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30/07/2009 - 19:31

LAMAR FICA NO LAKERS

Lamar Odom acabou de renovar com o Lakers. A notícia foi dada neste botequim pelo nosso parceiro Alex Manga – e a gente dá crédito à informação.

Peguei mais detalhes no “LA Times” e no site da ESPN. O acordo foi firmado da seguinte maneira: US$ 33 milhões por quatro anos, mas o Lakers terá o direito de exercer o último ano de contrato ou não.

Isso porque: 1) o jogador acabou de completar 30 anos; 2) a economia mundial ainda continua preocupante: 3) Lamar não encontrou nenhuma proposta boa no mercado neste momento, o que dirá daqui a quatro anos?

A renovação de Odom foi a melhor notícia que Phil Jackson e Kobe Bryant poderiam receber. Com ele no time e com a chegada de Ron Artest, o Lakers continuará sendo uma das equipes mais poderosas da NBA.

Super candidato ao título do próximo campeonato.

Se você torce o nariz para a capacidade de Lamar, os números dele na temporada passada foram: 12.3 pontos por partida (terceiro artilheiro do time) e 9.1 ressaltos (segundo melhor reboteiro do elenco).

Isso vindo do banco.

Gostou muito da versatilidade de Lamar. Ele é um jogador extremamente útil porque pode jogar até mesmo de armador dependendo da situação.

Como disse à época da entrega do prêmio de melhor reserva a Jason Terry, meu escolhido era Lamar Odom.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , ,
27/07/2009 - 19:34

LAKERS EMPURRA LAMAR PARA O MIAMI

Desta semana não passa: se até sexta-feira Lamar Odom não renovar com o Lakers, ele arruma as malas e vai desarrumá-las em Miami. E a tendência parece ser essa.

Tudo porque Jerry Buss teria reduzido a oferta inicial. Coloquei no condicional porque a informação não é oficial.

O Lakers tinha colocado na mesa um contrato de três anos no valor de US$ 27 milhões em 14 de julho passado. Lamar nem sequer respondeu.

Buss ficou fulo da vida e, dias depois, retirou a oferta. Lamar ficou sem nada; como sem nada ainda está.

Agora vem a informação de Los Angeles de que o boss do Lakers diminuiu a oferta. Se de fato isso ocorrer, é bem possível que Lamar assine com o Miami para ganhar US$ 5.8 milhões por temporada (reajustados), dinheiro esse vindo do “Mid-level exception”, pois o Heat já estourou o “cap”.

Sinceramente, não consigo entender Jerry Buss. Tudo bem que Lamar merece um puxão de orelhas por causa de sua indiferença para com a oferta do Lakers, mas reduzir a grana e empurrá-lo para o Miami é como dar um tiro no pé.

Sem Lamar o Lakers se enfraquece – e fortalece os adversários, especialmente San Antonio e Dallas, que devem estar morrendo de rir neste momento, à espera de um final feliz.

Para eles – e não para o Lakers.

USA TEAM

Trevor Ariza não está treinando com o time dos EUA em Las Vegas. Deve jogar a Copa América pela República Dominicana.

Os 20 jogadores norte-americanos que trabalham neste momento com o técnico Mike Krzyzewski são: Andre Iguodala, Brook Lopez, Kevin Durant, Russell Westbrook, Josh Smith, D.J. Augustin, Kyle Korver, Kevin Love, Thaddeus Young, Anthony Randolph, Rudy Gay, Jeff Green, O.J. Mayo, Greg Oden, Derrick Rose, JaVale McGee, Ronnie Brewer, Paul Millsap e Eric Gordon.

Ontem houve um treino na capital da jogatina e Durant barbarizou na vitória de seu time (o azul) sobre o de D-Rose (branco). A partida terminou 100-81 e Durant anotou 20 pontos e apanhou oito rebotes.

Estará, com certeza, no grupo norte-americano que vai jogar o Mundial da Turquia, no ano que vem.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , ,
26/07/2009 - 13:41

QUASE UM “DOUBLE-DOUBLE”

Não vi a partida, mas, pelo resultado, deve ter sido uma pelada. Aliás, todo “All-Star Game” é assim; no masculino e/ou no feminino.

