24/10/2009 - 22:40
Alguns parceiros deste botequim têm chamado-me a atenção para o Orlando. No ver deles, o time com Vince Carter no lugar de Hedo Turkoglu mudou da água para o vinho.
Pois bem, a equipe da terra do Mickey Mouse encerrou na noite desta sexta-feira uma perfeita “Pre-Season” ao bater o Atlanta, em sua Amway Arena, por 123-86. Um massacre.
Com a vitória, ou melhor, com o massacre, como disse, o Magic terminou essa fase de amistosos com uma campanha de oito vitórias e nenhuma derrota. Único time da NBA nesta fase a não perder.
Foi, também, a primeira vez na história da franquia que isso ocorreu.
Mas o time já vinha buscando a perfeição desde 2007, quando Stan Van Gundy assumiu o comando. Somados os dois anos anteriores, o recorde do Magic era de 12 vitórias e apenas duas derrotas; agora, pulou para 20-2.
Carter (foto AP), de quem eu falei no início do nosso papo, anotou 26 pontos diante do Hawks, tendo incrível desempenho de 9-10 nos arremessos. Nos sete jogos em que entrou em quadra, marcou uma média de 18.6 tentos por partida.
Terminou esta “Pre-Season” como artilheiro do Orlando.
Sempre desconfiei do potencial de Carter em fazer do Magic um time melhor. Parece que me enganei.
O Orlando dá sinais de que volta com tudo nesta temporada.
CLASSIFICAÇÃO
Vamos à classificação final desta temporada de amistosos:
Leste
1) Orlando 8-0
2) Boston 6-2
3) Chicago 6-2
4) Atlanta 5-2
5) New York 5-2
6) Philadelphia 5-3
7) Cleveland 4-4
8) Detroit 4-4
9) Washington 4-4
10) Indiana 3-4
11) Milwaukee 3-5
12) Miami 2-5
13) Charlotte 2-6
14) Toronto 2-6
15) New Jersey 1-5
Oeste
1) Clippers 6-2
2) Lakers 6-2
3) Utah 6-2
4) Dallas 5-2
5) San Antonio 4-3
6) Denver 4-4
7) Golden State 4-4
8) Houston 4-4
9) Phoenix 4-4
10) Portland 4-4
11) Memphis 3-5
12) Minnesotta 3-5
13) Oklahoma City 2-5
14) Sacramento 2-5
15) New Orleans 2-6
SURPRESAS
O Clippers na liderança do Oeste surpreendeu-me, mesmo com a presença do novato Blake Griffin, draft número 1 desta temporada.
O New Orleans, na rabeira da mesma divisão, igualmente deixou-me intrigado.
Do outro lado, vibrei com a campanha do Chicago. Tomara que não seja fogo de palha.
BRASUCAS
Assim foram os três brasileiros nesta “Pre-Season”:
Nenê Hilário – 9.3 pontos e 4.4 rebotes;
Leandrinho Barbosa – 13.4 pontos e 45.0% nas bolas de três;
Anderson Varejão – 8.2 pontos e 6.0 rebotes.
Sorte a eles nesta temporada!
ROUBO
É inacreditável, mas é verdade. Jogadores do Maccabi Tel Aviv foram roubados na noite da última terça-feira em Los Angeles.
O time fazia um amistoso contra o Clippers (108-96 para os angelinos) no Staples Center e enquanto a bola pingava o roubo ocorreu. Albert Gavin, tenente da polícia de Los Angeles, disse que algumas pessoas entraram no vestiário da equipe israelense e fizeram a festa.
Foram roubados relógios, jóias e US$ 15 mil em dinheiro. Dez membros do grupo foram prejudicados e o desfalque foi estimado em US$ 22 mil.
Lamentável.
AJUDA
Michael Beasley, ala/pivô do Miami, é bom jogador. Mas na mesma proporção, é problemático.
Ano passado, vocês devem se lembrar, ao lado de Mario Chalmers e Darrell Arthur ele foi pego num quarto de hotel com duas prostituas e uma quantidade de maconha não divulgada.
À época, participava do programa da NBA de iniciação ao novo mundo da maior liga de basquete do planeta. Foi expulso; teria que voltar nesta temporada. Nem sei se isso ocorreu.
Se não ocorreu, talvez tenha sido porque no final de agosto passado ele internou-se em uma clínica de reabilitação no Texas para se desintoxicar. Motivo: drogas.
Problemas resolvidos? Nada disso.
Nesta semana, uma foto do jogador, dormindo num iate na marina de Miami, ao lado de uma mulher e várias garrafas de cerveja na mesa próxima ao sofá, foi mostrada pelo site de fofocas TMZ.
Beasley (foto AP) divulgou um comentário dizendo que não tocou nas garrafas de cerveja. O capitão do iate fez coro com o jogador.
Dirigentes do Miami disseram que ele não fez nada de errado.
Beasley tem apenas 20 anos e um grande futuro pela frente. Se algo der errado, o culpado será apenas ele.
ACORDO
Assunto resolvido: a NBA e o sindicato dos árbitros entraram em um acordo e os homens do apito estarão presentes na primeira rodada desta temporada, marcada para a próxima terça-feira.
O acordo vale para as próximas duas competições.
Os árbitros voltaram aos treinamentos neste sábado para recuperar a forma. Será que os 57 profissionais do apito estarão em forma?
Melhor com eles fora de forma do que seus substitutos em forma.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Leandrinho Barbosa, Magic, Miami, Michael Beasley, Nenê Hilário, Orlando, Vince Carter
26/07/2009 - 13:41
Não vi a partida, mas, pelo resultado, deve ter sido uma pelada. Aliás, todo “All-Star Game” é assim; no masculino e/ou no feminino.
Os jogadores extravasam seu lado “globetrotter” e não estão nem aí com a partida. São poucos os embates desse tipo que valem a pena ser visto.
A vitória do Oeste sobre o Leste por 130-118, ontem à tarde em Uncasville (Connecticut), deve ter sido um jogo desses. Deixo-o de lado, pois, para falar da nossa Érika de Souza.
A brasuca (na foto AP de camiseta branca), segunda jogadora a representar o país num Jogo das Estrelas, atuou apenas 14 minutos. Tempo suficiente para mostrar todo o seu talento.
