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12/08/2009 - 23:04

DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS

A vida é mesmo engraçada.

Quando Anderson Varejão, Nenê e Leandrinho Barbosa não jogaram pela seleção brasileira, muita gente se indignou, chamou-os de americanos, de desdenhar a seleção e de não estar nem aí com a gente.

Paulão Prestes não vai mesmo disputar a Copa América. O Unicaja Málaga, seu time na Espanha, impediu-o de participar da competição.

E Paulão acatou a determinação do patrão.

Ao contrário do que muitos fizeram com o trio da NBA (e em algumas situações cobertos de razão), não vi ninguém, agora, xingando Paulão, dizendo que ele é isso ou aquilo, que não está nem aí com a nossa seleção etc e tal.

Por que, hein?

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, basquete brasileiro Tags: , , ,
07/08/2009 - 21:37

TESTE QUASE INÚTIL

O adversário era fraco demais; não deu para se ter uma idéia verdadeira do potencial do grupo. Mas o fato é que se o Brasil estivesse num nível baixo, teria tido dificuldades para vencer o fraquíssimo Uruguai.

Não teve.

O resultado de 100-63 me leva a crer que o time, apesar dos erros que cometeu, está no caminho certo. Há que se corrigir algumas coisas: a defesa mostrou alguma fragilidade e o ataque, como Leandrinho mesmo disse, foi confuso em alguns momentos.

Achei interessante a idéia do Moncho Monsalve em colocar o Alex e o Leandrinho como alas/armadores, abrindo mão de sair com um ala no quinteto inicial. Se o time perde força no garrafão, especialmente nos rebotes, ganha em velocidade.

E esse é o jogo que Leandrinho faz no Phoenix. E é também do jeito que o Alex joga aqui no Brasil.

Até mesmo Marcelinho Huertas pode se desgarrar e puxar o contra-ataque, deixando para Leandrinho ou mesmo Alex o passe longo.

O problema são os rebotes. Dois jogadores apenas brigando por eles é complicado, pois todos os adversários vão brigar com três.

Haverá uma desvantagem numérica, que poderá, no entanto, ser compensada pela qualidade de Anderson Varejão e Tiago Splitter.

Os dois, aliás, pelo que vimos, podem fazer uma dupla da pesada. Se entenderam muito bem e são fortes neste fundamento.

Pelo jogo de hoje ficou muito claro para mim a superioridade de Varejão em relação a Splitter. Foi apenas um jogo, eu sei; talvez na Copa América o Splitter supere Varejão; mas eu não acredito.

Já disse aqui várias vezes: quero ver o catarinense jogando na NBA no mesmo nível que ele joga na Europa. Ele tem que ir logo para os EUA, até para aproveitar Tim Duncan e aprimorar seu jogo.

Se demorar muito para trocar de liga, Timmy envelhece e esta oportunidade de ouro desaparece.

Enfim, vamos esperar agora pelo jogo de amanhã.

Tudo indica que será a Argentina. Será?

Amanhã eu falo sobre isso.

DOPING

Rashard Lewis foi flagrado no exame anti-doping na NBA. Muitos se surpreenderam com a notícia, pois acreditam que não existe controle na liga profissional dos EUA.

Meu companheiro de Jovem Pan Luis Carlos Quartarollo é um deles. Alguns parceiros deste botequim também acham que a NBA é a casa da mãe Joana.

É importante esclarecer que os EUA não rezam na mesma cartilha da Wada (World Anti-Doping Agency), a agência reguladora mundial com sede em Lausanne, na Suíça, da qual faz parte o brasileiro Eduardo De Rose.

Os EUA têm sua própria cartilha. Alguns medicamentos, que aos olhos da Wada são considerados dopantes, para os norte-americanos não são.

O que ocorreu com Baby no Mundial de Indianápolis, em 2002 exemplifica bem o que digo: Baby foi flagrado no exame anti-doping e excluído do torneio. Foi suspenso por dois anos.

Um mês depois estava jogando normalmente em BYU pelo campeonato universitário, pois a substância que a Wada considerou dopante (não me lembro qual foi) aos olhos da NCAA não era.

Voltando ao doping de Lewis (testosterona), o ala/pivô do Orlando foi punido com dez jogos e ausência de pagamento.

