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06/11/2009 - 11:52

OS DRAMAS DE CLEVELAND E SAN ANTONIO

A temporada mal começou e em apenas seis jogos o Cleveland já perdeu dois deles em casa, exatamente o mesmo número de vezes em que foi dobrado diante dos fãs em toda a temporada passada. Nos outros 39 embates em sua Q Arena, o Cavs foi para o vestiário carregado nos braços da torcida.

Para que isso ocorra novamente, o time de LeBron James não pode mais perder em seus domínios. É possível que isso ocorra?

Improvável, mas não impossível.

Mas não é isso o que interessa. O que importa é falarmos do jogo do Cavs, que realmente decepciona neste início de competição.

O time não funciona em quadra. A contratação de Shaquille O’Neal pouco ou quase nada adicionou ao time.

Talvez tenha-o deixado mais lento em quadra. Exatamente o que ocorreu em Phoenix.

Shaq, infelizmente, envelheceu. É vítima do tempo, como todos nós.

Tem freado o ritmo alucinante que LBJ imprime à equipe quando o time joga em casa e, com defesa consistente parte para a transição e nocauteia o oponente pela velocidade e eficiência de seu jogo.

Isso não tem sido visto como se via no campeonato passado. Shaq defende mal e é lento.

Seus números na derrota de ontem para o Chicago por 86-85 foram bons apenas nos rebotes: dez. Mas a pontuação foi mediana para que se valha a pena tê-lo em quadra: 14 pontos.

Anderson Varejão, por exemplo, teve números semelhantes: 12 pontos e 13 rebotes. Mas o jogo não fica concentrado no capixaba e ele, ao contrário de Shaq, não deixa o time em “slow motion”.

E mais: Shaq em quadra, atualmente, não é preocupação para o adversário. Dificilmente você vê o oponente fazer um “double team” (marcação dobrada) em cima do grandalhão.

Apenas um jogador é suficiente.

Será que Shaq vai naufragar também em Cleveland?

Bulls Cavaliers BasketballFELICIDADE

Em contrapartida, o Chicago levou às nuvens os seus torcedores. Ninguém, em sã consciência, poderia imaginar que o Bulls fosse vencer o Cavs — ainda mais em Cleveland.

Mas não é que o time venceu?

O final foi dramático. O tal do “double team” que eu disse há pouco que ninguém mais faz em Shaq, foi feito em LeBron James nos segundos finais da partida.

E o ala, ao tentar a bandeja para dar a vitória aos anfitriões, encontrou a porta fechada por Luol Deng e Joakim Noah (foto AP). Perfeito.

LBJ deixou a quadra reclamando de falta — que significaria a cobrança de dois lances livres. Mas foi choro de mal perdedor.

O que eu vi foi uma defesa perfeita em cima de um dos maiores jogadores de basquete da atualidade. Isso King James deveria dizer e reconhecer o trabalho da dupla adversária.

Vitória justa de um time que não se deixou intimidar em nenhum momento pela força do adversário e nem pelo barulho da torcida. Vitória justa de um time que acreditou até o fim que era possível vencer.

Chicago 86-85 Cleveland. Inacreditável!

IRREGULAR

O San Antonio também não empolga neste início de competição. Perdeu seus dois principais compromissos até o momento: Bulls, em Chicago, e Utah, em Salt Lake City.

Suas duas únicas vitórias em quatro partidas até o momento aconteceram no Texas: New Orleans e Sacramento. E, cá pra nós, dois times do bloco intermediário para baixo, o que não empolga ninguém.

A derrota de ontem na cidade do lago salgado por 113-99 preocupa os torcedores texanos. Afinal, o Jazz vinha de uma campanha de 1-3, com derrota até mesmo para o Houston (sem T-Mac e Yao Ming) em sua EnergySolutions Arena.

Carlos Boozer estava marcado pela torcida. Pegava na bola e era vaiado.

Até o jogo de ontem.

Na noite passada, Booz marcou 27 pontos, apanhou 14 rebotes, deu três assistências e dois tocos e ainda roubou duas bolas. E, mais importante de tudo, ajudou a controlar Tim Duncan, um dos maiores power foward da história da NBA.

A quinta-feira foi realmente atípica: os favoritos perderam; as zebras se deram bem.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , ,
03/10/2009 - 16:23

PESO DA IDADE INCOMODA DUNCAN

Tim Duncan está chegando ao fim da linha. Foi ele mesmo que admitiu isso em San Antonio, onde o time se ajeita para a próxima temporada.

