Los Angeles | Fábio Sormani

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quarta-feira, 14 de abril de 2010 NBA | 15:52

VISÃO ESPLENDOROSA

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LOS ANGELES – A visão de downtown LA vista a partir da 110 Freeway de quem vem do Sul é realmente magnífica. Eu adoro Los Angeles, ao contrário da maioria, que nada vê de especial na terra do cinema e se derrete por São Francisco — que também é espetacular. Sinto-me bem em LA.

Anda-se mais um pouco pela 110 e de repente, do lado esquerdo, aparece o Staples Center. A visão é igualmente estupenda. O Staples é um dos mais bonitos — se não for o mais bonito — ginásio da NBA. Por fora e por dentro.

Do lado de fora, ele é emoldurado pela freeway e pelos arranha-céus do centro da cidade. Dentro, a arquitetura chama a atenção. Os “skyboxes”, o restaurante, a distribuição das poltronas, enfim, tudo é moderno e harmônico.

E pra melhorar, sempre que se anda esbarra-se em alguém famoso. Leonardo di Caprio (foto AP) estava assistindo à vitória do Lakers sobre o Sacramento. Avistei-o de longe.

Mas a melhor das sensações eu tive quando me dirigia à sala de imprensa no intervalo do jogo. Peguei o elevador — a NBA me colocou lá no alto, mas eu até que gostei, porque pude ver a partida de um ângulo diferente e pude constatar que do alto vê-se a peleja numa boa sem essa de usar binóculo. De repente, o elevador parou no térreo — a sala de imprensa está um nível abaixo.

Quem entra? Maria Sharapova. Um espetáculo; tão ou mais bonita do que a tenista que a gente costuma ver na televisão. Mas Maria não deu bola pra ninguém e nem se esforçou para ser simpática.

As poltronas, no entanto, não são ocupadas apenas por estrelas. Diversos tipos de torcedores ajudam a compor o cenário. Desde os mais comuns, como no Brasil, com camisa do time e alguns cartazes, até figuras exóticas, como um afetado torcedor que desenhou Ron Artest em uma enorme toalha branca e ficava chamando o ala do Lakers a todo o instante enquanto ele se aquecia, antes de o jogo começar.

Mulheres bonitas ajudam a compor o cenário. Ou melhor, dão mais brilho ao já vistoso Staples Center, que se completa quando o jogo começa e outras estrelas, estas dentro da quadra, dão o toque final neste quadro que poderia ser exposto em qualquer museu famoso do planeta.

Que tal o Louvre ou o Metropolitan?

JOGO

Foi uma decepção do ponto de vista de que eu queria ver Kobe Bryant jogando ao vivo. O desapontamento aumentou quando Tyreke Evans foi expulso logo no começo do terceiro quarto, ele que estava irritado com a arbitragem por causa das três faltas marcadas contra si ainda no quarto inicial.

Mas eu procurei me desligar disso tudo e curtir o jogo. E teve o que curtir. A bandeja que Shannon Brown fez em cima de Evans ainda nos primeiros 12 minutos da contenda não ficou devendo em nada para as melhores jogadas de Michael Jordan com a camisa 23 do Chicago Bulls.

Se você não viu, procure nos “highlighs”. Ela com certeza aparecerá, pois foi eleita a jogada da partida — e não sem razão.

Shanonn, que tem atuado no lugar de KB, infiltrou pela direita, acompanhado de Tyreke, ganhou na corrida e quando subiu para a bandeja, o oponente subiu junto, inteligentemente obstando a passagem do armador do Lakers. Mas Shannon encontrou recurso em seu não tão vasto repertório de jogadas e no ar trocou a bola da mão direita para a esquerda para completar o lance.

Todos os 18.997 torcedores que compraram todos os bilhetes que estiveram à venda exultaram de alegria. Não era para menos. Afinal, além da beleza da jogada, constata-se que Brown está jogando bem (ontem fez 24 pontos e só ficou atrás de Pau Gasol (foto AP), que marcou 28) e pode ser uma excelente opção para o combalido Black Mamba.

PLAYOFF

Por falar em ginásio lotado, ontem mesmo o Lakers colocou à venda os bilhetes para o primeiro jogo dos playoffs diante do Oklahoma City. Não se sabe ainda quando ele acontecerá e nem a que horas.

