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sexta-feira, 5 de novembro de 2010 Sem categoria | 12:56

CHICAGO BULLS: MUITO A SER FEITO, A COMEÇAR PELA DEFESA, QUE É UM SHOW DE HORRORES

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Antes de o campeonato começar, nas minhas previsões, disse que o Atlanta terminaria em quarto lugar na Conferência Leste, atrás de Miami, Boston e Orlando (na ordem). Muitos parceiros deste botequim questionaram minha escolha.

Disseram: o Chicago tem muito mais time que o Atlanta, é só comparar, vai acabar na frente do Hawks. E eu disse: no papel, o quinteto titular pode ser semelhante (eu ainda estou em dúvida), o elenco o Chicago por ter um pouco mais de opções, mas na quadra, com a bola quicando aqui e ali, o Atlanta é melhor. Isso porque o Atlanta tem entrosamento, está junto há três temporadas. O Chicago tenta se remodelar – mas também não consegue – e disso eu falarei mais tarde.

Os primeiros jogos desta temporada estão mostrando que eu tenho razão. É cedo ainda para decretar algo assim, que este é melhor que aquele. Afinal de contas, os times jogaram cerca de cinco partidas até o momento. Nada, ou melhor, quase nada. Mas já dá pra ver algumas coisas.

Entre elas, que o Chicago vai ter que trabalhar muito para superar o Atlanta. O time da Geórgia, no momento, é um dos invictos da temporada. Fez cinco jogos e cinco vitórias, campanha semelhante à do Lakers. O New Orleans é o outro invicto do campeonato, mas jogou uma partida a menos.

Já o Chicago tem 50% de aproveitamento: ganhou dois confrontos e perdeu outros dois. Perdeu ontem, quinta-feira, para o New York, dentro de casa, por 120 a 112. Vejam: 120 pontos sofridos! No primeiro tempo foram 70!

Tom Thibodeau, o treinador, foi contratado porque teria forjado a consistente defesa do Boston Celtics, indiscutivelmente uma das melhores (senão a melhor) zaga da competição. Depois de quatro jogos, eu me pergunto: será que foi ele mesmo quem montou aquilo?

O Chicago é a 11ª. pior defesa da NBA. Sofreu, até o momento, uma média de 103,8 pontos por jogo. Quando toma mais de cem pontos, perde o jogo. Apenas nas duas vitórias sofreu menos do que isso. Não se nota, até o momento, qualquer diferença em relação à zaga da temporada passada. No jogo diante do Knicks, a defensiva do Bulls permitiu 67% de acertou ao time nova-iorquino nas bolas de três: 16-24. Um horror.

Quanto ao time com a posse de bola, nada também parece ter mudado. Aliás, a equipe titular é praticamente a mesma do último campeonato, com a adição apenas de Keith Bogans. Eu sei, eu sei, Carlos Boozer seria titular se não tivesse quebrado a mão.

Mas o que quero dizer é que o Chicago se remodelou na “off-season”, mas encheu o baú de alas-armadores. Não contratou nenhum ala, sua posição mais carente. Luol Deng é irregular e mesmo que fosse um LeBron James ou um Carmelo Anthony, precisaria descansar durante os jogos. E James Johnson, seu reserva, seria reserva em alguns times do NBB. Vieram Bogans, Ronnie Brewer e Kyle Korver. Todos jogadores da posição dois.

No campo de jogo o Atlanta é melhor. Alguns dizem que o Atlanta é um time de seis jogadores: os titulares mais Jamal Crawford. Será? Zaza Pachulia não ajuda bem na rotação? E Maurice Evans? Chegou agora Josh Powell, ex-Lakers, outro que pode dar uma mão e tanto. E tem Crawford, o melhor reserva da temporada passada.

Sendo assim, pergunto: por tudo o que falei, como é que o Chicago pode ser melhor do que o Atlanta?

O Chicago tem que resolver seus problemas (que não são poucos) para depois cobiçar o lugar do Atlanta.

RODADA

Foram apenas dois jogos ontem. Um deles, já disse, o New York bateu o Chicago por 120 a 112 e conseguiu apenas sua sétima vitória no United Center. Perdeu 22 vezes lá.

O New York entrou em quadra descansado, pois não jogava desde sábado passado. Sua partida contra o Orlando, marcada para a terça-feira passada, foi adiada por conta do amianto que caiu do teto e empesteou o Madison Square Garden.

O Knicks venceu mesmo com Amaré Stoudemire tendo feito apenas 5-21 em seus arremessos. Não fez falta. Não fez falta porque Toney Douglas, Danilo Gallinari e Raymond Felton (na foto AP, acima, marcado por Derrick Rose) barbarizaram a defesa do Bulls com bolas de três. O trio fez 74 dos 120 pontos marcados pelo time nova-iorquino. Douglas, vindo do banco, fez 30 pontos!

No outro cotejo da noite, o Oklahoma City se recuperou de dois revezes e bateu o Portland, no Oregon, por apenas um ponto: 107 a 106, com direito a uma prorrogação.

Quem foi dormir tarde pra ver o jogo na íntegra, não se arrependeu. No final do tempo normal, Kevin Durant errou o arremesso que daria o empate para o Thunder. Mas entre um tapinha e outro, Serge Ibaka obteve êxito igualando a partida em 100 pontos.

Com dez segundos para o jogo acabar, Brandon Roy, aquele que Kobe Bryant disse ser mais difícil de ser marcado do que Durant, tentou a bola vitoriosa, mas falhou; prorrogação.

O tempo extra virou uma competição de lances-livres em seu final. E o Thunder se deu melhor.

Notas relacionadas:

  1. O FIASCO DO ANO
  2. MIAMI NO CAMINHO CERTO, JÁ O CHICAGO…
  3. FALTA ALGUÉM PRA AJUDAR D-ROSE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 2 de novembro de 2010 Sem categoria | 19:58

LUOL DENG — E NINGUÉM MAIS

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Alguns parceiros deste botequim me alertaram e com razão: Luol Deng merece algumas mal traçadas linhas nesta terça-feira. E por que merece? Porque ele é um jogador mediano, que serve no máximo para compor um elenco e que ontem, na vitória contundente e incontestável do Chicago sobre o Portland por 110 a 98, ele fez nada menos do que 40 pontos.

