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quinta-feira, 12 de maio de 2011 NBA | 20:47

KOBE E GASOL: INCHERIDOS NAS SELEÇÕES DA NBA

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A NBA divulgou na tarde desta quinta-feira os três melhores quintetos da temporada. Foram escolhidos pelos jornalistas que cobrem regularmente o campeonato. Apenas LeBron James teve unanimidade de votos; nem mesmo Derrick Rose, o MVP da temporada, conseguiu.

O primeiro selecionado foi este:

Derrick Rose
Kobe Bryant
LeBron James
Kevin Durant
Dwight Howard

À exceção de Kobe Bryant, nada a reclamar. Kobe encostou o corpo quando o assunto é defender. Levou para o Lakers, na temporada passada, Ron Artest; nesta, pediu a contratação de Matt Barnes, quando, na verdade, seu preferido era Raja Bell.

Claramente ele não tem mais “desire”, vontade, de marcar. Ron-Ron e até mesmo Derek Fisher marcam o jogador que deveria ser de Kobe. Portanto, ele é um intrometido nesse time.

O segundo quinteto teve a seguinte formação:

Russell Westbrook
Dwyane Wade
Dirk Nowitzki
Pau Gasol
Amaré Stoudemire

Não é implicância minha, mas achei um exagero Gasol neste segundo quinteto — outro jogador do Lakers. O espanhol teve altos e muitos baixos na temporada. Como Kobe, surge como um intrometido neste selecionado.

Finalmente, o terceiro time foi este:

Chris Paul
Manu Ginobili
LaMarcus Aldridge
Zach Randolph
Al Horford

Nada a reclamar. Nenhum intrometido.

SOLUÇÃO

O que eu faria? No lugar do Kobe eu teria colocado Manu ou mesmo D-Wade. E no terceiro time eu escalaria Tony Allen.

Na vaga de Gasol eu colocaria Z-Bo. E na vaga de Randolph eu deslocaria Al Horford para a posição de ala de força e teria colocado Nenê Hilário no lugar do dominicano.

Simples — e acho que seria mais justo.

Notas relacionadas:

  1. SEM KOBE E SEM TABU
  2. LAKERS E KOBE NA FRENTE
  3. CAPÍTULO FINAL É ESCRITO POR GASOL
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

NBA | 02:16

MIAMI SURPREENDE A MAIORIA E ESTÁ NA FINAL

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Realmente, foi espetacular. O jogo foi espetacular porque o final foi espetacular. O que LeBron James jogou nos minutos derradeiros foi uma enormidade.

Comandou a corrida de 16 a 0 que o Miami fez para selar a série diante do Boston em 4 a 1 após a vitória por 97 a 87. Isto feito, o Heat chega à final da Conferência Leste, fato que não ocorria desde 2006, quando, aliás, o time conquistou seu único título de campeão da NBA.

Sim, o Miami está na final.

Muitos frequentadores deste botequim não acreditavam que isso pudesse acontecer. Aliás, diria eu, a maior parte; acho que a esmagadora maioria.

Muitos cometeram o exagero de dizer que o Miami nem se classificaria para os playoffs. Outro tanto afirmou que se chegasse, cairia na semifinal, pois não passaria nem por Boston ou Orlando. Alguns chegaram a afirmar que nem mesmo pelo Chicago ou Atlanta.

O time não tem técnico, justificava grande parcela dos céticos. Falta um armador, um cara para organizar o jogo, apontava outra quantia significativa de torcedores. Ah, com esse garrafão não dá, gritava outra ala que frequenta este botequim.

O Miami calou a todos. Está na final do Leste e entra como o grande favorito, não importa o vencedor da série entre Chicago e Atlanta. Creio que todos, neste momento, concordam quanto a isso.

E por que é favorito? Simples: um time que consegue reunir Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh é sempre favorito para ganhar jogos e confrontos.

Eu sempre disse aqui: não precisa de armador, um cara meia-boca resolve; é só passar o meio da quadra e entregar a bola para qualquer um dos três. Sem contar que LeBron James, além de ala, joga também de armador.

E repito o que já disse aqui: um armador nato talvez estragasse o time. Com ele em quadra, a bola teria que estar em suas mãos sempre. Isso talvez tirasse a espontaneidade do trio. E a gente bem sabe que o basquete da NBA é isso: improviso, instinto.

Até comparei: se fosse música, a NBA seria o Jazz.

Sem armador tipo Rajon Rondo e Jason Kidd, a bola não tem o carimbo de ninguém. Ela está nas mãos de um ou de outro. Hora está com LBJ; hora está com D-Wade; ora está com Mario Chalmers; e hora está com Mike Bibby.

O adversário fica perdido. Como marcar isso? Se você tira o volume do jogo de Rajon, você segura o Boston. E foi o que aconteceu nesses últimos jogos da série: marcado e limitado pela contusão, o Celtics parou.

O segredo do jogo de triângulos de Phil Jackson é exatamente esse: o time não tem armador. A armação passa pelas mãos de Kobe Bryant, Derek Fisher e Lamar Odom. Cansei de falar isso aqui neste botequim, mas fui massacrado por muita gente.

Quanto aos pivôs, dizia o mesmo: é só colocar no elenco uns quatro pirulões para pegar rebotes, dar peitadas nos adversários que está resolvido. E citei como exemplo o Chicago de Michael Jordan.

Nos seis títulos conquistados não tinha nenhum pivô ao menos razoável. Eram todos fracos. O melhor deles foi Bill Cartwright, mas quando o time começou a ganhar ele já estava velho e limitado pela idade.

Era muito claro pra mim: se LBJ e D-Wade se entendessem, não tinha como não dar certo. Eles são geniais.

Geniais dentro e fora das quadras. Os dois se entendem perfeitamente. Não há ciúmes entre eles. Cada um sabe o momento do outro. Não são “prima-donas”. Longe disso.

E Bosh, se não está no mesmo nível dos outros dois (e não está mesmo), faz o papel que Pau Gasol fez no Lakers nos dois títulos conquistados. E o Miami, ao contrário do Lakers, tem dois Kobe Bryant.

Então, não tem como dar errado.

O grande adversário era a falta de entrosamento. Ele veio com o tempo. Outro grande oponente foi a pressão da mídia. Os holofotes não se apagavam e isso pesou para o grupo.

À medida que as luzes se voltaram para o Chicago e Boston, que brigavam pela liderança do Leste, o Miami encontrou paz. E em paz pôde corrigir seus erros.