Mas a fila para os ingressos estava enorme. Quem comprou viu estampado no tíquete: primeiro jogo dos playoffs. É só a NBA marcar a data e o horário, que o fã vai para a arena munido do ingresso, apresenta, senta e curte o show.

Que organização…

MARCAÇÃO

Depois do cotejo, mais do que falar sobre o Sacramento, Phil Jackson teve de responder perguntas sobre o Oklahoma City. Perguntas sobre Kevin Durant. KD que deve mesmo ficar com o título de cestinha do campeonato. KD que é o jogador que mais lances livres cobrou na competição (até ontem foram 825 contra 801 de Dwight Howard, o segundo colocado).

Depois dos reclamos de Kevin Garnett (“Parece que estamos jogando contra a p… do Michael Jordan do jeito que eles [árbitros] marcam as falta”), que custou-lhe US$ 25 mil de multa, P-Jax também deixou no ar sua insatisfação sobre esse “protecionismo” a Durant, esquecendo-se que a arbitragem faz o mesmo com Kobe Bryant.

E por falar em Kobe, P-Jax também falou sobre Thabo Sefolosha, que deverá ser o marcador de Black Mamba neste primeiro “round” dos playoffs. Ou melhor, não falou coisa nenhuma, apenas admitiu, durante a coletiva, que isso realmente vai acontecer e que espera de Kobe respostas para os problemas que o suíço vai impor-lhe.

Usando um sapatênis preto com o terno — confesso que eu esperava um sapato de cromo alemão —, o treinador do Lakers, mais magro do que o habitual (acho que as contusões estão tirando seu sono), não se furtou em responder quem seria o MVP do Lakers nesta fase de classificação.

Disse P-Jax: “Kobe jogou muito nas 15 primeiras partidas, outros jogadores foram muito bem na metade da competição, mas nesta reta final Pau [Gasol] jogou muito. Pau seria o meu MVP”.

Exagero? Creio que não, mas creio que a resposta foi também uma mensagem para o espanhol. P-Jax acredita nele e nele deposita muito de sua esperança em ver o time reprisando o feito da temporada passada, quando foi campeão.

DISTRIBUIÇÃO

Entrando no vestiário do Lakers — o Clippers tem o seu e não usa o do Lakers de jeito nenhum —, a distribuição dos armários é a seguinte, olhando da esquerda para a direita, sentido horário: Pau Gasol, Derek Fisher, Jordan Farmar e Luke Walton. Depois tem um corredor que leva para os chuveiros. Na sequência aparecem: Kobe Bryant, Sasha Vujacic e Josh Powell. Vem uma curva à direita e, colado ao de Powell vem o armário de Adam Morrison, Ron Artest, Lamar Odom, Shannon Brown, DJ Mbenga e Andrew Bynum.

AMISTOSOS

Se o Lakers já pensa lá na frente e vende bilhetes para o primeiro jogo dos playoffs, a NBA também não para. Já determinou que o Los Angeles fará dois cotejos em terras européias durante a fase de amistosos da próxima temporada.

O primeiro deles será contra o Minnesota, na O2 Arena de Londres. Data: 4 de outubro. Na seqüência, pega o Barcelona, na Espanha, jogo marcado para o Palau Saint Jordi. Data: 7 de outubro.

Que organização…

ENTREVISTA

No vestiário do Sacramento, procurei Andrés Nocioni (foto AP, em duelo com Shannon Brown). O ala do Kings, como se sabe, é argentino de nascimento. Como também se sabe, é um dos principais jogadores do time nacional, comandado por Sergio Hernandez e que vai participar do Mundial da Turquia, entre agosto e setembro próximos.

Disse a ele que era brasileiro e Andrés foi muito receptivo. Depois, perguntou se queria que a entrevista fosse em inglês ou espanhol. Disse que não tanto fazia. Acabamos por misturar as duas línguas.

P – Como você está no Sacramento?
R – Bem, muito embora esta temporada não tenha sido muito legal. Ela foi cheia de altos e baixos.

P – E a seleção da Argentina, como estará no Mundial da Turquia?
R – A gente sempre entra para brigar pelo título. Esperamos chegar entre os quatro primeiros colocados. Temos potencial para isso.

P – Mesmo sem Manu Ginobili (o armador do San Antonio anunciou sua aposentadoria da seleção)?
R – Sim, mesmo sem ele, pois, como te falei, nosso time é muito competitivo e é igualmente maduro.

