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terça-feira, 1 de maio de 2012 NBA | 11:47

FICOU DIFÍCIL, MAS O DALLAS AINDA ESTÁ VIVO NA SÉRIE DIANTE DO OKC

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Novamente uma grande partida. Novamente derrotado. A situação do Dallas ficou difícil depois de perder ontem à noite para o Oklahoma City por 102-99, no finzinho do jogo, como ocorreu na primeira partida.

A história diz que apenas 22% dos times que estavam atrás em 0-2 conseguiram dar a volta por cima. O Houston campeão da NBA em 1995 entre eles. Na época, o técnico do Rockets, Rudy Tomjanovic, deu uma declaração que tornou-se um mais maiores aforismos do esporte: “Jamais subestime o coração de um campeão”. E o Houston deu a volta por cima e foi campeão da NBA.

O Dallas, claro, se apega nisso. Mas muito mais que em palavras, o Dallas acredita que isso é possível por causa do ótimo basquete que vem jogando. Perdeu os dois confrontos em Oklahoma como poderia ter vencido. O time do técnico Rick Carlisle tem conseguido frear Kevin Durant. Ontem, a estrela do OKC deixou a quadra com 26 pontos, mas 14 deles vieram da linha do lance livres. KD teve um aproveitamento muito ruim em seus arremessos: 5-17 (29,4%).

Shawn Marion e Vince Carter se revezaram na marcação a Durant e tiveram grande desempenho. Esperam repetir a dose na próxima quinta-feira, com a série se transferindo para o Texas.

Em solo texano, pressionado pelo barulho da torcida, com a arbitragem mais permissiva quanto ao contato na marcação, o Dallas crê que Durant não vá visitar tantas vezes a linha do lance livre. Consequentemente, esperam que o rendimento ofensivo do jogador caia. E se isso ocorrer, a chance de empatar a série é grande, pois o OKC teria que se socorrer novamente de Russell Westbrook (foto AP), que ontem anotou 29 pontos e no primeiro jogo 28 e é o cestinha do Thunder neste confronto com média de 28,5 contra 25,5 de KD. E uma andorinha, como se sabe, não faz verão, até porque James Harden não fez até agora um jogo de estardalhaço, o que teria que acontecer se KD for controlado por Marion e Carter, o que não parece ser impossível.

LÓGICA

Nos outros dois jogos da rodada deu a lógica. O Indiana se recuperou da derrota na primeira partida diante do Orlando e empatou a série em 1-1 ao vencer o time da Flórida por 93-78.

Leandrinho Barbosa terminou o cotejo com dez pontos. Mas, mais importante do que a pontuação, foi o fato de que o técnico Frank Vogel acreditou no brasileiro e deixou-o em quadra praticamente todo o quarto final.

Roy Hibbert vem tendo dificuldades para pontuar diante de Glen Davis. Chama a atenção, pois a diferença de altura é grande. No entanto, o pivô do Pacers faz um grande trabalho defensivo. Se tem apenas seis pontos de média nos dois confrontos, exibe orgulhosamente 13,0 rebotes e 5,5 tocos.

Por falar no “baleinha”, Davis aloprou o Pacers no primeiro tempo, ao anotar 14 pontos e oito rebotes. Hibbert mudou o comportamento na etapa final e limitou o adversário a quatro pontos e dois rebotes. Aí está o segredo do sucesso da vitória do Indiana.

A série muda agora para Orlando. Serão dois jogos. Acredito que o Indiana vença um deles e recupere o mando de quadra.

Em Miami, o Heat passou novamente pelo New York. Desta vez com um pouco mais de dificuldade: 104-94.

A nota que merece destaque ficou por conta do chilique que Amar’e Stoudemire teve depois da partida: irritado com mais uma derrota, ele deu um murro na caixa de vidro que protegia um extintor de incêndio. Consequência: cortou a mão e teve que levar vários pontos. Resultado: é dúvida para o jogo de quinta-feira. Stats deixou a American Airlines Arena com o braço em uma tipoia (foto AP).

Quanto ao jogo, o Miami segue soberano em relação ao NYK. O time funciona como um time. Não há ninguém fazendo 30 pontos, como foi o caso de Carmelo Anthony, que, diga-se, recuperou-se da má jornada na primeira partida. No Heat, Dwyane Wade fez 25 pontos, Chris Bosh 21, LeBron James 19 (que partida LBJ jogou!), Mario Chalmers 13 e com 11 apareceram, do banco, Mike Miller e Shane Battier. Ou seja: nada menos do que seis jogadores do Heat tiveram duplo dígito na pontuação.

Ao contrário do Dallas, que a meu ver ainda está vivo na série, não creio que o New York vá fazer parte do contingente de 22% de times que um dia viraram uma série em 0-2 para seguir em frente na competição.

A menos que…

Deixa pra lá.

PERGUNTA

Por que Tyson Chandler não consegue ficar em quadra? Por que ele passa tanto tempo no banco de reservas?

Notas relacionadas:

  1. UMA SÉRIE QUE ESTÁ NO PAPO
  2. UMA SÉRIE INTRIGANTE
  3. SÉRIE FINALIZADA?
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

domingo, 29 de abril de 2012 NBA | 13:16

DALLAS DEU AS CARAS E MIAMI MOSTROU UMA VEZ MAIS QUE PLAYOFFS É COM ELE MESMO

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Vamos lá, bem rápido, porque a jornada começa logo mais às 14h de Brasília com o embate entre San Antonio e Utah. E se você não está por entro da agenda dominical, anote aí: depois do confronto no Texas teremos Lakers x Denver (16h30), Atlanta x Boston (20h) e fechando a rodada Memphis x Clippers (22h30).

Da rodada de ontem, excetuando a vitória do Chicago diante do Philadelphia (103-91), do qual eu já falei o que tinha que falar, muitos podem ter se impressionado com o atropelamento do Miami diante do New York. Claro que os 100-67 chamam a atenção, pois a vitória do Heat foi por uma margem de 33 pontos. Limitou seu oponente a míseros 67 pontos, um oponente que tem em suas fileiras Carmelo Anthony e Amar’e Stoudemire, duas máquinas de fazer pontos. Mas a gente já disse aqui (e outros parceiros também) que o Miami em playoffs se transforma. Foi assim na temporada passada. Começou deste jeito nesta.

Muitos podem ter se impressionado com o atropelamento do Miami diante do New York, mas o jogo que foi emblemático para mim aconteceu em Oklahoma City, onde o Thunder venceu o atual campeão da NBA por apenas um ponto: 99-98. Para muitos, o Dallas teve a sua chance nesta série. Não soube pegar o cavalo selado. Penso diferente. Pra mim, o Dallas deixou bem claro ao OKC que esta série será longa e que se os garotos do estado dos tornados não abrirem os olhos eles vão aprontar e promover uma “zebra” nesta série dos playoffs. Coloquei zebra entre parênteses porque não dá pra dizer que vitória de campeão deva ser tratada com surpreendente. Campeão é campeão, por mais que o Dallas tenha perdido algumas peças importantes, entre elas seu xerifão, Tyson Chandler, seu bandoleiro-mor, DeShawn Stevenson, e seu garoto de recados J.J. Barea. Mesmo com tudo isso, lá ainda estão Dirk Nowitzki, Jason Kidd, Shawn Marion e Jason Terry. E o coração de um campeão.

Chamou a atenção neste jogo o péssimo aproveitamento de Kevin Durant durante a partida. Claro que isso será colocado debaixo do tapete; é sujeira que muitos não vão querer olhar. O que vai se observar é que KD fez a bola derradeira (foto AP), saiu de quadra nos braços da torcida, não sem antes ter dados entrevistas e, anteriormente a isso, ter sido abraçado por seus companheiros. Mas, repito, KD jogou muito abaixo do que pode jogar. Fez 10-27 nos arremessos (37,0%), sendo que nas bolas de três o aproveitamento foi mais vexatório ainda: 1-6 (16,7%). Visitou apenas cinco vezes a linha do lance livre (4-5; 80,0%), o que mostra que seu jogo não teve a agressividade de outrora.

Que fique claro: o baixo aproveitamento de Durant não veio apenas de uma jornada infeliz. O desempenho criticável tem a ver com Shawn Marion, jogador que, para muitos, está no páreo para ser eleito o melhor zagueiro desta temporada. Não chego a tanto, mas que The Matrix se notabilizou nesta temporada pela sua defesa, isso ninguém discute. E isso sentiu na pele, ontem, Kevin Durant.

Portanto, se o OKC quiser superar o Dallas, que Durant encontre o melhor de seu jogo e não se deixe enganar do jeito que se deixou por Marion. Afinal de contas, o Thunder não joga esta série diante de qualquer time. O OKC joga esta série diante do campeão da NBA.

Campeão que foi cunhado temporada passada diante de um Miami que amarelou na final; ou melhor, porque LeBron James afinou na série decisiva. Ontem foi diferente? Não, ontem não foi diferente, porque ano passado, nesta época, nos playoffs do Leste, LBJ jogou muita bola. O problema dele parece estar depositado nas finais da NBA. Ontem o filme seguiu seu roteiro e teve em LeBron seu personagem principal. O ala do Miami jogou muita bola e comandou o time em quadra, especialmente na corrida de 32-2 feita em nove minutos, envolvendo o segundo e o terceiro quartos, quando LBJ marcou 15 de seus 32 pontos. Esses 32 tentos foram frutos de aproveitamento incrível de 10-14 nos arremessos, o que deu um percentual de espetaculares 71,4%.

