Publicidade

Posts com a Tag Lamar Odom

sábado, 3 de abril de 2010 NBA | 15:05

MIAMI, COMO NOS VELHOS TEMPOS

Compartilhe: Twitter

Quando o mês de março chegou, o Miami brigava pela oitava posição no Leste com uma miserável campanha de 30 vitórias e 31 derrotas. Seu percentual de aproveitamento era de 49.1%.

Quando o mês de março chegou ao fim, o Miami posicionava-se na sexta colocação graças a uma campanha de 12 vitórias e apenas três derrotas. Desde a temporada 2007 que o Heat não apresentava um desempenho desses num mês de disputa: 12 vitórias e apenas três derrotas.

Ontem, em sua primeira partida no mês de abril, o time da Flórida voltou a vencer. Bateu o Indiana por 105-96, na prorrogação, e estendeu seus triunfos para 42 e manteve suas derrotas em 34. O que dá um aproveitamento de 55.3%.

Mais do que isso, pulou da sexta para a quinta posição. Mais ainda: não perde há sete partidas e somou sua quinta vitória consecutiva fora de casa. Quer mais? Ao bater o Pacers, evitou que o adversário chegasse a nove triunfos seguidos dentro de seu Conseco Fieldhouse.

O Miami chega de mansinho. E não é um time qualquer; é o time de Dwyane Wade, que ontem anotou nada menos do que 43 pontos, oito deles na prorrogação. É um time, não se esqueçam, que já foi campeão da NBA.

Até onde o Heat pode chegar? Estivesse no Oeste e eu diria que poderia disputar a final da conferência. No Leste, com Cleveland e Orlando, na melhor das hipóteses ele alcança a semifinal.

E se isso acontecer, já será um feito e tanto; concordam?

YOU SAY GOODBYE AND I SAY HELLO

Quem nunca ouviu a canção “Hello Goodbye” dos Beatles? Acho que somente os que vivem no mundo da lua nunca ouviram o tema escrito por John Lennon e Paul McCartney.

O terceiro verso desta obra prima do rock diz exatamente isso: “You say goodbye and I say hello”. Por que eu falo sobre isso? Porque eu estava pensando em Dwyane Wade.

O armador terá seu vínculo encerrado com o Miami ao final desta temporada. Pra onde ele vai ninguém sabe; ainda.

Especula-se que ele pode: 1) Ficar na Flórida; 2) Retornar para Chicago, sua terra natal, e jogar pelo Bulls.

D-Wade voltou a jogar uma barbaridade com a camisa 3 do Heat. Empolgou-se novamente com o time e a cidade? Ou estaria ele deixando uma última grande impressão para os fãs de Miami e, ao dizer, adeus, seria lembrado com carinho eternamente por todos na cidade?

Em Chicago, Jerry Reinsdorf, dono do Bulls, espera que o terceiro verso de “Hello Goodbye” possa se transformar em uma frase para D-Wade.

“You say goodbye [para o Miami] and I say hello”.

MANU E POP

Ontem foi a noite dos “free agents”. Em San Antonio, Manu Ginobili, que encontra-se na mesma posição de Dwyane Wade, acabou com o Orlando. O argentino anotou os mesmos 43 pontos do armador do Miami e conduziu o Spurs a uma espetacular vitória.

Os 112-100 foram realmente empolgantes, mas vieram manchados pela tática pouco elegante do San Antonio em fazer o “Hack-a-Shaq” em cima de Dwight Howard.

Essa estratégia nojenta de Gregg Popovic é realmente desprezível. Considero Pop um dos treinadores mais brilhantes da história da NBA, mas ele macula sua trajetória na liga ao usar deste expediente condenável.

Alguém pode dizer que não existe nada na regra que impeça a atitude. De fato, não há mesmo, mas eu faço replico com um antigo dito popular que diz: “Nem tudo que é legal é moral”.

Ao recorrer ao “Hack-a-Shaq”, o San Antonio deixou claro que não tem time para vencer o Orlando. Caso contrário, não faria isso.

SURPRESA

Quando Tony Allen tomou a bola de Luis Scola como se toma doce de criança, a 27 segundos do final da partida e com o placar favorável ao Boston em 107-104, eu desisti do jogo. Acabou, concluí.

Além da vantagem de três pontos, Allen sofreu falta de Aaron Brooks e foi para a linha do lance livre. Voltei para San Antonio x Orlando.

De repente, aparece uma janelinha na TV mostrando um arremesso certeiro de Scola da meia esquerda do ataque do Rockets e embaixo escrito: Houston 119-114 (OT – Final).

Como assim? O Boston conseguiu não vencer a partida mesmo tendo dois lances livres e três pontos de vantagem sobre o time texano e mesmo jogando em casa, isso tudo a 27 segundos do final?

É por isso que o basquete é o mais empolgante de todos os esportes. Trouxa de quem se comporta como eu me comportei.

NOVAMENTE

O Phoenix ganhou mais uma e Leandrinho Barbosa perdeu mais uma. Ontem à noite, no Palácio de Auburn Hills, o Suns fez 109-94 diante do Detroit e o paulistano jogou apenas nove minutos; anotou só dois pontos.

Não vi o jogo, mas nos relatos nada encontrei sobre contusão do brasuca. O “box score” mostra que ele cometeu apenas duas faltas. Estava livre, portanto, para jogar mais.

Por que não joga?

RENOVOU

Kobe Bryant renovou seu contrato com o Lakers por mais três temporadas. Vai receber US$ 84 milhões.

Kobe estava feliz da vida; e nem era para ser diferente. Com US$ 4 milhões eu já dava cambotas de alegria.

Mas não pensem que esses US$ 84 milhões começarão a ser pagos a partir da próxima temporada. Nada disso; KB recebeu US$ 23 milhões por este campeonato, fará mais US$ 24.8 no próximo e a partir do ano que vem é que os US$ 84 milhões começarão a cair na conta bancária do jogador.

