Publicidade

Posts com a Tag LeBron James

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012 NBA | 12:28

EM NOITE DE GALA DE LEBRON JAMES, MIAMI VENCE LAKERS E MANTÉM TABU

Compartilhe: Twitter

Foi o terceiro embate entre Lakers e Miami desde que o Miami dos “Três Magníficos” foi criado. E o Lakers perdeu pela terceira vez consecutiva. O Lakers jamais ganhou do Miami de LeBron James.

Na temporada passada, o primeiro encontro foi marcado para o dia de Natal. Em Los Angeles; final: Miami 96-80 Lakers. Naquela tarde californiana, LBJ barbarizou anotando um “triple-double”: 27 pontos, 11 rebotes e 10 assistências. Kobe, por seu turno, não foi nada bem: 17 pontos apenas, com um aproveitamento de 6-16 nos arremessos (1-3 nas bolas triplas).

O segundo clássico veio no dia 10 de março, desta vez no sul da Flórida. Final: Miami 94-88 Lakers. Naquela noite, LBJ teve novamente uma atuação destacada, ficando próximo de um novo “triple-double”: 19 pontos, nove assistências e oito rebotes. Kobe anotou 24 pontos, mas teve aproveitamento de 8-21 nos arremessos, o que provocou ira nele, que ficou em quadra depois da partida treinando arremessos por cerca de uma hora.

E ontem, finalmente, o terceiro encontro entre eles. Novamente noturno e no sul da Flórida. Final: Miami 98-87 Lakers.

Um pequeno tabu, que pode ser quebrado na próxima partida entre ambos, no dia 4 de março, desta vez em Los Angeles. Até lá, os californianos terão que curtir esta derrota, em cotejo que LeBron James (foto Getty Images), uma vez mais, barbarizou pra cima de Kobe Bryant.

MENSAGEM

O Miami entrou todo de negro. Uniforme novo, impactante, belíssimo. Como belíssima foi a atuação de LeBron James: 31 pontos, oito rebotes oito assistências e quatro roubos de bola.

E ele ainda estava gripado; quase não jogou. No treino de arremessos da manhã, LBJ não apareceu: ficou em casa repousando, resguardando-se para o jogo da noite, que ele não queria perder por nada neste mundo.

Foi a noite da redenção. Foi a noite que LBJ escolheu para responder a seus críticos. Foi a noite que LBJ escolheu para dizer a seus detratores: “Aguardem-me”.

Esta foi a mensagem depois do jogo que ele nos deu.

COMPARAÇÃO

LBJ foi comparado por Kobe com Oscar Robertson. Kobe nunca viu Big O jogar. Nem eu. Kobe ouvir falar de Big O; eu também. Por ter ouvido falar e estar vendo LBJ jogar, Kobe chegou à conclusão que LeBron pode ser comparado com Big O.

Talvez esta seja mesmo a melhor comparação.

Eu vi Magic Johnson jogar. Já cheguei a dizer aqui que o jogo dos dois se assemelha porque é baseado em todos os fundamentos e não apenas em um só.

Mas Magic era mágico; LeBron não é. Talvez Big O não fosse mágico, mas era genial. Como LBJ, em muitas ocasiões (como ontem, por exemplo), se mostra genial.

Big O (foto) terminou a carreira com médias de 25,7 pontos, 9,5 assistências e 7,5 rebotes. LBJ acumula médias, até o momento, de 27,7 pontos, 7,1 rebotes e 7,0 assistências.

Números que quase se assemelham.

(Abro este parêntese para dizer que Oscar Robertson é único jogador na história da NBA a ter um “triple-double” de média em uma temporada. Foi em 1961-62, quando, com a camisa do Milwaukee, ele anotou 30,8 pontos, 12,5 rebotes e 11,4 assistência. Fecho aqui o parêntese.)

CONFIANÇA

LBJ parece ter recuperado a confiança. Se isso realmente aconteceu e se ele mantiver esse nível até o final da competição, o Miami recupera o status de favorito ao título e LeBron pode sonhar em um dia ocupar uma cadeira na academia dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos.

Mas vamos dar tempo ao tempo e ver como será daqui para frente.

CARÁTER

Kobe Bryant pisou no impecável parquete da American Airlines Arena (20.004 pagantes) como o cestinha da temporada até o momento. Por conta disso e de seu basquete magnífico, o técnico Erik Spoelstra designou Shane Battier para vigiar seus passos.

É importante dizer que Battier é um marcador duro, mas é legal. Dos marcadores de Kobe, é dos poucos que não descem maldosamente o braço no ala-armador do Lakers tentando intimidá-lo e desestabilizá-lo.

E de maneira limpa, jogando basquete, Battier permitiu a Kobe 24 pontos. Não é pouco, é verdade, mas o aproveitamento foi de apenas 38,1% de seus arremessos (8-21), o mesmo aproveitamento que irritou-o em março do ano passado.

COMPORTAMENTO

Como disse, Shane Battier é um cara leal. Bem diferente, por exemplo, de Metta World Peace, que sempre foi sujo ao marcar Kobe. Diferente de Matt Barnes, que também sempre foi desleal quando enfrentou KB.

Aliás, o Lakers reuniu três cafajestes em seu elenco: World Peace, Barnes e Josh McRoberts.

Vocês viram a cotovelada covarde que ele deu em LeBron James no final do primeiro quarto? Deveria ter sido expulso, mas não foi.

Aliás, não foi surpresa pra mim a atitude de McRoberts. Ele veio do Indiana, um time com um bando de animais que nos playoffs da temporada passada passou toda a série dando bordoadas nos jogadores do Chicago tentando ganhar no braço uma série que era impossível ganhar na bola.

ELEGÂNCIA

Ao final do jogo, suando em bicas, LeBron James foi entrevistado por Craig Sager, o espalhafatoso repórter da TNT.

Pediu uma toalha para o pessoal do banco de reservas. Enxugava o rosto para apresentar-se dignamente diante das câmeras e para não respingar seu suor em Sager. São poucos os jogadores que fazem isso.

Mesmo entrevistados por mulheres, a maioria não se dá ao trabalho de se enxugar em sinal de respeito. LeBron, ao contrário, preocupa-se com isso, pois preocupa-se com o próximo.

Na entrevista, falando sobre Kobe Bryant, disse que ganhar dele tem sempre um sabor especial. Sabem por quê? Disse LBJ: “Porque Kobe é um dos maiores jogadores de todos os tempos e o maior da atualidade”.

CARÁTER

No segundo quarto, LeBron James tentou evitar um lateral bola e este esforço custou-lhe cair em um torcedor que estava acomodado em uma cadeira de pista da primeira fileira. LBJ rapidamente segurou a cadeira e não deixou o espectador espatifar-se no chão, correndo o risco de bater a cabeça no solo e, Deus nos livre, ocorrer um traumatismo craniano.

A cena foi espetacular pelo cuidado mostrado por LBJ, que mais tarde foi informado por Craig Sager ser David P. Samson, presidente do Miami Marlins, time de beisebol, rival do New York Yankees, time do coração de LBJ.

Nova demonstração de caráter de LBJ.

(Aqui eu abro outro parêntese para dizer que nestas situações Metta World Peace costuma mergulhar nos torcedores, pouco se importando com o que posso acontecer com eles. Dito isso, fecho o parêntese.)

