Matt Barnes | Fábio Sormani

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sexta-feira, 11 de maio de 2012 NBA | 12:48

DENVER CAMINHA PARA SER O DALLAS DESTA TEMPORADA?

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O Denver arrebentou o Lakers ontem à noite no Colorado. Os 17 pontos que marcaram a diferença do marcador em 113-96 em favor do Nuggets não revelam o que aconteceu em quadra. O time das montanhas rochosas poderia ter vencido por 30 ou mais pontos. Como disse, o Denver triturou o Lakers.

A pergunta que martela a minha cabeça é: estaremos diante de um novo Dallas?

O Dallas foi campeão na temporada passada mais ou menos assim. Ninguém dava nada por ele. Foi comendo pelas beiradas e acabou campeão. Todos falavam em San Antonio e Lakers. Sem contar o Miami. E no final deu Dallas.

Claro que há diferenças. O Mavs tinha um Dirk Nowitzki e o Denver não tem ninguém que chegue perto dele. O Mavs tinha um armador de talento, rodado e experiente em Jason Kidd. Ty Lawson parece ter um grande futuro, mas ainda é uma promessa, e Andre Miller já rodou muito, mas não é J-Kidd. E não vejo no Denver um cara como Jason Terry, vindo do banco e destruindo defesas, pois não creio que Al Harrington possa fazer isso.

De qualquer maneira, como a ordem das coisas foi subvertida na temporada passada, eu já começo a achar que o Denver pode eliminar o Lakers, depois o Oklahoma City e na final bater, por exemplo, o San Antonio. Afinal de contas, o Dallas não fez isso no torneio passado, contrariando todos os lúcidos prognósticos?

SINTOMA

O Lakers hoje se comporta como time médio — pra não dizer pequeno e ferir suscetibilidades. Se enrosca com um adversário bem mais fraco e Kobe Bryant termina os jogos com montanhas de pontos. Podem olhar: quando os pontos de um time ficam sempre nas costas de um jogador, esse time está desequilibrado.

PERGUNTA

Até onde esse time do Denver pode ir? Do jeito que está, tem grande chance de eliminar o Lakers amanhã à noite em Los Angeles. E depois? Depois eu acho que não passa pelo OKC. E se passar, eu acho que para no SAS. Mas se passar também, não creio que ganhe do Miami, por exemplo, na final, Miami que é o favorito da maioria no Leste. Mas se ganhar do Heat, o Denver será o campeão!!!

Isso pode mesmo acontecer?

Diante dos meus olhos o Denver é apenas um time apenas mediano participando dos playoffs. Mas esse time mediano está engrossando a série diante do poderoso Lakers e, já disse, tem grande chance de eliminá-lo. E se isso acontecer, esse time pode se encorpar, ganhar moral, confiança, e aí, sai debaixo! Pode se tornar o novo Dallas.

ANÁLISE

Quanto ao jogo, Ty Lawson foi a estrela da noite: 32 pontos. George Karl acertou em cheio ao conceder-lhe o status de dono da posição em detrimento do experiente Andre Miller. Kenneth Faried voltou a se destacar com um duplo-duplo: 15 pontos e 11 rebotes.

Por falar em Gasol… O que dizer de seus míseros três pontos? O que dizer de um jogador internacional que faz apenas 1-10 sendo marcado por Faried, um “rookie” que nem está sendo cotado para ganhar o troféu “Rookie of the Year”?

ADIANTE

Abri nossa conversa com o Denver e não com os classificados Boston e Philadelphia porque o Nuggets, repito, pode se tornar o Dallas desta temporada. Mas não posso fechar os olhos para os dois classificados de ontem à noite: Boston e Philadelphia.

C’S

O Boston fez o que dele se esperava: eliminou um adversário mais fraco e que passou parte da série desfalcado. Mas eliminou com dificuldades, o que me deixou assustado. A vitória de ontem por 83-80 foi novamente no final, no bico do corvo. O que eu acho que isso significa? Significa que o Boston não aparenta ter, no momento, time para eliminar o Miami numa final. Digo Miami porque, concordamos, o Heat é o time mais forte do Leste.

Mas a gente bem sabe que o Celtics é um time experiente e tinhoso. Conhece o caminho das pedras, já esteve em outras finais. Vai fazer um jogo mental muito forte numa provável decisão contra o Heat. Desequilibrar emocionalmente LeBron James é a primeira missão do C’s. E isso Paul Pierce sabe fazer. Intimidar Chris Bosh: isso Kevin Garnett (foto AP) o fará sem o menor problema. Acuar Dwyane Wade: deixem a missão para Ray Allen, pois ele é do ramo.

Ao contrário do Denver, o Boston é um time campeão, tem história e uma camisa muito forte. E conta com quatro jogadores que fazem parte da nata do momento: o Big Three e Rajon Rondo. Sendo assim, se esse time passar por cima do Miami, na bola e no mental, não me causaria nenhuma surpresa.

O Denver, sim; se o Denver for campeão do Oeste eu ficaria surpreso. Aliás, quer saber, eu não ficaria surpreso. Afinal, o Dallas não fez o mesmo na temporada passada? Por que eu haveria de me surpreender novamente? Ora, faça-me o favor, Sr. Sormani… Nem parece que o senhor tem a idade que tem!

SIXERS

O Philadelphia aproveitou-se de um adversário desfalcado para seguir adiante na competição. Venceu o Chicago por 79-78 e, repito, só venceu porque o Bulls não pôde contar com Derrick Rose e Joakim Noah. Não creio, por isso, que o Phillies possa seguir surpreendendo. Não creio que passe pelo Boston.

Mas o Dallas não foi campeão assim na temporada passada? É, verdade… Então eu apago o que disse acima e escrevo: tudo pode acontecer.

ERRO

Sobre a eliminação do Chicago:

1) A 12 segundos do final do jogo, como é que C.J. Watson passou a bola para o horroroso do Omer Asik, um jogador medíocre quando o assunto é fazer cesta? Por que C.J. não ficou com a bola nas mãos à espera da falta que o levaria aos lances livres? Ele, e não Omer.

2) Por que Tom Thibodeau não foi econômico nos pedidos de tempo, a ponto de não ter nenhum disponível naqueles 12 segundos derradeiros?

3) Se alguém tiver algo mais a dizer, que diga.

BLOQUEIO

Já disse: Tom Thibodeau é um grande treinador, mas ele comete muitos equívocos. Ele parece ser o LeBron James dos treinadores. Quando os playoffs chegam ele parece sofrer um bloqueio mental.

REFLEXÃO

Será mesmo verdadeira a frase de que em série melhor de sete o melhor sempre vence?

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sábado, 14 de abril de 2012 NBA | 13:30

ANDREW BYNUM CAMINHA PARA SER O SEGUNDO JOGADOR MAIS IMPORTANTE DO LAKERS

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Pitacos neste sábado de sol entremeado por nuvens sobre a rodada de sexta da NBA.

