Mario Chalmers | Fábio Sormani

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sexta-feira, 22 de junho de 2012 NBA | 02:26

COM ATRASO DE UM ANO, MIAMI É O CAMPEÃO DA NBA

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Miami é o campeão da NBA. O título veio com um ano de atraso, mas veio. O Heat era para ter sido campeão na temporada passada. Perdeu para o Dallas por N motivos que não vale mais a pena a gente ficar debatendo.

A tunda aplicada em cima do Oklahoma City por 121-106 confirmou que o time do sul da Flórida é de fato o melhor da NBA neste momento. Fechou a série em 4-1; poderia ter varrido o OKC se não tivesse bobeado no primeiro jogo. Rajon Rondo postou em seu Twitter: “A verdadeira final foi entre Miami e Boston”. Concordo com ele. O Thunder não foi páreo para o Heat.

Quando esse time foi montado, no verão de 2010, fui um dos poucos (senão o único) que apostou que ele ganharia não apenas um, mas alguns campeonatos. Falei em três, talvez quatro. Muitos rebateram minhas previsões. Disseram que o time não tinha um técnico, que faltava um armador, que não havia pivôs e que a fogueira das vaidades iria arder até o final do contrato de LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh e, consequentemente, iria consumir a todos.

Rebati dizendo que com um time desses, com LBJ, D-Wade e CB1, não era preciso ter exatamente um Phil Jackson para conduzi-lo, que os jogadores, em quadra, resolveriam a parada. Claro que não foi bem assim, pois o trabalho de Erik Spoelstra, o tempo mostrou, é muito bom. Eu mesmo cheguei a duvidar, nesta temporada, acho que na série contra o Boston, da capacidade de Spo, mas o tempo mostrou que a minha primeira impressão era a correta. Muitos criticam o Miami por conta do “isolation” e da falta de “screens” e “pick’n’roll”.  De fato, o Heat não joga do jeito que muitos gostariam. O Heat faz a bola correr de mão em mão no ataque, mas ela sempre acaba nas mãos de quem está bem posicionado para o arremesso. De fato, alguns “picks” seriam importantes para facilitar a vida de LBJ e D-Wade. Quem sabe na próxima temporada?

Quanto a falta de armadores e pivôs, disse que apenas a seleção dos EUA era perfeita de cabo a rabo. Afirmei que D-Wade e principalmente LeBron James dariam conta de armar o jogo e que Mario Chalmers seria de grande valia. Foi a partir de então que eu comecei a defender a tese de que o futuro do basquete não teria lugar para armadores de ofício. O mesmo vale para os pivôs. Lembrei que CB1 seria o dono do garrafão do Miami e que Udonis Haslem lá estava para ajudar e muito. E que mais um grandalhão resolveria a parada.

Sobre a fogueira das vaidades, isso jamais ocorreu. A química, principalmente, entre LBJ e D-Wade sempre foi perfeita. Nunca houve um senão entre eles. Eles convivem como se fossem irmãos. E o discurso de Wade, depois do jogo, no pódio, confirma tudo isso: ele admitiu, uma vez mais, ter aberto mão do status de líder e dono do time, em favor de LeBron, para ganhar outro anel. Simples, sem vaidade alguma, reconhecendo que LBJ é mesmo o cara.

E CB1, o menos brilhante dos Três Magníficos, sempre foi um apoio para os dois. E em muitas situações segurou a onda, especialmente quando LBJ e D-Wade estavam mal.

Hoje, um ano mais velho, um ano mais experiente, com seus ferimentos cicatrizados, o Miami foi conduzido ao topo do pódio. E conduzido por LeBron James, que finalmente ganhou seu primeiro campeonato, depois de ter batido na trave em duas oportunidades, uma delas com o Cleveland. Com seu troféu de MVP das finais na mão, perguntado por Stuart Scott, da ESPN, qual a diferença entre o LeBron do ano passado para o LeBron deste ano, ele foi claro como a água: “Ano passado eu jogava com ódio, tentando provar uma série de coisas para as pessoas. Mas eu percebi que não tenho que provar nada a ninguém. Passei a jogar com amor”.

LBJ de fato sobrou neste campeonato como um todo. Se na fase de classificação Kevin Durant rivalizou com ele, nestas finais não teve pra ninguém. E mostrou na quadra, jogando, ou melhor, calou na quadra, jogando, seus críticos que insistiam que ele sofria de “bloqueio mental” nos finais das partidas. E sofria mesmo. Curou-se; hoje isso é passado. Curou-se; jogando e não vociferando. LBJ Anotou seu oitavo “triple-double” em playoffs, o primeiro nesta temporada, diga-se, ao cravar 26 pontos, 13 assistências e 11 rebotes. Iguala-se a Tim Duncan, James Worthy Larry Bird e Magic Johnson (duas vezes) que anotaram TD no último jogo das finais.

E tem mais: LBJ tornou-se também o terceiro jogador na história da NBA a liderar o time campão no “NBA Finals” em pontos, rebotes e assistências. Juntou-se a Tim Duncan e Magic Johnson.

Tornou-se também o décimo jogador na história da NBA a ganhar o MVP durante a fase de classificação e nas finais. Está agora ao lado de Tim Duncan, Shaquille O’Neal, Hakeem Olajuwon, Magic Johnson, Moses Malone, Kareem Abdul-Jabbar, Willis Reed, Larry Bird (duas vezes) e Michael Jordan (quatro vezes).

Digo uma vez mais: se o futuro vier do jeito que o presente se mostra, LBJ entrará para o rol dos maiores jogadores de todos os tempos da NBA. Digo uma vez mais: coloco-o no meu quinteto favorito na vaga de Larry Bird, ao lado de Magic Johnson, Michael Jordan, Bill Russell e Wilt Chamberlain.

LBJ joga muito. Domina todos os fundamentos do basquete. Por isso mesmo, pode jogar em todas as posições. É forte como um touro; sua saúde é de ferro. Vai ser dominante por alguns anos. Quando a idade começar a cobrar tributos, vamos ver como ele vai se renovar, como ele vai reconstruir seu jogo. Vamos ver se ele será capaz de se reinventar, como Michael Jordan e Kobe Bryant fizeram.

Quanto ao jogo, ele foi na verdade uma clínica. Se você preferir, uma aula de basquete. O Miami dominou o OKC de cabo a rabo. Além de LeBron, há que se destacar os 20 pontos e oito rebotes de D-Wade; os 24 pontos e 11 ressaltos (quatro de ataque) de CB1; os 11 pontos de Shane Battier e os dez de Mario Chalmers, que deu ainda sete assistências. Mas o cara que ajudou a fazer a diferença foi Mike Miller. Vindo do banco, anotou 23 pontos e acertou sete de seus oito tiros de três.

Finalmente, não há como não mencionar Pat Riley. Presidente da franquia, ele foi o mentor desse time e o homem que apostou em Erik Spoelstra. Sofreu um bocado no ano passado quando o Heat perdeu para o Dallas. Teve que ouvir um monte. Que montou mal o time e que apostou no técnico errado. Esta era a questão que mais o incomodava: Spo. O tempo mostrou que ele estava certo. Spo fez um grande trabalho. Liderar um time com três estrelas não é fácil. Ele sofreu no primeiro ano. Amadureceu no segundo e tornou-se melhor. E mais: segundo quem o circunda, Spo está sempre aberto a aprender. E tem que ser assim mesmo, pois tem apenas 42 anos. Phil Jackson ganhou seu primeiro campeonato aos 46 anos.

Veio com um ano de atraso, mas veio. O Miami é o legítimo campeão da NBA. O futuro promete ser promissor. Se ele vai ganhar mais dois ou três campeonatos, como previ, realmente não dá para saber. Até porque do outro lado surgiu um time que quando eu fiz a previsão dos títulos do Heat, esse time ainda não existia. Falo, obviamente, do Oklahoma City Thunder.

