Publicidade

Posts com a Tag LeBron James

sexta-feira, 16 de abril de 2010 NBA | 06:23

AGORA OS PLAYOFFS

Compartilhe: Twitter

SAN DIEGO – Aproveitei a folga da NBA e dei uma esticada até o sul da Califórnia. Como diz meu amigo Ricardo Capriotti, coisa linda. É a terceira vez que visito a região, uma das minhas favoritas. A natureza é belíssima e o americano sabe cuidar de suas coisas, o que nós, brasileiros, infelizmente não sabemos.

Aqui tudo é limpo, organizado e preservado. O respeito entre as pessoas empolga; o respeito das pessoas para com o meio ambiente encanta. E a integração entre o homem e a natureza funciona perfeitamente.

No Brasil, lamentavelmente, é o oposto. As pessoas não se respeitam, agridem o meio ambiente e, por isso mesmo, inexiste este elo entre o homem e a natureza. Precisamos crescer como nação não apenas do ponto de vista econômico, mas também do social. Educar nosso povo deveria ser uma das primeiras preocupações dos nossos governantes. Infelizmente, não é.

Mas vamos abrir o nosso botequim e falar do que a gente mais gosta: basquete. E analisar os playoffs, conforme prometido.

CLEVELAND x CHICAGO

Pelo posicionamento dos times na fase de classificação, vê-se que esta será uma série bem desequilibrada. E será mesmo. Esqueça o retrospecto que mostra um empate em 2-2 entre as duas equipes neste campeonato. Ele não reflete a diferença das equipes.

O Cleveland é hoje o melhor time da NBA. É o melhor time porque tem o melhor jogador da liga no momento: LeBron James. Tem jogo sólido no interior, LBJ desequilibra e a armação está tinindo com Mo Williams e Delonte West.

O Chicago terá sérias dificuldades para fazer fluir seu jogo no garrafão. O Cavs tem muita gente de valor lá dentro, começando com Anderson Varejão, passando por Shaquille O´Neal, Zydrunas Ilgauskas, JJ Hickison e Antawn Jamison.

A saída seria o jogo de perímetro, mas o Bulls não tem bons arremessadores. Derrick Rose encontrará barreiras para fazer fluir seu jogo de infiltração. Mesmo que consiga iludir um ou outro, sozinho não resolverá o problema.

Placar: Cleveland 4-0 Chicago

ORLANDO x CHARLOTTE

Esta é uma série intrigante. No papel, o Orlando deve massacrar o Charlotte. Não há ninguém no time da Carolina do Norte capaz de desequilibrar o confronto.

Há jogadores esforçados e inteligentes e que formam um bom time. Tudo isso arquitetado por Larry Brown. Parece-me pouco para conter a força do jogo do Orlando.

Como o Cleveland, o Magic tem intensidade em todos os setores, capitaneado, é claro, por Dwight Howard. Por falar nele, pergunto: quem é que o Cats vai destacar para conter o Super-Homem? Ninguém, pois não há ninguém para isso.

Há, no entanto, gente aqui nos EUA que aposta no conjunto do Charlotte. Eles acreditam que isso possa machucar um pouco o Orlando. Eu não acredito.

Placar: Orlando 4-0 Charlotte

ATLANTA x MILWAUKEE

Sem Andrew Bogut o Milwaukee ficou capenga a ponto de entrar bem desequilibrado nesta série. Com o australiano, o confronto seria no pau.

O Bucks cresceu muito de produção no “segundo turno” do campeonato. Ou seja: após o “All-Star Game”. Scott Skiles conseguiu azeitar a máquina e tudo corria às mil maravilhas até que Bogut se lesionou.

Brandon Jennings é imaturo para segurar o rojão. John Salmons é inconstante e, por isso mesmo, não é confiável. Sobram os tiros de longa distância de Carlos Delfino. Mas é pouco.

Já o Atlanta vem junto há quatro temporadas. O time joga de olhos fechados. Para melhorar, a adição de Jamal Crawford graduou a artilharia do time, que já era muito boa com Joe Johnson.

Placar: Atlanta 4-1 Milwaukee

BOSTON x MIAMI

O Miami contrariou a tudo e a todos nesta temporada. Esperava-se mais do time, especialmente porque esta é a segunda temporada de Michael Beasley e Mario Chalmers. Beasley até que não decepcionou, mas Chalmers não chegou lá.

Por isso mesmo, o Heat oscilou na competição. Começou mal, mas cresceu nesta reta final. Isso dá esperança para seu torcedor. Mas ela seria muito maior se Dwyane Wade estivesse motivado — eu não sinto isso.

O Boston, mesmo cansado e envelhecido, é um time que tem treinador, conjunto e experiência. Rajon Rondo é um dos melhores jogadores da NBA e ao lado de Kendrick Perkins, que cresceu muito nesta temporada, compensa as pernas cansadas do Big Three.

Placar: Boston 4-2 Miami

LAKERS x OKLAHOMA CITY

Chegou o momento de Ron Artest provar que sua contratação foi acertada. Será sua a missão de vigiar e controlar o melhor jogador do time adversário. Kevin Durant vive grande fase e isso tem gerado ciúmes nas pessoas. Kevin Garnett já reclamou e anteontem foi a vez do técnico Phil Jackson fazer coro com o ala do Boston quanto ao que eles chamam de protecionismo da arbitragem ao jogador do Thunder.

Foi multado pela NBA em US$ 35 mil por causa da língua comprida. Mas, pior do que isso, pode ser o fato de que P-Jax deu mais combustível ainda para o ala do OKC. Motivado, Durant pode ser peça fundamental para que a equipe surpreenda nesta série.

Já o Lakers entra nesta fase decisiva para defender o título de campeão. Aposta em Artest, sim, mas aposta principalmente em Kobe Bryant. Black Mamba descansou os últimos jogos do time na fase de classificação. Isso foi bom.

Mas a equipe precisa do jogo de seus pivôs também. E como estará Andrew Bynum? Ele poderá ser problema para o futuro, pois nesta série, mesmo ainda fora de forma, não será problema: o Lakers é muito mais forte.

Placar: Lakers 4-1.

DALLAS x SAN ANTONIO

O San Antonio, quem diria, entra como azarão neste confronto. San Antonio que conta com Tim Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker. Eu não faço parte destes apressadinhos. É prudente não descartar o alvinegro.

É certo que Duncan está mais velho e já não mostra mais o vigor de antigamente. Mas Ginobili voltou a jogar como se tivesse 25 anos. E Tony Parker passou quase que a segunda metade da competição do lado de fora, recuperando-se de uma lesão. Ou seja: está descansado.

Já o Dallas empolgou no “segundo turno”. Sapecou quase todo mundo. Jason Kidd está jogando o fino, embora em alguns jogos ele tenha negado fogo ofensivamente. Como já disse aqui neste botequim, J-Kidd precisa pontuar mais, até porque isso ajudaria a tirar a pressão das costas de Dirk Nowitzki, um jogador que costuma cair de produção nos playoffs.

É uma das séries mais equilibradas. O fator quadra deve decidir o vencedor.

Placar: Dallas 4-3 San Antonio

PHOENIX x PORTLAND

Este confronto seria maravilhoso se Brandon Roy pudesse jogar. Mas uma lesão no joelho obrigou-o a fazer uma pequena cirurgia no local. Pequena, mas o suficiente para deixá-lo de fora.

Disso deve se aproveitar o Phoenix, para mim a grande surpresa deste campeonato até o momento. Nas minhas previsões iniciais, não coloquei o Suns entre os classificados para estes playoffs — quebrei a cara.

E fico feliz, porque temos agora um brasuca a mais nesta fase decisiva: Leandrinho Barbosa. Por falar nele, seu desempenho será muito importante no futuro do time. Vindo do banco ele precisa não deixar o nível cair para que os titulares possam descansar.

Destaque, claro, para dois jogadores: Steve Nash e Amare Stoudemire. Eles estão jogando muita bola neste momento. Quanto a Nash, vamos ver como ele vai se comportar, pois tem histórico de arrebentar na fase de classificação e cair de produção nos playoffs.

Placar: Phoenix 4-1 Portland.