P – Você acredita que Manu possa mudar de idéia e jogar o Mundial?
R – Realmente, não sei.

P – Vocês não se falam?
R – Sim, nos falamos, mas quando nos falamos a gente não fala sobre basquete.

P – E o Brasil, o que você pensa?
R – Tem bons jogadores que podem formar uma grande equipe. Eles são competitivos e têm talento. Vai depender muito de como vai funcionar o grupo durante a preparação e a competição. União e amizade são muito importantes e saber jogar a competição também, pois o Mundial é curto.

P – O que te pareceu Rubén Magnano no comando técnico do time brasileiro?
R – Algumas pessoas podem ter ficado decepcionadas e/ou doídas com ele, mas isso é de cada um. Eu respeito a decisão dele, não vejo nenhum problema. Acho que ele tem tudo para fazer um grande trabalho com o Brasil.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010 NBA | 13:13

NOITE RUIM DOS BRASUCAS

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Nenê, destaque do desfalcado Nuggets na derrota para o Sixers dentro de casa

Nenê, destaque do desfalcado Nuggets na derrota para o Sixers dentro de casa

A noite de ontem não foi dos brasucas. Cleveland e Denver perderam seus jogos — ambos em casa — e deixaram de somar importante vitória da tabela de classificação.

O Cavs perdeu surpreendentemente para o Charlotte (91-88) em sua Q Arena; o Nuggets foi batido pelo Philadelphia (108-105).

A derrota do Denver tem desculpas — e das boas. Dois de seus principais jogadores, Chauncey Billups e Carmelo Anthony, lesionados, não puderam jogar. Some-se a isso a contusão que Chris Andersen sobre no segundo quarto da contenda de ontem e teremos três desfalques.

Nenê Hilário bem que tentou evitar o colapso. Não conseguiu apesar de seus 24 pontos e 15 rebotes.

Esses números são emblemáticos, pois mostram bem quem é o são-carlense. Sem Billups e Melo, o jogo teve de gravitar ao seu redor; e ele fez 24 pontos e apanhou 15 rebotes.

Ou seja: fosse mais explorado pelos companheiros e seus números seriam superiores aos atuais14.2 pontos e 8.4 rebotes. Nas três partidas que o Denver fez sem o duo referido, Nenê teve médias de 23.6 pontos e 9.3 rebotes por jogo.

Será que alguém ainda consegue criticar Nenê? Será que alguém ainda tem dúvidas quanto ao seu potencial?

Ah, havia me esquecido: Nenê está em primeiro lugar no ranking de roubos de bola entre os pivôs com 1.62 desarmes por partida.

Espero que as críticas diminuam, pois o cenário atual deixa claro de que temos um representante que nos orgulha na NBA.

Alguém pode argumentar: por que ele não faz isso também com Billups e Melo em quadra? É preciso responder?

Quanto a Varejão, ele pelejou com as faltas e, por isso mesmo, jogou apenas 22 minutos. Fez só dois pontos e pegou surpreendentes quatro rebotes.

Mas o jogo de ontem deixou bem claro que os coadjuvantes não seriam mais do que coadjuvantes ontem à noite em Ohio. LeBron James e Mo Williams fizeram, juntos, 56 pontos. Os demais anotaram 32 pontos.

A bola, como se vê, ficou mesmo nas mãos dos dois melhores jogadores do time. Assim, só restou aos demais ver a partida — e em posição privilegiada: dentro da quadra.

ENTENDIMENTO

Jordan Farmar encara Kris Humphries

Farmar encara Humphries

Alguém consegue entender o Lakers? Pena para vencer equipes frágeis, quando pega o Dallas, segundo colocado no Oeste, aplica-lhe uma goleada estonteante: 131-96.

E o time, uma vez mais, não pôde contar com Ron Artest. Mas contou com Jordan Farmar, que (talvez contagiado pelo prenome) anotou 24 pontos e encerrou o jogo como cestinha do Lakers e do prélio.

Se alguém for perguntar, eu já respondo: Kobe Bryant fez modestos 15 pontos. Mas Kobe está nos calcanhares de Jerry West na briga pela artilharia suprema do Lakers em todos os tempos.

West fez 25.192 pontos; Kobe está com 24.815. O cálculo mostra que, se mantiver suas médias da atual temporada, KB ultrapassa JW em 13 partidas.

