O JOGO TAMBÉM É HOJE
O jogo é hoje. Para o Orlando; ainda não para o Lakers.
Os floridenses conseguiram vencer pela primeira vez na série, terça-feira passada, diminuindo-a para 2-1 em favor dos angelinos. Venceram porque estiveram com a mão muitíssimo bem calibrada.
Repetir a dose esta noite será muito difícil, não impossível, mas pouco provável. Acertar 62.5% dos arremessos não acontece toda hora, menos ainda dois jogos seguidos.
Portanto, penso que se o Orlando quiser igualar a série, terá que inventar algo. O ideal seria criar estratagemas para surpreender os californianos.
O que fazer? Já dei minha contribuição: colocar Tony Battie como ala de força, passar Rashard Lewis para a ala e jogar Hedo Turkoglu na armação. Sobraria para Rafer Alston.
Isso desmontaria o sistema do Lakers. Sobraria para Derek Fisher, que ficaria sem função defensiva.
E com ele de fora, o Los Angeles perderia sua força nas bolas de três, uma vez que Fish melhorou seu rendimento de dois jogos para cá. Já não era sem tempo.
Alston jogou muito na terça, especialmente no primeiro quarto. Fez 20 pontos na partida, dez a mais do que a pontuação das duas pelejas anteriores.
Mas não acredito que o armador do Orlando vá repetir a dose. O jogo passado representou seus 15 minutos de fama, como dizia Andy Warhol.
Stan Van Gundy usou Battie e Rashard ao lado de Dwight Howard no encontro anterior. Não funcionou bem – mas foi por pouco tempo e pareciam desentrosados.
Enfim, esta é a minha contribuição. Mas quem tem que resolver o problema é Van Gundy, funcionário da franquia e muito bem pago para encontrar soluções para seus dilemas.
Para isso serve o treinador. Criar estratagemas, ciladas para o adversário principalmente quando se está em desvantagem.
Por falar em treinador, vocês viram o que Alonzo Mourning falou de Phil Jackson (acima, ao lado de Kobe, em foto AP)? Que o técnico do Lakers está no banco apenas para pedir tempo, que dorme o jogo inteiro e que o sucesso do time é fruto do talento de Kobe Bryant.
Mentiu?
De jeito nenhum; infelizmente, P-Jax tornou-se sinônimo de sonolência.
Além de dormir, tem tomado decisões equivocadas. No jogo passado, deixou Kobe de fora no começo do último quarto, colocando-o em quadra quando faltavam 7:13 minutos para o final da partida.
Quer dizer: desperdiçou quase cinco minutos do tempo derradeiro, que se iniciou com o Lakers atrás no marcador em oito pontos (83-75).
A justificativa de P-Jax: Kobe estava cansado. K24, no entanto, disse que não estava.
Falta se comunicação, de sintonia; sei lá, algo assim. Não só entre o treinador, mas entre os jogadores, em quadra, quando a tarefa era defender.
O Lakers vai ter que melhorar sua atitude defensiva se quiser ganhar. Ofensivamente o time já mostrou que está em ordem.
Ofensiva, aliás, que tem se mostrado o calcanhar de Aquiles do pivô Dwight Howard, como temos visto. Muitos frequentadores deste botequim têm dito exatamente isso: o Super-Homem só tem força, falta-lhe técnica.
Kareem Abdul-Jabbar, o maior artilheiro de todos os tempos na NBA e um dos maiores pivôs da história do basquete, disse isso esta semana. “Ofensivamente, ele [Dwight] é cru”, afirmou Kareem.
Mentiu?
De jeito nenhum; o próprio Howard reconhece que tem limitações. “O Kareem está certo”, admitiu, humildemente, o pivô do Orlando. “Eu preciso melhorar o meu repertório”.
Enfim, já falei demais. Estou ansioso, aguardando pelo início do quarto confronto.
O que eu acho que vai acontecer? Sou apenas o “barman”, vocês é que são os frequentadores deste botequim.
O que eu acho pouco importa, quero saber o que vocês acham.
Notas relacionadas:
Autor: Fábio Sormani Tags: Dwight Howard, Kareem Abdul-Jabbar, Kobe Bryant, Lakers, Magic, NBA, Orlando, Phil Jackson, Rashard Lewis, Stan Van Gundy









