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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012 NBA, basquete universitário norte-americano | 11:46

GUARDEM BEM ESTE NOME: AUSTIN RIVERS

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Austin Rivers; guardem bem este nome.

O garoto de apenas 19 anos foi responsável nesta madrugada por um dos feitos mais espetaculares na centenária rivalidade entre Duke e North Carolina. No estouro do cronômetro, Rivers acertou sua sexta bola de três pontos e levou sua escola, Duke, à vitória por 85-84.

Mas não foi uma vitória qualquer. Ela aconteceu dentro do Dean Dome, ginásio de North Carolina, onde não se encontrava espaço nem para respirar. Havia exatamente 21.750 pessoas dentro do edifício onde Michael Jordan começou a escrever sua incomparável história dentro do basquete.

Entre esses torcedores, um chamava atenção em particular: Doc Rivers, técnico do Boston Celtics. Doc é pai de Austin e sentava duas fileiras atrás do banco de Duke, próximo ao técnico Mike Krzyzewski, o Coach K.

A explosão de alegria de Doc Rivers foi espetacular. Ele abraçava e beijava a todos; era abraçado e beijado por todos. E não era para menos.

Austin terminou a partida com 29 pontos, seu recorde no basquete universitário, onde está apenas debutando. Acertou seis das dez bolas de três e foi um tormento para o time adversário, que não encontrou antídoto para seu veneno.

O filho prodígio de Doc é ótimo. Já tem jogo de NBA. É habilidoso e rápido com a bola nas mãos. Por conta disso, pela facilidade com que se livra dos marcadores, ele quebra a defesa adversária, pois a ajuda sempre aparece, o que acaba por desmoronar a parede defensiva.

Quando não sai o passe que abre caminho em direção à cesta adversária, sai o tiro longo, quase sempre à vontade, pois a marcação, por mais rápida que seja, não tem a mesma rapidez de Rivers e quase sempre chega desequilibrada.

Mas, como num roteiro holiwoodiano, não foi assim no lance derradeiro da partida desta quinta-feira que deu a vitória a Duke.

O pivô Tyler Zeller, depois de ter acertado o primeiro lance livre, errou o segundo e o pivô Mason Plumlee pegou o rebote para Duke. O telão central do Dean Dome mostrava que faltavam apenas 13 segundos para o final da partida e que Carolina estava na frente em 84-82.

Plumlee, rapidamente, passou a bola para Rivers, que recebeu a imediata marcação de Harrison Barnes. Ao cruzar o meio da quadra, num corta-luz, Barnes ficou para trás o que deixou Zeller (2,13m) na frente de Rivers. Era tudo o que Carolina precisava, pois dava a impressão de que aquele corta-luz, na verdade, levou Rivers para um beco sem saída, pois ele acabou na lateral direita de seu ataque.

Zeller estava lá, era como um Golias à frente de Davi, gigantesco. Mas Rivers não se impressionou com o tamanho do inimigo, que com o braço direito levantado, no momento em que ele arremessou, edificou uma parede de quase três metros à sua frente. O arremesso saiu preciso e a bola entrou espetacularmente, calando o Dean Dome e levando à loucura seus companheiros, Coach K e seu staff e a minúscula torcida de Duke que se postava atrás do banco de reservas.

Foi novamente a vitória de Davi contra Golias, num roteiro que Hollywood, quem sabe um dia, pode transformar em filme.

Austin Rivers; guardem bem este nome. Ele será um dos maiores jogadores de sua geração e ajudará a NBA a prosseguir sua saga.

Abaixo, veja o vídeo com o arremesso decisivo:

ANÍMICO

O basquete universitário camufla muitos craques, pois eles ficam à mercê de caprichos de treinadores que se escondem atrás do dogma de que estão ensinando os fundamentos da modalidade para não deixar os meninos jogarem no seu limite.

Austin Rivers mostrou ter personalidade. Mesmo jogando para o Coach K, o técnico mais respeitado do basquete dos EUA no momento, o camisa 0 de Duke impôs sua vontade em quadra.

Seu corpo e sua alma eram o termômetro do que estava acontecendo na partida entre Duke e North Carolina. Coach K, por mais brilhante que seja, não estava em quadra — e nunca estará, como nenhum treinador jamais estará. Coach K via tudo do lado de fora, com seu olhar aguçado e sua inteligência incomparável. Mas ele tem limites, pois está sempre de terno e gravata e não com um fardamento de jogo.

Duke arremessou nada menos do que 36 bolas de três durante a partida desta madrugada. Duvido que esse tenha sido o plano de jogo da escola, ainda mais em se tratando de basquete universitário.

Foram os jogadores quem determinaram isso ao perceberem que a vitória só viria se eles não parassem de arremessar de longe, pois Carolina não tinha resposta para esses chutes quilométricos. O jogo interior não funcionava, uma vez que Carolina dominava completamente o garrafão defensivo e ofensivo.

Coach K, com seu semblante de pedra, teve a maturidade, a sensibilidade e a sabedoria para dar voz a seus comandados. Procurou o lixo que estava próximo a seu banco e lá depositou seu ego.

Deu voz a seus jogadores e por conta disso Duke venceu. Por conta disso, repito, é o treinador de basquete mais respeitado dos EUA no momento e um dos maiores de toda a história norte-americana, o homem que ajudou os norte-americanos a encontrar a redenção no basquete mundial, primeiro reconquistando o ouro olímpico em Pequim-08 e depois reavendo o ouro no Mundial da Turquia, em 2010.

Talvez trabalhar com os profissionais tenha mudado seus conceitos e sua personalidade. Talvez trabalhar com os profissionais tenha mostrado a Coach K que embora o basquete seja um jogo estratégico, ele não está e nunca estará engessado por táticas e planilhas.

Estas ajudam, evidente que sim, mas são os jogadores que sentem a partida e podem (e devem) mostrar ao treinador o que está ocorrendo em quadra. Talvez trabalhar com os profissionais tenha mostrado a Coach K essa realidade: o basquete, embora extremamente tático, é principalmente um jogo anímico.

Nesta madrugada ele viu que seus meninos não paravam de acertar bolas de três. Não teve chiliques do lado de fora, entendendo que aquilo estava aniquilando com seu plano de jogo. Ao contrário, viu que aquele era o único caminho para a vitória.

E deu voz a seus comandados, como um grande comandante deve fazer.

NBA

O Cleveland conquistou uma vitória espetacular diante do LA Clippers: 99-92. Anderson Varejão fez 15 pontos e apanhou 11 rebotes, três deles ofensivo; foi seu quinto “double-double” seguido e o 14º no campeonato, oito a menos do que Kevin Love, o líder geral.

O capixaba continua em quarto lugar entre os melhores reboteiros do campeonato (11,8 por partida) e permanece como líder quando o assunto são os ressaltos ofensivos (4,5).

Do jogo quero dizer mais o seguinte: Blake Griffin desapontou-me profundamente. Há algum tempo tenho notado que trata-se de mais um jogador sujo que o basquete produz. O que ele fez com Varejão mostrou que minha desconfiança procedia.

Daqui para frente o que desejo a ele é que receba sempre em dobro o que fizer para seus adversários. E passo a nutrir por ele um desprezo profundo.

E o Clips, que estava no meu coração, por conta de Griffin já não está mais.

Em Denver, outro brasileiro entrou em quadra, mas não deu a mesma sorte: o Nuggets de Nenê Hilário foi batido pelo Dallas por 105-95. O paulista anotou também um “double-double”: 15 pontos e 10 rebotes.

Este revés do Denver dá-me a certeza de que minha impressão inicial não era descabida: o time do Colorado tem limites e não pode ser encarado como um contendor de peso no Oeste. A derrota de ontem foi a quarta consecutiva e a sexta nos últimos sete jogos.

Com isso, o time, que já foi vice-líder da conferência, amarga agora a sexta colocação.

No Canadá, o Toronto seguiu contando sua história de fracassos nesta temporada. Recebeu o Milwaukee e perdeu por 105-99. Foi a quarta partida sem vitória do Raptors. Dos últimos 20 confrontos, ganhou só cinco.

Leandrinho Barbosa jogou apenas 14 minutos e marcou 11 pontos. Não vi os últimos jogos do time canadense, mas estou encafifado: será que LB perdeu a confiança do treinador?