E Erik Spoelstra, que foi ridicularizado por muitos neste botequim, se não é um Phil Jackson, Doc Rivers ou Gregg Popovich, provou que não é nulo como se imaginava. Ele montou a defesa desse time. De posse de bola, deixou que os jogadores se divertissem em quadra, como se estivessem em um playground.

O Heat está na final e é o favorito para ganhar o título. Se vai ganhar eu não sei; acho que sim.

E se ganhar tem tudo para, nos próximos quatro anos, tempo restante da duração do contrato do trio com a franquia, ganhar mais uns dois campeonatos, completando os três títulos que eu imaginei que o time pudesse ganhar quando Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh (foto Getty Images) se reuniram no sul da Flórida.

MASSACRE

O Oklahoma City massacrou o Memphis por 99 a 72. No último quarto, o técnico Scott Brooks se deu ao luxo de poupar todos os titulares. Isso mesmo, todos: nenhum deles entrou em quadra.

Brooks mandou à quadra Eric Maynor, Daequan Cook, James Harden, Nick Collison e Nazr Mohamed. E a eles juntaram-se Nate Robinson e até mesmo Royal Ivey.

O Memphis, ao contrário, utilizou seus titulares em pouco mais da metade do tempo. Nem assim conseguiu vencer o período. O time do Tennessee entrou atrás no marcador em 71 a 52. E apanhou no quarto derradeiro por 28 a 20, com show particular de Cook (foto AP), que encestou três de suas quatro bolas triplas atiradas contra a cesta adversária.

Os reservas do Thunder, aliás, deram um show. Anotaram 43 dos 99 pontos, enquanto que os titulares marcaram 46. Com uma intensidade dessas, não tem mesmo como perder.

Tudo funcionou como um relógio suíço — perdoem-me, por favor, o trocadilho, mas achei melhor dizer que o time funcionou como um relógio suíço ao invés de escrever que o time funcionou como uma máquina bem azeitada.

Mas não importa, o fato é que funcionou. Marcou muito, especialmente os dois grandalhões do Grizzlies, Marc Gasol e Zach Randolph. O espanhol ainda teve um duplo dígito na pontuação, 15, mas pegou apenas cinco rebotes. Z-Bo esteve irreconhecível: nove pontos e sete rebotes.

O OKC abre 3 a 2 na série. Pela primeira vez lidera o confronto. O Memphis está atrás pela primeira vez neste embate. Está atrás, aliás, pela primeira vez nestes playoffs.

Como será que o time vai reagir?

Notas relacionadas:

  1. BOSH NO MIAMI COM D-WADE. E LBJ?
  2. MIAMI PODE ENTRAR PRA HISTÓRIA
  3. MIAMI PEGA MAIS UM!
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 10 de maio de 2011 NBA | 14:18

DUAS VITÓRIAS DRAMÁTICAS

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O que eu sempre disse sobre o Lakers, digo sobre o Boston: vamos aguardar o momento derradeiro. Um time com a camisa, a tradição e o elenco que o Celtics tem não pode em momento algum ser considerado “carta fora do baralho”.

Mas que o Miami deu um grande passo rumo à final do Leste, isso deu. Mais do que apenas vencer, o que fica muito claro é que o Heat espantou seus fantasmas e aprendeu a jogar contra o Boston.

Dos últimos cinco jogos, venceu quatro. E nestes playoffs tem 3 a 1; se vencer o próximo embate, liquida a série e classifica-se para a final do Leste, o que não ocorre desde 2006, quando foi campeão.

LeBron James parece ter tirado um peso enorme de suas costas com as duas vitórias seguidas em Miami. Dwyane Wade, considerado o mais novo inimigo público de Boston, parece ser surdo às provocações. E Chris Bosh, para muitos considerado um jogador “soft”, tem encarado com bravura Kevin Garnett e Glen Davis.

E no duelo dos rebotes, que muitos entendem ser o calcanhar de Aquiles do Heat, o time da Flórida deu uma lavada ontem no Celtics: 45 a 28.

O jogo acabou 98 a 90 para o Miami, com direito a uma prorrogação. O próximo embate será amanhã no sul da Flórida. O Boston vai ter que se superar para vencer e evitar a eliminação.

Ray Allen não pode fazer 5-12 nos arremessos e Paul Pierce tem que fazer mais do que 1-6 nas bolas de três. Rajon Rondo tem se esforçado muito, mostra-se um guerreiro em quadra, mas nota-se claramente que ele está com os movimentos limitados. E Kevin Garnett tem que voltar a ser o KG do Minnesota, o mesmo KG do jogo de sábado passado. Não dá para terminar a partida com um apenas sete pontos, em que pese os dez rebotes apanhados. Mas, note-se, nenhum deles foi ofensivo. Estes foram os números de KG ontem.

O Boston tem camisa, tradição, elenco e um grande treinador. É nisso que ele tem se apegado neste momento. Mas só isso não basta; é preciso jogar bola. Nesta série, o Miami tem jogado mais bola e por isso está muito próximo de eliminar seu “detestável” rival.

CARAMBA!

Quinze para as três. Foi mais ou menos neste horário que acabou o duelo entre Memphis e Oklahoma City. Foi um baita jogo. Parecia que não iria acabar mais; mas acabou.

E acabou com a vitória do Thunder por 133 a 123, com direito a três prorrogações.

Russell Westbrook foi o grande nome da contenda: 40 pontos. Mas foi Kevin Durant acabou nos braços da torcida. Mesmo tendo feito apenas cinco pontos nas duas primeiras prorrogações e não tendo visto a cor da bola, momento em que Westbrook carregou o time nas costas.

Mas aí veio a terceira prorrogação e KD apareceu para o jogo. Fez seis dos 14 pontos do time e levou o Thunder à vitória. Vitória que iguala a série e coloca novamente o OKC com maiores possibilidades de se classificar para a final do Oeste. Sim, pois dos próximos possíveis três cotejos, dois deles serão em Oklahoma.

Mas o Memphis está vivo, não duvidem disso.

Notas relacionadas:

  1. DERROTA E VITÓRIAS EMBLEMÁTICAS
  2. OS CULPADOS SÃO ELES!
  3. LIDERANÇA PREMATURA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

quarta-feira, 4 de maio de 2011 NBA | 11:59

É BOM ACAUTELARMOS QUANTO AO BOSTON

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Eu só não cravo aqui que o Miami está na final da Conferência Leste porque o adversário é o Boston. Caso contrário, eu afirmaria com todas as letras: o Miami está na final do Leste!

Do Boston a gente não pode duvidar nunca. A história desse time está bem diante dos nossos olhos, é recente, bem fresquinha. É um time que ressurge quando ninguém dá mais nada por ele.

