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20/11/2009 - 13:28

O CAMPEÃO VOLTOU

Foi uma festa em Los Angeles. E nem poderia ser diferente; afinal, pela primeira vez nesta temporada Phil Jackson pôde contar com seu quinteto titular.

Pau Gasol voltou. E voltou em grande estilo.

Depois de ficar sentado os 11 primeiros jogos do Lakers, o espanhol debutou nesta temporada com 24 pontos e 13 rebotes. Disparado, o melhor jogador em quadra na vitória dos amarelinhos diante do Chicago por 108-93.

Gasol/ AFP“Eu estava com saudades [de jogar]”, disse Gasol depois da partida. E veio com fome de bola, como vimos. “É muito legal estar na quadra com a rapaziada e jogar diante de nossa torcida. Não esperava ser tão efetivo como fui, mas meus companheiros me acharam várias vezes durante a partida e tudo ficou mais fácil”.

A festa de Los Angeles não foi celebrada apenas pelo retorno de Gasol. Kobe Bryant, ao bater um par de lances livres no terceiro quarto, ultrapassou Kareem Abdul-Jabbar e transformou-se no segundo maior artilheiro da história do time de Los Angeles.

Tem agora 24.182 pontos. Kareem ficou a ver navios com seus 24.176 tentos; é o terceiro colocado.

O grande artilheiro da franquia segue sendo Jerry West, o único jogador na história da NBA a ser eleito o MVP das finais mesmo com seu time tendo sido derrotado (1972, Boston campeão). West, ao longo de suas 14 temporadas com a camisa do Lakers anotou 25.192 pontos.

Mais uma temporada e Black Mamba ultrapassa West e entra para a história como o maior pontuador da história do Los Angeles Lakers.

No jogo de ontem fez 21 pontos (aproveitamento muito ruim nos arremessos: 7-21), nove rebotes e oito assistências.

Pode tornar-se o maior de todos na história da franquia? Longe disso; o maior de todos jamais será superado: Earvin Magic Johnson.

AUSENTE

Não vi Magic Johnson em sua habitual poltrona no Staples Center — atrás da cesta do lado esquerdo, bem próximo ao banco de reservas do Lakers. Deve ter tido um compromisso e tanto para perder um jogo de seu time do coração.

Ou será que ele achou que a partida era barbada? — como foi. Pode ser.

É, pode ser, pois a vitória de ontem foi a quinta seguida do Lakers diante do Chicago. A última do Bulls diante do Los Angeles foi em 2006.

Rose observou depois da partida que o Chicago se matava em quadra para atacar e defender; o Lakers, ao contrário, fazia tudo com muita tranquilidade. “Eles fazem isso [o jogo] parecer muito fácil”.

Pro Lakers é mesmo, pois o time é o mais forte da NBA. Para os outros… bem, se eles tivessem o que os amarelinhos têm, tudo ficaria muito mais fácil também.

Pelo jogo de ontem, com o quinteto completo, é que eu cravo na bolsa de apostas: o campeão da temporada será o Lakers.

CALIBRE

Qual é o verdadeiro Derrick Rose, o do primeiro tempo ou do segundo?

Na etapa inicial, D-Rose teve o seguinte desempenho: 2-11. Na final, 7-9.

Terminou a partida com 20 pontos e seis assistências, mas foi um desastre no primeiro tempo, comprometendo os planos do time para a partida. O Bulls virou atrás em 11 pontos (53-42).

Rose entortou o aro com seus arremessos imprecisos. Nem mesmo uma simples bandejinha ele acertou.

Qual é o verdadeiro Derrick Rose?

GUERREIRO

Joakim Noah fez 12 pontos e pegou 15 rebotes. Foi sua décima noite, das últimas onze, que ele teve um duplo dígito nos ressaltos.

Lidera o campeonato neste fundamento, com uma média de 12.6 por prélio disputado.

Um guerreiro. Calou a boca de muitos — inclusive a minha.

Não dava um tostão furado para o filho de Yannick Noah. Mas ele tem provado neste início de temporada que é o melhor jogador do Chicago.

Ou alguém duvida?

TABU

Caiu em San Antonio. O Utah venceu o Spurs, no Texas, pela primeira vez desde 1999!

Havia, portanto, uma década que o time da cidade do lago salgado não conseguia dobrar o alvinegro texano em território inimigo. Traduzindo em partidas: 20 jogos sem ganhar.

O San Antonio, é bom frisar, está em pandarecos. Joga sem Tony Parker e Manu Ginobili.

Por mais que Richard Jefferson se esforce em quadra, ele ainda carece de entrosamento com o resto do time. Fez 16 pontos, ajudou muito, mas, como disse, o San Antonio está em pandarecos neste momento.

Tim Duncan, sozinho, não aguenta a parada. Timmy já é veterano e sente o peso da idade — tanto que até já cogita a aposentadoria.

O San Antonio perdeu sua terceira partida seguida. Dos últimos sete encontros, curvou-se ao oponente em cinco deles.

Do jeito que o barco navega, o Spurs pode comprometer sua temporada. Mesmo ela tendo acabado de começar.

