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terça-feira, 27 de dezembro de 2011 NBA | 18:29

O QUE ACONTECE COM O CAMPEÃO DA NBA?

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Quando o Miami ensacou o Dallas no domingo de Natal, chegando a abrir uma diferença de 35 pontos, mas fechando a partida em 105-94, o mundo ficou boquiaberto com o basquete mostrado pelo time do sul da Flórida; eu entre essas pessoas.

Como vocês bem sabem, eu considero o Heat o time mais poderoso de todos. Coloquei-o como o mais forte candidato ao título desta temporada.

Esta certeza se reforçou ainda mais depois da sova dada no Mavs em pleno Texas na partida que reeditou a final da temporada passada. Caramba, 35 pontos no Dallas, atual campeão da NBA, diante de seus fãs!

Quanto ao Dallas, bateu de frente com esta fortaleza num dia que nada deu certo. Acontece; foi o que a maioria pensou.

Ontem, novamente o Dallas entrou em quadra. E novamente em casa, no conforto do lar. Não dá para jogar mal dois dias seguidos, ainda mais em se tratando do campeão da NBA, todos nós pensamos.

E não é que o Dallas voltou a ser surrado dentro de casa! E desta vez a tunda não foi diante de um dos favoritos ao título. A tunda levada foi do Denver, um time que vai brigar, no máximo, por uma vaga nos playoffs desta temporada.

Assim como o Heat, o Nuggets abriu uma vantagem superior a 30 pontos; no caso, 33. Mas ao contrário do Miami, o Denver não deixou o ritmo cair: venceu a contenda por 22 pontos de diferença, 115-93.

A pergunta que cabe neste momento é: vamos analisar o Dallas ou vamos esperar pelo terceiro confronto? Vamos tentar descobrir o que se passa no “backstage” do time texano ou vamos aguardar pelo jogo diante do Thunder, em Oklahoma City, na próxima quinta-feira?

Quem me acompanha neste botequim sabe muito bem que eu nunca gostei do Dallas. O título da temporada passada foi para mim uma grande surpresa.

A faixa colocada nos jogadores do Dallas, a meu ver, foi mais por incompetência de dois grandes adversários (Lakers nas semifinais do Oeste e Miami na decisão do título) do que por qualidade dos texanos. Repito: nunca achei o Dallas essas coisas.

Mas o que acontece agora surpreende-me também. Não acho o Mavs essas coisas, mas esta porcaria que estamos vendo também não é o retrato da equipe campeã da NBA.

“Tenho muito trabalho pela frente”, disse o técnico Rick Carlisle (foto) depois da derrota de ontem diante do Denver. Sim, Rick, o mais tolo dos tolos sabe disso. O que queremos saber é: por que o time campeão virou um arremedo de time de basquete?

“Está claro que não estamos preparados (para jogar)”, prosseguiu Carlisle. Sim, Rick, está mais do que claro. Mas queremos saber: por que o Dallas está humilhando seus torcedores?

“A culpa é de todos, mas a minha é maior, pois a obrigação de prepará-los é minha”, finalizou o treinador. OK, Rick, mas por que não preparou a equipe até o momento?

O fato é que os torcedores do Dallas estão preocupados. Uma pesquisa no site do jornal “Dallas Morning News” nesta terça-feira pergunta aos fãs o seguinte: você está preocupado com o Mavericks depois das duas surras?

A opção sim recebeu até o momento 76,72% dos votos e a não 23,28%.

Vamos esperar pelo jogo de quinta diante do OKC ou vamos tentar entender o que se passa com o time? Vamos tentar entender o que acontece com o Dallas, de acordo?

Bem, como vocês estão de acordo, eu começo dizendo que J.J. Barea (foto) está fazendo falta (caramba, eu nunca pensei que fosse dizer um troço desses). Faz falta porque estava encaixado dentro do sistema de Carlisle.

O substituto imediato de Jason Kidd, um veterano de 38 anos e que em março próximo completará 39, é o francês Rodrigue Beaubois. Ele entra em quadra e nada acontece. Isso porque Beaubois se contundiu na temporada passada e mal atuou: fez apenas 28 partidas. Perdeu muito do que foi implantado no torneio anterior, torneio este que forjou o time campeão.

O resultado disso é que Carlisle tem improvisado Delonte West como armador principal quando J-Kidd tem que repousar. Delonte tem jogado mais de armador do que de ala-armador, sua real posição.

Outro ponto importante: Tyson Chandler foi embora e não houve reposição. Brendan Haywood é bom para desempenhar um papel semelhante ao de Barea: reserva que entra em quadra e não deixa a peteca cair. Mas como titular é problema.

Se o titular é problema, o que dizer do reserva? Ian Mahinmi, o substituto, ontem jogou apenas cinco míseros minutos. Pouco tempo em quadra porque não dá mesmo para deixá-lo mais exposto às feras.

Como não houve reposição, o resultado disso é que Carlisle está tentando tapar o sol com a peneira (desculpem o lugar-comum) improvisando uma vez mais. Chega a cúmulo de jogar com Brian Cardinal no pivô centralizado em uma defesa em zona, como o Dallas gosta de fazer em vários momentos da partida.

Não dá; em se tratando do campeão da NBA, um time ainda por cima riquíssimo, não dá. Se a gente estivesse falando do New Orleans, time que (não sei por quê) causa asco em muitos jogadores, eu até entenderia. Mas no Dallas, campeão da NBA e que tem, repito, os cofres abarrotados, isso não faz o menor sentido.

O que está fazendo Donnie Nelson, gerente geral da franquia? Por que o Mavs não tem um armador para ajudar J-Kidd a carregar o piano? Por que não tem um pivô decente para se revezar com Haywood?

E outra: por que é que o time não renovou com DeShawn Stevenson? O cara substituiu com um coração do tamanho do Estado do Texas o titular Caron Butler (outro que saiu), que se contundiu e não participou dos playoffs. Stevenson comprou uma briga particular com LeBron James nas finais e tirou do prumo o ala adversário, debochando do mesmo em quadra, em suas barbas, reduzindo-o a um Zé Ninguém. Sim, Stevenson reduziu LBJ a um Zé Ninguém nas finais com um jogo mental poderoso e um físico também.

Esse cara foi embora e o Dallas não fez nada para mantê-lo no grupo.

Ao contrário de repor essas peças perdidas, o Dallas contratou um atleta que de fato o time não precisava: Lamar Odom.

Lamar (foto) é jogador da posição de Dirk Nowitzki. Ok, alguém pode dizer, Lamar é o cara para entrar e não deixar a orquestra desafinar. Mas pagar uma fortuna para um jogador fazer isso?

Claro que Lamar faz muito mais do que isso. Ele pode jogar de ala e faz até o papel do armador se for preciso. Mas no sistema de Carlisle, diferente dos triângulos do Lakers de Phil Jackson, Lamar jamais ocupará esta função.

Mais equívocos? Vince Carter. O ala de 34 anos (completa 35 em 26 de janeiro próximo) nem de longe lembra aquele jogador explosivo dos tempos de Toronto e que ao lado de J-Kidd formou uma dupla muito interessante com a camisa do New Jersey Nets.

Hoje mais parece um ex-jogador em atividade (desculpem-me novamente o clichê), que dá impressão de carregar um pesado fardo nas costas que impede-o de se locomover com desenvoltura pela quadra. Pra que contratar Vinsanity?

O fato é que, como estamos vendo, o Dallas não soube se preparar para defender o título. Os jogadores correm e se esforçam. Tanto correm e se esforçam que o ala Sean Williams vomitou quando ia para o banco de reservas, exausto que estava, já ao final da partida de ontem contra o Denver.

