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quinta-feira, 11 de junho de 2009 NBA | 18:01

O JOGO TAMBÉM É HOJE

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O jogo é hoje. Para o Orlando; ainda não para o Lakers.

Os floridenses conseguiram vencer pela primeira vez na série, terça-feira passada, diminuindo-a para 2-1 em favor dos angelinos. Venceram porque estiveram com a mão muitíssimo bem calibrada.

Repetir a dose esta noite será muito difícil, não impossível, mas pouco provável. Acertar 62.5% dos arremessos não acontece toda hora, menos ainda dois jogos seguidos.

Portanto, penso que se o Orlando quiser igualar a série, terá que inventar algo. O ideal seria criar estratagemas para surpreender os californianos.

O que fazer? Já dei minha contribuição: colocar Tony Battie como ala de força, passar Rashard Lewis para a ala e jogar Hedo Turkoglu na armação. Sobraria para Rafer Alston.

Isso desmontaria o sistema do Lakers. Sobraria para Derek Fisher, que ficaria sem função defensiva.

E com ele de fora, o Los Angeles perderia sua força nas bolas de três, uma vez que Fish melhorou seu rendimento de dois jogos para cá. Já não era sem tempo.

Alston jogou muito na terça, especialmente no primeiro quarto. Fez 20 pontos na partida, dez a mais do que a pontuação das duas pelejas anteriores.

Mas não acredito que o armador do Orlando vá repetir a dose. O jogo passado representou seus 15 minutos de fama, como dizia Andy Warhol.

Stan Van Gundy usou Battie e Rashard ao lado de Dwight Howard no encontro anterior. Não funcionou bem – mas foi por pouco tempo e pareciam desentrosados.

Enfim, esta é a minha contribuição. Mas quem tem que resolver o problema é Van Gundy, funcionário da franquia e muito bem pago para encontrar soluções para seus dilemas.

Para isso serve o treinador. Criar estratagemas, ciladas para o adversário principalmente quando se está em desvantagem.

Kobe e Phil Jackson

Por falar em treinador, vocês viram o que Alonzo Mourning falou de Phil Jackson (acima, ao lado de Kobe, em foto AP)? Que o técnico do Lakers está no banco apenas para pedir tempo, que dorme o jogo inteiro e que o sucesso do time é fruto do talento de Kobe Bryant.

Mentiu?

De jeito nenhum; infelizmente, P-Jax tornou-se sinônimo de sonolência.

Além de dormir, tem tomado decisões equivocadas. No jogo passado, deixou Kobe de fora no começo do último quarto, colocando-o em quadra quando faltavam 7:13 minutos para o final da partida.

Quer dizer: desperdiçou quase cinco minutos do tempo derradeiro, que se iniciou com o Lakers atrás no marcador em oito pontos (83-75).

A justificativa de P-Jax: Kobe estava cansado. K24, no entanto, disse que não estava.

Falta se comunicação, de sintonia; sei lá, algo assim. Não só entre o treinador, mas entre os jogadores, em quadra, quando a tarefa era defender.

O Lakers vai ter que melhorar sua atitude defensiva se quiser ganhar. Ofensivamente o time já mostrou que está em ordem.

Ofensiva, aliás, que tem se mostrado o calcanhar de Aquiles do pivô Dwight Howard, como temos visto. Muitos frequentadores deste botequim têm dito exatamente isso: o Super-Homem só tem força, falta-lhe técnica.

Kareem Abdul-Jabbar, o maior artilheiro de todos os tempos na NBA e um dos maiores pivôs da história do basquete, disse isso esta semana. “Ofensivamente, ele [Dwight] é cru”, afirmou Kareem.

Mentiu?

De jeito nenhum; o próprio Howard reconhece que tem limitações. “O Kareem está certo”, admitiu, humildemente, o pivô do Orlando. “Eu preciso melhorar o meu repertório”.

Enfim, já falei demais. Estou ansioso, aguardando pelo início do quarto confronto.

O que eu acho que vai acontecer? Sou apenas o “barman”, vocês é que são os frequentadores deste botequim.

O que eu acho pouco importa, quero saber o que vocês acham.

Notas relacionadas:

  1. LAKERS VENCE O JOGO DO ANO
  2. A BOLA DO JOGO
  3. UM JOGO ESQUISITO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

quarta-feira, 10 de junho de 2009 NBA | 11:48

UM JOGO ESQUISITO

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Foi um jogo esquisito, diz o título.

O Orlando teve um aproveitamento incrível de 62.5% de seus arremessos, recorde da NBA em uma decisão de título (no primeiro tempo foi de 75%, outro recorde), mas ganhou a partida por apenas quatro pontos: 108-104 – quando na verdade poderia ter sido de apenas dois se Kobe Bryant não fizesse aquela falta desnecessária no final da peleja.

Qual a mensagem que a porfia de ontem nos deixou?

Que o se o Orlando tivesse tido um aproveitamento dentro da normalidade (na fase de classificação foi de 43.3%), teria perdido o jogo novamente. Mais ainda: se o Magic quiser ganhar outra vez amanhã à noite – e quer –, vai ter que seguir batendo recordes de arremessos.

Orlando de Rashard Lewis não vai acertar todos seus arremessos sempre

Sim, pois sua defesa não oferece resistência ao Lakers.

No primeiro jogo da série, o Los Angeles teve aproveitamento de 46.1%; no segundo, 46.2%; e ontem 51.3%.

Muita coisa.

Assim vai ficar difícil reverter a série e viajar para a Califórnia com uma vantagem de 3-2, jogando a pressão todinha pra cima do adversário e, quem sabe, entrar para a história da NBA como a quarta franquia a sair de uma desvantagem de 2-0 para conquistar o título.

O Orlando tem que entender que não dá para ter um aproveitamento de 62.5% nos chutes todas as noites. Há que se melhorar a defesa e segurar o Lakers abaixo dos 40% (35% seria o ideal) e aproveitar mais de 45% de seus tiros nos próximos dois jogos se quiser, como disse, reverter a série.

Caso contrário, não vai ganhar o título de jeito nenhum.

CONFUSÃO

E tem mais: não vai ser todas as noites que o Lakers vai mostrar-se confuso em quadra como o fez no final do jogo de ontem.