FUTURO

O futuro, já disse aqui, tende a colocar esses dois times frente a frente em outras finais. O OKC pagou pela inexperiência. Aliás, o time da terra dos tornados vem dando um passo de cada vez, como nos ensinou Michael Jordan em seu livro “Nunca Deixe de Tentar” (Editora Sextante, traduzido para o português).

Em 2010, em seu primeiro playoff, perdeu na primeira rodada para o Lakers. Ano passado, perdeu a final do Oeste para o Dallas. Este ano, perdeu a final para o Miami. Ano que vem, quem sabe, possa ganhar o título? Não tem ninguém com contrato encerrando. Portanto, o grupo será o mesmo para a próxima temporada. O mesmo, mas mais velho e mais experiente.

E virá com a faca nos dentes, com sangue nos olhos, tentando conquistar o que não conseguiu: o título de campeão.

A entrada dos jogadores no vestiário foi comovente. Kevin Durant, assim que pegou o corredor rumo aos aposentos do time, apareceu com lágrimas nos olhos. Quando viu a mãe e o irmão, abraçou-os e chorou feito criança. Kendrick Perkins, um título de campeão em 2008 com o Boston, veio logo atrás, chorando também. Idem para Serge Ibaka.

Ano passado, foram Chris Bosh, LeBron James e Dwyane Wade que choraram. Hoje eles sorriem. Amanhã, quem sabe, o riso possa ser ouvido no vestiário do OKC.

ESCLARECIMENTO

Depois do jogo, no ótimo debate que a ESPN promove, Jon Barry afirmou que não importa quantos anéis LeBron James venha conquistar, talvez fique nesse apenas, ele disse, para completar: eu o coloco no mesmo nível dos grandes jogadores, no mesmo nível de Michael Jordan.

A seu lado, Magic Johnson quase caiu da cadeira. Falou algo que os demais riram e eu não consegui entender (alguém entendeu?). E completou: “Nós vimos Michael Jordan dominar seis finais, três vezes seguidas em duas oportunidades. LeBron James não está no mesmo território de Michael Jordan. Kevin Durant também não. Nem mesmo Kobe Bryant está no nível de Michael Jordan”.

Desculpem-me os torcedores do Miami. Sei que a festa é de vocês. Mas este final era necessário.

FESTA

Dá-lhe Miami!

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sábado, 16 de junho de 2012 NBA | 14:21

KENDRICK PERKINS COMPROMETE OKLAHOMA CITY NESTE ‘NBA FINALS’.

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O mundo está criticando Russell Westbrook por conta de seu desempenho no segundo jogo da série contra o Miami. Quem puxa a fila é Magic Johnson. Comentei o tema ontem (se você não leu, clique aqui). Meu xará Fabio Balassiano também fala com propriedade sobre o assunto. Vai igualmente na linha de Magic (clique aqui).

Embora ambos não tenham dito taxativamente que West foi o responsável pela derrota, atribuíram a ele boa dose de culpa pelo revés. Eu, no entanto, vejo a questão sob outro prisma. Creio que a discussão não deva ser feito em cima do armador do OKC, que tem médias de 27,0 pontos, 9,0 assistências e 8,0 rebotes nestas finais. Quase um “triple-double”. A discussão, a meu ver, tem que ser em cima de outro jogador que, discretamente, tem comprometido o Thunder. E nos dois jogos. Seu nome? Kendrick Perkins.

O pivô do OKC (foto Getty Images) tem sido um desastre até o momento na série final da NBA. Nesta decisão, tem médias de 4,0 pontos, 7,5 rebotes e 0,0 assistência. Com ele em quadra, o OKC perde para o Miami. E isso tem ocorrido por conta dos inícios dos prélios.

No primeiro quarto do jogo 1 desta série final, o Heat fez 24-15 com Perkins no jogo. Ele saiu a 2:44 minutos (jogou 9:16 minutos) do final. No segundo quarto, atuou 6:01 minutos e o OKC fez 17-13. No terceiro, Perkins jogou mais 9:25 minutos e quando saiu, a 2:34 minutos do final, o OKC tinha feito 19-17. No último quarto, com o OKC na frente em 74-73, Perkins não jogou. E o Thunder fez 31-21 para fechar a partida em 105-94. Resumo da ópera: com Perkins jogando o Miami venceu o OKC por 54-51, sendo que o quarto inicial foi o responsável por essa debacle.

No segundo jogo o cenário foi devastador. O Miami iniciou com um 21-6 até Scott Brooks tirar Perkins de quadra, a 3:40 do final (atuou por 8:20 minutos). Ficou todo o segundo no banco, que terminou empatado em 28 pontos. No terceiro, Perkins jogou 11:03 minutos e o OKC fez 22-21. No último período, ele só entrou a sete segundos do final, quando LeBron James bateu os dois lances livres que confirmaram a vitória do Miami. Nele, igualmente sem Perkins, o OKC venceu o Heat por 29-22. Ou seja: no segundo jogo, com Kendrick em quadra, o Heat venceu o Thunder por 42-28.

O que mais compromete, como disse, são os inícios dos jogos. Nos dois confrontos realizados até agora, o Miami fez 45-21. No primeiro embate, o Thunder encontrou fôlego para reverter o marcador; no segundo, faltou ar.

Por que Perkins compromete? Porque não faz absolutamente nada no ataque. É peso morto.

No primeiro jogo, no quarto inicial, quando o Miami fez a tal da corrida em 24-15 com Perkins jogando 9:16 minutos, o pivô do OKC zerou na pontuação e pegou três rebotes defensivos. No segundo, nos 8:20 minutos em que participou da partida no quarto inicial, novamente não pontuou, embora tenha pegado seis rebotes (três deles ofensivos).

Como digo sempre, jogador tem que pontuar. Jogador que não pontua, não adianta. Limita a ação ofensiva de seu time, pois o adversário tem que marcar quatro ao invés de cinco jogadores.  Costuma flutuar em cima dele, facilitando a dobra nos outros quatros atletas.

O Miami não tem pivô. Às vezes joga com Chris Bosh e Udonis Haslem juntos. Em outras situações, com um dos dois e LeBron James ou Shane Battier como ala de força. Mesmo assim, Perkins não consegue tirar proveito de seu tamanho e de sua força diante dos “baixinhos” do Miami. Terminou o primeiro jogo com apenas quatro pontos; no segundo, repetiu a dose. E no jogo 2, não foi de grande valia nem na defesa, que, dizem, é seu forte. O Heat fez 48-32 nos pontos no garrafão.

FUTURO

Assim como no futuro, a meu ver, vão desaparecer os armadores obtusos, aqueles que acham que sua função é primeiro servir para depois pontuar (não existe ordem nenhuma durante uma partida. O armador tem que sentir o jogo e ver o que tem que ser feito: ou pontuar ou armar. O desenho do embate é que vai dizer isso. O que o armador tem que ter é sensibilidade para fazer a leitura correta do jogo), assim como no futuro vão desaparecer os armadores obtusos, esses pivôs que não sabem atacar, que apenas marcam, tenderão a desaparecer também.

Volto a dizer: jogador que não sabe o que fazer com a bola nas mãos não serve. É como relógio que atrasa: não adianta. Jogador de basquete, como está sempre no ataque e na defesa (ao contrário do futebol), tem que saber jogar no ataque e na defesa. Defender é importante; atacar também. Mas jogador que está na NBA e que participa de time que está na final da liga, tem que saber fazer as duas coisas. Perkins não consegue. Faz apenas corta-luz e briga por rebotes. Muito pouco.

O Miami ataca sempre com cinco jogadores. Os que estão em quadra sabem pontuar. O Heat não tem um jogador desses, como Perkins, que não sabe o que fazer quando tem a bola nas mãos e tem o dever de encestá-la, pois o horizonte se abre a ele.

