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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012 NBA | 18:29

A BRIGA DE KOBE PARA FAZER O LAKERS ENTRAR NA BRIGA PELO TÍTULO

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O Lakers vive um momento difícil. O time, quando vence, não convence; e perde mais do que se imaginava. Lamar Odom foi embora e os “reforços” que vieram não rendem. E há jogadores, como Metta World Peace, Matt Barnes e Steve Blake, que não deveriam mais vestir a camisa amarela.

Some-se a isso a indefinição quanto a Andrew Bynum e principalmente Pau Gasol. O espanhol deve estar com a cabeça feito um trevo. A todo o momento ouve-se falar que ele será envolvido em alguma troca.

Depois do sacode que o Lakers tomou do Phoenix, no último domingo, Kobe Bryant, que se acha dono da franquia, veio a público reclamar do comportamento indeciso do gerente geral da franquia, Mitch Kupchak (os dois na foto AP antes da partida contra o Phoenix, em LA). Disse Kobe: “Eu gostaria que a direção decidisse logo se vai trocar Gasol ou não. Prefiro que ele não vá embora. Mas se alguma coisa vai ser feita, que se faça logo. Agora, se não forem negociá-lo, que venham a público e digam de uma vez por todas”.

KB neste ponto tem razão: esta indefinição quanto a Gasol tem atrapalhado o jogador. Tanto que ele, nesta temporada, apresenta sua menor média de pontos (16,6) desde que aportou na NBA, em 2001.

“É difícil para Pau jogar em meio a todos esses rumores sobre trocas”, prosseguiu Bryant. “É complicado manter a concentração quando todos os dias se escuta que vão te mandar para outra equipe”.

O tormento de Gasol começou quando ele foi envolvido na troca com Chris Paul que acabou vetada pela NBA. Depois falaram em Orlando. Especularam também Minnesota e agora fala-se em Chicago. Não, não; não se fala mais em Chicago, pois há algumas horas voltou-se a falar em um negócio com o Wolves, envolvendo Michael Beasley.

Beasley? Pra quê? No que isso iria melhorar o Lakers?

Falou-se também em Derrick Williams, mas esta seria uma aposta. Pode dar como pode não dar certo. Mas se der, não é para agora, é para o futuro, quem sabe daqui a duas temporadas.

Mas aí Kobe pode voltar a fazer biquinho, porque ele quer um jogador que venha adicionar qualidade ao time agora, para ser campeão. Daqui a duas temporadas a gente não sabe (e nem ele) se estará rendendo o que rende no momento.

O fato é que o Lakers precisa mesmo é de um armador — e não de um ala. O time tenta Ramon Sessions, do Cleveland. Se não rolar, o plano b seria Gilbert Arenas. Mas Arenas não deve estar bem ou o pessoal da franquia não quer apostar em um jogador cujo passado recente vem permeado por problemas; caso contrário, já teria assinado com ele, pois Arenas já fez alguns testes com o Lakers.

Um negócio com o Wolves envolvendo Beasley seria legal se Luke Ridnour entrasse na troca. Mas Ridnour tem sido titular do time ao lado de Ricky Rubio e esta formação, com dois armadores, tem surtido efeito.

Mas para trazer Gasol, é possível que a franquia de Minneapolis abra mão de Ridnour. Mas, como eu disse dia desses, o Wolves não precisa de Gasol. É time que amadurece a cada dia que passa e Kevin Love pode ser tranquilamente o “franchise player”.

Do jeito que está, volto a dizer, o Wolves vai brigar pelo título da conferência em no máximo duas temporadas. Até lá, amadurece ainda mais seus jogadores e entrosa o time.

O fato é que está difícil fazer negócio. Tanto que Kupchak declarou há poucos dias que este time pode ser o time até o final da temporada. Quer dizer: se não houver superação, a luta pelo título da conferência e consequentemente da NBA vai ser difícil.

Outro problema: esperar por Dwight Howard. Isso é risco muito grande, pois o Lakers não terá “cap” para contratá-lo na próxima temporada, quando ele for “free-agent”. O Lakers tem US$ 8,9 milhões do salário de Lamar Odom que ele não usou na troca com o Dallas. Tem a cláusula de anistia que ele pode usar dispensando, por exemplo, Metta World Peace que ganhará US$ 7,2 milhões no próximo campeonato.

Acontece que as regras do CBA impedem que estas duas quantias sejam unidas. Se unidas, daria US$ 16,1 milhões, um dinheirão para seduzir D12. Mas isso não pode ser feito. O máximo que o Lakers terá para oferecer para D12 são os US$ 8,9 milhões de Lamar Odom.

Convenhamos, dificilmente Howard aceitaria.

Então, restam duas saídas para o Lakers: 1) fazer uma troca antes do dia 15 de março próximo, data-limite para os negócios; 2) esperar pelo fim da temporada e torcer para que D12 renove com o Orlando em sinal de gratidão e imediatamente haja uma troca com o Lakers envolvendo Gasol e/ou Bynum.

Convenhamos, é arriscado, pois D12 pode muito bem não trilhar este caminho, pois ele será “free-agent”.

A situação do Lakers está complicada. E Kobe, garoto irascível que é, não está conformado com a situação. Seu depoimento depois da derrota para o Phoenix foi sintomático.

“Como um ex-jogador, eu entendo como esses dias que antecedem a data-limite podem estressar um jogador”, disse Kupchak em resposta ao pronunciamento de Kobe Bryant. “No entanto, como gerente geral, tenho minhas responsabilidades com a franquia, com nossos fãs e com os jogadores para que esta equipe prossiga na busca da melhora para esta ou nas próximas temporadas. Sinalizar publicamente de que não vamos mais fazer isso ou aquilo seria colocarmo-nos em posição desvantajosa. Tomar uma atitude destas neste momento seria não prestar um serviço completo aos donos da franquia, ao nosso time e aos nossos torcedores”.

E o que isso quer dizer? Não sei; sinceramente, não sei.

O que sabemos neste momento é que o Lakers pode ganhar o título desta temporada, pois time que tem um gênio como Kobe Bryant e uma camisa vitoriosa é sempre favorito ao título. Mas, temos que reconhecer, suas chances são reduzidas. Se quiser brigar a ponto de atemorizar os adversários, alguma coisa há que ser feita.

E imediatamente.