TRIVIA

O Phoenix perdeu para o New Orleans! New Orleans que está de técnico novo (nem sei o nome dele de tão inexperiente que é), sem Chris Paul e que vinha de uma campanha de quatro vitórias e sete derrotas, fora do G-8 do Oeste.

E mais: David West, um dos pilares da equipe, passou parte do jogo no banco por causa das faltas.

Mesmo assim, o Phoenix perdeu.

Pergunto: acidente de percurso ou o time voltou à sua realidade?

ACOMODADO

Assim está Leandrinho Barbosa no Phoenix. Pouco joga, não é mais a primeira alternativa para o treinador resolver seus problemas ou mesmo descansar seus titulares.

Jogou apenas 17 dos 48 minutos disponíveis. Anotou 11 pontos, mas marcou sua presença em quadra pelos três roubos de bola.

Um desperdício; poderia estar em outro lugar.

Ninguém me tira da cabeça: Leandrinho acomodou-se em Phoenix. Vive confortavelmente no deserto, é figura querida na comunidade local, dá-se bem com todos na franquia; enfim, mudar pra quê?

Respondo: pra encontrar seu basquete, que está adormecido no Arizona.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , , ,
09/11/2009 - 21:48

VIDA DE TORCEDOR

Depois de ler a matéria de ontem do Peter Vecsey no “New York Post” (indicação de um dos parceiros deste botequim), eu, como torcedor confesso do Bulls, fiquei todo entusiasmado com a possibilidade de LeBron James ir para o Chicago. Vecsey, para quem não sabe, é um dos jornalistas mais bem informados sobre NBA.

Peguei meu celular e rapidamente mandei uma mensagem para um amigo, torcedor do Lakers, e que sabe quem Vecsey é. Escrevi:

“Peter Vecsey disse que LeBron pode ir para o Bulls!!!”.

Meu amigo rapidamente respondeu:

“Mais dez anos de fila para o Chicago…”

Eu rebati:

“Essa foi boa!!! Mas a diferença é que o Chicago tem camisa e o Cavs não tem”.

Meu amigo não se deu por vencido e replicou:

“Chicago tem camisa? Essa tb foi boa!!!”

Rebati:

“Ué, vc se esqueceu dos 6 títulos da era MJ?”

Não deu nem um minuto e o celular apitou novamente, indicando o recebimento de nova mensagem. Era do meu amigo novamente. Dizia ela:

“Tirando a década de 90, não tem mais nada de história. Tem tanta tradição qto o Spurs”.

Devolvi dizendo o seguinte:

“Bem, seguindo sua lógica, só tem dois times na NBA: Lakers e Boston”.

Novo apito do celular:

“Exatamente”.

Pois é, torcedor do Lakers, com todo o respeito, é duro de aguentar. Sim, pois os amarelinhos estão cheio de títulos e sempre chegando.

É por isso que eu digo: o Lakers é o São Paulo da NBA. E o Chicago é o Santos: teve o maior jogador de todos os tempos e depois daquela fase, pouca coisa mais.

Sabe o que é engraçado nessa história? Este meu amigo torcedor do Lakers é torcedor fanático sabe de quem? Do Santos…

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , ,
04/11/2009 - 20:26

O FUTURO ESPERA POR THUNDER E DURANT

Hoje foi daqueles dias que o dia tem que ter mais de 24 horas. Suo em bicas enquanto escrevo, pois não consegui parar nem um minuto sequer.

Suo, escrevo e como; tudo ao mesmo tempo. Aliás, vocês estão servidos?

Obrigado, mas vamos ao que interessa — mesmo atrasado.

Deu pena ver o Oklahoma City perder para o Lakers na prorrogação. O time jogou muito no tempo normal e poderia ter vencido. Apresentou volume de jogo para isso.

Mas veio o tempo extra e aí os homens foram separados dos meninos. E o Lakers venceu.

E por que venceu? Porque Kevin Durant, que anotou 28 pontos no tempo normal, zerou na prorrogação. Arremessou quatro bolas e não acertou nenhuma.

Seu desempenho no tempo adicional limitou-se a uma assistência.

Aliás, Durant atirou oito bolas de três (uma delas na prorrogação) contra o aro do Lakers e não encestou nenhuma.

Já Kobe Bryant, que terminou os quatro quartos com 27 pontos, fez mais quatro na prorrogação e foi determinante para a vitória por 101-98.

Como disse acima, a prorrogação encarregou-se de separar os homens dos meninos.

O Thunder tem um grande potencial, mas é para o futuro. O presente pertence a Lakers e Boston.

MASSACRE

E por falar em Boston… O que dizer de sua quinta vitória no torneio? Vitória, vírgula, foi um massacre pra cima do Philadelphia: 105-74.

O Celtics deste início de temporada parece muito com aquele Celtics de há duas temporadas quando ganhou o título da NBA.

A vitória de ontem veio na defesa — os números mostram isso. O Sixers acertou apenas 36.6% de seus tiros de quadra (29-80), sendo que apresentou insignificante, pífio, ridículo (escolham o adjetivo) percentual de três pontos: 06.3% (1-16).