Alguns acharam pouco, mas se esqueceram de fazer as contas. Além das dez partidas, Lewis deixará de receber US$ 1.5 milhão.

Não existe punição maior quando se mete a mão no bolso do cidadão.

ELE VOLTOU

O Palmeiras acertou uma parceria com Araraquara para voltar ao basquete. Gostei e não gostei.

Gostei porque a marca Palmeiras, tão forte na história do nosso basquete (vestiram a camisa alviverde jogadores como Oscar, Marcel, Edvar, Carioquinha, Leandrinho), vai dar mais visibilidade aos nossos torneios

Não gostei porque a gente corre o risco de ver vândalos que compõem torcidas uniformizadas invadindo as quadras de basquete e espalhando terror por onde passam.

Não gostei também porque a sede será Araraquara e não São Paulo. O Palmeiras é da capital – e não do interior.

Seria muito legal se houvesse Palmeiras e Araraquara no mesmo campeonato, separados – e não juntos.

De qualquer maneira, ele voltou.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, Seleção Brasileira, basquete brasileiro Tags: , , , ,
05/08/2009 - 18:07

GARRAFÃO ESCANCARADO

PaulaoPaulão é considerado uma das poucas revelações do basquete brasileiro. Mas não consegue jogar pela seleção adulta.

Não participou dos Pré-Olímpicos por contusão – se não estou enganado – e agora está vivendo novo drama: seu clube, o Unicaja Málaga, da Espanha, não entrou ainda em acordo com a CBB para a liberação do jogador e ele pode não disputar a Copa América.

Acho que nunca vi Paulão em ação. Pelo menos, não que me lembre. Dizem que ele é muito bom, mas não consigo vê-lo em atividade.

O fato é que a cada dia que passa fica mais difícil seleções reunirem seus melhores jogadores. A Argentina vive problema semelhante com Carlos Delfino, que já anunciou que não vai participar da Copa América.

O técnico Moncho Monsalve está incomodado com a situação. E com razão.

Segundo ele, Paulão precisa rapidamente se integrar ao grupo para participar de todos os trabalhos. Dentro e fora da quadra.

A briga é contra o relógio. O tempo passa e nenhuma solução foi ainda encontrada.

E o pior é que, se a ausência de Paulão for confirmada, será o quarto jogador da posição que o Brasil perde. Primeiro foi Nenê, que nem sequer foi convocado; depois vieram Baby e Murilo, também contundidos; agora surge o problema com Paulão.

Assim fica difícil, pois garrafão escancarado é a senha para a derrota. Tiago Splitter e Anderson Varejão, sozinhos, não vão dar conta do recado. J.P. Batista ajuda, mas já demonstrou que é apenas um jogador para completar o grupo.

Para o lugar de Paulão, 2m08 de altura, a solução encontrada por Moncho foi Olivinha. O pivô do Pinheiros, acreditem, tem apenas 2m02 de altura.

Pode funcionar no NBB, mas em nível internacional, é quase impossível. Tamanho faz diferença no basquete, especialmente no garrafão.

Há exceções, é claro, como Charles Barkley e Dennis Rodman. Mas eles eram geniais.

Olivinha é um guerreiro, tem treinado com muita seriedade e afinco, mas sofrerá – se for mesmo confirmado no lugar de Paulão – por causa da baixa estatura.

Que coisa, hein! Logo agora que a gente conseguiu reunir Leandrinho, Varejão e Splitter, problemas surgem e parecem não ter fim.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Seleção Brasileira, basquete brasileiro Tags: , , , ,
04/08/2009 - 21:18

TABELA DA NBA FAVORECE O LAKERS

Já é público: a NBA divulgou nesta terça-feira a tabela da temporada 2009/10. O campeonato começa no dia 27 de outubro com quatro partidas: Cleveland x Boston, Dallas x Washington, Portland x Houston e Lakers x Clippers.

Ao todo serão 1.230 contendas. A fase de classificação chega ao fim no dia 14 de abril do ano que vem.

Nesta primeira noite, a atração, por mais que o campeão Lakers entre em quadra, ficará por conta da estréia de Shaquille O’Neal com a camisa do Cavs, ao lado do capixaba Anderson Varejão. A curiosidade e a expectativa de vê-lo junto com LeBron James são grandes demais.