RODADA

Carmelo Anthony voltou — e o New York voltou a perder. Em que pese os 21 pontos, nove assistências, sete rebotes e quatro roubos de bola de Jeremy Lin, o Knicks foi surpreendido pelo New Jersey dentro de seu Garden por 100-92. O sino-americano, aliás, roubou 13 bolas nos últimos três jogos, o que dá uma média de 4,3 por partida… O nome do jogo, no entanto, foi o armador Deron Williams: 38 pontos. D-Will (foto Getty Images) acertou oito bolas de três, seu recorde desde que entrou na liga, na temporada 2005-06… Derrick Rose voltou a jogar depois de cinco partidas no estaleiro. Foram 34:54 minutos em quadra que se traduziram em 23 pontos, seis assistências e cinco rebotes. Com D-Rose em quadra o Chicago Bulls tem cara de time campeão. “Estou me sentindo bem e me senti bem durante toda a partida”, disse o jogador depois do jogo… O Orlando foi a Milwaukee e bateu o Bucks por 93-90. Somou sua nona vitória nos últimos 12 confrontos. Depois de quatro derrotas consecutivas (Boston, New Orleans, Indiana e Philadelphia), o time se reagrupou e ocupa a terceira posição no Leste com uma campanha de 21-12 (63,6%). No geral, tem o quinto melhor desempenho da NBA… O Dallas venceu mais uma: 89-73 no Boston. Já disse e repito: o atual campeão da NBA acertou seu time após a perda de alguns jogadores (JJ Barea, Tyson Chandler e DeShawn Stevenson) e das últimas oito partidas venceu sete. Assim como o Orlando, tem a terceira melhor campanha da conferência (21-12, 63,6%)… Já o Boston despenca pelas tabelas. Vem de quatro revezes seguidos e dos últimos sete cotejos perdeu seis. É o último colocado no Leste (15-16, 48,4%) e se estivesse no Oeste ocuparia a 11ª posição… O San Antonio voltou a triunfar, desta vez diante do Utah, fora de casa, por 106=102. Enfileirou sua 11ª vitória e firma-se cada vez mais na segunda posição no Oeste, com nove derrotas apenas, nos calcanhares do líder Oklahoma City, que bateu o New Orleans, em casa, por 101-93, e que tem sete derrotas… Notícia ruim para o SAS: Manu Ginóbili ficará de fora por duas semanas por conta de uma distensão no abdome.

Notas relacionadas:

  1. BYNUM LIVRA A CARA DE KOBE E DO LAKERS
  2. MIAMI PERTO DE ENTRAR PARA A HISTÓRIA
  3. LAKERS JÁ PENSA EM FAZER TROCAS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

domingo, 12 de fevereiro de 2012 NBA | 22:45

UM GÊNIO, UM CRAQUE E UM ERRO GROTESCO

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Ótima jornada dominical na NBA até o momento. Duas grandes partidas. Primeiro, o Lakers bateu com as calças nas mãos o fraquinho Toronto; depois, o Boston passou pelo Chicago por conta da atuação de gala de um de seus jogadores.

Vamos lá.

No Canadá, tudo indicava que o Lakers iria triturar o Toronto. Chegou a abrir 18 pontos de vantagem. Mas, como tem acontecido, o time parece perder a concentração e entra em pane.

O Raptors não só encostou como abriu quatro pontos de vantagem.

Foi aí que entrou em ação Kobe Bryant.

A 1:07 minuto do fim e com o Lakers atrás em 90-86, Kobe acertou uma bola de três: 90-89. Na sequência, roubou uma bola de Linas Kleiza e tocou-a para Metta World Peace fazer a bandeja e colocar o Lakers na frente: 91-90. Depois de ter visto José Calderón recolocar os canadenses na frente uma vez mais (92-91), a 16 segundos do final, Kobe acertou mais um “mid-range” (foto AP) e devolveu a liderança ao Lakers: 93-92.

Restavam quatro segundos para o cronômetro zerar, mas o Toronto não pôde atacar (e disso eu falo abaixo). Na sequência, falta em Kobe, que perdeu um lance livre, é verdade, mas fez o outro e deu números finais ao marcador: Lakers 94-92 Toronto.

Desempenho de Kobe no minuto final: seis pontos, um desarme e uma assistência. Digno dos gênios.

Sua performance final foi a seguinte: 27 pontos (9-23; 39,1%). Como se vê, no geral, KB não foi bem, mas quando precisou ele não negou fogo.

ERRO

Vocês que me acompanham sabem muito bem que eu não gosto de falar de arbitragem. O erro é do jogo. Assim como um atleta, no calor da partida, erra um arremesso ou perde um jogador de vista; assim como um treinador, no calor do jogo, pode mudar mal sua equipe; assim também um árbitro, no calor do jogo, pode errar uma marcação por conta da rapidez de uma jogada.

Mas o que o árbitro Scott Foster fez em Toronto foi um absurdo. No entender dele, Rasual Butler demorou mais de cinco segundos para repor a bola em jogo ou pedir novo tempo. O Lakers vencia por apenas um ponto (93-92) e uma nova cesta poderia levar o Raptors à vitória.

Foster, no entanto, contou rápido demais e passou a bola para o Lakers. Uma vergonha.

Não havia pressão alguma por conta da rapidez do lance ou pelo fato de Foster ter a visão encoberta por causa da jogada, por exemplo. Era apenas uma questão de contar: um mil, dois mil, três mil, quatro mil, cinco mil. Devagar, como manda o figurino.

Butler não demorou cinco segundos para pedir o tempo. Foi uma infâmia, uma decisão equivocada que prejudicou o Toronto e beneficiou o Lakers naquele momento.

Um desrespeito a todos que estavam no Air Canada Center, trabalhando e contemplando a partida. Um desrespeito a todos que assistiam a contenda pela TV ou pela internet e afins.

HISTÓRICA

O Celtics, como vimos, bateu o Chicago em Boston: 95-91. E só bateu por causa de um jogador: Rajon Rondo.

Enquanto o “Big Three” negava fogo (Paul Pierce, nove pontos; Ray Allen, 11; Kevin Garnett, 13), Rajon colocou a bola debaixo do braço e fez o seguinte: 32 pontos (11-22; 50,0%), 15 assistências e 10 rebotes. E ainda roubou duas bolas. Ah, sim, acertou 10-13 nos lances livres (76,9%).

Com se vê, Rajon (foto AP) anotou um “triple-double”. Foi o nono de sua carreira.

Uma atuação de gala. Para calar os críticos que querem imputar a ele a fase ruim de um time cujo alicerce está se deteriorando por conta do tempo — e Rajon não tem nada com isso.

Rajon é o futuro do C’s, creiam. E em torno dele será edificada uma nova equipe.

QI

Vocês viram o pedido de tempo que Carlos Boozer chamou quando o Boston vencia por 91-88 a 28 segundos do final? Booz roubou uma bola de Paul Pierce e CJ Watson disparou, sozinho, à espera do passe para fazer mais dois pontos, de bandeja ou enterrando, tanto faz. O placar iria para 91-90, a, sei lá, 20 segundos do final.

Mas Boozer (que rima com loser), não viu CJ disparar.

Sempre os mesmos, sempre os mesmos…

Notas relacionadas:

  1. O QUE SE PASSA COM RONDO?
  2. ERRO DE AVALIAÇÃO
  3. ELE VOLTOU!
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012 NBA | 12:32

NA CASA DO CELTICS, DEU LAKERS!

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Ninguém discute: Boston x Lakers é o grande clássico da história da NBA. As duas franquias são as que mais venceram campeonatos: 17 para o Celtics e 16 para o time de Los Angeles. Decidiram nada menos do que 12 torneios entre si, e novamente o Boston leva vantagem, pois ganhou nove e perdeu apenas três para o Lakers.

É importante ressaltar que as oito primeiras decisões entre eles foram vencidas pelo Boston. Mas das últimas quatro, três ficaram com o Lakers.

Os dois times se enfrentaram em 74 partidas nas finais da NBA. O Boston venceu 43 e o Lakers 31. Em temporadas regulares foram 274 confrontos, com 153 triunfos do Boston contra 121 do Lakers.

As duas franquias dominaram a liga do final dos anos 1950 até meados da década de 1980. Rivalidade esta que se arrefeceu com as aposentadorias de Magic Johnson e Larry Bird.