Além disso, King James ajudou na marcação, anulando Carmelo Anthony, um pastiche em quadra. Melo fez apenas 11 pontos (3-15 nos chutes; 20,0%).

A diferença entre as equipes, ontem, foi quilométrica. Ela é grande, mas não tão grande assim. Mas muito do que se viu ontem em quadra tem a ver também com a lamentável contusão de Iman Shumpert. Uma lesão semelhante à de Derrick Rose. Iman não joga mais esta temporada. Ele era o cara que teria a responsabilidade de controlar Dwyane Wade, pois Shumpert tem mãos ágeis, excelente jogo de pernas e um senso de marcação incrível. Embora novato, fará muita falta ao time daqui para frente.

Quanto ao confronto entre Indiana e Orlando, muitos estão dizendo que o Pacers decepcionou ao perder por 81-77. De fato, decepcionou, pois esperávamos uma vitória. Mas a série não chegou ao fim. Creio que o time do brasileiro Leandrinho Barbosa belisca uma vitória na Flórida e recupera a vantagem. Por falar em Leandrinho… Três pontos. Atuação apagadíssima. Mas pior do que ele foi Danny Granger e sua lamentável andada na última bola do jogo. Se a jogada derradeira de Granger foi lastimável, o mesmo não se pode dizer de Jason Richardson. O ala-armador do Magic foi “clutch” no final da partida com seus seis pontos oriundos de dois arremessos triplos, levando o Orlando a vantagem de 78-77 quando perdia por 77-72 a 2:39 do final da contenda.

J-Rich fez o que Granger não conseguiu fazer.

Hoje, como disse, tem muito mais.

Notas relacionadas:

  1. SE O MIAMI TIVESSE A GANA DO BARCELONA TERIA TRITURADO O DALLAS
  2. MIAMI E OKC PERDEM E NÃO HÁ MAIS INVICTOS NA NBA
  3. MAIS DALLAS E A RODADA DE ONTEM DA NBA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

sexta-feira, 27 de abril de 2012 NBA | 20:14

CONFIRA OS FAVORITOS PARA OS PLAYOFFS DA NBA

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Times classificados, cruzamentos definidos, nada melhor do que a gente “palpitar”. Quem vai levar a melhor? Haverá surpresas? Sempre há, nós bem sabemos disso. Ano passado, por exemplo, o San Antonio, segunda melhor campanha da liga (como agora), foi surpreendido e ficou no meio do caminho ao perder para o Memphis logo na primeira rodada. Acontecerá de novo?

Não se esqueça: os playoffs começam amanhã. Sem mais delongas, vamos aos confrontos:

LESTE

CHICAGO x PHILADELPHIA
Dono da melhor campanha entre os 30 times que disputaram o campeonato na fase inicial, o Bulls é favorito neste embate diante do Sixers. Na temporada regular, o time da cidade dos ventos venceu a série por 2-1. A vitória do Phillies aconteceu exatamente na primeira etapa do campeonato, quando o time chegou a ser vice-líder da conferência. Depois, caiu dramaticamente e falou-se até em complô de alguns jogadores para derrubar o técnico Doug Collins. Mesmo com Derrick Rose ainda sem o melhor de sua forma e sem o ritmo de jogo ideal, o Bulls deve passar. Placar: Chicago 4-1 Philadelphia.

MIAMI x NEW YORK
O Heat é favorito, mas o Knicks tem que ser olhado com atenção. Afinal de contas, time que tem Carmelo Anthony, Amar’e Stoudemire e um defensor como Tyson Chandler, não pode ser ignorado de jeito nenhum. Mas o fato é que o Miami, quando põe suas cartas na mesa, elas são melhores: Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh. Temporada passada, quando os playoffs chegaram, o time do sul da Flórida se transformou e só perdeu o pique na final diante do Dallas. Durante a fase de classificação, o Heat fez 3-0. Mas nestes playoffs a série será mais disputada. Placar: Miami 4-2 New York.

INDIANA x ORLANDO
Na temporada regular, com Dwight Howard em quadra, o Magic fez 3-1 no Pacers. Sem D12 o Orlando não oferecerá resistência ao Indiana, e disso deve se aproveitar o pivô Roy Hibbert. O Orlando é um time sem identidade quando não conta com Howard. Além disso, o técnico Stan Van Gundy perdeu o comando da equipe. Já o Indiana, com a adição de Leandrinho Barbosa, melhorou seu arsenal. Além disso, George Hill passou a jogar melhor na segunda metade da temporada e não seria surpresa vê-lo em quadra mais tempo do que Darren Collison. Placar: Indiana 4-1 Orlando.

BOSTON x ATLANTA
O Celtics terminou em quarto lugar, mas o Atlanta teve melhor campanha. O C’s ficou em quarto por conta do regulamento da NBA, que determina o seguinte: o vencedor de uma divisão não pode ficar abaixo do quarto lugar. No Leste deu, pela ordem, Chicago, Miami, Indiana, Atlanta e Boston nas cinco primeiras posições. Mas o Celtics passou para o quarto lugar por ter vencido a Divisão do Atlântico. Mas por ter melhor campanha, o Hawks terá vantagem de quadra. Na fase de classificação, o Boston fez 2-1. Mesmo em desvantagem de mando, o alviverde de Massachussets é favorito diante de um time que não deverá contar com um de seus principais jogadores: Al Horford, lesionado, está de fora. Placar: Boston 4-1.

OESTE

SAN ANTONIO x UTAH
Segundo melhor time na fase de classificação da NBA, o San Antonio talvez seja a equipe a ser batida nesta reta final. Seus Três Tenores estão intactos e o elenco de apoio é irrepreensível. O SAS funciona como uma máquina muitíssimo bem azeitada. Quem entra não deixa o ritmo cair. O Utah classificou-se na “bacia das almas”. Na temporada regular, perdeu a série por 3-1. A única vitória veio quando Gregg Popovich resolveu poupar suas principais estrelas. Caso contrário, o Spurs teria varrido o Jazz. Placar: San Antonio 4-1 Utah.

OKLAHOMA CITY x DALLAS
Esta é a série mais intrigante destes playoffs. O Dallas capengou na fase regular por conta de ter perdido jogadores importantes. Enquanto isso, o Thunder encantou a todos a maior parte da competição, com seu duo formado por Kevin Durant e Russell Westbrook muitas vezes não deixando pedra sobre pedra em muitos confrontos realizados. Na fase de classificação deu OKC por 3-1. Lavada novamente? É impossível, no entanto, a gente não se lembrar da frase do técnico Rudy Tomjanovic: “Jamais subestime o coração de um campeão”. Isso será suficiente para igualar a série e, quem sabe, fazer do Dallas o vencedor? Poucos acreditam. Não estou entre eles. Placar final: Oklahoma City 4-2.

LAKERS x DENVER
Em que pese o fato de o Lakers ter tido altos e baixos durante a competição e não poder contar com Metta World Peace nesta série por conta da suspensão de sete partidas (a menos que haja um sétimo jogo), o time é favorito. Na fase regular o Lakers venceu o confronto por 3-1. Kobe Bryant está descansado e focado nos playoffs. Andrew Bynum e Pau Gasol formam um dos melhores garrafões da NBA na atualidade. Denver mudou de feição e busca nova identidade. Por conta disso, não deve ser páreo para o Lakers. Placar: Lakers 4-1 Denver.

MEMPHIS x CLIPPERS
O time de Los Angeles chegou a ser sensação no começo da temporada. Com o passar do tempo, o time caiu de produção, especialmente depois da saída de Chauncey Billups (contundido, não jogará mais esta temporada) e da irregularidade de Caron Butler, que tanto pode marcar 30 pontos numa partida quanto sair de quadra com um simples dígito na pontuação. Na fase regular venceu o duelo por 2-1. Mas o Memphis é um time que cresce nesta fase do campeonato. E mais: ao contrário do ano passado, quando não pôde contar com Rudy Gay (contundido), desta vez ele estará em quadra. Série muito equilibrada e o fator quadra poderá determinar o vencedor. Placar: Memphis 4-3 Clippers.

EPÍLOGO

Como se vê, não consegui detectar nenhuma zebra em curso. De todo o modo, se o Dallas passar pelo OKC, ela terá dado o ar da graça.

Como eu costumo dizer, depois que o Dallas foi campeão, tudo pode acontecer na NBA. Até mesmo o Dallas voltar a ser campeão.

Notas relacionadas:

  1. AGORA OS PLAYOFFS
  2. UMA ANÁLISE DOS PLAYOFFS. PODEM ENTRAR
  3. CHRIS PAUL É O MVP DESTES PLAYOFFS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 20 de abril de 2012 NBA | 12:02

MIAMI MUDA CARÁTER DO TIME PARA GANHAR O TÍTULO DESTA TEMPORADA

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O Miami venceu o Chicago por 83-72. Mais uma vez o Bulls jogou sem Derrick Rose e o Heat, vale dizer, claro que sim, o Heat jogou sem Chris Bosh.