1) Com a vitória sobre o Denver por 103-97, o Lakers se classificou matematicamente para os playoffs. Ninguém duvidava disso. Mas muitos duvidaram aqui neste botequim da qualidade de Andrew Bynum (foto Getty Images). Desde que se tornou “garoto-problema”, seu basquete em quadra cresceu demais. Nos últimos seis jogos, acumula médias de 23,7 pontos e 13,7 rebotes. Ontem, no triunfo diante do Nuggets, foram 30 pontos    e oito ressaltos. Está jogando muito, repito. Está assumindo o jogo. Está se tornando o segundo melhor jogador do time, deixando Pau Gasol para trás. Matt Barnes foi a surpresa do jogo: 24 pontos e dez rebotes;

2) E o Denver, hein? Está em oitavo no Oeste com uma campanha de 32-27, ameaçadíssimo pelo Phoenix (31-28), que ontem bateu o Houston, no Texas, por 112-105. Phoenix que não para de crescer. Neste mês de abril tem uma campanha de 8-2, enquanto que o Denver exibe 4-3. A trajetória do time colorado é bem complicada até o final da fase de classificação. Em casa: Houston, Clippers e Orlando. Fora: Houston, Phoenix, OKC e Minnesota. Portanto, três contendas em casa e quatro fora. O Suns tem um trajeto menos espinhoso, pois dos sete jogos restantes, apenas dois serão fora de casa. Vamos ao “schedule” do Phoenix: em casa tem Portland, OKC, Clippers, Denver e San Antonio; fora, o San Antonio duas vezes. Como se vê, Phoenix e Denver vão se enroscar. E o enrosco será no Arizona. Sei não, o Nuggets corre sério risco de ficar de fora dos playoffs;

3) Ainda Phoenix: gostaria muito de vê-lo nos playoffs por conta de Steve Nash. Ontem, na vitória diante do Rockets, o canadense anotou mais um “double-double” na carreira: 18 pontos e 10 assistências. Destaque também para Marcin Gortat: 20 pontos e 15 rebotes. Gortat, um polonês por quem eu não dava muita coisa, está fazendo um campeonato muito bom. Quase um “double-double” de médias: 15,9 pontos e 9,9 rebotes;

4) O Indiana venceu o Cleveland, em Ohio, por 102-83. Danny Granger foi o cestinha do time com 18 pontos, mas Leandrinho Barbosa voltou a jogar bem e a contribuir na mesma proporção vindo do banco de reservas: 13 pontos. Essa pontuação foi fruto de 3-3 nas bolas de três, com 5-8 no geral. Neste mês de abril está com 11,1 pontos de média. Muito bom para quem fica em quadra menos de 20 minutos por partida. Ontem, todavia, jogou 24. Está conquistando aos poucos seu espaço dentro do time;

5) Finalmente, Toronto 84-79 Boston. Surpreendente, não é mesmo? Pois é, faz parte do jogo. Mas o que foi surpreendente mesmo foi o fato de o Raptors ter feito seus últimos dez pontos na linha do lance livre. Não errou nenhum! Seis saíram das mãos de Linas Kleiza; quatro nas de DeMar DeRozan. Sei que vai ter gente se aproveitando da situação para debochar LeBron James e dizer que ele poderia fazer um curso intensivo com Kleiza e DeRozan. Quanto ao C’s, ontem foi o primeiro de seus três jogos que serão disputados em três dias seguidos. E todos fora de casa: Toronto ontem, New Jersey hoje e Charlotte amanhã. Haverá mais um fora, Knicks no Garden, mas haverá também um dia de descanso entre a partida na Carolina do Norte e a de Nova York. O Boston que se cuide, pois Atlanta e Orlando brigam pela quarta posição também.

RODADA

Dois jogos eu indico para esta noite; e os dois no Oeste. Minnesota x OKC às 21h de Brasília e SAS x Phoenix, uma hora depois.

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012 NBA | 12:28

EM NOITE DE GALA DE LEBRON JAMES, MIAMI VENCE LAKERS E MANTÉM TABU

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Foi o terceiro embate entre Lakers e Miami desde que o Miami dos “Três Magníficos” foi criado. E o Lakers perdeu pela terceira vez consecutiva. O Lakers jamais ganhou do Miami de LeBron James.

Na temporada passada, o primeiro encontro foi marcado para o dia de Natal. Em Los Angeles; final: Miami 96-80 Lakers. Naquela tarde californiana, LBJ barbarizou anotando um “triple-double”: 27 pontos, 11 rebotes e 10 assistências. Kobe, por seu turno, não foi nada bem: 17 pontos apenas, com um aproveitamento de 6-16 nos arremessos (1-3 nas bolas triplas).

O segundo clássico veio no dia 10 de março, desta vez no sul da Flórida. Final: Miami 94-88 Lakers. Naquela noite, LBJ teve novamente uma atuação destacada, ficando próximo de um novo “triple-double”: 19 pontos, nove assistências e oito rebotes. Kobe anotou 24 pontos, mas teve aproveitamento de 8-21 nos arremessos, o que provocou ira nele, que ficou em quadra depois da partida treinando arremessos por cerca de uma hora.

E ontem, finalmente, o terceiro encontro entre eles. Novamente noturno e no sul da Flórida. Final: Miami 98-87 Lakers.

Um pequeno tabu, que pode ser quebrado na próxima partida entre ambos, no dia 4 de março, desta vez em Los Angeles. Até lá, os californianos terão que curtir esta derrota, em cotejo que LeBron James (foto Getty Images), uma vez mais, barbarizou pra cima de Kobe Bryant.

MENSAGEM

O Miami entrou todo de negro. Uniforme novo, impactante, belíssimo. Como belíssima foi a atuação de LeBron James: 31 pontos, oito rebotes oito assistências e quatro roubos de bola.

E ele ainda estava gripado; quase não jogou. No treino de arremessos da manhã, LBJ não apareceu: ficou em casa repousando, resguardando-se para o jogo da noite, que ele não queria perder por nada neste mundo.

Foi a noite da redenção. Foi a noite que LBJ escolheu para responder a seus críticos. Foi a noite que LBJ escolheu para dizer a seus detratores: “Aguardem-me”.

Esta foi a mensagem depois do jogo que ele nos deu.

COMPARAÇÃO

LBJ foi comparado por Kobe com Oscar Robertson. Kobe nunca viu Big O jogar. Nem eu. Kobe ouvir falar de Big O; eu também. Por ter ouvido falar e estar vendo LBJ jogar, Kobe chegou à conclusão que LeBron pode ser comparado com Big O.

Talvez esta seja mesmo a melhor comparação.

Eu vi Magic Johnson jogar. Já cheguei a dizer aqui que o jogo dos dois se assemelha porque é baseado em todos os fundamentos e não apenas em um só.

Mas Magic era mágico; LeBron não é. Talvez Big O não fosse mágico, mas era genial. Como LBJ, em muitas ocasiões (como ontem, por exemplo), se mostra genial.

Big O (foto) terminou a carreira com médias de 25,7 pontos, 9,5 assistências e 7,5 rebotes. LBJ acumula médias, até o momento, de 27,7 pontos, 7,1 rebotes e 7,0 assistências.

Números que quase se assemelham.

(Abro este parêntese para dizer que Oscar Robertson é único jogador na história da NBA a ter um “triple-double” de média em uma temporada. Foi em 1961-62, quando, com a camisa do Milwaukee, ele anotou 30,8 pontos, 12,5 rebotes e 11,4 assistência. Fecho aqui o parêntese.)

CONFIANÇA

LBJ parece ter recuperado a confiança. Se isso realmente aconteceu e se ele mantiver esse nível até o final da competição, o Miami recupera o status de favorito ao título e LeBron pode sonhar em um dia ocupar uma cadeira na academia dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos.

Mas vamos dar tempo ao tempo e ver como será daqui para frente.

CARÁTER

Kobe Bryant pisou no impecável parquete da American Airlines Arena (20.004 pagantes) como o cestinha da temporada até o momento. Por conta disso e de seu basquete magnífico, o técnico Erik Spoelstra designou Shane Battier para vigiar seus passos.

É importante dizer que Battier é um marcador duro, mas é legal. Dos marcadores de Kobe, é dos poucos que não descem maldosamente o braço no ala-armador do Lakers tentando intimidá-lo e desestabilizá-lo.

E de maneira limpa, jogando basquete, Battier permitiu a Kobe 24 pontos. Não é pouco, é verdade, mas o aproveitamento foi de apenas 38,1% de seus arremessos (8-21), o mesmo aproveitamento que irritou-o em março do ano passado.

COMPORTAMENTO

Como disse, Shane Battier é um cara leal. Bem diferente, por exemplo, de Metta World Peace, que sempre foi sujo ao marcar Kobe. Diferente de Matt Barnes, que também sempre foi desleal quando enfrentou KB.

Aliás, o Lakers reuniu três cafajestes em seu elenco: World Peace, Barnes e Josh McRoberts.

Vocês viram a cotovelada covarde que ele deu em LeBron James no final do primeiro quarto? Deveria ter sido expulso, mas não foi.