Não vejo motivos para isso, mas se alguém souber de algo que eu não sei, por favor, conte-nos.

Na Filadélfia, o Sixers recebeu o San Antonio de outro brasileiro, Tiago Splitter, e perdeu: 100-90. Nosso catarinense, uma vez mais, foi bem ofensivamente falando: 15 pontos. Jogou apenas 17 minutos. Por que só isso?

O dono do jogo foi, uma vez mais, Tony Parker (foto AP). O armador anotou 37 pontos e ainda encontrou tempo para dar oito assistências. Nos últimos três prélios o francês tem média de 33,3 pontos por partida.

Bem, nada mais tenho a declarar sobre os jogos de ontem na NBA. Se alguém tiver alguma informação relevante ou um comentário a fazer, por favor, levante-se e fale.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

sábado, 4 de fevereiro de 2012 NBA | 15:39

LAKERS JOGA COMO UM TIME E NÃO COMO TIME DE UM JOGADOR SÓ E VENCE O DENVER NO COLORADO

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O Lakers conseguiu ontem à noite sua terceira vitória fora de casa nesta temporada. Três vitórias em dez jogos disputados; muito pouco para um time como o Lakers, convenhamos.

E conseguiu vencer o Denver no Colorado por 93-89 porque jogou como um time e não como um time de um jogador apenas. Kobe Bryant não precisou fazer 40 ou mais pontos. Ele contribuiu com apenas 20, mas entregou nove passes corretos que se converteram em cestas. Andrew Bynum anotou 22 pontos e capturou dez rebotes. E Pau Gasol fez 13 pontos e coletou 17 ressaltos.

Ou seja: seus três principais jogadores tiveram um comportamento semelhante. Se continuar assim, o Lakers reverte esse marcador, atualmente em desvantagem (3-7) e passará a trabalhar no positivo brevemente.

Mas para que isso ocorra o time precisa continuar jogando como um time e não como um time de um jogador apenas.

DESASTRE

Danilo Gallinari, que tem jogado o fino da bola nesta temporada, negou fogo na derrota diante do Lakers. Anotou apenas seis pontos, acertou só um de seus nove arremessos, uma bola de três das seis que disparou contra o aro adversário.

Um desastre.

Em compensação, Al Harrington voltou a jogar bem: 24 pontos vindos do banco, em 36:52 minutos em quadra.

Al não é titular se você levar em consideração que ele não é anunciado pelo locutor do ginásio. Mas se você é daqueles, como eu, que se liga nos minutos jogados e nos momentos em que o jogador está em quadra, você conclui, como eu, que Al Harrington é titular como ala-pivô fazendo par com Nenê Hilário, com o russo Timofey Mozgov sendo um reserva que apenas tem o gostinho de ouvir seu nome anunciado pelo locutor do ginásio.

Nenê? Nada de especial: 12 pontos e seis rebotes, nenhum ofensivo. O jogo de sempre.

OPOSTO

Seguimos falando de basquete; não se engane com o título e vá pensar que o assunto agora é voleibol. É basquetebol mesmo.

Falei em oposto porque Anderson Varejão teve um desempenho bem diferente de Nenê.

Assim como Nenê, Varejão saiu derrotado de quadra. Seu Cleveland, jogando em Orlando, perdeu para o Magic por 102-94. Mas o capixaba foi um gigante diante de outro gigante, Dwight Howard.

Não é fácil enfrentar D12 — Nenê que o diga. Varejão encarou a fera, fora de casa e saiu-se muito bem: 12 pontos e 15 rebotes, sendo três deles ofensivos.

Ok, eu vi, já escutei você, que não gosta do Varejão e diz que não é Pacheco, eu vi que o Varejão tomou toco de D12, isso e aquilo. Mas eu não estou comparando o brasileiro com o norte-americano. Não sou louco, sei que Dwight é mais jogador que Anderson.

O que quero dizer é que Varejão não afinou. Fez novamente seu papel com dignidade e categoria.

Com isso, continua em quarto lugar entre os melhores reboteiros do campeonato, em um universo com algo em torno de 120 jogadores. Tem 11,6 ressaltos por partida. E quando o assunto são os rebotes ofensivos, tem média de 4,6 por partida e posiciona-se espetacularmente no primeiro lugar.

PALMAS

Por falar em espetacular, Leandrinho Barbosa, depois de dois jogos apagados, voltou a jogar bem. Foram 19 pontos na vitória do seu Toronto diante do Washington por 106-89.

Esses 19 pontos garantiram-lhe o privilégio de ser o cestinha do time. Mesmo tendo errado seus três arremessos triplos, coisa que ele não costuma fazer.

PUXA!

O Indiana foi a Dallas e venceu o Mavs por 98-87. Eu não vi o jogo, mas, mesmo na pindaíba em que se encontra o atual campeão da NBA, vencer o campeão e na casa dele é algo para se tirar o chapéu.

Olho o “box score” e vejo que Paul George fez 30 pontos e foi o cestinha do jogo ao lado de Dirk Nowitzki.

Alguém tem algo pra contar sobre a contenda? Ricardo Camilo está por aí?

ARTILHEIRO

Por falar em pontuação alta, Kevin Durant marcou 36 na vitória de seu Oklahoma City diante do Memphis por 101-94.

KD foi o cestinha da NBA nos dois últimos campeonatos. Atualmente está em terceiro lugar, com média de 27,0 pontos, atrás de Kobe Bryant (29,5), o líder, e LeBron James (29,2), o vice-líder.

Querem apostar que Durant acabará como cestinha desta temporada também?

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

sábado, 28 de janeiro de 2012 NBA | 14:11

SÓ NENÊ VENCEU, MAS INDIVIDUALMENTE OS BRASILEIROS FORAM BEM NA RODADA DE ONTEM DA NBA

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Só Nenê Hilário saiu de quadra vencedor na rodada de ontem da NBA. Leandrinho Barbosa, Anderson Varejão e Tiago Splitter foram para o banho derrotados.

Individualmente, no entanto, os quatro foram vencedores uma vez mais. Aliás, como estamos constatando, o momento dos brasileiros na NBA é muito bom. Nenhum deles está rateando.

E isso é bom, pois estamos em ano olímpico.

DESTAQUE

O melhor jogo da noite envolvendo brasileiros aconteceu no Pepsi Center de Denver. Lá, o Nuggets de Nenê recebeu o Toronto de Leandrinho. Os anfitriões venceram por 96-81.

(Antes de falarmos sobre o duelo de brasileiros, uma informação: o Denver é o terceiro colocado na classificação geral da NBA, atrás apenas de Oklahoma City e Chicago.)

No site da NBA, quando termina o vídeo com os highlights da partida, os nomes de Nenê e Leandrinho aparecem como destaques do jogo. E foram mesmo.

Nenê (foto) cravou um “double-double”, com 20 pontos e dez rebotes. Foi o quarto duplo-duplo do são-carlense no torneio, ele que ainda encontrou tempo ainda para roubar três bolas.

A agressividade de seu jogo pôde ser medida pelo número de vezes que visitou a linha do lance livre: 14. Acertou o alvo em dez oportunidades, o que deu um percentual de acerto de 71,4%.

Leandrinho é o sexto homem do Toronto. Aliás, este é mesmo o papel que cabe a LB na NBA: sexto homem. E o paulistano sabe aproveitar esta função e não tem negado fogo. Por isso mesmo tem sido importante para um time que não tem importância nenhuma, infelizmente para ele, que merecia coisa muito melhor.

Leandrinho anotou 19 pontos, transformando-se no cestinha do time. Com seus braços ágeis e longos, roubou ainda duas bolas. E deu três assistências. Sem dúvida alguma, o destaque dos canadenses na partida.

Aliás, desde que a gente “puxou a orelha” de LB há umas duas semanas, o ala-armador reagiu rapidamente, como todo jogador competitivo faz.

Havíamos destacado que LB vivia um mau momento no Raptors. Nos dias 4, 6 e 7 de janeiro, contra Cleveland, New Jersey e Philadelphia, Barbosa havia anotado apenas oito pontos.

Dissemos também que se ele continuasse jogando daquela maneira, não iria conseguir um bom time na próxima temporada e nem um salário digno de seu basquetebol.