Ou seja: se não fosse o sudanês naturalizado inglês, talvez o Bulls nem vencesse o Blazers. Deng bateu o recorde de pontos de sua carreira. Mais do que os pontos anotados, seu percentual de aproveitamento foi espetacular: acertou 14-19, o que dá um percentual de acerto de 73,7%!!! Um espetáculo.

Pra vocês terem uma ideia, Kobe Bryant, em três partidas disputadas nesta temporada com a camisa do Lakers, fez 25-55, o que dá um percentual de 45,5%. LeBron James, que cobiça a coroa e o cetro de Kobe, em quatro jogos com a regata do Miami, anotou 26-58; ou seja: 44,9%. Quer mais? Pois não: Kevin Durant, cestinha da temporada passada e desta também vestindo o fardamento do Oklahoma City, anotou 26-67, desempenho de 38,8%.

Vejam que diferença!

Quer dizer, o que Deng (foto Getty Image) fez foi um aborto da natureza, como o pessoal do interior costuma dizer. É irreal. Anteriormente a isso, ou seja, nos dois jogos iniciais desta temporada, Luol fez 7-23, com um desempenho de 30,4%. Esta é a realidade do ala do Chicago.

Alguns parceiros deste botequim me alertaram e com razão: Luol Deng realmente merece algumas mal traçadas linhas nesta terça-feira. E por que merece? Porque provavelmente jamais veremos isso novamente.

Notas relacionadas:

  1. CASA DO MIAMI CADA VEZ MAIS SÓLIDA
  2. FIBA NÃO CORTOU VAGA INGLESA EM LONDRES
  3. FALTA ALGUÉM PRA AJUDAR D-ROSE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

quinta-feira, 28 de outubro de 2010 Sem categoria | 17:40

FALTA ALGUÉM PRA AJUDAR D-ROSE

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Outro grande jogo da rodada de ontem aconteceu em Oklahoma City, onde o Thunder recebeu o Chicago Bulls. O time de Illinois chegou metendo o pé na porta, não respeitando ninguém. Ou seja: começou bem a partida.

Mas à medida que o jogo foi transcorrendo, a coragem do Bulls foi desaparecendo. Desaparecendo porque o time, simplesmente, não tem um jogador que vá levá-lo às vitórias importantes. Derrick Rose joga muito (ontem ele fez 28 pontos e deu seis assistências), mas sozinho não dá. Ainda por cima, é pequenino; e por isso mesmo tem muita dificuldade.

Luol Deng continua enchendo a paciência de qualquer mortal com sua mão descalibrada (13 pontos, 5-13, 38,4%) e não teve forças para conter Kevin Durant – mas aqui eu não o culpo, pois conter KD não é tarefa pra qualquer Luol Deng; e Luol Deng não passa de um Luol Deng.

Portanto, é este jogador, da posição três, a ala, que o Chicago tanto precisa. Deng, repito, não é o cara; Kyle Korver é fraco e James Johnson é fraquíssimo.

O garrafão do Chicago é forte, com Joakim Noah e Taj Gibson; sem falar no veterano Kurt Thomas que é sempre uma boa ajuda. Vai ficar mais forte ainda quando Carlos Boozer estrear. Mas ficará faltando o jogo exterior. Repito: sozinho, D-Rose (foto AP) não vai levar esse time a uma decisão de conferência. Na melhor das hipóteses, uma semifinal de playoff, mas eu duvido que passe pelo Atlanta, por exemplo.

Nosso parceiro Vander (se não me equivoco) mostrou-se decepcionado com a defesa do Chicago. E perguntou: o técnico Tom Thibodeau não foi contratado exatamente para dar força à defesa do Chicago? Não foi ele o responsável pela forte zaga do Boston? Ou isso tudo é lenda?

O que disse para o Miami vale para o técnico Thibodeau: é preciso esperar um pouco mais para Coach T implementar seu método de trabalho.

Vamos fazer o seguinte: ter um pouco de paciência com o time – mas que falta um ala ao Chicago, isso falta!

THUNDER

Quanto ao Oklahoma, gostei muito do que vi. Kevin Durant até que não teve um bom aproveitando de seus arremessos (9-24, 37,5%), mas seu ímpeto ofensivo é de escandalizar de tão espetacular. É agressivo o tempo todo. Visitou a linha do lance livre em 13 oportunidades e acertou a cesta em 11 delas (84,6%). É um tormento para o adversário.

Além de KD, Russell Westbrook foi um gigante em quadra: 28 pontos, dez assistências e seis rebotes. Os dois juntos fizeram nada menos do que 58 pontos! Ah, sim, teve também o Jeff Green com seus 21 pontos.

Um time equilibrado, que joga aberto (falta um pivô ao OKC), que defende muito (no último quarto, o Thunder limitou o Bulls a um aproveitamento de apenas 25% de seus arremessos)  e que tem um gênio com a camisa 35 desfilando seu refinado basquete pelos quatro cantos da quadra. Disse e repito: ficará em terceiro lugar nos playoffs, atrás de Lakers e San Antonio.

Notas relacionadas:

  1. MONITOR DEFINE VITÓRIA
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  3. FIBA NÃO CORTOU VAGA INGLESA EM LONDRES
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

domingo, 3 de outubro de 2010 Sem categoria | 18:56

FIBA NÃO CORTOU VAGA INGLESA EM LONDRES

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Ao contrário do que Carlos Artur Nuzman, presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), afirmou ao SporTV na última sexta-feira (1), a Fiba ainda não confiscou a vaga da Inglaterra no basquete masculino nos Jogos de Londres, em 2012.