Os jogadores extravasam seu lado “globetrotter” e não estão nem aí com a partida. São poucos os embates desse tipo que valem a pena ser visto.

A vitória do Oeste sobre o Leste por 130-118, ontem à tarde em Uncasville (Connecticut), deve ter sido um jogo desses. Deixo-o de lado, pois, para falar da nossa Érika de Souza.

A brasuca (na foto AP de camiseta branca), segunda jogadora a representar o país num Jogo das Estrelas, atuou apenas 14 minutos. Tempo suficiente para mostrar todo o seu talento.

A carioca esteve perfeita nos arremessos: atirou cinco bolas contra a cesta adversária e encestou todas; bateu dois lances livres e foi igualmente feliz.

Deixou a quadra com 12 pontos. Poderia ter sido mais se tivessem disponibilizado a ela mais minutos.

Como poderia ter feito um “double-double” se atuasse mais tempo. Nos 14 minutos (na verdade 13:59) correndo de lá pra cá e de cá pra lá, Érika confiscou nove dos 48 rebotes apanhados pela seleção do Leste.

Tudo bem, foi ótimo, porque, como eu disse, ela deixou bem claro que é boa de bola. Aliás, tem mostrado isso com a camisa do Atlanta Dream; caso contrário não teria sido convocada para o “All-Star Game”.

Bem, vamos ver agora com a seleção brasileira. Há três anos Érika não veste a amarelinha; sempre aparece um probleminha para impedi-la de jogar pelo Brasil.

Ela disse estar saudosa de representar nosso país. Pois bem, ano que vem acontecerá o Mundial na República Tcheca.

Hora, portanto, de matar a saudade.

RUMORES

Leio na internet que Lamar Odom está perto de acertar com o Miami. Duro golpe para o Lakers, porque o time californiano ficará a ver navios.

Não creio que Joe Smith vá resolver o problema se for contratado para a vaga de Lamar. Isso dará uma bela desestruturada nos angelinos.

O outro lado desta moeda diz respeito a Dwyane Wade. Dizem que ele está fazendo a cabeça de Lamar para ele mudar de praia.

Se for verdade e isso ocorrer, a chance de D-Wade sair do Miami e ir para o Chicago desaparece.

Também a internet me informa que Drew Gooden acertou um contrato de um ano com o Dallas. O Mavs tem se reforçado e não pode ser desprezado como uma das forças do Oeste.

Recentemente, acertou com Shawn Marion, não se esqueçam.

Por isso mesmo, o San Antonio foi atrás de Theo Ratliff. O veterano ala/pivô não tem mais o fôlego de antes.

Quanto estava novinho, era um tormento para quem ousasse invadir o seu garrafão; distribuía tocos pra tudo quanto é lado. Hoje não é mais assim.

Vamos esperar por esta segunda-feira e ver no que vai dar esses rumores.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, Seleção Brasileira, WNBA, basquete brasileiro Tags: , , , , , , , , , , ,
25/07/2009 - 12:49

O CERCO SE APERTA

O dia está fraco. Nada de importante por enquanto.

Mas como eu não sou de deixar este botequim fechado de jeito nenhum, abro-o para comentar algumas coisas com vocês.

O que de mais importante aconteceu na NBA nas últimas horas foi a ida de Andre Miller para o Portland. Conversando com alguns frequentadores deste nosso gostoso boteco, disse que o que de melhor Miller vai levar para o Blazers é sua experiência.

Aos 33 anos e com passagens por quatro equipes (Cleveland, Clippers, Denver e Philadelphia), Miller não conseguiu na NBA o mesmo destaque que teve nos quatro anos em que jogou com a camisa da universidade de Utah, quando conquistou um vice-campeonato em 1998, perdendo a decisão do Final Four para Kentucky.

Foi no Alamodome de San Antonio e eu vi tudo “in loco”, numa época gostosa em que trabalhava no SporTV e transmitimos a decisão ao vivo para o Brasil. Miller (foto AP) jogava muito, mas como disse, na NBA ficou para trás.