Na entrevista coletiva, ele contou: “É uma grande honra [renovar com o Lakers]. Quando eu hoje cheguei para assinar o contrato, eles me mostraram uma foto do meu primeiro deles quando eu tinha 17 anos e nenhuma barba no rosto”.

Hoje Kobe tem 31 anos. Tem barba e quatro anéis nos dedos.

“Lembro-me daquele dia como se fosse ontem”, prosseguiu o armador. “Foi tudo muito rápido até os dias de hoje e eu me sinto muito, muito abençoado por estar nesta cidade”.

Mais tarde, de uniforme amarelo, viu Lamar Odom livrar sua cara. Sim, pois Kobe fez 5-23 nos arremessos e terminou a partida com 25 pontos, mas 15 deles vieram de lances livres.

Lamar, ao contrário, acertou 11 de seus 14 chutes (encestou três de seus quatro tiros triplos) e terminou a partida com 26 pontos. Uma sequência de cestas na metade do último quarto evitou que o Utah estragasse a festa dos angelinos.

O jogo terminou em 106-92 para o Lakers e Kobe pôde ir para casa feliz da vida.

Pelo contrato, pela vitória e pelo fato de o time ter evitado a terceira derrota consecutiva. E também por ter visto o Orlando perder e aliviar a briga pela segunda colocação geral.

RODADA

Os outros resultados de ontem foram:

Washington 87-95 Chicago
Charlotte 87-86 Milwaukee (OT)
Cleveland 93-88 Atlanta
Memphis 107-96 New Orleans
Golden State 128-117 New York

QUIZ

Quase ninguém respondeu o quiz de ontem. Mas vamos à resposta: os dois jogadores que jogam atualmente na NBA e cujos pais atuaram no basquete brasileiro são Al Horford (Atlanta), filho de Tito Horford, que vestiu a camisa do Sírio, e Wesley Matthews (Utah), cujo pai, Wes Matthews, atuou em Ribeirão Preto na época do defunto COC.

Notas relacionadas:

  1. A MISSÃO DO MIAMI
  2. LAKERS EMPURRA LAMAR PARA O MIAMI
  3. COMO NOS VELHOS TEMPOS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

segunda-feira, 1 de março de 2010 NBA | 11:37

FIM DO TABU

Compartilhe: Twitter

O teor das conversas depois da vitória do Lakers sobre o Denver, ontem à tarde, em Los Angeles colocam o time do Colorado, realmente, como o grande rival de Kobe Bryant e companhia.

Por mais que o Dallas esteja jogando o fino da bola, por mais que time texano venha de uma série invicta de sete partidas (uma delas diante do próprio Lakers, por 101-96), o grande inimigo é mesmo o Denver.

Nesta temporada o Lakers havia sido derrotado pelo Nuggets nas duas oportunidades em que se enfrentaram. Ontem, depois que finalmente esse tabuzinho foi quebrado, torcedores e mídia californianos falavam que finalmente o arrogante e empertigado oponente havia sido enquadrado.

Mas não foi fácil.

O Denver mostrou uma vez mais que é realmente o grande adversário do Lakers no Oeste. Não adianta apenas ter um time certo e bem estruturado se no momento que você enfrenta um grande rival acaba tremendo na base.

Isso não ocorre com o Nuggets. A equipe do brasileiro Nenê Hilário não se intimida diante do Lakers; nem mesmo quando o jogo é no Staples Center.

O primeiro tempo da contenda vespertina foi todinho dos visitantes. O Denver foi para o vestiário descansar depois de dois quartos muito bem trabalhados, especialmente o primeiro, quando bateu o Lakers por 29-21.

Fez 23-22 no segundo e, como disse, foi descansar com uma vantagem de nove pontos: 52-43.

Mas aí veio o segundo tempo… E a história mudou.

O Lakers voltou mais determinado do que nunca e venceu o período final por 52-37, números esses que se somados aos do primeiro tempo formam o placar definitivo do jogo em favor do time de Los Angeles por 95-89.

Notem que no segundo tempo o Lakers limitou o Denver a 37 pontos. Notem que no primeiro o visitante colorado tinha anotado 52.

E mais: no quarto final, o Denver cometeu cinco erros forçados, frutos da determinação defensiva do Lakers. Essa mesma atitude levou o Nuggets a acertar apenas cinco de seus 19 arremessos.

J.R. Smith, o ala que tem sido o desafogo do time em muitas oportunidades, errou todos os seus cinco chutes neste último quarto. Dos cinco erros mencionados acima, dois deles foi de Carmelo Anthony, a estrela da companhia, que no período referido arremessou apenas uma bola contra o aro do Lakers.

A defensiva californiana foi tão boa no quarto final que o ataque colorado anotou seus últimos pontos a 3:38 minutos do final, quando Melo encestou dois lances livres. Dali até o final, os números do Nuggets foram: 0-7 nos arremessos e três erros.

Com tantos erros no instante decisivo, ficou mesmo impossível para o Denver ganhar. E transformou uma partida que parecia ser impossível para o Lakers vencer em algo factível.

Como de fato o foi.

Nuggets Lakers BasketballAPAGADO

Kobe Bryant esteve apagado. Anotou apenas 14 pontos; acertou só três de seus 17 arremessos.

Em compensação dois outros jogadores chamaram demais a atenção: Ron Artest e Lamar Odom.

Quando Artest foi contratado, muitos parceiros deste botequim, amantes do jogo ofensivo, torceram o nariz, pois viam em Trevor Ariza um brilho maior do que em Artest. Várias vezes eu disse que o ex-ala do Houston tinha sido contratado para marcar o melhor jogador do adversário e dar um descanso para Kobe.

Ontem, Ron pôs no bolso Carmelo Anthony. Cumpriu sua missão, embora Kobe não tenha cumprido a dele.

Não fizeram falta os pontos de Black Mamba, pois Lamar (Foto AP) o acudiu: o jogador veio do banco e adicionou 20 pontos ao placar geral do Lakers. Ainda por cima pegou 12 rebotes e roubou quatro bolas.