A competição entre ambos voltou no final da década passada, quando o Boston, depois de 21 anos, voltou a aparecer em uma decisão para ganhar um título em cima de quem? Do Lakers. Lakers que deu o troco dois anos depois.

A rivalidade esfriou porque o Boston, como vimos, não conseguiu segurar a peteca. O time de Los Angeles, por seu lado, não deixa a peteca cair. O máximo que ficou foram nove anos sem ganhar um título desde que esta rivalidade começou. O Boston, apesar de sua riquíssima história, não tem conseguido seduzir grandes jogadores, ao contrário do que ocorria no passado, quando formou a maior dinastia na história da NBA durante a década de 1950.

Los Angeles é um mercado muito maior do que Boston. LA é uma cidade glamorosa, enquanto Boston fica em uma das regiões mais frias dos EUA e, por isso mesmo, muitos querem distância dela.

Talvez por isso, quando disputado pelas duas franquias, Dwight Howard tenha dito que prefere o Lakers ao Boston.

SOTAQUE

Ontem essas duas franquias voltaram a se encontrar. O jogo foi em Boston. E deu Lakers: 88-87, na prorrogação, depois de empate em 82 pontos no tempo normal.

Assim como aconteceu na decisão do título de 2010, Pau Gasol (foto AP) foi decisivo. O espanhol construiu um patrimônio de 25 pontos e 14 rebotes. Mas foi seu toco no segundo final, em cima de Ray Allen (22 pontos, cestinha do C’s), que determinou a vitória do time californiano. Espetacular!

A dupla que formou com Andrew Bynum (16 pontos e 17 rebotes) foi a responsável pela vitória angelina, pois ambos combinaram para 41 pontos (46,6% dos pontos do time) e 31 rebotes.

E é bom lembrar que o 88º tento do Lakers foi marcado por Bynum, que deu um tapinha em um rebote provocado por um arremesso errado de Kobe Bryant.

Kobe foi igualmente importante com seus 27 pontos, mas apagou-se no final da prorrogação. Acertou seus dois primeiros arremessos, mas falhou nos três últimos, sendo que o primeiro foi o que resultou no tapinha de Bynum.

Quanto ao Boston, a falta de agressividade no jogo interior chamou a atenção. A equipe bateu apenas cinco lances livres, todos no primeiro tempo. Isso mesmo: o Celtics ficou o segundo tempo inteirinho e a prorrogação sem bater nenhum lance livre sequer! E a contenda foi em Boston, não possibilitando qualquer desconfiança quanto ao comportamento do trio de arbitragem.

E Paul Pierce, que ontem foi escolhido para figurar no “All-Star Game”, falhou com a bola nas mãos nos dois momentos decisivos. No final do tempo normal, enrolou-se com a marcação de Metta World Peace; no final da prorrogação, ainda conseguiu arremessar, mas seu chute foi de encontro ao aro do Lakers. Mas The Truth foi um guerreiro em quadra: 18 pontos, nove rebotes e sete assistências.

E Kevin Garnett, que ontem foi preterido do ASG depois de 14 convocações seguidas, provou que os treinadores do Leste acertaram ao deixá-lo de fora. KG foi apenas uma pálida imagem do jogador vibrante que o coloca entre os maiores da história da liga. Arremessou 23 bolas (seu recorde nesta temporada), mas encestou apenas seis, o que deu um percentual de aproveitamento de míseros 26,1%.

Assim, creio eu, explica-se a vitória do Lakers.

OBSERVAÇÕES

1) Ver o Celtics enfrentando o Lakers, em Boston, de verde é esquisito. Como esquisito foi ver o Lakers enfrentar o Celtics em Boston de amarelo. A história tem que ser respeitada: jogo em Boston, o Celts tem que estar de branco e o Lakers de roxo; jogo em Los Angeles o Lakers tem que estar de amarelo e o Boston de verde.

2) Nas arquibancadas do TD Garden, a quantidade de torcedores do Lakers chamou a atenção. Não diria que foi humilhante para o Boston, mas que foi desagradável, como diz meu amigo João Guilherme, agora narrador da Fox Sports, isso foi.

Notas relacionadas:

  1. CAVS x CELTICS MEXE COM A NBA E OS EUA
  2. PROBLEMAS, EM CASA E NO DALLAS
  3. LAKERS: UMA VITÓRIA EMBLEMÁTICA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012 NBA | 18:21

JEREMY LIN E O RECORDE DE KOBE, QUE PODE SE TORNAR O MAIOR ARTILHEIRO DA NBA EM TODOS OS TEMPOS

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Kobe Bryant tornou-se o quinto maior pontuador na história da NBA. Mas o assunto de ontem na NBA foi o armador chino-americano Jeremy Lin. Dele eu falo na sequência; de Kobe, um pouco mais abaixo.

SENSAÇÃO

Jeremy Lin é a grande sensação da NBA no momento. Esqueça Kobe Bryant, LeBron James, Dwayne Wade, Kevin Durant, Dwight Howard ou Derrick Rose. Nos EUA, no momento, quando o assunto é NBA, o nome mais falado é o de Jeremy Lin.

Se você não sabe o que está acontecendo, fique tranquilo, pois eu tenho um tempinho pra te contar a história deste norte-americano, filho de pais chineses, nascido em Palo Alto, sul de São Francisco, norte da Califórnia.

CRÂNIO

Jeremy na verdade é Jeremy Shu-How Lin. Trata-se de um magrelo de 90,7 quilos que tem 1,91m de altura e apenas 23 anos.

Sempre gostou de jogar basquete.

No “high school”, o nosso ensino médio, foi a grande sensação do Palo Alto High School em seu último ano. Capitaneou sua equipe a uma campanha de 32-1 e na decisão do título, bateu a favorita Mater Dei High School por 51-47.

Foi eleito o melhor jogador da Divisão II (a qual sua escola pertence) por quase todas as publicações da Bay Area. Suas médias: 15,1 pontos, 7,1 assistências, 6,2 rebotes e 5,0 desarmes.

Com um currículo desses, sonhava jogar no “college” com a camisa de UCLA. Mandou para a universidade de Los Angeles um DVD com “high lights” de seus jogos junto com seu desempenho escolar, que era muito bom. Pra não ser pego de surpresa, enviou também o mesmo material para a Universidade California Berkeley (a mesma de Jason Kidd), Stanford (onde Tiger Woods se graduou) e para todas as universidades da Ivy League, liga que contém as melhores, mais antigas e mais tradicionais escolas dos EUA, cujos programas acadêmicos são os melhores do país.

As universidades da Pac-12 (UCLA, California e Stanford) não quiseram dar bolsa para Lin, enquanto que as escolas da Ivy League são naturalmente proibidas de cedê-las. Harvard e Brown ofereceram a Lin um lugar no time de basquete e o atual armador do New York Knicks escolheu Harvard por conta do grau de exigência da faculdade.

Lin jogou em Harvard durante quatro anos e formou-se em economia. Deve entender mais do assunto do que muitos desses economistas brasileiros que integram e/ou integraram equipes do governo e que depois de fracassarem por lá ficam ditando (pra não dizer outra coisa) regras em tevês, rádios, jornais e internet.

Em Harvard (que na verdade fica em Cambridge e não em Boston, como muitos pensam), de 2006-7 até 2009-10, Lin acumulou médias de 12,9 pontos, 4,3 rebotes e 3,5 assistências. Seu melhor ano foi o penúltimo, quando marcou 17,8 pontos, 5,5 rebotes e 4,3 assistências por partida.