Não acredito que ele tenha passado por este humilde botequim; prefiro dizer que foi uma grande coincidência. Mas o fato é que desde aquele dia, Leandrinho se transformou e fez ressurgir o “The Blur” que tanto sucesso fez em Phoenix.

De lá pra cá foram 12 pelejas. Em apenas uma delas LB (foto) não teve um duplo dígito. Foi na derrota para o Boston por 96-73, quando ele anotou seis pontos. Nos outros embates, ele totalizou 193 pontos.

No total, foram 199 tentos, o que dá uma média no período de 16,6 pontos por partida. Isso vindo do banco de reservas, não se esqueçam.

Nas cidades gêmeas, Minneapolis/Saint Paul, o Minnesota recebeu o San Antonio de Tiago Splitter e venceu por 87-79. Tiago nada teve a ver com a derrota do San Antonio.

A derrota do San Antonio tem que ser creditada a Tim Duncan. Mas Timmy tem uma gorda poupança no Texas e ninguém ousou reclamar de seus míseros nove pontos, frutos de um desastroso aproveitamento de 2-12 (16,7%) nos arremessos.

No jogo passado (vitória sobre o Atlanta por 105-83), Timmy fez meia dúzia de pontos (três arremessos encestados de apenas sete tentados). Ou seja: nos dois últimos confrontos disputados, Duncan anotou 15 pontos, o que dá uma média de 7,5 (5-19, 26,3%).

Como disse, a contribuição de Timmy para o SAS é enorme e não se ouvirá nem um pio sequer de gente reclamando das suas duas últimas performances.

Mas vamos falar de Tiago Splitter (foto). O barriga-verde anotou 12 pontos e pegou sete rebotes. Ficou em quadra 27:13 minutos, enquanto que DeJuan Blair, seu rival na posição, jogou 15:22 e zerou na partida.

Embora não saia jogando, Splitter é o titular, compondo o garrafão ao lado de Tim Duncan. Ele tem mais minutos que o baleinha texano e sempre está em quadra nos momentos importantes das partidas ou quando elas estão para ser fechadas.

Há seis jogos Splitter tem um duplo dígito na pontuação. Totalizou nestas pelejas uma média de 14,2 pontos e 7,3 rebotes.

Tem sido aprovado com louvor e os críticos têm dito isso com todas as letras.

Finalmente, o jogo em Cleveland. Que decepção! O Cavs perdeu para o New Jersey (99-96), uma equipe que vem capengando na competição, muito embora (justiça seja feita), o Nets tenha vencido três dos últimos quatro jogos ou (se você preferir) quatro dos últimos seis, dando mostras de que está reagindo.

Mas como o Leste é menos competitivo que o Oeste, o Cavs, mesmo com uma campanha de 7-11 (38,9%), posiciona-se na oitava posição, dentro da zona de classificação para os playoffs.

Quanto a Anderson Varejão, o capixaba teve muitos problemas com Chris Humphries, um jogador que eu acho extremamente subestimado. Humphries, aquele que ficou casado apenas 72 dias com Kim Kardashian (foto), tem médias de 13,4 pontos e 10,8 rebotes por jogo.

Levou a melhor diante de Varejão no prélio de ontem em Ohio: marcou 18 pontos e pegou 11 rebotes, enquanto que o nosso brasuca ficou nos quatro pontos e nove rebotes, apenas dois no ataque.

De todo o modo, como temos dito aqui no botequim, Varejão faz um grande campeonato e ouve-se um zumzumzum sobre ele estar no “All-Star Game” de Orlando.

O que eu acho? Difícil; praticamente impossível.

Dos brasileiros, o único que deve estar no ASG é Tiago Splitter. Deve participar do “Rising Stars Challenge”, o novo nome do jogo entre os “rookies” e os “sophomores”.

E mais: Splitter é forte candidato para ficar com o troféu “Most Improved Player” pelo que ele vem apresentando até o momento.

E se Leandrinho continuar nesta toada, corre por fora para ser eleito pela segunda vez como o melhor reserva da temporada.

Já pensaram? Varejão no “All-Star Game”; Splitter no “Rising Stars” e MIP da temporada; Leandrinho eleito melhor reserva; e Nenê jogando com a camisa da seleção brasileira em Londres.

Pronto: o ano seria perfeito.

RODADA

Não, nenhuma linha sobre os demais jogos. Quem quiser comentar, fique à vontade, pois, como sabemos, o botequim não é meu nem seu: é nosso.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 NBA, Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 19:07

A ARGENTINA NAS OLIMPÍADAS E A LUCIDEZ DE OSCAR SCHMIDT

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A Argentina convocou ontem oito jogadores para os Jogos Olímpicos de Londres, que serão disputados de 27 de julho a 12 de agosto. Os outros quatro nomes restantes serão anunciados com o passar dos meses.

Ao mesmo tempo em que divulgou este octeto, a Confederação Argentina de Basquete revelou os nomes dos profissionais que vão compor a comissão técnica, encabeçada por Julio Lamas.

A novidade ficou por conta da adição de Sergio Hernandez (foto site CBAA, com Lamas à esq. e Hernandez à direita), que dirigiu o time principal até bem pouco tempo. Foi nas mãos de Hernandez que Los Hermanos ficaram em quarto lugar no Mundial do Japão e conquistaram um bronze nos Jogos de Pequim, em 2008.

Hernandez voltou, penso eu, à distância, e cá com meus botões, porque o desempenho da Argentina no Pré-Olímpico de Mal del Plata foi decepcionante. Os argentinos ganharam a competição, é verdade, mas perderam para o Brasil diante de 12 mil incrédulos torcedores na fase de classificação. E na decisão do torneio teve dificuldades para ficar com a medalha de ouro, apesar de apoiada pelos mesmo 12 mil fanáticos torcedores.

Todos imaginavam que a Argentina fosse passear diante dos rivais, mesmo tendo perdido Andrés Nocioni no primeiro jogo e Leonardo Gutierrez, que com uma distensão muscular nem participou da competição. Mas não foi o que se viu.

E é sempre bom lembrar que o Brasil jogou sem Leandrinho Barbosa, Anderson Varejão e Nenê Hilário. E Tiago Splitter atuou lesionado, bem abaixo de sua capacidade.

Nossos desfalques foram em maior quantidade e em qualidade também. Nocioni e Gutierrez não estavam na época — e nem creio que hoje em dia — no mesmo nível de Nenê, Leandrinho e Varejão.

Por isso, Lamas patinou no comando da equipe. Quando procurou um ombro amigo, não tinha com quem contar.

Seu assistente mais próximo, Gonzalo García, técnico do Flamengo, deixa a desejar — pelo menos é o que diz em suas twitadas o competente Fabio Balassiano, dono do blog Bala na Cesta. “Ele não está à altura do time”, costuma dizer Bala em relação a Gonzalo no comando do Flamengo — e eu vou na opinião dele, pois não assisto muito aos jogos do NBB.

Por conta disso, deduzo eu, Hernandez voltou.

Mas vamos ao mais importante dessa história toda: os jogadores argentinos convocados. Como está a Argentina para as Olimpíadas?

ANÁLISE

Olhando os oito convocados por Lamas e tendo na retina o desempenho deles no Pré-Olímpico de Mar del Plata e nos dias de hoje, eu acho que o Brasil, bem treinado e disciplinado, entendendo o que Rubén Magnano quer, é mais time que a Argentina.