E a NBA, aliás, boba que não é, escolheu o adversário a dedo: o Boston, de Kevin Garnett e Rasheed Wallace – o que vai proporcionar um duelo e tanto dos dois contra Shaq (foto AP).

Claro que o Lakers em ação é destaque também. Até porque o oponente, o Clippers, vem com o draft número um desta temporada, o pivô Blake Griffin.

Lakers e Griffin são garantias de audiência, com certeza. Como estarão os amarelinhos agora com Ron Artest?

Acho que o Lakers estará mais forte; Artest é mais jogador que Trevor Ariza.

DIA SEGUINTE

Nenê e Leandrinho Barbosa debutam no dia 28 de outubro.

O são-carlense jogará no conforto do lar diante do Utah, enquanto que o paulistano viajará até Los Angeles para enfrentar o Clippers.

EXPECTATIVA

É grande quanto ao Cleveland e a Anderson Varejão. Ao lado de Shaquille O’Neal, Varejão tem tudo para amadurecer ainda mais seu jogo.

Com Shaq no time, o Cavs tem grande chance de ganhar a conferência e decidir novamente o título da NBA. Ele ajudará a tirar a pressão em cima de King James, que deverá ser inteligente e explorar ao máximo o veterano pivô.

Nenê e o Denver pouco mudaram. O time manteve o núcleo da temporada passada, mas adicionou o talento do armador Ty Lawson, campeão universitário com North Carolina.

A qualidade do grupo e o entrosamento serão fatores importantes na caminhada do Nuggets para tentar repetir a temporada passada, quando disputou o título do Oeste contra o Lakers.

Lakers, aliás, que será o grande problema do Denver – mais do que San Antonio, Houston, Portland, Dallas, Phoenix…

O Suns, infelizmente, é o mais fraco dos três times que contam com brasileiros. Seu treinador não tem carisma e seu grupo é deficiente.

Pior: o time foi montado em cima de Steve Nash, um jogador que está mais pra lá do que pra cá. Espero estar errado e ver Phoenix e Denver disputando o título da conferência.

Mas, cá pra nós, isso me parece impossível.

ESQUISITICES

Algumas esquisitices fazem parte do calendário.

Por exemplo: o Lakers joga 17 de suas primeiras 21 partidas dentro de seu Staples Center. Outra: o Houston atua em território alheio 22 de seus primeiros 36 embates.

Não gosto disso; já abordei o assunto no campeonato passado.

Por mais que o Lakers venha disputar 25 jogos da segunda metade do torneio na quadra inimiga, com certeza nesta época os amarelinhos já acumularam gordura suficiente do ponto de vista psicológico.

Ao jogar 17 de suas primeiras 21 partidas dentro de casa, o time, fortíssimo, atual campeão da NBA, tem tudo para fazer – por que não? – 17 vitórias diante de seus torcedores.

Com isso, não só o psicológico do time cresce, mas o emocional também.

Em contrapartida, o Houston, sem Yao Ming, pode mergulhar em uma crise com uma série de derrotas em seus primeiros 36 confrontos. E o time corre o risco de se desestabilizar, pois é duro trabalhar na adversidade.

Uma vantagem e tanto para o Lakers; uma desvantagem e tanto para o Houston.

MULTA

A temporada nem começou, mas Cleveland, Houston e Minnesota serão multados pela NBA. Motivo: vazaram a tabela antes de a entidade tê-la divulgado.

O valor da multa ainda não foi estabelecido, mas deverá ser salgado.

Bem feito; apressado como cru.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , ,
02/08/2009 - 23:05

ÓTIMA IDÉIA, MAS MAL EXECUTADA

Leio no site da CBB que o Rio de Janeiro será sede de um Super 4 brasileiro. Ótimo, a idéia vai ao encontro do que escrevi aqui neste blog.

O evento acontecerá neste próximo final de semana, no Rio de Janeiro. Local: Maracanãzinho (por que não se jogar na Arena HSBC? Muuuuuuito mais bonita do que o veterano Maracanãzinho).

Os jogos serão na sexta-feira e no sábado. E ficarão restritos ao SporTV.

Nada contra o SporTV. Aliás, o SporTV tem nos municiados com eventos e mais eventos e se não fosse ele a gente estaria perdido.

Ou você não acompanhou o Mundial de Esportes Aquáticos de Roma? Não viu César Cielo em ação? Então, não sabe o que perdeu.