O Miami venceu Chicago jogando de um jeito que ele não costuma jogar: o Heat comportou-se como um time sujo em muitos momentos do jogo. Eu pergunto: pra quê?

O Miami venceu o Chicago e pode vencê-lo novamente, dentro ou fora de casa — ou em qualquer lugar —, pois tem um time muito forte. Não é precisa ser desleal para ganhar do Chicago.

Eu me pergunto: de quem foi essa ideia de se mudar o caráter da equipe? O Miami nunca foi um time assim.

Realmente, não consigo entender por que James Jones deu uma baita porrada em Joakim Noah, por que Dwyane Wade fez o mesmo com Richard Hamilton e por que LeBron James, covardemente, quase nocauteou o nanico John Lucas III.

Ou melhor, eu acho que entendo: a ideia é intimidar o Chicago, porque talvez o pessoal do sul da Flórida não tenha tanta confiança assim no seu jogo. O Heat quer intimidar o Bulls para no caso de não conseguir o primeiro lugar no Leste ter de fazer mais jogos fora de casa e por perceber que em Chicago vai ser difícil vencer, pois não venceu em duas oportunidades nesta temporada, mesmo com o Bulls jogando desfalcado de D-Rose.

O Miami mandou o seguinte recado ao Chicago: se não der na bola, vai ser no pau.

O problema todo para o Chicago é: como responder a isso?

O Chicago não tem um jogador sujo. Os caras jogam bola, são sangue bom, são do bem. Num passado houve Charles Oakley, Horace Grant e Dennis Rodman. Mais recentemente Kurt Thomas. Hoje não há ninguém. Carlos Boozer, Omer Asik e Noah são “softs”. Taj Gibson é o mais “esquentadinho”, mas é só “esquentadinho”, não sabe ser sujo, pois não é sujo.

Não sei se Chicago e Miami farão a final do Leste. Se fizerem, podem ter certeza, o Chicago vai levar muito bofetões, assim como o Miami levou do Dallas na final da temporada passada e perdeu o campeonato na bola e no tapa.

Os árbitros são mais permissivos com o jogo viril nos playoffs, todos nós sabemos disso. E sempre nos lembramos da frase de Michael Jordan que tornou-se um aforismo. Dizia MJ: “Nos playoffs você separa os homens dos meninos”.

Uma pena; eu não gosto disso. Gosto de ver o jogo ser jogado — e que o melhor vença. Como o Miami venceu na final do Leste do ano passado, jogando limpamente, mostrando que tinha mais time que o Chicago.

DEFESA

Jogando bola, e não dando porrada, o Miami fez uma defesa espetacular pra cima do Chicago ontem em sua American Airlines Arena. Depois de ter sido frouxo no início da partida, permitindo ao Bulls encestar dez de seus 14 primeiros arremessos (71,4%), o Heat apertou a marcação e limitou o adversário a 15-56 (26,8%) em seus chutes. Nas bolas de três, o aproveitamento do Bulls foi este: 2-16 (12,5%).

O Miami foi uma fortaleza defensiva nos três últimos quartos. No primeiro, perdeu por 27-23. Nos três últimos fez 56-45. Tudo isso jogando bola — e não dando porrada.

Alguém pode dizer: as porradas tiraram o Chicago do eixo, pois os jogadores ficaram emputecidos com as porradas que estavam levando e perderam o foco.

Pode ser.

CONTA

O Miami precisa de mais uma derrota do Chicago para terminar em primeiro lugar na Conferência Leste; desde, é claro, que vença todos os seus jogos finais.

O Bulls tem mais três cotejos pela frente: em casa, Dallas e Cleveland; fora, o Indiana. A situação não é tranquila. Derrick Rose volta nos confrontos diante do Pacers e do Cavs. Mas ele não está bem, todos nós vimos. O fato é que o Chicago pode ser batido em mais um desses três confrontos.

O Heat precisa vencer seus próximos quatro compromissos. Em casa o time pega na sequência Washington e Houston; fora encerra o campeonato enfrentando Boston e Washington. O time texano poderia oferecer resistência, mas está fora dos playoffs e, por conta disso, desanimado. Não creio que vença. O maior problema do Miami está no Celtics. O jogo será fora de casa e o C’s não é como o Chicago. O C’s baixa o porrete também. E o C’s não gosta do Miami.

Portanto, quero ver como é que o machões do Miami vão se comportar em Boston. Sim, pois o covarde se comporta assim: bate nos indefesos e afina para os mais fortes. Foi assim na final da NBA do ano passado, quando DeShawn Stevenson só faltou enfiar o dedo no rabo de LeBron James, que tudo aceitou, passivamente, como um fraco que foi, embaraçando seus companheiros (e consequentemente o time) e comprometendo o resultado final: o título da temporada.

Portanto, meus amigos, vamos aguardar pelos próximos capítulos. Como tenho dito, o torneio está emocionante. E não é em pontos corridos.

Notas relacionadas:

  1. POR QUE D-ROSE É O MVP DESTA TEMPORADA
  2. FAÇAM SUAS APOSTAS: QUEM VENCE O DUELO DESTA TARDE ENTRE LAKERS E MIAMI?
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

segunda-feira, 16 de abril de 2012 NBA | 17:02

ANDREW BYNUM SEGUE IMPACTANDO O LAKERS

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Dado o adiantado da hora, pouca coisa resta-me a dizer sobre a rodada de ontem. É assunto que caduca, mas não ainda por completo, de modo que vale algumas observações.

E vou fazer linkando com um fato novo para falar uma vez mais de Andrew Bynum. Ele foi eleito nesta segunda-feira o melhor jogador da semana que passou pela Conferência Oeste. E com justiça; liderou o Lakers em uma campanha de 4-0. Teve médias de 21,8 pontos e 16,3 rebotes. Como já disse aqui, Bynum está jogando muito: assumiu o papel de regente da orquestra com Kobe Bryant do lado de fora, contundido.

Bynum faz neste momento o que dele sempre se esperou. Acontece que ele não jogava com essa mesma desenvoltura por conta, muito provavelmente, da presença inibidora de Kobe. Com o ala-armador em quadra, sobram menos bola para Andy e quando ele as tinha, não partia para a cesta como faz agora. Consequentemente, seu jogo não era tão vistoso como neste momento.

Na vitória de ontem do Lakers sobre o Dallas, com direito a uma prorrogação (112-108), AB foi o jogador do time californiano que mais bolas arremessou durante a partida: 24. E teve os seguintes números: 23 pontos e 16 rebotes. Novamente o melhor em quadra.

Mas a vida do pivô do Lakers não foi fácil como pode-se imaginar. O primeiro quarto foi bem complicado, pois o Dallas marcou-o com rigor. Brendan Haywood cumpriu bem o seu papel, auxiliado quase sempre por Dirk Nowitzki e às vezes também por Shawn Marion e Vince Carter (foto Getty Images). Rara não foram as oportunidades em que se via três jogadores em cima do pivô do Lakers. Por causa disso, ele anotou apenas dois pontos, frutos de um desempenho horroroso de 1-8 nos arremessos.

Aí entra um aspecto do jogo de Bynum que precisa ser amadurecido — e o treinador tem papel preponderante nisso. Com marcação dupla, às vezes tripla, Bynum tem que rodar a bola. Haverá sempre um ou dois jogadores desmarcados. E o Lakers tem que ter jogadas preparadas para esta situação. Não sei se o time as tem ou se Bynum não soube como executá-las. O fato é que ele terminou esse quarto com zero assistência. E o restante do jogo, com apenas duas. Muito pouco para quem sofre marcação intensa como essa.

Portanto, Mike Brown que trate de mostrar melhor o jogo para Bynum. Ao se transformar em uma máquina de fazer pontos, a marcação em cima do grandalhão vai ser sempre assim: dupla, às vezes tripla. Se ele for habilidoso e inteligente para enxergar o jogo, o time pode tirar proveito disso.

E ele também.

ESTATÍSTICA

Marc Gasol, com 3,2 assistências por partida, é o líder neste fundamento entre os pivôs. Joakim Noah vem em segundo com 2,5. Bynum é apenas o nono colocado, com 1,4 por confronto.

TRIO

O Miami visitou o New York e fez uma grande partida. Venceu por 93-85 e seu Trio Magnífico fez o seguinte: anotou 73 pontos (78,5%), pegou 33 rebotes de um total de 47 amealhados pela equipe (70,2%), deu oito das 14 assistências distribuídas durante a contenda (57,1%). Ou seja: quando os três estão afinados, dificilmente o Miami perde.

Individualizando esses números temos o seguinte: LeBron James anotou 29 pontos, dez rebotes e três assistências; Dwyane Wade fez 28 pontos, nove rebotes e quatro assistências; e Chris Bosh marcou 16 pontos, 14 rebotes e uma assistência.

Nenhum outro jogador do Heat teve duplo dígito em qualquer fundamento. Como eu disse, quando os três estão afinados, dificilmente o Miami perde, porque seus números são suficientes para levar o time à vitória.

INDIVIDUALIDADE

O cestinha do jogo foi Carmelo Anthony com 42 pontos. Nenhuma novidade, não é mesmo? Sem Jeremy Lin e principalmente Amar’e Stoudemire em quadra, Melo não tem a preocupação de ter de passar a bola para outro companheiro. A bola é minha e não dou pra ninguém! Essa é a mensagem que o ala nova-iorquino passa em quadra.

