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domingo, 25 de janeiro de 2009 NBA | 16:06

OESTE SUAVE

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E não é que passear pelo Oeste americano virou um ótimo negócio para os líderes do Leste? Primeiro foi o Orlando que lá foi e voltou para casa em primeiro lugar na classificação geral da NBA.

Agora chegou a vez do Cleveland.

Apesar de ter sido batido pelo Lakers – sua única derrota nos quatro jogos disputados –, o Cavs desembarca nesta tarde de domingo em Cleveland ocupando o lugar que na semana passada foi do Magic, que deixou a ponta da competição exatamente porque perdeu para equipes do Leste.

O time de LeBron James (foto AP) tem neste momento a melhor campanha entre todas as 30 equipes que participam do campeonato. Seu recorde é de 34 vitórias e apenas oito derrotas, com um percentual de aproveitamento de suas partidas de 81.0%.

Apesar de o desempenho das franquias do Oeste ser melhor do que as do Leste – o Phoenix, que tem uma campanha de 23-18 (56.1%) e está em nono lugar, fora do G-8, se jogasse no Leste ocuparia a sexta posição –, a verdade é que Cleveland, Orlando e Boston são muito superiores às equipes do Oeste, à exceção do Lakers, que está no mesmo nível desses três times.

Assim, quando a tabela mostra para os três ponteiros do Leste que há uma longa viagem para o lado oposto, eles esfregam as mãos, pois sabem que é a chance de voltar a ocupar o primeiro lugar na classificação geral do campeonato.

Mesmo que percam para o Lakers, como aconteceu com o Cleveland.

ERROS

Há que se ter um olhar mais crítico para os jogos do Cleveland neste momento. O time teve dificuldades diante de adversários mais fracos.

Ganhou do Golden State na última bola; ontem, diante do Utah, venceu por 102-97, mas igualmente teve problemas.

LeBron foi o cara do embate contra o Warriors com seu chute milagroso no segundo final. Mas a gente não pode se esquecer que ele cometeu erros no terceiro quarto que quase custaram a vitória do time.

Ontem, novamente voltou a se equivocar, como por exemplo a bola que perdeu já próximo ao final da partida, que proporcionou um contra-ataque ao Jazz que poderia ter passado à frente naquele momento e ter comprometido o triunfo do Cavs.

Mas o erro é humano e LBJ não é Michael Jordan. Mesmo assim, tem muita poupança dentro do Cleveland.

Se errou durante o terceiro quarto contra o Golden State, ganhou a partida no último arremesso. Se bobeou na jogada referida contra o Utah, marcou, ao longo do jogo, 33 pontos, 14 rebotes e deu nove assistências.

Mais uma e teria completado um “triple-double”.

LeBron joga muito. É no momento o melhor jogador da NBA.

Com ele em quadra há 81% de possibilidade de o time ganhar a partida. Os números mostram isso.

DESFALQUES

O Cleveland, como disse, não fechou com convicção algumas partidas, mas venceu.

E é bom que a gente não se esqueça que a equipe viajou para o Oeste desfalcada de dois de seus principais jogadores: o pivô Zydrunas Ilgauskas e o ala/armador Delonte West.

IMPORTÂNCIA

Anderson Varejão (foto AP) voltou a jogar bem. Marcou 14 pontos (7-8 nos arremessos) e apanhou sete rebotes. Roubou também uma bola e deu dois tocos.

Mais uma vez jogou improvisado como pivô, cobrindo a lacuna do lituano Ilgauskas.

No segundo quarto, cavou uma falta de ataque de Mehmet Okur, a terceira, que mandou o turco para o banco, facilitando o trabalho do Cleveland dentro do garrafão.

Como tenho dito, essas jogadas não aparecem nas estatísticas. Mas contam muito, faz o time crescer e irrita o adversário.

O narrador da NBA TV, depois do lance, comentou: “É isso também que faz de Varejao (eles não conseguem falar Varejão) um grande defensor: ele sacrifica o corpo o jogo todo”.

Verdade: Varejão não se poupa em quadra em momento algum.

E isso reflete no comportamento de seus companheiros, que se não trabalharem no mesmo nível de competitividade do brazuca, fazem feio para a comissão técnica, companheiros, torcedores e para eles próprios.

REALIDADE

É, a vida no Leste, como falei, é mais complicada do que no Oeste. Depois de ter passeado diante de quatro oponentes do Pacífico – entre eles o Lakers –, o Orlando voltou para o Atlântico e tomou duas chacoalhadas.

Perdeu primeiro para o Boston (90-80), jogando em sua Amway Arena; ontem, no clássico estadual, viajou até Miami e apanhou por 103-97.

Poderia ter levado o jogo à prorrogação, especialmente se Jameer Nelson não fosse desarmado na última bola por Mario Chalmers da maneira que foi. Doeu bastante, até porque o contra-ataque surgiu depois de um toco sensacional de Dwight Howard (seu terceiro e último) em cima de Daequan Cook.

Por falar no Super-Homem, ele marcou 22 pontos e apanhou dez rebotes. Todos defensivos.

O campeonato é longo e cansativo. Howard já não mostra atualmente o mesmo desempenho do começo da competição, quando até um “triple-double” ele marcou.

Talvez esteja se poupando para quando chegar o que conta mesmo: os playoffs.

Do lado do Heat, a vitória foi muito comemorada, pois representou a primeira depois de dez derrotas consecutivas diante de seu rival regional

CLÁSSICO

Se os times do Leste são mais fortes – os principais, é claro –, o Oeste tem um clássico logo mais que vai parar os EUA: Lakers x San Antonio.

Os amarelinhos – que hoje jogarão de branco porque é domingo e todo domingo os amarelinhos jogam de branco – foram batidos no primeiro enfrentamento entre ambos, no dia 14 passado, por um pontinho apenas: 112-111.

O jogo até agora não foi digerido em Los Angeles. Muita reclamação contra a arbitragem e lamentação por ter deixado escapar uma vitória que parecia certa.

Logo mais, no Staples Center, o torcedor do Lakers garante que vai fazer a sua parte, gritando o tempo todo, para incentivar seus ídolos e intimidar os oponentes, entre eles os árbitros, pois lá como cá a arbitragem é sempre vista como um adversário a ser batido.

Os jogadores do San Antonio, experientes, não estão nem aí para os gritos que virão das arquibancadas.

Resta saber se o trio de arbitragem terá o mesmo comportamento, pois, no Texas, deixou-se levar pela pressão dos torcedores locais.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

sábado, 24 de janeiro de 2009 NBA | 16:34

COMO EXPLICAR O INEXPLICÁVEL?

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Já não sei mais o que dizer. Mas será que alguém sabe?

Acho que não.

Mas isso não é o pior. O pior é que ninguém se mexe para tentar mudar a situação.

De quem falo?

Ora, do Phoenix; e de quem mais seria?

O Suns chegou ontem ao fundo do poço. Não vejo como piorar o que já é humilhante e ruim.

Ou pode piorar?

Claro que pode. Por exemplo: ficar fora dos playoffs; ou então, acabar o campeonato atrás de Oklahoma City e Washington.

Aí seria demais.

Mas do jeito que está não me surpreenderia se isso ocorresse. O Phoenix é um time despersonalizado, sem identidade, sem confiança e, o que é pior, parece que não está nem aí para a situação.

Alguém sugeriu boicote dos jogadores para derrubar Terry Porter (foto AP). Nunca ouvi falar sobre isso na NBA. Não digo que não exista, digo apenas que nunca ouvi falar.

Não acredito que isso possa ocorrer neste grupo. Os jogadores que compõem o elenco do Suns parecem-me corretos, não há nada que os desabone.

Portanto, não acredito que haja corpo mole dos atletas para que Porter caia.

Por que eles iriam querer isso? Até onde se tem notícia, o relacionamento do grupo com a comissão técnica é muito bom.

Não faz sentido.

Mas que dá a impressão, isso dá.

Mas não faz sentido.

O time é reflexo, isto sim, de um treinador que nada conhece do riscado e que não deve contagiar ninguém, pois seu discurso é oco. Para piorar, sua comissão técnica é bastante discutível: Alvin Gentry, Bill Cartwright, Dan Majerle e Igor Kokoskov.

O mais experiente é Gentry. Está na estrada há 29 anos e já treinou Detroit, Miami e Clippers. Foi assistente de gente da pesada, como Larry Brown e Doug Collins.

Cartwright treinou o Chicago em uma temporada e tem pouca estrada. Está no grupo, certamente, porque foi companheiro de Steve Kerr no Bulls. Bill sempre foi um boa praça.

Majerle está no ramo há apenas uma temporada!

E Kokoskov é um sérvio que tornou-se o primeiro europeu a trabalhar como treinador assistente na NBA, isso há nove temporadas. Voltou para a Europa e nos Jogos de Atenas em 2004 e no Europeu do ano seguinte treinou a seleção de seu país. Ano passado, comandou a “poderosa” seleção da Geórgia na Segunda Divisão do Europeu.

Quer dizer, treinador trapalhão e ninguém para socorrê-lo.

E os jogadores, ao que parece, não conseguem se unir para mudar a situação. Isso sim me chama a atenção, pois o grupo tem gente como Steve Nash, Grant Hill e Shaquille O’Neal.

Os três poderiam assumir o vestiário.

Pelo menos em nome da dignidade do grupo.

DISCURSO

Após a humilhante derrota para o fraco Charlotte por 98-76 (22 pontos de diferença, que chegou a ser de 34), Steve Nash voltou a dizer que o time se encontra em um quarto escuro e que se não houver união todos continuarão batendo cabeças nas paredes.

O discurso é bonito, mas e a prática?

Nash, que saiu do jogo quando faltavam 7:28 minutos para o final do terceiro quarto e não voltou mais por causa de uma contusão nas costas, não parece ser o tipo de líder que o time precisa.

Falando como atleta, ontem ele foi um fiasco – como armador e condutor do time em quadra. Contaminou os demais. Marcou apenas quatro pontos. Anotou mais erros (seis) do que assistências (cinco).

Amaré Stoudemire, que acabou de ser eleito para o quinteto titular do Oeste no “All-Star Game” do dia 15 de fevereiro próximo, marcou apenas 12 pontos, tendo acertado apenas cinco de seus 14 chutes. Ridículo.

Shaquille O’Neal fez 15 de seus 20 pontos no primeiro tempo. Depois, sumiu.

Grant Hill anotou sete pontos e Jason Richardson outros oito.