Isso provocou risos em alguns jogadores e no dono da franquia, Mark Cuban. Mas não deveria. Isso deveria provocar sentimentos diversos, como preocupação, eu sugiro.

Notas relacionadas:

  1. LAKERS, UM TIME SEM CARA DE CAMPEÃO
  2. A POLÊMICA DO DALLAS CAMPEÃO
  3. O COMPROMETIMENTO DOS TIMES COM O ‘SALARY CAP’
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011 NBA | 17:36

PREVISÕES PARA A TEMPORADA 2011-12 DA NBA

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Depois de meses de angústia e indefinição, quando muitos chegaram a pensar que a temporada não aconteceria, eis que neste domingo, dia 25, ironicamente no dia de Natal, ganhamos o presente que tanto queríamos: a bola subirá pela primeira vez e começa o campeonato da NBA, o mais importante, charmoso, rentável, disputado, imbatível e apreciado de todo o planeta.

Os times já estão praticamente montados. Dificilmente teremos uma troca bombástica (“blockbuster”), pois o Orlando disse que não negocia Dwight Howard nos próximos meses e que muito provavelmente ele jogue toda a temporada na Flórida.

Portanto, já podemos fazer uma análise sobre os favoritos. Não, não vou analisar os 30 times do campeonato. Vou falar apenas daqueles que eu acho que vão fazer algo de importante no torneio.

LESTE

Queiram ou não, podem chorar os fanáticos se quiserem, mas o Miami Heat segue tendo no papel o melhor time da NBA. Na quadra, quase confirmou isso na temporada passada, mas acabou se curvando ao jogo coletivo do Dallas.

Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh, juntos, formam o melhor “big three” da liga.

O time do sul da Flórida manteve intacto seu núcleo. Melhor do que isso: contratou o excelente Shane Battier, jogador que, ao que tudo indica, se encaixará perfeitamente no sistema implantado pelo técnico Erik Spoelstra.

Com ele, o que se comenta na Flórida é que Spoelstra vai usar muito LBJ como ala-pivô, aproveitando mais Battier no time principal.

É o meu favorito para ganhar a conferência.

Seu grande oponente será, uma vez mais, o Chicago Bulls. Assim como o Miami, manteve seu núcleo ileso. Assim como o Miami, fez uma contratação superimportante: Richard Hamilton.

Apesar de seus 34 anos, Hamilton não mostra declínio físico e nem técnico. Vejo em quadra o mesmo vigor dos tempos de Detroit.

Com Rip no time, a pressão em Derrick Rose diminuirá; com Rip no time, a equipe ficará mais rápida; com Rip no time, as bolas longas se tornarão mais mortais ainda e não serão privilégio apenas de Kyle Korver.

Tom Thibodeau segue no comando da equipe, que ele transformou numa máquina defensiva. No último campeonato, o Bulls foi a melhor defesa da nação, seguido pelo Miami.

Como na temporada passada, deverá fazer a final do Leste contra o Miami e, como na temporada passada, deverá ser batido novamente.

Com a adição de Baron Davis, o New York Knicks terá um armador muito melhor do que teve em Chauncey Billups. O problema é que Davis não tem uma saúde de ferro. Se estiver mais resistente, o time renderá muito mais do que na temporada passada.

Pra quem é mais jovem eu digo: Davis era o Chris Paul de sua geração.

A contratação de Tyson Chandler foi outra boa notícia para a franquia nova-iorquina. Com ele, o NYK ganha em força defensiva e para entrar em seu garrafão os adversários vão ter que pedir licença.

Chega fácil à semifinal do Leste.

Tudo bem que o “Big Three” do Boston Celtics está um ano mais velho, mas segue sendo ainda uma imensa ameaça para os adversários. E Rajon Rondo, não se esqueça, é o armador do Celtics, tido por muitos como o melhor “point guard” da NBA.

O problema do Boston vai ser o rodízio. Jeff Green, que ajudaria no descanso de Paul Pierce e Ray Allen, perderá toda a temporada por causa de um problema cardíaco. Brandon Bass será o responsável pelo repouso de Kevin Garnett, mas, sinceramente, eu não sei por que o Celtics preferiu-o ao invés de Glen Davis. E mais: quem será o substituto de Rajon?

Com esses problemas no banco, pode ter dificuldade para atingir a semifinal. A menos que o “Big Three” se supere fisicamente.

A grande ameaça ao Boston é o Orlando Magic. Claro, isso se o time não perder Dwight Howard.

Jameer Nelson é um ótimo armador, mas o problema dele é o mesmo de Baron Davis: as seguidas lesões. Se Jameer puder jogar pra valer, ao lado de Jason Richardson, Hedo Turkoglu, Glen Davis e D12, repito, serão uma ameaça e tanto para o Boston atingir uma das semifinais.

O Indiana Pacers tem tudo para tomar a vaga do Atlanta Hawks na relação dos favoritos do Leste. O time de Indianápolis manteve sua base e ainda adicionou dois ótimos jogadores: David West e George Hill.

O dinheiro gasto com West, no entanto, eu teria investido em outro atleta, pois o Indiana conta com Tyler Hansbrough para a posição e não haveria a necessidade desta aquisição. Como disse em outro post, Tyler pode ser o Taj Gibson do Pacers.

Sobram duas vagas que serão disputadas, no tapa, por Atlanta Hawks, New Jersey Nets, Milwaukee Bucks e, mais atrás, o Philadelphia 76ers.

OESTE

“Não subestimem o coração de um campeão”. A frase é do ex-treinador Rudy Tomjanovic, dita logo após a conquista do título da Conferência do Oeste no torneio 1994-95. O Houston, então campeão da NBA, tinha se classificado apenas em sétimo lugar e foi comendo pelas beiradas e chegou ao título não apenas da conferência, mas também da NBA.

Conto essa história porque o Dallas Mavericks não pode ser subestimado. Ganhar um campeonato do jeito que o Mavs ganhou na temporada passada mostra que o basquete não se limita apenas a grandes jogadores reunidos em um mesmo time. É preciso ter uma filosofia por trás de uma equipe campeã.

E isso o técnico Ricky Carlisle conseguiu implantar nos texanos. E contou, claro, com uma atuação soberba de Dirk Nowitzki, que calou os críticos que apontavam o dedo para o alemão o tempo inteiro chamando-o de “amarelão” — e, diga-se, com razão.

Pois esse time estará de volta nesta temporada e reforçado por Lamar Odom.

Sim, eu sei, Tyson Chandler deixou a franquia e esse, realmente, é um grande problema, pois não houve substituição à altura. Brandon Haywood, reserva de Chandler, será agora o titular e não tem o mesmo quilate.

Outra perda importante: DeShawn Stevenson deve se transferir para o New Jersey. Embora reserva, sempre que entrava trazia consigo não apenas qualidade técnica, mas uma garra impressionante, que se tornou símbolo da conquista passada.

Como eu compactuo com a frase de Rudy T., o Dallas é um dos favoritos para chegar à final do Oeste.

Seu grande adversário será o Oklahoma City Thunder. Como no Leste, acredito que a final da temporada passada tem tudo para ser repetida.

O OKC ganhou mais um ano de conjunto e experiência. O calcanhar de Aquiles do time segue sendo o pivô: se o Thunder tivesse investido em um jogador como Nenê ao invés de Kendrick Perkins, teria se dado muito melhor.

