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quarta-feira, 11 de março de 2009 NBA | 11:15

PÉSSIMO EXEMPLO

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A NBA deixou bem claro que o pau pode comer nas 30 arenas entre os jogadores que nada irá acontecer aos briguentos. A não ser uma expulsão aqui e outra ali.

Suspensão?

Pra quê?

Claro que não.

O recado aos jogadores foi dado ontem depois que Stu Jackson, um dos vice-presidentes da liga e responsável pelo julgamento dos atletas, analisou as cenas da irresponsável jogada de Trevor Ariza diante de Rudy Fernandez. Segundo avaliação de Jackson, a expulsão do ala do Lakers do jogo foi suficiente.

Dá pra acreditar?

SUSPENSÃO

Quem pagou o pato nessa história foi o ala/pivô Lamar Odom (foto AP). Ele contrariou o regulamento da competição que impede qualquer jogador sair do banco de reservas durante uma briga.

E no jogo de segunda-feira, durante a confusão provocada pela violência de Trevor Ariza diante de Rudy Fernandez, Lamar deixou a área dos reservas para bater boca com Brandon Roy.

Pelo gesto, foi punido por Stu Jackson com uma partida de suspensão sem direito a pagamento, o que deu o valor de US$ 104 mil. Não vai enfrentar o Houston esta noite no Toyota Center.

Mitch Kupchak, GM do Lakers, disse: “Nós estamos frustrados com o que aconteceu e com as regras da liga”.

Pergunto: o que ele quis dizer com isso? Que está desapontado com a punição a Lamar ou a não punição a Ariza?

RESUMO

Juro que eu não consigo entender a mensagem que a NBA passa nesse caso. Quer dizer que um cara que coloca em perigo a vida – isso mesmo, a vida – de um adversário não é punido; quem bate boca é castigado?

Tem lógica?

Se tiver, eu não consigo enxergá-la.

PROBLEMAS

O Lakers terá sérios problemas no jogo desta noite com a ausência de Lamar Odom. O time, como sabemos, está sem Andrew Bynum, lesionado no joelho. Odom saiu do banco para resolver esse problema.

E está resolvendo bem.

Sem ele, especula-se que Phil Jackson vai recorrer a Josh Powell. Eu não faria isso; eu colocaria DJ Mbenga no lugar de Lamar e empurraria Pau Gasol para a sua real posição, ala/pivô.

Até porque o Houston tem no pivô Yao Ming, jogador de 2m27, uma de suas principais peças.

Mbenga tem jogado bem saindo do banco de reservas. Mas, é verdade, quase sempre entrou em quadra com a partida resolvida. E é um jogador da posição.

Além disso, com Powell, Gasol ficará no pivô. O espanhol tem 2m13 de altura e pesa 113 quilos. O congolês tem a mesma altura, mas tem dois quilos a mais de força.

Penso que no corpo-a-corpo Mbenga seria um problema maior para Yao do que Gasol.

Mas o basquete é dinâmico, possibilita substituições infinitas, e a qualquer momento. Mesmo que saia com Powell, se não estiver dando certo, P-Jax pode trocar quando desejar.

O Lakers que se cuide, pois a chance de se complicar esta noite é grande demais. Até porque o Houston vem jogando muito bem sem Tracy McGrady, que era uma espécie de estorvo para o técnico Rick Adelman, que tinha de utilizá-lo por ser a estrela da companhia.

Agora sem ele, Adelman encontrou em Shane Battier e Ron Artes a dupla ideal. Os dois, como disse ontem, são excelentes marcadores.

Artest, ainda contribui com quase 17 pontos por partida. Battier é bem mais econômico nos pontos – quase sete por jogo –, mas compensa esta fragilidade ofensiva, como disse, com uma defesa muitas vezes impecável.

E logo mais à noite (21h30 de Brasília, com transmissão ao vivo pela ESPN), Battier terá a missão de seguir os passos de Kobe Bryant.

ESCRITA

Enquanto o Lakers não vence fora de Los Angeles há três partidas, o Houston ganhou 11 de seus 13 jogos desde que Tracy McGrady deixou o time.

T-Mac, como se sabe, não jogará mais esta temporada por causa de uma cirurgia no joelho.

VIRADA

O Cleveland fez uma virada sensacional ontem à noite em Los Angeles. Chegou a ficar atrás no marcador em 19 pontos, mas ao final de 48 minutos de bola em jogo bateu o Clippers por 87-83.

Foi o segundo time nesta temporada a alcançar a marca de 50 vitórias – o outro foi o Lakers.

Se Dwyane Wade deu um show particular na vitória do Miami diante do Chicago, segunda-feira, ao anotar 48 pontos – mas com duas prorrogações, é bom que se diga –, ontem LeBron James não ficou atrás.

LBJ anotou seu quinto “triple-double” da temporada, o 22º. de sua carreira, ao estabelecer 32 pontos, 13 rebotes e 11 assistências.

King James foi fantástico, mas a bola de três que Mo Williams derrubou a 6.6 segundos do final e que colocou o Cavs na frente em 85-83, foi fundamental para a vitória do time de Ohio.

Williams cresce no momento certo da competição. Tem se mostrado um tormento para defesas adversárias especialmente com seus tiros longos.

O resultado disso, como já falei aqui em nosso botequim, é que a marcação afrouxa em cima de LeBron. Claro, pois se houver a dobra em cima de LBJ, alguém fica livre; e com uma troca de bola e movimentação eficientes, ela acaba nas mãos de Williams, livre de marcação para seu arremesso mortal.

GOSTEI

Anderson Varejão (foto Reuters) voltou a jogar bem. Deixou o parquete tricolor de Los Angeles com oito pontos e dez rebotes.

À sua maneira, vem ajudando – e muito – o Cavs no jogo interior da equipe. Sem falar no contágio positivo em cima dos companheiros.

O contrato do capixaba com a franquia mostra que ele pode optar pela permanência ou não em Cleveland na próxima temporada. Tenho certeza absoluta que o Cleveland vai fazer de tudo para não perdê-lo.

E isso significa abrir os cofres.

OBRIGADO

Quem agradece é o Denver.

O Phoenix voltou a perder. O quinto revés consecutivo aconteceu ontem, em casa, diante do Dallas, num confronto mais do que direto; diretíssimo.

Sim, pois, com a vitória do Mavericks por 122-117, o Suns fica agora cinco derrotas não apenas atrás do time texano, mas também do colorado: 30-25.

Dá, praticamente, adeus aos playoffs desta temporada.

Com isso, o Denver pode continuar errando e jogando a bolinha de sempre que vai chegar à fase decisiva da competição.

Dirk Nowitzki foi novamente o “factor” do Dallas. O alemão não mostrou um desempenho exemplar nos arremessos (13-27), mas no momento decisivo da partida ele praticamente não errou.

Fez 34 pontos e ainda por cima pegou 13 rebotes. É bonito ver Nowitzki jogar, especialmente quando ele faz o “fade-away jump”. Quase sempre a bola cai.

O alemão, além de ter um tiro quase que certeiro, vale-se muito de sua mobilidade no momento do arremesso. É difícil encontrar um ala/pivô com essa facilidade, especialmente nas bolas longas.

O Denver, como disse acima, agradece.

“Danke”!

(Leandrinho Barbosa fez 18 pontos e roubou duas bolas)

FIM

O San Antonio colocou um ponto final na série de seis partidas invictas do Charlotte. Os texanos foram impiedosos com a franquia em crescimento e venceram por 100-86.

Não dava mesmo para o Cats esperar outra coisa, pois nos nove confrontos anteriores o Spurs havia vencido oito deles.

A vitória foi muito importante para o San Antonio em termos de classificação dentro da Conferência Oeste. Com ela, a franquia permanece com três derrotas a menos que Houston, Utah, Portland e New Orleans, seus mais diretos perseguidores.