Este foi o desempenho do quinteto titular: 51 pontos. O pessoal do banco contribuiu com 25.

Sabe quantos pontos Leandrinho marcou em 19 minutos em quadra?

Nenhum.

Não precisa falar mais nada.

DE FORA

Com a derrota de ontem o Phoenix, pela primeira vez nesta temporada, está fora do G-8.

Isso porque o Dallas foi à cidade do automóvel e bateu o Detroit por 112-91.

Destaque para alguém? Sim, para a ruindade do Pistons.

Se bem que, sejamos honestos, o Mavericks foi um time equilibrado. Dirk Nowitzki não precisou levar o time nas costas. Soube respeitar o espaço dos companheiros, que não decepcionaram.

O alemão foi o cestinha do jogo, mas com apenas 26 pontos. Josh Howard contribuiu com 22, Brandon Bass (foto AP) veio do banco e adicionou mais 18 tentos junto com Jason Terry, que cravou 14.

Jason Kidd fez 11 pontos e completou o quinteto que pontuou com duplo dígito.

Mas, como disse, o Mavs apresentou-se como um time: 28 assistências foram distribuídas – contra 13 do Detroit; dez bolas foram roubadas – diante de três dos anfitriões; e apenas oito erros foram cometidos – seis a menos do que o Pistons.

Se mantiver o ritmo, mesmo com Mark Cuban fazendo e falando bobagens, o Dallas pode chegar aos playoffs.

Até porque o Phoenix, bem, o Phoenix… Vocês sabem, já falei tudo o que tinha que falar sobre o Suns.

CUIDADO

Quem tem apostado no New Orleans nesta temporada deve estar preocupado. O time perdeu ontem para o Minnesota por 116-108.

Mesmo fora de casa, era jogo para ganhar. Quem quer repetir a dose da temporada passada não pode se curvar de um adversário engendrado por Kevin McHale, que, justiça seja feita, como treinador tem se dado muito bem.

Mas vamos dar um desconto para o Hornets. O time tem atuado há três rodadas sem David West, contundido, mesmo status para seu companheiro de garrafão, Tyson Chandler, que há um par de partidas não se troca.

Disso se aproveitou o Wolves, que marcou 52 pontos no garrafão, sendo que Al Jefferson, um dos melhores postes da NBA na atualidade, contribuiu com 24 e aproveitou para apanhar 14 ressaltos.

Randy Foye, que veio do Portland trocado por Brandon Roy, o que até hoje aporrinha os torcedores do Wolves, foi ótima companhia para Jefferson: marcou também duas dúvidas de pontos e deu ainda oito assistências.

Pouco tem se falado sobre o Minnesota, mas neste ano de 2009 a equipe perdeu apenas duas vezes: Miami, em casa, e Utah, fora. Venceu seus outros oito confrontos.

O clima na cidade é dos melhores.

BUZINA

Alguém ficou acordado nesta madrugada para acompanhar o jogo do Cleveland? Se ficou, não se arrependeu.

Se você não viu, eu conto como foi.

A porfia foi definida apenas na última bola. E quem a definiu?

Ora, LeBron James (foto AP).

O relogião da Oracle Arena mostrava que faltavam apenas seis segundos para o final da contenda quando Stephen Jackson, marcado por LBJ, quase que da cabeça do garrafão arremessou e colocou o Golden State na frente em apenas um ponto: 105-104.

Pedido de tempo, aquela coisa toda que a gente conhece e o Cavs volta à quadra. Lateral bola para Sasha Pavlovic, que tenta entregá-la para Mo Williams. Quase deu errado, mas o lateral ainda ficou com o Cavs.

Mike Brown trocou o cobrador (Mo ficou com a missão) e ele encontrou King James, que rapidamente escapou da marcação de Ronny Turiaf para receber a bola sem pressão. Faltavam 4.7 segundos para o cronômetro zerar. Pacientemente, LeBron, diante do francês, esperou o cronômetro chegar perto do zero e arremessou…

Bingo!

106-105.

BRAZUCA

Anderson Varejão não comprometeu mais uma vez, mas esteve abaixo do que pode render. Marcou oito pontos e apanhou nove rebotes. Deu ainda dois tocos e fez um par de desarmes.

Não se esqueçam: o capixaba está quebrando o galho como pivô na ausência de Zydrunas Ilgauskas, contundido.

IDÉIA MALUCA

Demorei a postar este texto para que todos pudessem ler e se manifestar quanto ao meu pedido.

Quero saber onde moram e em que bairro os frequentadores deste botequim.

Estou surpreso com a quantidade de sócios desta nossa casa.

Bem, até o final desta semana que entra eu direi qual é a idéia maluca.

Continuem se manifestando, por favor.

Notas relacionadas:

  1. NÚMEROS QUE ENGANAM
  2. UMA NOITE PARA OS BRAZUCAS ESQUECEREM
  3. UMA VERGONHA DE TIME E TREINADOR
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009 NBA | 12:10

ORLANDO, UMA NOITE PARA SER ESQUECIDA

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Quando a gente vê Glen “Baleinha” Davis fazer 12 pontos no quarto decisivo e, mais do que isso, colocar Dwight Howard fora de combate, não há a menor dúvida de que o jogo foi atípico.

Não refletiu a realidade.

Não que o Boston não tenha condições de bater o Orlando, como o fez ontem na Flórida por 90-80. Claro que tem; mas o prélio da noite passada tem que ser descartado.

Deu tudo errado para o Magic.

É certo que a marcação do Celtics foi muito boa; é certo também que a defesa do Orlando foi ruim.

Mas, repito, tinha alguma coisa fora do lugar. Sabe quando nada não se encaixa? Pois foi isso que eu senti.

Veja o aproveitamento do Magic em seus arremessos: 26-68 (38.2%) no geral. Nas bolas de três, uma das armas mortais da equipe, outra debacle: 7-22 (31.8%). O time não se salvou nem mesmo nos lances livres: 21-29 (72.4%).

Fruto da marcação do Boston?

Como se diz no tênis, há os erros forçados e os não forçados.

Os erros forçados acontecem porque o adversário o induz a ele. Os não forçados aparecem por uma deficiência sua.

O encontro de ontem à noite na Amway Arena mostrou as duas ocorrências, mas com destaque bem maior para os erros não forçados.

Os jogadores do Orlando, especialmente Howard (foto Reuters), cometeram uma série de equívocos primários. Atrapalharam-se com bolas fáceis, debaixo da cesta, jogadas que normalmente dão certo.

Tomemos como exemplo o desempenho do pivô. Howard acertou apenas quatro de seus dez arremessos. O aproveitamento foi de 40%, quando sua média na competição é de 56%.

Fruto da boa marcação dos pivôs Davis e Kendrick Perkins? Eles atrapalharam bastante, é verdade, mas não o suficiente para tirar o eixo o melhor pivô do planeta, até porque os dois jogadores não têm estofo para isso.

Howard esteve, isto sim, num dia descartável.

E parece ter contagiado seus companheiros.

Vocês não viram o que aconteceu nas bolas de três? Sete certas em 22 tentadas.

Jameer Nelson, que ajudou a destruir o Lakers, em Los Angeles, com suas bolas compridas, fez ontem 1-6: 16.7%, quando sua média na temporada é de 38.5%. Rashard Lewis, outro que tem nas bolas de três a força de seu arsenal ofensivo, acertou apenas uma em quatro tentativas: 25%, quando seu normal na temporada é de 42%.

E a maioria dos arremessos não foi desequilibrada. Foram feitos com relativo conforto.

Por isso falo em erro não forçado.

Veja o outro lado: o Boston falhou em todas as bolas de três. Mas foram apenas seis, pois o time, quando percebeu que elas não entravam, mudou seu jogo ofensivo.

O Orlando não, continuou dando murros em ponta e faca.

Falta de estratégia de Stan Van Gundy, um treinador que passou o jogo todo nervoso à beira da quadra, tendo ataques histéricos com o trio de arbitragem e com alguns de seus jogadores.

O caminho trilhado é espinhoso? Então vamos procurar outro.

Van Gundy insistiu por uma trilha que não levou o time a lugar nenhum.

MARCAÇÃO

Como eu disse ontem aqui neste botequim, a marcação de Dwight Howard ficou mesmo a cargo dos pivôs. Começou com Kendrick Perkins e terminou com Glen Davis.

Kevin Garnett (foto Reuters), que alguns de nossos parceiros sugeriram deveria fazer a vigilância no Super-Homem, ficou mesmo com a missão de cuidar de Rashard Lewis.

KG não tem tamanho para duelar com Howard. Quando digo tamanho, não falo em altura, falo em massa muscular.

Garnett não suportaria a missão, pois é magrinho e relativamente fraquinho. É só dar uma olhada nos braços dele, parecem os meus.

Pesa apenas 100 quilos; Howard tem dez a mais.

Como desequilibrar um cara que é mais forte do que você?

Não dá.

Em contrapartida, Perkins tem 127 quilos e Davis 131.

Os dois usaram o corpo para tirar Dwight da sua melhor posição – e com isso dificultaram alguns dos arremessos do pivô do Boston.

Volto a bater na mesma tecla: a maioria dos erros de Howard foi não forçada.

CONFIANÇA

A vitória de ontem mostrou ao Celtics que ele tem condições de ganhar no território inimigo.

Os dois jogos realizados até então contra times da elite da NBA nesta temporada, fora de casa, diante de Lakers e Cleveland, o Boston saiu derrotado.

(San Antonio será visitado em 20 de março.)

Ontem, finalmente, a vitória veio. E diante de uma equipe que, segundo Doc Rivers, vinha jogando o melhor basquete entre todos os 30 participantes da competição.

Antes do combate de ontem à noite, o Orlando tinha um cartel de 16 vitórias e três derrotas desde o dia 12 de dezembro passado.

Vinha com uma sequência de 11 triunfos consecutivos dentro da Amway Arena. E média de 111 pontos por partida.

O Boston conseguiu subtrair 31 pontos do Magic.

Esse dado comprova, para mim, uma vez mais, que o Orlando mais errou do que foi forçado a errar.

Ninguém tem o poder de descapitalizar tanto um adversário.

LIDERANÇA

A vitória de ontem foi a sétima consecutiva do Boston. Com ela, o time recuperou a liderança da Conferência Leste. Tem agora um desempenho de 36-9 (80.0%).

Já o Orlando caiu da primeira para a terceira posição: 33-9 (78.6%).

O segundo colocado é o Cleveland, que tem o mesmo aproveitamento do Celtics, mas exibe quatro vitórias a menos, uma vez que jogou 40 partidas contra 45 do atual campeão da NBA.

