Michael Finley | Fábio Sormani

Publicidade

Posts com a Tag Michael Finley

sexta-feira, 5 de março de 2010 NBA | 14:13

DOIS TIMES IGUAIS

Compartilhe: Twitter

Foi um baita jogo, não o melhor do campeonato, mas foi um baita jogo. E ainda por cima com direito a prorrogação.

O Miami deixou a quadra como vencedor. E provou que, embora tropique no Leste (é o oitavo colocado, com uma campanha de 31-31, 17º. na classificação geral), jogaria de igual para igual contra o Lakers (melhor time do Oeste e o segundo no total) se os dois se encontrarem na final desta temporada.

Vejam que nas duas últimas temporadas o vencedor deste confronto deixou a quadra com uma vantagem de no máximo três pontos. Neste torneio, na primeira partida, realizada em Los Angeles no dia 4 de dezembro passado, o Lakers só venceu na última bola.

Foi com um arremesso espetacular de Kobe. Ontem, em Miami, a contenda se estendeu até a prorrogação e desta vez o Heat não perdoou: venceu por 114-111.

Kobe tentou, como no prélio passado, mas não conseguiu evitar a derrota. Seus 39 pontos foram infrutíferos.

Aliás, acho que Kobe bobeou no final. Explico: quando o jogo estava 96-93 para o Miami, a 1:19 minuto para o final do tempo normal, KB fez uma cesta de dois levando o marcador para 96-95.

A partir dali, ele anotou, contando a prorrogação, dez pontos seguidos. Não errava!

Foi então que ele resolveu mudar de estratégia e com o placar igual em 105 pontos, resolveu não arremessar e passar a bola para Andrew Bynum. Drew, desatento, deixou a pelota escapar.

No ataque do Miami, Dwyane Wade fez dois pontos (filhotes de um par de lances livres), colocou o Heat na frente em 107-105, e o time da Flórida não perdeu mais a liderança e ganhou a pugna.

Por que Kobe passou aquela bola para Bynum? Ele não estava errando! Por quê?

Deveria ter dado sequência aos arremessos. Passar pra quê? E ainda por cima para o Bynum!

Essa decisão equivocada de Kobe, a meu ver, fez do Miami o vencedor da partida.

Essa decisão equivocada de Kobe e os 25 pontos anotados por Quentin Richardson. Quando um cara como Richardson faz 25 pontos, a chance de o adversário vencer é remota.

(Na Foto Reuters, D-Wade e Richarson celebram a vitória com Kobe ao fundo.)

NÚMEROS

Quanto ao jogo, já disse, ele foi espetacular; e também por ter sido emocionante. Houve nada menos do que 31 mudanças na liderança do marcador (recorde nesta temporada) e a contenda esteve empatada em 19 oportunidades.

Vale mencionar também os 27 pontos de Dwyane Wade e suas 14 assistências também, recorde desta temporada. Jogou motivado, porque o jogo era motivante.

D-Wade tem que encontrar sempre esta motivação. Motivado, ele motiva os companheiros e o Miami motivado será sempre um time difícil de ser batido.

O Lakers que o diga.

IMAGEM

Foi nostálgico ver Scottie Pippen assistindo ao jogo. Foi de chorar de saudades e lembrar daquele time incomparável, com Pip sendo o fiel escudeiro de Michael Jordan.

Jamais, em tempo algum, haverá um time como aquele. E nem me tentem convencer do contrário.

DAMN!

E por falar em Chicago, não é que Zach Randolph acabou com o Bulls ontem à noite em pleno United Center? O fofinho ala do Memphis anotou 31 pontos, pegou 18 rebotes e regeu o Grizzlies na vitória por 105-96.

Foi, também, o sexto triunfo consecutivo do Memphis fora de casa, recorde da franquia. E, é bom lembrar, o time esteve 15 pontos atrás no marcador no terceiro quarto.

Mas isso, para o Chicago não tem qualquer valia. O time já fez papelão pior nesta temporada quando deixou para trás uma vantagem de 35 pontos e, em casa, como ontem, acabou batido pelo Sacramento.

Tudo bem que Joakim Noah não jogou, que isso facilitou a tarefa de Zach, mas time que quer ser bem sucedido nos playoffs não pode perder em casa para o Memphis. Em que pese o cartel de cinco vitórias seguidas que o time apresentava antes de entrar em quadra.