Melo arremessou nada menos do que 27 bolas durante o jogo. O resto do time, à exceção do outro fominha, JR Smith, arremessou 31. JR chutou 15 e ao lado de Melo foi o único jogador com duplo dígito nos arremessos.

Neste mês de abril, Melo (foto Getty Images) chutou uma média de 23,9 bolas por partida, quando sua média na carreira é de 19,2. Em duas oportunidades neste mês ele atirou 31 bolas: na derrota diante do Indiana e na vitória frente ao Chicago.

Melo é um artilheiro nato, mas é fominha demais. Assim de cabeça, rapidamente, lembro-me de Allen Iverson como outro grande fominha da história da NBA. Iverson encerrou a carreira com média de 21,8 arremessos por partida. Michael Jordan, o maior jogador de todos os tempos e cestinha da NBA em médias de pontos na regular season e nos playoffs, teve 22,9 de média durante sua carreira na NBA, enquanto que Kobe Bryant tem 19,6.

O New York briga pela última vaga para os playoffs com o Milwaukee. Tem 29 derrotas contra 31 do adversário. Stats está para voltar. Vamos ver como vai ficar. Como Amar’e em quadra, Melo não vai poder ser peladeiro como ele tem sido. Terá que distribuir mais o jogo. Seus números, consequentemente, tendem a cair.

Só resta saber se o Knicks vai tirar proveito disso.

ASG

Foi só o New Orleans ser vendido para a NBA contemplar a cidade e o novo proprietário com a sede do “All-Star Weekend” de 2014. Será o 63º evento da história.

Sediar um ASG não conta apenas do ponto de vista esportivo. Há um impacto grande na economia local.

Em 2011, em Los Angeles, onde estive credenciado, a receita foi de US$ 85 milhões em três dias. US$ 60 milhões vieram de torcedores que moravam fora de LA. Os outros US$ 25 milhões foram frutos dos angelinos. No ASG deste ano, em Orlando, o dinheiro gerado foi da ordem de US$ 100 milhões e a cidade estimou em 60 mil os torcedores que vieram de fora para ver o acontecimento que culminou com o jogo entre os selecionados do Leste contra o do Oeste.

Em 2010, no entanto, quando o ASW teve o Cowboy Stadium como palco, estádio do time de futebol Dallas Cowboys, o impacto foi sem precedentes na história do evento. O público recorde em uma partida de basquete foi de 108.713 torcedores. Por conta da grandiosidade do estádio, o ASW movimentou nada menos do que US$ 268,5 milhões.

A NBA acerta ao tomar essa atitude. O investimento feito por Tom Benson, novo dono da franquia, foi de US$ 338 milhões. A liga tem que agraciá-lo e paparicá-lo neste momento.

Notas relacionadas:

  1. LAKERS IGNORA CRISE E DÁ US$ 57,4 MI PARA BYNUM
  2. BYNUM LIVRA A CARA DE KOBE E DO LAKERS
  3. ANDREW BYNUM CAMINHA PARA SER O SEGUNDO JOGADOR MAIS IMPORTANTE DO LAKERS
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sexta-feira, 13 de abril de 2012 NBA | 11:33

O GRANDE PECADO DO MIAMI QUE POSSIBILITOU A VITÓRIA DO CHICAGO

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O Chicago ganhou o jogo de ontem ou foi o Miami quem perdeu? Vale a discussão, pois o final do tempo normal indicava que o time do sul da Flórida sairia vencedor de quadra. Não saiu. Não saiu por um motivo muito simples: o time falhou na marcação da bola derradeira do Chicago no tempo regulamentar.

Sei que muita gente hoje vai criticar LeBron James pelo lance livre errado a 11 segundos do final, o que possibilitou a bola de três lançada por CJ Watson. Sei que muita gente vai criticar LBJ por ele ter zerado na prorrogação. Mas não foi apenas ele quem saiu de quadra sem pontuar no tempo extra. Aliás, os dois únicos pontos do Miami no tempo adicional foram frutos de lance livre: um de Chris Bosh e outro de Dwyane Wade, que falharam no outro que completaria o par.

Vocês bem sabem que eu critico a postura de LeBron. Aliás, sou um dos primeiros (se não for o primeiro) a ver esse “bloqueio mental” de King James nos finais dos jogos. Mas ontem ele não teve nada a ver com a derrota. Os quatro últimos pontos do Heat no tempo regulamentar saíram de suas mãos.

O problema foi o erro de marcação na última bola do Chicago. Vamos relembrar? Vejam o vídeo abaixo e depois a gente discute a questão:

Vamos lá, então, aos erros:

1) Três jogadores marcando Kyle Korver: exagero. Dois teriam imposto dificuldade ao ala do Chicago;

2) Com três em cima de Korver, dois jogadores do Bulls ficaram livres. Aí a gente tem que dar os parabéns a Kyle, que fez o passe correto, para Carlos Boozer. Sim, pois se ele jogasse para Luol Deng, Chris Bosh já estava pronto da dar o bote e dificultar o arremesso Luol. O outro erro do Miami aparece agora: Shane Battier passou ao lado de Booz e não fez a falta! Com ela, Boozer teria dois lances livres e a vantagem do Miami era de três pontos;

3) D-Wade flutuou mal na jogada. Ficou muito em cima de Richard Hamilton (1-2 nas bolas de três). Deveria ficado a uma distância maior, de modo a dar um bote mais bem dado em cima de CJ Watson (2-3 nas bolas triplas), que estava quente no jogo ao contrário de Rip. Com isso, Wade teria dificultado o movimento de CJ, que não teve dificuldade alguma em dar um drible para em seguida arremessar.

Três erros. Três erros cometidos pelos jogadores, a princípio. Não creio que o técnico Erik Spoelstra tenha mandado fazer uma marcação tripla em cima de Korver. Foram os jogadores, creio eu, que decidiram isso, no calor do jogo, na rapidez do lance. Mas decidiram mal. Tanto decidiram mal que o Chicago empatou a partida em 84 pontos e levou o jogo para a prorrogação.

TEMPO EXTRA

Sobre a prorrogação, não há muito que se falar: só deu Chicago. O time da cidade dos ventos venceu por 12-2. Os dois pontos do Heat vieram em dois lances livres, um convertido por D-Wade, que errou o primeiro e acertou o segundo, o outro por CB1, que acertou o primeiro e errou o segundo.

O Miami foi um fiasco em seus tiros de quadra: fez 0-5. LBJ errou dois, CB1 também e D-Wade falhou em um.

Em contrapartida, o Chicago, embalado pelo momento vivido, embalado pelo fato de ter conseguido levar para a prorrogação uma partida que parecia perdida, deitou e rolou em quadra. O Miami, abatido pelo momento vivido, deprimido pelo fato de não ter conseguido vencer uma partida praticamente ganha, não foi nem cheiro daquele time que deu uma aula defensiva no primeiro tempo da partida.

Nesse período, o Heat limitou o adversário a um aproveitamento de apenas 37,5% de seus arremessos (15-40), deixando-o fazer apenas 36 pontos. Nesse período, o Miami deu cinco tocos que bloquearam a feitura de pontos do adversário. Nesse período, o time da Flórida forçou o Bulls a cometer nove erros (o Chicago é um dos que menos erram no campeonato, com uma média de 14 por partida). Foi um período perfeito.

Mas a bonança não teve vida eterna; veio a tempestade. E ela veio devastadora na prorrogação: Chicago 12-2. Taj Gibson (cinco pontos e três rebotes), CJ Watson (dois pontos e três assistências) e Kyle Korver (três pontos fruto de sua única bola de três) se destacaram no tempo extra. Final: Chicago 96-86 Miami.

Venceu o Chicago ou perdeu o Miami?

OPOSTOS

CJ Watson era para jogar pouco, mas jogou muito. Quando falo que CJ jogou muito, não me refiro aos 27:17 minutos em que ele permaneceu em quadra. Falo da bola que o armador do Bulls jogou. CJ excedeu.

Não falo apenas da bola de três que ele encestou e levou o jogo à prorrogação. Falo principalmente do fato de ele ter se transformado ontem na resposta para o grande problema do time: o péssimo jogo de Derrick Rose.

CJ jogaria seus habituais 10, 15 minutos, que é o que ele joga quando D-Rose está em quadra. Em quadra e em forma. Mas Derrick não estava em forma. Como Tom Thibodeau disse, Derrick está “enferrujado”.

D-Rose fez uma partida para se jogar no lixo. Apenas dois pontos (seu recorde de menos pontos na carreira). Dois pontos vindos de um aproveitamento de patéticos 1-13 (7,7%). Errou todos os três arremessos triplos tentados e não bateu nenhum lance livre. Em 25:28 minutos, cometeu três erros. Uma atuação para se jogar no lixo, como disse. Mas, como falou Thibs, Derrick está “enferrujado” por conta da inatividade.

