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Posts com a Tag Luol Deng

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012 NBA | 17:39

COM AUSÊNCIAS, CHICAGO CAI DE PRODUÇÃO E PREOCUPA

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Os números não dizem o que foi o jogo. A vitória do Philadelphia sobre o Chicago por 98-82 por 16 pontos de vantagem poderia ter sido muito maior. Chegou a 20, e se batesse na casa dos 30 não seria exagero nenhum.

O Chicago foi um arremedo de time de basquete. E o Philadelphia aproveitou-se da debilidade do Bulls e com seu bom time aplicou uma sova nos atuais líderes da conferência.

É bom dizer que o time da cidade dos ventos jogou sem dois importantes jogadores: Luol Deng e Rip Hamilton. Isso faz uma grande diferença, pois ambos são o desafogo a Derrick Rose.

Luol não joga há cinco partidas, é certo, mas mesmo assim o time não se acostumou a isso. O sudanês tem sido o melhor companheiro pra Derrick Rose nesta temporada. Não o foi ontem, pois do banco não saiu.

E o resultado é que o armador do Chicago, solitário, teve seu volume de jogo diminuído, especialmente porque enfrentou o time que tem a melhor defesa do campeonato. Fez 8-17 (47,1%) nos arremessos.

A defesa do Philadelphia não causou impacto apenas no jogo de D-Rose. O Chicago, como um todo, foi vítima dela.

O time cometeu 17 erros na partida. Pior: 29 pontos saíram desses equívocos. Mas não foi só isso: o Sixers teve mais rebotes (43-37), mais segunda chance de pontos, mais pontos no garrafão (46-28), mais pontos de contra-ataque (21-4) e mais pontos vindos do banco (50-38).

Foi um massacre.

E não foi a primeira vez nesta temporada que o Chicago se curva humilde e humilhantemente a um adversário. Já havia perdido desta maneira para o Memphis (102-86).

O Chicago preocupa: dos últimos cinco jogos, perdeu três. É a pior sequência desde que a temporada começou. A defesa, um dos pilares da equipe e do trabalho de Tom Thibodeau, está frágil.

Thibs é um excelente treinador de defesas, ninguém discute isso. É competente quando o assunto é ataque — isso também ninguém discute. Mas a pergunta que fica é: seria ele competente para montar elencos? Garry Forman, gerente geral do Chicago, quando pensa em contratações, fala com Thibs ou faz como a maioria: contrata e ponto final?

Transportando para o futebol: Muricy Ramalho, treinador do Santos, é um técnico que sabe montar times a partir de elencos definidos. Mas quando tem que escolher e indicar jogadores, é uma tragédia.

Pergunto: será que Thibs é como Muricy?

Pergunto porque ele crê piamente que esse time, completo, tem condições de ganhar a conferência e ser campeão. Eu tenho dúvidas. Acho que o Chicago não passa pelo Miami, pois, sozinho, D-Rose não vai novamente suportar a pressão e a responsabilidade. Haverá um rodízio na marcação e quando o último quarto chegar, LeBron James gruda nele e pronto: assunto resolvido.

Dwight Howard está aí, no mercado. Já se insinuou ao Bulls, mas ninguém diz nada.

Não diz por que Thibs não quer?

Esta é uma pergunta que eu gostaria de ter resposta.

QUIETO

O Philadelphia está com uma campanha que surpreende. É o vice-líder do Leste, atrás apenas do próprio Chicago.

Tem 16-6 no geral; em casa, 12-2. Não é fácil enfrentá-lo dentro de seu Wells Fargo Center.

Esta vitória diante do Chicago, no entanto, é a mais expressiva em seu cartel de 22 confrontos. As demais não têm tanta expressão assim, pois o triunfo diante do Orlando foi diante de um Orlando débil. Dobrar o Indiana, em casa, pode ser considerado um bom resultado? Acho que não.

De resto, foram vitórias diante de equipes como Washington (três vezes), Detroit (duas vezes) e New Orleans, Toronto, Sacramento, Golden State, Charlotte; enfim, nada tão expressivo assim.

Mas o fato é que o time está ganhando e vitórias ajudam a melhorar o cartel e colocar, por exemplo, o time em segundo lugar na conferência.

A equipe apoia-se no trabalho do experiente técnico Doug Collins e principalmente em Andre Iguodala (foto). Andre, ontem, diante do Bulls, fez 19 pontos, nove rebotes, quatro assistências e dois desarmes.

O time é interessante, mas acho que para diante de Miami e/ou Chicago; e acho que até diante do Boston. Dá pra cravar isso com certeza? Claro que não, pois, como sempre digo, depois que o Dallas foi campeão no ano passado, qualquer coisa pode acontecer.

Notas relacionadas:

  1. CHICAGO E MIAMI SOFRERAM, CADA UM À SUA MANEIRA
  2. CHICAGO: PÁLIDA IMAGEM DE UM TIME DE BASQUETE
  3. CHICAGO: COMO UM VERDADEIRO CAMPEÃO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

domingo, 22 de janeiro de 2012 Sem categoria | 12:21

NENÊ E SPLITTER SÃO DESTAQUES NA NBA. WADE ATRAPALHA LEBRON?

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O jogo da rodada deste sábado na NBA foi New York x Denver. Não apenas por ter marcado o primeiro embate do agora nova-iorquino Carmelo Anthony contra seu ex-time, mas também porque o prélio precisou de duas prorrogações para definir seu vencedor.

No final, deu Denver, do brasileiro Nenê Hilário: 119-114.

Nenê (na foto AP dando um toco em Amar’e Stoudemire) voltou a fazer uma grande partida. Ficou 44:37 minutos em quadra e anotou 12 pontos, 13 rebotes e cinco assistências.

Nenê ficou em quadra 44:37 minutos, 13:17 minutos a mais do que fica normalmente, pois sua média de permanência no trabalho é de 31:20 minutos.

Acumula um “average” de 13,4 pontos e 9,1 rebotes por partida neste campeonato. Se ficasse os mesmos 38:60 minutos de Dwight Howard, por exemplo, poderia ter médias melhores. Mesmo assim, tem quase um “double-double” na temporada.

Na vitória de ontem sobre o Knicks, em Nova York, Nenê deu cinco assistências. Neste torneio tem uma média de 2,4 por partida e está em quarto lugar no ranking dos pivôs, ao lado de D12, atrás apenas de Marc Gasol (3,1) e Tim Duncan e Greg Monroe (2,9).

A visão de jogo de Nenê impressiona, pois mesmo em dificuldades, dentro do garrafão, ele mantém a calma para encontrar a melhor solução para os apertos da jogada. O passe de Nenê é um dos melhores da NBA na atualidade entre os grandalhões da liga.

Quanto ao jogo, Melo deixou a quadra com 25 pontos, dez rebotes e cinco assistências. Mas fez 10-30 nos arremessos e em muitos momentos mostrou-se perdido. Perdeu o duelo para seu ex-time.

Melo encontra-se em uma posição muito difícil dentro do Knicks. Não consegue se firmar, não é o líder que o time precisa e não adicionou quase nada desde a sua chegada.

Por isso, o que se comenta em Nova York é que o Knicks poderá trocá-lo. Mas a franquia vai esperar um pouco mais. Vai esperar pela estreia de Baron Davis.