Aliás, não foi surpresa pra mim a atitude de McRoberts. Ele veio do Indiana, um time com um bando de animais que nos playoffs da temporada passada passou toda a série dando bordoadas nos jogadores do Chicago tentando ganhar no braço uma série que era impossível ganhar na bola.

ELEGÂNCIA

Ao final do jogo, suando em bicas, LeBron James foi entrevistado por Craig Sager, o espalhafatoso repórter da TNT.

Pediu uma toalha para o pessoal do banco de reservas. Enxugava o rosto para apresentar-se dignamente diante das câmeras e para não respingar seu suor em Sager. São poucos os jogadores que fazem isso.

Mesmo entrevistados por mulheres, a maioria não se dá ao trabalho de se enxugar em sinal de respeito. LeBron, ao contrário, preocupa-se com isso, pois preocupa-se com o próximo.

Na entrevista, falando sobre Kobe Bryant, disse que ganhar dele tem sempre um sabor especial. Sabem por quê? Disse LBJ: “Porque Kobe é um dos maiores jogadores de todos os tempos e o maior da atualidade”.

CARÁTER

No segundo quarto, LeBron James tentou evitar um lateral bola e este esforço custou-lhe cair em um torcedor que estava acomodado em uma cadeira de pista da primeira fileira. LBJ rapidamente segurou a cadeira e não deixou o espectador espatifar-se no chão, correndo o risco de bater a cabeça no solo e, Deus nos livre, ocorrer um traumatismo craniano.

A cena foi espetacular pelo cuidado mostrado por LBJ, que mais tarde foi informado por Craig Sager ser David P. Samson, presidente do Miami Marlins, time de beisebol, rival do New York Yankees, time do coração de LBJ.

Nova demonstração de caráter de LBJ.

(Aqui eu abro outro parêntese para dizer que nestas situações Metta World Peace costuma mergulhar nos torcedores, pouco se importando com o que posso acontecer com eles. Dito isso, fecho o parêntese.)

QUEDA

Depois de anotar, respectivamente, 48 pontos (Phoenix), 40 (Utah), 42 (Cleveland) e 42 (Clippers) e ter um desempenho de 61-121 (50,4%), nos dois últimos jogos Kobe Bryant fez 15-43 (34,9%).

Nos dois últimos jogos, KB (foto Getty Images) somou apenas 38 pontos.

O JOGO

Além da partida espetacular de LeBron James e da marcação ferrenha de Shane Battier em cima de Kobe Bryant, outros fatores determinaram a vitória do Miami sobre o Lakers.

1) Ao final do primeiro tempo, o Heat vencia por 52-37 e tinha acertado nada menos do que 8-13 nas bolas de três;
2) O desempenho de Matt Barnes na partida foi comprometedor. Além de não conseguir marcar LBJ, fez apenas três pontos, fruto de uma bola longa. Terminou a partida com 1-6 nos arremessos;
3) Derek Fisher, uma vez mais, comprometeu o time: dois pontos (1-5) e uma assistência;
4) Os pivôs titulares do Lakers salvaram-se. Juntos, Pau Gasol (26) e Andrew Bynum (15) anotaram 41 dos 87 pontos do time angelino; juntos, pegaram 20 dos 38 rebotes da equipe (12 de Bynum, que foi o único jogador do Lakers e da partida a cravar um “double-double”);
5) As bolas de três dos californianos não encontraram a cesta como eles pretendiam: 6-20 (30,0%);
6) Em contrapartida, o desempenho do Miami nos tiros longos foi muito bom: 9-18 (50,0%);
7) No duelo dos bancos de reservas, o Miami venceu por 24-17 e nos rebotes foi 15-6;
8) Os lances livres continuam a tirar o sono do técnico Erik Spoelstra: 13-18 (72,2%); 8)

CURIOSIDADES

O Miami venceu seu quinto jogo sem Dwyane Wade; não perdeu nenhum com ele do lado de fora… O jogo foi resolvido nos três primeiros quartos, quando o Miami fez 77-56 e permitiu ao time um aproveitamento de apenas 37,9% de seus arremessos… A campanha do Lakers fora de casa é de 1-5. A única vitória foi conquistada diante do Utah, na prorrogação, por 90-87… Eddy Curry jogou com a camisa do Miami pela primeira vez: seis pontos e três rebotes em seis minutos… Leiam este parágrafo do relato do jogo feito pelo jornal “LA Times”: “The Lakers locker room was quiet after de game, but there were fireworks at halftime, couch Mike Brown loudly telling players to trust their defense. The problem, however, is the offense”… Do lado de fora, vendo a partida, lado-a-lado estiveram Pat Riley e Magic Johnson. Ah, tempos inesquecíveis do “Showtime”, um basquete que encantava mesmo aqueles que não se ligavam tanto na modalidade. E no banco de reservas do Miami, outro componente daquele time: Bob McAdoo, hoje assistente de Erik Spoelstra.

RECADO

Mensagens agressivas serão mandadas direto pra lixeira. Como vocês bem sabem, uma das bandeiras deste botequim é preservar a cordialidade e a amizade entre nós. Discutam, discordem, provoquem se for o caso, mas não percam a compostura jamais.

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012 NBA | 11:20

O DECLÍNIO DE LEANDRINHO É A MAIOR PREOCUPAÇÃO NO MOMENTO

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Vamos deixar de lado a rodada de ontem. Não que ela não mereça destaque. Destaques houve e muitos.

Matt Barnes, por exemplo, foi o diferencial na vitória do Lakers (90-82) diante do Memphis em Los Angeles. Barnes anotou 15 pontos, mas o que impressionou foram seus dez rebotes e os três tocos.

LaMarcus Aldridge foi igualmente importante, mas na vitória do Portland frente ao Cleveland (98-78) ao anotar 28 pontos, oito rebotes e quatro assistências.

Nesta partida, aliás, o brasileiro Anderson Varejão ficou perto de outro “double-double” ao cravar oito pontos e dez rebotes, quatro deles ofensivos.

Por falar em brasucas, Tiago Splitter jogou 20 minutos na derrota do San Antonio para o Oklahoma City (108-96). Fez dez pontos, mas pegou apenas quatro rebotes. Melhorou ofensivamente, mas esteve bem perdido na defesa, especialmente nos bloqueios para ganhar posição para os ressaltos.

O destaque desta partida, uma vez mais, ficou por conta do desempenho de Kevin Durant: 21 pontos, dez rebotes e sete assistências. Três passes corretos a mais e viria um “triple-double”.

Ricky Rubio voltou a empolgar. Desta vez na vitória de seu Minnesota fora de casa diante do Washington (93-72. O espanhol cravou 13 pontos e 14 assistências! Caramba, o ibérico é uma maquina de produzir passes que redundam em cestas! Tem média de 7,6 assistências por partida e lidera os novatos neste quesito.

Por falar em assistências, o que dizer das 17 que Steve Nash deu na vitória de seu Phoenix diante do Milwaukee (109-93)? Muitos torcedores do Lakers gostariam de vê-lo em Los Angeles, mas Mike Brown não pensa assim: ele prioriza a defesa e Nash, todos nós sabemos, é um péssimo marcador.

Finalmente em Sacramento, o Orlando bateu o Kings (104-97), mas o destaque foi negativo: Dwight Howard marcou apenas cinco pontos e pegou só quatro rebotes. Por quê? Porque se enrolou com as faltas e atuou parcos 20 minutos. Foi pegar seu primeiro rebote apenas no último quarto.

Como disse no começo do nosso papo, vamos deixar tudo isso pra trás. Eu quero falar de Leandrinho Barbosa.

DECLÍNIO

O brasileiro do Toronto Raptors vive um momento muito ruim na carreira. Nos últimos três jogos com a camisa 20 do time canadense, anotou um total de preocupantes oito pontos.

Seu desempenho nos arremessos, obviamente, só poderia ser bem ruim: 3-16 (18,7%). Particularizando, ele fez 1-5 nas bolas de três (20,0%), seu cartão de visita. Isso mesmo: apenas cinco tiros de longa distância nas últimas três partidas.