DENVER x UTAH

Série equilibrada e que poderá ser definida pelo fator quadra. Neste caso, o Denver levará a melhor. Mas o time de Nenê Hilário pode dispensar este handicap se os dois fominhas do time, Chauncey Billups e Carmelo Anthony, jogarem basquete.

E o que isso significa? Que eles precisam olhar mais para os lados e um pouco menos para a cesta. O jogo coletivo é muito importante para qualquer equipe vencedora. Individualidades são sempre bem vindas, mas nos momentos decisivo e não o tempo todo.

A doença de George Karl é outro problema que o Nuggets enfrenta. O treinador está ausente do trabalho por força do tratamento e Adrian Dantley não tem estofo para segurar tamanha pressão. É só olhar para a fisionomia dele durante as partidas.

O Utah, completo, é problema para qualquer equipe. Especialmente porque tem dois grandes jogadores: Deron Williams e Carlos Boozer — principalmente Deron, que para mim é o melhor armador da NBA no momento.

Há que se tomar cuidado com os arremessos longos do time, que são muito bons. Vem de gente pequena e de gente grande, como o pivô Mehmet Okur.

Como disse, creio que o fator quadra deverá definir o vencedor desta série.

Denver 4-3 Utah.

RECADO

Tenho postado todas as mensagens e lido igualmente todas elas. Não tenho respondido porque não me sobra tempo. Mas, como disse, estou atento a todas.

Notas relacionadas:

  1. CLEVELAND SE GARANTE NOS PLAYOFFS
  2. AGORA COMPLICOU
  3. DUO DINÂMICO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

domingo, 11 de abril de 2010 NBA | 20:31

DERROTA COMEMORADA

Compartilhe: Twitter

O jogo acabou há pouco. O Lakers fez de tudo para bater o Portland; mais uma vez, ficou só na vontade.

Duas de suas principais estrelas falharam no final.

Kobe Bryant errou dois lances livres a seis segundos do encerramento da partida. Tivesse acertado os dois, colocaria o Los Angeles na frente em um ponto.

No rebote do segundo deles, Pau Gasol pegou a bola e na sequência Derek Fisher sofreu falta. Fish, outra estrela do time, errou o primeiro tiro fatal; acertou o segundo e empatou a peleja em 88 pontos.

Não bastasse ter perdido um dos lances livres, Fish ainda cometeu falta em Martel Webster (na Foto AP, comemorando o lance), o que resultou em três tiros da linha para o jogador do Portland. Webster, embora esteja em seu quarto ano na liga, ainda não tem cancha.

Mesmo assim, foi para os lances livres e mesmo debaixo de uma vaia estridente, derrubou um a um e levou o placar para definitivos 91-88 para o Blazers.

O Lakers fez tudo para bater o Portland, que jogou todo o segundo tempo sem Brandon Roy, lesionado no joelho. Fez de tudo, mas mais uma vez ficou na vontade. Nesta temporada, não foi varrido pelo time do Oregon, é verdade, mas perdeu a série por 2-1.

Mas eu pergunto: terá sido mesmo ruim para os angelinos essa derrota? Embora esteja hoje atrás do Orlando, que venceu um Cleveland uma vez mais sem LeBron James (98-92), o Lakers pode não pegar o Blazers na primeira rodada dos playoffs. E a derrota de agora há pouco pode ter sido decisiva para isso.

O Portland tem mais dois jogos nesta fase de classificação: amanhã diante do Oklahoma City e na quarta frente ao Golden State, ambos em casa. Se fizer duas vitórias, fica na frente do San Antonio. Ou seja: não ficaria no caminho do Lakers de jeito nenhum.

O Lakers fez tudo para bater o Portland e mais uma vez ficou na vontade. Mas, como eu disse, acho que foi melhor.

CADA UM COM SEUS PROBLEMAS

O Cleveland jogou uma vez mais sem LeBron James. Shaquille O’Neal também deu o ar da graça na Q Arena; elegante, paletó e gravata. Mas eu gostei mais do modelo de LBJ: camisa xadrez em tonalidade marron debaixo de um costume bege claro.

Moda à parte, dizia eu que o Cavs, neste momento, dá-se ao luxo de poupar seu melhor jogador. A meta, acertadamente, são os playoffs.

O Lakers gastou demais Kobe Bryant e agora paga um tributo caro. KB atuou todos os 103 cotejos do Lakers na temporada retrasada e todos os 105 da passada. Nesta, além de ter quebrado um dedo e ter torcido tornozelo e o joelho, que custaram-lhe primeiro sete e depois duas partidas de fora, as pernas dão sinal claro de cansaço.

Em pandarecos, Kobe será de pouca utilidade para o Lakers. Saudável, pode ganhar um campeonato. Com KB baleado e/ou ausente, o Los Angeles fez uma campanha de 3-6 nos seus últimos nove jogos. Agora há pouco, além de ter desperdiçado dois lances livres fatais, fez 8-23 nos arremessos.

Mike Brown, treinador do Cavs, sabe muito bem disso. Sabe que LBJ, saudável, poderá dar ao time o que ele tanto procura: a taça de campeão. Doente, assim como Kobe, será de pouca valia.

SÁBADO

A se destacar na rodada de ontem, apenas uma partida: a excelente vitória do San Antonio diante do Denver por 104-85. A se destacar nesta partida, a atuação desastrosa de Nenê Hilário: três pontos, dois rebotes e seis faltas.

Os outros resultados foram:

Indiana 115-102 New Jersey
Washington 95-105 Atlanta
Charlotte 99-95 Detroit
Memphis 101-120 Philadelphia
Milwaukee 90-105 Boston
Sacramento 108-126 Dallas
Clippers 107-104 Golden State

CONFLITO

Enquanto escrevo, o primeiro tempo de Toronto e Chicago chegou ao fim. Vitória do Bulls por 58-48. Daqui a pouco eu volto para falar sobre esse jogo que deve definir o oitavo colocado do Leste.

Notas relacionadas:

  1. UMA DERROTA QUE PODE CUSTAR CARO
  2. A DOR DE UMA DERROTA
  3. DERROTA E VITÓRIAS EMBLEMÁTICAS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 9 de abril de 2010 NBA | 11:31

CADA UM COM SEUS PROBLEMAS

Compartilhe: Twitter

Foram jogos definidos no fim e os dois melhores times da NBA, um do Leste e o outro do Oeste, perderam. Perderam, certamente, porque jogaram sem suas estrelas.

O Cleveland foi a Chicago sem LeBron James. Acabou derrotado nos segundos finais, mas ganhou uma certeza: se Mo Williams demonstrar a mesma personalidade da contenda de ontem (anotou 35 pontos e 10 assistências) nos jogos de playoffs será de uma grande valia para o Cavs.

Por isso, ‘Bron tem que saber sacudir o companheiro e dar responsabilidades a ele quando a fase decisiva chegar. Um líder tem que fazer isso; um craque sabe como extrair o máximo de um companheiro que tem potencial — como é o caso de Mo (Foto Reuters).

Já o Lakers viajou até as Montanhas Rochosas e deixou Kobe Bryant descansando em Los Angeles — que mesmo nesta época do ano ainda apresenta temperaturas baixas. Perdeu, assim como o Cleveland, nos segundos derradeiros.

A vida dos dois líderes nada mudou. Claro que eles entraram para vencer, mas perder não mudou à situação de ambos.

Mas interferiu no campeonato.

Completo, mesmo em Chicago, creio que o Cavs bateria o Bulls. Mas isso não aconteceu; e com a vitória por 109-108, o time da cidade dos ventos segue no encalço do Toronto na briga pela oitava vaga dos playoffs na Conferência Leste.

E os canadenses ainda terão que levar os jogos restantes sem Chris Bosh. O pivô sofreu uma cirurgia facial por conta de uma fratura no local fruto de um choque involuntário com o braço canhoto de Antawn Jamison. Volta — se voltar — nos playoffs.

Quer dizer, a situação que parecia boa para o Raptors, pode dar uma complicada. Os canadenses levam vantagem no confronto direto contra os americanos. A série está 2-0 e há apenas mais um desafio entre eles. Não dá mais para tirar a diferença.

