MAIS UMA DERROTA DO BASQUETE BRASILEIRO
A edição de ontem do jornal “O Estado de S.Paulo” trouxe uma matéria falando da distribuição dos recursos da Lei Agnelo Piva para o ano que vem. Sabe qual a confederação que perdeu mais dinheiro nesta divisão? A de basquete.
A perda foi substancial. No ano passado, a CBB recebeu R$ 2,278 milhões; ano que vem, cairá para R$ 1,5 milhão. Deixará de embolsar R$ 778 mil. Como escrevi, teve o maior desfalque entre todas as 28 confederações brasileiras.
O basquete brasileiro vai receber menos do que confederações como as de vela e motor (R$ 2,5 milhões), handebol (R$ 2,3 milhões) e tênis de mesa (R$ 1,6 milhão). Receberá o mesmo que as confederações de canoagem, ciclismo, hipismo e remo. E, obviamente, muito menos do que confederações importantes, como as de atletismo, desportes aquáticos, judô (R$ 2,5 milhões) e vôlei (cada uma vai ganhar R$ 2,5 milhões) e ginástica (R$ 2,3 milhões).
Mais uma demonstração da incompetência de Gerasime Bozikis (foto), o presidente da CBB. O basquete definha sob a administração do referido cartola. O masculino não disputa uma Olimpíada há três edições e o feminino despenca a cada edição do Mundial e dos Jogos Olímpicos.
Mesmo assim, presidentes de federações, responsáveis pela eleição do presidente da confederação, continuam sufragando nas urnas seu apoio em favor da administração de Grego, como é conhecido o presidente da CBB.
Em maio do ano que vem haverá nova eleição, que vai determinar o presidente para os próximos quatro anos. O Brasil estará de olho no comportamento dos presidentes das federações. Claro, porque se eles reelegerem Grego para a presidência da entidade, alguma coisa de errado deve existir neste processo eleitoral.
Vamos ficar por aqui. Mais pra frente a gente volta a tocar no assunto.
DE NOVO; SEM BRILHO
Desta vez o Phoenix ganhou, mas Leandrinho voltou a ter uma atuação bem discreta para os seus padrões. Jogou apenas 19 minutos e quando o jogo estava para ser fechado, voltou para o banco de reservas.
Foi substituído por Raja Bell quando faltavam 5:26 minutos para o final da partida, porque ela estava aberta, com o Phoenix vencendo por apenas seis pontos (88-82). Naquele momento o time precisava de defesa. E todos nós sabemos que, além de o brazuca ser frágil na marcação, Bell é o cara que sempre marca o principal jogador do “backcourt” adversário. Leandrinho não voltou mais.
O jogo foi fechado em 104-96 para o Suns e o brasileiro limitou-se a sete pontos, tendo acertado apenas um de seus cinco arremessos triplos tentados, e uma bandeja bonita num “reverse” vindo de Amaré Stoudemire. Apanhou três rebotes defensivos e deu igual número de assistência.
Mesmo com toda a sua agilidade de braços e rapidez com as pernas, não roubou nenhuma bola do adversário. Mostrou, mais uma vez, toda a sua fragilidade defensiva. Por isso foi para o banco no momento crucial da partida.
DIESEL
Shaquille O’Neal estava com média de exatos 12 pontos por partida nesta temporada antes do jogo de ontem. Arrebentou: marcou 29 pontos. Foi sua melhor performance ofensiva nesta temporada. E ainda adicionou 11 rebotes ao seu desempenho final.
Shaq Diesel, se você não sabe, é o maior cestinha entre os jogadores que disputam a atual temporada da NBA. Contando os pontos desta temporada, o grandalhão tem exatos 26.375 pontos, bem abaixo dos 38.387 marcados por Kareem Abdul-Jabbar, o maior artilheiro da história da NBA.
MJ
Alguém perguntou por Michael Jordan? Ele é o líder em toda a história da NBA em média de pontos, com 30.1 por partida. Foram 32.292 ao longo da carreira, mas em 1.072 partidas.