Estudo findado, resolveu tentar a sorte na NBA.

DE FORA

Lin não foi draftado por nenhum dos 30 times da liga no “NBA Draft” de 2010. Se tivesse sido, iria se tornar o primeiro jogador da Ivy League desde Jerome Allen (1995, University of Pennsylvania) a ser recrutado. Lin, no entanto, acabou sendo o primeiro jogador vindo de Harvard para a NBA depois de 57 anos. Antes dele, Ed Smith foi selecionado em 1954 exatamente pelo NYK.

Com uma mão na frente e outra atrás, sonhando em jogar na NBA, Lin participou de alguns “summer camps” e acabou assinando com o Golden State, mesmo tendo recebido ofertas do Dallas e do Lakers. Queria ficar em casa.

Jogou 29 partidas pelo Warriors e acumulou miseráveis médias de 2,6 pontos, 1,2 rebote e 1,4 assistência. Dividiu-se entre vestir a camisa do GSW e de sua franquia na NBDL, o Reno Big Horn.

Ao final do primeiro ano de um contrato de duas temporadas, no qual ganhou US$ 473,6 mil, Lin foi dispensado quando o locaute acabou. Tentou a sorte no Houston; não deu certo. Até que o New York, com a contusão de Iman Shumpert, ofereceu a ele um contrato no dia 27 de dezembro passado em troca de US$ 762,1 mil.

Pelos dois últimos jogos, está valendo cada centavo investido.

MVP!

Nas vitórias diante do New Jersey Nets (99-92) e ontem frente ao Utah Jazz (99-88), Lin fez um total de 53 pontos, 15 assistências e sete rebotes, o que deu uma média de 26,5 pontos, 7,5 assistências e 3,5 rebotes.

Diante do Utah, anotou seu recorde de pontos (28) e assistências (8). E o mais legal é que os 19.763 torcedores que lotaram o Madison Square Garden, nas nove oportunidades em que Lin foi para a linha do lance livre e sempre que pegava na bola, já ao final da partida, gritavam “MVP, MVP, MVP”.

“Deus trabalha de um jeito enigmático e milagroso”, disse Lin ao final da partida de ontem, sem disfarçar um contentamento impossível de ser escondido. Nem mesmo Lin esperava que ele pudesse bater neste confronto diante do Jazz seus 25 pontos e sete assistências anotados frente ao New Jersey no último sábado.

Recusando-se a economizar-se em quadra, Lin tornou-se perdulário com sua energia e isso custou-lhe um preço alto. Cansado (havia ficado apenas 3:08 minutos descansando), cometeu seu quinto de um total de oito no começo do último quarto (10:26 minutos para o final), com o placar apertado (78-75) em favor de seu time.

O técnico Mike D’Antoni pensou em tirá-lo do time. Lin encostou no treinador e disse: “Não quero sair”.

D’Antoni atendeu-o e deixou em quadra. Lin cometeu mais três equívocos, mas o treinador continuou apostando nele.

“Isso é incalculável, quando você é um jogador que comete oito erros em uma partida e continua em quadra. Foi inacreditável”, disse Lin.

Foi mesmo. Mas não apenas a atitude de D’Antoni, mas o que Lin mostrou nesses dois últimos jogos do New York Knicks. Não à toa, duas vitórias.

Se você não viu Lin em ação ou quer revê-lo em quadra, anote aí: amanhã, quarta-feira, às 22h de Brasília, ele terá uma dura parada pela frente: John Wall e o Washington Wizards.

Sairá como titular pela segunda vez na carreira.

RECORDE

Como disse, Kobe Bryant tornou-se ontem o quinto maior cestinha da história da NBA. Ultrapassou Shaquille O’Neal, seu ex-companheiro de time.

Kobe tem agora 28.599 pontos na carreira e posiciona-se atrás apenas de Wilt Chamberlain (31.419), Michael Jordan (32.292), Karl Malone (36.928) e Kareem Abdul-Jabbar (38.387).

Kobe tem tudo para ficar entre os três primeiros ou mesmo encerrar a carreira como segundo maior de todos os tempos.

Ele está com média de quase 30 pontos por jogo. Digamos que ela se mantenha até o final: Kobe adicionaria mais 1.230 pontos, totalizando 29.829 tentos.

Continuaria atrás de Wilt Chamberlain.

Na próxima temporada, digamos que KB, aos 34 anos e na mesma forma, tenha uma média um pouco menor: 28 pontos por jogo. Somaria mais 2.296 tentos, chegando à casa dos 32.125 pontos. Ultrapassaria Wilt Chamberlain e encerraria a temporada encostado em Michael Jordan.

Na seguinte, aos 35, digamos que sua média caia um pouco mais. Vamos falar em algo em torno de 25 pontos. Ele chegaria a 2.050 ao final do campeonato e atingiria a marca de 34.175 tentos, deixando Michael Jordan para trás.

Ficariam faltando mais 2.753 pontos para ele igualar Malone e 4.212 pontos para se equiparar a Kareem.

Jordan deixou de jogar aos 39 anos. Kobe estaria com esses números aos 35 anos. MJ, em seus dois últimos anos de carreira (com uma parada de quatro anos), teve médias de 21,2 pontos por jogo.

Digamos que Kobe tenha essa mesma média e jogue até os 39 anos, como Jordan. Ele adicionaria algo em torno de sete mil pontos aos seus números.

E desta forma tornaria-se o maior artilheiro da NBA em todos os tempos.

SHOW

Hoje à noite tem Anderson Varejão em quadra: 22h30 de Brasília. Seu Cleveland vai até Miami enfrentar o Heat.

O capixaba vem de três “doubles-doubles” seguidos. Tem, ao longo deste campeonato, um total de 12 duplo-duplos, dez a menos do que Kevin Love, o líder.

E tem também um “double-double” de média, com 10,8 pontos e 11,9 rebotes por contenda disputada.

Sem dúvida alguma, o confronto que eu estarei vendo esta noite.

Notas relacionadas:

  1. KOBE, O MAIOR CESTINHA DA HISTÓRIA?
  2. MJ DIZ QUE KOBE PODE SER COMPARADO A ELE. PODE MESMO?
  3. PHIL JACKSON ESCREVE SUAS MEMÓRIAS E VAI DIZER QUEM FOI MAIOR: MICHAEL JORDAN OU KOBE BRYANT?
Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

sábado, 4 de fevereiro de 2012 NBA | 15:39

LAKERS JOGA COMO UM TIME E NÃO COMO TIME DE UM JOGADOR SÓ E VENCE O DENVER NO COLORADO

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O Lakers conseguiu ontem à noite sua terceira vitória fora de casa nesta temporada. Três vitórias em dez jogos disputados; muito pouco para um time como o Lakers, convenhamos.

E conseguiu vencer o Denver no Colorado por 93-89 porque jogou como um time e não como um time de um jogador apenas. Kobe Bryant não precisou fazer 40 ou mais pontos. Ele contribuiu com apenas 20, mas entregou nove passes corretos que se converteram em cestas. Andrew Bynum anotou 22 pontos e capturou dez rebotes. E Pau Gasol fez 13 pontos e coletou 17 ressaltos.

