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domingo, 9 de novembro de 2008 NBA, basquete brasileiro | 11:13

MAIS UMA DERROTA DO BASQUETE BRASILEIRO

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A edição de ontem do jornal “O Estado de S.Paulo” trouxe uma matéria falando da distribuição dos recursos da Lei Agnelo Piva para o ano que vem. Sabe qual a confederação que perdeu mais dinheiro nesta divisão? A de basquete.

A perda foi substancial. No ano passado, a CBB recebeu R$ 2,278 milhões; ano que vem, cairá para R$ 1,5 milhão. Deixará de embolsar R$ 778 mil. Como escrevi, teve o maior desfalque entre todas as 28 confederações brasileiras.

O basquete brasileiro vai receber menos do que confederações como as de vela e motor (R$ 2,5 milhões), handebol (R$ 2,3 milhões) e tênis de mesa (R$ 1,6 milhão). Receberá o mesmo que as confederações de canoagem, ciclismo, hipismo e remo. E, obviamente, muito menos do que confederações importantes, como as de atletismo, desportes aquáticos, judô (R$ 2,5 milhões) e vôlei (cada uma vai ganhar R$ 2,5 milhões) e ginástica (R$ 2,3 milhões).

Mais uma demonstração da incompetência de Gerasime Bozikis (foto), o presidente da CBB. O basquete definha sob a administração do referido cartola. O masculino não disputa uma Olimpíada há três edições e o feminino despenca a cada edição do Mundial e dos Jogos Olímpicos.

Mesmo assim, presidentes de federações, responsáveis pela eleição do presidente da confederação, continuam sufragando nas urnas seu apoio em favor da administração de Grego, como é conhecido o presidente da CBB.

Em maio do ano que vem haverá nova eleição, que vai determinar o presidente para os próximos quatro anos. O Brasil estará de olho no comportamento dos presidentes das federações. Claro, porque se eles reelegerem Grego para a presidência da entidade, alguma coisa de errado deve existir neste processo eleitoral.

Vamos ficar por aqui. Mais pra frente a gente volta a tocar no assunto.

DE NOVO; SEM BRILHO

Desta vez o Phoenix ganhou, mas Leandrinho voltou a ter uma atuação bem discreta para os seus padrões. Jogou apenas 19 minutos e quando o jogo estava para ser fechado, voltou para o banco de reservas.

Foi substituído por Raja Bell quando faltavam 5:26 minutos para o final da partida, porque ela estava aberta, com o Phoenix vencendo por apenas seis pontos (88-82). Naquele momento o time precisava de defesa. E todos nós sabemos que, além de o brazuca ser frágil na marcação, Bell é o cara que sempre marca o principal jogador do “backcourt” adversário. Leandrinho não voltou mais.

O jogo foi fechado em 104-96 para o Suns e o brasileiro limitou-se a sete pontos, tendo acertado apenas um de seus cinco arremessos triplos tentados, e uma bandeja bonita num “reverse” vindo de Amaré Stoudemire. Apanhou três rebotes defensivos e deu igual número de assistência.

Mesmo com toda a sua agilidade de braços e rapidez com as pernas, não roubou nenhuma bola do adversário. Mostrou, mais uma vez, toda a sua fragilidade defensiva. Por isso foi para o banco no momento crucial da partida.

DIESEL

Shaquille O’Neal estava com média de exatos 12 pontos por partida nesta temporada antes do jogo de ontem. Arrebentou: marcou 29 pontos. Foi sua melhor performance ofensiva nesta temporada. E ainda adicionou 11 rebotes ao seu desempenho final.

Shaq Diesel, se você não sabe, é o maior cestinha entre os jogadores que disputam a atual temporada da NBA. Contando os pontos desta temporada, o grandalhão tem exatos 26.375 pontos, bem abaixo dos 38.387 marcados por Kareem Abdul-Jabbar, o maior artilheiro da história da NBA.

MJ

Alguém perguntou por Michael Jordan? Ele é o líder em toda a história da NBA em média de pontos, com 30.1 por partida. Foram 32.292 ao longo da carreira, mas em 1.072 partidas.

Kareem disputou 1.560 jogos, 488 a mais do que MJ. Encerrou a profissão com média de 24.6 pontos.