Goleada mesmo com Kevin Garnett marcando apenas três pontos e Ray Allen anotando cinco.

Ou seja: mesmo na podre o time é forte demais.

Dá para dizer que é o melhor da NBA no momento? Não, vamos esperar um pouco pelo cruzamento dos confrontos. Quero ver o Celtics “on the road” e jogando principalmente contra os times do Oeste.

RESUMO

Nos outros jogos, destaque para Nenê Hilário na vitória do Denver sobre o Pacers por 111-93. O são-carlense marcou 16 pontos e apanhou 13 rebotes (quatro no ataque). Foi seu primeiro “double-double” da temporada.

Outro brasuca que anotou duplo-duplo foi Anderson Varejão no suado triunfo do Cleveland sobre o Washington por 102-90. O capixaba marcou dez pontos e confiscou igual número de rebotes.

Quem também merece — e muito — destaque é Luol Deng. O ala do Chicago arrebentou com o jogo no United Center ao anotar 24 pontos e apanhar 20 rebotes na apertadíssima vitória por 83-81 do Bulls diante do Milwaukee.

Leandrinho Barbosa, contundido, nem se trocou para a partida em que o seu Phoenix bateu o Heat, em Miami, por 104-96. É dúvida para o jogo desta noite diante do Orlando, também fora de casa.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , ,
02/11/2009 - 12:14

A NOITADA DE MELO E NENÊ

Carmelo AnthonyO Denver construiu ontem à noite sua terceira vitória na temporada. Bateu o Memphis por 133-123; não foi fácil.

O time do Tennessee vendeu caro a vitória. OJ Mayo esteve impossível em quadra: anotou 40 pontos para o Grizzlies; poderia ter roubado a vitória do Denver.

É, mas do outro lado havia Carmelo Anthony. O ala do Denver marcou nada menos do que 42 pontos e comandou o time colorado.

Melo é o cestinha do campeonato até o momento com uma média de 37.7 pontos por jogo! Muita coisa.

Nas três partidas disputadas até agora, sua menor produção foi na contenda de estréia, quando marcou “apenas” 30 pontos frente ao Utah. Na sequência, anotou 41 contra o Portland, fora de casa — e fez 42 ontem, como vimos.

ECO

É claro que a vitória do Denver não se resumiu aos 42 pontos de Carmelo Anthony. Seu jogo reverberou em seus companheiros.

Outros quatro atletas do Nuggets terminaram a partida com um duplo dígito na pontuação. A saber: Chauncey Billups 22, Nenê Hilário 18, Kenyon Martin 16 e Chris Andersen 12.

Mais do que isso: o Denver foi um time solidário em quadra. Fez 36 assistências contra 27 do Memphis.

BRASUCA

Nenê realizou uma grande partida. Não apenas pelos 18 pontos marcados, mas também pelo seu aproveitamento nos arremessos: acertou os seis tentados (100%).

Além disso, apanhou nove rebotes e deu seis assistências. Quase um “triple-double”? Não, ficou um pouco longe.

Mas quase saiu mais cedo do jogo: cometeu cinco faltas. Nenê precisa resolver esta questão, pois, como sempre digo, ele é importante para o time em quadra e não sentado no banco.

DEFESA

Kobe Bryant fez 41 pontos na vitória do Lakers diante do Atlanta por 118-110. Mas o nome do jogo foi Ron Artest.

Phil Jackson, ao ver Joe Johnson anotar 18 pontos no primeiro quarto do jogo, chamou Artest e disse que ele teria que conter o avanço inimigo.

Não deu outra: nos três quartos seguintes, com Artest fungando no cangote, JJ anotou apenas nove pontos.

E assim o Lakers construiu sua segunda vitória na competição.

Se alguém tinha dúvida se a troca de Artest por Trevor Ariza foi boa ou não, creio que depois do que foi mostrado ontem no Staples Center de Los Angeles essa dúvida dissipou-se.

VITÓRIA

Vocês se lembram do Toronto, que na segunda rodada deu uma sova no Cleveland em seu Air Canadá Centre? Pois bem: ontem, no mesmo palco, o Orlando, outro dos favoritos ao título, foi lá e venceu.

E mesmo sem Vince Carter, lesionado no tornozelo.

A vitória tem que ser creditada para os armadores do time: Jameer Nelson e JJ Redick. O primeiro fez 30 pontos, o segundo, 27.

Ah, sim, o Orlando jogou não apenas sem Carter, mas também sem Rashard Lewis, que segue suspenso pela NBA.

Quando esses quatro estiverem ao mesmo tempo em quadra, sai debaixo.

Os que apontaram o Orlando como um dos favoritos ao título do Leste, esfregam as mãos neste momento. O Magic, realmente, encanta com seu jogo sólido e equilibrado.

ROTINA

Boston Celtics

O Boston venceu novamente. Chegou a seu quarto triunfo nesta temporada, onde permanece invicto.