THE BEST

Se o Celtics recuperou a liderança do Leste, o Lakers é agora o mais novo líder da classificação geral da NBA.

Isso graças, também, à vitória de ontem diante do fraco Washington dentro do Staples Center por 117-97.

Andrew Bynum (foto AP), que tinha anotado 42 pontos diante do Clippers, anteontem, voltou a ser o cestinha do Lakers, mas agora com 23 tentos.

Apanhou 14 rebotes e acabou, mais uma vez, como o reboteiro dos amarelinhos.

Exatos três anos após de ter anotado 81 pontos contra o Toronto, Kobe Bryant teve uma atuação bem discreta: 11 pontos e cinco assistências.

Mas com Bynum “on fire”, por que ficar se matando em quadra?

Não há motivo algum.

O negócio é guardar forças para quando os playoffs chegarem.

Mas quando é preciso, Kobe mostra que é o melhor jogador de basquete do planeta. Contra o Cleveland, por exemplo, anulou LeBron James.

Diante de Clippers e Washington, dois dos piores times da NBA, deixa os outros se divertirem. Comportamento acertado do 24 do Lakers.

EXPLICAÇÃO

Um parceiro nosso mandou uma mensagem dando a entender que eu estou sendo contraditório. Uma hora digo que LeBron é o melhor e em outro afirmo que Kobe é o número um.

Seguinte: LeBron está melhor do que Kobe, mas Bryant é melhor do que James.

Dá para entender?

Acho que sim.

ALL-STAR

A NBA divulgou os dois quintetos que vão se enfrentar no Jogo das Estrelas em 15 de fevereiro próximo em Phoenix.

A escolha foi pelo voto direto, dos torcedores em todo o planeta.

Dwight Howard tornou-se o primeiro jogador na história da liga a computar mais de três milhões de votos. Para ser preciso, foram 3.150.181 eleitores que cravaram no Super-Homem sua preferência.

Os dois quintetos são estes:

LESTE
Allen Iverson
Dwyane Wade
LeBron James
Kevin Garnett
Dwight Howard

OESTE
Chris Paul
Kobe Bryant
Amaré Stoudemire
Tim Duncan
Yao Ming

Gostaram?

Iverson foi demais, certo? Devin Harris e Jameer Nelson jogam mais do que ele. Mas, como tenho dito, o ASG é uma festa. Temos que encará-lo como tal.

Shaquille O’Neal reclama do fato de sempre ficar atrás de Yao Ming. Culpa os chineses por isso.

Mas vamos pensar: Shaq é muito melhor hoje do que Ming?

Não acho; aliás, os dois praticamente se equivalem.

DEMISSÃO

O Memphis demitiu Marc Iavaroni (foto AP). Era outro que enganava nesta temporada.

Ou melhor, desde a passada, quando ganhou apenas 20 de seus 82 jogos.

Nesta, o recorde do Grizzlies é de 11-30.

Será substituído por Johnny Davis, assistente técnico da equipe.

Vocês repararam que todos os times que demitiram seus treinadores não contrataram um substituto?

Sabem por quê?

Por causa da crise econômica.

Se o fizessem, teriam que honrar o contrato com o demitido e fazer um novo com um de fora.

Resolvendo o problema dentro de casa, tudo fica como está. O cofre não precisa ser aberto.

É por isso que eu digo: se o Chicago demitir Vinnie Del Negro, Dell Harris assume o time.

Notas relacionadas:

  1. NBA TEM TUDO PARA REPETIR FINAL PASSADA
  2. UMA NOITE PARA OS BRAZUCAS ESQUECEREM
  3. ORLANDO, VIAGEM DOS SONHOS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009 NBA | 11:55

UMA VERGONHA DE TIME E TREINADOR

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Que vergonha!

Primeiro foi uma goleada diante do Boston. Ontem, derrota para o frágil e indefinido New York por 114-109.

O Phoenix é um horror como time de basquete; seu técnico, Terry Porter (foto Reuters), é pavoroso. Não consegue fazer o time jogar.

Ontem, diante do Knicks, com o time precisando de bolas de três pontos para diminuir a vantagem dos anfitriões, ao final da partida, ele mantinha em quadra os dois pivôs da equipe, Amaré Stoudemire e Shaquille O’Neal.

E Leandrinho, exímio arremessador de bolas longas, que fez seis de seus nove pontos exatamente no quarto período, assistia a tudo do banco de reservas.

Com 11 segundos para o final, com o placar em 112-109 para o New York, aí sim, o genial Porter tirou de Shaquille O’Neal da partida e colocou…

Matt Barnes!

Leandrinho – é verdade, não vem tenho um bom aproveitamento nesta temporada nas bolas de três – ficou no banco. Mas o paulistano é um matador e um cara desses, quando você precisa de tipo de jogada, não pode ficar no banco.

Além disso, já sem pedido de tempo, o Phoenix tinha que sair do fundo. E Leandrinho é mais habilidoso e mais rápido que Barnes.

Enfim, coisas do “genial” Terry Porter.

Como disse acima, uma vergonha!

E ninguém faz nada.

SOLUÇÃO

Dois são os caminhos que o proprietário da franquia, Robert Sarver, banqueiro e dono de uma cadeia de hotéis no Arizona, tem que tomar para resolver a questão.

Primeiro, demitir primeiro Steve Kerr, que ele mesmo colocou com gerente geral da franquia. Kerr é o responsável por esse monstro que não assusta ninguém.

Aliás, foi o não menos “genial” Kerr quem contratou Shaquille O’Neal, desagradando o então treinador Mike D’Antoni. Ele cansou de falar para o ex-armador do Chicago que não iria dar certo, porque Shaq é lento e quebraria o ritmo da equipe, que era muito rápido.

Não deu outra.

Depois, Sarver tem que mostrar o mesmo caminho para Terry Porter, que não tem competência alguma nem para dirigir times da liga de desenvolvimento da NBA, a NBDL.

RECUPERADO

O que duas derrotas consecutivas poderiam produzir no Cleveland? Não sabemos, porque ontem à noite o time se recuperou do revés diante do Lakers e bateu o Portland, no Oregon, por 104-98.

Um grande resultado, porque a gente bem sabe que o Blazers, apesar de ser um time jovem e ainda em formação, quando atua em seu Rose Garden é difícil de ser dobrado.

Lá, foi batido em apenas cinco de seus 20 enfrentamentos. E já passou por cima de equipes como San Antonio, Houston, New Orleans e Boston.

Foi importante também esta vitória porque o Cavs vinha de quatro derrotas fora de casa em seus últimos cinco jogos. Miami, Washington, Chicago e Lakers sapecaram o Cleveland, que só venceu o Memphis.

LeBron James, sem a sombra de Kobe Bryant, anotou 34 pontos e foi o condutor do time em quadra. Apesar de tantos pontos, deu 14 assistências – sua melhor marca na temporada –, o que mostra muito bem a intensidade ofensiva do jogador, que basicamente jogou como armador.

Sete foram os rebotes; mais três e faria seu 21º. “double-double” da carreira.

Se LBJ ficou com a armação, Mo Williams passou a jogar de ala/armador, ou seja, o armador de conclusão. A tática do treinador Mike Brown deu certo: Williams marcou 33 pontos, sua maior pontuação na temporada.

Aproveitou-se do fato de o Portland dobrar em cima de LeBron. Acabava quase sempre à vontade. E um jogador como Williams não pode ficar livre.

Arremessou nove bolas de três e acertou dois terços delas (66.7%). No geral, atirou 19 pelotas contra o aro do Blazers e embiroscou 12 (63.1%).

É, tudo fica mais fácil quando não se tem um jogador como Kobe Bryant por perto, não é mesmo?

RITMO

Anderson Varejão (foto AP) voltou a jogar bem e ser importante dentro do esquema da equipe. Quebra o galho jogando como pivô, pois Zydrunas Ilgauskas está machucado.

Marcou 12 pontos e apanhou oito rebotes.

Melhor do que esses números foi o fato de ele ter controlado Greg Oden, que deixou a quadra com dez pontos e oito ressaltos. Teve trabalho com Joel Przybilla, que se pontuou pouco (seis tentos), apanhou 15 rebotes.

De qualquer maneira, o saldo foi positivo, especialmente porque o capixaba é um tormento para qualquer grandalhão. Rápido, surge do nada para disputar uma sobra que aparentemente seria do pivô defensivo e que muitas vezes acaba espirrando para outro jogador apanhá-la.

Coisas assim, como tenho dito, que não aparecem na estatística, mas são superimportante.

AULA

Os armadores do Boston mostraram como se deve arremessar bolas de três na vitória de ontem sobre o Miami, na Flórida, por 98-83. Se Rajon Rondo foi parcimonioso nas tentativas triplas (1-2), Ray Allen e Eddie House não.

House meteu sete de onze tiros, enquanto que Allen encestou cinco de seis. Juntos foram responsáveis por onze dos 15 acertos da equipe. Ou seja: só dessas bolas saíram 33 pontos.

No terceiro período, House atingiu o alvo em seis de oito arremessos, igualando o recorde da franquia em um tempo. Dee Brown, aposentado armador do Celtics, acertou também meia dúzia de bolas em um quarto de jogo, mas foi em sete tentativas.

Isso ocorreu na vitória diante de Dallas (110-99), em 4 de fevereiro de 1988.

Com um aproveitamento desses nas bolas longas, não tinha como perder a partida. Até porque Dwyane Wade foi bem marcado e deixou a quadra com apenas 25 pontos.

O Boston passou por cima do Miami do mesmo jeito que o fez diante do Phoenix.

Depois de uma sequência ruim, que começou com a derrota para o Lakers, em Los Angeles (foram sete revezes em dez jogos), o Celtics já navega em mares calmos.

Acumula seis triunfos seguidos e esta noite fará um jogo vital para o seu projeto de terminar em primeiro lugar na classificação geral do campeonato.

Pega o Orlando, líder no geral, novamente na Flórida.

JOGO DO ANO

Muitos foram os enfrentamentos desta temporada que a gente poderia classificar como “Jogo do Ano”. Ou da temporada, para sermos mais preciso.

É como eu tenho dito: este campeonato está sensacional, pontuado por muitos clássicos onde ninguém pode dizer o que vai acontecer.

É o caso do jogo desta noite, 23 horas de Brasília.

Um dos problemas do Boston é que vai ter pela frente uma equipe descansada. O último jogo do Orlando foi no sábado passado, contra o Denver, no Colorado.