“A janela está se fechando para mim”, disse Timmy. “E em direção ao fim de minha carreira”.timmy

Timmy revela que está sentindo o peso da idade. Mas ele não é tão veterano assim, pois completou 33 anos em 26 de abril passado.

Mas a gente sabe como são os grandes atletas: exigentes. Duncan sente que já não é mais o mesmo em quadra.

“E tudo isso é verdade”, completa, referindo-se ao fato de que quanto mais o tempo passa, as coisas ficam mais difíceis.

Pensando mais em não sofrer durante a temporada do que em prolongar sua brilhante carreira, o pivô apresentou-se ao Spurs sete quilos mais magro. Espera, com isso, aliviar o corpo.

Para ajudar nesse processo de se poupar Duncan em quadra, a franquia contratou outro grandalhão: Antonio McDyess. Com McDyess no grupo, Duncan vai sofrer menos.

Os dois poderão jogar juntos, revezando-se nas posições 4 de 5, ou então McDyess pode dar um refresco para Timmy durante as partidas. Theo Ratliff, veteraníssimo (14 temporadas na NBA, 36 anos), é outro que chega para ajudar no revezamento.

BRASUCA

Os olhos de Gregg Popovich brilham quando o nome de Tiago Splitter é pronunciado. O treinador espera poder contar com o catarinense para a temporada 2010/11.

Splitter bem que poderia já estar em San Antonio. Preferiu ganhar uns trocados agora na Europa.

Subtraiu um ano de seu provável convívio com Duncan para amealhar US$ 10 milhões, dinheiro esse que ele recuperaria facilmente jogando na NBA.

Por isso, eu jamais faria a escolha que Tiago fez.

Splitter, pra mim, foi mal orientado. Pensou curto. Não percebeu que a carreira de Timmy encurta a cada ano que passa.

Splitter tem que aproveitar Timmy. Para muitos, o melhor ala/pivô da história da NBA.

Não tem professor melhor, atualmente, para ensinar a Tiago os segredos do garrafão. Era nisso que o brasuca deveria pensar.

sashaSARGENTÃO

Phil Jackson chamou Sasha Vujacic em seu escritório assim que os jogadores do Lakers se apresentaram para essa temporada.

“Sente-se”, disse P-Jax ao esloveno. “Preste atenção no vídeo”.

Acionou a tecla “play” e Sasha se viu em várias cenas da temporada passada. Em todas aparecia o armador correndo com ou sem a bola, mas sempre arrumando o cabelo, onde alguns fios rebeldes teimavam em escapar da fitinha preta que tinha a missão de controlar a todos.

“Você passou a maior parte do tempo em quadra arrumando o cabelo do que pensando no jogo”, disse Phil.

“Verdade”, admitiu Sasha, vendo e revendo as jogadas, completamente batido pelos lances apresentados no vídeo.

“Portanto, assim que acabar o treino de hoje, procure um barbeiro e corte esse cabelo”.

Sasha acatou a ordem do chefe.

EXEMPLOS

Kobe Bryant e Derek Fisher foram os dois jogadores do Lakers que se apresentaram em melhores condições físicas. “São exemplos para o grupo”, disse Phil Jackson.

E são mesmo.

Kobe, aliás, pela primeira vez desde que chegou à NBA, há 13 temporadas, ficou dois meses sem tocar na laranjinha. Descansou com a família (foi a Paris passear) e cumpriu compromissos agendados pela NBA (esteve na China).

Antes de pegar na bola, arrumou a mala e desarrumou-a em Houston. Foi atrás de Hakeem Olajuwon.

Muitos dos frequentadores desse botequim conhecem a história, mas relato para os que não sabem.

Michael Jordan era conhecido (também) por ter um arsenal incontável de jogadas. Sempre que uma temporada começava, MJ vinha com uma novidade. E isso atormentava ainda mais seus marcadores.

Kobe foi até Hakeem (um dos maiores pivôs da história da NBA) atrás de alguns segredos da posição. Mas por que, se ele não é pivô?

Pergunta pertinente. Eis a resposta: Kobe joga muito próximo ao garrafão, quer ter a vida facilitada.

Procurou o professor certo.

ALEGRIAKOBE E RON

Mark Cuban, o desmiolado dono do Dallas, declarou recentemente no Texas que aprovou a contratação de Ron Artest pelo Lakers. “Ele vai destruir o ambiente”.