Não foi Kobe, mas sim Artest e Lamar os nomes do Lakers.

Ah, sim, e Pau Gasol. O espanhol fez 15 pontos e fisgou 14 ressaltos.

BRILHANTE

Nenê Hilário foi o melhor jogador do Denver. Pena que o time não tenha conseguido fechar a partida e o nosso brasuca, por isso, não pôde ir para o vestiário nos braços da galera.

Culpa, como mencionei acima, dos mãos de pau que fizeram 0-7 nos últimos 3:38 minutos da contenda.

O são-carlense anotou 14 pontos e pegou 11 rebotes (quatro no ataque). Roubou três bolas e deu duas assistências.

Se Ron Artest pôs no bolso Carmelo Anthony, Nenê fez o mesmo com Andrew Bynum. Teve trabalho com Pau Gasol, mas duelou de igual para igual com o ibérico e não esteve em inferioridade de jeito nenhum.

RODADA

Ontem trabalhei feito um maluco. Só pude me debruçar neste clássico do Oeste. Não vi as demais partidas. Por isso, posto apenas seus resultados, mas o botequim está aberto para comentários, como sempre:

San Antonio 113-110 Phoenix (41 pontos de Amaré!!!)
Atlanta 106-102 Milwaukee (fim da série invicta do Bucks, mas no OT)
New Jersey 85-89 Washington (similar de Sertãozinho x Bragantino)
Orlando 96-80 Miami (Heat não vence há quatro partidas)
Oklahoma City 119-99 Toronto (terceira derrota seguida do Raptors sem Bosh)
Sacramento 97-92 Clippers (similar de Olaria x Tigres)
Dallas 108-100 New Orleans (Dirk 36 pontos!)

Notas relacionadas:

  1. DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS
  2. A NOITADA DE MELO E NENÊ
  3. SEM KOBE E SEM TABU
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010 NBA | 18:50

A (IN)DEPENDÊNCIA DO LAKERS

Compartilhe: Twitter

Foi o terceiro jogo seguido sem Kobe Bryant. Foi a terceira vitória consecutiva do Lakers.

E não foi uma vitória qualquer. Foi diante do Utah (96-81), que vinha de nove triunfos consecutivos, que acertou o passo dentro do campeonato e já ocupa o terceiro lugar na Conferência Oeste, atrás apenas do Los Angeles e do Denver.

Mais ainda: a contenda foi na EnergySolutions Arena, onde o time de Deron Williams e Carlos Boozer tinha perdido apenas cinco partidas nesta temporada.

Lakers Jazz BasketballMesmo com tanta dificuldade pela frente, o Lakers desembarcou em Salt Lake City, rumou para o ginásio e venceu o Jazz por 96-81. Venceu porque contou com um jogador que aos olhos de muitos passa despercebido, mas não aos mais atentos e nem ao de Coach K, que acabou de selecioná-lo para participar dos treinamentos no verão americano que vão apontar os 12 jogadores que estarão no Mundial da Turquia.

Não matou ainda? Pois não, Lamar Odom.

Seus números: 25 pontos, 11 rebotes, três roubos de bola e dois tocos.

Mas se você preferir mencionar Pau Gasol (foto AP) ao invés de Lamar, não vexe não, pois o espanhol também matou a pau. Sem sua presença intensa no garrafão defensivo e ofensivo foi de se tirar o chapéu.

Seus números: 22 pontos, 19 rebotes, cinco tocos e quatro assistências.

Tem mais? Claro que tem: Jordan Farmar veio do banco e contribuiu com 18 pontos, sendo que 12 deles vieram das quatro tentativas certeiras de três; Shannon Brown, que ocupa a vaga de Kobe, colaborou com mais 11.

Três jogos sem Kobe, três vitórias.

É o fim da “Kobedependência”, como sugerem alguns? Claro que não.

O time é ótimo, mas só atinge o status de excelente — ou espetacular, se você preferir — se o camisa 24 for visto correndo pela quadra. Caso contrário, ganha aqui, lá e acolá, mas não tem cacife para ganhar o título desta temporada.

Portanto, numa fase como essa, o grupo mostrou que pode ficar sem Kobe. Sendo assim, Black Mamba, descanse e dê um tempo para que seu corpo expurgue o que de ruim há nele neste momento.

LÍDER

O “All-Star Game” é uma espécie de divisor de águas no campeonato da NBA. Quando ele chega é como se o primeiro turno tivesse acabado.

Sendo assim, o Lakers encerra esta primeira metade da competição com a melhor campanha da Conferência Oeste, com 41 vitórias e 13 derrotas.

Depois vêm Denver (35-17) e Utah (32-19). Jazz que, repito, surpreendeu-me nesta primeira metade do torneio.

GERAL

É, mas o líder de todo o campeonato é o Cleveland. O time de LeBron James e Anderson Varejão tem o seguinte recorde: 42 vitórias e 11 derrotas.

Ou seja: 79.2% de aproveitamento contra 75.9% do Lakers.

VIOLÊNCIA

O que vocês acharam da entrada de Dwight Howard em Derrick Rose? A peleja mal havia começado (2:23 minutos de bola pingando) quando aconteceu o encontrão.

Perguntado sobre o choque, DH respondeu: “Ele bateu no Homem de Aço”.

Engraçadinho.

D-Rose nada falou sobre o episódio, pois deixou o United Center e foi direto para um hospital próximo fazer raio-X nas costas, que bateram violentamente no chão. Felizmente, nenhum dano foi registrado.

D-Rose vai participar do “All-Star Weekend”? Os próximos dias serão decisivos para obtermos a resposta.

Ah, vocês querem saber o que eu achei? Coisa de jogo, nada além disso.

SURRA

Sem seu principal jogador, o Chicago, que já é uma equipe instável, perdeu completamente o rumo. Disso se aproveitou o Orlando e ensacou: 107-87.

Dwight Howard foi a figura central do jogo. Não só por ter tirado involuntariamente o melhor jogador do adversário, mas também por seus 18 pontos e 14 rebotes.

