Mehmet Okur | Fábio Sormani

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terça-feira, 11 de setembro de 2012 NBA, basquete brasileiro | 11:32

LEANDRINHO TREINA NO FLAMENGO PARA MANTER A FORMA. TALVEZ FIQUE POR LÁ MESMO

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Leandrinho está treinando no Flamengo (foto Site Oficial). O site oficial do clube diz: “De férias após as Olimpíadas de Londres, o jogador não quer perder o ritmo e seguirá a programação de treinamentos dos rubro-negros, na Gávea”. E Leandrinho complementa: “Muito bom voltar ao Flamengo e relembrar os bons momentos que vivi aqui no ano passado. Sou sempre muito bem recebido por aqui e tenho grande amigos no time”.

A situação de LB, como venho abordando aqui, é dramática. O tempo passa e ele não arruma time. Dramática e misteriosa. Toda matéria que lemos sobre ele é elogiosa. LB tem espaço e nome na liga. Mas não assina com ninguém.

Por quê?

A explicação que eu encontro é que Dan Fegan, seu agente, foi com muita sede ao pote. Mais do que isso: não conseguiu costurar acordo para encaixar LB no Lakers, por exemplo.

Fegan, na negociação de Dwight Howard com os amarelinhos, poderia ter condicionado a ida de LB para Los Angeles. Não conseguiu; ou nem tentou.

Como mencionei, talvez Fegan tenha sido guloso demais. Imaginou um contrato semelhante ou maior do que os mais de US$ 7 milhões que o brasileiro ganhou na última temporada. Como se sabe, os agentes ficam com 4% do acordo assinado. Quanto maior o contrato, maior o faturamento.

Não apareceu (até o momento) nenhum clube disposto a pagar isso — e nem vai aparecer. Primeiro porque esse dinheiro não está mais disponível em nenhuma franquia; segundo, porque todos os times têm no momento a faca e o queijo na mão. Ou seja, dirão a Fegan: é pegar ou largar.

Como já disse aqui, não é apenas LB que vive situação dramática. Há outros free-agents desempregados. Derek Fisher, pra mim, é o principal deles. Cinco anéis de campeão, líder nato, Fish (foto) ainda é muito bom de bola; e nada. Tracy McGrady não me comove, pois ele é um ex-jogador em atividade e se arrumar alguma coisa será nessas franquias em desespero, atrás de um sonho que não virá e da venda de tíquetes, pois T-Mac ainda ostenta um bom nome entre os fãs.

Leio que Mehmet Okur deve voltar para a Europa. É outro que também está sem time. Mas se voltar para o Velho Mundo deverá assinar com o Real Madrid, que ofereceu € 3 milhões (cerca de US$ 3,8 milhões) por um contrato de um ano.

Enquanto isso, LB apenas treina no Flamengo. Nem oferta ele recebeu, ao que tudo indica.

Ano passado, na época do locaute, apurei dia desses, LB recebeu R$ 150 mil mensais. E nem foi o clube da Gávea quem pagou o jogador: foi o banco BMG. Se a proposta for reapresentada, LB assinaria um contrato para receber R$ 1,8 milhão, o que daria cerca de US$ 890 mil. Menos do que o US$ 1,35 milhão do mínimo veterano e menos do que o US$ 1,95 milhão que o Lakers poderia oferecer usando a mid level exception.

Conversei por e-mail com Trapizomba, que mora em Los Angeles, para saber o que LB teria como gasto caso fosse para o Lakers. Trapizomba me disse que o leão californiano abocanha 10% do salário. “O maior problema são as taxas federais, em 39%. Isso é o que mata, mas é para todo o país”, completou Trapizomba.

Só de impostos Leandrinho deixaria para os cofres governamentais USS 195 mil para a Califórnia e US$ 760,5 mil para o governo federal, o que totalizaria US$ 955,5 mil. Ou seja: do total de US$ 1,95 milhão, LB receberia, na verdade, US$ 994,5 mil.

Mas não se esqueçam: em Los Angeles LB teria que alugar um imóvel, o que não aconteceria em caso de jogar no Flamengo (ele tem apartamento no Rio) ou mesmo se for jogar em outro time brasileiro, que daria moradia de graça para ele.

Morar na Califórnia é caríssimo. Tenho um amigo, Guto Guimarães, bauruense como eu, que vive em Tucson, pertinho de Phoenix. Não perdia um jogo do Suns na época do Leandrinho. Ele me contou, certa vez, que um amigo americano, brincando, disse: “Vendo minha casa aqui em Tucson e vou morar em um trailer na Califórnia”. Guto contou que o cara tem uma baita casa no Arizona. Fez a brincadeira para dizer ao Guto que morar na Califórnia é para poucos.

Trapizomba não soube me dizer quanto LB gastaria com aluguel de um imóvel em LA. Mas pelo que pesquisei pela internet, ele gastaria algo em torno de US$ 2,5 mil por mês, o que daria US$ 30 mil por ano.

Então, os US$ 994,5 mil cairiam para 964,5 mil, que traduzidos para nossa moeda seria algo em torno de R$ 1,95 milhão. Divididos em 12 parcelas teríamos R$ 162,5 mil.