Foi montado há três temporadas. No primeiro ano, não apostava-se nele porque não havia entrosamento; foi campeão. No ano seguinte, mesmo sem Kevin Garnett, contundido, chegou às semifinais e foi batido pelo Orlando (que ganharia a conferência) em sete jogos. E no ano passado, foi campeão do Leste e caiu em sete jogos diante do Lakers.

Na história das semifinais de conferências, em apenas quatro oportunidades um time saiu de uma desvantagem de 2 a 0 para chegar às finais: Houston em 1994 e 95, Lakers em 2004 e San Antonio em 2008.

A estatística conspira contra o Celtics. Mas muito mais do que os números, o grande adversário do time é o próprio Miami, que está jogando muita bola nestes playoffs, e a limitação de alguns de seus jogadores.

Kevin Garnett, por exemplo, continua afiado em seus arremessos de meia distância ou da zona morta. Mas nem de longe lembra aquele jogador que era uma máquina de pegar rebotes e que em nove anos seguidos teve duplo dígito de média neste fundamento.

Nestes dois jogos diante do Heat, KG pegou um total de 14 rebotes, o que dá uma média de sete por partida. Nem nos tocos se faz notar. Já não machuca mais seus oponentes como antes.

Ray Allen tem sido de uma irregularidade constrangedora. Num jogo faz 25 pontos e no outro apenas sete.

Glen Davis parece nesta série o “rookie” que ao Boston chegou há quatro temporadas e que chorava no banco depois de levar bronca. Tem médias de cinco pontos e três rebotes. Perde vergonhosamente o duelo para os homens altos do Miami.

Paul Pierce e Rajon Rondo são os jogadores que se salvam até este momento. Mas Rajon, a gente bem sabe, não é confiável na pontuação. Ontem fez 20 pontos, mas no primeiro jogo anotou apenas oito.

A tudo isso adicione o fato (mais importante) que o Boston não consegue conter o Trio Magnífico do Miami. Nem mesmo Chris Bosh, por muitos chamado de “soft”, mas que tem sido eficiente nos rebotes (média de 11,5 na série).

Isso sem falar em Dwyane Wade e LeBron James. O duo fez ontem 63 dos 102 pontos do Heat; mais da metade. No primeiro confronto, ambos fizeram 60 dos 99 tentos da equipe; também mais da metade.

O Boston não encontrou antídoto para D-Wade e LBJ. Allen, Pierce, Delonte West e Jeff Green (esqueci alguém?) não foram eficazes até o momento.

Fecha-se o garrafão e eles derrubam bolas de média e longa distância. Aperta-se o perímetro e eles batem pra dentro e fazem bandeja. O lado fraco, ou seja, a ajuda, do Celtics não funciona.

Doc Rivers deveria envolver mais Rajon em D-Wade. Mesmo que LBJ esteja na armação o jogo, como habitualmente ocorre.

Ontem, ainda por cima, o time mostrou cansaço no final. Estava o jogo empatado em 80 pontos a 7:10 minutos da buzinada derradeira quando o Miami fez uma corrida de 22 a 11 e venceu a partida. Dentro desta corrida, a inicial foi de 14 a 0. O Celtics não teve pernas para controlar o “rush” do oponente.

E nem LBJ e D-Wade, que fizeram 14 desses 22 pontos.

E pra finalizar: no duelo dos astros, no primeiro jogo o Trio Magnífico do Miami venceu o Big Three do Boston por 67 a 50; ontem, por 80 a 36.

Repito: fosse qualquer outro time e eu diria que o Miami estava na final. Vamos aguardar. Há quatro dias de descanso até o próximo confronto. E ele será em Boston, onde a torcida local costuma chacoalhar o ônibus do adversário quando este está chegando ao TD Garden.

Tudo isso será importante: o tempo de descanso, reajustes que Doc Rivers fará no sistema defensivo do time (principalmente) e o apoio dos fãs. Mas se dentro de quadra os jogadores não reagirem, o Miami pode fechar a série neste final da semana, varrendo impiedosamente seu oponente.

NÚMEROS

Dos últimos três jogos entre Miami e Boston, três vitórias do Heat.

EMPATE

O Oklahoma City empatou a série semifinal do Oeste ao bater ontem o Memphis Grizzlies por 111 a 12.

Qual foi o segredo do sucesso do OKC? Subtraiu brutalmente o volume ofensivo da dupla Zach Randolph e Marc Gasol. No primeiro embate, os dois juntos fizeram 54 pontos; ontem, só 28.

Mas é importante ressaltar: 13 dos 28 pontos da dupla aconteceram no último quarto, quando o jogo já estava resolvido e o Thunder poupava-se nitidamente em quadra.

Além disso, a ajuda do banco foi igualmente fundamental: James Harden, que no primeiro embate anotou só cinco pontos, ontem fez 21; Eric Maynor, que no jogo inicial da série anotou um trio de pontos, ontem cravou 15. Ou seja: os dois, no primeiro embate, anotaram juntos oito pontos; ontem, 36.

Essas coisas fazem uma baita diferença.

FURO N’ÁGUA

Quando Danny Ainge mandou Kendrick Perkins embora todos nós estranhamos — e os torcedores do Boston choraram. O tempo passou e prova-se uma vez mais que Ainge conhece do assunto.

Perkins foi um fiasco na série diante do Denver. Foi engolido por Nenê Hilário. Até tapão levou e foi jogado ao chão.

Nesta, diante do Memphis, repete a dose. Em dois jogos, médias de exatos dois pontos e seis rebotes.

Ridículo.

Notas relacionadas:

  1. SINAL DE ALERTA EM BOSTON
  2. O QUE ACONTECE COM O BOSTON?
  3. VALE QUANTO PESA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 1 de maio de 2011 NBA | 01:47

DUELOS QUE TORNAM ESTE UM DOMINGO ESPECIAL

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Começa neste domingo talvez a série mais aguardada destes playoffs. Miami e Boston duelam para ver quem chegará à final do Leste.

Muitos que frequentam este botequim não apostavam no Heat em uma semifinal do Leste. Outro tanto, considerável eu diria, até que apostava num avanço do time da Flórida, mas assim que cruzasse o Boston, numa semifinal ou mesmo na final, iria sucumbir.

Pois bem, o momento chegou. Miami e Boston começam neste domingo a série mais aguardada destes playoffs. Excluo da frase o advérbio, pois eu não tenho dúvida: este é mesmo o confronto mais aguardado destes playoffs.

Vai colocar frente a frente um time que está na praça há três temporadas e que agrada a gregos e troianos, mas que a cada temporada que começa é acusado de ser velho e que as pernas de seus veteranos jogadores vão pesar quando a intensidade dos jogos de playoffs chegarem.