DESERTO

Não vi o jogo, mas o Phoenix apanhou do Utah por 116-108. Mr. No Look Pass não pegou rebote algum — mas esta não é sua função.

A função de Deron Williams é fazer pontos e dar assistências. E ele anotou 27 e deu nove passes que foram convertidos em cesta.

Já disse aqui neste botequim: D-Williams é o melhor armador da NBA. E nem tentem me convencer do contrário.

CONTRATAÇÃO

O Boston contratou Michael Finley, 37, dispensado pelo San Antonio. Celtics que é um dos times mais velhos da liga, que levou mais viradas no último quarto porque a perna pesa.

Isso mesmo, o Boston acaba de contratar um jogador de 37 anos. Realmente, para seus torcedores, é desanimador.

Finley e Brian Scalabrine juntos. Pobre Marcelo; pobres torcedores alviverdes.

Notas relacionadas:

  1. NENÊ E DENVER, DOIS VENCEDORES
  2. DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS
  3. DOIS GÊNIOS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

segunda-feira, 30 de março de 2009 NBA | 00:11

UM DOMINGO PERFEITO

Compartilhe: Twitter

Foi um domingo perfeito para o Cleveland.

Primeiro, ele surrou o Dallas por 102-74; depois, um pouco mais tarde, o Lakers perdeu para o Atlanta por 86-76.

Resultado desta matinê dominical: o Los Angeles está com duas derrotas a mais que o Cleveland (15-13) e agora só fica com o primeiro lugar geral se vencer todos os seus nove jogos restantes e o Cavs perder pelo menos dois deles.

E o que a tabela reserva para cada um desses dois gigantes?

O Lakers terá pela frente, na sequência, Charlotte (F), Milwaukee (F), Houston (C), Clippers (C), Sacramento (F), Denver (C), Portland (F), Memphis (C) e Utah (C).

O Cleveland vai jogar, também na ordem, contra Detroit (C), Washington (F), Orlando (F), San Antonio (C), Washington (C), Philadelphia (F), Boston (C), Indiana (F) e Philadelphia (C).

Teoricamente, o único problema do time de Kobe Bryant (foto AP) é o Portland no Rose Garden. Os demais jogos como visitante não me parecem nada de outro mundo; dá para ganhar na boa.

Dos embates caseiros, o Houston é o que mais preocupa. O Denver é freguês de caderneta e o Utah, longe de Salt Lake City, não costuma cantar de galo.

Digamos que o time supere o Rockets em casa e perca apenas para o Portland.

Isso significa que o Cleveland teria que perder três de seus próximos nove enfrentamentos. Ou seja, ter um aproveitamento de apenas 60%, quando seu desempenho é de 82.2%.

Acho difícil…

Então vamos considerar que o Lakers vai vencer também o Portland fora de casa. Neste cenário, o Cavs tem que perder dois confrontos, como falamos anteriormente; ou seja: um aproveitamento de 77.7%.

Não é tão improvável assim.

Mas para quem o Cavs iria perder?

Vamos analisar…

Há um jogo bem complicado: o Orlando, na Flórida. Não acredito que o time vá perder nem para Philadelphia e muito menos para o Indiana fora de casa.

Desta forma, teria que ser batido em uma partida dentro da Quicken Loans Arena, onde ele só foi dobrado uma vez (Lakers) em 36 combates.

Perderia para quem?

Dois são os adversários que podem roubar uma vitória do Cavs: San Antonio e Boston.

Será?

Pode ser, mas acho pouco provável. Dos dois, acho que o Spurs é que tem mais chance.

Isso porque o Boston é freguês de caderneta do Cavs quando joga em Cleveland. Não ganha lá há trocentos jogos.

O San Antonio, com a volta de Manu Ginobili, volta a ser um time respeitável.

Mas a ponto de vencer em Cleveland?

Não creio.

Moral da história: para mim, o Cleveland termina a fase de classificação em primeiro lugar.

SURRA

Como mencionei no começo da nossa conversa, o Cleveland de Mo Williams (foto Reuters) deu uma sova no Dallas. Mas quem olha apenas para o resultado conclui, erroneamente, que o jogo foi “piece of cake”.

Não foi.

