23/11/2009 - 11:59
O Boston segue preocupando. Venceu ontem o Knicks, em Nova York, mas precisou de uma prorrogação. Isso mostra claramente que o time anda mal das pernas.
Outro dia, um parceiro nosso deste botequim perguntou-me quais são os dez melhores jogadores da NBA na atualidade. Não coloquei Kevin Garnett e nem Ray Allen; mas indiquei Paul Pierce.
Mantenho a opinião. Garnett e Allen deixam a desejar neste momento, apenas Pierce tem jogado o que dele se espera.
Ontem, no Garden nova-iorquino, Pierce marcou 33. Sua melhor pontuação na temporada. Desestruturou a defesa adversária.
Garnett teve um desempenho sofrível nos arremessos: 4-15. Deixou a quadra nos braços da torcida alviverde por ter acertado o chute derradeiro que deu a vitória por 107-105, com a buzina soando com a bola no ar (foto AP).
Mas há que se olhar o todo. E o todo foi decepcionante.
KG terminou o prélio com apenas dez pontos e sete rebotes. Nenhum toco, mesmo com aquele tamanhão (2m11) e um corpinho de toureiro (115 quilos), o que favorece pular e chegar à lua.
Quanto a Allen, 3-13, sendo que ele fez 1-6 nas bolas triplas. Marcou 13 pontos; sofrível também.
E o que dizer de Rasheed Wallace, a grande contratação do Celtics para esta temporada? Jogou 15:21 minutos, arremessou três bolas de três e errou todas, fazendo o mesmo nas bolas de dois. Ou seja: 0-6!
Deixou a quadra zerado.
De bom, a melhora de Rajon Rondo nos lances livres (4-8) e seu desempenho como um todo (14 pontos, dez assistências e nove rebotes). Além dele, Kendrick Perkins, para quem muitos não davam nem um figo podre: 16 pontos, 13 rebotes e quatro tocos.
O Boston preocupa, pois Rajon e Perkins não são o suporte que Pierce precisa para levar o Celtics ao título. Pierce precisa de KG e Allen.
SOBERANO
Em contrapartida, o Lakers nada de braçada. É certo que só joga em casa (dez no Staples Center e apenas três como visitante), mas demole quem aparece pela frente.
Ontem, preparei-me para ver o jogo contra o Oklahoma City. Queria ver como seria o confronto contra a molecadinha do Thunder: Kevin Durant, Russell Westbrook e companhia.
Começa a partida e Thabo Sefolosha faz 2-0 para os visitantes. Logo depois Ron Artest acerta uma bola de três e coloca o Lakers na frente.
No ataque seguinte, Jeff Green dá o troco na mesma moeda e faz 5-3 para o Thunder. Na sequência…
… Bem, na sequência o Lakers faz uma corrida de 18-0 e acaba com o jogo. Resisti até o final do primeiro quarto, tempo para ver Kobe Bryant (foto AP) fazer duas cestas espetaculares.
A primeira, com a bola passando por trás da tabela e caindo de chuá; a segunda, no soar da buzina indicando o final do primeiro quarto, uma cesta de mão esquerda!
Final do quarto: Lakers 35-16 Oklahoma City.
Desliguei o laptop e fui dormir.
Liguei o laptop há pouco e vejo que o Lakers venceu por 101-85. Vejo também que Kevin Durant fez 8-20 e terminou a partida com 19 pontos. Artest anulou o muleke.
Aliás, se o Lakers for mesmo campeão, como todos apregoam — inclusive eu —, Kobe deveria pegar uma parte do salário desta temporada e depositar na conta do companheiro.
Sim, pois Artest vai quase sempre marcar os melhores jogadores dos adversários.
Quando o jogo for contra o Cleveland, ele vigiará LeBron James; nos encontros diante do Denver, Carmelo Anthony; Oklahoma City, como vimos, Kevin Durant; contra o Boston, Paul Pierce; Orlando, Vince Carter.
Enfim, a maioria dos melhores jogadores da NBA que arremessa atua na ala, com algumas exceções, como Dwyane Wade, Brandon Roy e Joe Johnson.
LÍDER
O Phoenix segue mais líder do que nunca na Conferência Oeste. E ao contrário do Lakers, já fez um montão de jogos fora de casa.
Aliás, o Suns realizou mais partidas fora do que no deserto. Em sua American West Arena foram cinco pelejas e cinco vitórias.
Foram de casa foram nove contendas, com meia dúzia de vitórias.
Ontem à noite, o time recepcionou o Detroit. Foi gentil apenas no início da partida. Depois, mandou ver.
Venceu por 117-91, com 20 pontos e nove assistências de Steve Nash.
Leandrinho Barbosa jogou um pouquinho mais: 22 minutos. Anotou dez pontos.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Kevin Durant, kevin garnett, Kobe Bryant, Leandrinho Barbosa, Paul Pierce, Rajon Rondo, Ray Allen, Ron Artest, Steve Nash
20/11/2009 - 13:28
Foi uma festa em Los Angeles. E nem poderia ser diferente; afinal, pela primeira vez nesta temporada Phil Jackson pôde contar com seu quinteto titular.
Pau Gasol voltou. E voltou em grande estilo.
Depois de ficar sentado os 11 primeiros jogos do Lakers, o espanhol debutou nesta temporada com 24 pontos e 13 rebotes. Disparado, o melhor jogador em quadra na vitória dos amarelinhos diante do Chicago por 108-93.
“Eu estava com saudades [de jogar]”, disse Gasol depois da partida. E veio com fome de bola, como vimos. “É muito legal estar na quadra com a rapaziada e jogar diante de nossa torcida. Não esperava ser tão efetivo como fui, mas meus companheiros me acharam várias vezes durante a partida e tudo ficou mais fácil”.
A festa de Los Angeles não foi celebrada apenas pelo retorno de Gasol. Kobe Bryant, ao bater um par de lances livres no terceiro quarto, ultrapassou Kareem Abdul-Jabbar e transformou-se no segundo maior artilheiro da história do time de Los Angeles.
Tem agora 24.182 pontos. Kareem ficou a ver navios com seus 24.176 tentos; é o terceiro colocado.
O grande artilheiro da franquia segue sendo Jerry West, o único jogador na história da NBA a ser eleito o MVP das finais mesmo com seu time tendo sido derrotado (1972, Boston campeão). West, ao longo de suas 14 temporadas com a camisa do Lakers anotou 25.192 pontos.