O fato é que esse time, que tem nome, e todos nós chamamos de Boston Celtics, contraria a muitos. A idade está elevada, mas não atrapalha; longe disso. A idade serve, isto sim, como um aliado neste momento decisivo.

Ray Allen completará 36 em 20 de julho próximo. Kevin Garnett fará 35 anos no dia 19 de maio. E Paul Pierce está com 33 e apenas em 13 de outubro vai fazer aniversário. Somando a idade dos três, temos 104 anos. Isso dá uma média de 34,6 anos.

Muita coisa — mas não para eles. Os três parecem não envelhecer. O tempo passa e para eles é como se não passasse.

Eles ganharam nesta temporada um aliado importante, que tem adicionado combustível da mais alta qualidade ao jogo do time. Rajon Rondo já tinha mostrado suas credenciais nos playoffs da temporada passada. Nesta temporada, adquiriu maturidade.

Muitos daqueles que se referiam ao Boston como o time do “Big Three”, hoje falam em “Fab Four”. E não há exagero algum nisso. Rajon pode ainda não estar no mesmo nível de excelência do “Big Three”, mas está perto disso. Ele consegue fazer os três jogarem sem ter que se esforçar. Quer dizer: Rajon poupa energia aos três veteranos.

A essas quatro peças unem-se outras que fazem esta engrenagem funcionar muito bem.

Delonte West é um ótimo reserva para Rajon e Allen. Jeff Green chegou para ajudar no descanso de Pierce. E Glen Davis é o cara certo para rodiziar o garrafão, ajudando KG e Jermaine O’Neal, que passou quase que toda a temporada de fora, mas que voltou e parece estar com todo o gás.

Não falo em Shaquille O’Neal, pois dele não sabemos exatamente quando vai voltar. E, quando voltar, o que vai produzir. Está parado há alguns meses e já tem 39 anos. Não é mole.

Mas, de qualquer maneira, como disse, o Boston tem um banco de respeito.

É esse time que o Miami vai enfrentar. Se o Boston tem seu “Big Three”, o Heat conta com os Três Magníficos. LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh foram a sensação das férias da NBA quando se uniram. Transformaram o Heat no time mais badalado da liga antes de a bola subir.

Boa parte do eleitorado torce o nariz para Chris Bosh. Muitos dizem que ele é supervalorizado. Outra parcela diz que ele é “soft”. Não faço coro com nenhuma dessas alas: pra mim, CB1 é o complemento ideal para Dwyane Wade e LeBron James.

Suas médias são muito boas. Ele tem quase que 20 pontos e dez rebotes de nestes playoffs. Para ser preciso, 19,8 pontos e 9,0 rebotes. Bons números em pontos e rebotes num time que tem LeBron e D-Wade.

LBJ e Wade costumam monopolizar os pontos. Então, sobra pouco espaço para qualquer outro jogador ter médias acentuadas na pontuação. Por isso, esses 19,8 pontos são muito expressivos.

LBJ costuma pegar rebotes às pencas. Esta com 10,6 de média nestes playoffs. Então, também digo: o espaço diminuiu no garrafão para quem quer pegar rebotes. Por isso esses 9,0 rebotes de média são significativos.

Por isso considero o desempenho de Bosh muito acima da média e também do que muitos falam por aí.

Quanto ao time, foi acusado de não ter armador e nem pivô. E eu sempre disse que uma equipe que tinha esses três caras não precisava de armador e nem pivô. Até porque não existe time que tenha cinco jogadores com um mesmo nível de excelência. Só a seleção dos EUA.

LeBron tem levado a bola. Mario Chalmers ajuda a dividir a função. Chegou no meio do campeonato Mike Bibby, que também arma o jogo e ainda auxilia nos arremessos, desafogando um pouco o trabalho de D-Wade.

E no pivô, Joel Anthony, Zydrunas Ilgauskas, Jamal Magloire e até mesmo Jwan Howard se revezam.

James Jones ajuda no descanso de LBJ, mas LBJ parece incansável.

Ah, sim, nesta série haverá um duelo dentro do duelo principal. LBJ não consegue dobrar o Boston. Tombou duas vezes com a camisa do Cleveland. Dan Gilbert, dono do Cavs, disse que ele pipocou na série do ano passado.

LBJ diz pouco se importar com isso. Sabem o que ele fez nestes dias de descanso entre uma série é outra? Assistiu várias vezes os filmes dos quatro jogos que Miami e Boston realizaram neste campeonato. Procura defeitos no time adversário, defeitos que ele pretende explorar, é claro.

Ah, sim, quase que me esqueci: na temporada passada, quando Miami e Boston se enfrentaram na primeira rodada, D-Wade se desentendeu com alguns jogadores do Celtics e o clima pesou.

Quer dizer: LBJ e D-Wade estão com o Boston atravessado na garganta.

Um duelo e tanto. Como disse, o mais aguardado destes playoffs.

NOVIDADE

Também neste domingo começa outro confronto, mas este no Oeste. Oklahoma City e Memphis iniciam um duelo inédito. Jamais se enfrentaram em playoffs e jamais haviam vencido uma série de playoffs.

Mas chegaram para acabar com a mesmice da conferência. São caras novas que agradam em cheio, não só pelo nome, mas também por causa de seus jogadores.

Não se houve mais falar de Tim Duncan, Manu Ginobili, Tony Parker, Carmelo Anthony e Chauncey Billups, nomes que eram falados na temporada passada.

Agora ouve-se ecoar nomes como os de Kevin Durant, Russell Westbrook, Serge Ibaka, Zach Randolph, Marc Gasol e Tony Allen. Esta é a nova ordem no Oeste.

Durant amadurece a cada temporada. Nesta, entrou em quadra com uma medalha de ouro no peito conquistada no Mundial da Turquia e um troféu na mão direita que representava o prêmio de melhor jogador desta mesma competição. Além disso, foi eleito o melhor atleta de basquete dos EUA na temporada passada.

KD quer destronar Kobe Bryant. KD quer ser o dono, primeiro, do Oeste e, em seguida, da NBA. É o líder deste Oklahoma, mas tem em Westbrook um parceiro ideal. Um parceiro que o faz crescer e que ajuda a tirar muitas vezes o excesso de peso em seus ombros.

E para completar este trio, Ibaka vem jogando uma barbaridade. É o rei dos tocos na NBA. Comportamento que intimida o adversário, que teme, a todo o momento, que a bola jogada à cesta receba um safanão que a impeça de encontrar o destino a ela incumbido.