Se o Bulls tivesse perdido, estaria com 41 e não com as atuais 40 derrotas, mesmo número do Raptors. Ou seja: dos próximos quatro confrontos, o Toronto teria o direito de perder um que mesmo assim se classificaria.

Agora, com a vitória do Chicago no jogo de ontem, não há mais esta folga.

Do outro lado, o Denver assumiu o segundo posto do Oeste ao bater o Los Angeles. Tem 27 derrotas. Se tivesse perdido — e do jeito que o Nuggets está jogando, sem confiança e perdido em quadra em muitos momentos, isso poderia perfeitamente ter acontecido —, estaria hoje com 28 derrotas ao lado do Utah, na quinta colocação.

Do jeito que a disputa está na conferência, uma vitória ou uma derrota pode definir o desenho das chaves nos playoffs. O Denver foi claramente beneficiado pelo fato de Kobe Bryant não ter jogado. O resultado de ontem, 98-96 para o Nuggets, deixou claro isso.

REVERSO

Por outro lado, Cleveland e Lakers não podem ficar pensando nos problemas dos outros. Eles têm que resolver os seus. Há que se dar um descanso para suas estrelas.

LeBron James é um jogador que exige ao extremo do físico. Parece corredor de Fórmula 1: joga o tempo todo com o pé lá embaixo, pressionando o acelerador o tempo todo. Parece que não respira em momento algum.

Kobe Bryant é o oposto de ‘Bron. Joga suavemente, não exige do corpo, mas sim da mente. Desliza pelos parquetes sabendo quando e onde deve acelerar.

No entanto, Black Mamba está estropiado. Dedo quebrado, dedo luxado, dores nas costas e nas pernas e joelho baleado. Precisa repousar; e repouso terá, ao que parece, até o final da fase de classificação.

O Cleveland não perde mais o primeiro lugar. O Lakers corre risco se for batido em seus últimos quatro confrontos e o Denver ganhar todos os seus. O Nuggets pode até fazer uma fileira de quatro vitórias, mas não acredito em um quarteto de derrotas do Los Angeles.

Assim, com um cenário desses, eu, se fosse Mike Brown ou Phil Jackson, faria o mesmo.

Notas relacionadas:

  1. OS MELHORES EM CADA CATEGORIA
  2. A CULPA DE CADA UM
  3. OS PROBLEMAS DO LAKERS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

domingo, 4 de abril de 2010 NBA | 21:38

A HISTÓRIA DA VACA LEITEIRA

Compartilhe: Twitter

O jogo dava pinta de que iria ser desinteressante. O Boston abriu uma larga dianteira frente ao Cleveland. Chegou a estar na frente em 22 pontos no terceiro quarto. No derradeiro, entrou com uma vantagem de 17 tentos.

Mas de repente o pessoal de Ohio imprimiu uma defesa forte, velocidade nos contra-ataques, LeBron James teve momentos de Michael Jordan e a diferença foi caindo, caindo, caindo e quando faltavam apenas dois segundos para a buzinada final, LBJ tentou um tiro desesperador de três.

A bola não caiu; deu aro. E a buzina soou para nunca mais soar neste domingo. Também de nada adiantaria, pois a diferença era de quatro pontos.

O Celtics venceu a partida por 117-113, partida das mais emocionantes desta fase de classificação, que me fizeram lembrar aquela história da vaca que deu cem litros de leite e no final meteu o pé no balde, derramando toda a sua produção.

LeBron (Foto AP) fez 42 pontos, 20 deles no quarto final, mas errou todos os seus nove arremessos de três durante os 45 minutos em que ficou em quadra. Se tivesse acertado apenas dois deles (um deles a dez segundos do final, que daria a liderança ao seu time) o Cavs teria vencido a partida.

Mas não acertou.

Quer mais? LBJ errou dois lances livres nos últimos 16 segundos que poderiam ter empatado a peleja em 115 pontos. Mas, como disse, errou.

Ou seja: ‘Bron produziu, produziu, produziu, mas no final meteu o pé no balde.

Moral da história: LeBron vai ter que comer muito feijão para um dia alguém cogitar compará-lo a MJ. Não me lembro de atuações desse tipo do Pelé do basquete.

MOEDA

Como a gente sabe, uma moeda tem dois lados. O outro lado dela no jogo de ontem tinha a face de Ray Allen. O armador do Boston, ao contrário de LeBron James, acertou seis de seus nove tiros triplos.

Terminou a partida com 33 pontos, sua maior pontuação nesta temporada. Terminou a partida ouvindo os 18.624 torcedores gritarem seu nome.

Justa homenagem, pois Allen foi realmente o melhor jogador a desfilar no parquete do TD Garden.

VAREJÃO

O capixaba pode voltar a qualquer momento. Está sendo avaliado dia-a-dia. Mike Brown talvez não queira precipitar a volta de seu energético grandalhão.

O mais importante são os playoffs. O Cleveland tem 17 derrotas; se perder todos os seus cinco confrontos restantes, chega a 22 revezes, o mesmo número do Lakers neste momento.

Isso dificilmente vai ocorrer. O Cavs já se garantiu como o time de melhor campanha nesta fase regular. Por isso, pra que correr algum risco na recuperação do brasuca?

SOVA

O couro que o San Antonio deu no Lakers em pleno Staples Center chama a atenção. Quem olha o resultado e vê 100-81 em favor do Spurs vai achar que o jogo ocorreu no Texas.

Não foi; foi, isto sim, como eu já disse, em plena Califórnia — que foi sacudida neste domingo por um terremoto em sua região sul.

Com o resultado, o San Antonio garantiu matematicamente sua classificação para os playoffs. Foi, diga-se, a 13ª. vez consecutiva que isso ocorreu.

E ocorreu porque Manu Ginobili (Foto AP), novamente, esteve impossível em quadra. Anotou 32 pontos. Kobe Bryant procura-o até agora.

Por falar em Kobe, o armador do Lakers disse que o time perdeu porque deixou o adversário controlar o ritmo do jogo. Verdade.

Mas perdeu, também, porque KB foi novamente um fiasco em seus arremessos: 8-24. Kobe cai de produção de maneira preocupante em seus chutes. Terá de ser mais efetivo quando os playoffs chegarem. Com um aproveitamento desses, o time para no meio do caminho.

Claro, pois o Lakers depende de Kobe. Uma prova disso é que nem os 32 tentos de Pau Gasol (sua maior pontuação na temporada) foram suficientes para que os branquinhos vencessem.

Como disse, Kobe tem que jogar mais bola.

DECLARAÇÃO

Bem interessante o que Tim Duncan (24 pontos e 11 rebotes) disse após a partida. Perguntado sobre a importância da vitória, o pivô texano disse que ela foi comemorada não apenas porque o time se garantiu matematicamente nos playoffs, mas também porque, com ela, o alvinegro continua evitando um confronto com o Lakers na primeira rodada decisiva.

“Eles [Lakers] são um time vacinado em playoffs”, disse Timmy. “Então, nós queremos ficar o mais longe possível deles”.

Isso é que é respeito!

PROBLEMA

Além de Tony Parker (dedo da mão quebrado), o San Antonio perde George Hill, seu substituto imediato. O jogador torceu o tornozelo direito no segundo quarto e não voltou mais para a partida.

Sabe qual vai ser a saída? Manu Ginobili armando o jogo. Palavras de Gregg Popovic.

Eu acho um grande equívoco.

SÁBADO

Não falei ainda da rodada de ontem. Quero destacar, mais uma vez, a atuação de Nenê Hilário. O brasuca marcou 18 pontos e pegou sete rebotes na vitória diante do Clippers por 98-90.

Mas sem dúvida que o melhor da história deste sábado foi o desempenho de Leandrinho Barbosa. Finalmente o paulistano teve uma de suas grandes atuações.

O Phoenix perdeu, é verdade, para o Milwaukee por 107-98, mas o brasuca deixou 21 pontos no aro do pessoal de Wisconsin. Isso em apenas 23 minutos em quadra.

Acertou sete de seus 13 arremessos e nas bolas de três Barbosa encestou duas da trinca arremessada. Muito bom.

Que assim seja a partir de agora. Sim, pois nos playoffs Leandrinho poderá ser de grande valia para o time vindo do banco. Como ele sempre fez, desafiando a inteligência defensiva dos oponentes, que penam para encontrar antídoto para seus arremessos ou suas infiltrações certeiros.