Para valer a pena um jogador desses jogando, ele tem que fazer coisas extraordinárias. Ano passado, o limitado Tyson Chandler (foto Getty Images) defendeu muito. Ajudou nos “screens” e pontuou algumas vezes aproveitando-se do “pick’n’roll”. Mas o que Chandler fez mesmo foi compensar sua inabilidade ofensiva com muita defesa. Perkins, até o momento, não consegue ser o Tyson Chandler do OKC. Como vimos, pois com ele em quadra o Miami está à frente no marcador.

Desta forma, se eu fosse Scott Brooks, começaria o jogo deste domingo (21h de Brasília) com Kendrick Perkins no banco. Sairia com West, Thabo Sefolosha, James Harden, KD e Serge Ibaka. Colocaria Nick Collison no rodízio quando o Miami escalar Chris Bosh e Udonis Haslem ao mesmo tempo. E usaria Derek Fisher no rodízio dos alas. Faria como o Miami, que usa basicamente sete jogadores: Mario Chalmers, Dwyane Wade, Shane Battier, LeBron James, Chris Bosh, Udonis Haslem e Norris Cole.

O Heat parece ter achado sua formação ideal. Quase venceu o primeiro jogo destas finais e ganhou o segundo. O OKC tem que fazer o mesmo. Caso contrário, pode se complicar na busca do título inédito depois do novo batismo.

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sábado, 9 de junho de 2012 NBA | 13:33

DOC RIVERS PERDE O SONO PARA TENTAR CONTER LEBRON JAMES

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LeBron James é a preocupação do Boston; LeBron James é a esperança do Miami. Nas mãos e no emocional de King James está a sorte dessas duas equipes, que vão decidir, a partir das 21h30 de Brasília, o título do Leste e, consequentemente, o segundo finalista desta temporada.

Doc Rivers perdeu horas de sono e de repouso. Dormir e repousar agora pra quê? Não faz sentido. O momento é de estudo, de traçar planos, de encontrar a melhor maneira de segurar LBJ (foto Getty Images).

“Vocês verão quando o jogo começar”, disse Rivers em resposta a uma pergunta sobre se algo diferente será feito nesta noite para conter LeBron James. “Não vamos fazer muita coisa (diferente), mas temos que defender melhor. Aliás, não fizemos muito do que tínhamos planejado para marcá-lo (no jogo passado). Essa é a primeira coisa que temos que mudar”.

O maior problema do jogo passado, segundo Doc, não foram os 45 pontos de LeBron, mas sim como ele conseguiu fazer 45 pontos. “Se LeBron fez 45 pontos e perdeu sete, oito arremessos, aí fica difícil vencer”, disse o treinador do Boston. “Mas se ele precisar de 45 arremessos para fazer 45 pontos, aí nós temos uma chance de vencer”.

LBJ esteve impecável no primeiro tempo. Anotou 30 pontos e errou apenas dois de seus 14 arremessos. No segundo, marcou outros 15 pontos e acertou sete de seus 12 arremessos. Terminou o confronto com 19-26; ou seja: 73,1% de aproveitamento. Errou apenas sete arremessos durante todo o jogo. Muita coisa.

Na série, LBJ está com média de 34,0 pontos. Apenas em uma oportunidade nesta série o Boston segurou LeBron abaixo dos 30. Foi no jogo quatro, quando o ala do Miami foi excluído da contenda, já na prorrogação, por ter cometido seis faltas. Na ocasião, LBJ marcou 29 pontos. E o Boston venceu. Mas isso também não significa muito, pois na outra vitória, em Miami, no quinto jogo deste embate, LBJ anotou 30 pontos; um a mais. É, apenas um pontinho a mais. Talvez não deixar LBJ superar a marca dos 30 pontos seja decisivo no jogo desta noite.

“Acho que a gente ainda não o marcou como devemos marcá-lo”, finalizou Rivers.

Doc não dá pistas, não sabemos quem ou como será feita a marcação em LeBron James. O que sabemos é que Paul Pierce não tem cacife para isso. “The Truth” tem sido uma mentira até agora na tentativa de conter LBJ. Tanto não tem conseguido que, além dos números mostrarem isso, as faltas que ele comete também são um indicativo de sua falência defensiva. Em três dos seis jogos desta série Pierce foi excluído do jogo com seis faltas.

Portanto, num primeiro momento, esse cara não pode ser Pierce. Ele pode até ajudar, mas não pode ser o único e nem o principal defensor do Boston. E, pra piorar, PP não consegue machucar LBJ ofensivamente falando. O ala do Boston tem sido um fiasco na série, com média de apenas 17,8 pontos e um aproveitamento de 33,6% de seus arremessos.

Alguém sugeriu Brandon Bass. O biotipo de Bass é bem semelhante ao de LBJ. Têm o mesmo tamanho (2,03m), mas o ala-pivô do Celtics é mais leve: 113 quilos contra 116 de LeBron. Essa diferença de peso poderia indicar um ligeiro favorecimento a Bass, mas não é bem assim. Esses três quilos a mais não são de gordura, mas de massa muscular, o que torna LBJ mais forte do que Bass. Mais forte e mais ágil, pois enquanto LeBron é um jogador de múltiplas, que corre por todos os cantos da quadra, o jogo de Bass é limitado ao garrafão basicamente, onde movimenta-se muito pouco e a defesa é feita sem muita necessidade de locomoção. Bass pode ajudar na marcação, claro, mas não pode ser a primeira opção. Pode fazer isso quando LBJ jogar como ala de força, o que ele tem feito muito nesta série.

Rajon Rondo é um tremendo defensor, mas ele leva muita desvantagem em relação a LeBron por causa do seu tamanho. Rajon mede apenas 1,85; tem quase 20 cm a menos. Numa situação dessas (“mismatch”), LBJ levaria Rajon para o “low post” e tiraria proveito disso. Ou pontuando ou fazendo o passe em caso de dobra na marcação. Com esta segunda opção, alguém sobraria livre para um arremesso curto, longo ou mesmo para uma bandeja. E LeBron, todos nós sabemos, tem ótimo passe.

Mickael Pietrus surge, para mim, como a melhor alternativa. Com ele em quadra, Ray Allen passaria para o banco e Pierce marcaria Dwyane Wade. O francês é mais agressivo, tem melhor jogo de pernas e mãos nervosas. Eu começaria o jogo desta maneira. Com o desenrolar, faria as modificações necessárias para: 1) descansar Pietrus; 2) responder a possíveis alterações táticas do Miami, que deverão ocorrer.

Essa marcação a LBJ, claro, não pode ser individualizada o tempo todo. A zona que o Boston tem usado nesta série tem que ser requisitada, especialmente se as bolas de LeBron não caírem e ele procurar o jogo de aproximação com a cesta. Essa marcação a LBJ tem que ser feita sempre me maneira agressiva, de modo a tirá-lo de seu espaço preferido, de seu conforto, empurrando-o para os cantos da quadra de modo a vir a dobra numa situação em que o passe será feito de maneira dificultosa.

Agora, é evidente que Erik Spoelstra está preparado em caso de o Boston tentar e conseguir subtrair o jogo de LeBron James. Sua melhor alternativa é D-Wade, mas Chris Bosh também será muito usado. Sem falar nos tiros longos de Mario Chalmers, James Jones, Shane Battier e Mike Miller. Lembre-se que LeBron estará sendo marcado com o que o Boston tem de melhor e muitas vezes em dobras. Isso, consequentemente, trará certo alívio na marcação dos demais jogadores do Heat.

Enfim, teremos uma grande partida esta noite. Daquelas imperdíveis, em que a patroa vai esbravejar porque é sábado à noite, mas que ela tem que entender que o embalo será mesmo dentro de casa, com tevê ligada, um tira-gosto ao alcance da mão e uma cerveja geladinha.

