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Posts com a Tag LeBron James

quinta-feira, 15 de março de 2012 NBA | 10:37

SE ACONTECER TUDO ISSO, CHICAGO VENCE MIAMI NA FINAL DO LESTE

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Se for sempre assim o Chicago bate o Miami e vence a conferência.

Se o time não sentir a ausência de Derrick Rose.

Se John Lucas vier do banco e marcar 24 pontos tendo um aproveitamento de 75,0% de seus arremessos (9-12).

Se os reservas colaborarem com 54 pontos, quatro a mais do que os titulares.

Se no duelo dos rebotes o time vencer por 50-34.

Se o time anotar 32 pontos no último quarto.

Se o time cometer seis erros a menos.

Se houver um aproveitamento de 92,3% nos lances livres (24-26).

Se houver um aproveitamento de 52,6% nas bolas de três (10-19).

Se os 71 pontos de LeBron James e Dwyane Wade não forem suficientes.

Se LBJ cobrar apenas cinco lances livres na partida.

Se D-Wade cobrar só quatro lances livres durante o jogo.

Se Chris Bosh tiver um aproveitamento de 3-15 e pegar míseros três rebotes.

E se LeBron James continuar se omitindo nos finais das partidas e deixar tudo nas costas de Dwyane Wade, pois de seus 35 pontos, apenas dois foram marcados no último quarto.

Se tudo isso acontecer, o Chicago vence o Miami nas finais da Conferência Leste e decidirá o título da NBA, o que não ocorre desde 1998.

Se tudo isso acontecer, é claro.

RODADA

Mesmo capengando o Lakers segue vencendo. Depois de ter precisado de duas prorrogação para vencer um Memphis sem Rudy Gay e Zach Randolph, ontem o time solicitou apenas uma para bater o frágil New Orleans por 107-101… Kobe Bryant, pra variar, foi o cestinha do time com 33 pontos… Andrew Bynum segue jogando o fino: 25 pontos e 18 rebotes… Agora sem Mike D’Antoni, o New York, comandado por Mike Woodson, destruiu a “mentira” da NBA chamada Portland Trail Blazers por 121-79. Cinco jogadores tiveram duplo-dígito na pontuação, sendo que JR Smith acabou como cestinha do time, vindo do banco, com 23 pontos… Outro que veio do banco e foi muito importante foi Steve Novak: 20 pontos… Jeremy Lin segue de mal a pior: seis pontos, seis assistências, quatro rebotes e dois desarmes… O Portland marcou apenas 29 pontos no primeiro tempo… Não estaria na hora de o Blazers repensar o trabalho de Nate McMillan?… O San Antonio recebeu o Orlando, que vinha de uma vitória sobre o Miami, e venceu por 122-111. Tiago Splitter jogou só 18:20 minutos e marcou 12 pontos e seis rebotes… Isso foi bom? Eu não vi a partida… Tony Parker jogou como um armador moderno: 31 pontos e 12 assistências. Longe dos holofotes, o francês segue trabalhando com eficiência e é, sem sombra de dúvida, o melhor armador da NBA neste campeonato… Como foi o duelo entre D12 e Timmy. Alguém poderia me contar?… Leandrinho Barbosa foi o outro brasileiro que atuou na rodada de ontem. Seu Toronto perdeu novamente, agora para o New Jersey, por 98-84. LB anotou 11 pontos.

Notas relacionadas:

  1. NA DECISÃO DO LESTE, MIAMI ENTRA COMO FAVORITO
  2. CHICAGO, JOGO ARRASADOR; OKC, GARANTIDO NA FINAL
  3. TUDO CONSPIRAVA PARA UMA VITÓRIA DO LAKERS, MAS DEU CHICAGO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

segunda-feira, 12 de março de 2012 NBA | 00:43

O CASO LEBRON JAMES E A INTERPRETAÇÃO DO TEXTO

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LeBron James não leva mesmo sorte. Vinha fazendo tudo certinho…

Foram estas as minhas duas primeiras frases do texto sobre LeBron James e o jogo contra o Indiana. Vou repetir o que escrevi: LeBron James não leva mesmo sorte. Vinha fazendo tudo certinho…

Ou seja: se ele vinha fazendo tudo certinho é porque ele estava jogando bem, cumprindo brilhantemente seu papel.

Se o cara vinha fazendo tudo certinho e cumprindo brilhantemente o seu papel e não levou sorte é porque o fim da história não ocorreu do jeito que ele gostaria que ocorresse e do jeito que ele merecia que fosse.

Em nenhum momento no texto eu falei em amarelar ou afinar. Eu só disse que LeBron não leva sorte, o que é bem diferente de se omitir. Após uma grande partida, ao tentar coroar sua atuação com chave de ouro, errou o arremesso que daria a vitória ao Miami, feito que coube a Dwyane Wade.

Por isso LBJ não leva sorte.

Repito: em nenhum momento no texto eu falei que ele amarelou ou afinou. Isso está na cabeça de vocês. E como está na cabeça de vocês (e não na minha), vocês não conseguiram entender um texto claro e simples.

Notas relacionadas:

  1. QUEM É LEBRON JAMES?
  2. SITE AMERICANO ELEGE LEBRON JAMES MELHOR JOGADOR DA NBA
  3. LEBRON JAMES E SEU MAIOR DESAFIO: ENCARAR OS MOMENTOS DECISIVOS
Autor: Fábio Sormani Tags: ,

domingo, 11 de março de 2012 NBA, outras | 14:39

LEBRON NÃO DÁ SORTE MESMO!

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LeBron James não leva mesmo sorte.

Vinha fazendo tudo certinho. O Miami estava atrás cinco pontos, na prorrogação, diante do Indiana, e o cronômetro mostrava que apenas 1:44 minuto separava o jogo de seu final.