Se Jordan tivesse jogado o mesmo número de partidas de Kareem, levando-se em conta sua média de pontos, poderia ter adicionado mais 14.640 ao seu desempenho. E teria encerrado a carreira como o maior pontuador de toda a história da NBA, com 46.932 pontos.

Mas isso fica por conta da imaginação; a gente nunca vai saber se de fato iria acontecer. Até porque em seu último ano de NBA, sua média caiu para exatos 20 pontos por partida.

DE NOVO; COM BRILHO

Anderson Varejão (foto AP) voltou à quadra ontem à noite. E mais uma vez deixou-a vitorioso. Foi peça importante no triunfo do Cleveland sobre o Chicago – que havia batido o Phoenix na sexta à noite, lembram-se? – por 106-97. O jogo foi na Cidade dos Ventos e 21.965 torcedores estiveram no United Center.

O capixaba fechou a partida com 13 pontos, três tocos, mas apanhou poucos rebotes: quatro (um deles ofensivo). No entanto, Varejão tem sido importante no trabalho de bloqueio dos adversários dentro do garrafão defensivo, o que possibilita a sobra das bolas podres para jogadores como LeBron James, que ontem fisgou 13 no total, nove deles na defesa.

Na noite de sexta-feira, ficou em quadra meia hora; ontem, esteve um minuto a menos. É jogador chave no esquema do técnico Mike Brown – o meu favorito para ganhar o troféu “Coach of the Year”.

King James foi novamente o grande nome do Cavs. Marcou 41 pontos. Foi o maior pontuador da rodada deste sábado. É o cestinha da atual temporada com média de 28.1 por partida.

NORMALIDADE

Parece que tudo voltou à normalidade em New Orleans. Ontem o time bateu o Miami, em casa, por 100-89, recuperando-se da surpreendente derrota para o Charlotte, na noite de sexta.

A arena de New Orleans não esteve completamente cheia, mas os 17.701 torcedores que lá estiveram gostaram do que viram, principalmente dos 21 pontos e 13 assistências do armador Chris Paul.

NÚMEROS

Se LeBron James é o cestinha da atual temporada, o melhor passador de bola é Chris Paul com 11.7. É o único que tem dois dígitos de média. CP3 é também o mão leve da NBA, com 3.33 desarmes por partida, o grande ladrão da liga. Nos rebotes, sem surpresa também: Dwight Howard, o super-homem do Orlando, tem 13.7 de média e é o mais forte de todos. Como Paul, Dwight quer mais. É o líder também nos tocos, com exatos quatro por jogo.

Esta estatística é de corar: sabe quem é o jogador que mais erros comete por partida? Stephen Jackson, do Golden State, com 4.2 equívocos por embate disputado.

OS LÍDERES

Se o campeonato terminasse hoje, os 16 classificados para os playoffs seriam os seguintes:

LESTE – 1) Atlanta [4-0] 2) Boston [5-1] 3) Detroit [4-1] 4) Cleveland [5-2] 5) Orlando [4-2] 6) Toronto [3-2] 7) New York [3-2] e 8) Miami [3-3].

OESTE – 1) Lakers [4-0] 2) Utah [5-0] 3) Houston [4-2] 4) Phoenix [5-2] 5) New Orleans [4-2] 6) Memphis [3-3] 7) Portland [3-3] e 8) Denver [2-3].

Como se vê, apenas um time com desempenho inferior a 50%: o Denver.

Como se vê, os três brasileiros estariam nos playoffs.

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  2. AH, OS BRASILEIROS…
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 7 de novembro de 2008 NBA | 12:07

SÓ NO BASQUETE; SÓ NA NBA

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Cinco pontos em 1.9 segundo. E sem lance livre na jogada. É possível isso para um jogador? Sim; em basquete, tudo é possível, especialmente quando se trata de NBA.

O final da prorrogação do jogo de ontem em Portland com certeza jamais sairá da memória dos 20.611 torcedores que estiveram no Rose Garden.

A partida estava empatada em 96 pontos, quando o armador Brandon Roy fez uma cesta a 1.9 segundo do final, colocando o Portland na frente em dois pontos. Yao Ming igualou a 0,8 segundo do fim e ainda teve um lance livre de bonificação. Acertou e deixou o placar em 99-98 para o Houston. Após o pedido de tempo, Roy recebeu o lateral do armador Steve Blake e arremessou imediatamente, atrás da linha dos três. Bingo! O cronômetro zerou com a bola no ar e o Portland venceu a partida por 101-99.