A carioca esteve perfeita nos arremessos: atirou cinco bolas contra a cesta adversária e encestou todas; bateu dois lances livres e foi igualmente feliz.
Deixou a quadra com 12 pontos. Poderia ter sido mais se tivessem disponibilizado a ela mais minutos.
Como poderia ter feito um “double-double” se atuasse mais tempo. Nos 14 minutos (na verdade 13:59) correndo de lá pra cá e de cá pra lá, Érika confiscou nove dos 48 rebotes apanhados pela seleção do Leste.
Tudo bem, foi ótimo, porque, como eu disse, ela deixou bem claro que é boa de bola. Aliás, tem mostrado isso com a camisa do Atlanta Dream; caso contrário não teria sido convocada para o “All-Star Game”.
Bem, vamos ver agora com a seleção brasileira. Há três anos Érika não veste a amarelinha; sempre aparece um probleminha para impedi-la de jogar pelo Brasil.
Ela disse estar saudosa de representar nosso país. Pois bem, ano que vem acontecerá o Mundial na República Tcheca.
Hora, portanto, de matar a saudade.
RUMORES
Leio na internet que Lamar Odom está perto de acertar com o Miami. Duro golpe para o Lakers, porque o time californiano ficará a ver navios.
Não creio que Joe Smith vá resolver o problema se for contratado para a vaga de Lamar. Isso dará uma bela desestruturada nos angelinos.
O outro lado desta moeda diz respeito a Dwyane Wade. Dizem que ele está fazendo a cabeça de Lamar para ele mudar de praia.
Se for verdade e isso ocorrer, a chance de D-Wade sair do Miami e ir para o Chicago desaparece.
Também a internet me informa que Drew Gooden acertou um contrato de um ano com o Dallas. O Mavs tem se reforçado e não pode ser desprezado como uma das forças do Oeste.
Recentemente, acertou com Shawn Marion, não se esqueçam.
Por isso mesmo, o San Antonio foi atrás de Theo Ratliff. O veterano ala/pivô não tem mais o fôlego de antes.
Quanto estava novinho, era um tormento para quem ousasse invadir o seu garrafão; distribuía tocos pra tudo quanto é lado. Hoje não é mais assim.
Vamos esperar por esta segunda-feira e ver no que vai dar esses rumores.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, Seleção Brasileira, WNBA, basquete brasileiro
Tags: Chicago, Dallas, Drew Gooden, Dwyane Wade, Érika de Souza, Joe Smith, Lakers, Lamar Odom, Miami, San Antonio, Shawn Marion, Theo Ratliff
25/07/2009 - 12:49
O dia está fraco. Nada de importante por enquanto.
Mas como eu não sou de deixar este botequim fechado de jeito nenhum, abro-o para comentar algumas coisas com vocês.
O que de mais importante aconteceu na NBA nas últimas horas foi a ida de Andre Miller para o Portland. Conversando com alguns frequentadores deste nosso gostoso boteco, disse que o que de melhor Miller vai levar para o Blazers é sua experiência.
Aos 33 anos e com passagens por quatro equipes (Cleveland, Clippers, Denver e Philadelphia), Miller não conseguiu na NBA o mesmo destaque que teve nos quatro anos em que jogou com a camisa da universidade de Utah, quando conquistou um vice-campeonato em 1998, perdendo a decisão do Final Four para Kentucky.
Foi no Alamodome de San Antonio e eu vi tudo “in loco”, numa época gostosa em que trabalhava no SporTV e transmitimos a decisão ao vivo para o Brasil. Miller (foto AP) jogava muito, mas como disse, na NBA ficou para trás.
Quem gostou dessa contratação foi o Lakers; quem desgostou foi Lamar Odom. Com ela, o jogador vê estreitarem suas chances de assinar com outro time e ganhar o que ele gostaria.
O Blazers tem ainda cerca de US$ 14 milhões em caixa. Se oferecer essa grana, Lamar pega, claro.
Mas eu duvido que isso vá ocorrer, pois o grupo, no momento, é formado por apenas 12 jogadores e a gente sabe que é preciso no mínimo 15. Então, esquece.
Sobra a Lamar o Miami, mas lá a grana é curta. Por isso mesmo o jogador pediu penico ao Lakers e se disse disposto a reiniciar as negociações.
Acho que esta semana que entra Lamar e Lakers batem o martelo. Falaram em uma proposta de US$ 40 milhões por quatro anos; duvido que a franquia vá dar esse dinheiro.
É mais do que ela se mostrou disposta a pagar. Penso que Jerry Buss não vai dar nem um centavo a mais para Odom do que já foi oferecido – até porque ele tem as cartas na mão no momento.
ÉRIKA
Hoje às 16h30 de Brasília acontece o “All-Star Game” da WNBA. A pivô brasileira Érika de Souza vai defender as cores do time do Leste.
Depois de um hiato de oito anos o Brasil será representado no evento. Janeth Arcain, em 2001, foi a última (e única) representante do país no “All-Star” da WNBA.
O jogo será mostrado apenas pela ESPN HD – o que limita ainda mais o acesso ao evento.
Quem tem ESPN HD? Pouquíssimas pessoas.
Uma pena.
MEGALOMANIA
Vamos pegar o avião para a Europa e desembarcar em Madri. Florentino Perez, o megalomaníaco presidente do Real está aprontando outra das suas.
Depois de contratar Cristiano Ronaldo e Kaká por 165 milhões de euros, Perez diz que vai pagar os três milhões de euros ao DKV Joventut e levar o armador Ricky Rubio para o time merengue.
Rubio assinaria um contrato de dois anos e em seguida se mandaria para a NBA sem ter que pagar nada a ninguém.
E, de quebra, nesses dois anos na capital espanhola, ainda faturaria um bom dinheiro.
Interessante.
LOUCURA!
Voltemos aos EUA…
O Chicago fala em assinar com David Lee. O ala/pivô quer um contrato de US$ 12 milhões por temporada.
Se John Paxson fizer esse negócio, tem que mandar prender o cara. Lee é um bom jogador, tem mostrado isso com a camisa do New York, mas investir um dinheiro desses num jogador apenas bom é caso de polícia.