Notas relacionadas:

  1. QUEM É LEBRON JAMES?
  2. O CASO LEBRON JAMES E A INTERPRETAÇÃO DO TEXTO
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

quinta-feira, 31 de maio de 2012 NBA | 13:03

MIAMI VENCE BOSTON, ABRE 2-0 NA SÉRIE E CANDIDATA-SE A FINALISTA DESTA TEMPORADA

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Agora ficou difícil para o Boston; mas não impossível. Vencer quatro dos últimos cinco jogos restantes, não é mole não. Ainda mais em um time que tem uma defesa forte. Não se pegue pelo placar de ontem. Na fase de classificação, o Miami teve a quinta defesa menos vazada com média de 87,0 pontos contra por jogo. Enquanto isso, o Boston foi apenas o 10º melhor ataque, com média 89,0.

Mas, quanto ao jogo de ontem, a derrota do Boston por 115-111 (com direito a uma prorrogação) poderia ter sido uma vitória. No primeiro tempo (eu sei que tinha ainda muito tempo) o time abriu 15 pontos (47-32). No segundo, quando o Miami reagiu, passou oito pontos na frente (81-73 a seis segundos do final do terceiro período), o C’s fez uma corrida espetacular de 19-8, pulou na frente no marcador em 94-89, isso a pouco mais de três minutos do final. Parecia ter o controle técnico e emocional do jogo. Não tinha. Deixou o Heat encostar novamente, pular na frente em quatro pontos. Mas encontrou forças para reagir e empatar a partida, levando-a à prorrogação.

O problema todo, durante a prorrogação, é que Paul Pierce não pôde jogar. Fez sua sexta falta a 47 segundos do final do tempo normal e deixou o time na mão. Pierce é fundamental para o sucesso do Boston, especialmente “down the stretch”, quando ele corriqueiramente põe a bola debaixo do braço e quase sempre se dá bem e, consequentemente, o Celtics também. Mas não foi o caso do jogo de ontem. Com seis faltas, viu tudo do banco de reservas e nada pôde fazer.

Em compensação, a noite de Rajon Rondo. O armador do Boston teve uma das atuações mais espetaculares desta temporada e, fico pensando, a mais pomposa destes playoffs. Foram 44 pontos (recorde na carreira não importa a fase do campeonato, com desempenho de 16-24), dez assistências e oito rebotes. Como pontuou demais, deu pouca assistência; normal. Agora atentem para o fato: Rajon jogou o tempo todo. Ou: ficou em quadra os 53 minutos que durou a partida! Isso, diga-se, jamais tinha ocorrido em sua carreira. E na prorrogação, marcou todos os 12 pontos do Boston.

Aliás, por falar em Rajon, um lance foi muito comentado. A 1:35 minutos do final, com o placar igualado em 105 pontos, o armador do Boston tentou uma bandeja, passando por debaixo da cesta, e foi claramente acertado no rosto por Dwyane Wade. Ninguém marcou falta. Se marcada, Rondo teria ido à linha do lance livre. Ele estava com a mão quente (10-12), poderia ter colocado o C’s na frente. As reclamações dos jogadores, comissão técnica e torcedores do Boston foram grandes. E justificáveis, pois houve falta. Mas atribuir a derrota a esse lance é tentar, a meu ver, tapar o sol com a peneira. Como tenho dito, os árbitros são seres humanos e erram. Mas erram para os dois lados. No terceiro quarto, Mario Chalmers fez uma cesta do jeito que Rajon queria fazer e foi claramente atingido por Greg Stiemsma. A arbitragem nada marcou. Deveria ter marcado. Isso acontece, é do jogo. Atribuir a derrota a esse lance é se esquecer que Kevin Garnett perdeu uma bola no ataque seguinte, desarmado que foi por Chalmers. É se esquecer que o mesmo KG, malucamente, arremessou uma bola de três a 46 segundos do final e que deu “air-ball”. Esses dois lances foram comprometedores. Então, eu pergunto: por que apenas imputar à arbitragem a derrota de ontem? Não entro nessa.

Voltando ao tema “Rajon Rondo”, os 53 minutos dele em quadra são frutos do fato de que o Boston está sem Avery Bradley, que se contundiu e não joga mais nesta temporada. Com isso, Doc Rivers exigiu o máximo de Rajon. Ele correspondeu, todos vimos. Mas fica a pergunta: haverá sequelas físicas para o próximo jogo? Vamos aguardar — tomara que não.

LeBron James também se destacou na partida. Anotou 34 pontos, pegou dez rebotes e deu sete assistências. No final do tempo normal, errou o arremesso que poderia ter evitado a prorrogação. Muitos disseram que ele afinou. Não, LBJ não afinou e nem pipocou. LeBron simplesmente errou o arremesso, como muitos erram também. O importante foi que ele não se omitiu. Foi pro pau. Não deu certo, mas não se escondeu.

Udonis Haslem, disse ontem no Twitter (@FRSormani), durante a partida, que a ausência de Chris Bosh tem sido benéfica pra ele. Parece que Udonis está reencontrando parte daquele basquete de qualidade que ele jogou durante muito tempo no Miami, tendo, inclusive, sido figura de destaque na conquista do título de 2006. No confronto de ontem, anotou 13 pontos e pegou 11 rebotes, quatro deles ofensivos. Isso tudo vindo do banco.

Aliás, por falar em banco, isso fez a diferença também no jogo de ontem. Os reservas do Heat anotaram nada menos do que 25 pontos, enquanto que os do C’s contribuíram com apenas sete.     E aqui entra novamente em cena Avery Bradley. Com ele no time, os 13 pontos de Ray Allen durante o jogo teriam sido computados para os reservas.

Amanhã tem mais. 21h30 de Brasília, agora em Boston. A pressão será enorme pra cima do C’s. Não pode perder seus dois próximos jogos como mandante. Se perder um deles, babau.

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quarta-feira, 23 de maio de 2012 NBA | 11:41

AFINADÍSSIMOS, LEBRON E D-WADE COMANDAM SHOW DO MIAMI DIANTE DO INDIANA

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Ontem postei no meu Twitter (@frsormani) o seguinte: Falem o que quiserem, mas quando LeBron James e Dwyane Wade estão inspirados, não tem “fast break” mais bonito de se ver em toda a liga. E adiciono agora: não tem mesmo.

E os dois, ontem, estavam inspirados. A alegria parece ter voltado ao convívio do Heat. O chilique de D-Wade com o técnico Erik Spoelstra, ao que tudo indica, faz parte do passado. Por conta disso, o time do sul da Flórida voltou a jogar bem.

Isso ficou claro na vitória de ontem diante do Indiana por 115-83. Esses 32 pontos chegaram a 37. O Pacers jamais conseguiu a dianteira do jogo. Esteve atrás o tempo todo.

É certo que o Pacers sentiu a subtração do jogo de Danny Granger e David West. Os dois se contundiram durante a partida e não puderam ser úteis ao técnico Frank Vogel como deveriam.

Granger foi quem mais sofreu por conta de uma torção no tornozelo esquerdo. Jogou apenas 20:29 minutos. Contundiu-se na metade do segundo quarto. Saiu e só retornou quando o terceiro começou. Voltou a sentir dores no local. Jogou apenas 3:11 minutos. Quando deixou a quadra, o Pacers perdia a partida por 56-45. Depois disso, o Miami fez uma corrida de 59-38 e liquidou a fatura.

West ficou de fora todo o quarto derradeiro. Quando o terceiro terminou, o Miami vencia por 76-57. Joelho; esse foi o grande vilão da história para West.

O Heat, claro, nada se solidarizou com o adversário. Ao contrário; deve ter rido da situação. Sim, pois a série está quente por conta do mau comportamento de alguns jogadores do Indiana, especialmente Granger, que insiste em provocar LBJ e D-Wade, numa tentativa de desestabilizá-los emocionalmente — principalmente a LeBron. Isso criou um clima ruim. West também tem dado umas bordoadas desnecessárias e até mesmo Tyler Hansbrough, filho de North Carolina, onde essas cafajestadas não são ensinadas e sim repudiadas, ontem deu uma porrada em Wade que chamou a atenção. Minutos depois, levou o troco de Udonis Haslem.