Quem gostou dessa contratação foi o Lakers; quem desgostou foi Lamar Odom. Com ela, o jogador vê estreitarem suas chances de assinar com outro time e ganhar o que ele gostaria.

O Blazers tem ainda cerca de US$ 14 milhões em caixa. Se oferecer essa grana, Lamar pega, claro.

Mas eu duvido que isso vá ocorrer, pois o grupo, no momento, é formado por apenas 12 jogadores e a gente sabe que é preciso no mínimo 15. Então, esquece.

Sobra a Lamar o Miami, mas lá a grana é curta. Por isso mesmo o jogador pediu penico ao Lakers e se disse disposto a reiniciar as negociações.

Acho que esta semana que entra Lamar e Lakers batem o martelo. Falaram em uma proposta de US$ 40 milhões por quatro anos; duvido que a franquia vá dar esse dinheiro.

É mais do que ela se mostrou disposta a pagar. Penso que Jerry Buss não vai dar nem um centavo a mais para Odom do que já foi oferecido – até porque ele tem as cartas na mão no momento.

ÉRIKA

Hoje às 16h30 de Brasília acontece o “All-Star Game” da WNBA. A pivô brasileira Érika de Souza vai defender as cores do time do Leste.

Depois de um hiato de oito anos o Brasil será representado no evento. Janeth Arcain, em 2001, foi a última (e única) representante do país no “All-Star” da WNBA.

O jogo será mostrado apenas pela ESPN HD – o que limita ainda mais o acesso ao evento.

Quem tem ESPN HD? Pouquíssimas pessoas.

Uma pena.

MEGALOMANIA

Vamos pegar o avião para a Europa e desembarcar em Madri. Florentino Perez, o megalomaníaco presidente do Real está aprontando outra das suas.

Depois de contratar Cristiano Ronaldo e Kaká por 165 milhões de euros, Perez diz que vai pagar os três milhões de euros ao DKV Joventut e levar o armador Ricky Rubio para o time merengue.

Rubio assinaria um contrato de dois anos e em seguida se mandaria para a NBA sem ter que pagar nada a ninguém.

E, de quebra, nesses dois anos na capital espanhola, ainda faturaria um bom dinheiro.

Interessante.

LOUCURA!

Voltemos aos EUA…

O Chicago fala em assinar com David Lee. O ala/pivô quer um contrato de US$ 12 milhões por temporada.

Se John Paxson fizer esse negócio, tem que mandar prender o cara. Lee é um bom jogador, tem mostrado isso com a camisa do New York, mas investir um dinheiro desses num jogador apenas bom é caso de polícia.

Lee não vai levar nenhum time a ganhar um campeonato. Ele vai ajudar, mas não é um “factor player”.

Derrick Rose precisa encontrar um parceiro com quem possa dividir responsabilidades em quadra. E esse cara não é de jeito nenhum David Lee.

Só pode ser brincadeira; espero.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, WNBA Tags: , , , , , , , , , ,
19/07/2009 - 12:09

UM CASO PRA MAIS DE METRO

Mais do caso Lamar Odom. (Talvez alguns de vocês estejam aborrecidos com a insistência no assunto, mas este “affair” é extremamente didático para que a gente continue a entender como é que funciona o “salary cap”)

Um contrato, é bom frisar, pode ser: 1) cumprido do começo ao fim; 2) pode dar ao clube a opção de pagar ou não o último ano; 3) pode dar ao jogador a opção de jogar ou não na equipe no derradeiro ano do acordo.

Houve alguns entraves que apoquentaram o jogador e seu agente, Jeff Schwartz, nas negociações com o Lakers. Lamar, vamos relembrar, queria um acordo de cinco anos e US$ 50 milhões, com a garantia de receber todo o dinheiro.

Jerry Buss, dono do Lakers, quando viu a proposta, teve de ser acudido sob o risco de perder o fôlego de tanto que riu. O Lakers contrapropôs US$ 30 milhões em três ou quatro anos.

O contrato de quatro anos, que teoricamente pularia o total para US$ 36 milhões (US$ 9 milhões por temporada) dava a opção ao time de fazer valer o acordo ou não.