Mickael Pietrus acertou dois lances livres e colocou o Orlando na frente em 106-102 a 28.7 segundos do final. Com todo esse tempo disponível, os jogadores do Lakers, inexplicavelmente, começaram um festival de arremessos de três sem o menor sentido.

Primeiro foi Kobe Bryant quem errou; depois Trevor Ariza; na sequência, novamente Kobe; e finalmente Derek Fisher.

Pra que esse desespero? Era armar uma jogada simples, para um tiro curto, de dois pontos, baixar a diferença para dois pontos, pressionar a saída de bola do Orlando e se não obtivesse sucesso no desarme, buscar a falta.

O Magic poderia errar um dos dois arremessos, e, aí sim, buscar uma cesta de três para levar o jogo para a prorrogação. Ou não, pois dependendo do tempo que faltaria para acabar a partida uma nova cesta segura, da zona morta ou no pivô, poderia ser a melhor solução.

Mas não foi o que se viu.

O que se viu foi um Lakers que mais parecia o Orlando no final da partida: um time imaturo em quadra, que parecia estar disputando sua primeira partida numa decisão de título.

Onde estavam a experiência e a sabedoria de Kobe e Phil Jackson naquele momento?

Foi a sétima derrota seguida do Lakers fora de casa em uma decisão. Igualou-se ao Fort Wayne Pistons, que na decisão do título da temporada 1955-56 atingiu esta marca.

ENGANO

Como disse no jogo passado, não se deixe levar pelos números. Kobe Bryant marcou 31 pontos, terminou como cestinha do jogo, mas voltou a pecar – e muito.

Primeiro foi nos lances livres. Teve um aproveitamento pífio: 50% (5-10). Se tivesse chegado a 90% (dentro de sua média nestes playoffs), teria levado o jogo para a prorrogação.

Depois, negou fogo durante quase todo o jogo. Seu desempenho limitou-se basicamente ao primeiro quarto, quando anotou 17 pontos – fez mais quatro no segundo e fechou o primeiro tempo com 21.

No segundo tempo, fez apenas dez pontos e mostrou um aproveitamento de 4-15 (26.7%). Foi neste período que Bryant errou a maioria de seus lances livres.

Finalmente, fracassou no final da partida duas vezes em menos de três segundos. No início da jogada, foi desarmado por Dwight Howard; Pau Gasol conseguiu recuperar a bola e passar para Kobe, que perdeu o controle e deixou-a nas mãos de Mickael Pietrus.

Um horror.

Agora, sabe o que a estatística anotou? Está sentado? Se não tiver, sente. A estatística anotou erro para Gasol que fez um passe equivocado para Kobe.

Pode? Gasol errou aonde? Ele recuperou, isto sim, a bola e jogou-a nas mãos de Bryant e este não teve agilidade e domínio suficientes para não deixá-la escapar novamente.

Por isso que eu sempre digo aqui neste botequim: não se fie sempre nas estatísticas, pois elas mentem – e não são poucas as vezes.

CALIBRE

O Orlando teve cinco jogadores com um duplo dígito nos arremessos. Dwight Howard e Rashard Lewis fizeram, cada um, 21 pontos e foram os cestinhas do time.

Depois apareceu Rafer Alston, que teve uma atuação de gala. O armador anotou 20 pontos e merecia mais minutos em quadra do que os 37 que Stan Van Gundy reservou para ele.

Finalmente, com 18 tentos cada um, Hedo Turkoglu e Mickael Pietrus.

Vejam que o Magic teve, portanto, cinco jogadores que fizeram 18 pontos ou mais.

Inacreditável.

REBOTES

Com um aproveitamento de 62.5% por parte do Orlando em seus arremessos e de 51.3% do lado do Lakers, foram poucos os ressaltos disponíveis na partida. Para ser exato, 56 no total.

O Magic fisgou 29, dois a mais que o time californiano.

Pau Gasol, por exemplo, pegou apenas três. Mas Dwight Howard confiscou 14 e foi o único jogador em quadra a ter um duplo dígito neste fundamento.

Foi, também, o solitário atleta nos “double-doubles”.

Como disse na abertura de nosso papo, foi um jogo esquisito.

Notas relacionadas:

  1. LAKERS VENCE O JOGO DO ANO
  2. O JOGO MAIS SEM GRAÇA DA TEMPORADA
  3. A BOLA DO JOGO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 9 de junho de 2009 NBA | 14:46

PRESSÃO NA FLÓRIDA

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Lakers x MagicO jogo é hoje. Para o Orlando; não para o Lakers.

Os amarelinhos sabem que há dois encontros reservados para Los Angeles, caso haja necessidade, onde eles já venceram duas vezes. Outro par de vitórias caseiras e o time conquista seu 15o. título de campeão.

Portanto, jogar pressionado por quê?

A responsabilidade de vitória está mesmo nas costas do Orlando. Aliás, não só esta noite, mas também na quinta e no domingo – se houver este confronto, diga-se.

Estará, o Magic, desta forma, sempre pressionado. Já o Lakers….

O formato 2-3-2, questionado por alguns  frequentadores deste botequim, é de fato excelente para quem tem a vantagem – no caso, o time da terra do cinema.

Lakers, abrindo um parêntese, que foi um dos três times a perder uma decisão depois de ter aberto 2-0 na série final. Isso aconteceu em 1969 diante do Boston.

(Nas outras duas ocasiões, o Portland bateu o Philadelphia em 1997 por 4-2 e em 2006, como falamos ontem, o Miami ganhou do Dallas.)

Apesar de ter sido derrotado pelo Celtics, o MVP daquela final de 69 foi parar nas mãos de Jerry West. Foi a única vez na história da liga que um jogador do time perdedor ficou com o troféu.

Jerry West, cujo logotipo da NBA foi inspirado, teve média de 38 pontos por partida, mas não conseguiu evitar a derrota do Lakers. Mesmo jogando em casa o sétimo embate, foi batido por 108-106.

No final da partida, os jogadores do Boston foram até o vestiário do Lakers consolar West, um cavalheiro em quadra, admirado pelos oponentes e adorado pelos companheiros.

Naquela época, o formato das finais era diferente. Este era o desenho: 2-2-1-1-1 – exatamente o mesmo dos playoffs dentro das conferências.

O Lakers abriu 2-0. Depois foi derrotado nos dois encontros em Boston. Voltou a ganhar em LA, mas perdeu na sequência em Massachusetts. No sétimo prélio, como vimos, perdeu o campeonato, dentro do Forum de Inglewood.