Mas com a saída de Jeff Green, Serge Ibaka virou titular como ala-pivô e com mais minutos em quadra ele melhorou dramaticamente seu jogo. O “Rei dos Tocos” da NBA vai ter que dar uma mãozinha para Perkins para que o time não se veja em inferioridade nos duelos dentro do garrafão.

Mas o diferencial do OKC é mesmo Kevin Durant. Para muitos, o homem que substituirá Kobe Bryant quando o astro do Lakers pendurar seu par de tênis.

Não chego a tanto, mas vejo em KD um jogador extraordinário, apto a comandar um time para um título da liga brevemente.

Os dois jogos que o Los Angeles Clippers fez diante do Lakers na “pre-season” credenciaram o primo pobre de LA a um lugar de destaque na conferência. Chris Paul foi a melhor e mais bombástica contratação desta temporada.

CP3 é, ao lado de Derrick Rose, o melhor armador da NBA na atualidade. E o Clippers sentirá sua força em quadra.

E quem vai ganhar com isso serão seus companheiros, principalmente Blake Griffin, um jogador de explosão e extremamente talentoso, que precisa de um cara como CP3 para que seu jogo se desenvolva ainda mais. E isso tem tudo para acontecer.

E não se esqueça que esse time tem ainda a experiência de Chauncey Billups, o talento de Caron Butler e força física e a qualidade técnica de DeAndre Jordan.

Se der química, apesar do técnico Vinnie Del Negro, o Clippers tem tudo para chegar à final do Oeste.

O Los Angeles Lakers está entre os favoritos da conferência, claro que está. Afinal, como deixar de lado um time que tem Kobe Bryant? Impossível não se sensibilizar com o jogo deste que é o melhor atleta da NBA depois da era Michael Jordan.

O grande problema dos ricaços de Los Angeles é que o time clareou demais. Todos seus reforços são brancos — e a gente bem sabe que o basquete nos EUA é um esporte preferencialmente de negros.

Jason Kapono, Josh McRoberts e Troy Murphy foram as conquistas da franquia. Em compensação, houve um recrutamento de um “moleque” do college que dá pinta de que será muito bom de bola: Darius Morris.

Morris vem para uma posição que o Lakers é carente: a armação. Gostei muito do que vi na primeira partida da série contra o Clippers, a única, aliás, que ele participou.

Dallas, OKC, Clippers e Lakers. Como se vê, quatro times em condições idênticas para conquistar o título do Oeste. Acontece com esta conferência o mesmo que ocorre com o Campeonato Brasileiro de futebol: o nivelamento é maior do que no Leste. Nesta conferência, a diferença do Miami para os demais é mais acentuada.

O San Antonio Spurs segue na frente do Memphis entre os meus favoritos. Não se esqueça que Manu Ginobili, por irresponsabilidade de Gregg Popovich, contundiu-se na última partida da fase de classificação, quando tudo estava definido, e jogou com o braço lesionado por pequenas fraturas durante os playoffs.

Resultado: o time foi eliminado pelo Memphis.

Se Popovich não fizer bobagens e se der tempo de quadra para que Tiago Splitter desenvolva seu jogo, o alvinegro texano segue sendo uma das forças do Oeste. Mas claramente num nível abaixo dos quatro mencionados anteriormente.

O Memphis Grizzlies perdeu Darrel Arthur por toda esta temporada, mas, em compensação, poderá contar com Rudy Gay, que se ausentou dos playoffs passados por conta de uma lesão. Na balança, o time mais ganha do que perde.

De resto, tudo como dantes no quartel de Abrantes. E o que isso quer dizer? Que o mesmo time que causou sensação nos momentos decisivos do torneio passado estará novamente em quadra, pois Marc Gasol, que poderia ter se mandado, renovou seu contrato com a franquia, no melhor lance dos executivos durante a “off-season”.

Sobram duas vagas. E quem vai brigar por elas? Não necessariamente nesta ordem, mas acho que Portland Trail Blazers, Houston Rockets e Denver Nuggets são os candidatos mais fortes a elas.

Mas não podemos nos esquecer do Minnesota Timberwolves. Se Ricky Rubio e Derrick Williams jogarem, juntos com Kevin Love, Michael Beasley e Wesley Johnson poderão fazer do time da cidade que no passado abrigou o Lakers uma das sensações desta temporada.

EPÍLOGO

Pra não me furtar a finalizar os meus palpites, pra mim a final desta temporada será entre Miami Heat e Oklahoma City Thunder. E o Miami será o campeão.

Mas eu gostaria demais que fosse entre Chicago Bulls e Los Angeles Clippers. E não preciso dizer quem eu gostaria que fosse o vencedor.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 20 de dezembro de 2011 NBA | 11:37

CLIPPERS DÁ UMA AULA DE BASQUETE PRA CIMA DO LAKERS

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Não gosto de falar sobre amistosos, pois não passam de amistosos, mas o de ontem à noite em Los Angeles chamou a atenção. Lakers e Clippers fizeram o jogo mais aguardado da temporada.

E pelos motivos sabidos: Chris Paul quase foi para os amarelinhos, mas desembarcou nos vermelhinhos; Lakers em crise por ter perdido Lamar Odom e provocado ira e decepção em Kobe Bryant; Lakers estreando novo treinador: Mike Brown; Clippers estreando um “all-star”: Chauncey Billups; o Lakers estreando jogadores menos badalados: Jason Kapono e Josh McRoberts; e a expectativa de que este poderá ser um dos grandes clássicos desta temporada.

Costumo chamar o Clippers de primo pobre de Los Angeles. De pobre e de coitadinho não tem mais nada. Pelo menos pelo que vimos no jogo de ontem. Os jogadores pareciam estar juntos há muito tempo; a alegria no semblante do time era visível; os reservas entraram em quadra e não deixaram o ritmo cair.

O quinteto titular, escalado pelo técnico (?) Vinnie Del Negro, foi o seguinte:

Chris Paul
Chauncey Billups
Caron Butler
Blake Griffin
DeAndre Jordan

Acho que Billups como armador definidor vai render muito. E mais: quando o time enfrentar adversários cujo armador é grande e forte, VDN troca a marcação: Billups pega o armador e CP3 fica no ala-armador. Alternativa de jogo sem mexer no time. Todo treinador gosta de ter esta opção.

Billups fez 23 pontos ontem. Foi o cestinha do time e do jogo. Mas o nome da contenda foi CHRIS PAUL. Sim, em letras garrafais. CP3 marcou 17 pontos, deu nove assistências, apanhou sete rebotes e fez cinco desarmes! Tudo isso em apenas 24:22 minutos.

Um espetáculo à parte. Como ele joga bonito; seu jogo flui naturalmente. CP3 (foto) não precisa fazer força pra jogar. E sua habilidade salta aos olhos.

Vai fazer Griffin e DeAndre jogarem muito mais do que jogam. DeAndre (nego-me a chamá-lo de Jordan, pois Jordan existiu apenas um) deu duas enterradas espetaculares e um toco em cima de Kobe Bryant que humilhou a realeza, pois mandou-a ao chão como se fosse um plebeu qualquer. O Clips fez muito bem em investir em DeAndre.

Quando os reservas entraram em quadra, o nível foi mantido. Fizeram um total de 48 pontos. E do banco saíram jogadores como Mo Williams, Randy Foye e o veterano Brian Cook, que ajudou demais para a minha surpresa.

Enfim, o Clippers cativou meu coração.

O Lakers?

Bem, o Lakers sentiu demais a falta de Lamar Odom. Aquele cara que saía do banco e resolvia os problemas do time em quadra jogando em três, quatro posições, até mesmo de armador. O Lakers não tem mais esse cara.