E confirma a boa fase do time de Gregg Popovich, que venceu seus últimos três jogos e nove das passadas dez partidas.

Tim Duncan (18 pontos e 11 rebotes) e Tony Parker (21 pontos e sete assistências) voltaram a luzir em quadra – como quase sempre acontece. Normal, portanto.

Gostaria, no entanto, de enfatizar a atuação de Roger Mason Jr (foto AP). Substituindo Manu Ginobili, o rejeitado jogador (passou por Chicago, Toronto e Washington) anotou 21 pontos. Seu desempenho nos arremessos foi muito bom: 8-16; 5-8 nas bolas de três.

Sempre que o time está apurado ofensivamente, lá vem Mason para resolver os problemas.

Será de extrema utilidade quando os playoffs chegarem e “El Narigón” estiver em forma novamente.

Notas relacionadas:

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  2. UMA NOITE PARA OS BRAZUCAS ESQUECEREM
  3. UM ARGENTINO QUE VALE O QUE PESA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 10 de março de 2009 NBA | 12:15

BRINCANDO COM A SORTE

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A sorte do Denver é o Phoenix. Não fosse o time do Arizona, e a franquia do Colorado, que já foi vice-líder da Conferência Oeste, poderia ficar de fora dos playoffs.

O time cai dramaticamente no campeonato.

Do “All-Star Game” para cá, foram 12 os jogos disputados pelo Nuggets; quatro as vitórias e oito as derrotas.

Dos últimos 11 jogos, venceu apenas três; dos passados cinco encontros, saiu vitorioso em só um deles.

Não que a distância para o Suns seja confortável; nada disso. São 25 derrotas do time colorado contra 29 do ensolarado.

Mas o Phoenix perdeu um de seus principais jogadores: Amaré Stoudemire. O ala/pivô, que também faz as vezes de pivô, tem um sério problema na retina e não vai mais jogar esta temporada.

E não há substituto à altura para ele. Tanto que o técnico Alvin Gentry improvisa Grant Hill na posição. E não está lá dando muito certo não.

O time de Leandrinho Barbosa, se formos também contar do “All-Star Weekend” para cá, em 12 compromissos, venceu a metade. A campanha é melhor do que a do Nuggets.

Mas esta pequena diferença – embora não seja confortável, como disse –, pode ser significativa no momento de se passar a régua ao final da etapa de classificação para apurar-se os oito classificados para os playoffs.

Denver Nuggets 
Denver Nuggets: sorte do time do técnico George Karl e a má campanha do Phoenix Suns 

CALENDÁRIO

O Nuggets tem uma ótima sequência de jogos. A tabela é extremamente generosa.

Os próximos cinco enfrentamentos são as chamadas babas. O time tem tudo para enfileirar cinco triunfos e dar uma boa respirada no campeonato.

Vejamos: amanhã, em casa, pega o Oklahoma City; no sábado, recebe o Clippers; dia 16, o New Jersey; dois dias depois, viaja para enfrentar o Memphis; e termina este ciclo hospedando o Washington.

Não é o calendário que se pediu a Deus?

JOGO

Mas o time tem que justificar em quadra o que lhe é favorável na teoria.

Ontem, na derrota diante do Houston (97-95), o que se viu no Pepsi Center foi uma equipe insegura e perdida em quadra.

A insegurança crescia à medida que os arremessos não caiam. O time acertou apenas 38.1% de seus tiros. Nenê foi o exemplo mais bem acabado da falta de pontaria do time.

Líder no quesito “percentual de acerto” na competição, o são-carlense foi um desastre ontem à noite. Encestou apenas quatro de suas 15 tentativas de cesta.

Ele que tem mais de 61% de aproveitamento, pelos números de ontem, ficou em 26.6%.

Carmelo Anthony, cestinha do time na competição, deixou a quadra com 21 pontos, mas teve um desempenho igualmente ruim: 8-21 (38.1%).

Chauncey Billups, que foi o artilheiro da equipe e da partida com 28 pontos, acertou uma bola a mais do que Melo numa mesma quantidade de arremessos. Seu percentual foi de 42.8%.

Quanto a Nenê, havia muito tempo que eu não via o brazuca tão perdido em quadra. Deixou o jogo com apenas dez pontos e oito rebotes.

Nene x Yao Ming
Yao Ming levou a melhor contra Nenê no duelo de pivôs de segunda-feira à noite

QUÍMICA

Gostei muito do que vi do Houston na partida. A contusão de Tracy McGrady fez o time se encaixar.

Com ele de fora, o técnico Ricky Adelman colocou Shanne Battier e Ron Artest juntos. Não o tempo todo, é verdade, mas em boa parte dos confrontos; especialmente quando a marcação tem que ser apertada.

Os dois jogadores são conhecidos principalmente pela qualidade defensiva que possuem. Ontem, Artest ficou em cima de Carmelo Anthony. Limitou a produtividade do ala do Denver, como vimos.

Mas os dois não são apenas marcadores. Pontuam também – e com qualidade.

Ontem, Battier não teve bom volume e consequente desempenho. Fez só oito pontos. Mas Artest anotou 22.

Outro que esteve bem foi o argentino Luis Scola. Embora tenha deixado o jogo mais cedo por ter estourado o limite de faltas, o argentino apanhou nada menos do que 15 rebotes, tornando-se o reboteiro da partida.

Já disse aqui, várias vezes, que não acredito no Houston. Mas os números não me são favoráveis.

Desde que T-Mac se machucou, o Rockets ganhou 11 de seus 13 compromissos.

É hoje o terceiro colocado do Oeste com 23 derrotas, três a mais do que seu rival estadual, o San Antonio.

Junto com o Utah, vai cutucar o Spurs o resto da fase de classificação brigando pelo segundo lugar da conferência.

REVÉS

A derrota do Lakers para o Portland, no Oregon, por 111-94, deixou o time da terra do cinema junto com o Cleveland. Ambos foram dobrados em 13 oportunidades neste campeonato.

Mas o time angelino, por ter feito uma partida a mais e vencido, aparece com um aproveitamento de 79.4%, enquanto que o Cavs exibe desempenho de exatos 79%.

Mas tem um aspecto importante nessa história: o Lakers varreu o Cleveland nos dois embates desta fase regular. Portanto, se terminarem empatados na campanha, os californianos terminam em primeiro lugar.

VIOLÊNCIA

Alguém viu a entrada que Trevor Ariza deu em Rudy Fernandez? Se não viu, eu conto e mostro.

O “rookie” espanhol, faltavam dois segundos para o final do terceiro quarto, recebeu um passe perfeito de Brandon Roy para, no contra-ataque, encestar mais dois pontos e colocar o Portland na frente em 30 (85-55).

Mas Ariza, irresponsavelmente, tentou dar um toco no adversário, como se fosse limpar o aro. Acertou o braço de Fernandez, que despencou de uma altura de mais de dois metros estatelando-se ao chão.

Bateu o lado direito do peito na quadra e depois de quase 15 minutos deixou o local em uma maca. Foi direto para o hospital. Felizmente, os exames mostraram que nada de grave aconteceu.

Ariza foi corretamente expulso da partida.

Agora, assista!

DESCULPAS

O ala do Lakers garantiu que não teve propósito algum de machucar Rudy Fernandez. Que assim seja; mas ele foi imprudente, isso ninguém pode questionar.

Claro, pois se errasse o movimento – como errou – poderia derrubar perigosamente o adversário – como derrubou.

“Eu não tinha intenção de machucar ele”, afirmou. Acreditamos, OK?

Mas que o senhor seja punido severamente pela NBA, pois lances desse tipo não podem acontecer mais.

Fernandez salvou-se de algo ruim ontem à noite. Será que a sorte abraçará outro jogador em situação semelhante?

É melhor não testá-la.

Por isso, a punição a Ariza torna-se necessária.

PREGUIÇA

O Lakers parecia um time sem qualquer objetivo em quadra. Não dava sinal algum de que se tratava do líder geral do campeonato e com objetivos claros de ganhar a competição.