O Chicago precisa lubrificar rápida e novamente Derrick Rose. O armador é o atual MVP da liga e o principal jogador do time. Se o Bulls quiser o título desta temporada, vai precisar de D-Rose em forma. CJ jogou muito ontem, mas ontem foi uma noite atípica. CJ não joga tudo isso. O ordinário de CJ é o trivial, é o arroz com feijão. Com o trivial de CJ, o Chicago não tem condições de ganhar o título. A menos que CJ incorpore D-Rose. Como isso me parece quase que impossível, é bom o Chicago lubrificar Derrick o mais rápido possível. Caso contrário, teremos surpresa quanto ao vencedor da Conferência Leste.

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quinta-feira, 12 de abril de 2012 NBA | 11:39

RAJON RONDO COMANDA O BOSTON E REIVINDICA O TÍTULO DE MVP DA TEMPORADA

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Rajon Rondo está jogando tudo e mais um pouco. E começa a jogar na reta final do campeonato, quando tudo passa a ser definido. Na vitória de ontem do Celtics sobre o Atlanta, por 86-84 (com prorrogação), Rajon anotou seu sexto “triple-double” da temporada: 20 assistências, dez pontos e igual número de rebotes. Tem jogado muito, repito, e feito a diferença para o C’s em muitas vitórias recentes.

Rajon (foto AP) pode e deve reivindicar o título de MVP desta temporada. Tem que entrar na briga, a mim não resta a menor dúvida. Tem que estar ao lado de Kevin Durant, LeBron James, Kobe Bryant e Kevin Love (este eu discordo, mas a mídia dos EUA, que é quem vota, colocou-o na lista).

Em que pese o grande basquete que Kevin Garnett vem jogando no momento (ontem anotou 22 pontos e pegou 12 rebotes), Rajon é que está levando o Boston a uma campanha espetacular depois do “All-Star Game” (que é o divisor de águas na temporada, uma espécie de mudança do primeiro para o segundo turno), colocando o alviverde de Massachussets como um contendor ao título.

Mas nem sempre foi assim, é verdade. No começo desta temporada, Rajon capengou em quadra e teve desempenhos pífios, a ponto do nosso parceiro Reirom, que torce para o Boston e para o Memphis, ter postado aqui comentários que eu reproduzo a seguir, em “caps lock”, bem a seu estilo:

1) “FALA EM RONDO SORMANI HORRIVEL TAI, RONDO TA MATANDO O TIME DO BOSTON,…. TEM QUE SER VENDIDO URGENTE PRA ONTEM……..”
2) “BOSTON PRECISA TROCAR ELE ENQUANTO AINDA TEM MERCADO.. NAO VEJO COMO RONDO VAI EVOLUIR…….. RONDO PRA MIM ATE ESSE JENNINGS DO BUCKS TEM MAIS FUTURO.
3) “E RONDO PRA MIM JA DEU…….. ARMADOR QUE NAO SABE CHUTAR PRA MIM NAO SERVE….”
4) “BOSTON DEVIA TROCAR RONDO URGENTE. ALIAS O TIME SEM ELE TAVA GANHANDO ETC………”
5) “NAO MELHOROU OS AREMESSOS E PIFIO, PIOR ARMADOR EM LANCES LIVRES…….. RONDO E BOM PELA VELOCIDADE E VISAO DE QUADRA…. STEPHEN CURRY DO GOLDEN STATE E BEM MELHOR QUE ELE……. SINCERAMENTE RONDO E A DECEPCAO DO ANO…….”
6) “E RONDO JA ACHO BOM TROCAR, NAO SABE ARREMESAR, OU SEJA FICA LIVRE E NAO AREMESSA AI TODOS OS OUTROS FICAM COM MARCACAO FORTE”.
7) “FORA RONDO………… NAO PODEMOS FAZER UM TIME EM TORNO DESSE CARA”.
8) “TROCARIA FACIL NO CURRY DO STATES”.
9) “RONDO E MENOS UM………..”
10)  “BOSTON DEVIA TROCAR RONDO URGENTE. ALIAS O TIME SEM ELE TAVA GANHANDO ETC………”
11) “SINCERAMENTE RONDO PRA MIM TA SENDO PREJUDICIAL AO BOSTON…..”

Nesta mesma época, impressionado com os comentários de Reirom, um defensor incansável das cores e das causas do Boston, eu perguntei a ele: Reirom, quem é melhor, Rajon Rondo ou Derrick Rose? E ele respondeu: “ROSE CLARO SORMANI NUNCA NEGUEI ISSO. SO QUE ROSE NAO E ARMADOR PURO….”

Ao declarar meu espanto pelo novo posicionamento do estimado parceiro de botequim, ele respondeu: “EU MUDO DE OPNIAO ORA BOLAS, SO NAO MUDA DE OPNIAO OS IDIOTAS E OS QUE NAO TEM……. RONDO E OTIMO ARMADOR NA DEFESA. MAS UM TIME COMO ESSE DO BOSTON JA VELHO, RONDO TA ATRAPALHANDO, E INADMISSIVEL UM ARMADOR NAO SABER JUMPEAR….. PRA MIM EU TROCARIA RONDO…….. PEGARIA UM CENTER BOM, E UM AMADOR DECENTE…”

Quando Danny Ainge disse que não trocaria Rajon e tentaria reconstruir o Boston ao redor do armador, Reirom postou o seguinte comentário: “RONDO PRA MIM NAO EVOLUIU COMO SE ESPERAVA PRA SE CRIAR UM TIME AO REDOR DELE……”

De repente, Rajon começou a jogar. Deixou a má fase para trás e passou a mostrar o basquete que temos visto em quadra nos últimos jogos do C’s. Reirom, ainda precavido, postou o seguinte comentário: “DA SERIE RONDO E DE LUA……. MAIS UM TRIPLE DOUBLE……” E Rajon continuou jogando bola. Mais uma grande atuação. E o seguinte comentário de Reirom: “SORMANI FALEI QUE RONDO E DE LUA QUE NAO DAR PRA MONTAR UM TIME EM TORNO DELE…” E Rajon continuou jogando bola. Outra grande atuação. E o seguinte comentário do nosso parceiro Reirom: “SORMANI AH SE O RONDO JOGASSE SEMPRE ASSIM…..”

Agora, com o Boston entre os melhores, Reirom o quer como MVP. Disse o seguinte recentemente: “RONDO MVP SORMANI….. SEM DUVIDAS…”. Ou então: “RONDO PRA MIM E O MVP”. E continuou sua campanha: “RONDO MVP 5 TRIPLE DOUBLE”.

Não postei tudo isso para expor nosso parceiro Reirom ao ridículo. Reirom não é ridículo. Como ele mesmo disse, ridículo são aqueles que são insensíveis aos fatos. Não foi Reirom quem mudou de opinião do dia para a noite, foi Rajon Rondo quem fez Reirom mudar de opinião. De que maneira? Jogando bola. Se Reirom, ao ver essa bola que Rajon está jogando continuasse malhando o armador do Boston, Reirom seria “cabeçudo”. Mas ele não é. Não é por conta de ter se sensibilizado com a mudança de jogo de Rajon.

Se Rajon estivesse até o momento jogando a mesma bolinha do início da temporada, Reirom continuaria indignado. E com razão. Mas como Rajon passou a jogar bola, Reirom o vê como MVP da temporada — e eu o apoio nesta reivindicação.

Não sou fã de Rajon Rondo na mesma proporção que admiro Derrick Rose, por exemplo. Acho o armador do Chicago muito melhor. Mas Rajon está mudando seu jogo, tem pontuado, tem arremessado de um jeito que ele não arremessava. Aumentou seu arsenal em quadra. Não se limita apenas a dar assistências. Hoje ele é um jogador que pode definir uma partida com um arremesso ou uma infiltração. Por isso, torna-se mais completo. Por isso, é um postulante ao prêmio de MVP. Rajon começa a entrar no rol dos armadores modernos, contemporâneos ou vanguardistas, armadores que estão fazendo o jogo mudar, acabando com o rótulo de que armador tem, primeiro, que dar assistência. Isso, a meu ver, é coisa do passado. Armador é jogador de basquete. Se está em quadra e pode fazer 40 pontos, por que ficar distribuindo o jogo? Se está em quadra e pode fazer 45 pontos, por que não se aproveitar disso? E armador de time grande, armador de seleção tem que saber pontuar. Se não sabe, não é jogador de time grande e nem é jogador de seleção. Armador moderno é assim, pois é assim que eu vejo a posição num futuro muito breve. Aliás, como tenho dito aqui, a posição será extinta num futuro não muito distante. Posso me enganar, ora, por que não?, afinal sou ser humano (desculpem o clichê, mas não encontrei nada melhor); mas é assim que eu vejo a posição de armador no futuro.

Mas voltando a Rajon Rondo, se ele ficasse só naquele lenga-lenga de dar assistências, Reirom e eu não estaríamos aqui empolgados com seu jogo. Reirom o quer como MVP (e neste pedido tem uma dose grande do componente paixão); eu peço menos, peço que ele entre na briga pelo laurel e com chances iguais de competição com seus adversários. Não importa se ele vai ganhar ou não. O fato é que Rajon tem que entrar nessa briga. Tem que entrar nessa briga porque ele mudou em quadra e fora dela nos fez mudar de opinião, Reirom e eu. E mudamos de opinião porque, como Reirom mesmo disse, “só não muda de opinião os idiotas e os que não as tem”.