Mas o maior deles, como todos nós sabemos, será marcar o pivô Dwight Howard.

Mas e as bolas do perímetro?

É,também é um baita de um problema.

O que fazer?

Pois é, esse é o xis da questão.

Como o Orlando contraria a maioria dos times da NBA e joga com quatro abertos e apenas Howard no pivô, se fizer a dobra em cima do Super-Homem, alguém do perímetro ficará livre.

E são quatro jogadores que sabem arremessar: Jameer Nelson, Courtney Lee, Hedo Turkoglu e Rashard Lewis.

Se o Celtics individualizar a marcação para evitar as bolas de três, Howard ficará no mano a mano com Kendrick Perkins ou seja lá quem for e pode fazer 50 pontos.

Todo mundo sabe como joga o Orlando, mas ninguém encontrou um antídoto para ele.

REFORÇO

Mickael Petrus é o titular da posição 2 do Orlando. Mas está contundido.

Courtney Lee entrou no time e vem jogando muito bem.

Stan Van Gundy, na emergência, acabou ganhando um ótimo reforço. Com a volta de Petrus, Lee regressa ao banco. De lá sairá, ao lado de J. J. Reddick, para apagar incêndios quando necessário.

Muitos dizem que o grande problema do Orlando é a falta de um bom banco. Dois jogadores a gente viu que o time tem.

E os demais?

Fracos.

Banco, esse pode ser realmente o problema do Magic quando os playoffs começarem.

INCRÍVEL!

O Lakers venceu o Clippers ontem à noite: 108-97.

Normal.

Anormal foram os 42 pontos que o pivô Andrew Bynum (foto AP) anotou. Isso mesmo, 42, recorde em sua carreira.

E ainda apanhou 15 rebotes.

Para quem gosta de estatística, anote aí: à exceção de Shaquille O’Neal, foi a primeira vez que um pivô amarelinho apanha 15 rebotes e faz mais de 40 pontos em um jogo.

Shaq chegou lá em sete oportunidades.

Além dele, quem brilhou também foi Kobe Bryant, que anotou o 16º. “triple-double” de sua carreira ao cravar 18 pontos, 12 rebotes e 10 assistências.

Ah que bom seria se o campeonato fosse feito apenas de jogos contra o Clippers…

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terça-feira, 20 de janeiro de 2009 NBA | 12:55

KOBE E LAKERS PROVAM QUE SÃO MELHORES

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O Lakers não deixou dúvidas sobre quem é melhor. Nem Kobe Bryant em relação a LeBron James(os dois aparecem na foto Reuters abaixo).

Mas foi apenas um jogo e não uma série de playoffs.

Além disso, o Cleveland não pôde contar com dois de seus principais jogadores, Delonte West e Zydrunas Ilgauskas. E a peleja foi em Los Angeles, o que deu certa vantagem ao time da casa, que aproveitou-se disso tudo e venceu por 105-88.

O Lakers jogou muito bem. Kobe, então, nem se fala.

O camisa 24 fez 20 pontos, distribuídos assim: três no primeiro quarto, dois no segundo, seis no terceiro e nove no quarto.

Mas foi na marcação a LeBron que Kobe foi mais importante. King James, que tinha uma média de quase 40 pontos por jogo nos dois jogos anteriores, ontem marcou apenas 23.

Seu aproveitamento foi muito ruim: 9-25 nos arremessos, 36% de eficiência, contra 47% de média no campeonato.

Kobe não deixou LeBron respirar.

O oposto a gente não pode afirmar porque LBJ marcou Kobe apenas no último quarto, ironicamente o quarto que o jogador do Lakers mais pontuou.

Isso me decepcionou.

Espera ver LeBron grudado no craque do Lakers.

O técnico Mike Brown, no entanto, não pensou desta maneira. Deixou a marcação, basicamente, para Sasha Pavlovic, um jogador que mal vinha sendo aproveitado.

Mas o sérvio não foi mal.

A gente pode constatar pela pontuação de Bryant nos três primeiros quartos, quando foi vigiado por Pavlovic.

O aproveitamento de Kobe nos arremessos, assim como o de LBJ, também não foi bom: 9-22, 41%. O desconto que a gente pode dar foi que ele deslocou um dos dedos da mão direita no começo da partida e isso, com certeza, isso tirou muito da eficiência de seus chutes.

“Parecia que eu tinha dois dedos onde havia apenas um”, disse Kobe, depois da partida. No Staples Center mesmo foi feita uma radiografia e não foi constatada fratura. Ótimo.

Quanto a não usar LeBron na marcação a Kobe, creio que foi pensado. Com LBJ na função, ele ficaria longe do garrafão e o time de Ohio perderia mais ainda de sua força nos rebotes, já que Ilgauskas, lesionado, não pôde jogar.

E a gente sabe que LeBron é reboteiro também.

O resultado foi que na batalha dos rebotes o Cleveland não foi mal. Pegou três a menos: 44-41. LeBron fisgou nove ressaltos.

Em compensação, nos pontos no garrafão o Lakers deu um banho no Cavs: 42-28.

Como a gente sabe que Varejão é um dos grandalhões do Cavs, a pergunta que fica é: o capixaba jogou mal?

Nada disso, foi bem.

O problema é que os outros pivôs desapontaram, especialmente Ben Wallace, que ficou em quadra pouco menos de 19 minutos. Fez três pontos e pegou apenas seis rebotes.

J. J. Hickson jogou pouco menos do que 20 minutos e ajudou mais, com seus 11 pontos e quatro rebotes Em contrapartida, Lorenzen Wright atuou quase oito minutos, mas não pontuou e nem pegou rebote algum.

Varejão, por seu lado, foi o reboteiro do time e do jogo ao lado de Gasol com 12 ressaltos, três deles ofensivos. E ainda marcou dez pontos, fazendo, assim, mais um “double-double” na temporada.

Tudo em quase 34 minutos.

Mas não adiantou nada.

O Lakers foi melhor. Não deixou dúvida alguma quanto a isso.

Mas, como eu disse, foi apenas um jogo e não uma série.

YES!

Quem gostou do resultado foi o Orlando, que agora assumiu pela primeira vez a liderança geral da NBA com 33 vitórias e oito derrotas, com um aproveitamento de 80.5%.

O Cleveland, com a derrota, passou para a terceira colocação com 31-8 (79.5%).

O segundo?

O Lakers, com 32-8 e exatos 80% de aproveitamento de suas partidas.

Como disse anteriormente, foi apenas um jogo entre Lakers e Cleveland.

Isso, no entanto, a gente não pode dizer do enfrentamento entre Orlando e Lakers neste campeonato. O Magic venceu suas duas partidas diante do Los Angeles.

Em casa e fora.

Quer dizer, mostrou que se chegar a uma final contra os amarelinhos, pode engrossar. Seu jogo parece se encaixar diante do Lakers.

Se Kobe anulou LeBron James ontem, fica a pergunta: quem é que vai anular Dwight Howard?

Não dá para Kobe marcar o Super-Homem da NBA. Se é que é possível marcá-lo.

Afinal, ele não é o Super-Homem?

MASSACRE

Alguém viu o jogo do Boston contra o Phoenix? Se sim, enxergou apenas um time em quadra.

O Suns não conseguiu ver a cor da bola.

A partida terminou com a vitória do Celtics por 104-87, mas os 17 pontos de diferença poderiam ter sido de 40, dado o volume de jogo do Boston, que chegou a abrir vantagem de 35 pontos.

Com tanto conforto em quadra, não havia motivo algum para o técnico Doc Rivers fazer seus principais jogadores se desgastarem (na foto AP, Pierce, Rondo e Garnett do lado de fora).

Poupou-os sabiamente.

Paul Pierce foi quem mais jogou: 32:34 minutos. Marcou 12 pontos, oito rebotes e oito assistência.

Mas melhor do que Pierce foi Rajon Rondo, que anotou 23 pontos, sete assistências e cinco rebotes. Tudo isso em 29:41 minutos.

Ray Allen jogou pouco menos do que Pierce: 32:07 minutos. Fez 20 pontos.

Já Kevin Garnett correu atrás da bola por 25:08 minutos, tempo para cravar 16 pontos e oito rebotes.

Vejam que eles jogaram pouco e, mesmo assim, marcaram, juntos, 71 pontos!

E a justificativa para a contratação de Terry Porter era de que ele iria melhorar a defesa do time…

Ora, faça-me o favor; que desastre de treinador – desculpem a rima, saiu sem querer.

ERRO

Não meu, mas do NBA League Pass.

Ontem, no intervalo do jogo Lakers x Cleveland, constatei que a arbitragem não marcou falta de Nenê em Luis Scola, mas sim uma falta de ataque de Linas Kleiza.

Portanto, tudo o que eu escrevi sobre a arbitragem não vale. Passem uma borracha.

Agora, sabe por que isso aconteceu?

Por causa da porcaria da transmissão do NBA League Pass. Foi impossível, como escrevi ontem, acompanhar os jogos da tarde com exatidão dada a péssima qualidade das imagens.

Felizmente, à noite tudo melhorou.

Mas tem que ser sempre bom: de dia, de tarde e de noite.

Afinal, pagamos por ele.

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009 NBA | 15:52

FRENTE A FRENTE OS DOIS MELHORES DO MUNDO

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Hoje é dia de dormir tarde. Lakers e Cleveland se enfrentam à 1h30 da madrugada, horário de Brasília, em Los Angeles.

Será o primeiro encontro entre duas das equipes favoritas ao título desta temporada. Será também o capítulo inicial da medição de forças entre Kobe Bryant e LeBron James (ambos em foto Reuters), sem dúvida alguma os dois melhores jogadores da NBA na atualidade.

Quem é melhor?

Lakers ou Cleveland?

Kobe ou King James?

Será uma prévia do que poderemos assistir em junho próximo, quando a grande final será disputada?

Como disse aqui outro dia, este campeonato está sensacional. Sensacional porque há pelo menos seis times que brigam de igual para igual para ver quem será o campeão.

Portanto, não dá para dizer, categoricamente, que o encontro desta noite será um aperitivo do que provaremos na decisão do título.

Pode ser, mas como descartar Orlando e Boston no Leste e New Orleans e San Antonio no Oeste?

Não dá para descartar ninguém e afirmar nada sem correr o risco de errar.

Isso, no entanto, não vale para Kobe e LeBron.

Não há outros jogadores neste campeonato que se aproximem dos dois. Esqueça Paul Pierce, Kevin Garnett, Chris Paul, Dwyane Wade e até mesmo Dwight Howard.