Perdeu por 111-94, 17 pontos de diferença. Mas a vantagem do Blazers chegou a 30.

Ao final da partida, Lamar Odom disse: “Nós temos que respeitar nossos oponentes e tratá-los sempre como se estivéssemos jogando contra o Boston ou o Cleveland. Eles jogaram contra a gente como um time forte, um dos melhores da liga. Então, por que a gente não joga da mesma maneira?”

Verdade. O Lakers parece realmente ter menosprezado o Portland. Tratou-o como se fosse o Washington ou o Sacramento.

Pagou caro pela sua arrogância.

EMOÇÃO

Miami e Chicago fizeram um jogo repleto de emoções ontem à noite na Flórida. E com direito a duas prorrogações.

No final, deu Heat por 130-127.

O final da segunda prorrogação tem que entrar para a história da liga. Faltavam três segundos para o final e a bola estava nas mãos de John Salmons, que tentava uma infiltração.

Dwyane Wade tomou-a e partiu em disparada em direção à cesta. Não havia tempo hábil para uma bandeja segura. Por isso, D-Wade, antes da linha dos três, arremessou.

E a bola caiu.

Precisou-se de três horas e 17 minutos para apurar-se o vencedor.

DECLARAÇÃO

Empolgadíssimo com a vitória – e não era para menos –, o técnico do Miami, Erik Spoelstra, fez o seguinte discurso assim que entrou na sala de imprensa após a partida:

– Mr. Dwyane Tyrone Wade Jr., se ele não for considerado legitimamente um candidato a MVP, eu não sei o que ele precisa fazer.

Chover, eu diria…

Os maiores adversários de Wade na briga pelo troféu de melhor jogador da fase de classificação não Kobe Bryant e LeBron James. É o time do Miami, que é fraco e não proporciona ao jogador os holofotes da mídia.

De qualquer maneira, vamos destacar a atuação do camisa 3 do Miami: Wade terminou a partida com 48 pontos e 12 assistências em 50 minutos em quadra. Acertou 15 de seus 21 arremessos.

A mesma quantidade que Carmelo Anthony e Chauncey Billups atiraram na derrota do Denver, lembram-se?

ERRO

Quanto ao Bulls, Ben Gordon voltou a jogar muito bem. Terminou a partida com 43 pontos, sua melhor performance nesta temporada. Encestou oito bolas de três.

John Salmons, que foi desarmado por Dwyane Wade, não pode ser responsabilizado pela derrota. Tem se mostrado um jogador eficiente e extremamente ofensivo; ontem marcou 29 pontos.

O grande problema do Bulls foi que o técnico Vinnie Del Negro – sempre ele – não soube poupar os jogadores. Foram três horas e 17 minutos de partida, como eu disse.

Derrick Rose jogou 55 minutos; Salmons, 54; Gordon, 50; e Joakim Noah, 45.

No Miami, Wade atuou também por 50 minutos. Depois dele, Udonis Haslem jogou 46. Os demais, não chegaram a 40.

Quer dizer: o Miami chegou mais inteiro na segunda prorrogação.

Notas relacionadas:

  1. CENA EMBLEMÁTICA EM PHOENIX
  2. SINAL DE ALERTA EM BOSTON
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 6 de março de 2009 NBA | 17:51

DECISÃO ACERTADA

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É uma situação difícil, concordo, mas acredito que o técnico George Karl e o diretor Rex Chapman fizeram o correto.

Carmelo Anthony (foto AP) voltou ontem a vestir a camisa 15 do Denver. E em grande estilo: marcou 38 pontos e liderou o time na importante vitória diante do Portland por 106-90.

Vitória e tanto; e com o carimbo de Melo, como disse.

O ala do Nuggets tinha sido punido pela franquia por mau comportamento. Recusou-se a deixar a quadra quando o treinador Karl, na derrota para o Indiana, resolver fazer uma mudança momentânea – e não definitiva, mas mesmo que fosse, o jogador tem que respeitar a decisão do técnico.

A ausência de Carmelo foi, evidentemente, muito sentida na partida contra o Detroit. O Denver perdeu por 100-95. Com Melo, poderia ter vencido, não sabemos, é verdade, mas as chances seriam maiores.

O fato é que Karl e Chapman abriram mão desta vitória para não perder o controle do grupo. É como diz o velho ditado: um passo atrás para depois dar dois à frente.

Foi o que ambos fizeram; se deu certo, só o tempo dirá.

DISCURSO

“Foi uma lição que eu aprendi”, disse Carmelo Anthony, sorriso nos lábios, após a partida.

A prova maior dada pelo jogador foi quando o relógio do Pepsi Center mostrava que faltavam 10:55 minutos para o final da partida. O Nuggets estava à frente no marcador em 83-71.

O espanhol Rudy Fernandez preparava-se para bater o lance livre, quando Nenê, que estava no banco, levantou-se, esperou a buzina tocar e apontou o dedo em direção a Carmelo, indicando que ele seria substituído.

Melo deu um pique – estava do outro lado da quadra – e foi em direção ao banco de reservas. A maioria dos 16.801 torcedores que estiveram na arena de Denver aplaudiu o capitão do time.

Naquele momento, tudo era festa. O Denver mandava no jogo e Carmelo já tinha anotado 31 pontos.

Quero ver quando a situação for inversa; ou seja: com o time atrás no marcador e o egocêntrico jogador com dificuldades para pontuar.

Como disse acima, só o tempo dirá se ele realmente aprendeu a lição ou não.

EGO

Os grandes artistas são realmente complicados. Normalmente, usando linguajar comum, não batem bem.

São às vezes egocêntricos, deprimidos ou mesmo loucos de pedra.

O caso de Carmelo Anthony, a meu ver, tem mais a ver com ego. Ele comporta-se como uma prima-dona, quando deveria olhar-se mais no espelho e tentar se enxergar.

Melo é bom de bola. Admiti no capítulo anterior deste texto. Mas ele não é, por exemplo, Kobe Bryant, LeBron James ou Paul Pierce.

Deveria ter humildade, reconhecer-se como numa categoria inferior e trabalhar para alcançar o patamar de Kobe, LBJ e Pierce.

DISPUTA

Falei anteriormente que a vitória do Denver foi importante. Subestimei-a; ela foi mais do que importante: foi importantíssima.

Denver e Portland estavam empatados com 22 derrotas. Agora o time colorado deixa o oponente com uma derrota a mais.

Os dois voltam a se enfrentar no dia 15 de abril próximo. Mas desta vez será no Rose Garden do Oregon.

O Nuggets vence o duelo por 2-1 – ganhou exatamente os dois embates travados no Pepsi Center.

Se nova vitória do Denver surgir, ótimo, pois o time abrirá 3-1 no confronto e em caso de ambos terminarem empatados na campanha, o Nuggets levará vantagem.

Mas se o Portland vencer, outros critérios terão que ser observados para saber quem é que ficará na frente. O primeiro deles é a campanha dentro da conferência. Depois, dentro da divisão; e outras mais que de cabeça eu não me lembro.

TITULAR

Nenê voltou a sair como titular. Mas isso pouco importa; interessa, isto sim, é o tempo de permanência em quadra.

O são-carlense (foto AP) tem tido generosos minutos concedidos por George Karl. Não são esmolas, o brazuca faz por merecê-los, pois é importante dentro do esquema armado pelo treinador.

Ontem, chegou aos 16 pontos – não precisou pontuar mais do que isso, pois o show principal, como vimos, ficou mesmo com Carmelo Anthony.

Nos rebotes, os seis apanhados quase que ficam dentro de sua média no campeonato, que é de quase oito.

Mas o que chamou mesmo a atenção foram as cinco assistências que Nenê distribuiu na peleja. Mais do que o triplo de sua média na competição, que era de 1.5 por jogo.

Finalizou seus números com dois tocos.