Com isso, imagina Cuban, o Lakers vai sofrer nesta temporada e não será nem sombra do time que foi no campeonato passado, quando ganhou o título.

Será mesmo que Artest destruirá o ambiente interno do Lakers? Penso que não; Artest não é mais louco do que Dennis Rodman.

Quando “The Worm” quando chegou ao Chicago, muitos apostavam nesse cenário também. Mas Phil Jackson, Michael Jordan e Scottie Pippen domaram o tresloucado jogador.

Kobe não é MJ, mas é o MJ desta geração. Tem moral entre os boleiros e é o cara mais respeitado entre todos na liga.

E P-Jax continua sendo P-Jax – e mais durão ainda, basta ver o caso mencionado acima envolvendo Sasha Vujacic.

Sem contar no poder de persuasão e na fala mansa de Derek Fisher, um cara que é venerado até pelos adversários pelo seu histórico na NBA.

Como disse acima, se Artest (na foto Reuters ao lado de Kobe) tentar colocar as asinhas de fora, elas serão podadas rapidamente pelo trio.

INÍCIO

A “Pre-Season” já começou. Dois jogos já foram realizados.

Na quinta-feira, o Denver foi a Salt Lake City e levou uma sova do Utah: 103-87. Nenê jogou apenas 17 minutos, brigou mais contra as faltas do que contra os pivôs adversários.

Fez cinco e ficou boa parte do jogo no banco. Está, também, recuperando-se aos poucos da fratura no braço, que impediu-o de se juntar à seleção brasileira que venceu a Copa América em Porto Rico.

Nos 17 minutos em quadra, anotou quatro pontos, pegou três rebotes e fez uma dupla de assistências e desarmes.

Ontem foi a vez de Indiana e Chicago debutarem nesta temporada. O prélio foi em Indianapolis, mas o Bulls não se intimidou: venceu por 104-95.

O que me impressionou foram os números do novato Taj Gibson, recrutado da USC. Gibson atuou meia hora; marcou 19 pontos (cestinha do Chicago), apanhou nove rebotes (cinco no ataque), deu uma assistência e um toco também.

Fiquei empolgado! Que seja sempre assim durante a temporada (falo agora com os torcedores do Chicago, desculpem-me, pois, os que me conhecem, sabem da minha preferência pelo tricolor de Illinois).

Luol Deng, rapaziada, também jogou bem: 15 tentos, cinco rebotes, três assistências e igual número de desarmes também. Que ótimo; se ele jogar como no início de sua carreira na NBA…

John Salmons também anotou 15 pontos.

Outro que deixou a quadra do Conseco Fieldhouse com um duplo dígito na pontuação foi Derrick Byars, outro “rookie” do Bulls para essa temporada. Marcou 12 pontos.

Que não seja fogo de palha!

PROSSEGUIMENTO

Hoje à noite tem mais um jogo programado. O Denver volta à quadra para enfrentar o Partizan Belgrado, da Sérvia.

Pena que a gente não pode ver os jogos.

NOVIDADE

A TNT vai mostrar os jogos da NBA nesta temporada. Soma-se à ESPN.

É tevê a cabo também, mas é uma opção a mais para a galera.

E quanto ao NBA League Pass, está escrito na capa do site: “Coming Soon”. Ou seja: em breve a liga estará disponibilizando o pacote.

RECADO

Respondi boa parte dos comentários postados no texto de ontem sobre a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

Agradeço a todas as mensagens, respeito o ponto de vista de todos, mas não irei mais debater o assunto, pois ele me parece interminável. Cada lado tem seus argumentos; e eles são fortes.

Bola pra frente e que tudo de bom ocorra para o país e para o Rio de Janeiro, em especial, até a abertura da Olimpíada.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, Seleção Brasileira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
29/01/2009 - 16:09

DENVER COMPLICA-SE COM NOVA DERROTA

O Denver foi um fiasco ontem à noite. Pegou um adversário desfalcado de dois de seus melhores jogadores e perdeu.

Não importa que o jogo tenha sido em Nova Orleans. Vencer o Hornets, na situação referida, era imperativo.

Mesmo sem Carmelo Anthony.

Mas a vitória acabou não acontecendo.