Vejamos:

1) Manu Ginobili (San Antonio Spurs) — Com a mão quebrada no momento, ficará no estaleiro até meados do mês que vem. No Pré de Mar del Plata, foi muito bem marcado por Alex Garcia e não conseguiu render. Manu (foto) chegará aos Jogos Olímpicos com 35 anos e trará consigo toda uma temporada na NBA. Pra mim, o gênio argentino dá sinais de cansaço.
2) Luis Scola (Houston Rockets) — Belíssimo atacante. Pode fazer uma média de 25 pontos por jogo. Mas em cima dele o adversário pode construir o mesmo número de pontos. Terá 32 anos em Londres.
3) Carlos Delfino (Milwaukee Bucks) — É uma espécie de desafogo da Argentina com suas bolas certeiras de três. Este é seu cartão de visita. Bem vigiado, é possível subtrair muito de seu jogo. Contará com 29 anos na época dos Jogos.
4) Andrés Nocioni (Philadelphia 76ers) — Qual Nocioni vai às Olimpíadas? Aquele de há quatro anos, que barbarizava em quadra ou o atual, que tem uma média de 5:20 minutos por partida com a camisa 5 do Sixers? Chegará a Londres com 32 anos.
5) Pablo Prigioni (Caja Laboral/ESP) — Nunca foi um jogador de grande nível. Trata-se de um armador correto, que não faz bobagens, mas que também não faz nada fora do convencional. Quando as Olimpíadas começarem estará com 35 anos.
6) Hernán Jasen (Cajasol Sevilla/ESP) — Nem foto dele na internet a gente encontra. E não é que não se encontra por ser um jovem promissor e que agora está despontando para o basquete. Jansen terá 34 anos nas Olimpíadas. Não se encontra foto dele na internet porque Jansen é apenas OK.
7) Leonardo Gutierrez (Peñarol/ARG) — Não participou, como disse, do Pré de Mar del Plata. Pra quem não sabe, é um ala-pivô de apenas 2,00m de altura, de bons recursos técnicos, mas, como se diz por aí, não é nenhuma brastemp, pois sofre por conta da baixa estatura. Estará com 34 anos quando o torneio olímpico começar.
8) Juan Pedro Gutierrez (Obras Sanitárias/ARG) — É outro jogador OK, nada além de OK. É o caçula dos convocados: terá 28 anos em Londres.

A força do jogo argentino está no conjunto da equipe e na genialidade de Ginobili. A Argentina não faz bobagens em quadra. marca muito bem e tem um ataque sincronizado. E quando as arapucas aparecem, surgem Ginobili e Scola para desarmá-las.

Mas eles estarão envelhecidos e o time, num todo, também. A média de idade desses oito jogadores é de 32,3 anos. E, tenha certeza, serão esses oito atletas que estarão em quadra a maior parte do tempo.

Envelhecimento que pode bambear pernas e braços durante uma competição que não dá descanso, pois serão jogos atrás de jogos. E pernas e braços cansados podem significar erros ofensivos e defensivos.

Um olhar, mesmo que à distância, traz-me essas imagens do selecionado argentino. Por isso, numa análise neste momento, entendo que o Brasil, se contar com seus melhores jogadores e estiver focado na competição, grupo unido e tudo o mais, pode se dar melhor do que a Argentina em Londres.

Mas, como costumo dizer, depois que o Dallas ganhou a final da NBA na temporada passada, qualquer coisa pode acontecer, ainda mais em um torneio de tiro curto como são as Olimpíadas.

ANÁLISE 2

Muita gente neste botequim quer saber das possibilidades brasileiras em Londres. Costumo dizer: se o Brasil for completo (e por completo eu quero dizer como Nenê, Leandrinho e Varejão), nosso selecionado briga do quinto ao oitavo lugar. Se estiver iluminado, pode disputar o bronze.

Quais seriam os adversários brasileiros?

EUA, óbvio, e Espanha, claro. Estes dois times são indiscutíveis.

Depois vêm a França, que já está em Londres, além de Grécia, Lituânia e Rússia, que eu acho que vão se classificar no Pré-Olímpico Mundial.

Acho todos esses quatro europeus mais fortes que o Brasil — mas isso não quer dizer que nosso selecionado não possa vencê-los.

Impossível de vencer são os EUA e a Espanha.

Mas para que o Brasil possa vencer os europeus, terá que jogar o seu melhor basquetebol. Caso contrário, esquece; é brigar do quinto ao oitavo lugares.

LUCIDEZ

Em entrevista ao site da Fiba, Oscar Schmidt (foto Fiba) moderou seu discurso em relação a Nenê Hilário e Leandrinho Barbosa. Ao contrário das outras vezes, o Mão Santa disse o seguinte sobre a participação de ambos nos Jogos Olímpicos de Londres: “Moralmente, os dois não deveriam ir, mas racionalmente com eles nós ficamos mais fortes. Por isso, esta será uma decisão difícil para (Rubén) Magnano. Ele sabe disso”.

É por isso que eu sou fã declarado e de carteirinha do Oscar: além de ter sido um dos gênios do basquete em todos os tempos, como ser humano ele dá provas de que não é obtuso.

Notas relacionadas:

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  2. BATEMOS A ARGENTINA, SAÚDE!
  3. UMA COMPARAÇÃO ENTRE BRASIL E ARGENTINA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 NBA | 11:07

LAKERS: É O FIM DA LINHA PARA UM TIME CAMPEÃO?

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É o fim da linha para um time que ganhou dois títulos nos últimos três anos? Kobe Bryant começa a sentir o peso da idade? Ou tudo não passa de uma questão de ajustar a equipe com os novos métodos do técnico Mike Brown?

Eu fico com a terceira opção: o Lakers vive um momento de transição de um estilo de trabalho para outro. Saiu Phil Jackson e seus triângulos ofensivos e entrou Brown, um homem que prefere dar ênfase à parte defensiva.

O fato é que o Lakers perdeu sua força ofensiva, especialmente nos quartos decisivos. Na derrota de ontem diante do Indiana, em seu Staples Center, por 98-96 (a terceira consecutiva), mais uma vez o time ficou devendo ofensivamente falando.

Alguém pode estranhar tal afirmação, pois 96 pontos são muitos pontos. Se acaba na casa dos 70, 80, vá lá, mas 96!

Fui dar uma olhada no relato do “LA Times” sobre a partida. E o jornal angelino apontou o dedo exatamente para este problema.

Segundo o “Times”, há 11 partidas o Lakers não consegue ultrapassar a barreira dos 100 pontos. Pior marca desde a temporada 2003-04, quando o time ficou 12 jogos abaixo da contagem centenária.

Brian Shaw, um dos assistentes de P-Jax, homem cotado para assumir o cargo com a aposentadoria do Mestre Zen, trabalha hoje como um dos auxiliares de Frank Vogel, treinador do Indiana. Ele viu bem de perto a secura do Lakers.

Para ele, Pau Gasol posicionou-se mal ofensivamente. Ficou muito longe da cesta.

“Se você tem dois grandalhões (Gasol e Andrew Bynum) que são uma fortaleza de seu time, você precisa tê-los perto da cesta”, disse Shaw. “Algumas vezes Pau fica posicionado na linha dos três. Então, eu acho que tudo é uma questão de tempo para que todos consigam se ajustar”.

Gasol fez apenas oito pontos, 4-12 (33,3%). Foi a segunda vez em quatro partidas que o espanhol fez míseros oito pontos.

Kobe Bryant (foto AP), que terminou a partida com 33 tentos (precisou de 30 arremessos para chegar à marca), foi um desastre no quarto final: 1-6 (16,7%). Neste período, o Lakers fez 7-23 (30,4%), enquanto que o Indiana cravou 8-17 (47,1%).

E a 1:30 minuto do final, vencendo por 94-93, Gasol, Matt Barnes e Derek Fisher falharam ao tentar a cesta. Muita coisa pra quem pretendia vencer a partida.

O problema do Lakers, no momento, parece mesmo se concentrar no quarto derradeiro, quando o time tem arriado. O Lakers já fez 18 partidas até agora no campeonato. Apenas o Bulls fez tantos jogos quanto o Lakers. Mas o Los Angeles fez 11 dos 18 confrontos em casa, enquanto que o Chicago apresentou-se 11 vezes fora de casa.

E mais: o Chicago tem jogado sem Derrick Rose nos últimos quatro jogos (ele já perdeu cinco no total), enquanto que o Lakers não teve que abrir mão de Kobe Bryant em nenhum momento nesta competição.

E o Chicago é o líder do campeonato (15-3), enquanto que o Lakers é o décimo colocado no Oeste (10-8, fora da zona dos playoffs) e o 16º no geral.

Justifica? Pode ser, mas os números do Chicago mostram que o problema do Lakers não é apenas questão de falta de pernas.

O problema do Lakers, como eu já disse aqui e o “LA Times” também mostra, é a falta de imaginação ofensiva. E isso para um time que tem Kobe Bryant é simplesmente inaceitável.

NÚMEROS

O Lakers tem a sexta melhor defesa do campeonato. Sofreu uma média de apenas 90,5 pontos por jogo. O problema é que seu ataque fez só 92,3 tentos por partida até o momento.