A situação agora é diferente. O Orlando não é o Boston, nem tem um jogador como Bill Russell, apesar de contar com Dwight Howard.

O Magic procura inspiração no Celtics, mas não o de 69, mas sim no atual. Inspira-se nas semifinais destes playoffs, quando o time ganhou o sétimo jogo em Massachusetts e classificou-se para decidir a conferência diante do Cleveland.

Por que não repetir agora? Não é impossível, mas é muito pouco provável, até porque o Orlando não é o Boston, a eterna pedra no sapato do Lakers.

“O Lakers é um grande time, mas não podemos desistir”, disse o técnico Stan Van Gundy.

Não podem mesmo.

Nem nós queremos que isso aconteça, pois torcemos por uma série longa. Caso contrário, voltaremos a ver a bola pingando apenas em novembro.

É muito tempo.

MUDANÇAS

Hedo Turkoglu

Penso todos os dias nesta mudança tática que o Orlando poderia promover no jogo desta noite. Acho que, realmente, Stan Van Gundy poderia dar mais minutos em quadra para um time mais alto e forte no garrafão.

O que eu faria?

Simples: passaria Hedo Turkoglu para a armação, colocaria Mickael Pietrus e Rashard Lewis nas alas e no pivô faria Tony Battie fazer companhia para Dwight Howard.

Rafer Alston e Jameer Nelson, os dois armadores do Orlando, não estão jogando tanto assim a ponto de nem se pensar nesta alternativa. Turkoglu já mostrou que pode muito bem levar a bola.

Ademais, não seria uma formação para jogar os 48 minutos. Seria alternativa de jogo, para tentar mudar o cenário, desfavorável ao Orlando neste momento.

IGUAL

Quanto ao Lakers, não há motivo algum para promover mudanças. Venceu os dois jogos em casa.

No primeiro, com uma atuação de gala de Kobe Bryant; no segundo, com Pau Gasol e Lamar Odom segurando a onda legal por causa de uma atuação confusa de Kobe.

Melhor ainda: Derek Fisher deu o ar da graça no encontro de domingo passado.

Só falta Andrew Bynum.

OBRIGADO

Perguntado sobre por que jamais dirigiu a seleção dos EUA em Olimpíada ou Mundiais, Phil Jackson deu a resposta ontem em Orlando. Disse ele: “Há seis, oito anos, quando Mitch Kupchack [gerente geral do Lakers] trabalhava na USA Basketball, ele me perguntou se eu gostaria de fazer parte do ´staff´ técnico e eu disse não”.

Disse mais: “Não era algo que eu gostaria de fazer. [Por isso] optei por não aceitar o convite”.

Mais ainda: naquela época, P-Jax revelou que também foi convidado para dirigir o time do Canadá nos Jogos Olímpicos, mas não aceitou. “Steve Nash não era, naquela época, um jogador maduro”.

ALL-STAR GAME

A NBA anunciou ontem que o “All-Star Game” de 2011 será em Los Angeles. É bom lembrar que a cidade sediou o evento há seis anos.

A festa, ano que vem, acontecerá em Dallas. Este ano, como a gente sabe, foi em Phoenix.

Anteriormente, em New Orleans, Las Vegas, Houston…

O que estas cidades têm em comum? São quentes mesmo na época do inverno norte-americano.

O comissário David Stern, presidente da NBA, admitiu que o clima tem peso importante na decisão da liga no momento da escolha das cidades.

“Estas cidades são mais atrativas para os fãs”, disse Stern.

Azar de Boston, que luta para abrigar o evento, o que não ocorre desde 1964.

Notas relacionadas:

  1. DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS
  2. MISSÃO CUMPRIDA
  3. A BOLA DO JOGO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

segunda-feira, 8 de junho de 2009 NBA | 12:58

A BOLA DO JOGO

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Os lances decisivos

Courtney Lee teve a bola do jogo nas mãos (acima, à direita, em imagem AP). Talvez a bola do campeonato.

Faltava 0.6 segundo para o final do tempo normal e o placar do telão central do Staples Center luzia um empate em 88 pontos. Kobe Bryant, momentos antes, acabara de levar um toco humilhante de Hedo Turkoglu (acima, à esquerda, em imagem AP), que pegou a bola e imediatamente pediu tempo.

O tempo era escasso para qualquer coisa. Menos para fazer uma cesta – o basquete é assim, nenhum outro esporte é como ele.

Dizia eu que faltava 0.6 segundo para o final do tempo normal e o placar do telão central do Staples Center luzia um empate em 88 pontos.

O passe lateral, feito por Turkoglu, foi perfeito. Lee correu pelas costas de Kobe, que o perdeu de vista de maneira comprometedora. A sorte do Lakers foi que o armador do Orlando deixou de fazer uma das cestas mais possíveis de serem feitas; seu erro impediu o Magic de conquistar sua primeira vitória em um jogo decisivo da NBA.

Sim, pois no tempo extra – que não foi evitado com o desperdício de Lee – o Lakers fez 13-8 no Orlando e venceu a contenda por 101-96. Agora o time da Flórida computa seis derrotas em seis jogos decisivos.

E o Lakers abriu 2-0 na série final. Coloca a mão na taça.

JUSTIÇA

Os torcedores do Lakers viram a viola em cacos. A sorte deles foi o azar de Courtney Lee – ou incompetência, como queiram.

A bem da verdade, o mais justo seria a vitória do Orlando. O time jogou muito bem, sem mexer na sua estrutura, atuando com um pivô e quatro abertos, como fez durante toda a competição.

Marcou com intensidade, especialmente Hedo Turkoglu a Kobe Bryant, fez seu jogo interior e exterior funcionarem e encarou de igual para igual os anfitriões, pouco se importando com a pressão que vinha do lado de fora, especialmente de Jack Nicholson, que tentou “apitar” a partida de sua privilegiada cadeira de pista.

Foi mesmo o Orlando que a gente viu na decisão do Leste diante do Cleveland.

Mas perdeu uma chance e tanto. Talvez não haja outra oportunidade como essa.

O Lakers abriu as portas ao Orlando; Kobe, esqueça os números, jogou mal.

Forçou demais o jogo em muitos momentos e por conta disso não envolveu seus companheiros como deveria.

A sorte dele foi que Lamar Odom e Pau Gasol seguraram a onda.