Quem saiu do banco para tentar resolver e mudar a cara do jogo foi Metta World Peace. Mas ele não tem a categoria de Lamar. Aliás, o técnico Mike Brown (esquisito olhar para o banco e não ver Phil Jackson) mandou à quadra o seguinte quinteto:

Steve Blake
Kobe Bryant
Matt Barnes
Pau Gasol
Andrew Bynum

Ficou claro que Blake não pode ser o armador titular do Lakers: não tem cacife pra isso. O que se comentou ontem é que Gilbert Arenas pode ser contratado. O que eu acho? Ele é maluco, mas talvez Kobe consiga controlá-lo. Se P-Jax estive por lá seria certeza de controle total sobre o Agente Zero, que não é mais Agente Zero, pois ele não usa mais a camisa 0.

Barnes é no máximo uma opção de banco. Não pode ter tantos minutos em quadra. Sei que muita gente gosta dele; eu não gosto. MWP também não é jogador em quem o time pode contar em momentos importantes: ele basicamente defende, é muito fraco ofensivamente.

O Lakers precisa de um ala. Mas se Arenas chegar para ser o armador pode resolver a questão, pois pontua muito e, com isso, a ala pode ficar entre MWP e Barnes.

O resultado final foi justo: Clippers 114-95 Lakers. Mesmo fora de casa foi um show de bola dos vermelhinhos pra cima dos amarelinhos.

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Anotem aí o meu Twitter: @FRSormani. Ontem, durante o jogo Lakers x Clippers, troquei ideias com alguns parceiros do botequim que estavam online. Vamos ver se hoje fazemos o mesmo no jogo entre Chicago e Indiana.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011 NBA | 19:02

TIAGO SPLITTER DESEMPENHARÁ O MESMO PAPEL DA TEMPORADA PASSADA?

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O San Antonio está procurando um pivô. Um pivô pra ajudar no descanso de Tim Duncan. Olho para o “roster” do time texano e vejo que os mesmos jogadores da temporada passada lá estão.

Além de Timmy, vejo Antonio McDyess, DeJuan Blair, Steve Novak e Matt Bonner. E Tiago Splitter.

Cinco pivôs; isso mesmo, cinco — contando Splitter, claro.

“Não vi quase nada do Tiago nesta temporada”, disse o técnico Gregg Popovich. Pop, como é chamado, tem razão: por causa do locaute, os treinos começaram tarde demais e os jogos amistosos se resumirão a duas contendas por equipe. “É como se ele fosse um novo jogador nesta temporada”, frisou o treinador.

Popovich disse que Splitter (foto) terá mais minutos em quadra neste campeonato. Mas eu estou começando a achar que o sofrimento será o mesmo do torneio passado, especialmente se o SAS contratar outro pivô.

A impressão que me dá é que Popovich está decepcionado com o pivô brasileiro. E no Pré-Olímpico de Mar del Plata, a gente bem viu, Splitter não se destacou como imaginávamos que ele fosse se destacar.

Pra piorar, ele entrará nesta temporada como na passada: sem ter feito pré-temporada, pois a pré-temporada, como vimos, não existiu por conta do locaute.

Sei não: acho que veremos uma reprise da novela que não teve final feliz. Em alguns jogos, muitos minutos para Tiago; noutros, poucos minutos; e em uma pequena parcela de cotejos, nem em quadra ele entrará.

Quero estar equivocado, mas alguma coisa me diz que não estarei.

DEPOIMENTO

Semana passada, a ESPN noticiou que Kobe Bryant estava desapontado com a direção do Lakers por causa da saída de Lamar Odom. Chegou a pedir para ser trocado.

A gente discutiu a questão aqui. Chegamos à conclusão que ele estava pressionando os cartolas para que a equipe fosse reforçada.

Ontem, no entanto, em entrevista ao site Yahoo! Sports, Kobe desmentiu que tivesse pedido para ser trocado. “Depois de 16 anos aqui, por que eu iria pedir para ser trocado?”, indagou Bryant. “Não sei de onde veio essa ideia”.

Ao ser questionado se iria encerrar então a carreira no Lakers, KB disse: “Seria muito especial, especialmente porque isso é algo difícil de acontecer ultimamente”.

Kobe (foto) fez uma cirurgia no joelho em julho passado na Alemanha. Nesta noite, diante do Clippers, no Staples Center, ele começa a ser testado pra ver.

“Estou me sentido muito bem”, disse o jogador. “Posso fazer todos os movimentos e levantar pesos”. Levantar pessoas usando, claro, a perna reformada.

O técnico Mike Brown disse que quer usar Kobe durante meia hora no confronto diante do primo pobre angelino.

IMPROVISO

Matt Barnes deve ser o ala-pivô do time, nesta noite, jogando ao lado de Pau Gasol. Como a gente bem sabe, Andrew Bynum não poderá participar dos primeiros cinco jogos da equipe por estar suspenso.

Ele pegou o gancho por causa daquela porrada que dada em J.J. Barea.

Não sou adepto da violência, vocês bem sabem. Disse aqui, outro dia, que se fosse o Guerrinha, técnico do Bauru, aplicava um corretivo em Jeff Agba por conta de seus destemperos em quadra.

Mas Barea é folgado.

Lembram-se da cabeçada que ele deu em Augusto Lima no torneio Tuto Marchand em Foz do Iguaçu? Só porque tomou um toco do brasileiro.

É certo que o brasuca foi à forra no Pré-Olímpico (no que fez muito bem), mas o que fica foi a deslealdade gratuita de Barea no torneio paranaense.

Portanto, quando eu me lembro daquela porrada bem no meio de Barea, confesso a vocês que não fico condoído pelo porto-riquenho.

REFORÇO

O New York está próximo de contratar Baron Davis. O armador foi dispensado pelo Cleveland, que usou a cláusula de anistia.

Pelos seus serviços, o Knicks vai pagar o salário mínimo: US$ 1,3 milhão. Isso significa que o Cavs vai arcar com US$ 12,6 milhões, quantia esta que complementa seu salário de US$ 13,9 milhões pela temporada.

“Quando você vê que há dois caras que fazem 20 ou mais pontos por jogo (Carmelo Anthony e Amar’e Stoudemire) e nota que há um grande marcador em Tyson Chandler, um líder defensivo, acho que farei a coisa certa”, disse Davis nesta segunda-feira, em Nova York, em contato com a mídia.

Concordo com o ex-namorado de Kate Hudson (foto). Ele, Melo, Amar’e e Chandler farão do Knicks um dos mais fortes contendores não apenas do Leste, mas do campeonato como um todo.

Mas há um problema para que sua contratação seja concretizada; dois eu diria:

1) Baron foi dispensado não apenas para que o “cap” do Cavs fosse limpo. Baron foi dispensado porque ele está com uma hérnia de disco. O que se comenta é que ele poderá ficar de fora por até um mês e meio. Num campeonato curto, Baron poderá perder quase um terço da competição. E depois terá de entrar em forma e buscar entrosamento com o time. “Preciso ver o que os médicos vão dizer”, disse o jogador sobre a questão, que pode impedir que o contrato seja assinado;

2) Não se esqueçam que o técnico do time é Mike D’Antoni…

PRISIONEIROS?


Olhem a expressão de “felicidade” de Al-Farouq Aminu, Eric Gordon e Chris Kaman no momento da apresentação como novos reforços do New Orleans Hornets.

TELEVISÃO

Não são poucos os parceiros que me pedem para informar sobre os jogos que serão transmitidos ao vivo para o Brasil pela ESPN, Space e Esporte Interativo.