Se com Davis o cenário mudar, ótimo. Se com Davis tudo ficar igual, é provável que ao final da temporada o NYK tente trocar Melo por um armador.

SHOW

Outro brasuca que foi muito bem, mas muito bem mesmo, foi Tiago Splitter. O seu San Antonio perdeu para o Houston fora de casa, por 105-102, mas o bom da história é que o catarinense está ganhando mais e mais minutos de jogo.

Tim Duncan, lesionado, não jogou, e Splitter atuou por 31:33 minutos, enquanto que DeJuan Blair, a baleia do SAS que é seu concorrente, jogou 18:04.

E sabem o que aconteceu? Splitter anotou 25 pontos, seu recorde na NBA, e apanhou dez rebotes.

Acho que o milico que dirige o alvinegro texano e que atende pelo nome de Gregg Popovich deve estar se convencendo que: 1) vale gastar mais seu tempo com Tiago do que com DeJuan; 2) por conta disso, vale dar mais minutos em quadra para Tiago do que para DeJuan.

DÚVIDA

O Miami conseguiu mais uma vitória. Bateu ontem o Philadelphia por 113-92. Mais uma vitória sem Dwyane Wade.

Desde que D-Wade foi para o departamento médico, o Miami enfileirou três triunfos. Sem ele, o Heat tem uma campanha de 6-0; com ele, 5-4.

Muitos se perguntam: o Miami fica melhor sem Wade? Outra parcela, considerável, garante: o Miami fica melhor sem Wade.

E mais: sem Wade, LeBron James joga melhor, quase todos afirmam neste momento.

O que dizem os números?

Os números dizem que LBJ (foto AP) sem Wade tem médias de 31,4 pontos, 7,4 rebotes e 9,0 assistências. Com Wade, o desempenho é este: 28,8 pontos, 8,3 rebotes e 6,5 assistências.

Muita diferença? Não muito, eu diria; mas os números de LBJ sem Wade são melhores à exceção dos rebotes.

Mas muito mais importante do que analisar os números, dar importância a eles, é ver que, de fato, LBJ sem D-Wade está mais solto em quadra. Ele parece se sentir o dono do time e do jogo, como era em Cleveland.

A pergunta que todos se fazem no momento é: os dois podem jogar juntos?

Eu respondo: claro que podem; ou vocês se esqueceram que na temporada passada, juntos, eles chegaram à final da NBA?

RAPIDINHAS

O Bulls bateu o Charlotte em Chicago por 95-89. Carlos Boozer, alguém alertou aqui neste botequim, está jogando muito bem. E está mesmo: anotou 23 pontos e pegou nove rebotes… Preocupação que tenho: Luol Deng participou de todos os jogos do Chicago e tem uma permanência em quadra de 38:30 minutos. Ontem, com a partida no bolso (o placar não reflete o confronto), o sudanês naturalizado britânico jogou 39:37 minutos. Tom Thibodeau precisa pensar nisso… Alguém consegue me dizer quem é Mike James? Em nove minutos com a camisa do Chicago, ele fez nove pontos e deu dez assistências… Chris Bosh fez 30 pontos na vitória do Miami sobre o Philadelphia. Seu “mid-range” é o melhor entre os ala-pivôs da liga… Por falar em Miami, alguém consegue explicar a feiúra do uniforme da partida de ontem? Depois daquele preto espetacular do jogo contra o Lakers, o “designer” da Adidas pisou na bola… Um dos destaques do Denver na vitória sobre o New York foi o ala-pivô Al Harrington. Veio do banco e trouxe consigo 24 pontos e 11 rebotes… Não reservei nenhum espaço grandioso para o Philadelphia neste botequim e nem acho que seja o caso. Mas estou de olho em Evan Turner… Pra encerrar: dá pra explicar a derrota do Portland para o Detroit por 94-91? Sim, derrota, pois o Blazers perdeu e não o Pistons ganhou.

Notas relacionadas:

  1. CLEVELAND DESCOBRE QUE HÁ VIDA SEM LEBRON
  2. FINALMENTE CHEGOU O DIA DE TIAGO SPLITTER
  3. OS VERDADEIROS NÚMEROS DE NENÊ
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

sábado, 14 de janeiro de 2012 NBA | 12:45

AS VITÓRIAS ESPETACULARES DE CHICAGO, DENVER E KOBE BRYANT

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Três foram os destaques da noite de ontem na NBA:

1)    A espetacular vitória do Chicago em Boston;
2)    A não menos espetacular vitória do Denver sobre o Miami;
3)    E o genial Kobe Bryant, que pelo terceiro jogo seguido anotou 40 ou mais pontos.

Vamos começar pelo início.

NOVA INGLATERRA

O Chicago não tomou conhecimento do Celtics, mesmo jogando em Boston. Não esteve atrás em nenhum momento no marcador e não se deixou intimidar pela fanática e muitas vezes feroz torcida alviverde.

Venceu a partida com méritos por 79-88, placar, diga-se, que não retrata o que aconteceu em quadra. O Bulls chegou a abrir 20 pontos, vantagem esta que esteve ameaçada com um terceiro quarto muito bom do time da casa, quando apenas um ponto deixou o Chicago na frente do Boston.

Com os nervos no lugar, o Bulls arrefeceu o ânimo adversário e foi se recompondo no jogo. E venceu de maneira incontestável, já disse — e acho que todos que viram a partida concordam.

Vamos aos destaques do tricolor de Illinois:

1)    Luol Deng, com seus 21 pontos e 16 rebotes. Luol (foto AP) vive seu melhor momento com a camisa do Bulls e se continuar assim vai se transformar no jogador de apoio que Derrick Rose tanto precisa;
2)    D-Rose, 25 pontos, mas 12 deles no quarto final, fazendo o que um “clutch player” tem que fazer, mostrando ao adversário que o jogo tinha um dono;
3)    Joakim Noah: 10 pontos, 12 rebotes e quatro tocos, jogo para impulsionar, quem sabe, uma recuperação no torneio, pois o franco-americano vinha jogando muito mal.

Na classificação geral do campeonato, o Chicago aparece em primeiro lugar com uma campanha de 11-2. Este é o melhor início de campeonato do Bulls em 15 anos. Ou seja: desde a época de Michael Jordan isso não acontecia.

Se o Bulls está “on fire” neste início de competição, o Boston vive momento oposto. Vem de três derrotas seguidas — e todas em casa. Anteriormente perdeu para Indiana e Dallas.

Se o campeonato terminasse hoje, o Celts estaria fora dos playoffs, pois encontra-se na nona posição no Leste, com uma campanha de 4-6.

No momento, vive à custa do talento, da inteligência e do esforço de Rajon Rondo. Ontem, o armador novamente foi a estrela solitária da equipe de Massachusetts: 14 pontos, 11 assistências, sete rebotes e quatro desarmes.

O Boston tem pra onde crescer? Claro que tem, pois seu “Big Three” pode produzir muito mais do que vem produzindo. E em produzindo, o time volta a ser um contendor de respeito na conferência, com chances reais de brigar pelo título e disputar o “NBA Finals”.

Mas o time do momento chama-se Chicago Bulls.