Não vou nem falar de falar de Mike Conley, Shane Battier e O.J. Mayo. São ótimos complementos, todos nós sabemos. E também não vou falar de Thabo Sefolosha, James Harden e Nick Collison. São igualmente ótimos complementos

Quero falar é do confronto que Ibaka vai travar com Z-Bo. Z-Bo, se você não sabe, é Zach Randolph, a nova sensação destes playoffs por causa da série que ele fez contra o San Antonio: 21,5 pontos e 9,2 rebotes por jogo. Foi um tormento para Tim Duncan e companhia.

Com certeza Z-Bo e Ibaka vão travar um duelo de sair faísca. Não que eles sejam encrenqueiros, longe disso. Vai sair faísca porque os dois estão jogando muito neste momento. Vai ser impossível acompanhar esta série sem ter um olhar atento aos passos dos dois.

Gasol tem jogado bem e se entendido com Zach perfeitamente no garrafão. Gasol vai enfrentar Kendrick Perkins, que chegou no meio desta temporada para dar um jeito no garrafão do Thunder, que tinha Nenad Krstic, que foi para o Boston. Krstic que é considerado por muitos “soft” demais para a posição.

Mas Perkins não fez uma boa série diante do Denver. Foi suplantado por Nenê Hilário. Apresentou médias de 5,4 pontos e apenas 6,6 rebotes, contra 14,2 pontos e 9,0 rebotes do brasileiro.

Contra Gasol, não terá vida fácil também não. O espanhol, no combate diante do San Antonio, acumulou médias de 14,2 pontos e 12,3 rebotes. E jogou com muita intensidade.

Quero falar agora de Allen; não de Ray, mas de Tony. Ele trouxe ao Memphis o algo mais que o time precisava. Contagia os companheiros em quadra e fora delas. E a ele é confiada a missão de marcar o melhor jogador do adversário. E ele nunca diz não.

Nesta série, a princípio, ele será o encarregado de marcar Durant. Missão, também a princípio, que parece ser impossível.

Além do jogo de KD ser quase que impecável, o ala do Thunder tem 2,06m de altura. Allen tem 1,93m. São 13 cm de diferença. Isso sem contar a envergadura de Durant, que é muito maior do que a de Allen.

O homem que teria a missão de marcar Durante seria Rudy Gay, 2,03m de altura. Foi companheiro de Durant no time dos EUA que ganhou o Mundial da Turquia, que esteve junto de Durant durante bom tempo, que treinou contra ele muitas vezes, que conhece bem KD.

Mas Rudy está contundido e não joga mais esta temporada. Isso pode fazer uma baita diferença neste confronto.

PALPITE

A série entre Miami e Boston eu aposto no Miami em sete jogos. A vantagem de quadra pode fazer a diferença. No confronto entre Oklahoma City e Memphis eu aposto no Thunder, mas em seis jogos.

Notas relacionadas:

  1. UM DOMINGO PERFEITO
  2. UM DOMINGO NADA QUALQUER
  3. QUE DOMINGO!
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 25 de abril de 2011 NBA | 13:15

CHRIS PAUL É O MVP DESTES PLAYOFFS

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Chris Paul = medalha de ouro mais uma vez. O que ele jogou contra o Lakers o coloca no topo do pódio, passa Paul Pierce para prata e Zach Randolph para bronze.

Mais um “triple-double”. E triplo-duplo em jogo com 93 pontos e diante de uma das defesas de respeito da liga, que conta com Kobe Bryant, Ron Artest e Andrew Bynum, que segundo Chuck Person, o treinador de defesa do Lakers é o melhor zagueiro do time angelino.

Esse “triple-double”, não subestimando o que Rajon Rondo fez diante do New York Knicks (todo TD tem que ser reverenciado, apreciado e aplaudido), este sim, este sim foi um TD com letras garrafais.  CP3 conseguiu, por exemplo, 15 assistências e ao lado dele não havia nem Pierce e nem Ray Allen.

Um monstro.

O Lakers fez o que pôde. Revezou todo mundo na marcação. Se pudesse, eles teriam rejuvenescido Michael Cooper, um ala-armador que jogava na época do Showtime de Magic Johnson e marcava como ninguém. Talvez Coop conseguisse segurar CP3 — mas eu duvido; acho que não.

CP3 é, disparado, o melhor jogador até o momento destes playoffs. Consequentemente, o melhor armador da NBA na atualidade.

SÉRIE

Como fica o confronto entre Lakers e New Orleans? Está 2 a 2, como vocês sabem. Quem se classifica? Apostei num 4 a 0 para os californianos, mas começo a ficar com a pulga atrás da orelha.

Ainda acho que dá Lakers, mas bem mais difícil do que eu imaginava. Se acabar 4 a 3, do jeito que está, não seria surpresa alguma. Mas ninguém, antes de a série começar, vendo a bola que o Hornets jogava no final da temporada regular e sem David West, podia imaginar que isso fosse ocorrer.

Mas playoff, a gente sabe, é diferente. Trevor Ariza não desgruda de Kobe Bryant e Carl Landry entrou muito bem na vaga de West.

SURPRESA

A derrota do Miami para o Philadelphia foi uma surpresa para mim. Depois que o time fez 22 a 2 no final do segundo quarto e recuperou uma desvantagem de 16 pontos, achei que tudo tinha acabado.

Acho que ocorre com o Miami o que ocorre com muitos times de futebol. Eles acham que a qualquer momento a vitória vem, que a vitória se confirma.

O Heat joga fácil. Não se enrosca contra o adversário. Mas parece faltar o empenho final, um pouco mais de seriedade para executar o oponente e ponto final.

OBS

Muita gente apostou (e torceu) para que houvesse uma “fogueira de vaidades” entre LeBron James e Dwyane Wade. Não existe. O entrosamento, o respeito e a amizade entre eles chamam a atenção.

A ponte-aérea no final do segundo quarto foi mais um exemplo claro disso. D-Wade poderia ter feito mais dois pontos e em uma enterrada. Mas preferiu deixar o amigo brilhar.

Show.

VARRIDA

Conforme eu previ (é, de vez em quando eu acerto!), o Boston varreu o New York. Os nova-iorquinos bem que tentaram, mas a diferença entre os times é grande e no banco o Celtics tem um treinador espetacular e o Knicks tem um técnico que eu não colocaria no time do meu pior inimigo.

Kevin Garnett desta vez pontuou — algo que vinha incomodando alguns torcedores. Foram 26 pontos dez rebotes e muita liderança em quadra.

A alguns pode ter dado a impressão de que ele “afinou” para Amar’e Stoudemire em alguns momentos desta série. Mas não foi nada disso. O que Stoudemire queria era fazer o que os argentinos gostam de fazer diante dos brasileiros quando eles estão em inferioridade no jogo de futebol: bagunçar tudo.