O Pacers meio que esfregava as mãos, contando com a vitória. Foi então que LBJ derrubou uma bola de três e baixou a diferença para dois pontos, para delírio da galera que lotou a American Airlines Arena (20.154 pagantes).

O Pacers falhou em seu ataque e no ataque do Heat LeBron deu uma assistência para Chris Bosh empatar a contenda em 91 pontos. Pedido de tempo pelo Indiana, Gary Glitter estourando os alto-falantes do ginásio com seu “Rock and Roll Part II” e os torcedores empolgados.

Os visitantes voltaram a falhar em seu ataque e no contra-ataque LBJ tentou novo arremesso triplo. A American Airlines Arena parou. Todos torciam para que o tiro fosse certeiro. Não foi.

Havia ainda 24 segundos para o final da prorrogação. A sorte do Miami e o alívio dos torcedores foi que Udonis Haslem pegou o rebote.

E o que aconteceu?

Nada de LeBron James decidir a última bola. Ela foi para as mãos de Dwyane Wade.

E o que aconteceu?

Vitória do Miami por 93-91.

LeBron James não leva mesmo sorte.

RODADA

E não é que o Detroit tomou gosto pela vitória? Ontem bateu o Toronto por 105-96 e enfileirou seu terceiro triunfo. Dos últimos cinco confrontos, ganhou quatro. Tudo bem que foi tudo dentro de casa, mas foi. Antigamente, mesmo dentro de casa o time só perdia… A partir de amanhã, o Pistons fica “on the road”. Fará nada menos do que cinco jogos seguidos em quadra alheia: Utah, Sacramento, Phoenix, Lakers e Denver. Depois joga em casa com o Miami. E nova sequência na estrada: New York, Washington, Cleveland e Chicago. Vai dar pra gente ver se o Detroit está mesmo em evolução… Neste cotejo, Leandrinho Barbosa esteve discreto: nove pontos (4-11; 1-4 nas bolas de três). Jogou 20:34 minutos… Em Chicago, o Bulls passeou diante do Utah: 111-97. E sem Luol Deng, que vai cumprir aquele tempo de descanso que ele pediu para o “staff” médico e também ao técnico Tom Thibodeau. Thibs, aliás, não pôde contar também com Joakim Noah. Deng e Noah uniram-se a Rip Hamilton e CJ Watson, dois outros jogadores que estão lesionados… Sabem quem foi o cestinha do Chicago? Carlos Boozer: 27 pontos. Booz voltou a ter um ótimo desempenho ofensivo. Kyle Korver entrou na vaga de Luol Deng e não decepcionou: 26 pontos (6-11 nas bolas de três). Derrick Rose? 24 pontos e 13 assistências… Se Korver e Boozer jogarem sempre assim, D-Rose faz um “double-double” todos os jogos… Não vi a vitória do Oklahoma City diante do Charlotte por 122-95. Kevin Durant, pelos números, até que foi bem, mas o destaque foi mesmo James Harden, que deve ser escolhido o sexto homem desta temporada. Harden anotou nada menos do que 33 pontos… Notei que minha caixa de mensagem está civilizada. Sabem por quê? O Dallas voltou a perder: 111-87 para o frágil Golden State. Estou com saudades dos tontos e suas mensagens histéricas que me fazem rir e aumentar os “cliques” no relatório mensal de audiência do blog… O Mavs, que já ocupou o terceiro lugar no Oeste, despencou para o oitavo por conta desta sequência de três derrotas consecutivas. Dos últimos dez jogos, venceu só dois… Por falar em entupir a caixa de mensagem, nosso empolgado parceiro Reirom não parava de me amolar (no bom sentido, claro) com sua empolgação com o Memphis. O Grizzlies vinha de cinco vitórias seguidas e ocupava a terceira posição no Oeste. Ontem fui ver o jogo do time da terra de Elvis Presley contra o ciclotímico Phoenix Suns. Sabem o que aconteceu? Vitória do Suns por 98-91. Acho que Reirom ficará um bom tempo sem aparecer por aqui.

Notas relacionadas:

  1. SORTE QUE AJUDA
  2. QUE FALTA DE SORTE!
  3. SITE AMERICANO ELEGE LEBRON JAMES MELHOR JOGADOR DA NBA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

quarta-feira, 7 de março de 2012 NBA | 17:21

MAIS DALLAS E A RODADA DE ONTEM DA NBA

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O assunto Dallas ainda desperta muitos sentimentos entre as pessoas que são frequentadoras assíduas deste botequim e aqueles paus-d’água que só aparecem aqui encachaçados para xingar o dono do boteco. Os sentimentos mais frequentes são os de raiva, surpresa e decepção.

Os dois últimos eu compreendo. Afinal de contas, por sermos próximos e estarmos juntos há um bom tempo, ao emitir uma opinião contundente sobre meu sentimento a respeito do time campeão do Dallas posso mesmo causar admiração (caramba, Sormani, você acha mesmo que o Mavs é um timeco?) e/ou decepção (puxa vida, Sormani, não esperava que você não visse qualidades no Dallas).

O sentimento de ira, no entanto, me chama a atenção. A troco? Não ofendi ninguém; apenas emiti minha opinião, apenas isso. Quem é contrário a ela, que se manifeste e com exemplos mostre que eu estou errado.

Muitos fizeram isso (e seus comentários foram postados), mas outro tanto, impregnado pelo radicalismo e entorpecido pela obtusidade trataram basicamente de me ofender (e essas mensagens foram para a lixeira).