Ainda no sábado o Dallas voltou a perder jogando em casa. Desta vez diante do Oklahoma (121-116). Foi a segunda derrota consecutiva.

O time descansa até quarta, quando, novamente em seu American Airlines Center, jogará diante do desclassificado Memphis de Zach Randolph. Depois fará três partidas fora de casa: Portland, Sacramento e Clippers. Fecha a fase de classificação em casa, quando recebe o San Antonio, no clássico texano.

O Denver esfrega as mãos quando olha o calendário do Mavs e o desempenho atual do time do alemão Dirk Nowitzki. Não só o Nuggets, mas também Utah, Phoenix, Oklahoma City, San Antonio e Portland.

Como eu disse, do jeito que o Dallas joga no momento, não seria surpresa alguma o time despencar da segunda para a oitava colocação.

Mas que conferência danada essa, não acham?

Notas relacionadas:

  1. PALPITES FINAIS E A GRANDE NOITADA
  2. O CASO DO ESLOVENO E DO SAS
  3. SEM KOBE E SEM TABU
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 1 de abril de 2010 NBA | 11:56

LAKERS DESPENCA NA COMPETIÇÃO

Compartilhe: Twitter

O Lakers perdeu novamente. Ontem para o Atlanta. E não foi na última bola. O jogo foi mole, mole para o Hawks. O resultado final mostra isso: 109-92.

O Los Angeles perdeu três de seus últimos quatro jogos. Todos fora de casa. Aliás, para sermos justos, dos cinco cotejos em terra estranha, venceu dois e perdeu três.

É, a vida longe de casa é complicada. Por isso, a gente não pode se iludir com os amarelinhos no começo de uma competição olhando apenas a tabela de classificação.

Como a maioria de seus jogos no início de uma temporada é em casa, o Lakers abre uma grande vantagem em relação aos demais. Tenho criticado isso, dizendo que o time acumula gordura e ganha confiança ao longo da competição.

Mas estou sendo desmentido nesta temporada. Fora de casa o Lakers não tem mostrado a eficiência que eu dele esperava.

Ao longo do torneio o time angelino tem um recorde de 54 vitórias e 21 derrotas; aproveitamento de exatos 72%. Fora de casa, seu desempenho é este: 22-16; ou 57.9%.

Vejam a diferença…

Em seu Staples Center — que também é do Clippers, diga-se —, o aproveitamento é o maior de todos: 86.5% (32-5). Só não é melhor do que o Cleveland, que tem 32-4 em sua Q Arena.

Dos últimos sete jogos desta fase de classificação, o Lakers fará quatro diante de seus torcedores. Por isso, não acredito que vá perder a liderança no Oeste.

Tem 21 derrotas contra 25 do Dallas e 26 de Utah e Phoenix. Desta forma, entrará com a vantagem de decidir em casa todas as séries dos playoffs.

Por isso, não acredito em surpresas e aposto no Lakers na final da NBA.

O problema vem depois: se der Cavs na decisão, o Lakers jogará em desvantagem, pois a campanha do time de LeBron James e Anderson Varejão é superior à do time de Kobe Bryant e Pau Gasol.

O Cavs tem apenas 16 derrotas. O Lakers precisa vencer todos os seus últimos sete jogos e torcer para o Cleveland perder seis de seus últimos sete confrontos.

Traduzindo em números: o Cavs, que tem um aproveitamento de 78.7% ao longo desta temporada, teria que despencar para 12.5%.

Impossível.

Assim, o Cleveland termina a fase de classificação como melhor time da NBA. Entrará com vantagem sempre que estiver disputando uma série no Leste e a final, se chegar até lá.

Por isso, se chegar, a meu ver, será campeão.

O Lakers, na reta final do campeonato, dá sinais de cansaço e submissão quando joga fora de casa.

MARÇO NEGRO

Nunca um mês foi tão obscuro para o Lakers como este mês de março. O time perdeu seis partidas; venceu nove. Em percentual: 60% de aproveitamento.

Outubro não conta porque foram apenas dois jogos (1-1). Seguindo em frente temos ao longo da competição o seguinte:

Novembro: 12-2 (85.7%)
Dezembro: 12-3 (80.0%)
Janeiro: 12-5 (70.6%)
Fevereiro: 8-4 (66.7%)
Março: 9-6 (60.0%)

Como se vê, é nítida a queda de rendimento do Lakers. Não apenas em março, mas à medida que o campeonato passa.

ANÁLISE

Kobe Bryant, depois do jogo, declarou: “Não estamos jogando bem defensivamente”. Bidu!

Claro que não, basta ver o resultado final não só deste, mas dos últimos jogos da equipe. No prélio de ontem na Philips Arena de Atlanta, o Los Angeles permitiu ao Hawks acertar 54.2% de seus chutes.

Mais ainda: quatro dos cinco jogadores do Atlanta tiveram aproveitamento superior a 50% de seus arremessos. A saber: Josh Smith, Joe Johnson, Mike Bibby e Al Horford.

Mas não foi só isso: o pessoal que veio do banco definiu o jogo em favor dos anfitriões. E foi uma goleada: 48-22.

E não é que apenas um jogador arrebentou e fez mais de 30 pontos. Nada disso. Moe Evans anotou 18, Jamal Crawford (ao lado de Joe Johnson o melhor jogador “down the strecht” do Atlanta) cravou 14 e Zaza Pachulia (!) fez 10.

Pachulia, aliás, anotou seu segundo “double-double” desde o dia 29 de março do ano passado. Sabem contra quem foi o “double-double” referido? Lakers.

RODADA

Não vi os demais jogos da rodada de ontem. Mas chama a atenção a vitória do Oklahoma City sobre o Celtics, em Boston, por 109-104. Chama também a atenção a pontuação de Kevin Durant: 37 tentos.

Vocês que me conhecem sabem muito bem que eu não acredito nesse negócio de pé-frio, mas eu começo a ficar com a pulga atrás da orelha. Quando eu me arrumo no sofá para ver o Thunder jogar, o time invariavelmente perde e KD não joga nada; quando eu me dedico a outro confronto, o OKC detona e Durant arrebenta.

Como disse, começo a ficar com a pulga atrás da orelha.

Mudando de jogo, pergunto: alguém viu o jogo do Phoenix em Nova Jérsei? Pergunto porque é escandalizante olhar para o “box score” e ver que Leandrinho Barbosa fez apenas dois pontos em 16 minutos em quadra.

Alguém tem mais detalhes?

(Vitória do Phoenix por 116-105.)

Por falar em brasuca, Anderson Varejão segue de fora do time do Cleveland por causa de uma lesão. Deve voltar diante do Atlanta, amanhã à noite.

E é bom que volte, pois o time tem sentido falta de sua energia em quadra. Ontem, suou, pelo que vejo nos relatos, para vencer o Milwaukee (fiquem de olho no Bucks, já disse) em sua Q Arena por 101-98.

O “high light” da contenda mostrou um final emocionante. E quase o Cavs foi para o beleléu.

É bom frisar: se o Cleveland jogou sem Varejão, o Milwaukee não pôde contar com Carlos Delfino. “Down the strecht” o argentino é poderoso.

Fez falta ontem.

Os outros resultados da quarta-feira foram:

Toronto 114-92 Clippers
Charlotte 103-84 Philadelphia
Detroit 81-98 Miami
New Orleans 91-96 Washington
Minnesota 108-99 Sacramento
Memphis 102-106 Dallas (OT)
San Antonio 119-102 Houston
Portland 118-90 New York
Utah 128-104 Golden State

DESFALQUE

O primeiro já surgiu: LeBron James não irá participar do Mundial da Turquia entre agosto e setembro próximos. ‘Bron disse que estará “muito, muito, muito, muito, muito ocupado”.

Com o quê?

Provavelmente decidindo seu futuro: Cleveland ou outra equipe.

Essa é a justificativa. Mas, creiam: Mundial de basquete é como a Copa do Brasil; Olimpíada é como o Campeonato Brasileiro.

Compreenderam?