Ou seja: seus três principais jogadores tiveram um comportamento semelhante. Se continuar assim, o Lakers reverte esse marcador, atualmente em desvantagem (3-7) e passará a trabalhar no positivo brevemente.

Mas para que isso ocorra o time precisa continuar jogando como um time e não como um time de um jogador apenas.

DESASTRE

Danilo Gallinari, que tem jogado o fino da bola nesta temporada, negou fogo na derrota diante do Lakers. Anotou apenas seis pontos, acertou só um de seus nove arremessos, uma bola de três das seis que disparou contra o aro adversário.

Um desastre.

Em compensação, Al Harrington voltou a jogar bem: 24 pontos vindos do banco, em 36:52 minutos em quadra.

Al não é titular se você levar em consideração que ele não é anunciado pelo locutor do ginásio. Mas se você é daqueles, como eu, que se liga nos minutos jogados e nos momentos em que o jogador está em quadra, você conclui, como eu, que Al Harrington é titular como ala-pivô fazendo par com Nenê Hilário, com o russo Timofey Mozgov sendo um reserva que apenas tem o gostinho de ouvir seu nome anunciado pelo locutor do ginásio.

Nenê? Nada de especial: 12 pontos e seis rebotes, nenhum ofensivo. O jogo de sempre.

OPOSTO

Seguimos falando de basquete; não se engane com o título e vá pensar que o assunto agora é voleibol. É basquetebol mesmo.

Falei em oposto porque Anderson Varejão teve um desempenho bem diferente de Nenê.

Assim como Nenê, Varejão saiu derrotado de quadra. Seu Cleveland, jogando em Orlando, perdeu para o Magic por 102-94. Mas o capixaba foi um gigante diante de outro gigante, Dwight Howard.

Não é fácil enfrentar D12 — Nenê que o diga. Varejão encarou a fera, fora de casa e saiu-se muito bem: 12 pontos e 15 rebotes, sendo três deles ofensivos.

Ok, eu vi, já escutei você, que não gosta do Varejão e diz que não é Pacheco, eu vi que o Varejão tomou toco de D12, isso e aquilo. Mas eu não estou comparando o brasileiro com o norte-americano. Não sou louco, sei que Dwight é mais jogador que Anderson.

O que quero dizer é que Varejão não afinou. Fez novamente seu papel com dignidade e categoria.

Com isso, continua em quarto lugar entre os melhores reboteiros do campeonato, em um universo com algo em torno de 120 jogadores. Tem 11,6 ressaltos por partida. E quando o assunto são os rebotes ofensivos, tem média de 4,6 por partida e posiciona-se espetacularmente no primeiro lugar.

PALMAS

Por falar em espetacular, Leandrinho Barbosa, depois de dois jogos apagados, voltou a jogar bem. Foram 19 pontos na vitória do seu Toronto diante do Washington por 106-89.

Esses 19 pontos garantiram-lhe o privilégio de ser o cestinha do time. Mesmo tendo errado seus três arremessos triplos, coisa que ele não costuma fazer.

PUXA!

O Indiana foi a Dallas e venceu o Mavs por 98-87. Eu não vi o jogo, mas, mesmo na pindaíba em que se encontra o atual campeão da NBA, vencer o campeão e na casa dele é algo para se tirar o chapéu.

Olho o “box score” e vejo que Paul George fez 30 pontos e foi o cestinha do jogo ao lado de Dirk Nowitzki.

Alguém tem algo pra contar sobre a contenda? Ricardo Camilo está por aí?

ARTILHEIRO

Por falar em pontuação alta, Kevin Durant marcou 36 na vitória de seu Oklahoma City diante do Memphis por 101-94.

KD foi o cestinha da NBA nos dois últimos campeonatos. Atualmente está em terceiro lugar, com média de 27,0 pontos, atrás de Kobe Bryant (29,5), o líder, e LeBron James (29,2), o vice-líder.

Querem apostar que Durant acabará como cestinha desta temporada também?

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 NBA | 21:13

PHIL JACKSON ESCREVE SUAS MEMÓRIAS E VAI DIZER QUEM FOI MAIOR: MICHAEL JORDAN OU KOBE BRYANT?

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Phil Jackson começou a escrever suas memórias. O livro tem até nome: “Eleven Rings”; onze anéis.

Esta foi a quantidade de títulos que o maior treinador na história da NBA conseguiu. Meia dúzia deles com o Chicago Bulls de Michael Jordan, onde nunca perdeu uma decisão, e cinco com o Los Angeles Lakers de Shaquille O’Neal e Kobe Bryant, onde foi batido duas vezes na final.

O livro será editado pela Penguin Press e seu lançamento está previsto para daqui um ano. Phil (foto) terá um longo tempo pela frente para recuperar tudo o que ele fez ao longo de seus 20 anos na NBA, nove deles à frente do Chicago e os 11 restantes comandando o Lakers.

O que todos aguardam é pela palavra do aposentado treinador sobre Michael Jordan e Kobe Bryant. Quem é melhor?

Os mais novos, aqueles que não viram MJ jogar, creem que Kobe pode ser comparado ao ex-camisa 23 do Bulls e dizem que se o camisa 24 do Lakers ganhar mais dois anéis torna-se o maior de todos os tempos.

O pessoal da velha guarda como eu, que viu Jordan em ação, concorda que Kobe foi melhor que MJ, mas apenas ao MJ do Washington Wizards e não aquele do Chicago Bulls. O pessoal da velha guarda como eu, acha que é uma heresia alguém ser comparado a Michael Jordan.

Ano passado, mais ou menos nesta época, em entrevista ao jornalista T.J. Simers, do jornal “Los Angeles Times”, P-Jax disse: “Stop comparing anyone to Michael Jordan.  It’s just not fair.  He was remarkable”.

Se alguém precisa de tradutor, lá vai: “Parem de comparar quem quer que seja a Michael Jordan. Isso não é justo. Ele foi incomparável”.

Foi Phil Jackson quem disse isso. Foi o homem que dirigiu os dois jogadores quem disse isso.

Portanto, a menos que um fato novo venha ocorrer ou haja algo que nós não sabemos, este capítulo das memórias de P-Jax já é do conhecimento de todos.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

Sem categoria | 13:56

NBA DIVULGA SELEÇÕES DO LESTE E DO OESTE QUE PARTICIPAM DO ‘ALL-STAR GAME’

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A NBA anunciou na noite de ontem os dois quintetos escolhidos pelos torcedores para o desafio entre o Leste e o Oeste no “All-Star Game” do dia 26 de fevereiro próximo, em Orlando.

No lado Leste, o Miami cedeu dois jogadores; no Oeste, a cidade de Los Angeles foi a base do quinteto.

Os dois times são os seguintes:

LESTE
Derrick Rose (Chicago Bulls)
Dwyane Wade (Miami Heat)
LeBron James (Miami Heat)
Carmelo Anthony (New York Knicks)
Dwight Howard (Orlando Magic)

OESTE
Chris Paul (LA Clippers)
Kobe Bryant (LA Lakers)
Kevin Durant (Oklahoma City Thunder)
Blake Griffin (LA Clippers)
Andrew Bynum (LA Lakers)

O jogador que mais votos recebeu foi o pivô Dwight Howard (foto Getty Images), do time da casa, que foi escolhido por nada menos do que 1.600.390 fãs, numa clara demonstração de afeto por parte deles. Orlando respira e transpira o ASG. Grande parte dos votos partiu da cidade do Mickey Mouse.