Só no basquete; só na NBA.

ATRÁS DA CORTINA

Brandon Roy (na foto acima celebrando) vinha fazendo uma partida discreta até aquele 1.9 segundo final da prorrogação. A 10.1 segundos para o encerramento do tempo normal, com o embate igualado em 90 pontos, ele foi desarmado infantilmente por Ron Artest e não conseguiu arremessar, levando o jogo para a prorrogação.

Até o histórico momento, seu desempenho era pífio: 4-16 nos arremessos de quadra e tinha acertado seus insignificantes quatro lances livres; pouco para a agressividade e qualidade de seu jogo. Encerrou o tempo normal com apenas 12 pontos.

Continuava apagado até aquele 1.9 segundo. Aí entrou em cena. Importante: poderia ter saído como vilão, porque foi dele a falta que se transformou no lance livre de bonificação para Yao colocar o Houston na frente em 99-98.

Mas a noite era de Brandon Roy. “Eu estava desapontadíssimo comigo mesmo depois de ter feito aquela falta”, disse ele, na entrevista coletiva. “Aí eu disse para Steve me dar a bola para eu compensar [a bobagem feita]”.

E compensou.

Só no basquete; só na NBA.

OITO E NÃO CINCO

Se formos considerar os três pontos do chinês Yao Ming, foram oito, e não cinco, os pontos marcados naquele 1.9 segundo derradeiro da prorrogação.

Só no basquete; só na NBA.

MOLECADA DA PESADA

O Portland é o segundo time mais jovem da NBA. Só fica atrás do Golden State. Tem um futuro imenso pela frente. E olha que Greg Oden ainda não começou a jogar pra valer.

Às voltas com seguidas contusões, ontem Oden ficou do lado de fora, atrás do banco de reservas, vendo o jogo. Deve ter tido comichões com o final da partida.

Embora os holofotes finais tenham se deitado pra cima de Roy, a atuação do ala/pivô LaMarcus Aldridge não pode passar batida. O moleque, 23, fez 27 pontos, apanhou nove rebotes e deu três tocos. Mas precisa melhorar o aproveitamento dos lances livres: 3-7.

LUSCO-FUSCO

Alguém, ao olhar o “boxscore”, pode dizer que à exceção da bola roubada de Brandon Roy nos segundos finais do tempo normal Ron Artest fez uma partida opaca. Afinal, está lá: nove pontos, três rebotes, quatro assistências e dois desarmes.

Certo ou errado?

Analisar a atuação de Artest é um tanto complicado; mas é possível. Ele teve uma difícil missão pela frente, que foi a de marcar Roy, o principal jogador do Portland. Conseguiu durante o tempo normal. Os números do camisa 7 do Blazers já foram destacados acima. Mas no momento agudo da partida, Artest perdeu Roy de vista.

E deu no que deu.

Reprovado, pois.

SUPER-HOMEM

Dwight Howard teve dificuldades no jogo de ontem do Orlando contra o Philadelphia. Sam Dalembert deu trabalho, especialmente nos rebotes. Howard estava com média de 14.5 rebotes por partida e ontem fisgou apenas oito. Pouco para alguém como ele.

Foi também a primeira vez no campeonato que Dwight pegou menos de dez rebotes. Sua média caiu para 13.2, para desapontamento dos 16.407 torcedores que foram à Amway Arena de Orlando, mas que vibraram com a vitória do time por 98-88.

Dalembert apanhou 14 rebotes, oito deles ofensivos. Interessante, bem interessante.

Diria que foi apenas um acidente de percurso; nada além disso.

A BELA E A FERA

O relógio pouco passava das 13h30 quando cheguei à arena do complexo do Olympic Green Tennis Centre. Os termômetros marcavam desanimadores 30 graus. Em meia hora, Elena Dementieva e Dinara Safina iriam decidir a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Lá estava eu. Cheguei relativamente cedo ao complexo tenístico. Por isso, peguei um bom lugar. Coloquei minha mochila na cadeira ao meu lado direito. À medida que o tempo foi passando, os lugares reservados para a imprensa foram sendo tomados. Até que sobrou apenas a cadeira onde minha mochila descansava.