Gostei do que vi.

PASSADO

O New Orleans voltou a jogar bem. Somou ontem sua sexta vitória consecutiva na competição ao bater o Dallas por 104-88.

O time é outro. Por quê? Não sei se é coincidência ou não, mas desde que Tyson Chandler não foi aprovado nos exames médicos feitos pelo Oklahoma City e acabou sendo vetado e, com isso, retornou ao Hornets, ele parece outro jogador.

Tem jogado dentro de sua média de pontos (10) e rebotes (11), às vezes pontuando mais ou fisgando rebotes extras. Mas o que eu digo é que Chandler voltou a mostrar a garra de antes e, como Anderson Varejão, tem contagiado seus companheiros.

DESFALQUE 1

A notícia não podia ser pior: Amaré Stoudemire não mais jogará nesta temporada. Depois que ele fez uma cirurgia para reparar um problema na retina, havia a esperança de que o ala/pivô do Phoenix pudesse jogar os playoffs caso o time se classificasse.

Hoje pela manhã, o doutor que cuida do caso revelou que isso será impossível. Amaré vai precisar de mais tempo de repouso para que não haja sequelas da cirurgia.

Em outras palavras: a perda da visão.

“É duro ter que explicar o problema para as pessoas”, disse o médico Pravin Dugel, responsável pelo procedimento. “O que ocorre com Amaré é mais sério do que uma cirurgia de joelho ou tornozelo. A recuperação é dolorosa, lenta e delicada”.

Tudo bem, doutor, não se fala mais no assunto. O mais importante, de fato, é a saúde de Amaré.

DESFALQUE 2

Kevin Garnett (foto AP) era aguardado com ansiedade pela franquia do Celtics na semana que vem. Que esperem todos sentados, pois KG vai precisar de uma semana a mais para se recuperar totalmente da contusão no joelho direito.

Se a gente for olhar para o recorde do Boston sem seu capitão, não há muito o que lamentar: 4-2.

Mas ao olharmos para as duas derrotas, constatamos que elas aconteceram diante do Clippers (em Los Angeles) e Detroit (em casa).

Jogos que, provavelmente, teriam sido vencidos pelo Celtics se KG estivesse em quadra.

O resultado é que o time tem 14 derrotas, duas a mais do que o Cleveland, que lidera a Conferência Leste.

Que falta ele faz, não é mesmo?

ENCONTRO 1

Cleveland e Boston se enfrentam esta noite no TD Banknorth Garden de Massachusetts. É a chance do atual campeão da NBA diminuir a diferença de duas para uma derrota em relação ao oponente.

Se depender do retrospecto, dá Celtics. Ele mostra que, nos últimos 14 confrontos, quem jogou em casa ganhou.

Os sete enfrentamentos dos playoffs do ano passado fazem parte desta relação.

Sem Kevin Garnett pela frente, o Cleveland tem grande chance de quebrar esta escrita.

ENCONTRO 2

Para a maioria, Boston x Cleveland é o grande jogo desta rodada. Não é para mim.

Eu ficarei de olho no combate de Salt Lake City, quando o Utah recebe o Denver. O Jazz está de olho em sua décima vitória; o Nuggets quer sustentar a vantagem de uma derrota a menos em relação aos anfitriões.

Como já disse aqui em nosso botequim, o Utah, com o elenco intacto neste momento, é uma das forças do Oeste. Deron Williams recuperou a melhor forma depois de ter perdido um mês machucado. Boozer ficou três do lado de fora, voltou e está se encontrando aos poucos.

Esse time, em ordem, e com o técnico que tem, é páreo duro.

Que Nenê me perdoe se estiver lendo estas mal traçadas linhas, mas o Utah é mais time do que o Denver.

Notas relacionadas:

  1. O TIME É ÓTIMO, MAS A TABELA AJUDA
  2. MARTIN FOI DECISIVO PARA O DENVER
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 4 de março de 2009 NBA | 16:52

ADVERSÁRIO DOS SONHOS

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Disse ontem aqui: o adversário não poderia ser melhor.

Depois de duas derrotas consecutivas, “Los Lakers” voltaram a vencer: 99-89 diante do Memphis Grizzlies. Com ela, aquela pontinha de dúvida a respeito do time nesta temporada evaporou-se.

O time havia perdido para Denver e Phoenix seguidamente, como disse. Dos dois jogos, o que mais preocupou foi contra o Suns. Afinal de contas, o time do Arizona atuou sem dois de seus titulares, Steve Nash e Amaré Stoudemire; é conhecido por ser um adversário que “joga e deixa jogar”, como se diz no futebol.

Trocando em miúdos, adversário frágil na marcação e limitado ofensivamente considerando-se a ausência dos dois criativos titulares.

E “Los Lakers” perderam.

Ontem, na primeira “Noite Latina”, evento que vai durar uma semana (por isso o time usou a inscrição “Los Lakers” na camiseta), o time da cidade do cinema fez as pazes com a vitória e confirmou sua supremacia, até o momento, na NBA. Tem agora um recorde de 47 vitórias e 12 derrotas, duas vitórias a mais que o Cleveland, que tem o mesmo número de derrotas dos angelinos.

Os 12 tropeços de Lakers e Cleveland estão dois degraus abaixo do Boston, terceiro colocado, que perdeu 14 e venceu o mesmo número de partidas do time californiano.

Mas, digo hoje, o adversário não podia ser mesmo melhor: o Memphis, pior time como visitante na atual temporada (3-23).

Méritos na vitória? O adversário serve de parâmetro?

“Depois de duas derrotas, uma vitória é uma vitória”, disse Lamar Odom (foto AP), findado o encontro.

Verdade; é como eu sempre digo: é mais fácil corrigir os erros com vitórias do que com derrotas. E o Lakers tem o que corrigir.

A defesa não causa suspiros em ninguém no momento. Voltou a cometer equívocos primários, como cair na cilada do “passing game” proposto pelo adversário.

Deem só uma olhada no aproveitamento das bolas de três do time do Tennessee: 7-14 (50%) contra 4-16 (25%) do Lakers. Tivesse o Memphis insistido mais nesses arremessos longos e poderia ter complicado o jogo.

Jogo que foi levado no pau até o início do quarto final, quando o Lakers fez uma corrida de 12-2, pulou na frente em 21 pontos (90-69) e a diferença que ficava na casa dos dez pontos e caiu várias vezes para cinco, quatro pontos, ficou no passado.

O grande momento desta corrida foi quando pivô congolês D.J. Mbenga deu um toco no armador Rudy Gay, quando este tentava uma bandeja, e no contra-ataque finalizou a jogada com uma cesta na cabeça do garrafão colocando o time na sua maior dianteira: 90-69 – a 8:08 do final.

Esta diferença caiu – o resultado final mostra isso –, mas nunca a ponto de preocupar os angelinos.

E, é importante frisar, o quinteto do Lakers naquele momento era formando por Jordan Farmar, Sasha Vujacic, Trevor Ariza, Josh Powell e Mbenga.

Ou seja: nenhum titular em quadra.

Se a turma do banco for efetiva nos jogos mais difíceis – afinal, como eu disse, o adversário não poderia ser melhor –, certamente o Lakers voltará a ser aquele time consistente que bateu, seguidamente, Boston e Cleveland fora de casa, deixando claro, naquele momento, que é a franquia a ser batida nesta temporada.

IRRECONHECÍVEL

Kobe Bryant foi o cestinha do time e do jogo com 31 pontos. Até aí, nada de anormal.

A anomalia ficou por conta dos modestos dois pontos marcados por Lamar Odom. O ala/pivô tinha média de 16.5 pontos por embate disputado.

“Foi uma noite atípica para Lamar”, explicou Phil Jackson, que em muitos momentos da partida foi visto bufando em seu cadeirão, utilizado por causa da cirurgia feita na bacia e dos problemas de coluna que tanta o incomodam.

