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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009 NBA | 15:06

DERROTA PREVISTA

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Não falei que o Lakers costuma tropeçar quando menos se espera? Pois ontem o time foi a Salt Lake City e acabou derrotado pelo Utah por 113-109.

Eu sei, eu sei, o Jazz não faz parte daquele grupo de times pequenos ao qual o Los Angeles costuma ceder pontos irrecuperáveis. Mas o Utah, sem Carlos Boozer, faz uma campanha capenga nesta temporada.

Fica mais tempo fora do G-8 do que dentro. Ontem, com o sucesso diante do Lakers, voltou ao grupo dos classificados e mandou o Phoenix para fora dele.

Isso graças, também, à derrota do Suns para o Cleveland, em Ohio, por 109-92.

Mas nosso tema primeiro é o Lakers.

O que acontece com o time nesses jogos?

Já arrisquei que o problema deve ser falta de concentração. Ontem, por exemplo, a defesa do Lakers permitiu ao adversário um aproveitamento nos arremessos de 58.6%; muita coisa.

Contra o Boston, segurou o oponente em 45.2%; diante do Cleveland, em 39.1%. E ambos os jogos fora de casa e contra equipes que têm um arsenal ofensivo muito superior ao do Utah, que, repito, jogou sem Boozer.

“Fomos preguiçosos na defesa”, definiu Kobe Bryant após a partida.
Sim, os números mostram isso, nem precisava dizer. O que o torcedor quer saber é: por que o time foi preguiçoso?

“Acho que porque nossas pernas estavam cansadas”, respondeu Kobe (foto AFP).

Pode ser.

Nesse mês de fevereiro, o time fez seis partidas em 11 dias. Dá uma média de quase um jogo a cada dois dias. E dessa meia dúzia de compromissos, cinco foram longe de casa.

Apenas a vitória diante do Oklahoma City, anteontem, teve como palco o Staples Center de Los Angeles.

Vamos dar esse crédito ao Lakers; mas que o time dá esses tropicões inexplicáveis, isso dá.

E eu atribuo mais à falta de concentração do que ao cansaço.

RECORDE

Com o revés de ontem, o Lakers atinge uma dezena de derrotas na competição. Chega ao mesmo número do Chicago na temporada 1995-96, que perdeu apenas dez partidas ao longo da fase regular e somou 72 vitórias.

Para o Lakers igualar essa campanha fenomenal – a melhor da história da NBA –, terá que vencer todos os seus próximos 30 enfrentamentos.

Será possível?

Impossível, eu diria.

CALA-BOCA

Lamar Odom está dando um cala-boca nas pessoas que diziam ser necessária a contratação de um pivô por causa da contusão de Andrew Bynum; eu entre elas.

Ontem, voltou a fazer uma grande partida: 19 pontos e igual número de rebotes. Foi seu terceiro “double-double” na última trinca de jogos.

A média nesses embates é de 19.6 pontos e 18.0 rebotes.

Se continuar assim, não há por que mudar. Especialmente se for para contratar Brad Miller – o que implicaria na liberação de Lamar.

Trocar Odom por Miller é algo que Steve Kerr, John Paxson e Kevin McHale com certeza fariam. Não acredito que Mitch Kupchak vá cometer uma loucura dessas, mesmo que isso signifique dar uma limpada no “cap”.

O Lakers não deve estar preocupado com dinheiro nesse momento. Sua atenção tem que estar voltada para a conquista do título, que é bem possível de acontecer, uma vez que a equipe sobra em relação aos seus concorrentes neste momento.

FORÇA

Vocês que me escutam falar, já sabem da minha admiração pelo basquete de Nenê. Vivo defendendo o são-carlense de críticas que pipocam daqui e dali, especialmente no tocante aos rebotes.

Outros frequentadores deste botequim frisam a falta de regularidade do brazuca.

Todos nós temos nossa cota de razão.

Nenê (foto AP) é bom jogador, tem problemas no rebote e mostra-se irregular em algumas oportunidades.

Ele não é perfeito – aliás, nem Michael Jordan foi.

Mas o que eu quero dizer hoje é o seguinte: se Nenê pretendo entrar para o seleto grupo dos grandes jogadores da liga, ele precisa deixar de respeitar demasiadamente alguns pivôs.

Já notei que o brasileiro reverencia demais jogadores como Tim Duncan e Dwight Howard – não à toa dois dos principais jogadores do “frontcourt” da NBA.

Ontem isso ficou muito claro diante do Super-Homem do Orlando.

Nenê esteve contido em quadra; como disse acima, respeitou demais Howard.

Isso não pode acontecer. Nenê tem que acreditar mais na sua força física e melhorar a mental.

Howard e Duncan – os dois citados por mim – são grandes – em todos os sentidos, físico, técnico e mental – mas não são dois. Eles são apenas um diante dele.

Nenê precisa entender isso.

Quando ele compreender, com a força física que tem e com a qualidade técnica que exibe, fará o tão importante “upgrade” em sua carreira.

Enquanto isso não ocorre, ele continuará deixando a quadra com aceitáveis 12 pontos e pobres quatro rebotes.

Foram importantes, no entanto, para ajudar o Denver a bater o Orlando por 82-73 e manter-se na terceira posição no Oeste.

DUELO

Leandrinho Barbosa e Anderson Varejão se encontraram ontem à noite na Quicken Loans Arena. Como disse acima, o Cleveland venceu.

Os dois deixaram a quadra feliz.

O capixaba, mesmo com parcos 21 minutos em quadra, marcou 13 pontos e apanhou cinco rebotes. Com seu jeito conhecido, ajudou o time em quadra mostrando a velha disposição de sempre.

O paulistano, por seu lado, ficou 31 minutos jogando. Saiu como titular no lugar do combalido Steve Nash, novamente com dores nas costas.

Se anotou apenas nove pontos (4-10), deu sete assistências, obedecendo o que sua primeira função determina; armou a maior parte do tempo.

E o fez bem, lembrando os velhos tempos do Bauru-Tilibra.

ARSENAL

Mo Williams marcou 44 pontos na vitória do Cavs sobre o Suns. Entrou, certamente, estimulado pela inesperada convocação para o “All-Star Game” de domingo próximo, exatamente em Phoenix, lar do adversário de ontem.

Mo foi escolhido para substituir o contundido Chris Bosh.

Mas não foi apenas a pontuação que chamou a atenção; o aproveitamento também. Williams (foto AP) acertou 18 de seus 26 arremessos, sendo sete deles bolas de três. E, como bom armador que é, distribuiu sete assistências.

Foi a grande contratação que o Cleveland fez para esta temporada. Ele, LeBron James e Delonte West, quando voltar, serão os pilares de sustentação do time quando os playoffs chegarem.

O time será forte demais no momento decisivo.

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009 NBA | 10:03

VIDA MANSA PARA O LAKERS

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A vida não poderia estar mais mansa para o Lakers.

Ao perder o pivô Andrew Bynum, lesionado, previu-se dias difíceis para a equipe. Isso não aconteceu.

Lamar Odom (foto AP) veio do banco com uma garra incomum e tornou-se um dos pilares do time no momento atual do campeonato. Substitui, com sobras, o titular.

Acabou com o jogo na vitória que o Lakers impôs ao Cleveland, domingo passado, que tirou uma invencibilidade de 23 partidas da equipe de LeBron James.

Marcou 28 pontos e amealhou 17 rebotes. Levou o moto-rádio como o melhor jogador em campo.

Ontem, em novo sucesso, desta vez em casa, diante do Oklahoma City (105-98), Lamar voltou a ser grande, especialmente nos rebotes. Apanhou 18 das sobras disponíveis e ainda contribuiu com 12 pontos.

Nos cinco jogos em que entrou como titular na vaga de Bynum, Lamar teve médias de 15.8 pontos e 12.5 rebotes.

Excelente.

E mais: quando Bynum contundiu-se, o Lakers já vinha de dois enfileiramentos vitoriosos. Com Lamar, somaram-se mais cinco, estendendo agora a invencibilidade para sete partidas.

Dos últimos 12 jogos, perdeu apenas um, diante do Charlotte, em Los Angeles, com direito a uma prorrogação.

É exatamente essa brecha que o Lakers dá para o imponderável que não nos faz crer que o time permanecerá invicto até o final da fase de classificação e quebre o recorde do Chicago de apenas dez derrotas em uma temporada.