Mais uma temporada e Black Mamba ultrapassa West e entra para a história como o maior pontuador da história do Los Angeles Lakers.
No jogo de ontem fez 21 pontos (aproveitamento muito ruim nos arremessos: 7-21), nove rebotes e oito assistências.
Pode tornar-se o maior de todos na história da franquia? Longe disso; o maior de todos jamais será superado: Earvin Magic Johnson.
AUSENTE
Não vi Magic Johnson em sua habitual poltrona no Staples Center — atrás da cesta do lado esquerdo, bem próximo ao banco de reservas do Lakers. Deve ter tido um compromisso e tanto para perder um jogo de seu time do coração.
Ou será que ele achou que a partida era barbada? — como foi. Pode ser.
É, pode ser, pois a vitória de ontem foi a quinta seguida do Lakers diante do Chicago. A última do Bulls diante do Los Angeles foi em 2006.
Rose observou depois da partida que o Chicago se matava em quadra para atacar e defender; o Lakers, ao contrário, fazia tudo com muita tranquilidade. “Eles fazem isso [o jogo] parecer muito fácil”.
Pro Lakers é mesmo, pois o time é o mais forte da NBA. Para os outros… bem, se eles tivessem o que os amarelinhos têm, tudo ficaria muito mais fácil também.
Pelo jogo de ontem, com o quinteto completo, é que eu cravo na bolsa de apostas: o campeão da temporada será o Lakers.
CALIBRE
Qual é o verdadeiro Derrick Rose, o do primeiro tempo ou do segundo?
Na etapa inicial, D-Rose teve o seguinte desempenho: 2-11. Na final, 7-9.
Terminou a partida com 20 pontos e seis assistências, mas foi um desastre no primeiro tempo, comprometendo os planos do time para a partida. O Bulls virou atrás em 11 pontos (53-42).
Rose entortou o aro com seus arremessos imprecisos. Nem mesmo uma simples bandejinha ele acertou.
Qual é o verdadeiro Derrick Rose?
GUERREIRO
Joakim Noah fez 12 pontos e pegou 15 rebotes. Foi sua décima noite, das últimas onze, que ele teve um duplo dígito nos ressaltos.
Lidera o campeonato neste fundamento, com uma média de 12.6 por prélio disputado.
Um guerreiro. Calou a boca de muitos — inclusive a minha.
Não dava um tostão furado para o filho de Yannick Noah. Mas ele tem provado neste início de temporada que é o melhor jogador do Chicago.
Ou alguém duvida?
TABU
Caiu em San Antonio. O Utah venceu o Spurs, no Texas, pela primeira vez desde 1999!
Havia, portanto, uma década que o time da cidade do lago salgado não conseguia dobrar o alvinegro texano em território inimigo. Traduzindo em partidas: 20 jogos sem ganhar.
O San Antonio, é bom frisar, está em pandarecos. Joga sem Tony Parker e Manu Ginobili.
Por mais que Richard Jefferson se esforce em quadra, ele ainda carece de entrosamento com o resto do time. Fez 16 pontos, ajudou muito, mas, como disse, o San Antonio está em pandarecos neste momento.
Tim Duncan, sozinho, não aguenta a parada. Timmy já é veterano e sente o peso da idade — tanto que até já cogita a aposentadoria.
O San Antonio perdeu sua terceira partida seguida. Dos últimos sete encontros, curvou-se ao oponente em cinco deles.
Do jeito que o barco navega, o Spurs pode comprometer sua temporada. Mesmo ela tendo acabado de começar.
TRIVIA
O Phoenix perdeu para o New Orleans! New Orleans que está de técnico novo (nem sei o nome dele de tão inexperiente que é), sem Chris Paul e que vinha de uma campanha de quatro vitórias e sete derrotas, fora do G-8 do Oeste.
E mais: David West, um dos pilares da equipe, passou parte do jogo no banco por causa das faltas.
Mesmo assim, o Phoenix perdeu.
Pergunto: acidente de percurso ou o time voltou à sua realidade?
ACOMODADO
Assim está Leandrinho Barbosa no Phoenix. Pouco joga, não é mais a primeira alternativa para o treinador resolver seus problemas ou mesmo descansar seus titulares.
Jogou apenas 17 dos 48 minutos disponíveis. Anotou 11 pontos, mas marcou sua presença em quadra pelos três roubos de bola.
Um desperdício; poderia estar em outro lugar.
Ninguém me tira da cabeça: Leandrinho acomodou-se em Phoenix. Vive confortavelmente no deserto, é figura querida na comunidade local, dá-se bem com todos na franquia; enfim, mudar pra quê?
Respondo: pra encontrar seu basquete, que está adormecido no Arizona.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Bulls, Chicago, Derrick Rose, Kobe Bryant, Lakers, Leandrinho Barbosa, Manu Ginóbili, Pau Gasol, Phil Jackson, Phoenix, San Antonio, Spurs, Tim Duncan, Tony Parker
18/11/2009 - 12:03
A rodada de ontem foi repleta de jogos interessantes, disputados, jogadores se destacando e time fincando o pé dentre os melhores da temporada, muito embora eu sei que muita água ainda vai rolar por debaixo da ponte, já diz o velho ditado.
Em Miami, começando nossa conversa, o Oklahoma City enfiou no bolso Dwyane Wade (22 pontos, 6-19) e companhia e venceu a partida facilmente: 100-87. Quem foi o destaque do Thunder?
Ora, precisa perguntar? Ele, Kevin Durant: 32 pontos (11-23 nos arremessos, 9-9 nos lances livres), nove rebotes e cinco assistências.
Tem a batuta do time nas mãos. É o maestro que rege uma orquestra muitíssimo bem afinada.
Gravitam ao redor de Durant jogadores de muito bom calibre, especialmente o armador Russell Westbrook (27 pontos e sete assistências). Westbrook tem o controle do jogo o tempo todo; ainda carece de mais experiência, mas dá mostras de que será um jogador impactante em pouquíssimo espaço de tempo.
Outro armador que tem os holofotes da mídia é Derrick Rose. Mas o jogador do Chicago tem-se mostrado um trapalhão em quadra nos últimos combates do time da cidade dos ventos.
O Bulls ganha solidez quando D-Rose dá seu lugar a Kirk Hinrich. E isso ocorreu novamente ontem em Sacramento.