Verdade; Lamar acertou apenas um de seus oito tiros, sendo que zerou nas duas tentativas de três.

BALANÇO

Se Lamar foi praticamente nulo nos arremessos, manteve o nível nos rebotes. Fisgou 13 dos 44 confiscados pelo Lakers, ficando dentro de sua média atual que é de 13.2.

Foi eficientíssimo também nos tocos: seis ao longo da meia hora que ficou em quadra.

Lamar, disse várias vezes, não conseguiria segurar o rojão com a contusão de Andrew Bynum. Sugeri até mesmo a troca do jogador com Jermaine O’Neal, que foi do Toronto para o Miami.

Mas errei – admito.

SUPER-HOMEM

Shaquille O’Neal está incomodado com essa história de que Dwight Howard é o Super-Homem da NBA.

“Eu sou o verdadeiro Super-Homem”, disse Shaq, ontem, antes do jogo.

Será mesmo?

Na noite passada, os dois (foto Reuters) se enfrentaram na Amway Arena de Orlando, na Flórida. Magic e Suns duelaram; e o que aconteceu?

Howard venceu o duelo de pontos: anotou 21 contra 19 do grandalhão do Phoenix.

Perdeu nos rebotes (11-8 para Shaq), tocos (2-1), desarmes (3-2) e cometeu mais erros: 5-4.

Quem é o verdadeiro Super-Homem?

RESPOSTA

Shaquille O’Neal é o verdadeiro Super-Homem.

CURIOSIDADE

O interessante é que os dois jogadores foram selecionados pelo Orlando; e ambos como primeiro draft em suas respectivas temporadas.

Mas Shaq, mais velho, é bom que se diga, tem quatro anéis; Howard ainda não tem nenhum. E nem sabemos se um dia vai colocar um no dedo.

Shaq é campeão olímpico; Howard também. Shaq é campeão mundial; Howard deve conquistar seu título no campeonato do ano que vem, no Mundial da Turquia.

Shaq já mostrou que é poderoso. Howard ainda tem o que provar – e é bom a gente se lembrar que quando DH foi desafiado por Lex “Nate Robinson” Luthor, ele foi derrotado.

ENCONTRO

Se Shaquille O’Neal confirmou ser o Super-Homem verdadeiro, o Orlando bateu o Phoenix por 111-99. Mas quem desequilibrou foi Rashard Lewis.

O ala/pivô do Magic anotou 29 pontos, 12 rebotes, três assistências, dois desarmes e um toco.

Foi o nome do jogo.

De seu lado, Leandrinho Barbosa mostrou que estava com a mão descalibrada. Anotou apenas 14 pontos.

A pontuação baixa é fruto do mau desempenho nos arremessos, obviamente. E a estatística final mostrou: 1-5 nas bolas de três (seu carro-chefe) e 5-11 nas de dois.

Em compensação, o paulistano foi novamente eficiente nas roubadas de bola: quatro.

Fico feliz em ver o progresso do brazuca neste fundamento. Vocês são testemunhas das inúmeras vezes que eu falei aqui neste botequim que Leandrinho poderia ser uma espécie de John Stockton dos dias de hoje no quesito desarme.

PUNIÇÃO

O Denver não pôde contar com Carmelo Anthony, que foi punido pela própria franquia com um jogo de suspensão por ter se negado a deixar a quadra quando o técnico George Karl resolveu tirá-lo.

O resultado é que o time deixou uma importante vitória escapar. Perdeu para o Detroit, ontem, em Michigan, por 100-95.

Perde-se esta luta, mas ganha-se a batalha. Era importante para Karl deixar bem claro para todos no grupo que nenhum jogador vai tomar conta do vestiário.

A mensagem custou uma vitória, mas, lá na frente, quem sabe, poderá significar muita coisa.

Eu faria o mesmo.

JORNADA

Nenê (foto AP) ficou em quadra mais tempo do que provavelmente George Karl gostaria. Mas sem Carmelo Anthony, o são-carlense era uma das armas ofensivas do time colorado.

Nenê não desapontou: fez 20 pontos. Cumpriu bem seu papel.

O problema é que Kenyon Martin anotou apenas meia dúzia de pontos – ele que tem uma média de 12.2 por partida.

Seis pontos a mais e a vitória estaria assegurada.

TRINCA

Foi a terceira vitória consecutiva do Detroit. E o terceiro jogo sem Allen Iverson, lesionado.

Coincidência?

Ora, claro que não.

FERRADURA

Ontem foi a vez de o Chicago acertar a ferradura – e não o cravo.

O que dizer da derrota por 16 pontos (96-80) para o Charlotte?

Tudo bem que o jogo foi fora de casa, mas 16 pontos! Era o Charlotte, minha gente, o Charlotte!

Abro um parêntese, todavia, para não ser injusto com Tyrus Thomas: o jogador, que eu tanto tenho criticado, fez um “double-double” ao anotar 14 pontos e 12 rebotes.

Os demais? Pavorosos.

O time teve um aproveitamento de apenas 30% de seus arremessos (30-77) e o destaque negativo foi Derrick Rose: 3-11.

Mas o que dizer também dos 4-10 de Kirk Heinrich e os 5-10 de Brad Miller?

Um show de horror.

REFORÇO

O jornal “Sacramento Bee”, um dos mais bem informados sobre a NBA, publica em sua edição de hoje que o ala/pivô Drew Gooden está praticamente acertado com o San Antonio.

Isso graças à desistência do Cleveland em repatriar o jogador, que por lá jogou durante três temporadas.

O interesse do Cavs é em Joe Smith, um veterano atleta da posição, draft primeiro da temporada de 1995, e que é um mágico de fato e não um jogador de basquete.

Em quase 14 anos de NBA, nunca fez nada, mas está sempre bem posicionado.

Gooden está apenas esperando completar o prazo de 48 horas após a dispensa do Sacramento (de acordo com as regras da NBA) para bater o martelo com o Spurs.

Um reforço e tanto.

Que a gente fique de olho no alvinegro texano; agora mais do que nunca.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 28 de fevereiro de 2009 NBA, outras | 13:59

BULLS ENVERGONHA BARACK OBAMA

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Meu mau humor continua. O responsável agora é o Chicago. Vocês viram a pobreza do time no jogo de ontem contra o Washington?

Enfrentou um dos piores times da liga e perdeu!!!

Os jogadores não conseguiram se motivar nem mesmo com a presença do presidente Barack Obama numa das poltronas do Verizon Center. Obama, que construiu sua vida política em Chicago, já declarou seu amor pelo Bulls várias vezes.

Se eu fosse jogador e visse meu presidente, torcendo pelo meu time e consequentemente por mim, eu me encheria de vontade, minhas forças triplicariam, quadruplicariam, quintuplicariam, sei lá, aumentariam barbaramente e nenhum jogador oponente iria conseguir me deter.

Mas não foi o que se viu. O Chicago foi um time apático e descalibrado.  Em momento algum da partida ameaçou o adversário.

Ao contrário, foi presa fácil do oponente. Este à frente no marcador apenas uma vez, quando Joakim Noah ganhou o pulo-bola diante de Dominic McGuire em jogada finalizada por Ben Gordon: 2-0.

A partir daí, só deu Washington.

O time da capital dos EUA chegou a abrir, várias vezes, diferenças com dois dígitos. A maior delas chegou em 25 pontos!

Isso mesmo, o Chicago ficou 25 pontos atrás de um dos piores times da NBA na atualidade.

Por tudo isso, a vitória do Wizards por 113-90 foi incontestável. Wizards que jogou, como sempre, sem Gilbert Arenas e Brendan Haywood; e ontem, mais uma vez, ficou sem Deshawn Stevenson.

Um time que se resume, hoje em dia, basicamente, a dois jogadores: Antawn Jamison e Caron Butler. Isso mesmo, o Chicago perdeu para um time de apenas dois jogadores.

Por jogar bolinha, deu voz a atletas medíocres, como McGuire, Darius Songalia e Mike James.