QUEDA

Depois de anotar, respectivamente, 48 pontos (Phoenix), 40 (Utah), 42 (Cleveland) e 42 (Clippers) e ter um desempenho de 61-121 (50,4%), nos dois últimos jogos Kobe Bryant fez 15-43 (34,9%).

Nos dois últimos jogos, KB (foto Getty Images) somou apenas 38 pontos.

O JOGO

Além da partida espetacular de LeBron James e da marcação ferrenha de Shane Battier em cima de Kobe Bryant, outros fatores determinaram a vitória do Miami sobre o Lakers.

1) Ao final do primeiro tempo, o Heat vencia por 52-37 e tinha acertado nada menos do que 8-13 nas bolas de três;
2) O desempenho de Matt Barnes na partida foi comprometedor. Além de não conseguir marcar LBJ, fez apenas três pontos, fruto de uma bola longa. Terminou a partida com 1-6 nos arremessos;
3) Derek Fisher, uma vez mais, comprometeu o time: dois pontos (1-5) e uma assistência;
4) Os pivôs titulares do Lakers salvaram-se. Juntos, Pau Gasol (26) e Andrew Bynum (15) anotaram 41 dos 87 pontos do time angelino; juntos, pegaram 20 dos 38 rebotes da equipe (12 de Bynum, que foi o único jogador do Lakers e da partida a cravar um “double-double”);
5) As bolas de três dos californianos não encontraram a cesta como eles pretendiam: 6-20 (30,0%);
6) Em contrapartida, o desempenho do Miami nos tiros longos foi muito bom: 9-18 (50,0%);
7) No duelo dos bancos de reservas, o Miami venceu por 24-17 e nos rebotes foi 15-6;
8) Os lances livres continuam a tirar o sono do técnico Erik Spoelstra: 13-18 (72,2%); 8)

CURIOSIDADES

O Miami venceu seu quinto jogo sem Dwyane Wade; não perdeu nenhum com ele do lado de fora… O jogo foi resolvido nos três primeiros quartos, quando o Miami fez 77-56 e permitiu ao time um aproveitamento de apenas 37,9% de seus arremessos… A campanha do Lakers fora de casa é de 1-5. A única vitória foi conquistada diante do Utah, na prorrogação, por 90-87… Eddy Curry jogou com a camisa do Miami pela primeira vez: seis pontos e três rebotes em seis minutos… Leiam este parágrafo do relato do jogo feito pelo jornal “LA Times”: “The Lakers locker room was quiet after de game, but there were fireworks at halftime, couch Mike Brown loudly telling players to trust their defense. The problem, however, is the offense”… Do lado de fora, vendo a partida, lado-a-lado estiveram Pat Riley e Magic Johnson. Ah, tempos inesquecíveis do “Showtime”, um basquete que encantava mesmo aqueles que não se ligavam tanto na modalidade. E no banco de reservas do Miami, outro componente daquele time: Bob McAdoo, hoje assistente de Erik Spoelstra.

RECADO

Mensagens agressivas serão mandadas direto pra lixeira. Como vocês bem sabem, uma das bandeiras deste botequim é preservar a cordialidade e a amizade entre nós. Discutam, discordem, provoquem se for o caso, mas não percam a compostura jamais.

Notas relacionadas:

  1. NOITADA DE GALA EM MIAMI
  2. NOITE DE GALA
  3. LEBRON JAMES GANHA RECONHECIMENTO E MOSTRA EVOLUÇÃO EM SEU JOGO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012 NBA | 17:45

LEBRON JAMES, UM JOGO OU UM CONTO?

Compartilhe: Twitter

Ontem à noite eu assistia ao jogo entre Miami e San Antonio. O time do Texas dava um passeio pra cima da rapaziada bronzeada, que mais uma vez não mostrava seu valor.

Dezessete foram os pontos que chegaram a separar um time do outro no primeiro tempo. De fato, um passeio dos texanos. E o Miami jogava sem Dwyane Wade, sua maior estrela; ou seja, a chance de recuperação diminuía.

LeBron James, tido pela mídia norte-americana como o melhor jogador de basquete da atualidade (eu não concordo, acho Kobe Bryant o maior de todos no momento), fazia água em quadra; nada dava certo.

Errava até bandejinha (foto AP), lembrando os jogos de categorias mini e mirim que a gente que tem filho que jogou basquete cansou de assistir. Os lances livres também não caíam. Enfim, LBJ entortou o aro no primeiro tempo. Um horror.

O primeiro tempo, diga-se, terminou 63-49, três pontos a menos em relação à maior vantagem que o SAS conseguiu na etapa inicial.

Neste primeiro tempo, LBJ fez 5-11 nos arremessos, 5-9 nos lances livres e cometeu dois erros. Seu primeiro quarto foi péssimo: 1-5 nos arremessos e 4-8 nos lances livres.

Mas aí veio o segundo tempo. Second half, diferent half, diferent story. Assim os americanos falaram sobre LeBron James e o Miami Heat.

No terceiro quarto, o quarto que mudou a cara do jogo (o Heat fez 39-12), LBJ esteve simplesmente supimpa. Nele fez todos os seus 17 pontos do período final, tendo acertado 7-9 nos arremessos, sendo que foram 3-4 nas bolas de três.

Ao final do terceiro período o Miami vencia por 88-75, 13 pontos de vantagem.

Agora eu adiciono à nossa história outro personagem, pois ele foi muito importante também para que o Miami fizesse a reviravolta no marcador e possibilitasse ao técnico Erik Spoelstra deixar LBJ praticamente todo o último quarto no banco (jogou apenas três minutos). Falo de Mike Miller.

Miller debutou na temporada exatamente no jogo de ontem. Fez 18 pontos, todos frutos de seus arremessos triplos. E o mais incrível é que o estreante anotou 6-6 nesses arremessos longos. Esteve soberbo.

E para aqueles que não vêm graça e nem importância no jogo de Chris Bosh, eu agora vou somá-lo ao relato também. CB1 anotou 30 pontos, muitos deles nas barbas de Tim Duncan, um dos maiores jogadores da posição desde sempre.

No primeiro tempo, quando o jogo de LBJ não fluía, CB1 anotou 18 pontos e deixou um fiapo de esperança de reviravolta na etapa final, o que acabou ocorrendo.

REFLEXÃO

Faço o relato do jogo no final da tarde desta quarta-feira, quase um dia depois, pois quero dizer o seguinte: se LBJ jogar a partir de agora o que ele jogou no terceiro quarto, assumindo o controle do jogo, jamais se omitindo, quando anotou 17 dos 39 pontos do Miami no período, os adversários que se cuidem.

E eu, que ontem à noite assistia ao jogo entre Miami e San Antonio e fui abrir uma nova latinha de cerveja ao final do primeiro tempo, certo de que o Chicago poderia vencer perfeitamente o Miami numa possível final de conferência, fui dormir achando que isso vai ser mesmo muito difícil de acontecer.

A menos que o terceiro quarto de LeBron James tenha sido apenas um conto.