E NÃO…

Miami Heat. Isso mesmo: o time da moda, no momento, deveria se chamar Miami Heat, mas chama-se Chicago Bulls.

Antes de a bola subir pela primeira vez na temporada, os prognósticos, de uma grande maneira geral, mostravam o time do sul da Flórida como o grande favorito ao título.

Mas, como aconteceu no campeonato passado, esta gente bronzeada não está mostrando o seu valor.

É bem verdade que o Heat iniciou sua viagem ao Oeste americano como o time com melhor campanha na NBA: 9-1. Enfileirou, no entanto, três derrotas seguidas, que o colocam na sexta posição no Leste e na oitava no geral.

Campeonato passado, dizia eu, o Miami em cinco jogos disputados em uma semana (20 a 27 de novembro) passou por um momento desses: perdeu quatro e ganhou apenas um. O mundo desabou.

O time, no entanto, soube recolher os cacos e se reconstruir. Somou, a partir da derrota para o Dallas, uma sequência de 12 vitórias, perdeu novamente para o Mavs (sua asa-negra na competição) e enfileirou mais nove vitórias.

Ou seja: depois daquela semana negra no final de novembro, o Miami fez uma corrida de 21 vitórias em 22 jogos. E se aprumou no campeonato. Quase quebrou o recorde de vitórias consecutivas fora de casa, que está em poder do Lakers.

Mas, importante dizer, naquela ocasião LeBron James não estava no foco das lentes atentas da mídia, dos oponentes e dos torcedores que têm bom senso. Ninguém falava sobre a instabilidade emocional de LBJ, instabilidade esta que hoje o faz tremer nos finais das partidas.

Agora este é o tema do momento: o que acontece com LeBron James?

Ontem o assunto foi tratado pelos comentaristas da ESPN (entre eles Magic Johnson) nos programas que antecederam, intermediaram e finalizaram as duas transmissões. Foi tratado também durante a partida entre Boston e Chicago.

O universo da NBA quer saber: o que acontece com LeBron James? Onde está aquele LeBron James do Cleveland, que não recusava a missão de ser o “clutch player” do time?

O Miami e principalmente LBJ vão ter que encontrar resposta para este problema se quiserem aplausos e não vaias nesta temporada. E têm que encontrar rapidamente, sob pena de o time continuar perdendo, pois Dwyane Wade, seu melhor jogador, contundiu-se na derrota de ontem diante do Denver por 117-104.

“Eu já torci o tornozelo muitas vezes, mas deste jeito, nunca”, disse D-Wade depois da partida. “Mas o importante é que o exame de raio-X não mostrou fratura”.

Quanto tempo Dwyane (foto AP) vai ficar fora? Ninguém sabe ainda. Mas, do jeito que está, LeBron deve rezar nesta e nas próximas noites uma “Ave Maria” para si e um “Pai Nosso” para D-Wade, para que seu parceiro se recuperar o mais rápido possível.

ARTILHARIA…

Pesada; sim, artilharia pesada por parte de Kobe Bryant. Na vitória de ontem do Lakers sobre o Cleveland por 97-92, Kobe anotou nada menos do que 42 pontos. Foi o terceiro jogo seguido, como disse, onde KB marcou 40 ou mais pontos.

Tudo começou na vitória sobre o Phoenix, em casa, no dia 10 de janeiro passado: 48 pontos. No dia seguinte, Kobe foi até Salt Lake City e cravou mais 40 pontos em novo triunfo californiano. E ontem (foto AP) repetiu a dose.

Foram 130 pontos em três contendas. Média de 43,3.

Mas se você que pega este bonde andando não está familiarizado com o assunto, saiba que esta não é a melhor sequência de Kobe barbarizando defesas adversárias.

Corria o ano de 2007; março para sermos exatos; 16 de março para sermos mais precisos ainda. Em 16 de março de 2007, Kobe anotou nada menos do que 65 pontos na vitória diante do Portland. Dois dias depois, em outro triunfo, desta vez frente ao Minnesota, foram 50 pontos. Quatro dias se passaram e KB voltou a não ter piedade do inimigo: 60 pontos contra o batido Memphis. No dia seguinte, a vítima foi o New Orleans: 50 pontos e novo “W”. E pra fechar este inesquecível quinteto de partidas vitoriosas e com pontuações históricas, Kobe cravou mais 43 pontos diante do Golden State, no dia 25 de março.

Foram 268 pontos em cinco pelejas. Média de 53,6.

Kobe, na época, tinha 28 anos. Hoje, tem 33. Está quatro anos e meio mais velho.

Mas ele ainda conhece muito bem o caminho do gol; ou melhor, da cesta.

BRASILEIROS

Os brasileiros tiveram uma sexta-feira muito profícua, embora dois tenham vencido e dois tenham perdido.

Na incrível derrota do Toronto para o Indiana (jogando em casa, o time chegou a abrir 18 pontos de vantagem no segundo quarto) por 95-90, LB anotou 20 pontos em 20 minutos em quadra. Pegou ainda cinco rebotes. Vamos dar a César o que é de César: desde que eu critiquei a postura e o desempenho do paulistano, ele reagiu espetacularmente. Em quatro jogos disputados, marcou 69 pontos, o que deu uma média de 17,2 por partida. Que assim seja até o final da competição.

Anderson Varejão voltou a brilhar também, mas seu Cleveland, assim como o Toronto de LB, perdeu. O capixaba marcou 11 pontos e pegou 14 rebotes, seis deles ofensivos. Foi o quinto “double-double” em 11 partidas. Varejão é o quarto melhor reboteiro do campeonato (11,2 por partida) e o segundo melhor nos ressaltos ofensivos: 4,8.

Nenê Hilário também fez bonito na vitória diante do Miami: 17 pontos e 12 rebotes, três deles ofensivos. Jogou 39 minutos, boa parte como pivô, sua verdadeira posição.

Finalmente, Tiago Splitter. Na vitória do seu San Antonio diante do Portland por 99-83, o barriga-verde veio do banco, assim como Leandrinho, e marcou 14 pontos. Mas ficou com apenas quatro rebotes. Não vi o jogo, por isso não tenho como dizer mais do que isso.

CLÁSSICO

Pena que o horário não ajuda, mas nesta madrugada, 1h30 da manhã, Lakers e Clippers se enfrentam no Staples Center. O clássico da Califórnia terá o primo pobre como mandante. Por isso, haverá mais gente simples no ginásio do que gente rica e famosa.

É bom lembrar: nos dois jogos amistosos entre ambos no começo desta temporada, o Clips venceu ambos. O segundo, é verdade, Kobe Bryant não jogou, alegando uma contusão na munheca.

Vamos ver como será esta noite. Aconselho a não tomar cerveja, pois esta danadinha ajuda a precipitar o sono.

O que eu aconselho é uma bela cochilada à tarde para enfrentar uma madrugada que promete ser longa e, muito provavelmente, inesquecível.

Quem vai marcar Kobe? Quero dizer: se é que dá para marcá-lo no momento.