Ou seja: Lamar teria garantido US$ 27 milhões (três primeiros anos) e no caso de o Lakers decidir pela quebra do mesmo, pagaria US$ 3 milhões e demitiria Lamar.

Desta maneira, o contrato chegaria aos US$ 30 milhões prometidos a Lamar. Se o jogador mostrasse ser útil ao time, o quarto ano do acordo seria cumprido e ele embolsaria os US$ 9 milhões, chegando aos US$ 36 milhões totais.

Como Schwartz demorou para responder, Jerry Buss retirou a oferta e Lamar, agora, está a ver navios. Retirou a oferta também porque Odom conversou com Pat Riley, GM do Miami.

Os mais próximos dizem que Buss continua P da vida com o jogador.

A oferta do Heat apareceu ontem com mais clareza. Vamos a ela…

Como o Lakers é o único time que pode estourar o teto salarial nesse caso, pois Lamar jogou pelo time na temporada passada, tudo o que o Miami (que já ultrapassou o “cap”) pode oferecer é a “mid-level exception”.

E o valor da “mid-level exception” é de US$ 5.8 milhões – para qualquer time da liga.

O trato com o Miami seria de cinco anos, o que totalizaria US$ 34 milhões. Agora, não me perguntem como é que chegaria neste valor se a “mid-level exception” vale US$ 5.8 milhões. Não sei.

Já mandei um e-mail para a NBA para que a liga me esclareça o fato. No entanto, se alguém souber, manifeste-se.

Mas, voltando ao assunto, esse contrato com o Miami daria a Lamar a possibilidade de se tornar “free-agent” depois de três anos. Não sei aonde isso poderia ser bom, pois no momento ele é “free-agent” e está encurralado.

Imagine daqui a três anos, mais velho e mais cansado.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , ,
18/07/2009 - 12:04

AINDA O AFFAIR ENTRE LAMAR E O LAKERS

Voltando ao caso Lamar Odom.

As últimas informações dão conta de que o Miami não fez oferta alguma para o jogador. Pensa em fazer.

Lamar estaria em uma sinuca de bico. Por isso mesmo, seu agente, Jeff Schwartz, teria ligado para Jerry Buss pedindo desculpas por seu mutismo em relação às duas propostas feitas pelo Lakers para segurar o ala/pivô.

Se você já se esqueceu ou não tomou conhecimento delas, eu publico ambas: 1ª.) US$ 36 milhões por quatro temporadas; 2ª.) US$ 30 milhões por três.

A aparente indiferença de Schwartz seria estratégica. O agente, ao agir assim, estaria pressionando Buss a aceitar a contraproposta feita à franquia: US$ 50 milhões em cinco temporadas – o que foi rechaçado imediatamente pelo Lakers.

Mais do que isso: o atrevimento (foi assim que o Lakers recebeu a contraproposta) de Schwartz irritou profundamente Jerry Buss. O resultado foi que o Lakers encerrou as negociações.

Como não apareceu nenhuma oferta do Miami, o agente de Lamar (foto Reuters) teria ligado, com o rabo entre as pernas, para o chefão do Lakers. Schwartz esperou – e muito – pela proposta do Heat.

Da Flórida veio a informação de que o Miami vai procurar Lamar. A franquia espera que o jogador aceite a “Mid-level Exception”, que é de US$ 5.8 milhões, em cinco temporadas.

Vai argumentar que os impostos na Flórida são menores do que na Califórnia. Mas a diferença é muito grande.

Por mais sanguinária que sejam as leis californianas, Lamar não vai pagar em tributos algo em torno de US$ 3.2 milhões por temporada – que é a diferença entre a proposta mais baixa do Lakers em comparação com o que o Miami pode oferecer.

E eu ainda não estou considerando os descontos no salário de Lamar na Flórida. A diferença, por isso mesmo, seria maior.

A edição eletrônica do “Los Angeles Times” deste sábado publica quatro cartas de torcedores do Lakers falando sobre o impasse.  Vale a pena dar uma olhada, pois os fãs de lá são como os de cá.

Eles estão indignados com a postura do jogador. Indignados com o desdém de Lamar com os US$ 9 milhões ou US$ 10 milhões (dependendo da oferta a ser considerada) oferecidos pelo Lakers.