O Chicago precisa rapidamente resolver o caso de alguns jogadores, especialmente Tyrus Thomas. O cara não sabe jogar basquete – ou então eu não tenho dado sorte nos jogos que eu assisti.

Ele não arremessa; joga pedras contra a cesta. É medíocre.

Luol Deng é outro do time de Thomas: não sabe nada, fraquíssimo.

Mas o pior é que o Chicago não existe como time: é um bando em quadra.

Jogadores, o técnico Vinnie Del Negro, seus assistentes, Bernie Bickerstaff e Dell Harris, e o GM, John Paxson, todos, eu disse todos, são responsáveis por este momento constrangedor.

ATRASO

O ala Caron Butler foi até o trio de arbitragem, antes de o jogo se iniciar, e disse: “Não comecem a partida, o Presidente não chegou ainda”.

Todos no Verizon Center sabiam que Barack Obama iria assistir ao encontro entre Washington e Chicago. Os motivos eu já os apresentei acima.

E Obama, jogador de basquete na época do ensino médio e da faculdade, estava atrasado. Seria a primeira visita de um presidente ao ginásio do Wizards desde que Bill Clinton deixou a Casa Branca.

George W. Bush nunca foi ao Verizon Center.

Bem, mas alguns minutos se passaram quando o presidente norte-americano adentrou ao ginásio e foi aplaudidíssimo pelos 18.114 torcedores.

Foi então que a bola foi lançada ao ar pela primeira vez e o jogo começou.

Atraso mais do que justificado; pelo menos na minha opinião – não sei a de vocês.

VIRA-CASACA

Caron Butler, depois do jogo, contou a história descrita acima. E adicionou o seguinte: “Ele [Barack Obama] é um torcedor apaixonado do Bulls. Espero que a gente tenha conseguido convertê-lo um pouquinho”.

Butler, o esforço do Washington – que deveria ter sido também do Chicago – foi louvável, mas Obama não será convertido.

Ninguém muda de time – nem mesmo nos EUA, onde a paixão pelo esporte tem limites. Mas que Obama (foto AP) ficou envergonhado com que o time fez em quadra, isso foi notório.

RETORNO

Nenê voltou ao time do Denver depois de dois jogos do lado de fora, contundido que esteve no joelho direito. E voltou bem.

Seus números ficaram abaixo de sua média, mas os oito pontos anotados e os sete rebotes fisgados são expressivos, dada a inatividade do jogador e os 20 minutos que foram reservados ao são-carlense.

Tivesse atuado sem os resquícios inerentes de uma inatividade provocada por contusão e fosse-lhe permitido mais 13 minutos em quadra, atingindo sua média na competição, talvez o brazuca pudesse ter chegado aos 15 pontos e pego um rebote a mais, igualando seu desempenho na atual temporada.

Mas o que valeu mesmo foi que o Denver venceu: 90-79.

TABU

Ontem eu disse aqui que havia dez jogos que o Denver não dobrava o Lakers. Errei por um; na verdade eram nove e não uma dezena.

O Nuggets não sabia o que era vencer o time angelino desde abril de 2007. O tabu iria completar dois anos.

Incômodo demais.

Ele caiu, mas foi em Denver. Faz um montão de tempo que o time colorado não vence em Los Angeles; e nem sei se vai conseguir tão rapidamente, pois a diferença entre ambos não é pequena não.

GUERREIRO

Sou fã de carteirinha de Chris Andersen. Já disse-o aqui e encontrei eco em alguns (vários, eu diria) parceiros do nosso botequim.

Ontem, Birdman voltou a arrepiar. Distribuiu tocos pra tudo quanto é lado: sete para ser preciso.

Três a mais e teria atingido o primeiro “triple-double” de sua carreira, pois o tatuadíssimo jogador do Denver marcou 11 pontos e pegou 12 rebotes.

Inflamou os 19.920 torcedores que foram ao Pepsi Center; e estes, por extensão, contagiaram os jogadores em quadra.

Com Andersen não tem tempo quente – e nem bola perdida.

Tim Duncan nada mais é do que um homem sem identidade. O mesmo vale para Dwight Howard ou Kevin Garnett.

Jogador desse tipo todo time precisa ter.

Seu contrato com o Denver termina ao final desta temporada. Ele ganha apenas US$ 797.581,00.

Será disputado a tapa, tenho certeza, por vários times da NBA quando o verão chegar e as negociações forem abertas.

LÍDER

Mesmo com a derrota, o Lakers permanece em primeiro lugar na classificação geral do campeonato. Tem 11 derrotas, contra 12 do Cleveland, seu mais direto perseguidor.

Noite ruim dos amarelinhos, que ontem jogaram de roxo. Roxo de vergonha eles devem ter ficado quando o primeiro tempo acabou e o time tinha anotado apenas 40 pontos, a mais baixa produção da equipe nesta temporada.

Ficaram mais embaraçados ainda quando viram os números, após a partida, que mostraram um aproveitamento de apenas 29.8% de seus arremessos, o pior desde que a franquia saiu de Minneapolis e foi para Los Angeles.

Nas bolas de três, um vergonhoso desempenho de 9.5%. O time encaixou só dois de seus 21 torpedos.

Uma vergonha.

Kobe Bryant (foto AP) acertou apenas 10 de seus 31 arremessos e mesmo assim acabou como cestinha do time – e da partida – com 29 pontos.

Dessa mediocridade toda eu deixaria de lado Lamar Odom: 12 pontos e 19 rebotes. Mesmo assim, errou 12 de seus 17 arremessos. Mas compensou nos rebotes, convenhamos.

INIGUALÁVEL

Com a derrota de ontem em Denver, o recorde do Chicago, de 72 vitórias e apenas dez derrotas, obtido na temporada 1995-96, não será mais igualado pelo Lakers.

E imaginar que tinha gente que apostava na quebra do recorde.

SOSSEGO

O Cleveland visitou o San Antonio e venceu o time texano sem grandes dificuldades: 97-86.

Mas jogou com o pé no freio – e não no acelerador – no último quarto, quando o técnico Mike Brown deixou LeBron James no banco de reservas durante todo o período.

É lógico que eu sei por que isso aconteceu: o Spurs jogou novamente dois de seus tenores. Contundidos, Tim Duncan e Manu Ginobili apenas assistiram e nada puderam fazer para evitar a derrota.

Sozinho em quadra, Tony Parker não teve como levar o time a um importante triunfo. Digo importante do ponto de vista moral, pois é sempre bom ganhar de um time forte, porque em termos de competição, Gregg Popovich e companhia sabem muito bem que não há mais como ficar entre os primeiros.

VAREJÃO

Novo desempenho discreto do capixaba: seis pontos e cinco rebotes. E olha que Anderson Varejão ficou em quadra meia hora.

Confesso que estou preocupado com o brazuca. Nos últimos seis jogos, suas médias são de 4.2 pontos e 6.5 rebotes.

Muito pouco.

Andie, come on!

FIM

O Detroit conseguiu colocar um ponto final em sua embaraçosa carreira de oito derrotas seguidas. E ganhou uma partida que eu, particularmente, não acreditava que pudesse ocorrer.

O time visitou o Orlando e venceu por 93-85 com uma atuação de gala do ala/armador Rip Hamilton (foto AP). Sem Allen Iverson para torrar sua paciência, Hamilton fez 31 pontos e deixou a quadra como o máximo pontuador da partida.

Hamilton não olhou apenas para a cesta, pois distribuiu ainda seis assistências.

Outro que se sentiu mais confortável em quadra sem a presença de AI foi o armador Rodney Stuckey, que marcou 22 pontos e estava visivelmente curtindo a partida.

Foi o que eu falei outro dia desses aqui em nosso botequim: sem Iverson o Detroit tinha tudo para melhorar.

Não deu outra; foi só ele não jogar que o time voltou a vencer.