O problema é que no Brasil, ao contrário dos EUA, uma pequena parcela da população tem acesso à tevê a cabo. Ou seja: poucas pessoas estarão assistindo a competição.

O ideal seria, como disse no nosso papo anterior, a exibição na Rede Globo, para que todo o país pudesse acompanhar a seleção e se familiarizar com nossos jogadores. Especialmente com talentos como Leandrinho, Anderson Varejão e Tiago Splitter.

Não consigo entender é como é que a CBB não conseguiu vender um jogo do Brasil contra a Argentina no domingo pela manhã para ser exibido dentro do Esporte Espetacular.

Acredito que a emissora abriria suas portas, pois qualquer confronto entre brasileiros e argentinos mobiliza os torcedores, não importa a modalidade, gerando interesse, que é o que interessa para as emissoras de televisão.

Para piorar, como disse, a tabela, ao invés de reservar três dias de competição – ou seja, um contra todos –, ficou restrita a dois dias.

O Brasil estréia contra o Uruguai na sexta-feira, às 19h, e na sequência a Argentina pega a Austrália. No dia seguinte, no mesmo horário, os dois perdedores se enfrentam e em seguida os vencedores decidem a competição.

Isso quer dizer que a seleção vai se confrontar ou contra a Argentina ou contra a Austrália. Com os dois – que é o que interessa –, nem pensar, pois argentinos e australianos se pegam e um elimina o outro.

Uma pena: ótima idéia, mas mal executada – como sempre.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Basquete europeu, Seleção Brasileira Tags: , , ,
24/07/2009 - 18:45

MÊS DECISIVO

A seleção brasileira se apresenta domingo em São Paulo ao técnico Moncho Monsalve. Será o início da última parte dos treinos visando a Copa América de Porto Rico.

O Brasil terá quase um mês para se preparar. Tempo suficiente para Moncho implantar seu sistema de jogo e enquadrar – no bom sentido – jogadores como Leandrinho e Varejão, que nunca jogaram com ele.

O espanhol vem de uma escola completamente diferente da americana. Os dois brasucas da NBA vão ter que mudar a filosofia de jogo deles para se encaixar no time nacional.

Leandrinho terá que ter paciência quando o ataque organizado se fizer necessário. Quando for o momento da transição, certamente ele estará liberado para imprimir sua velocidade.

Varejão vai ter que olhar mais para a cesta – coisa que ele não costuma fazer no Cleveland por motivos óbvios. Aliás, seria interessante Moncho colocar Varejão de ala, como muitos sugerem pra ver o que vai acontecer.

Acho essa uma idéia maluca; não funciona de jeito nenhum. Varejão não tem habilidade e nem velocidade para jogar como um três.

Um parceiro nosso aqui no botequim sugeriu que ele ficasse concentrado no garrafão ao lado de Splitter e Nenê (na ausência deste, Baby ou Murilo), abrindo mão do jogo no perímetro. Mas o adversário, com uma marcação zona neutralizaria com relativa facilidade nossa ofensiva.

Sem contar que perderíamos as bolas longas, hoje em dia parte fundamental do jogo de qualquer equipe. Varejão não tem tiros de três.

Além disso, na defesa, o capixaba não teria muita chance de fazer frente a um ala puro, jogador com habilidade e velocidade, requisitos que eu não consigo enxergar no jogo de Varejão, como já disse.

Mas como não sou dono da verdade, posso estar redondamente equivocado. Por isso, acho que vale tentar; pelo menos nos treinos e nos amistosos.

Só fico em dúvida se isso não iria atrasar nossos planos de formar um time. Mas, de repente, dá certo e nossos problemas são resolvidos, pois, como sabemos, infelizmente, não temos um ala que nos encante a todos.

Mas, já disse, eu não arriscaria de jeito nenhum. Vamos com os alas que temos e rezemos para que eles estejam inspirados.

Prefiro Varejão dentro do garrafão, ao lado de Splitter, onde ele sabe jogar. Estaríamos fortes neste setor, o que dificultaria o jogo do adversário.

Seria uma arma e tanto – e um problema a menos.

Meu quinteto titular seria Huertas, Leandrinho, Giovannoni, Varejão e Splitter. Completaria o grupo com Fúlvio, Alex, Tavernari, Marquinhos (que não foi convocado), Paulão, Murilo e Baby.