Lee não vai levar nenhum time a ganhar um campeonato. Ele vai ajudar, mas não é um “factor player”.
Derrick Rose precisa encontrar um parceiro com quem possa dividir responsabilidades em quadra. E esse cara não é de jeito nenhum David Lee.
Só pode ser brincadeira; espero.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, WNBA
Tags: Andre Miller, Chicago, David Lee, Érika de Souza, Janeth Arcain, Jerry Buss, Lakers, Lamar Odom, Miami, Portland, Ricky Rubio
19/07/2009 - 12:09
Mais do caso Lamar Odom. (Talvez alguns de vocês estejam aborrecidos com a insistência no assunto, mas este “affair” é extremamente didático para que a gente continue a entender como é que funciona o “salary cap”)
Um contrato, é bom frisar, pode ser: 1) cumprido do começo ao fim; 2) pode dar ao clube a opção de pagar ou não o último ano; 3) pode dar ao jogador a opção de jogar ou não na equipe no derradeiro ano do acordo.
Houve alguns entraves que apoquentaram o jogador e seu agente, Jeff Schwartz, nas negociações com o Lakers. Lamar, vamos relembrar, queria um acordo de cinco anos e US$ 50 milhões, com a garantia de receber todo o dinheiro.
Jerry Buss, dono do Lakers, quando viu a proposta, teve de ser acudido sob o risco de perder o fôlego de tanto que riu. O Lakers contrapropôs US$ 30 milhões em três ou quatro anos.
O contrato de quatro anos, que teoricamente pularia o total para US$ 36 milhões (US$ 9 milhões por temporada) dava a opção ao time de fazer valer o acordo ou não.
Ou seja: Lamar teria garantido US$ 27 milhões (três primeiros anos) e no caso de o Lakers decidir pela quebra do mesmo, pagaria US$ 3 milhões e demitiria Lamar.
Desta maneira, o contrato chegaria aos US$ 30 milhões prometidos a Lamar. Se o jogador mostrasse ser útil ao time, o quarto ano do acordo seria cumprido e ele embolsaria os US$ 9 milhões, chegando aos US$ 36 milhões totais.
Como Schwartz demorou para responder, Jerry Buss retirou a oferta e Lamar, agora, está a ver navios. Retirou a oferta também porque Odom conversou com Pat Riley, GM do Miami.
Os mais próximos dizem que Buss continua P da vida com o jogador.
A oferta do Heat apareceu ontem com mais clareza. Vamos a ela…
Como o Lakers é o único time que pode estourar o teto salarial nesse caso, pois Lamar jogou pelo time na temporada passada, tudo o que o Miami (que já ultrapassou o “cap”) pode oferecer é a “mid-level exception”.
E o valor da “mid-level exception” é de US$ 5.8 milhões – para qualquer time da liga.
O trato com o Miami seria de cinco anos, o que totalizaria US$ 34 milhões. Agora, não me perguntem como é que chegaria neste valor se a “mid-level exception” vale US$ 5.8 milhões. Não sei.
Já mandei um e-mail para a NBA para que a liga me esclareça o fato. No entanto, se alguém souber, manifeste-se.
Mas, voltando ao assunto, esse contrato com o Miami daria a Lamar a possibilidade de se tornar “free-agent” depois de três anos. Não sei aonde isso poderia ser bom, pois no momento ele é “free-agent” e está encurralado.
Imagine daqui a três anos, mais velho e mais cansado.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Heat, Jerry Buss, Lakers, Lamar Odom, Miami, Pat Riley
18/07/2009 - 12:04
Voltando ao caso Lamar Odom.
As últimas informações dão conta de que o Miami não fez oferta alguma para o jogador. Pensa em fazer.
Lamar estaria em uma sinuca de bico. Por isso mesmo, seu agente, Jeff Schwartz, teria ligado para Jerry Buss pedindo desculpas por seu mutismo em relação às duas propostas feitas pelo Lakers para segurar o ala/pivô.
Se você já se esqueceu ou não tomou conhecimento delas, eu publico ambas: 1ª.) US$ 36 milhões por quatro temporadas; 2ª.) US$ 30 milhões por três.
A aparente indiferença de Schwartz seria estratégica. O agente, ao agir assim, estaria pressionando Buss a aceitar a contraproposta feita à franquia: US$ 50 milhões em cinco temporadas – o que foi rechaçado imediatamente pelo Lakers.
Mais do que isso: o atrevimento (foi assim que o Lakers recebeu a contraproposta) de Schwartz irritou profundamente Jerry Buss. O resultado foi que o Lakers encerrou as negociações.
Como não apareceu nenhuma oferta do Miami, o agente de Lamar (foto Reuters) teria ligado, com o rabo entre as pernas, para o chefão do Lakers. Schwartz esperou – e muito – pela proposta do Heat.
Da Flórida veio a informação de que o Miami vai procurar Lamar. A franquia espera que o jogador aceite a “Mid-level Exception”, que é de US$ 5.8 milhões, em cinco temporadas.
Vai argumentar que os impostos na Flórida são menores do que na Califórnia. Mas a diferença é muito grande.
Por mais sanguinária que sejam as leis californianas, Lamar não vai pagar em tributos algo em torno de US$ 3.2 milhões por temporada – que é a diferença entre a proposta mais baixa do Lakers em comparação com o que o Miami pode oferecer.
E eu ainda não estou considerando os descontos no salário de Lamar na Flórida. A diferença, por isso mesmo, seria maior.
A edição eletrônica do “Los Angeles Times” deste sábado publica quatro cartas de torcedores do Lakers falando sobre o impasse. Vale a pena dar uma olhada, pois os fãs de lá são como os de cá.
Eles estão indignados com a postura do jogador. Indignados com o desdém de Lamar com os US$ 9 milhões ou US$ 10 milhões (dependendo da oferta a ser considerada) oferecidos pelo Lakers.
É muito dinheiro – mas muito mesmo. Quantia que a gente não tem idéia do que seja.