Notas relacionadas:

  1. QUEM É LEBRON JAMES?
  2. SITE AMERICANO ELEGE LEBRON JAMES MELHOR JOGADOR DA NBA
  3. LEBRON JAMES GANHA RECONHECIMENTO E MOSTRA EVOLUÇÃO EM SEU JOGO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

sábado, 14 de janeiro de 2012 NBA | 12:45

AS VITÓRIAS ESPETACULARES DE CHICAGO, DENVER E KOBE BRYANT

Compartilhe: Twitter

Três foram os destaques da noite de ontem na NBA:

1)    A espetacular vitória do Chicago em Boston;
2)    A não menos espetacular vitória do Denver sobre o Miami;
3)    E o genial Kobe Bryant, que pelo terceiro jogo seguido anotou 40 ou mais pontos.

Vamos começar pelo início.

NOVA INGLATERRA

O Chicago não tomou conhecimento do Celtics, mesmo jogando em Boston. Não esteve atrás em nenhum momento no marcador e não se deixou intimidar pela fanática e muitas vezes feroz torcida alviverde.

Venceu a partida com méritos por 79-88, placar, diga-se, que não retrata o que aconteceu em quadra. O Bulls chegou a abrir 20 pontos, vantagem esta que esteve ameaçada com um terceiro quarto muito bom do time da casa, quando apenas um ponto deixou o Chicago na frente do Boston.

Com os nervos no lugar, o Bulls arrefeceu o ânimo adversário e foi se recompondo no jogo. E venceu de maneira incontestável, já disse — e acho que todos que viram a partida concordam.

Vamos aos destaques do tricolor de Illinois:

1)    Luol Deng, com seus 21 pontos e 16 rebotes. Luol (foto AP) vive seu melhor momento com a camisa do Bulls e se continuar assim vai se transformar no jogador de apoio que Derrick Rose tanto precisa;
2)    D-Rose, 25 pontos, mas 12 deles no quarto final, fazendo o que um “clutch player” tem que fazer, mostrando ao adversário que o jogo tinha um dono;
3)    Joakim Noah: 10 pontos, 12 rebotes e quatro tocos, jogo para impulsionar, quem sabe, uma recuperação no torneio, pois o franco-americano vinha jogando muito mal.

Na classificação geral do campeonato, o Chicago aparece em primeiro lugar com uma campanha de 11-2. Este é o melhor início de campeonato do Bulls em 15 anos. Ou seja: desde a época de Michael Jordan isso não acontecia.

Se o Bulls está “on fire” neste início de competição, o Boston vive momento oposto. Vem de três derrotas seguidas — e todas em casa. Anteriormente perdeu para Indiana e Dallas.

Se o campeonato terminasse hoje, o Celts estaria fora dos playoffs, pois encontra-se na nona posição no Leste, com uma campanha de 4-6.

No momento, vive à custa do talento, da inteligência e do esforço de Rajon Rondo. Ontem, o armador novamente foi a estrela solitária da equipe de Massachusetts: 14 pontos, 11 assistências, sete rebotes e quatro desarmes.

O Boston tem pra onde crescer? Claro que tem, pois seu “Big Three” pode produzir muito mais do que vem produzindo. E em produzindo, o time volta a ser um contendor de respeito na conferência, com chances reais de brigar pelo título e disputar o “NBA Finals”.

Mas o time do momento chama-se Chicago Bulls.

E NÃO…

Miami Heat. Isso mesmo: o time da moda, no momento, deveria se chamar Miami Heat, mas chama-se Chicago Bulls.

Antes de a bola subir pela primeira vez na temporada, os prognósticos, de uma grande maneira geral, mostravam o time do sul da Flórida como o grande favorito ao título.

Mas, como aconteceu no campeonato passado, esta gente bronzeada não está mostrando o seu valor.

É bem verdade que o Heat iniciou sua viagem ao Oeste americano como o time com melhor campanha na NBA: 9-1. Enfileirou, no entanto, três derrotas seguidas, que o colocam na sexta posição no Leste e na oitava no geral.

Campeonato passado, dizia eu, o Miami em cinco jogos disputados em uma semana (20 a 27 de novembro) passou por um momento desses: perdeu quatro e ganhou apenas um. O mundo desabou.

O time, no entanto, soube recolher os cacos e se reconstruir. Somou, a partir da derrota para o Dallas, uma sequência de 12 vitórias, perdeu novamente para o Mavs (sua asa-negra na competição) e enfileirou mais nove vitórias.

Ou seja: depois daquela semana negra no final de novembro, o Miami fez uma corrida de 21 vitórias em 22 jogos. E se aprumou no campeonato. Quase quebrou o recorde de vitórias consecutivas fora de casa, que está em poder do Lakers.

Mas, importante dizer, naquela ocasião LeBron James não estava no foco das lentes atentas da mídia, dos oponentes e dos torcedores que têm bom senso. Ninguém falava sobre a instabilidade emocional de LBJ, instabilidade esta que hoje o faz tremer nos finais das partidas.

Agora este é o tema do momento: o que acontece com LeBron James?

Ontem o assunto foi tratado pelos comentaristas da ESPN (entre eles Magic Johnson) nos programas que antecederam, intermediaram e finalizaram as duas transmissões. Foi tratado também durante a partida entre Boston e Chicago.

O universo da NBA quer saber: o que acontece com LeBron James? Onde está aquele LeBron James do Cleveland, que não recusava a missão de ser o “clutch player” do time?

O Miami e principalmente LBJ vão ter que encontrar resposta para este problema se quiserem aplausos e não vaias nesta temporada. E têm que encontrar rapidamente, sob pena de o time continuar perdendo, pois Dwyane Wade, seu melhor jogador, contundiu-se na derrota de ontem diante do Denver por 117-104.

“Eu já torci o tornozelo muitas vezes, mas deste jeito, nunca”, disse D-Wade depois da partida. “Mas o importante é que o exame de raio-X não mostrou fratura”.

Quanto tempo Dwyane (foto AP) vai ficar fora? Ninguém sabe ainda. Mas, do jeito que está, LeBron deve rezar nesta e nas próximas noites uma “Ave Maria” para si e um “Pai Nosso” para D-Wade, para que seu parceiro se recuperar o mais rápido possível.

ARTILHARIA…

Pesada; sim, artilharia pesada por parte de Kobe Bryant. Na vitória de ontem do Lakers sobre o Cleveland por 97-92, Kobe anotou nada menos do que 42 pontos. Foi o terceiro jogo seguido, como disse, onde KB marcou 40 ou mais pontos.

Tudo começou na vitória sobre o Phoenix, em casa, no dia 10 de janeiro passado: 48 pontos. No dia seguinte, Kobe foi até Salt Lake City e cravou mais 40 pontos em novo triunfo californiano. E ontem (foto AP) repetiu a dose.

Foram 130 pontos em três contendas. Média de 43,3.

Mas se você que pega este bonde andando não está familiarizado com o assunto, saiba que esta não é a melhor sequência de Kobe barbarizando defesas adversárias.

Corria o ano de 2007; março para sermos exatos; 16 de março para sermos mais precisos ainda. Em 16 de março de 2007, Kobe anotou nada menos do que 65 pontos na vitória diante do Portland. Dois dias depois, em outro triunfo, desta vez frente ao Minnesota, foram 50 pontos. Quatro dias se passaram e KB voltou a não ter piedade do inimigo: 60 pontos contra o batido Memphis. No dia seguinte, a vítima foi o New Orleans: 50 pontos e novo “W”. E pra fechar este inesquecível quinteto de partidas vitoriosas e com pontuações históricas, Kobe cravou mais 43 pontos diante do Golden State, no dia 25 de março.