Eles são ótimos, mas não estão no nível dos dois astros do encontro desta noite. Howard está querendo transformar este duo em trio. Mas ainda não foi aprovado.

Será o primeiro encontro entre eles depois da campanha maravilhosa que o time dos EUA fez nos Jogos Olímpicos de Pequim, quando ambos foram vitais para o renascimento do basquete norte-americano em nível internacional.

Os dois vão se esbarrar no embate de hoje?

Não jogam na mesma posição. Enquanto Kobe é um armador que se atreve a jogar de ala quando a situação exige, LeBron é um ala que faz as vezes de armador quando é chamado ao dever.

Não vão se enfrentar, portanto?

Vão, claro que vão, pois não me passa pela cabeça que um vai deixar o outro sob a responsabilidade de terceiros. Não são eles os dois melhores jogadores da NBA na atualidade?

Pois então que duelem, face a face, e mostrem quem é o melhor.

É o que o mundo espera.

SUPORTE

O jogo está marcado pelo confronto entre Kobe Bryant e LeBron James, como vimos. Mas não ficará restrito a eles.

Os dois jogadores terão que ter apoio dos outros que gravitam em torno deles.

E quem leva vantagem neste duelo é o Lakers, pois o Cleveland estará desfalcado de dois de seus principais jogadores: o pivô Zydrunas Ilgauskas e, principalmente, do ala/armador Delonte West.

O Lakers vem praticamente completo. Perdeu Jordan Farmar, é verdade, mas ele tem um impacto menor no time do Lakers do que os dois jogadores do Cavs.

O ponto que mais deve estar tirando o sono do técnico Mike Brown é o pivô. Anderson Varejão simplesmente desapareceu do jogo nas duas últimas apresentações.

A apreensão, portanto, é grande, pois se ele jogar bolinha como tem feito, o garrafão ficará a cargo apenas de Big Ben Wallace. Não dá para contar muito com J. J. Hickson, novato que veio de North Carolina State.

Ele deverá sentir a importância do jogo. É uma incógnita; por isso mesmo, que não se espere muito dele.

O Lakers tem muito de sua força no garrafão. Pau Gasol e Andrew Bynum são dois dos melhores grandalhões da NBA. Pontuam muito, se bem que não defendem com a mesma qualidade, principalmente o espanhol.

Varejão, portanto, terá que ajudar Big Ben Wallace na tarefa de controlar os pivôs do Lakers, especialmente quando o assunto for a ofensividade dos amarelinhos.

No “backcourt”, a ausência de Delonte West será muito mais sentida do que Jordan Farmar, que não passa de um jogador que entra em quadra para descansar os titulares, sem muita qualidade.

West, ao contrário, é titular e fundamental no esquema do técnico Mike Brown. Com a chegada de Mo Williams, Delonte passou da posição 1 para a 2 e seu jogo tornou-se vistoso e decisivo.

Daniel Gibson e Sasha Pavlovic tentarão amenizar a perda de West. Nada mais do que isso, pois não poderão compensar de jeito nenhum.

Portanto, se depender do apoio, Kobe o terá em maior intensidade do que LeBron. Ponto a favor dele, pois se o time não estiver andando, LBJ terá de carregá-lo nas costas.

Kobe não precisa disso – a menos que ele decida por isso. O que não é improvável, pois o ego pode falar mais alto.

FREGUESIA

Muitos acham o Lakers melhor, mais preparado do que o Cleveland. Por isso mesmo, colocam o time californiano como favorito no jogo desta noite diante do Cavs.

Mas não é o que diz o retrospecto recente entre ambos.

Você sabia que o Cleveland não perde do Lakers há cinco partidas?

Você sabia que a última vitória do time da costa oeste sobre seu oponente da leste foi em 12 de janeiro de 2006?

Você sabia que neste dia LBJ não jogou?

Pois é, se o Lakers tem mais camisa, mais elenco e um técnico campeoníssimo – Phil Jackson ganhou nove títulos e, ao lado de Red Auerbach, é o treinador mais vencedor na história da NBA –, o Cleveland tem o retrospecto a seu favor.

O último encontro entre ambos no Staples Center – palco do confronto desta madrugada – foi também o último entre as duas equipes. Aconteceu no dia 29 de janeiro do ano passado e o Cavs venceu por 98-95.

Você acredita em tabu?

Eu não, mas sei que o jogo de um time não encaixa diante do outro. Por isso surgem essas sequências de partidas a favor de um e em detrimento de outro.

Mas os desfalques do Cleveland poderão ter um peso muito grande, como vimos.

BANCO

Vocês viram o jogo de ontem do Phoenix contra o Toronto? Viram o que Leandrinho fez? Viram também quanto tempo ele ficou em quadra?

Nada mais a declarar.

Só a lamentar.

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sábado, 17 de janeiro de 2009 NBA | 12:50

O BAIXINHO QUE NOCAUTEOU O LAKERS

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Era para ter sido a noite de Kobe Bryant. Mas foi de Jameer Nelson.

O baixinho do Orlando (1m83) – desculpem o lugar comum novamente, mas nada melhor me ocorre agora – jogou basquete de gente grande. Marcou 15 de seus 28 pontos no quarto e decisivo período e definiu a partida em favor do Magic em 109-103.

Triunfou diante de um Kobe Bryant que, uma vez mais, falhou no momento final. Tido por muitos como o melhor jogador de basquete da atualidade, Kobe não tem justificado esta preferência.

Não consegue pensar o jogo de maneira correta quando ele está para se definir.

Quer fazer como Michael Jordan, que pegava a bola, colocava-a debaixo de braço e partia para a decisão. Mas MJ, além de ser melhor do que Kobe, em muitos momentos empurrava a bola decisiva para um companheiro, iludindo a marcação.

Kobe não aprendeu isso ainda – já estava na hora, não é mesmo?

Ele quer decidir. Sempre.

Parece que necessita dos holofotes todas as noites. Equivoca-se por isso.

Mas deixemos Kobe de lado e vamos correndo até Jameer (foto AP), pois o armador do Orlando, ele sim, está sob as luzes dos holofotes do Staples Center.

Eu mesmo, aqui neste botequim, disse algumas vezes que não coloco o Orlando como um dos favoritos ao título porque Nelson não me convence ainda de que pode alçar o Magic a vôos mais altos.

Mas ontem à noite ele provou a mim – e a outros incrédulos – que ele está no ponto. Não se intimidou com a camisa amarela vencedora e nem com os 18.997 torcedores que lotaram o ginásio de Los Angeles que o pressionavam na reta final.

Foi frio nos momentos decisivos, especialmente na linha do lance livre. Acertou os quatro derradeiros. Pegou rebote e deu até um toco em Kobe Bryant.

Poucos davam importância a esse catatau nascido em Chester, Pensilvânia. Talvez nem ele próprio.

Fez os quatro anos de faculdade em Saint Joseph’s. Não se atreveu a inscrever-se antes disse no “NBA Draft”.

Quem iria escolhê-lo?

Jogou, por isso, os quatro anos no basquete universitário. Acabada a faculdade, como não restava outra alternativa, tentou a liga.

Conseguiu.

Mas foi recrutado na 20ª. posição da primeira rodada do draft de 2004. Sabem por quem? Pelo Denver.

Na mesma noite, no entanto, certo de que aquele tico de gente não teria muito futuro na NBA, o Nuggets mandou-o para o Orlando em troca de um futuro draft da primeira rodada.

Errou o Denver; acertou o Orlando.

Jameer pode não ser hoje um jogador como Chauncey Billups, o atual armador do Nuggets, mas tem tudo para ser. Sem contar que tem só 26 anos e Billups está com 32.

Jameer destruiu o Lakers ontem à noite.

TRIPLE-DOUBLE

Parece incoerência de minha parte dizer que Kobe Bryant falhou na partida de ontem. Afinal, o 24 do Lakers terminou o jogo com um triplo-duplo: 28 pontos, 13 rebotes e 11 rebotes.

E nem é aquela história de que a última impressão é a que fica.

Nada disso.

Bato na mesma tecla: Kobe falhou quando tinha que ser decisivo. Escolheu ele decidir – e não conseguiu.

Talvez pudesse ter envolvido seus companheiros no final. Pau Gasol e Lamar Odom estavam quente ofensivamente no final da partida.

Entregar a um deles a responsabilidade final talvez tivesse evitado a derrota.

VARRIDA

Com o resultado de ontem, o Orlando venceu os dois jogos diante do Lakers nesta temporada regular. Já havia batido o time de Los Angeles na Flórida por 106-103 em 20 de dezembro do ano passado.

Repetiu a dose ontem.

Caso os dois times terminem a fase de classificação com a mesma campanha, a vantagem, por isso, será do Magic.

A vitória de ontem foi importante também porque coloca o Orlando na segunda posição na classificação geral da NBA.

O posicionamento dos cinco primeiros é este:

1º. Cleveland, 31-7 (81.6%);
2º. Orlando, 32-8 (80.0%);
3º. Lakers, 31-8 (79.5%);
4º. Boston, 32-9 (78.0%);
5º. Denver, 27-13 (67.5%)

O campeonato está sensacional, pontuado de grandes partidas, como a de ontem em Orlando; como foi a de San Antonio do Spurs contra o Lakers; a de Phoenix, entre Suns e o time texano; a de Los Angeles no dia de Natal que colocou frente a frente os dois líderes (naquela ocasião), Lakers e Celtics; como foi também o enfrentamento entre Cleveland e Boston há alguns dias.

E como será quando o Orlando pegar o Cleveland; quando o San Antonio visitar o Cavs, quando o Lakers jogar em Boston…

Tenho dormido pouco.

Mas está valendo a pena.

MAIS UMA

Na temporada regular do campeonato 1985-86, o Celtics perdeu apenas um jogo dentro do defunto Boston Garden. Venceu os outros 40.

É a melhor performance na história da NBA.

O Cleveland não traçou objetivos neste sentido; sua meta principal é ganhar pela primeira vez o título de campeão da NBA. Mas caminha, a passos regulares, para estabelecer novo recorde na liga: o de passar toda a fase de classificação sem perder nenhum jogo sequer como mandante.

Ontem a vítima foi o New Orleans: 92-78. O recorde agora na Quicken Loans Arena é de 20-0.

O triunfo só não foi mais amplo porque o Cavs teve sérios problemas no encontro de ontem diante do Hornets.

O time continua jogando desfalcado. Zydrunas Ilgauskas e Delonte West ficaram de fora, sendo que West estará ausente das quadras nas próximas seis semanas.