RODADA

Os demais resultados da rodada de ontem mostraram os seguintes resultados:

New York 132-89 Indiana

Toronto 91-86 San Antonio

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 10 de março de 2009 NBA | 12:15

BRINCANDO COM A SORTE

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A sorte do Denver é o Phoenix. Não fosse o time do Arizona, e a franquia do Colorado, que já foi vice-líder da Conferência Oeste, poderia ficar de fora dos playoffs.

O time cai dramaticamente no campeonato.

Do “All-Star Game” para cá, foram 12 os jogos disputados pelo Nuggets; quatro as vitórias e oito as derrotas.

Dos últimos 11 jogos, venceu apenas três; dos passados cinco encontros, saiu vitorioso em só um deles.

Não que a distância para o Suns seja confortável; nada disso. São 25 derrotas do time colorado contra 29 do ensolarado.

Mas o Phoenix perdeu um de seus principais jogadores: Amaré Stoudemire. O ala/pivô, que também faz as vezes de pivô, tem um sério problema na retina e não vai mais jogar esta temporada.

E não há substituto à altura para ele. Tanto que o técnico Alvin Gentry improvisa Grant Hill na posição. E não está lá dando muito certo não.

O time de Leandrinho Barbosa, se formos também contar do “All-Star Weekend” para cá, em 12 compromissos, venceu a metade. A campanha é melhor do que a do Nuggets.

Mas esta pequena diferença – embora não seja confortável, como disse –, pode ser significativa no momento de se passar a régua ao final da etapa de classificação para apurar-se os oito classificados para os playoffs.

Denver Nuggets 
Denver Nuggets: sorte do time do técnico George Karl e a má campanha do Phoenix Suns 

CALENDÁRIO

O Nuggets tem uma ótima sequência de jogos. A tabela é extremamente generosa.

Os próximos cinco enfrentamentos são as chamadas babas. O time tem tudo para enfileirar cinco triunfos e dar uma boa respirada no campeonato.

Vejamos: amanhã, em casa, pega o Oklahoma City; no sábado, recebe o Clippers; dia 16, o New Jersey; dois dias depois, viaja para enfrentar o Memphis; e termina este ciclo hospedando o Washington.

Não é o calendário que se pediu a Deus?

JOGO

Mas o time tem que justificar em quadra o que lhe é favorável na teoria.

Ontem, na derrota diante do Houston (97-95), o que se viu no Pepsi Center foi uma equipe insegura e perdida em quadra.

A insegurança crescia à medida que os arremessos não caiam. O time acertou apenas 38.1% de seus tiros. Nenê foi o exemplo mais bem acabado da falta de pontaria do time.

Líder no quesito “percentual de acerto” na competição, o são-carlense foi um desastre ontem à noite. Encestou apenas quatro de suas 15 tentativas de cesta.

Ele que tem mais de 61% de aproveitamento, pelos números de ontem, ficou em 26.6%.

Carmelo Anthony, cestinha do time na competição, deixou a quadra com 21 pontos, mas teve um desempenho igualmente ruim: 8-21 (38.1%).

Chauncey Billups, que foi o artilheiro da equipe e da partida com 28 pontos, acertou uma bola a mais do que Melo numa mesma quantidade de arremessos. Seu percentual foi de 42.8%.

Quanto a Nenê, havia muito tempo que eu não via o brazuca tão perdido em quadra. Deixou o jogo com apenas dez pontos e oito rebotes.

Nene x Yao Ming
Yao Ming levou a melhor contra Nenê no duelo de pivôs de segunda-feira à noite

QUÍMICA

Gostei muito do que vi do Houston na partida. A contusão de Tracy McGrady fez o time se encaixar.

Com ele de fora, o técnico Ricky Adelman colocou Shanne Battier e Ron Artest juntos. Não o tempo todo, é verdade, mas em boa parte dos confrontos; especialmente quando a marcação tem que ser apertada.

Os dois jogadores são conhecidos principalmente pela qualidade defensiva que possuem. Ontem, Artest ficou em cima de Carmelo Anthony. Limitou a produtividade do ala do Denver, como vimos.

Mas os dois não são apenas marcadores. Pontuam também – e com qualidade.

Ontem, Battier não teve bom volume e consequente desempenho. Fez só oito pontos. Mas Artest anotou 22.

Outro que esteve bem foi o argentino Luis Scola. Embora tenha deixado o jogo mais cedo por ter estourado o limite de faltas, o argentino apanhou nada menos do que 15 rebotes, tornando-se o reboteiro da partida.