Em segundo lugar apareceu Kobe Bryant: 1.555.479 votos. O ala do Lakers ainda goza de grande prestígio entre os torcedores norte-americanos, embora a mídia local faça uma campanha descarada para colocar LeBron James como o número 1 da NBA.

Por falar no ala do Miami, LBJ foi votado por 1.360.680 fãs, ficando atrás não apenas de D12, mas também do armador Derrick Rose, que contou com o carinho de 1.514.723 torcedores. Dwyane Wade recebeu 1.334.223 votos. Carmelo Anthony completa o quinteto. O ala nova-iorquino é um clássico intruso nesta seleção, mas como são os fãs quem escolhem os titulares das duas seleções, não há o que se fazer: ele acumulou 1.041.290 votos.

No Oeste, depois de Kobe, o jogador mais popular foi Kevin Durant: 1.345.566 votos. Depois vieram: Chris Paul, 1.138.743; Andrew Bynum, 1.051.945; e Blake Griffin, 876.451.

Somando-se os votos, o quinteto do Leste recebeu 6.851.306 indicações, enquanto que os titulares do Oeste ficaram com 5.968.184. O que isso quer dizer? Quer dizer que os jogadores do Leste são mais populares.

O ranking geral ficou assim:

1) Dwight Howard: 1.600.390
2) Kobe Bryant: 1.555.479
3) Derrick Rose: 1.514.723
4) LeBron James: 1.360.680
5) Kevin Durant: 1.345.566
6) Dwyane Wade: 1.334.223
7) Chris Paul: 1.138.743
8) Andrew Bynum: 1.051.945
9) Carmelo Anthony: 1.041.290
10) Blake Griffin: 876.451

Ou seja: se formos levar em conta a preferência dos torcedores, o time titular dos EUA para os Jogos Olímpicos de Londres, em julho próximo, seria:

Derrick Rose
Kobe Bryant
LeBron James
Kevin Durant
Dwight Howard

Acho que seria o meu preferido também, pois LBJ e KD podem perfeitamente se revezar como ala de força, sem contar que um jogar da posição pode vir do banco para ajudar quando preciso.

Mas não é isso o que a gente discute. O que discutimos é a seleção do ASG.

Respeitando os votos dos torcedores, meus dois quintetos, levando-se em consideração bola, apenas bola, seriam:

LESTE
Derrick Rose
Dwyane Wade
Luol Deng
LeBron James
Dwight Howard

Coloco Luol, pois o sudanês naturalizado britânico encontra-se no melhor momento de sua carreira. Está lesionado no pulso no momento e se ausentou nos últimos cinco jogos do Bulls, deixando bem claro que o time sem ele perde muito de sua força.

OESTE
Chris Paul
Kobe Bryant
Danilo Galinari
Kevin Durant
Andrew Bynum

Coloco Gallinari no quinteto, pois o ala italiano do Denver vem fazendo uma grande temporada, transformando-se no melhor jogador do time do Colorado, atualmente o segundo colocado na Conferência Oeste.

RESERVAS

A NBA informa que os reservas de cada time serão anunciados no dia 9 de fevereiro próximo, quinta-feira da semana que vem. Serão anunciados no intervalo da partida entre Boston e Lakers.

Eles serão escolhidos pelos treinadores de suas conferências, lembrando que os técnicos não podem votar em atletas de seus times.

Serão indicados dois armadores, dois alas, um pivô, além de dois jogadores independente de posição.

TREINADORES

Os dois técnicos serão aqueles com melhor campanha em suas respectivas conferências. Se fosse neste momento, seriam Tom Thibodeau (Chicago Bulls) no Leste e Scott Brooks (Oklahoma City Thunder) no Oeste.

Mas a NBA vai levar em consideração a classificação quando a rodada do dia 15 de fevereiro se encerrar.

SOLITÁRIO

Nenê Hilário foi o único dos quatro brasileiros a receber votação expressiva de modo a aparecer entre os mais votados. O paulista de São Carlos foi o preferido entre 207.102 torcedores.

RODADA

O grande jogo da noite de ontem ocorreu em Nova York, onde a equipe da casa voltou a perder, desta vez para o desfalcado Chicago Bulls: 105-102.

O Knicks é um arremedo de time de basquete. Tem um técnico de capacidade discutível e um jogador fominha, que coloca tudo a perder, pois conjuga os verbos na primeira pessoa do singular ao invés de conjugá-los na primeira do plural.

Mike D’Antoni desperta no torcedor a mesma ira e o mesmo desprezo que Isiah Thomas provocou num passado recente. Quando o NYK perde, os torcedores gritam das poltronas do Garden: Fora D’Antoni!

Carmelo Anthony é um atleta que deveria ter optado pelo tênis e não pelo basquete. Recentemente, Amar’e Stoudemire veio a público reclamar do antolho usado por Melo; e com razão.

Amar’e fez 34 pontos diante do Bulls, mas foram insuficientes para levar o time à vitória. Derrick Rose (foto Reuters) anotou dois a menos, mas contou com um time mais solidário, que mesmo desfalcado de duas importantes peças (Luol Deng e Rip Hamilton) sabe o que significa basquete em equipe.

O NYK tem uma campanha de 8-14. Em casa, 4-7. Na estrada, idem. Dos últimos 12 confrontos, venceu apenas dois.

É o décimo colocado do Leste, com um percentual de aproveitamento de ridículos 36,4%. Sonha com uma vaga nos playoffs porque esta conferência é mais frágil se comparada com a outra.

Estivesse o NYK no Oeste e ocuparia atualmente a 14ª posição.

FACE-TO-FACE

Por falar em comparações, até a rodada de ontem o duelo entre as duas conferências mostra o seguinte: 59 vitórias do Oeste contra 40 do Leste.

Mas ao olharmos a classificação geral do campeonato, temos o Oklahoma City em primeiro, mas os cinco seguintes são do Leste: Chicago, Miami, Philadelphia, Indiana e Atlanta.

O que isso quer dizer? Quer dizer que esses times, por fazerem parte do Leste, enfrentam equipes débeis e dificilmente perdem. No Oeste, como o equilíbrio é maior, a gente vê um perde e ganha, que acaba por interferir muito mais no recorde das equipes.

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012 NBA | 17:56

UMA RODADA CHEIA DE EQUÍVOCOS, MAS COM DESTAQUES TAMBÉM

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Foi uma rodada de equívocos. E equívocos que custaram ou poderiam ter custado vitórias.

Em Miami, Derrick Rose perdeu dois lances livres a 22 segundos do final da partida (anteriormente havia acertado 12 seguidos), que teriam dado ao Chicago a primeira liderança na partida em 95-94 e quem sabe a vitória.

Depois foi a vez de LeBron James (foto “Chicago Tribune”) falhar como D-Rose falhou: errou dois lances livres a 17 segundos do soar definitivo da estridente buzina da American Airlines Arena. O placar continuou inalterado: Miami na frente em 94-93.

D-Rose voltou a falhar quando o marcador estampava 95-93 para o Heat. A três segundos do final, perdeu o controle da bola e fez um tiro curto que deu bico.

Esses equívocos deram a vitória ao Miami por 97-93.