Aí eu pergunto pra gente encerrar esse tópico: o que é pior, ter opinião e não mudar ou ser um idiota sem opinião?

MÁQUINA

Sempre disse neste botequim que Andrew Bynum joga de igual para igual com Dwight Howard. Isso não significa que ele é melhor. Significa apenas que ele joga de igual para igual contra D12. Vai ganhar como vai perder. Como pode só ganhar, como só perder. Mas vai, na maioria das vezes, jogar de igual para igual com o musculoso adversário.

Ontem, em San Antonio, o pivô do Lakers (foto AP) fez uma partida soberba: 30 rebotes e 16 pontos. Estas três dezenas de ressaltos são recorde na carreira deste menino a quem Phil Jackson, em seu Twitter, há dois dias, se não me engano, pediu paciência com ele. Bynum pegou oito rebotes ofensivos; o Spurs, em todo o jogo, fisgou apenas um.

Bynum embalou o Lakers dentro do AT&T Center e fez o time de Los Angeles provocar uma grande surpresa na rodada de ontem ao vencer o jogo por 98-84. Surpreendente porque o Lakers jogou sem Kobe Bryant e o SAS atuou completinho da silva.

Agora, sabe o que chama a atenção? Que Metta World Peace, sem Kobe ao lado, joga como nos velhos tempos. Anotou 26 pontos; isso mesmo: 26 pontos. Nesta trinca de contendas sem Kobe ao lado, MWP saltou de seus miseráveis sete pontos de média para 17,6! Ou seja: Kobe deveria ter a sensibilidade de ver que o companheiro pode ser melhor aproveitado; deveria ter a sensibilidade de distribuir melhor o jogo; deveria ter a sensibilidade de arremessar menos e envolver mais seu parceiro nas partidas, pois é isso o que os grandes jogadores fazem: melhorar o jogo de quem gravita a seu redor.

Que esses três jogos do lado de fora venham despertar Kobe para seu verdadeiro papel dentro do time.

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segunda-feira, 9 de abril de 2012 NBA | 18:55

ANÁLISE NESTA RETA FINAL COLOCA SAN ANTONIO COMO FAVORITO AO TÍTULO DA NBA

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Com a derrota do Chicago para o New York, o San Antonio esfregou as mãos e riu a valer. Com a derrota do Bulls para o Knicks, o Spurs tem grande chance de terminar a fase de classificação em primeiro lugar somando-se as duas conferências.

Os dois times têm o mesmo número de derrotas — 14 —, mas o Chicago, por ter jogado três partidas a mais, encontra-se na frente pelo critério de aproveitamento dos pontos. O Bulls tem 75,4% (43-14) contra 74,1% do SAS (40-14).

Vale darmos uma olhada na tabela de jogos não apenas dessas duas equipes, mas de outras que ainda brigam pela liderança geral do torneio para, nos playoffs, terem o conforto de jogarem mais partidas em casa se isso for necessário.

Faltam ao Chicago nove pelejas para completar seu “schedule” da “regular season”. Destas nove, cinco serão em casa e quatro fora. Há um quarteto de pedreiras neste noneto de partidas: Miami, duas vezes (uma em casa e outra fora), Dallas (em casa) e Indiana (fora). Isso sem falar no próprio New York, que será o oponente de amanhã, em seu United Center. Os outros compromissos soam como moleza: Detroit, Washington, Charlotte e Cleveland.

Embora tenha vencido o Heat em casa, sem Derrick Rose, no dia 14 de março passado, o Chicago tem dificuldades para encaixar seu jogo contra o time do sul da Flórida. Duas derrotas não seriam surpresa de maneira nenhuma. Quanto ao Dallas, em que pese o rótulo de atual campeão da NBA, acho que o Bulls vence. O Pacers, fora de casa, é problema.

Portanto, se bobear, o Bulls pode perder mais três partidas nesta reta final e terminar a fase de classificação com uma campanha de 49-17 (74,2%).

O San Antonio tem uma grande desvantagem em relação ao Chicago: perdeu o único confronto que ambos fizeram e que foi realizado no Texas, no dia 29 de fevereiro passado: 96-89 para o Bulls. Portanto, se as duas equipes terminarem empatadas, o Chicago leva a vantagem neste que é o primeiro critério de desempate.

Desta maneira, se o Bulls perder três partidas até o final da fase regular, o SAS não pode perder mais do que duas. A agremiação do sul do Texas vem de 11 partidas sem provar o amargo sabor da derrota. Aliás, das últimas 15 contendas, a única perda aconteceu diante do Dallas, fora de casa, no dia 17 de março passado: 106-99.

O alvinegro tem mais uma dúzia de confrontos pela frente: metade em casa e a outra metade fora. O grande problema é que o time terá que enfrentar o Lakers em três oportunidades: duas em seu AT&T Center e uma no Staples de Los Angeles. Mesmo com o Lakers não vivendo o seu melhor momento, o Lakers sempre é o Lakers.

Nas últimas cinco temporadas, as duas equipes se enfrentaram em 18 oportunidades. Se não falhei em minha pesquisa, há mais vitórias dos amarelinhos: 10-8. E mais: se o Spurs ganhou duas vezes nesse período em LA, perdeu três em San Antonio. Portanto, como disse, não será nada fácil.

Mas vamos dar crédito ao SAS, que tem jogado muito bem nesta reta final e o Lakers não empolga tanto. Digamos que ele vai manter o fator quadra e que será batido apenas em LA. Uma derrota; o time terá direito a mais uma nos outros nove embates. E há dois deles que representam problema: Memphis, em casa, e Phoenix, fora. Na casa do inimigo o time ainda enfrenta Utah (esta noite), Sacramento e Golden State, duas vezes. Não vejo qualquer problema. Em casa, além dos jogos contra o Lakers e o Memphis, tem Phoenix, Cleveland e Portland. Também não vejo grandes dramas não.

Sinceramente, não acho que o SAS vá perder mais do que um jogo para o Lakers e não creio que ele seja dobrado nem pelo Memphis em casa e nem pelo Phoenix no deserto do Arizona. Desta forma, para mim, o Spurs acabará a fase de classificação em primeiro lugar, com uma campanha de 51-15 (77,3%).

O Miami poderia roubar a primeira colocação do San Antonio se não perder mais nenhum de seus 11 jogos. Se isso ocorrer, termina com a mesma campanha do SAS, mas levaria vantagem no confronto direto, pois no dia 17 de janeiro passado, jogando em sua American Airlines Arena, venceu por 120-98.

E o que tem o Heat pela frente além dos dois embates diante do Chicago, que eu computei como vitória para o Miami? Recebe Boston, Charlotte, Toronto, Washington e Houston e sai para medir forças contra New York, New Jersey, Boston e Washington. Destas partidas, a mais complicada é contra o Celtics. E acho que o Miami não vence no Garden de Massachussets. Por isso, na melhor das hipóteses, o Heat acaba com uma campanha de 50-16 (75,7%), o que não daria a liderança geral, mas sim da Conferência Leste e isso poderá colocá-lo uma vez mais na final da NBA.

Quanto ao Oklahoma City, o time da terra dos tornados já 15 tem derrotas. Na projeção que fiz, o SAS terminará esta fase regular com 15 revezes. E como o Spurs leva vantagem no confronto direto (2-1), mesmo que o OKC vença todas as suas partidas, não teria como ultrapassar o San Antonio.

Mas eu não creio que o OKC faça dez vitórias em seus próximos dez compromissos. Vejamos: sai para enfrentar Milwaukee (esta noite), Minnesota, Clippers, Phoenix, Sacramento e Lakers e recebe Clippers, Denver e Sacramento duas vezes. Acho que destes seis prélios em território inimigo, o time não passa por Milwaukee, que vem numa ascensão muito boa (quatro vitórias seguidas e apenas uma derrota nos últimos sete embates) e deve se complicar diante de Clips ou Lakers.

Desta forma, o OKC, pra mim, deve terminar com um recorde de 49-17 (74,2%). Exatamente a mesma campanha do Chicago. Mas acabaria na frente, pois no único confronto marcado entre ambos para esta temporada, o Thunder venceu no dia 1º de abril passado por 92-78.

Aliás, aqui cabe a abertura de um parêntese: esta tabela curta, por conta do locaute, foi extremamente desfavorável para o Bulls, pois o time jogou apenas uma vez contra Lakers, San Antonio e Oklahoma City — e todas fora de casa. Das forças do campeonato, o Chicago pega apenas o Dallas em casa sem ter de visitá-lo. Os demais favoritos ao título tiveram a tabela equilibrada. Fecho aqui o parêntese.

Voltando à nossa análise, o San Antonio, nesta reta final, desponta como o grande favorito ao título na minha opinião. O time se rejuvenesceu e o técnico Gregg Popovich fez uma mescla muito interessante, colocando ao lado dos veteranos Tim Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker gente jovem como Kawhi Leonard, Daniel Green, Gary Neal e Tiago Splitter, além de reservar bons minutos para Matt Bonner e para os recém-contratados Stephen Jackson, Boris Diaw e Patrick Mills.