Some-se a isso o fato de que Ben Wallace, se voltou, suportou apenas 15 minutos. Anderson Varejão, além de ter jogador muito mal mais uma vez (quatro pontos e um rebote), foi eliminado na partida com seis faltas. E o outro grandalhão do time, J. J. Hickson… não jogou absolutamente nada.

Os acontecimentos negativos obrigaram o técnico Mike Brown a usar a bizarra formação com LeBron James (foto AP) no pivô e Daniel Gibson como ala/pivô em alguns momentos da partida. Bizarra porque foi saltou aos olhos o esforço do baixinho Gibson (1m88) diante de David West (2m06).

Mas não havia o que fazer dada a circunstância.

Ah, estava me esquecendo: LBJ ainda pelejou contra uma contusão no ombro, adquirida no final do primeiro tempo. Mesmo assim, marcou 29 pontos, 14 rebotes, sete assistências e três desarmes.

Mostrou, uma vez mais, que é o melhor jogador de basquete da atualidade. Supera Kobe Bryant.

Mesmo com tudo isso, o time suportou a partida e venceu um dos melhores esquadrões da NBA. Foi importante, todavia, não apenas a atuação de LBJ, mas também o desempenho do ala/armador Sasha Pavlovic.

O sérvio, que tinha média de 3.3 pontos por jogo, anotou ontem 19. E ainda apanhou seis rebotes para ajudar no esforço coletivo.

Outro fator decisivo para o Cavs foi a atuação apagada do armador Chris Paul (18 pontos e seis assistências, sem “double-double”, portanto), que fechou sua noitada fúnebre como uma expulsão já ao final do enfrentamento. Além dele, James Posey (quatro pontos) não lembra nem de longe aquele jogador decisivo das finais do ano passado.

Teve atuação desprezível e, como CP3, acabou expulso ao final da contenda.

Vitória importante também porque melhora o desempenho do Cleveland nos últimos jogos. Depois de ter iniciado o campeonato com um 30-4, estava com um desempenho de 4-3, que agora é de 5-3.

O OUTRO

A irregularidade ponteia a campanha do New Orleans nesta temporada. O mesmo time que bateu Lakers e Portland, fora de casa, neste mesmo janeiro, foi um arremedo de equipe de basquete ontem à noite na Quicken Loans Arena.

Já falei aqui em nosso botequim, mas não custa nada dizer uma vez mais: falta ao time da cidade do jazz um jogador a mais para ajudar Chris Paul e David West. O técnico Byron Scott quer transformar Tyson Chandler no outro vértice deste triângulo, mas o pivô é muito fraco.

Enquanto o Hornets não arrumar este “factor”, continuará sendo uma equipe que vai nadar bastante, mas acabará sempre morrendo na praia.

RECORDE

Como falei acima, o Celtics é dono da façanha de ter perdido apenas um jogo em casa durante um campeonato da NBA. O único time a derrotar em Massachusetts aquele time que tinha Larry Bird, Kevin McHale e Robert Parrish no elenco foi o Portland.

O jogo aconteceu em 6 de dezembro de 1985. Resultado: 121-103 para o Blazers.

Mas o desempenho do Celtics, naquela temporada, como mandante, não parou por aí. Nos playoffs, venceu todos os seus jogos como mandante. Ou seja: o time só foi derrotado em casa uma vez durante a competição.

Recorde difícil de ser superado.

QUE PASSA, HOMBRE?

O Phoenix perdeu em casa para o Minnesota!

E, desta vez, não há qualquer desculpa. Shaquille O’Neal, que não havia enfrentado o Denver, ontem este em quadra.

E bem: marcou 22 pontos e pegou 11 rebotes.

Mas Grant Hill foi mal (seis pontos), Jason Richardson outra vez não jogou nada (oito pontos) e Steve Nash também: meia dúzia de pontos e igual número de assistências.

Enquanto isso, Leandrinho (foto AP) recuperou-se da péssima partida contra o Nuggets. Marcou 22 tentos, mas ficou em quadra apenas 23 minutos, nove a menos do que Richardson.

É como o pessoal disse aqui neste botequim: quando Leandrinho joga bem, vai para o banco; quando está mal, fica em quadra.

Este, senhores, é Terry Porter…

Do lado do Wolves, o pivô Al Jefferson anotou 22 pontos e 12 rebotes, marcando assim o seu 21º. “double-double” em 38 partidas nesta temporada.

Seria o futuro do Boston na posição, mas o Celtics envolveu-o na troca que mandou o veterano Kevin Garnett para Massachusetts. Mas, cá pra nós, valeu a pena – o título do ano passado avaliza o negócio.

Com a vitória de ontem por 105-103, o Wolves tem um recorde de 6-1 neste ano, depois de ter marcado 6-25 no ano passado.

É difícil, mas não impossível, intrometer-se no G-8 do Oeste. O time apresenta nove derrotas a mais do que o oitavo colocado, exatamente o Suns.

Mas se continuar com esta performance, por que não?

RODADA

Alguns jogos merecem destaque…

Por exemplo: a vitória do Philadelphia sobre o San Antonio por 109-87. Vitória, vírgula, massacre mesmo. O Sixers tem um moleque que tem me chamado demais a atenção: o ala Lou Williams, joga muito bem e tem tudo para jogar muito mais no futuro.

Foi a sétima vitória seguida do Philadelphia no campeonato. Bastou trocar de técnico que as coisas começaram a se ajeitar. Tony DiLeo, alguém já tinha ouvido falar nele?

Eu, nunca.

Outro jogo que teve realce nesta sexta que passou foi o triunfo do Oklahoma City sobre o Detroit por 89-79. Kevin Durant fez 32 pontos e acabou como cestinha da partida.

O Thunder cresce neste momento. Vem de duas vitórias consecutivas e dos últimos sete jogos venceu quatro. Bastou trocar de técnico que as coisas começaram a se ajeitar. Scott Brooks, alguém já tinha ouvido falar nele?

Eu, sim; lembro-me bem dele como armador.

Baixinho e atrevido, mas sem a competência de Jameer Nelson.

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009 NBA | 13:14

A FALTA QUE CARMELO FAZ

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Todo mundo sabe, mas não custa nada a gente falar também: a vida do Denver sem Carmelo Anthony (foto AP) é dura. Foi assim na derrota para o Detroit, semana passada; repetiu-se o filme ontem contra o Dallas.

Mesmo enfrentando uma equipe irregular como o Mavericks, quase que o Nuggets se enrolou no final da partida, como aconteceu com o Pistons. A 2:50 minutos de o cronômetro zerar, Dirk Nowitzki meteu uma bola de três, mandou o placar para 91-88 e passou pela primeira à frente no marcador desde os 6-3 do início da partida.

Repetia-se o cenário do encontro diante do Detroit, quando o Denver comandou o marcador desde o início e no minuto derradeiro perdeu. Ontem, no entanto, o filme teve final feliz: 99-97.

Ficou claro que sem Melo o Denver, “down the stretch”, é uma equipe sem confiança. Até mesmo Chauncey Billups não demonstra a certeza de que vai decidir e tudo vai dar certo.

Não fosse uma falta meio duvidosa marcada em cima do armador do Nuggets e provavelmente o jogo teria ido para a prorrogação. E naquele momento o Dallas tinha a vantagem psicológica.

Carmelo deve ficar mais umas três semanas de fora. Nesse período, o time fará cerca de 12 partidas, a metade delas fora de casa.

A briga no Oeste pelas vagas para os playoffs está pesada. O Dallas é o nono colocado e tem 16 derrotas; o Denver tem 13.

Quer dizer, se o time não conseguir sustentar as vantagens construídas durante uma partida e deixar para decidir na última bola, corre o risco de não segurar o percentual de aproveitamento de 66.7%, e ao invés de fazer oito vitórias, pode somar oito derrotas.

ECONÔMICO

Nenê tem se revelado um jogador de um tempo só. Costuma construir 95% de sua obra no primeiro tempo e passa o tempo final praticamente figurando em quadra.

Ontem foi assim diante do Dallas. O são-carlense marcou 16 tentos no primeiro tempo e apanhou quatro rebotes. No segundo, marcou quatro pontos e pegou apenas dois ressaltos, totalizando 20 pontos e seis rebotes.

Algo deve estar acontecendo. Não é normal um jogador ter uma queda brutal de um tempo para outro.

Seria preparo físico inadequado? Cansaço natural de quem passou pelo que ele passou e talvez ainda haja reflexo em seu condicionamento?

Outro dia, li na edição eletrônica do “Rocky Mountain News”, um dos principais jornais do Colorado, Nenê afirmar que depois da doença e da quimioterapia ele fica constantemente gripado – algo que não ocorria anteriormente.

Talvez esteja aí a resposta para esta questão, que pelo menos a mim, inquieta bastante.

BAM-BAM-BAM

O cara do jogo foi o ala/pivô Chris Andersen. O branquelo tatuado do Denver marcou 15 pontos, apanhou dez rebotes e deu dois tocos.

Esbanjou vigor em quadra. Contagiou seus companheiros.

Os dois tocos foram sensacionais. O primeiro pra cima do pivô Erick Dampier, o segundo em Brandon Bass.

Desta dezena de rebotes, sete foram de ataque.

Levou o motorrádio como o melhor em quadra.

LBJ

O jogo era fácil, mas na agenda de LeBron James não existe esse tipo de partida. Pessoas próximas ao jogador disseram que ele, antes de a temporada se iniciar, confidenciou que disputaria todos os embates deste campeonato como se fosse a decisão do título.

E mostrou isso na vitória de ontem do Cleveland sobre o Memphis por 102-87. Fez seu 22º. “triple-double” – o 17º, na temporada regular – ao anotar 30 pontos, 11 rebotes e dez assistências.

Para se ter uma idéia da concentração de LeBron (foto AP), ele afirmou, ao final da partida, no vestiário do Cavs, que apenas lá, com a estatística em mãos, é que percebeu ter feito o triplo-duplo.

Quer dizer: não tem jogado em busca da vitória pessoal, mas sim da coletiva.

Some-se a esses números um toco sensacional pra cima do armador Kyle Lowry, no comecinho da partida. Os 15.121 torcedores que foram ao FedEx Forum deveriam ter saído do ginásio e comprado novo ingresso.

LBJ, apesar deste “block” magnífico, começou morno o embate em termos de pontos. Fez apenas nove no primeiro tempo.