Cerca de 15 minutos antes de a decisão começar, uma jornalista, procurando por um lugar, perguntou se o assento estava ocupado. Disse que não; e tirei a mochila, colocando-a perto dos meus pés.

Descobri, minutos depois, que ela era de Moscou. Mas não fazia jus à beleza singular das meninas da terra de Dostoiévski. Era feinha, coitadinha. Mas bom papo. Falava um inglês limpo, bem compreensível, ao contrário da maioria dos camaradas, que não consegue dobrar a língua do jeito certo para falar o idioma de Shakespeare.

Conversa vai, conversa vem, perguntei a ela se Andrei Kirilenko, ala do Utah Jazz, tinha algum parentesco com Maria Kirilenko.

– Não, nenhum parentesco – ela respondeu.

Maria, se você não sabe, é uma das beldades russas do circuito profissional da WTA, a associação feminina da categoria. Nunca foi top 10; este ano, em julho passado, chegou ao 18º posto, sua melhor posição no ranking. Atualmente, está na 29ª colocação.

– Kirilenko é um sobrenome um tanto comum em meu país – completou a jornalista.

Eu não sabia, por isso perguntei. Sei lá, na minha cabeça, Andrei poderia ser irmão, primo, tio, qualquer coisa da Maria. Mas não é nada.

Algum tempo depois, comparando fotos dos dois, senti-me um tolo por ter feito a pergunta à jornalista russa. Não há como confrontá-los. As fotos abaixo comprovam isso. Seria como cotejar a bela com a fera; isso pra ser bonzinho com Andrei.

Maria e Andrei

RODADA CHEIA

Nada menos do que 13 partidas movimentam a rodada desta noite pela NBA. E quem tem o NBA League Pass escolhe o jogo. Quem não tem, vai assistir pela ESPN o encontro entre San Antonio e Miami, no Texas, a partir das 23h de Brasília. E quem não tem nem uma coisa e nem outra, eu recomendo acessar o site da StoogeTV para tentar linkar alguma partida. Este é de graça.

Como tenho a possibilidade de escolher o prélio, vou primeiro assistir a Cleveland x Indiana, pois quero ver Varejão em ação – desculpem a rima –, e em seguida vou atrás de outro brazuca, Nenê, que estará em quadra com o seu Denver. A partida do Colorado marcará também a estréia de Chancey Billups com a camisa do Nuggets no embate contra o Dallas.

Haja café!

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  3. VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS
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domingo, 2 de novembro de 2008 NBA | 13:47

AH, OS BRASILEIROS…

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Talvez tenha sido a pior atuação de Leandrinho (foto) desde que entrou em quadra pela primeira vez na NBA na temporada 2003/04. Ontem, na vitória do Phoenix sobre o Portland por 107-96, Barbosa marcou apenas um ponto! Isso mesmo, um miserável pontinho.

Com uma atuação desastrosa, o técnico Terry Porter escondeu o brasileiro no banco de reservas. Deixou-o em quadra apenas 18 minutos, tempo suficiente para ele mostrar que estava completamente sem inspiração.

Erro seus três chutes triplos e não se atreveu a dar nenhum de dois. Seu único ponto surgiu de um lance livre – o outro ele errou.

Um desastre.

A noite brasileira na NBA foi igualmente calamitosa. Nenê e Anderson Varejão foram um pouco melhor; mas também nada muito mais vistoso.

Depois de ter arrebentado na vitória sobre o Clippers um dia antes, ontem Nenê teve uma atuação apagada diante do Lakers, em Denver. Anotou apenas oito pontos e apanhou cinco rebotes na derrota por 104-87.

Foi o quinto revés seguido do time diante do Los Angeles, contando os embates dos playoffs passados. Três deles dentro de seu Pepsi Center, que esteve “sold out” ontem: 19.651 pagantes.

Nenê esteve em quadra por 34 minutos. Mas quem viu a partida viu também um jogador contido, econômico nos movimentos e nos desejos. Chris Andersen, um obscuro reserva do “frontcourt” colorado, foi o destaque do Denver com cinco pontos, sete rebotes e três tocos.