Foram 268 pontos em cinco pelejas. Média de 53,6.

Kobe, na época, tinha 28 anos. Hoje, tem 33. Está quatro anos e meio mais velho.

Mas ele ainda conhece muito bem o caminho do gol; ou melhor, da cesta.

BRASILEIROS

Os brasileiros tiveram uma sexta-feira muito profícua, embora dois tenham vencido e dois tenham perdido.

Na incrível derrota do Toronto para o Indiana (jogando em casa, o time chegou a abrir 18 pontos de vantagem no segundo quarto) por 95-90, LB anotou 20 pontos em 20 minutos em quadra. Pegou ainda cinco rebotes. Vamos dar a César o que é de César: desde que eu critiquei a postura e o desempenho do paulistano, ele reagiu espetacularmente. Em quatro jogos disputados, marcou 69 pontos, o que deu uma média de 17,2 por partida. Que assim seja até o final da competição.

Anderson Varejão voltou a brilhar também, mas seu Cleveland, assim como o Toronto de LB, perdeu. O capixaba marcou 11 pontos e pegou 14 rebotes, seis deles ofensivos. Foi o quinto “double-double” em 11 partidas. Varejão é o quarto melhor reboteiro do campeonato (11,2 por partida) e o segundo melhor nos ressaltos ofensivos: 4,8.

Nenê Hilário também fez bonito na vitória diante do Miami: 17 pontos e 12 rebotes, três deles ofensivos. Jogou 39 minutos, boa parte como pivô, sua verdadeira posição.

Finalmente, Tiago Splitter. Na vitória do seu San Antonio diante do Portland por 99-83, o barriga-verde veio do banco, assim como Leandrinho, e marcou 14 pontos. Mas ficou com apenas quatro rebotes. Não vi o jogo, por isso não tenho como dizer mais do que isso.

CLÁSSICO

Pena que o horário não ajuda, mas nesta madrugada, 1h30 da manhã, Lakers e Clippers se enfrentam no Staples Center. O clássico da Califórnia terá o primo pobre como mandante. Por isso, haverá mais gente simples no ginásio do que gente rica e famosa.

É bom lembrar: nos dois jogos amistosos entre ambos no começo desta temporada, o Clips venceu ambos. O segundo, é verdade, Kobe Bryant não jogou, alegando uma contusão na munheca.

Vamos ver como será esta noite. Aconselho a não tomar cerveja, pois esta danadinha ajuda a precipitar o sono.

O que eu aconselho é uma bela cochilada à tarde para enfrentar uma madrugada que promete ser longa e, muito provavelmente, inesquecível.

Quem vai marcar Kobe? Quero dizer: se é que dá para marcá-lo no momento.

Notas relacionadas:

  1. UM DESASTRE CHAMADO KOBE BRYANT
  2. DERRICK ROSE, A RAZÃO DAS VITÓRIAS DO CHICAGO BULLS
  3. EM NOITE DE ESCLARECIMENTOS, D-ROSE, KOBE E BYNUM SE DESTACAM NAS VITÓRIAS DE BULLS E LAKERS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012 NBA | 21:43

NBA DIVULGA PRIMEIRA PARCIAL DO ‘ALL-STAR GAME’ E DWIGHT HOWARD É O JOGADOR MAIS VOTADO

Compartilhe: Twitter

A NBA anunciou na tarde desta quinta-feira a primeira parcial com a votação para o “All-Star Game” que será realizado em Orlando no dia 26 de fevereiro próximo.

Dwight Howard, pivô do time da casa, foi o jogador que mais mais indicações recebeu até o momento entre todos os atletas votados. D12 teve nada menos do que 754.737 votos.

Depois de D12 (foto AP), o segundo jogador mais votado foi Kobe Bryant, com um total de 690.613 indicações.

Se esta fosse a votação definitiva, os dois quintetos seriam os seguintes:

LESTE

Derrick Rose (Chicago Bulls) — 640.476
Dwyane Wade (Miami Heat) — 637.912
LeBron James (Miami Heat) — 640.789
Carmelo Anthony (New York Knicks) — 496.351
Dwight Howard (Orlando Magic) — 754.737

OESTE

Chris Paul (Los Angeles Clippers) — 540.173
Kobe Bryant (Los Angeles Lakers) — 690.613
Kevin Durant (Oklahoma City Thunder) — 633.538
Blake Griffin (Los Angeles Clippers) — 394.264
Andrew Bynum (Los Angeles Lakers) — 496.597

SOLITÁRIO

O único brasileiro que aparece com votação expressiva é Nenê Hilário, pivô do Denver Nuggets. O são-carlense recebeu até o momento 94.167 indicações, numa prova incontestável de que é o nosso jogador mais representativo na maior liga de basquete do planeta.

DIFERENÇA

No Leste, a distância dos jogadores titulares para seus reservas é grande demais. Isso significa que o quinteto inicial deve ser este mesmo.

Entre os armadores, depois de D-Rose e D-Wade, quem aparece mais bem votado é Rajon Rondo (Boston Celtics), com 253.969 votos. Nas alas, Amar’e Stoudemire (New York Knicks) vem a seguir com 178.797 indicações. E no pivô, depois do Super-Homem quem mais votos computou foi Joakim Noah (Chicago): 75.038.

No Oeste, Griffin briga com Dirk Nowitzki por uma vaga no quinteto titular. O ala do Dallas Mavericks ganhou a preferência entre 231.832 eleitores. Na armação, deve mesmo dar CP3 e Kobe, pois o “rookie” Ricky Rubio (Minnesota Timberwolves), a surpresa nesta primeira parcial, recebeu 133.520 votos. E no pivô, Bynum deve ser o titular, pois a seguir aparece DeAndre Jordan (Clippers) com 134.961 indicações.

Abaixo, a relação total divulgada pela NBA:

LESTE

Armadores: Derrick Rose (Chi) 640.476; Dwyane Wade (Mia) 637.912; Rajon Rondo (Bos) 253.969; Ray Allen (Bos) 174.934; Deron Williams (NJN) 89.128; Jose Calderon (Tor) 42.929; John Wall (Was) 38.025; Richard Hamilton (Chi) 36.418; Kyrie Irving (Cle) 27.713; Joe Johnson (Atl) 23.384.

Alas: LeBron James (Mia) 640.789; Carmelo Anthony (NYK) 496.351; Amar’e Stoudemire (NYK) 178.797; Kevin Garnett (Bos) 173.161; Chris Bosh (Mia) 140.601; Paul Pierce (Bos) 94.071; Luol Deng (Chi) 85.086; Andrea Bargnani (Tor) 54.739; Carlos Boozer (Chi) 53.477; Hedo Turkoglu (Orl) 43.154.

Pivôs: Dwight Howard (Orl) 754.737; Joakim Noah (Chi) 75.038; Tyson Chandler (NYK) 61.774; Joel Anthony (Mia) 41.832; JaVale McGee (Was) 24.713; Al Horford (Atl) 23.546.

OESTE

Armadores
: Kobe Bryant (LAL) 690.613; Chris Paul (LAC) 540.173; Ricky Rubio (Min) 133.520; Steve Nash (Pho) 118.922; Russell Westbrook (OKC) 107.197; Kyle Lowry (Hou) 90.725; Monta Ellis (GS) 63.696; Manu Ginobili (SA) 50.765; Jason Kidd (Dal) 49.596; Chauncey Billups (LAC) 42.657.