Desses desfalques se aproveitou o Miami para construir essa vitória humilhante. LeBron e Dwyane combinaram para 58 pontos, 13 rebotes e dez assistências. LBJ, aliás, poderia ter terminado com o “triple-double” se não tivesse sido sacado do jogo quando ainda faltavam 4:18 minutos para o final. Acabou a pugna com 30 pontos, dez rebotes e oito assistências. Dwyane ficou com 28 pontos, mas poderia ter terminado com mais de 30 se não tivesse tido um aproveitamento de 7-13 nos lances livres. Na série tem 31-45, o que dá um desempenho ruim de 68,9%. E o que a gente pode deduzir disso? Se o San Antonio passar pelo Oklahoma City na final do Oeste e pegar o Miami na final da NBA, a vítima do “Hack-a-Shaq” de Gregg Popovich já foi escolhida.

Outros jogadores do Miami merecem ser mencionados neste nosso bate-papo: Shane Battier, 13 pontos e 4-5 nas bolas de três; Mário Chalmers, oito pontos e 11 rebotes; Udonis Haslem, dez pontos e seis rebotes; Joel Anthony, sete pontos e quatro tocos.

O próximo jogo da série está marcado para amanhã à noite (21h de Brasília) em Indianápolis. O Pacers vai precisar muito de Granger e West. Se eles não jogarem ou jogarem baleados, o Miami tem tudo para fechar o confronto. Caso contrário, poderemos ver um sétimo jogo.

VERDADE

Um texto que eu publiquei aqui neste blog no ano passado, quando o San Antonio foi eliminado pelo Memphis, está sendo resgatado por algumas pessoas que aparecem aqui no botequim apenas para reclamar do colarinho do chope.

Nele eu digo que Tony Parker correu sozinho na série contra o Memphis e que ele teria que liderar uma nova geração a partir da eliminação do San Antonio na primeira rodada dos playoffs. E acrescentei: se o Spurs não quiser morrer, tem que, com cuidado, aos poucos, respeitando Timmy e Manu, colocando-os de lado e substituindo-os por George Hill e Tiago Splitter. Hill, aliás, é agora jogador do Indiana por opção própria, pois quis voltar pra casa.

Disse também que a vida é assim mesmo. Que tudo tem começo, meio e fim e que o San Antonio está chegando ao fim com sua geração genial.

E, por fim, critiquei Gregg Popovich dizendo que ele não teve planejamento algum para Tiago Splitter e que soltou o brasileiro às feras nos playoffs, quando viu que o barco estava afundando. Tanto é verdade que durante a fase de classificação Tiago teve uma média de 12,3 minutos por jogo; nos playoffs, pulou para 16,7. Um jogador que mal entrou em quadra na fase regular. Foi no desespero, sem saber o que fazia, que Popovich fez isso. Sua atitude motivou comentários críticos por parte da mídia norte-americana à época.

Nos três primeiros jogos dos playoffs contra o Memphis, Splitter não jogou. E nem podia mesmo, pois não tinha ritmo de jogo, entrosamento e nem experiência. Esperava-se que fosse assim até o final do embate diante do Grizz. Mas surpreendentemente Tiago começou a jogar. No quarto jogo do confronto, Splitter atuou por 22 minutos; no quinto, 15; e no derradeiro, 14.

Por fim, disse: Fora Popovich!

Hoje a história é outra. O San Antonio é favorito para ganhar o título e Popovich foi eleito o melhor treinador da temporada. Por conta desta realidade, o pessoal que entra no botequim para reclamar da temperatura do chope começou a orquestrar um movimento no sentido de me ridicularizar, lembrando esse texto, que você pode ler na íntegra clicando aqui.

Estava eu errado ou Popovich? Alguns números podem ajudar-nos a responder essa pergunta. Vamos a eles…

Na temporada passada, Gregg Popovich usou a abusou de seus Três Tenores. E o preço pago foi alto demais, pois na última partida da fase de classificação, sem chance mais de ficar com o primeiro lugar geral e já classificado em primeiro no Oeste, Popovich mandou a quadra seu time titular diante do Phoenix e logo com dois minutos de jogo Manu Ginobili machucou o cotovelo. Mais tarde, soube-se que ele teve microfraturas no local e isso comprometeu todo seu jogo na série diante do Memphis. Nesta temporada, nos dois últimos jogos nenhum componente dos Três Tenores entrou em quadra.

E mais: Manu Ginobili, que teve média de 30,3 minutos na temporada passada, nesta caiu para 23,3 nesta. Parker jogou menos nesta temporada e Timmy também.

Vendo que o que ele fez no campeonato anterior poderia destruir sua equipe, Popovich, esperta e competentemente, montou dois times em um só. Tanto assim que todos concordam que o San Antonio tem a melhor segunda unidade da liga.

Popovich mudou. Mudou porque chegou à óbvia conclusão que se ele continuasse tirando o couro de seus Três Tenores como fez na temporada passada e se continuasse ignorando seus jogadores reservas, o time não teria futuro nesta competição. Mudou e está se dando bem, a ponto de a maioria entender que o Spurs é o grande favorito ao título desta temporada.

Portanto, eu pergunto: quem estava errado nessa história, Popovich ou eu?

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 16 de maio de 2012 NBA | 11:57

MONSTRO DEVORA LEBRON MAIS UMA VEZ E MIAMI PERDE DO INDIANA

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Coitado do LeBron James. Hoje o dia será difícil para ele. O Miami perdeu para o Indiana por 78-75, dentro de casa, viu a série empatar em 1-1 e LBJ terá de carregar o fardo da derrota.

Sabem por quê? Porque ele cometeu o pecado de ter errado seus três últimos lances livres (dois deles a 54 segundos do final, com o placar em 76-75 para o Indiana) e de não ter pontuado nos últimos 4:30 minutos. E mais. De ter feito seu último arremesso a 3:40 minutos do final e de não ter aparecido como opção de chute na última bola, que ficou nas mãos de Mario Chalmers.

Muitos se perguntam: não foi erro do técnico Erik Spoelstra ter desenhado a jogada final para o arremesso de Chalmers? Vamos pensar: sem Chris Bosh, sobraram Dwyane Wade e LBJ dos Três Magníficos. Como LeBron (foto AP) tem bloqueio mental nos finais das partidas, sobra, portanto, apenas D-Wade. O planeta sabe disso. Então, Spo deve ter pensado: os caras vão dobrar, triplicar em cima de Wade. Desenho a jogada para Chalmers decidir, porque LBJ não tem estofo emocional para aguentar a responsabilidade do último lance e, consequentemente, a chance de dar errado é grande demais.

Deu errado de qualquer maneira. O tiro de Chalmers bateu no aro. Mas Chalmers arremessou, a meu ver, por conta deste cenário.

Não é perseguição (como muitos acreditam) e nem má vontade (como outros tantos pensam). São apenas números que desenham a realidade dos fatos. Não tenho culpa; eu e nem ninguém. Quem criou esse monstro foi LeBron James.

RESUMO

E o incrível dessa história toda é que LeBron anotou dez pontos no quarto final. Um a menos do que D-Wade. Poderia, se não sofresse esse bloqueio criativo nos momentos de pressão, ter feito 15, quem sabe 20 pontos e saído nos braços da galera e sob os holofotes da mídia.

DESVIO

Mas quem saiu foi David West, a quem LeBron marcou muito bem. Sem CB1, LBJ fez o papel de ala de força e deu conta do recado, pois é um dos melhores marcadores da NBA na atualidade, tem força e recursos técnicos para tanto. Mesmo assim West encontrou espaço para marcar 16 pontos e apanhar dez rebotes.

Mas seu ponto alto foi a maturidade mostrada no final da partida.