Ou seja: praticamente a mesma grana para jogar no Flamengo — isso se o time carioca fizer uma oferta semelhante a feita na temporada passada. Ou, quem sabe, de repente em outra equipe de ponta do NBB.

Some-se a tudo isso o fato de que Samara Felippo, mulher de Leandrinho, atriz da Rede Record, em entrevista dada ao iG em 18 de julho passado, disse com todas as letras o seguinte: “Não quero morar nos EUA. Minha rotina lá é chata. Não é minha cultura, não é onde está minha família ou meus amigos. Ás vezes, a questão de não dominar a língua me irrita”.

E se Samara ficar por aqui boa parte da temporada (gravações da novela “Balacobaco”), Alicia, filha de LB, fica também. E o jogador é muito apegado à menina, que tem três anos. E ela, claro, adora o pai, como mostra a  foto (Instagram/Reprodução), onde Alicia tenta abraçar o pai vendo-o em entrevista na televisão.

Vocês querem saber o que eu acho? Se não aparecer nenhuma oferta milionária (e não deve aparecer mesmo, pois este é o cenário atual na NBA), LB tentará um acordo com o Flamengo ou com algum clube brasileiro — ou então tentará a Europa, o que é mais difícil, pois ele jamais atuou por lá. Ele ficaria uma temporada fora da NBA e enquanto isso Dan Fegan trabalharia no sentido de reencaixá-lo em alguma equipe da NBA na outra temporada. Ou assinaria um contrato com uma cláusula liberando-o imediatamente para algum time da liga norte-americana em caso de acerto.

Este é o cenário que eu vejo. Não consigo enxergar outro.

Notas relacionadas:

  1. LEANDRINHO NO FLAMENGO, POR QUE NÃO KOBE NO CORINTHIANS?
  2. MARKETING DO FLAMENGO PISA NA BOLA E LEANDRINHO ESTREIA EM BRASÍLIA
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quarta-feira, 5 de maio de 2010 NBA | 11:35

UM ADVERSÁRIO NA MEDIDA

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O Utah parece mesmo ter sido o adversário ideal para o Lakers nestas semifinais do Oeste. Além de ser um freguês de caderneta, o time joga desfalcado, o que facilita a tarefa da equipe de Los Angeles.

O jogo de ontem foi uma amostra bem clara do que digo. O Lakers venceu a partida por 111-103 e abriu 2-0 na série melhor de sete. Foi o 16o. jogo seguido sem ser derrotado pelo Jazz dentro de seu belíssimo Staples Center.

As ausências de dois dos grandalhões do Utah tem ajudado os californianos. O pivô turco Mehmet Okur contundiu-se no primeiro tempo do primeiro jogo da série passada contra o Denver e só volta a atuar na próxima temporada. O ala/pivô russo Andrei Kirilenko talvez retorne no próximo embate, marcado para sábado, às 20h de Brasília, em Salt Lake City.

Dizia que as ausências de Memo e Kirilenko tem ajudado os californianos; e como. Mais uma vez o Lakers saiu vitorioso na batalha pelos rebotes: 58-40. No primeiro jogo, também já havia levado a melhor: 43-38. Ou seja, somadas as duas contendas, os amarelinhos vencem nos rebotes por 101-78.

Mas não é apenas nos ressaltos que os angelinos estão se dando melhor; nos tocos também. No enfrentamento inicial entre as duas equipes, o Lakers deu sete tocos e sofreu dois; ontem foram 13-4. Somados os dois jogos, a vantagem do time de Kobe Bryant é de 20-6.

Muita coisa; muita coisa nos rebotes e nos tocos. Isso dá bem a medida de como Memo e Kirilenko fazem falta.

Ah, sim, vejo no “boxscore” do cotejo de ontem que o Lakers fez 64-50 nos pontos anotados dentro do garrafão. No primeiro jogo, vantagem foi de 54-50. Somando-se os dois prélios, o time de Los Angeles está na frente em 118-100.

Disse o técnico Jerry Sloan sobre o tema em questão: “Eu não gosto de usar a palavra ‘desanimador’ [sobre a batalha no garrafão], pois eu penso que meus jogadores jogaram com muita raça e tentaram ficar no jogo o tempo todo”.

Verdade, mas só esforço não basta. É preciso mais: neste caso, tamanho.

DIFERENÇA 2

Some-se a isso o fato de que o Utah não tem um jogador como Kobe (Foto Getty Images), que ainda mantém o cetro e a coroa de melhor jogador de basquete do mundo na atualidade. KB anotou ontem 30 pontos, deu oito assistências e pegou cinco rebotes. Começou mal a partida, é verdade, pois terminou o primeiro tempo com apenas oito tentos. Mas veio o segundo período, o momento de decidir, e lá estava ele, sem negar fogo, como os grandes jogadores costumam fazer.

Mas Kobe não é infalível. Cometeu sete erros, um deles, a 51.1 segundos do final da partida, quando perdeu a bola para Weslley Matthews com o placar mostrando 107-101 para os donos da casa. Pau Gasol salvou a pátria ao dar um toco em Paul Millsap e evitar que o Utah encostasse no placar e complicasse.