Nem em sonho.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Jerry Buss, Lakers, Lamar Odom, Miami, Mid-level exception, NBA
16/07/2009 - 21:40
Rapaziada, seguinte: essa história do “salary cap” é realmente complicada. Vamos tentar explicá-la usando como exemplo o caso do Lamar Odom.
O jogador, que jogou a temporada passada pelo Lakers, está sem contrato. O Lakers é o único time que pode estourar o “cap” para assinar com ele.
A folha de pagamento dos californianos, no momento, é de US$ 84.613.733,00. E o teto salarial estabelecido pela NBA, incluindo a “Luxury Tax”, é de US$ 69.900.000,00.
Ou seja: o Lakers já estourou — e muito — o “cap”. Em números: US$ 14.713.733,00.
E pagará este mesmo valor em multa para a NBA; e o dinheiro, como eu já disse aqui, a liga rateia entre os times que não estouram o teto para estimular a não se ultrapassar o valor estipulado.
Muito bem: se o Lakers não renovar com Lamar, o time só poderá contratar um jogador que se enquadre na lei dos veteranos, atletas que estejam na NBA há pelo menos três temporadas.
E esta verba é de US$ 1.300.000,00. Ou seja: quase nada.
Portanto, se o Lakers não renovar com Lamar, só tem esta verba para contratar outro jogador. É por isso que torna-se inviável pensar em Glen “Baleinha” Davis, Paul Millsap ou David Lee.
Da mesma forma, há poucas equipes em condições de assinar com Lamar por algo próximo de US$ 10 milhões, por exemplo, ao jogador: Portland, Oklahoma City, Memphis e Sacramento, e os dois últimos não parecem dispostos a investir neste ano, enquanto o primeiro já se comprometeu com Millsap.
Os demais podem oferecer, na melhor das hipóteses, a “Mid-level Exception”, que vale US$ 5.8 milhões. E é o que o Miami está oferecendo ao jogador.
Basicamente é isso. Espero ter sido claro. Se passou algo despercebido ou se alguém quiser falar, o botequim está aberto — como sempre.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Detroit, Lakers, Lamar Odom, Miami, NBA, Portland
04/05/2009 - 11:08
Foi um jogo de um time só. O Denver atropelou o Dallas ontem no Colorado e venceu por incontestáveis 109-95.
Nenê foi o nome do jogo com seus 24 pontos, sua melhor anotação em playoffs, diga-se. Fez quatro a menos que Dirk Nowitzki, o cestinha da partida, mas foi o “key factor” do Nuggets e do encontro, repito.
O são-carlense (foto Reuters ao lado de Chauncey Billups) apareceu num momento crucial. Carmelo Anthony se enrolou com as faltas e foi para o banco no começo da partida.
O que fazer sem seu artilheiro em quadra?
Simples, jogar a bola para Nenê.
E foi o que o time fez. O brazuca marcou 18 de seus 24 pontos no primeiro tempo. No segundo, com o cestinha de volta ao jogo, Nenê anotou apenas seis pontos, tentos importantes, no entanto, para consolidar a vitória dos anfitriões.
O brazuca pegou apenas cinco rebotes. Muitos vão encasquetar com esse número.
E para esses recalcitrantes eu volto a dizer: o forte do jogo de Nenê não são os rebotes, mas os pontos. Nenê é um pivô goleador, ao contrário, por exemplo, de Joakim Noah, do Chicago, um pivô que é especialista em pegar rebotes, mas pouco produz em termos de pontos.
Então, por favor, vamos olhar mais para os pontos dele do que para os rebotes.
Aceito discutir a baixa pontuação de Nenê na série contra o New Orleans. Mas falar de seus rebotes, realmente, está se tornando uma coisa chata.
INVENCIBILIDADE
O Denver não perde em seu Pepsi Center desde nove de março passado, quando caiu diante do Houston. De lá para cá foram 14 vitórias enfileiradas.
No confronto diante do Dallas, nesta temporada, a vitória de ontem representou a quinta em cinco jogos disputados.
NÚMEROS
Bem próximo ao final do encontro, a tevê que transmitiu a partida mostrou: time que ganha o primeiro embate tem 79% de chance de se classificar para a final da conferência.
E esses números aumentam quando abre-se 2-0. Sim, pois dos cinco possíveis jogos restantes, quem está em desvantagem tem que vencer nada menos do que quatro.
Tarefa árdua; quase impossível. Portanto, mais uma vitória do Nuggets, amanhã à noite, e ouso afirmar que o time estará na final da conferência.
O Denver deu mostras, uma vez mais, que está afinadíssimo para chegar à decisão do título do Oeste. Os números estamparam isso.
Vejam só: 1) Pontos no garrafão – Denver 58-30; 2) Pontos de contra-ataque – Denver 29-4; 3) Pontos do banco – Denver 39-30; 5) Erros – Dallas 20-14.
Agora, vamos nos ater aos números finais envolvendo o banco dos dois times:
Denver: 39 pontos, 12 rebotes, 12 assistências, sete tocos e seis desarmes.
Dallas: 30 pontos, 11 rebotes, duas assistências, um toco e um desarme.
Sem dúvida, uma lavada e tanto. Como se diz, barba e cabelo; titulares e reservas enquadraram o Dallas.
DECEPÇÃO
O jornal “Dallas Morning News” traz uma matéria em sua edição de hoje, segunda-feira, falando a queda de produção de Jason Terry nestes playoffs.
O texto lembra que o jogador, eleito o melhor reserva da temporada, teve média de 19.6 pontos por partida e nesta nova fase do campeonato anotou menos pontos que sua média da fase de classificação em cinco dos seis jogos disputados.
Para sermos mais claros, vamos lá: Terry encestou 12 pontos no primeiro jogo da série contra o San Antonio, 16 no segundo, dez no terceiro e quartos jogos, 19 na partida que encerrou o confronto contra o Spurs e 15 ontem diante do Denver.
Sua média nesses playoffs caiu para 13.7.
Mas, como eu disse, Terry (foto AP discutindo com Nenê), que atuava quase 35 minutos por partida (pode um cara que joga esta quantidade de minutos ser considerado reserva?), teve seu tempo diminuído em quadra com a volta de Josh Howard ao time.
Com quatro minutos a mais, JT poderia aumentar sua média de pontos, certamente.