É muito dinheiro – mas muito mesmo. Quantia que a gente não tem idéia do que seja.

Nem em sonho.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , ,
16/07/2009 - 21:40

O COMPLICADO MUNDO DO “SALARY CAP”

Rapaziada, seguinte: essa história do “salary cap” é realmente complicada. Vamos tentar explicá-la usando como exemplo o caso do Lamar Odom.

O jogador, que jogou a temporada passada pelo Lakers, está sem contrato. O Lakers é o único time que pode estourar o “cap” para assinar com ele.

A folha de pagamento dos californianos, no momento, é de US$ 84.613.733,00. E o teto salarial estabelecido pela NBA, incluindo a “Luxury Tax”, é de US$ 69.900.000,00.

Ou seja: o Lakers já estourou — e muito — o “cap”. Em números: US$ 14.713.733,00.

E pagará este mesmo valor em multa para a NBA; e o dinheiro, como eu já disse aqui, a liga rateia entre os times que não estouram o teto para estimular a não se ultrapassar o valor estipulado.

Muito bem: se o Lakers não renovar com Lamar, o time só poderá contratar um jogador que se enquadre na lei dos veteranos, atletas que estejam na NBA há pelo menos três temporadas.

E esta verba é de US$ 1.300.000,00. Ou seja: quase nada.

Portanto, se o Lakers não renovar com Lamar, só tem esta verba para contratar outro jogador. É por isso que torna-se inviável pensar em Glen “Baleinha” Davis, Paul Millsap ou David Lee.

Da mesma forma, há poucas equipes em condições de assinar com Lamar por algo próximo de US$ 10 milhões, por exemplo, ao jogador: Portland, Oklahoma City, Memphis e Sacramento, e os dois últimos não parecem dispostos a investir neste ano, enquanto o primeiro já se comprometeu com Millsap.

Os demais podem oferecer, na melhor das hipóteses, a “Mid-level Exception”, que vale US$ 5.8 milhões. E é o que o Miami está oferecendo ao jogador.

Basicamente é isso. Espero ter sido claro. Se passou algo despercebido ou se alguém quiser falar, o botequim está aberto — como sempre.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , ,
15/07/2009 - 18:21

BRINCANDO COM A SORTE

Lamar Odom está fazendo um doce danado pra renovar com o Lakers.

A franquia californiana colocou na mesa, no final de semana, duas propostas para o ala/pivô renovar: 1) US$ 36 milhões por quatro anos de contrato ou 2) US$ 30 milhões por três anos.

O jogador não respondeu e Jerry Buss, dono da franquia, enfureceu-se com a indiferença do jogador. Resultado: retirou a oferta.

Eu me pergunto: o que Lamar está esperando para dizer sim? Onde ele acha que vai ganhar dinheiro semelhante e encontrar uma franquia tão sólida quanto à do Lakers?

Realmente, tem gente que brinca com a sorte.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , ,
20/06/2009 - 12:19

OS PROBLEMAS DO LAKERS

Phil Jackson disse que pretende trabalhar na próxima temporada como técnico do Lakers. Seu desafio, provavelmente, é ganhar mais um título.

Depois, na próxima, quem sabe mais um e mais um e mais um, até que o pessoal que torce o nariz para a sua genialidade deixe-o de fazer. Se bem que ele não precisa disso; seus números são poderosos, superiores a qualquer outro técnico que já tenha trabalhado um dia na NBA.

O problema é que P-Jax vai fazer 64 anos em setembro próximo e o corpo, que nunca foi lá grande coisa – eu já o vi várias vezes pessoalmente e ele é todo torto –, dá sinais de fadiga intensa.

Ontem, em Los Angeles, o treinador disse: só volta a trabalhar se a saúde estiver boa.

Estará?

P-Jax já submeteu a duas cirurgias no quadril e, por recomendação médica, há algum tempo senta-se em uma cadeira especial durante os jogos; mais alta e mais confortável. Creio que vocês já devem ter observado isso.