Kareem disputou 1.560 jogos, 488 a mais do que MJ. Encerrou a profissão com média de 24.6 pontos.
Se Jordan tivesse jogado o mesmo número de partidas de Kareem, levando-se em conta sua média de pontos, poderia ter adicionado mais 14.640 ao seu desempenho. E teria encerrado a carreira como o maior pontuador de toda a história da NBA, com 46.932 pontos.
Mas isso fica por conta da imaginação; a gente nunca vai saber se de fato iria acontecer. Até porque em seu último ano de NBA, sua média caiu para exatos 20 pontos por partida.
DE NOVO; COM BRILHO
Anderson Varejão (foto AP) voltou à quadra ontem à noite. E mais uma vez deixou-a vitorioso. Foi peça importante no triunfo do Cleveland sobre o Chicago – que havia batido o Phoenix na sexta à noite, lembram-se? – por 106-97. O jogo foi na Cidade dos Ventos e 21.965 torcedores estiveram no United Center.
O capixaba fechou a partida com 13 pontos, três tocos, mas apanhou poucos rebotes: quatro (um deles ofensivo). No entanto, Varejão tem sido importante no trabalho de bloqueio dos adversários dentro do garrafão defensivo, o que possibilita a sobra das bolas podres para jogadores como LeBron James, que ontem fisgou 13 no total, nove deles na defesa.
Na noite de sexta-feira, ficou em quadra meia hora; ontem, esteve um minuto a menos. É jogador chave no esquema do técnico Mike Brown – o meu favorito para ganhar o troféu “Coach of the Year”.
King James foi novamente o grande nome do Cavs. Marcou 41 pontos. Foi o maior pontuador da rodada deste sábado. É o cestinha da atual temporada com média de 28.1 por partida.
NORMALIDADE
Parece que tudo voltou à normalidade em New Orleans. Ontem o time bateu o Miami, em casa, por 100-89, recuperando-se da surpreendente derrota para o Charlotte, na noite de sexta.
A arena de New Orleans não esteve completamente cheia, mas os 17.701 torcedores que lá estiveram gostaram do que viram, principalmente dos 21 pontos e 13 assistências do armador Chris Paul.
NÚMEROS
Se LeBron James é o cestinha da atual temporada, o melhor passador de bola é Chris Paul com 11.7. É o único que tem dois dígitos de média. CP3 é também o mão leve da NBA, com 3.33 desarmes por partida, o grande ladrão da liga. Nos rebotes, sem surpresa também: Dwight Howard, o super-homem do Orlando, tem 13.7 de média e é o mais forte de todos. Como Paul, Dwight quer mais. É o líder também nos tocos, com exatos quatro por jogo.
Esta estatística é de corar: sabe quem é o jogador que mais erros comete por partida? Stephen Jackson, do Golden State, com 4.2 equívocos por embate disputado.
OS LÍDERES
Se o campeonato terminasse hoje, os 16 classificados para os playoffs seriam os seguintes:
LESTE – 1) Atlanta [4-0] 2) Boston [5-1] 3) Detroit [4-1] 4) Cleveland [5-2] 5) Orlando [4-2] 6) Toronto [3-2] 7) New York [3-2] e 8) Miami [3-3].
OESTE – 1) Lakers [4-0] 2) Utah [5-0] 3) Houston [4-2] 4) Phoenix [5-2] 5) New Orleans [4-2] 6) Memphis [3-3] 7) Portland [3-3] e 8) Denver [2-3].
Como se vê, apenas um time com desempenho inferior a 50%: o Denver.
Como se vê, os três brasileiros estariam nos playoffs.
Notas relacionadas:
Autor: Fábio Sormani Tags: Anderson Varejão, CBB, Chicago, Chris Paul, Cleveland, Dwight Howard, Gerasime Bozikis, Grego, Kareem Abdul-Jabbar, leandrinho, LeBron James, Miami, Michael Jordan, Mike Brown, NBA, New Orleans, Phoenix, Raja Bell, Stephen Jackson