A importância de um é muito pequena perto de outro. Então, deve ter pensando LBJ, por que me desgastar e perder tempo disputando uma competição menor se eu tenho um monte de coisas pra fazer?

Outras dispensas deverão surgir. Acredito que o próximo a pular fora do barco é Dwyane Wade. Depois Chris Bosh — jogadores que como ‘Bron também estarão tratando do futuro.

MVP

A NBA anunciou ontem que os torcedores vão votar para o MVP da temporada. A escolha dos fãs, no entanto, significará apenas um voto. Os outros 124 virão de jornalistas especializados.

Sábia decisão da NBA, pois, com isso, evita-se criar equívocos. Sim, pois os torcedores, em sua esmagadora maioria, votam com o coração e não com a razão.

Yao Ming, por exemplo, poderia ser eleito o MVP de uma temporada. Já pensou?

De maneira burra, a Fifa, há uma década, não me lembro ao certo, abriu para os torcedores escolherem o melhor jogador do século passado. Maradona deu de goleada em cima de Pelé.

Por quê? Simples: esmagadora maioria de quem usou a internet para votar era de jovens que não tinham visto Pelé em ação. Escandalizada com o resultado, a Fifa criou uma nova categoria para não perpetuar um dos maiores equívocos da história: Maradona ser considerado melhor do que Pelé.

O que fez a entidade? Escolheu uma comissão de notáveis (ex-técnicos e ex-jogadores) e pediu para eles votarem. Como esses especialistas tinham visto os dois em ação, é claro que deu Pelé — e sempre dará quando a eleição envolver especialistas que viram os dois em campo.

Isso teria sido evitado se a Fifa tivesse feito como a NBA. Não fez porque o futebol é comandado por pessoas de intelecto menor; infelizmente.

Não adianta, podem falar o que quiserem, os americanos dão de 10 a 0 no resto do planeta; queiram ou não.

Não à toa eles são a nação mais poderosa e influente do mundo há um século.

Notas relacionadas:

  1. KOBE E LAKERS PROVAM QUE SÃO MELHORES
  2. TABELA DA NBA FAVORECE O LAKERS
  3. LAKERS SURRA O PHOENIX
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 29 de março de 2010 NBA | 11:45

A QUEDA DE UM GIGANTE

Compartilhe: Twitter

O que acontece com o Denver? Dos últimos cinco jogos, o time ganhou apenas um, assim mesmo na última bola.

A degringolada começou com o Milwaukee, em casa, e continuou na excursão pelo Leste norte-americano. Sim, o Leste, que todo mundo diz que é uma baba, à exceção do Cleveland, Orlando, Boston e (olha lá) o Atlanta.

Depois de ter perdido para o Bucks, como já disse, apanhou do New York!, isso mesmo, do New York, foi goleado pelo Boston, venceu o Toronto no estouro do cronômetro e ontem tombou frente ao Orlando (103-97), que jogou praticamente sem Vince Carter, lesionado durante a partida.

Como vimos, dos cinco jogos contra times do Leste, a segunda melhor equipe do Oeste (que todos dizem ser a conferência mais difícil da NBA) apanhou quatro. Só venceu o Toronto, friso, uma vez mais, na última bola.

O que acontece com o Denver?

George Karl, infelizmente, afasta-se momentaneamente do trabalho para tratar de um câncer na garganta. Faz falta, ô se faz, pois é um dos mais vencedores e experientes treinadores da liga.

Adrian Dantley, seu sucessor momentâneo, parece não entender muito do riscado a ponto de ser o treinador de quadra. Ontem, por exemplo, deixou no banco no último quarto e ao mesmo tempo Carmelo Anthony e Chauncey Billups. O relógio correndo e o Orlando apenas administrando o resultado.

Não se pode deixar esses dois jogadores de fora ao mesmo tempo. Há que se ter um definidor em quadra. Se descansa Melo, Mr. Big Shot trabalha; e vice-versa.

Hoje à noite a esquadra enfrentar o Dallas, no Texas. Do jeito que as coisas vão, a tendência é de nova derrota. Se isso ocorrer, será a quinta nos últimos seis jogos.

Na sequência vem o Portland, equipe que cresce assustadoramente de produção e que ontem foi a Oklahoma e bateu o Thunder. Mesmo em seu Pepsi Center, pode apanhar, por que não? Se isso ocorrer, será a sexta derrota dos últimos sete jogos.

Aí aparece o Real Madrid da NBA, o Clippers, novamente em casa. Será a chance de vitória. Mas aí já poderá ser tarde demais.

O Denver está na terceira posição no Oeste, com 26 derrotas, mesmo número de Utah e Phoenix. Mais duas derrotas (se vierem), cai para 28.

Se o Denver não tomar cuidado, classifica-se em oitavo lugar no Oeste. Se isso acontecer, adeus viola: o time não passa da primeira rodada dos playoffs, pois terá de enfrentar o Lakers, com desvantagem de quadra, com elenco inferior e destroçado emocionalmente.

EMOÇÃO

O jogo foi difícil, LeBron James marcou 34 pontos, mas o personagem dominical na Q Arena foi Zydrunas Ilgauskas. O lituano voltou a vestir a camisa 11 do Cleveland diante de seus fãs depois de ter sido envolvido na troca com Antawn Jamison.

A recepção foi calorosa. Vários cartazes de boas-vindas foram vistos na arena, camisetas com a inscrição “CAVZ” foram vendidas, enfim, uma festa. Disse Zy depois da partida: “Foi algo que eu vou me lembrar pelo resto de minha vida. Esta foi, provavelmente, uma das experiências mais marcantes como um Cavalier”.

Em quadra, o veterano pivô foi discreto. Veio do banco, jogou 22:30 minutos, marcou quatro pontos e pegou interessantes seis rebotes. Mas o que chamou atenção em seus números foram os três tocos distribuídos, gentileza esta que o Sacramento gostaria de ter recusado.

A vitória por 97-90 frente ao Kings foi importante, pois recuperou a equipe da derrota frente ao San Antonio. Mas o dia foi mesmo de Zydrunas Ilgauskas.

TUNDA

Por falar em San Antonio, os “velhinhos” do Texas aprontaram mais uma. E mais uma vez sob o comando de Manu Ginobili.

O argentino está jogando uma barbaridade. Fez ontem 28 pontos e regeu, como disse, o Spurs na vitória frente ao Celtics, em Boston, por 94-73. Uma tunda; a pior derrota do alviverde diante de seus torcedores nesta temporada.

A média de pontos deste vovô de Bahia Blanca nos últimos seis jogos é impressionante: 25.5 pontos por partida — lembrando que o cestinha do campeonato é LeBron James com 29.8 tentos marcados por jogo.

O jogo de ontem foi o 12º. do argentino como titular do Spurs. Isso ocorreu por conta da contusão de Tony Parker. Mas, para mim, não passa de frescura essa história de Ginobili vir do banco. Parece coisa acertada para ele ganhar o prêmio de melhor reserva.

Manu não é reserva do San Antonio nem aqui e nem na China. Pior: como se vê, quando ele começa um jogo rende muito mais. E o time ganha com isso, pois desta dúzia de contendas mencionadas, o alvinegro ganhou oito. E a média de pontos do argentino em todos esses jogos é de 24.1 tentos marcados.

Então, ficar no banco para que Keith Bogans saia jogando é brincadeira de mau gosto do Sr. Gregg Popovic. Mau gosto porque com Manu como titular, o aproveitamento do San Antonio é de 66.7% contra os atuais 61.1%.

Com 66.7% de desempenho o Spurs, hoje, seria o segundo colocado no Oeste.

QUEDA

Não é apenas o Denver que cai neste momento importante do campeonato. O Oklahoma City também. Está certo que não despenca como o Nuggets, mas cambaleia.

Ontem, jogando em seu Ford Center, recebeu a sensação de momento da NBA, o Portland, e acabou derrotado. Foi a quarta derrota nos últimos sete confrontos. E desse quarteto de revezes, dois deles foram em casa (o outro foi diante do San Antonio).

O prélio de ontem acabou marcado por emoções, pois foi decidido apenas no final. Kevin Durant (29 pontos) bem que tentou levar o jogo para a prorrogação ao atirar uma bola de três a sete segundos da buzinada final, pois o Thunder perdia por 90-87.