Na ausência de Marquinhos, levaria Jeferson, ala do Flamengo. 2m07 de altura, ótimo tamanho para um jogador da posição. Vale o investimento num jogador desses, que já mostrou algum potencial.

Mas certamente não será esse o time de Moncho.

E o que vale é o dele. Tomara que ele também esteja inspirado; caso contrário, abre o olho Brasil!!! (como disse outro parceiro em nosso botequim).

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): CBB, Seleção Brasileira Tags: , , ,
09/07/2009 - 11:51

VAREJÃO RENOVA COM O CAVS

Anderson Varejão renovou nesta madrugada de 9 de julho seu contrato com o Cleveland. Vai ficar em Ohio por mais seis temporadas.

Vai receber por esse período um total de US$ 50 milhões. Merecidos, pois ele se mostrou um jogador eficiente, de grupo, disposto a morrer em quadra pelos companheiros, especialmente por LeBron James.

Jogou o ego no lixo desde que chegou à NBA. Nunca quis ser mais do que ninguém; pensou sempre no coletivo, no time.

Faz coisas em quadra, como já disse aqui, que não aparecem nas estatísticas, mas são detectadas pelos olhos atentos dos companheiros e especialmente do técnico Mike Brown.

Esse negócio deixa claro o valor do brasuca. Sei que muitos neste botequim torcem o nariz pelo basquete que ele apresenta em quadra.

Respeito a opinião de todos – nem poderia ser diferente –, mas gostaria de sugerir aos críticos que olhassem o capixaba com um pouco mais de carinho.

Em tempos bicudos, de crise financeira global, com o teto salarial rebaixado, ninguém rasga dinheiro. Se o Cavs está pagando esta fortuna para Varejão é sinal claríssimo que nosso atleta vale o que pesa.

ALEGRIA

De férias aqui no Brasil, Varejão declarou:

– Era o que eu queria. Minha vontade era permanecer em Cleveland. Estou adaptado à cidade, ao time, e adoro os torcedores. Nunca me imaginei longe do Cavs e o que eu mais queria era renovar, ficar onde me sinto em casa. Estou muito feliz. Todos sabem da capacidade da nossa equipe e a chegada de Shaquille O´Neal traz experiência, qualidade e mais força ao nosso grupo. Ele vai se entrosar rápido com o nosso estilo, com o LeBron, vai se encaixar como uma luva na equipe, chega para fazer do Cleveland um time ainda mais poderoso.

A chance de Varejão ser campeão e se transformar no primeiro brasileiro a ganhar um anel na NBA é muito grande. Ele e Shaq vão se entrosar rapidamente. Formarão um dos melhores “frontcourt” da liga para a próxima temporada junto com LBJ.

A alegria não é apenas de Varejão – é nossa!

SELEÇÃO

Com a renovação de contrato, Anderson Varejão mandou avisar: apresenta-se ao técnico Moncho Monsalve no dia 26 de julho próximo.

Ótimo! Com ele no grupo, nosso time nacional ganha uma força e tanto.

Marcelinho Huertas, Leandrinho, ?, Varejão e Tiago Splitter. Um quarteto perfeito.

Falta apenas encontrarmos nosso ala.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, basquete brasileiro Tags: , , , , , , , ,
01/07/2009 - 19:40

O CASO DO SEGURO

Anderson VarejaoComo todos nós estamos carecas de saber, Anderson Varejão optou por testar o mercado. Com isso, não fez valer o seu contrato com o Cleveland para a próxima temporada, que lhe daria algo em torno de US$ 6.2 milhões.

O capixaba pretende ganhar mais e deseja também um contrato maior, pois o atual encerra-se ao final da próxima temporada. Quer dizer, ano que vem, antes do Mundial da Turquia, haverá a mesma ladainha se o acordo for apenas pelo próximo campeonato.

Assinar um novo compromisso com algum time e com um tempo de duração de uns cinco anos, imagino eu, é tudo o que Varejão quer. E ele está mais do que certo; eu faria o mesmo.

Muito bem, dito isso, vamos à página dois desta história. O capítulo chama-se “Seguro”.

A CBB informa que acabou de fazer um seguro para Leandrinho no valor de US$ 18 mil. Chegou-se a esta quantia com base no contrato que o jogador tem com o Suns.