Lamar fez 19 pontos. No último quarto do tempo normal foi o suporte que Kobe precisava. Gasol cravou um “double-double” ao anotar 24 pontos e apanhar dez rebotes.

O espanhol foi de uma regularidade impressionante.

Como disse, os dois jogaram muito bem. Foram o desafogo do time em muitos momentos, especialmente aqueles em que Kobe esteve confuso.

BRILHO

Como disse acima, foi o Orlando que a gente viu diante do Cleveland.

Rashard Lewis desencantou: anotou 34 pontos e jogou como gente grande. Acertou 50% de seus arremessos de três (6-12) e ajudou na melhora do desempenho da equipe nesses tiros longos, não no percentual, mas no volume: o Orlando arremessou nada menos do que 30 bolas triplas e acertou dez.

Rashard apanhou ainda 11 rebotes e deu sete assistências; quase um “triple-double”. Foi o melhor jogador em quadra.

Hedo Turkoglu marcou 22 pontos, seis rebotes e quatro assistências. Mas o mais importante foi o trabalho defensivo em cima de Kobe Bryant.

Foi quem melhor marcou o armador do Lakers neste campeonato. Stan Van Gundy, com certeza, vai repetir este duelo amanhã à noite na Flórida, no primeiro de três jogos na quadra do Orlando.

Dwight Howard também fez um “upgrade” em seu desempenho. Acertou 50% de seus arremessos (5-10), errou apenas dois lances livres (7-9), totalizando 17 pontos. Confiscou 16 dos 44 rebotes que o Magic pegou na partida e foi decisivo para o time bater o Lakers neste fundamento em 44-35.

Teve dificuldades para marcar Pau Gasol, mas, como sabemos, ele joga praticamente sozinho dentro do garrafão. Não é fácil marcar todos os grandalhões adversários.

NÚMEROS

Em toda a história da NBA, sempre que um time da casa fez 2-0 ele acabou vencedor da série em 94.2% desses confrontos. Apenas três times conseguiram reverter esta situação, o último deles foi o Miami, em 2006, diante do Dallas.

Enquanto há vida, há esperança.

De fato, o Orlando tem mesmo que se apegar em frases feitas para não esmorecer neste instante. A situação ficou complicadíssima.

Notas relacionadas:

  1. LAKERS VENCE O JOGO DO ANO
  2. O JOGO MAIS SEM GRAÇA DA TEMPORADA
  3. A LÓGICA E A SURPRESA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

sábado, 6 de junho de 2009 NBA | 15:55

MUDANÇA DE TIME — E DE RUMO

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O Lakers já avisou: a tática continuará sendo a mesma. Ou seja: minar o jogo de Dwight Howard.

Andrew Bynum e Pau Gasol, ambos com 2m13 de altura, e Lamar Odom, 2m08, continuarão atormentando a vida do Super-Homem, dois centímetros mais baixo que os dois grandalhões do time angelino.

No jogo inicial da série decisiva da NBA, os três conseguiram passar a perna em Dwight. O “big man” do Orlando não encontrou espaços para jogar e arremessou apenas seis bolas contra o aro adversário – acertou apenas uma.

Nas outras 16 tentativas, sofreu falta e foi para a linha do lance livre. Converteu uma dezena daqueles arremessos, desempenho nada mais do que regular.

Além disso, os três pivôs do Lakers, no ataque, atingiram o alvo em 15 oportunidades dos 41 acertos do time de Los Angeles. Ou seja, 14 a mais do que DH (foto AP).

Além disso, como eu falei, na briga pelos rebotes os amarelinhos (que vão jogar de branco amanhã, porque amanhã é domingo e domingo os amarelinhos jogam de branco) confiscaram 55 deles, enquanto que o Orlando ficou com 41.

E tem mais: 56 dos 100 pontos do Lakers foram feitos dentro do garrafão, enquanto que o Magic anotou apenas 22.

O que fazer para resolver esse problema? Deixar Dwight sozinho, à procura de uma saída para esta sinuca de bico ou colocar alguém mais para ajudá-lo?

Se Stan Van Gundy optar pela primeira alternativa, pode pagar um preço alto demais, pois, apesar do apelido, Howard não é nenhum super-homem. Se o treinador cravar na segunda alternativa, vai contrariar todo um sistema de jogo que foi utilizado durante a temporada e que foi o responsável por levar o Orlando à final.

Sim, pois se Van Gundy colocar, por exemplo, Tony Battie na equipe, ele vai ter que tirar um dos alas do quinteto que estiver em quadra. Quem sacar? Rashard Lewis, Hedo Turkoglu ou Courtney Lee/Mickael Pietrus?

Se a gente considerar que as bolas longas do Orlando não funcionaram no primeiro jogo da série decisiva, a alternativa “a” (colocar Battie ou mesmo Marcin Gortat na equipe titular) pode ser a que martela a cabeça do treinador neste momento.

Com isso, deve pensar Van Gundy, o time ganharia no jogo interior e poderia não apenas melhorar seu desempenho ofensivo como evitar a eficiência do ataque adversário dentro do garrafão.

E quem tirar do time então? A lógica manda Rashard para o banco, pois ele vem jogando há duas temporadas como ala de força, embora a ala seja a sua posição de origem.

Mas isso também não importa muito, pois o basquete não é como o futebol. No esporte da bola ao cesto o treinador pode modificar o time quantas vezes quiser.

Por isso mesmo, penso que Van Gundy dará mais minutos a Battie e Gortat no jogo de amanhã. Arrisco mais: acho que ele modificará o quinteto titular.

Sairá com a seguinte equipe: Rafer Alston, Courtney Lee, Hedo Turkoglu, Tony Battie e Dwight Howard.

Notas relacionadas:

  1. CRISE QUE PODE CUSTAR A VAGA
  2. JAMEER PERTO DA VOLTA
  3. A MATEMÁTICA DO LAKERS
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sexta-feira, 5 de junho de 2009 NBA | 12:30

FERA À SOLTA

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fera à solta na decisão da NBA

Os dentes cerrados, a expressão felina de quem procura a sua presa. A fome era grande demais.

Havia um ano que o animal não se alimentava. Finalmente encontrou seu alvo: foram duas horas e meia a se saciar pelo impecável parquete do Staples Center.