Quando o jogo acabou, Leandrinho Barbosa correu para abraça-lo. O abarcamento foi contido por conta de West (foto Getty Images). Na sequência, ele, vendo os companheiros pulando na quadra da American Airlines Arena, fazia sinal para todos irem para o vestiário. Lá, escondido de tudo e de todos, eles poderiam celebrar. Mas contidamente.

“Não ganhamos nada ainda”, disse West depois da contenda. “A série é longa e tem muita coisa pela frente. Foi apenas uma vitória”.

CONCORDÂNCIA

Estou de acordo com David West. A série é longa e o Miami tem todas as condições de beliscar uma vitória em Indianápolis. Este confronto deve terminar em sete partidas. Se não for em sete, em menos de seis não será.

BOLA CHEIA

Leandrinho Barbosa fez uma excelente partida. Ficou em quadra o quarto final e foi designado por Frank Vogel para marcar D-Wade. E ainda anotou quatro pontos (lembrem que LeBron fez dez e D-Wade 11). Mas foi no terceiro quarto seu grande momento, quando roubou uma bola de LBJ, correu para a bandeja, protegeu o arremesso do toco de LeBron e fez mais dois pontos para os visitantes.

Leandrinho terminou a partida com oito pontos. Mais do que isso: deixou claro que quando o bicho pega, ele está pronto para estar em quadra, sendo opção de arremesso, de armador e marcador.

LB nos deixou orgulhosos!

FÁCIL

No outro jogo da noitada, o San Antonio confirmou o que dele se esperava: venceu o Los Angeles Clippers por 108-92. O time texano precisou de dois quartos para liquidar a fatura: o segundo e o terceiro. Nesses dois períodos, fez uma corrida de 58-43 e deixou claro para os visitantes que “boi em terra estranha é vaca”.

PLANEJAMENTO

Gregg Popovich usou e abusou de Tim Duncan. Os 34:51 minutos em que ele esteve em quadra parecem, num primeiro momento, um exagero para quem 36 anos. Mas alguém pode retrucar: mas o planejamento não previa exatamente isso? Poupar os “vovôs” do San Antonio na fase regular para que eles estivessem com a saúde em dia nos playoffs?

Sim, exatamente isso. Ontem Popovich precisou de Timmy (foto AP) mais tempo em quadra. E ele não negou fogo: 26 pontos e dez rebotes. Desses 26 tentos, 14 deles saíram nos segundo e terceiros quartos, os dois períodos, como vimos, que o SAS nocauteou o Clips.

Esses 26 pontos de Timmy significaram, também, a maior pontuação de um jogador na partida. Tim Duncan, 36 anos, como vinho, cada vez melhor.

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011 Sem categoria | 17:19

A CARTA DE DAN GILBERT, O FUTURO DE NENÊ E TROCAS QUE JÁ FORAM CONCRETIZADAS

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Assim que o negócio envolvendo Los Angeles Lakers, New Orleans Hornets, Houston Rockets, Chris Paul, Pau Gasol, Luis Scola, Kevin Martin e Goran Dragic foi concretizado, os donos das pequens franquias ficaram indignados.

A indignação foi tamanha que Dan Gilbert (foto), dono do Cleveland Cavaliers, escreveu e mandou uma carta para o comissário David Stern. A missiva foi reproduzida inicialmente pelo site Yahoo! Sports. Agora, viaja pela internet. O teor eu reproduzo abaixo:

Comissário

Seria uma farsa permitir que o Lakers venha adquirir Chris Paul numa troca que aparentemente foi discutida…

Não me lembro de ter visto uma troca onde uma equipe consegue o melhor jogador e economiza mais de US$ 40 milhões no processo. E não parece que eles iriam desistir de qualquer “draft”, o que poderia permitir que mais tarde façam uma troca por Dwight Howard. Quando o Lakers pegou Pau Gasol (na época considerado uma troca extremamente desigual) eles receberam dezenas de milhões de dólares em salário adicional e em “Luxury Tax” e tiveram que desistir de algumas promessas (uma delas em Marc Gasol, que pode se tornar um jogador de salário máximo).

Eu só não vejo como podemos permitir que esse negócio aconteça.

Eu sei que a grande maioria dos proprietários se sente da mesma forma que eu.

Quando é que vamos mudar o nome de 25 das 30 equipes para Washington Generals?

Por favor, avise.

Dan G.

QUESTIONAMENTO

Confesso que estou estudando a carta e não consigo ver onde o Lakers economizaria US$ 40 milhões por temporada nessa troca. Afinal, ele não estaria contratando Chris Paul pela mesma quantia?

Se o Lakers estivesse abrindo mão de um jogador com contrato longo e pegando um que na próxima temporada desse ao time a decisão de prosseguir o acordo ou não; ou então, que o contrato expirasse ao final desta temporada, aí sim haveria a economia deste montante.

Não é o caso, pois o time californiano assinaria um longo contrato com CP3 e estaria pagando a ele os mesmos (ou até mais) US$ 19 milhões anuais que ele gasta com Gasol e outros US$ 19 milhões em multa por conta do “Luxury Tax”.

Então, não consegui detectar. Confesso, todavia, que dormi apenas três horas esta noite e pareço um zumbi neste momento.

Mas se eu estiver comendo mosca, alguém, por favor, clareie minha mente.

APELO

Lakers e Houston vão apelar à NBA para que o acordo não seja desfeito. A apelação será apresentada ainda nesta sexta-feira.

David Stern, entretanto, não dá sinais de que vai ceder.

Há pouco a liga soltou uma declaração assinada por Stern. Ela diz o seguinte:

“Todas as decisões são tomadas com base no que é melhor para o Hornets. No caso da proposta de troca que foi feita por Chris Paul, decidimos, livre da influência de outros proprietários da NBA, que a equipe será melhor servida com Chris em um uniforme do Hornets do que pelo resultado mostrado nos termos daquela troca”.

Será? Claro que não: a troca foi muito boa para o New Orleans. Houve pressão, claro que houve.

PSICOLÓGICO

Alguns parceiros deste botequim, acho que todos torcedores do Lakers, argumentam que Pau Gasol e Lamar Odom não terão cabeça para jogar em Los Angeles. Bobagem, digo eu, sem ofensa, é claro.

Pior do que isso é o jogador deixar o deserto do Arizona e desembarcar na gélida Toronto sem ser consultado. Tem que ir e ponto final.

Foi o que aconteceu com Leandrinho Barbosa.

Esse tipo de situação sempre existiu, existe e existirá na NBA. Com pouquíssimas exceções, jogador não tem direito a opinar.

MUDANÇA DE RUMO

Com o veto de ontem, Dwight Howard (foto) pode assinar com o New Jersey Nets. O jogador se reuniu com Mikhail Prokhorov, dono do Nets, e Billy King, gerente geral da franquia, ontem à noite em Miami.

Se bem que esse encontro aconteceu antes do “affair” Lakers/CP3/NBA. E mais: segundo as regras da NBA, ele foi ilegal, pois o Orlando não sabia do encontro e, por isso mesmo, não deu permissão.

De todo o modo, com o ocorrido, D12 deve estar pensando: é melhor eu desistir da ideia de ir para Los Angeles jogar no Lakers.

Se Howard acertar com o Nets, formará dupla da pesada com Deron Williams.

NENÊ

D12 conversou com os dirigentes do New Jersey ontem à noite, mas Adrian Wojnarowski, o cara mais bem informado sobre NBA na atualidade, acabou de postar em seu Twitter que o Nets deve oferecer um contrato milionário para Nenê nesta sexta-feira.

É aguardar pra ver. Mas em se tratando de Wojnarowski, a chance de ser um “chute” não existe.