Diante dos fãs em seu TD Garden, o Celtics impôs-se ao New Orleans ao fazer 97-87.

Deem uma olhada nas pontuações: Paul Pierce 27, Ray Allen 17, Kevin Garnett 14 e Kendrick Perkins e Rasheed Wallace com 12 pontos cada um.

Podemos chamar isso de socialismo alaranjado?

Creio que sim.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
31/10/2009 - 12:45

MENINOS DE OURO — PELO MENOS ONTEM

Nossos meninos brilharam na rodada de ontem da NBA.

Anderson Varejão (foto AP) foi muito importante na primeira vitória do Cleveland nesta temporada, depois de duas derrotas consecutivas. O capixaba fez seu primeiro “double-double” neste campeonato ao anotar 13 pontos e apanhar 11 rebotes (quatro deles ofensivos).Cavaliers Timberwolves Basketball

Ajudou e muito o Cavs no largo triunfo de 104-87 diante do Minnesota no Target Center de Minneapolis, quase em solo canadense.

Sua atuação só não veio em letras garrafais porque LeBron James não deixou. LBJ cravou 24 pontos na cesta alheia, confiscou nove rebotes e deu sete passes que resultaram em cestas.

Bem mais ao Sul dos EUA, Leandrinho Barbosa foi o cestinha da partida onde o Phoenix ganhou do Golden State por 123-101. O paulistano cravou 24 pontos no aro californiano e ajudou a computar a segunda vitória em dois jogos do Suns na competição.

Só não deixou a quadra do US Airways Center sob os holofotes da mídia e os olhares contemplativos dos torcedores porque Steve Nash não deixou. O canadense deu 20 assistências e marcou 18 pontos no deserto do Arizona.

Bom para os dois brasucas, bom pra todo mundo. As vitórias, tanto do Cleveland quanto do Phoenix, estavam no script da rodada.

SURPRESA

O que não estava no roteiro foi a derrota do Lakers para o Dallas. Partida em Los Angeles, tabu em jogo (havia seis jogos que o Mavs não vencia os amarelinhos), eu não esperava por isso.

Ah, mas o Lakers jogou sem Pau Gasol. Verdade; mas os texanos atuaram sem Josh Howard.

Derrota indesculpável, mas previsível dentro de um campeonato longo e com jogos quase que diários.

Pra variar, Dirk Nowitzki foi o destaque dos visitantes: 21 pontos e 10 rebotes. Kobe Bryant marcou 20 pontos e pegou seis rebotes.

MJREALEZA

Com Michael Jordan (foto Reuters ao lado do técnico Larry Brown) vendo tudo de sua poltrona ao lado do banco de reservas, o Charlotte Bobcats bateu o New York por 102-100 depois de duas prorrogações. O final foi emocionante, com DJ Augustin derrubando dois lances livres a dois segundos do final da partida.

Mas o destaque do jogo foi mesmo o armador Raymond Felton, que um dia ganhou uma camisa do Palmeiras do técnico Caio Junior em visita ao CT alviverde, há dois anos. Felton, produto de North Carolina, marcou 22 pontos, deu nove assistências e pegou oito rebotes.

Quanto ao New York, enquanto não trocar o treinador, esquece. Pior do que isso: com este cenário, duvido que LeBron James considere a possibilidade de jogar na Big Apple no ano que vem.

Mesmo com todo o glamour da cidade que nunca adormece.

ALARME

Vince Carter pregou um baita susto nos torcedores do Orlando. No segundo quarto da partida de ontem contra o New Jersey, deixou a quadra lesionado no tornozelo esquerdo.

Era, até então, o cestinha do jogo com 16 pontos. Era, também, seu primeiro jogo diante de sua ex-equipe em seu antigo lar.

Estava impossível.

Imprevisto surgido, time em perigo, Super-Homem entrou em ação. Dwight Howard foi até a cabine telefônica mais próxima, tirou seu traje civil e entrou em cena.

Terminou a partida com 20 pontos, 22 rebotes e quatro tocos. Homem, ou melhor, super-homem do jogo.

Orlando 95-85 New Jersey.

RAJONQUARTETO

Se a noite retrasada foi inesquecível, a passada foi pra se esquecer. O Chicago tomou uma aula de basquete ontem à noite em Boston.

Foi surrado pelo Celtics por 118-90. Não viu a cor da bola.

O alviverde de Massachusetts somou seu terceiro triunfo na competição. Está invicto até o momento.

E dá mostras claras, com contornos bem definidos, de que realmente é um dos times a ser batidos nesta temporada.

Paul Pierce (22 pontos), Ray Allen (20) e Kevin Garnett (16) fazem mesmo a diferença, ninguém questiona isso. Mas está mais do que na hora de colocarmos Rajon Rondo no mesmo patamar do Big Three.

Rajon (foto Reuters entre Garnett e Allen) marcou dois míseros pontinhos, os relutantes podem dizer. Sim, é verdade, mas ele distribuiu 16 assistências e pegou oito rebotes.

Em meia hora desfilando seu talento no TD Banknorth Garden, cometeu apenas dois erros — o que para um armador é expressivo, pois ele tem a bola nas mãos a maioria do tempo.