Alas: Kevin Durant (OKC) 633.538; Blake Griffin (LAC) 394.264; Dirk Nowitzki (Dal) 231.832; Pau Gasol (LAL) 185.428; Kevin Love (Min) 143.814; LaMarcus Aldridge (Por) 118.268; Tim Duncan (SA) 81.783; Lamar Odom (Dal) 59.686; Metta World Peace (LAL) 39.006; Danilo Gallinari (Den) 34.438.

Pivôs: Andrew Bynum (LAL) 496.597; DeAndre Jordan (LAC) 134.961; Marc Gasol (Mem) 102.116; Nenê (Den) 94.167; Marcin Gortat (Pho) 62.631; Kendrick Perkins (OKC) 41.579.

Notas relacionadas:

  1. REVISTA NORTE-AMERICANA COLOCA NENÊ COMO TITULAR NO TIME DO OESTE NO “ALL-STAR GAME”
  2. CHRIS PAUL ACERTA COM O LAKERS. PRÓXIMO SERÁ DWIGHT HOWARD
  3. DWIGHT HOWARD É MAIS UM EXEMPLO DESTA SAFRA DE JOGADORES SEM PERSONALIDADE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , ,

NBA | 10:32

LEBRON SEGUE EM SEU PROCESSO DE RECUPERAÇÃO

Compartilhe: Twitter

LeBron James voltou a falhar — mas não se omitiu na derrota de ontem à noite do Miami para o Clippers, em Los Angeles, por 95-89. Foi, isto sim, um festival de equívocos deste que a mídia americana considera o melhor jogador de basquete do planeta da atualidade, enganos esses que impediram o Miami de vencer o Clippers ontem à noite em Los Angeles. Enganos que também impediram o Miami de vencer o Golden State um dia antes.

Na partida de ontem no Staples Center, LBJ (foto AP) errou dois lances livres no final do tempo regulamentar que poderiam ter dado a vitória ao Heat. Na prorrogação, foi mal novamente: falhou nos dois arremessos tentados, bem próximos à cesta.

Erros — e não omissões.

A omissão é a doença que o médico tenta primeiro curar. Depois tem a outra — os erros. Mas esta é a etapa seguinte do processo de cura.

Como dizia Michael Jordan, um passo de cada vez.

JUSTIÇA

Sejamos justos: LBJ não pode assumir a culpa sozinho. Miami ficou sete minutos sem acertar nenhum arremesso sequer. Dwayne Wade voltou a falhar e Chris Bosh foi uma estrela completamente sem brilho.

COMPARAÇÃO

Os fãs de Chris Paul que me perdoem, mas não dá para compará-lo a Derrick Rose. No final do tempo normal e da prorrogação, ele sumiu.

No último quarto CP3 fez 1-5 (dois pontos) e uma assistência. Na prorrogação, 0-1 nos arremessos, uma assistência e um erro. O rebote apanhado foi no zerar do cronômetro.

Como disse, os fãs de CP3 que me perdoem: não dá para compará-lo a D-Rose.

O armador do Bulls é um “clutch player”, um terror para os adversários. É uma espécie de Kobe Bryant da armação.

CP3 está mais para LeBron James. Constrói seu patrimônio durante a partida, mas nos finais ele não é tão decisivo assim.

Terminou o jogo com 27 pontos e 11 assistências. Mas, como vimos, no quarto decisivo e na prorrogação…

POR FALAR…

Por falar em Kobe Bryant: 40 pontos, oito rebotes e quatro assistências. Aliás, segunda noite seguida que KB faz 40 ou mais pontos.

Assim como na vitória de seu primo pobre, os milionários de LA precisaram de uma prorrogação.

KB foi decisivo no final da partida: dois lances cobrados e acertados; e um toco que impediu o arremesso de Devin Harris que se tivesse entrado teria provocado a segunda prorrogação.

Mas Kobe não deixou. Final: Lakers 90-87 Utah. Foi a primeira derrota do Utah em casa nesta temporada, depois de cinco vitórias seguidas.

SHOW

Em Chicago, Derrick Rose não enfrentou o Washington na vitória do Bulls por 78-64. Foi poupado pelo técnico Tom Thibodeau.

Desprezo ao adversário? Pode ser, mas não é disso que eu quero falar.

Eu quero falar é dos números de seu substituto, John Lucas III: 25 pontos, oito assistências e oito rebotes. Quase um “triple-double”.

Levou o motorrádio para casa e deixou o Thibs aliviado. Afinal, C.J. Watson, reserva imediato de D-Rose, está contundido, o que aumentou o tempo de permanência em quadra do melhor armador da NBA na atualidade e talvez por isso Thibs tenha dado um descanso pra ele.

Com a bola que Lucas III (foto AP) mostrou ontem, Thibs pode dar mais refrescos a D-Rose.

Notas relacionadas:

  1. LEBRON E O CAVS, UNSTOPABBLE
  2. CLIPPERS ASSINA COM BILLUPS E LAKERS SEGUE INERTE
  3. LEBRON FALHOU, MAS NÃO SE OMITIU
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012 NBA | 18:54

LEBRON FALHOU, MAS NÃO SE OMITIU

Compartilhe: Twitter

Há pouco dei uma olhada no final do tempo normal e no final da prorrogação do jogo entre Golden State e Miami. Tinha prometido, cumpro a promessa.

Quem lê com atenção o que eu escrevo e deixa o fanatismo de lado e não se deixa levar por ataques de histerismos, sabe muito bem que eu considero LeBron James um jogador muito, mas muito acima da média. Creio mesmo que ele vai entrar para o rol dos gênios do basquete e colocará alguns anéis nos dedos.

Eu ainda não o equiparo a Kobe Bryant, por exemplo, por conta de seu emocional, especialmente nos finais das partidas, que não é grande coisa. É comum ver LBJ com os nervos em frangalhos quando o final da contenda se aproxima e ela está para ser decidida.

Afora esta situação, no decorrer das partidas, LeBron faz coisas que nos deixam boquiabertos. É um espetáculo belíssimo de ser visto.

Volto a repetir: considero Kobe superior a LBJ no momento. Mas já disse também acreditar que LBJ tem possibilidades de superar Kobe e se tornar o melhor jogador depois da era Michael Jordan.

LeBron é mais alto e mais forte que Kobe. Não tem a mesma habilidade, mas é habilidoso também. É melhor na distribuição do jogo e pega rebotes em maior quantidade por conta de seu tamanho e de sua força física.

LBJ consegue jogar em várias posições, o que não ocorre com Kobe. Se bobear, nas cinco, como Magic Johnson.

Aliás, por falar nisso, sempre disse que LBJ, num comparativo, seria Magic e Kobe seria MJ.

E por que eu acho que LBJ pode superar Kobe? Porque acredito que ele pode se aproximar mais de Magic do que Kobe de MJ. Por isso, LBJ tornaria-se melhor que KB.

Isso, claro, fica apenas no campo da imaginação.

O fato concreto é que, hoje, Kobe é muito mais jogador que LeBron. É decisivo, tem liderança e um arsenal de jogadas que LBJ também não tem. Além disso, o jogador do Lakers tem os nervos no lugar. Ao contrário do ala do Miami, o ala-armador do Lakers parece apreciar os momentos decisivos.