Em Dallas, foi Matt Bonner quem bobeou. Com o San Antonio atrás em um ponto apenas (101-100), deu um bloqueio mental em Bonner, que deve ter se esquecido o que Gregg Popovich traçou no pedido de tempo. Ele se embananou com a bola e ficou impossível Daniel Green acertar o arremesso, já que ele estava desequilibrado e o cronômetro ia zerar.

Essa bobeira de Bonner fez com que o Mavs ganhasse uma partida que dava pinta de que ele perderia.

Já em Denver, diante de seus fanáticos torcedores, o Nuggets perdeu ótima oportunidade para somar outra vitória. A 47 segundos do final, Nenê deu uma enterrada na fuça de DeAndre Jordan e levou o marcador a 105-104 para seu time.

O ginásio veio abaixo, mas o Denver não conseguiu capitalizar essa emoção. Não pontuou mais até o final do jogo, somando erros de arremessos e um de Nenê, que fez uma falta tola em Chauncey Billups.

Mas o mais incrível aconteceu em Boston. O Celtics tinha 11 pontos de vantagem (87-76) a 4:24 minutos da última buzinada e sabem o que aconteceu? Mesmo com o “Big Three” em quadra, o Celts não pontuou mais.

Consequentemente, assistiu o Cavs fazer uma corrida de 12-0 e ganhar a peleja. Foram seis pontos de Kyrie Irving, quatro de Anderson Varejão e mais dois de Alonzo Gee.

Paul Pierce cometeu um erro e falhou em dois arremessos nesse período. Dois também foram os chutes tortos de Ray Allen. E Kevin Garnett andou e cometeu seu erro também e nem sequer conseguiu fazer um arremesso.

Incrível, esse confronto em Boston foi o mais emocionante da noite pela corrida incrível que o Cavs fez. Mas se alguém eleger a partida de Dallas onde os reservas do San Antonio (entre eles Tiago Splitter) tiraram e quase venceram a partida, que teve até prorrogação, eu entendo perfeitamente.

Foi, de qualquer maneira, um domingo marcante, daqueles que a gente fica pensando: já pensou se o locaute não tivesse acabado? O que seria de nós agora?

RODADA

Em que pese os erros finais de Derrick Rose e LeBron James, os dois foram os melhores em quadra no jogo de ontem em Miami. D-Rose acabou o duelo com 34 pontos; LBJ, com 35.

Em Boston, Varejão deixou escapar um “double-double”. Anotou 18 pontos e coletou nove rebotes. Mas fez novamente um partidaço. O lance final, com ele pegando um ressalto, Antawn Jamison errando o arremesso, depois ele (Varejão) roubando a bola de Brandon Bass, o que acabou por propiciar a cesta da vitória, foi algo de nos encher de orgulho.

Em Dallas, Tim Duncan, Tony Parker e Richard Jefferson não estavam sendo páreo para os titulares do Mavs. Ficaram atrás 18 pontos no terceiro quarto. Foi então que Gregg Popovich fez entrar a chamada segunda unidade e ela quase levou o SAS à vitória.

Popovich manteve os reservas até o final da partida e em toda a prorrogação. Foi leal aos seus jogadores e lealdade é objeto raro de se encontrar hoje em dia. Por isso, Pop, como é chamado, cresceu demais no meu conceito.

Tiago Splitter acabou o jogo com oito pontos e sete rebotes, mas foi um guerreiro em quadra. Mas o destaque do jogo foi Jason Terry e seus 34 pontos, com uma bola certeira que empatou o jogo no tempo regulamentar e o levou à prorrogação.

Nenê anotou 18 e pegou nove rebotes na derrota do seu Nuggets, mas o herói (ou seria vilão?) da noite foi Chauncey Billups, nascido em Denver e homenageado antes de começar o jogo. Mr. Big Shot foi anunciado como se estivesse com a camisa do Denver e não do Clippers. E sabem como ele agradeceu: anotando 32 pontos!

O Lakers venceu sua segunda partida fora de casa, diminuindo um pouco o prejuízo, uma vez que perdeu sete vezes. A vitória de ontem diante do Minnesota por 106-101 era para ter sido mais tranquila. Não foi porque o time anda capengando, como sabemos.

Kobe Bryant fez 35 pontos e pegou 14 rebotes! Inquestionavelmente, o melhor em quadra.

Mas não dá para não mencionar Kevin Love. O ala-pivô do amor, mesmo tendo pela frente Pau Gasol e Andrew Bynum, conseguiu pegar 13 rebotes. Além disso, anotou 33 pontos.

Pergunto: esse cara tem limite?

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domingo, 29 de janeiro de 2012 NBA | 13:32

LAKERS: UM TIME PATÉTICO

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O Lakers é hoje um time patético. Patético principalmente quando se apresenta fora de seu Staples Center. A derrota de ontem diante do Bucks, em Milwaukee, foi mais uma prova inconteste da debilidade da equipe de Kobe Bryant quando está “on the road”.

A derrota por 100-89 foi mais uma num cartel de fracassos. A campanha do time angelino fora de casa mostra apenas uma vitória e sete derrotas. E a única vitória veio na prorrogação, diante do Utah, em Salt Lake City.

Há, é verdade, que se dar um grande desconto para o Lakers. E não é desculpa, é fato: o time mudou de treinador e não houve pré-temporada decente, de modo a fazer a equipe entender os novos conceitos do técnico Mike Brown, que foi contratado para substituir o aposentado Phil Jackson.

Além disso, o sensível Lamar Odom, um dos principais jogadores da equipe, foi negociado porque ele ficou magoado pelo fato de a franquia envolvê-lo em uma troca que acabou fracassando.

E, finalmente, a cesta de atletas que chegaram a Los Angeles não tinha nenhum que arrancou suspiros nem mesmo do mais fanático torcedor.

O Lakers hoje não é nem sombra mesmo do Lakers da temporada passada, que foi varrido pelo Dallas nas semifinais dos playoffs. O Lakers de hoje é um time sem identidade ofensiva, pois seu treinador parece só rezar na cartilha defensiva.

E o Lakers desta década e meia que ficou para trás, todos nós sabemos, era um time que ganhou cinco campeonatos e perdeu duas outras finais por se caracterizar forte no ataque e não na defesa.

Hoje, como disse, Mr. Brown tenta mudar a identidade da equipe. O Lakers tem a sétima melhor defesa da liga neste campeonato, mas seu ataque é digno de pilhérias, mesmo contando com o melhor jogador de basquete do planeta. O Lakers é apenas o 22º ataque mais competente do torneio!

Nas 20 partidas disputadas até agora, o time ultrapassou a barreira dos cem pontos em apenas uma oportunidade: vitória diante do Houston por 108-99. Nem mesmo na partida frente ao Jazz, que houve uma prorrogação que aumentou a contenda em cinco minutos, o Lakers conseguiu atingir a contagem centenária.

Faz 13 partidas que o Lakers joga abaixo dos cem pontos. Isso nunca havia ocorrido desde que o relógio dos 24 segundos foi introduzido na temporada 1953-54.

E ontem foi mais grave ainda, pois o adversário jogou desfalcado de dois titulares. O pivô Andrew Bogut quebrou o tornozelo e o ala Stephen Jackson estava suspenso.

O “front court” do Bucks foi formado por nanicos. O ala-pivô Drew Gooden, 2,08m, fez o papel de pivô, enquanto que Luc Mbah a Moute, um ala de 2,02m foi um dos alas-pivô ao lado de Ersan Ilyasova, 2,07m.