Foi o 14º. “double-double” consecutivo de DH — o 41º. na competição. A maior sequência neste campeonato.

E o Orlando somou sua sétima vitória nos últimos oito jogos e a oitava nos últimos dez enfrentamentos diante do Bulls.

Encerra o turno na segunda posição no Leste, atrás apenas do Cleveland, como vimos.

DUELO

Por falar nisso, Cleveland e Orlando se enfrentam às 11h desta noite (horário de Brasília) na Q Arena de Ohio.

Depois o Denver recebe o San Antonio, em seu Pepsi Center. RAJON

A NBA não poderia fechar de maneira mais magnífica o seu primeiro turno. Claro que do ponto de vista de nós, brasileiros.

Primeiro, Anderson Varejão; depois, Nenê Hilário. A nossa dupla de pivôs titular da seleção brasileira se tudo correr bem.

QUEDA

Pelo segundo jogo consecutivo o Celtics vê uma liderança de dois dígitos se evaporar. É isso o que diz o texto do diário “Boston Globe”.

Aconteceu primeiro diante do Orlando; ontem, frente ao New Orleans. Perder para o Magic nesta circunstância é aceitável, mas para o Hornets é de chatear — para dizer o mínimo.

Foi, aliás, a oitava vez que isso ocorreu. Recorde desta temporada.

O time perdeu para o New Orleans por 93-85, o que deixou o ala Paul Pierce P da vida. Disse ele depois do jogo: “Obviamente erramos demais. Os rebotes ofensivos no terceiro quarto, nós simplesmente desistimos deles. E isso fez com que eles [New Orleans] fossem capaz de voltar ao jogo. Este foi o nosso calcanhar de Aquiles”.

E foi mesmo. O NOH fez 29-12 neste período e resolveu a questão.

Achei interessante uma declaração de Rajon Rondo (foto Reuters). Vejam o que ele falou: “Nós não pontuamos. [O problema] foi defensivo, mas também ofensivo, pois nós não conseguimos colocar a bola na cesta”.

Verdade; é certo que a defesa é o pilar de um time de basquete, mas se os jogadores defendem bem e atacam mal, de nada vai adiantar a solidez defensiva.

Equilíbrio — este é o segredo de um time campeão. (Não diga!)

NEGATIVA

Rick Pitino, que já dirigiu, sem sucesso, New York e Boston na NBA, voltou a estar na alça de mira de um time profissional. O treinador de Louisville foi convidado por Kiki Vandeweghe para assumir o cargo de “head coach” do New Jersey.

Pitino agradeceu o convite e disse: “Não, obrigado”.

Com a negativa, Kiki segue acumulando funções na franquia, pois além de GM ele é também o treinador. Veja que situação engraçada: Vandeweghe está pensando em demitir ele próprio.

Será que ele está sabendo disso?

TROCA

Ontem eu falei aqui neste botequim sobre o interesse do Denver em Tyrus Thomas. Hoje, o Portland, que o recrutou e o trocou com o Bulls por LaMarcus Aldridge, voltou seus olhos para o camisa 24 do Chicago.

Ofereceu Steve Blake e Travis Outlaw, mais dois futuros “drafts” da segunda rodada. John Paxson, que não me parece muito hábil e ágil nas negociações, desta vez foi bem: disse não.

Brandon Roy declarou que o time não precisa de uma troca para chegar aos playoffs. Mas adicionou o seguinte: a menos que seja um grande negócio.

E Tyrus poderia ser este grande negócio.

DEADLINE

A data limite para os times fazerem trocas é o dia 18 próximo. Horário final: seis horas da tarde, horário de Nova York.

Notas relacionadas:

  1. LAKERS VENCE O JOGO DO ANO
  2. OS PROBLEMAS DO LAKERS
  3. NENÊ, DENVER, LAKERS E BOSTON
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

domingo, 7 de fevereiro de 2010 NBA | 16:15

SEM KOBE E SEM TABU

Compartilhe: Twitter

Kobe Bryant finalmente criou juízo; ou foi a contusão que o impediu de jogar contra o Portland? Fico com a segunda alternativa.

Se pudesse, mesmo que estropiado, KB teria entrado em quadra ontem à noite diante do Blazers. Não pôde; por isso, interrompeu uma sequência de 235 jogos com a camisa 24 do time de Los Angeles.

A última vez que ele tinha ficado de fora de uma partida foi no dia 7 de março de 2007 por estar suspenso. Por contusão, deixou de trabalhar no dia 8 de dezembro de 2006.

Mesmo sem seu melhor jogador e dependente dele até seu último fio de cabelo, o Lakers foi a Portland e bateu o Blazers por 99-82.

E sabe qual a ironia desse resultado? Foi a primeira vitória dos amarelinhos no Oregon desde 2005.

O tabu durou nove partidas (todas elas com Kobe em quadra).

O Lakers venceu; sem Kobe.

EQUILÍBRIOLakers Trail Blazers Basketball

Sem Kobe Bryant, mas com muito equilíbrio. Vejamos…

Ron Artest (foto AP), que muita gente reclama — e com razão — que não pontua mais, ontem anotou 21 pontos. Acertou nove de seus 12 arremates.

Um deles de fechar o comércio, como se costuma dizer no interior. O primeiro tempo estava acabando e Ron, do meio da quadra, subiu para um “jumper” como se estivesse na linha dos três: bang!

Sensacional.

Quanto aos demais jogadores, Lamar Odom foi um gigante. Não pelos dez pontos convertidos, mas pelos 22 rebotes apanhados, seu recorde pessoal desde que entrou na NBA, há dez temporadas.

Shannon Brown veio do banco e adicionou mais 19 pontos. Derek Fisher, que tem sido uma negação nos pontos, anotou 14; Pau Gasol contribuiu com 13. E Jordan Farmar ofereceu uma dúzia para completar o sexteto de atletas do Lakers que teve um duplo dígito na pontuação.