Sabem quantos lances livres ele bateu nesses últimos três confrontos? Um! E errou.

É certo que o pouco tem em quadra tem atrapalhado Leandrinho (foto Reuters). Ficou em média 14:33 minutos trabalhando nesses três confrontos.

Mas não consegue mais minutos, seguramente, porque não produz.

O Leandrinho que vemos em quadra, hoje em dia, em nada lembra aquele menino rápido que acabou sendo apelidado de “The Blur” quando jogava com a camisa 10 do Phoenix Suns. É apenas uma pálida imagem daquele jogador que na temporada 2006/07 foi eleito o melhor reserva da competição e que acabou sendo decisivo na vitória do Phoenix na série diante do Lakers, que custou a eliminação do time angelino naqueles playoffs.

Leandrinho tinha apenas 24 anos e uma vontade imensa de vencer. Vindo do banco conseguiu média de 18,1 pontos por partida e 43,4% de aproveitamento nas bolas de três.

Ficava em quadra quase 33 minutos por jogo. Era quase que um titular.

Seu declínio começou quando Mike D’Antoni foi demitido e Alvin Gentry assumiu o comando do time. Dois anos depois, foi trocado com o horrível Toronto Raptors.

Foi mandado literalmente para a geladeira. Num clima totalmente oposto ao que ele vivia e sempre viveu, o jogo de Leandrinho começou a definhar. A impressão que ele nos passa, quando vemos os jogos pela televisão, é que ele dá sinais de estar cansado com apenas 29 anos.

Parece não ter entusiasmo para jogar em uma franquia que apenas participa do campeonato, o que a gente até entende. Mas Leandrinho não pode se deixar consumir pela situação adversa. Ele tem que aproveitar esta temporada, pois é seu último ano de contrato com uma franquia da NBA.

LB será “free agent” quando este torneio acabar. Poderá ir para onde quiser na temporada seguinte. Mas para ele conseguir uma vaga em um time competitivo e fazer algo próximo dos US$ 7,6 milhões que ele vai faturar ao longo desta competição, ele vai ter que correr muito mais, vai ter que produzir muito mais. Vai ter que reviver “The Blur”.

Hoje à noite o Raptors recebe em Toronto o Minnesota Timberwolves. Ótima oportunidade para Leandrinho começar a reverter esta situação. Afinal de contas, o Wolves tem sido uma das sensações neste início de competição e jogar bem contra a rapaziada de Minneapolis terá um grande significado.

Que assim seja.

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terça-feira, 20 de dezembro de 2011 NBA | 11:37

CLIPPERS DÁ UMA AULA DE BASQUETE PRA CIMA DO LAKERS

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Não gosto de falar sobre amistosos, pois não passam de amistosos, mas o de ontem à noite em Los Angeles chamou a atenção. Lakers e Clippers fizeram o jogo mais aguardado da temporada.

E pelos motivos sabidos: Chris Paul quase foi para os amarelinhos, mas desembarcou nos vermelhinhos; Lakers em crise por ter perdido Lamar Odom e provocado ira e decepção em Kobe Bryant; Lakers estreando novo treinador: Mike Brown; Clippers estreando um “all-star”: Chauncey Billups; o Lakers estreando jogadores menos badalados: Jason Kapono e Josh McRoberts; e a expectativa de que este poderá ser um dos grandes clássicos desta temporada.

Costumo chamar o Clippers de primo pobre de Los Angeles. De pobre e de coitadinho não tem mais nada. Pelo menos pelo que vimos no jogo de ontem. Os jogadores pareciam estar juntos há muito tempo; a alegria no semblante do time era visível; os reservas entraram em quadra e não deixaram o ritmo cair.

O quinteto titular, escalado pelo técnico (?) Vinnie Del Negro, foi o seguinte:

Chris Paul
Chauncey Billups
Caron Butler
Blake Griffin
DeAndre Jordan

Acho que Billups como armador definidor vai render muito. E mais: quando o time enfrentar adversários cujo armador é grande e forte, VDN troca a marcação: Billups pega o armador e CP3 fica no ala-armador. Alternativa de jogo sem mexer no time. Todo treinador gosta de ter esta opção.

Billups fez 23 pontos ontem. Foi o cestinha do time e do jogo. Mas o nome da contenda foi CHRIS PAUL. Sim, em letras garrafais. CP3 marcou 17 pontos, deu nove assistências, apanhou sete rebotes e fez cinco desarmes! Tudo isso em apenas 24:22 minutos.

Um espetáculo à parte. Como ele joga bonito; seu jogo flui naturalmente. CP3 (foto) não precisa fazer força pra jogar. E sua habilidade salta aos olhos.

Vai fazer Griffin e DeAndre jogarem muito mais do que jogam. DeAndre (nego-me a chamá-lo de Jordan, pois Jordan existiu apenas um) deu duas enterradas espetaculares e um toco em cima de Kobe Bryant que humilhou a realeza, pois mandou-a ao chão como se fosse um plebeu qualquer. O Clips fez muito bem em investir em DeAndre.

Quando os reservas entraram em quadra, o nível foi mantido. Fizeram um total de 48 pontos. E do banco saíram jogadores como Mo Williams, Randy Foye e o veterano Brian Cook, que ajudou demais para a minha surpresa.

Enfim, o Clippers cativou meu coração.

O Lakers?

Bem, o Lakers sentiu demais a falta de Lamar Odom. Aquele cara que saía do banco e resolvia os problemas do time em quadra jogando em três, quatro posições, até mesmo de armador. O Lakers não tem mais esse cara.

Quem saiu do banco para tentar resolver e mudar a cara do jogo foi Metta World Peace. Mas ele não tem a categoria de Lamar. Aliás, o técnico Mike Brown (esquisito olhar para o banco e não ver Phil Jackson) mandou à quadra o seguinte quinteto:

Steve Blake
Kobe Bryant
Matt Barnes
Pau Gasol
Andrew Bynum

Ficou claro que Blake não pode ser o armador titular do Lakers: não tem cacife pra isso. O que se comentou ontem é que Gilbert Arenas pode ser contratado. O que eu acho? Ele é maluco, mas talvez Kobe consiga controlá-lo. Se P-Jax estive por lá seria certeza de controle total sobre o Agente Zero, que não é mais Agente Zero, pois ele não usa mais a camisa 0.

Barnes é no máximo uma opção de banco. Não pode ter tantos minutos em quadra. Sei que muita gente gosta dele; eu não gosto. MWP também não é jogador em quem o time pode contar em momentos importantes: ele basicamente defende, é muito fraco ofensivamente.

O Lakers precisa de um ala. Mas se Arenas chegar para ser o armador pode resolver a questão, pois pontua muito e, com isso, a ala pode ficar entre MWP e Barnes.

O resultado final foi justo: Clippers 114-95 Lakers. Mesmo fora de casa foi um show de bola dos vermelhinhos pra cima dos amarelinhos.

TWITTER

Anotem aí o meu Twitter: @FRSormani. Ontem, durante o jogo Lakers x Clippers, troquei ideias com alguns parceiros do botequim que estavam online. Vamos ver se hoje fazemos o mesmo no jogo entre Chicago e Indiana.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011 NBA | 19:02

TIAGO SPLITTER DESEMPENHARÁ O MESMO PAPEL DA TEMPORADA PASSADA?

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O San Antonio está procurando um pivô. Um pivô pra ajudar no descanso de Tim Duncan. Olho para o “roster” do time texano e vejo que os mesmos jogadores da temporada passada lá estão.

Além de Timmy, vejo Antonio McDyess, DeJuan Blair, Steve Novak e Matt Bonner. E Tiago Splitter.

Cinco pivôs; isso mesmo, cinco — contando Splitter, claro.

“Não vi quase nada do Tiago nesta temporada”, disse o técnico Gregg Popovich. Pop, como é chamado, tem razão: por causa do locaute, os treinos começaram tarde demais e os jogos amistosos se resumirão a duas contendas por equipe. “É como se ele fosse um novo jogador nesta temporada”, frisou o treinador.