Notas relacionadas:

  1. UM DESASTRE CHAMADO KOBE BRYANT
  2. DERRICK ROSE, A RAZÃO DAS VITÓRIAS DO CHICAGO BULLS
  3. EM NOITE DE ESCLARECIMENTOS, D-ROSE, KOBE E BYNUM SE DESTACAM NAS VITÓRIAS DE BULLS E LAKERS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 8 de janeiro de 2012 NBA | 10:35

“ZEBRAS” GALOPAM À VONTADE NESTE INCÍO DE CAMPEONATO NA NBA

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Esse campeonato anda um tanto quanto maluco. Alguns resultados neste início de competição chamam a atenção.

Ontem, por exemplo, o Atlanta trucidou o Chicago dentro de sua Philips Arena (na foto Getty Images, Luol Deng marcando Joe Johnson). Não se deixe enganar pelos 109-94 final, uma vez que durante o confronto o Hawks chegou a abrir 29 pontos de diferença! O mesmo Atlanta que havia sido humilhado pelo misto do Miami, também dentro de casa, há alguns dias, ao perder por 116-109 depois de três prorrogações. Isso mesmo, eu disse misto do Miami, que não pôde colocar em quadra nem Dwyane Wade e nem LeBron James.

Anteontem, o pobre Phoenix, resumido apenas ao talento do veterano Steve Nash (prestes a completar 38 anos), ganhou do temido Portland por 25 pontos de diferença (102-77), Portland que havia goleado o Lakers na noite anterior por 107-96.

Há alguns dias ou semanas, outros resultados surpreendentes aconteceram. Lembro-me de alguns, mas se vocês se lembrarem de outros, por favor, entrem na conversa e compartilhem estas memórias com os demais parceiros deste botequim.

O que eu me lembro, puxando rapidamente pela tal da memória, que no meu caso anda um pouco falha nos últimos tempos, foi a vitória do Toronto diante do Knicks, em plena Nova York, por 90-85, no dia 2 de janeiro. Um par de dias depois, o mesmo New York encarregou-se de promover outra surpresa na competição ao ser derrotado novamente dentro de seu Madison Square Garden pelo raquítico Charlotte Bobcats, por 118-110. Saiu de quadra vaiado.

O Indiana é outro exemplo que encontro para citar. O time se reforçou, é verdade. Chegaram George Hill e David West e entrou embalado pela boa série de playoffs feita diante do Chicago na ano passado. Mas vencer o Celtics, em Boston, por 13 pontos de diferença (87-74), chama a atenção, pois o Celts jogou completinho da silva. Ganhar na última bola, no estouro do cronômetro, tudo bem, mas por 13 pontos, dentro do TD Garden, repito saltou aos olhos.

No primeiro dia deste 2012 o Minnesota quebrou um tabu de 18 jogos (quase 300 dias) sem vencer. Ganhou do Dallas por 99-82. Eu sei, eu sei, o Wolves está com um time interessante e tem um técnico muito competente em Rick Adelman, mas vencer o Mavs chamou a atenção, pois trata-se do atual campeão da NBA.

Eu sei, eu também sei, o Dallas desta temporada não é mais o mesmo. Nem de longe lembra aquele timaço das finais do ano passado, timaço que fez o poderoso Miami Heat curvar-se a seus pés.

Mas é o Dallas!

O Mavs desta temporada é o responsável pelas maiores surpresas até o momento. Perdeu na estreia para o Miami, no prélio que reviveu a final da temporada passada, por 105-94. A surpresa não está na derrota, mas sim em como ela ocorreu. Durante a partida o Mavs chegou a ficar atrás em 35 pontos!

No dia seguinte, novamente o Dallas se encarregou de surpreender a tabela de resultados ao perdeu uma vez mais em casa. Mas não foi diante de um time forte, daqueles talhados para ser campeão. O Dallas perdeu para um Denver em reconstrução por 115-93: 22 pontos de diferença, diferença esta que chegou a 33.

Assim, de cabeça, num rápido puxar pela memória, lembro-me destes resultados surpreendentes. Outros devem ter acontecido, mas eu deixo pra vocês falarem sobre eles.

O que vale destacar é que a surpresa tem sido a marca registrada deste campeonato até o momento. Por que isso acontece? Seguramente por falta de preparação.

Por conta do locaute, os times não puderam treinar e nem fazer os amistosos necessários para os ajustes não menos. Montaram suas esquadras e foram à luta; e muitos estão se dando mal.

Com o passar do tempo, as casas desarrumadas serão colocadas em ordem. E essas “zebras” tenderão a diminuir.

Mas continuarão acontecendo, pois nós, entendedores da matéria que somos, sabemos muito bem que “zebras” acontecem no basquete.

DESTAQUE

Ontem eu postei depoimento do meu amigo e jornalista Thiago Simões sobre seu amor pelo New York Knicks e a emoção de assistir ao vivo pela primeira vez uma partida da NBA. E no caso dele foi no templo sagrado do basquete mundial, o Madison Square Garden.

Por conta disso, deixei de registrar a ótima atuação do brasileiro Anderson Varejão (foto) na vitória de seu Cleveland diante do Minnesota por 98-87. O capixaba marcou 13 pontos e pegou 12 rebotes, cinco deles no ataque.

Varejão tem um duplo dígito de média nos rebotes: 10,1 por partida. Coloca-se em oitavo lugar entre os melhores. Quando o assunto são os rebotes ofensivos, Anderson tem média de 4,1 por contenda disputada e ocupa o sexto lugar.

Anderson Varejão, o melhor brasileiro na NBA no momento.

Notas relacionadas:

  1. FIQUEM À VONTADE
  2. QUADRO CONHECIDO
  3. SEM ACORDO, REUNIÃO ENTRE NBA E JOGADORES SEGUE NESTE SÁBADO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

domingo, 25 de dezembro de 2011 NBA | 23:31

TUDO CONSPIRAVA PARA UMA VITÓRIA DO LAKERS, MAS DEU CHICAGO

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Como pode um time jogando em casa, a dois minutos do final, vencendo por oito pontos (85-77), com uma camisa poderosa, perder o jogo?

Como pode Kobe Bryant, o melhor jogador da NBA pós-Michael Jordan cometer dois erros imperdoáveis no final do jogo?

Como pode KB cometer oito erros em um confronto tão importante?

Como pode um time ganhar uma peleja mesmo com seu treinador (Tom Thibodeau) ter escolhido o jogador errado (Rip Hamilton) para marcar o melhor jogador (Kobe Bryant) do adversário?

Como pode um time (Lakers) que limita o adversário (Chicago) a apenas 32 pontos no segundo tempo perder a peleja?

Como pode um time cujo banco de reservas vence o duelo por 29-18 perder o embate?

Se alguém se lembrar de algo mais, fique à vontade.

O fato é que tudo conspirou para uma vitória do Lakers. Mas ela não veio.

O fato é que o Chicago venceu o Lakers em Los Angeles depois de muito tempo (não me lembro quanto) por 88-87 e começou o campeonato com o pé direito.

Notas relacionadas:

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  3. QUEM É MELHOR, LAKERS OU CHICAGO?
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

terça-feira, 6 de dezembro de 2011 NBA | 18:13

CHRIS PAUL PEDE TYSON CHANDLER PARA IR PARA CLIPPERS OU GOLDEN STATE

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Adrian Wojnarowski, repórter do Yahoo! Sports, acabou de postar em seu Twitter que Chris Paul disse aos executivos do Clippers e Golden State que topa ir para qualquer uma dessas equipes se elas contratarem Tyson Chandler, um dos agentes livres desta temporada. CP3, se você não se lembra, jogou três temporadas com Chandler em New Orleans.