E essa bagunça não interessava a KG. Ele é um dos pilares do time, é um dos que compõem o “Big Three”.

O Boston vai ter alguns dias a mais para descansar em relação ao Miami. O que vai ocorrer nesta série? Mais pra frente a gente fala sobre isso.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

sexta-feira, 22 de abril de 2011 NBA | 13:59

D-ROSE FEZ O QUE OS CRAQUES FAZEM

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Derrick Rose foi o nome do jogo em que o Chicago bateu o Indiana, fora de casa, por 88 a 84. O armador vinha tendo um jogo horrível quanto aos arremessos. Não apenas quanto aos arremessos, mas também quanto às assistências.

Não conseguia distribuir o jogo. Era presa da marcação extraordinária do Indiana, exercida por Dahntay Jones.

Entrou o terceiro quarto com apenas 15 pontos. Sete deles vindo dos nove lances livres cobrados até então. Nos arremessos de quadra, tinha encestado só três em 12 tentados, sendo duas bolas de três.

Aproveitamento horrível; talvez comprometedor fosse a palavra mais adequada.

O time se sustentava no jogo graças à ótima defesa e principalmente a Luol Deng. O sudanês naturalizado britânico entrou o terceiro quarto com 21 pontos, divididos matematicamente por eles.

Graças a Luol o Chicago fechou o terceiro quarto vencendo o Indiana por 65 a 64.

Mas aí veio o último quarto. O quarto, nos jogos disputados, como o de ontem, que se separam os homens dos meninos. O quarto em jogos apertados como o de ontem onde os grandes jogadores não podem se omitir.

E D-Rose (foto Getty Images) não se omitiu. O armador do Bulls, que deve ser eleito o MVP da temporada, chamou a responsabilidade, pediu a bola e descobriu os espaços na defesa do Indiana. Espaços que ele não tinha encontrado até então.

Continuou mal nos arremessos, é verdade. Mas corajosamente enfrentava as bordoadas da defesa adversária, machadadas que vinham principalmente dos braços de Jeff Foster. Sofreu faltas, consequentemente, pois suas infiltrações não encontravam resposta defensiva por parte dos jogadores do Pacers. Jones, que até então era uma muralha à frente de Rose, começou a fraquejar.

O resultado foram as infiltrações e que se traduziam em faltas sofridas. Rose visitou a linha do lance livres em seis oportunidades. Acertou todos os arremessos.

Mas o mais importante foi sua atitude no final do confronto. Atitude dos grandes jogadores. Chamou uma vez mais a responsabilidade. Até então, tinha 0/5 nos arremessos.

Mesmo assim, Pegou a bola e encarou a tudo e a todos. E a 17 segundos do final fez uma bandeja que colocou o Bulls na frente em 86 a 84. Fez o que Carmelo Anthony não conseguiu diante do Boston.

INJUSTIÇA

Dizer que D-Rose fez uma péssima partida olhando o “box score” revela que:

1)    O analista não viu o jogo e de fato olhou apenas a estatística;
2)    Não olhou o relato do confronto com atenção, pois o “play-by-play” explica o que ocorreu, mas sem a emoção do momento e da imagem;
3)    O analista é implicante.

Grandes jogadores, craques, astros da NBA costumam viver momentos como Derrick Rose viveu ontem: partida sofrível, mas no instante decisivo ele resolve a parada. E deixa a quadra sendo o nome do jogo.

Quinn Buckner, que jogou dez temporadas na NBA, campeão com o Boston em 1984, atualmente comentarista da Fox Sports Indiana, ao ver a cesta de D-Rose, exclamou: “That’s why he (Rose) is the MVP!”

BARBADA

Vi apenas momentos do jogo do Miami contra o Philadelphia. Mas o que pude ver mostrou um Dwyane Wade “unstopable”.  A bola estava sempre em suas mãos e de suas mãos saíam cestas e assistências. E suas mãos iam também à cata de rebotes.

Foram, ao longo dos 39 minutos em que ele esteve em quadra, 32 pontos, dez rebotes e oito assistências.

Mas sejamos justos: LeBron James também foi fenomenal com seus 24 pontos, 15 rebotes e seis assistências.

O Sixers bem que tentou; bem que lutou; mas não dava. A diferença entre os times é grande. O próprio técnico, Doug Collins, um dia antes do embate, declarou: “Eles são melhores do que nós”.

O Sixers bem que tentou. No final do confronto, encostou no marcador. Cortou para quatro a diferença. Mas em momento algum a gente sentia que o Miami ia perder o controle e o jogo.

E não perdeu mesmo. 3 a 0 na série e, como o Chicago, com um pé na semifinal do Leste.

DIFERENÇA

A diferença entre os dois times é grande neste momento.

O Chicago enfrenta a única equipe que nestes playoffs tem recorde negativo e, no papel, é a mais fraca das 16 classificadas. Mesmo assim, tem vencido com as calças nas mãos.

O Miami encara um oponente mais robusto e treinado por um profissional experiente e competente. Vence bem, sem passar grandes sustos.

Pelo que jogam, o Miami está pelo menos um corpo à frente do Chicago neste momento.

PARELHA

A série entre Dallas e Portland será parelha. Todos nós aqui neste botequim concordamos com isso.

O jogo de ontem, vencido pelo Blazers, comprovou isso. Foi parelho do começo ao fim. O fator quadra foi determinante (como foi nos dois jogos em Dallas) para que se apurasse o vencedor.

Talvez este seja o fiel da balança ao final desta série. Talvez dê Mavs pelo fato de o time ter a vantagem de quadra.

Jason Kidd tentou ser o Derrick Rose do Dallas. No final da partida, fez uma cesta de três que a arbitragem, equivocadamente, deu de dois. Com o jogo em 95 a 92, a nove segundos do final, e com Andre Miller na linha do lance livre convertendo os dois arremessos (97 a 92), J-Kidd não teve como tentar ser D-Rose.

Não havia mais tempo para isso. Para reverter o resultado, só um milagre. E J-Kidd está longe de ser um daqueles milagreiros que já passaram pelas quadras da NBA e que, atualmente, tem em Kobe Bryant o seu legítimo representante.

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sábado, 16 de abril de 2011 NBA | 21:16

CHICAGO E MIAMI SOFRERAM, CADA UM À SUA MANEIRA

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Dois jogos já se foram nesta primeira rodada dos playoffs. Chicago e Miami confirmaram o favoritismo e venceram. Mas cada um à sua maneira.