Mas no segundo…

Bem, no segundo ele arrebentou; ou melhor, no terceiro quarto, quando ele esteve incontrolável: cravou 17 pontos no aro do Grizzlies.

É, disparado, o grande candidato para o MVP desta temporada.

DISCRETO

Anderson Varejão fez uma partida discreta. Estava com médias de 16 pontos e oito rebotes nos quatro jogos em que saiu como titular substituindo Zydrunas Ilgauskas.

Ontem, fez apenas sete pontos e pegou só quatro rebotes.

Já disse aqui que as estatísticas não dizem tudo o que um jogador faz em um enfrentamento. Os mergulhos do capixaba em busca de um rebote, os corta-luzes que ele faz para LBJ pontuar, a maneira contagiante com que ele joga o tempo todo não aparecem nas estatísticas; mas são importantes.

Ontem, nem isso Varejão conseguiu mostrar.

Mas ele tem crédito.

EXPLICAÇÃO

O Phoenix bateu o Atlanta por 107-102, mas poderia ter vencido com mais facilidade. Chegou a abrir uma vantagem de 19 pontos, ainda no primeiro quarto, vantagem esta que foi desmanchando-se à medida que o tempo passava.

De qualquer maneira, o triunfo foi importante, pois mantém o Phoenix no G-8 do Oeste. Ocupa atualmente a quinta posição.

Depois de dois jogos sem ter errado nenhum lance livre, ontem Shaquille O’Neal voltou a ter problemas com os arremessos. Acertou seis em 11. Para o seu nível, até que foi bom.

Deixou a quadra com 26 pontos, 10 rebotes e três tocos. Foi o cestinha da partida.

Jogou exatos 39:53 minutos.

Anotou quatro pontos a mais do que Leandrinho, que, portanto, fez 22. Mas o paulistano ficou em quadra 23:32 minutos. O que nos leva a pensar que se ele tivesse jogado um pouco mais, teria pontuado mais ainda.

Mas não tem jeito mesmo. A vida de Leandrinho, em Phoenix, é esta e ponto final.

Ah… estava me esquecendo: o titular da posição, Jason Richardson, jogou 30:39 e anotou “expressivos” sete pontos.

É por isso que a gente tem que cruzar os dedos e torcer para que rapidamente seja concluída uma troca do brazuca com New York, Chicago ou Toronto.

RECORDE

O Orlando massacrou o Sacramento na capital da Califórnia. Fez 139-107 – e não teve prorrogação não.

O destaque para esta partida fica por conta das 23 bolas triplas que o time da Flórida acertou durante os 48 minutos de ação. Novo recorde da NBA.

O anterior pertencia ao Toronto, que em 2005 havia acertado 21 bolas de três em um jogo contra o Philadelphia.

Jameer Nelson foi o comandante desta missão: acertou os cinco tiros de três contra o aro do Kings. Depois dele, Keith Bogans e J. J. Reddick atingiram o alvo em quatro oportunidades, Rashard Lewis e Hedo Turkoglu em três e com um acerto ficaram Courtney Lee, Anthony Johnson, Jeremy Richardson e Brian Cook.

Richardson, aliás, foi o jogador que embiroscou a 22ª., estabelecendo o novo recorde da liga. Bogans acertou a derradeira e ampliou a margem de acerto (na foto AP, os jogadores comemoram o recorde).

Notas relacionadas:

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sábado, 10 de janeiro de 2009 NBA | 13:25

LEBRON ANIQUILA O BOSTON

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LeBron James destruiu o Boston. É claro que ele contou com a preciosa ajuda de seus companheiros, mas não estivesse ele em quadra, do jeito que esteve, o Cleveland não teria deixado o parquete da Quicken Loans Arena com o placar favorável em 98-83.

LBJ (foto Reuters) fez 38 pontos, apanhou sete rebotes, deu seis assistências, roubou quatro bolas e deu três tocos. Some-se a isso o fato de que ele aniquilou Paul Pierce, para muitos o melhor jogador do Celtics.

O convencido jogador do Boston teve uma atuação para ser apagada de seu “pen drive”. Anotou apenas 11 pontos, pois encestou só quatro de seus 15 arremessos. E cometeu cinco erros, o que é mais vexatório.

O fato é que o Cleveland entrou em quadra como se fosse disputar um jogo de playoff. A energia era idêntica. Dentro e fora da quadra.

A torcida teve a mesma conduta dos jogadores. Transportou para janeiro o comportamento que costuma ter em maio, junho, quando chega a fase decisiva da competição.

O Celtics, ao contrário, entrou em quadra fora de foco. Parecia que estava enfrentando o Charlotte, quando na verdade estava medindo forças com seu principal adversário no Leste.

Parecia, também, jogar com o peso de três derrotas consecutivas nas costas (agora são quatro) e um recorde de 3-7 nos últimos dez confrontos.

O Cleveland, quando tem o Boston pela frente, entra em quadra com a faca entre os dentes. Se o oposto não for verdadeiro daqui para frente, o representante do Leste nas finais desta temporada deverá o ser o time de Ohio e não o de Massachusetts.

INVENCIBILIDADE

Com a vitória de ontem, o Cleveland aumentou sua invencibilidade dentro da Q Arena para 19 partidas. É o único time na NBA que não perdeu em casa nesta temporada.

Se somarmos seus três últimos embates nos playoffs do campeonato passado, a invencibilidade passa para 22 jogos.

E sabe contra quem foram esses enfrentamos?

Exatamente contra o Boston.

Quer dizer: já são quatro os jogos que o Celtics não consegue bater o Cavs quando o palco é a arena de Cleveland.

Fico me perguntando: quem será capaz de bater o Cavs na Q Arena?

SIGNIFICADO

Nos EUA muitos – quando digo muitos falo de torcedores e mídia – pensam como outros tantos brasileiros quando o assunto é esse tipo de campeonato: fase de classificação seguida dos playoffs.

O que quero dizer é que o raciocínio destes é: a temporada regular não conta, o que vale é o que vem depois.

Engano, pois o jogo de ontem contou muito.

Deixou o Boston com três derrotas a mais (seis contra nove), o que dá certa gordura para o Cleveland queimar mais pra frente se precisar.

Deixou o Boston com a autoestima em baixa. E isso é o mais importante, porque a vitória de ontem, 15 pontos de vantagem, foi um triunfo psicológico do Cavs.

Se tudo correr dentro dos conformes, os dois times devem fazer a final da conferência. E aí o Cleveland vai tirar proveito do que foi feito ontem à noite na Quicken Loans Arena.

Mas o Boston pode mudar este cenário – ou igualá-lo.

Dia seis de março próximo as duas franquias voltam a se encarar. Desta vez no TD Banknorth Garden de Boston.

Vamos ver como o Celtics e sua fanática torcida vão se comportar. Com certeza teremos a repetição da atmosfera de ontem.

E no dia 12 de abril, quando os dois oponentes se encontrarem pela última vez pela fase de classificação, novamente teremos um clima de playoffs. Desta feita, uma vez mais na Q Arena.

Uma nova rivalidade na NBA?

Só o tempo dirá, pois ninguém sabe ainda qual será o futuro de LeBron James.

POR FORA

O Orlando vem quieto, comendo pelas beiradas. Sem alarde e os holofotes da mídia, o Magic atropelou ontem o Atlanta, na Flórida, por 121-87, e com a derrota do Celtics já é o segundo colocado no Leste – e o terceiro na classificação geral.

O time foi bem equilibrado na partida de ontem. Sem essa de números estratosféricos para um e nada para os demais.

Hedo Turkoglu fez 21 pontos, seguido de Dwight Howard (foto AP) com 16; J. J. Reddick, 15; Jameer Nelson, 14; Rashard Lewis 13; e Courtney Lee 11.

A marcação também funcionou, pois limitou o Atlanta a apenas 35.0% de seus arremessos. Num comparativo, o Orlando encestou 40 das 83 bolas: 48.2%.

Além disso, nas de três, o Orlando acertou o dobro em relação ao adversário: 16-8.

Foi superior também nos rebotes: 55-38.

Enfim, um banho de bola – e não foi contra um adversário qualquer. O Atlanta é o quinto colocado no Leste com uma campanha de 22 vitórias contra 13 derrotas.

ENTÃO…

Então que se o Boston não se cuidar, ele poderá fazer uma semifinal contra o Orlando com a desvantagem de quadra.

E nos playoffs passados a gente viu muito bem que o time tem dificuldades quando joga fora de casa.

E o Orlando está, como falei, equilibrado.

Disse outro dia, conversando com um parceiro deste botequim, que não sinto força no Orlando para fazer final nem de conferência e nem de NBA. Acho que falta ao time um armador mais experiente que Jameer Nelson.

O moleque é bom jogador, mas requer mais vivência de quadra para tornar-se o condutor do time e um jogador mais decisivo do que é hoje em dia.

DESPERDÍCIO

O Denver perdeu um jogo ganho diante do Detroit. Dominou toda a partida, mas no final fraquejou e saiu derrotado por 93-90.

A 20 segundos do final, Tayshaun Prince entrou pela diagonal direita e no melhor estilo Manu Ginobili derrubou a bola que colocou o Pistons na frente pela primeira vez na partida: 87-86. O técnico George Karl (foto AP) foi ao desespero.

Depois foi aquela sequência de falta e lance livre que poderia ter levado o jogo à prorrogação se J. R. Smith tivesse aproveitado os três arremessos que teve à disposição quando o cronômetro marcava 5.5 segundos para o final da partida.

Poderia ter empatado em 91 pontos; mas errou o primeiro.

Não se pode culpar J. R. pelo acontecido. O time passou 2:40 minutos sem acertar nem um arremesso sequer. Nesse período, a equipe fez apenas quatro pontos, fruto de quatro lances livres.

E arremessou apenas três bolas contra a cesta do Detroit, assim mesmo, a última, no desespero, com o cronômetro zerando com a bola no ar.

Ontem a gente pôde ver como Carmelo Anthony faz falta ao time.

FRIEZA

Aaron Aflalo foi o nome do jogo. Frio feito um iceberg, acertou os oito lances livres a que teve direito. Todos no final da partida.

Cem por cento para um jogador que tinha uma média de acerto de 73%.

Não era mesmo o dia do Denver.

VINGANÇA

Allen Iverson, ao contrário do que imaginei, não foi vaiado impiedosamente pelos torcedores do Denver. Um “boo” aqui outro ali e nada além disso.

Era a primeira visita de AI ao Colorado depois da troca com Chauncey Billups em 3 de novembro passado. Ele não se mostrou nem mais e nem menos motivado por causa do ocorrido.