Nos últimos dois títulos conquistados, sob o comando de Phil Jackson, um treinador que sempre privilegiou o ataque, o Lakers fez 106,9 pontos em 2008-09 (sofreu 99,3) e 101,7 no ano seguinte (levou 97,0).

Como eu disse, a questão é de adaptação ao novo esquema do técnico Mike Brown. Quando tudo estiver ajustado, o time vai render mais do que rende no momento.

E certamente deixará esta zona na tabela de classificação que tanto constrange seu torcedor.

DÚVIDA

Não vi o jogo do Miami contra o Milwaukee. Mas vi que o time perdeu, em casa, por 91-82.

Fui correndo olhar o “box score”, certo de que Dwyane Wade tinha jogado e isso explicaria a derrota do Miami. Mas constatei que D-Wade não jogou.

O que aconteceu então? Por que o Heat não venceu?

PLANTANDO

Leandrinho Barbosa segue jogando bem com a camisa do Toronto Raptors. Fez ontem 19 pontos na derrota de sua equipe para o Clippers, em Los Angeles, por 103-91.

Foi o cestinha do time.

Leandrinho Barbosa (foto Getty Images) segue jogando bem com a camisa do Toronto Raptors. Pena que é com a camisa do Toronto Raptors.

Mas tudo bem; o paulistano segue plantando para colher no futuro. A continuar assim, ao final desta temporada vai arrumar coisa muito melhor.

E a seleção brasileira, certamente, vai se aproveitar disso nos Jogos Olímpicos de Londres.

Leandrinho, indiscutivelmente, é outro jogador.

Notas relacionadas:

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  2. LAKERS, UM TIME SEM CARA DE CAMPEÃO
  3. FIM DA LINHA PARA P-JAX E KOBE?
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012 NBA, outras | 20:57

SÓ PROBLEMAS NUM DIA DE CHUVA EM QUE A ZEBRA APARECEU NOVAMENTE NA NBA

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Estou com problemas provavelmente com meu provedor. A coisa mais esquisita está acontecendo: eu consigo acessar sites nacionais, mas os internacionais eu não consigo.

Ou seja: vejo-me privado da minha principal ferramenta de trabalho, os sites norte-americanos, onde eu navego todos os dias à cata de informações que me deem subsídios para que a gente converse entre um gole de uma cervejinha bem gelada, sempre trazida pelo nosso amado e prestativo Labica.

Estou ilhado. Se disser a vocês que me sinto nu, não seria exagero algum.

Pra piorar, chove pra burro lá fora. Moro na Grande São Paulo em uma região que tem muitas árvores e a chuva se aproveita para se enamorar com o vento forte se divertir fazendo tombar sobre os fios da rede de energia galhos e às vezes troncos pesados das árvores. E isso nos deixa em completa escuridão para deleite deste casal sapeca.

Os raios, filhos da cópula de nuvens negras e pesadas, são igualmente uma ameaça.

Mas até agora eles não aprontaram.

Melhor, vejo que a chuva está diminuindo. Quase já não ouço seu martelar no solo. Acho que no escuro não ficarei — ao menos isso.

Mas sigo sem poder navegar pelos sites estrangeiros. Estou realmente à deriva.

Não queria falar sobre a rodada de ontem, mas não me resta alternativa. Falo pra promover um início de discussão entre nós.

Digo, por exemplo, algo surrado e batido deste botequim: zebra no basquete. Se alguém ainda acha que não tem zebra, que olhe para o que ocorreu ontem na capital dos EUA: o Washington, simplesmente o pior time da NBA, que tinha um cartel de 1-12, venceu o líder da competição, o Oklahoma City, que acumulava até então apenas duas derrotas. Washington 105-102 OKC.

Se isso não é zebra, não sei o que é.

Mas ao contrário do futebol, onde as zebras galopam sem muito sentido, onde um time faz um gol e passa o restante da partida dando bicos nos adversários e na bola para garantir o resultado, no basquete isso não pode ser feito em função das regras que são democráticas. O Washington teve que jogar bola, teve que se superar para vencer o OKC.

Se o futebol não tem lógica, esta é a lógica do basquete: para um time fraco (Washington) ganhar de um forte (OKC), e fora de casa, ele tem que ser melhor; senão, não ganha.

Aliás, isso vale para todos os outros esportes, menos para o futebol.

Pra Thomaz Bellucci vencer Rafael Nadal, ele vai ter que jogar mais que o espanhol. Caso contrário, perde.

Para o americano Tyson Gay vencer Usain Bolt na prova dos 100 metros, ele vai ter que correr mais. Vai ter que ser melhor que o jamaicano.

Se a seleção da Venezuela de vôlei masculino vencer o Brasil novamente, pode escrever: jogou mais que o time do técnico Bernardinho Resende.

No futebol não é assim. Um gol numa bola parada, fruto de uma falta feita para evitar o contra-ataque do time que só se defendia, pode resolver a partida. Sim, pois o chamado time pequeno, com 1-0 no marcador, seguirá só se defendendo, fazendo faltas para parar o jogo, chutando a bola pra arquibancada para fazer o relógio correr com a bola fora de jogo, fazendo cera para repor a redondinha em movimento ou simulando contusão para o relógio correr sem que a bola se mexa.

Esta é a diferença.

Mas sigo falando sobre a rodada de ontem. Vejo que o Denver de Nenê Hilário ganhou do Philadelphia, na prorrogação, por 108-104. O são-carlense (foto) fez 20 pontos e pegou 14 rebotes. Excelente.

Mas eu quero falar sobre o Sixers. Muita gente mostra-se empolgada com o time da Filadélfia. Eu, no entanto, mantenho meu pé atrás. O Sixers ganhou apenas de times medianos e fracos.

Vejo também que Tiago Splitter jogou 18 minutos em Orlando e anotou 10 pontos. Para um cotejo que teve prorrogação, o catarinense praticamente não entrou em quadra. Deve ter ido mal na vitória de seu San Antonio sobre o Orlando por 85-83.

Outro brasileiro que jogou foi Leandrinho Barbosa. O seu Toronto foi derrotado mais uma vez (esse time só perde!), agora para o Celtics, em Boston, por 96-73. E LB, que vinha com duplo dígito na pontuação há algumas partidas, ficou desta vez nos seis pontos.

Sigo em frente e vejo um resultado que me chama a atenção: o New York perdeu em seu Garden para o fraquíssimo Phoenix por 91-88. Aí eu aproveito e pergunto: o que a franquia está esperando para mandar embora Mike D’Antoni e contratar, por exemplo, Jerry Sloan?

Rapaziada, estou com a boca seca e sinto-me constrangido. Passo agora a palavra a vocês.

Notas relacionadas:

  1. KOBE E DURANT, DESTAQUES NOVAMENTE
  2. A ZEBRA DA TEMPORADA
  3. PROBLEMAS, EM CASA E NO DALLAS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

sábado, 14 de janeiro de 2012 NBA | 12:45

AS VITÓRIAS ESPETACULARES DE CHICAGO, DENVER E KOBE BRYANT

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Três foram os destaques da noite de ontem na NBA:

1)    A espetacular vitória do Chicago em Boston;
2)    A não menos espetacular vitória do Denver sobre o Miami;
3)    E o genial Kobe Bryant, que pelo terceiro jogo seguido anotou 40 ou mais pontos.

Vamos começar pelo início.

NOVA INGLATERRA

O Chicago não tomou conhecimento do Celtics, mesmo jogando em Boston. Não esteve atrás em nenhum momento no marcador e não se deixou intimidar pela fanática e muitas vezes feroz torcida alviverde.

Venceu a partida com méritos por 79-88, placar, diga-se, que não retrata o que aconteceu em quadra. O Bulls chegou a abrir 20 pontos, vantagem esta que esteve ameaçada com um terceiro quarto muito bom do time da casa, quando apenas um ponto deixou o Chicago na frente do Boston.

Com os nervos no lugar, o Bulls arrefeceu o ânimo adversário e foi se recompondo no jogo. E venceu de maneira incontestável, já disse — e acho que todos que viram a partida concordam.

Vamos aos destaques do tricolor de Illinois:

1)    Luol Deng, com seus 21 pontos e 16 rebotes. Luol (foto AP) vive seu melhor momento com a camisa do Bulls e se continuar assim vai se transformar no jogador de apoio que Derrick Rose tanto precisa;
2)    D-Rose, 25 pontos, mas 12 deles no quarto final, fazendo o que um “clutch player” tem que fazer, mostrando ao adversário que o jogo tinha um dono;
3)    Joakim Noah: 10 pontos, 12 rebotes e quatro tocos, jogo para impulsionar, quem sabe, uma recuperação no torneio, pois o franco-americano vinha jogando muito mal.