Que tal substituirmos o Big Three por Quarteto Fantástico?

Já o Chicago… O que dizer? O time foi um fiasco.

Derrick Rose foi um fiasco: duas assistências e uma dezena de pontos. Tyrus Thomas foi um desastre na linha do lance livre: 4-9. Luol Deng só quatro pontos e dois acertos nas oito bolas atiradas contra o aro adversário.

E o que dizer de John Salmons? 2-14 nos arremessos!!!

Aliás, por falar nisso, olhem só o aproveitamento do Chicago nas bolas de três: 2-15 (13.3%).

Com números assim fica impossível destruir uma das fortalezas desta temporada.

Salvou-se apenas Joakim Noah com seus 16 pontos e dez rebotes. Lutou com um “bull” do começo ao fim do jogo.

Jogo, aliás, para ser esquecido.

COMPARAÇÃO

Fiquei pensando dia desses: não parece a vocês que LeBron James é a versão no basquete do tenista Andy Roddick?

Pensem nisso.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
28/10/2009 - 11:36

DERROTA E VITÓRIAS EMBLEMÁTICAS

O'Neal e LeBronA temporada mal começou, mas não gostei do que vi em Cleveland. Sim, pois o que vi em Cleveland foi o mesmo Cleveland da temporada passada: dependente ao extremo de LeBron James.

Se o que vi não foi a) análise equivocada de minha parte; b) desajuste natural de uma primeira partida de campeonato, seguramente o Cavs não terá chance alguma de conquistar seu primeiro título de campeão.

É impossível um jogador, sozinho, fazer uma equipe conquistar um campeonato. Já disse aqui: nem mesmo Michael Jordan conseguiu isso.

Enquanto LeBron James fazia tudo no Cleveland (38 pontos, oito assistências, quatro rebotes, quatro tocos e dois desarmes), no Boston a tarefa foi dividida. Como sempre.

Ray Allen anotou 16 pontos; Kevin Garnett deixou 13 no aro do Cavs e pegou ainda uma dezena de rebotes; o estreante Rasheed Wallace, que saiu do banco como todos previam, marcou 13 tentos em seu debu; e Paul Pierce cravou 23 pontos e confiscou ainda 11 rebotes.

Enquanto LBJ fazia uma força danada para pontuar, Pierce, calmamente, anotou os últimos oito pontos do Boston e decretou a vitória do Celtics por 95-89.

Pierce joga sem fazer força – o mesmo eu não consigo ver em LeBron.

Foi o primeiro triunfo do alviverde de Massachusetts em Ohio desde 2004. Colocou-se um ponto final neste incômodo tabu que durava oito partidas.

Depois do jogo de ontem fiquei mais convicto ainda: se nenhum jogador do Boston se contundir durante a temporada, não vai ter pra ninguém no Leste.

Enquanto isso, no Oeste, o Lakers fez uma festona dentro do Staples Center.

A cerimônia de entrega do troféu e dos anéis aos campeões da temporada passada foi muito bonita. E com direito a participação de alguns (poucos) veteranos jogadores que ganharam títulos desde que a franquia mudou-se de Minneapolis para Los Angeles.

Kobe BryantMagic Johnson, Jerry West, James Worthy, Norm Nixon, Michael Cooper, Jamaal Wilkes, A.C. Green, Rick Fox e Robert Horry estiveram presentes ao evento. Fiquei pensando enquanto via a festa: Shaquille O’Neal não deveria estar de terno e gravata junto com os outros veteranos?

Sei lá, acho que ainda estava contaminado pelo que tinha acabado de ver na Quicken Loans Arena de Cleveland.

Mas voltando a Los Angeles, o jogo foi legal. Dava para ver que o Lakers não iria perder, como não perde, venceu por 99-92, mas o Clippers não fez feio.

Ficou provado, pelo que pude constatar, que o tricolor angelino, com a presença de Blake Griffin, será um time e tanto para se ver e se apostar.

O destaque da partida acabou sendo Kobe Bryant. Ele anotou 33 pontos e fisgou oito ressaltos.

Mas não dá para não falar dos 26 pontos e 13 rebotes de Andrew Bynum. Bem como os 16 pontos e 13 rebotes de Lamar Odom.

Ron Artest teve uma estréia discreta: dez pontos, cinco rebotes e quatro assistências.

Kobe, Bynum, Lamar e Artest. Ah, sim, Pau Gasol não jogou por estar machucado.

Enquanto isso, em Cleveland, tudo nas costas de LeBron James. Se Shaq não tirar o paletó e a gravata, vai mesmo ficar para o ano que vem.

Mas, como disse acima, a temporada mal começou. Vamos, pois, aguardar.

NOTINHAS

Não pude ver as vitórias do Washington diante do Dallas (102-91) e do Portland sobre o Houston (96-87). Se alguém assistiu e quiser nos informar o que aconteceu no Texas e no Oregon, nossos ouvidos estão atentos.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , ,
11/10/2009 - 23:16

DE OLHO NO RECORDE DO BULLS

A empolgação em Boston cresce como bolo que vai ao forno. Ou seja: a olhos vistos.