O Lakers perdeu nove confrontos nesta temporada. Tem mais 31 pela frente. Já encerrou seus desafios diante de Orlando, Cleveland e Boston. Faltam ainda dois jogos contra o San Antonio, um em Los Angeles e outro no Texas.

São as duas partidas mais complicadas para os amarelinhos da terra do cinema.

New Orleans? Pode ser, mais o Hornets tem se revelado um belo freguês do Lakers, muito embora tenha sido dobrado no último encontro entre ambos, em 6 de janeiro passado.

O derradeiro jogo entre eles será no dia 20 próximo, em Los Angeles.

O time da terra do jazz é o segundo oponente mais complicado para o Lakers nesta investida contra o recorde do Bulls.

É lógico que a gente não pode desconsiderar oponentes como Portland, Houston, Denver e Phoenix, tradicionais. Mas pela bola que eles vêm jogando, apenas Blazers e Nuggets podem sonhar em bater o Lakers na fase atual.

Agora, é como eu disse acima: o imponderável tem cruzado o caminho do Los Angeles nesta temporada.

Acho que é aí que mora o perigo, pois parece que o time entra desconcentrado nesses jogos contra os pequenos da NBA.

VANTAGEM

O Cleveland perdeu ontem para o Indiana, em Indianapolis: 96-95.

O final, como os números mostram, foi dramático, com destaque para a arbitragem, que foi um desastre ao marcar uma falta escandalosa de Danny Granger em cima de LeBron James a 0.8 segundo do final da partida.

A história é a seguinte…

No tempo referido acima, T. J. Ford derrubou uma bola e colocou o Pacers na frente em 95-93.

Pedido de tempo e lateral para o Cavs. Mo Williams joga a bola para uma ponte-aérea de LBJ. Não houve absolutamente nada no contato com Granger, mas a arbitragem marca falta.

King James (foto Reuters) converte os dois lances livres: 95-95.

O relógio marcava 0.4 segundo para o fim quando a mesma jogada é feita no garrafão do Cavs para Granger. Quem marcava o ala do Indiana? Isso mesmo: LeBron.

Numa clara demonstração de compensação, o trio anotou falta do ala do Cleveland, que também não existiu.

Granger acerta um dos dois lances livres e dá números finais ao marcador: 96-95.

LeBron James fez 47 pontos – novamente um monstro contra equipes mais fracas –, mas não conseguiu evitar o revés.

Com ele, o Cavs vai a 11 derrotas, dois a mais que o Lakers.

Na verdade três, porque o time de Los Angeles ganha no critério de desempate, pois bateu o Cleveland nos dois encontros desta temporada.

O mesmo vale para o Boston, que também tem 11 derrotas e uma diferença real de três derrotas em relação ao time do Oeste.

O Orlando, que ganhou as duas do Lakers, tem 12 derrotas, e, ele sim, três derrotas a mais que o provável futuro campeão desta temporada.

CRAQUE

Kevin Durante tem apenas 20 anos. E um futuro enorme pela frente na NBA.

O menino joga muito. Mostrou isso novamente ontem diante do Lakers.

Deixou o Staples Center com 31 pontos, seu quinto jogo seguido marcando aos menos três dezenas em cada um deles.

É mais do que claro que Durant é o futuro da franquia. Mas para que ele fique por lá, é imprescindível que o Thunder mostre que o time tem futuro e que vai brigar por títulos brevemente.

Caso contrário, quando seu contrato terminar, daqui a duas temporadas, ele arruma as malas e desembarca em outra cidade, que pode ser Los Angeles, Boston, Nova York…

PROBLEMAS

Alguém consegue entender o que se passa com Nenê?

Ontem, diante do Miami, o são-carlense cometeu quatro faltas no primeiro tempo. Por causa delas, ficou no banco todo o terceiro quarto.

Até ali, tinha seis pontos e quatro rebotes.

Voltou no quarto derradeiro e não acrescentou absolutamente nada a seus números e a seu time.

Desde que marcou 20 pontos diante do Oklahoma City, Nenê, nos três jogos seguintes, não conseguiu mais um duplo dígito na pontuação. Foram seis tentos diante do Washington, nove contra o New Jersey e a meia dúzia de ontem.

Média de sete por partida, contra quase 16 no campeonato. Menos da metade de seu desempenho normal.

Além disso, Nenê tem se enrolado com as faltas. No encontro passado diante do Nets também foi excessivo na marcação e passou boa parte do espetáculo sentado numa das cadeiras estofadas do Izod Center.

De qualquer maneira, com 23 pontos de Chauncey Billups (foto AP), o Denver venceu o Heat em Miami por 99-82, recuperou-se da ensacada imposta pelo New Jersey (114-70), num dos maiores vexames da história da franquia, e somou sua quinta vitória em seis partidas.

Com isso, manteve-se na terceira posição do Oeste.

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terça-feira, 23 de dezembro de 2008 NBA | 14:26

DENVER E LAKERS, EM PAZ COM A VITÓRIA

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Os dois times fizeram as pazes com a vitória. Mas a vida do Lakers foi mais difícil; o Denver respirou melhor.

Os amarelinhos de Los Angeles, não ganhavam havia duas partidas; os alvicelestes do colorado jejuavam havia três.

A mídia de Los Angeles, nesta terça-feira, exalta a defesa do Lakers. Diz que finalmente o time ganhou (105-96, foto AFP de Kobe Bryant dando uma enterrada) graças a ela, que ela ditou o ritmo do jogo etc. e tal.

Peraí!, não estou entendendo nada!

O time tomou 57 pontos do frágil Memphis no primeiro tempo. Isso mesmo, no primeiro tempo. Mas o que fica na cabeça de todos é o desempenho do segundo tempo, quando o Lakers permitiu ao Grizzlies 39 pontos.

A última impressão é a que fica – não para mim.

A equipe voltou a demonstrar a mesma ciclotimia que tanto tem atrapalhado a vida do atual vice-campeão da NBA.

Foi assim contra o New York, há uma semana, no Staples Center. No tempo inicial o time sofreu 65 pontos; no derradeiro, melhorou. Fez uma defesa mais agressiva e restringiu o percentual de aproveitamento do Knicks, que marcou 49.

Esta falta de equilíbrio tem sido o maior competidor do Lakers.

O próprio Derek Fisher, ao final da partida, declarou: “Penso que nossa defesa foi realmente ativa no segundo tempo. Esteve trancada”.

Isso mesmo, no segundo tempo, porque no primeiro…

Lamar Odom viajou ao dizer que o time mostra progressos defensivos. “Esta noite [ontem] foi assim”, disse Lamar.

Foi nada; é inadmissível conceder 57 pontos para o Memphis, mesmo no Ford Center do Tennessee.

MELHOR

O Denver, ele sim, mostrou como é que se joga defensivamente. Vocês se lembram que Brandon Roy tinha marcado 52 pontos diante do Phoenix, certo?

Pois é, ontem, Roy (foto AP) cravou apenas oito. Um fiasco.

Isto sim merece ser mencionado, não o que o Lakers fez diante do Memphis.

É certo que Brandon teve problemas com as faltas – cometeu cinco. Ficou em quadra cerca de 32 minutos, quando sua média na competição é de quase 38.

Mas sucumbiu diante da marcação colorada, que foi dobrada o tempo todo. Roy pegava na bola e dois fechavam seu raio de ação.

Isso fez com que o Denver vencesse com mais sossego do que o Lakers, embora o Portland tenha dado trabalho em boa parte do jogo. “Down the strecht” o Nuggets deixou o Blazer para trás e mereceu os 97-89 de ontem no Pepsi Center.

AUSÊNCIA

Carmelo Anthony, a estrela do time, ficou do lado de fora, impedido de jogar por causa de uma contusão no cotovelo. Esteve elegante de terno e gravata, tudo muito bem combinado.

Mas o time precisa dele impecável é dentro das quadras.

Sem Melo, o Denver de ontem foi uma equipe mais solidária. Até mesmo J.R. Smith conjugou o verbo na primeira pessoa do plural e não do singular, como fez nos últimos jogos.

O resultado é que cinco jogadores terminaram a partida com um duplo dígito na pontuação.

Nenê e Chauncey Billups foram os cestinhas do Nuggets com 19 cada um, Linas Kleiza e J.R. deixaram 15 pontos na cesta do Blazers e Chris Andersen marcou mais 11.