Wojnarowski é um dos caras mais bem informados sobre NBA na atualidade, é bom que se diga. Isso muda muito a situação, pois o sonho do Lakers de pegar os dois pode não se concretizar.

Vamos dar uma olhada no “cap” de Clippers e GSW? Vamos ver quem é que pode pegar CP3?

Vamos começar pelo centro-sul da Califórnia. A folha de pagamento do Clippers diz que o time já tem comprometido para esta temporada US$ 44,9 milhões.

A franquia está US$ 13,1 milhões abaixo do teto salarial. Isso sem contar os outros US$ 13 milhões que são bonificados pelo CBA de modo a não entrar na “Luxury Tax”.

Isso sem falar que a franquia ainda pode usar a cláusula de anistia e mandar embora Chris Kaman (US$ 12,2 milhões) ou Mo Williams (US$ 8,5 milhões). Esse dinheiro também pode ser usado.

Em outras palavras, dinheiro pra pegar os dois o Clippers tem—e ainda sobra um bom trocado para fazer novos investimentos.

O Clippers ficaria assim: CP3, Eric Gordon, um Mané qualquer, Blake Griffin e Chandler.

Caramba, um baita time!

Vamos rumar em direção ao norte da Califórnia. Sugiro viajarmos pela US 1 e não pela US 101. A US 1 é mais atraente, andamos pelo litoral, vendo o Pacífico e as belezas naturais deste que é um dos lugares mais lindos do planeta.

Passaremos por Santa Barbara, onde eu moraria fácil, fácil; um pouco mais ao norte chegaremos ao Big Sur, região onde morou Henry Miller, um dos mais brilhantes e despudorados escritores norte-americanos; e entre Carmel (a cidade de Clint Eastwood) e Monterrey a gente vai se deparar com a 17 Mile Drive: uma parada e nos encantamos com a fauna e a flora local, praticamente intacta.

A partir daí, é negócio pegar a US 101 até San José. Depois, vamos pela 880 e evitamos passar por San Francisco. Mas se a gente perde tempo em Frisco, podemos ir a Oakland cruzando a Bay Bridge, vendo à esquerda a Golden Gate, um dos monumentos arquitetônicos espetaculares da Califórnia. Acho que vale a pena, sem contar que a gente passa por Frisco, que dispensa comentário.

Finalmente chegamos a Oakland. Vamos olhar o “cap” do Golden State?

Olhando, vemos que o time já tem comprometido US$ 49,1 milhões para esta temporada. Deste montante, US$ 11 milhões serão destinados a Monta Ellis, que tem mais três anos de contrato, o último deles com opção do jogador.

Quer dizer, CP3 pode fazer um “sign-and-trade” com o New Orleans e o Clippers colocar Ellis no negócio. Isso faria sobrar grana para contratar Tyson Chandler.

O Warriors ficaria assim: CP3, Stephen Curry, um mané qualquer, David Lee e Chandler.

Caramba, um baita time também.

O que eu faria se fosse CP3? No papel, o Clippers é mais time, mas haverá sempre a concorrência do Lakers. E o Golden State, embora um pouco mais fraco reina absoluto na Bay Area.

Decisão difícil pra CP3. Ambas, confesso, são tentadoras.

PACOTÃO

Vários executivos da NBA, segundo o repórter Adrian Wojnarowski, do Yahoo! Sports, acreditam que o Chicago está dormindo de touca ao não tentar contratar Dwight Howard, sugestão que eu, modestamente, fui o primeiro a dar quando o Chicago foi eliminado pelo Miami nas finais do Leste.

Segundo esses executivos, o Bulls tem o melhor pacote para oferecer ao Orlando — exatamente o que eu propus há seis meses: Joakim Noah e Luol Deng pelo Super-Homem. Ou então (aí eu acho furada para o Orlando) Carlos Boozer no lugar de Luol.

E por que seria melhor para o Orlando fazer negócio com o Chicago e não com o Lakers, que segundo muitos também tem um ótimo pacote para o Orlando?

Porque se o Lakers oferecer Pau Gasol, estará oferecendo um jogador de 31 anos e que já dá sinais de que está na descendente. Se não estivesse, por que o Lakers estaria dispensando seus serviços? Serviços de um jogador que foi fundamental nos dois últimos títulos conquistados pelo Lakers, diga-se. Um jogador que no jogo sete da final contra o Boston, em 2010, foi o melhor em quadra e que levou o time nas costas na vitória por 83-79 numa noite em que Kobe Bryant fez 6-24 em seus arremessos — Gasol terminou a partida 19 pontos e 18 rebotes.

Se o Lakers oferecer Andrew Bynum, estará oferecendo um jogador de 24 anos. Jovem, é verdade, mas estará oferecendo um jogador que tem os joelhos comprometidos e que é instável emocionalmente. Tanto assim que estará de fora os cinco primeiros jogos do time nesta temporada para cumprir suspensão, fruto de sua entrada em J.J. Barea nos playoffs passado. E não foi o único destempero de Bynum na temporada, diga-se: ele fez o mesmo com Michael Beasley numa partida contra o Minnesota, lembram-se?

Bynum é um gigante, tem 2,13m; Dwight é outro, tem 2,11m. Bynum pesa 130 quilos; Dwight 120. E não tem nada de gordura no peso de Bynum. Ele é tão ou mais forte que Dwight. Eu já vi os dois de perto: Bynum é maior, impressionou-me mais; disse isso aqui em outras oportunidades. A diferença é que Dwight é mais definido, seus músculos saltam aos olhos.

E por que o Lakers estaria disposto a trocar Bynum por Howard? Exatamente porque seu pivô, como disse, tem os joelhos comprometidos e porque não é confiável. Você reconstruiria um time ao redor de Andrew Bynum?

Quanto aos jogadores do Chicago, Noah tem apenas 25 anos. Formou-se no basquete jogando na Universidade da Flórida, que fica em Gainsville, meia hora de carro ao norte de Orlando. É adorado na cidade.

Mas o Magic não faria um bom negócio ao pegar Noah apenas porque os fãs gostam da cor de seus olhos. Noah terminou a temporada passada com 11,7 pontos e 10,4 rebotes por jogo. E ninguém questiona o potencial do franco-americano, que tem os mesmos 2,11m de DH.

Luol Deng tem 26 anos e é reconhecidamente um dos melhores defensores da NBA. É o homem de confiança de Tom Thibodeau, treinador do Bulls. Defende muito e tem boa eficiência ofensiva. Terminou a temporada passada com 17,4 pontos e 5,8 rebotes por jogo.

Se Noah e Luol também não têm o perfil dos jogadores em quem você vai rodeá-los de outros atletas e a partir deles reconstruir uma franquia, ao menos eles são confiáveis física e emocionalmente — o que não acontece com Gasol e Bynum.

Como DH não quer ficar em Orlando, só resta ao Magic trocá-lo para não ficar com as mãos abanando. Mas se eu fosse Otis Smith, gerente geral do time da Flórida, faria negócio com o Chicago exatamente pelo que expus acima.