Como disse, Kobe não é infalível, pois é feito de carne e osso; é ser humano. E dentre os mortais que jogam basquete neste nosso imenso e querido planeta, Black Mamba segue sendo o melhor de todos.

PARÊNTESE

Abro um aqui para justificar meu último parágrafo do tópico anterior. Alguém pode achar que estou sendo contraditório, pois já disse neste botequim que LeBron James é o cara que jogo hoje o melhor basquete no planeta.

É verdade, mas LBJ ainda não tomou o cetro e a coroa de Kobe Bryant.  Para isso, precisa ganhar um anel. Alguém já disse aqui neste botequim que MVP sem anel não quer dizer nada.

E eu concordo.

LAKERS

Mas vamos continuar falando sobre o jogo de ontem no Staples Center. Quero falar sobre Andrew Bynum.

Quem frequenta esse botequim sabe muito bem que eu estive em Los Angeles há duas semanas e trabalhei em três jogos do Lakers (Sacramento e Clippers, ainda pela fase de classificação, e Oklahoma City, o primeiro da série de playoff). Depois da partida contra o Kings, fui até o vestiário do Lakers. Quando lá cheguei, dei de cara com Drew, que saía do vestiário. Ele ainda estava de fora, recuperando-se de uma lesão no joelho.

Assustei-me com o tamanho do jogador. Olha que eu estou nesta vida há quase três décadas. Já vi muita gente grande na minha vida. Digo sem medo de errar: depois de Shaquille O’Neal, Bynum é o cara, hoje, que mais me impressiona pelo tamanho.

Drew teve ontem o seguinte desempenho: 17 pontos e 14 rebotes. Jogou 29 minutos e tem dividido seu tempo em quadra com Lamar Odom (mesmo tempo de permanência). Reparte o tempo e joga menos do que deveria porque ainda se recupera de lesão no joelho.

“Ainda está um pouco inchado [o joelho], mas eu tenho três dias para me recuperar”, disse o jogador, depois da partida.

Mas não é apenas a lesão que limita seu tempo em quadra. Phil Jackson parece não ter tanta confiança no menino, principalmente em se tratando de playoff. Tanto que sempre termina as partidas com Lamar Odom na ala de força e Pau Gasol no pivô.

Eu não faria isso, mas quem sou eu perto de um cara que embelezou todos os dedos das mãos com anéis de ouro e pedrinhas de diamantes?

TUNDA

O que foi aquilo que aconteceu em Orlando??? Um atropelamento, ninguém discute.

Afinal de contas, o Orlando abriu a série diante do Atlanta, em sua Amway Arena e surrou o adversário por 114-71. Uma diferença de 43 pontos; diferença que chegou a 46.

Será que toda a série será assim, tão disnevelada? Não acredito, penso que o que ocorreu ontem à noite na Flórida foi algo que só se vê de tempos em tempos.

Stan Van Gundy mostrou-se chocado com o que viu em quadra. “Estou um pouco surpreso”, admitiu o treinador do Orlando. “Mas foi bom de se ver”, claro, especialmente porque a pimenta foi jogada nos olhos do outro, certo?

Já no final do terceiro quarto a partida mostrava uma vantagem de 41 pontos (85-44) em favor do Orlando. O jogo acabou ali; o quarto derradeiro foi absolutamente desinteressante.

E como foi que o Magic venceu? Ora, não é preciso ser nenhum expert para responder: defesa. Vejam o aproveitamento do Atlanta: 34.6% nos tiros de quadra (28-81!), sendo que nas bolas de três foi de míseros 15.4% (2-13!). E olha que essas duas bolas foram encestadas no último quarto pelo armador Jeff Teague, último quarto que representou, como disse, o “garbage time”. A segunda bola tripla veio a três segundos da buzinada final, com Teague livre, sem marcação. Ou seja: a gente poderia até dizer que o aproveitamento do Hawks nas bolas longas foi nulo.

É impossível jogar de igual para igual com qualquer adversário com um desempenho desses.

O segundo jogo da série está marcado para amanhã à noite, novamente na Flórida. Estou curioso para ver como o Atlanta vai reagir, pois o emocional, é componente importante em qualquer atividade da nossa vida, esportiva ou não.

LBJ 2

Falando em LeBron James novamente. Ontem, o jogador não participou dos treinos visando o jogo de sexta contra o Celtics, em Boston. O mistério permanece quanto a sua lesão no cotovelo direito. Ninguém sabe ao certo a extensão do machucado.

‘Bron fez na segunda-feira à noite, logo após a derroa para o alviverde de Massachusetts, sua terceira ressonância magnética no local. O resultado não foi disponibilizado para a mídia.

O que se sabe é que King James não jogou a partida passada com a mesma intensidade de sempre. Está claramente limitado por esta estúpida lesão que apareceu em hora inadequada.

Notas relacionadas:

  1. MISSÃO CUMPRIDA
  2. POR QUÊ?
  3. OS PROBLEMAS DO LAKERS
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domingo, 28 de março de 2010 NBA | 15:55

REFLEXÃO EM UM DIA MORNO

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A rodada de ontem foi uma das mais esquisitas desta temporada. Não houve nem um jogo sequer onde houvesse disputa. Foi tudo goleada.