O Chicago fez uma corrida de 34-24 no segundo quarto (com Kirk organizando o time) e ali venceu a partida diante do Kings por 101-87.
D-Rose é bom defensor, na linha do lance livre não costuma desperdiçar arremesso, mas precisa urgentemente treinar mais arremessos. Ontem, fez 2-12 e terminou a partida com dez pontos (seis deles na linha do lance livre).
O destaque do Bulls ficou por conta de Janero Pargo e seus 12 pontos, nove exatamente no segundo quarto, quando, como disse, o Bulls venceu a partida.
A decepção ficou por conta do jogo miúdo do armador Tyreke Evans. Pontuou bastante (20 tentos), mas não conseguiu em momento algum ter o controle do time e do jogo e fazer do Sacramento o manda-chuva em quadra.
Precisa melhorar.
Quem não precisa melhorar é Kobe Bryant. Sim, pois já melhorou ontem.
Depois de partidas apagadas diante do Denver e Houston, o carbono de Michael Jordan anotou 40 pontos frente ao Detroit e comandou o Lakers na vitória por 106-93.
Foi a 100ª. vez que Kobe anotou 40 tentos em sua carreira. Jogou muito.
Aliás, depois da partida, perguntado a razão pela qual o time voltou a vencer e evitou a terceira derrota consecutiva, Lamar Odom, cercado de jornalistas, fez um movimento com a cabeça, projetando o queijo para frente em direção ao companheiro e disse: “Kobe Bryant”.
Pra quem gosta de estatística, o jogador que mais vezes chegou às quatro dezenas de pontos foi Wilt Chamberlain: 271. Depois aparece Michael Jordan, 173. Na sequência, Black Mamba.
Andrew Bynum voltou a jogar bem. Anotou ontem 17 pontos e pegou 12 rebotes, cravando seu oitavo “double-double” nas últimas nove partidas.
Quem também marcou um duplo-duplo foi Nenê Hilário. O são-carlense deixou 20 pontos nas redes do Toronto; confiscou também dez rebotes.
Foi seu terceiro “double-double” na temporada.
Mas o destaque da vitória do Denver sobre o Raptors (130-112) foi Carmelo Anthony. O ala do Nuggets, mesmo sofrendo de enxaqueca, foi doloroso aos canadenses: marcou 32 pontos na meia hora em que ficou em quadra.
Encontrou eco em J.R. Smith, que fez 29.
Quer dizer: com Melo, Smith e Nenê marcando juntos 81 pontos, realmente fica difícil perder.
Se Nenê foi bem, novamente Leandrinho Barbosa foi um fiasco. Jogou apenas 16 minutos, tempo suficiente para fazer um monte de bobagens.
Errou seis de suas dez tentativas de arremessos. Tentou encestar apenas uma bola de três (seu carro-chefe, certo?) e só visitou a linha do lance livre uma três vezes (errou duas).
Terminou o jogo com nove pontos, mas não é nem de longe aquele jogador importante para a franquia, que chegou inclusive a ser eleito o melhor reserva da NBA.
O Phoenix ganhou mais uma (111-105 no Houston, fora de casa), mas o paulistano saiu novamente derrotado de quadra, ao contrário de Steve Nash, que se marcou só 12 pontos, deixou 16 assistências registradas na estatística do jogo.
Nash e Leandrinho surpreendem; o canadense positivamente (eu não esperava tanto dele nessa temporada), o brasuca negativamente (eu não esperava tão pouco dele nessa temporada).
E o outro brasuca da NBA, Anderson Varejão, não entrou em quadra. Contundido, viu das poltronas da Q Arena a vitória do Cleveland sobre o Golden State por 114-108.
LeBron James: 31 pontos, 12 assistências e cinco rebotes. Dentro de seu padrão habitual.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Derrick Rose, Dwyane Wade, Kevin Durant, Kobe Bryant, Leandrinho Barbosa, LeBron James, Nenê Hilário
10/11/2009 - 16:35
Parece a tal da “Lei de Murphy”…
Dez da noite, conectei o laptop no League Pass. Cliquei no jogo do Phoenix contra o Philadelphia e… estava horrível!
O jogo passou todinho em “slow motion”! Não tinha como assistir a partida daquele modo. Resultado: vi pouco do jogo.
E o pior é que as outras partidas chegavam limpinhas pelo League Pass. Sem qualquer problema.
Logo ontem que eu iria me concentrar no jogo do Phoenix — o que eu ainda não fiz nesta temporada. Iria deliciar-me com o “gun and run” dos ensolarados, na definição perfeita do Daniel Sanches, parceiro frequente deste botequim.
E mais: queria ver Steve Nash, que vários companheiros têm garantido que está jogando um basquete que vai garantir a ele a disputa pelo MVP desta temporada. Mas não deu certo.
Como disse, a tal da “Lei de Murphy” deu o ar da graça e eu pouco vi da sensacional virada do Suns pra cima do Sixers. No intervalo da partida, os anfitriões venciam por 12 pontos: 66-54 — isso eu vi.
Perderam, ao que tudo indica, a inspiração e o fôlego no segundo tempo. Sim, pois o Phoenix, no período derradeiro, sapecou 65-49 no Philadelphia e calou os 10.205 torcedores que foram ao Wachovia Center (pouca gente, concordam?).
Sapecou 65-49 porque, como disse, conseguiram impor o “run and gun” e no “run and gun” não tem time que consiga conter o Phoenix.
Desta forma, o Sixers ao perder a inspiração (no caso de valorização da bola e arremesso equilibrado), possibilitou o contra-ataque ao Suns e, sem fôlego, foi comido pelo adversário.
Phoenix 119-115 Philadelphia. Resultado justo.
Pena que eu não tenha tido a oportunidade de ver o jogo na íntegra. Mas não faltarão oportunidades para isso.
DESTAQUES
Claro que Steve Nash merece todas as honras. Marcou 21 pontos e deu 20 assistências!
Demais; não é pra qualquer um.
Informação pra quem não sabe: foi a primeira vez desde a temporada 2005/06 que o canadense registrou 20 ou mais pontos e assistências numa mesma partida. No dia 2 de janeiro de 2006, Nash fez 28 pontos e 22 assistências em Nova York diante do Knicks.
As 22 assistências referidas representam, até hoje, recorde na carreira do menino do país bilíngue.
É o “Pistol Steve” desta geração. Alguém discorda?