Se o SAS, de fato, terminar esta fase de classificação em primeiro lugar, acho muito pouco provável que venha perder o campeonato. Volto, no entanto, a bater na mesma tecla que bato desde a temporada passada: a única ameaça é o Miami. Isso, no entanto, se LeBron James não pipocar. Se LBJ mostrar força mental e aliá-la a seu jogo físico e técnico, ao lado de Dwayne Wade e Chris Bosh entra como favorito ao título. Resta, todavia, saber se LeBron será este jogador ou não.

Alguém falou que o jogo do Chicago se encaixa contra o do SAS? Verdade; mas eu não creio que o Bulls passe pelo Heat numa série onde ele entrará com a desvantagem de quadra. E isso, de acordo com a projeção que fiz, deverá ocorrer.

Bem, são meus palpites nesta reta final de campeonato. E a gente bem sabe que palpite é uma coisa, realidade é outra. Não estou, como vocês observaram, cotando nem Lakers e nem Boston ao título, mas são equipes que têm tradição, mas não vivem um momento que, a meu ver, possa creditá-las ao título. Também não estou levando em consideração o status do Dallas de atual campeão da NBA. Mas vamos aguardar pelo desenrolar dos fatos. E, nesta noite, ficar de olho em duas partidas: Milwaukee x OKC e Utah x SAS.

Amanhã a gente se fala.

(Só espero não ficar no escuro esta noite. Torçam por mim.)

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quinta-feira, 5 de abril de 2012 NBA | 14:15

LEBRON JAMES RESPONDE EM QUADRA CRÍTICAS DA MÍDIA E DOS FÃS

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Foi o jogo que LeBron James tanto precisava. E não foi contra qualquer adversário. E também não foi marcado por qualquer mané. O jogo foi contra o Oklahoma City, pra muitos o melhor time da NBA no momento, e o oponente foi Kevin Durant para muitos o melhor jogador da liga na atualidade.

Mesmo assim, mesmo enfrentando duros oponentes e vivendo uma fase de desconfianças por parte da mídia e da torcida, LeBron (foto AP) fez o jogo de sua vida nesta temporada. Comandou o Miami Heat à vitória por 98-93 apoiado em números espetaculares: 34 pontos, dez assistências, sete rebotes, quatro roubos de bola e um toco. Tudo isso em 41:30 minutos, quando teve a laranjinha nas mãos praticamente o tempo todo. Mesmo assim, cometeu apenas dois erros.

LeBron respondeu em quadra as críticas que tem recebido. Críticas, diga-se, justas. Mas ao contrário, por exemplo, de Kobe Bryant, que é dado a chiliques, LBJ ouve tudo calado. Respeita o direito da mídia de opinar e dos fãs de se manifestar.

Esta é uma faceta de LBJ que eu aprecio demais: ele não é marrento, não tem faniquitos. Ouve, lê e vê as manifestações contrárias e, ao que parece, procura tirar proveito delas. De que maneira? Usando-as como combustível para seu crescimento.

LeBron James joga muita bola — todos nós sabemos. O que tem pegado em seu jogo são os momentos decisivos, quando ele desaparece.

Mas ontem não foi assim. LBJ esteve ativo e atento o tempo todo. O resultado? Calou a todos: mídia e fãs. E disso se aproveitaram ele e o Miami Heat.

Foi a noite de LeBron James.

ASTERISCO

Escrevi outro dia que o Oklahoma City é o melhor time da NBA no momento. Ratifico o que disse: é mesmo.

Escrevi outras vezes que considero o Miami o favorito ao título. Coloquei um asterisco neste juízo ao afirmar que o OKC é o melhor time da liga na atualidade. Pode não ser no futuro, não sabemos.

Volúvel que sou por ser uma pessoa aberta aos fatos e sensível aos acontecimentos, coloco um segundo asterisco nessa história. E à frente dele escrevo: se LeBron James jogar assim nos playoffs, o Miami volta a ser o favorito ao título.

Sim, favorito, pois, ao contrário do OKC, tem uma final nas costas. É um time mais maduro (Dwyane Wade tem um anel de campeão, LeBron já participou de duas finais e Chris Bosh de uma), ao contrário do OKC, que cresce à medida que as temporadas se sucedem. Há dois campeonatos, classificou-se pela primeira vez para os playoffs. Caiu na primeira rodada, mas vendeu caro a classificação ao Lakers. No torneio, seguinte, o passado, chegou à final da conferência, sendo dobrado pelo futuro campeão Dallas Mavericks. Acho que o Thunder pode estar pavimentando seu caminho rumo ao título do Oeste, mas o buraco para se vencer o título é mais embaixo.

Não digo que é impossível, longe disso, mas experiências acumuladas servem para nos amadurecer. E o Miami é hoje um time mais maduro do que o OKC por conta de muitas coisas, como a perda do título ano passado e das porradas que toma da mídia.

Se LeBron James mantiver o nível do jogo de ontem na maioria das partidas até o final da temporada, repito: o Miami é mesmo o favorito ao título.

ALERTA

O Oklahoma City perdeu seu segundo jogo consecutivo. Não é inédito. No começo do campeonato, fora de casa, apanhou do Dallas (100-87) em 2 de janeiro; e no dia seguinte, diante dos fãs, foi dobrado pelo Portland (103-93).

Não há motivo algum para o OKC ligar o sinal de alerta neste momento. Afinal, acidentes acontecem (o acidente, no caso, foi o fato de o time ter perdido em sua Chesapeake Energy Arena para o Memphis, na segunda-feira, por 94-88), e se curvar diante do Miami, fora de casa, não é nada de outro mundo.

Some-se a isso o fato de que Kevin Durant e Russell Westbrook jogaram muita bola. KD anotou 30 pontos e Westbrook, 28. Os dois juntos fizeram, portanto, 58 pontos. Ponto pra burro, convenhamos.

Isso significa o quê? Que foi o Miami quem ganhou o jogo e não o OKC quem perdeu.

PARÊNTESE

Abro um parêntese em nossa conversa pra falar de um fato curioso. Vocês reparam que Russell Westbrook, entre os grandes jogadores, é o único que não tem um apelido?

Kobe Bryant é o Black Mamba. LeBron é King James. Derrick Rose é chamado de D-Rose, assim como Deron Williams é D-Will e Dwyane Wade é D-Wade ou “The Flash”. Dwight Howard é D12 ou Superman. Kevin Durant é Durantula. Chris Paul é CP3 e Chris Bosh é CB1. Paul Pierce é The Truth e Kevin Garnett KD. Tim Duncan é Timmy. E assim vai.

Perguntado sobre o assunto, Westbrook respondeu: “De fato, não tenho apelido. Aliás, nunca tive apelido em toda a minha vida. Mas isso não me importa. Quero é jogar o jogo”.

ENCOSTANDO…

Quieto, como não querendo nada, bem a seu estilo, o San Antonio encostou no Oklahoma City na classificação do Oeste. Isso graças não apenas à derrota do Thunder para o Miami, mas também à vitória do Spurs diante do Celtics, em Boston, por 87-86.

O SAS tem as mesmas 14 derrotas do OKC, mas está em segundo lugar porque realizou três partidas a menos. Por isso mesmo, tem um aproveitamento menor: 74,1% contra 73,1%.

Se o alvinegro texano fizer três vitórias nestas partidas futuras, iguala a campanha, mas fica em primeiro na conferência por conta do tópico número um no critério de desempate: confronto direto.

Os dois times já se enfrentaram em três oportunidades neste campeonato e não vão mais se encontrar. Com os mandantes em primeiro lugar, os resultados foram:

OKC 108-96 SAS (08/01)
SAS 107-96 OKC (04/02)
OKC 105-114 SAS (16/03)

Portanto, vitória do San Antonio por 2-1 “head-to-head”, o que dá a ele o privilégio de fazer uma campanha igual ao do Thunder e mesmo assim acabar em primeiro lugar.

Quieto, como não querendo nada, bem a seu estilo, o San Antonio somou sua nona vitória consecutiva. O triunfo diante do alviverde de Massachusetts foi duro, o resultado mostra isso, em que pese o fato de o SAS ter aberto largas vantagens no decorrer da contenda.

Mas no final, o C’s teve a bola do jogo nas mãos de Paul Pierce. O arremesso saiu e não atingiu o alvo. “Apenas errei”, disse The Truth depois da partida, respondendo a pergunta se o erro não adveio do fato de ele ter sido marcado por Tim Duncan (foto AP).

A derrota do Boston pode ser explicado pelo baixo aproveitamento nos lances livres (6-13, 46,2%). Dois a mais e o futuro linear nos teria mostrado a vitória do C’s e não do San Antonio.

Mas como isso não ocorreu e o futuro linear não existe, o SAS ganhou, encostou no OKC e já atemoriza rivais.

AUSÊNCIA

O San Antonio está numa fase espetacular e nosso parceiro JP não dá mais as caras no botequim. Acho que ele não está mais apreciando o chopp servido ou, quem sabe, a cerveja não esteja mais no ponto que ele aprecia.

FREGUÊS?

Freguês que nada. Essa história que eu mesmo contei no começo da temporada, quando o Clippers enfileirou três vitórias diante do Lakers (duas na fase de amistosos e outra no primeiro confronto desta regular season) não existe. Os amarelinhos voltaram a vencer seu rival local (rival?) por 113-108 e somou o segundo triunfo seguido diante do Clips, os dois válidos por esta fase de classificação.