Dito isto, vamos ao jogo de ontem contra o Golden State.

Minha crítica a LBJ é que ele se omite nos finais das partidas. Isso não ocorreu ontem. LeBron falhou nos momentos decisivos, mas não se omitiu; são coisas diferentes.

Dois foram os erros de LBJ. Vamos a eles:

1) A 1:44 minuto do final do tempo regulamentar, com o Miami na frente em 93-90, James fez uma marcação de juvenil (pra não dizer outra coisa) em cima de Nate Robinson (foto AP) e o baixinho armador do Golden State fez uma bandeja nas barbas (literalmente) de LBJ deixando o Warriors um ponto (93-92) atrás do oponente, o que incendiou a Oracle Arena.

2) No final da prorrogação, com 12 segundos para o cronômetro zerar, e com o GSW na frente em 109-106, LeBron se precipitou e mandou um “pombo sem asa” contra a cesta do time californiano que, evidentemente, não entrou. Com o rebote nas mãos do time da casa, o jogo acabou.

Volto a dizer: LeBron falhou, LeBron errou, mas não se omitiu.

Gostei, pois, do comportamento LBJ. Ele tem que se aventurar novamente nos finais dos jogos e não deixar tudo nas costas de Dwyane Wade, como ele tem feito e não fez ontem.

Tomara que LBJ aceite esses desafios mais vezes neste campeonato. Se tiver que errar novamente, que erre.

O mais importante é encarar o monstro. Quando LBJ perceber que ele não é tão feio assim, ganhará maturidade e dará, certamente, o passo mais aguardado de sua carreira. E passo dado, terá tudo para entrar no rol dos gênios da história do basquete.

Vamos aguardar, então, pelas cenas dos próximos capítulos desta novela que tem tudo para ser líder de audiência.

Notas relacionadas:

  1. TORCEDORES ODEIAM LEBRON E KOBE
  2. KOBE E LEBRON: MAL VISTOS PELOS TORCEDORES AMERICANOS
  3. SITE AMERICANO ELEGE LEBRON JAMES MELHOR JOGADOR DA NBA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

terça-feira, 10 de janeiro de 2012 NBA | 19:10

LAMARCUS ALDRIDGE DEVE SER A SURPRESA NO TIME DOS EUA PARA OS JOGOS OLÍMPICOS DE LONDRES

Compartilhe: Twitter

Até o final deste mês de janeiro a USA Basketball vai anunciar o nome dos 19 jogadores que serão convocados para disputar os Jogos Olímpicos de Londres, em agosto próximo.

Serão 19, mas sete acabarão cortados para que os 12 definitivos sejam inscritos para a competição de basquete mais importante do planeta.

A novidade na lista da entidade deverá ser LaMarcus Aldridge. Se isso se confirmar, nada mais justo, pois o ala-pivô do Portland Trail Blazers está se superando a cada jogo que disputa.

Disse outro dia que não considero LaMarcus um “franchise player”. De fato, não o considero, mas num time com astros como Kobe Bryant, LeBron James e Dwyane Wade, vestindo a camisa dos EUA, Aldridge (foto AP) tem tudo para brilhar intensamente nas Olimpíadas.

A presença de Aldridge surpreenderia a bolsa de apostas que apontava apenas Blake Griffin como o único convocado que não participou ou dos Jogos de Pequim-08 ou do Mundial da Turquia-10.

O que se comenta é que os 19 convocados serão:

Derrick Rose
Chris Paul
Deron Williams
Chauncey Billups
Russell Westbrook
Kobe Bryant
Dwyane Wade
Eric Gordon
LeBron James
Kevin Durant
Carmelo Anthony
Andre Iguodala
Lamar Odom
Chris Bosh
LaMarcus Aldridge
Blake Griffin
Kevin Love
Dwight Howard
Tyson Chandler

Ficou alguém de fora?

Do time que foi a Pequim não deverão ser chamados Jason Kidd, Carlos Boozer, Tayshaun Prince e Michael Redd. E da equipe que esteve na Turquia, Rudy Gay, Danny Granger e Stephen Curry.

Olhando para os 19 convocados, creio que sobrarão estes 12 para Londres:

Derrick Rose
Chris Paul
Chauncey Billups
Kobe Bryant
Dwayne Wade
LeBron James
Kevin Durant
Carmelo Anthony
Chris Bosh
Kevin Love
Blake Griffin
Dwight Howard

O único que me deu um pouco de dúvida é Billups. Talvez entre D-Will. Ou então pode ser que um ala, como Iguodala, faça parte dos 12 finais.

Esta, no entanto, é minha única dúvida.

Notas relacionadas:

  1. ALDRIDGE, OUTRO INJUSTIÇADO
  2. EU CONVOCARIA OS MELHORES PARA OS JOGOS DE LONDRES
  3. SITE DA ESPN DEVE COLOCAR NOWITZKI EM PRIMEIRO LUGAR NO RANKING DA TEMPORADA PASSADA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012 NBA | 21:26

LEBRON JAMES GANHA RECONHECIMENTO E MOSTRA EVOLUÇÃO EM SEU JOGO

Compartilhe: Twitter

LeBron James foi eleito nesta segunda-feira o melhor jogador da semana que passou entre todos os atletas que atuam na Conferência Leste. Do lado Oeste, Kobe Bryant foi o escolhido.

Semana passada, quando a distinção foi feita pela primeira vez nesta temporada, LBJ (foto Getty Images) venceu também. Mas seu parceiro foi Kevin Durant.

LBJ tem realmente impressionado pelos números. Suas médias são:

30,1 pontos
7,6 rebotes
7,6 assistências
2,0 desarmes
36:30 minutos por partida

É mesmo o jogador com melhores números na temporada. Nenhum outro mostra-se tão consistente como LeBron.

Kobe, por exemplo, tem o seguinte desempenho:

27,6 pontos
6,1 assistências
5,8 rebotes
0,8 desarme
36:10 minutos por partida

Kevin Durant exibe estes números:

25,7 pontos
6,5 rebotes
3,5 assistências
1,0 desarme
35:30 minutos por partida

Derrick Rose, MVP da temporada passada e que não foi premiado ainda, marcou o seguinte até agora:

19,4 pontos
8,4 assistências
3,7 rebotes
0,9 desarme
36:20 minutos por partida

Alguém mais se habilita a confrontar seus números com os de LBJ? Creio que não. O ala do Miami está mesmo imbatível nos números.

Os números, algumas vezes enganam, a gente bem sabe disso. Mas os números consistentes de LBJ vêm permeados por uma evolução tática e consciência de jogo.

LeBron tem sido um dos armadores do Miami como na temporada passada. Mas ao contrário do campeonato anterior, ele tem olhado o jogo de maneira mais abrangente, tanto que sua média de assistências aumentou, pois foram exatas sete no torneio passado. Pode parecer pouco, mas não é.

LeBron não é um armador de vocação. Acho até que ele gostaria, mas não foi forjado para ser um “point guard”. Desde os tempos de Cleveland ele gosta de conduzir o jogo. Embora tenha melhorado, ainda não tem o dom de criar espaços para os companheiros como Rajon Rondo, por exemplo.