Faltou emoção nas cinco quadras utilizadas.

Na capital dos EUA, o Washington recebeu o Utah e perdeu por 103-87. Foram apenas 3:53 minutos de emoção e disputa. Quando Mike Miller acertou uma bola de três e levou o marcador em 13-6, foi o máximo que os anfitriões conseguiram de vantagem na partida.

Houve disputa até o final do primeiro quarto, vencido pelos visitantes por 23-21. Mas bastou meia fatia do segundo quarto para que o Jazz abrisse vantagem no marcador e não perdesse mais o controle do jogo.

Chegou a abrir 22 pontos de frente, mas fechou nos 16 mencionados acima.

A diferença entre os times é gritante. Destaque do jogo? Pois não: Mehmet Okur (Foto AP), 22 pontos e 11 rebotes.

(Fico pensando na seleção turca, jogando em seus domínios, com Memo, Hedo Turkoglu, Ersan Ilyasova… Sei não, EUA e Espanha que se cuidem, pois os turcos podem chegar à final do campeonato deixando uma dessas duas seleções para trás.)

Outra contenda desnivelada ocorreu em Chicago. Não porque o Bulls seja um time de primeira linha; longe disse. Foi desequilibrada porque o adversário era o New Jersey.

Não preciso falar mais nada — se bem que o Chicago conseguiu a façanha de perder para o Nets nesta competição. E mais: o New Jersey vinha de duas vitórias consecutivas, frente a Sacramento e Detroit, algo que não tinha ocorrido nesta temporada.

Mas a empolgação durou pouco; a trinca de vitórias não veio.

Também, pudera, numa noite onde Jannero Pargo faz 27 pontos, fica mesmo impossível ganhar do Chicago. Saindo como titular apenas pela quinta vez nesta temporada, Pargo, na verdade, era a terceira opção do técnico (?) Vinnie Del Negro.

Sim, pois Jannero entrou no time na vaga do contundido James Johnson, que estava como titular porque o dono da posição, Luol Deng, encontra-se igualmente lesionado.

Sorte de Pargo; sorte do Bulls; azar do Nets.

Aliás, é bom frisar, era o jogo que o Chicago precisava para se recuperar da humilhante derrota sofrida para o Miami, também no United Center, por 103-74. Nets: adversário perfeito para quem quer se recuperar na competição — embora o Bulls também saiba desempenhar esse papel com maestria.

Já em New Orleans o Portland chegou a abrir 26 pontos de vantagem, não tomando conhecimento do Hornets e de seus torcedores. Aproveitou-se, claramente, da falta de ritmo de jogo de Chris Paul, que retorna após um longo período de inatividade (quase dois meses ou 25 partidas).

CP3 fez apenas sete pontos. Pouco perto de sua média, que é de quase 20. Não conseguiu levar o time à vitória; consequentemente o New Orleans está matematicamente eliminado dos playoffs.

Mas falemos do Blazers, a sensação de momento da NBA. Os 112-101 significaram o 12º. triunfo nos últimos 15 jogos. Neste mês de janeiro, tombou apenas duas vezes, diante do Denver e do Phoenix. De resto, foram nove vitórias.

O time, como disse recentemente, é muito interessante. André Miller é experiente e está jogando bem. Brandon Roy dispensa comentários, o mesmo para LaMarcus Aldridge. E protegendo o garrafão, Marcus Camby desempenha muito bem o papel de xerife.

No jogo de ontem, Camby pegou 14 rebotes. Sua média no torneio é de quase 12. Isso sem falar nos dois tocos que ele costuma dar por partida.

Miller, Roy, Aldridge e Camby. E o outro que fecha o quinteto? Trata-se de Nicolas Batum. Pouco se fala dele, mas o francês tem se mostrado eficiente.

Tem um aproveitamento de 54.5% de seus arremessos no geral, sendo que nas bolas de três ele é de 43.5%. Q    uer dizer: normalmente, não desperdiça as laranjinhas que lhe são passadas.

(Fico pensando nesse time francês no Mundial da Turquia, com Batum, Tony Parker, Ronny Turiaf, Mickael Petrus… sei não, os caras vão dar trabalho pra muita gente, se bobear…)

O Lakers foi o time que ganhou com a menor diferença. Passou pelo Houston, no Texas, por 109-101. Mas não se deixe levar pelo placar final: o time de Los Angeles chegou a estar 21 pontos na frente.

No último quarto, com os 21 pontos de vantagem mencionados acima, fiquei torcendo para que Kobe Bryant chegasse ao “triple-double”. Black Mamba estava com um duplo dígito na pontuação, tinha nove rebotes e oito assistências.

E, como disse, um quarto pela frente. Mas ele não veio. Não veio porque Phil Jackson, a 5:53 minutos do final tirou o camisa 24 de quadra e não o colocou mais.

E nem havia motivo para isso, pois a partida estava em 98-83 para o Los Angeles. Bryant (Foto Reuters) tinha conseguido mais um rebote e uma assistência. Terminou o prélio com 17 pontos, 10 rebotes e nove assistências.