Alguns jogadores do Celtics garganteiam, para todos ouvirem, que o time vai quebrar o recorde do Chicago, que na temporada 1995-96 somou 72 vitórias — o melhor desempenho na história da NBA.

Celtics Camp BasketballRasheed Wallace (foto AP ao lado de Ray Allen), por exemplo, a mais nova aquisição do alviverde de Massachusetts, declarou seu entusiasmo em relação ao time e à temporada: “Nós temos talento e vontade para isso [bater o recorde do Bulls]. E temos defesa também. Sinceramente, acredito nisso. Aquele foi um bom time [Chicago], eles tinham alguns ‘hall of famers’ por lá, mas acho que nós temos um pouco disso também”.

Sei…

Reggie Miller, comentarista da TNT, acha que outro time é que tem condições de que bater o recorde do Bulls: o Lakers.

“Do jeito que esse time foi arquitetado, eles têm condições para isso [quebrar o recorde do Chicago]”, disse Miller. O ex-ala do Indiana afirmou categoricamente que o Lakers tem hoje a melhor equipe de basquete do planeta.

“O Lakers tem talento e contundência [de jogo]”, disse Miller.

Tudo o que foi dito por Rasheed Wallace e Reggie Miller só não se aproxima (na minha opinião) da verdade por um pequeno detalhe: nem Boston e nem Lakers têm em seu elenco um Michael Jordan.

Pequeno detalhe?

Claro que não — é apenas deboche da minha parte.

FORÇA

De todo o modo, Lakers e Boston são os dois melhores times da NBA no momento. Têm tudo para repetir a final de há duas temporadas.

Para isso, no entanto, os jogadores chaves têm que estar aptos durante toda a temporada. As previsões desabam se Kevin Garnett, por exemplo, não recuperar a velha forma; ou se Ron Artest esmurrar alguém e for suspenso de todo o campeonato.

MOLEQUE

No sentido pejorativo.

É isso o que eu posso dizer do comportamento de Stephen Jackson. O ala do Golden State, no jogo contra o Lakers, sexta-feira à noite, fez cinco faltas e tomou uma técnica com menos de dez minutos em quadra.

Por isso mesmo, foi para o vestiário mais cedo. Resultado: Don Nelson, técnico do Warriors, suspendeu-o por dois jogos — sem pagamento.

O desfalque em seu bolso já é grande, pois o jogador foi multado recentemente pela NBA em US$ 25 mil por ter dado declarações públicas dizendo que não queria mais jogar pelo Golden State.

“Em meus 30 anos como treinador jamais suspendi um jogador”, disse Nelson. “Talvez eu devesse tê-lo feito em algumas ocasiões, mas nunca o fiz. Eu evito mexer no bolso de um jogador”.

Mas não desta vez não houve jeito, finalizou Don Nelson.

NENÊ

O são-carlense fez uma grande partida na maravilhosa Wukesong Arena de Pequim, onde aconteceram os torneios masculino e feminino dos Jogos Olímpicos.

Foram 21 pontos, cinco rebotes, duas assistências e dois tocos na vitória do Denver sobre o Indiana por 128-112. Parece que Nenê está recuperando a velha forma; tomara.

Carmelo Anthony, que matou saudades do ginásio, foi o cestinha do time e da partida com 45 pontos. Pegou ainda nove rebotes.

Partidaço.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , ,
10/10/2009 - 20:32

MINHAS MEMÓRIAS DO FORUM DE INGLEWOOD

O Lakers voltou ontem ao Forum de Inglewood. Lá esteve durante 32 temporadas; de 1967 a 1999.

Nesse período, foram seis títulos conquistados; e muitas memórias. A principal: a época do “showtime”, cujo time encantou o planeta na década de 1980 com um esquadrão comandado por Magic Johnson, o maior armador da história do basquete mundial.

MJA volta não foi das melhores: o time atual, comandado por Kobe Bryant, foi batido pelo Golden State por 110-91. Mas isso pouco importou para os 17.505 fãs que retornaram ao antigo lar dos amarelinhos.

O ambiente não era de disputa; mas sim de recordações.

O cantor Jeffrey Osborne, por exemplo, que entoou o hino americano pela primeira vez no Forum em um jogo do Lakers, repetiu a dose ontem. Nas poltronas, os torcedores iam relembrando isso e aquilo; um título aqui, outro ali; um craque, outro craque, vários craques.

Vocês querem saber qual é a minha recordação do Forum de Inglewood? Pois não: foi lá que o Chicago conquistou seu primeiro título na NBA.

Foi em 1991, quando Michael Jordan entrou na maioridade. Comandou o tricolor de Illionois diante dos favoritos angelinos e fechou a série em 4-1. Foram três vitórias consecutivas dentro do Forum.

Inesquecível, que me perdoem os torcedores do Lakers.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , ,
03/10/2009 - 16:23

PESO DA IDADE INCOMODA DUNCAN

Tim Duncan está chegando ao fim da linha. Foi ele mesmo que admitiu isso em San Antonio, onde o time se ajeita para a próxima temporada.