ESTALEIRO 1

Carmelo Anthony vai ficar uma semana do lado de fora. Está com uma tendinite no cotovelo direito. Precisa de repouso pra ver se a dor cede – deve ceder.

Melo vai fazer falta.

Claro que sim, pois é um jogador acima da média, mas isso quando pensa coletivamente. Quando olha apenas para seu próprio umbigo, seu jogo cai.

Deveria ler o extraordinário conto “O Espelho”, de Machado de Assis.

Seria extremamente útil para ele. Faria-o, primeiro, pensar; segundo, refletir.

NENÊ

O são-carlense foi o nome do jogo novamente. Anotou seu segundo “double-double” consecutivo ao marcar 19 pontos e apanhar 11 rebotes, cinco deles no ataque.

Foi o sétimo duplo-duplo de Nenê no campeonato.

Quando o time joga também em função dele, o brazuca não tem negado fogo. Claro que às vezes ele tropeça, o que é natural, já o disse.

Não dá para jogar bem todas as noites. O que Nenê tem que fazer é tornar estas adversidades insignificantes.

E deixar de apenas flertar com o “double-double” para torná-lo, isto sim, um amigo inseparável. E fazer o tal do “upgrade” que eu falei em um de nossos papos anteriores.

Seus números, esmiuçados, foram os seguintes:

Bolas de dois pontos = 7-11 (63.6%)
Lances Livres = 5-6 (83.3%)
Rebotes = 11 (seis na defesa e cinco no ataque)
Assistências = duas
Desarmes = dois
Toco = um
Erros = três
Faltas = quatro
Total de Pontos = 19

Mais uma vez, muito bom.

ESTALEIRO 2

O armador Jordan Farmar, peça importante na engrenagem do Lakers, deve entrar na faca. Está com uma contusão num dos meniscos do joelho esquerdo.

Os médicos estão dando um pequeno tempo para ver se a contusão regride. Caso contrário, cirurgia.

Deve ficar de fora dois meses.

Uma perda e tanto, porque Farmar tem ficando em quadra 20 minutos em média por partida. Ajuda não só a descansar Derek Fisher (pelo segundo jogo consecutivo atuou 41 minutos), mas também a mudar o cenário da partida, pois com ele em quadra Kobe fica menos com a bola e joga mais como ala/armador.

O Lakers tem a opção de adicionar o 15º. jogador ao seu elenco. Vai contratar alguém.

Tyronn Lue, que foi campeão com o próprio Los Angeles em 2000 e 2001, atualmente no Milwaukee, está na mira. Jannero Pargo, que disputou o campeonato passado com o New Orleans, hoje no Dínamo de Moscou, também está sendo cogitado.

Pargo é melhor, mas o problema é o contrato em vigor com o time russo.

BALEIA 2 – A MISSÃO

Glen Davis, a baleinha do Celtics, chama a atenção. Já chorou em quadra depois de tomar um pito de Kevin Garnett, mas o que salta aos olhos são os (muitos) quilos a mais que ele apresenta.

Não vamos ficar, todavia, no pé do “Big Baby”, como é conhecido o ala/pivô do Boston. Há outros jogadores que deveriam se envergonhar das sobras.

Entre eles Marc Gasol, pivô do Memphis, irmão de Pau (foto Reuters).

Há um contraste entre eles. Enquanto Pau está em forma, Marc é outra baleia que rola pelas quadras da NBA.

Uma vergonha.

Não sei como o “staff” do Grizzlies permite isso.

TEMPO

Perguntado sobre quem é melhor, Lakers ou Boston, Mike D’Antoni, técnico do New York, que já enfrentou os dois times, respondeu:

– Estamos em dezembro. Perguntem-me novamente em abril, pois o momento atual realmente pouco importa.

Depois, completou:

– Os dois fizeram a final passada e até que alguém destrone o Boston, eles são os melhores. E de fato eles estão jogando num nível muito alto.

Portanto, vamos esperar por abril – mas que neste momento o Celtics é melhor, isso ninguém duvida.

ROSA BRANCA

Postei um texto há algumas horas sobre o grande Rosa Branca. Peço aos freqüentadores deste botequim que dêem uma olhada nele.

E deixem uma mensagem para este que foi um dos maiores jogadores da história do nosso basquete.

O texto está a seguir.

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008 NBA | 13:03

A CULPA DE CADA UM

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Depois de cinco jogos seguidos no conforto do lar, o Lakers viajou; e se deu mal. Mas poderia ter se dado bem. Abriu 16 pontos de vantagem diante do Indiana no começo do último quarto, mas viu o adversário tirar a diferença e vencer a partida por um pontinho apenas: 118-117.

A bola que decidiu a partida, um tapinha de Troy Murphy, quando caiu, lambeu a rede do aro californiano ao mesmo tempo em que a buzina do Conseco Fieldhouse Center soava pela última vez. A maioria dos 16.412 torcedores que lotaram a arena indiana foi à loucura com a cesta de Murphy. Disse a maioria, e não a totalidade, porque, como sempre acontece, o Lakers tinha muitos, mas muitos torcedores assistindo à partida.

Por que o Los Angeles perdeu o confronto? Muitos criticam até agora o técnico Phil Jackson. Mas será que isso é verdadeiro?

Vamos relembrar um pouco a partida…

Faltavam 2:36 minutos para o final do terceiro quarto, quando Danny Granger derrubou dois lances livres para o Indiana e levou o placar para 86-84. Nesses pouco mais de dois minutos e meio, o Lakers fez uma incrível corrida de 17-0 e encerrou o quarto na frente em 101-86.

Estavam em quadra, naquele momento, Jordan Farmar, Sasha Vujacic, Trevor Ariza, Lamar Odom e Andrew Bynum. À exceção do pivô, os demais são reservas. No banco figuravam Derek Fisher, Kobe Bryant, Vladimir Radmanovic e Pau Gasol.

Dos sentados, Radmanovic poderia continuar por lá até o final do embate, pois Ariza joga mais do que ele. Foi Trevor, aliás, que iniciou a corrida dos 17-0 com duas roubadas de bola sensacionais.

A 11:03 do final, uma bola tripla de Vujacic colocou o time na frente em 104-88, a maior diferença a favor dos visitantes. Foi então que o Pacers iniciou sua espetacular corrida que liquidou o Lakers.

Primeiro, fez um 8-0 que obrigou Jackson a pedir tempo. 104-96 para o Lakers. Nesse momento, o treinador californiano fez voltar ao time os quatro titulares que estavam no banco: Fisher, Kobe, Rad e Gasol. Manteve em quadra apenas Bynum.

De nada adiantou. O Indiana fez uma nova corrida, esta decisiva, de 22-13 e ganhou a partida na última bola, como vimos.

CRÍTICA

Por que criticam Phil Jackson? Porque, dizem, ele deveria ter deixado os reservas em quadra mais tempo. O próprio pivô Andrew Bynum disse isso no vestiário, em conversa com os repórteres. Afinal, argumentaram, foram os reservas que fizeram a corrida de 17-0 e quase deram a vitória ao Lakers.

Discordo.

Com eles em quadra a diferença começou a despencar. De 16 caiu para oito quando Phil pediu o tempo com o placar em 104-96. Eles davam sinais mais do que claros de que não estavam agüentando a reação do adversário. A diferença iria desabar, inevitavelmente.

Phil acertou em colocar os titulares, passando a eles a responsabilidade de segurar o marcador – oito pontos de vantagem. Qualquer um teria feito isso com o quadro que estava se desenhando à frente de todos.

FOGO MORTO

Acontece que os titulares negaram fogo no momento decisivo. Como Kobe Bryant, que se tivesse acertado um arremesso simples a 14 segundos do final, teria levado a vantagem para três pontos, o que evitaria a derrota pelo menos no tempo normal.

O aproveitamento dos titulares foi horrível na reta final.

Kobe acertou apenas um de seus cinco arremessos; Gasol fez 2-4; Rad 0-3. Fisher só arremessou dois lances livres certeiros, mesmo desempenho de Ariza, que voltou ao jogo a 5:31 do final no lugar de Bynum, com Gasol passando para o pivô e Lamar – que retornou na vaga de Radmanovic – ficando como ala/pivô. Ah, sim, Kobe ainda perdeu um de seus dois lances livres cobrados neste tempo referido.

DE QUEM É A CULPA?

Pergunta básica: de quem é a culpa, do treinador ou dos jogadores?

RESPOSTA

Dos jogadores, pois eles entraram mal na partida. Treinador não entra em quadra.