No primeiro quarto, o Mavericks chegou a abrir 15 pontos de vantagem, a maior que um adversário impôs ao Cavs dentro da Q Arena nesta temporada. Os texanos fecharam os primeiros 12 minutos com uma vantagem de dez pontos: 30-20.

A reação dos anfitriões começou no segundo quarto com uma vitória de 27-19, o que acabou por deixar o marcador final do primeiro tempo em 49-47 para o Dallas.

No segundo tempo, com uma defesa quase que intransponível, o Cleveland fez 30-11 no terceiro quarto e 24-14 no último, fechando o tempo final em 55-25 e a partida em 102-74.

O segundo tempo sim foi uma moleza para o Cleveland.

RECORDE 1

O Cleveland foi o primeiro time a atingir a marca de 60 vitórias nesta temporada. Junto com ele, o técnico Mike Brown tornou-se o quarto treinador mais jovem na história da NBA a alcançar tal feito.

E mais: o Cavs tem uma campanha de 15-1 neste mês de março, recorde em um mês na vida da franquia.

EQUÍVOCO

Jason Kidd chegou para Rick Carlisle, antes de o jogo começar, e disse para o treinador que seria o marcador ideal para LeBron James. Afinal, segundo Kidd, ele conhece bem o jogador, afinal, foram companheiros de seleção.

Carlisle concordou.

“Ele [LeBron] quase fez um ‘triple-double’ no primeiro tempo. Então, acho que não foi uma boa idéia”.

No segundo tempo a troca de marcação foi feita.

Mas aí a vaca já tinha ido para o brejo.

VAREJÃO

Desta vez o capixaba não foi tão bem nos rebotes. Pegou apenas cinco.

Mas alcançou um duplo dígito nos pontos: 10.

Como eu sempre digo em nosso botequim, esqueça os números quando você for analisar Varejão. O trabalho dele passa quase que invisível nas estatísticas.

Vocês sabem o que estou dizendo; não vou tornar-me repetitivo.

TROMBADA

Vocês viram a trombada que LeBron James (24 pontos, 12 assistências e seis rebotes) deu no árbitro Derek Richardson no terceiro quarto?

Se não viu, eu não posso deixar de contar: LBJ voltava para a defesa quando, sem perceber, atropelou o árbitro feito uma jamanta sem freio. Os dois foram para o chão (Lebron caído na foto AP).

O bizarro da história foi que Richardson levantou-se imediatamente; King James, muito maior, mais forte e mais jovem, ficou no chão, contorcendo-se em dor.

Frescura, pura frescura; queria os holofotes (como se precisasse…) e o afago de todos.

Conseguiu.

Ao final da partida, ainda brincou sobre o assunto: “Ele [árbitro] deveria ter sido expulso”.

Na verdade, quem deveria ter sido excluído era LeBron e não Richardson, pois foi o camisa 23 do Cavs quem fez a falta.

Hilário.

INCOMPREENSÍVEL 1

Quanto ao Dallas, não consegui entender dois erros do treinador Rick Carlisle.

O primeiro já foi comentado aqui: Jason Kidd marcando LeBron James; o segundo, foi ter esquecido no banco de reservas, durante todo o segundo quarto, o pivô Erick Dampier, que tinha enlouquecido a defesa do Cleveland nos 12 minutos iniciais.

Fez oito pontos e pegou seis rebotes e não encontrava barreira no “pick-and-roll” que realizou em conjunto com Jason Kidd.

Quando voltou ao jogo, a vaca já tinha ido para o brejo.

Moral da história: como dizia o finado e saudoso Vicente Matheus, ex-presidente do Corinthians, técnico não ganha jogo; mas perde. Foi o caso de ontem: Carlisle ajudou o Cavs na corrida de 82-44 que o time de Ohio realizou nos três últimos quartos da peleja.

POBREZA

O que aconteceu com o Lakers na derrota diante do Atlanta? Simples: a mão dos jogadores estava completamente descalibrada.

O time de Pau Gasol (foto AP) anotou apenas 76 tentos, a menor pontuação da equipe nesta temporada. O aproveitamento geral dos arremessos foi de exatos 35% (28-80), sendo que nas bolas de três o constrangimento foi ainda maior: 20% (4-20).

Fica difícil vencer um adversário como o Atlanta quando a inspiração inexiste.