Em entrevista no dia 28 de agosto passado ao site “FanHouse”, um dos mais conceituados dos EUA, o secretário-geral da Fiba, Patrick Baumann, disse que a decisão só será tomada na primavera ou verão do ano que vem. Isso porque a entidade que comanda o basquete quer ver qual o comprometimento dos jogadores ingleses no Eurobasket do ano que vem, que será disputado na Lituânia, entre agosto e setembro.

Em 2009, Luol Deng, do Chicago Bulls, e Ben Gordon, do Detroit Pistons, não foram à competição e a Inglaterra caiu logo na primeira fase do torneio tendo perdido seus três compromissos. Na fase preliminar do Eurobasket deste ano, Deng e Pops Mensah-Bonsu, que joga no New Orleans Hornets, participaram do evento, mas Gordon ficou do lado de fora.

Se os jogadores da NBA não participarem do Eurobasket do ano que vem, mostrando desinteresse em defender a Inglaterra, aí sim a Fiba cortaria a vaga para os Jogos de Londres 2012. Palavras de Baumann.

Há quem veja neste posicionamento da Fiba uma pressão para que o COI (Comitê Olímpico Internacional) aumente o número de países participantes do basquete nos Jogos Olímpicos. Ao contrário do Campeonato Mundial, que tem 24 participantes, as OIimpíadas têm a metade: 12.

A Fiba quer popularizar ainda mais a modalidade e, para isso, gostaria de ver um maior número de nações participando do evento. Ao tomar esta posição (confisco da vaga do país-sede), a Fiba pretende encostar o COI na parede. Seria um desastre para os Jogos de Londres uma modalidade como o basquete não contar com seleções do país que é sede do evento.

O recado que a Fiba passa para o COI é este: ah, vocês não querem aumentar o número de participantes? Então o país-sede vai participar do Pré-Olímpico.

E se isso ocorrer de fato, a chance de a Inglaterra ficar de fora é muito grande.

Vamos esperar pelos próximos passos para ver quem é que vai ganhar esta queda-de-braço.

Notas relacionadas:

  1. O FIASCO DO ANO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

domingo, 18 de abril de 2010 NBA, outras | 04:21

A LÓGICA E O XENOFOBISMO

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LOS ANGELES – O Chicago surpreendeu no último quarto. Baixou uma diferença de 21 para cinco pontos, mas quando teve que encostar e ultrapassar faltou estofo técnico e emocional para o time. Com isso, mesmo vacilando no final, o Cleveland fechou o primeiro jogo da série em 96-83.

Anderson Varejão jogou muita bola, como tem acontecido com frequência nesta temporada. Não chegou a um “double-double”, mas pegou 15 ressaltos, quatro deles no ataque. Acabou como reboteiro do jogo e foi quem confiscou mais sobras ofensivas.

Além disso, muita energia em quadra, como sempre. Energia que contagia, que o digam LeBron James e companhia. Não ganhou as manchetes, mas deveria. Elas ficaram com LBJ, merecidamente, e com Shaquille O´Neal, estranhamente.

Por falar em ´Bron, a estrela do Cavs anotou 24 pontos, seis rebotes e cinco assistências. E quatro tocos, dois deles espetaculares, um em cima de Taj Gibson e outro diante de Derrick Rose.

Por falar em D-Rose, o armador do Bulls foi o destaque dos visitantes. Cravou 28 pontos, 10 assistências e sete rebotes. Por pouco não fechou a partida com um “triple-double”.

Mas joga praticamente sozinho. Falta repertório ao Bulls, um time que foi batido dentro e fora do garrafão. Perdeu o duelo dos rebotes por 50-38 e nos tocos por 12-4.

Além disso, o aproveitamento nos arremessos é ruim. Um time da NBA não pode acabar uma partida de playoff com um desempenho de 1-7 nas bolas de três. Já teve peleja nesta temporada que a equipe saiu zerada de quadra nos chutes de longa distância.

Esbarra, como se vê, em suas próprias limitações, especialmente nas bolas longas. Com tanta limitação, fica realmente impossível surpreender diante de um adversário que está tinindo.

Mas não é apenas a diferença técnica entre as equipes que dá o tom neste confronto. As diferenças pessoais também. Após a partida, Joakim Noah, que foi vaiado quase que o tempo todo pelos 20.562 torcedores que lotaram a Q Arena por conta da indignação dele com a dancinha de Lebron num dos cotejos da fase regular, declarou:

— Não tenho amigos naquele vestiário, exceto Danny Green. Eu realmente não conheço ninguém daquele time e isso de fato não me importa. Eu apenas quero vencer.

Noah não gosta de ninguém do Cleveland e seus companheiros seguem na mesma linha. E o oposto também é verdadeiro.

Enfim, esta é a atmosfera de um playoff, atiçada por LBJ que declarou após a partida:

— Nós temos a aparência de campeão.

ENCRENCA

Por falar em atmosfera de playoff, alguém viu o final do jogo do Miami contra o Boston? O pau comeu por conta de Kevin Garnett. Desnecessariamente, ele deu uma cotovelada covarde em Quentin Richardson, diga-se, a metade do tamanho dele.

No final do encontro, KG disse na coletiva à imprensa que não houve nada demais e que Richardson é um amigo pessoal. Concluo: com um amigo desses, Quentin não precisa de inimigos, concordam?

Garnett foi expulso corretamente. Fico agora à espera da suspensão. Se isso não ocorrer, será uma vergonha sem qualquer explicação.

Jogo findado, cada um foi para o seu vestiário com os nervos à flor da pele. Um pouco menos do lado do Celtics, é verdade, que venceu a partida por 85-76 e abriu 1-0 na série.

Mas não foi fácil. O time virou o primeiro tempo atrás em 44-41. Chegou a estar 14 pontos distante no segundo tempo, mas com uma grande defesa na etapa final, o Boston limitou o Miami a apenas 32 pontos.

Contou, para isso com o desempenho extraordinário de Tony Allen, um reserva que entrou em quadra para marcar Dwyane Wade. E deu certo, pois o armador do Heat fez 26 pontos, quando sua média contra o Celtics, na fase de classificação, foi de 33.7 pontos por partida.