COMPARAÇÃO

Os mesmos executivos que entendem que o Chicago deveria investir em Dwight Howard dizem que ele ao lado de Derrick Rose formaria a melhor dupla armador-pivô desde os tempos de Magic Johnson e Kareem Abdul-Jabbar.

ESCLARECIMENTO

É bom deixar claro o seguinte: o Chicago não procurou o Orlando e nem o oposto ocorreu. Dwight Howard já disse zilhões de vezes que quer jogar em Los Angeles ao lado de Kobe Bryant.

E é o que deve ocorrer.

NEGÓCIO

Enquanto DH não vem, o Lakers está acertando com o ala-armador Jason Kapono. Vem para o lugar de Shannon Brown, que irá alçar novos voos (entenda-se: quer ganhar mais dinheiro).

SUSPEITA

Steve Nash foi visto nesta terça-feira em Los Angeles. Seus seguidores começaram a twittá-lo, querendo saber o que ele faz em LA.

Acertando com o Lakers?

“Não, não estou aqui em negociação”, postou Nash em seu Twitter. “Estou aqui para gravar um comercial da Bridgestone com Tim Duncan”.

TRANCA

Portas que devem se fechar para Nenê Hilário: a do Clippers. O primo pobre de Los Angeles ofereceu um contrato de cinco anos para DeAndre Jordan num total de US$ 40 milhões, o que daria US$ 8 milhões por temporada.

Um dinheiro que eu duvido que DeAndre (nego-me a chamá-lo de Jordan) vá ganhar em qualquer outro time da NBA.

TABELA

Logo mais à noite, 22h de Brasília, a NBA divulga toda a tabela da fase de classificação. Estaremos atentos; assim que for divulgada, estaremos postando aqui no blog.

Portanto, quem tem férias programadas para este final de dezembro, ou então em janeiro ou fevereiro e quer ver jogos ao vivo, o momento de marcar a viagem chegou.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 17 de novembro de 2011 NBA | 23:52

PRA RIR OU PRA CHORAR?

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Essa é patética: a cidade de Orlando, a NBA e o Orlando Magic já começaram a se preparar para o “All-Star Game”, evento marcado para o final de semana do dia 26 de fevereiro. É pra rir ou pra chorar?

As três partes começam a se preocupar com a logística do evento que envolve trânsito até o Amway Center, estacionamento para os torcedores, segurança (na NBA não é a polícia quem trata do assunto, mas sim seguranças particulares contratados pelas franquias) e capacidade da arena para o final de semana, uma vez que vários setores são bloqueados para que a mídia seja acomodada.

Volto a perguntar: pra rir ou pra chorar?

Ao mesmo tempo, leio que os proprietários realizaram uma teleconferência nesta quinta-feira. Todos os 29 donos de franquia. Faltou um? Não, não faltou, pois, não se esqueça, a NBA é dona do New Orleans Hornets.

Sabem por que eles se reuniram? Pra saber a quantas anda o locaute. Não entendeu? Nem eu.

Volto a perguntar: pra rir ou pra chorar?

Leio também que o pequenino Aaron Brooks acabou de assinar um contrato de um ano com o Guangdong (não é sacanagem, é o nome do time mesmo) da China. Vai ganhar cerca de US$ 2 milhões por uma temporada.

Grana pra burro; pensava que Brooks poderia ser um dos alvos do basquete brasileiro, mas ninguém no Brasil tem esse dinheiro.

Por que Brooks vai ganhar tanto? Porque ele é muito popular na China, uma vez que jogou muito tempo ao lado de Yao Ming no Houston Rockets.

De acordo com as regras da Associação Chinesa de Basketball, Brooks teve que abrir mão de seu contrato com o Phoenix. Os chineses não aceitam acordo de jogadores que façam constar cláusula que os permita deixar o campeonato asiático e voltar para a NBA em caso de fim do locaute.

O mesmo não aconteceu com o contrato que o argentino Andres Nocioni assinou com o Peñarol de Mar del Plata. “Chapu” vai jogar o Super 8, um torneio de final de ano que reúne os oito principais colocados do campeonato argentino. Torneio de tiro curto, mas se o locaute tiver acabado nesta data, Nocioni volta imediatamente para os EUA.

Aliás, se você quiser saber quais são os jogadores que já assinaram com equipes fora dos EUA, clique aqui.

Dos que não assinaram e pensam em se mandar leio que Dwyane Wade está disposto a ouvir propostas. Além dele, Luol Deng também cogita jogar na Europa. O mesmo para o Jeremy Lin, descendente de chineses e que havia sido recrutado pelo Golden State.

Isso eu não preciso perguntar: é pra chorar mesmo.

Sim, porque nesta sexta-feira, a tabela marcava nada menos do que 12 partidas. A saber:

Indiana x Portland
Philadelphia x Charlotte
Toronto x Milwaukee
New Orleans x New Jersey
Cleveland x Miami
Detroit x Atlanta
Minnesota x San Antonio
Oklahoma City x Denver
Dallas x Sacramento
Utah x Clippers
Golden State x Washington
Phoenix x Chicago

Ao invés de tirarmos uma soneca na tarde de sexta pra aguentar a longa jornada noturna, temos as seguintes opções:

a) chorar;
b) ver a Série B do Campeonato Brasileiro de futebol;
c) assistir à estreia do NBB;
d) encher a cara.

Acho que vou optar pela alternativa “d”.

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quarta-feira, 25 de maio de 2011 NBA | 12:11

SONHO MEU

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Fui dormir achando que a série acabou. Que o jogo era ontem; e que ao perder ontem o Chicago deu adeus ao sonho do sétimo título de sua história.

Dormi; sonhei com o jogo.

Entre imagens desconexas, vi Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh numa quadra que não era um ginásio da NBA. Parecia um playground. Sim, era um playground, que constatei era o Rucker Park de Nova York.

Tom Thibodeau apareceu no sonho. Mas, engraçado, não de terno e gravata, mas com um apito nos lábios e uma espécie de bastão nas mãos e roupa de zelador de parque, aqueles macacões de um azul desbotado.

Gritava com os três jogadores do Miami, que brincavam. Divertiam-se a valer, entre eles.

Thibs, de repente, gritou: “Vamos organizar esse jogo! Isso parece pelada de rua!”.

Bosh, Wade e James se entreolharam e riram ainda mais. Rolavam pelo chão de tanto rir. LBJ, caído, disse para Thibs: “A gente está brincando!”.

De repente, o time do Chicago apareceu. Nem todos; vieram Derrick Rose, Ronnie Brewer, Luol Deng, Taj Gibson e Joakim Noah. Engraçado, Carlos Boozer não apareceu.

Eles desceram do ônibus. Desceram com o uniforme vermelho; D-Rose à frente.

Quando o pessoal do Bulls entrou na quadra do Rucker Park, começou um jogo. Thibs queria a bola e ordenou a seus comandados que a fossem pegar.

Mas ele não queria a bola simplesmente, ele queria a bola e queria que os três jogadores do Miami a entregassem a ele, subalternamente, rendidos.

Do lado de fora da quadra eu vi Erik Spoelstra com um terno preto, gravata preta e camisa branca. Tinha as duas mãos na cintura. Ria; ria, eu disse, não gargalhava.