Já disse aqui, várias vezes, que não acredito no Houston. Mas os números não me são favoráveis.

Desde que T-Mac se machucou, o Rockets ganhou 11 de seus 13 compromissos.

É hoje o terceiro colocado do Oeste com 23 derrotas, três a mais do que seu rival estadual, o San Antonio.

Junto com o Utah, vai cutucar o Spurs o resto da fase de classificação brigando pelo segundo lugar da conferência.

REVÉS

A derrota do Lakers para o Portland, no Oregon, por 111-94, deixou o time da terra do cinema junto com o Cleveland. Ambos foram dobrados em 13 oportunidades neste campeonato.

Mas o time angelino, por ter feito uma partida a mais e vencido, aparece com um aproveitamento de 79.4%, enquanto que o Cavs exibe desempenho de exatos 79%.

Mas tem um aspecto importante nessa história: o Lakers varreu o Cleveland nos dois embates desta fase regular. Portanto, se terminarem empatados na campanha, os californianos terminam em primeiro lugar.

VIOLÊNCIA

Alguém viu a entrada que Trevor Ariza deu em Rudy Fernandez? Se não viu, eu conto e mostro.

O “rookie” espanhol, faltavam dois segundos para o final do terceiro quarto, recebeu um passe perfeito de Brandon Roy para, no contra-ataque, encestar mais dois pontos e colocar o Portland na frente em 30 (85-55).

Mas Ariza, irresponsavelmente, tentou dar um toco no adversário, como se fosse limpar o aro. Acertou o braço de Fernandez, que despencou de uma altura de mais de dois metros estatelando-se ao chão.

Bateu o lado direito do peito na quadra e depois de quase 15 minutos deixou o local em uma maca. Foi direto para o hospital. Felizmente, os exames mostraram que nada de grave aconteceu.

Ariza foi corretamente expulso da partida.

Agora, assista!

DESCULPAS

O ala do Lakers garantiu que não teve propósito algum de machucar Rudy Fernandez. Que assim seja; mas ele foi imprudente, isso ninguém pode questionar.

Claro, pois se errasse o movimento – como errou – poderia derrubar perigosamente o adversário – como derrubou.

“Eu não tinha intenção de machucar ele”, afirmou. Acreditamos, OK?

Mas que o senhor seja punido severamente pela NBA, pois lances desse tipo não podem acontecer mais.

Fernandez salvou-se de algo ruim ontem à noite. Será que a sorte abraçará outro jogador em situação semelhante?

É melhor não testá-la.

Por isso, a punição a Ariza torna-se necessária.

PREGUIÇA

O Lakers parecia um time sem qualquer objetivo em quadra. Não dava sinal algum de que se tratava do líder geral do campeonato e com objetivos claros de ganhar a competição.

Perdeu por 111-94, 17 pontos de diferença. Mas a vantagem do Blazers chegou a 30.

Ao final da partida, Lamar Odom disse: “Nós temos que respeitar nossos oponentes e tratá-los sempre como se estivéssemos jogando contra o Boston ou o Cleveland. Eles jogaram contra a gente como um time forte, um dos melhores da liga. Então, por que a gente não joga da mesma maneira?”

Verdade. O Lakers parece realmente ter menosprezado o Portland. Tratou-o como se fosse o Washington ou o Sacramento.

Pagou caro pela sua arrogância.

EMOÇÃO

Miami e Chicago fizeram um jogo repleto de emoções ontem à noite na Flórida. E com direito a duas prorrogações.

No final, deu Heat por 130-127.

O final da segunda prorrogação tem que entrar para a história da liga. Faltavam três segundos para o final e a bola estava nas mãos de John Salmons, que tentava uma infiltração.

Dwyane Wade tomou-a e partiu em disparada em direção à cesta. Não havia tempo hábil para uma bandeja segura. Por isso, D-Wade, antes da linha dos três, arremessou.

E a bola caiu.

Precisou-se de três horas e 17 minutos para apurar-se o vencedor.

DECLARAÇÃO

Empolgadíssimo com a vitória – e não era para menos –, o técnico do Miami, Erik Spoelstra, fez o seguinte discurso assim que entrou na sala de imprensa após a partida:

– Mr. Dwyane Tyrone Wade Jr., se ele não for considerado legitimamente um candidato a MVP, eu não sei o que ele precisa fazer.