O Boston, como disse, fez 1-0 na série, mas o jogo que o Miami mostrou nos dá a entender que este confronto poderá ser longo.

FOMINHAS

Atuação perfeita dos fominhas do Denver. O Denver arremessou 84 bolas na vitória diante do Utah por 126-113. Carmelo Anthony, Chauncey Billups e JR Smith chutaram 51. Ou seja: 60.7%.

Quando faltavam 7:43 minutos para terminar o terceiro quarto, Nenê Hilário anotou seus únicos dois pontos do período. Quando faltavam 2:42, ele deixou a quadra para a entrada de Chris Anderson. Nesses 5:01 minutos o são-carlense não pegou na bola; infame.

Por isso, quando terminou o jogo e Melo deixou a quadra sorrindo e feliz com seus 42 pontos, eu, pessoalmente, não vi mérito algum. Um jogador que arremessa 25 bolas por jogo tem a obrigação de ter uma pontuação alta, caso contrário leva o time para o brejo.

Mesmo sem ver a cor da bola por muito tempo durante a partida, Nenê teve uma grande atuação, repetindo Anderson Varejão. Anotou 19 pontos e pegou seis rebotes, três deles no ataque. Deu ainda três assistências.

MÉDIA

Vamos somar a atuação dos dois brasucas na rodada deste sábado? Vamos lá, então: ambos anotaram 27 pontos e pegaram 21 rebotes. Isso dá uma média de 13.5 pontos e 10.5 rebotes.

Como se vê, um completa o outro. Enquanto Varejão é um especialista nos rebotes, Nenê pontua bem, mesmo jogando ao lado de três fominhas.

Que seja assim também no Mundial da Turquia.

LÓGICA

Não vi o jogo do Atlanta contra o Milwaukee, mas o placar de 102-92 em favor do Hawks mostra que nada de anormal aconteceu na Geórgia.

XENOFOBISMO 

Leio na Internet que o lateral brasileiro Daniel Alves foi vítima de racismo por parte da torcida do Espanyol no clássico catalão. Novidade nenhuma no fato lamentável. O xenofobismo na Europa é antigo e corriqueiro quando o assunto é esporte, especialmente o futebol.

Brasileiros e africanos sofrem pra burro, mas negros europeus também.

Antonio Carlos, hoje técnico do Palmeiras, sofreu em Roma, Júlio César, ex-zagueiro da seleção e do Guarani, também passou por isso na Alemanha. Roque Júnior, Juan e Roberto Carlos foram igualmente humilhados pela intolerância dos torcedores europeus, bem como o camaronês Samuel Eto´o. Thierry Henry, um europeu como eles, foi chamado há alguns anos de “negro de merda” pelo técnico espanhol Luís Aragonés; Balotelli, africano de nascimento, italiano por opção, também já foi vítima desta imbecilidade.

Enfim, exemplos não faltam. Quem se lembrar de mais algum, é só falar.

Aqui nos EUA, onde estou, puxo pela memória e tento me lembrar de manifestações desse tipo em quadras e campos esportivos. Não me recordo de nada, de nenhum caso.

Atletas estrangeiros que vivem ou jogam por aqui felizmente não são vítimas desta violência incabível nos dias de hoje. Nenê Hilário e Leandrinho Barbosa são tratados com educação por onde passam. O mesmo vale para Luol Deng, DJ Mbenga, Serge Ibaka,Tony Parker e Mickael Petrus, por exemplo.

De todo o modo, como a memória é especialista em pregar peças, especialmente nos mais velhos, pergunto a vocês se alguém se lembra de algum ato de racismo por parte de torcedores americanos. Se a resposta for sim, por favor, se manifestem, pois as portas deste estabelecimento sempre estarão abertas.

Notas relacionadas:

  1. PALPITES FINAIS E A GRANDE NOITADA
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 23 de janeiro de 2010 NBA | 14:11

COM A MÃO CALIBRADA

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Quando um dos piores times da NBA nos arremessos consegue um percentual de 50.6% de aproveitamento, não há adversário que resista. E foi o que ocorreu ontem à noite em Phoenix.

A festa já estava preparada no US Airways Center. Afinal o adversário era o Chicago, como disse, um dos piores times da NBA nos arremessos.

Bulls Suns BasketballOs 18.422 torcedores que lotaram a arena do Vale do Sol tinham programado uma sexta-feira de muita cerveja e festa. Afinal, o adversário do Suns era o Bulls, um dos piores times da NBA nos arremessos.

De repente, aconteceu o que ninguém esperava: a tribo da cidade dos ventos teve um desempenho de 50.6% de seus chutes e aconteceu o que ninguém esperava: o Chicago bateu o Phoenix por 115-104!

Capitaneado por Derrick Rose (32 pontos, 15-21 nos arremessos [71.4%]), o Bulls colocou fogo no ginásio do Suns. D-Rose (foto AP) foi muitíssimo bem coadjuvado por Luol Deng (23 pontos) e Joakim Noah (19 pontos).

Com um desempenho desses, não tinha mesmo como o Phoenix vencer.

Some-se a isso a atuação paupérrima de alguns jogadores, entre eles Steve Nash (oito pontos, 4-12 [33.3%)]) e Leandrinho Barbosa (cinco pontos, 2-7 [28.5%]).

O paulistano, aliás, ficou apenas 18 minutos em quadra. Saiu como titular, mas não justificou a preferência do treinador.

Deu lugar a Jason Richardson, que correu pelo impecável parquete durante meia hora e foi outro fiasco: 12 pontos, 6-17 (35.2%) nos arremessos.

Como disse, quando um dos piores times da NBA nos arremessos consegue um percentual de 50.6% e o adversário tem apenas 38.5%, não há quem resista. Muito menos o Phoenix, que não é lá grande coisa.

APERTO

O Lakers venceu o Knicks em Nova York por 115-105. Quem não viu o jogo pode concluir que foi relativamente tranquilo.