Na classificação geral do campeonato, o Chicago aparece em primeiro lugar com uma campanha de 11-2. Este é o melhor início de campeonato do Bulls em 15 anos. Ou seja: desde a época de Michael Jordan isso não acontecia.

Se o Bulls está “on fire” neste início de competição, o Boston vive momento oposto. Vem de três derrotas seguidas — e todas em casa. Anteriormente perdeu para Indiana e Dallas.

Se o campeonato terminasse hoje, o Celts estaria fora dos playoffs, pois encontra-se na nona posição no Leste, com uma campanha de 4-6.

No momento, vive à custa do talento, da inteligência e do esforço de Rajon Rondo. Ontem, o armador novamente foi a estrela solitária da equipe de Massachusetts: 14 pontos, 11 assistências, sete rebotes e quatro desarmes.

O Boston tem pra onde crescer? Claro que tem, pois seu “Big Three” pode produzir muito mais do que vem produzindo. E em produzindo, o time volta a ser um contendor de respeito na conferência, com chances reais de brigar pelo título e disputar o “NBA Finals”.

Mas o time do momento chama-se Chicago Bulls.

E NÃO…

Miami Heat. Isso mesmo: o time da moda, no momento, deveria se chamar Miami Heat, mas chama-se Chicago Bulls.

Antes de a bola subir pela primeira vez na temporada, os prognósticos, de uma grande maneira geral, mostravam o time do sul da Flórida como o grande favorito ao título.

Mas, como aconteceu no campeonato passado, esta gente bronzeada não está mostrando o seu valor.

É bem verdade que o Heat iniciou sua viagem ao Oeste americano como o time com melhor campanha na NBA: 9-1. Enfileirou, no entanto, três derrotas seguidas, que o colocam na sexta posição no Leste e na oitava no geral.

Campeonato passado, dizia eu, o Miami em cinco jogos disputados em uma semana (20 a 27 de novembro) passou por um momento desses: perdeu quatro e ganhou apenas um. O mundo desabou.

O time, no entanto, soube recolher os cacos e se reconstruir. Somou, a partir da derrota para o Dallas, uma sequência de 12 vitórias, perdeu novamente para o Mavs (sua asa-negra na competição) e enfileirou mais nove vitórias.

Ou seja: depois daquela semana negra no final de novembro, o Miami fez uma corrida de 21 vitórias em 22 jogos. E se aprumou no campeonato. Quase quebrou o recorde de vitórias consecutivas fora de casa, que está em poder do Lakers.

Mas, importante dizer, naquela ocasião LeBron James não estava no foco das lentes atentas da mídia, dos oponentes e dos torcedores que têm bom senso. Ninguém falava sobre a instabilidade emocional de LBJ, instabilidade esta que hoje o faz tremer nos finais das partidas.

Agora este é o tema do momento: o que acontece com LeBron James?

Ontem o assunto foi tratado pelos comentaristas da ESPN (entre eles Magic Johnson) nos programas que antecederam, intermediaram e finalizaram as duas transmissões. Foi tratado também durante a partida entre Boston e Chicago.

O universo da NBA quer saber: o que acontece com LeBron James? Onde está aquele LeBron James do Cleveland, que não recusava a missão de ser o “clutch player” do time?

O Miami e principalmente LBJ vão ter que encontrar resposta para este problema se quiserem aplausos e não vaias nesta temporada. E têm que encontrar rapidamente, sob pena de o time continuar perdendo, pois Dwyane Wade, seu melhor jogador, contundiu-se na derrota de ontem diante do Denver por 117-104.

“Eu já torci o tornozelo muitas vezes, mas deste jeito, nunca”, disse D-Wade depois da partida. “Mas o importante é que o exame de raio-X não mostrou fratura”.

Quanto tempo Dwyane (foto AP) vai ficar fora? Ninguém sabe ainda. Mas, do jeito que está, LeBron deve rezar nesta e nas próximas noites uma “Ave Maria” para si e um “Pai Nosso” para D-Wade, para que seu parceiro se recuperar o mais rápido possível.

ARTILHARIA…

Pesada; sim, artilharia pesada por parte de Kobe Bryant. Na vitória de ontem do Lakers sobre o Cleveland por 97-92, Kobe anotou nada menos do que 42 pontos. Foi o terceiro jogo seguido, como disse, onde KB marcou 40 ou mais pontos.

Tudo começou na vitória sobre o Phoenix, em casa, no dia 10 de janeiro passado: 48 pontos. No dia seguinte, Kobe foi até Salt Lake City e cravou mais 40 pontos em novo triunfo californiano. E ontem (foto AP) repetiu a dose.

Foram 130 pontos em três contendas. Média de 43,3.

Mas se você que pega este bonde andando não está familiarizado com o assunto, saiba que esta não é a melhor sequência de Kobe barbarizando defesas adversárias.

Corria o ano de 2007; março para sermos exatos; 16 de março para sermos mais precisos ainda. Em 16 de março de 2007, Kobe anotou nada menos do que 65 pontos na vitória diante do Portland. Dois dias depois, em outro triunfo, desta vez frente ao Minnesota, foram 50 pontos. Quatro dias se passaram e KB voltou a não ter piedade do inimigo: 60 pontos contra o batido Memphis. No dia seguinte, a vítima foi o New Orleans: 50 pontos e novo “W”. E pra fechar este inesquecível quinteto de partidas vitoriosas e com pontuações históricas, Kobe cravou mais 43 pontos diante do Golden State, no dia 25 de março.

Foram 268 pontos em cinco pelejas. Média de 53,6.

Kobe, na época, tinha 28 anos. Hoje, tem 33. Está quatro anos e meio mais velho.

Mas ele ainda conhece muito bem o caminho do gol; ou melhor, da cesta.

BRASILEIROS

Os brasileiros tiveram uma sexta-feira muito profícua, embora dois tenham vencido e dois tenham perdido.

Na incrível derrota do Toronto para o Indiana (jogando em casa, o time chegou a abrir 18 pontos de vantagem no segundo quarto) por 95-90, LB anotou 20 pontos em 20 minutos em quadra. Pegou ainda cinco rebotes. Vamos dar a César o que é de César: desde que eu critiquei a postura e o desempenho do paulistano, ele reagiu espetacularmente. Em quatro jogos disputados, marcou 69 pontos, o que deu uma média de 17,2 por partida. Que assim seja até o final da competição.

Anderson Varejão voltou a brilhar também, mas seu Cleveland, assim como o Toronto de LB, perdeu. O capixaba marcou 11 pontos e pegou 14 rebotes, seis deles ofensivos. Foi o quinto “double-double” em 11 partidas. Varejão é o quarto melhor reboteiro do campeonato (11,2 por partida) e o segundo melhor nos ressaltos ofensivos: 4,8.

Nenê Hilário também fez bonito na vitória diante do Miami: 17 pontos e 12 rebotes, três deles ofensivos. Jogou 39 minutos, boa parte como pivô, sua verdadeira posição.

Finalmente, Tiago Splitter. Na vitória do seu San Antonio diante do Portland por 99-83, o barriga-verde veio do banco, assim como Leandrinho, e marcou 14 pontos. Mas ficou com apenas quatro rebotes. Não vi o jogo, por isso não tenho como dizer mais do que isso.

CLÁSSICO

Pena que o horário não ajuda, mas nesta madrugada, 1h30 da manhã, Lakers e Clippers se enfrentam no Staples Center. O clássico da Califórnia terá o primo pobre como mandante. Por isso, haverá mais gente simples no ginásio do que gente rica e famosa.

É bom lembrar: nos dois jogos amistosos entre ambos no começo desta temporada, o Clips venceu ambos. O segundo, é verdade, Kobe Bryant não jogou, alegando uma contusão na munheca.

Vamos ver como será esta noite. Aconselho a não tomar cerveja, pois esta danadinha ajuda a precipitar o sono.

O que eu aconselho é uma bela cochilada à tarde para enfrentar uma madrugada que promete ser longa e, muito provavelmente, inesquecível.