Popovich disse que Splitter (foto) terá mais minutos em quadra neste campeonato. Mas eu estou começando a achar que o sofrimento será o mesmo do torneio passado, especialmente se o SAS contratar outro pivô.

A impressão que me dá é que Popovich está decepcionado com o pivô brasileiro. E no Pré-Olímpico de Mar del Plata, a gente bem viu, Splitter não se destacou como imaginávamos que ele fosse se destacar.

Pra piorar, ele entrará nesta temporada como na passada: sem ter feito pré-temporada, pois a pré-temporada, como vimos, não existiu por conta do locaute.

Sei não: acho que veremos uma reprise da novela que não teve final feliz. Em alguns jogos, muitos minutos para Tiago; noutros, poucos minutos; e em uma pequena parcela de cotejos, nem em quadra ele entrará.

Quero estar equivocado, mas alguma coisa me diz que não estarei.

DEPOIMENTO

Semana passada, a ESPN noticiou que Kobe Bryant estava desapontado com a direção do Lakers por causa da saída de Lamar Odom. Chegou a pedir para ser trocado.

A gente discutiu a questão aqui. Chegamos à conclusão que ele estava pressionando os cartolas para que a equipe fosse reforçada.

Ontem, no entanto, em entrevista ao site Yahoo! Sports, Kobe desmentiu que tivesse pedido para ser trocado. “Depois de 16 anos aqui, por que eu iria pedir para ser trocado?”, indagou Bryant. “Não sei de onde veio essa ideia”.

Ao ser questionado se iria encerrar então a carreira no Lakers, KB disse: “Seria muito especial, especialmente porque isso é algo difícil de acontecer ultimamente”.

Kobe (foto) fez uma cirurgia no joelho em julho passado na Alemanha. Nesta noite, diante do Clippers, no Staples Center, ele começa a ser testado pra ver.

“Estou me sentido muito bem”, disse o jogador. “Posso fazer todos os movimentos e levantar pesos”. Levantar pessoas usando, claro, a perna reformada.

O técnico Mike Brown disse que quer usar Kobe durante meia hora no confronto diante do primo pobre angelino.

IMPROVISO

Matt Barnes deve ser o ala-pivô do time, nesta noite, jogando ao lado de Pau Gasol. Como a gente bem sabe, Andrew Bynum não poderá participar dos primeiros cinco jogos da equipe por estar suspenso.

Ele pegou o gancho por causa daquela porrada que dada em J.J. Barea.

Não sou adepto da violência, vocês bem sabem. Disse aqui, outro dia, que se fosse o Guerrinha, técnico do Bauru, aplicava um corretivo em Jeff Agba por conta de seus destemperos em quadra.

Mas Barea é folgado.

Lembram-se da cabeçada que ele deu em Augusto Lima no torneio Tuto Marchand em Foz do Iguaçu? Só porque tomou um toco do brasileiro.

É certo que o brasuca foi à forra no Pré-Olímpico (no que fez muito bem), mas o que fica foi a deslealdade gratuita de Barea no torneio paranaense.

Portanto, quando eu me lembro daquela porrada bem no meio de Barea, confesso a vocês que não fico condoído pelo porto-riquenho.

REFORÇO

O New York está próximo de contratar Baron Davis. O armador foi dispensado pelo Cleveland, que usou a cláusula de anistia.

Pelos seus serviços, o Knicks vai pagar o salário mínimo: US$ 1,3 milhão. Isso significa que o Cavs vai arcar com US$ 12,6 milhões, quantia esta que complementa seu salário de US$ 13,9 milhões pela temporada.

“Quando você vê que há dois caras que fazem 20 ou mais pontos por jogo (Carmelo Anthony e Amar’e Stoudemire) e nota que há um grande marcador em Tyson Chandler, um líder defensivo, acho que farei a coisa certa”, disse Davis nesta segunda-feira, em Nova York, em contato com a mídia.

Concordo com o ex-namorado de Kate Hudson (foto). Ele, Melo, Amar’e e Chandler farão do Knicks um dos mais fortes contendores não apenas do Leste, mas do campeonato como um todo.

Mas há um problema para que sua contratação seja concretizada; dois eu diria:

1) Baron foi dispensado não apenas para que o “cap” do Cavs fosse limpo. Baron foi dispensado porque ele está com uma hérnia de disco. O que se comenta é que ele poderá ficar de fora por até um mês e meio. Num campeonato curto, Baron poderá perder quase um terço da competição. E depois terá de entrar em forma e buscar entrosamento com o time. “Preciso ver o que os médicos vão dizer”, disse o jogador sobre a questão, que pode impedir que o contrato seja assinado;

2) Não se esqueçam que o técnico do time é Mike D’Antoni…

PRISIONEIROS?


Olhem a expressão de “felicidade” de Al-Farouq Aminu, Eric Gordon e Chris Kaman no momento da apresentação como novos reforços do New Orleans Hornets.

TELEVISÃO

Não são poucos os parceiros que me pedem para informar sobre os jogos que serão transmitidos ao vivo para o Brasil pela ESPN, Space e Esporte Interativo.

Como vocês sabem, eu não trabalho em nenhuma dessas emissoras. Portanto, não tenho como responder esta pergunta; dependo de informações das próprias emissoras.

A gente entra no site das tevês e nada encontra. Entra no Twitter ou em blogs de jornalistas que participam das transmissões e nada encontra.

Perguntei para o meu amigo Gustavo Vilani, narrador da ESPN, se ele teria como me arrumar a grade com os jogos que serão transmitidos. “Assim que eu conseguir eu te passo”, disse-me ele, que terá, é claro que pedir consentimento da emissora para passar-me a relação de jogos.

No Canal Space eu sou amigo dos comentaristas João Bosco Turetta e Antonio Tozzi. Estou tentando manter contato com eles para ver se me passam a relação.

Finalmente, o Esporte Interativo. André Henning, um dos narradores do canal, é igualmente um amigo. Estou, da mesma forma, tentando entrar em contato com Henning pra ver se consigo a relação das partidas.

Desta forma, se eu conseguir, nem que seja de apenas uma emissora, eu afixo na parede de entrada deste botequim a relação. Se conseguir das três emissoras, aí o serviço estará completo.

Como vocês podem ver, não depende de mim.

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sexta-feira, 23 de julho de 2010 NBA | 12:45

POR QUE KOBE QUER OS BRIGÕES A SEU LADO?

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O Lakers assinou ontem com o ala Matt Barnes por indicação de Kobe Bryant. Fez o mesmo na temporada com Ron Artest.

Antes de Barnes o time angelino tentou contratar Raja Bell. O armador, todavia, preferiu o Utah.

O que existe em comum entre Barnes, Artest e Bell?

Os três, quando enfrentam Kobe, jogam pesado. Não aliviam jamais. É porrada o jogo inteiro.

E por que Kobe os quer a seu lado? Por que KB quer esses brigões no seu time?

Por sentir na pele que eles marcam muito e isso seria importante para o time ou porque quer evitar enfrentá-los num campeonato?

Kobe pensa no time ou quer salvar a própria pele?

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

terça-feira, 11 de maio de 2010 NBA | 01:41

UM TIME EQUILIBRADO E PERIGOSO

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Mais uma varrida nestas semifinais da NBA. Agora foi a vez do Orlando, que sapecou novamente o Atlanta — e novamente na Philips Arena da Geórgia. Desta vez por 98-84.
O Magic, se você não percebeu, está invicto nestes playoffs. Fez 4-0 no Charlotte, na primeira rodada, e repetiu a dose diante do Hawks.

Nesta etapa, ganhou seus jogos com uma diferença média de 25.3 pontos por jogo. Muita coisa, ainda mais diante de um time que fez bonito nos playoffs passados, que manteve a base e ainda adicionou um reserva e tanto com a contratação de Jamal Crawford, eleito o melhor sexto homem desta temporada.