Não atingiu o alvo; faltou força. A bola tocou no bico do aro e sobrou nas mãos de Andre Miller, que sofreu falta, acertou os dois lances livres e levou o marcador para os definitivos 92-87.

Foi a oitava vitória nos últimos nove jogos. Neste março, o Blazers fez 12 partidas e perdeu apenas duas. Esta noite encerra sua participação neste terceiro mês do ano. Recebe o New York em seu Rose Garden.

Vai terminar março com 11 vitórias e apenas duas derrotas.

O time continua na oitava posição no Oeste, mas eu aposto com quem quiser que o Portland fechará a fase de classificação no mínimo em sexto lugar.

RODADA

Os outros resultados de ontem foram:

Milwaukee 108-103 Memphis (OT)
Atlanta 94-84 Indiana
Detroit 103-110 Chicago
Miami 97-94 Toronto
Minnesota 105-111 Phoenix (16 pontos de Leandrinho)
Clippers 103-121 Golden State

QUIZ

Há três gêmeos atuando neste temporada na NBA. Quem são e em que times eles jogam?

Notas relacionadas:

  1. NÚMEROS QUE ENGANAM
  2. A CULPA DE CADA UM
  3. SCRIPT CONTRARIADO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

sábado, 27 de março de 2010 NBA | 14:40

NOITE DE SURPRESAS E EXCLAMAÇÕES

Compartilhe: Twitter

São tantos os assuntos que hoje eu vou fazer um texto apenas. Será melhor, pois assim dá para eu contemplar quase tudo.

Bem, vamos começar pela vitória do Denver sobre o Toronto por 97-96. Definitivamente, o time canadense não tem mesmo camisa. Já cansou de perder jogos como o de ontem para o Denver: na última bola.

O chute de Carmelo Anthony foi preciso, no momento exato, com a buzina soando com a bola no ar (Foto Reuters). Melo foi grande no arremesso e no jogo como um todo com seus 25 pontos e oito rebotes.

Mas a gente não pode deixar de destacar o trabalho de Anthony Carter. O armador reserva do Nuggets fez um quarto final espetacular, com três assistências e duas roubadas de bola importantíssimas.

Nenê Hilário, depois de colocar a boca no trombone, recebeu mais bolas dos companheiros e por isso pôde terminar a partida com 20 pontos. Arremessou 12 bolas, quase o dobro da média nos últimos três jogos.

Além das duas dezenas de pontos, o são-carlense pegou nove rebotes, o mais importante deles nos segundos finais, após Melo errar um arremesso, o que possibilitou ao Denver atacar novamente e chegar à vitória.

Some-se a isso seis assistências. Nenê foi o jogador do time colorado a dar mais assistências na partida, mais do que os armadores!

A derrota do Toronto machucou Andrea Bargnani. O italiano é muito bom jogador. Terminou a partida com 14 pontos e 15 rebotes. Tem fundamentos, sabe jogar dentro e fora do garrafão. Novamente se destacou com a camisa 7 do Raptors.

Outro jogo envolvendo um brasuca aconteceu no Texas. O San Antonio, que havia perdido para o Lakers em casa, recuperou-se batendo o Cleveland (102-97), o time de melhor campanha até o momento na NBA.

Perdeu não só o jogo, mas também uma invencibilidade de oito jogos. Pior do que isso foi a contusão de Anderson Varejão, ao final do primeiro tempo. Isso reduziu a participação do capixaba em quadra: apenas 13 minutos, com quatro pontos e três rebotes.

No quarto derradeiro, o brasuca fez muita falta. O Cavs sentiu a ausência da energia e dos rebotes que Varejão costuma pegar “down the strecht”, que é quando ele mais joga.

Mas é claro que a gente não pode esquecer o que Manu Ginobili fez quando o jogo tinha que ser decidido. Sabem o que ele fez? Colocou no bolso LeBron James.

O argentino terminou a partida com 30 pontos! Tem jogado muito. Jogou, aliás, um balde de água fria nas pretensões do Real Madrid (não o Clippers, mas o europeu) que pretendia contratá-lo para a próxima temporada.

O agente do jogador, Herb Rudoy, afirmou que Manu fica na NBA, apesar da oferta de US$ 13 milhões do time espanhol. “Manu vai encerrar sua carreira na NBA”, disse Rudoy.

No San Antonio? Espero que sim, pois não consigo vê-lo com outra camisa. Portanto, o Spurs não pode e nem deve economizar com “El Narigón”. E com todo respeito ao basquete europeu, o nível de excelência de Manu não é para a Europa, é para os EUA.

Isso vale para o nosso Tiago Splitter, que tem que pegar os US$ 5 milhões anuais da “mid-level exception” e assinar com o San Antonio ao final desta temporada e jogar bola entre os grandes.

Vamos continuar falando dos brasucas.

Finalmente, Leandrinho Barbosa pôde jogar bastante ontem à noite. Afinal de contas, a pelada foi contra outro time peladeiro da NBA: New York Knicks.

O Suns bateu a equipe nova-iorquina por 132-96.

Sabe qual é a ironia dessa vitória do Phoenix? Foi diante de Mike D’Antoni, que ensinou esse estilo peladeiro ao Suns e tenta fazer o mesmo com o NYK. Ou seja: provou do próprio veneno.

Com uma vantagem tão elástica, Leandrinho (Foto AP) jogou quase 22 minutos. Sem defesa forte pela frente, arremessou 12 bolas contra o aro inimigo, três delas de três. Terminou a partida com 18 pontos e foi, ao lado de Amaré Stoudemire, o cestinha do Suns.

Isso foi bom para dar confiança ao jogador, que ficou do lado de fora por quase dois meses recuperando-se de uma cirurgia para extirpar um cisto da mão direita.

Que Alvin Gentry, genérico de treinador, olhe com carinho o teipe do jogo de ontem, preste mais atenção no paulistano e reserve mais minutos para ele nos próximos jogos.

E o Lakers, hein? Que tunda!

Perdeu para o Oklahoma City por 91-75. Mas não pense que a diferença máxima foi essa, de 16 pontos. Ela chegou em 33!

Kobe Bryant fez apenas 11 pontos e cometeu nove erros!

Foi o jogo das exclamações, pois tem mais: Ron Artest fez dois pontos! Pau Gasol, nove! Ninguém do time angelino terminou a contenda com um “double-double”.

Sabem o que Phil Jackson disse ao final da partida? Que o espanhol foi “soft” demais. Ou seja: afinou. Gasol mudou de comportamento e apagou essa fama de ser molenga. Se não tomar cuidado, ela volta com tudo.

Já o Thunder fez um jogo espetacular e colocou um ponto final nesse tabu de não vencer o Lakers. Havia 12 jogos que os roxinhos não perdiam para a garotada de Oklahoma.

Kevin Durant, como sempre, foi o cestinha dos anfitriões. Fez 26 pontos e quando ia para a linha do lance livre os torcedores do Ford Center, exageradamente, gritavam: “MVP, MVP, MVP”.

Não deixe de olhar também para os 23 pontos do armador Russell Westbrook. Nem aos dez rebotes pegos pelo pivô sérvio Nenad Kristic.

E o Milwaukee, hein? Foi só eu encher a bola da rapaziada de Wisconsin e o time desandou. Será que eu sou mesmo um baita d’um pé-frio?

Nada disso: o Bucks entrou em quadra sem dois de seus principais jogadores, pois o australiano Andrew Bogut e turco Ersan Ilyasova estavam lesionados. Pra piorar, Carlitos Delfino colidiu contra Udonis Haslem, caiu, bateu a cara na quadra e saiu do jogo, ao final do primeiro tempo, e não voltou mais.

O argentino foi direto para o St. Luke’s Hospital, fez radiografias da cabeça, do pescoço e da face e nada de grave foi constatado, felizmente. Mas continua internado sob observação dos médicos que disseram que “El Lancha” tem todos os movimentos do corpo intactos. Ótimo.

Bem, com um cenário desses, o Miami se aproveitou e venceu a partida por 87-74, com 30 pontos do armador Dwayne Wade, que eu espero ver com a camisa do Chicago na próxima temporada (coisa de torcedor, perdoem-me).