Mas o que deve estar preocupando o pessoal do Dallas é que o percentual de aproveitamento do jogador decaiu nesta fase aguda. Ou seja: enquanto na “regular season” ele aproveitou 46.3% de seus arremessos, nos playoffs esse número caiu para 39.5%.
Desta forma, mesmo com menos minutos disponíveis em quadra, se tivesse com um desempenho normal, estaria perto de seu rendimento de pontos na fase de classificação.
Convidado a falar sobre o tema, Chauncey Billups, armador do Denver, desviou o assunto para seu time: “Sinto que nós temos o melhor banco da liga. Eles [reservas] venceram um monte de jogos para nós em um monte de noites. Hoje foi um desses dias”.
LÓGICA
Por mais que Dwyane Wade seja genial, sozinho, como eu disse, ele não levaria mesmo o Miami a realizar altos sonhos nesta temporada. Fez, aliás, muito ao empurrar esta série para o sétimo jogo.
Ontem, atuando em território alheio, não teve forças para evitar a eliminação. Marcou 31 pontos, mas não encontrou eco nos companheiros.
A vitória do Atlanta por 91-78 não pôde ser contestada em momento algum.
Joe Johnson (foto Reuters) foi o nome do jogo: 27 pontos, cinco desarmes, cinco rebotes e quatro assistências. Acertou seis de seus oito arremessos de três pontos e desconcertou a defesa adversária.
É a primeira vez, desde 1999, que o time avança para as semifinais do Leste.
Amanhã, começa a série, cansado seguramente, diante do gigante Cleveland, que vem descansado e liderado em quadra por LeBron James, o futuro MVP desta temporada.
Previsão: 4-1 Cavs.
BALANÇO
O parceiro Charles Nisz está com a planilha prontinha. Ela vai revelar como a gente se deu nos palpites desta primeira fase dos playoffs.
Enquanto ele não publica os números, passo a vocês o meu desempenho: errei apenas um vencedor, pois apostei no Portland diante do Houston e deu o contrário.
Os demais sete enfrentamentos eu acertei, alguns deles na mosca, como a varrida do
Cleveland diante do Detroit e a vitória do Atlanta sobre o Miami por 4-3.
NOITADA
Dois jogos esta noite: às 21h de Brasília começa a série entre Boston e Orlando com jogo marcado para Massachusetts.
Às 23h30, outro encontro que se inicia também: Lakers x Houston, na Califórnia, com transmissão ao vivo pela ESPN.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Atlanta, Dallas, Denver, Dwyane Wade, Hawks, Heat, Jason Terry, Miami, Nenê, Nuggets
02/05/2009 - 12:56
A série está completamente aberta. A vitória do Miami sobre o Atlanta, ontem à noite por 98-72 (poderia ter sido de muito mais) leva o confronto para o sétimo e decisivo jogo.
Será amanhã à tarde, na Geórgia, 14h de Brasília. Mesmo atuando em sua Philips Arena, o Hawks não pode dar esse encontro como favas contadas.
O Heat já ganhou uma partida em Atlanta. Pode vencer novamente, por que não?
Claro que pode.
Para que isso ocorra, o Miami tem que duas missões pela frente…
Mas vamos ao jogo de ontem.
Dwyane Wade (foto AP) carregou o time da Flórida nas costas quando atacar era a missão. Jogou uma barbaridade; sozinho conseguiu a façanha de destruir a defesa adversária, uma equipe muito bem armada, diga-se.
D-Wade marcou 41 pontos (16-17 nos lances livres). Ficou a dois de igualar sua melhor marca em playoffs, mas foi a quinta partida em toda sua trajetória nesta fase decisiva que ele atinge 40 pontos ou mais.
Fica atrás apenas de Kobe Bryant (6), Allen Iverson (10) e Shaquille O’Neal (12).
Tornou-se, também, o 17º. jogador em atividade a superar a casa dos 1.500 pontos em playoffs.
Jogou, como disse, uma barbaridade.
Mas não jogou sozinho.
A defesa do Miami segurou o Atlanta e permitiu apenas 72 pontos ao adversário. Limitou o aproveitamento do Hawks em 37% nos arremessos (27-73), sendo que nas bolas longas o desempenho foi ainda pior: 33.3% (7-21).
Na coletividade, apanhou mais rebotes (47-36) e deu mais assistências (12-8).
Para que o Heat bata o Hawks amanhã, longe de seus torcedores, o Miami terá que cumprir estas duas missões: D-Wade jogar novamente uma barbaridade e a defesa mostrar a mesma eficiência de ontem à noite.
Caso contrário, o Atlanta passa.
DESTAQUE
Dwyane Wade jogou muito, mas não há como não destacar também o trabalho do “rookie” Michael Beasley. O ala de força do Miami terminou a partida com 22 pontos e 15 rebotes.
Tornou-se o terceiro jogador na história da franquia a ter pelo menos 20 pontos e 15 rebotes em uma partida da pós-temporada, juntando-se a Shaquille O’Neal e Caron Butler.
Como disse acima, ele é apenas um ”rookie”.
CONTUSÃO
É bom lembrar: o Miami jogou se Jermaine O’Neal, contundido. Ele será reforço certo para o jogo de amanhã.
Mais um motivo para os torcedores acreditarem.
REVERSO
Do outro lado, pouco a se dizer do Atlanta. Foi uma noite irreconhecível.
Os números mencionados acima mostram isso. Além do mais, Josh Smith e Mo Evans tomaram faltas técnicas por bobagem, mostrando a fragilidade emocional da equipe.
“Nosso time perdeu a compostura [em quadra] em alguns momentos”, admitiu o armador Ronald “Flip” Murray, um dos três jogadores do Atlanta a ter um duplo dígito na pontuação (13); os outros foram Mike Bibby (20) e Joe Johnson (13).
Murray deu a pincelada final quanto à atuação do Hawks: “Nossa defesa nunca esteve em sintonia”.
Exatamente; por isso Dwyane Wade deitou e rolou.
Se a defesa melhorar amanhã à tarde, uma das missões do Miami não será atingida.
A outra, furar a retranca adversária, também é possível de ser atingida pelo Atlanta, uma vez que, em casa, o time tem uma média de 96.3 pontos por jogo, 24 a mais do que fez no prélio da noite passada na Flórida.