DEBU

Stephon Marbury (foto AP) atuou pela primeira vez depois de pouco mais de um ano de inatividade. Entrou em quadra com a camisa 8 do Boston Celtics e jogou pouco menos do que 13 minutos.

Marcou oito pontos e deu duas assistências. Apesar dos três erros cometidos, ajudou o time na vitória apertada diante do Indiana por 104-99.

Muito bom para quem ficou tanto tempo inativo.

“Minha maior satisfação foi que o time ganhou”, disse Marbury depois do jogo.

Vamos ver como será daqui para frente.

ENSACADA

O Phoenix voltou a fazer correria. Agora diante do Toronto: 133-113.

Jogo descartável para quem gosta de basquete. O único registro importante fica por conta dos 45 pontos que Shaquille O’Neal marcou, sua maior pontuação nos últimos seis anos.

Shaq vai completou 37 anos semana que vem.

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009 NBA | 18:46

NBA É A CARA DO FUTEBOL

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Eu sei que o Phoenix jogou sem Steve Nash e Amaré Stoudemire. Mesmo assim, 132-106 para o Lakers é muita coisa.

Só no primeiro tempo, os angelinos marcaram 70 pontos. E no último quarto, Phil Jackson fez reservas de seus titulares. O tão esperado duelo entre Kobe Bryant e Shaquille O’Neal (foto Reuters) não aconteceu.

Cenas como a de ontem no Staples Center de Los Angeles têm se tornado comum neste campeonato.

Doc Rivers já tomou a mesma decisão com seu Big Three; Mike Brown também já descansou, mais de uma vez, LBJ e companhia no quarto final; e com o San Antonio de Gregg Popovich isso também tem acontecido, não com tanta frequência como tem ocorrido com Lakers, Celtics e Cavs, mas já ocorreu também.

Sabe o que às vezes eu penso desta temporada? Que ela tem se assemelhado demais aos campeonatos regionais de futebol pelo Brasil ou mesmo aos torneios nacionais pela Europa.

A disparidade dos times fortes em relação aos fracos é notória e faz da competição, quando esses times se encontram, algo bem sem graça.

Foi o que aconteceu ontem em Los Angeles. A sacudida do Lakers para cima do Phoenix foi de envergonhar qualquer torcedor do Suns e passar despercebida para qualquer torcedor angelino, que já contava com o triunfo – talvez até mesmo com a goleada.

Não é isso o que ocorre, por exemplo, no Campeonato Paulista? Palmeiras, Corinthians e São Paulo sobram em relação aos demais, com Portuguesa e Santos brigando um pouquinho abaixo. Mas os outros 15 participantes são competidores que constrangem.

Vamos comparar com o cenário europeu?

Vamos lá…

O Campeonato Italiano, um torneio de 20 equipes, resume-se, há décadas, a apenas três que brigam pelo título: Inter, Juventus e Milan. Os outros 17 são apenas coadjuvantes. Torneio sem graça.

Na Inglaterra há um pouco mais de emoção, pois quatro são os contendores: Manchester United, Liverpool, Chelsea e Arsenal, sendo que este último, no momento, vive situação embaraçosa na Premier League. Apesar de milionário – com a NBA –, o torneio inglês é sem sal.

Na Espanha a situação é pior. Só dois times lutam pelo campeonato: Barcelona e Real Madrid. Os outros 18 participantes às vezes fazem cócegas nos dois gigantes; às vezes, eu disse, às vezes. Há emoção no campeonato espanhol? Se alguém disser que sim, eu paro de escrever agora!

O mesmo vale para o torneio português, onde Benfica e Porto – só eles – brigam para ver quem levantará o caneco. Os demais… Há graça nisso?

Até mesmo o Campeonato Argentino, antes acirrado, ficou restrito ao Boca Jrs. Se o Boca ganha o Clausura, outra equipe vende o Apertura; se no Apertura dá Boca; alguém ganha o Clausura. Isso quando o Boca não ganha os dois.

Enfim, este cenário desolador parece tomar conta da NBA no momento. A maior liga de basquete do planeta é hoje um torneio que se resume a três equipes: Lakers, Boston e Cleveland.

Vamos ser bonzinhos? Vamos: abriremos as portas também para Orlando e San Antonio.

Os demais 24 competidores somente ajudam a completar a tabela.

Longe está o tempo em que a NBA se parecia com o Campeonato Brasileiro de futebol, onde temos, pelo menos, dez times em condições de ganhar o torneio – muito embora o São Paulo seja o atual tricampeão, o que não diminui o poder dos demais.

Longe está o tempo em que a gente via Detroit, Boston, New York e Chicago brigando para ver quem chegaria à final da NBA representando o Leste. E no Oeste, era Lakers, Portland, Utah e San Antonio se engalfinhando para se apurar o representante do Oeste.

Alguém pode dizer que estou sendo contraditório, pois há algumas semanas escrevi que este campeonato é o mais disputado dos últimos tempos.

Verdade, escrevi mesmo; mas ele só é emocionante quando Lakers, Boston, Cleveland, Orlando e San Antonio se enfrentam.

Quando eles pegam os demais, com raras exceções, a gente mantém o foco apenas no primeiro quarto. Os demais são de dar sono.

Será que estou de mau humor?

ZEBRA

Como já disse aqui neste botequim, há zebra também na NBA. E ela deu o ar da graça ontem à noite no Texas, quando o Houston passeou diante do Cleveland por 93-74.

Deu tudo errado para o Cavs, por isso o Rockets ganhou.

Vejam: foi a menor pontuação do time de Ohio no campeonato (74); o jogo com o mais baixo percentual de aproveitamento (33.8%); as dez assistências representaram também o pior desempenho do time nesta temporada; e LeBron James não deu nenhuma assistência e pegou apenas um rebote, contra uma média de sete passes corretos e igual número de ressaltos na atual competição.

Como disse, zebra; zebra pura.

REFORÇO

Stephon Marbury assinou contrato com o Boston nesta manhã de sexta-feira. Doc Rivers espera poder contar com o jogador na peleja de hoje à noite contra o Indiana.

Marbury, o criador de caso, rompeu contrato com o New York, mas ninguém sabe em que condições. Ou seja: não foi anunciado quanto ele pegou para deixar o Knicks em paz.

Mas sabe-se que ele vai embolsar US$ 1.3 milhão do Celtics, que é o mínimo que a NBA permite que um veterano receba por temporada. Semana passada, Stephon completou 32 anos.

Com Eddie House jogando – e bem – como um ala/armador reserva, o papel que será oferecido para Marbury será o de reserva de Rajon Rondo.

A pergunta que todos se fazem é a mesma em todo o planeta: vai dar certo?

Vai depender de Kevin Garnett, como já disse.

CONTUSÃO

Ben Wallace quebrou a perna direita ontem na derrota do Cleveland para o Houston. Vai ficar um mês e meio no estaleiro.

Chance novamente para Anderson Varejão (foto AP). Mas o capixaba tem que melhorar muito em relação às suas últimas performances para não comprometer o rendimento do time na competição.

No mencionado encontro diante do Houston, o brazuca saiu zerado de quadra e apanhou apenas cinco rebotes.

Andie, come on!

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009 NBA | 11:44

ESQUECE, O SONHO REALMENTE ACABOU

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Não foi um balde, mas um caldeirão. Kobe Bryant tratou de jogá-lo em cima dos que sonhavam com a possibilidade de ver novamente o armador do Lakers ao lado de Shaquille O’Neal, dividindo o mesmo vestiário e usando uniformes da mesma cor.

O que passou, passou, deixou bem claro Kobe, após do 58º. “All-Star Game”, quando seu time, o Oeste, bateu o Leste por 146-119. Confronto findado, Kobe e Shaq deixaram a quadra do US Airways Center como os melhores e dividiram o troféu de MVP – o que não é inédito.

