGADA DE MICHAEL JORDAN
  2. MICHAEL JORDAN É INCOMPARÁVEL
  3. POR QUE MICHAEL JORDAN É O MAIOR DE TODOS
Autor: Fábio Sormani Tags:

segunda-feira, 8 de agosto de 2011 NBA, outras | 21:50

PEARL JAM E A NBA

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Em novembro próximo, a banda Pearl Jam fará quatro shows pelo Brasil. As apresentações serão em São Paulo (Estádio do Morumbi), no dia 4; Rio (Praça da Apoteose), dia 6; Curitiba (Estádio do Paraná Clube), dia 9; e em Porto Alegre (Estádio do Zequinha), dia 11.

Os ingressos para o show paulistano estão esgotados.

MUITO PRAZER

A primeira e única vez que vi Eddie Vedder na vida foi no dia 7 de junho de 1998. Vedder perambulava pelo impecável piso do United Center, esperando pelo momento em que cantaria o hino nacional norte-americano.

O vocalista e um dos líderes do Pearl Jam usava uma camisa cor-de-burro-quando-foge aberta combinando com uma camiseta cinza por baixo. Vestia uma calça jeans e um tênis vermelho cano baixo. As meias eram brancas.

Mas o que me chamou a atenção foi a perna esquerda da calça: ela estava dobrada e mais curta que a direita. Não era desleixo; foi adrede preparado. Talvez modismo, mas confesso nunca mais ter visto alguém usando calças do jeito que Vedder usava. Se ele pretendia lançar moda, não deu certo.

Seu 1,70m de altura o tornava um anônimo no meio de centenas de repórteres, cinegrafistas, fotógrafos, dirigentes da NBA e dos jogadores de Chicago e Utah, que se aqueciam para o terceiro jogo das finais, cujo placar mostrava empate em 1-1 depois de um par de confrontos em Salt Lake City.

Vedder cantou o hino conforme o protocolo, não apresentou nada demais e se mandou. Saiu do jeito que chegou: sem ser notado.

Aquilo me chamou também a atenção. Caramba, era o Eddie Vedder!

LAÇOS AFETIVOS

Por que Eddie Vedder cantou o hino americano naquele dia? Porque ele era amicíssimo de Dennis Rodman e porque ele é torcedor de carteirinha do Chicago Bulls. Seus laços afetivos com a liga eram grandes demais.

A relação de Eddie Vedder com a NBA, no entanto, não se resumiu àquela apresentação. Vedder e o Pearl Jam são absolutamente alucinados pela NBA e sempre que podem associam-se a ela.

Vejamos…

O primeiro nome da banda foi Mookie Blaylock. Isso mesmo: Mookie Blaylock, veterano armador que na época jogava no New Jersey Nets e era um dos destaques da NBA. Pode?

Mookie Blaylock, contudo, não era um bom nome para uma banda de rock, convenhamos. Por isso, Vedder e seus parceiros resolveram rebatizar o grupo e o nome do segundo batismo passou a ser o definitivo: Pearl Jam.

Alguns biógrafos do grupo defendem a tese de que o “Pearl” do nome veio de Earl “The Pearl” Monroe, ex-armador campeão com o New York Knicks em 1973.

A banda mudou de nome, mas a admiração por Mookie não cedeu. Tanto que o álbum de estréia da banda foi batizado “Ten”. Por que “Ten”? Porque era o número que Blaylock utilizava quando jogava.

PAIXÃO ARREBATADORA

Stone Gossard, guitarrista, e Jeff Ament, contrabaixista, co-fundadores do Pearl Jam, eram torcedores fanáticos do Seattle SuperSonics. Hoje, com o fim da franquia (transformou-se no Oklahoma City Thunder), não sei realmente para quem eles torcem.

Não acredito que torçam para o OKC, pois a cidade de Seattle odiou todo o episódio de mudança da franquia.