MARCAÇÃO

A culpa de Phil Jackson se dá pelo fato de o Lakers estar marcando muito mal. Talvez devesse exigir mais dos jogadores nos treinamentos.

Jerry Tarkanian, ex-treinador do universitário (UNLV e Fresno State) e que teve uma curta passagem pelo San Antonio, disse certa vez: “Defesa é a fundação e o coração de um time de basquete”. Adolph Ruup, aquele mesmo, que não gostava de negros, treinador de Kentucky, mandou bem, certa vez, quando decretou: “A defesa vai te salvar nas noites em que seu ataque não estiver funcionando”.

Foi o que aconteceu na reta final da partida. O ataque do Lakers empobreceu e a defesa desapareceu.

REBOTE

Além da inanição defensiva, o Lakers não mostrou-se faminto pelos rebotes. Vejam os números: 50-41 para o Indiana. Mas o que mais salta aos olhos foi a briga pelas sobras de ataque: o Pacers apanhou nada menos do que 19 contra apenas oito do Lakers.

Charles Barkley, já aposentado, declarou certa vez: “Eu marquei mais de 20 mil pontos, mas a coisa que eu mais me orgulho em minha carreira foram os meus rebotes”.

Sir Charles anotou exatos 23.757 pontos durante a temporada regular e apanhou 12.546 rebotes.

CONCLUSÃO

Todos têm sua parcela de culpa; Phil Jackson não pode ser responsabilizado sozinho pelo fracasso de ontem à noite em Indiana. A fatia maior desse bolo azedo tem que ser dos jogadores.

Como disse, técnico não entra em quadra.

VICE-LÍDER

Com a derrota, o Lakers deixa de ser a melhor campanha na atual temporada. Tem dois revezes, assim como o Boston, mas o Celtics, por ter feito duas partidas a mais, chegou a 17 triunfos, contra 15 do Los Angeles.

Desta forma, o aproveitamento é este: Boston, 89.5%; Lakers, 87.5%.

OUTRO LADO

Mas vamos falar do Indiana, porque, do jeito que o nosso papo vai, parece que havia apenas um time em quadra. Nada disso, o Pacers também esteve lá.

O ala/pivô Troy Murphy foi um gigante na briga pelas sobras. Foi o reboteiro do jogo, com 17 no total, seis deles no ataque, inclusive o tapinha que fez o Indiana vencer, como falamos anteriormente.

Os 17 rebotes de ontem representaram o nono jogo seguido onde Murphy pegou um duplo dígito nas sobras defensivas e ofensivas.

“Troy foi um monstro nos rebotes”, elogiou Danny Granger, seu companheiro de time, outro portento em quadra. “Ele batalhou por cada rebote apanhado e eu fico feliz por isso, pois eu mesmo não estava conseguindo [pegar os rebotes]”.

Granger fisgou apenas quatro defensivos em toda a partida, mas…

SCORE MACHINE

Danny Granger, como disse, foi portentoso com a bola nas mãos. Terminou o confronto como o cestinha ao anotar 32 pontos.

Foi o quinto jogo nesta temporada que este produto de duas universidades – começou em Bradley, a mesma escola onde Marcel Souza jogou, e depois em New Mexico – anotou mais de 30 pontos. Está com 26.4 pontos de média e é o sexto melhor pontuador da atual temporada.

CASEIRO

Semana passada, enviei um e-mail para a NBA perguntando por que o Lakers teve um calendário tão favorável neste início de competição. Eis a resposta da liga:

“Os jogos são difíceis de serem programados, pois os ginásios são reservados para vários tipos de eventos. A programação é bem igual a cada ano, com algumas mudanças de acordo com os eventos já reservados em cada ginásio. Mas no fim um time faz o mesmo número de jogos em casa como fora”.

De fato, as arenas são multiuso. O Staples Center, por exemplo, é lar do Lakers e do Clippers. Além deles, o Los Angeles Kings, time de hóquei, também usa o local.

Sem contar os shows que lá acontecem. Amanhã, por exemplo, o grupo de rock Oasis lá estará se apresentando.

Ainda bem que os caras estão “on the road”.

NeneMASSACRE

O Denver massacrou o Toronto ontem à noite no Colorado. A vitória de 39 pontos (132-93) poderia ter sido muito mais espaçosa.

No último quarto, o técnico George Karl colocou em quadra seus reservas. Entre eles o senegalês Cheikh Samb, 24 anos, 2m16 de altura, ruim na mesma proporção de seu tamanho.

O jogo estava tão fácil que Samb conseguiu fazer quatro pontos. Aliás, seus primeiros na atual temporada.

Com a vitória, o Nuggets tem agora um recorde de 13-6 (68.4%). Fincou o pé na terceira colocação do Oeste, atrás apenas de Lakers, mas com a mesma campanha do Portland, o segundo – perde nos critérios de desempate.

Vem de três vitórias consecutivas e dos últimos dez jogos, venceu oito. Desde que Chauncey Billups chegou foram 12 vitórias e só três derrotas.

Os 132 tentos marcados ontem foram a máxima pontuação do Denver na temporada. Outro recorde: as 37 assistências, 14 delas de Billups, que ainda cravou 24 pontos.

“DOUBLE-DOUBLE”

Pelo segundo jogo consecutivo Nenê fez um “double-double”. Ontem foram 19 pontos e 11 rebotes, três deles na frente. Foi o único jogador do Denver a pegar mais de dez sobras.

Completou a noite com duas assistências e dois tocos. Mas poderia ter feito muito mais se não passasse a maior parte do jogo no banco, descansando.

Nenê atuou apenas 27 dos 48 minutos, mesmo tempo de Kenyon Martin, seu companheiro de garrafão, três a menos do que Carmelo Anthony, que completa o “frontcourt” titular do time colorado.

Foi o quinto jogo em sete noites. Por isso, ninguém reclamou; ao contrário, todos aplaudiram a atitude do técnico George Karl.

Além disso, a equipe terá pela frente, amanhã, o San Antonio. O jogo será novamente no Pepsi Center e mesmo com um Spurs cambaleante, Spurs é sempre Spurs.

Do San Antonio a gente fala daqui a pouco.

LIDERANÇA

Disse Carmelo Anthony depois da partida sobre a presença de Chauncey Billups com a camisa 7 do Denver: “Tenho dito o tempo todo, ele [Billups] trouxe liderança para o nosso time, ajudando todo mundo, fazendo todos melhorarem. Você dá uma olhada no ‘scoreboard’ e vê, cinco, seis jogadores com um duplo dígito [na pontuação], sendo que no passado nós não tínhamos isso”.

O passado a que Carmelo se refere é recente, exatamente o tempo em que Allen Iverson jogava no Nuggets. Nem precisava dizer, mas não custa nada.

RESPOSTA

Allen Iverson, por falar nele, tem se revelado um jogador ciclotímico com a camisa 1 do Detroit. Conseqüentemente, o time também.

Ontem em San Antonio, AI marcou 19 pontos, deu seis assistências e roubou quatro bolas. Enfim, fez um jogo consistente.

Resultado: O Detroit bateu o Spurs por 89-77.

SHEED

O cara do jogo, todavia, foi Rasheed Wallace.

O maluco pivô e ala/pivô do Detroit tomou uma falta técnica a 6:09 minutos do final do terceiro quarto. Murchou?

Nada disso; ficou maluco e anotou 17 pontos a partir de então – tinha feito apenas dois até aquele momento –, sendo que nove deles vieram em três bolas triplas. Contagiou o time e fez o Pistons somar sua terceira vitória nos últimos quatro jogos.

Levou o moto-rádio como o melhor em quadra.

CANSAÇO

Tim Duncan marcou 23 pontos, mas fez apenas um no último quarto.

Peso da idade?

Médio, um pouco disso e também pelo fato de estar carregando o time nas costas. Manu Ginobili voltou há cinco partidas e Tony Parker há três de um total de 15 embates já feitos pelo San Antonio.

Timmy não é nenhuma criança. Tem 32 anos e não é mole carregar os seus 118 quilos cada vez que entra em quadra.

Não há costas e joelhos que agüentem.

PÚBLICO

Ontem, o parceiro Cassio Luan bem observou que o jogo entre Charlotte e Minnesota teve o menor público até agora desta temporada: 9.285 torcedores estiveram na Time Warner Cable Arena da Carolina do Norte.