Não foi.

Os californianos só tiveram sossego na metade do último quarto até o final. Antes disso, o jogo foi no pau e houve muitas trocas de liderança no marcador.

Kobe Bryant, que estava tendo um desempenho raquítico, resolveu arregaçar as mangas e jogar no quarto derradeiro. Anotou 13 de seus 27 pontos nesse período e garantiu a vitória aos angelinos.

A derrota nova-iorquina foi dolorida especialmente para o pivô David Lee. O grandalhão branco anotou 31 pontos e confiscou 17 rebotes.

Foi, disparado, o melhor jogador da partida. Não encontrou, todavia, eco entre a maioria dos companheiros.

Esta acusação que faço, no entanto, não vale para o armador Jared Jeffries. Ele perseguiu Kobe durante quase todo o jogo.

Foi um valente; jogador humilde, que arremessou apenas três bolas contra a cesta do Lakers, pois sabia muito bem que seu papel neste enredo era outro.

Só não saiu nos braços dos torcedores porque o time perdeu. Vejam só o que ele fez com Kobe: limitou o craque do Lakers a um desempenho de 8-24 (33.3%).

O problema é que Chris Duhon fez ridículos dois pontos, Larry Hughes também, Al Harrington anotou só nove e Nate Robinson apenas três.

Se esses outros caboclos tivessem tido um desempenho um pouquinho melhor, David Lee e Jared Jeffries teriam ido dormir feliz da vida.

Bobcats Hawks BasketballDERROTA

O Charlotte perdeu para o Atlanta por 103-89. Foi a primeira derrota do Cats em sua longa excursão.

Já ouvi tititis sobre o Charlotte ter amarelado. Discordo: perder para o Hawks não é demérito para ninguém; ao contrário.

O Atlanta fez um jogo correto, seguiu uma vez mais o script traçado pelo técnico Mike Woodson. Time discreto, mas eficiente.

Já o Cats não pôde contar com algumas de suas peças importantes. Boris Diaw, por exemplo, ficou 35 minutos em quadra e saiu zerado! Raymond Felton fez apenas um par de pontos.

Assim não dá.

De nada adiantaram os 49 pontos marcados pela dupla Gerald Wallace/Stephen Jackson (foto AP).

RODADA

Os outros resultados da rodada foram os seguintes:

Orlando 100-84 Sacramento
Philadelphia 92-81 Dallas
Washington 88-112 Miami
Toronto 101-96 Milwaukee
Boston 98-95 Portland (OT)
Detroit 93-105 Indiana
Minnesota 94-96 New Orleans
Memphis 86-84 Oklahoma City
San Antonio 109-116 Houston
Golden State 111-79 New Jersey

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  1. SEM CORAÇÃO DE CAMPEÃO
  2. MENINOS DE OURO — PELO MENOS ONTEM
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010 NBA | 12:12

ACONTECE, ASSIM É O BASQUETE

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Acontece com as melhores famílias. Alguém conseguiria imaginar que o Cleveland perderia o jogo de ontem à noite em Salt Lake City?

Eu não. Pra mim, quando a cinco segundos do final da partida Kyle Korver acertou uma bola dupla e levou o marcador para 95-94, o jogo tinha acabado.

O problema foi Zydrunas Ilgauskas ter ido para a linha do lance livre, alguém pode argumentar. Será que foi mesmo?

Acho que não, Afinal, o lituano tem um aproveitamento de 76% neste fundamento. Ele errou o primeiro, fez o segundo e levou o marcador para 96-94.

O Utah pediu tempo, armou a jogada (que não deu certo e eu digo por que mais pra frente) e acabou ganhando o jogo com um chute de três do novato Sundiata Gaines com o cronômetro zerando com a bola no ar.

Placar final: Utah 97-96 Cleveland.

O Cavs fez a marcação direitinho. Sobrou Gaines; a bola caiu em suas mãos e ele encestou o arremesso longínquo.

Foi apenas o quinto arremesso triplo de Gaines na temporada. E o primeiro embiroscado.

Como disse, acontece com as melhores famílias.

Sundiata Gaines, que veio da liga de desenvolvimento, manda pra dentro o arremesso de três pontos que derrotou o Cavs

Sundiata Gaines, que veio da liga de desenvolvimento, manda pra dentro os três pontos que derrotaram o Cavs

DEPRIMIDO

LeBron James foi para o vestiário fulo da vida. Deixou a quadra com números expressivos e um basquete de muita qualidade.

Anotou 36 pontos, sendo que 28 deles surgiram no segundo tempo. Pegou nove rebotes, deu seis assistências e roubou cinco bolas. Tudo isso em 40 minutos.

Fez sua parte.

Quem negou fogo desta vez foi Mo Williams. O armador do Cavs só fez dez pontos e teve um aproveitamento ruim nos arremessos: 4-12.

Foi disperso também nas assistências: apenas quatro. LBJ não encontrou no companheiro o eco de partidas anteriores.

Mais do que o lance livre perdido por Zydrunas Ilgauskas, a atuação ruim de Williams é que deixou o Cavs na mão.

CAPIXABA

Anderson Varejão jogou 36 minutos. Cumpriu o seu papel com louvor.

Com a energia habitual, fez oito pontos e pegou nove rebotes, sendo seis deles ofensivos — o que, aliás, tem chamado a atenção.

O capixaba está com médias de 8.4 pontos e 8.2 rebotes. Mas, como já disse aqui neste botequim, a estatística de uma partida não registra algumas coisas.

Entre elas a disposição de um jogador em quadra. E a vontade de Anderson Varejão é de nos deixar orgulhosos.

ZEBRA!

Deng contra Paul Pierce e Kendrick Perkins

Deng contra Pierce e Perkins

E não é que o Chicago ganhou do Celtics, em Boston? Juro, ganhou mesmo!

Resultado final: 96-83 para o Bulls. E não foi uma vitória conseguida na última bola.