Quem vai marcar Kobe? Quero dizer: se é que dá para marcá-lo no momento.

Notas relacionadas:

  1. UM DESASTRE CHAMADO KOBE BRYANT
  2. DERRICK ROSE, A RAZÃO DAS VITÓRIAS DO CHICAGO BULLS
  3. EM NOITE DE ESCLARECIMENTOS, D-ROSE, KOBE E BYNUM SE DESTACAM NAS VITÓRIAS DE BULLS E LAKERS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012 Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 20:57

CBB ESTÁ CÉTICA QUANTO A NATURALIZAÇÃO DE LARRY TAYLOR

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Rapaziada, pelo amor de Deus! Estava me esquecendo de contar a vocês! Ontem à tarde eu conversei com Vanderlei Mazzuchini, diretor da CBB responsável pelas seleções masculinas. Liguei pra ele por conta da convocação da seleção dos EUA, lista que será entregue no final de janeiro para a Fiba. Queria saber quando é que o Brasil mandará a sua para a Fiba etc e tal. Mas, principalmente, queria saber sobre o processo de naturalização do Larry Taylor (foto CBB).

A CONVERSA

— Tudo bem, Vanderlei?

— Bem, Fábio, e você?

— Tudo ótimo, obrigado. Estou te ligando pra saber se tem novidades na seleção. Como está o processo de naturalização do Larry Taylor?

— Por enquanto nada. Nesta época, está tudo meio parado. Mas não temos certeza se vamos conseguir.

— Não têm certeza?

— Não temos.

— Por quê?

— Porque é muito complicado e demanda tempo. Tem muita burocracia.

— Será uma pena se não der certo.

— Com certeza.

— Isso pode atrapalhar o Rubén (Magnano)? Nesta lista que terá que ser entregue até o final do mês?

— Olha, Fábio, essa lista é apenas uma lista preliminar. Você pode mandar até uns 60 nomes para a Fiba se quiser. E acho que é o que vamos fazer.

— Mas os EUA estarão mandando uma lista com 19 nomes.

— A situação deles é diferente do resto do mundo. Eles têm que adiantar o processo de convocação porque se deixar pra última hora pode acontecer de jogador não atender. Nós vamos fazer nossa primeira convocação em maio. E a gente sabe que lá nos EUA em maio já tem jogador em férias.

— Exato, jogador que não consegue chegar aos playoffs.

— Isso. O cara precisa saber que estará na relação dos convocados dos EUA.

— Então em maio o Rubén convoca? Quantos jogadores?

— Se ele repetir o de sempre, uns 16, 18 jogadores. Mas não quero falar em nome dele.

— Ele vai chamar todo mundo?

— Já disse: a CBB não fechou as portas pra ninguém.

— O Rubén já conversou com os jogadores da NBA?

— Ainda não.

— Ele vai convocar e deixar para o jogador decidir ou vai conversar primeiro com o jogador e saber se ele quer jogar as Olimpíadas e com isso evitar um constrangimento se ele disser não.

— Ele vai convocar quem quiser. Já pensou se ele não convoca um determinado jogador? As pessoas podem reclamar e com razão.

— Não, o que eu digo é: por exemplo, o Nenê. O Rubén liga pra ele e pergunta se ele tem intenção de estar em Londres. Se o Nenê disser que não pode ir por um determinado problema, ele não coloca o nome do Nenê na lista dos convocados. Mas quando apresentá-la para a mídia, ele diz: “O Nenê não está na lista porque me pediu para não ser convocado por isso, por isso e por isso”. Com isso, evita de o cara ter que mandar um e-mail pra CBB, pedindo dispensa, como tem acontecido e gerado muita polêmica.

— É uma boa ideia. Quem sabe a gente não faça isso desta vez?

— Onde vai ser a concentração? Já está definido?

— Ainda não. No começo de fevereiro a gente saberá. Mas até o dia 20 de janeiro a gente já terá o calendário completo da preparação da seleção para as Olimpíadas.

— E o Sul-Americano no Uruguai? O Brasil vai com o time completo e aproveitar para treinar e entrosar a equipe?

— Pois é, tem o Sul-Americano, que será no começo de junho. Era pra ser em 20 de julho, mas mudaram. Com isso, vamos ter que mudar nosso esboço de programação. Mas o Brasil deve ir com um time alternativo.

— Como está o trabalho com o Magnano?

— Agora está mais fácil pra mim, pois eu já conheço o método de trabalho dele. E isso facilita demais.

— Ele está na Argentina?

— Isso, na Argentina.

— Legal, Vanderlei. Obrigado pela atenção. Um grande 2012 pra vocês todos aí na CBB e principalmente para a nossa seleção.

— Tomara, Fábio. E pra você também um ótimo 2012.

— Obrigado.

CONCLUSÃO

Então, rapaziada, a situação do Larry Taylor é esta. A CBB está cética em relação ao processo de naturalização do norte-americano.

Se ele não puder ir, teremos problemas, pois ele seria o jogador ideal para o descanso do Marcelinho Huertas e uma excelente alternativa para o lugar do Leandrinho Barbosa também.

O que eu acho? Acho que a CBB deveria ir ao Ministério da Justiça e explicar a situação para agilizar o processo.

Alguém pode dizer: não é correto, pois a lei tem que ser igual para todos. É verdade; mas há casos e casos. E neste caso, há uma Olimpíada e o Brasil estará participando dela.

Um bom desempenho brasileiro traz a reboque benefícios do ponto de vista social, cultural e também econômico, benefícios que não podemos fechar os olhos a eles e que podem beneficiar um montão de gente.

Notas relacionadas:

  1. A CONVOCAÇÃO DE LARRY TAYLOR
  2. UM PAPO RÁPIDO COM LARRY TAYLOR
  3. A DIFÍCIL NATURALIZAÇÃO DE LARRY TAYLOR
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012 NBA | 10:20

O MELHOR JOGADOR DO MUNDO VOLTA A MOSTRAR POR QUE É O MELHOR JOGADOR DO MUNDO

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Kobe Bryant anotou 48 pontos na vitória do Lakers sobre o Phoenix, ontem à noite, em Los Angeles. E não foi daqueles jogos com 140, 150 pontos para o vencedor; nada disso.

O time californiano ganhou da rapaziada que veio do deserto do Arizona por 99-83. E Kobe fez nada menos do que 48,4% dos pontos de seu time, quase que a metade.

Nos arremessos, fez 18-31 (58,0%); nos lances livres, 12-13 (92,3%). Embora tenha errado suas três tentativas de três pontos, sua atuação ofensiva foi realmente um espetáculo.

Pra quem gosta de dados, anote: foi a 108ª vez que KB anotou 40 ou mais pontos em sua carreira, a primeira nesta temporada, contra três na passada.

Aliás, coincidência, a última vez que Bryant (foto AP) havia atingido marca tão expressiva foi exatamente contra o Suns, no dia 1º de março de 2009, quando deixou 49 pontos na cesta do Phoenix.

“Ele é o melhor jogador de basquete do planeta”, disse Steve Nash após a partida. “Ele é de fato fenomenal”.

Depois do jogo, amparado por números extraordinários, Kobe aproveitou para responder as críticas sobre um possível declínio na carreira, tudo por conta da miserável atuação na derrota diante do Denver.

“Não tenho que arrumar desculpas, tenho que ir lá e jogar”, disse Kobe. “Se eu jogo mal, as pessoas não querem saber se foi uma noite ruim ou se o meu pulso doeu. Eu sei que eu tenho que entrar em quadra e jogar”.

É assim mesmo que funciona. A tolerância dos fãs e de boa parte da mídia, de fato, é rasa. Todos esperam de um gênio como Kobe atuações desse tipo o tempo todo.

Esse é um dos tributos mais caros que esses fora-de-série pagam. Muitas vezes nos esquecemos que eles são de carne e osso e que podem estar com o corpo dolorido, que o cara está enfrentando um processo de divórcio, que abala o emocional, que um dia você acorda com o pé esquerdo, que isso e aquilo.

Como disse, eles são de carne e osso como nós, muito embora não pareçam.

Portanto, Kobe tem que entender o sentimento dos fãs e da maioria da mídia. Se ele compreender isso (e parece que compreende), fica mais fácil suportar uma carga de críticas depois de uma partida mal jogada. A cobrança só é feita em cima de quem pode dar algo em troca.