O time da Flórida dá pinta de que é o mais ajustado nesta fase final do campeonato. Não tem um jogador como LeBron James ou Kobe Bryant, pois Dwight Howard não é esse cara e muito menos Vince Carter. Mas é uma equipe muito equilibrada. Funciona como um time. Equilibrado em todos os setores, formado por jogadores de alto nível em todas as posições, mas nada de craque, nada de KB ou LBJ.

Nem é preciso, porque seu quinteto titular é de dar inveja a muita gente.

Um dia é Carter quem decide e se destaca. Na noite seguinte é a vez de Rashard Lewis. Na subsequente, quem brilha é DH. Depois chega a vez de Jameer Nelson e Mickael Pietrus. E quando vem o momento de brilho de Matt Barnes, é na defesa que ele se destaca, fazendo um trabalho que na temporada passada era de responsabilidade de Hedo Turkoglu.

Quer dizer: o Magic perdeu o turco, mas ganhou um norte-americano (Barnes) determinadíssimo na marcação. Perdeu o turco e ganhou outro norte-americano (VC) que é uma máquina de fazer pontos.

Some-se a isso o fato de que Jameer Nelson (Foto Getty Images) vive talvez o melhor momento de sua carreira. Temporada passada, ele passava por um grande momento quando lesionou o ombro. Desesperada, a franquia foi atrás de um substituto. Rafer Alston, ex-Houston, chegou, mas não resolveu.

Stan Van Gundy, o treinador, antecipou a volta de Nelson, mas ele não aterrissou na melhor forma nos playoffs. Hoje, como disse, a situação é outra, bem outra.

Cleveland ou Boston, quem passar na outra série do Leste, vai sofrer muito no confronto contra o Orlando.

ELIMINADO

O Atlanta saiu de maneira melancólica destes playoffs. Vai sobrar para Mike Woodson. A franquia não quis antecipar a renovação do contrato do treinador; duvido que o faça neste momento.

O Hawks, aliás, decepcionou em todo o playoff. Capengou diante de um Milwaukee sem Andrew Bogut e por pouco não foi eliminado já na primeira rodada. Agora, frente ao Orlando, não conseguiu roubar nem uma vitória sequer do oponente.

Joe Johnson foi a grande desilusão do time da Geórgia. Depois de ter feito uma média de 20.9 pontos por jogo na série diante do Bucks, sucumbiu frente a marcação do Orlando: 12.3 pontos por jogo. Ontem fez 5-15 nos arremessos. Muito pouco para quem quer ser taxado de “franchise player”.

Reflexo desta atuação opaca: foi vaiado pelos 18.729 torcedores do começo ao fim do jogo.

J.J. será “free agent” ao final desta temporada. Já se falou que ele pode acabar no New York ou mesmo no Chicago. Sinceramente, duvido que isso ocorra. Em Nova York, aliás, a mídia diz que ele é jogador de time pequeno.

FRASES

— Aquele é um grande time. Eles têm uma chance enorme de vencer o campeonato — Jamal Crawford sobre o Orlando.

— Esta é a minha chance de ganhar um campeonato — Vince Carter, que chega pela primeira vez na carreira a uma final de conferência.

— Isso não me incomoda. Tenho a pele grossa; já fui vaiado mais alto do que hoje — Joe Johnson sobre a manifestação dos torcedores do Atlanta.

DESCANSO

O Orlando ficou sete dias de papo para o ar desde que varreu o Charlotte e fez seu primeiro jogo diante do Atlanta. Como Cleveland e Boston se comem no momento com um confronto indefinido, o cenário anterior pode se repetir.

Não podia ser melhor; o Orlando ri à toa.

Notas relacionadas:

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008 NBA | 13:37

ROY, 52 PONTOS, DESTRÓI O PHOENIX

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Brandon Roy destruiu o Phoenix. Fez sua melhor partida em quadras da NBA e, seguramente, o melhor jogo individual desta temporada.

52 pontos; incontrolável. Sua melhor marca até hoje na liga. Ninguém conseguiu conter este ala/armador de 24 anos, produto da universidade de Washington.

O Suns revezou na marcação. Colocou Grant Hill, Matt Barnes, Jason Richardson e Leandrinho. Ninguém obteve sucesso.

Com uma atuação neste nível elevado, a história não poderia mesmo ser contada de outra maneira: Portland 124-119 Phoenix.

Os 52 pontos marcados por Roy(foto AFP), 1m98 de altura, 87.5 quilos, são a segunda melhor marca desta temporada. Fica atrás apenas dos 55 pontos anotados por Toni Parker no triunfo do San Antonio diante do Minnesota por 129-125.

Mas Parker contou com uma prorrogação; não foi o caso de Roy. O francês jogou, naquela noite, 51 minutos; o norte-americano do Portland atuou ontem 44, sete a menos do que Parker.

Portanto, para mim, os 52 pontos de Brandon são, sim senhor, a melhor marca individual deste campeonato.

Levou, obviamente, o moto-rádio como o melhor jogador em quadra.

ERROS

Terry Porter foi homenageado antes de a bola subir no Rose Garden. Teve sua camisa 30 levantada. Jogou dez temporadas pelo Blazers e foi duas vezes vice-campeão, tendo perdido as finais de 1990, para o Detroit de Isiah Thomas, e a de 92 para o Chicago de Michael Jordan.

Foi um marco na história da franquia. Mereceu os calorosos aplausos dos 20.650 torcedores que lotaram a arena do Oregon.

Retribuiu o carinho dos torcedores.

De que maneira?

Cometendo equívocos no banco de reservas e possibilitando a vitória de seu ex-time.

Primeiro, ao sacar Leandrinho e Matt Barnes, no final do segundo quarto, ao ver uma vantagem de dez pontos cair para cinco. Vantagem esta construída exatamente pela dupla citada, que entrou no início do segundo quarto com o time atrás em 28-31.

Ambos deixaram a quadra de jogo quando faltavam 3:33 minutos para o final do primeiro tempo e o time na frente em 52-47.

Depois, ao demorar para colocar novamente a dupla de volta ao jogo.

Mas o pior de tudo foi não obrigar o time a fazer falta quando Greg Oden pegou um rebote ofensivo a 33 segundos do final da partida, com o placar em 122-119 para o Blazers. O Portland trabalhou a bola, gastou 19 segundos do tempo derradeiro quando LaMarcus Aldridge fez o arremesso, que não entrou.

Mas Travis Outlaw pegou novamente o rebote e aí sim sofreu falta, a 12 segundos do fim.

Mas já era tarde demais.

Foi a quarta derrota seguida “on the road” do Phoenix.

LEANDRINHO

O paulistano fez um ótimo jogo. O segundo quarto foi seu melhor momento.

Fez nove pontos, apanhou dois rebotes defensivos, deu três assistências e roubou uma bola. Este desarme veio ao encontro do que eu tenho dito aqui em nosso botequim: Leandrinho precisa interferir mais na linha de passe do adversário.

Braços longos, rápido e inteligente, ele poderia tirar mais proveito disso.

Tem que estar atento e estudar sempre o adversário. Reservar duas horas para assistir ao vídeo com os movimentos que os jogadores oponentes executam em quadra.

Todo time da NBA disponibiliza isso para os seus jogadores. Portanto, Leandrinho poderia aproveitar mais este ingrediente para dissecar todos os movimentos de seu oponente.

Ganharia muito com isso.

Não sei se ele já comporta-se desta maneira; se sim, algo de errado acontece porque ele não tem tirado proveito em quadra.

Mas ele foi bem, repito.

Deixou a partida com 12 pontos (5-7, 71.4%), cinco rebotes defensivos, três assistências e um desarme.

Cometeu, no entanto, seis erros, que precisam ser evitados para conquistar um pouco mais o impenetrável coração do técnico Terry Porter.

Jogou apenas 17:52 minutos.

Pouco.

MAIS UMA

Os 17.461 torcedores do Orlando que ocuparam todos os assentos disponíveis da Amway Arena se desesperaram ao ver Dwight Howard cometer sua quinta falta. 8:21 minutos ainda separavam o jogo de seu final.

O Magic estava na frente em 71-60, mas a vantagem psicológica era do San Antonio.