Finalmente, destaco também a vitória do New Jersey diante do Detroit por 118-110. Com os “três pontos” conquistados, o Nets igualou o número de vitórias do Philadelphia na temporada 1972-73, que fez uma campanha de 9-73, até hoje o pior recorde da história da liga.

Mais um triunfo, é tudo o que o New Jersey precisa para não ficar de mãos dadas com o Sixers nesse capítulo humilhante.

RODADA

Os outros resultados de ontem foram:

Indiana 122-106 Utah (ops!)
Orlando 106-97 Minnesota
Charlotte 107-96 Washington
Boston 94-86 Sacramento

Notas relacionadas:

  1. NOITE DE GALA
  2. A NOITE DAS VASSOURAS E DOS GRITOS
  3. A NOITE DO CAVS E DO DENVER
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 24 de março de 2010 NBA | 12:07

UM TIME ESQUISITO

Compartilhe: Twitter

Esse New York não é um time estranho? Parece uma roda gigante; uma hora está lá embaixo, na seguinte está lá em cima.

Perde para times como o New Jersey (pior campanha da liga) e vence o Denver (109-104), equipe que faz parte da elite atual da NBA. Vai entender.

O Knicks exibiu-se com galhardia ontem à noite no seu Madison Square Garden. Especialmente no terceiro quarto, quando fez uma corrida de 34-21, esmurrou a mesa e disse aos visitantes: aqui quem manda sou eu.

Para isso, contou com a eficiência de dois de seus jovens jogadores, que farão parte do elenco na próxima temporada, o que dá uma iluminada no final do túnel. Danilo Gallinari e Toney Douglas arrebentaram no quarto referido.

O italiano, chamado carinhosamente de Gallo, marcou 17 de seus 28 pontos no “junior period”. Nestes mesmos 12 minutos, Douglas deu todas as suas sete assistências.

Douglas fez seu jogo numa boa, preocupando-se apenas consigo mesmo e com o time. Já Gallinari criou um duelo particular com Carmelo Anthony; sangue latino, daqueles que fervem nos momentos certos e errados, Gallo provocou Melo talvez com dois objetivos em mente: estimular-se e desconcentrar o oponente.

Obteve sucesso na primeira empreitada. Na segunda, sucumbiu, pois Carmelo fez nada menos do que 36 pontos.

Melo falhou, todavia, “down the strecht” quando perdeu uma bandeja que manteria o New York um ponto na frente. No contra-ataque, Gallo sofreu falta, acertou os dois lances livres e abriu uma vantagem de cinco pontos em favor dos nova-iorquinos.

Liquidou a contenda ali.

TERCEIRO

Outro jogador foi igualmente importante na vitória do New York: o pivô David Lee, que anotou 12 pontos e pegou 16 rebotes, seis deles no ataque. Mas ao contrário de Danilo Gallinari e Toney Douglas, Lee será “free agent” ao final desta temporada.

Como o Knicks pretende contratar duas das grandes estrelas que estarão livres quando o campeonato acabar, o que se comenta é que Lee deverá disputar seus últimos 11 jogos com a camisa do time da Big Apple.

Fala-se que Donnie Walsh, presidente da franquia, já teria tudo acertado com LeBron James e Chris Bosh. O Knicks fez as contas e concluiu que terá US$ 33 milhões em caixa quando o verão norte-americano chegar.

Uma pena que Lee saia, mas eu faria o mesmo. Entre segurar o pivô que eficiente à franquia, eu também partiria para a contratação de ‘Bron e CB4.

Com os dois, mais Douglas e Gallinari e outros mais, o Knicks, com certeza, voltará a sonhar com títulos. O que não ocorre há quase quatro décadas.

NENÊ

Não esteve bem. Mostrou-se atrapalhado com a bola nas mãos. Fez dez pontos, mas visitou o aro adversário só seis vezes.

Não gostei; tímido esteve.

Completou seus números com sete rebotes, duas assistências, um par de tocos e um desarme.

Pode jogar muito mais do que isso.

RODADA

Os outros resultados de ontem foram:

Washington 86-95 Charlotte
Detroit 83-98 Indiana
Dallas 106-96 Clippers

ZY

Como era esperado, Zydrunas Ilgauskas acertou um novo contrato com o Cleveland.

Eu não faria isso de jeito nenhum. Gosto de me olhar no espelho.

Notas relacionadas:

  1. 50 PONTOS, COMO UM MVP
  2. PHOENIX, UM TIME DESEQUILIBRADO
  3. RESULTADO INESQUECÍVEL
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 22 de março de 2010 NBA | 11:45

RODADA, OS BRASUCAS E UMA APOSTA

Compartilhe: Twitter

Foi o melhor jogo da noite de ontem. O Atlanta deu mole no tempo regulamentar e quase perdeu a partida.

Poderia ter liquidado tudo nos quatro quartos de jogo. Teve três chances de matar a bola final e não conseguiu.

O placar do tempo normal ficou mesmo nos 105-105.

Na prorrogação, o jogo foi no pau e um erro de ataque do San Antonio, quando Matt Bonner tentou uma bola de três, a um minuto do final, possibilitou ao Atlanta abrir quatro pontos de vantagem e não mais perder o controle do jogo, que acabou com a vitória do Hawks sobre o Spurs por 119-114.

O triunfo significou a vaga para os playoffs. Mas os jogadores do time da casa não estavam felizes.

Disse Joe Johnson: “[Classificar] era um dos nossos objetivos, mas não o principal”.

Qual seria? Ganhar a conferência?

Ora, faça-me o favor. Pelo que vem jogando, não creio que o time da Geórgia (Foto AP) tenha objetivos maiores do que esse.

MATA-MATA

No momento, o Atlanta teria o Milwaukee pela frente nos playoffs. Não creio que passe pelo Bucks por tudo o que o time de Wisconsin vem fazendo neste instante da competição.

A menos que a falta de experiência do Milwaukee venha pesar na hora H. Brandon Jennings é “rookie”, Luc Richard Mbah a Moute nunca esteve em um playoff e a experiência na fase decisiva de Andrew Bogut limita-se a cinco partidas.

Enquanto isso, esse time do Atlanta, montado por Mike Woodson, nos playoffs passados chegou às semifinais (foi derrotado pelo Cleveland) e no anterior vendeu caro a classificação ao Boston na primeira rodada.

Só se isso pesar, porque, hoje, o Milwaukee joga mais do que o Atlanta.

Aliás, joga mais do que o Oklahoma City, o dodói de toda a nação — pelo menos nos jogos que eu vi das duas equipes. Não me lembro qual foi o parceiro que propôs uma série melhor de sete entre Bucks e Thunder.

Eu topei a aposta; coloquei uma caixa de breja na jogada. Pena que isso não vá ocorrer, pois não acredito em uma decisão entre Thunder e Bucks nesta temporada.

Mas se isso acontecesse, além de ser legal pelo ineditismo, eu apostaria todas as minhas fichas no Milwaukee, como disse.

Só pra registrar: Bucks e Thunder se enfrentaram duas vezes nesta temporada — e não vão mais se debater. Uma vitória para cada lado.

Cada time venceu em seus domínios. Em Oklahoma, o Thunder venceu fácil por 108-90; em Wisconsin o Bucks deu o troco, mas precisou de uma prorrogação: 103-97.

Mas, é bom registrar, isso ocorreu na primeira metade da competição, antes do “All-Star Game”, quando o Milwaukee não tinha entrado nos trilhos.

Hoje a história, creio eu, seria diferente. Como afirmei, daria Milwaukee nas duas pelejas.

Vale uma caixa de cerveja?

LÓGICA 1

Não teve a menor graça, pois o resultado era previsível. O Cleveland bateu o Detroit por 104-79 e não houve emoção em momento algum da contenda.

Como disse, foi muito fácil. Foi tão fácil que o técnico Mike Brown tirou LeBron James do jogo e deixou-o descansando.

‘Bron atuou apenas 31 minutos, pois ficou todo o quarto final no banco. Deixou 15 pontos, sete assistências e três rebotes na súmula.

Anderson Varejão, então, trabalhou muito menos: 19 minutos. Tempo para fisgar nove rebotes, três deles no ataque. Cravou também seis pontos.