Aos xiitas obtusos (seria pleonasmo?) apenas um aviso: não leio suas mensagens. Ao observar do que se trata, paro a leitura na primeira frase e mando-as direto para a lixeira. E mais: elas não me incomodam; aliás, elas até me ajudam, pois ao acessarem o blog para escrever mensagens raivosas isso significa um “clique” e no relatório mensal o blog aparece entre os mais visitados do iG, o que acaba sendo muito bom para mim. Obrigado, portanto, por acessar o blog. Espero, pois, que vocês continuem se reunindo no Orkut e combinando de entrar no blog para entupi-lo de mensagens agressivas.

DÚVIDA

Quanto ao tema “Dallas”, não retiro nem uma linha do que escrevi. Mas não sou estúpido. Se o time texano provar para mim que é merecedor de crédito, mudarei meu discurso; óbvio.

Como disse, o título do Dallas foi merecido. Ninguém é campeão à toa, ainda mais em um sistema de playoffs melhor de sete.

A dúvida que ainda tenho é: será que o Mavs não foi melhor apenas naquele momento? Será que o Dallas não se aproveitou de um momento em que tudo se encaixou e deu certo? Um momento em que tudo convergia favoravelmente a ele?

Eu encontro “senões” em todas as séries vencidas pelo Mavs.

1) Portland — Surge como favorito em todo campeonato, mas nunca vence ninguém. É o famoso “rojão sem bomba”;
2) Lakers — Time estava todo bagunçado por conta de relacionamento ruim entre jogadores, tanto que foi varrido;
3) OKC — Time jovem, que estava nos playoffs apenas segunda vez;
4) Miami — LeBron James desaparecendo na série final.

Tenho, pois, o sentimento de que o Dallas foi um campeão de ocasião, pois não via (como ainda não consigo enxergar) grande coisa naquele time. Mas posso estar errado.

E o que o Dallas tem que fazer para mostrar que estou equivocado? Ganhar mais títulos. Se ele o fizer, não há o que se contestar; se não o fizer, ficarei eternamente com esta opinião: foi um campeão de ocasião.

DINASTIA

Vejamos os campeões da NBA…

Na década de 1950, o Minneapolis Lakers formou a primeira dinastia da NBA e ganhou cinco campeonatos. Campeão incontestável.

Na década de 1960, foi a vez de o Boston deixar a todos boquiabertos com um time que tinha Bob Cousy, John Havlicek e Bill Russell. Campeão mais do que incontestável.

O Lakers, já em Los Angeles, comandado por Magic Johnson, voltou a dar as caras no final da década de 1970 e na seguinte conquistando cinco títulos.

Depois apareceu o Chicago de Michael Jordan e seus dois “Three Peats” e o San Antonio de Tim Duncan, que ganhou quatro torneios.

O Lakers, comandado primeiro por Shaquille O’Neal e depois por Kobe Bryant, voltou a bagunçar os adversários conquistando cinco troféus.

Alguém ousa contestar estas equipes?

SOLITÁRIO

Há times que ganham apenas um título, mas que disputaram outros. São os casos do Philadelphia, campeão em 1983, mas que foi vice em 1977, 80 e 82. E também do Detroit, vencedor em 2004, vice em 2005 e que perdeu as finais da conferência em 2006, 2007 e 2008.

Talvez eu tenha sido injusto quanto ao Detroit de Chauncey Billups por conta deste currículo apresentado e alertado por um parceiro deste botequim. Mesmo assim, acho que um verdadeiro campeão não fica em apenas um título; ele ganha outros. E o Detroit, todos nós sabemos, jogava em uma conferência capenga. Por conta disso, não sei valorar esses números do Pistons e por isso eu fico em dúvida.

BISAR

Desta forma, se o Dallas chegar nesta temporada e repetir o título da passada, eu prontamente mudo meu discurso. Sim, pois ele deixa claro que não foi um campeão de ocasião.

Mesmo que não ganhe este ano (o time foi muito mexido e perdeu peças importantes), mas chegue no ano que vem, OK; sem problema. Não é preciso enfileirar campeonatos.

O San Antonio de Timmy nunca venceu títulos na sequência. Ganhava ano sim, ano não numa sequência tripla (03, 05 e 07), antecedida pelo campeonato conquistado em 1999. Foi um timaço, que ainda tentar dar um último suspiro.

E o Boston de Larry Bird também nunca foi campeão seguidamente.

EPÍLOGO

Estou, pois, no aguardo. Meu sentimento ainda é o mesmo. Cabe ao Dallas mudá-lo.

E a vocês, nobres parceiros, que tentaram com raciocínio e argumentos me convencer que estou equivocado e sendo injusto, eu agradeço no mínimo pela educação de vocês. E as encachaçados, obrigado também por acessar o blog e torná-lo um dos mais visitados do iG.

