Pra quem está ansioso como eu: a tabela desta temporada deve ser divulgada pela NBA no dia 6 próximo, terça-feira da semana que vem. Segundo o site NBC Sports, o anúncio será feito durante um programa da NBA TV, às 19h de Nova York (22h de Brasília).
O campeonato, isso a gente já sabe, começa no dia 25, num belíssimo presente para aqueles, como nós deste botequim, que são fanáticos pela NBA. Os prélios, nunca é demais lembrar, são:
New York x Boston (15h) — TNT
Dallas x Miami (17h30) — ABC
Lakers x Chicago (20h) — ABC
Oklahoma City x Orlando (23h) — ESPN
Golden State x Clippers (1h30) — ESPN
Lembrando, uma vez mais, que os horários são de Brasília e as emissoras são norte-americanas. Aqui no Brasil, a ESPN internacional vai transmitir, seguramente, uma partida. Espero que a ESPN HD mostre outra.
De todo o modo, anseio também que até lá a NBA disponibilize o pacote “League Pass”, o objeto de desejo de todos deste botequim. Assim que eu souber algo sobre o pacote, eu conto. Mas se alguém tiver informação antes de eu contar, que conte então.
PREOCUPAÇÃO
O San Antonio voltou a treinar ontem, sexta-feira. Nem todos os jogadores, é verdade, mas Tim Duncan estava lá. Tiago Splitter, não; o pivô brasileiro ainda continua na Espanha.
Claro que Tiago (foto) vai retornar ao Spurs. Fará neste domingo, contra o Real Madrid, seu último jogo pelo Valencia. O catarinense participou de apenas dois jogos com a camisa laranja do time espanhol. Anotou 13,5 pontos de média e nesses dois cotejos o Valencia venceu.
Para um jogador que não contou com a simpatia do treinador na temporada passada, penso que Splitter deveria ser o primeiro a chegar. Antes mesmo de Timmy.
RETORNO 2
Outro brasileiro que regressa aos EUA é Leandrinho Barbosa. Ele se apresenta na próxima segunda-feira ao Toronto. Hoje, no entanto, o ala-armador fará seu último jogo com a camisa do Flamengo.
E o adversário não poderia ser melhor: a Liga Sorocabana, que ainda tem encontrar sua identidade no campeonato. Ou seja: o Flamengo tem tudo para vencer e LB fazer uma partida para fica na memória dos torcedores.
O Flamengo espera que não seja um “adeus” de Leandrinho, mas sim um “até breve”. Isso porque, se não der zebra, o Toronto não se classifica para os playoffs da NBA e, por conta disso, Leandrinho jogaria os playoffs do NBB com a regata flamenguista.
Acho que tem tudo para isso acontecer.
OPÇÃO
O Chicago não deve fazer nenhuma contratação bombástica; nem precisa. Afinal, o time é o atual vice-campeão do Leste, fez a melhor campanha do campeonato passado e teve em Derrick Rose o MVP da temporada regular.
Mas a gente sabe que o Bulls precisa de um artilheiro para ajudar D-Rose em quadra. Dos agentes livres que estão à disposição neste momento, Jason Richardson surge como a melhor opção para o técnico Tom Thibodeau.
J-Rich é artilheiro nato. Com suas pelotas longas, de três pontos, costuma bagunçar a defensiva adversária.
Com ele com a camisa tricolor, repito, D-Rose terá um desgaste menor, especialmente quando os playoffs chegarem.
A meu ver, nada de Caron Butler ou Josh Howard. O cara que o Chicago tem que pegar é Jason Richardson (foto).
Claro que Brandon Roy seria melhor, mas o ala-armador do Portland não está disponível e se for demitido pelo Blazers por conta da cláusula de anistia, o Minnesota já disse que o quer. E o Wolves, por não ter estourado o “cap”, tem prioridade em relação ao Chicago.
CONTRARIEDADE
Rajon Rondo está P da vida em Boston. Como na temporada passada, novamente ele está na berlinda. E só está na berlinda porque rumores dão conta de que o Celtics quer se livrar dele.
Rajon é excelente jogador, um dos melhores armadores da NBA na atualidade. Mas ele é um cara problemático. Doc Rivers, técnico do alviverde de Massachusetts, já reclamou do fato de ele ser indisciplinado.
Falou-se numa troca com Chris Paul. Mas CP3 teria dito que no Boston não quer jogar porque o tripé de sustentação do time está envelhecido e, daqui a dois anos, imagina, ele pode estar como uma andorinha em Boston e sozinho tentando fazer um verão.
Rajon tem mais quatro anos de contrato com o Boston e uma média de US$ 11,5 milhões por temporada.
O Celtics, leia-se Danny Ainge, tem que começar a se coçar. CP3 tem razão: esse time do Boston aguenta mais esta temporada; duvido que aguente a próxima.
Se quiser Paul, o Boston tem que ter outros jogadores jovens e de destaque em seu elenco. Caso contrário, poderá voltar ao ostracismo.
CONTAS
A situação de Dwight Howard em relação ao dinheiro é a seguinte:
1) Se ficar no Orlando e jogar toda a temporada e na sequência optar por sair, ele assina um contrato máximo de quatro anos com outra franquia em troca de US$ 80,5 milhões, o que dá um salário anual de US$ 20,12 milhões;
2) Se sair antes do “deadline” (fevereiro do ano que vem), ele pode fazer um “sign-and-trade” o que daria ao seu novo time a possibilidade de oferecer-lhe um contrato de US$ 110,8 milhões por cinco anos, US$ 22,16 milhões por temporada.
Quanto a Chris Paul, o cenário é este:
1) Se ficar no New Orleans e jogar toda a temporada e depois se mandar, assina um contrato máximo igualmente de quatro anos com seu novo time em troca de US$ 75,8 milhões, o que daria US$ 18,95 milhões por temporada;
2) Se for trocado antes do “deadline”, o cenário também será favorável: seu novo time pode oferecer-lhe um contrato de cinco anos com um total de US$ 100,2 milhões, ou US$ 20,04 milhões por campeonato disputado.
Como se vê, é de interesse dos dois a segunda opção: deixar seus times antes de esta temporada se encerrar.