CHICAGO BULLS: MUITO A SER FEITO, A COMEÇAR PELA DEFESA, QUE É UM SHOW DE HORRORES
Antes de o campeonato começar, nas minhas previsões, disse que o Atlanta terminaria em quarto lugar na Conferência Leste, atrás de Miami, Boston e Orlando (na ordem). Muitos parceiros deste botequim questionaram minha escolha.
Disseram: o Chicago tem muito mais time que o Atlanta, é só comparar, vai acabar na frente do Hawks. E eu disse: no papel, o quinteto titular pode ser semelhante (eu ainda estou em dúvida), o elenco o Chicago por ter um pouco mais de opções, mas na quadra, com a bola quicando aqui e ali, o Atlanta é melhor. Isso porque o Atlanta tem entrosamento, está junto há três temporadas. O Chicago tenta se remodelar – mas também não consegue – e disso eu falarei mais tarde.
Os primeiros jogos desta temporada estão mostrando que eu tenho razão. É cedo ainda para decretar algo assim, que este é melhor que aquele. Afinal de contas, os times jogaram cerca de cinco partidas até o momento. Nada, ou melhor, quase nada. Mas já dá pra ver algumas coisas.
Entre elas, que o Chicago vai ter que trabalhar muito para superar o Atlanta. O time da Geórgia, no momento, é um dos invictos da temporada. Fez cinco jogos e cinco vitórias, campanha semelhante à do Lakers. O New Orleans é o outro invicto do campeonato, mas jogou uma partida a menos.
Já o Chicago tem 50% de aproveitamento: ganhou dois confrontos e perdeu outros dois. Perdeu ontem, quinta-feira, para o New York, dentro de casa, por 120 a 112. Vejam: 120 pontos sofridos! No primeiro tempo foram 70!
Tom Thibodeau, o treinador, foi contratado porque teria forjado a consistente defesa do Boston Celtics, indiscutivelmente uma das melhores (senão a melhor) zaga da competição. Depois de quatro jogos, eu me pergunto: será que foi ele mesmo quem montou aquilo?
O Chicago é a 11ª. pior defesa da NBA. Sofreu, até o momento, uma média de 103,8 pontos por jogo. Quando toma mais de cem pontos, perde o jogo. Apenas nas duas vitórias sofreu menos do que isso. Não se nota, até o momento, qualquer diferença em relação à zaga da temporada passada. No jogo diante do Knicks, a defensiva do Bulls permitiu 67% de acertou ao time nova-iorquino nas bolas de três: 16-24. Um horror.
Quanto ao time com a posse de bola, nada também parece ter mudado. Aliás, a equipe titular é praticamente a mesma do último campeonato, com a adição apenas de Keith Bogans. Eu sei, eu sei, Carlos Boozer seria titular se não tivesse quebrado a mão.
Mas o que quero dizer é que o Chicago se remodelou na “off-season”, mas encheu o baú de alas-armadores. Não contratou nenhum ala, sua posição mais carente. Luol Deng é irregular e mesmo que fosse um LeBron James ou um Carmelo Anthony, precisaria descansar durante os jogos. E James Johnson, seu reserva, seria reserva em alguns times do NBB. Vieram Bogans, Ronnie Brewer e Kyle Korver. Todos jogadores da posição dois.
No campo de jogo o Atlanta é melhor. Alguns dizem que o Atlanta é um time de seis jogadores: os titulares mais Jamal Crawford. Será? Zaza Pachulia não ajuda bem na rotação? E Maurice Evans? Chegou agora Josh Powell, ex-Lakers, outro que pode dar uma mão e tanto. E tem Crawford, o melhor reserva da temporada passada.
Sendo assim, pergunto: por tudo o que falei, como é que o Chicago pode ser melhor do que o Atlanta?
O Chicago tem que resolver seus problemas (que não são poucos) para depois cobiçar o lugar do Atlanta.

RODADA
Foram apenas dois jogos ontem. Um deles, já disse, o New York bateu o Chicago por 120 a 112 e conseguiu apenas sua sétima vitória no United Center. Perdeu 22 vezes lá.
O New York entrou em quadra descansado, pois não jogava desde sábado passado. Sua partida contra o Orlando, marcada para a terça-feira passada, foi adiada por conta do amianto que caiu do teto e empesteou o Madison Square Garden.
O Knicks venceu mesmo com Amaré Stoudemire tendo feito apenas 5-21 em seus arremessos. Não fez falta. Não fez falta porque Toney Douglas, Danilo Gallinari e Raymond Felton (na foto AP, acima, marcado por Derrick Rose) barbarizaram a defesa do Bulls com bolas de três. O trio fez 74 dos 120 pontos marcados pelo time nova-iorquino. Douglas, vindo do banco, fez 30 pontos!
No outro cotejo da noite, o Oklahoma City se recuperou de dois revezes e bateu o Portland, no Oregon, por apenas um ponto: 107 a 106, com direito a uma prorrogação.
Quem foi dormir tarde pra ver o jogo na íntegra, não se arrependeu. No final do tempo normal, Kevin Durant errou o arremesso que daria o empate para o Thunder. Mas entre um tapinha e outro, Serge Ibaka obteve êxito igualando a partida em 100 pontos.
Com dez segundos para o jogo acabar, Brandon Roy, aquele que Kobe Bryant disse ser mais difícil de ser marcado do que Durant, tentou a bola vitoriosa, mas falhou; prorrogação.
O tempo extra virou uma competição de lances-livres em seu final. E o Thunder se deu melhor.
Notas relacionadas:
Autor: Fábio Sormani Tags: Amaré Stoudemire, Carlos Boozer, Danilo Gallinari, Derrick Rose, Joakim Noah, Luol Deng, Raymond Felton, Toney Douglas




Os 18.422 torcedores que lotaram a arena do Vale do Sol tinham programado uma sexta-feira de muita cerveja e festa. Afinal, o adversário do Suns era o Bulls, um dos piores times da NBA nos arremessos.
DERROTA

Todos os torcedores do Chicago clamam por isso. As vaias ao final do jogo de ontem, no United Center, eram direcionadas mais para o treinador do que para os jogadores.
E nesse caminho, sempre é bom lembrar, ele ainda ganhou quatro títulos e montou um dos maiores times da história do Spurs.
FICA OU NÃO FICA?
FELICIDADE