BRASUCA
Leandrinho Barbosa, pelo que pude ver, está voltando aos poucos. Jogou 21 minutos, é verdade, mas não teve o volume de jogo habitual.
Foram apenas cinco bolas arremessadas durante o tempo em que esteve em quadra. Uma dupla e quatro triplas; acertou uma das duplas e duas das triplas.
Terminou a partida com oito pontos e um rebote. E mais nada. Nem lance livre bateu.
Como disse, Leandrinho está voltando aos poucos depois da lesão.
GOELA
Tim Duncan, lesionado, não jogou; o mesmo para Tony Parker. Mas a potência vocal do outro tenor texano compensou. Manu Ginobili só não fez chover ontem em San Antonio.
O argentino marcou 36 pontos (14-16 nos lances livres, de dar inveja aos brasileiros) nos 34 minutos em que ficou em quadra, mostrando que está bem das pernas. Sim, pois o jogo esteve no pau até os últimos cinco minutos.
E foi no quarto decisivo que o argentino foi grande. Manu acertou todas as suas quatro bolas triplas; jogou muito.
Resultado: o Spurs venceu o Toronto por 131-124, num jogo emocionante de se ver.
Gostei, pois o alvinegro do Texas fez ontem o que o Lakers vem fazendo: mesmo desfalcado, em casa quem canta de galo são eles.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Leandrinho Barbosa, Manu Ginóbili, Phoenix, San Antonio, Spurs, Steve Nash, suns
09/11/2009 - 12:50
O que foi aquilo que aconteceu ontem em Oklahoma City? Feito um tornado, o Thunder passou por cima do Orlando: 102-74!
Todo mundo jogou bem — até mesmo Etan Thomas, que nos 23 minutos que ficou em quadra anotou oito pontos e pegou importantes seis rebotes.
Mas é claro que o destaque foi mesmo Kevin Durant. Com sorriso nos lábios durante os 32 minutos que desfilou seu belíssimo basquete no impecável parquete do Ford Center, o “muleque” cravou 28 pontos e foi cestinha não só do time, mas da peleja também.
Durant jogou o fino, quem assistiu ao jogo viu isso. Esteve perfeito nos arremessos, tendo acertado 11-17 (64.7%). Anotou 82 tentos nos últimos dois prélios disputados.
Quem assistiu ao jogo viu também Russell Westbrook ser o complemento ideal para o companheiro artilheiro. Westbrook marcou 17 pontos e deu dez assistências.
Enfim, ficaria toda esta segunda-feira falando maravilhas do OKC. O time, por exemplo, conquistou ontem sua terceira vitória na temporada em seis jogos disputados. Na passada, atingiu a marca depois de 27 partidas.
Por isso também, a equipe dirigida pelo inexperiente, mas competente, Scott Brooks merece todos os elogios encontráveis.
Mas quero também reservar um pouco deste espaço para o Orlando. O que foi aquilo que aconteceu ontem em Oklahoma City?
Todo mundo jogou mal — até mesmo Dwight Howard. Sim, o Super-Homem, apesar dos 20 tentos, deixou a desejar nos ressaltos.
Pegou apenas sete rebotes e por isso mesmo viu o Magic ser batido pelo Thunder neste fundamento: 45-30.
É evidente que há atenuantes para o parco desempenho do Orlando. Vince Carter, uma vez mais, não jogou; continua contundido no tornozelo, mesma contusão de Ryan Anderson, que também não entrou em quadra.
E a gente também não pode se esquecer que Rashard Lewis continua de fora por estar suspenso por doping. Tem mais três jogos de gancho a cumprir.
Volta no confronto contra o Charlotte, no dia 16 de novembro, em Orlando. Até lá…
“Nós não somos um bom time de basquete neste momento”, disse o técnico Stan Van Gundy, ontem, depois do massacre. “Tenho dito isso, mas as pessoas não me ouvem”.
Sou todo ouvidos, professor, todo ouvidos.

Kevin Durant, do Oklahoma City Thunder, em ação contra o Orlando Magic no domingo (foto Getty Images)
COMPENSAÇÃO
Há males que vêm para o bem. O velho axioma popular aplica-se perfeitamente ao Lakers neste momento.
O time perdeu seus dois pivôs titulares. Resultado: Phil Jackson foi obrigado a colocar em quadra o então questionável DJ Mbenga.
E não é que o congolês está jogando bem? Pedro José, fanático torcedor do Lakers e parceiro constante deste botequim, já havia chamado a atenção para o desempenho do grandalhão no jogo passado.
Na vitória diante do Memphis, Mbenga havia confiscado 13 rebotes. Ontem, no triunfo frente ao New Orleans por 104-88, o africano pegou mais 12; anotou também dez pontos.
Ficou merecida meia hora em quadra. Deu mostras mais do que claras que pode ser usado na temporada sem qualquer temor.
Mbenga ganha, portanto, o moto-rádio no jogo de ontem do Staples Center.
RETORNO
Pau Gasol e Andrew Bynum podem voltar no próximo confronto do Lakers, marcado para quinta-feira próxima diante do Phoenix, novamente no Staples Center de Los Angeles.
MAGIC
O legal na transmissão do jogo do Lakers foi a entrevista que Magic Johnson concedeu à Fox West, tevê a cabo que transmite todos os jogos dos amarelinhos, que ontem jogaram de branco pois foi domingo.
O Lakers comemora 50 anos de nascimento. Falou sobre sua história com a camisa 32 do Los Angeles.
Magic lembrou sua primeira temporada em LA, falou do jogo derradeiro contra o Philadelphia, quando jogou de pivô no lugar do contundido Kareem Abdul-Jabaar. Fez questão de frisar a importância de Jamal Wilkes, que marcou 35 pontos naquela decisão. Falou de sua preferência por jogadores multifacetados, citando que Ron Artes joga de 2, 3 e 4, que Lamar Odom faz o mesmo nas posições 3, 4 e 5, elogiou Shannon Brown pelo mesmo motivo (joga de 1 e 2) e muito mais.
Infelizmente, não consigo me lembrar de toda a conversa. Mas foi prazeroso vê-lo uma vez mais ao vivo, esbanjando saúde.
Magic é o maior jogador da história da franquia. E não são poucas as estrelas que atuaram na franquia, como Jerry West, Kareem, Wilt Chamberlain, George Mikan — e muito mais.