Kobe Bryant e principalmente Andrew Bynum jogaram muito. KB anotou 31 pontos; Bynum, 36. Mas o fato que chama a atenção é que o pivô arremessou 20 bolas contra a cesta adversária e Black Mamba 19.

Sim, é verdade, não vi nada de errado no “box score”! Dá pra acreditar? Num jogo do Lakers alguém arremessar mais bola do que Kobe? Claro que dá, até porque não é inédito, mas que chama a atenção, isso chama.

SUJO

Por falar em chamar a atenção, o que dizer da cotovelada maldosa de Blake Griffin em cima de Pau Gasol no lance da enterrada? Agora, sabem o que é pior? Ninguém falou nada na transmissão da ESPN (Jeff Van Gundy comentava a partida e dele eu esperava indignação que não veio). Ninguém falou nada na transmissão e a mídia, até onde li, também se calou. Todos ficaram enaltecendo a enterrada, que veio por conta da falta, repito.

No site da NBA, está escrito: “The Clippers closed the gap on the Lakers again Wednesday night, spurred by another spectacular slam dunk by Blake Griffin”. Ou seja: o Clips diminuiu ainda mais a diferença em relação ao Lakers na quarta-feira à noite embalado por outra enterrada espetacular de Blake Griffin.

Como disse ontem, estava curtindo esse time do Clips no começo da temporada. Por conta de Griffin, assistirei aos jogos e o farei com olhos de jornalista. O entusiasmo de torcedor, que nos apodera por conta da paixão que nos leva a escolher esta profissão, já não existe mais.

Blake Griffin é sujo e eu não gosto dele.

RESPOSTA

Andrew Bynum respondeu o seguinte sobre a enterrada de Blake Griffin em cima de Pau Gasol: “Nós vencemos e ele ficou com a jogada da noite”.

Ou seja: o que é melhor, vencer ou ter a jogada da noite?

DUELO

Que não existiu, pois Nenê Hilário, ainda contundido, não pôde participar da partida do Washington contra o Indiana. Não vi o jogo, vencido pelo Pacers por 109-96, mas vejo que LB anotou 14 pontos em 14:44 minutos. Foi 6-10 nos arremessos e 2-2 nas bolas de três. Surrupiou, ainda por cima, duas bolas do adversário. Muito bom.

Tomara que, mesmo que aos poucos, o paulistano esteja se soltando e entendendo melhor o sistema de jogo do time.

SILÊNCIO

Tiago Splitter? Não tenho entusiasmo algum pra falar coisa alguma sobre o catarinense, pois ele simplesmente mal pisa em quadra.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

domingo, 1 de abril de 2012 NBA | 20:18

OKLAHOMA CITY JOGA O MELHOR BASQUETE DA NBA NO MOMENTO

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NOVA YORK — Primeiro foi o Oklahoma City; depois o Boston. O Thunder liquidou o Chicago no terceiro quarto e o Celtics fez o mesmo diante do Miami no período referido. Foram dois massacres.

A impressão deixada pelo OKC foi contundente demais. O time de Kevin Durant e Russell Westbrook mostrou uma intensidade defensiva e ofensiva nesses emblemáticos 12 minutos que eu não via havia muito tempo.

O Boston também fez um jogo espetacular. Marcou muito, Rajon Rondo distribuiu a bola com perfeição (anotou seu quinto “triple-double” da temporada: 16 pontos, 14 assistências, 11 rebotes), Avery Bradley anotou oito de seus 13 tentos nesse período e Kevin Garnett jogou muito. Aliás, justiça seja feita, nosso parceiro Reirom tem alertado para isso: KG está jogando como se tivesse no esplendor de sua idade.

Fez 31-12 no Miami nesses 12 minutos referenciais, limitou o oponente a apenas 26,3% de aproveitamento de seus arremessos duplos (5-19) e 0% nos triplos (0-4). Com isso levou o placar, que no intervalo estava em 49-44, a 80-56. Impressionante.

Mas, repito, o que o OKC fez diante do Chicago neste terceiro período, não se faz. Limitou o time da cidade dos ventos a um aproveitamento de apenas 23,8% de seus arremessos (5-21), permitindo ao Bulls anotar apenas 12 pontos, mesma quantidade marcada por KD.

Teve ponte-aérea, enterrada de Russell Westbrook na cara de Omer Asik (foto AP), bolas de três, de dois, de lance livre, de roubada de bola. Teve cesta de tudo quanto é jeito. O OKC humilhou o Bulls nesses emblemáticos 12 minutos, quando levou o placar para 80-51.

Mas aí o OKC parou. Scott Brooks, como comandante do time, colocou os reservas pra jogar no último quarto e a contenda acabou. O Bulls fez 27-12 nessa dúzia de minutos, que virou um “garbage period” por conta da preferência de Brooks em repousar seus jogadores. Mas não houve comprometimento da vitória, que veio por 92-78.

O Celtics, não; o Celtics, ao contrário do OKC, não parou no quarto período. Não parou porque o Miami não é o Bulls. O Bulls estava retalhado. O Heat estava completo. Qualquer vacilo e o time do sul da Flórida poderia voltar à partida e fazer uma reviravolta histórica.

Por isso, Doc Rivers não vacilou. Mandou seu quinteto titular para o banco apenas na metade deste quarto derradeiro, quando Erik Spoelstra, o comandante do Heat, percebeu que nada mais havia a fazer a não ser digerir mais uma derrota: 91-72.

DUO
Como disse, a vitória do OKC foi emblemática. Sim, emblemática porque o time, neste momento, joga o melhor basquete entre todas as 30 equipes da NBA. E vem de uma sequência de vitórias marcantes.

Não perde há cinco partidas e nelas passou por cima Clippers (114-91), Miami (103-87), Portland (109-95), Lakers (102-93) e Chicago (92-78), tendo dificuldades apenas diante do Minnesota, quando precisou de duas prorrogações para vencer por nove pontos: 149-140.

Durant e Westbrook formam a melhor parceria da liga no momento. Os dois marcaram 53 pontos diante do Bulls; 57 frente ao Blazers, mesma pontuação contra o Lakers; 41 versus o Miami; no duelo frente ao Wolves, com duas prorrogações, relembro, fizeram 85; e finalmente no embate contra o Clips, o duo deixou 51 tentos na cesta californiana. Estão com média de 68,8 pontos nessas cinco partidas. Uau!

O parceiro Trapizomba disse outro dia: “Pra segurar o OKC é só marcar os dois”. No que eu respondi: e pra marcar?

Além disso, há James Harden, um ala-armador que vem do banco e colabora com uma média de 17,1 pontos por partida e que, pra mim, deve ser eleito o sexto homem desta temporada.

Dia desses, recebi um e-mail de meu filho, torcedor fanático do Lakers. Disse ele: “Estou começando a achar que o OKC tem chances de levar o título esse ano. O time está entrosado, tem dois foras de série (KD e Westbrook), outro grande jogador (Harden) e jogadores que complementam bem o time. O jogo que eles fizeram contra o Miami foi quase perfeito. É o meu palpite pra campeão esse ano”.

Nas casas de apostas muitos estão indo no mesmo palpite de meu filho.

EMBLEMÁTICO
Diria que não apenas a vitória do OKC diante do Chicago foi emblemática; os cinco triunfos também. O Thunder, repito, está afinado neste momento, momento que antecede a chegada dos playoffs.

O Miami, ao contrário, cai de produção. No mês de março fez uma campanha muito ruim: 10-6. E iniciou abril perdendo; e perdendo feio.

O Heat sempre foi o meu favorito para conquistar o título desta temporada, mas começo a achar que meu prognóstico pode não se confirmar.

Dia desses, aqui em Nova York, comprando um suvenir, um afro-americano me atendia. No crachá que ele usava dizia que o nome dele era Knowles. Knowles Paul. Perguntei se ele era nova-iorquino. Disse-me que não, que era de Miami. Torcedor do Heat? Ele sacudiu a cabeça afirmativamente, mas fez uma ressalva: “Não gosto do LeBron”. Perguntei se era da pessoa ou do jogador. Ele respondeu: “Do jogador. Ele não tem força mental para suportar as grandes partidas. Se o time entra apertado no último quarto, ele desaparece; se entra liderando com folga, ele joga bem. Não acredito no time por causa dele”.

Essa é a opinião de muitos não só no Brasil, mas aqui nos EUA também. E essa prostração de LBJ nos momentos decisivos parece estar contagiando a equipe. O Heat não tem mais a força do começo da temporada, quando a maioria não tinha se tocado para esse defeito de LBJ, que a mídia e a liga ainda insistem em transformar no sucessor de Kobe Bryant.

EPÍLOGO
Com um Miami se diluindo, com um Chicago que não pode contar com seu melhor jogador (Derrick Rose), com um Lakers que não se encontra e um Dallas que oscila demais, tudo realmente converge no sentido de vermos um campeão em uma cidade inédita na NBA. Será?

VIAGEM
Retorno ao Brasil nesta segunda-feira. Na terça pela manhã estarei no conforto do lar novamente. E o botequim volta a funcionar normalmente.

Espero que vocês não tenham se importado com os dias em que este estabelecimento ficou fechado pra balanço.

Eu precisava deste repouso.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

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