Ao perder para o New Orleans por 94-81, deixou de encostar no oponente na tabela de classificação. Além disso, possibilitou a chegada do Portland em seus calcanhares, uma vez que o time do Oregon bateu o Charlotte, em casa, por 88-74.

O Hornets, com o triunfo, ficou com um recorde de 28-14 (66.7%) e o Denver com 30-16 (65.2%). Ambos poderiam estar empatados em número de derrotas.

Com os 16 revezes, o Nuggets fica com uma a menos do que o Blazers, que tem uma campanha de 28-17 (62.2%).

E no caso de terminar empatado ao final de classificação com o New Orleans, poderá perder no critério primeiro de desempate: confronto direto.

O Nuggets já fez seus dois jogos contra o Hornets no Pepsi Center. Perdeu um e ganhou outro. Foi derrotado no primeiro dos dois enfrentamentos na New Orleans Arena, ontem à noite.

Mais uma partida entre ambos vai ocorrer. Ela está marcada para o dia 25 de março, uma quarta-feira, novamente na Louisiannia.

O Denver tem que vencer para ao menos terminar o confronto em 2-2 e depois ver como se sai nos outros critérios de desempate.

Já disse aqui neste botequim: acho pouco provável que o Nuggets termine a fase de classificação entre os quatro primeiros.

DESFALQUES

Como disse acima, o New Orleans jogou sem dois de seus principais jogadores: David West e Tyson Chandler. Duas das três peças de seu “frontcourt”.

Mesmo assim, o Denver não conseguiu tirar proveito.

Jogar com Nenê (foto AP) e Kenyon Martin, o tempo todo, era o mais indicado. Foram explorados?

Médio, pois Chauncey Billups, uma vez mais, armou o jogo para si; J. R. Smith, com a posse de bola, enxergou, como sempre, apenas a cesta adversária.

Vejam a diferença entre os dois times no quesito assistências: 23 para o New Orleans, 18 para o Denver.

A diferença não é tão significante, concordo. Mas se a gente considerar que David West estava ausente do jogo, isso tem outro peso, pois só restava a CP3 atirar contra o aro adversário.

Billups não precisa disso, mesmo com a ausência de Carmelo Anthony. Mesmo assim, arremessou 14 bolas e acertou só quatro. Fez 12 pontos e deu apenas duas assistências.

Chris Paul anotou os mesmos 12 pontos (3-12), mas deu dez assistências.

Smith arremessou 17 bolas contra a cesta adversária.

Ou seja: os dois homens do “backcourt” do Nuggets deram 31 tiros contra o aro inimigo.

Somados os arremessos de Nenê e Martin, temos 21 chutes – dez a menos por parte de quem deveria ter dez a mais.

Acontece, também, que o são-carlense voltou a ter uma noite sem muito brilho. Ou melhor: luziu apenas no primeiro tempo, quando marcou todos os seus 11 pontos.

No segundo, deixou a quadra zerado. Produziu apenas dois rebotes e uma assistência.

Enquanto isso, Kenyon cravou 22 pontos. Quer dizer: fez sua parte.

Talvez por essa timidez ofensiva de Nenê que os dois fominhas colocaram definitivamente as manguinhas de fora e saíram arremessando de tudo quanto é lugar.

ANÁLISE

A gente tem visto que Nenê tem tido problemas no segundo tempo.

Por que isso ocorre?

Não sei; só sei que o são-carlense é um no primeiro tempo e outro no período final.

Na NBA todos os treinadores são detalhistas. A comissão técnica é grande. O “staff” médico é atento a tudo.

Alguma coisa está acontecendo, porque não é possível um jogador do nível do Nenê cair tanto de produção de um tempo para o outro.

E o que me intriga é que a mídia local não atentou ainda para o fato.

OBRIGAÇÃO

Ontem falei aqui que alguns jogos o time favorito tem que carimbar. É claro que isso não é regra, porque senão a gente não veria a zebrinha passeando às vezes pelas quadras da NBA.

Digo isso porque o Chicago não deu espaço para a surpresa.

Visitou ontem o Clippers e venceu por 95-75.

Quem gostou foi o Oklahoma City, que galgou mais uma posição na tabela de classificação.

Ao término de rodada retrasada, o Thunder tinha deixado a lanterninha da competição para Washington e Sacramento.

Com as derrotas do Wizards para o Miami (93-71), na Flórida, e do Sacramento para o Celtics (119-100), em Boston, o Thunder está agora na 26ª. colocação.