RETORNO
Leandrinho Barbosa voltou ontem ao time do Phoenix depois de três jogos ausentes, vítima de uma lesão. Voltou devagarzinho: atuou apenas 18 minutos: marcou nove pontos e deu quatro assistências.
Foi importante na vitória do Phoenix diante do Washington, na capital dos EUA, por 102-90.
O Phoenix merece um capítulo à parte, com certeza. Não irei concedê-lo neste momento, pois preciso de mais elementos; pouco vi o time nesta temporada.
Mas me chama a atenção a campanha neste início de campeonato: seis vitórias e apenas uma derrota. Líder na Conferência Oeste — a mesma do Lakers.
Nos meus prognósticos, não coloquei o Phoenix nos playoffs da conferência. Acho que vou quebrar a cara — e isso me alegra, pois se me dou mal, vejo Leandrinho se dar bem.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: DJ Mbenga, Dwigh Howard, Kevin Durant, Leandrinho Barbosa, magic johnson, Phil Jackson, Russell Westbrook
05/11/2009 - 13:03

Lendrinho e Thiago Splitter na seleção brasileira
Li em “O Estado de S.Paulo” desta quinta-feira entrevista com Leandrinho Barbosa. Nela, ele diz que vai fazer de tudo para que Nenê Hilário esteja no Mundial do ano que vem na Turquia.
Disse Leandrinho: “Nenê seria uma grande ajuda e ele sabe. É um dos pontos fortes do basquete brasileiro. Nós estamos tentando convencê-lo a participar do Mundial”.
Confesso que não consigo entender o que Leandrinho quis dizer. Afinal, Nenê não atendeu as duas últimas convocações do técnico Moncho Monsalve por estar doente.
Na primeira oportunidade, retirou um tumor testicular; na segunda, quebrou o braço.
Ao fazer uma afirmação dessas, Leandrinho dá a entender que Nenê não esteve na seleção porque não quis. E isso não é verdade.
Pior: deixa Nenê em uma situação difícil junto aos torcedores, pois muita gente realmente acredita que Nenê não vestiu a camisa 13 da seleção porque não quis. E isso não é verdade.
Creio que Leandrinho não quis dizer o que disse.
Seguramente, ele quis dizer algo do tipo: vamos todos torcer para que o destino não pregue outra peça em Nenê para que ele se junte finalmente ao grupo, pois precisamos dele demais.
Sim, acho que foi isso o que Leandrinho quis dizer.
MONCHO
O presidente da CBB, Carlos Nunes, estará na Europa acompanhando o sorteio dos Mundiais masculino e feminino que ocorrerão ano que vem na Turquia e República Tcheca, respectivamente.
Aproveitará a viagem para visitar Moncho Monsalve. O espanhol passou por uma cirurgia na coluna e recupera-se bem — felizmente.
Ainda segundo “O Estado de S.Paulo”, Nunes disse que Moncho tem um “gênio impossível” e que isso pode pesar no momento da renovação do contrato do ibérico, que encerra-se no final deste mês.
O que Nunes quer dizer com isso? — pergunto novamente.
É certo que Nunes é o patrão (por ser o presidente da CBB) e Moncho o empregado. Mas o relacionamento entre eles é pouco e não deve ser decisivo no momento de se decidir o futuro.
O relacionamento de Moncho é intenso com os jogadores, isto sim. São eles é que têm que avaliar a convivência com o treinador.
Se Moncho é bom para os jogadores, é bom para a seleção. Consequentemente, é bom para o basquete brasileiro.
E a avaliação dos atletas quanto ao espanhol é excelente: nota 10. Os basqueteiros querem a permanência dele à frente do grupo.
É isso o que conta — o resto é perfumaria.

Lou Williams tenta superar Marquis Daniels, Shelden Williams e Eddie House
NBA
A rodada de ontem da maior liga de basquete do planeta confirmou que: 1) O Boston continua “on fire”; 2) O Denver também; 3) O Lakers está um pouco abaixo de ambos.
O melhor de tudo, pelo menos para nós, brasileiros, é a bola que Nenê Hilário vem jogando. No triunfo de ontem diante do New Jersey, do outro lado do Rio Hudson, por 122-94, o são-carlense marcou 16 pontos, pegou nove rebotes, deu quatro assistências e três tocos.
E mais: 5-6 nos arremessos de quadra.
Suas médias no campeonato: 14.6 pontos e 9.6 rebotes. Seu percentual de aproveitamento nos arremessos é de 60%: 24-40. Muito bom.
Nenê confirma o que todos nós sabemos: é o melhor jogador brasileiro de basquete na atualidade.
Leandrinho tem razão: vamos todos torcer para que o destino não pregue outra peça em Nenê para que ele se junte finalmente à seleção, pois precisamos dele demais.
CANSAÇO
O primeiro parágrafo do texto do site da NBA que relata a vitória do Boston sobre Wolves, em Minneapolis, é muito bom. Traduzo-o para vocês:
“Suas pernas foram a razão pela qual o Celtics quase perdeu pela primeira vez. Suas cabeças foram a razão pela qual isso não aconteceu”.
Ou seja: o Boston teve dificuldades para defender porque faltaram pernas para seus principais jogadores, pois, todos sabemos, Kevin Garnett, Paul Pierce, Ray Allen e Rasheed Wallace não são mais crianças.
Mas a inteligência tática do quarteto e a compreensão que eles têm do jogo acabou evitando o primeiro revés da temporada.
Depois de 48 minutos de bola pingando aqui e ali, lá e acolá, o Celtics somou sua sexta vitória na competição: 92-90.
REENCONTRO
Ron Artest e Trevor Ariza reencontraram pela primeira vez suas ex-equipes. 18.291 torcedores lotaram o Toyota Center em Houston.
Estavam curiosos para ver como os dois se sairiam. No final, viram o óbvio: o desfile de Kobe Bryant em quadra.
O melhor jogador de basquete do planeta marcou 41 pontos e liderou o Lakers em mais uma vitória no torneio: 103-102. Mas não foi fácil; uma prorrogação foi necessária para se definir o vencedor.
E quem foi o “key factor” para que o Lakers vencesse o tempo extra por apenas um pontinho (11-10)? Sim, ele, “Black Mamba”.