As atenções dos torcedores do Cavs, na verdade, estão mais voltadas para o que vai ocorrer nesta segunda-feira. Hoje o time de Ohio terá permissão da NBA para recontratar Zydrunas Ilgauskas.

E é o que deve ocorrer. Caso contrário o lituano já teria assinado com outra equipe — o que já era permitido pela liga.

LÓGICA 2

O Real Madrid da NBA voltou a perder. Jogando em seu Staples Center, o Clippers apanhou do Sacramento por 102-89.

E o Kings, é bom que se diga, jogou sem seu melhor jogador: Tyreke Evans. Se o futuro R.O.Y. desta temporada estivesse em quadra, a diferença que foi de 13 pontos em favor do time da capital da Califórnia talvez dobrasse.

RODADA

Os dois outros jogos de ontem foram:

Lakers 99-92 Washington
Phoenix 93-87 Portland (Leandrinho jogou só quatro minutos…)

Notas relacionadas:

  1. NOSSOS BRASUCAS E A SITUAÇÃO DO SAS
  2. A NOITE DOS BRASUCAS, MAS…
  3. MILWAUKEE, O TIME DA MODA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

sábado, 20 de março de 2010 NBA | 13:20

LBJ PASSA A PERNA EM KOBE

Compartilhe: Twitter

LeBron James bateu ontem um recorde que pertencia a Kobe Bryant. Tornou-se o jogador mais jovem em toda a história da NBA a atingir 15 mil pontos na carreira; e com dois anos de antecedência em relação ao antigo recordista.

‘Bron chegou à marca com 25 anos e 79 dias. O fato se deu ontem, na vitória do Cleveland sobre o Chicago por 92-85. Kobe, quando entrou para a história, tinha 27 anos e 136 dias.

Além disso, LBJ precisou de 540 jogos para conseguir tal façanha. Black Mamba jogou 657.

Os números mostram o quê? Que LeBron é melhor do que Kobe?

Há que se registrar alguns pontos importantes.

Primeiro, os dois pularam uma etapa importante de suas vidas ao abrirem mão de jogar no basquete universitário e irem direto para a NBA.

Segundo, Kobe chegou ao profissional como um manezinho. Foi recrutado pelo Charlotte Hornets (atual New Orleans) na 13ª. posição e na mesma noite do NBA Draft de 1996 foi trocado com o Lakers, que mandou ao Hornets seu pivô Vlade Divac.

Terceiro, ‘Bron (Foto AP) desembarcou na liga profissional como primeira seleção do NBA Draft de 2003. E o Cleveland o selecionou sem pestanejar e nem sequer ouviu propostas de trocas.

Quarto, o aproveitamento de um e de outro no início de suas carreiras foi completamente distinto. Enquanto Kobe amargava reserva e pouco jogava, pois fazia parte de um time com algumas estrelas, LeBron era titularíssimo de uma equipe mediana, onde não tinha que disputar espaços com ninguém.

Em seu primeiro campeonato na NBA, KB jogou em média 15:53 minutos. LBJ atuou 39:51 minutos. Ou seja: dois quartos a mais por partida.

Também por isso, Kobe teve média de 7.9 pontos por jogo em sua primeira temporada, contra 20.9 de ‘Bron.

Na segunda temporada, Kobe, mais maduro, ficou mais tempo jogando: 26:02 minutos. Já LeBron atingiu a marca de 42:35; mais de um quarto e meio de diferença.

Por ter angariado junto ao treinador Del Harris mais tempo de permanência em quadra, KB melhorou sua média: 15.4 pontos por jogo. LBJ, também mais experiente, pulou para 27.2.

Na terceira temporada de ambos, Kobe se contundiu e participou de 50 das 82 partidas disponíveis. Ficou em quadra 38:32 minutos.

LBJ, felizmente, não teve problemas de saúde em seu “junior year”. Jogou 79 partidas e trabalhou em média 42:54 minutos.

Kobe obteve médias de 19.9 pontos como terceiroanista, enquanto que LeBron chegou à sua melhor marca como artilheiro da NBA até hoje: 31.4 tentos por partida disputada.

Penso que esses pontos explicam em parte esta quebra de recorde, como explicam a vantagem de LeBron sobre Kobe na média de pontos em suas carreiras na NBA: Kobe tem 25.3, enquanto que LBJ mostra 27.8.

O assunto é palpitante, já foi tema de discussão algumas vezes em nosso botequim e provocou muita polêmica.

Na minha opinião, LeBron James é neste momento o melhor jogador do planeta, mas no conjunto da obra Kobe (Foto AP) segue sendo melhor que LBJ.

BRASUCAS

Dois dos três brasileiros estiveram em ação na rodada de ontem. Anderson Varejão testemunhou em quadra o recorde batido por LeBron James.

Na vitória diante do Bulls, o capixaba voltou a se destacar nos rebotes: foram dez fisgados durante os 34 minutos em que trabalhou. Mas deixou a desejar na pontuação: apenas três.

Três porque chutou apenas um trio de bolas contra a cesta do Bulls. Tamanha timidez custou-lhe caro em termos de pontuação.

Por outro lado, deu três tocos e fez um desarme.

No conjunto da obra, a pontuação, como disse, impediu-lhe de ficar com uma das estatuetas distribuídas na rodada de ontem.

Bem longe de Chicago, lá no Deserto do Arizona, o Phoenix recebeu o Utah e aplicou um corretivo de 110-100. Leandrinho Barbosa fez sua segunda partida depois da cirurgia na mão direita que extirpou um danado de um cisto que incomodava o paulistano e o impedia de arremessar direito.

Como ficou parado quase dois meses, aos poucos volta a trabalhar. Ontem Leandrinho jogou 11 minutinhos.

Fez quatro pontos, frutos de uma bola de três que desmoronou no aro do Jazz e de um lance livre cobrado com precisão.

Teve mais? Claro que teve: dois rebotes e uma assistência.

Barbosa volta aos poucos, como disse; vamos aguardar pelo futuro.

CARRANCA

A cara que Michael Jordan fez ao final da prorrogação, quando Joe Johnson meteu uma bola de dois e levou o Atlanta à vitória sobre o Charlotte deve ter sido a senha do que ocorreu no vestiário do Cats depois da partida.

Partida que o time da Carolina do Norte teve nas mãos, mas que não conseguiu fechar. Chegou a estar dez pontos na frente do Hawks no último quarto, mas no finalzinho quase que nem à prorrogação foi, pois o ala Josh Smith errou um chute triplo que se caído teria evitado que o prélio tivesse ficado no empate de 84 pontos no tempo normal.

Bem, mas veio o tempo extra.

A segundos do final, Raymond Felton partiu da direita em diagonal, chegou na meia esquerda e fez uma infiltração. Com a mão canhota derrubou a bola colocando o Cats na frente em 92-91. O cronômetro avisava que faltavam apenas 3.8 segundos para o final da partida.

O Atlanta armou sua jogada e estava mais que na cara que ela seria definida por Joe Johnson. Quem caiu na marcação do armador do Hawks foi o baixinho Felton.

J.J. não teve dificuldades para arremessar por cima da marcação de Raymond. E a bola caiu, finalizando a contenda em 93-92 para o Atlanta.

A câmera buscou MJ. Ele balançava a cabeça negativamente, com uma cara de enfezado. Como disse acima, ele deve ter entrado no vestiário do time chutando a porta e quem mais aparecesse em sua frente.

RODADA

Os outros resultados de ontem foram:

Indiana 106-102 Detroit
Toronto 89-115 Oklahoma City
New York 92-88 Philadelphia
Houston 87-94 Boston
San Antonio 147(!)-116 Golden State (a pior defesa do campeonato)
Portland 76-74 Washington
Sacramento 108-114 Milwaukee
Lakers 104-96 Minnesota

Notas relacionadas:

  1. KOBE E LAKERS PROVAM QUE SÃO MELHORES
  2. KOBE E DURANT, DESTAQUES NOVAMENTE
  3. SEM KOBE E SEM TABU
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

  1. Primeira
  2. 10
  3. 18
  4. 19
  5. 20
  6. 21
  7. 22
  8. 30
  9. Última