Kobe não jogou, mas os demais sim.

SOFRIMENTO

O Portland bem que tentou, mas sem Brandon Roy tudo fica mais difícil. O armador do Blazers sofre com uma lesão muscular; deve voltar no dia 16 próximo na partida diante do Clippers.

Sem Roy e sem pivôs (Greg Oden e Joel Przybilla estão lesionados e não jogam mais esta temporada), o Blazers conseguiu ser páreo para o Lakers apenas durante o primeiro tempo. Com o passar do segundo, foi arriando, arriando, arriando e perdeu.

DUREZA

É, não foi fácil, não. O Cleveland penou para ganhar do New York em sua Q Arena.

Jogo que se afigurava fácil; mas não foi. E o Cavs só venceu o Knicks por 113-106 porque conta com um “maluco” joga com a camisa 23 de seu time.

Falo de LeBron James.

Quem viu, viu; quem não viu eu digo que ‘Bron anotou 23 pontos no primeiro quarto do jogo (igualando seu recorde) e terminou o primeiro tempo com 35 (recorde da franquia).

Anotou, também, entre um quarto e outro, 24 pontos seguidos!

LeMazing findou a partida com 47 pontos, tendo encestado 17 de seus 31 arremessos, sendo que atrás da linha dos três ele fuzilou 12 vezes e acertou o alvo em seis ocasiões.

Em alguns jogos contra o Knicks, LBJ já chegou a marcar 52, 50, 45 e ontem 47 pontos. Disse ‘Bron sobre esses números:

— Não é nada pessoal. É estritamente o meu trabalho. Eu bem que gostaria de pontuar assim contra todos os times.

Pobre Knicks, deu a impressão que surpreenderia. Mas acabou mesmo surpreendido pela magia do jogo de LeBron James.

(Não usei o termo “magia” por acaso. LBJ apanhou ainda oito rebotes e deu o mesmo número de assistências.)

TOCOS

Mesmo com LeBron James roubando a cena, a jogada da partida ficou por conta do toco que o baixinho Nate Robinson deu em Shaquille O’Neal. O que foi aquilo, vocês viram?

Shaq havia dado um toco em Nate — até ai tudo normal. Mas no ataque seguinte, Nate, sorrateiramente, veio por trás e aproveitou-se do fato de O’Neal tentar uma bandeja ao invés de enterrar e… bang!

Toco no Big Fella!

A jogada da noite; acho que ninguém duvida.

Ah, sim, Nate, se você não sabe, tem apenas 1m75; Shaq mede 2m16.

BRASUCAS

Anderson Varejão fez o de sempre ontem diante do Knicks: seis pontos, sete rebotes e um desarme. Contagiante.

Já Nenê Hilário… Nosso são-carlense foi mal diante do Utah. Assisti apenas ao primeiro quarto da partida, onde ele cometeu três erros por pura desatenção.

Seus números finais foram muito ruins: quatro pontos e dois rebotes em apenas 21 minutos em quadra. Conseguiu ainda dar uma assistência e um toco.

Nos relatos que li da partida, não li nada sobre contusão. E nem as faltas limitaram sua permanência em quadra, pois ele cometeu apenas duas.

Uma pena, pois o Denver contava demais com seu jogo, pois Carmelo Anthony e Chauncey Billups não puderam atuar, pois estavam contundidos.

Assim, deu Utah: 116-106.

PESSOAL

Zach Randolph anotou ontem 14 pontos e pegou 13 rebotes. Mais um “double-double” em sua carreira.

Mas o Memphis perdeu para o fraco Minnesota por 109-102.

Notas relacionadas:

  1. UM DESASTRE CHAMADO KOBE BRYANT
  2. A AULA DE KOBE
  3. KOBE E DURANT, DESTAQUES NOVAMENTE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

terça-feira, 19 de janeiro de 2010 NBA | 14:54

DE VOLTA AO PASSADO

Compartilhe: Twitter

Leandrinho Barbosa recuperou a posição de titular no Phoenix. Ontem, na derrota do Suns para o Memphis, no Tennessee, por 125-118, o paulistano saiu jogando na vaga de Jason Richardson, que foi para o banco.

Canto esta bola há um tempão aqui neste botequim. Leandrinho é mais jogador que J-Rich; pelo menos é assim que eu vejo o jogo.

Leandrinho ficou em quadra exatos 23:50 minutos, ele que tem média de quase 20 por partida nesta temporada, mas que nos últimos prélios trabalhou bem menos do que isso.

Aliás, é bom que se diga, Barbosa já tinha atuado 24 minutos na derrota do Suns para o Charlotte. Agora, além do tempo, recuperou também a vaga entre os titulares.

No jogo de ontem ele anotou 14 pontos. Não esteve bem nos arremessos: 6-16 no geral. Pior ainda nos tiros de três: 2-10.

Normal, nada a se estranhar. Afinal, vinha sendo pouco aproveitado e, por isso mesmo, estava completamente descalibrado.

Aos poucos, com moral elevado e sabedor da titularidade e de que voltou aos planos do treinador, vai melhorar, com certeza, seu desempenho.

De volta ao passado, quando tudo era diferente e Leandrinho era um jogador premiadíssimo na mídia, nas quadras e na liga.

QUESTÃO

Fico me perguntando: por que Alvin Gentry, o treinador, tomou essa decisão? Teria sido uma determinação de Steve Kerr, o manager da equipe?

Pode ser; mas, realmente, não sei.

DEPENDÊNCIA

A gente fala muito nesse botequim sobre a Kobedependência, Lebrondependência, Melodependência, D-Wadependência. Enfim, como Lakers, Cleveland, Denver e Miami dependem desses atletas para se dar bem.Magic Lakers Basketball

E dependem mesmo. São craques e todo craque chama o jogo para si.

Porém (e sempre tem um porém, como dizia o finado Plínio Marcos), não é isso o que a gente tem visto nos últimos jogos do Lakers. Kobe não tem sido o cestinha do time.