Como vocês sabem, eu não trabalho em nenhuma dessas emissoras. Portanto, não tenho como responder esta pergunta; dependo de informações das próprias emissoras.

A gente entra no site das tevês e nada encontra. Entra no Twitter ou em blogs de jornalistas que participam das transmissões e nada encontra.

Perguntei para o meu amigo Gustavo Vilani, narrador da ESPN, se ele teria como me arrumar a grade com os jogos que serão transmitidos. “Assim que eu conseguir eu te passo”, disse-me ele, que terá, é claro que pedir consentimento da emissora para passar-me a relação de jogos.

No Canal Space eu sou amigo dos comentaristas João Bosco Turetta e Antonio Tozzi. Estou tentando manter contato com eles para ver se me passam a relação.

Finalmente, o Esporte Interativo. André Henning, um dos narradores do canal, é igualmente um amigo. Estou, da mesma forma, tentando entrar em contato com Henning pra ver se consigo a relação das partidas.

Desta forma, se eu conseguir, nem que seja de apenas uma emissora, eu afixo na parede de entrada deste botequim a relação. Se conseguir das três emissoras, aí o serviço estará completo.

Como vocês podem ver, não depende de mim.

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011 NBA | 18:59

KOBE RECLAMA DO LAKERS, DIZ QUE PODE SAIR, MAS DEVERÁ SER SURPREENDIDO

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Kobe Bryant voltou com tudo. Em sua primeira entrevista depois do locaute, o camisa 24 do Lakers deitou falação pra cima da direção do Lakers. Leia-se Mitch Kupchak e a família Buss.

“Pra ser bem honesto com vocês (repórteres), não tenho certeza pra onde eles (executivos) estão indo”, disse Kobe sobre a troca de Lamar Odom com o Dallas Mavericks. Pelo acordo, o time texano deu ao Lakers um “draft” de primeira rodada do ano que vem e mais US$ 8,9 milhões.

“Não há explicação para o que eles fizeram”, prosseguiu Kobe. “Isso é negócio, dinheiro etc e tal, mas eles não deveriam ter mandado Lamar para o Mavs. Esta é a minha opinião”.

E KB tem todo o direito de manifestá-la. Afinal de contas, ele é o Lakers hoje, como ontem era Magic Johnson. Kobe é como Rogério Ceni no São Paulo: uma instituição dentro da franquia, assim como o goleiro no time do Morumbi. Eles sabem o que se passa dentro e fora do vestiário, e principalmente no campo de jogo. Não podem ser ignorados em momento algum.

Quando o Lakers contratou Mike Brown, Kobe não foi consultado. Soltou os cachorros pra cima da direção da franquia. Kupchak desculpou-se publicamente por não ter ouvido sua maior estrela.

Agora a história se repete? Lamar é mandado para o Dallas e Kobe não é ouvido? O que isso quer dizer? O que isso significa?

“Espero que eles (direção do Lakers) sejam agressivos e reconstruam esse time”, seguiu Kobe em seu discurso. Se uma agulha caísse no chão, soaria como a explosão de uma bomba. Os repórteres estavam quietos, imóveis, apenas ouvindo o discurso de KB.

A fala seguinte deixou a todos quase que boquiabertos. Disse Kobe: “Se for o caso, fico fora do caminho e deixo-os fazer o que quiserem fazer”.

Não entendeu? KB deixou claro para Kupchak e para a família Buss que se for para apenas competir, ele prefere deixar o Lakers.

Assustou-se, você, torcedor do Lakers? Fique tranquilo, não há motivo para isso: Kobe já se comportou assim em outras ocasiões. Seu comportamento nada mais é do que o espetar da faca no pescoço da direção da franquia e expor a situação para os torcedores.

E de que lado eles ficarão? Claro que do lado de Kobe. E o que eles vão fazer: importunar a família Buss e Kupchak, não dando paz a eles enquanto um grande jogador não for contratado, como quer Kobe, para que o time tenha condições de brigar por títulos.

Coloquei no plural, porque KB ainda tem muita lenha pra queimar. E ele, competitivo que é, já traçou planos para o seu futuro: primeiro igualar Michael Jordan no número de títulos conquistados; depois, ultrapassar Michael Jordan no número de pontos anotados ao longo da carreira; na sequência, ultrapassar Michael Jordan no numero de títulos conquistados.

E depois reivindicar o status de maior jogador de basquete de todos os tempos.

E para que isso ocorra, o Lakers não pode entrar em um campeonato apenas para disputar. Kobe está com 33 anos. Joga em grande nível mais três anos seguramente. Se o Lakers jogar este ano fora, será um ano a menos para Kobe atingir seus objetivos.

Ele está assustado com essa possibilidade. Por isso, deitou falação pra cima de Kupchak e a família Buss. Por isso, espetou a faca no pescoço dos executivos da franquia.

O Lakers já tem prontinho um banner com a camisa de Kobe para ser erguido em direção ao topo do Staples Center quando o ala-armador parar de jogar. Por isso, repito, fique tranquilo: o Lakers não vai trocar Kobe; o Lakers vai atendê-lo.

Tudo o que o Lakers puder fazer para deixar Kobe feliz, ele fará. Até mesmo tentar enganar o próximo, como tentou no caso da contratação de Chris Paul. Felizmente a NBA estava atenta e não deixou isso acontecer.

Que o Lakers seja inteligente para contratar agora Dwight Howard. Que ele entenda que haverá perdas nesse caso. Desde que não seja Kobe, qualquer jogador envolvido numa negociação com o Orlando vale a pena.

Mas o Lakers tem uma boa carta no bolso do colete. Eu explico…

TROCA

O Orlando já avisou: a saída de Dwight Howard é assunto encerrado neste momento. E não deverá mesmo acontecer antes do “All-Star Weekend”. Se isso ocorrer, o evento estará fadado ao insucesso.

Os torcedores vão vaiar D12 o tempo todo, ele não terá paz nas ruas e nos locais dos eventos do ASG em Orlando. Portanto, D12 deve ficar no Magic até o final de semana das estrelas.

Depois ele arruma as malas e desarruma em Los Angeles.

Mas o que o Lakers tem que fazer para pegar D12? Vai ter que engolir Hedo Turkoglu, é exigência do time da Flórida. D12 e Hedo ganharão US$ 28,4 milhões nesta temporada. O Lakers tem que enviar esta quantia para o Orlando para a conta fechar e o negócio ser aprovado pela NBA.

Se até o ASG Andrew Bynum demonstrar que está em forma e saudável, ele entrará no negócio tranquilamente. Com isso, o Lakers subtrairia US$ 15,1 milhões dos US$ 28,4 milhões que ele tem que dar ao Magic. Sobrariam US$ 13,3 milhões.

E sabem o que o Lakers pode fazer? Mandar para o Orlando Meta World Peace e a “trade-exception” no valor de US$ 8,9 milhões que a franquia recebeu na troca de Lamar Odom!

Tenham certeza: o Lakers não fez caridade ao Dallas. Ao realizar a troca, eles estavam pensando lá na frente.

Vamos aguardar pela sequência dessa história e ver se de fato o Lakers vai usar essa “trade exception” para contratar Dwight Howard.

CONCLUSÃO

Por isso, que os torcedores do Lakers fiquem tranquilos. A franquia nunca deu ponto sem nó. Tentou dar um aplique em cima do New Orleans no caso de Chris Paul, mas não contava com o fato de que o New Orleans ser da NBA e a NBA ter poderes para evitar a troca danosa para o time da Louisiana.