RODADA

Alguém conseguia imaginar que o Lakers seria batido pelo pobre Detroit? Eu não; confesso. A derrota por 88-85 foi justa. Aliás, o time já era para ter perdido no tempo normal não fosse a genialidade de Kobe Bryant, que acertou uma bola com o cronômetro praticamente zerado, empatando a partida em 78 pontos e levando-a para a prorrogação… O armador Rodney Stuckey foi um gigante. Do alto de seu 1,96m anotou 34 pontos, seis deles na prorrogação num total de dez anotados pelo Pistons… Greg Monroe: não foi desta vez que vi um grande jogo dele. Foi bem nos rebotes (15), mas até agora procura o caminho da cesta: 1-10. Pior: nem lance livre bateu, demonstrando certa fragilidade ofensiva e temor aos postes adversários, especialmente Andrew Bynum, que anotou 30 pontos e pegou 14 rebotes… Kobe Bryant foi mal: 8-26 nos arremessos. Só não merece vaias por conta da bola que mandou o jogo para a prorrogação… No Texas, talvez emocionado pelas homenagens, Tyson Chandler foi um desastre na derrota do New York para o Dallas por 95-85: seis pontos e oito rebotes. Tentou a cesta em apenas cinco ocasiões!… Jeremy Lin: continua atrás do tempo perdido: 14 pontos e sete assistências. Nos arremessos, 4-13. Se eu fosse Mike D’Antoni deixava Carmelo Anthony de fora uma partida pra ver no que dá. Ainda acho que ele atrapalha Lin… O New Jersey, que ontem jogou com seu uniforme dos tempos de Nova York (por isso “New York” no peito), levou uma surra do Heat em Miami: 108-78. O mesmo New Jersey que havia vencido, fora de casa, Dallas, New York e Chicago… Chris Bosh voltou depois de três partidas ausentes (morte da avó) e anotou 20 pontos… DeShawn Stevenson, aquele que provocou LBJ depois do título do Dallas (vestiu uma camiseta onde se lia “Hey LeBron! How’s my dirk taste?”), nem foi notado em quadra… O Boston precisou de uma prorrogação para bater o Houston por 97-92. Rajon Rondo, desta vez, bateu na ferradura: nove pontos (4-12). Mas Paul Pierce foi um gigante do alto de seus 30 pontos.

Notas relacionadas:

  1. MENINOS DE OURO — PELO MENOS ONTEM
  2. ONTEM FOI UMA TRAGÉDIA; HOJE A RODADA É DA PESADA
  3. SÃO PAULO, BOSTON, CELTICS E A RODADA DE ONTEM DA NBA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 5 de março de 2012 NBA | 19:54

ARMADORES PUROS SUMIRÃO NUM FUTURO NÃO MUITO DISTANTE

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O parceiro Gustavo Malaquias mandou a seguinte mensagem há pouco: “Muitos falam a mesma coisa: consideram Derrick Rose (foto Getty Images) um “shooting guard” e não um “point guard”. Mas eu tenho uma outra opinião. Para mim, D-Rose é o típico “point guard” moderno – muito atlético, explosivo, com bom arremesso, ótimo controle de bola e grande visão de jogo. Você não encontra essas qualidades em muitos “shooting guards”. E a tendência é que a nova safra dominante de armadores tenham essas qualidades, vide John Wall, Kyrie Irving, Kemba Walker e o próprio Russell Westbrook, que possui um jogo parecidíssimo com o do Rose e você não o retirou de sua lista”.

Era uma resposta a algum comentário de outro parceiro deste botequim.

É exatamente isso o que eu penso e já me manifestei aqui sobre o assunto em outras ocasiões.

Em uma conversa que tive pelo Twitter com o meu xará Fabio Balassiano disse isso a ele e ele também concordou. E o nosso papo (fiquei feliz por isso) motivou-o a escrever um texto muito bom sobre o assunto (clique aqui para ler).

A opinião de Gustavo vem ao encontro do que eu penso. Sem querer posar de sabichão ou sabe-tudo, a meu ver a maioria das pessoas se guia por um conceito antigo de que armador tem que passar a bola em primeiro lugar. Isso está ficando para trás. Armador moderno tem que armar o jogo e pontuar — e muito, de preferência.

Magic Johnson, aliás, já fazia isso na década de 1980. Também por isso Earvin entrou pra história como um dos maiores de todos os tempos.

Eu já disse aqui algumas vezes: os armadores puros, do tipo Rajon Rondo e Jason Kidd (atual), vão sumir com o passar do tempo. Jogador tem a obrigação de saber levar a bola, ler o jogo e fazer escolhas corretas sob quaisquer circunstâncias do jogo.

Então, pra que um “point-guard”?

Num futuro breve, todos serão “shooting guard”. E os alas também terão que saber conduzir o jogo. Scottie Pippen, por exemplo, fazia isso nos tempos do Chicago de Michael Jordan — que também sabia levar a bola.

Aliás, no segundo “Three Peat” do Bulls, o “armador” era Ron Harper, que nunca foi armador. Ele era um ala-armador como Michael Jordan. Steve Kerr (que era um armador, mas que estava mais para ala-armador), entrava apenas nos momentos chaves das partidas.

No Lakers de Phil Jackson, o que Derek Fisher menos fazia era levar a bola e armar o jogo. Isso ficava a cargo de Kobe Bryant e Lamar Odom.

No Miami atual, Mario Chalmers ocupa um papel semelhante ao de Fish: finge-se de morto e sempre aparece aberto para os arremessos de três, servido que é por LeBron James e Dwyane Wade, por exemplo.

Assim serão os times de basquete no futuro. Futuro, diga-se, que está em nossa frente, mas que muitos ainda não estão conseguindo enxergar.

Os times do futuro terão jogadores como Derrick Rose, Kobe Bryant, LeBron James, Dwyane Wade, Russell Westbrook, Deron Williams, Tony Parker e Jeremy Lin. Terão John Wall, Kyrie Irving e Kemba Walker.

Assim será; podem me cobrar.

Notas relacionadas:

  1. PIPPEN VAI MUITO BEM, OBRIGADO
  2. O FUTURO DE LEBRON
  3. NENÊ, O FUTEBOL E SEU FUTURO NA NBA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

NBA | 01:35

DEU LAKERS, POR DEZ PONTOS. KOBE FOI O CESTINHA E LBJ ATINGIU UM “DOUBLE-DOUBLE”. QUEM ACERTOU?

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Deu Lakers. E por dez pontos: 93-83. E no duelo de duas das maiores estrelas da NBA, deu Kobe Bryant: 33 pontos, com excelente aproveitamento nos arremessos: 14-23 (60,9%). Seu primeiro quarto foi brilhante: 18 pontos (8-10; 80,0%), fazendo o Lakers tomar as rédeas da partida, sem deixar o Miami tomar gosto pelo jogo.