Agora, destaque mesmo foi Pau Gasol. Depois de ter sido chamado de afinão por P-Jax (não exatamente nessas palavras), o espanhol colocou seu sangue latino na panela, deixou-o esquentando e quando chegou no ponto foi para a quadra. Resultado: 30 pontos.

E calou a boca do treinador, não com ameaças ou baixarias do tipo, mas jogando bola, na quadra. É assim que se faz; é assim que se dá exemplo.

Gostei.

Finalmente, ajustei-me no sofá de sala para ver os moleques do Golden State. Sabe o que aconteceu? Vi os vovôs do Dallas. Resultado: 111-90 para os texanos, sem choro e nem vela.

Como no jogo em Washington, este de Oakland teve alguma emoção até a metade do primeiro quarto. Dali para frente o Mavs tomou conta do encontro e não teve pra ninguém.

Se Jannero Pargo surpreendeu a todos em Chicago com seus 27 pontos (o máximo nesta temporada), na Califórnia o “rookie” Rodrigue Beaubois fez o mesmo: 40 pontos! Como Pargo, sua melhor performance com a camisa 3 do Dallas.

(Fico pensando nesse time francês no Mundial da Turquia, com Parker, Batum, Turiaf, Petrus e também Beaubois… sei não, os caras vão dar trabalho pra muita gente, se bobear…)

CONCLUSÃO

Rapaziada, preste atenção: o Mundial da Turquia será muito complicado. Há grandes seleções, encabeçadas pelos EUA e Espanha. Os turcos são fortes e jogando em casa tornam-se mais fortes ainda. Os gregos têm tradição e a Itália vem com Danilo Gallinari, Andrea Bargnani e Marco Belinelli. Isso sem falar na França. E não se esqueçam da Argentina.

Quer dizer: rapidamente, citei sete seleções que, a meu ver, são mais poderosas do que a brasileira. Assim, por favor, vamos com calma com essa história de que o Brasil vai chegar às semifinais do Mundial.

Como dizia a avó de todos nós, “quanto mais alto, maior o tombo”.

Nossa meta é estar entre os dez primeiros. Se conseguirmos tal feito, excelente, pois no Mundial passado, no Japão, o Brasil ficou em 17º. lugar. Não se esqueçam disso.

Notas relacionadas:

  1. NEW ORLEANS TERMINA PRE-SEASON INVICTO
  2. A DIFERENÇA QUE UM TIME FAZ
  3. O MAIOR CLÁSSICO DA NBA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

terça-feira, 23 de março de 2010 NBA | 12:04

EXAGERO OU REALIDADE?

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Kevin Durant (foto acima, da AP) fez 45 pontos. E de nada adiantou.

Na batalha pela sexta colocação do Oeste, o Oklahoma City foi batido em seus domínios pelo San Antonio por 99-96. Ao final da partida, o técnico Gregg Popovic, declarou: “Conseguimos vencer um time extraordinário”.

Como assim extraordinário?

Se o Thunder é um time extraordinário, o que dizer do Cleveland e do Lakers? Ou então do Denver e do Orlando? E por que não do Dallas e do Boston?

Vivemos a era dos exageros — se é que não era assim também em outros tempos.

O que Pop quis dizer com isso? O que ele pretendia quando deu essa declaração? Valorizar sua vitória? Seu time? Ou será que ele realmente crê que o Oklahoma City é um time extraordinário?

Se ele acredita realmente no que falou, então, minha gente, podemos esperar por uma surpresa na final do Oeste. E quem sabe na final da NBA.

Afinal de contas, trata-se de uma declaração de um dos maiores treinadores da história da NBA, a maior liga de basquete do planeta.

DISPUTA

San Antonio e Oklahoma City não brigam entre si. Há outros contendores que estão nesta disputa.

O Utah, por exemplo.

O time de Salt Lake City conseguiu ontem uma importante e expressiva vitória diante do Boston por 110-97. Vitória esta que foi conseguida por uma corrida feita no final do segundo e começo do terceiro quartos, quando o time da casa fez 16-0, tomou a dianteira e não perdeu mais o controle do jogo.

O Celtics vencia por 54-42 quando isso ocorreu. Foi logo após uma cesta de três do armador Ray Allen (aliás, quem viu o jogo viu Allen, da ponta esquerda, mandar uma de três na quina da tabela que foi humilhante; senilidade?).

Na sequência, empurrado pela mais barulhenta torcida da NBA, o Jazz fez a corrida mencionada. Chegou a abrir 16 pontos de vantagem.

O Utah venceu porque meteu o pé na porta do garrafão do Boston e não apareceu ninguém para intimidar Carlos Boozer e Mehmet Okur. Nem Kevin Garnett e nem Kendrick Perkins — muito menos Rasheed Wallace.

Memo e Boo, aliás, foram um fiasco no primeiro tempo. Juntos, fizeram mais faltas (cinco) do que pontos (dois).

No segundo, como disse, deitaram e rolaram. Carlos cravou 17 pontos (terminou a partida com 19) e o turco anotou 14 pontos e 15 rebotes (sete deles no terceiro quarto) e três tocos.