Os movimentos foram perfeitos, frutos de um corpo esbelto, esguio, longitudinal, musculoso, muito bem distribuídos pelo seu 1m98 e 93 quilos. Atacou sua presa de diversas maneiras, impossibilitando a defesa.

Foram também emboscadas aqui e ali, como se surgisse do nada. Em outras vezes, perseguições em alta velocidade.

Fez novamente da surpresa seu cartão de visita. Com ela, impediu o inimigo de entrincheirar-se.

Onde? Como? De que forma? Foram perguntas que a presa se fez durante as duas horas e meia de uma caça impiedosa.

Nenhuma resposta.

Kobe Bryant foi mortal.

Comportou-se como um animal adulto, sabendo o local e a hora certa de atacar. Aniquilou o adversário, e com seus 40 pontos, oito rebotes e igual número de assistências comandou a vitória do Lakers diante do Orlando por 100-75, no primeiro jogo da série decisiva da NBA.

Após a partida os dentes não estavam mais cerrados. A expressão felina desapareceu.

A fera estava saciada.

Domingo tem mais.

O JOGO

À exceção do primeiro quarto, quando venceu o Lakers por 24-22, nos demais três períodos da contenda o Orlando foi completamente dominado pelo oponente.

Perdeu o segundo por 31-19, o terceiro por 29-15 e o quarto por 18-17.

Foram 25 pontos de diferença em favor dos amarelinhos no primeiro embate da série decisiva desta temporada. A sexta maior margem favorável a um vencedor.

A maior de todos pertence ao Bulls de Michael Jordan, que nas finais de 1992 bateu o Portland por 122-89 no primeiro jogo da série, realizado em Chicago.

O que aconteceu com o Orlando, cantado por muitos – inclusive por mim – como favorito nesta série pelo esplendor de seu jogo diante do Cleveland?

O Lakers marcou muito – e atacou na mesma proporção.

Mas vamos falar em defesa primeiro.

A marcação do time angelino em cima de Dwight Howard beirou a perfeição. O Super-Homem fez um jogo opaco, pois acabou presa da marcação adversária, que em muitas ocasiões chegou a colocar três jogadores em cima dele.

Dwight deixou a quadra com apenas 12 pontos, sendo que dez deles foram marcados em lances livres. Acertou apenas um de seus parcos seis arremessos.

Além disso, o Orlando, não conseguiu fazer de suas bolas de três um veneno sem antídoto. Foram apenas oito bolas corretas em 23 tentadas, com um desempenho de apenas 34.8%.

Na série diante do Cavs, o Magic encestou 62 bolas das 152 atiradas contra a cesta adversária. Aproveitamento de 40.8%.

Mas não foram apenas nos tiros longos que o Magic desapontou. Nas bolas duplas o aproveitamento de apenas 27.7%: 15-54. Pode?

Com a mão descalibrada não dá mesmo para vencer.

E por que esteve descalibrada?

Por dois motivos, a meu ver: pela boa marcação do Lakers e também pelo nervosismo inerente a quem chega a uma decisão, vista por todo o planeta, completamente sem experiência.

Isso pesa – e muito.

Em contrapartida, o Lakers também não mostrou mão na forma nas bolas de três. Seu aproveitamento no jogo foi só de 33.3%.

Mas ao contrário do Orlando, o Lakers descartou a tática. Arremessou apenas nove bolas – acertou três.

Procurou, então, concentrar seu jogo no perímetro e no interior do garrafão.

Encestou 38 de suas 80 bolas. Performance de 47.5%. Muito bom.

Seus pivôs deixaram 26 tentos no cesto do Orlando. Os grandalhões do Magic, Dwight Howard, Marcin Gortat e Tony Battie, fizeram só 16.

E mais: esta marcação intensa no garrafão rendeu ao Lakers uma estrondosa vitória nos rebotes: 55-41.

Além disso, os homens de fora, Hedo Turkoglu, Mickael Pietrus, Courtney Lee e Rafer Alston, tormento dos adversários até então, marcaram ontem, em conjunto, os mesmos 40 pontos que Kobe Bryant, sozinho, anotou durante toda a contenda.

Produção pobre para quem quer ganhar pela primeira vez o título de campeão da NBA.

SUPERSTIÇÃO

Esta vai para os supersticiosos: Phil Jackson jamais perdeu uma série onde o time dele ganha o primeiro jogo. Placar: 40-0.

Se a escrita se confirmar, o Lakers pode se considerar o campeão desta temporada.

Antes da partida de ontem, o time californiano, comandado por P-Jax, havia perdido a primeira peleja nas decisões de 04, diante do Detroit, e no ano passado, contra o Boston.

ESTIAGEM

O Orlando, com a derrota de ontem, tem agora um desempenho de 0-5 em jogos finais.

É a terceira franquia na história da NBA a ter um desempenho desses.

Notas relacionadas:

  1. SEM CORAÇÃO DE CAMPEÃO
  2. UMA AULA DEFENSIVA
  3. IGUALDADE LÁ E CÁ
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

quinta-feira, 4 de junho de 2009 NBA | 13:59

COMPARAÇÃO ENTRE OS FINALISTAS

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Vamos fazer uma comparação entre as principais peças dos finalistas da NBA. Quem leva a melhor nos confrontos diretos entre Los Angeles Lakers e Orlando Magic na decisão que começa nesta quinta-feira?

Derek Fisher (Lakers) x Rafer Alston (Magic)

Não sei mais o que o Fisher faz em quadra. Na verdade, o Phil Jackson usa o Fisher para os arremessos de três pontos, jogar aberto e, com isso, aliviar a pressão em cima do Kobe. Como ele não tem acertado, está sem função no jogo. E tem marcado muito mal. A armação fica por conta do Kobe, algumas vezes do Lamar Odom. Em raras oportunidades você vê o Fisher com esta incumbência em quadra. Em compensação, o Alston arma o jogo do Orlando, tem um bom jogo de infiltração, e seus arremessos de três pontos, se não são tão precisos quanto os de Turkoglu, Lewis e Pietrus, principalmente os dois últimos, também têm sua dose de veneno.

Vantagem: Orlando.

Kobe Bryant (Lakers) x Courtney Lee (Magic)

A comparação é covardia. Kobe é hoje o melhor jogador de basquete do planeta. Faz de tudo em quadra. Seu arsenal ofensivo dificulta a marcação do adversário, já que pode usufruir de tiros de longa, média e até mesmo de curta distância, com as infiltrações. Sem contar que sabe distribuir o jogo. Na defesa, é um dos melhores marcadores da liga. Lee é um novato, coitado. Vai tentar fazer das tripas coração para conter o Kobe, mas não tem munição suficiente para isso.