Kobe marcou oito pontos e evitou a segunda derrota dos angelinos na temporada. Sua performance possibilitou, isto sim, o quarto triunfo na competição.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, basquete brasileiro
Tags: Carlos Nunes, CBB, kevin garnett, Kobe Bryant, Leandrinho Barbosa, Moncho Monsalve, Nenê Hilário
04/11/2009 - 20:26
Hoje foi daqueles dias que o dia tem que ter mais de 24 horas. Suo em bicas enquanto escrevo, pois não consegui parar nem um minuto sequer.
Suo, escrevo e como; tudo ao mesmo tempo. Aliás, vocês estão servidos?
Obrigado, mas vamos ao que interessa — mesmo atrasado.
Deu pena ver o Oklahoma City perder para o Lakers na prorrogação. O time jogou muito no tempo normal e poderia ter vencido. Apresentou volume de jogo para isso.
Mas veio o tempo extra e aí os homens foram separados dos meninos. E o Lakers venceu.
E por que venceu? Porque Kevin Durant, que anotou 28 pontos no tempo normal, zerou na prorrogação. Arremessou quatro bolas e não acertou nenhuma.
Seu desempenho no tempo adicional limitou-se a uma assistência.
Aliás, Durant atirou oito bolas de três (uma delas na prorrogação) contra o aro do Lakers e não encestou nenhuma.
Já Kobe Bryant, que terminou os quatro quartos com 27 pontos, fez mais quatro na prorrogação e foi determinante para a vitória por 101-98.
Como disse acima, a prorrogação encarregou-se de separar os homens dos meninos.
O Thunder tem um grande potencial, mas é para o futuro. O presente pertence a Lakers e Boston.
MASSACRE
E por falar em Boston… O que dizer de sua quinta vitória no torneio? Vitória, vírgula, foi um massacre pra cima do Philadelphia: 105-74.
O Celtics deste início de temporada parece muito com aquele Celtics de há duas temporadas quando ganhou o título da NBA.
A vitória de ontem veio na defesa — os números mostram isso. O Sixers acertou apenas 36.6% de seus tiros de quadra (29-80), sendo que apresentou insignificante, pífio, ridículo (escolham o adjetivo) percentual de três pontos: 06.3% (1-16).
Goleada mesmo com Kevin Garnett marcando apenas três pontos e Ray Allen anotando cinco.
Ou seja: mesmo na podre o time é forte demais.
Dá para dizer que é o melhor da NBA no momento? Não, vamos esperar um pouco pelo cruzamento dos confrontos. Quero ver o Celtics “on the road” e jogando principalmente contra os times do Oeste.
RESUMO
Nos outros jogos, destaque para Nenê Hilário na vitória do Denver sobre o Pacers por 111-93. O são-carlense marcou 16 pontos e apanhou 13 rebotes (quatro no ataque). Foi seu primeiro “double-double” da temporada.
Outro brasuca que anotou duplo-duplo foi Anderson Varejão no suado triunfo do Cleveland sobre o Washington por 102-90. O capixaba marcou dez pontos e confiscou igual número de rebotes.
Quem também merece — e muito — destaque é Luol Deng. O ala do Chicago arrebentou com o jogo no United Center ao anotar 24 pontos e apanhar 20 rebotes na apertadíssima vitória por 83-81 do Bulls diante do Milwaukee.
Leandrinho Barbosa, contundido, nem se trocou para a partida em que o seu Phoenix bateu o Heat, em Miami, por 104-96. É dúvida para o jogo desta noite diante do Orlando, também fora de casa.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Boston, Cleveland, Denver, Kevin Durant, kevin garnett, Kobe Bryant, Lakers, Leandrinho Barbosa, Nenê Hilário, Phoenix, Ray Allen
31/10/2009 - 12:45
Nossos meninos brilharam na rodada de ontem da NBA.
Anderson Varejão (foto AP) foi muito importante na primeira vitória do Cleveland nesta temporada, depois de duas derrotas consecutivas. O capixaba fez seu primeiro “double-double” neste campeonato ao anotar 13 pontos e apanhar 11 rebotes (quatro deles ofensivos).
Ajudou e muito o Cavs no largo triunfo de 104-87 diante do Minnesota no Target Center de Minneapolis, quase em solo canadense.
Sua atuação só não veio em letras garrafais porque LeBron James não deixou. LBJ cravou 24 pontos na cesta alheia, confiscou nove rebotes e deu sete passes que resultaram em cestas.
Bem mais ao Sul dos EUA, Leandrinho Barbosa foi o cestinha da partida onde o Phoenix ganhou do Golden State por 123-101. O paulistano cravou 24 pontos no aro californiano e ajudou a computar a segunda vitória em dois jogos do Suns na competição.
Só não deixou a quadra do US Airways Center sob os holofotes da mídia e os olhares contemplativos dos torcedores porque Steve Nash não deixou. O canadense deu 20 assistências e marcou 18 pontos no deserto do Arizona.
Bom para os dois brasucas, bom pra todo mundo. As vitórias, tanto do Cleveland quanto do Phoenix, estavam no script da rodada.
SURPRESA
O que não estava no roteiro foi a derrota do Lakers para o Dallas. Partida em Los Angeles, tabu em jogo (havia seis jogos que o Mavs não vencia os amarelinhos), eu não esperava por isso.
Ah, mas o Lakers jogou sem Pau Gasol. Verdade; mas os texanos atuaram sem Josh Howard.
Derrota indesculpável, mas previsível dentro de um campeonato longo e com jogos quase que diários.
Pra variar, Dirk Nowitzki foi o destaque dos visitantes: 21 pontos e 10 rebotes. Kobe Bryant marcou 20 pontos e pegou seis rebotes.
REALEZA
Com Michael Jordan (foto Reuters ao lado do técnico Larry Brown) vendo tudo de sua poltrona ao lado do banco de reservas, o Charlotte Bobcats bateu o New York por 102-100 depois de duas prorrogações. O final foi emocionante, com DJ Augustin derrubando dois lances livres a dois segundos do final da partida.
Mas o destaque do jogo foi mesmo o armador Raymond Felton, que um dia ganhou uma camisa do Palmeiras do técnico Caio Junior em visita ao CT alviverde, há dois anos. Felton, produto de North Carolina, marcou 22 pontos, deu nove assistências e pegou oito rebotes.
Quanto ao New York, enquanto não trocar o treinador, esquece. Pior do que isso: com este cenário, duvido que LeBron James considere a possibilidade de jogar na Big Apple no ano que vem.