Foi isso o que ocorreu em quatro dos últimos cinco jogos do time angelino. Ontem, na vitória sobre o Orlando por 98-92, o fato se deu uma vez mais.

Kobe deixou a quadra com modestos 11 pontos. O artilheiro do time na contenda que reviveu a final da temporada passada foi Shannon Brown (foto AP), que saiu do banco e fez 22 pontos.

À exceção do jogo passado, contra o Clippers, quando marcou 30 pontos, Kobe perdeu o status de goleador do Lakers para: 1) Lamar Odom (vitória sobre o Dallas por 100-95); 2) Andrew Bynum (derrota para o San Antonio por 105-85; 3) Shannon Brown (vitória sobre o Milwaukee por 95-77).

Como vemos, desses quatro jogos em que Bryant não foi o cestinha do time, o Lakers perdeu apenas um.

Então, qual a conclusão que a gente chega? Que o Lakers é hoje um time que aprendeu a jogar e olhar menos para Kobe Bryant?

Diria que é cedo para a gente chegar a essa conclusão. Vamos aguardar por mais partidas.

De todo o modo, chama a atenção.

SURPRESA

Belíssima vitória do Dallas sobre o Boston, em Massachusetts. O time texano virou atrás ao final do primeiro tempo: 50-41.

Voltou outro na etapa final. Fez uma corrida de 58-40, deu números finais à partida em 99-90 e impôs ao Celtics sua segunda derrota consecutiva dentro do TD Garden, a terceira nos últimos três prélios diante de seus fãs.

O Boston volta a cair no campeonato. Dos últimos seis jogos, perdeu quatro.

O Dallas, ao contrário, surpreende. Não pelos últimos resultados, mas por sua campanha nesta temporada.

Já disse aqui neste botequim, várias vezes, que não esperava tanto do tricolor texano.

Tricolor texano que vive intensamente uma Nowitzkidependência.

O alemão anotou ontem 37 pontos. Uma máquina de fazer pontos.

Mas a vitória veio também, é bom que se diga, por causa dos problemas com as faltas enfrentado por Rasheed Wallace, que vem substituindo o lesionado Kevin Garnett. Sheed ficou limitado a 35 minutos na partida de ontem.

Sorte do Dallas, azar do Boston.

Por tudo.

Notas relacionadas:

  1. DESCANSO MERECIDO
  2. LAKERS APROVEITA E VOLTA A LIDERAR A NBA
  3. O FUTURO ESPERA POR THUNDER E DURANT
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

quinta-feira, 30 de julho de 2009 NBA | 19:31

LAMAR FICA NO LAKERS

Compartilhe: Twitter

Lamar Odom acabou de renovar com o Lakers. A notícia foi dada neste botequim pelo nosso parceiro Alex Manga – e a gente dá crédito à informação.

Peguei mais detalhes no “LA Times” e no site da ESPN. O acordo foi firmado da seguinte maneira: US$ 33 milhões por quatro anos, mas o Lakers terá o direito de exercer o último ano de contrato ou não.

Isso porque: 1) o jogador acabou de completar 30 anos; 2) a economia mundial ainda continua preocupante: 3) Lamar não encontrou nenhuma proposta boa no mercado neste momento, o que dirá daqui a quatro anos?

A renovação de Odom foi a melhor notícia que Phil Jackson e Kobe Bryant poderiam receber. Com ele no time e com a chegada de Ron Artest, o Lakers continuará sendo uma das equipes mais poderosas da NBA.

Super candidato ao título do próximo campeonato.

Se você torce o nariz para a capacidade de Lamar, os números dele na temporada passada foram: 12.3 pontos por partida (terceiro artilheiro do time) e 9.1 ressaltos (segundo melhor reboteiro do elenco).

Isso vindo do banco.

Gostou muito da versatilidade de Lamar. Ele é um jogador extremamente útil porque pode jogar até mesmo de armador dependendo da situação.

Como disse à época da entrega do prêmio de melhor reserva a Jason Terry, meu escolhido era Lamar Odom.

Notas relacionadas:

  1. BRINCANDO COM A SORTE
  2. AINDA O AFFAIR ENTRE LAMAR E O LAKERS
  3. LAKERS EMPURRA LAMAR PARA O MIAMI
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

segunda-feira, 27 de julho de 2009 NBA | 19:34

LAKERS EMPURRA LAMAR PARA O MIAMI

Compartilhe: Twitter

Desta semana não passa: se até sexta-feira Lamar Odom não renovar com o Lakers, ele arruma as malas e vai desarrumá-las em Miami. E a tendência parece ser essa.

Tudo porque Jerry Buss teria reduzido a oferta inicial. Coloquei no condicional porque a informação não é oficial.

O Lakers tinha colocado na mesa um contrato de três anos no valor de US$ 27 milhões em 14 de julho passado. Lamar nem sequer respondeu.

Buss ficou fulo da vida e, dias depois, retirou a oferta. Lamar ficou sem nada; como sem nada ainda está.

Agora vem a informação de Los Angeles de que o boss do Lakers diminuiu a oferta. Se de fato isso ocorrer, é bem possível que Lamar assine com o Miami para ganhar US$ 5.8 milhões por temporada (reajustados), dinheiro esse vindo do “Mid-level exception”, pois o Heat já estourou o “cap”.

Sinceramente, não consigo entender Jerry Buss. Tudo bem que Lamar merece um puxão de orelhas por causa de sua indiferença para com a oferta do Lakers, mas reduzir a grana e empurrá-lo para o Miami é como dar um tiro no pé.

Sem Lamar o Lakers se enfraquece – e fortalece os adversários, especialmente San Antonio e Dallas, que devem estar morrendo de rir neste momento, à espera de um final feliz.

Para eles – e não para o Lakers.

USA TEAM

Trevor Ariza não está treinando com o time dos EUA em Las Vegas. Deve jogar a Copa América pela República Dominicana.