“A janela está se fechando para mim”, disse Timmy. “E em direção ao fim de minha carreira”.timmy

Timmy revela que está sentindo o peso da idade. Mas ele não é tão veterano assim, pois completou 33 anos em 26 de abril passado.

Mas a gente sabe como são os grandes atletas: exigentes. Duncan sente que já não é mais o mesmo em quadra.

“E tudo isso é verdade”, completa, referindo-se ao fato de que quanto mais o tempo passa, as coisas ficam mais difíceis.

Pensando mais em não sofrer durante a temporada do que em prolongar sua brilhante carreira, o pivô apresentou-se ao Spurs sete quilos mais magro. Espera, com isso, aliviar o corpo.

Para ajudar nesse processo de se poupar Duncan em quadra, a franquia contratou outro grandalhão: Antonio McDyess. Com McDyess no grupo, Duncan vai sofrer menos.

Os dois poderão jogar juntos, revezando-se nas posições 4 de 5, ou então McDyess pode dar um refresco para Timmy durante as partidas. Theo Ratliff, veteraníssimo (14 temporadas na NBA, 36 anos), é outro que chega para ajudar no revezamento.

BRASUCA

Os olhos de Gregg Popovich brilham quando o nome de Tiago Splitter é pronunciado. O treinador espera poder contar com o catarinense para a temporada 2010/11.

Splitter bem que poderia já estar em San Antonio. Preferiu ganhar uns trocados agora na Europa.

Subtraiu um ano de seu provável convívio com Duncan para amealhar US$ 10 milhões, dinheiro esse que ele recuperaria facilmente jogando na NBA.

Por isso, eu jamais faria a escolha que Tiago fez.

Splitter, pra mim, foi mal orientado. Pensou curto. Não percebeu que a carreira de Timmy encurta a cada ano que passa.

Splitter tem que aproveitar Timmy. Para muitos, o melhor ala/pivô da história da NBA.

Não tem professor melhor, atualmente, para ensinar a Tiago os segredos do garrafão. Era nisso que o brasuca deveria pensar.

sashaSARGENTÃO

Phil Jackson chamou Sasha Vujacic em seu escritório assim que os jogadores do Lakers se apresentaram para essa temporada.

“Sente-se”, disse P-Jax ao esloveno. “Preste atenção no vídeo”.

Acionou a tecla “play” e Sasha se viu em várias cenas da temporada passada. Em todas aparecia o armador correndo com ou sem a bola, mas sempre arrumando o cabelo, onde alguns fios rebeldes teimavam em escapar da fitinha preta que tinha a missão de controlar a todos.

“Você passou a maior parte do tempo em quadra arrumando o cabelo do que pensando no jogo”, disse Phil.

“Verdade”, admitiu Sasha, vendo e revendo as jogadas, completamente batido pelos lances apresentados no vídeo.

“Portanto, assim que acabar o treino de hoje, procure um barbeiro e corte esse cabelo”.

Sasha acatou a ordem do chefe.

EXEMPLOS

Kobe Bryant e Derek Fisher foram os dois jogadores do Lakers que se apresentaram em melhores condições físicas. “São exemplos para o grupo”, disse Phil Jackson.

E são mesmo.

Kobe, aliás, pela primeira vez desde que chegou à NBA, há 13 temporadas, ficou dois meses sem tocar na laranjinha. Descansou com a família (foi a Paris passear) e cumpriu compromissos agendados pela NBA (esteve na China).

Antes de pegar na bola, arrumou a mala e desarrumou-a em Houston. Foi atrás de Hakeem Olajuwon.

Muitos dos frequentadores desse botequim conhecem a história, mas relato para os que não sabem.

Michael Jordan era conhecido (também) por ter um arsenal incontável de jogadas. Sempre que uma temporada começava, MJ vinha com uma novidade. E isso atormentava ainda mais seus marcadores.

Kobe foi até Hakeem (um dos maiores pivôs da história da NBA) atrás de alguns segredos da posição. Mas por que, se ele não é pivô?

Pergunta pertinente. Eis a resposta: Kobe joga muito próximo ao garrafão, quer ter a vida facilitada.

Procurou o professor certo.

ALEGRIAKOBE E RON

Mark Cuban, o desmiolado dono do Dallas, declarou recentemente no Texas que aprovou a contratação de Ron Artest pelo Lakers. “Ele vai destruir o ambiente”.

Com isso, imagina Cuban, o Lakers vai sofrer nesta temporada e não será nem sombra do time que foi no campeonato passado, quando ganhou o título.

Será mesmo que Artest destruirá o ambiente interno do Lakers? Penso que não; Artest não é mais louco do que Dennis Rodman.

Quando “The Worm” quando chegou ao Chicago, muitos apostavam nesse cenário também. Mas Phil Jackson, Michael Jordan e Scottie Pippen domaram o tresloucado jogador.