RAPIDINHAS

Os times poderão usar a cláusula de anistia para dispensar apenas um jogador de seu elenco a partir de hoje. Data de encerramento: 16 de dezembro. As trocas poderão ser feitas até 15 de março… O ala-armador Brandon Roy vai anunciar sua aposentadoria, segundo o site da ESPN dos EUA. Motivo: seus joelhos não suportam mais a carga de treinos e nem suportará a de jogos. Uma pena… A ida de Tyson Chandler para o New York confirmou-se nesta sexta-feira oficialmente. O pivô campeão da NBA assinou um contrato de quatro anos e ganhará cerca de US$ 60 milhões… O Miami renovou com Mario Chalmers e James Jones. Os valores não foram disponibilizados… O Philadelphia 76ers está próximo de renovar o contrato de Thaddeus Young… Troca que não deverá ser vetada pela NBA: Glen Davis deixa o Boston e vai para o Orlando, que mandará ao Celtics Brandon Bass… Gilbert Arenas acaba de ser dispensado pelo Orlando, que usou a cláusula de anistia. Chauncey Billups deverá ser o próximo.

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  2. OS VERDADEIROS NÚMEROS DE NENÊ
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011 Sem categoria | 18:15

MIAMI ACERTA COM SHANE BATTIER. TYSON CHANDLER ESTÁ PERTO DE ASSINAR COM O NEW YORK

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Shane Battier postou em seu Twitter que acertou com o Miami. Baita contratação, pois Battier é uma espécie de Metta World Peace sem grife.

Tyson Chandler acabou de receber uma proposta de US$ 60 milhões em quatro anos do New York e parece que vai para o Knicks. O time da Big Apple usaria a cláusula de anistia dispensando Chauncey Billups (US$ 14,2 milhões). Esse dinheiro seria oferecido a Chandler.

Se isso acontecer, o Knicks não teria espaço em seu “cap” para tentar contratar Chris Paul. E então a gente se pergunta: pra onde vai CP3? Afinal, ele não condicionou sua ida ao Clippers e ao Golden State à contratação de Chandler?

FORÇA

Mas vamos falar de Shane Battier. O jogador, que pode jogar de ala e ala-armador, será de grande valia ao técnico Erik Spoelstra. Ele tanto pode descansar Dwyane Wade quanto LeBron James.

Mas é na defesa que Battier (foto) será importante. Em determinado momento do jogo, o Heat pode estar em quadra com D-Wade, Battier, LBJ, Chris Bosh e um mané qualquer. Ficaria muito forte.

Se CB1 for para o pivô, Mike Miller pode entrar no time e LBJ passaria para a ala de força. Ou então Mario Chalmers pode armar o jogo, D-Wade ficaria na posição 2, Battier na 3 e LBJ fazendo pivô com Bosh.

Enfim, como disse, uma baita aquisição do Miami.

Muito contribuiu para isso a participação do presidente do Miami, Nick Arison, filho do dono, Mick Arison. Nick era gerente do time de basquete da universidade de Duke quando Battier lá jogava, incluindo a temporada de 2001, quando a escola da Carolina do Norte foi campeã nacional.

Battier, que jogou a temporada passada pelo Memphis Grizzlies, postou em seu Twitter que o locaute foi importante, pois ele pôde refletir sobre a carreira e, consequentemente, para a vida. “Nas últimas semanas eu analisei vários cenários e vi que tudo apontava para que uma direção: a de vencedor”.

E pra ser vencedor e ganhar um anel, Battier escanteou propostas do Memphis, Houston e OKC e optou pelo Miami.

OBS

Mario Chalmers é “free-agent”, mas é restrito e não irrestrito. Ou seja: se o jogador receber uma proposta, o Miami tem o direito de igualá-la e ficar com seu armador.

Outro jogador que é FA restrito é Jeff Green, do Boston Celtics.

DESAPONTAMENTO

O Clippers imaginou que pudesse contratar Tyson Chandler e com ele Chris Paul. Como Chandler praticamente se acertou com o New York Knicks, o time angelino deve renovar com DeAndre Jordan e formar o núcleo de seu time nele, Eric Gordon e Blake Griffin.

NEGÓCIO FECHADO

Mas Caron Butler acabou de se acertar com o time angelino. Vai jogar três temporadas no primo pobre de Los Angeles e receberá em troca US$ 24 milhões.

Butler vale tudo isso? A gente nem sabe como ele está, pois sem Butler o Dallas foi campeão da NBA na temporada passada. Sim, sem ele, porque uma grave contusão no joelho obrigou-o a jogar apenas 29 partidas no campeonato anterior.

Depois, os donos de franquias reclamam que os times estão no prejuízo. Por conta de atitudes desse tipo que os times se afundam.

Por favor, me entendam: não estou dizendo que Caron não seja um grande jogador; não é isso. O que estou dizendo é que o ala é uma incógnita. E pagar US$ 8 milhões por temporada para um jogador que é um grande ponto de interrogação realmente não me parece nada inteligente.

CP3

O Boston não desistiu do jogador. Danny Ainge, gerente geral da franquia, pretende oferecer ao New Orleans Rajon Rondo, Jeff Green (assina e coloca no negócio) e dois drafts do ano que vem da primeira rodada.

Esses drafts são do próprio Celtics e outro que o time de Massachusetts adquiriu via Los Angeles Clippers.

Mas há um problema: esses dois drafts podem não ter peso algum, principalmente se o Clippers ficar entre os times que vão atingir os playoffs do lado do Oeste, neste momento fragilizado se comparado com o Leste.

Bem, mas esse é um problema do NOH. Quanto ao Boston, como Ainge pretende persuadir Chris Paul? Da seguinte maneira:

1) Mostrando a ele que Kevin Garnett, Ray Allen e Paul Pierce, juntos, ainda têm lenha pra queimar em uma temporada curta e, com isso, ganhar seu primeiro anel nesta temporada;

2) Mostrando a CP3 que na próxima temporada haverá um espaço no “cap” do time no valor de US$ 31,2 milhões, exatamente o montante dos salários de KG e Allen, que devem se aposentar assim que esta temporada terminar. Esse dinheiro seria usado para contratar Dwight Howard, que na cabeça de Danny Ainge disputaria esta temporada pelo Orlando e no ano que vem sairia com o passe na mão, usando linguajar do futebol.

Será que Ainge conseguirá convencer CP3?  E D12 também?

CENÁRIO

Leio na internet que o Houston Rockets não pretende gastar dinheiro nem com Tyson Chandler e nem com Nenê Hilário. Os dirigentes da franquia preferem pegar um pivô barato: Samuel Dalembert.

Pra onde irá Nenê?

Do jeito que as coisas estão caminhando, creio que ele vai ficar mesmo no Denver Nuggets. Uma pena.

ACORDOS

Atenção para os “free-agents” que já se acertaram para a próxima temporada:

Caron Butler — Assinou com o Los Angeles Clippers. Contrato de três anos em troca de US$ 24 milhões.

Tayshaun Prince — Renovou com o Detroit Pistons. Assinou contrato de quatro anos em troca de US$ 27 milhões.

Shane Battier — Assinou com o Miami Heat. Valores ainda não disponíveis.

Greg Oden — Renovou com o Portland Trail Blazers. Contrato de um ano em troca de US$ 8,9 milhões.

Tracy McGrady — Acertou com o Atlanta Hawks por uma temporada. Receberá o salário mínimo para veteranos: US$ 1,3 milhão.

Jonas Jerebko — Renovou com o Detroit Pistons. Vai receber US$ 16 milhões em quatro anos.

Jason Kapono — Assinou com o Lakers. Contrato de um ano em troca de US$ 1,3 milhão, o salário mínimo para veteranos.

Eddy Curry — Acertou com o Miami Heat. Um ano de contrato e vai ganhar igualmente o salário mínimo para veteranos: US$ 1,3 milhão.

TJ Ford — Vai para o San Antonio Spurs. Um ano de contrato e US$ 1,3 milhão (o mínimo veterano).

Mike Dunleave — Acordou contrato de duas temporadas com o Milwaukee Bucks. Valores não disponíveis.

Shannon Brown — É o mais novo jogador do Phoenix Suns. Assinou por US$ 3,5 milhões por apenas uma temporada.