Mesmo com todo o glamour da cidade que nunca adormece.
ALARME
Vince Carter pregou um baita susto nos torcedores do Orlando. No segundo quarto da partida de ontem contra o New Jersey, deixou a quadra lesionado no tornozelo esquerdo.
Era, até então, o cestinha do jogo com 16 pontos. Era, também, seu primeiro jogo diante de sua ex-equipe em seu antigo lar.
Estava impossível.
Imprevisto surgido, time em perigo, Super-Homem entrou em ação. Dwight Howard foi até a cabine telefônica mais próxima, tirou seu traje civil e entrou em cena.
Terminou a partida com 20 pontos, 22 rebotes e quatro tocos. Homem, ou melhor, super-homem do jogo.
Orlando 95-85 New Jersey.
QUARTETO
Se a noite retrasada foi inesquecível, a passada foi pra se esquecer. O Chicago tomou uma aula de basquete ontem à noite em Boston.
Foi surrado pelo Celtics por 118-90. Não viu a cor da bola.
O alviverde de Massachusetts somou seu terceiro triunfo na competição. Está invicto até o momento.
E dá mostras claras, com contornos bem definidos, de que realmente é um dos times a ser batidos nesta temporada.
Paul Pierce (22 pontos), Ray Allen (20) e Kevin Garnett (16) fazem mesmo a diferença, ninguém questiona isso. Mas está mais do que na hora de colocarmos Rajon Rondo no mesmo patamar do Big Three.
Rajon (foto Reuters entre Garnett e Allen) marcou dois míseros pontinhos, os relutantes podem dizer. Sim, é verdade, mas ele distribuiu 16 assistências e pegou oito rebotes.
Em meia hora desfilando seu talento no TD Banknorth Garden, cometeu apenas dois erros — o que para um armador é expressivo, pois ele tem a bola nas mãos a maioria do tempo.
Que tal substituirmos o Big Three por Quarteto Fantástico?
Já o Chicago… O que dizer? O time foi um fiasco.
Derrick Rose foi um fiasco: duas assistências e uma dezena de pontos. Tyrus Thomas foi um desastre na linha do lance livre: 4-9. Luol Deng só quatro pontos e dois acertos nas oito bolas atiradas contra o aro adversário.
E o que dizer de John Salmons? 2-14 nos arremessos!!!
Aliás, por falar nisso, olhem só o aproveitamento do Chicago nas bolas de três: 2-15 (13.3%).
Com números assim fica impossível destruir uma das fortalezas desta temporada.
Salvou-se apenas Joakim Noah com seus 16 pontos e dez rebotes. Lutou com um “bull” do começo ao fim do jogo.
Jogo, aliás, para ser esquecido.
COMPARAÇÃO
Fiquei pensando dia desses: não parece a vocês que LeBron James é a versão no basquete do tenista Andy Roddick?
Pensem nisso.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Boston, Bulls, Celtics, Chicago, Cleveland, Dallas, Derrick Rose, Dirk Nowitzki, Dwight Howard, kevin garnett, Kobe Bryant, Lakers, Leandrinho Barbosa, LeBron James, Michael Jordan, Paul Pierce, Phoenix, Rajon Rondo, Ray Allen, Steve Nash, suns, Vince Carter
29/10/2009 - 13:23
Na rodada de abertura da NBA foram 38 pontos e oito assistências. Ontem veio um “triple-double”: 23 pontos, 12 assistências e 11 rebotes.
LeBron James (foto AP) segue jogando muito — e o Cleveland segue com os seus problemas: dependente até o último fio de cabelo do desempenho de LBJ.
Depois de ser derrotado em casa pelo Boston no primeiro jogo da temporada (95-89), o Cavs voltou a se curvar diante do oponente. Ontem, cruzou a fronteira canadense e tombou no Air Canada Centre frente ao Raptors: 101-91.
Já é tempo de preocupação? Claro que não, o campeonato nem engatinha ainda, pois apenas duas rodadas aconteceram.
Mas a campanha atual do Cleveland é o avesso da passada.O que acontece com o Cavs?
Até agora não funcionou como time. Um dos principais problemas é a falta de encaixe no jogo de Shaquille O´Neal.
Ontem, Big Daddy jogou apenas 25 minutos. Nos instantes derradeiros do prélio, ficou no banco, vendo tudo acontecer em quadra.
Este é o grande reforço para a temporada? Deveria ser — mas até agora não é.
Eu ainda o vejo com paletó e gravata. Ou seja: está mais para um ex-jogador em atividade do que para alguém que possa dar ao Cleveland aquele salto de qualidade, capaz de colocar o time em situação de superioridade em relação aos seus dois grandes concorrentes nesta conferência: Boston e Orlando.
E a oscilação dos demais jogadores também contribui para o rendimento paupérrimo do Cavs neste começo de trabalho.
A prudência manda que a gente aguarde para ver como serão os contornos definitivos desse time. Afinal, o que vemos até o momento são esboços — e desanimadores.
Vamos, pois aguardar.
RODADA
Nenê Hilário debutou ontem; Leandrinho Barbosa também. E os dois deixaram a quadra vencedores.
O Denver bateu o Utah, em seu Pepsi Center, por 114-105. O são-carlense anotou 16 pontos, fisgou seis rebotes (três de ataque), fez dois desarmes e deu um toco.
Mas deixou a partida prematuramente, pois cometeu seis faltas. As faltas têm sido um grande adversário para Nenê; infelizmente, em muitas ocasiões ele se deixa vencer por esse temível inimigo.
Já Leandrinho e o seu Phoenix foram até a Califórnia e bateram o Clippers no Staples Center por dois pontinhos apenas: 109-107. Não importa, pois, ao contrário dessa bobagem do futebol que leva em consideração gols marcados e sofridos, o que conta é a vitória.
O paulistano saiu como titular. Antou 17 pontos e teve 50% de aproveitamento nas bolas triplas: 3-6.
Como sempre, não se intimidou em quadra. Quando a brecha surgiu, bola pra cesta!
A personalidade de Leandrinho no Phoenix é uma; na seleção brasileira é outra, vocês concordam?
CAPIXABA
Ao contrário do que ocorreu no jogo de estréia diante do Boston (nove pontos e sete rebotes), ontem diante do Toronto Anderson Varejão fez apenas dois pontos e apanhou dois rebotes.