Nada disso: o Chicago dominou o oponente do começo ao fim. E conduzido em quadra por Luol Deng, que anotou 25 pontos.

O que chamou a atenção foram os números do jogador no primeiro tempo: cinco arremessos duplos, todos corretos; seis lances livres batidos, todos convertidos.

Deng terminou a partida com 8-13 nos chutes de quadra e 9-10 nos tiros da linha fatal. Foi o cestinha do time e do jogo.

Embora prejudicado pela arbitragem, que se equivocou em duas de suas três primeiras faltas — o que o deixou no banco por mais tempo do que o técnico Vinnie Del Negro gostaria —, Derrick Rose conseguiu fazer ainda 17 pontos, apanhar oito rebotes e dar quatro assistências.

Achou pobre o número de assistências? Pois eu acho muito, uma vez que jogar ao lado de um monte de mãos-de-pau prejudica os números de qualquer armador neste quesito.

Por falar nisso, o Boston teve um aproveitamento de apenas 23.5% nos arremessos de três. Fez 4-17.

Quem abusou do erro foi o “brilhante” Brian Scalabrine: 1-5. Uma pitada de maldade, que o parceiro Marcelo, que confecciona o impagável “albinômetro”, vai concordar: Scalabrine é ridículo em quadra, jogando e desfilando.

O que significa aquele meião branco até os joelhos?

Não dá também para deixar de lado o desempenho de Ray Allen nas bolas triplas: 0-4.

O jogo foi uma pelada. Tecnicamente muito ruim.

Quem viu há de concordar.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 22 de dezembro de 2009 Sem categoria | 16:13

O FIASCO DO ANO

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O que foi mais importante na rodada de ontem à noite? A quebra da invencibilidade do Phoenix em sua American West Arena, ao ser derrotado pelo Cleveland, ou a vexatória derrota do Chicago para o Sacramento dentro de seu United Center depois de ter aberto uma vantagem de 35 pontos?

Fico com a segunda alternativa — até porque ela trará conseqüências, creio eu. E que conseqüências são essas? A demissão de Vinnie Del Negro.

Não, não tenho qualquer informação a respeito e nem descobri nada de novo navegando pela internet. E olha que eu tenho surfado pra burro.

Mas nada; Del Negro continua à frente do time.

Acho que nada acontecerá até amanhã. Até porque o time entrará em quadra novamente esta noite, diante do Knicks, em Nova York, 22h30 de Brasília.

Deve perder novamente. Além de sua fraqueza técnica, tática, física, há a fraqueza emocional. O Chicago definha em quadra a cada partida.

Depois da previsível e esperada derrota desta noite, Del Negro deve desembarcar o O’Hare International Airport de Chicago com o bilhete azul nas mãos.

Sim, pois a derrota de ontem para o Sacramento foi um dos maiores fiascos da história da NBA. O time, como disse acima, vencia o Kings por 35 pontos de diferença (79-44) quando o relógio do telão central do ginásio do Bulls marcava 8:50 para o final do terceiro quarto.

Quando Luol Deng acertou um de seus dois lances livres, a 1:59 do final do jogo, levando o placar para 96-94, foi a última vez que o Chicago foi visto à frente no marcador.

Em 27 de novembro de 1996, o Utah saiu de uma desvantagem de 36 pontos diante do Denver e venceu a partida.

De lá para cá, nunca mais viu-se uma reviravolta desse tipo. Foram necessários 13 anos para que outra virada histórica acontecesse.

Já não encontro mais palavras para definir a situação. Só sei que algo tem que ser feito — e espero que seja feito esta noite.

O elenco não se emociona e nem compreende mais Vinnie Del Negro. Este, deveria ter dignidade e pedir para sair.

Kings Bulls BasketballTodos os torcedores do Chicago clamam por isso. As vaias ao final do jogo de ontem, no United Center, eram direcionadas mais para o treinador do que para os jogadores.

Fora VDN!

DEFINIÇÃO

Após a partida, o ala Andres Nocioni, ex-jogador do Bulls, hoje vestindo a camisa do Kings, declarou: “Este jogo foi absolutamente maluco. Eu já atuei em muitas partidas contra seleções e fiz muitos jogos na NBA. Eu nunca vi nada igual. Eu não sei se nós ganhamos o jogo ou se foi o Chicago quem perdeu”.

Importante: Noce foi aplaudidíssimo pelos 19.631 torcedores que lotaram mais uma vez o United Center. O argentino era adorado pelos fãs do Bulls, especialmente por sua garra e lealdade.

SHOW

Também não sei se o Chicago perdeu ou se o Sacramento ganhou. O fato é que o time da capital da Califórnia parecia batido e conformado com a derrota.

Tirou forças não sei de onde. Ou melhor, sei: do basquete extraordinário deste “muleke” danado chamado Tyreke Evans (foto AP).

O “rookie” fez 23 pontos, sendo que dez deles foram no último quarto, quando tudo se decidiu.

Evans e Brandon Jennings surgem como os dois candidatos mais fortes para ganhar o “Rookie of the Year” desta temporada.

Depois do jogo de ontem, ele deve estar liderando na casa de apostas de Londres.

BABAU

Depois de uma dezena de partidas sem perder em seu ginásio, o Phoenix foi dobrado pelo Cleveland. E olha que o time do Vale do Sol já havia enfrentado dois adversários de peso, Orlando e San Antonio, tendo passado por ambos.

Mas ontem não deu.

Liderado por LeBron James (29 pontos), o Cavs enfiou 109-91 no adversário numa vitória incontestável.

Anderson Varejão fez outra partida ofensiva muito boa: 13 pontos. Mas foi discreto nos rebotes: quatro. Deu dois tocos também, que foram muito bem vindos no cômputo geral.

Vitória importante depois da inesperada derrota diante do Dallas. Com ela, o time se sustenta na terceira colocação no Leste, mas só está à frente do Atlanta (o quarto) porque é o líder da Divisão Central.

No geral, o Hawks tem um aproveitamento de 73.1% contra 72.4% do Cavs.