À exceção do comecinho do confronto, quando o Miami fez 5-4, o Lakers jamais ficou atrás. Mesmo contando com um jogador que hoje beira o ridículo: Derek Fisher. Fish se arrasta em quadra, é um ex-atleta em atividade, que freia as passadas que o time quer dar rumo ao patamar em que se encontram hoje o próprio Miami, Chicago e Oklahoma City.

Agora sabem que arrebentou e foi talvez até mais importante do que Kobe (foto Getty Images)? Metta World Peace: 17 pontos (6-10; 60,0%), sete rebotes, quatro desarmes e três assistências. E um trabalho incessante em cima de LeBron James.

LBJ não precisou provar nada na tarde-noite deste domingo. Não houve necessidade da última bola. Foi importunado, como disse, por MWP. Anotou 25 pontos, mas teve um aproveitamento baixo dos arremessos: 46,1% (12-26). Foi bem nos rebotes (como sempre), tendo coletado 13 e deu ainda sete assistências. Mas foi mal nos arremessos, repito.

Não foi, todavia, pior do que Dwyane Wade, que fez um papelão em quadra e acabou eliminado por conta das seis faltas que cometeu. Deixou o confronto quando ainda faltavam 5:14 minutos por jogar. Foi pro banco ouvindo Ray Charles cantar “Hit The Road Jack”. Aliás, foi a primeira vez, depois de 258 jogos seguidos, que D-Wade foi cometeu seis faltas. Danificou uma vez mais o jogo do Miami, pois na derrota para o Utah, embora a gente tenha analisado a última bola de LBJ, D-Wade foi comprometedor nos dois minutos finais.  Registre-se: foi anulado por KB.

Ele e Udonis Haslem, que jogou neste domingo provavelmente ainda sob o impacto do arremesso errado da noite de quinta. Fez 0-5 e saiu zerado. Jogou 19:28 minutos, mas deveria ter jogado menos.

A dupla de pivôs do Lakers (Pau Gasol e Andrew Bynum) combinou para 26 pontos e 23 rebotes. Foi importante para que o time angelino ganhasse o combate pelos ressalto: 44-35.

Deu Lakers — e mesmo com Kobe jogando com sua máscara de acrílico protetora. Joga porque no “All-Star Game” de domingo passado, em Orlando, ele quebrou o nariz por conta de uma entrada involuntária de D-Wade.

Registre-se o seguinte: desde que Kobe tornou-se mascarado, ele anotou 31, 38 e neste domingo 33 pontos. Média de exatos 34 pontos por partida.

Deu Lakers. E por dez pontos. Kobe fez 33 pontos e não atingiu o “double-double”. LeBron anotou 25 tentos, como vimos, mas chegou ao DD com seus 13 rebotes. E não precisou do arremesso final.

Quem acertou?

RODADA

Alguns destaques. O primeiro para a vitória do Boston na prorrogação diante do New York por 115-111. Rajon Rondo atingiu mais um “triple-double” ao cravar 18 pontos, 20 assistências e um recorde na carreira de 17 rebotes… Foi a terceira vez na história da NBA que um jogador dá pelo menos 20 assistências e pega 17 rebotes. Magic Johnson fez isso em 1983, diante do Philadelphia, ao cravar 17 rebotes e 21 assistências. Wilt Chamberlain, frente ao Detroit, em 1968, pegou 25 rebotes e deu 21 assistências… O fogo de Jeremy Lin parece estar se apagando: num jogo com prorrogação ele anotou apenas 14 pontos (6-16; 37,5%) e deu só cinco assistências. Cometeu seis erros… Na Filadélfia o Chicago venceu o Sixers por 96-91 e assumiu a primeira posição geral. Derrick Rose foi novamente um gigante: 35 pontos (12-13; 51,2%) e oito assistências… Taj Gibson, no entanto, quase comprometeu a vitória do Bulls ao errar dois lances livres a oito segundos do final. A sorte do time chicaguense foi que Lou Williams errou o arremesso que poderia ter empatado a partida e levado-a para a prorrogação. Taj anotou apenas dois pontos no jogo e fez 1-6 (16,7%) nos arremessos. É o que eu sempre digo: não adianta nada defender muito e produzir pouco ofensivamente. Jogador que não pontua não serve… E o que dizer de Deron Williams? 57 pontos na vitória do seu New Jersey sobre o Charlotte por 104-101. D-Will anotou quase que 55% dos pontos do time. É o recorde de pontos nesta temporada. E tem gente que não gosta de D-Will…

Notas relacionadas:

  1. O TERCEIRO “DOUBLE-DOUBLE” DE NENÊ
  2. KOBE, O MAIOR CESTINHA DA HISTÓRIA?
  3. FAÇAM SUAS APOSTAS: QUEM VENCE O DUELO DESTA TARDE ENTRE LAKERS E MIAMI?
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

domingo, 4 de março de 2012 NBA | 09:49

FAÇAM SUAS APOSTAS: QUEM VENCE O DUELO DESTA TARDE ENTRE LAKERS E MIAMI?

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Lakers x Miami. Local: Staples Center, Downtown LA, 17h30 de Brasília. Este é um dos jogos mais esperados desta temporada.

Esqueça o nariz quebrado de Kobe Bryant. Ele não vai querer dar o troco em Dwyane Wade. Os dois são amigos.

Ligue-se no duelo entre Kobe e LeBron James. Os dois não são amigos.

Eles se toleram em nome da causa, em nome da NBA. Mesmo se respeitando, Kobe tirou uma lasquinha de LBJ quando do “All-Star Game” de domingo passado em Orlando.