Kobe não é MJ, mas é o MJ desta geração. Tem moral entre os boleiros e é o cara mais respeitado entre todos na liga.

E P-Jax continua sendo P-Jax – e mais durão ainda, basta ver o caso mencionado acima envolvendo Sasha Vujacic.

Sem contar no poder de persuasão e na fala mansa de Derek Fisher, um cara que é venerado até pelos adversários pelo seu histórico na NBA.

Como disse acima, se Artest (na foto Reuters ao lado de Kobe) tentar colocar as asinhas de fora, elas serão podadas rapidamente pelo trio.

INÍCIO

A “Pre-Season” já começou. Dois jogos já foram realizados.

Na quinta-feira, o Denver foi a Salt Lake City e levou uma sova do Utah: 103-87. Nenê jogou apenas 17 minutos, brigou mais contra as faltas do que contra os pivôs adversários.

Fez cinco e ficou boa parte do jogo no banco. Está, também, recuperando-se aos poucos da fratura no braço, que impediu-o de se juntar à seleção brasileira que venceu a Copa América em Porto Rico.

Nos 17 minutos em quadra, anotou quatro pontos, pegou três rebotes e fez uma dupla de assistências e desarmes.

Ontem foi a vez de Indiana e Chicago debutarem nesta temporada. O prélio foi em Indianapolis, mas o Bulls não se intimidou: venceu por 104-95.

O que me impressionou foram os números do novato Taj Gibson, recrutado da USC. Gibson atuou meia hora; marcou 19 pontos (cestinha do Chicago), apanhou nove rebotes (cinco no ataque), deu uma assistência e um toco também.

Fiquei empolgado! Que seja sempre assim durante a temporada (falo agora com os torcedores do Chicago, desculpem-me, pois, os que me conhecem, sabem da minha preferência pelo tricolor de Illinois).

Luol Deng, rapaziada, também jogou bem: 15 tentos, cinco rebotes, três assistências e igual número de desarmes também. Que ótimo; se ele jogar como no início de sua carreira na NBA…

John Salmons também anotou 15 pontos.

Outro que deixou a quadra do Conseco Fieldhouse com um duplo dígito na pontuação foi Derrick Byars, outro “rookie” do Bulls para essa temporada. Marcou 12 pontos.

Que não seja fogo de palha!

PROSSEGUIMENTO

Hoje à noite tem mais um jogo programado. O Denver volta à quadra para enfrentar o Partizan Belgrado, da Sérvia.

Pena que a gente não pode ver os jogos.

NOVIDADE

A TNT vai mostrar os jogos da NBA nesta temporada. Soma-se à ESPN.

É tevê a cabo também, mas é uma opção a mais para a galera.

E quanto ao NBA League Pass, está escrito na capa do site: “Coming Soon”. Ou seja: em breve a liga estará disponibilizando o pacote.

RECADO

Respondi boa parte dos comentários postados no texto de ontem sobre a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

Agradeço a todas as mensagens, respeito o ponto de vista de todos, mas não irei mais debater o assunto, pois ele me parece interminável. Cada lado tem seus argumentos; e eles são fortes.

Bola pra frente e que tudo de bom ocorra para o país e para o Rio de Janeiro, em especial, até a abertura da Olimpíada.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, Seleção Brasileira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
10/09/2009 - 23:47

IVERSON E O VOO DE ÍCARO

Allen Iverson assinou contrato com o Memphis. O acordo é por uma temporada, onde ele vai ganhar a merreca de US$ 3.5 milhões.

Na temporada passada, jogando primeiro pelo Denver e depois pelo Detroit, “The Answer” faturou quase US$ 21 milhões. Como disse, jogou primeiro no Denver e depois no Detroit.

Agora vai ganhar uma ninharia e vai vestir a camisa do pobre Grizzlies. Iverson (foto AP) iniciou a segunda parte do voo de Ícaro.

Embicou em direção ao solo. Despenca a olhos vistos.

Joga pelo dinheiro ou pela ilusão de que pode fazer alguma coisa ainda nas quadras da NBA?

Pobre ele não está. Ganhou pouco mais de US$ 150 milhões nesses 15 anos de profissionalismo.

O que ele quer então?

Jogar; está na cara. Ainda sente amor pelo jogo,

Mas do jeito que ele joga, não seria melhor encarar um playground no Brooklyn, já que está milionário e não precisa (aparentemente) do dinheiro? Creio que sim.

Veterano, sem a mesma velocidade e habilidade de outrora, Iverson pouco deve acrescentar ao Memphis. Num primeiro momento, achei que ele poderia ser útil; hoje tenho dúvidas.

AI funcionaria num time onde ele não fosse o “number one”. Lakers, por exemplo. Num time onde houvesse um treinador para domá-lo; Lakers por exemplo.

Quem mais? Ora, Boston.

Quem mais? San Antonio, claro.

Quem mais? Hum… Talvez o Orlando – e mais ninguém, com certeza.

Mas vai ser legal vê-lo em quadra mais uma temporada. Ao mesmo tempo será constrangedor.

Cabe a ele calar a boca dos críticos.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , ,
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