RESULTADOS

Os outros “scores” da rodada de ontem foram:

Indiana 81-84 Milwaukee
Orlando 104-99 Utah
San Antonio 103-87 Clippers

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

domingo, 20 de dezembro de 2009 NBA | 17:27

ERRO DE AVALIAÇÃO

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O destaque da rodada de ontem foi a vitória do San Antonio sobre o Indiana por 100-99. Não apenas pela cesta derradeira e emocionante de Tim Duncan, a 4.6 segundos do final da partida, que deu a vitória aos texanos, mas porque o triunfo marcou a vitória de número 700 na carreira do técnico Gregg Popovich.

Não é fácil atingir uma marca dessas. Pop foi o 16º treinador na história da NBA a chegar lá. É o sétimo entre os que estão em atividade.

Spurs Rockets BasketballE nesse caminho, sempre é bom lembrar, ele ainda ganhou quatro títulos e montou um dos maiores times da história do Spurs.

O irônico nessa marca é que ela chega num momento ruim. O Spurs é o sétimo colocado na Conferência Oeste, tem um recorde de 14-10, mas de seus 24 confrontos, 15 deles foram em seu AT&T Center — apenas nove aconteceram na casa alheia.

Com um retrospecto desses, o time corre riscos de desabar na tabela quando ela se equilibrar. Ou seja: quando o time jogar mais vezes fora do que em casa.

Irônico porque, pela primeira vez desde que assumiu o comando do time, no longínquo ano de 1997, Pop (foto AP) está na alça de mira da franquia. Quem poderia imaginar, em sã consciência, que o trabalho do treinador seria um dia questionado?

Popovich é tido como um dos melhores do mundo e um dos melhores em todos os tempos. Foi parte integrante do staff do time olímpico dos EUA que ganhou a medalha de ouro em Pequim.

Como disse acima, ganhou quatro títulos na NBA. E foi ele quem, como manager e treinador, montou esse time com Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginobili.

Mas foi ele, também, quem não conseguiu — pelo menos momentaneamente — prever e consequentemente evitar esse momento ruim.

Mas isso não deveria ter um peso tão grande na balança que avalia o trabalho de Pop. Mas tem, pois há rumores no Sul do Texas de que o treinador pode ser demitido se o time não reagir.

Perguntado sobre o assunto, Pop disse não temer o olho da rua. Como todo grande profissional, disse que o que o amedronta é o fracasso. “Temo o fracasso, como qualquer um”, disse ele.

Não é verdade. Os fracos não se incomodam com o fracasso. Estão acostumados a perambular pra lá e pra cá, pois não têm apego ao que fazem; fazem por fazer.

Pop, ao contrário, é um guerreiro. Um obcecado pela vitória; um obcecado pelo triunfo.

Por tudo isso, a franquia não pode ter uma visão tão míope do que ocorre com seu time de basquete e com o trabalho de Popovich. Há que se avaliar o conjunto da obra.

E nela, Pop merece um Oscar.

INTROMISSÃO

A festa que marcou a vitória de número 700 na carreira de Gregg Popovich quase foi estragada por Roy Hibbert. O pivô do Indiana deu um toco espetacular em Tim Duncan antes de o grandalhão do Spurs recuperar a bola e enterrá-la para delírio dos torcedores no AT&T Center.

O resultado favorável ao San Antonio foi justo, pois o time soube sair de uma desvantagem de 13 pontos e fechar o jogo num momento crítico. Soube também diminuir os espaços de T.J. Ford, que fez o último arremesso com o cronômetro em movimento, mas não acertou.

Mas que doeu no coração do torcedor do Pacers, isso doeu.

SENSACIONAL

A vitória do Chicago sobre o Atlanta foi espetacular. Confesso que achei que ela não viria, pois no tempo normal, quando o time teve a chance de vencer com a posse da última bola, os jogadores foram de dar inveja a Didi, Dedé, Mussum e Zacarias.

Foram trapalhões em quadra. Todos; sem exceção.

Veio a prorrogação e com ela, pelo menos para mim, o inesperado. Vitória do Bulls por 101-98.

Derrick Rose, em que pese os dois lances livres perdidos no final da prorrogação, o que o deixou cabisbaixo quando a buzina soou pela última vez, foi o nome do jogo.

O menino de Chicago anotou 32 pontos (recorde na carreira profissional) e não se omitiu em momento algum do jogo. Mesmo errando, pegava a bola no ataque seguinte e tentava dar a ela o melhor tratamento.

D-Rose tem melhorado nos últimos jogos. Foi assim na derrota contra o Lakers; foi assim na vitória de ontem diante do Atlanta.

Outros que merecem destaque: Luol Deng, 21 pontos e 12 rebotes; Joakim Noah, 11 rebotes; e principalmente Joe Johnson (este do Atlanta), que encestou 40 pontos no Chicago, sua melhor marca da temporada.

Errou a última bola, é verdade, mas valho-me de um chavão do futebol para dizer que “só erra quem está lá”. E J.J. não se omitiu — assim como D-Rose.

P-JAXFICA OU NÃO FICA?

Phil Jackson (foto Reuters) foi perguntado sobre o futuro: renova com o Lakers ao final desta temporada ou não?

P-Jax aproveitou a pergunta e mandou um recado para Jerry Buss, o dono da franquia. Além de dizer que o desempenho do time nesta temporada terá um peso importante (se for campeão, com certeza voltará em 2010/11 para defender o título), o treinador mais bem pago da NBA (US$ 12 milhões por esta temporada) disse que espera pelo futuro de Kobe Bryant e Pau Gasol.

P-Jax sabe muito bem que se um dos dois não estiver na franquia no ano que vem, o time cairá pelas tabelas e sobrará para ele a montagem de uma nova equipe. E isso não é fácil; e ele nem tem mais idade para isso.

Gasol, que ganhará US$ 16.5 milhões nesta temporada, está garantido na próxima, que lhe renderá outros US$ 17.8 milhões. E há rumores de que ela vai estender esse último ano, transformando-o em três, o que o garantiria até o final do torneio de 2012/13.