Semana passada, no mesmo e-mail enviado à NBA, perguntei a respeito da média de público neste campeonato em comparação com o passado. A resposta chegou no começo da noite de ontem e, por isso, não leva em consideração a rodada passada, que não teve, diga-se, nenhuma partida com público inferior a 10 mil pessoas.

Como até ontem 204 embates tinham sido disputados, a NBA comparou-os com a mesma quantidade do torneio passado. Os números são os seguintes:

Média de público
2008-09: 17.059
2007-08: 16.974

Total de Público:
2008-09: 3.479.953
2007-08: 3.462.680

Ocupação dos ginásio:
2008-09: 88.94%
2007-08: 88.84%

Jogos com todos os ingressos vendidos:
2008-09: 88 partidas
2007-08: 103 partidas

Como se vê, houve decréscimo apenas no quesito de ocupação total das arenas nesses primeiros 204 jogos. Mas a média de público – e conseqüentemente o público total – aumentou.

Bom sinal. Parece que a crise ainda não deu as caras na NBA.

E tomara que isso não aconteça.

TORCIDA

Apareceu um torcedor do Orlando. Muito legal. Os votos não param de chegar. Já atingimos 109 torcedores votantes.

O New York cresce a cada dia que passa e já chegou a dois dígitos na preferência dos torcedores, deixando o Boston para trás.

O novo quadro é este:

1) Lakers – 27.5%
2) Chicago – 15.5%
3) New York – 9.1%
4) Boston – 7.3%
5) Detroit – 7.3%
6) Phoenix – 6.4%
7) San Antonio – 5.5%
8) Cleveland – 3.6%
9) Denver – 1.8%
10) Houston – 1.8%
11) Indiana – 1.8%
12) Miami – 1.8%
13) Toronto – 1.8%
14) Dallas – 0.9%
15) Minnesota – 0.9%
16) New Jersey – 0.9%
17) Orlando – 0.9%
18) Philadelphia – 0.9%
19) Portland – 0.9%
20) Utah – 0.9%

Notas relacionadas:

  1. OS MELHORES EM CADA CATEGORIA
  2. A DIFERENÇA QUE UM TIME FAZ
  3. DESCANSO MERECIDO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 21 de novembro de 2008 NBA | 12:47

MASSACRE NO ARIZONA E EM MASSACHUSETTS

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Como se diz popularmente, foi mamãozinho com açúcar. Quem esperava um jogo no pau até o fim, se decepcionou com o último quarto, quando o Lakers deu uma sova no Phoenix e só não bateu o Suns por mais de 20 pontos de diferença – o embate terminou em 105-92 – porque, como é costume na NBA, o time titular sempre vai para o banco quando o jogo está decidido.

E isso aconteceu quando ainda faltavam 8:34 para o seu final. Lamar Odom derrubou uma bola de três, colocando o Lakers na frente em 89-71. Foi a maior diferença. Ela ficou na casa dos 15 pontos, quando por volta dos quatro minutos para o final os times estavam já com os reservas em quadra.

Um chocolate. Foi, é bom que se diga, a terceira vitória seguida do Lakers em Phoenix.

Se alguém duvida que o Los Angeles é o mais forte time do Oeste e talvez até mesmo de toda a NBA, tem que colocar o preconceito de lado e olhar com atenção o que Kobe Bryant e companhia vêm fazendo em quadra.

FATORES DECISIVOS

Dois, a meu ver, foram os fatores decisivos para a vitória do Lakers. A saber: 1) Lamar Odom (foto Reuters), que veio do banco, fez 13 pontos e apanhou note rebotes; 2) Vladimir Radmanovic, que acertou seus cinco tiros de três e finalizou a partida com 15 pontos.

CRÍTICA

Kobe Bryant acertou oito de seus 23 arremessos na vitória de ontem. O aproveitamento foi ruim: 34.7%.

Há torcedores do Lakers que não gostam do camisa 24. A gente vê isso através de comentários feitos em blogs de jornais da Califórnia.

Eles não gostam de Kobe pelo que ele fez no passado. Acusação de estupro no Colorado, casos de adultério, tratamento em 2004 de uma contusão no joelho feito no Arizona sem o Lakers saber e seu comportamento de prima-dona. Esses torcedores não conseguem se libertar desses episódios e torcem o nariz para o melhor jogador de basquete do planeta na atualidade.

Estão descendo a lenha em Kobe pelo aproveitamento dele. Vamos devagar, gente!

Ontem KB foi mal, como vimos, até porque foi marcado por Raja Bell, que sabe o que fazer quando enfrenta o astro do Lakers. Mas seu desempenho nesta temporada está dentro da média: 44.2%. Um pouco abaixo da média de toda a sua carreira, que é de 45.3%, mas muito pouco.

Nada que justifique essa perseguição. Como disse o filósofo Platão, “errar é humano, mas também é humano perdoar. Perdoar é próprio das almas generosas”.

TORCIDA

Já escrevi aqui nesse nosso botequim que o Lakers é uma espécie de São Paulo e Flamengo. São Paulo por causa da organização e visão aprofundada de seus dirigentes; Flamengo porque sua torcida é a maior da NBA.

Ontem, em Phoenix, o número de torcedores do Lakers nas poltronas do US Airways Center (18.422, todos os bilhetes vendidos) chamou a atenção a ponto de a TNT, que transmitiu a partida, ter comentado o assunto e mostrado vários amarelinhos pelo ginásio.

Foi muito engraçado: a cada cesta do Lakers, parecia que o time estava jogando em Los Angeles. A comemoração era intensa.

SHAQ ATTACK

Shaquille O’Neal disse no começo desta semana que Phil Jackson foi o maior responsável pelos desentendimentos entre ele e Kobe Bryant. Essas discórdias inviabilizaram a permanência do jogador em Los Angeles.

Ontem, uma hora e meia antes de a partida começar, Shaq foi procurar Phil, deu-lhe um abraço e disse que tudo não passou de um mal entendido. Coisa da mídia, que fica fomentando discórdia para vender audiência e jornal, disse ele.

Como se vê, lá, como cá, é tudo igual. Fala-se e não se tem peito de sustentar o que foi dito.

SHAQ DIESEL

Ontem Andrew Bynum teria oportunidade de enfrentar Shaq pra valer. Os dois tinham se encarado pouco mais de dois minutos no único confronto que fizeram, há três temporadas, quando Shaq estava em Miami. Depois, ele se contundiu e não encarou Bynum; temporada passada, foi o moleque do Lakers que se lesionou e não pôde duelar com o muro do Arizona.

Ontem eles pouco se encontraram, pois Bynum viveu às turras com as faltas. Mas foi o suficiente para o camisa 17 do Lakers constatar: “Ele [Shaq] me fez ter problemas com as faltas no segundo quarto. Ainda é difícil mantê-lo fora do garrafão. Ele ainda é dominante”.

Mesmo aos 36 anos, Shaq continua sendo um grande jogador, mas não tudo isso que Bynum falou. Mas se tivesse levado a carreira mais a sério, poderia estar no nível mencionado.

Como se sabe, O’Neal nunca gostou de treinar. Sempre atuou com alguns quilos acima do peso, o que, se deu-lhe vantagens no garrafão, dificultou sua mobilidade e sobrecarregou suas articulações.

Kareem Abdul-Jabbar jogou 20 temporadas na NBA. Ficou em quadra até os 42 anos. É o maior cestinha na história da NBA com 38.387 pontos.

Sempre se cuidou.

Se Shaq tivesse levado mais a sério a carreira, poderia jogar também mais seis anos; tranquilamente.

Será que ele consegue?

RESPOSTA

Massacre no Arizona, massacre em Massachusetts. O Boston não teve dificuldades para controlar o Detroit e sapecou-lhe 98-80.

Um chocolate, para delírio dos 18.624 torcedores que ocuparam todas as confortáveis poltronas do TD Banknorth Garden.

Foi a quinta vitória do Celtics nesta temporada com dois dígitos de diferença. E a segunda nesta mesma situação diante do Pistons. A primeira delas foi no dia nove passado, mas dentro do Palace of Auburn Hills: 88-76

Detalhe: ambas com Allen Iverson com a camisa 1 do Detroit. Ou seja: se Joe Dumars, gerente geral do Pistons, aposta em “The Answer” para resolver o problema ofensivo e dar ao time status de favorito ao título da Conferência Leste, Iverson tem que melhorar – e muito.