Mas o toco que ele deu em Chris Bosh, quase ao final da partida, fez-me pular do sofá e dar um soco no ar, como Pelé fez pela primeira vez na Rua Javari na década de 1960, gesto que acabou copiado pelo resto do planeta — inclusive por Michael Jordan, naquela vitória inesquecível diante do Cavs, em Cleveland.
RODADA
Não vi todos os jogos de ontem — seria impossível. Portanto, sou todo ouvidos para ouvir relatos de quem viu, por exemplo, a importante vitória do San Antonio diante do New Orleans ou a estréia triunfante do Orlando frente ao Philadelphia. Vale destaque também a visita vitoriosa do Detroit a Memphis.
Mãos à obra, rapaziada!
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Boston, Cleveland, Denver, Leandrinho Barbosa, LeBron James, Nenê Hilário, Phoenix, Raptors, Shaquille O'Neal, Toronto
24/10/2009 - 22:40
Alguns parceiros deste botequim têm chamado-me a atenção para o Orlando. No ver deles, o time com Vince Carter no lugar de Hedo Turkoglu mudou da água para o vinho.
Pois bem, a equipe da terra do Mickey Mouse encerrou na noite desta sexta-feira uma perfeita “Pre-Season” ao bater o Atlanta, em sua Amway Arena, por 123-86. Um massacre.
Com a vitória, ou melhor, com o massacre, como disse, o Magic terminou essa fase de amistosos com uma campanha de oito vitórias e nenhuma derrota. Único time da NBA nesta fase a não perder.
Foi, também, a primeira vez na história da franquia que isso ocorreu.
Mas o time já vinha buscando a perfeição desde 2007, quando Stan Van Gundy assumiu o comando. Somados os dois anos anteriores, o recorde do Magic era de 12 vitórias e apenas duas derrotas; agora, pulou para 20-2.
Carter (foto AP), de quem eu falei no início do nosso papo, anotou 26 pontos diante do Hawks, tendo incrível desempenho de 9-10 nos arremessos. Nos sete jogos em que entrou em quadra, marcou uma média de 18.6 tentos por partida.
Terminou esta “Pre-Season” como artilheiro do Orlando.
Sempre desconfiei do potencial de Carter em fazer do Magic um time melhor. Parece que me enganei.
O Orlando dá sinais de que volta com tudo nesta temporada.
CLASSIFICAÇÃO
Vamos à classificação final desta temporada de amistosos:
Leste
1) Orlando 8-0
2) Boston 6-2
3) Chicago 6-2
4) Atlanta 5-2
5) New York 5-2
6) Philadelphia 5-3
7) Cleveland 4-4
8) Detroit 4-4
9) Washington 4-4
10) Indiana 3-4
11) Milwaukee 3-5
12) Miami 2-5
13) Charlotte 2-6
14) Toronto 2-6
15) New Jersey 1-5
Oeste
1) Clippers 6-2
2) Lakers 6-2
3) Utah 6-2
4) Dallas 5-2
5) San Antonio 4-3
6) Denver 4-4
7) Golden State 4-4
8) Houston 4-4
9) Phoenix 4-4
10) Portland 4-4
11) Memphis 3-5
12) Minnesotta 3-5
13) Oklahoma City 2-5
14) Sacramento 2-5
15) New Orleans 2-6
SURPRESAS
O Clippers na liderança do Oeste surpreendeu-me, mesmo com a presença do novato Blake Griffin, draft número 1 desta temporada.
O New Orleans, na rabeira da mesma divisão, igualmente deixou-me intrigado.
Do outro lado, vibrei com a campanha do Chicago. Tomara que não seja fogo de palha.
BRASUCAS
Assim foram os três brasileiros nesta “Pre-Season”:
Nenê Hilário – 9.3 pontos e 4.4 rebotes;
Leandrinho Barbosa – 13.4 pontos e 45.0% nas bolas de três;
Anderson Varejão – 8.2 pontos e 6.0 rebotes.
Sorte a eles nesta temporada!
ROUBO
É inacreditável, mas é verdade. Jogadores do Maccabi Tel Aviv foram roubados na noite da última terça-feira em Los Angeles.
O time fazia um amistoso contra o Clippers (108-96 para os angelinos) no Staples Center e enquanto a bola pingava o roubo ocorreu. Albert Gavin, tenente da polícia de Los Angeles, disse que algumas pessoas entraram no vestiário da equipe israelense e fizeram a festa.
Foram roubados relógios, jóias e US$ 15 mil em dinheiro. Dez membros do grupo foram prejudicados e o desfalque foi estimado em US$ 22 mil.
Lamentável.
AJUDA
Michael Beasley, ala/pivô do Miami, é bom jogador. Mas na mesma proporção, é problemático.
Ano passado, vocês devem se lembrar, ao lado de Mario Chalmers e Darrell Arthur ele foi pego num quarto de hotel com duas prostituas e uma quantidade de maconha não divulgada.
À época, participava do programa da NBA de iniciação ao novo mundo da maior liga de basquete do planeta. Foi expulso; teria que voltar nesta temporada. Nem sei se isso ocorreu.
Se não ocorreu, talvez tenha sido porque no final de agosto passado ele internou-se em uma clínica de reabilitação no Texas para se desintoxicar. Motivo: drogas.
Problemas resolvidos? Nada disso.
Nesta semana, uma foto do jogador, dormindo num iate na marina de Miami, ao lado de uma mulher e várias garrafas de cerveja na mesa próxima ao sofá, foi mostrada pelo site de fofocas TMZ.
Beasley (foto AP) divulgou um comentário dizendo que não tocou nas garrafas de cerveja. O capitão do iate fez coro com o jogador.
Dirigentes do Miami disseram que ele não fez nada de errado.
Beasley tem apenas 20 anos e um grande futuro pela frente. Se algo der errado, o culpado será apenas ele.
ACORDO
Assunto resolvido: a NBA e o sindicato dos árbitros entraram em um acordo e os homens do apito estarão presentes na primeira rodada desta temporada, marcada para a próxima terça-feira.
O acordo vale para as próximas duas competições.
Os árbitros voltaram aos treinamentos neste sábado para recuperar a forma. Será que os 57 profissionais do apito estarão em forma?
Melhor com eles fora de forma do que seus substitutos em forma.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Leandrinho Barbosa, Magic, Miami, Michael Beasley, Nenê Hilário, Orlando, Vince Carter
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