Provocou o rival quando, na última bola, LeBron afinou diante de KB. “Cê tá de sacanagem? Por que não arremessou a bola?”, tripudiou Kobe. LeBron saiu calado de quadra. Saiu calado como saiu na última sexta-feira, quando falhou diante do Utah.

Estou abrindo o blog para que todos possam apostar. O que vocês acham que vai acontecer?

1) Lakers vence no soar da buzina;
2) Lakers vence com vantagem de até cinco pontos;
3) Lakers vence com vantagem de cinco a dez pontos;
4) Lakers vence com vantagem de dez a 15 pontos;
5) Lakers vence com vantagem superior a 15 pontos;
6) Miami vence no soar da buzina;
7) Miami vence com vantagem de até cinco pontos;
8) Miami vence com vantagem de cinco a dez pontos;
9) Miami vence com vantagem de dez a 15 pontos;
10) Miami vence com vantagem de mais de 15 pontos.

E como será o duelo Kobe x LeBron? Quem sairá vencedor?

1) Kobe faz um “double-double” com mais de 30 pontos e mais de dez assistências;
2) Kobe faz um “triple-double” com mais de 30 pontos, dez assistências e dez rebotes;
3) LeBron faz um “double-double” com mais de 30 pontos e mais de dez rebotes;
4) LeBron faz um “triple-double” com mais de 30 pontos, dez rebotes e dez assistências.

O botequim, como disse, está aberto para apostas. Quero ver se vocês são bons de palpites.

Ah, sim, um parceiro lembrou-me, faltou uma alternativa:

5) LeBron faz um “triple-double” mas falha na última bola e o Lakers vence por um ponto de diferença.

Notas relacionadas:

  1. EM NOITE DE GALA DE LEBRON JAMES, MIAMI VENCE LAKERS E MANTÉM TABU
  2. PHIL JACKSON ESCREVE SUAS MEMÓRIAS E VAI DIZER QUEM FOI MAIOR: MICHAEL JORDAN OU KOBE BRYANT?
  3. MIAMI E OKLAHOMA CITY: QUEM É O MELHOR NO MOMENTO?
Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

sábado, 3 de março de 2012 NBA | 13:21

LEBRON JAMES DE NOVO NA BERLINDA, ZOMBADO POR TODOS

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O destaque principal do site da ESPN dos EUA mostra uma foto de LeBron James deixando a quadra da EnergySolutions Arena cabisbaixo e derrotado, com o técnico Erik Spoelstra com as mãos na cintura, olhar perdido, assim como o jogo diante do Utah Jazz. E abaixo, em letras garrafais, a seguinte manchete: “Right Decision?”

Ou seja: “Decisão correta?”

Na capa do caderno de esportes do jornal “Salt Lake Tribune”, a manchete é: “Devin Harris finishes, LeBron James doesn’t and Jazz edge Heat 99-98”.

Ou seja: “Devin Harris conclui, LeBron James não e Jazz supera Heat por 99-98”.

O diário “Miami Herald”, o principal da principal cidade da Flórida, poupou LBJ. Na manchete, postou: “Harris, Jazz snap Heat’s 9-game win streak”.

Ou seja: “Harris e Jazz acabam com sequência de nove vitórias seguidas do Heat”.

Mas no segundo parágrafo do texto, assinado pela agência “The Associated Press”, o redator escreveu: “LeBron James had 35 points, 10 rebounds, six assists and three blocked shots for Miami, but passed on the final possession to Udonis Haslem, who missed a long jumper at the buzzer”.

Ou seja: “LeBron James marcou 35 pontos, 10 rebotes, seis assistências e três tocos para o Miami, mas passou a bola derradeira para Udonis Haslem, que errou o arremesso no estouro do cronômetro”.

Outro diário importante da cidade, o “Miami Sun-Sentinel”, publicou em sua manchete no caderno de esportes uma foto de LeBron James durante a partida e abaixo a seguinte manchete: “LeBron passes up potential winner, Heat fall 99-98 to Jazz”.

Ou seja: “LeBron entrega vitória potencial (numa alusão ao passe dado a Udonis), Heat cai diante do Jazz por 99-98”.

No primeiro parágrafo do texto, Ira Winderman, jornalista que foi enviado pelo jornal a Salt Lake City, lembra do deboche de Kobe Bryant pra cima de LBJ ao final do “All-Star Game” de domingo passado e se pergunta: o que KB dirá a LBJ quando eles se encontrarem amanhã (domingo) em Los Angeles?

O site da NBA também preservou LeBron, mas no segundo parágrafo do texto sobre a partida escreveu: “LeBron James played on a level that only he can, leading a furious fourth-quarter charge, and had a chance to win the game on its last possession. But instead of attempting a potentially game-winning shot, he passed to teammate Udonis Haslem, who missed as time expired and the Heat fell short.

Ou seja: “LeBron James jogou em alto nível como só ele pode, liderando um frenético quarto quarto e teve a chance de vencer o jogo com uma posse de bola final. Mas ao invés de tentar um potencial arremesso vitorioso, ele passou a bola para o companheiro Udonis Haslem, que perdeu (o arremesso) no estouro do cronômetro e o Miami desabou”.

Vamos parar por aqui com os exemplos e vamos analisar o que aconteceu. Em primeiro lugar, LeBron voltou às manchetes do jeito que ele não queria: sendo zombado por muitos.

Mas o que se deve perguntar é: ele merece ser achincalhado?