Mas é importante ressaltar que o time fez sua parte. Recebeu ontem o Memphis em seu Ford Center e ganhou por 114-102.

Novamente Kevin Durant (foto AP) foi o nome do jogo. Ele anotou 35 pontos, 10 rebotes, seis assistências e quatro tocos.

Está jogando muito.

Sem dúvida que ele tem grande responsabilidade pelo recorde de 8-6 nos últimos 14 jogos.

Anteriormente a essas partidas, a campanha do Thunder era de 3-29.

Méritos também para Scott Brooks, o novo treinador do Oklahoma City, que pegou o time na lata do lixo e deu dignidade a ele e, consequentemente, aos jogadores.

TOURO

Mas e o Chicago, seus torcedores podem perguntar?

Voltemos, pois, ao Bulls.

O time vinha de cinco derrotas enfileiradas. Havia perdido para San Antonio, Atlanta e Toronto em seu United Center e New York e Minnesota fora de casa.

Fez ontem seu segundo jogo de uma excursão de sete partidas longe do lar. Conseguiu bater o Clippers e por um fim a esta série incômoda de derrotas.

E sabe quem é que foi vital para o time?

Luol Deng.

O sudanês naturalizado inglês anotou 23 pontos e apanhou nove rebotes. Aliás, sejamos justos, Deng voltou a jogar bem.

O time precisa muito dele.

Bem como do talento de Derrick Rose, que deu as caras novamente ontem ao marcar 21 pontos e dar seis assistências.

Hoje o time descansa; amanhã pega o cansado Sacramento, que acabou de voltar para casa depois de uma excursão de quatro jogos fora de casa, quando perdeu todos.

O Kings, aliás, não vence há sete embates.

Como ontem, o Chicago não pode perder esta chance de ouro para fazer nova vitória.

RETORNOS

Marcus Camby e Baron Davis voltaram ao time do Clippers no encontro de ontem.

O armador, que jogou 22 minutos, estava completamente descalibrado: 1-10 em seus arremessos, três pontos ao final da partida e mais quatro assistências. Foram 13 jogos ausentes. Fez muita falta.

O pivô (foto AP) ausentou-se menos: cinco jogos. Ontem, ficou em quadra o mesmo tempo que Davis e marcou apenas seis pontos e pegou igual número de rebotes.

Pouco ainda, mas é um fiozinho de esperança que surge no horizonte de um time que parece ter sido criado para perder.

ÍDOLOS

A NBA divulgou ontem a relação das camisas mais vendidas. Kobe Bryant segue sendo o mais popular jogador de basquete da atualidade.

Mais do que LeBron James.

O armador do Lakers ficou em primeiro lugar na relação das camisas mais vendidas. Depois dele aparece a camiseta de Kevin Garnett.

Na terceira posição é que vem LBJ.

Anote aí os outros “top ten”:
4º. Chris Paul;
5º. Allen Iverson;
6º. Pau Gasol;
7º. Paul Pierce;
8º. Dwyane Wade;
9º. Derrick Rose;
10º. Nate Robinson.

No ano passado, nesta mesma época do ano, a NBA também divulgou esses números e havia uma inversão dos dois primeiros colocados. Kobe recupera o posto, que foi dele em 2007 também.

Como é feita a pesquisa?

Com base das vendas da megastore da Quinta Avenida em Nova York e também pela internet.

São computadas desde que a temporada se iniciou até quase este final de janeiro.

IDÉIA MALUCA

Tenham paciência; acho que amanhã eu conto o que tenho em mente.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,
13/01/2009 - 12:56

PIERCE DÁ SINAL DE VIDA

O Boston comemora a varrida pra cima do Toronto. Com a vitória de ontem, na prorrogação, por 115-109, o Celtics venceu todos os quatro jogos disputados com o Raptors nesta temporada.

Mas há motivos para comemoração?

Hum… O Celtics se complicou mais uma vez diante de um adversário que não faz uma campanha de destaque. Os canadenses venceram 16 de seus 39 jogos e têm um aproveitamento de 41.0%.

Estão fora do G-8.

E ontem jogaram, mais uma vez, sem duas de suas principais estrelas: o espanhol José Calderón e o americano Jermaine O’Neal.

Mesmo com esses dois desfalques, o Toronto dominou o Boston, dentro do TD Banknorth Garden, até metade do terceiro quarto, quando chegou a abrir dez pontos de vantagem.