Muito bem, dito isso, vamos à página três desta história. O capítulo chama-se “Seguro do Varejão”.

A CBB informa que não pode fazer um seguro para o ala/pivô capixaba porque ele não tem contrato com nenhum time da NBA no momento, o que é verdade. Por isso, diz o presidente da entidade, Carlos Nunes, o jogador corre o risco de não participar da Copa América de Porto Rico, que começa no final do mês de agosto.

Varejão teria, portanto, pouco mais de um mês para decidir sua vida na NBA. Tempo suficiente, creio eu, para que ele se acerte com algum time – inclusive o próprio Cleveland, por que não?

Muito bem, dito isso, vamos à página quatro desta história. O capítulo chama-se “Se quiser, eu jogo”.

O fato de não ter um contrato com um time da NBA e, consequentemente, impossibilitar a CBB de fazer um seguro, não impede de jeito nenhum Varejão de participar da Copa América. Ele está livre para jogar onde e quando quiser.

O que Varejão não quer é correr riscos. Claro, pois se acontecer uma contusão grave e não houver um seguro, ele ficará completamente desamparado.

Já pensou se acontece o pior? (batamos todos na madeira: toc!toc!toc!). Como é que ele fica?

Portanto, é legítimo da parte do jogador não entrar em quadra se não houver um seguro, fruto de um novo contrato na NBA. Eu faria o mesmo.

Mas vamos deixar claro uma coisa: se quiser, Varejão joga; o que ele não quer é correr risco de espécie alguma.

Eu também não correria.

DEPOIMENTO

A seguir, reproduzo na íntegra, com o devido consentimento, o importante depoimento do nosso parceiro Humberto Alexandre, que mora em Brasília. Caso algum de vocês não tenha lido a mensagem do Humberto, veja o que ele escreveu:

“Sormani, não se iluda com o basquete em Brasília não, este time que temos é formado por interesses políticos e de mídia de empresas e do governo do DF.

O que conta aqui é o descaso e a elitização do esporte. Não existe apoio governamental, pois as quadras públicas estão em estado lastimável e a Federação só existe no Plano piloto ou nos clubes/colégios de classe alta.

Não surgirá um novo basquete no Brasil se ele não emergir das ruas, das pessoas que comecem a praticar por prazer e livremente, para daí então procurarem os clubes e a federação.

Meu filho de nove anos, ao ir comigo ver o jogo no Nilson Nelson, se empolgou e comprou uma bola. Procuramos uma quadra pública aqui em Ceilândia e não existe nenhuma apta para a prática do basquete. Uma vergonha absurda na capital do país.

Portanto não se iluda em pensar que aqui está virando um pólo de basquete, porque é mentira! É só mídia de ocasião de um governador perdulário e muito, mas muito bom de propaganda”.

Muito bem, ontem o Humberto mandou um complemento da primeira mensagem, que eu reproduzo também:

“Destaco que o que afirmei ali é facilmente comprovado por qualquer habitante desta Brasília de meu Deus; inclusive em uma matéria veiculada no “DFTV” (Rede Globo) do dia 26 deste mês, sobre o estado precário das quadras por aqui.

É lamentável ver uma matilha se locupletando do amor dos verdadeiros fãs do esporte, com interesses claramente pessoais, pois fica claro que o objetivo é apenas exposição na mídia e não o desenvolvimento do esporte no tecido social.

E na minha opinião o NBB é um tremendo fracasso, pois não conseguiu nem colocar a transmissão do jogo final na íntegra [na tevê aberta]. O basquete é muito grande pra ser transmitido em flashes e nos contentarmos com isso.

Parece inclusive com o que acontece aqui, uma elitização sem lógica, pois só acompanha basquete no Brasil quem tem tevê a cabo (lembra do “SEXTANBA”, na Band?? Fazíamos reuniões de amigos pra assistir!!!)

Hoje, nem quadra pra jogar as pessoas têm. E os menos abastados estão deletando o basquete pouco a pouco das mentes e corações.

E projetos aqui e ali de heróis de nosso basquete não são suficientes, apesar de louváveis, para reacender a paixão do brasileiro pelo esporte.