Resultado que deixa o Jazz com uma derrota a menos do que o Phoenix e duas em relação a San Antonio e Oklahoma City, que, como disse anteriormente, brigam intensamente pela quarta posição no Oeste.

EMOÇÃO

Sim, emoção; foi o que não faltou no jogo de ontem na Bay Area de São Francisco. Sinceramente, pensei que o Phoenix fosse perder — mas ganhou.

E a vitória, como estamos destacando em nosso colóquio do dia, foi muito importante para que o time não troque de posições na tabela e venha a ter desvantagens quando os playoffs chegarem.

Disse e repito: pensei que o Suns fosse perder para o Golden State. Mas graças a Amaré Stoudemire isso não aconteceu.

A 2:32 minutos do fim, o time do Vale do Sol estava atrás em 122-119, quando o grandalhão correu para o contra-ataque, recebeu o passe preciso de Jason Richardson (34 pontos, cinco bolas corretas de três) e cravou na fuça de Anthony Tolliver: cesta e falta.

Com o jogo igualado em 122 pontos, pois o lance livre foi convertido, Amaré fez mais sete pontos e levou o Phoenix à vitória por 133-131. Um desesperado chute longínquo de Monta Ellis, com o cronômetro zerando, tentou igualar a contenda e levá-la para a prorrogação, mas tudo não passou de uma tijolada na tabela.

ECONÔMICO

O técnico Alvin Gentry reservou poucos minutos para Leandrinho Barbosa. O paulistano ficou em quadra apenas oito.

Marcou só dois pontos, frutos de uma das duas bolas duplas que ele arremessou contra o aro do Golden State. A outra, uma de três, não atingiu o alvo.

RODADA

Os demais resultados de ontem foram:

Philadelphia 93-109 Orlando
New Jersey 89-99 Miami
New Orleans 115-99 Dallas
Chicago 98-88 Houston
Milwaukee 98-95 Atlanta (provável confronto da primeira rodada)
Minnesota 100-106 Toronto
Sacramento 85-102 Memphis

Notas relacionadas:

  1. VITÓRIA DE TIME GRANDE
  2. AINDA MAL DAS PERNAS
  3. SÓ PODE SER BRINCADEIRA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

terça-feira, 13 de janeiro de 2009 NBA | 12:56

PIERCE DÁ SINAL DE VIDA

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O Boston comemora a varrida pra cima do Toronto. Com a vitória de ontem, na prorrogação, por 115-109, o Celtics venceu todos os quatro jogos disputados com o Raptors nesta temporada.

Mas há motivos para comemoração?

Hum… O Celtics se complicou mais uma vez diante de um adversário que não faz uma campanha de destaque. Os canadenses venceram 16 de seus 39 jogos e têm um aproveitamento de 41.0%.

Estão fora do G-8.

E ontem jogaram, mais uma vez, sem duas de suas principais estrelas: o espanhol José Calderón e o americano Jermaine O’Neal.

Mesmo com esses dois desfalques, o Toronto dominou o Boston, dentro do TD Banknorth Garden, até metade do terceiro quarto, quando chegou a abrir dez pontos de vantagem.

Foi então que Kevin Garnett entrou em ação e calou Chris Bosh, o mais perigoso jogador do Raptors.

Bosh, que até aquela altura do jogo estava com 12 pontos (5-7), limitou-se a fazer apenas mais seis (1-4). Ainda por cima, tomou um toco de Garnett quando faltavam pouco menos de cinco minutos para acabar a partida no tempo normal que o deixou desconcertado.

Com Bosh controlado, entrou em cena, finalmente, o talento de Paul Pierce (foto AP), que esteve adormecido nos últimos jogos. O marrento ala do Boston fechou a partida com 39 pontos em 49:24 minutos.

Nove desses quase 40 pontos foram feitos na prorrogação.

Na coletiva depois da partida, KG, ao lado de Pierce, disse que deveria ser tocado naquele momento o tema do filme “Super-Homem”, deixando claro que Pierce fez coisas de outro planeta na vitória do Boston.

Exagero?

Quase; Pierce foi bem, mas nem tanto assim.

As palavras de Garnett tinham outro significado, que certamente atingiu em cheio o alvo: ego do companheiro.

Pierce estava mesmo precisando disso.

ATÉ ONDE?

O Chicago segue maltratando seus torcedores. Perdeu mais uma.

Ontem, pelo menos, foi para o Portland, uma equipe de respeito nesta temporada e que tem um recorde de 23-14 e é o quinto colocado na Conferência Oeste.

Mas perdeu – e não importa para quem, pensam os torcedores.

Perdeu quando muitos achavam que ia ganhar, pois o time contava com o retorno de três jogadores: Kirk Hinrich, Luol Deng e Thabo Sefolosha.

De nada adiantou.

A equipe até que começou bem a partida. A defesa funcionava e o jogo de transição igualmente.

O Chicago deitava e rolava nos contra-ataques. Chegou a abrir 11 pontos de vantagem na metade do segundo quarto.

Mas foi só o Portland ajustar sua ofensiva, evitar o jogo de transição do Bulls e pronto: venceu com a maior facilidade do mundo. 109-95.