O Bulls ficou o jogo todinho atrás, perseguindo o Indiana. Perdia por 99 a 94, quando um jogador fez toda a diferença: Derrick Rose.

O Chicago realizou uma corrida de 10 a 0 em 1:50 minuto e fechou o marcador em 104 a 99. Desta dezena de tentos, sete saíram das mãos de D-Rose. Os outros três foram feitos por Kyle Korver, que recebeu um passe certeiro do armador.

D-Rose terminou a partida com 39 pontos. Recorde na carreira em playoffs. Deu ainda seis assistências e pegou igual número de rebotes. Ah, três tocos também. Só não foi perfeito porque fez 0-9 nas bolas de três; mal, muito mal.

Mas justificou nesta partida a preferência da maioria que o indica como o MVP da temporada regular.

O Chicago não jogou bem. Marcou mal e foi bem marcado. Se não melhorar sua performance nestes playoffs, terá vida curta.

Mas há um atenuante: foi o jogo de estreia. E estreia sempre pega. Ao contrário dos anos anteriores, neste o Bulls entra como favorito. Nos anteriores, sabia que ia tombar a qualquer momento.

Foi assim diante do Boston e do Cleveland de LeBron James. Agora, não. Os holofotes estão no time. Jogar pressionado é sempre mais difícil.

Vamos ver como será daqui para frente.

SUSTO

O Miami passou pelo Philadelphia 97 a 89. Teve seus problemas, não como o Chicago; mas também os teve. Foi perseguido; não teve que perseguir.

Fechou o primeiro quarto atrás no marcador. Mas a partir da metade do segundo tomou as rédeas da partida. No final o Philadelphia ameaçou encostar, mas não teve cacife pra isso.

Pela primeira vez, desde os playoffs de 2006, quando o time foi campeão, o Heat venceu o jogo 1 da fase decisiva.

Venceu porque dois jogadores de seu trio de estrelas jogaram muita bola. Chris Bosh foi quem mais me agradou: 25 pontos e 12 pontos. LeBron James não ficou atrás: 21 pontos e 14 rebotes.

Entraram para a história do Miami como o sexto e sétimo jogadores a debutar em playoff com um “double-double”.

Dwyane Wade fez 17 pontos, mas ficou um pouco abaixo dos outros dois.

ESFORÇO

Indiana e Philadelphia jogaram muito bem, especialmente o Pacers. Marcaram muito e frearam o ímpeto de seus adversários.

O Indiana esteve perto de ganhar. E sabe por que não ganhou? Porque falta ao Indiana (bem como ao Philadelphia) um “franchise player”. Um craque, o cara que faça a diferença.

Por mais que se marque, por mais que se pegue rebotes, por mais que se dê tocos, por mais que se desarme, quando se tem a bola é preciso pontuar, é preciso desestruturar o oponente com pontos e atordoá-lo.

Nem Indiana e nem Philadelphia têm um Derrick Rose, LeBron James, Dwyane Wade ou Chris Bosh.

Danny Granger e Andre Iguodala são muito bom jogadores. Mas eles podem no máximo ser um Scottie Pippen. Falta-lhes um Michael Jordan.

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quinta-feira, 14 de abril de 2011 NBA | 18:11

UMA ANÁLISE DOS PLAYOFFS. PODEM ENTRAR

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Bem, tudo definido; no Leste e no Oeste. E como está tudo definido, nada melhor do que uma análise sobre os confrontos.

Vamos lá, então?

CONFERÊNCIA LESTE

Chicago x Indiana — O desnível é muito grande. Enquanto o Chicago foi a melhor equipe da fase de classificação, com 62 vitórias e apenas 20 derrotas (75,6% de aproveitamento), o Indiana é o único time que chega aos playoffs com aproveitamento negativo: 45,1% (37-45). Na temporada regular o Bulls bateu o Pacers por 3 a 1.

O único setor onde o Indiana pode dar trabalho ao Chicago é no garrafão, pois Roy Hibbert, Tyler Hansbrough e Josh McRoberts são bons jogadores, especialmente Hansbrough que ganhou mais oportunidades no time com a chegada de Frank Vogel no lugar de Jim O’Brien.

Mas não tem ninguém no Pacers capaz de conter Derrick Rose. Ele certamente fará a diferença nesta série.

Placar: Chicago 4 a 0.

Miami x Philadelphia — o Sixers fez uma excelente campanha se comparada com as passadas. Tanto que o técnico Doug Collins é um dos candidatos para conquistar o COY desta temporada.

Mas a diferença entre as equipes é igualmente grande demais. Na fase de classificação o Heat fez 3 a 0.

Depois que os holofotes da mídia se apagaram, o Miami teve calma pra trabalhar e a pressão deixou de existir. O trio de estrelas, formado por Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh, se afinou e o Miami surge como fortíssimo candidato ao título não só da conferência, como da NBA também.

Placar: Miami 4 a 0.

Boston x New York — Esta série poderia ser uma incógnita se o New York tivesse um treinador. Não tem; Mike D’Antoni é fraquíssimo e não tem cacife intelectual para criar armadilhas para o Boston.

Disse que poderia ser uma incógnita porque o Knicks tem dois grandes jogadores em Amar’e Stoudemire e Carmelo Anthony e o Celtics parece estar sentindo o peso da idade — se bem que esta ladainha é antiga e o time, na hora H, sempre cresce de produção. Mas o fato é que o Boston caiu muito de produção na segunda metade do campeonato. Seu melhor momento foi uma vitória diante do San Antonio, no Texas.

Está sem pivô, pois inexplicavelmente mandou Kendrick Perkins para o Oklahoma City e resolveu apostar em Shaquille O’Neal, o que é uma temeridade.

Isso sem falar em Ray Allen, que caiu dramaticamente de produção nos últimos jogos.

Mas esta série servirá para Doc Rivers descansar o time. Não será preciso jogar tudo e mais um pouco para vencer o Knicks. Mas se lá tivesse um treinador…

Na fase de classificação o Celtics venceu a série por 4 a 0.

Placar: Boston 4 a 0.

Orlando x Atlanta — O Hawks venceu o confronto entre eles na fase regular por 3 a 1. Foi uma surpresa. Afinal, o Atlanta vinha de técnico novo e nunca figurou no bloco dos favoritos da conferência, ao contrário do Orlando.

Controlar as bolas de três do Magic: esta é a chave para a vitória do Atlanta. Que Dwight Howard vai pontuar e pegar um monte de rebotes todo mundo sabe. O negócio é o Atlanta diminuir o volume de jogo periférico do oponente.