Os 20 jogadores norte-americanos que trabalham neste momento com o técnico Mike Krzyzewski são: Andre Iguodala, Brook Lopez, Kevin Durant, Russell Westbrook, Josh Smith, D.J. Augustin, Kyle Korver, Kevin Love, Thaddeus Young, Anthony Randolph, Rudy Gay, Jeff Green, O.J. Mayo, Greg Oden, Derrick Rose, JaVale McGee, Ronnie Brewer, Paul Millsap e Eric Gordon.

Ontem houve um treino na capital da jogatina e Durant barbarizou na vitória de seu time (o azul) sobre o de D-Rose (branco). A partida terminou 100-81 e Durant anotou 20 pontos e apanhou oito rebotes.

Estará, com certeza, no grupo norte-americano que vai jogar o Mundial da Turquia, no ano que vem.

Notas relacionadas:

  1. NASH EMPURRA DENVER PARA O BURACO
  2. VIDA MANSA PARA O LAKERS
  3. AINDA O AFFAIR ENTRE LAMAR E O LAKERS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

domingo, 26 de julho de 2009 NBA, Seleção Brasileira, WNBA, basquete brasileiro | 13:41

QUASE UM “DOUBLE-DOUBLE”

Compartilhe: Twitter

Não vi a partida, mas, pelo resultado, deve ter sido uma pelada. Aliás, todo “All-Star Game” é assim; no masculino e/ou no feminino.

Os jogadores extravasam seu lado “globetrotter” e não estão nem aí com a partida. São poucos os embates desse tipo que valem a pena ser visto.

A vitória do Oeste sobre o Leste por 130-118, ontem à tarde em Uncasville (Connecticut), deve ter sido um jogo desses. Deixo-o de lado, pois, para falar da nossa Érika de Souza.

A brasuca (na foto AP de camiseta branca), segunda jogadora a representar o país num Jogo das Estrelas, atuou apenas 14 minutos. Tempo suficiente para mostrar todo o seu talento.

A carioca esteve perfeita nos arremessos: atirou cinco bolas contra a cesta adversária e encestou todas; bateu dois lances livres e foi igualmente feliz.

Deixou a quadra com 12 pontos. Poderia ter sido mais se tivessem disponibilizado a ela mais minutos.

Como poderia ter feito um “double-double” se atuasse mais tempo. Nos 14 minutos (na verdade 13:59) correndo de lá pra cá e de cá pra lá, Érika confiscou nove dos 48 rebotes apanhados pela seleção do Leste.

Tudo bem, foi ótimo, porque, como eu disse, ela deixou bem claro que é boa de bola. Aliás, tem mostrado isso com a camisa do Atlanta Dream; caso contrário não teria sido convocada para o “All-Star Game”.

Bem, vamos ver agora com a seleção brasileira. Há três anos Érika não veste a amarelinha; sempre aparece um probleminha para impedi-la de jogar pelo Brasil.

Ela disse estar saudosa de representar nosso país. Pois bem, ano que vem acontecerá o Mundial na República Tcheca.

Hora, portanto, de matar a saudade.

RUMORES

Leio na internet que Lamar Odom está perto de acertar com o Miami. Duro golpe para o Lakers, porque o time californiano ficará a ver navios.

Não creio que Joe Smith vá resolver o problema se for contratado para a vaga de Lamar. Isso dará uma bela desestruturada nos angelinos.

O outro lado desta moeda diz respeito a Dwyane Wade. Dizem que ele está fazendo a cabeça de Lamar para ele mudar de praia.

Se for verdade e isso ocorrer, a chance de D-Wade sair do Miami e ir para o Chicago desaparece.

Também a internet me informa que Drew Gooden acertou um contrato de um ano com o Dallas. O Mavs tem se reforçado e não pode ser desprezado como uma das forças do Oeste.

Recentemente, acertou com Shawn Marion, não se esqueçam.

Por isso mesmo, o San Antonio foi atrás de Theo Ratliff. O veterano ala/pivô não tem mais o fôlego de antes.

Quanto estava novinho, era um tormento para quem ousasse invadir o seu garrafão; distribuía tocos pra tudo quanto é lado. Hoje não é mais assim.

Vamos esperar por esta segunda-feira e ver no que vai dar esses rumores.

Notas relacionadas:

  1. O TERCEIRO “DOUBLE-DOUBLE” DE NENÊ
  2. DENVER DÁ MOLE E QUASE PERDE
  3. RELAXAMENTO QUE QUASE CUSTOU A VITÓRIA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

sábado, 25 de julho de 2009 NBA, WNBA | 12:49

O CERCO SE APERTA

Compartilhe: Twitter

O dia está fraco. Nada de importante por enquanto.

Mas como eu não sou de deixar este botequim fechado de jeito nenhum, abro-o para comentar algumas coisas com vocês.

O que de mais importante aconteceu na NBA nas últimas horas foi a ida de Andre Miller para o Portland. Conversando com alguns frequentadores deste nosso gostoso boteco, disse que o que de melhor Miller vai levar para o Blazers é sua experiência.

Aos 33 anos e com passagens por quatro equipes (Cleveland, Clippers, Denver e Philadelphia), Miller não conseguiu na NBA o mesmo destaque que teve nos quatro anos em que jogou com a camisa da universidade de Utah, quando conquistou um vice-campeonato em 1998, perdendo a decisão do Final Four para Kentucky.

Foi no Alamodome de San Antonio e eu vi tudo “in loco”, numa época gostosa em que trabalhava no SporTV e transmitimos a decisão ao vivo para o Brasil. Miller (foto AP) jogava muito, mas como disse, na NBA ficou para trás.

Quem gostou dessa contratação foi o Lakers; quem desgostou foi Lamar Odom. Com ela, o jogador vê estreitarem suas chances de assinar com outro time e ganhar o que ele gostaria.

O Blazers tem ainda cerca de US$ 14 milhões em caixa. Se oferecer essa grana, Lamar pega, claro.

Mas eu duvido que isso vá ocorrer, pois o grupo, no momento, é formado por apenas 12 jogadores e a gente sabe que é preciso no mínimo 15. Então, esquece.