Agora, não há motivos para a liga vetar este negócio: Andrew Bynum, Metta World Peace e a “trade-exception” por Dwight Howard e Hedo Turkoglu.

O Lakers consegue D12, mas tem que engolir Turkoglu e seu contrato de três temporadas no valor total de US$ 34,2 milhões. Negócio honesto é assim mesmo: tem que ser bom para todas as partes.

E para se livrar desse mico que é o contrato de Turkoglu, o Lakers usaria a cláusula de anistia. Teria que pagar quase que a totalidade do acordo (contando que outra equipe contrate o turco), mas dinheiro, todos sabemos, não é problema em El Segundo.

Com isso, limparia a folha de pagamento. Entraria 2012-13 com um total de US$ 78 milhões. Mais uma limpadinha aqui, outra ali, e pronto: sobraria espaço no “cap” para o pulo seguinte: contratar Deron Williams.

TIME

Derek Fisher
Kobe Bryant
Hedo Turkoglu
Pau Gasol
Dwight Howard

Time pra brigar tranquilamente. Eu sei, eu sei, está faltando um armador. Mas o Lakers não ganhou dois campeonatos seguidos sem armador? Por que não ganhar mais um?

Mais um, pois, como vimos, Deron Williams deve desembarcar em Los Angeles no ano que vem.

Tudo bonito, tudo certinho, sem enganar e nem ludibriar ninguém.

É HOJE

O campeonato desta temporada começa esta noite. Mas não terá o mesmo brilho de antes. Afinal de contas, o locaute diminuiu o tempo de trocas e treinamentos.

Por isso, muitos jogadores que mudaram de time não estarão em quadra nesta “pré-season”. De qualquer maneira, a bola sobe pela primeira vez nas arenas da NBA.

Quatro amistosos foram agendados pela liga para esta sexta-feira à noite. Os horários são de Brasília:

Indiana x Chicago — 22h
Washington x Philadelphia — 22h
Detroit x Cleveland — 22h30
Memphis x New Orleans — 23h

TV

Como disse ontem, ainda não assinei o “NBA League Pass”. Mas o pessoal que assinou disse que não haverá transmissão para o Brasil. O LP passará os jogos apenas para os EUA.

O parceiro Trapizomba deu uma dica e tanto para assistirmos aos jogos gratuitamente: acessar o site Firstrowsports. O link é este: http://www.firstrowsports.tv/.

Vamos ver se eles mostram os jogos.

AHHHHHHH

Labica, a rodada é por minha conta! Afinal, a monotonia acabou!

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011 NBB | 01:20

O LAKERS E SEUS “ABACAXIS”

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O Lakers conseguiu se livrar de Lamar Odom. A troca do Lakers com o Dallas foi a seguinte: o time californiano mandou para o time texano seu ala-pivô e um draft de segunda rodada (ainda não definido) e em troca recebeu um draft de primeira rodada (ainda não definido) e US$ 8,9 milhões.

O que vocês acham? Por que o Lakers estaria abrindo mão de seu sexto-homem, eleito o melhor da temporada passada por míseros US$ 8,9 milhões (isso é dinheiro de pinga para o LAL) e um draft de um time que dificilmente estará entre os piores da temporada?

Rapaziada, especialmente vocês que torcem para o Lakers, olhem pra realidade: o Lakers está tentando se livrar de suas “bombas”.

Lamar (foto) é um cara que foi rifado pelo time, por mais que Kobe Bryant tenha vindo a público dizer o contrário. Por motivos que eu já expliquei, mas que não custa lembrar, Lamar apresentou-se gordo, com problemas particulares (atropelou um pedestre que veio a morrer) e focado apenas no reality show que apresenta com sua mulher, Khloe Kardashian.

Lamar era uma das “bombas” do Lakers. Esta foi desarmada. Mas há mais duas.

Pau Gasol tem um contrato que apenas um imbecil assinaria, mas que o Lakers assinou. O espanhol é bom de bola, é verdade, mas está com 31 anos. Tem para receber mais US$ 57 milhões por três temporadas, sendo que na última delas, com 33 anos, vai ganhar US$ 19,2 milhões.

E Andrew Bynum, o homem dos joelhos de farinha, tem garantidos US$ 15,1 milhões neste campeonato e uma prerrogativa ao Lakers de US$ 16,4 milhões no próximo torneio.

São contratos cabeludos dados a jogadores que pouco têm a oferecer ao time daqui para frente. Não fosse assim, o LAL não estaria liberando-os.

O fato é que o Lakers caiu no conto do vigário (entenda-se: foi enganado pelos agentes desses jogadores) e agora está desesperado, tentando se livrar desses caras e seus contratos “cabeludos”.

Quer mais?

Tem mais: o Lakers tem que dar mais US$ 21,7 milhões para um cara como Ron Artest que parece não bater bem da bola. Mudou o nome para Metta World Peace e na temporada passada leiloou seu anel de campeão para arrecadar fundos para instituições que tratam de saúde mental. Atitude louvável, mas ele poderia ter levantado os US$ 500 mil sem ter perdido seu anel de campeão.

Tem outros US$ 11,7 milhões destinados a Walton. Não preciso gastar seu tempo e nem o meu para definir Luke.

Quer mais?

Tem mais: US$ 16 milhões para Steve Blake.

E o que querem fazer a família Buss e o gerente geral Mitch Kupchak? Se livrar desses contratos.

Querem empurrar goela abaixo para os outros times. O Lakers está na dele, está tentando se livrar desses abacaxis.

Mas, como já disse aqui, o que me chama a atenção é o fato de outros times aceitarem isso. É disso que eu falo.

Nada contra o Lakers. Apenas proponho uma reflexão.

OBS: prometo que nesta segunda-feira mudo o disco.

Notas relacionadas:

  1. DIRIGENTE DIZ QUE NBB DEVE IMITAR VÔLEI PARA EVITAR DESAPARECIMENTO DE EQUIPES
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

sábado, 10 de dezembro de 2011 Sem categoria | 12:52

FATOS QUE MUDAM O CASO DA CONTRATAÇÃO DE CHRIS PAUL PELO LAKERS

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Leio na manhã deste sábado que Lakers, Houston e New Orleans vão melhorar a proposta de modo que ela seja melhor para o Hornets. Ops! Se os times estão fazendo isso é porque a proposta inicial não era boa para o time da Louisiana, concordam?

Aparentemente, o negócio foi muito bom para o NOH. Eu mesmo escrevi isso. Mas vejam só o que aconteceu nessa troca: o New Orleans assumiria US$ 31 milhões em salários com Luis Scola, Kevin Martin, Goran Dragic e Lamar Odom, e cederia apenas Chris Paul, cujo salário é de US$ 16,3 milhões.

Ou seja: para uma franquia claramente deficitária, que não conseguiu até o momento vender o “naming rights” de seu ginásio e que nem dono tem porque ninguém quer comprá-la por conta do prejuízo, o negócio, do ponto de vista financeiro, foi péssimo.

E eu pergunto: o New Orleans consegue arrecadar o suficiente para arcar com sua folha de pagamento? Pelo que se viu na temporada passada, não.

Nosso parceiro Trapizomba, torcedor do Lakers e morador de Culver City, Los Angeles, mandou-me um link de um artigo do jornalista Larry Coon, do site da ESPN norte-americana. Coon desce a lenha no comportamento de David Stern, o comissário da NBA que vetou o negócio dizendo que este foi danoso ao NOH — e pelos números a gente vê que foi mesmo.