Se a turma da periferia estiver com a mão calibrada, o Orlando vence a série com facilidade. Se não estiver, ganha do mesmo jeito

Placar: Orlando 4 a 3.

CONFERÊNCIA OESTE

San Antonio x Memphis — Taí um confronto equilibrado. Isso porque o Grizzlies cresceu demais de produção na parte final do torneio. Sua única vitória na série entre eles ocorreu em 1º de março passado, exatamente quando o time começava a mostrar sua força. Nos outros três confrontos deu Spurs.

O Memphis tem garrafão (Marc Gasol e Zach Randolph) para controlar Tim Duncan, armador inteligente em Mike Conley para travar ótimo duelo com Tony Parker e um excelente marcador com a chegada de Shane Battier, o homem que vai seguir os passos de Manu Ginobili na série ao lado de Tony Allen.

O San Antonio demonstrou cansaço na parte final. É certo que o técnico Gregg Popovich poupou seu trio de estrelas nas últimas partidas, mas que o time caiu um pouco, isso caiu.

O fator quadra pode ser decisivo neste confronto.

Placar: San Antonio 4 a 2.

Lakers x New Orleans — O time de Los Angeles não deve ter chorado o fato de ficar em segundo lugar na conferência. Isso porque vai pegar o time mais fraco entre os oito classificados.

O Hornets está sem David West, que ao lado de Chris Paul forma o sustentáculo de um time que mostra muitas fragilidades. Na fase de classificação o Lakers venceu todos os quatro jogos. O New Orleans é um grande freguês de caderneta do Los Angeles.

Ótima oportunidade para o time angelino seguir descansando seus jogadores, especialmente o “baleado” Andrew Bynum.

Placar: Lakers 4 a 0.

Dallas x Portland — Taí outro confronto equilibrado. Na fase de classificação houve empate em 2 a 2 na série. As duas vitórias do Blazers vieram nos dois últimos embates. Exatamente quando o time começou a se acertar com a vinda de Gerald Wallace e a recuperação de Marcus Camby.

O Dallas se apoia novamente em Dirk Nowitzki para tentar fazer bonito nos playoffs. Mas apostar no alemão é como apostar em Steve Nash: não rola. Os dois, quando bicho pega, parecem sentir o jogo e desaparecem.

Além do mais, Jason Kidd, outro em quem o Dallas aposta, é um jogador que tenta, mas não consegue pontuar, especialmente nos momentos difíceis.

O Portland me parece num momento melhor e tem tudo para aprontar nesta primeira rodada dos playoffs.

Placar: Portland 4 a 3

Oklahoma City x Denver — O técnico George Karl, já ao final da temporada regular, disse: “Nosso jogo de velocidade não se encaixa contra o Thunder. Seria melhor para nós enfrentar o Dallas”. Não teve jeito.

Aliás, é interessante como todo mundo quer pegar o Dallas. Por que será, hein?

Mas, dizia, não teve jeito. O Denver, se quiser ter vida longa nesses playoffs, terá que controlar uma equipe harmônica e que tem individualidades quando preciso.

Kevin Durant terminou pelo segundo ano consecutivo como cestinha do campeonato. É eficiente sem fazer barulho. Sua falta de carisma não o atrapalha de jeito nenhum, pois sua eficiência é grande demais.

No segundo turno da competição o time fortaleceu seu garrafão ao trocar o “soft” Nenad Krstic por Kendrick Perkins. Pra melhorar, Russell Westbrook cresceu dramaticamente nesta temporada e James Harden começa a justificar o fato de ter sido a terceira escolha no “NBA Draft” de 2009.

O Denver mudou de feição com as trocas feitas com o New York. Perdeu Carmelo Anthony e Chauncey Billups, mas transformou-se em um time. Agora não há mais estrelas. Todos têm a sua importância.

Com isso, o basquete de Nenê Hilário cresceu demais. E ele será muito importante nesta série, pois terá de controlar Kendrick Perkins.

Placar: queria que desse Denver, mas acho que o OKC passa com um 4 a 3.

SEMIFINAIS

Assim, teríamos os seguintes confrontos nas semis:

Chicago x Orlando
Miami x Boston

San Antonio x Oklahoma City
Lakers x Portland

MEU DEUS!

Já estou escutando o bater dos dentes dos torcedores do Lakers. Não entendo por que, mas eles ficam assim quando o Blazers cruza o caminho deles.

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terça-feira, 12 de abril de 2011 NBA | 20:35

ONTEM FOI UMA TRAGÉDIA; HOJE A RODADA É DA PESADA

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São quase 20h30. Pensei muito no que escrever nesta terça-feira. Não achei nada relevante.

Os times estão jogando com reservas e não estão nem aí. O Boston, por exemplo, abriu mão de disputar o segundo lugar com o Miami e colocou Hugo, Sabugo e Refugo para enfrentar o Washington. Perdeu.

E o Heat aproveitou-se disso para vencer o Atlanta e ficar pé no segundo posto. LeBron James fez 34 pontos. O time do sul da Flórida não perde mais o segundo posto no Leste.

Alguns (poucos) times ainda têm interesse no campeonato neste momento. O Dallas, por exemplo, sabe que só vai ter chance diante do Lakers se tiver o mando de quadra. Jogou completo contra o Houston e venceu na prorrogação.

Alguns times, no entanto, não precisam se desgastar. Entre eles o Denver. E o que aconteceu? Jogou completo contra o Golden State e Nenê Hilário se contundiu: lesão muscular na virilha esquerda.

Foi ainda no primeiro tempo. Não voltou no segundo. Vasculhei a internet e nada achei sobre o “day after” da contusão do brasuca.

George Karl tem culpa? Não, diria que não; contusões ocorrem em casa, na rua, no treino. Mas… caramba, eu não teria abusado da sorte.

Sem Nenê o Denver perde muito de sua força. E logo agora que o time está engrenadinho. Tomara que não seja nada complicado. Mas se foi mesmo uma contusão muscular, é problema. Se deixou a quadra para se poupar, tudo bem.

Isso foi o que eu achei de mais importante para dizer neste post sobre o que ocorreu ontem.

Hoje, pelo menos, teremos um baita jogo: Lakers x San Antonio. O time de Los Angeles não vai querer perder novamente. E o Spurs briga pelo primeiro posto com o Chicago.

O Bulls vai a Nova York enfrentar o Knicks. Único time que ele não conseguiu vencer ainda nesta temporada. E vai querer ganhar porque sabe que suas chances aumentam em ganhar o título se acabar em primeiro lugar no geral.

Hoje a rodada é da pesada; ontem foi simplesmente ridícula.

Não vejo a hora de isso tudo acabar os playoffs começarem.

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