Diante de uma das mais sólidas defesas da NBA, em dois enfrentamentos, AI fez 26 pontos, o que dá uma média de 13 por partida. Seu desempenho neste par de jogos foi 8-20 (40%) nas bolas duplas e 1-4 (25%) nas triplas. Nos lances livres, 7-9 (77.7%); sim, apenas nove lance livres em dois jogos.

Nos dois embates foi completamente dominado por Rajon Rondo, armador do Boston, que muitos apontam como o vencedor do “Most Improved Player” desta temporada. Perguntado sobre a diferença entre AI e Chauncey Billups, ele disse:

– É muito difícil jogar contra eles. Eles pontuam muito. Chauncey é alto e Iverson impõe um ritmo muito forte ao jogo. O mérito de controlar esses jogadores não é só meu, mas do time. Não se controla esse tipo de jogador individualmente”.

MOTO-RADIO

Rajon Rondo (foto Reuters) foi, disparado, o melhor jogador em quadra. Além de controlar a principal força ofensiva do oponente, ainda marcou 18 pontos, deu oito assistências e fez três desarmes.

POBREZA OFENSIVA

As duas derrotas para o Boston significaram também das duas partidas do Detroit com a menor pontuação desta temporada. 80 pontos ontem e 76 na passada.

FAVORITO

Alguém ainda duvida que o Boston está tão forte nesta temporada como na passada, quando ganhou o título? Acho que não.

Cleveland e Detroit, se quiserem ser páreo para o Celtics, terão que apresentar muito mais do que estão mostrando até o momento.

Se o Pistons tem na sua ofensiva o seu grande problema, o Cavs necessita urgentemente encontrar uma alternativa de jogo quando LeBron James estiver numa noite ruim. Seus companheiros não passam de figurantes.

Se nada for feito, o Boston leva a conferência e novamente vai disputar o título da NBA.

Alguém duvida? Acho que não.

RODADA

A rodada desta noite da NBA oferece, para quem assinou o NBA League Pass, nada menos do que 13 partidas.

A partir das 22h de Brasília já se pode assistir a quatro confrontos: Toronto x New Jersey, Indiana x Orlando, Washington x Houston e Philadelphia x Clippers.

Meia hora depois, Atlanta x Charlotte.

Às 23h, Boston x Minnesota, que a ESPN vai mostrar ao vivo para o Brasil.

Às 23h30, dois outros embates: Dallas x Memphis e San Antonio x Utah.

À meia-noite e meia, Oklahoma x New Orleans.

Quando o relógio marcar 1h, Sacramento x Portland estarão frente a frente na capital da Califórnia.

Meia hora mais tarde, Lakers x Denver e Golden State x Chicago.

Como escrevi outro dia, haja café!

NENÊ

O único jogo nesta temporada em que Nenê marcou menos de dez pontos foi na derrota do Denver para o Lakers, no Colorado, dia primeiro deste mês. O brazuca anotou oito pontos e pegou só cinco rebotes.

Tenho certeza que Nenê não tirou o olho do calendário à espera deste novo enfrentamento. Mesmo em Los Angeles, onde é muito complicado jogar, ele vai querer dar o troco.

Notas relacionadas:

  1. NEW ORLEANS TERMINA PRE-SEASON INVICTO
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 19 de novembro de 2008 NBA | 14:00

DESCANSO MERECIDO

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Nenê voltou a fazer um grande jogo ontem diante do Milwaukee. Mas quem olhar o “boxscore” vai estranhar o que escrevo; mas, já disse, a estatística muitas vezes ilude.

Nenê (foto AP abaixo tentando pontuar) atuou apenas 21:39 minutos. Deixou a quadra quando faltavam 5:16 para o final do terceiro quarto e o placar era vantajoso ao Nuggets em 79-64, com o oponente emitindo sinais claros de que cederia com mais facilidade ainda a vitória.

Nenê não voltou mais. Não voltou porque o jogo estava resolvido. E o tempo e meio final foi transformado no “garbage time” do embate de ontem. Carmelo Anthony, Chauncey Billups e Kenyon Martin também foram descansar, numa atitude correta do técnico George Karl.

Por ter ficado tão pouco em quadra, Nenê fez apenas 13 pontos e pegou seis rebotes (um de ataque). Não teve tempo para dar tocos ou assistências. Mesmo assim, asseguro que ele foi um dos destaques do Denver na vitória sobre o Milwaukee por 114-105, ontem à noite, no Pepsi Center colorado (14.413 torcedores).

Sim, dá gosto ver Nenê jogar! A gente se orgulha de assisti-lo em quadra.

E o que mudou em seu jogo em reação às outras temporadas? A agressividade; no ataque e na defesa, mas principalmente no ataque.

Nenê não se inibe com a presença de jogadores paparicados pela mídia e torcida, como Anthony, Martin e Billups. Quando recebe a bola, tenta encontrar espaços para arremessar. Não se limita, como antes, a pegá-la apenas para entregar para os cestinhas do time e pontuar apenas quando fisgava um rebote ou batia um lance livre.

Nada disso; hoje Nenê é também uma das opções ofensivas da equipe. Tem 14.5 pontos de média (é o terceiro artilheiro, atrás apenas de Carmelo [20.6] e Billups [17.0]) e em apenas uma das 11 partidas nesta temporada ele não chegou aos dez pontos. Foi na derrota para o Lakers, quando marcou oito pontos. De lá para cá, são oito jogos seguidos fazendo mais de dez.

E na defensiva o crescimento também é notável. Assim como fez contra Mark Gasol, ontem ele anulou Andrew Bogut, o australiano que foi o primeiro jogador a ser recrutado no NBA Draft de 2005.

Diante do brazuca, Bogut arremessou apenas uma bola contra o aro colorado. Não conseguiu encontrar espaço para os chutes, pois Nenê grudou nele e limitou sua ação ofensiva.

Como escrevi acima, Karl fez bem em deixar Nenê descansando um período e meio. Hoje à noite, às 23h30 de Brasília, o time entra em quadra novamente. Mas como visitante: pega o Spurs em San Antonio. E o bicho também vai pegar para Nenê, pois ele terá de controlar Tim Duncan.

Um confronto e tanto.

LIDERANÇA NOROESTE

Com a vitória de ontem diante do Milwaukee, o Denver igualou-se ao Utah. Sua campanha é idêntica: 7-4 (63.6%). Só está no segundo lugar na Divisão Noroeste porque o time de Salt Lake City tem um desempenho melhor dentro da divisão, 3-0 contra 1-1.

Na Conferência Oeste, o Nuggets aparece na quinta posição, mas poderá pular para a terceira se ultrapassar o Utah. Não é fácil, pois o Jazz é um time mais ajustado do que o Denver. E usa o fator quadra como ninguém. Na temporada passada, teve o melhor desempenho caseiro entre todos os 30 times da NBA,

O DE SEMPRE

Já Anderson Varejão cumpriu mais uma vez o seu papel. Na vitória de ontem do Cleveland sobre o New Jersey (que vinha de dois triunfos seguidos diante do Atlanta, até então a sensação do Leste) por 106-82, o brazuca fez oito pontos e pegou cinco rebotes, dois deles no ataque. Completou seus números ainda com duas assistências e um toco, tudo em 26:19 minutos.

Deixou a quadra do Izod Center (16.911 pagantes) satisfeito com mais uma noite de dever cumprido. Saiu saudado pelos companheiros e pelo treinador, Mike Brown.

A cada partida que passa Varejão garante mais e mais o seu espaço dentro do grupo. Tem uma importância grande no esquema traçado pelo “coach”. Se não brilha com a mesma intensidade de Nenê é porque ao lado dele joga LeBron James, o único jogador do mundo capaz de rivalizar com Kobe Bryant pelo cetro da modalidade.

RECORDE

King James fez 31 pontos, apanhou oito rebotes (todos defensivos), deu quatro assistências e um toco em 35:58 minutos correndo pelo impecável parquete de Nova Jersey. Com a atuação de ontem, chegou a 11.018 pontos e deixou Kobe para trás.

O 24 do Lakers era, até então, o jogador mais jovem a chegar aos 11 mil pontos. LeBron aterrissa na marca com 23 anos e 324 dias, contra 25 anos e 99 dias do ala/armador de Los Angeles.

Mas isso é perfumaria perto do que LeBron quer. Ele sonha com um título. Chegou perto na temporada retrasada, quando o Cavs foi suplantado na final pelo San Antonio.