Era um sorriso discreto, mas seguro. Pareceu-me respeitoso. Mas ele ria de quem? De Thibs? Dos jogadores do Bulls? Ou de seus jogadores?

Ai um jogo começou e rapidamente veio um arremesso de longe: LBJ encestou. A bola nem tocou no aro. Encontrou resistência apenas na redinha. Fez um barulho de ferro triscando, pois ela era de aço.

Aos poucos, à medida que o jogo passava, outros jogadores do Miami foram aparecendo. E entravam em quadra com a bola em movimento. Vi Mike Miller, Udonis Haslem, Mario Chalmers, Joel Anthony e Mike Bibby.

De repente, outros jogadores do Chicago também apareceram: agora sim Booz; e também Keith Bogans. Omer Asik estava sentado na arquibancada e chorava. Não usava o uniforme de jogo, vestia apenas um agasalho. Tinha um saco com gelo amarrado na panturrilha da perna esquerda.

Não me lembro muito mais do que isso. Tenho algumas lembranças do jogo, mas sem muitos detalhes.

O que mais me lembro é dos jogadores do Chicago formando uma parede, de uma lateral à outra da quadra, tentando impedir que os jogadores do Miami chegassem à cesta. Todos tinham um bastão semelhante ao de Thibs. Seguravam com a mão direita e o batiam na palma da mão esquerda.

Noah estava no topo de uma escada alta, aberta em V. Também segurava o bastão, mas ao invés do cabelo preso, usava-o solto. Parecia o Tarzan.

À frente deles, Thibs com seu macacão de zelador e o bastão de pau na mão.

De repente, os jogadores do Miami, especialmente os três principais, surgiam pulando das árvores que circundam a quadra. Caiam por trás da muralha do Bulls e faziam a cesta – a maior parte delas em enterradas individuais ou de ponte-aérea.

Os três, D-Wade, LBJ e CB1 gargalhavam a cada enterrada executada. Os outros jogadores do Heat, de longe, perto da cesta do Miami, batiam palmas e riam.

O sol começou a esquentar. Do lado de fora, percebi que não estavam apenas Spo e Omer. Havia uma grande platéia. Em sua maioria, formada de negros, provavelmente porque estávamos no Harlem.

Eram homens de paletó e gravatas que usavam chapéus escuros. A maioria dos ternos eram também escuros e as camisas eram brancas. As gravatas, coloridas. Enxugavam o suor com lenços brancos.

As mulheres portavam sombrinhas para se proteger do calor. A maior parte se abanava com leques. E usavam redinhas na cabeça ou lenço para proteger os cabelos.

O calor aumentava barbaramente e os jogadores do Chicago começaram a sentar na quadra. Suavam muito.

De repente, todos olharam para o lado direito, como se fosse para o banco de reservas do time. Thibs estava lá, mas agora de paletó e gravata. O terno era vermelho berrante que se confundia com a camisa da mesma cor; a gravata, branca.

Ele não sentava em uma cadeira, como se fosse um banco de reservas. Ele sentava em um touro, que estava deitado e parecia cansado.

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segunda-feira, 23 de maio de 2011 NBA | 12:01

MIAMI DÁ PASSO IMPORTANTE NA SÉRIE

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O Miami deu um passo importante em direção à final da NBA. Protegeu um de seus três mandos de quadra ao bater o Chicago ontem à noite por 96 a 85. Andou um terço do caminho.

Navegar em águas calmas é muito melhor do que em águas turbulentas. Em outras palavras: vencer em casa é mais fácil do que no ginásio inimigo — e isso o Miami já fez. Pra que enfrentar toda essa adversidade novamente?

Mas não será fácil; aliás, em decisões, não há facilidades. O Heat bateu ontem o Bulls por 96 a 85, mas quem não viu o jogo pode até achar que não houve dificuldades. Houve, pois o adversário esteve sempre no retrovisor, à vista, bem visível, ameaçando dar o bote e deixá-lo para trás.

Mas o Miami soube contê-lo. Ficou atrás no marcador quando Derrick Rose fez mais dois de seus 20 pontos e levou o Bulls a 51 a 50, isso no terceiro quarto. Mas os da Flórida não se apavoraram. Continuaram pavimentando sua estrada rumo à vitória.

Tudo ficou definido quando o Heat fez uma corrida de 9 a 0, a 5:07 minutos do final, o que levou o marcador a 87 a 74. Diferença de 13 pontos, que baixou para sete, mas que depois voltou a 13 e terminou em 11.

E por que o Miami venceu?

RESPOSTA 1

Bem, o Miami venceu principalmente por causa de Chris Bosh. O ala-pivô do Heat anotou nada menos do que 34 pontos. Tem média de 24,7 pontos por jogo nesta série diante do Chicago.

O Miami quer mesmo que tudo continue como está para Bosh. Ou seja: que o mundo o encare como um jogador a mais, comum, superestimado. Isso, continue assim, desprezando-o, deixando-o à vontade, devem pensar a turma da Flórida.

À vontade, CB1 (foto Getty Image) desequilibra. Isso, senhor Boozer, continue achando que Bosh é um mané qualquer e que o Miami não possui um Big Three, como o senhor mesmo disse. Deixe-o à vontade.

Com Bosh à vontade, ele construiu a vitória do Miami. Com isso, Dwyane Wade e LeBron James puderam “descansar” uma partida. Olha que coisa boa! O Heat pôde se dar ao luxo de “descansar” dois de seus principais jogadores porque o adversário (como o resto do mundo) acha que pode deixar Bosh livre porque a natureza vai marcá-lo.

Quebraram a cara; Booz e o Chicago. Bosh foi um gigante.

RESPOSTA 2

Isso mesmo, vamos continuar achando que o Miami defende bem só por causa de Dwyane Wade e LeBron James. Isso, continuem achando isso, deve pensar a turma da Flórida. Continuem achando que os demais não sabem nada do assunto.

Achando isso, a defesa do Heat se edifica, se estrutura, se posta em quadra e sufoca o adversário. A defesa como um todo — e não apenas dois jogadores, pois é impossível apenas dois jogadores marcarem um time inteiro.

Isso, fechem os olhos para o trabalho de proteção à cesta que o Miami montou. Continuem achando que os cinco tocos de Joel Anthony vieram do nada. Continuem achando que para bater a zaga do Heat basta bater apenas D-Wade e LBJ.

O Miami limitou o Chicago a apenas 41,6% de seus arremessos.

RESPOSTA 3

A turma da Flórida deve estar se divertindo. O mundo acha que o time é frágil no garrafão. Nos rebotes, é verdade, perdeu o duelo por 41 a 32. Mas vejam a pontuação: o Chicago anotou 36 pontos no garrafão e o Miami 32.

Isso, continuem subestimando o poder de fogo do Heat no garrafão. Os da Flórida querem que continue assim mesmo.

RESPOSTA 4

Por falar em garrafão, Joakim Noah e Omer Asik foram uma piada ontem. Noah fez um ponto; Asik zerou. Noah pegou cinco rebotes, Asik, apenas um.