Nos finais das partidas decisivas, nas quais eu tenho criticado seu comportamento passivo, LBJ se limita a entregar a bola nas mãos de Dwyane Wade e seja o que Deus quiser. Um armador de verdade não faz isso; um armador de verdade procura desequilibrar a defesa adversária de modo a servir seus companheiros ou ele próprio definir a jogada se for o caso.

A impressão que eu tenho é que aos poucos LeBron vai conseguir atingir essa meta. Mas, como tenho dito, não basta apenas ler o jogo de maneira mais abrangente, é preciso ter coragem nos momentos importantes, algo que tem sido um grande obstáculo a ele nos últimos tempos.

Outra prova da mudança no jogo de LeBron é que em oito jogos disputados ele arremessou apenas duas bolas de três (errou ambas). No campeonato passado foram 279 bolas atiradas em 79 contendas, o que dá uma média de 3,5 por jogo. Nesta competição, como disse, foram duas bolas em oito partidas.

Isso, para mim, é demonstração clara de mudança de estilo e de amadurecimento. Aqueles “crazy shots” desapareceram. LBJ está mais focado no macro do que no micro. Ou seja: olha menos para si próprio e mais para o time.

Se os defeitos forem corrigidos, e não é pouca coisa, como vimos, pois ele tem que melhorar sua criação de jogadas e adquirir estofo no soar da buzina, LeBron tem tudo para se transformar nesse jogador que a mídia norte-americana quer que ele seja.

Notas relacionadas:

  1. QUEM É LEBRON JAMES?
  2. TÉCNICO GANHA JOGO SIM
  3. SITE AMERICANO ELEGE LEBRON JAMES MELHOR JOGADOR DA NBA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

domingo, 8 de janeiro de 2012 NBA | 10:35

“ZEBRAS” GALOPAM À VONTADE NESTE INCÍO DE CAMPEONATO NA NBA

Compartilhe: Twitter

Esse campeonato anda um tanto quanto maluco. Alguns resultados neste início de competição chamam a atenção.

Ontem, por exemplo, o Atlanta trucidou o Chicago dentro de sua Philips Arena (na foto Getty Images, Luol Deng marcando Joe Johnson). Não se deixe enganar pelos 109-94 final, uma vez que durante o confronto o Hawks chegou a abrir 29 pontos de diferença! O mesmo Atlanta que havia sido humilhado pelo misto do Miami, também dentro de casa, há alguns dias, ao perder por 116-109 depois de três prorrogações. Isso mesmo, eu disse misto do Miami, que não pôde colocar em quadra nem Dwyane Wade e nem LeBron James.

Anteontem, o pobre Phoenix, resumido apenas ao talento do veterano Steve Nash (prestes a completar 38 anos), ganhou do temido Portland por 25 pontos de diferença (102-77), Portland que havia goleado o Lakers na noite anterior por 107-96.

Há alguns dias ou semanas, outros resultados surpreendentes aconteceram. Lembro-me de alguns, mas se vocês se lembrarem de outros, por favor, entrem na conversa e compartilhem estas memórias com os demais parceiros deste botequim.

O que eu me lembro, puxando rapidamente pela tal da memória, que no meu caso anda um pouco falha nos últimos tempos, foi a vitória do Toronto diante do Knicks, em plena Nova York, por 90-85, no dia 2 de janeiro. Um par de dias depois, o mesmo New York encarregou-se de promover outra surpresa na competição ao ser derrotado novamente dentro de seu Madison Square Garden pelo raquítico Charlotte Bobcats, por 118-110. Saiu de quadra vaiado.

O Indiana é outro exemplo que encontro para citar. O time se reforçou, é verdade. Chegaram George Hill e David West e entrou embalado pela boa série de playoffs feita diante do Chicago na ano passado. Mas vencer o Celtics, em Boston, por 13 pontos de diferença (87-74), chama a atenção, pois o Celts jogou completinho da silva. Ganhar na última bola, no estouro do cronômetro, tudo bem, mas por 13 pontos, dentro do TD Garden, repito saltou aos olhos.

No primeiro dia deste 2012 o Minnesota quebrou um tabu de 18 jogos (quase 300 dias) sem vencer. Ganhou do Dallas por 99-82. Eu sei, eu sei, o Wolves está com um time interessante e tem um técnico muito competente em Rick Adelman, mas vencer o Mavs chamou a atenção, pois trata-se do atual campeão da NBA.

Eu sei, eu também sei, o Dallas desta temporada não é mais o mesmo. Nem de longe lembra aquele timaço das finais do ano passado, timaço que fez o poderoso Miami Heat curvar-se a seus pés.

Mas é o Dallas!

O Mavs desta temporada é o responsável pelas maiores surpresas até o momento. Perdeu na estreia para o Miami, no prélio que reviveu a final da temporada passada, por 105-94. A surpresa não está na derrota, mas sim em como ela ocorreu. Durante a partida o Mavs chegou a ficar atrás em 35 pontos!

No dia seguinte, novamente o Dallas se encarregou de surpreender a tabela de resultados ao perdeu uma vez mais em casa. Mas não foi diante de um time forte, daqueles talhados para ser campeão. O Dallas perdeu para um Denver em reconstrução por 115-93: 22 pontos de diferença, diferença esta que chegou a 33.

Assim, de cabeça, num rápido puxar pela memória, lembro-me destes resultados surpreendentes. Outros devem ter acontecido, mas eu deixo pra vocês falarem sobre eles.

O que vale destacar é que a surpresa tem sido a marca registrada deste campeonato até o momento. Por que isso acontece? Seguramente por falta de preparação.

Por conta do locaute, os times não puderam treinar e nem fazer os amistosos necessários para os ajustes não menos. Montaram suas esquadras e foram à luta; e muitos estão se dando mal.

Com o passar do tempo, as casas desarrumadas serão colocadas em ordem. E essas “zebras” tenderão a diminuir.

Mas continuarão acontecendo, pois nós, entendedores da matéria que somos, sabemos muito bem que “zebras” acontecem no basquete.

DESTAQUE

Ontem eu postei depoimento do meu amigo e jornalista Thiago Simões sobre seu amor pelo New York Knicks e a emoção de assistir ao vivo pela primeira vez uma partida da NBA. E no caso dele foi no templo sagrado do basquete mundial, o Madison Square Garden.

Por conta disso, deixei de registrar a ótima atuação do brasileiro Anderson Varejão (foto) na vitória de seu Cleveland diante do Minnesota por 98-87. O capixaba marcou 13 pontos e pegou 12 rebotes, cinco deles no ataque.

Varejão tem um duplo dígito de média nos rebotes: 10,1 por partida. Coloca-se em oitavo lugar entre os melhores. Quando o assunto são os rebotes ofensivos, Anderson tem média de 4,1 por contenda disputada e ocupa o sexto lugar.

Anderson Varejão, o melhor brasileiro na NBA no momento.

Notas relacionadas:

  1. FIQUEM À VONTADE
  2. QUADRO CONHECIDO
  3. SEM ACORDO, REUNIÃO ENTRE NBA E JOGADORES SEGUE NESTE SÁBADO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012 NBA | 13:47

PORTLAND, UM TIME E SEU TRAUMA

Compartilhe: Twitter

Durante a transmissão do jogo Atlanta x Miami, Charles Barkley mandou o seguinte: “O Portland é o melhor time da NBA no momento”.