Vejam bem: Stern em nenhum momento disse que vetou o negócio porque o Lakers sairia fortalecido no acordo. Ele disse que vetou o negócio porque ele não foi bom para o New Orleans e o New Orleans pertence à NBA.

No artigo, Coon confirma que os argumentos de Dan Gilbert, dono do Cleveland Cavaliers, são verdadeiros: o Lakers pegaria CP3 e iria economizar US$ 40 milhões em salários.

Esquisito, vocês não acham? Eu acho.

Quando a gente compra algo valioso, não dá pra sair com dinheiro no bolso; se sai é porque tem algo errado. Quando a gente compra algo valioso, a gente se endivida, seja na compra de uma casa, de um carro ou de um terreno há muito cobiçado. Ou de uma joia para a mulher amada.

Se o Lakers pegou Chris Paul e ainda economizou US$ 40 milhões, tem, repito, coisa errada. Dan Gilbert, no e-mail (e não carta) enviado a Stern, lembra o caso da contratação de Pau Gasol, negócio este na época condenado por todos (menos pelos torcedores do Lakers), mas que fez o time de Los Angeles receber “dezenas de milhões de dólares em salário adicional e em Luxury Tax”.

É certo que não houve nada de errado na troca da última quinta-feira. Já disse isso e faço questão de frisar. Tudo limpo aos olhos da lei vigente na NBA.

Mas que é muito esquisito, isso é.

Vejam o caso do Houston. Embora o Rockets tenha aberto mão de US$ 22,7 milhões em salários e assumido US$ 18,7 milhões do Pau Gasol, a diferença é pequena para justificar o desmanche de um time, que ainda perdeu um draft para o New Orleans.

Vejam que o Houston abriria mão de dois jogadores valiosos de seu time titular: Luis Scola e Kevin Martin.

Com o quebra-cabeça sendo montado (mas ainda incompleto), começo a pensar que a NBA deveria investigar o dono do Houston, Leslie Alexander, e seu gerente geral, Daryl Morey. Bem como Dell Demps, manager do NOH.

Acordo que, volto a repetir, aos olhos da lei é legítimo. Mas, pelo que vemos, foi imoral, pois acabou por beneficiar apenas uma equipe: o Lakers.

Por isso, até que novos fatos e elementos apareçam, a conclusão que chego é que ele foi muito bem vetado pela NBA.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011 NBA | 22:49

CHRIS PAUL ACERTA COM O LAKERS. PRÓXIMO SERÁ DWIGHT HOWARD

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Ainda não é oficial, mas vamos tratar como tal: Chris Paul é do Lakers. CP3 desembarcará em Los Angeles numa troca envolvendo não apenas o New Orleans, mas também o Houston Rockets.

Ficou assim: o Lakers mandou Pau Gasol e Lamar Odom para o NOH. Mas Gasol seria mandado para o Houston, que enviaria para o Hornets Luis Scola, Kevin Martin e Goran Dragic.

Quem sai ganhando? Claro que o Lakers. Pega um dos melhores armadores da liga no momento e seu passo seguinte vai ser contratar Dwight Howard.

De que maneira? Mandando Andrew Bynum para a terra do Mickey Mouse. Não vale? Esquece, vai ser assim, porque o Lakers parece criança mimada: tudo o que ele quer ele consegue.

O time angelino ficará es-pe-ta-cu-lar!

Chris Paul
Kobe Bryant
?
?
Dwight Howard

Quem serão essas interrogações? Não importa. Com esses três jogadores no time, os demais serão apenas decoração do bolo.

Quanto ao New Orleans, ficou bem na fita, como se diz atualmente.

Goran Dragic
Kevin Martin
Lamar Odom
David West
Luis Scola

Coloquei West porque com um time desses é possível que ele renove com o New Orleans. E ainda tem o pivô Emeka Okafor, que num time bem montado pode render bem mais do que rende.

Houston? Bem, o sonho de Nenê jogar no Rockets foi para o espaço? De jeito nenhum: o time texano poderá fazer um garrafão interessante com Gasol e Nenê.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011 Sem categoria | 18:36

CHANDLER DIZ QUE DEIXA O DALLAS E TIME TEXANO PODE CONTRATAR NENÊ

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Tyson Chandler declarou o seguinte nesta quinta-feira: “Acho que estarei em uma nova equipe quando os treinamentos começarem. Estou atento a todas as opções para ver qual combina melhor comigo”.

Chandler, campeão da temporada passada com o Dallas, estaria disposto a deixar o Mavs porque, segundo ele, não foi procurado valorizado pela franquia ao não receber qualquer proposta para renovar seu contrato.

“Ficar em Dallas sempre foi minha primeira escolha”, disse Chandler. Mas…

Mas se a saída de Chandler (foto) se confirmar, as portas do Dallas se abrem para Nenê Hilário. Isso porque o outro pivô atraente neste mercado de “free agents” é Marc Gasol. Acontece que o espanhol não é um agente livre irrestrito, como Chandler e Nenê. Gasol é um agente restrito; ou seja: o Memphis pode igualar a melhor proposta recebida por Gasol e ele fica no Tennessee.

O Denver, no entanto, não quer abrir mão de Nenê. Também nesta quinta-feira, Masai Ujiri, gerente geral do Nuggets, disse que o foco principal da franquia é oferecer um novo contrato para o pivô brasileiro.

“Queremos Nenê de volta”, afirmou Ujiri. O executivo disse que passou o dia de ontem reunido com o agente de Nenê. É sempre bom lembrar: nas férias passadas, o Denver ofereceu a Nenê um contrato de US$ 50 milhões por quatro temporadas e ele disse não. Isso daria algo em torno de US$ 12,5 milhões por ano, US$ 1,5 milhão a mais do que ele ganharia nesta temporada caso optasse por jogar em Denver.

Quanto a Chandler, pra onde o pivô iria se não renovar com o Dallas? Fala-se em New Jersey. New Jersey? Pois é, New Jersey. Eu não trocaria o Dallas pelo Nets. Até porque Deron Williams teria dito que não vai estender seu contrato com a franquia. Com isso, o NJN ficaria pouquíssimo atraente.

Os dirigentes da franquia (leia-se o rapper Jay-Z) estão tentando convencer Dwight Howard a vestir a camisa 12 do Nets. DH, todavia, já disse que não quer. Disse que quer jogar em Los Angeles. O Clippers se entusiasmou e ofereceu um contrato para o Super-Homem. Ele agradeceu e disse que os executivos do Clippers não entenderam bem o que ele quis dizer com jogar em LA. O que Dwight quis dizer é que ele quer jogar é no Lakers, ao lado de Kobe Bryant.

Para realizar este sonho duplo, o Lakers estaria disposto a ceder Andrew Bynum ou Pau Gasol. O Orlando teria dito que topa o negócio, mas quer os dois. Aí a grana não bate, pois Gasol e Odom ganham juntos US$ 33,8 milhões, enquanto que Howard ganhará US$ 17,8 milhões nesta temporada. Haveria uma defasagem de US$ 16 milhões. Aí talvez o Lakers tivesse que aceitar no negócio Gilbert Arenas. Mas se isso ocorrer, os amarelinhos não teriam como usar a cláusula de anistia com Luke Walton ou Metta World Peace. Talvez o time venha usá-la com Arenas, o grande “mico” da NBA no momento.

Enfim, são negócios que os dirigentes de Lakers e Orlando teriam que resolver. Uma coisa, pra mim é certa: acho que DH (foto) sai da Flórida. E deve ser a qualquer momento, pois se o Magic não fizer negócio agora, ficará com as mãos abanando ao final da próxima temporada, quando o jogador tem a opção de exercer mais um ano de seu contrato ou não.