E o nosso sentimento é que Kobe pode fazer isso quase tantas vezes ele quiser.

Afinal, como disse Nash, KB é fenomenal e o melhor jogador de basquete do planeta.

LINHAS

Depois do que Kobe Bryant fez em Los Angeles, alguns dos demais confrontos merecem apenas menções.

Na derrota de seu Cleveland para o Utah (113-105), Anderson Varejão voltou a mostrar que é o melhor brasileiro em atividade na NBA: 12 pontos e 11 rebotes. Foi seu quarto “double-double” da temporada.

Em contrapartida, Tiago Splitter tornou a jogar mal: dois pontos e três rebotes. Apenas 15 minutos em quadra na derrota do San Antonio para o Milwaukee por 106-103.

O Toronto acertou novamente a ferradura: depois de vencer o Minnesota, possibilitou ontem ao Washington sua primeira vitória na temporada: 93-78. Leandrinho Barbosa: 12 pontos em 21 minutos.

Dwyane Wade retornou depois de três jogos de molho. Anotou 34 pontos (sua melhor pontuação na temporada), mas o Miami perdeu para o Golden State, na Califórnia, por 111-106 depois de uma prorrogação.

Não vi o jogo, confesso. Prometo que vou dar uma olhada no final do tempo normal e em toda a prorrogação. Se for o caso, volto a falar sobre a partida mais tarde.

E finalmente o Chicago: vitória diante do Wolves, em Minnesota, por 111-100. O Bulls terminou a partida com D-Rose, Ronnie Brewer, Kyle Korver, Luol Deng (como PF) e Omer Asik. Carlos Boozer e Joakim Noah estavam realmente de dar nos nervos e ficaram merecidamente no banco “down the strecht”. D-Rose foi o destaque com seus 31 pontos e 11 assistências. Mas Luol não pode ser esquecido por conta de seus 21 pontos e 11 rebotes. Muitos desses pontos vieram em momentos ruins de Rose no jogo.

LÍDERES

Chicago e Oklahoma City têm a mesma campanha até o momento: nove vitórias e apenas duas derrotas.

Lideram suas respectivas conferências.

Notas relacionadas:

  1. JOGADOR MARCANTE
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

terça-feira, 10 de janeiro de 2012 NBA | 13:01

LEANDRINHO REAGE E FAZ MUITO BOA PARTIDA DIANTE DO WOLVES

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Hoje à noite o Raptors recebe em Toronto o Minnesota Timberwolves. Ótima oportunidade para Leandrinho começar a reverter esta situação. Afinal de contas, o Wolves tem sido uma das sensações neste início de competição e jogar bem contra a rapaziada de Minneapolis terá um grande significado.
Que assim seja.

VISITA?

As palavras acima foram escritas e publicadas no post de ontem. Será que Leandrinho Barbosa esteve em nosso botequim? Não creio; sinceramente, não creio mesmo. Nosso botequim é humilde demais, mas muito bem frequentado — e disso eu me orgulho.

Quando aparece um chato qualquer, a gente bate o pé e ele vai embora. Mas quando ele está apenas perdido, desorientado, a gente explica a situação e logo esse amigo se afina com a gente e a freguesia, muda o discurso, acomoda-se em um canto do bar e torna-se rapidamente um de nós.

Nosso botequim é humilde, mas é constituído de gente de grande coração. E inteligente.

REAÇÃO

Leandrinho Barbosa certamente não esteve em nosso botequim. Seu desempenho não foi uma resposta a nós, foi apenas uma coincidência.

Foi uma coincidência logo depois de manifestarmos nossa preocupação com ele, logo depois de alertarmos nosso compatriota sobre os perigos que ele vem correndo nesta temporada, logo depois de propormos uma reação já para que ele não corra riscos no futuro, logo depois disso tudo ele respondeu com uma atuação muito boa no jogo diante do Minnesota.

Seu primeiro tempo foi ótimo. Ou melhor, seu segundo quarto, pois ele não jogou o primeiro. Foram 11 pontos, sendo que sete vieram de sete certeiros lances livres em sete tentados. Parece conta de mentiroso, mas não é.

No segundo tempo, foram apenas mais dois pontos, fruto também de duas tentativas corretas nos lances livres. Mas aqui a gente dá um desconto, porque se LB “matou” J.J. Barea no segundo quarto, o porto-riquenho deu o troco na etapa final, quando anotou 12 pontos e deu um calor danado em cima do paulistano.

Gostei muito do que vi. Leandrinho, depois de três partidas apagadas, voltou a jogar basquete.

Que não seja apenas uma chuva passageira, pois ele foi chave na vitória do Toronto sobre o Minnesota por 97-87.

GRIPE

Leandrinho Barbosa reagiu, como vimos. Fez uma partida muito boa. Mas o destaque ficou por conta de Amir Johnson.

Mesmo doente, o ala/pivô (ou pivô?) anotou 19 pontos e pegou 11 rebotes. E diminuiu em muito o volume do jogo de Kevin Love, que fez apenas 13 pontos e pegou 14 rebotes.

Amir (foto “Toronto Star”) estava gripadíssimo e sofreu com uma espécie de alergia que debilitou ainda mais seu organismo.

“Eu senti muita fraqueza durante todo o dia, tanto que não treinei pela manhã”, contou o jogador, depois da partida. “Mas cheguei mais cedo para o jogo e comecei a me preparar antes de todo mundo”.

O “staff” técnico do Toronto escondeu a informação. Não queria que o adversário soubesse e com isso tirasse proveito do físico debilitado de Amir.

Mas mesmo que soubesse e quisesse, não conseguiria. Amir jogou muita bola. “Normalmente, quando você está doente, cresce nesta situação”, disse o técnico Dwane Casey.

Engraçado, pois, certa vez, José Roberto Guimarães, técnico da seleção brasileira feminina de vôlei, contou uma história semelhante para mim: “Fábio, é muito engraçada esta situação. O atleta pode estar com febre, pode entrar em quadra com 39 graus, mesmo assim produz muito mais. Não sei por que”.

Foi o que aconteceu com Amir.

VIRGINDADE

O Denver perdeu ontem para o New Orleans por 94-81. Uma derrota e tanto. Foi a primeira do time colorado em seus domínios.

Perdeu a virgindade diante dos fãs. E para um time que poucos davam muito. O Hornets chegou às Montanhas Rochosas com um retrospecto terrível: duas vitórias e seis derrotas.

“Há alguns jogos na temporada, uns dois ou três, que você não consegue se ligar”, disse o técnico George Karl. “Este foi um deles”.

Não vi o jogo.

Valho-me do “box score” para ver como se comportou Nenê Hilário. Vejo que ele anotou nove pontos e 11 rebotes, três ofensivos.

Olha para os números de Timofey Mozgov e constato que ele atuou apenas 11 minutos. E fez apenas duas faltas. Leio os relatos pela internet e não vejo nada de errado com o russo.

Será que ele se contundiu? Por conta deste pouco tempo em quadra, será que Nenê jogou como pivô novamente?

Gostei da quantidade de rebotes que Nenê pegou, mas sua produção ofensiva não condiz com sua categoria. O são-carlense pode pontuar mais.

Se tivesse aproveitado melhor os lances livres, por exemplo, teria feito um “double-duble”.

Vamos falar de Nenê com profundidade mais pra frente.

LINHA FATAL

A gente bem sabe que os lances livres são o calcanhar de Aquiles do jogador brasileiro. Mas se Nenê fez 3-6 na partida contra o New Orleans, Leandrinho fez 9-9.

E anteontem, na derrota diante do Oklahoma City, Tiago Splitter cravou 4-4.

Por enquanto, vale o registro. Vamos aguardar pelo futuro pra ver se vale uma análise mais atenta.

SUCESSO

Jeff Green foi submetido ontem à cirurgia cardíaca conforme o programado. “Foi um sucesso”, disse o técnico Doc Rivers. “Agora, o que queremos ouvir dos médicos é que ele estará apto a jogar novamente”.

Green vai perder toda esta temporada. Os médicos da Cleveland Clinic, onde ele fez a cirurgia, disseram estar muito otimistas quanto ao futuro do jogador. Eles acreditam que Jeff poderá jogar normalmente a próxima temporada.

Tomara.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

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