AUSÊNCIA
Danny Ainge, presidente do Boston, mandou uma mensagem por escrito para os jornalistas que cobriam o treino da equipe ontem à tarde. Dizia ela que Kevin Garnett (foto AP) só volta a jogar na próxima temporada.
Se não for blefe, a partida desta noite entre Celtics e Bulls, no TD Banknorth Garden de Massachusetts (21h de Brasília), está aberta.
Sim, pois nos três encontros já realizados em Boston nestes playoffs os vencedores não o fizeram por uma margem superior a três pontos.
Como se vê, muita igualdade, pois o Celtics, sem KG, não é a potência que a gente imaginava que fosse. É a tal da diferença que um jogador faz, contrariando teses, como falei no nosso bate papo de ontem.
PUNIÇÃO
A NBA tem sido solidária quanto a violência dentro das quadras. Ontem, Tim Frank, assessor de imprensa da liga, informou que nenhuma punição será dada a Rajon Rondo por seu comportamento agressivo em relação a Kirk Hinrich.
Que mensagem a NBA passa para os jogadores do Boston para o jogo desta noite? Apenas uma: batam à vontade, porque nada vai acontecer.
Nem falta flagrante, nem expulsão e nem suspensão.
Como diz o meu amigo Ricardo Capriotti (aquele que contempla Ilaria D’Amico, lembram-se?), que beleza!
CANSAÇO
Um dos parceiros do nosso botequim disse, sabiamente, que o Boston é um time cansado. Verdade.
Kevin Garnett está de fora; o mesmo para Leon Powe. Sem contar que Mikki Moore, reserva dos dois, não está jogando nada e Doc Rivers tem que recorrer ao pouco talentoso Brian Scalabrine.
O mesmo vale para Stephon Marbury, o que provoca minutos a mais para Rajon, o que não estava nos planos de Rivers.
Não há muitas opções e o jeito é deixar a tropa de elite em quadra o quanto ela aguentar. E isso é problema, pois Ray Allen está com 33 anos e Paul Pierce com 31.
Do lado do Chicago, dos jogadores que Vinnie Del Negro usa pra valer, apenas Brad Miller é veterano: 33 anos.
Os demais têm uma média de idade de 24.8 anos.
Este pode ser um fator decisivo no momento da decisão.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Atlanta, Boston, Bulls, Celtics, Chicago, Dwyane Wade, Hawks, Heat, kevin garnett, Miami, Michael Beasley, NBA
30/04/2009 - 16:57
O jogo foi equilibrado até a metade do terceiro quarto, quando Hilton Armstrong acertou uma bola de dois pontos, sofreu falta e aproveitou o lance de bonificação, a 5:58 minutos do final do referido período. Levou o marcador para uma igualdade em 62 pontos.
Dali para frente, só deu Denver. O time colorado fez uma corrida de 49-24 e derrubou o New Orleans da cama, transformando o sonho de uma vitória em um assustado despertar para a realidade.
O resultado final, 107-86, deixou bem claro a diferença entre as duas equipes. O Hornets não é mais aquele Hornets da temporada passada; nem o Nuggets.
A equipe colorada fez 4-1 na série e ganhou seu primeiro confronto em playoffs desde 1994, quando de maneira inesquecível, liderado por Dikembe Mutombo, eliminou o Seattle, melhor do Oeste, por 3-2 depois de estar perdendo por 2-0.
Mas, de volta ao presente, o time da Louisiannia não foi páreo em momento algum neste enfrentamento, à exceção da terceira partida. O Denver jogou muito mais, tanto que venceu seus prélios por uma média de 24.2 pontos de diferença.
No confronto de ontem, na corrida final, Carmelo Anthony cravou 16 dos 49 tentos do Nuggets. Deixou o parquete do Pepsi Center celebrado pelos 19.744 torcedores, que não pouparam aplausos e elogios para o ala colorado, que anotou no total 34 pontos e foi o cestinha do time e da partida.
Mas não há como não mencionar o trabalho de J. R. Smith (foto AP). Ele anotou 15 de seus 20 pontos exatamente no momento que o Denver jogou um balde de água fria nas pretensões do New Orleans.
Outro que não dá para esquecer: Chauncey Billups. O armador jogou como tal, marcou 13 pontos, mas deu 11 assistências; foi o único jogador do Nuggets a finalizar a partida com um “double-double”.
Nenê? Bem, o brazuca declarou recentemente que não está com a cabeça boa – o alerta foi dado por Belan, nosso parceiro neste botequim, ao ler uma entrevista do são-carlense no “Denver Post”.
As coisas, segundo ele, não estão saindo como planejou. Tem estado deprimido por causa disso.
Bobagem, essas coisas acontecem; como diz o outro, fazem parte do jogo.
Ele deveria focar no que fez de proveitoso nesta temporada. No ganho que teve em relação à passada.
Isso deveria nortear seu pensamento – e não o que não deu certo até aqui nesses playoffs.
Mas, infelizmente, não tem sido assim.
Pressionado por ele mesmo, decaiu nesta fase decisiva. Ontem, no momento da corrida final, contribuiu com apenas dois rebotes; não fez ponto algum.
Terminou esta série com nove tentos e 7.8 rebotes. Na fase regular, teve médias de 14.6 pontos e os mesmos 7.8 ressaltos.
Como se vê, perdeu a confiança ofensiva.
Mas, a bem da verdade, a gente nota que não foi apenas nos playoffs que seu jogo caiu. Seu percentual de aproveitamento, que era o melhor da NBA, diminuiu depois do ASG.
Sabe de uma coisa? Acho que uma boa terapia poderia ajudar muito nosso Nenê neste momento.
SEMIFINAL
O Denver está preparadíssimo para as semifinais do Oeste. Tem a convicção de que pode disputar a final da conferência.
Não há deslumbramento algum. Os números do confronto contra o New Orleans e a segunda colocação no Oeste legitimam tal sentimento.
Como vai ser contra o Dallas? Bem, o Mavericks está jogando o fino da bola.
Há diferença gritante entre as duas equipes? Não, não há; elas se equivalem.