Kobe Bryant fez apenas 19 pontos (7-19 nos arremessos; 1-6 nos tiros triplos). Sua ruindade contagiou os demais.

Ou teria sido o contrário?

DOR

Sejamos, no entanto, justos: Kobe Bryant entrou em quadra apesar das dores no tornozelo direito, lesionado na vitória diante do New Jersey, na sexta-feira.

Para piorar, teve contrações estomacais desde o momento que acordou na manhã de domingo.

Num dos jogos finais da decisão do campeonato de 1998, Michael Jordan jogou com 40 graus de febre diante do Utah, em Salt Lake City.

Foi o melhor em quadra e o Chicago venceu.

Kobe não é MJ; definitivamente.

ERRO 1

Com a derrota diante do Atlanta por 86-76, quebrei a cara em minha previsão. Apostava que o Lakers faria 7-0.

Agora, na melhor das hipóteses, um 6-1 – que é o que eu acho que vai acontecer, pois acredito em vitória diante de Charlotte e Milwaukee.

RECORDE 2

O público de 20.148 torcedores foi o maior na história da Philips Arena.

Kobe pode não ser Michael Jordan, mas tem um baita carisma; se bem que a camisa do Lakers é responsável também por esta enorme afluência de público na arena de Atlanta.

INCOMPREENSÍVEL 2

O Chicago levou para a prorrogação um jogo perdido. Fez 42-29 no último quarto (isso mesmo, 42 pontos em um quarto!), empatou a contenda em 119 e quando todos apostavam em vitória no tempo extra, dada a vantagem emocional que o time tinha adquirido, veio a débâcle.

Perdeu por 15-10 na prorrogação e fechou a partida atrás em 134-129.

Ainda não digeri a derrota. Os dois pontos que mandaram o jogo para a prorrogação vieram com o cronômetro zerado, com um arremesso de Ben Gordon, do lado direito do ataque rubro-negro.

Na prorrogação…

Bem, no tempo adicional até que o time começou bem. Abriu 4-0, perdeu a vantagem, depois pulou na frente em um ponto (127-126) com uma cesta de Derrick Rose a 28 segundos do final da partida, mas aí permitiu uma corrida de 8-2 aos canadenses e a vitória foi para o beleléu.

De qualquer maneira, o Bulls mostrou que está evoluindo.

O problema é que o Detroit bateu o Philadelphia por 101-97 e está agora com duas derrotas a menos do que o Chicago.

Se acabar em oitavo lugar, esquece; missão impossível para qualquer um. Se o Chicago ficar em sétimo, até que dá para sonhar um pouquinho, principalmente se o adversário for o Orlando.

(Será que escrevo com o coração apaixonado?)

ERRO 2

O jogo terminou há alguns minutos. Meteram a mão no San Antonio.

A falta de Manu Ginobili em cima de Chris Paul, a sete segundos do final da partida, era para dois e não três lances livres. Vi o lance várias vezes e não mudo de opinião.

CP3 bateu as três penalidades, atingiu o alvo em 100%, e levou o marcador para os definitivos 90-86.

Antes da falta, o Spurs tinha feito seis pontos em sete segundos e encostado no marcador em 87-86. Frutos de dois tiros de três; o primeiro de Ginobili, o segundo de Michael Finley.

O Charlotte, acredite, vencia por 87-80 antes destes seis pontos mencionados. Isso a 29 segundos do final da partida.

Foi então que veio a primeira cesta de três do argentino. No fundo bola, um equívoco na saída e “El Narigón” roubou a pelota e sofreu falta. Depois do lateral bola, Finley enfiou mais três pontos na cesta adversária.

Faltavam sete segundos quando aconteceu o equívoco da arbitragem. Fossem dois e não três os arremessos, e o San Antonio teria sete segundos para armar uma jogada de três e levar o jogo para a prorrogação.

Mas a arbitragem não deixou.

Quem gostou do equívoco foram Denver e Houston, que agora têm 26 derrotas contra 25 do San Antonio.

Estão mais vivos do que nunca na briga pelo segundo lugar no Oeste.