Travis Outlaw (foto AP em disputa com Drew Gooden), que veio do banco, fez uma grande partida. Seus números mostram isso: 33 pontos (sua melhor performance nesta temporada) e sete rebotes.

Enquanto isso, o Chicago foi um fracasso nas bolas de três pontos: 2-13 (15.4%). Viu o Portland fazer exatamente o contrário neste fundamento: 11-23 (47.8%).

Nove bolas a mais de três pontos; nove pontos a mais.

Marcando mal no perímetro e sem transição, só restou ao Chicago apanhar novamente.

E ninguém fala nada quanto a Vinnie Del Negro.

Sam Mitchell, que foi demitido pelo Toronto e que há duas temporadas foi eleito o “Coach of the Year”, segue desempregado.

Seria uma ótima opção.

Mas não acredito que o Chicago o contrataria em caso de demitir Del Negro. Vai partir para uma solução doméstica, como têm feito todos os times nesta temporada, numa clara demonstração de economia.

Sai Del Negro e assume, muito provavelmente, Del Harris.

Só vai mudar a mosca.

TURCO

Mehmet Okur fez 43 pontos ontem na vitória do Utah sobre o Indiana por 120-113. Foi a maior pontuação do pivô turco em sua carreira nos EUA.

Memo (foto AP) entra para a história ao se tornar o primeiro pivô da franquia a marcar mais de 40 pontos desde que o Jazz entrou para a NBA, na temporada 1974/75.

Seus números, esmiuçados, foram:
1º. Quarto – 18 pontos (4-5 nas bolas de dois, 1-1 na de três e 7-8 nos lances livres. Jogou 12 minutos);
2º. Quarto – oito pontos (2-2 nas bolas duplas, 1-1 na tripla e 1-1 nos lances livres. Atuou 6:41 minutos);
3º. Quarto – 15 pontos (3-6 nas de dois, 1-1 na de três e 6-6 nos lances livres. Ficou em quadra 12 minutos);
4º. Quarto – dois pontos (1-2 nas bolas duplas, 0-1 na tripla e não cobrou nenhum lance livre. Jogou 9:32 minutos);
Total – 43 pontos (10-15 nos arremessos de dois, 3-4 nos de três e 14-15 nos lances livres. Jogou ao todo 40:13 minutos).

O interessante é que quando o quarto período começou, Memo tinha 41 pontos. A torcida era para que ele entrasse para o seleto rol dos jogadores do Utah a anotar pelo menos 50 pontos em uma partida.

Nele figuram Karl Malone, Pete Maravich, Adrian Dantley e Truck Robinson.

Não deu, mas Okur fez a noite dos torcedores do Jazz mais feliz. Pela vitória e pelo seu desempenho pessoal.

Fica para uma próxima.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

domingo, 16 de novembro de 2008 NBA | 10:42

VAREJÃO CUMPRE BEM O SEU PAPEL

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Escrevi ontem aqui: Nenê é o melhor brasileiro na NBA. Atingiu um nível dentro do Denver que Anderson Varejão (foto AP) e Leandrinho não têm no Cleveland e Phoenix respectivamente.

Isso ficou claro mais uma vez na vitória do Cavs diante do Utah (105-93). Varejão fez em quadra o que dele esperam o técnico Mike Brown e seus companheiros – embora sua participação no primeiro tempo tenha sido bem apagada, quando conseguiu apenas um toco e um rebote; melhorou, e muito, no segundo, quando anotou todos os seus cinco pontos, apanhou mais quatro rebotes e fez seu único desarme no embate.

Pouco, não é mesmo? Mas é o que está reservado para o capixaba.

Mas fico pensando: pouco pra nós, brasileiros, que roemos as unhas à espera de um desempenho a la Dwight Howard. Mas Varejão não é Howard – e jamais será. Ele sabe disso e vive feliz com seus cinco pontos, cinco rebotes, um toco e um desarme.

Fica contente quando abre o jornal local no dia seguinte e lê que ele e Bem Wallace foram importantíssimos no triunfo do time por terem segurado Carlos Boozer “down the stretch”. Ou seja, no momento derradeiro da partida.

É assim que todos avaliam seu desempenho; ele, a comissão técnica, seus companheiros e os 20.562 torcedores que mais uma vez ocuparam todos os assentos da Q Arena.

Nós é que queremos mais. O que é compreensível, pois torcedor é assim mesmo.

Daqui em diante, analisarei Varejão sob este ponto de vista. O que vier será lucro – como, aliás, já ocorreu nesta temporada em algumas partidas.

Minhas unhas agradecem.

SCORE MACHINE

LeBron James voltou a barbarizar a defesa adversária. Foram 38 pontos diante do Utah, 16 deles no último quarto, batendo a porta definitivamente na cara do visitante. O bom nessa história é que suas bolas de três estão caindo com maior freqüência. Ontem foram 3-7; ou seja, 42.8%, dentro da média. E LBJ estava bem abaixo no início da temporada.

Além disso, os 13-21 nas bolas duplas significam 62% de acerto, o que é muito bom em se tratando desse tipo de arremesso. E seu desempenho nos lances livres se aprumou: 9-11 (81.8%), uma performance também muito boa.