RESPOSTA 5

Tudo bem que Derrick Rose tem que estar a todo o vapor o tempo todo. Tudo bem que ele tem que tentar resolver a parada o tempo todo. Mas ele precisa dar uma passada em uma das lojas de eletrônicos em “Miami Downtown” e comprar um “desconfiômetro”.

Ele não pode forçar o jogo do jeito que vem forçando. Talvez em função de ver a precariedade ofensiva de seus companheiros, com exceção de Luol Deng, que assim mesmo é ciclotímico com a bola nas mãos, D-Rose tenha se viciado pela cesta.

Se verdade, ele precisa de um tratamento. Em muitas ocasiões, quando ele infiltra e fazem nele um “double” e até mesmo um “triple team”, companheiros ficam livres, prontos para receber a bola e encestá-la. Mas D-Rose não tem percebido isso.

CONCLUSÃO

A série está aberta ainda, mas o próximo confronto, amanhã, novamente em Miami, será decisivo. Se o Chicago perder, babau.

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segunda-feira, 16 de maio de 2011 NBA | 01:27

CHICAGO, JOGO ARRASADOR; OKC, GARANTIDO NA FINAL

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Chicago deu um passo importante rumo à final da NBA. Conseguiu proteger um de seus mandos. E protegeu de um jeito que aqueles como eu que imaginavam que o Miami seria o grande favorito nesta série, começam a repensar seu posicionamento.

Claro que foi apenas o primeiro confronto de uma série que tem tudo para se arrastar e chegar ao jogo 7. Mas foi um desempenho notável, pois vencer o Heat por 21 pontos de diferença (103 a 82) não é nada fácil.

Saibam que o Miami tinha uma média de 88,8 pontos sofridos por jogo. E no ataque, sua média era de 94,7 tentos por partida. Ou seja: o Chicago anotou 14 pontos a mais na zaga do adversário e subtraiu 12 de seus pontos.

De fato, o Chicago defendeu muito, especialmente os dois principais jogadores do Miami: LeBron James e Dwyane Wade.

LBJ fez 15 pontos e teve um desempenho de 5-15 nos arremessos. Ou seja: 33,3% de aproveitamento. D-Wade fez 18 e anotou 7-17, que traduzidos para percentual deu 41,7%. Os dois juntos acertaram apenas 12 de seus 32 arremessos (37,5%). Além disso, cometeram quatro erros cada um, frutos da ótima marcação adversária. Foram muito bem marcados por Luol Deng e Ronnie Brewer.

Seria perfeito se o Chicago tivesse também enquadrado Chris Bosh. CB1 foi muito bem no jogo: anotou 30 pontos (12-18). Muitos desses pontos foram anotados quando ele teve Carlos Boozer pela frente. Com Taj Gibson “o buraco foi mais embaixo”.

Limitado o jogo de D-Wade e LBJ, outro fator que foi fundamental para o Bulls vencer foi o duelo nos rebotes: pegou 45 contra 33 do Heat, sendo que 19 foram ofensivos, enquanto que o Miami pegou só seis.

Isso proporcionou 31 pontos ao Chicago, enquanto que o Miami fez oito pontos em sua segunda tentativa em um mesmo ataque.

E mais: o banco do Chicago também levou a melhor ao vencer por 28 a 15. Nas assistências, 23 a 11 para o Bulls. Nas bolas de três, 10 a 3.

Enfim, como se vê, tudo foi favorável ao anfitrião, especialmente no segundo tempo vencido pelo Bulls por 55 a 34. E por que isso aconteceu? Porque Tom Thibodeau faz “mágica” com os reservas do Chicago.

Eles entram em quadra e o nível de jogo do time não cai. Além da pontuação mencionada anteriormente, a chamada segunda unidade do Bulls defende muito.

No início do último quarto, com o Chicago na frente em 72 a 63, os reservas jogaram por quatro minutos e levaram o marcador adiante, pontuando e segurando os titulares do Miami em quadra.

Quanto ao Miami, pela primeira vez nestes playoffs o time está em desvantagem. Mas é um grupo maduro e que saberá lidar numa boa com a adversidade.

Além disso, vai ser difícil o time jogar mal novamente como jogou neste domingo à noite. Especialmente LBJ e D-Wade.

Como se diz na NBA, não dá para jogar bem todas as noites. A do Miami foi esta. O time vai se recuperar, mas suas chances diminuíram em uma partida. O Heat tem mais três chances pela frente para ganhar do Bulls em Chicago e tentar resolver a questão em casa.

CRAW!

Alguém consegue definir a enterrada de Taj Gibson no final da partida?

SHOW

Derrick Rose mostrou uma vez mais por que foi escolhido MVP desta temporada. Sua atuação foi espetacular. Anotou 28 pontos e deu seis assistências. Percebendo que o Miami protegia muito bem seu garrafão, mandou bolas de média e longa distância.  Fez 3-7 nas triplas e saiu-se muito bem também nas de meia distância.

A continuar assim, vai dificultar o trabalho defensivo do Miami. Sim, pois ele deixou claro que não adianta fechar o garrafão: seu arsenal do perímetro e de longa distância foram eficientes.

Talvez seja mesmo o caso de Erik Spoelstra colocar LeBron James o tempo todo em cima de D-Rose.

MVP

Mas aí alguém pode dizer: e Luol, quem marca? Verdade; o sudanês naturalizado britânico jogou muita bola neste domingo: 21 pontos, sete rebotes e ainda colocou LBJ no bolso. Derrick Rose é o MVP da temporada, mas o MVP da partida deste domingo foi Deng, que levou para casa o motorrádio.

Bem, como se vê, este é um problema que Spoelstra vai ter que resolver se os dois mantiverem este nível em toda a série.

OKC GARANTIDO

Tudo graças a Kevin Durant. Depois de um jogo pífio realizado na última sexta-feira, quando anotou apenas 11 pontos (3-14), desta vez o ala do Oklahoma City teve um desempenho digno do jogador que é: marcou 39 pontos e ao lado de Russell Westbrook levou o Thunder pela primeira vez a uma final da NBA.

Russell anotou um “triple-double”: 14 pontos, 14 assistências e dez rebotes. Foi seu primeiro TD em playoffs.

“Durant é um jogador especial, um dos melhores da NBA”, disse Zach Randolph, ala-pivô do Memphis, sobre o nome do jogo.

Zach saiu derrotado enquanto jogador do Memphis, mas individualmente o que ele jogou nestes playoffs foi uma barbaridade. Eu que tinha desconfiança quanto a seu jogo, jogo a toalha: Z-Bo nocauteou-me.

Tem deficiências na marcação, é verdade, mas foi uma maquina de pegar rebotes e de fazer pontos. Deixou os playoffs com médias de 22,7 pontos e 10,9 rebotes.

Em torno dele Lionel Hollins, técnico do Grizzlies, tem que continuar edificando o Memphis, que, aliás, é um time muito bem ajeitado e azeitado e que na próxima temporada tem tudo para repetir a dose — talvez num nível ainda melhor.

Quanto ao OKC, bem, sobre a série diante do Dallas a gente comenta mais tarde.

Notas relacionadas:

  1. FINAL DESOLADOR
  2. FINAL DESOLADOR
  3. CHICAGO E MIAMI SOFRERAM, CADA UM À SUA MANEIRA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. Última