Esteve em quadra a metade do tempo de Nenê. Mas multiplicou seu momento com uma vontade e uma atitude de se tirar o chapéu. Só não jogou mais e melhorou sua performance porque esteve envolvido com excesso de faltas, o que obrigou o técnico George Karl a deixá-lo no banco mais tempo do que ele provavelmente gostaria.

Por falar em faltas, este foi o único aspecto do jogo de Nenê que a gente pode elogiar: ao contrário das duas partidas anteriores, quando saiu mais cedo do embate por ter atingido o limite de penalidades, desta vez Nenê conseguiu manter-se no jogo, tendo feito três.

Mas, eu pergunto: o que é melhor, deixar a quadra mais cedo com um desempenho como o que ele teve diante do Clippers ou ficar no jogo com uma atuação fosca? Cravo na primeira alternativa.

Ao mesmo tempo, analisando os dois confrontos, fica também claro para qualquer mente inocente que jogar contra Chris Kaman e sua gang é uma coisa, enfrentar Andrew Bynum e Pau Gasol é outra completamente diferente.

Nenê já mostrou que tem qualidades. O que ele precisa mostrar é mais determinação, como a que Andersen exibiu em seus 17 minutos na partida de ontem.

O que acontece com nossos jogadores? Sim, porque não foi privilégio de Leandrinho e Nenê terem uma atuação opaca. Anderson Varejão completou a noitada com seus quatro pontinhos e seis rebotes na derrota do Cleveland para o New Orleans, fora de casa, por 104-92.

Varejão jogou 25 minutos. Seus números a gente já viu. Vale para o capixaba o mesmo que eu falei do paulista. É preciso ter mais gana em quadra, ser mais audacioso, mais cara de pau. Como sempre foi Oscar Schmidt.

Varejão, como Nenê e Leandrinho, também tem qualidades. Elas são visíveis. Bom reboteiro, sabe proteger bem o garrafão, vira-se bem diante da marcação, é aplicado taticamente, mas… mas tem que ter gana, audácia, coragem, atitude – e confiança.

Stan Van Gundy, técnico do Orlando, ontem na Flórida, declarou o seguinte sobre confiança: “As pessoas não percebem quão frágil a confiança pode ser. Elas acham que quando você atinge esse nível [jogar na NBA], confiança é inerente porque você tem muito sucesso, mas bastam duas noites ruins e de repente você está pressionado”. E sem confiança.

Vocês já viram jogador argentino sem confiança? Eu nunca vi. Esse papo pra mim não cola.

Nossos jogadores têm que ser mais argentinos. Isso mesmo, mais argentinos.

SOLD OUT

Não foi apenas o Pepsi Center que teve lotação completa na rodada deste sábado da NBA. A New Orleans Arena também no encontro do Hornets com o Cavs.

Aliás, foi o 14º. jogo seguido que o ginásio do New Orleans teve todas as suas poltronas tomadas. Estou contando, claro, com os embates dos playoffs da temporada passada.

18.150 torcedores viram Chris Paul e companhia debutar na Lousianna e vencer o Cleveland, repito, por 104-92.

JAMES HORRY OU ROBERT POSEY?

James Posey jogou pela primeira vez diante de seus fãs. Foi a estréia do ala campeão pelo Boston na temporada passada na New Orleans Arena. “Foi excitante”, disse ele depois da partida.

Posey voltou a barbarizar a defesa adversária com a eficiência de seus arremessos triplos. Foram quatro em cinco tentativas. Confronto encerrado, seus números reluziam no “final stats”: 15 pontos, seis rebotes e quatro desarmes.

Vindo do banco. Como fazia Robert Horry.

MVP?

Se LeBron James quer ser o MVP desta temporada, tem que melhorar seu desempenho ofensivo. Ontem marcou apenas 15 pontos, mas com um aproveitamento ruim das bolas de dois: 6-15.

Na temporada passada, foi o cestinha da competição com exatos 30 pontos de média. Nesta, em três partidas, está com um 19,7.

King James compensou sua fraca atuação no ataque nas assistências: foram 13 no total. Sete rebotes também é um bom número para quem joga na ala; se bem que ele tem tamanho e força para isso mesmo.