Notas relacionadas:

  1. NÚMEROS QUE ENGANAM
  2. BULLS ENVERGONHA BARACK OBAMA
  3. MARES TRANQUILOS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 5 de novembro de 2008 NBA, outras | 12:32

NÚMEROS QUE ENGANAM

Compartilhe: Twitter

Olhar apenas os números de um jogador no “boxscore” é muito perigoso. Ao destacar a atuação de Anderson Varejão na vitória do Cleveland sobre o Dallas, ontem, eu mostrei isso.

O exemplo hoje vale para o Leandrinho (foto).

Quem pegar a estatística da partida de ontem na vitória do Phoenix sobre o New Jersey por 114-86, vai ver que o brasileiro marcou 12 pontos, apanhou seis rebotes, deu quatro assistências e roubou duas bolas. Bons números, sem dúvida alguma.

Mas sabe como ele os conseguiu? Praticamente no chamado “garbage time”. Ou seja: quando a partida já estava definida.

Vejamos…

Leandrinho entrou em quadra quando faltava 1:58 minuto para acabar o primeiro quarto. Substituiu Raja Bell, o titular de sua posição. Jogou exatos 8:05 minutos, pois voltou para o banco quando o cronômetro mostrava que faltavam 5:53 minutos para o final do segundo quarto.

Quando entrou, o placar do Izod Center mostrava 30-23 para o Phoenix. O jogo estava disputado. Ao sair, a vantagem subiu em dois pontos: 47-38. A partida continuava disputada.

Nesses 8:05 minutos, Leandrinho teve o seguinte desempenho: três pontos, um rebote, duas assistências e dois erros.

Voltou ao embate no início do último quarto. O placar mostrava 92-77. O jogo ainda não estava definido, afinal, havia um quarto pela frente. Mas estava bem encaminhado, ainda mais sendo o Nets o adversário. Nesse último quarto, com as favas praticamente contadas, Leandrinho teve a seguinte performance: nove pontos, cinco rebotes, duas assistências e dois desarmes.

Pergunto: os números de Leandrinho enganam ou não?

PERDENDO ESPAÇO

O que fica claro para mim é que, neste início de temporada, Leandrinho está perdendo espaço no time. O novo treinador, Terry Porter, valoriza a defesa.

Ainda não conseguiu acertá-la, é verdade, pois o Suns continua sofrendo muitos pontos de times fracos. Ontem, por exemplo, foram 55 no primeiro tempo.

Leandrinho nunca foi um bom marcador. É o protótipo do jogador brasileiro, não importa a modalidade: preocupa-se apenas em pontuar.

Seu negócio é arremessar bolas de três pontos. Poderia usar sua principal arma, a velocidade, para interferir na linha de passe do adversário e roubar bolas, muitas bolas, e – por que não? – ser o líder em “steals” da NBA.

Porter já conhece Leandrinho. Agora mais íntimo, deve ter visto muito mais de seu defeito defensivo. Poderia ajudá-lo a corrigir essa deformidade em seu jogo. Mas não sei se esta é uma meta estabelecida pelo treinador.

Portanto, não seria surpresa para mim se Leandrinho, logo mais, for trocado por alguém. E se isso realmente acontecer, tomara que não vá para o New York, pois Mike D’Antoni, seu antigo treinador no Arizona, gosta de esconder e não corrigir defeitos.

A FORÇA DO BOSTON

Acho que ninguém duvida da força do Boston. A derrota para o Indiana surpreendeu, mas isso acontece. O time mostrou novamente sua força ontem em Houston. Visitou um dos favoritos do Oeste e venceu por 103-99.

A partida foi de Ray Allen, não apenas pelos seus 29 pontos, sua maior pontuação nesta temporada. Allen foi grande na marcação também. Deixou a quadra quando faltavam apenas 33:9 segundos para o final e o placar mostrava 101-95 para o Celtics.

Fez uma falta para impedir Tracy McGrady pontuar. Foi a derradeira.

A defesa de Allen é subestimada por quase todo mundo na NBA. Vêem nele uma máquina de pontuar, mas não enxergam seu hercúleo esforço para diminuir os espaços dos adversários.

Ontem teve de controlar McGrady. Não dá para dizer que ele obteve sucesso pleno, pois T-Mac deixou o Toyota Center com 26 pontos e 50% de aproveitamento de seus tiros de quadra (9-18). Mas o armador do Rockets teve que suar mais do que o habitual para conseguir pontuar.