O cadeirão de Phil (foto ao lado), aliás, é um tormento para quem pagou uma fortuna para assistir aos jogos atrás do banco do Lakers, próximo dos jogadores. Isso porque, além de ser alta, é ocupada por quem tem 2m03 de altura.

“Daqui a duas semanas eu defino o meu futuro”, disse o treinador, não especificando exatamente quando. Poderia, pois seu contrato com a franquia angelina prevê uma data para ele informar o patrão, Jerry Buss, se vai permanecer à frente do time ou não.

Jackson está milionário. Só nesta temporada que passou ele ganhou US$ 10.3 milhões. Foi o treinador mais bem pago nos EUA não importa o esporte.

Tem garantido para a próxima temporada US$ 12 milhões.

Dinheiro não é problema, mas nunca é demais por no bolso mais uma dezena de milhões de dólares. A mão coça sem parar, não é mesmo?

Outra coisa: o treinador já deixou claro que quer a renovação de vínculo de Lamar Odom e Trevor Ariza, bem como Shannon Brown. Os três estão sem contrato.

O grande problema é que a franquia já tem comprometido para a próxima temporada pouco mais de US$ 74 milhões. Toda essa dinheirama será destinada a apenas oito jogadores.

A saber: Kobe Bryant (US$ 23 milhões), Paul Gasol (US$ 16.4 milhões), Andrew Bynum (US$ 12.5 milhões), Adam Morrison (US$ 5.2 milhões), Derek Fisher (US$ 5 milhões), Sasha Vujacic (US$ 5 milhões), Luke Walton (US$ 4.8 milhões) e Jordan Farmar (US$ 1.9 milhão).

O Lakers tem a preferência nas renovações de Lamar, Ariza e Shannon. A franquia pretende oferecer US$ 14.1 milhões para Lamar; nada falou ainda sobre os outros dois.

Isso passaria o “payroll” do Lakers para US$ 88 milhões – e nove jogadores. Ariza ganhou US$ 3.1 milhões nesta temporada; quanto ele não vai pedir para renovar?

Digamos que ele aceite algo em torno de US$ 6 milhões. A folha de pagamento do Lakers passaria para US$ 94 milhões – e dez jogadores.

Para disputar um campeonato um time precisa contar com 15 atletas. Quanto esses jogadores não custariam a mais para a franquia?

US$ 5 milhões? Ouvi alguém dizer US$ 6 milhões? Ou quem sabe US$ 7 milhões.

Se de fato eles custarem tudo isso, a folha do atual campeão da NBA ultrapassaria a cifra dos US$ 100 milhões – o que seria inédito na história da liga.

A pergunta que fica é: o Lakers arrecadará na temporada 2009/10 o suficiente para ao menos igualar os gastos?

Em função da crise econômica mundial, o Lakers avisou, pouco antes de os playoffs passados começarem, que não vai aumentar o preço dos ingressos para a próxima temporada. Normalmente, a franquia majorava em média 9% o valor dos bilhetes.

Se não vai vender tíquetes mais caros, será que haverá dinheiro para renovar com esses jogadores e montar uma equipe para o próximo campeonato?

É certo que o Lakers pode, por exemplo, trocar Morrison e seus US$ 5.2 milhões por três jogadores. Mas quem vai querer um atleta que não tem mais joelhos e que pouco entra em quadra?

Difícil, muito difícil.

O campeonato, como se vê, já começou para o Lakers. E a montagem do time é o primeiro grande adversário que os amarelinhos têm pela frente.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , ,
08/06/2009 - 12:58

A BOLA DO JOGO

Os lances decisivos

Courtney Lee teve a bola do jogo nas mãos (acima, à direita, em imagem AP). Talvez a bola do campeonato.

Faltava 0.6 segundo para o final do tempo normal e o placar do telão central do Staples Center luzia um empate em 88 pontos. Kobe Bryant, momentos antes, acabara de levar um toco humilhante de Hedo Turkoglu (acima, à esquerda, em imagem AP), que pegou a bola e imediatamente pediu tempo.

O tempo era escasso para qualquer coisa. Menos para fazer uma cesta – o basquete é assim, nenhum outro esporte é como ele.

Dizia eu que faltava 0.6 segundo para o final do tempo normal e o placar do telão central do Staples Center luzia um empate em 88 pontos.