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  2. MIAMI E LAKERS SOBRAM, CONFORME O PREVISTO
  3. CHANDLER DIZ QUE DEIXA O DALLAS E TIME TEXANO PODE CONTRATAR NENÊ
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quinta-feira, 2 de junho de 2011 NBA | 11:30

MIAMI E DALLAS NÃO DEVEM MUDAR NADA

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O segundo jogo é hoje. O Miami está inteiro e deu seu primeiro passo rumo ao título. O Dallas não está inteiro e ainda não saiu do lugar.

O cenário, aparentemente, é favorável ao Heat. Joga em casa, seus torcedores estão animados e o time idem, pois saiu na frente e não tem que ficar correndo atrás da recuperação. Protegeu seu primeiro mando de quadra.

E ainda por cima, seus principais jogadores estão saudáveis. A exceção é Mike Miller, um de seus reservas vitais, que tem uma lesão no ombro. Mas ele disse que não é problema; ótimo.

Aliás, por falar em reservas, eu me pergunto: como é que alguém pode dizer que o banco do Heat não é bom? Udonis Haslem, Mario Chalmers e Miller não são bons? E ainda tem o James Jones que Erik Spoelstra, inexplicavelmente pra mim, não colocou em quadra no primeiro confronto da final.

Mas eu dizia que os principais jogadores do Miami estão saudáveis. O mesmo não acontece com o Dallas.

Dirk Nowitzki, a alma do time texano, está com uma contusão no dedo da mão esquerda. Mas preocupa? No máximo até a página 1.

O alemão rompeu um ligamento do dedo em questão, é verdade (foto AP). Vai ter que usar uma tala no local, segundo informou os doutores do Mavs, é verdade.

Por que então a preocupação é somente até a página 1? Porque Dirk é destro e o dedo lesionado é canhoto; e porque Kobe Bryant tem um problema semelhante (e na mão boa, a direita) e joga assim há duas temporadas sem ter seu volume de jogo diminuído.

Os grandes jogadores são assim, lidam muito bem com a adversidade. E Dirk está neste rol especial.

Bem, vamos então virar a página e falar do jogo.

O que o Dallas tem que fazer para vencer? Continuar com sua defesa zona no garrafão e individual nos dois homens de fora. Ou seja: uma “matchup”.

Com isso, seguiria protegendo e congestionando seu garrafão. É mais fácil pontuar com o beiço no aro do que de longa distância, concordam? Fechar o garrafão, dificultar as infiltrações de LeBron James e, principalmente, Dwyane Wade é fundamental para o Dallas. E, como já disse, ao mesmo tempo congestiona a área de ação de Chris Bosh.

Não deu certo no primeiro jogo porque o Heat encestou 11 bolas de três, embora a marcação de fora tenha sido boa. Jason Kidd, Jason Terry e DeShawn Stevenson fizeram um bom trabalho. Tanto fizeram que Mike Bibby, um dos especialistas do Heat, errou seus quatro tiros de longa distância.

Mas os demais encestaram porque são bons de bola e conseguiram encontrar espaço para isso, principalmente LeBron, que fez 4-5.

Além disso, o Mavs tem que continuar com sua ótima transição ataque-defesa. No primeiro jogo, o Miami fez apenas sete pontos de contra-ataque, uma das forças da equipe e o jeito que os floridenses mais conseguem lances-livres.

Quanto ao Miami, é seguir marcando Dirk, como fez no primeiro jogo, e deixá-lo na casa dos 30 pontos. Se ele chegar ou passar dos 40, o Dallas vence e empata a série. Esta é a tática correta, usada na primeira partida e que tem que ser mantida em todo o confronto.

Esse negócio de diminuir o volume dos demais e esquecer o pontuador eu não engulo. De que adianta segurar J-Kidd na casa dos dez pontos e J-Terry em uma dúzia de pontos se Dirk fizer 50 pontos?

Portanto, é seguir cansando o alemão. Começa com Joel Anthony, passa por Udonis Haslem, ligeiramente por Chris Bosh e, se precisar (no primeiro jogo não precisou), até mesmo LeBron, que eu achava que iria marcar Nowitzki e não marcou. Revezando a marcação, você cansa o marcado e os marcadores descansam.

Creio que teremos novamente um jogo de muita defesa. Não acredito em placar alto, centenário. Acredito em percentual de aproveitamento baixo. As duas defesas deram provas no primeiro jogo de que são eficientes.

O que fez a diferença para o Miami foi o fato de ele ter dois jogadores que sabem fechar uma partida, enquanto que o Dallas tem apenas um.

Notas relacionadas:

  1. POR QUE O DALLAS VENCE TANTO?
  2. EM MIAMI NINGUÉM QUER NADA COM NADA
  3. QUAL O FUTURO DO DALLAS?
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 1 de junho de 2011 NBA | 11:46

QUADRO CONHECIDO

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Definitivamente, não há muito mistério no jogo de ontem. Ele foi marcado pelas defesas. O aproveitamento dos dois times foi ridículo: 38,8% do Miami contra 37,3% do Dallas.

Praticamente, não houve diferença. Os dois sistemas, zona (Mavs) e individual (Heat), foram eficientes.

Mas a zona do Dallas evitou o jogo interior do Miami; em contrapartida, o time da casa aproveitou-se disso para acertar nada menos do que 11 bolas de três das 24 atiradas, o que deu um aproveitamento de 45,8%, o que foi muito bom.

Será que vale a pena continuar com essa tática? Acho que sim, pois a mão dos jogadores do Miami pode não estar calibrada no próximo jogo e as bolas de três podem não cair. Se mudar a tática e pressionar o jogo exterior, o interior ficará frágil e Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh vão deitar e rolar.

Portanto, eu, se fosse Rick Carlisle, seguiria apostando na defesa zona.

Mas teve mais:

1) Os Três Magníficos do Miami Heat mais uma vez fizeram a diferença: anotaram 65 dos 92 pontos do time. Já o trio do Dallas (Dirk Nowitzki, Jason Terry e Jason Kidd) combinou para 48 pontos;

2) O Miami foi mais eficiente nos rebotes. Os floridenses ficaram com 46 ressaltos, enquanto que os texanos apanharam dez a menos. Mais do que isso: 16 desses 46 rebotes do Miami foram ofensivos, enquanto que o Dallas amealhou apenas seis;

3) O banco do Miami foi muito mais produtivo. Placar: 27 a 17. E na briga pelos rebotes, os reservas do Miami pegaram 15 e os do Dallas ficaram com oito;

4) Se o Dallas apresentou Shawn Marion como grata surpresa, com seus 16 pontos e dez rebotes, o Miami respondeu com Mario Chalmers, que anotou 12 pontos, e com a dupla Mike Miller e Udonis Haslem, que pegou 11 rebotes.

Como se vê, os anfitriões tiveram sempre resposta para os visitantes. Seja no sistema de jogo apresentado pelos texanos ou nas suas individualidades.

Agora, o mais importante: o time da Flórida tem dois jogadores que sabem fechar uma partida, Wade e James. Já o Dallas tem apenas um: Nowitzki.

No último quarto, que o Miami entrou na frente em 65 a 61, o alemão fez dez pontos. D-Wade fez sete e LBJ cinco. Ou seja: eles dividiam o cansaço, enquanto Dirk não tinha a quem apelar.

Sim, porque neste último quarto J-Terry zerou e J-Kidd só não zerou também porque acertou uma bola de três no estouro do cronômetro, com o jogo já decidido e sem marcação.

E além dos 12 pontos da dupla, o Miami ainda contou com mais cinco de Chris Bosh.

Foi só o primeiro jogo. A série, como se convencionou dizer, devera mesmo ser longa.

Notas relacionadas:

  1. POR QUE O DALLAS VENCE TANTO?
  2. MIAMI VENCEU, COMO EXPLICAR?
  3. NUANCES DE UMA FINAL AGUARDADA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última