Vantagem: Lakers, de longe.

Trevor Ariza (Lakers) x Hedo Turkoglu (Magic)

A altura é um dos grandes diferenciais do Turkoglu em relação aos seus marcadores. Neste caso, tem 2,08 m contra 2,03 m do Ariza. Mesmo grande, tem habilidade que o favorece no drible e, em muitos casos, até para a infiltração, para o chute à meia distância e a bandeja. Ariza é ótimo marcador, mas terá muita dificuldade neste confronto. Tem de fazer da agilidade seu maior trunfo neste embate. Quando tiver posse de bola, a mesma coisa: tem de ser rápido para se livrar da marcação. Quando pressionado, a diferença de tamanho pode lhe dificultar o arremesso.

Vantagem: Orlando.

Pau Gasol (Lakers) x Rashard Lewis (Magic)

É um dos duelos mais interessantes desta série. Rashard basicamente ataca como um ala e, não, como ala-de-força. Isso deve complicar a defesa do Lakers como um todo. Porque pode colocar o Gasol forçosamente em cima do Dwight Howard para fazer a dobra. O espanhol não tem velocidade e agilidade para marcar o rival na linha dos três. Em contrapartida, no ataque, se o Lakers estiver em quadra com Gasol de ala-de-força, isso pode dificultar a defesa do Orlando, porque o Rashard joga improvisado. Pode sobrecarregar o trabalho defensivo do Dwight Howard.

Vantagem: Lakers

Andrew Bynum (Lakers) x Dwight Howard (Magic)

O Andrew Bynum é dois centímetros mais alto que o Howard (2,13 m contra 2,11 m), mas o jogador do Orlando é muito mais atlético, então a diferença inexiste. A ideia do Lakers é afastar o Howard da cesta. O Bynum tem bom tamanho, mas não sei se teria força para isso. Quando for atacar, a desvantagem é muito grande em favor do Howard, que foi eleito o melhor defensor da temporada e vai pegar um jogador que não encontrou seu ritmo de jogo. Este duelo também é covardia, a vantagem do Howard é muito grande. O Bynum vai precisar de ajuda.

Vantagem: Orlando, de longe.

Lamar Odom (Lakers) x Mickael Pietrus (Magic)

Pietrus, na verdade, é mais titular que o Lee. Tem uma importância para o Orlando tão grande como o Lamar para o jogo do Lakers. Sabe marcar e vai ajudar a fazer a marcação em cima do Kobe. Tem uma visão periférica de quadra que poucos têm. Sabe se locomover e encontrar os espaços ofensivos para seus chutes de três, que são poderosos. Isso pode cansar muito o Kobe. O Lamar vai entrar para marcar o Rashard Lewis. O duelo basicamente será este. Se jogar como na fase de classificação, tem condição de fazer um duelo muito interessante. Se o rendimento for como o de suas atuações contra Utah Jazz e, principalmente, Houston Rockets, nos playoffs, fica difícil. Resta saber qual vamos encontrar nesta série.

Vantagem: Empate

Phil Jackson (Lakers) x Stan Van Gundy (Magic)

Phil Jackson é o técnico mais vencedor da liga, ao lado de Red Auerbach, mas nesta década, à exceção do início (sendo campeão em 2001 e 2002 para completar o tricampeonato iniciado em 2000), não vem tão bem, pois perdeu as duas finais, diante do Detroit e do Boston. Ele não tem se mostrado tão ativo no banco de reservas. Embora sua característica seja mais “zen”, como dizem, nos grandes momentos dava para ver que tinha o controle do jogo e do time. Hoje está, parece, muito passivo. Seu grande desafio é mostrar que não está ultrapassado. Também conta com bons assistentes técnicos. Kurt Rambis está bem cotado para assumir o cargo de comandante do Sacramento Kings. Jim Cleamons é seu longo companheiro, dos tempos de Chicago Bulls. Frank Hamblen também está com ele há tempos. E há o Tex Winter como consultor ainda.

Stan Van Gundy parece um técnico muito centralizador. Tem controle absoluto do time, e não sei se isso é bom. No momento de dúvida, não sei para quem pode recorrer, pois não parece utilizar o apoio de sua equipe. Seus assistentes podem parecer só de figuração. É sua primeira final. Teoricamente a experiência do Jackson lhe dá vantagem.

Vantagem: Lakers

Notas relacionadas:

  1. SEM CORAÇÃO DE CAMPEÃO
  2. UMA AULA DEFENSIVA
  3. DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

quarta-feira, 3 de junho de 2009 NBA | 20:00

A MATEMÁTICA DO LAKERS

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Dwight Howard continua tirando o sono do Lakers. Até a calculadora foi requerida para conter o Super-Homem da Flórida.

Phil Jackson – que tenta mostrar nesta série final que não está ultrapassado – já traçou o plano: vai revezar três jogadores na marcação do João Grandão. Fala-se em Andrew Bynum, Pau Gasol e DJ Mbenga, todos com 2m13 de altura, dois centímetros a mais que Howard.

Ou seja: o time terá à disposição 18 faltas por partida. Nem precisava de calculadora; a conta é simples.

Não acredito, todavia, que P-Jax vá arriscar Gasol na marcação de Howard. Até porque o objetivo é evitar que ele enterre ou jogue a bola na tabela para pontuar.

Se Howard tiver que arremessar a partir de um metro da cesta a chance de ele errar é grande. Assim como Shaquille O’Neal, Dwight não tem muitos recursos; assim como Shaq, vale-se mais de sua força física do que de seu talento.

Dwight é diferente de Yao Ming, David Robinson e Patrick Ewing. E nem se compara com Hakeem Olajuwon. E nem dá para comparar com Kareem Abdul-Jabbar.

Se este é o plano A, Gasol não cabe nele, pois não tem tamanho para isso. Não falo em altura, falo em força física.

E mais: desgastar o espanhol nesta peleja pra quê? Kobe Bryant vai precisar dos pontos dele quando o Lakers tiver a posse de bola (foto AP dos dois após o treino desta quarta).

Ano passado, o Boston anulou Gasol. Ganhou o campeonato.