O que é preciso é respeito do governo e responsabilidade e ações das federações na re-massificação do basquete e não o encastelamento ridículo em que eles vivem, achando que o SporTV é a salvação da lavoura.

Desculpe o desabafo e parabéns pelo ‘botequim’ do qual me torno assíduo frequentador”.

Como disse ao Humberto, o espaço aqui é democrático. Todos podem se manifestar livremente, desde que haja respeito entre a gente. Felizmente, à exceção de um caso aqui, outro ali, nossa freguesia é excelente.

E deixo aberto também esse espaço para que o governo do Distrito Federal se manifeste, bem como a direção da NBB.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, basquete brasileiro Tags: , , , ,
19/06/2009 - 18:32

QUE CHEIRO É ESSE?

O site “BasketBrasil” publica uma entrevista com Leandrinho. Nela, o armador do Phoenix ratifica uma vez mais sua posição em defender a seleção brasileira na Copa América.

O torneio, classificatório para o Mundial da Turquia no ano que vem, será jogado entre os dias 26 de agosto e seis de setembro. Local: Porto Rico.

“Temos que pensar tudo passo a passo, e o primeiro é classificar na Copa América, e também conquistar o título. Temos bons jogadores para chegar lá e sermos campeões, e essa é a hora, esse é o momento. Se Deus quiser, vai dar tudo certo”, disse Leandrinho ao site.

Ótimo, não é mesmo? Sim, mas a mesma matéria diz o seguinte: “(…) Leandrinho vem se tratando de uma puberite [que eu não sei o que é] com o médico do Flamengo, Dr. José Luiz Runco”.

Hum… sei não; isso não está me cheirando bem.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): basquete brasileiro Tags:
27/03/2009 - 11:28

UMA SURRA E TANTO

Não vi todos os jogos do Chicago, óbvio. Mas creio que dá para dizer que a vitória de ontem diante do Miami por 106-87 representou o melhor desempenho do time nesta temporada.

O Chicago jogou muito; ou melhor, jogou muito no segundo tempo, quando triturou o time da Flórida.

O período inicial foi disputado, igual. Tanto que somado os dois primeiros quartos, o Heat foi para o vestiário na frente em dois pontos: 49-47.

Na volta, o Bulls incendiou o United Center. Aniquilou o Miami no terceiro quarto, vencendo por 32-14, e não perdeu mais o controle do jogo.

John Salmons (foto AP), uma ótima aquisição feita numa troca com Andres Nocioni, barbarizou no terceiro período. Anotou 13 de seus 27 pontos nesses 12 minutos em questão e não encontrou barreiras pela frente, pois Jamario Moon não foi páreo para suas investidas ofensivas. Acertou 52.6% de seus arremessos (12-22).

“Nós estamos jogando bem”, disse Salmons depois da partida. Nem precisava; todo mundo viu. “Quando movimentamos a bola como hoje, é difícil para qualquer defesa”.

Verdade.

Nada menos do que seis jogadores terminaram a partida com um duplo dígito na pontuação. Além dos 27 pontos de Salmons – ele não é a cara do Wesley Snipes? –, Ben Gordon fez 18, Tyrus Thomas e Kirk Heinrich 15 cada um, Brad Miller 12 e Joakim Noah 10.

Deu gosto ver o Chicago. Pena que o time não jogue sempre assim.

Se o fizesse, engrossaria para muitos adversários.

ENERGIA

Brad Miller foi outra grande aquisição do time da cidade dos ventos. Assim como John Salmons, veio do Sacramento.

Miller não é nenhum primor tecnicamente falando; mas tem uma energia, um coração que a gente derruba lágrimas de felicidade e emoção quando o vemos trabalhando. Não chega a ser um Chris Andersen, mas luta bravamente.

Antes todos fossem como eles; mas não são e não vamos entrar em detalhes, pois não é o caso. Neste botequim falamos de basquete e ponto final.

Bem, mas voltemos a Miller. O duplo rebote ofensivo que ele pegou a 1:11 minuto do final do terceiro quarto foi um desses lances que exemplificam bem o caráter do jogador.

Lutou ferozmente pelo ressalto e levou a melhor diante da zaga do Heat. Abençoado, teve seu esforço recompensado com a finalização da jogada: passou a bola para Derrick Rose, que infiltrou e encerrou o ataque com uma ponte-aérea para Tyrus Thomas, que sacudiu das poltronas os 21.908 torcedores que foram à arena.