Foi então que Kevin Garnett entrou em ação e calou Chris Bosh, o mais perigoso jogador do Raptors.

Bosh, que até aquela altura do jogo estava com 12 pontos (5-7), limitou-se a fazer apenas mais seis (1-4). Ainda por cima, tomou um toco de Garnett quando faltavam pouco menos de cinco minutos para acabar a partida no tempo normal que o deixou desconcertado.

Com Bosh controlado, entrou em cena, finalmente, o talento de Paul Pierce (foto AP), que esteve adormecido nos últimos jogos. O marrento ala do Boston fechou a partida com 39 pontos em 49:24 minutos.

Nove desses quase 40 pontos foram feitos na prorrogação.

Na coletiva depois da partida, KG, ao lado de Pierce, disse que deveria ser tocado naquele momento o tema do filme “Super-Homem”, deixando claro que Pierce fez coisas de outro planeta na vitória do Boston.

Exagero?

Quase; Pierce foi bem, mas nem tanto assim.

As palavras de Garnett tinham outro significado, que certamente atingiu em cheio o alvo: ego do companheiro.

Pierce estava mesmo precisando disso.

ATÉ ONDE?

O Chicago segue maltratando seus torcedores. Perdeu mais uma.

Ontem, pelo menos, foi para o Portland, uma equipe de respeito nesta temporada e que tem um recorde de 23-14 e é o quinto colocado na Conferência Oeste.

Mas perdeu – e não importa para quem, pensam os torcedores.

Perdeu quando muitos achavam que ia ganhar, pois o time contava com o retorno de três jogadores: Kirk Hinrich, Luol Deng e Thabo Sefolosha.

De nada adiantou.

A equipe até que começou bem a partida. A defesa funcionava e o jogo de transição igualmente.

O Chicago deitava e rolava nos contra-ataques. Chegou a abrir 11 pontos de vantagem na metade do segundo quarto.

Mas foi só o Portland ajustar sua ofensiva, evitar o jogo de transição do Bulls e pronto: venceu com a maior facilidade do mundo. 109-95.

Travis Outlaw (foto AP em disputa com Drew Gooden), que veio do banco, fez uma grande partida. Seus números mostram isso: 33 pontos (sua melhor performance nesta temporada) e sete rebotes.

Enquanto isso, o Chicago foi um fracasso nas bolas de três pontos: 2-13 (15.4%). Viu o Portland fazer exatamente o contrário neste fundamento: 11-23 (47.8%).

Nove bolas a mais de três pontos; nove pontos a mais.

Marcando mal no perímetro e sem transição, só restou ao Chicago apanhar novamente.

E ninguém fala nada quanto a Vinnie Del Negro.

Sam Mitchell, que foi demitido pelo Toronto e que há duas temporadas foi eleito o “Coach of the Year”, segue desempregado.

Seria uma ótima opção.

Mas não acredito que o Chicago o contrataria em caso de demitir Del Negro. Vai partir para uma solução doméstica, como têm feito todos os times nesta temporada, numa clara demonstração de economia.

Sai Del Negro e assume, muito provavelmente, Del Harris.

Só vai mudar a mosca.

TURCO

Mehmet Okur fez 43 pontos ontem na vitória do Utah sobre o Indiana por 120-113. Foi a maior pontuação do pivô turco em sua carreira nos EUA.

Memo (foto AP) entra para a história ao se tornar o primeiro pivô da franquia a marcar mais de 40 pontos desde que o Jazz entrou para a NBA, na temporada 1974/75.

Seus números, esmiuçados, foram:
1º. Quarto – 18 pontos (4-5 nas bolas de dois, 1-1 na de três e 7-8 nos lances livres. Jogou 12 minutos);
2º. Quarto – oito pontos (2-2 nas bolas duplas, 1-1 na tripla e 1-1 nos lances livres. Atuou 6:41 minutos);
3º. Quarto – 15 pontos (3-6 nas de dois, 1-1 na de três e 6-6 nos lances livres. Ficou em quadra 12 minutos);
4º. Quarto – dois pontos (1-2 nas bolas duplas, 0-1 na tripla e não cobrou nenhum lance livre. Jogou 9:32 minutos);
Total – 43 pontos (10-15 nos arremessos de dois, 3-4 nos de três e 14-15 nos lances livres. Jogou ao todo 40:13 minutos).