MVP

Se LeBron, do jeito que está, é dúvida na corrida pelo título de melhor jogador da temporada, o mesmo não vale para Chris Paul. CP3 foi o nome do jogo de ontem. É o nome, ninguém duvida, neste começo de temporada.

Dizer que ele é o melhor jogador da NBA neste momento é o mesmo que dizer que Gisele Bundchen (foto) é a mulher mais estonteante do planeta. CP3 anotou 24 pontos e deu mais 15 assistências.

Suas médias não deixam dúvidas: 21,7 pontos e exatas 12 assistências por jogo, líder neste fundamento até agora na competição.

É mole?

FOR FALAR NISSO…
Dwight Howard corre por fora, mas corre. E se jogasse em um time de ponta, poderia ser um concorrente de peso para ser o MVP desta temporada.

Na partida de ontem contra o Sacramento (vitória por 121-103), Howard marcou 29 pontos, apanhou 14 rebotes e deu cinco tocos. Na vitória da última quarta-feira diante do Atlanta (99-85), Dwight já tinha tido uma atuação estrondosa: 22 pontos, 15 rebotes, cinco tocos e cinco desarmes.

Seus números são excelentes depois de três partidas nesta temporada: 21,7 pontos, 14,3 rebotes e 4,3 tocos – é o líder neste fundamento.

Já escrevi, mas nunca é demais lembrar: se Chris Paul é o melhor armador da NBA, Howard é o melhor pivô.

QUE SAUDADES
O Boston começou a temporada passada arrebentando. Fez uma corrida de 12 vitórias em sua dúzia inicial de partidas, ganhou a tal da confiança e terminou a fase de classificação com a melhor campanha entre todos os 30 participantes.

Isso foi fundamental na conquista do título, pois, nos momentos de sufoco, usou o seu TD Banknorth Garden e assim conseguiu despachar Atlanta e Cleveland nos playoffs.

A história inicial do Celtics agora é outra. Na terceira rodada deu seu primeiro tropicão. Apanhou do Indiana (96-75), fora de casa, e mostra que esta temporada pode ser diferente da anterior.

O time errou demais na partida de ontem no Conseco Fieldhouse. Foram 24 equívocos contra apenas 12 do Pacers. Kevin Garnett, embora tenha feito 18 pontos e fisgado 14 rebotes, cometeu seis deles. Foi o mais indeciso jogador da partida.

Na temporada passada…

JÁ O TORONTO…
Se o Boston tombou na terceira rodada, o Toronto, em quem eu não boto muita fé, fez ontem importante vitória diante do Milwaukee, em Wisconsin. Venceu o Bucks por 91-87 e abriu 3-0 na classificação da Divisão do Atlântico. A mesma do Boston, o segundo colocado.

E é bom frisar que Jermaine O’Neal ainda não está totalmente solto no Canadá. Seus números ainda são um tico do que ele pode fazer: 11,0 pontos e 7,3 rebotes. Mais solto e mais entrosado, especialmente com Chris Bosh, os canadenses devem crescer ainda mais.

Justiça seja feita: o espanhol Jose Calderon foi muito bem na vitória de ontem: 25 pontos e nove assistências. Seu desempenho nesses três primeiros prélios do Raptors é muito, mas muito bom: 18,0 pontos e 9,7 assistências por jogo.

DECEPÇÃO
Tudo bem, o campeonato mal começou, mas o Philadelphia decepciona. Seu record: 1-2.

Perdeu ontem para o Atlanta, na Georgia, por 95-88.

O quarteto formado por Elton Brand, Sam Dalembert, Andre Iguodala e seu xará Miller ainda não deu liga, se bem que Brand vem fazendo o seu papel. Tem um “double-double” de média em pontos (18,3) e rebotes (14,3).

E O MIAMI?

Se o Sixers desaponta, o que dizer do Miami? O time conseguiu a façanha de perder para o Charlotte. Por 100-87. Sim, é o time de Dwyane Wade e de Michael Beasley, tido por muitos – não por mim – como o “rookie of the year” desta temporada.

Não vou dizer mais nada.

NEW LOOK

De penteado novo e sem barba, mosca ou bigode, Phil Jackson (foto) comanda este que é um dos melhores – senão o melhor – times da NBA no momento.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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