A enterrada veio seguida de falta, o que acabou resultando em um ataque de três pontos. O Bulls pulou à frente em 14 pontos (77-63) e deixou claro a Dwyane Wade e companhia que a noite seria de ventania.

CLASSIFICAÇÃO

Com o resultado, o Chicago pulou da oitava para a sétima posição na Conferência Leste. Tem um percentual igual ao do Detroit, mas vence o adversário de Michigan pelo critério de desempate.

Por isso ocupa a melhor vaga. Mas no número de derrotas, tem uma a mais que o Pistons. Ocupa, na verdade, a oitava e não a sétima posição.

O que anima seus torcedores é que dos restantes nove confrontos apenas um deles será contra uma equipe que tem um aproveitamento superior a 50%. Falo do Philadelphia – que não é nenhuma maravilha, convenhamos.

Os demais oponentes trabalham no vermelho e, deles, apenas o Detroit encontra-se no G-8. A partida será no Palácio de Auburn Hills e pode, na ocasião, estar determinando posições dentro da conferência.

São os dois jogos mais complicados. Os demais são as chamadas babas.

E tudo viagem curta.

E mais ainda: dos nove enfrentamentos finais, seis serão em Chicago, onde o time venceu seis de seus últimos sete combates.

Bons ventos sopram, realmente, na cidade dos ventos.

MVP

Ontem a TNT falou dos candidatos a melhor jogador desta temporada regular. Mostrou o desempenho de Dwyane Wade, LeBron James e Kobe Bryant.

Deixou claro que os três são legítimos postulantes ao troféu.

Mas assim como outros frequentadores deste botequim, eu não consigo colocar D-Wade (foto AP) neste pacote. A campanha do Miami é seu maior adversário.

LBJ e Kobe, ao contrário, lideram as duas equipes mais poderosas desta competição. Arrebentam em quadra e, exigentes que são quando trabalham, fazem com que seus companheiros também joguem em um nível superior. Caso contrário, não conseguirão acompanhá-los.

Este é um dos grandes segredos de um fora-de-série: melhorar o nível de rendimento dos jogadores que gravitam em torno de si. Michael Jordan fez isso no Chicago; LBJ e Kobe fazem o mesmo, hoje, em seus times.

D-Wade não conseguiu, nesta temporada, repetir a dose de 2005-06, quando o Heat foi campeão da NBA. A campanha atual é modesta: 38 vitórias e 34 derrotas.

Jordan cansou de fazer o que D-Wade faz nesta temporada, individualmente, e foi premiado apenas uma vez. Ocorreu no campeonato de 1987-88, quando o Bulls terminou em terceiro lugar na conferência com uma campanha de 50 vitórias e 32 derrotas, atrás de Boston e Detroit, respectivamente.

MJ terminou a fase de classificação como cestinha da competição com exatos 35 pontos de média. Nos playoffs… bem, não importam os playoffs, porque o MVP foi da fase de classificação – e não das finais.

Como se vê, números bem mais robustos dos que D-Wade apresenta nesta temporada. Por isso, entendo que D-Wade tem que ficar de fora nesta corrida.

Ela deve se resumir a LeBron e Kobe.

RODADA

O Lakers deu mais um passeio por terras do leste americano. Venceu seu terceiro jogo consecutivo. Faltam mais três para arrumar as malas e voltar para casa. Embora o primeiro tempo tenha sido disputado, o Detroit não foi páreo nos dois últimos quartos. Sentindo, seguramente, a ausência de três titulares (Allen Iverson, Rip Hamilton e Rasheed Wallace), o Pistons não teve pernas para suportar o ritmo final dos angelinos, que fecharam a partida em 92-77. Kobe Bryant foi o cestinha da peleja com 30 pontos. Pegou oito rebotes e deu sete assistências. Havia nove partidas que o Lakers não conseguia vencer o Detroit em Auburn Hills… O Phoenix se complicou com a derrota de ontem para o Blazers, em Portland, por 129-109. Tem agora quatro derrotas a mais que o Dallas. Dez são os jogos restantes para o Suns; 11 para o Mavs. Sinceramente, esquece. Vamos ver Leandrinho em ação, novamente, apenas no final do ano, quando começará a próxima temporada.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , ,
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