O interessante é que quando o quarto período começou, Memo tinha 41 pontos. A torcida era para que ele entrasse para o seleto rol dos jogadores do Utah a anotar pelo menos 50 pontos em uma partida.

Nele figuram Karl Malone, Pete Maravich, Adrian Dantley e Truck Robinson.

Não deu, mas Okur fez a noite dos torcedores do Jazz mais feliz. Pela vitória e pelo seu desempenho pessoal.

Fica para uma próxima.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , ,
01/01/2009 - 15:19

NENÊ, DE NOVO, DESTAQUE NO TRIUNFO DO DENVER

Depois de ter ficado de fora no tropeço do Denver diante do Atlanta, Nenê voltou ontem a vestir a camisa 31 do Nuggets. E em grande estilo, mesmo não estando no melhor de sua saúde.

O são-carlense ainda sentia dores na coluna cervical, vítima que foi de um tombo no jogo contra o Knicks, em Nova York. Mas ele não negou fogo, como fazem os grandes jogadores.

“Eu precisa jogar, pois nós não temos jogadores altos”, disse Nenê, depois da partida. “Eu tinha que ajudar meus companheiros”.

Ajudou – e como. Até cesta de três ele marcou – aliás, sua primeira na temporada. Deixou a quadra com 21 pontos, tornando-se o cestinha do time na vitória frente ao Toronto, no Canadá, por 114-107.

Nenê mostra, mais uma vez, o quão importante ele é para o time.

Poderia ser mais envolvido nos ataques; já falei sobre isso fartamente. Mas a gente entende que é difícil isso ocorrer, especialmente num time que tem dois fominhas de marca maior, como Carmelo Anthony e JR Smith.

E olha que o time tinha ainda o Allen Iverson; graças a Deus que ele foi embora.

O Denver cresceu com a chegada de Chauncey Billups (foto Reuters ao lado de Carmelo Anthony) – se bem que o armador, em algumas partidas, exagera nos arremessos, esquecendo-se de sua principal função que é engendrar os ataques da equipe.

Com os 21 tentos de ontem, Nenê tem um desempenho agora de 14.3 pontos por partida. Acertou oito de seus 12 chutes (66.7%), aproveitamento superior à sua média no campeonato, que é de 60.9%, que o torna líder em toda a NBA no quesito arremesso.

Pontos à parte, Nenê pegou sete rebotes, dois deles de ataque, e completou seus números com mais três assistências, um roubo de bola e um toco. Cometeu apenas um erro durante os 39 minutos que ficou em quadra, o que é bastante expressivo.

REBOTES

Tenho observado o comportamento de Nenê em relação às sobras. Não me entra na cabeça como um jogador com o tamanho e o porte físico dele não fica perto, pelo menos, dos dois dígitos em média.

Já disse aqui que entendo ser difícil ter dez ou mais rebotes de média por partida. São poucos os grandalhões que conseguem isso.

De todo o modo, penso que Nenê poderia crescer seu número.

O que fazer para isso?

Acredito, pelo que venho observando, que Nenê se precipita no momento que o pivô adversário faz o corta-luz. O brasileiro rapidamente sai na marcação do baixinho favorecido, não dando tempo de recuperação para seu companheiro.

Com isso, está quase sempre fora do garrafão defensivo, na marcação de um armador ou de um ala. Quando vem o arremesso, cadê o Nenê?

Está longe da cesta. E longe da cesta fica difícil pegar rebotes.

Nenê deveria assistir com mais atenção os teipes dos jogos e observar seu posicionamento nesses momentos. Discutir com a comissão técnica e ver se existe ou não a precipitação a que eu me referi.

Não custa tentar; mal não vai fazer.

MARCA

George Karl, 57, técnico do Denver, conquistou ontem sua vitória de número 900. Marca e tanto.

Não é fácil chegar a um número desses, mesmo depois de 21 temporadas como treinador. Somente os grandes “coachs” conseguem.

Karl (foto AP) é um deles, muito embora às vezes eu o veja um tanto conformado com algumas situações dentro do grupo. Em alguns momentos eu sinto que falta um pouco de pulso a ele para domar alguns jogadores, especialmente Carmelo Anthony, que sente-se dono do time.

Mas a gente sabe que a perfeição não existe.

Mesmo com esse “defeito”, Karl entra na lista dos treinadores de destaque da NBA na atualidade.

Não está no nível de Phil Jackson, Gregg Popovich, Doc Rivers, Jerry Sloan ou Larry Brown.