Quanto a Bynum, é importante dizer que o cara que o segura no Lakers é ninguém menos do que Jim Buss, filho de Jerry Buss, o dono da franquia. Jim foi convencido neste tempo de locaute de que os joelhos de Bynum o impedem de ser quem todos em LA gostariam que ele fosse. Portanto, o filho do chefe aceitou a realidade e já se mostra disposto a negociar seu dodoizinho.

Por falar em Bynum, o New Jersey também estaria de olho nele. Mas quem manifestou desejo abertamente foi o Minnesota Timberwolves. Isso porque o Lakers ofereceu Lamar Odom ao Wolves em troca de Derrick Williams, o explosivo ala de Arizona que foi recrutado pelo time de Minneapolis no “NBA Draft” passado.

Os dirigentes do Wolves disseram não e pediram Bynum ou Gasol. Aí quem disse não foi o Lakers.

Por que o Lakers ofereceu Lamar? Porque o jogador se apresentou nesta quinta-feira completamente fora de forma. Trouxe consigo um recheado cardápio de problemas vividos nestas férias. Um primo próximo morreu; Lamar atropelou um pedestre que veio a falecer dias depois; e parece ter estado mais focado no “reality show” ao lado de sua mulher, Khloe Kardashian, do que em cuidar da forma física e se apresentar bem para a temporada.

Ops! Notícia de última hora: o agente de Chris Paul afirmou que ele não vai assinar extensão de contrato com o New Orleans. O agente disse que o objetivo de CP3 é jogar em Nova York na próxima temporada ao lado de Carmelo Anthony e Amar’e Stoudemire. Uau!

O que os dirigentes do Hornets pretendem fazer então? Trocar CP3 com o Boston. Pegariam Rajon Rondo. Mas CP3 disse não. Disse que se for trocado, não assinará extensão de contrato com o Celtics, deixando o alviverde de Massachusetts sem alternativas para a posição ao final desta temporada. CP3 quer mesmo jogar no Knicks.

Enfim, o mercado está em efervescência. E é Importante dizer que se os times já podem conversar com os jogadores e seus agentes, os contratos só podem ser apresentados a partir do dia 9 de dezembro.

Vem muito mais por aí. Se aparecer algo novo eu aviso.

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011 NBA | 17:20

ESPECULAÇÕES COMEÇAM NA NBA: NENÊ PODE IR PARA O GOLDEN STATE OU INDIANA

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Os agentes livres desta temporada só vão poder conversar com equipes a partir do dia 9 de dezembro. Antes disso, nada feito. Portanto, os times terão apenas 16 dias para montar seus elencos.

Lá nos EUA é igual aqui no Brasil: a mídia adora especular. Os rumores, portanto, começam a ganhar corpo e já se fala sobre quem fica, quem sair e pra a aonde vai.

Nenê Hilário (foto), por exemplo, que figura na maioria das listas como o principal “free-agent” desta temporada, pode: 1) Renovar com o Denver; 2) Assinar com o Golden State; 3) Ir para o Indiana.

Desses três times, acho que Nenê deveria assinar com o Denver. Mas se fosse ele procuraria uma equipe melhor. Os três não são dignos, neste momento, de seu basquete.

O Indiana, dizem, se não fisgar Nenê correrá atrás de Paul Millsap, do Utah Jazz. Duas outras opções do Pacers: Carl Landry (New Orleans) e David West (New Orleans).

Já o Golden State, se não conseguir o são-carlense, vai atrás de: 1) Marc Gasol (Memphis); 2) Tyson Chandler (Dallas); 3) DeAndre Jordan (Clippers); 4) Sam Dalembert (Sacramento).

Mais do GSW: o time da Bay Area quer Brandon Roy (Portland).

Por falar no pivô haitiano naturalizado canadense, o New York também estaria interessado em Dalembert. Miami e Houston também teriam demonstrado vontade de contratá-lo.

O que eu acho? Furo n’água; Dalembert é preguiçoso, não vale o investimento.

Dois baixinhos que estarão livres no mercado são Jamal Crawford (Atlanta) e J.J. Barea (Dallas). O Lakers, dizem, namora os dois. Jamal, no entanto, pode voltar para o New York.

Uma coisa é certa: Crawford não fica na Geórgia.

Por falar em Lakers, o time de Los Angeles espera tirar proveito da nova lei de anistia do CBA que permite aos times cortar um de seus jogadores sem que esse contrato fique atrelado ao “salary cap”.

Rashard Lewis (Washington) e Baron Davis (Cleveland) são fortíssimos candidatos a serem dispensados por conta de seus altos salários. Rashard tem o segundo maior pagamento da NBA na atualidade (US$ 22,1 milhões por temporada, atrás apenas de Kobe Bryant, US$ 25,2 milhões), enquanto que Baron Davis não fica atrás (US$ 13,9 milhões).

Tudo indica que Washington e Cleveland vão dispensar os dois. Neste caso, eles ficariam com uma mão na frente e outra atrás. Ou seja: na rua da amargura.

Davis faz sentido, pois o time de Los Angeles precisa mesmo de um armador, pois Derek Fisher está velho. Mas para o lugar de Rashard há Lamar Odom. A menos que Lewis seja efetivado finalmente em sua verdadeira posição: ala.

Com a irregularidade e as maluquices de Ron Artest (ou Metta World Peace?), faz sentido.

Mas parece que o Lakers quer mesmo um ala de força. Tanto assim que os rumores também levam Andre Kirilenko para LA.

Por falar nesta nova lei de anistia da NBA, Gilbert Arenas é outro que deverá receber um pé nos fundilhos. Ele tem contrato que garante a ele US$ 62,4 milhões nos próximos três anos. Acho difícil que o Orlando não o dispense.

NA MÃO

Os times europeus que fizeram investimentos e estardalhaços ao contratar jogadores na NBA agora estão numa situação complicada.

Deron Williams (foto) deixará o Besiktas da Turquia e voltará para o New Jersey. Nicolas Batum dará adeus ao Nancy da França e voltará para o Portland. Omri Casspi fará o mesmo com o Maccabi Tel Aviv e regressará ao Cleveland, mesma atitude tomará Boris Diaw em relação ao JSA Bordeaux aterrissando em Charlotte. Danilo Galinari voltará imediatamente ao Denver depois de ter tido o gosto de jogar novamente na Itália (Olimpia Milano). E por falar em Denver, outro reforço do time colorado será Ty Lawson, que estava no Zalgiris Kaunas da Lituânia. Andrei Kirilenko, como vimos, não mais jogará pelo CSKA de Moscou, mas ainda não tem futuro definido na NBA.

Tyreke Evans nem chegou a vestir a camisa do Roma italiano: terá de regressar ao Sacramento com o fim do locaute.

Um jogador, no entanto, está inclinado a ficar na Europa: Rudy Fernandez. O ala, que acertou com o Dallas no final da temporada passada, joga agora no Real Madrid.

Rudy está feliz na capital espanhola. Por conta disso, os dirigentes merengues vão conversar com Mark Cuban e tentar convencê-lo a dispensar o jogador, usando exatamente a nova lei de anistia da NBA.

Não será fácil, pois Rudy é ótimo jogador e o Dallas o quer de qualquer maneira. Rudy, aliás, foi um pedido do técnico Rick Carlisle.

EPÍLOGO

Vamos aguardar pelos próximos passos. Muitas novidades vão surgir; muitas especulações ocorrerão.

É a vida voltando ao normal; felizmente.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

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