O Jazz armou uma defesa correta pra cima de LBJ. Com uma marcação dupla, o Utah fechou seu lado direito (o favorito e consequentemente o melhor) levando-o para o lado esquerdo e tirando-o do ângulo de aproximação da cesta e levando-o para o canto da quadra se ele insistisse no drible. Isso possibilitou o “pick’n’’roll” com Udonis Haslem, que estava desmarcado, na cabeça do garrafão. O chute, no entanto, não entrou; um “mid-range” que normalmente Udonis derruba.

LeBron está em uma enrascada. Sim, porque vamos supor que Haslem tivesse acertado o arremesso. Hoje as manchetes seriam: LBJ afina e passa a bola para Haslem dar vitória ao Miami.

O comentarista da ESPN, durante a transmissão de ontem, disse entre tantas coisas: “Kobe Bryant jamais passaria essa bola”.

LeBron deve estar com os nervos em frangalhos. Nem quero imaginar como foi sua noite, no quarto do hotel, tentando pegar no sono. Não deve ter sido fácil.

O que ele tem que fazer, para calar os críticos (e talvez provar a si mesmo que é capaz) é encarar a fera de frente: quando esta situação se apresentar novamente, vá em frente e faça a cesta.

Caso contrário ele sempre será criticado e ridicularizado, com a bola entrando ou não.

RODADA

O Chicago goleou o Cavs em Cleveland por 112-91. Tom Thibodeau usou e abusou do direito de usar Luol Deng. O ala ficou em quadra desnecessários 32:59 minutos… O Dallas adicionou mais uma derrota a seu currículo ao perder para o New Orleans, na Louisiana, por 97-92. Dirk Nowitzki não bateu nenhum lance livre e fez 7-19 (36,8%) nos arremessos (19 pontos). O Mavs enfileira quatro derrotas e esta noite recebe um entusiasmado Utah Jazz em seu AmericanAirlines Center… Mesmo sem Nenê Hilário (ficou no banco, ainda recuperando-se de contusão) o Denver conquistou importante vitória ao bater o Rockets em Houston por 117-105. Com o resultado, voltou ao G8 do Oeste… Por falar em brasileiros, Leandrinho Barbosa anotou 13 pontos em nova derrota do Toronto, desta feita para o Memphis, no Canadá, por 102-99. Enquanto isso, Tiago Splitter jogou apenas 20:45 minutos e marcou nove pontos e cinco rebotes na goleada do San Antonio sobre o Charlotte por 102-72… O Clippers voltou a perder: 81-78 para o Phoenix, no Arizona. Demorou, mas o time começou a sentir falta de Chauncey Billups: dos últimos seis jogos, perdeu quatro. Mesmo assim manteve o terceiro lugar no Oeste… O Lakers, o outro time da cidade, bateu o Sacramento (como sempre acontece) por 115-107. E quem foi o destaque? Ora, Kobe Bryant: 38 pontos, 13-24 nos arremessos (54,2%)… Com a vitória sobre o Cavs e a derrota do Miami para o Utah, o Chicago voltou a ocupar a liderança do Leste. No geral, o líder é o Oklahoma City.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 2 de março de 2012 NBA | 14:38

MIAMI E OKLAHOMA CITY: QUEM É O MELHOR NO MOMENTO?

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Orlando e Portland foram o mesmo oponente para Oklahoma City e Miami. Dois bons times, com alguns jogadores interessantes, que vendem caro a vitória a seus adversários (principalmente quando jogam em casa) e que fazem parte do segundo escalão da NBA. Aliás, para ser rigoroso na análise, o Orlando é melhor que o Portland, mas não diria que é muuuuito melhor que o Portland; mas é melhor.

Diante deste cenário, diante de adversários chatos, tinhosos, Oklahoma City e Miami deixaram a quadra como vencedores na rodada de ontem da NBA. O Heat teve mais facilidade. Chegou a abrir 25 pontos de vantagem e liderou a contenda praticamente do começo ao fim. O OKC passou por apuros, parecia até que ia perder, mas no final mostrou por que é um dos maiores favoritos ao título desta temporada.

O Thunder, ao contrário do Heat, é um time que não brinca em quadra. Pratica um basquete pragmático às vezes, sem muito brilho, mas extremamente eficiente.

O Miami, ao contrário do Oklahoma City, entrega-se ao prazer do deleite do jogo, comporta-se muitas vezes como se estivesse em um playground. Por conta disso, em algumas situações, um jogo que poderia ser fechado com um placar escandaloso (como o de ontem, por exemplo), acaba com uma vantagem de dois dígitos, mas poderia acabar com vantagem de duas dezenas pra cima.

O time do sul da Flórida é o melhor da NBA no momento. A maioria dos analistas diz isso. Não sei se o será até o final do campeonato, mas o fato é que, agora, nem mesmo o OKC parece ser páreo para o Miami. Nem OKC, nem Chicago, nem San Antonio, nem Lakers e nem quem quer que seja.

Nesta fase de classificação, a última vez que o Miami ganhou apertado foi diante do Toronto, em casa, por 95-89: seis pontos de vantagem apenas. De lá pra cá, excetuando a derrota para o Orlando, foram mais nove partidas vitoriosas e em todas o Miami dobrou seu oponente por uma vantagem superior a dois dígitos. O Heat tem sobrado em quadra.

Quando os playoffs chegarem, quando os nervos de LeBron James forem testados novamente, não sei como será. Nesta fase do campeonato, onde vitórias são importantes, mas não pressionam (o Heat estará entre os oito e isso alivia o emocional neste momento), LBJ parece um ser de outro planeta em quadra. Ontem, na vitória por 107-93 diante do Portland, no Oregon, King James anotou 38 pontos.

Seu jogo flui facilmente; encanta. Suas enterradas são as mais espetaculares da NBA. Ninguém enterra como ele, nem mesmo Dwight Howard. E se fosse levado em conta situações de jogo, o troféu de campeão de enterradas desta temporada seria dado facilmente a LeBron. Claro que com o apoio de Dwyane Wade (os dois acima na foto AP).