Mas tem seus méritos.

No vestiário do time, após a vitória, perguntado se iria celebrar bebendo um champanhe, Karl respondeu: “Não sou chegado em champanhe, gosto é de cerveja. E cerveja, depois de vitórias como esta, tem gosto de champanhe”.

VERGONHA

O Chicago saiu vaiado de quadra, ontem, no seu United Center na derrota de 113-94 diante do Orlando. Motivos ele deu para que seus fanáticos torcedores tivessem tal comportamento.

O time foi um fiasco em quadra diante do Orlando. Time, vírgula, porque o Bulls, hoje, não passa de um arremedo de uma equipe de basquete.

É certo que o grupo não é lá grande coisa. Já chegamos à conclusão neste botequim que Derrick Rose, Ben Gordon e Drew Gooden são os que merecem vestir realmente a camisa do Bulls.

Os demais não passam de coadjuvantes – e alguns deles muito bem pagos, como Andres Nocioni e Luol Deng.

De todo o modo, o time poderia render mais do que vem rendendo. Tem um aproveitamento de apenas 43.8% (14-18) e está fora, no momento, do G-8.

Tivesse, no entanto, um treinador mais gabaritado, experiente, com certeza não envergonharia os seus torcedores como vem fazendo na competição. Não engulo de jeito nenhum Vinnie Del Negro.

Inexperiente, o ex-armador do San Antonio não passa de uma piada de mau gosto de John Paxson, o GM que deveria arquitetar uma equipe vencedora.

Mas o que a gente vê é que Paxson, infelizmente, é ruim de cálculo.

ATÉ TU?

A ruindade é tanta que acabou contagiando Derrick Rose. O armador marcou apenas 11 pontos e não deu nenhuma assistência sequer nos 27:25 minutos que ficou em quadra.

Jogo para ser esquecido.

UFA!

E não é que o Oklahoma City venceu? Sim, ele venceu! O caridoso foi o Golden State.

Dá para entender? O Warriors bate o Boston e perde para o Thunder.

Não importa que a derrota aconteceu fora de casa. A maior parte das equipes tem tirado uma lasquinha na debutante franquia da NBA, mesmo jogando no Ford Center.

Milwaukee, Boston, Atlanta, Orlando, Houston, LA Clippers, New Orleans, Phoenix, Minnesota, Memphis, Cleveland e até mesmo o próprio GSW foram a Oklahoma e venceram.

Então, jogar em casa não é certeza de sucesso para o Thunder.

Dá vergonha perder para o OKT, mesmo atuando em campo inimigo.

Agora, pior do que o Golden State, só mesmo o Memphis, único time a ser derrotado em casa pelo Thunder. Isso mesmo, em casa.

A façanha – de ambos – ocorreu no dia 29 de novembro, um sábado, quando o Grizzlies foi batido pelo Oklahoma City por 111-103.

Com a vitória diante do Golden State, o time quebra uma série de cinco derrotas consecutivas.

Amanhã recebe o Denver. Volta à rotina, com certeza.

FAÇANHA

Scott Brooks, que assumiu o cargo de treinador em substituição a PJ Carlesimo, conquistou sua terceira vitória. Seu recorde à frente do Thunder agora é de três vitórias e 17 derrotas. A média de aproveitamento de Brooks é de 15.0%.

Muito melhor do que o seu antecessor, que venceu apenas um jogo em 14 disputados e teve um desempenho pífio de 7.14%.

Se Brooks mantiver esta performance até o final da competição, ganhará mais sete jogos dos 49 restantes.

Que tragédia.

VOVÔ

Dikembe Mutombo (foto AP) assinou ontem um contrato até o final da temporada com o Houston. O africano está com 42 anos e é o jogador mais velho em atividade na liga.

Um cartão de Natal escrito pelo filho teria sido o combustível para D voltar à ativa. O texto era este: “Pai, só mais um ano, por favor. Nós amamos você”.

Mutombo teria se emocionado e, diante da oferta do Rockets, disse sim. Amigos próximos também teriam influenciado, mas o cartão de Natal foi o empurrão que o jogador precisava para voltar às quadras.

Depois de ler a mensagem, Mutombo disse à família: “OK, o desejo de vocês será realizado”.

Jurou a todos – amigos e familiares – que esta será mesmo sua última temporada.

“Não insistam mais, por favor”, pediu ele a todos.

Será que D agüenta?

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,
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