O time texano chegou a ficar atrás 23 pontos, e o déficit estava sendo tirado. Os torcedores do Spurs, ao testemunhar o melhor pivô da NBA encaminhar-se para o banco por causa da falta, esfregaram as mãos e pensaram: vamos ganhar.

Ganharam nada.

Um baixinho de apenas 1m83 de altura entrou em cena e acabou com as pretensões do alvinegro texano, que tinha feito uma corrida de 16-8 e baixado a diferença que era de 19 pontos para nove, quando Howard fez sua quinta falta.

O San Antonio adicionou mais cinco pontos nesta corrida (21-8) sem o Super-Homem da Flórida, jogou o placar para 71-65 quando Jameer Nelson (foto AP), o tal baixinho mencionado, entrou em cena.

Foram apenas quatro pontos, mas tiveram um poder devastador.

“Jameer fez uma grande partida”, disse o técnico Gregg Popovich, do Spurs. “Ele nos feriu mais do que qualquer outro jogador em quadra. Fez grandes arremessos e soube envolver todos os jogadores [de seu time]”.

A vantagem voltou para dez pontos e aí foi a vez de o cansaço encontrar escancarada a porta do San Antonio.

Fim de jogo: Orlando 90-78 San Antonio

EXAUSTÃO

Depois da partida, Charles Barkley, comentarista da TNT, falou com todas as letras tudo o que a gente tem comentado aqui em nosso botequim: o peso da idade pode ser um agravante e tanto para o San Antonio nesta temporada.

O time tinha jogado na noite anterior em New Orleans e apanhado por 90-83; resultado que não mostra o que foi o jogo, completamente dominado por Hornets.

Shuttle do ginásio para o aeroporto, avião de New Orleans até Orlando (chegada às 3h30 na Flórida), novo shuttle, este do aeroporto até o hotel, chech-in, pijama, espera pelo sono…

Vida difícil; é impossível não ficar cansado.

Bruce Bowen 37; Michael Finley, 35; Tim Duncan, 32; Manu Ginobili, 31.

Muita coisa.

Não há pernas que agüentem.

QUIETO

Todos falam em Boston e Cleveland – não sem razão. Mas o Orlando, quietinho, quietinho, vem fazendo o seu papel.

É o terceiro colocado na Conferência Leste com uma campanha de 20-6. Fica atrás apenas de Cleveland (21-4) e Boston (24-2), o melhor recorde desta temporada e seguramente a principal equipe entre as 30 que disputam a competição.

A vitória de ontem do Magic foi a 16ª. de seus 19 últimos confrontos e a que representou o final de um tabu de três partidas sem vencer seu adversário texano.

Terá um jogo importante amanhã diante do Lakers. É a chance de se firmar ainda mais na competição.

Desde que ganhe – e bem.

SUPER-HOMEM

Dwight Howard voltou ontem depois de dois jogos ausentes por contusão. Sua atuação não pode ficar marcada pela quinta falta cometida no início do quarto derradeiro.

Ele foi importante na vitória sobre o San Antonio.

Anotou 14 pontos, pegou 13 rebotes (cinco na frente), deu dois tocos (um deles, humilhante, pra cima de Tim Duncan) e ainda fez um desarme.

Como vimos, outro “double-double”. Foi o 18º deste campeonato, igualando-se a Chris Paul, até ontem à noite o recordista isolado.

Não mais.

OS MELHORES

Esta nova pesquisa parece que não comove tanto os freqüentadores deste botequim quanto a anterior, que mostrou a preferência clubística de cada um dos nossos “sócios”.

Poucos votos chegaram, mas o suficiente para modificar o quadro, que agora é este:

MVP = LeBron James (21)
MIP = Nenê (25)
ROOKIE = Derrick Rose (27)
RESERVA = Manu Ginobili (13)
DEFENSOR = Dwight Howard (29)
TÉCNICO = Doc Rivers (17)
QUINTETO = Chris Paul (33), Dwyane Wade (22), LeBron James (36), Kevin Garnett (22) e Dwight Howard (37).

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 15 de novembro de 2008 NBA, basquete brasileiro | 12:23

O BRILHO DE NENÊ

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Foram cinco desarmes que fizeram a diferença. O último deles, a 2:24 minutos do fim, o mais importante, quando Nenê tomou a bola de Kendrick Perkins. O placar mostrava 86-84 para o Denver, e os 18.624 torcedores, que mais uma vez lotaram o TD Banknorth Garden, estava inflamados, tentando incendiar o quinteto alviverde em busca da virada, como fizera na última quarta-feira diante do Atlanta.

Mas o desarme de Nenê (foto AP) aniquilou com os planos dos caseiros. A bola, na seqüência, foi parar nas mãos do armador Chancey Billups que fez a bandeja e ainda sofreu falta de Ray Allen. Acertou o lance de bonificação e colocou o Nuggets cinco pontos na frente: 89-84.

A corrida final foi de 8-1 e o placar definitivo mostrou 94-85 para o Denver. O resultado significou a primeira derrota do Celtics em seu ginásio nesta temporada; o time vinha de cinco triunfos consecutivos.

Nenê tornou a jogar muito bem. Além dos cinco desarmes, ajudou também com 14 pontos (que poderiam ter sido 16 se ele não errasse dois lances livres a 45 segundos do final) e sete rebotes, dois deles no ataque.

Nenê é hoje o melhor brasileiro na NBA.

ESTRATÉGIA

A 3:26 do final do terceiro quarto, Nenê deixou a quadra para a entrada do esforçado Renaldo Balkman. A diferença dos colorados, que tinha chegado a 15 pontos a 8:17 do fim do referido quarto (59-44), despencou para três (61-58) quando o brazuca foi substituído. Junto com ele saiu Carmelo Anthony.

O técnico George Karl, desesperado com o desmoronamento do time, tirou o são-carlense, mas ele não comprometia mais do que Kenyon Martin, que não conseguia marcar Kevin Garnett. Ainda por cima, Martin desperdiçou duas bolas que custaram caro ao Denver.

Nenê ficou de fora por 7:30 minutos. Nesse período, o Boston chegou a abrir três pontos de vantagem (67-64 e 70-67), mas o Nuggets se recuperou e abriu quatro (74-70) quando Nenê voltou, a 7:56 do final do jogo, para não mais sair e o time fazer uma corrida de 20-15 e ganhar a partida.

Nesse tempo, Nenê fez três desarmes – o último deles em cima de Perkins, que apagou o fogo do Celtics –, pegou dois rebotes e marcou dois pontos, que poderiam ter sido quatro não fossem os lances livres…

No final, Mark Jackson, comentarista da ESPN, decretou: “O Denver venceu porque o técnico George Karl teve coragem de apostar em seus reservas no momento em que colocou no banco Carmelo e Nenê”.

Verdade; naquele momento, acreditar no banco, com o ginásio enfurecido, foi de uma coragem e tanto. Mas não se pode, de maneira nenhum, achar que Nenê e Melo foram para o banco porque comprometiam. Foi estratégica do treinador – e que deu certo.

Nenê saiu, mas Martin poderia ter sido o escolhido, pois quem viu a partida constatou que KM era quem mais comprometia, não Nenê. Descansado, o brazuca voltou e brilhou.

FIM DA LINHA

Anteontem foi o Atlanta; ontem foi o Lakers. Não há mais invicto nesta temporada. Os amarelinhos de Los Angeles foram derrotados pelo Detroit, dentro de casa, por 106-95.

Allen Iverson (foto AP) e Rasheed Wallace, cada um com 25 pontos, destruíram a defesa do Lakers, a melhor da competição. Nos sete jogos anteriores, o time não tinha sofrido 100 pontos. Mas tudo tem a primeira vez. Inclusive perder.

Iverson, pelo que jogou ontem, justificou a troca com Chauncey Billups. Foi contratado exatamente para fazer o que fez: desequilibrar a defesa adversário, que, como vimos, era – e ainda é – a melhor do torneio.