Por que o Denver, então?
Creio que o fator quadra poderá determinar o finalista. E o Denver tem esta vantagem.
Talvez por isso, também, a convicção exista.
Mas da série entre Denver e Dallas a gente fala mais para frente.
3-2
O Atlanta recuperou a vantagem neste corpo a corpo com o Miami. Abriu 1-0, cedeu o empate, viu o Heat pular na frente em 2-1, empatou o confronto vencendo em plena Flórida e ontem, no conforto do lar, tornou a ganhar (106-91), voltando a liderar a disputa entre eles.
Uma série e tanto, diga-se. Tanto assim que os ânimos já estão acirrados em quadra; isso é supercomum nesses enfrentamentos.
Ontem, na Geórgia, Dwyane Wade e Solomon Jones quase se engalfinharam, provavelmente porque D-Wade estava irritado com o tombaço que levou ao colidir com Josh Smith (foto Reuters). O jogo de amanhã, novamente em Miami, promete.
Mas se o Heat quiser igualar a série e provocar o sétimo e último encontro, vai precisar mais do que músculos e caras feias. Vai ter que voltar a ser aquele time equilibrado que fez duas vitórias seguidas diante do Hawks.
Ontem, o jogo voltou a ficar concentrado em Dwyane Wade – isso não adianta, a gente já falou.
Em contrapartida, os anfitriões praticaram uma vez mais um basquete solidário. Mas não apenas na pontuação bem distribuída, mas também em outros fundamentos: apanhou mais rebotes (37-29), deu mais assistências (23-17) e cometeu menos erros (5-7).
E por falar em rebotes, dos 37 confiscados, 12 foram de ataque, enquanto que os visitantes não passaram de meia dúzia.
Quando palpitei sobre esta série, falei do equilíbrio do jogo do Atlanta. Repito: se o Miami passar, para mim será uma grande surpresa.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Atlanta, Carmelo Anthony, Denver, Dwyane Wade, Hawks, Heat, Hornets, Miami, Nenê, New Orleans, Nuggets
26/04/2009 - 12:45
A manchete de capa do “LA Times” diz: “Finalmente Kobe deixa sua marca”.
Perfeita.
Kobe, de fato, não vinha se impondo nestes playoffs como o jogador marcante que a gente sabe que ele é.
Depois de um jogo apagado, para dizer o mínimo, contra o Utah, na última quinta-feira, quando marcou apenas 18 pontos e acertou só cinco de seus 24 arremessos, ontem Kobe foi o jogador marcante que a gente sabe que ele é.
Atirou o mesmo número de bolas do encontro de quinta, mas desta vez encestou 16. Nas laranjinhas de três, uma certa em duas tentadas. Nos lances livres, cinco em cinco.
Excelente.
Ao final da partida, depois de 39:37 minutos em quadra, Kobe marcou 38 pontos e foi aquele jogador marcante que a gente sabe que ele é.
Foi impossível contê-lo.
O técnico Jerry Sloan, do Utah, experimentou nada menos do que quatro marcadores em Kobe. Tiveram a missão Ronnie Brewer, C. J. Miles, Paul Millsap e até mesmo o armador Deron Williams (foto Reuters).
Nenhum deles obteve sucesso.
De nada adiantaram a agressividade física desses jogadores na tentativa de abreviar o volume de jogo de Kobe e nem as insistentes e invejosas vaias que vieram da maior parte dos 19.911 torcedores que compareceram à EnergySolutions Arena de Salt Lake City.
O camisa 24 do Lakers não se importou com isso. Ele sabia que ontem era o momento para dar este bote decisivo, era o momento de ele voltar a ser aquele jogador marcante que a gente sabe que ele é.
O resultado disso não foi apenas a vitória por 108-94, que fez o Lakers abrir 3-1 na série diante do Jazz. O resultado disso foi que Kobe tornou-se o sétimo maior cestinha na história dos playoffs da NBA.
Com seus 38 pontos, chegou aos 3.792 tentos e deixou para trás Hakeem Olajuwon e John Havlicek. Tem 105 a menos do que Larry Bird. Deve deixá-lo comendo poeira também e tornar-se o sexto maior artilheiro dos playoffs.
Tudo porque ele voltou a ser aquele jogador marcante que a gente sabe que ele é.
FIM DA LINHA
Com a vitória de ontem e os 3-1 na série, como eu disse anteriormente, o Lakers pode se considerar nas semifinais da Conferência Oeste.
Para que isso não ocorra, o Utah precisa vencer os três últimos jogos deste confronto. Dois deles em Los Angeles.
Impossível, vocês não acham?
No basquete há zebras, a gente sabe disso, mas deste tamanho eu nunca vi.
FRASE
“Nós nunca estivemos perto de marcá-lo. Ele simplesmente colocou todos [marcadores] no bolso e jogou do jeito que ele queria” – Jerry Sloan, técnico do Utah Jazz, sobre Kobe Bryant, depois da partida.
CONTRIBUIÇÃO
Kobe Bryant não jogou sozinho. Houve contribuições – e das boas.
Lamar Odom voltou a fazer uma partida daquelas com seus dez pontos, 15 rebotes, seis assistências, dois tocos e um desarme.
Pau Gasol anotou um “double-double” também: dez pontos e 13 rebotes.
O bom da história foi que Derek Fisher parece ter começado a encontrar a fórmula do bom arremesso, que estava perdida em algum canto de sua memória. Ontem ele teve um duplo dígito (12 tentos), com quatro acertos em oito arremessos; mas ainda deve nas bolas longas: 1-4.
TRISTEZA
Do outro lado, o Utah lutou com todas suas armas. Mas elas têm se mostrado insuficientes para eliminar o Lakers – a menos que haja uma surpresa do tamanho da história da NBA.
Carlos Boozer foi uma vez mais um monstro em quadra: 23 pontos, 16 rebotes e cinco assistências. Tentou de tudo; até peitada saiu dando em Pau Gasol, na tentativa de intimidar o soft pivô do Lakers.
Não deu certo, os números do espanhol mostram isso.
Mas Boozer tentou.