ENGAJADO

Ao tomar conhecimento que Barack Obama tinha praticamente garantido a vitória na eleição presidencial nos EUA, Ray Allen, ao final da partida, já no vestiário verde e branco, declarou: “Este é um momento histórico, mais do que a gente pode perceber. Nosso país será muito melhor. [Barack Obama] mostrou que não importa de onde você venha, quem são seus parentes, se você der duro; Obama tornou-se presidente e isso é o que ela [a vitória] significa”.

QUEDA LIVRE?

Não, não acredito que o San Antonio esteja em queda. O time está desfalcado de Manu Ginobili, ainda contundido, e por isso não está jogando o que pode.

A campanha é ridícula neste começo de temporada: três jogos e três derrotas. Só não é pior do que Clippers e Sacramento.

Mas mesmo sem Manu, o basquete do Spurs tem sido pobre. Tudo porque se resume a apenas dois jogadores: Tim Duncan e Tony Parker.

Isso ficou claro na derrota de ontem (98-81) para o Dallas, dentro de seu AT&T Center. Timmy fez 19 pontos e pegou 15 rebotes, enquanto que o marido de Eva Longoria (maravilhosa na foto acima com a camisa do Spurs) desespera-se em quadra para que seus companheiros – à exceção de Duncan – consigam pontuar. Não conseguiu; tanto assim que o francês terminou a partida com envergonhadas três assistências.

Também pudera, olha só o desempenho de alguns jogadores nas bolas de dois: Michael Finley, 1-6; Matt Bonner, 0-5; Ime Udoka, 0-4; Bruce Bowen, só três arremessos durante o jogo, dois certeiros. Bonner conseguiu ainda a proeza de errar também seus três arremessos triplos, enquanto que Finley, um especialista, acertou apenas um em três tentados.

Assim não dá. Com o econômico desempenho dos companheiros, Parker foi ao ataque e deixou 22 pontos na cesta do Dallas.

Se os outros jogadores não melhorarem e Manu ficar de fora, o Spurs pode continuar nesta estiagem de vitória.

Estou curioso para ver a partida desta noite contra o Minnesota, em San Antonio. Ganha ou não?

ALEMÃO

Se alguém imaginou que Dirk Nowitzki foi dominado por Anderson Varejão porque está em decadência, mostro seus números no triunfo do Dallas diante do San Antonio, no clássico texano: 30 pontos, sendo que arremessou 24 bolas, contra apenas 11 na partida contra o Cleveland.

Gente, vamos dar crédito ao Varejão. Ele merece.

E Nowitzki não está, de jeito nenhum, dobrando o fio. Ele ainda é o núcleo desse do Mavericks. Nele todo o jogo está concentrado.

CASO IVERSON/BILLUPS

Alguns internautas têm me chamado a atenção para o fato de que o Detroit, ao trocar Chauncey Billups por Allen Iverson, limpou seu “cap” para investir em LeBron James ao final da próxima temporada, quando o ala do Cleveland terá a opção de escolher o seu caminho.

Verdade; dei uma olhada no “payroll” do Pistons no começo da temporada 2010/2011 e o único jogador com contrato garantido era Tayshaun Prince, com US$ 11,1 milhões. Chauncey Billups estaria lá com vencimentos de US$ 13,1 milhões.

Escrevi acima “era” porque ontem a franquia renovou por mais três anos o contrato do ala/armador Rip Hamilton, que vai receber, anualmente, o que Billups iria ganhar se ficasse na “Motor Town” – daí Motown, corruptela do apelido da cidade.

Quer dizer: foi uma escolha do presidente Joe Dumars; preferiu Hamilton a Billups. Na comparação entre idades, Billups tem 32 anos; Hamilton, 30. Diferença pouca.

Eu teria optado por Billups, pois em caso de contratação de LeBron, o jogo dos dois se encaixaria. Tudo o que King James não precisa é de um companheiro a rivalizar com ele na pontuação. Tudo o que LeBron precisa é de um armador que entenda o jogo e de um pivô para protegê-lo.

Realmente, não consigo entender esse negócio.

Notas relacionadas:

  1. NBA TEM TUDO PARA REPETIR FINAL PASSADA
  2. NBA TEM TUDO PARA REPETIR FINAL PASSADA
  3. NBA TEM TUDO PARA REPETIR FINAL PASSADA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,