Sobra a Lamar o Miami, mas lá a grana é curta. Por isso mesmo o jogador pediu penico ao Lakers e se disse disposto a reiniciar as negociações.

Acho que esta semana que entra Lamar e Lakers batem o martelo. Falaram em uma proposta de US$ 40 milhões por quatro anos; duvido que a franquia vá dar esse dinheiro.

É mais do que ela se mostrou disposta a pagar. Penso que Jerry Buss não vai dar nem um centavo a mais para Odom do que já foi oferecido – até porque ele tem as cartas na mão no momento.

ÉRIKA

Hoje às 16h30 de Brasília acontece o “All-Star Game” da WNBA. A pivô brasileira Érika de Souza vai defender as cores do time do Leste.

Depois de um hiato de oito anos o Brasil será representado no evento. Janeth Arcain, em 2001, foi a última (e única) representante do país no “All-Star” da WNBA.

O jogo será mostrado apenas pela ESPN HD – o que limita ainda mais o acesso ao evento.

Quem tem ESPN HD? Pouquíssimas pessoas.

Uma pena.

MEGALOMANIA

Vamos pegar o avião para a Europa e desembarcar em Madri. Florentino Perez, o megalomaníaco presidente do Real está aprontando outra das suas.

Depois de contratar Cristiano Ronaldo e Kaká por 165 milhões de euros, Perez diz que vai pagar os três milhões de euros ao DKV Joventut e levar o armador Ricky Rubio para o time merengue.

Rubio assinaria um contrato de dois anos e em seguida se mandaria para a NBA sem ter que pagar nada a ninguém.

E, de quebra, nesses dois anos na capital espanhola, ainda faturaria um bom dinheiro.

Interessante.

LOUCURA!

Voltemos aos EUA…

O Chicago fala em assinar com David Lee. O ala/pivô quer um contrato de US$ 12 milhões por temporada.

Se John Paxson fizer esse negócio, tem que mandar prender o cara. Lee é um bom jogador, tem mostrado isso com a camisa do New York, mas investir um dinheiro desses num jogador apenas bom é caso de polícia.

Lee não vai levar nenhum time a ganhar um campeonato. Ele vai ajudar, mas não é um “factor player”.

Derrick Rose precisa encontrar um parceiro com quem possa dividir responsabilidades em quadra. E esse cara não é de jeito nenhum David Lee.

Só pode ser brincadeira; espero.

Notas relacionadas:

  1. BRINCANDO COM A SORTE
  2. O COMPLICADO MUNDO DO “SALARY CAP”
  3. AINDA O AFFAIR ENTRE LAMAR E O LAKERS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , ,

domingo, 19 de julho de 2009 Sem categoria | 12:09

UM CASO PRA MAIS DE METRO

Compartilhe: Twitter

Mais do caso Lamar Odom. (Talvez alguns de vocês estejam aborrecidos com a insistência no assunto, mas este “affair” é extremamente didático para que a gente continue a entender como é que funciona o “salary cap”)

Um contrato, é bom frisar, pode ser: 1) cumprido do começo ao fim; 2) pode dar ao clube a opção de pagar ou não o último ano; 3) pode dar ao jogador a opção de jogar ou não na equipe no derradeiro ano do acordo.

Houve alguns entraves que apoquentaram o jogador e seu agente, Jeff Schwartz, nas negociações com o Lakers. Lamar, vamos relembrar, queria um acordo de cinco anos e US$ 50 milhões, com a garantia de receber todo o dinheiro.

Jerry Buss, dono do Lakers, quando viu a proposta, teve de ser acudido sob o risco de perder o fôlego de tanto que riu. O Lakers contrapropôs US$ 30 milhões em três ou quatro anos.

O contrato de quatro anos, que teoricamente pularia o total para US$ 36 milhões (US$ 9 milhões por temporada) dava a opção ao time de fazer valer o acordo ou não.

Ou seja: Lamar teria garantido US$ 27 milhões (três primeiros anos) e no caso de o Lakers decidir pela quebra do mesmo, pagaria US$ 3 milhões e demitiria Lamar.

Desta maneira, o contrato chegaria aos US$ 30 milhões prometidos a Lamar. Se o jogador mostrasse ser útil ao time, o quarto ano do acordo seria cumprido e ele embolsaria os US$ 9 milhões, chegando aos US$ 36 milhões totais.

Como Schwartz demorou para responder, Jerry Buss retirou a oferta e Lamar, agora, está a ver navios. Retirou a oferta também porque Odom conversou com Pat Riley, GM do Miami.

Os mais próximos dizem que Buss continua P da vida com o jogador.

A oferta do Heat apareceu ontem com mais clareza. Vamos a ela…

Como o Lakers é o único time que pode estourar o teto salarial nesse caso, pois Lamar jogou pelo time na temporada passada, tudo o que o Miami (que já ultrapassou o “cap”) pode oferecer é a “mid-level exception”.

E o valor da “mid-level exception” é de US$ 5.8 milhões – para qualquer time da liga.

O trato com o Miami seria de cinco anos, o que totalizaria US$ 34 milhões. Agora, não me perguntem como é que chegaria neste valor se a “mid-level exception” vale US$ 5.8 milhões. Não sei.

Já mandei um e-mail para a NBA para que a liga me esclareça o fato. No entanto, se alguém souber, manifeste-se.

Mas, voltando ao assunto, esse contrato com o Miami daria a Lamar a possibilidade de se tornar “free-agent” depois de três anos. Não sei aonde isso poderia ser bom, pois no momento ele é “free-agent” e está encurralado.

Imagine daqui a três anos, mais velho e mais cansado.

Notas relacionadas:

  1. O EQUILÍBRIO DO OESTE
  2. LAKERS VENCE, MAS DENVER ENGROSSOU
  3. VAMOS PALPITAR?
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

  1. Primeira
  2. 3
  3. 4
  4. 5
  5. 6
  6. 7
  7. Última