Chover, eu diria…

Os maiores adversários de Wade na briga pelo troféu de melhor jogador da fase de classificação não Kobe Bryant e LeBron James. É o time do Miami, que é fraco e não proporciona ao jogador os holofotes da mídia.

De qualquer maneira, vamos destacar a atuação do camisa 3 do Miami: Wade terminou a partida com 48 pontos e 12 assistências em 50 minutos em quadra. Acertou 15 de seus 21 arremessos.

A mesma quantidade que Carmelo Anthony e Chauncey Billups atiraram na derrota do Denver, lembram-se?

ERRO

Quanto ao Bulls, Ben Gordon voltou a jogar muito bem. Terminou a partida com 43 pontos, sua melhor performance nesta temporada. Encestou oito bolas de três.

John Salmons, que foi desarmado por Dwyane Wade, não pode ser responsabilizado pela derrota. Tem se mostrado um jogador eficiente e extremamente ofensivo; ontem marcou 29 pontos.

O grande problema do Bulls foi que o técnico Vinnie Del Negro – sempre ele – não soube poupar os jogadores. Foram três horas e 17 minutos de partida, como eu disse.

Derrick Rose jogou 55 minutos; Salmons, 54; Gordon, 50; e Joakim Noah, 45.

No Miami, Wade atuou também por 50 minutos. Depois dele, Udonis Haslem jogou 46. Os demais, não chegaram a 40.

Quer dizer: o Miami chegou mais inteiro na segunda prorrogação.

Notas relacionadas:

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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009 NBA | 15:26

VITÓRIA MAIÚSCULA

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Posso estar enganado – e não é difícil enganar-me –, mas penso que este campeonato tem dono: Lakers.

Quando a maioria achou que o time de Los Angeles fosse ter uma queda com a contusão de Andrew Bynum, aparece Lamar Odom, que joga tudo e mais um pouco e torna-se o artífice da vitória sobre o Cleveland por 101-91.

É certo que jogos da fase regular são uma coisa e playoffs são outra. Mas eles trazem consigo mensagens importantes, como, por exemplo, deixar bem claro o poderio de uma equipe.

Foi assim no campeonato passado com o Boston. O Celtics foi dominante durante toda a temporada e manteve sua hegemonia quando a fase decisiva chegou.

Penso que isso deverá acontecer com o Lakers também. Não se esqueçam que além do Cavs, o time bateu o próprio Boston.

Ambas contendas fora de casa.

Se você não sabe, foi a primeira vez na história da NBA que um time vence dois jogos seguidos fora de casa diante de equipes com 40 jogos no mínimo e um aproveitamento superior a 80%.

Não é pouco; ao contrário, é muito.

A vitória de ontem requereu do time de Los Angeles esforços que poucos acreditavam que ele conseguiria apresentar. E isso foi emblemático.

Como disse, jogou sem seu principal pivô, mas encontrou em Lamar a resposta perfeita para esse problemão. Odom deixou a quadra com impressionantes 28 pontos e 17 rebotes, ambos números representando o melhor do jogador na temporada.

Foi Lamar quem pegou a batuta no terceiro quarto e regeu a partida naquele instante, marcando 15 pontos e pegando dez rebotes na impressionante corrida de 31-16 que a equipe da terra do cinema impôs ao time da terra do museu do rock’n’roll.

Essa performance não só descontou a vantagem do Cavs de 61-51 conquistada no primeiro tempo, como inverteu o dono do marcador, colocando o Lakers na frente, ao final do terceiro quarto, em 82-77.

E os roxinhos não perderam mais o domínio do embate.

Foi a primeira derrota do Cavs dentro de sua Quicken Loans Arena depois de 23 vitórias seguidas.

DOENTE

Foi também a segunda derrota pessoal de LeBron James diante de Kobe Bryant.

Gripado, Kobe quase não entra em quadra. Antes de o jogo começar, ele vomitou. Tremia de frio por causa da febre alta.

No intervalo, teve de tomar uma injeção para ver se melhorava.

E melhorou; um pouco, mas melhorou.

Esta pequena melhora deu ânimo ao time. O segundo tempo foi do Lakers, que deixou a etapa inicial da Q Arena, como já disse, atrás no marcador em dez pontos: 61-51.