Mas enquanto o Sonics estava em Seattle, Gossard e Ament eram presença constante na Key Arena. Especialmente na época que o time do Estado de Washington contava com a dupla Gary Payton e Shawn Kemp.

A torcida de Gossard pelo Sonics explica-se facilmente, pois ele é de Seattle. Ament, no entanto, é de Havre, minúscula cidade do Estado de Montana.

Já Eddie Vedder é torcedor fanático do Bulls. Nasceu em Evanston, cidade que fica na região metropolitana de Chicago.

Embora seja amigo íntimo de Dennis Rodman, seu ídolo sempre foi Michael Jordan. No final do clipe da música “Alive”, do álbum “Ten”, ele aparece com a camisa 23 vermelha de Michael Jordan.

O tema “Black, Red, Yellow”, contido no single “Hail, Hail”, se refere ao Bulls da época de MJ, Dennis Rodman e Phil Jackson.

Nas primeiras estrofes da música, Vedder canta: “Freud e sua prancheta caminhando ao lado da quadra quebrando sua cabeça”. No trecho final, ouve-se uma mensagem que Rodman deixou para o Eddie Vedder ao telefone dizendo: “E aí irmão, beleza? Eu tô no oeste da costa oeste. Cria um jingle pra mim quando você chegar da porra do lugar que você estiver”.

O Oeste da costa Oeste talvez seja Seattle, onde o Pearl Jam reside.

Ament compôs um tema sobre Lew Alcindor, que mais tarde tornou-se Kareem Abdul-Jabbar. A música se chama “Sweet Lew” e foi lançada no álbum “Lost Dogs”, que contém singles que jamais haviam sido lançados.

Ament era um fã de carteirinha de Kareem desde o tempo de Milwaukee Bucks, quando ele era Alcindor. O baixista cresceu idolatrando-o.

Mas… veio a grande decepção, claro. Quando Ament teve a chance de conhecer pessoalmente o então Alcindor e pedir um autógrafo, o veterano pivô fez com Ament o que fez com muita gente: ignorou-o completamente.

O refrão da música diz: “Sweet Lew, Sweet Lew, como você pôde fazer isso?”

No filme “Vida de Solteiro”, escrito e dirigido por Cameron Crowe, estrelado por Bridget Fonda e Matt Dillon, a banda aparece em um trecho da película ao lado do veterano ala Xavier McDaniel, que na época jogava pelo Sonics.

E por fim, caríssimos amigos, nesta nossa conversa fiada falando sobre Pearl Jam e a NBA, no DVD “NBA Superstar 3”, na parte dedicada a Shawn Kemp, o ex-ala-pivô do Sonics aparece ao lado de um DJ de uma rádio de Seattle falando sobre o Pearl Jam. A banda havia acabado de lançar o segundo álbum “Vs”, que é a abreviatura de versus.

O clipe dos lances de Kemp é embalado pelo tema “Go”, contido no álbum “Vs”.

ATÉ LOGO

Quem me conhece sabe muito bem que minha praia hoje é o jazz. Mas já passeei muito pelo rock, numa época em que Eddie Vedder, Stone Gossard e Jeff Ament andavam de fraldas.

Esta ligação do Pearl Jam com a NBA é tão forte que me fez um fã do grupo grunge. Não estarei no Morumbi acompanhando o show. Só saio de casa para ver um show se ele for de jazz. Mas se alguém me arrumasse um ingresso, me pegasse em casa e me deixasse na porta do Morumbi, com certeza eu iria.

Como isso não vai acontecer, não vou.

Deixo-os agora; deixo-os com alguns clipes da banda, clipes estes que foram mencionados nesse texto que deu-me um enorme prazer em escrever.

Notas relacionadas:

  1. VAREJÃO BRILHA NA NOITE DAS PERUCAS
  2. MICHAEL JORDAN ETERNO
  3. LAKERS, JUSTO CAMPEÃO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

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