Deron Williams – meu armador favorito – marcou 23 pontos, deu 13 assistências e resgatou cinco ressaltos. Tentou, como contei, anular Kobe, mas aí já era demais.
Usou do físico para amedrontar seu companheiro de ouro olímpico. Não conseguiu; Kobe nunca se deixou atemorizar por aparências.
Dei o título de “Vestiário Triste” para este tópico, mas penso que estou sendo injusto: a instituição Utah Jazz deveria orgulhar-se de tudo o que fez, tudo na dose certa.
Só não deu certo porque ontem Kobe voltou a ser aquele jogador marcante que a gente sabe que ele é.
PASSO
O Dallas deu um passo gigantesco para se classificar. Ao bater o San Antonio por 99-90 abriu 3-1 na série melhor de sete e só será eliminado se perder as próximas pelejas.
Uma delas, aliás, dentro de casa, no caldeirão do American Airlines Center.
Sinceramente? Assim como o Lakers, o Dallas já passou.
Tivesse o Spurs Manu Ginobili e seria possível sonhar. Sem ele, apenas Tony Parker e Tim Duncan terão muita dificuldades para evitar o pesadelo da eliminação.
POBREZA
O San Antonio se resumiu a dois jogadores nesta derrota para o Dallas – os números mostram isso. Tony Parker, um gigante, anotou 43 pontos; Tim Duncan, outro guerreiro, cravou 25 tentos na cesta do Dallas.
Os demais…. o que eles fizeram? Nada; ou quase nada.
Michael Finley marcou sete pontos, George Hill cravou seis, Bruce Bowen fez cinco, Drew Gooden deixou dois pontinhos para a estatística enquanto que Ime Udoka e Kurt Thomas contribuíram com um mísero ponto; e acabou.
Roger Mason e Matt Bonner? Acreditem, simplesmente saíram zerados de quadra!
Ou seja: enquanto Parker e Timmy anotaram, juntos 68 pontos, os demais jogadores do San Antonio marcaram 22.
É possível vencer um adversário do naipe do Dallas, fora de casa, com uma atuação dessas? Claro que não.
Portanto, vamos esquecer o San Antonio e falar do Mavericks, que foi o ator principal neste filme.
EQUILÍBRIO
Se apenas dois jogadores escaparam do lado alvinegro, cinco atletas do Dallas jogaram muito bem.
Josh Howard (foto AP), mais uma vez, foi o destaque da equipe com seus 28 pontos. Mas não dá para deixar de lado os 12 pontos e os 13 rebotes (todos defensivos) do alemão Dirk Nowitzki.
Além da dupla, foram importantes os 17 pontos de Jason Kidd e os 20 tentos anotados por Erick Dampier e Jason Terry – dez para cada um.
Terry, aliás, gostaria de mencionar, decaiu nestes playoffs em relação à fase de classificação. Na etapa anterior, ele teve média de 19.6 pontos por jogo; nesta série diante do Spurs, caiu para 12.0.
Foi seu jogo que caiu? Penso que não. Isso se deve porque ele, com a volta de Josh Howard, que perdeu nada menos do que 30 jogos na fase de classificação, teve subtraído importantes três minutos de seu tempo em quadra – e isso faz diferença na pontuação final.
Mas voltando ao jogo de ontem, é aquilo que eu sempre digo: é complicado marcar um adversário que sabe variar seu jogo. Quando temos um time onde só um jogador pontua, fica óbvio demais e facilita o trabalho do oponente.
Nowitzki percebeu isso e hoje não fica alucinado em quadra em busca de pontos, pontos e mais pontos. Percebeu que, sozinho, é muito difícil – para não dizer impossível – ganhar um campeonato.
Ele próprio viveu isso em 2006.
PORRADA
O encontro na cidade do jazz foi faltoso – às vezes violento. Os números mostram: foram 58 faltas no total, 29 para cada equipe.
Os quatro vigias titulares dos garrafões de New Orleans e Denver foram excluídos com seis faltas: David West e Tyson Chandler (Hornets) e Kenyon Martin e Nenê Hilário (Nuggets).
Teve mais: Chandler e James Posey, do lado dos anfitriões, e Chauncey Billups, pelos visitantes, foram punidos com falta flagrante, enquanto que J. R. Smith, do Nuggets, tomou uma falta técnica.
O pau comeu, como se vê.
O jogo? Foi emocionante; decidido apenas na última bola.
Carmelo Anthony, cestinha do Denver com 25 pontos, teve a bola nas mãos para evitar a derrota. Faltavam 25.6 segundos para o final da partida e o placar mostrava 94-93 para o Hornets.
Ele próprio roubou a bola num lateral mal cobrado.
No ataque, depois do tempo pedido, atrapalhou-se ao tentar o passe para Martin, recuperou a bola e arremessou completamente desequilibrado. Deu aro.
E o jogo acabou com o placar de 95-93 para o New Orleans.
A série mostra agora 2-1 para o Denver. O próximo encontro será novamente na Louisiannia, amanhã à noite.
Está aberto – ao contrário dos confrontos no Colorado, onde o Nuggets superou completamente o Hornets.
SURPRESA
Confesso que estou surpreso com o desempenho do Miami. A equipe parece ter encontrado o jeito de jogar como um time.
Dwyane Wade está desequilibrando, como sempre acontece, mas aquele equilíbrio que a gente tanto fala há neste momento no Heat.
Ontem, os cinco titulares tiveram duplo dígito na pontuação.
Wade foi o cestinha com 29 pontos. Mas Jermaine O’Neal contribuiu com 22, Mario Chalmers com 15, Udonis Haslem (foto Reuters) com 12 e James Jones com 11.
Aí está o segredo para a vitória esmagadora de ontem por 107-78 e os 2-1 na série em favor do time da Flórida.
A continuar assim, não perde este confronto de jeito nenhum; se voltar a ser o time de um jogador só, será eliminado.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Carlos Boozer, Dallas, Denver, Deron Williams, Dirk Nowitzki, Dwyane Wade, Heat, Hornets, Jason Terry, Jazz, Josh Howard, Kobe Bryant, Lakers, Lamar Odom, Mavericks, Miami, NBA, New Orleans, Nuggets, San Antonio, Spurs, Tim Duncan, Tony Parker, Utah
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