Jogou apenas mais uma partida em sua carreira na NBA.

Estava apagado no jogo, com um aproveitamento muito ruim de seus arremessos. Tinha acertado apenas dois dos 12 tentados nos três primeiros quartos.

No último, todavia, passou para 4-6, embiroscou oito de seus nove lances livres, tendo anotado 13 pontos exatamente quando a partida se fechava.

Totalizou 23 tentos, sete a menos do que Chauncey Billups.

Pontuou menos, mas ganhou o duelo.

PATÉTICO

Não há outra palavra para definir o final da partida de ontem entre Lakers e Indiana. Faltavam três segundos para o jogo findar e o time de Los Angeles pulou à frente em 121-119 – que acabou sendo o placar final.

O técnico Jim O’Brien, do Pacers, pediu tempo. O narrador da FSN de Los Angeles dizia: “É cedo para se comemorar a vitória”. Alertava com um fuzuê danado dos torcedores ao fundo, depois da cesta final de Kobe Bryant que deu a vitória aos amarelinhos.

O Indiana voltou à quadra; foi cobrado o lateral. A bola caiu nas mãos do pivô Jeff Foster, que não fez absolutamente nada. Ao ouvir a buzina soar, assustou-se e arremessou – já não valia mais.

Deu “air ball”.

Patético.

ARBITRAGEM

Outro dia, torcedores do Lakers reclamavam neste botequim da arbitragem na derrota para o New Orleans.

Agora eu quero ver o que eles vão dizer sobre o assunto. Sim, porque ontem, a falta que desclassificou Danny Granger do jogo não aconteceu.

E Granger, com seus 2m03 de altura era o marcador de Kobe Bryant. Com ele de fora, o nanico do Jarret Jack (1m91) teve que vigiar Kobe na bola derradeira.

Com 12 centímetros a menos diante de si, Kobe fez a cesta mais fácil da temporada e levou o Lakers à mais uma vitória no campeonato.

Tivesse sendo marcado por Granger, faria os dois pontos?

BRAZUCAS

Anderson Varejão (na foto AP com Mo Williams e LeBron James) foi o destaque dos brazucas na rodada de ontem. Jogou 35:06 minutos. Marcou 14 pontos e apanhou nove rebotes. Ficou a um para novo “double-double”.

Foi muito importante no momento do corta-luz. Ajudou demais LeBron James na pontuação.

Teve seu esforço reconhecido por LBJ e pelo treinador Mike Brown.

E também pela mídia norte-americana.

Nenê ficou em quadra 35:53 minutos. Fez um ponto a mais do que Varejão e pegou o mesmo número de rebotes.

Tivesse se esforçado um pouco mais e teria feito um duplo-duplo.

Num comparativo, enquanto Varejão voa nas bolas à procura do rebote, Nenê se limita a apanhá-lo se ele chega a suas mãos. Tivesse, como disse, a mesma garra do capixaba e estaria certamente com o “double-double” de média na competição.

Mas não é da natureza do são-carlense. Não adianta a gente querer de uma pessoa o que ela não é capaz de fazer.

Quanto a Leandrinho, foi importante na vitória do Phoenix diante do Dallas por 128-100. Vitória, vírgula, uma lavada, isto sim.

Jogou apenas 19:22 minutos. Mesmo assim, marcou 20 pontos, com um ótimo aproveitamento nos arremessos: 8-11.

Nas bolas de três, 2-2; semelhante desempenho nos lances livres.

Fica menos em quadra para dar espaço a Jason Richardson. Não justifica. O ex-ala do Charlotte fez um ponto a mais do que o paulistano, tendo jogado exatos 33 minutos.

Ou seja: 10:38 minutos a mais.

Tempo para Leandrinho ter feito pelo menos mais uns seis pontinhos.

Poderia ter fechado a partida até com 30 pontos, por que não?

Esse assunto está me cansando, pois eu não me conformo com a situação.

Notas relacionadas:

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  2. MARBURY COM UM PÉ NO BOSTON
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009 NBA | 12:45

CAVS x CELTICS MEXE COM A NBA E OS EUA

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O site da NBA trata o jogo como o mais importante desta temporada.

Exagero.

Lakers x Boston, no dia de Natal, foi mais significativo e mais glamoroso também. São as duas franquias com mais título e mais torcida nos EUA.

De qualquer maneira esse Cleveland x Boston (transmissão ao vivo para o Brasil pela ESPN a partir das 23h de Brasília) é também formidável. Além disso, poderá mexer significativamente na tabela de classificação.

Uma derrota do Boston combinada com uma vitória do Orlando diante do Atlanta, na Flórida, e o Magic ganha a segunda posição na Conferência Leste e manda o Celtics para a terceira.

Quer dizer: o confronto desta noite na Quicken Loans Arena de Cleveland pode não ser um single malt, mas é um blended da melhor qualidade – e há os que preferem o blended ao malt, diga-se.

Os holofotes estarão mais direcionados para o Boston, creio eu. O atual campeão da NBA vem cambaleante neste momento. Perdeu seis de seus últimos oito jogos – tudo começou com o revés em Los Angeles –, sendo que acumula três derrotas consecutivas.

O mesmo site da liga criou um quadro mostrando a queda de rendimento dos principais jogadores do Celtics.

Nos primeiros 29 jogos, o quinteto titular do Boston tinha o seguinte desempenho na pontuação:

Ray Allen: 17.3
Kevin Garnett: 22.1
Kendrick Perkins: 14.7
Paul Pierce: 17.5
Rajon Rondo: 19.1

Nesses últimos oito fatídicos jogos, está assim:

Ray Allen: 12.5
Kevin Garnett: 19.6
Kendrick Perkins: 12.6
Paul Pierce: 23.6
Rajon Rondo: 12.6

Como se vê, apenas Pierce melhorou o desempenho.

Mas, como disse ontem, esses números têm que ser analisados olhando para o tempo que eles ficam em quadra.

Ray Allen: 36.2
Kevin Garnett: 33.3
Kendrick Perkins: 29.0
Paul Pierce: 36.5
Rajon Rondo: 28.1

Ou seja: os três mais importantes jogadores do time e os mais veteranos também, são os que mais ficam em quadra. Doc Rivers não tem o que fazer, pois falta banco ao Celtics; todo mundo sabe.

Ray Allen tem 33 anos, Garnett 32 e Paul Pierce 31.

Num comparativo com o Cleveland, LeBron James fica 37.0 minutos em quadra por partida, mas tem apenas 24 anos e está no esplendor de sua forma física. Mo Williams, a outra estrela do Cavs, joga quatro minutos menos e é dois anos mais velho que LBJ. Delonte West atua em média 34.1 minutos, mas tem 25 anos.

Repito: se o Boston não encontrar alternativa de banco para os três, vai cair ainda mais de produção. E quando os playoffs chegarem, a conta a ser paga será alta demais.

DEMORA

O Celtics tenta acertar com Stephon Marbury. Mas o irrequieto jogador ainda não conseguiu desatar o nó que o prende ao New York. Ele quer receber tudo a que tem direito para assinar a rescisão de contrato.

O Knicks não quer pagar o total do contrato; propõe um acordo onde desembolsará menos.

Enquanto isso, o jogador não joga; e o Boston vê o tempo passar e os adversários também.

Como disse acima, uma vitória hoje do Orlando diante do Atlanta – o que, aliás, é o mais provável que aconteça – e o Celtics cai para a quarta colocação.

Resumindo: do Natal para cá, o time de Massachusetts pode despencar da primeira para a quarta posição.

Inacreditável para quem vinha com uma campanha com 27 vitórias e apenas duas derrotas.

Hoje o time pode dormir com um recorde de 29 vitórias e nove derrotas.

DESAFIO 1

A mídia norte-americana está chamando a atenção para um duelo em especial esta noite: Kevin Garnett x Anderson Varejão (foto AP).

Isso mesmo, o capixaba pode ser um “key factor” para o Cleveland esta noite. Se marcar bem o marrento ala/pivô do Celtics e o Cavs terá dado um passo importante para a vitória.

E o que Varejão tem que fazer?

Basicamente, diminuir a pontuação de Garnett.

E de que maneira?

Bem, evitar ao máximo o tiro da zona morta esquerda do Boston. É ali que Garnett gosta de jogar; e de arremessar. Seu percentual de aproveitamento é altíssimo daquela região.

Tentar ser econômico nas faltas, muito embora a gente saiba que esse duelo será bastante físico. Varejão é importante na quadra – e não no banco.

Rapidez no jogo de transição. Apesar da idade, Garnett tem velocidade. Varejão também é rápido. Hoje terá que ser ainda mais.

Na frente, terá de atacar no momento certo, para não apenas cansar Garnett, mas, se possível lucrar com uma falta aqui e outra ali.

DESAFIO 2

LeBron James (foto AP) e Paul Pierce será outro grande duelo particular desta noite.

Quem vencerá?

Aposto minhas fichas em LBJ. Mais jovem, tem uma explosão que talvez nenhum outro jogador da liga tenha nesse momento e é genial. É mais intuitivo e criativo também.

Pierce é mais cerebral, experiente e frio. E sabe catimbar.

Vai tentar de todas as maneiras tirar LeBron do eixo.

DESAFIO 3

Este em menor escala, colocará frente a frente Ray Allen (foto AP) e Delonte West. O ala/armador do Cleveland era jogador do Boston e entrou num negócio envolvendo vários jogadores.

Nunca engoliu ser moeda de troca.

Vai querer mostrar a Doc Rivers e Danny Ainge que eles cometeram um grande equívoco.

Em casa sobe demais de produção. Acho que vai levar a melhor diante de Allen, que vem decrescendo neste momento do campeonato, especialmente nas bolas de três.

Está com a mão descalibrada.

RODADA

Dois jogos movimentaram a rodada de ontem. Os dois anfitriões venceram, o que era esperado.

Em San Antonio, o Spurs só encontrou dificuldades no primeiro tempo. No segundo, deslanchou e enfiou 106-84 no Clippers.

O time de Los Angeles não pôde contar mais uma vez com Baron Davis, lesionado. Do jeito que atuou no primeiro tempo, se pudesse ter Davis, acho que levaria a vitória, e não a derrota, para a terra do cinema.

Em Dallas, o Mavericks suou para vencer o New York por 99-94. O time da Big Apple luta mais contra sua irregularidade do que contra os oponentes.

Quando encontrá-la, vai achar as vitórias com mais freqüência e facilidade.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

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