Você pode ter certeza que Stan Van Gundy não vai arriscar um plano B e correr o risco de errar o caminho. Vai tentar fazer o mesmo que Doc Rivers.

Então, repito: pra quê desgastar Gasol na marcação de DH?

Não acredito.

Acredito, sim, que P-Jax poderá até usar Josh Powell neste rodízio para ter as 18 faltas necessárias para conter o João Grandão do Orlando. E neste caso usaria Lamar Odom e Luke Walton para marcar Rashard Lewis.

A matemática é simples – nem precisa de calculadora.



Esqueci de contar a vocês.

Domingo passado, fui até a Pizzaria Margherita, do meu amigo Esquerdinha. Lá cheguei e o encontro acompanhado de uma caipirinha de lima da Pérsia, ladeado por Bruno Ferro, seu fiel escudeiro, e de Carlos Alberto Riccelli.

Pra quem não sabe, Riccelli é ator e diretor de cinema. E casado com Bruna Lombardi, que, pouco depois de eu ter me sentado à mesa chegou, vinda do toilette – Bruna vai ao toilette, as outras mulheres vão ao banheiro, concordam?

Conversa vai conversa vem, futebol daqui e futebol dali, Ferro, palmeirense fanático, solicitou a opinião de Riccelli, também esmeraldino, sobre o time, que jogava naquele momento contra o Barueri.

Riccelli lascou, sem piedade: “Eu gosto mesmo é da NBA”.

Ferro ficou desconcertado.

O casal divide-se entre São Paulo e Los Angeles há alguns anos. Em terras angelinas Riccelli aprendeu a gostar de basquete.

Sua casa em Los Angeles fica no bairro de Brentwood, entre Santa Monica e Beverly Hills. É bem ao estilo americano, com tabelinha de basquete no frontão da garagem.

“Sempre que posso vou ao Staples ver o Lakers jogar”, disse-me Riccelli, revelando-se torcedor dos amarelinhos. “Só não vou mais vezes porque o ingresso é muito caro”.

E é mesmo.

“Ele senta perto da quadra e eu já falei pra ele tomar cuidado porque a qualquer momento um daqueles gigantes cai em cima dele”, falou Bruna, do alto de sua beleza inefável.

Todos rimos, imaginando a cena: Riccelli esmagado por Andrew Bynum.

“O Lakers não perde de jeito nenhum estas finais”, cravou o maridão orgulhoso. “Tem mais time e é mais experiente”.

É a análise de muitos – menos de Bruno Ferro, que insistia em falar sobre o jogo do Palmeiras.

PREVISÕES

Os votos não param de chegar. Atingimos a casa das 93 opiniões.

O Lakers segue com o favoritismo entre os frequentadores deste botequim: 52 fregueses do blog apostam na vitória do time californiano.

O resultado, de momento, é o seguinte:

– Lakers 4-2 = 29 votos

– Orlando 4-2 = 22 votos

– Lakers 4-3 = 19 votos

– Orlando 4-1 = 11 votos

– Orlando 4-3 = 7 votos

– Lakers 4-1 = 3 votos

– Lakers 4-0 = 1 voto

– Orlando 4-0 = 1 voto

É sempre bom lembrar, se Chico me permite, que vamos computar os votos até amanhã, momentos antes de a bola subir.

Votem, pois.

Notas relacionadas:

  1. LAKERS CRESCE E TEM A MAIOR TORCIDA
  2. HOWARD TIRA O SONO DO LAKERS
  3. JAMEER PERTO DA VOLTA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

segunda-feira, 1 de junho de 2009 NBA | 18:15

HOWARD TIRA O SONO DO LAKERS

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O Lakers voltou a treinar nesta segunda-feira. O foco principal do trabalho de hoje: como parar Dwight Howard.

Assim como o Cleveland só havia enfrentado “galinha morta” antes de pegar o Orlando e quando isso o ocorreu o time pareceu fora do contexto, os angelinos temem o mesmo em relação a Howard.

Ou seja: nas séries diante de Utah, Houston e Denver, segundo julgamento de Brian Shaw, assistente de Phil Jackson e o responsável por analisar o Orlando, os pivôs do Lakers não se defrontaram contra nenhum grandalhão do estilo de Dwight.

Jason Collins e Mehmet Okur, os pivôs do Jazz, não ofereceram aos jogadores do Lakers nada parecido com o que eles vão enfrentar nestas finais. Collins é fraco tecnicamente e Okur joga mais no perímetro do que no garrafão.

Yao Ming, se não joga tão aberto como Okur, gosta também dos arremessos da zona morta. Prefere-os ao jogo de interior, debaixo da cesta, no estilo de Howard.

Nenê seria o mais próximo do jogo de Dwight. Mas, segundo análise dos californianos, seu jogo não tem a intensidade do jogo do Super-Homem da Flórida.

“Ele [Dwight Howard] é um jogador diferenciado”, disse Pau Gasol ao jornal “L.A. Times” na edição desta segunda-feira. “Não creio que existam muitos jogadores como ele por causa de seus dom e atributos físicos”, concluiu o espanhol logo depois de o time ter assistido a um vídeo sobre Dwight.

Phil Jackson deve começar as partidas com Andrew Bynum como titular. Será o primeiro marcador de Howard (foto AP). Nos dois confrontos entre Lakers e Orlando nesta temporada, Bynum teve médias de 8.5 pontos e 2.0 rebotes, isso em 22:50 minutos em quadra.

Em contrapartida, Howard, nesses dois embates referidos, teve médias de 21.5 pontos, 16 rebotes e 2.5 tocos.

Bynum ficou o tempo todo em cima de Howard. Por isso, foi possível quantificar os números do pivô amarelinho.

O mesmo, no entanto, a gente não pode dizer de Gasol e Lamar Odom. Com Bynum no banco, Gasol marcou o pivô e Lamar ficou como ala de força.

Infelizmente, não encontrei na internet nenhum dado específico sobre o trabalho do espanhol diante de Howard.

E D. J. Mbenga, outro pivô californiano, não entrou em quadra no jogo de Los Angeles e no de Orlando não foi relacionado para o encontro.

Num retrospecto das duas partidas diante do Orlando, relatos pela internet nos contam que o Lakers ficou mais preocupado com a bola de três do Magic. Por isso, quase não houve dobra em cima de Howard.