Aliás, os dois, na vitória de ontem, fizeram 71 dos 107 pontos do Miami. Este consórcio de LBJ e D-Wade funciona às mil maravilhas. Não há vaidades e os egos estão encaixotados. A química entre eles é perfeita. Parecem irmãos de sangue, mas daquele sangue bom e não do ruim.

Portanto, a dúvida que eu tenho (e muitos também) em relação ao Miami é quanto ao rendimento de LBJ nos momentos cruciais de partidas cruciais. Se seus nervos não estiverem em frangalhos, não tem pra ninguém.

LBJ parece um jogador completo. Ontem, não sei se vocês repararam, King James jogou no pivô no começo da partida, marcando Marcus Camby, que fez 1-6 enquanto foi marcado por LBJ. Aliás, analistas dizem que D12 é o melhor defensor da NBA. Eu discordo: pra mim é LeBron.

Bem, mas como a gente não sabe se LBJ vai pipocar ou não quando os playoffs chegarem, o Oklahoma City pode postular, legitimamente, o título de campeão. Como disse anteriormente, trata-se de um time que não brinca em serviço. É frio e calculista. Parece deixar seu adversário pensar que o jogo está sob controle e quando aproxima-se o momento do fechamento das cortinas, o Thunder vai lá e executa o inimigo, impiedosamente.

Foi assim ontem em Orlando. O time da casa dava toda pinta de que iria vencer. Entrou no último quarto vencendo por 81-70. E durante a partida chegou a abrir uma vantagem de 14 pontos. Os torcedores que lotaram o Amway Center (18.846) achavam que a vitória viria. Mas este quarto derradeiro foi o escolhido pelo Thunder para liquidar o Magic. O OKC fez 35-21 no Orlando, Kevin Durant (foto AP) anotou neste período 18 de seus 38 pontos e pimba! O Thunder venceu a partida: 105-102.

Como se vê, não foi assim tão descarada a vitória do OKC. Apesar desta lavada nos 12 minutos finais, a vantagem só veio quando faltavam 3:56 minutos para a última buzinada. KD sofreu falta de Jameer Nelson, foi para o lance livre e converteu ambos, colocando os forasteiros na frente em 90-89.

A partir daí, o time não perdeu mais a dianteira, muito embora no final, na base do desespero, o Magic tenha encestado duas bolas de três dando a impressão de que poderia levar o jogo para a prorrogação. Mas não foi isso o que ocorreu, porque a última bola tripla lançada por Jason Richardson saiu de suas mãos com o cronômetro já zerado e, some-se a isso, a bola não entrou.

Repito: o OKC não faz espalhafatos para vencer. Parece time europeu: funciona muito bem dentro de um sistema e dele não abre mão. É claro que se o oponente vacilar, os jogadores se divertem em quadra também. Mas esta não é a prioridade da equipe.

O Miami, ao contrário, é um time norte-americano puro-sangue, que joga um basquete próximo da essência do basquete que eles sempre jogaram: defesa forte e contra-ataque rápido. Showtime!

Quem você prefere ver, Miami ou Oklahoma City?

Eu prefiro ver o Miami jogar.

O Miami vai ser campeão?

Isso somente LeBron James vai poder responder.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012 NBA | 13:04

LEBRON JAMES E SEU MAIOR DESAFIO: ENCARAR OS MOMENTOS DECISIVOS

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Do “All-Star Game” eu nada falei. Nada falei porque não há muito que falar. Sim, eu sei, Kobe Bryant deixou Michael Jordan para trás na totalidade de pontos do evento, as enterradas da partida foram mais emocionantes do que as do torneio de sábado, os jogadores se divertiram e blábláblá.

A maioria de vocês comentou isso aqui no botequim. Uns gostaram; outros nem tanto. Uns foram favoráveis à sugestão de fazer, no futuro, EUA x Mundo; outros acham que não haveria competição, pois os americanos são muito melhores do que os estrangeiros. E blábláblá.

E blábláblá.

Um fato, no entanto, merece ser discutido: o comportamento de LeBron James (foto AP) no final da partida. Refugou uma vez mais e, desta vez, foi zoado em quadra por Kobe Bryant e por Carmelo Anthony. Kobe disse a LBJ depois do passe errado, interceptado por Blake Griffin: “Você está de sacanagem, por que não arremessou?”

Já falei muito sobre isso. Uns concordam; outros não.

O fato é que essas refugadas não estão mais passando despercebida. Muitos se juntam agora aos poucos (como eu) que já viam com nitidez que LBJ tem algum bloqueio mental “down the strecht”.

Como disse Adrian Wojnarowski num texto publicado no site Yahoo! Sports, “todo grande jogador erra em grandes momentos; todo grande jogador falha. Mas esse esporte (basquete) quer ver James encarar essas oportunidades”.

Exatamente: errar faz parte do jogo. O que não faz parte do jogo dos grandes jogadores é refugar. E LBJ refugou novamente.

Todos os jornalistas encerram seus comentários dizendo e/ou escrevendo que isso tende a desaparecer porque LeBron vai acabar ganhando anéis (no plural) e quando ele estiver com a joia nos dedos vai se lembrar desse período e vai rir.

Isso, realmente, eu não sei se vai acontecer. Não tenho bola de cristal. O que eu sei é que se LBJ deixar para Dwyane Wade resolver a parada sozinho, o Miami vai se curvar novamente diante do campeão do Oeste.

LBJ precisa resolver essa questão. Sob pena de entrar para a história da NBA como o maior refugador de todos os tempos.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

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