Com números assim, é difícil o Cleveland perder. Se alguém quiser dobrar o time de Ohio terá de subtrair um pouco da pontuação de King James, cestinha da NBA neste início de competição com exatos 29.8 pontos de média.

E segurar também Mo Williams. Este merece um capítulo à parte.

BAIXINHO BOM DE BOLA

Mo Williams veio do Milwaukee para o Cleveland em negociação feita durante o verão norte-americano. Foi uma das melhores contratações feitas por uma franquia para esta temporada.

O negócio foi concretizado exatamente no dia 13 de agosto passado.

Mo é um legítimo armador, mas daqueles bons de bola, que ainda pontuam. Na temporada passada teve médias de 17.2 pontos e 6.3 assistências. Nesta, ainda em busca do entrosamento ideal, está com 15.4 pontos e exatas cinco assistências.

CONTA DE MENTIROSO

Com a vitória por 105-93 diante do Utah, o Cleveland conquistou seu sétimo triunfo consecutivo nesta temporada. E confirma os prognósticos: é favoritíssimo para chegar à final da Conferência Leste.

Está atualmente na segunda colocação do lado do Atlântico, com oito vitórias e duas derrotas, atrás apenas do Boston, que tem um triunfo a mais.

Suas duas derrotas foram “on the road”, onde venceu também outro par de jogos. Time campeão tem que ter desempenho forte como turista, especialmente para ficar na frente da concorrência e ter conforto no momento dos playoffs.

O Boston que o diga.

AUSÊNCIAS

O Utah não pôde contar com três de seus principais jogadores: o armador Deron Williams, contundido no tornozelo, o ala russo Andrei Kirilenko (que não é parente da Maria, como vimos), machucado no dedo, e o pivô turco Mehmet Okur, que permanece em seu país ao lado do pai, doente, num drama bem parecido com o de Leandrinho. Além disso, outra peça importante no esquema do técnico Jerry Sloan, o ala Matt Harpring, também lesionado, não jogou.

O Jazz perdeu seus três últimos jogos, todos “on the road”. Mesmo assim, mantém a segunda posição no Oeste, com uma campanha de 6-4 (60%).

Alguém duvida ainda que os times do lado do Pacífico são a grande decepção neste começo de disputa? Eu não duvido.

Com um desempenho de 60%, o Utah seria o sétimo colocado na Conferência Leste. Os dez primeiros na classificação geral são: 1º. Lakers, 2º. Boston, 3º. Cleveland, 4º. Atlanta 5º. Detroit, 6º. Orlando, 7º. New York, 8º. Utah, 9º. Houston, 10º. Phoenix.

Passando a régua: entre os top 10, seis vêm do Leste e apenas quatro do Oeste.

NOVO REVÉS

E não é que o Atlanta voltou a perder? Agora em casa – e novamente diante do New Jersey: 119-107. É o terceiro revés consecutivo

Depois de um início avassalador, quando venceu seus seis primeiros embates, o Hawks perdeu força e faz um vôo de Ícaro neste momento. Seria possível conter a queda?

Vai depender do que de fato está ocorrendo e como o técnico Mike Woodson vai lidar com isso. É certo que a ausência de Josh Smith é importante, mas sem ele o time fez boas vitórias e grandes jogos, como contra o Boston, por exemplo.

O fato é que seus jogadores passaram a ser marcados. E caíram na armadilha defensiva dos oponentes.

É nesse instante que você vê quem é quem; é agora que a gente vai descobrir se o Atlanta é força no Leste ou entrará no playoff na bacia das almas, como aconteceu na temporada passada.

OUTRA DECEPÇÃO

Quem também decepciona neste início de temporada é o New Orleans. Tido por muitos – inclusive por mim – como uma das forças do Oeste, é apenas o sexto colocado na classificação com uma campanha medíocre de 5-4 (55.6%).

Tudo bem que ontem a derrota foi em Houston por 91-82, mas no campeonato anterior, nestas circunstâncias, o Hornets passava por cima de seu concorrente.

Time campeão é assim: curva-se apenas diante dos grandes. E não me parece que o Houston tenha esse status – pelo menos até este momento, apesar do frisson dos 18.303 torcedores que ocuparam todos os lugares do Toyota Center.

O centro da questão são os arremessos, que não estão calibrados. O Hornets tem uma média de 93.6 pontos de média por jogo, o 24º. na classificação geral. Isso apesar da contratação de James Posey, um dos melhores arremessadores de três da NBA na atualidade.

Se a bola não cai, fica difícil vencer.

NORMALIDADE

O Boston venceu mais uma (Milwaukee, 102-97, fora de casa), normal. O Clippers perdeu mais uma (Golden State, 121-103 em casa), normal.

RODADA

O Denver recebe o Minnesota esta noite no Colorado. Mais uma vitória – e com grande atuação de Nenê. Esta é a minha previsão.

O Phoenix hospeda o Detroit, mas Leandrinho não jogará. Não se sabe ainda quando o brazuca voltará a vestir a camisa 10 do Suns.

Os dois jogos começam às 23h de Brasília. Pela internet, apenas.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,