O passe lateral, feito por Turkoglu, foi perfeito. Lee correu pelas costas de Kobe, que o perdeu de vista de maneira comprometedora. A sorte do Lakers foi que o armador do Orlando deixou de fazer uma das cestas mais possíveis de serem feitas; seu erro impediu o Magic de conquistar sua primeira vitória em um jogo decisivo da NBA.

Sim, pois no tempo extra – que não foi evitado com o desperdício de Lee – o Lakers fez 13-8 no Orlando e venceu a contenda por 101-96. Agora o time da Flórida computa seis derrotas em seis jogos decisivos.

E o Lakers abriu 2-0 na série final. Coloca a mão na taça.

JUSTIÇA

Os torcedores do Lakers viram a viola em cacos. A sorte deles foi o azar de Courtney Lee – ou incompetência, como queiram.

A bem da verdade, o mais justo seria a vitória do Orlando. O time jogou muito bem, sem mexer na sua estrutura, atuando com um pivô e quatro abertos, como fez durante toda a competição.

Marcou com intensidade, especialmente Hedo Turkoglu a Kobe Bryant, fez seu jogo interior e exterior funcionarem e encarou de igual para igual os anfitriões, pouco se importando com a pressão que vinha do lado de fora, especialmente de Jack Nicholson, que tentou “apitar” a partida de sua privilegiada cadeira de pista.

Foi mesmo o Orlando que a gente viu na decisão do Leste diante do Cleveland.

Mas perdeu uma chance e tanto. Talvez não haja outra oportunidade como essa.

O Lakers abriu as portas ao Orlando; Kobe, esqueça os números, jogou mal.

Forçou demais o jogo em muitos momentos e por conta disso não envolveu seus companheiros como deveria.

A sorte dele foi que Lamar Odom e Pau Gasol seguraram a onda.

Lamar fez 19 pontos. No último quarto do tempo normal foi o suporte que Kobe precisava. Gasol cravou um “double-double” ao anotar 24 pontos e apanhar dez rebotes.

O espanhol foi de uma regularidade impressionante.

Como disse, os dois jogaram muito bem. Foram o desafogo do time em muitos momentos, especialmente aqueles em que Kobe esteve confuso.

BRILHO

Como disse acima, foi o Orlando que a gente viu diante do Cleveland.

Rashard Lewis desencantou: anotou 34 pontos e jogou como gente grande. Acertou 50% de seus arremessos de três (6-12) e ajudou na melhora do desempenho da equipe nesses tiros longos, não no percentual, mas no volume: o Orlando arremessou nada menos do que 30 bolas triplas e acertou dez.

Rashard apanhou ainda 11 rebotes e deu sete assistências; quase um “triple-double”. Foi o melhor jogador em quadra.

Hedo Turkoglu marcou 22 pontos, seis rebotes e quatro assistências. Mas o mais importante foi o trabalho defensivo em cima de Kobe Bryant.

Foi quem melhor marcou o armador do Lakers neste campeonato. Stan Van Gundy, com certeza, vai repetir este duelo amanhã à noite na Flórida, no primeiro de três jogos na quadra do Orlando.

Dwight Howard também fez um “upgrade” em seu desempenho. Acertou 50% de seus arremessos (5-10), errou apenas dois lances livres (7-9), totalizando 17 pontos. Confiscou 16 dos 44 rebotes que o Magic pegou na partida e foi decisivo para o time bater o Lakers neste fundamento em 44-35.

Teve dificuldades para marcar Pau Gasol, mas, como sabemos, ele joga praticamente sozinho dentro do garrafão. Não é fácil marcar todos os grandalhões adversários.

NÚMEROS

Em toda a história da NBA, sempre que um time da casa fez 2-0 ele acabou vencedor da série em 94.2% desses confrontos. Apenas três times conseguiram reverter esta situação, o último deles foi o Miami, em 2006, diante do Dallas.

Enquanto há vida, há esperança.

De fato, o Orlando tem mesmo que se apegar em frases feitas para não esmorecer neste instante. A situação ficou complicadíssima.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , ,
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