E o que se esperava? Esperava-se que o Lakers pudesse ganhar o jogo ali, no garrafão, com Pau Gasol (2,13m) e Andrew Bynum (2,13m) atropelando tudo e a todos. Mas ambos negaram fogo.

Gasol (foto AP) anotou apenas 12 pontos, frutos de um ridículo aproveitamento de 6-18 (33,3%), e Bynum ficou em um não menos silencioso 15 pontos (6-10, 60,0%).

Some-se a um técnico débil quando o assunto é a ofensiva e aos dois pivôs (principalmente Gasol) que tiveram uma noite opaca, o fato de que a segunda unidade do Lakers é simplesmente ridícula. Enquanto o banco do Milwaukee adicionou 37 pontos ao placar final, os reservas do Lakers contribuíram com 24.

O Lakers está atualmente na nona posição na Conferência Oeste com um desempenho de 11-9 (55,0%). No geral, cai para a 15ª colocação.

A situação é preocupante.

Que o time se classifica para os playoffs eu não tenho dúvidas. O que eu duvido é que esse mesmo time possa fazer algo de proveitoso na fase aguda da competição.

Ao que tudo indica, será um ano pra ser esquecido.

Notas relacionadas:

  1. PLANEJAMENTO ERRADO, PROBLEMA DO LAKERS
  2. LAKERS, COMO O VERDADEIRO LAKERS
  3. VAREJÃO NO LAKERS? É DIFÍCIL
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 NBA | 11:07

LAKERS: É O FIM DA LINHA PARA UM TIME CAMPEÃO?

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É o fim da linha para um time que ganhou dois títulos nos últimos três anos? Kobe Bryant começa a sentir o peso da idade? Ou tudo não passa de uma questão de ajustar a equipe com os novos métodos do técnico Mike Brown?

Eu fico com a terceira opção: o Lakers vive um momento de transição de um estilo de trabalho para outro. Saiu Phil Jackson e seus triângulos ofensivos e entrou Brown, um homem que prefere dar ênfase à parte defensiva.

O fato é que o Lakers perdeu sua força ofensiva, especialmente nos quartos decisivos. Na derrota de ontem diante do Indiana, em seu Staples Center, por 98-96 (a terceira consecutiva), mais uma vez o time ficou devendo ofensivamente falando.

Alguém pode estranhar tal afirmação, pois 96 pontos são muitos pontos. Se acaba na casa dos 70, 80, vá lá, mas 96!

Fui dar uma olhada no relato do “LA Times” sobre a partida. E o jornal angelino apontou o dedo exatamente para este problema.

Segundo o “Times”, há 11 partidas o Lakers não consegue ultrapassar a barreira dos 100 pontos. Pior marca desde a temporada 2003-04, quando o time ficou 12 jogos abaixo da contagem centenária.

Brian Shaw, um dos assistentes de P-Jax, homem cotado para assumir o cargo com a aposentadoria do Mestre Zen, trabalha hoje como um dos auxiliares de Frank Vogel, treinador do Indiana. Ele viu bem de perto a secura do Lakers.

Para ele, Pau Gasol posicionou-se mal ofensivamente. Ficou muito longe da cesta.

“Se você tem dois grandalhões (Gasol e Andrew Bynum) que são uma fortaleza de seu time, você precisa tê-los perto da cesta”, disse Shaw. “Algumas vezes Pau fica posicionado na linha dos três. Então, eu acho que tudo é uma questão de tempo para que todos consigam se ajustar”.

Gasol fez apenas oito pontos, 4-12 (33,3%). Foi a segunda vez em quatro partidas que o espanhol fez míseros oito pontos.

Kobe Bryant (foto AP), que terminou a partida com 33 tentos (precisou de 30 arremessos para chegar à marca), foi um desastre no quarto final: 1-6 (16,7%). Neste período, o Lakers fez 7-23 (30,4%), enquanto que o Indiana cravou 8-17 (47,1%).

E a 1:30 minuto do final, vencendo por 94-93, Gasol, Matt Barnes e Derek Fisher falharam ao tentar a cesta. Muita coisa pra quem pretendia vencer a partida.

O problema do Lakers, no momento, parece mesmo se concentrar no quarto derradeiro, quando o time tem arriado. O Lakers já fez 18 partidas até agora no campeonato. Apenas o Bulls fez tantos jogos quanto o Lakers. Mas o Los Angeles fez 11 dos 18 confrontos em casa, enquanto que o Chicago apresentou-se 11 vezes fora de casa.

E mais: o Chicago tem jogado sem Derrick Rose nos últimos quatro jogos (ele já perdeu cinco no total), enquanto que o Lakers não teve que abrir mão de Kobe Bryant em nenhum momento nesta competição.

E o Chicago é o líder do campeonato (15-3), enquanto que o Lakers é o décimo colocado no Oeste (10-8, fora da zona dos playoffs) e o 16º no geral.

Justifica? Pode ser, mas os números do Chicago mostram que o problema do Lakers não é apenas questão de falta de pernas.

O problema do Lakers, como eu já disse aqui e o “LA Times” também mostra, é a falta de imaginação ofensiva. E isso para um time que tem Kobe Bryant é simplesmente inaceitável.

NÚMEROS

O Lakers tem a sexta melhor defesa do campeonato. Sofreu uma média de apenas 90,5 pontos por jogo. O problema é que seu ataque fez só 92,3 tentos por partida até o momento.

Nos últimos dois títulos conquistados, sob o comando de Phil Jackson, um treinador que sempre privilegiou o ataque, o Lakers fez 106,9 pontos em 2008-09 (sofreu 99,3) e 101,7 no ano seguinte (levou 97,0).

Como eu disse, a questão é de adaptação ao novo esquema do técnico Mike Brown. Quando tudo estiver ajustado, o time vai render mais do que rende no momento.

E certamente deixará esta zona na tabela de classificação que tanto constrange seu torcedor.

DÚVIDA

Não vi o jogo do Miami contra o Milwaukee. Mas vi que o time perdeu, em casa, por 91-82.

Fui correndo olhar o “box score”, certo de que Dwyane Wade tinha jogado e isso explicaria a derrota do Miami. Mas constatei que D-Wade não jogou.

O que aconteceu então? Por que o Heat não venceu?

PLANTANDO

Leandrinho Barbosa segue jogando bem com a camisa do Toronto Raptors. Fez ontem 19 pontos na derrota de sua equipe para o Clippers, em Los Angeles, por 103-91.

Foi o cestinha do time.

Leandrinho Barbosa (foto Getty Images) segue jogando bem com a camisa do Toronto Raptors. Pena que é com a camisa do Toronto Raptors.

Mas tudo bem; o paulistano segue plantando para colher no futuro. A continuar assim, ao final desta temporada vai arrumar coisa muito melhor.

E a seleção brasileira, certamente, vai se aproveitar disso nos Jogos Olímpicos de Londres.

Leandrinho, indiscutivelmente, é outro jogador.

Notas relacionadas:

  1. LAKERS, JUSTO CAMPEÃO
  2. LAKERS, UM TIME SEM CARA DE CAMPEÃO
  3. FIM DA LINHA PARA P-JAX E KOBE?
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 3
  3. 4
  4. 5
  5. 6
  6. 7
  7. 10
  8. 20
  9. 30
  10. Última