Foi com esta frase na cabeça que eu assisti ao combate entre Portland e Lakers. E gostei muito do que vi.

Não sei se o Portland é o melhor time da NBA, mas que está entre os melhores, neste momento, isso está. Na vitória de ontem diante do Lakers, em seu Rose Garden (20.444 torcedores, lotação completa), por 107-96, o Blazers comportou-se como um time que tem sérias pretensões neste campeonato.

A harmonia de seu jogo chamou a atenção. Marcou e atacou com a mesma precisão. As bolas longas do Lakers, por exemplo, foram muito bem vigiadas, tanto que o time da Califórnia errou todos os seus 11 arremessos. Kobe, que terminou com 30 pontos, fez 0-4 e só não foi pior que Steve Blake, que fez 0-5.

Tão importante quanto marcar fora foi a defesa no jogo interior. Andrew Bynum, que vinha sendo um terror para seus adversários, entrou no segundo tempo com 14 pontos e 7-7 nos arremessos. Vinha dominando completamente Marcus Camby.

Foi então que o técnico Nate McMilan, um especialista em defesa (faz parte do “staff” da seleção dos EUA, cuidando exatamente deste aspecto do jogo), tirou Camby e colocou o veterano Kurt Thomas, 39 anos, o jogador mais velho em atividade na NBA. Faltavam 3:19 para o final do quarto quando Thomas (foto) entrou e limitou Bynum, a partir daí, a apenas cinco pontos apenas, sendo que três deles foram através de lances livres.

Aliás, a defesa do Portland neste período foi espetacular, o alicerce para a vitória que se consumou ao final da contenda. O Blazers venceu o período por 32-18 e limitou o Lakers a 5-20 (25,0%) de seus arremessos.

Controlado Bynum e os chutes de longa distância, o Portland concentrou sua atenção no jogo ofensivo. Como Bynum é um jogador lento, os anfitriões passaram a explorar o “fast break”.

Foram 11 pontos de contra-ataque durante todo o jogo, nove deles no terceiro quarto, que, como vimos, foi o período em que o Blazers venceu a partida.

Além de formar um conjunto interessante, o Portland tem jogadores não menos.

LaMarcus Aldridge é a referência do time. Não chega a ser um “franchise player”, mas o cara impõe respeito. Terminou a partida com 28 pontos e dez rebotes. Na temporada, tem média de 23,2 pontos por jogo.

Gerald Wallace (foto abaixo), que chegou na temporada passada, é outro jogador muito importante. Não tem a mídia de muitos outros, mas é extremamente eficiente.

Deixou a quadra com 31 pontos, dez deles no terceiro período. Marcou Kobe no final e controlou a estrela adversária. Tem 17,2 pontos de média na temporada.

O jogo de transição, que levou o Lakers à loucura no terceiro quarto, foi comandado pelo armador Raymond Felton. Rápido, preciso nas infiltrações e nas assistências, Felton tem médias de 12,0 pontos e 7,5 assistências na temporada.

Descoberto pelo aposentado treinador Jerry Sloan, Wesley Matthews é outra preciosidade do time do Oregon. Você sabia que Wesley não foi draftado? Ele apareceu em dois “summer camps” em 2009, jogando pelo Sacramento e depois pelo Utah. Sloan, depois do que viu, ofereceu um contrato para o jogador.

Na temporada passada, já atuou pelo Blazers. Nesta, continua a pavimentar sua estrada dentro da liga. No jogo de ontem, foram 16 importantes pontos (3-4 nas bolas de três). Na temporada, está com 15,5 pontos de média.

Do banco vem Jamal Crawford. Foi ativo especialmente no segundo tempo, quando marcou 13 de seus 17 pontos, oito deles no quarto final. Jamal provoca estragos na defesa adversária, esta é a sua especialidade. Tem 14,2 pontos de média neste início de competição.

Outro reserva de destaque é o francês Nicolas Batum. Ontem esteve discreto, anotou apenas dois pontos, mas tem sido muito eficiente na temporada: é outro que tem um duplo dígito de média no torneio, com exatos dez tentos por partida disputada.

Também durante o confronto entre Atlanta e Miami, Charles Barkley, que fez parte do “Dream Team” dos Jogos Olímpicos de Barcelona-92, eleito um dos 50 maiores jogadores da história da NBA, mandou outra: “O mais difícil num jogo de basquete é o arremesso. Esse é o aspecto mais complicado do jogo”.

Pois bem, um time que tem nada menos do que seis jogadores com duplo dígito de média, que conta com uma defesa eficiente e que tem em seu ginásio um dos mais quentes da liga, é de fato um contendor de respeito nesta temporada.

O meu temor em relação ao Portland é que a história dos últimos anos se repita novamente: entra sempre como uma das forças do Oeste, mas nunca chega. Nem final de conferência disputa.

E por que isso ocorre? Não sei dizer. Desconfio que tenha a ver com o emocional, algo relativo a confiança, pois o time é bom e mete medo nos adversários.

Mas o fato é que nunca chega.

DECISIVO

Sem contar com Dwyane Wade e LeBron James, contundidos, o que se esperava era uma vitória do Atlanta diante do Miami. Mas ela não veio.

Depois de três prorrogações, o Heat bateu o Hawks por 116-109 para surpresa geral da nação. Sim, pois o Atlanta tinha vencido o Miami, no começo da semana, no sul da Flórida, enfrentando um time completinho da silva. No dia seguinte, vendeu por um preço exorbitante a vitória ao Chicago, dentro do United Center.

Então, nada mais lógico do que a vitória de uma equipe que jogou completa diante de um time cocho.

Mas ela não veio, como vimos. E não veio principalmente por conta de um jogador: Chris Bosh.

O ala-pivô do Miami deixou a quadra exausto. Anotou 33 pontos e pegou 13 rebotes. Deu ainda cinco assistências e dois tocos.

Seu grande momento foi no final do tempo regular, quando o Atlanta vencia a partida por 93-90. CB1 (foto) recebeu a bola de Mario Chalmers e mesmo bem marcado por Marvin Williams, arremessou de três e levou o jogo para a primeira prorrogação.

Bosh mostrou ontem o Bosh dos tempos de Toronto. E mostrou ser um “clutch player”, algo que LeBron James não é.

LBJ, aliás, foi eleito o jogador da semana da Conferência Leste. São os jornalistas que votam.

Como já disse aqui, a mídia norte-americana é manipuladora. Ela quer transformar LBJ em um jogador inesquecível. Ele foi eleito o melhor da atualidade em votações realizadas por dois sites importantes: ESPN e SLAM. Foram jornalistas que votaram, volto a frisar.

LBJ precisa, no entanto, provar em quadra que é merecedor desta distinção. Precisa ser um jogador decisivo nos momentos importantes das partidas e ganhar um anel.

Aliás, a brincadeira que se faz é que deste ano não passa: LBJ vai ganhar um anel. Ele tornou-se noivo da mãe de seus dois filhos e o casamento está marcado para o verão norte-americano.

As alianças já foram compradas.

Notas relacionadas:

  1. VERDE É A COR DO PORTLAND
  2. O TRAUMA DO LAKERS
  3. VAREJÃO ARREBENTA O PORTLAND
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 3
  3. 4
  4. 5
  5. 6
  6. 7
  7. 10
  8. 20
  9. 30
  10. Última