O problema é Kobe.

O melhor jogador de basquete do planeta tem uma cláusula no contrato que garante a ele decidir ao final desta temporada se vai sair ou não de Los Angeles. Se ele optar por ficar, fará cerca de US$ 25 milhões no campeonato 2010/11, isso é certo, mas se ele fizer como Gasol e renovar por mais três temporadas, embolsará US$ 90 milhões.

É muito dinheiro. P-Jax quer este cenário para continuar. Buss nunca se mostrou um sovina; ao contrário, pois reclama que o “salary cap” o deixa engessado.

Ele tem adoração pelo Lakers. Está obcecado por ultrapassar o Boston em número de títulos (17-15).

O cenário é este, perfeito para esse objetivo. Com P-Jax, Kobe e Gasol juntos.

Acho que tudo continuará como está — especialmente se o Lakers confirmar o que a maioria imagina que vá ocorrer ao final desta temporada.

RESULTADOS

As outras partidas da rodada deste sábado foram estas:

Orlando 92-83 Portland
Charlotte 102-110 Utah
Philadelphia 107-112 Clippers (OT)
New Jersey 84-103 Lakers
Houston 95-90 Oklahoma City
Milwaukee 95-96 Sacramento
Phoenix 121-95 Washington

Notas relacionadas:

  1. A CULPA DE CADA UM
  2. PESO DA IDADE INCOMODA DUNCAN
  3. O CAMPEÃO VOLTOU
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009 NBA | 11:52

OS DRAMAS DE CLEVELAND E SAN ANTONIO

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A temporada mal começou e em apenas seis jogos o Cleveland já perdeu dois deles em casa, exatamente o mesmo número de vezes em que foi dobrado diante dos fãs em toda a temporada passada. Nos outros 39 embates em sua Q Arena, o Cavs foi para o vestiário carregado nos braços da torcida.

Para que isso ocorra novamente, o time de LeBron James não pode mais perder em seus domínios. É possível que isso ocorra?

Improvável, mas não impossível.

Mas não é isso o que interessa. O que importa é falarmos do jogo do Cavs, que realmente decepciona neste início de competição.

O time não funciona em quadra. A contratação de Shaquille O’Neal pouco ou quase nada adicionou ao time.

Talvez tenha-o deixado mais lento em quadra. Exatamente o que ocorreu em Phoenix.

Shaq, infelizmente, envelheceu. É vítima do tempo, como todos nós.

Tem freado o ritmo alucinante que LBJ imprime à equipe quando o time joga em casa e, com defesa consistente parte para a transição e nocauteia o oponente pela velocidade e eficiência de seu jogo.

Isso não tem sido visto como se via no campeonato passado. Shaq defende mal e é lento.

Seus números na derrota de ontem para o Chicago por 86-85 foram bons apenas nos rebotes: dez. Mas a pontuação foi mediana para que se valha a pena tê-lo em quadra: 14 pontos.

Anderson Varejão, por exemplo, teve números semelhantes: 12 pontos e 13 rebotes. Mas o jogo não fica concentrado no capixaba e ele, ao contrário de Shaq, não deixa o time em “slow motion”.

E mais: Shaq em quadra, atualmente, não é preocupação para o adversário. Dificilmente você vê o oponente fazer um “double team” (marcação dobrada) em cima do grandalhão.

Apenas um jogador é suficiente.

Será que Shaq vai naufragar também em Cleveland?

Bulls Cavaliers BasketballFELICIDADE

Em contrapartida, o Chicago levou às nuvens os seus torcedores. Ninguém, em sã consciência, poderia imaginar que o Bulls fosse vencer o Cavs — ainda mais em Cleveland.

Mas não é que o time venceu?

O final foi dramático. O tal do “double team” que eu disse há pouco que ninguém mais faz em Shaq, foi feito em LeBron James nos segundos finais da partida.

E o ala, ao tentar a bandeja para dar a vitória aos anfitriões, encontrou a porta fechada por Luol Deng e Joakim Noah (foto AP). Perfeito.

LBJ deixou a quadra reclamando de falta — que significaria a cobrança de dois lances livres. Mas foi choro de mal perdedor.

O que eu vi foi uma defesa perfeita em cima de um dos maiores jogadores de basquete da atualidade. Isso King James deveria dizer e reconhecer o trabalho da dupla adversária.

Vitória justa de um time que não se deixou intimidar em nenhum momento pela força do adversário e nem pelo barulho da torcida. Vitória justa de um time que acreditou até o fim que era possível vencer.

Chicago 86-85 Cleveland. Inacreditável!

IRREGULAR

O San Antonio também não empolga neste início de competição. Perdeu seus dois principais compromissos até o momento: Bulls, em Chicago, e Utah, em Salt Lake City.

Suas duas únicas vitórias em quatro partidas até o momento aconteceram no Texas: New Orleans e Sacramento. E, cá pra nós, dois times do bloco intermediário para baixo, o que não empolga ninguém.

A derrota de ontem na cidade do lago salgado por 113-99 preocupa os torcedores texanos. Afinal, o Jazz vinha de uma campanha de 1-3, com derrota até mesmo para o Houston (sem T-Mac e Yao Ming) em sua EnergySolutions Arena.

Carlos Boozer estava marcado pela torcida. Pegava na bola e era vaiado.

Até o jogo de ontem.

Na noite passada, Booz marcou 27 pontos, apanhou 14 rebotes, deu três assistências e dois tocos e ainda roubou duas bolas. E, mais importante de tudo, ajudou a controlar Tim Duncan, um dos maiores power foward da história da NBA.

A quinta-feira foi realmente atípica: os favoritos perderam; as zebras se deram bem.

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  1. O CLEVELAND E A DESCONFIANÇA
  2. CLEVELAND SE GARANTE NOS PLAYOFFS
  3. VAREJÃO FORA DO CLEVELAND
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , ,

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