Mesmo assim, o Los Angeles não se deu bem. Na primeira partida, dia 20 de dezembro, na Flórida, o Orlando fez 12-30 (40%) nas bolas triplas; no segundo encontro, em Los Angeles, o Magic marcou 12-28 (42.9%).

Somados os dois combates, o campeão da Costa Leste acertou 24-58, o que dá um percentual de acerto de 41.4%. Muito bom.

Ou seja: pelos dois prélios a gente constata que o Lakers não teve antídoto nem para Howard e muito menos contra as venenosas bolas de três do Orlando.

Nestes playoffs, é bom lembrar, Dwight tem média de 21.7 tentos por partida. Sábado, na última peleja contra o Cleveland, ele anotou 40 pontos.

Ainda de acordo com Shaw, a idéia do Lakers é eliminar os espaços de Howard dentro do garrafão e obrigá-lo a arremessar e não a enterrar.

O trabalho desta segunda foi neste sentido. Amanhã, provavelmente, P-Jax e seus assistentes tentarão encontrar a fórmula para conter os arremessos longos do Orlando.

Como todos nós já dissemos aqui neste botequim, essa variação de jogo do Orlando pode levar o Lakers à loucura.

PALPITES

Por idéia do Paulo Pira, vamos tentar descobrir o que pensam os frequentadores deste blog para a final desta temporada.

Quatro votos chegaram até o momento. Estou tentando tabulá-los, mas não encontrei ainda a melhor maneira.

Alguém tem alguma idéia?

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

sábado, 30 de maio de 2009 NBA | 02:24

A FORÇA DE UM FINALISTA

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Pela trigésima vez em sua história o Lakers chega a uma final da NBA. É o time que mais vezes esteve decidindo um título da maior liga profissional de basquete do planeta.

Chega encorpado pela vitória contundente diante do Denver por 119-92. Pra ninguém botar defeito e/ou contestar.

Pela primeira vez nestes playoffs o Lakers jogou como um campeão. Pela primeira vez nestes playoffs o Lakers mostrou que pode ganhar o título.

Até esta partida contra o Denver só havia dúvidas. A boa vitória do jogo passado foi conquistada em Los Angeles; por isso mesmo deixou uma ponta de dúvida em todos nós.

Além disso, à exceção de Kobe Bryant e Pau Gasol – às vezes –, ninguém tinha dado ainda a cara pra bater. Um jogo aqui, outro ali, os outros apareciam – mas não com a eficiência de um candidato ao título.

Nos dois últimos jogos tudo foi diferente. O Lakers jogou como um time, comandado por um grande jogador.

Kobe foi decisivo, letal, como são os jogadores diferenciados. Anotou 35 pontos, deu 10 assistências e apanhou seis rebotes.

Mas não jogou sozinho. O espanhol, como já destaquei, voltou a jogar como um pivô dominante: 20 pontos, 12 rebotes e seis assistências. Apareceu também como o jogador que mais desarmes fez na partida: três.

Foi a companhia que todo craque quer ter – e precisa. Companhia que LeBron James ainda não encontrou nestes playoffs.

Como disse no começo desta nossa conversa, não foram apenas os dois que brilharam. O Lakers jogou como um time.

Lamar Odom veio do banco e adicionou 20 pontos e oito rebotes; Trevor Ariza contribuiu com mais 17 tentos, sendo que dez deles foram produzidos no primeiro quarto; e Luke Walton presenteou o time com uma dezena importante de pontos, ajudando nos momentos chaves da peleja.

Os demais, se não tiveram um duplo dígito na pontuação, não desperdiçaram suas oportunidades. Tanto que o Lakers teve um aproveitamento muito bom nos seus arremessos de quadra: 57.3% (43-75).

Deles, 9-16 foram atrás da linha dos três: 56.3%.

Quer o melhor? Pois não: nos lances livres os angelinos acertaram todos os 24 cobrados!

Com números assim não perde mesmo – como não perdeu.

A vantagem prosseguiu nos rebotes (38-27) e nas assistências (28-14). Neste último fundamento, ficou claro o jogo solidário da equipe californiana.

“A gente sabia que iria vencer, porque usamos todas as nossas armas, evitando concentrar o jogo em Kobe ou em mim”, disse Gasol. “Nós temos realmente um grande time e temos que usar todos os nossos jogadores. E é isso o que estamos fazendo para vencer”.

E foi isso mesmo o que ocorreu. Mas, é bom que se frise, uma vez mais, o que Gasol declarou vale para os dois últimos jogos.

A comemoração, depois da partida, existiu. Mas foi contida (foto AP); afinal, todos sabem que o mais importante está por vir.

A decisão começa na quinta-feira. Em Los Angeles, se o Orlando se classificar; em Cleveland. se der Cavs na final.

De terça, não passa. A partir daí uma nova história começará a ser escrita.

PROGRESSO

O Denver ficou; infelizmente para nós brasileiros. Creio que a maioria torceu para o Nuggets ganhar esta série pela presença de Nenê.

E o brazuca de São Carlos não decepcionou seus torcedores nesta temporada. Foi, ao contrário do que muitos pensavam, um jogador chave na equipe colorada.

Contribuiu e muito para o time se classificar para os playoffs. Na fase decisiva, se voltou a se enrolar com as faltas, quando esteve livre delas mostrou que é um jogador decisivo.

Nenê, como o Denver, aprendeu muito nesses playoffs.

Tenho certeza que esse time, na próxima temporada, com um ajuste aqui, outro ali, voltará a ser força na Conferência Oeste.

Neste campeonato, chegou comendo pelas beiradas. Poucos acreditavam que o time pudesse chegar aonde chegou – eu mesmo não apostava nem um níquel sequer na equipe.

Quebrei a cara. Mas livro-me da condenação porque a adição de Chauncey Billups foi fundamental para o time mudar a cara nesta temporada. E ela ocorreu com o torneio em andamento.

Billups, Carmelo Anthony, Kenyon Martin e Nenê estão garantindo para o próximo campeonato. O Denver precisa arrumar um “shooting guard” – esse jogador não é Dahntay Jones e nem J. R. Smith.

Ir às compras, no verão norte-americano, é preciso. Encontrar a porta certa para bater é mais importante ainda.

Notas relacionadas:

  1. A CULPA DE CADA UM
  2. FINAL DOS SONHOS
  3. A LÓGICA E A SURPRESA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

  1. Primeira
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