Joe Dumars, o gerente geral da franquia, ao fazer o negócio, justificou que o time precisava desse tipo de jogador. Aquele que leva a zaga adversária ao pânico.

AI fez isso ontem.

VINGANÇA

Kwame Brown jogou pouco mais de duas temporadas pelo Lakers. Ontem voltou a Los Angeles, agora como jogador do Detroit.

Kwame não tem boas lembranças de seu tempo na terra do cinema. Além de ter vivido às voltas com contusões, quando jogava, jogava mal.

E era vaiado pela exigente torcida do Lakers. A ira contra ele sempre foi grande.

Ontem Kwame voltou a ser vaiado no Staples Center. Mas o motivo foi outro: despeito.

Brown fez seu primeiro “double-double” da temporada, ao anotar dez pontos e pegar o mesmo número de rebotes.  Nos 28 minutos que esteve em quadra, ajudou a controlar os postes do Lakers, principalmente Pau Gasol e Andrew Bynum.

“Desta vez as vaias fizeram sentido para mim”, disse um debochado Kwame Brown depois da partida.

MALUCO

Rasheed Wallace é meio malucão. Em muitas ocasiões não consegue se controlar. É um dos jogadores que mais tomam técnica e é expulso.

Ontem, como vimos, fez um partidaço. Não apenas pelos 25 pontos, mas também pelos 13 rebotes e dois tocos.

Rasheed tem quebrado o galho do técnico Michael Curry jogando de pivô. Não é a dele. A dele é a ala/pivô. Foi nela que ele jogou ontem, pois Kwame Brown jogou no pivô.

Os dois, aliás, venceram o duelo contra o “frontcourt” do Lakers por 35-13 contra 23-19.

Outra das razões para a vitória do Detroit.

NINGUÉM É PERFEITO

Este é o título do site da ESPN. De fato, ninguém é perfeito. Se nem o Chicago de Michael Jordan foi perfeito, por que o Lakers de Kobe Bryant seria?

Não se fala mais no assunto, pois; derrotas virão pela frente. Não se sabe quantas mais, mas que virão, virão.

Ninguém esperava, no entanto, que a primeira viesse ontem. Todos queriam igualar o recorde de 1997/98, quando o time fez um início de 8-0. Não deu.

E por alguns motivos.

Derek Fisher foi um desastre no ataque: errou 12 de seus 16 arremessos. Deixou a quadra com apenas nove pontos, 11 a menos do que na importante vitória diante do New Orleans.

Vladimir Radmanovic foi outra calamidade: dois pontos e apenas um arremesso de três tentando durante toda a partida. O sérvio só entra em quadra para evitar que a marcação flutue como faz quando Lamar Odom joga e com isso dificulte os passos de Kobe Bryant. Mas se ele tem um comportamento desses, deixá-lo na partida não faz o menor sentido. E foi o que Phil Jackson fez: suportou-o jogando por apenas 15 minutos.

E Kobe também não pode ser deixado de lado. Seu aproveitamento foi bufo. Fez 12-30 (40.0%). Evitou a infiltração (bateu apenas quatro lances livres) e com isso não minou os pivôs adversários, que estavam jogando bem. Tirá-los do eixo era importante. Kobe não teve essa leitura do jogo.

CONSOLO

A sorte do Dallas é que Minnesota, Clippers e Oklahoma fazem parte da Conferência Oeste. O time texano voltou a perder ontem. Agora em casa, diante do Orlando, que fez 102-100.

O Mavs chegou a abrir 15 pontos pouco mais da metade do terceiro quarto com uma bandeja de contra-ataque de Josh Howard (cestinha da noite com 24 pontos) que levou a placar a 69-54. Vencia por um ponto (100-99) a dez segundos do final, mas três lances livres destruíram os planos do técnico Rick Carlisle em colocar um ponto final da seqüência de maus resultados.

Agora são cinco derrotas consecutivas, o pior início de temporada do Dallas nesta década. É ainda o 12º. colocado na conferência (2-7, 22.2%) e só não despenca mais porque, como eu disse, ainda bem que existem Minnesota, Clippers e Oklahoma.

Ah, sim, o Dallas perdeu para um time que não o vencia em casa desde 1997.

Quando a fase é ruim, meu velho, tudo acontece.

QUEDA DE PRODUÇÃO

Dwight Howard decepcionou ontem em Dallas. Marcou 18 pontos, pegou 13 rebotes e deu só dois tocos…

Vá ser mal acostumado assim lá na casa do chapéu!

GIGANTE

O San Antonio está cambaleando na competição, fruto da ausência de dois de seus principais jogadores, o armador Tony Parker e o ala Manu Ginobili. Mas Tim Duncan foi grande ontem à noite diante do Houston.

Timmy contou, é verdade, com a ajuda do armador George Hill (17 pontos e cinco assistências), mas carregou o time nas costas na maior parte do jogo e levou-o a uma vitória que dá moral; afinal, foi conquistada diante do Houston, seu grande rival regional.

Duncan fez 22 pontos, apanhou apenas cinco rebotes, mas o toco em cima de Aaron Brooks a um segundo do fim do embate levou os 18.797 torcedores que foram ao AT&T Center ao frenesi. O Spurs vencia por apenas um ponto (76-75) e a cesta seria fatal.

Não foi; Timmy disse não. E o Spurs triunfou por 77-75.

FAZ PARTE

O Atlanta perdeu sua segunda partida consecutiva depois de fazer 6-0 neste início de competição. Ontem foi diante do frágil New Jersey, com Jay-Z na primeira fila, bem ao lado do técnico Lawrence Frank. (Será que ele comandou o time? Não, claro que não.)

O Nets ganhou porque bateu o Hawks nos rebotes. Placar: 45-34. O time da Georgia sentiu, ontem com muita evidência, a ausência de Josh Smith, que continua de fora, contundido. Na batalha pelos rebotes, o georgiano Zaza Pachulia, que vem substituindo o titular, arruinou os planos do técnico Mike Woodson. Apanhou apenas dois.

Pachulia foi um trapalhão em quadra. Cometeu duas faltas no primeiro quarto, mas antes disso deixou o pivô Brook Lopez pontuar aos borbotões e ganhar moral. Tanto que o grandalhão novato do New Jersey deixou a partida com 25 pontos e nove rebotes, seu melhor desempenho neste início de torneio.

Será que o Hawks era fogo de palha? Não, perder faz parte, mesmo que para um time mais fraco – o que acontece também no basquete, ao contrário do que as pessoas dizem.

PUNIÇÕES

Ontem a NBA anunciou os corretivos aplicados nos briguentos da partida entre Phoenix e Houston realizada no Arizona. Vamos a eles: 1) Shaquille O’Neal foi multado em US$ 35 mil; 2) Tracy McGrady em US$ 25 mil; 3) Matt Barnes e Rafer Alston (que começaram a briga) foram suspensos por dois jogos; 4) Steve Nash, que teve chiliques em quadra, pegou um jogo de gancho.

Detalhe: as multas quem paga são os jogadores e não o time, como acontece aqui no Brasil.

Bem, assunto resolvido; mas fosse aqui no Brasil, o STJD em questão de dias diminuiria a pena para míseras cestas básicas e os jogadores estariam em quadra na partida seguinte.

Aqui no Brasil, é bom que se diga, o campeão mundial da impunidade.

ATÉ NO FEMININO?

Que a Argentina deu um rodo no Brasil no basquete masculino é fato. Estamos carecas de saber. Nossos marmanjos não ganham mais nem do time B deles, o que ficou provado no Pré-Olímpico de Las Vegas, no ano passado.

Mas no feminino a situação era diferente. Era, eu disse, porque nossas meninas da categoria até 15 anos foram derrotadas na última quinta-feira pelas mocinhas argentinas na final do torneio sul-americano realizado no Paraguai.

Resultado: 54-41.

Mais um feito da administração Gerasime Bozikis.

Em maio do ano que vem tem eleição. Temos que ficar atentos em quem vai votar na situação. E depois investigar um por um e tentar descobrir por que escolheram Grego, como Bozikis é conhecido.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,