Hoje, duas temporadas mais velho e mais experiente, e ainda com uma saúde de leão, LBJ, 23, entra em quadra feito um animal feroz, pronto para atacar sua presa, faminto que sempre está.

Ele é o cestinha, mais uma vez, da temporada, com média de 29.9 pontos por jogo e com suas mãos e pernas leva o time a uma campanha excelente neste início de competição. O Cavs tem um recorde de 9-2 (81.8%) e está na segunda posição do Leste apenas por ter feito uma partida a menos do que o Boston.

O time não perde há oito confrontos e esta noite visita o Detroit. Se vencer, assume a primeira posição, pois no critério de desempate leva a melhor diante do atual campeão da NBA.

DIFERENCIAL

LeBron James foi grande, mas o diferencial na vitória do Cleveland sobre o New Jersey foi o armador Delonte West. O Cavs foi para o vestiário, no intervalo, perdendo por 49-52. O time venceu o segundo tempo por 57-30 e ganhou o desafio.

Mas as quatro bolas de três metidas por Delonte no terceiro quarto, em seis minutos, quando o time fez uma corrida de 22-6, foram decisivas para manter a invencibilidade da equipe. “Ele é o nosso fator X”, disse LeBron sobre West. “Se a gente precisa de um arremesso importante ou de uma defesa decisiva, ele aparece e faz isso para a gente”.

Precisa dizer mais alguma coisa?

Delonte era jogador do Boston. Deixou o Celtics no negócio que envolveu a contratação de Ray Allen. Ninguém em Massachusetts se arrepende.

Hoje; mas e no futuro?

EMBICANDO MESMO

Depois de um início avassalador, o Atlanta só faz perder. Sua meia dúzia de vitórias consecutivas na abertura da competição parece ter sido momento de inspiração passageira.

Pois foi perder para o Boston a invencibilidade, que a equipe tomou mais três sacodes na seqüência: duas vez para o New Jersey e ontem para o Indiana.

Os 113-96 da noite passada podem ser atribuídos à contusão do pivô Al Horford. O melhor defensor do Hawks deixou a partida quando ainda faltavam 5:12 minutos para o final do primeiro quarto com uma torção no tornozelo.

Não voltou mais.

E o time ainda está sem seu parceiro de garrafão, Josh Smith, igualmente contundido no tornozelo e com um mês pela frente no estaleiro. Com isso, o time não foi páreo para o Pacers, que empurrado por 13.379 torcedores em seu Conseco Fieldhouse Center não encontrou dificuldade alguma para impingir 17 pontos sobre o combalido oponente.

ORQUESTRA

Se o Atlanta é só dúvidas, o outro invicto que tombou na semana passada é só certeza. Isso ficou muito claro na vitória de ontem sobre o Chicago por 116-109.

O Lakers sobra em quadra diante de seus oponentes. Teve, é certo, um momento de fraqueza diante do Detroit de Allen Iverson e Rasheed Wallace, mas depois disso tudo voltou à normalidade.

Dá para imaginar Jordan Farmar dando toco? Pois ontem até isso aconteceu e os 18.997 torcedores que estiveram no Staples Center nem precisaram ir a cartório nesta quarta-feira para registrar a proeza do armador, pois a televisão mostrou para todo o planeta registrar.

Phil Jackson manda à quadra Derek Fisher, Kobe Bryant, Vladimir Radmanovic, Pau Gasol e Andrew Bynum. Um quinteto e tanto. Depois, resolve fazer as trocas e entram Lamar Odom, Trevor Ariza, Sasha Vujacic e Jordan Farmar.

E o nível permanece o mesmo.

Um dos segredos – um dos, eu disse – das equipes dos EUA em Olimpíadas e Mundiais é poder trocar quintetos e o nível do jogo permanecer o mesmo, enquanto o oponente se esfalfa em quadra. Com o passar do tempo, o cansaço é um adversário tão difícil quanto e o time acaba se curvando aos norte-americanos.

Assim tem sido o Lakers.

Disse aqui nesse nosso botequim que o Phoenix tem o melhor bando da NBA. Acho que cometi um equívoco.

O VALOR DAS FRANQUIAS

Ontem o internauta e parceiro Henrique Moura Braga perguntou qual é a franquia mais rica da NBA. Achei a pergunta interessante e, por isso, resolvi respondê-la aqui neste post.

A revista de economia “Forbes”, uma das mais influentes do planeta e a mais importante dos EUA, ano passado fez um levantamento e chegou à seguinte conclusão:

1)    New York – US$ 608 milhões
2)    Lakers – US$ 560 milhões
3)    Chicago – US$ 500 milhões
4)    Detroit – US$ 477 milhões
5)    Houston – US$ 462 milhões
6)    Dallas – US$ 461 milhões
7)    Cleveland – US$ 455 milhões
8)    Phoenix – US$ 449 milhões
9)    Miami – US$ 418 milhões
10)    San Antonio – US$ 405 milhões
11)    Boston – US$ 391 milhões
12)    Sacramento – US$ 385 milhões
13)    Philadelphia – US$ 380 milhões
14)    Toronto – US$ 373 milhões
15)    Washington – US$ 348 milhões
16)    Utah – US$ 342 milhões
17)    New Jersey – US$ 338 milhões
18)    Indiana – US$ 333 milhões
19)    Orlando – US$ 322 milhões
20)    Denver – US$ 321 milhões
21)    Golden State – US$ 309 milhões
22)    Minnesota – US$ 308 milhões
23)    Memphis – US$ 304 milhões
24)    Clippers – US$ 294 milhões
25)    Charlotte – US$ 287 milhões
26)    Atlanta – US$ 286 milhões
27)    New Orleans – US$ 272 milhões
28)    Seattle* – US$ 269 milhões
29)    Milwaukee – US$ 264 milhões
30)    Portland – US$ 253 milhões

O Seattle, claro, todos nós sabemos, hoje é o Oklahoma City. E esses números tendem a mudar ao final deste ano especialmente no tocante ao Boston, atual campeão da NBA.

A revista levou em conta alguns aspectos para chegar aos números, como folha de pagamento, venda de bilhetes, venda dentro do ginásio, venda de souvenires, entre outros.

Estou curioso pelo novo levantamento.

Notas relacionadas:

  1. AH, OS BRASILEIROS…
  2. A DIFERENÇA QUE UM TIME FAZ
  3. CUIDADO COM O FALCÃO
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quinta-feira, 13 de novembro de 2008 NBA | 13:04

CUIDADO COM O FALCÃO

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O Atlanta perdeu a invencibilidade ontem à noite. Mas deixou claro que seu início nesta temporada (6-0) não aconteceu por acaso.

A equipe quase venceu o Celtics fora de casa. Um arremesso de Paul Pierce (foto AP, no momento do arremesso) a 0.5 segundo do final da partida deu a vitória ao Boston por 103-102 num dos mais lindos jogos desta temporada – senão “o” mais lindo.

O Hawks joga que dá gosto de ver. E olha que ontem atuou novamente sem seu ala/pivô Josh Smith, que continua machucado no tornozelo. A impressão que fica é que se tivesse completinho da silva, poderia ter vencido a partida.

Os tiros de três quase quebraram o Celtics. A defesa alviverde – a melhor da NBA – não soube como controlar a artilharia adversária. Foram 13-22, num ótimo aproveitamento de 59.1%. Em contrapartida, o Boston acertou apenas cinco de suas 24 tentativas, num acanhado desempenho de 20.8%.

O último desses chutes longos do Atlanta, realizado por Marvin Williams, a 7.4 segundos do final, petrificou os 18.624 torcedores que ocuparam todas as cadeiras do TD Banknorth Garden a 7.4 segundos do final.

Mas, como escrevi acima, Paul Pierce, o falastrão, mostrou que é bom não só de garganta, mas jogando também: recebeu a bola de Kevin Garnett e no perímetro realizou o arremesso mortal para o falcão da Georgia.

A VERDADE

Quando tem que ser, tem que ser, não adianta. O lateral bola veio de Ray Allen para Kevin Garnett, que estava sendo marcado por Al Horford. Paul Pierce, que tinha Joe Johnson em seus calcanhares, recebeu e Johnson (2m01 de altura) ficou no corta-luz de KG. Horford sobrou na marcação de Pierce. Perfeito. Com seus 2m08 de altura e agilidade, pensei rapidamente: The Truth, mesmo tamanho de Johnson, não vai conseguir arremessar com conforto e vai errar.