A defesa do Lakers funcionou perfeitamente no segundo tempo e subtraiu pela metade o rendimento ofensivo do Cleveland, que marcou apenas 30 pontos.

Kobe encerrou a partida com apenas 19, apenas dois no último quarto. Mas o arco-íris que ele realizou diante de King James a 2:48 minutos do final, colocando o time na frente em 95-89, foi um dos arremessos mais belos que eu vi na minha vida.

Tenho para comigo que Michael Jordan, no conforto de sua casa, vendo a partida, deve ter pensado: esse cara pode ser comparado a mim; pode ser considerado também o melhor de todos depois que eu parei.

Pessoal, não teimem e nem deem murro em ponta de faca: Kobe Bryant é muito mais jogador que Tim Duncan e Shaquille O’Neal.

Não se apeguem apenas nos números, analisem o todo.

PRAGUEJANDO

LeBron James deve estar até agora praguejando a medicina e seus medicamentos. Ah como seria bom se Kobe não tivesse jogado, deve estar pensando até agora LBJ.

Marcado o tempo todo pelo camisa 24 do Lakers, King James não viu, mais uma vez, a cor da bola.

Os números mostram isso: 5-20 nos arremessos, sendo que 2-8 nas bolas de três.

Nenhum desarme, embora estivesse marcando um jogador doente, que mesmo doente mostrou que é o maior de todos.

LeBron deixou a Q Arena com apenas 16 pontos, convencido de que precisa comer ainda muito feijão com arroz para se impor diante de Kobe.

VARRIDA

Com a incontestável vitória, o Lakers encerrou sua excursão com um recorde de 6-0.

A última vez que o Lakers fez um 6-0 no exterior foi na temporada 1999-00, quando acabou campeão.

Prenúncio de título?

Acho que sim.

Mas, como disse acima, posso estar enganado – e não é difícil enganar-me.

Mas não acho que seja o caso.

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sábado, 1 de novembro de 2008 NBA | 12:59

NENÊ ARREBENTA EM VITÓRIA DO DENVER EM LA

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Os números são dignos de um grande jogador. Nenê (foto AP) arrebentou ontem na vitória do Denver sobre o Clippers (113-103), na prorrogação. O brasileiro marcou 22 pontos, apanhou 11 rebotes e deu três tocos. Tudo isso em 34:45 minutos. Só não ficou mais tempo em quadra porque deixou o jogo com seis faltas.

Este foi o lado ruim da história escrita ontem à noite em Los Angeles: pela segunda vez em dois jogos Nenê saiu mais cedo da partida. Tudo bem que ontem ele cometeu sua falta derradeira a 30 segundos do final da prorrogação com o Denver na frente em 110-100; mas é preciso tomar cuidado.

O fato indica, no entanto, duas coisas: 1) Nenê não está se poupando em quadra, numa demonstração inequívoca de que tem a saúde 100% boa e não teme cara feia; 2) É preciso saber dosar essa agressividade para não deixar o time na mão no futuro em momento delicado do embate.

A vitória foi suada; o time precisou do tempo extra para realizá-la, como vimos. O Nuggets teve que tirar uma desvantagem de 18 pontos ao final do primeiro tempo. Houve defeitos, especialmente defensivos durante todo o período inicial, mas é mais fácil fazer os ajustes com vitórias do que com derrotas.

Importante dizer: Carmelo Anthony completou ontem seu segundo jogo da punição por dirigir embriagado no final de abril. Mas se o Denver não pôde contar com seu ala fominha e talentoso, o time californiano praticamente jogou sem seus dois principais jogadores, o armador Baron Davis e o pivô Marcus Camby. Davis, na verdade, atuou 13 dos 53 minutos que durou a partida, pois contundiu-se no início do segundo quarto, enquanto que Camby, também lesionado, nem em quadra entrou.

Com números apagados (9-19 nas bolas duplas, 1-5 nas triplas e 6-10 nos lances livres), Allen Iverson deixou a partida como herói. Tudo porque fez nove de seus 25 pontos na prorrogação. Ou melhor: nos últimos 3:35 minutos.

Como sempre diz Oscar Schmidt: cestinha tem que ser cara de pau, mesmo com a mão descalibrada, tem que continuar tentando. E foi o que Iverson fez.

Para quem a gente vai dar o motorrádio como melhor jogador em quadra? Como um dia disse Dadá Maravilha, o rádio vai para Iverson e a moto para Nenê.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,