Não errou.

Pierce fez 34 pontos, 23 deles no segundo tempo. Se o Celtics mostrou fraqueza nos lances de três, não foi por causa de seu camisa 34, que acertou três em sete arremessos. Nos lances livres, acertou 15 em 16.

Como disse o técnico Mike Woodson, do Atlanta, “grandes jogadores fazem grandes arremessos”.

SOLITÁRIO

Com a derrota do Atlanta, sobrou apenas um invicto nesta temporada: o Lakers. Os amarelinhos – que ontem jogaram de roxo, como fazem “on the road” – fizeram um jogo muito bom diante do New Orleans.

Mesmo atuando na terra do jazz, o Lakers dominou o adversário – que nunca liderou o jogo –, apesar do apagão do último quarto, quando viu uma diferença favorável de 21 pontos quase escapar por entre os dedos. Ela foi conquistada quando faltavam 11:57 minutos para o final, depois de Sasha Vujacic acertar dois lances livres e decretar: 73-52.

O Hornets, a partir daí, realizou uma corrida alucinada de 28-10 e na cesta de dois de Chris Paul fez a vantagem do oponente despencar para três pontos: 83-80. Faltava 1:32 minuto para o final. Foi então que o Lakers mostrou que é o Lakers: foi ele, desta vez, que fez uma corrida decisiva, marcou 10-6 e fechou a partida em 93-86.

O recorde, agora, é de 7-0, apesar da compreensível irritação de Phil Jackson ao final da partida.

DISCRETO

Kobe Bryant está sossegado neste início de temporada. Não deixou a New Orleans Arena pulando ou fazendo gestos para os 18.239 torcedores que mais uma vez lotaram todas as cadeiras do ginásio, ao melhor estilo de Paul Pierce.

Poderia, afinal dos dez pontos finais, ele fez sete, de seu total de 20. Foi uma bola longa de três e quatro lances livres certeiros, mostrando que tem a frieza dos grandes jogadores.

Mas não quis roubar a cena.

Lamar Odom e Derek Fisher fizeram dois desarmes nos segundos finais que ajudaram barbaramente na vitória do Lakers. O primeiro deles foi de Lamar, que tomou a bola de David West, que logo depois caiu na arapuca armada por Fisher.

Kobe sabe que jogador ganha partidas, time ganha campeonatos.

STRIKE

Shaquille O’Neal parecia uma bola de boliche derrubando as garrafinhas no final do corredor. Tudo por causa da contusão entre Matt Barnes e Rafer Alston. O ala do Suns deu uma ombrada… enfim, vocês já devem ter visto o lance pela internet – ou mesmo ao vivo, ontem à noite. Se não viram, vá ao site da NBA e confira, vale a pena. Ou então, dê uma olhada na foto (AP) abaixo e veja O’Neal derrubando todo mundo.

O fato é que o embate de ontem era para ter sido a batalha entre pivôs (Shaq x Yao Ming), mas acabou como a batalha do pivô. Ninguém ousou chegar perto de O’Neal.

O resultado da confusão foi bem tímido: expulsões de Barnes e Alston e faltas técnicas para Shaq, Steve Nash (que queria pegar Alston de qualquer jeito) e Tracy McGrady (deu um chega-pra-lá no canadense).

E morreu a história. Bola pra frente porque hoje tem outra rodada, amanhã também e assim sucessivamente.

É, mas isso lá nos EUA. Fosse no Brasil e Paulo Schmidt, procurador do STJD, iria requisitar a fita do jogo, ver o lance da briga e mandar punir meio mundo.

Freud explica.

LEANDRINHO

O Phoenix perdeu mais uma. Mesmo jogando em casa, foi derrotado pelo Houston: 94-82. Mas continua bem no campeonato: 6-3 (66.7%). É o terceiro colocado no Oeste.

Leandrinho parece que foi bem. Marcou 18 pontos, ajudou na defesa apanhando três rebotes e ainda roubou uma bola.

Não vi o embate, confesso; guio-me pelo “boxscore” – o que é perigoso, todos nós sabemos. Mas tomara que não ele não nos engane, pois, se verdadeiro, significou o segundo jogo consecutivo bem realizado pelo brazuca.

MILESTONE

Shaquille O’Neal entrou mais uma vez para a história da NBA. Não por causa da briga, mas porque anotou 18 pontos e ultrapassou John Havlicek, ex-jogador do Boston, na pontuação total da história da liga. Shaq tem agora 26.402 pontos na carreira, 10º. colocado na lista dos artilheiros.

NA MESMA

O San Antonio continua trilhando seu amargo caminho de derrotas – apesar da vitória diante do New York na rodada passada. Ontem, em visita ao Milwaukee, comportou-se como um bom visitante e perdeu a partida por 82-78.

Compreensível; o time joga sem dois vértices de seu triângulo mágico. Manu Ginobili e Tony Parker, contundidos, vêem tudo de fora, sem nada poder fazer.

Tim Duncan, coitado, solitário em meio a um bando de esforçados jogadores, continua pontuando. Ontem fez 24, mas dá sinais de cansaço quando o assunto é apanhar rebotes: fisgou só cinco.

Pior: foi humilhado pelo australiano Andrew Bogut, que a pouco mais de cinco minutos do final da partida deu uma cravada na cara de Timmy após pegar um rebote.

Resultado desta falta de disposição: o Bucks bateu o Spurs nos “boards” por 47-37 e isso foi decisivo para que o San Antonio perdesse novamente. E para um time regular e que não pôde contar com seu artilheiro, Michael Reed, que continua contundido.

Foi o quinto revés do alvinegro texano, que agora tem uma campanha de 2-5 (28.6%) o que lhe vale a 12ª. posição na Conferência Oeste. Ou seja: fora dos playoffs se o campeonato terminasse hoje.

MANU

O argentino fez ontem sua primeira viagem com a equipe. Efeito moral. Não adiantou, pois o time perdeu.

Manu Ginobili continua se recuperando da cirurgia que fez no tornozelo, contusão que se agravou quando ele disputou os Jogos Olímpicos de Pequim. Previsão de alta: daqui a quatro semanas. Mas “El Narigón” quer voltar sete dias antes.

Gregg Popovic tem um calendário no bolso de paletó. Todos os dias deixados para trás são riscados. Ele sabe que quando Manu voltar a situação será outra.

No campeonato passado, Ginobili foi o cestinha do time com 19.5 pontos de média. Perguntado se a posição do time na tabela de classificação e a contusão de Tony Parker poderiam acelerar seu retorno, ele respondeu: “Tenho que ser esperto nesse momento. Não posso precipitar nada e ver tudo piorar”.

Enquanto isso, o San Antonio segue perdendo. O próximo revés deverá ser novamente diante de sua torcida, amanhã à noite. Adversário: Houston.

DUELO ENTRE BRAZUCAS

Esta noite, às 23h de Brasília, Anderson Varejão e Nenê vão se enfrentar na Quicken Loans Arena, em Ohio. quando Cleveland e Denver se encontrarem. Os dois vão se tocar várias vezes durante a partida.

Varejão está com 8.8 pontos e exatos seis rebotes de média; Nenê marca 15.6 pontos e apanha 8.9 rebotes por partida.

Os números do são-carlense são melhores, mas ele fica mais tempo em quadra do que o capixaba: 27,7 minutos contra 21,3.

Quem vai levar a melhor?

SCORE MACHINE

Quantos pontos LeBron James vai marcar esta noite? Lembre-se que ele fez 41 em três dos últimos quatro jogos do Cleveland.

LAPSO IMPERDOÁVEL

O internauta Romario, que acaba de chegar ao nosso botequim, alertou-me para uma efeméride que não pode passar em branco de jeito nenhum aqui neste blog. Dwight Howard (foto AP), o melhor pivô da NBA na atualidade, fez seu primeiro “triple double” da carreira ao cravar 30 pontos, apanhar 19 rebotes e dar impressionantes dez tocos na vitória do Orlando sobre o Oklahoma por 109-92.

Foi fora de casa, não teve o calor dos torcedores do Magic. Mas mesmo assim foi muito comemorado.

Foi a primeira vez, desde Hakeem Olajuwon, na temporada 1986/87, que um jogador marca pelo menos 30 pontos, pega ao menos 15 rebotes e dá dez tocos.

Os números do Super-homem do Orlando são impressionantes. Um rebote a mais e eles seriam mágicos: 30-20-10.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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