“Nós não vamos voltar ao vestiário e ver “Steel Magnolias” [“Flores de Aço”, título em português do meloso filme] ou algo do gênero, vocês sabem o que estou dizendo, gente chorando e coisas desse tipo”, disse Kobe. “Nós tivemos grandes momentos juntos. E isso é tudo”.

O sonho realmente acabou.

Kobe e Shaq

E não faz mesmo o menor sentido colocá-los lado a lado. Mesmo com Shaq admitindo publicamente que hoje em dia ele seria um complemento de Kobe, a quem ele definiu com o melhor jogador da NBA na atualidade.

Embora esteja fazendo uma boa temporada, Shaq está velho. Dia 6 de março próximo vai completar 37 anos.

E ganha muito. Nesta temporada vai receber um total de US$ 21 milhões; na próxima, mais US$ 20 milhões.

Além de idoso, caro. O custo-benefício não vale a pena.

O Lakers está certo em seu projeto de investir em Andrew Bynum, que em outubro passado completou 21 anos e custa muito menos. Só para você ter uma idéia, ao final deste campeonato ele terá recebido pouco mais de US$ 2,7 milhões.

Bynum é o futuro da franquia. Shaq representa o passado e, como tal, acessamos apenas através da memória.

BRIGAS

O reencontro de ambos, após um hiato de cinco anos, deu-se em um evento festivo. Como seria tê-los lado a lado todos os dias?

Há um velho ditado que diz: dois bicudos não se beijam.

O relacionamento entre eles sempre foi tumultuado. Demarcavam território todos os dias.

Alguém pode dizer: Shaq está sossegado. Estaria mesmo?

Mitch Kupchak, general manager do Lakers, responsável pela saída do grandalhão da franquia e mentor de Bynum, jamais iria voltar atrás na aposta que fez.

Pessoal, estou falando demais: esqueçam; Shaq e Kobe juntos, somente no “All-Star Game” de fevereiro do ano que vem, em Dallas.

E ponto final.

NÚMEROS

Kobe Bryant foi o cestinha da partida com 27 pontos. Apanhou ainda quatro rebotes e deu o mesmo número de assistências. Fez igualmente quatro desarmes.

Jogou 29:14 minutos.

Shaquille O’Neal ficou bem menos tempo em quadra: 10:56 minutos.

Tempo suficiente para anotar 17 pontos, apanhar cinco rebotes, dar três assistências e um toco.

Realmente, os dois jogaram muito e merecidamente dividiram o prêmio de melhor jogador da contenda.

Kobe e Dwight

RECORDE

Foi a terceira vez que Shaquille O’Neal e Kobe Bryant ganharam o troféu de MVP do Jogo das Estrelas. Uniram-se a Michael Jordan e Oscar Robertson, que também foram premiados três vezes no evento.

Bob Pettit, que jogou pelo St. Louis Hawks – hoje Atlanta –, foi eleito quatro vezes o melhor jogador em quadra no “All-Star Game”.

Jordan e Big O não jogam mais; Shaq e Kobe estão na ativa.

Um dos dois pode igualar o recorde de Pettit na festa do ano que vem.

HOMENAGEM

David Stern, o presidente da NBA – chamado de comissário –, anunciou na noite de sexta-feira que o troféu de melhor jogador em quadra do Jogo das Estrelas tem agora um nome: Bill Russell.

O melhor jogador de basquete de todos os tempos depois de Michael Jordan, ao ser informado da homenagem, desmanchou-se em lágrimas. Mal conseguiu agradecer a Stern e a liga.

Russell, que completou 75 anos no dia 12 passado, perdeu a mulher há um mês. É o jogador com maior número de títulos na história da NBA: 11.

Os dois últimos como técnico e jogador.

FESTA

Vocês gostaram da festa extra-quadra do “All-Star Game”?

Não foi nada de outro mundo, mas gostei.

Não morro de amores por John Legend, mas seu tema “If You’re Out There”, que a NBA usa como pano de fundo para a sua campanha “NBA Cares”, agrada aos meus ouvidos; bonitinho, sem ser ordinário.

Mas o bom mesmo veio na sequência, quando Legend reviveu “I Want To Take You Higher”, imortalizado pelo grupo Sly & The Family Stone no Woodstock de 1969.

Sem a mesma pegada e nem o soul de Sly Stone, mas com um arranjo bem feito que não fez feio de jeito nenhum.

De qualquer maneira, acho que o ponto alto ficou por conta da performance de Shaquille O’Neal ao lado do grupo de dança JabbaWockeez, quando da introdução dos jogadores que participaram do evento.

Shaq, apesar dos 149 quilos e dos 2m16 de altura, tem muito mais molejo, muito mais ginga do que muito baixinho de cintura dura e, por isso mesmo, travado.

Gostei muito do que Shaq fez.

Outro MVP para ele.

Desta vez, Kobe ficou para trás. O 24 do Lakers é mais… contido – para não dizer sisudo. Ou seria o contrário?

Shaq

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  1. BRASILEIROS SÃO LEMBRADOS EM PESQUISA DA NBA
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Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

domingo, 8 de fevereiro de 2009 NBA | 10:23

DUELO DE GIGANTES, OU DE TITÃS, OU DE…

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Um dos mais esperados jogos desta temporada acontece hoje às 18h30 de Brasília em Cleveland.

O time da casa, invicto nos 23 embates que disputou diante de seus torcedores na atual competição – único que não foi dobrado em casa nesta temporada –, recebe aquele que é apontado por muitos como o futuro campeão: Lakers.

E embutido neste confronto – ou seria o contrário? – um duelo especial: LeBron James x Kobe Bryant.

Quem sairá vencedor?

Cavs ou Lakers?

LBJ ou KB?

Os jornais em nível nacional nos EUA estampam o duelo do final desta tarde na Quicken Loans Arena. E traçam comparações entre os dois jogadores.

É o mote principal para uns, mas não para outros, que preferem falar das características dos dois times.

Comecemos pelos dois jogadores.

QUEM É MELHOR?

LeBron James é uma máquina ofensiva. Com seus 2m03 de altura e 109 quilos, não se vê nada sobrando no corpo do atleta.

É massa muscular pura.

Parece daqueles super-heróis forjados nas histórias em quadrinhos.

Faz uso desta força descomunal quando agride a cesta adversária. Aguenta o tranco sempre e dificilmente é desequilibrado quando tocado.

Por isso, é comum vermos um ataque terminar em cesta e falta.

Embora tenha a cesta como objetivo final quando tem a posse de bola possui uma visão periférica dificilmente vista em atletas torneados para serem cestinhas.

Por isso mesmo, muitos dizem que LeBron é uma mistura de Michael Jordan e Magic Johnson.

Ótimo reboteiro, pois tem grande impulsão e posiciona-se bem, tirando proveito do ótimo trabalho de bloqueio dos pivôs do Cleveland.

Kobe Bryant é apontado quase que pela totalidade dos norte-americanos (e aqui eu falo de jornalistas, treinadores, ex-treinadores, jogadores e ex-jogadores) como o melhor de todos depois da era Michael Jordan.

E o que o torna tão especial?

Seu arsenal ofensivo.

Kobe tem 2m01 de altura, dois centímetros a menos do que seu rival. Mas pesa apenas 95 quilos.

Não possui, por isso mesmo, a força do 23 do Cavs, mas por ser mais leve, tem mais movimentação e agilidade, o que torna difícil a previsão de seus movimentos em quadra, dificultando a marcação adversária.

Mas não é apenas a leveza de seu corpo que o torna difícil de ser marcado. Sua inteligência também o faz destacar entre os maiorais.

A defesa também é um ponto a ser destacado em seu jogo. É um tormento para quem tem a bola.

LeBron que o diga depois da partida do turno, em Los Angeles, quando foi praticamente anulado por Kobe.

Como já disse aqui, o 24 do Lakers foi designado pelo técnico Mike Krzyzewski para marcar sempre o melhor jogador do “backcourt” adversário nos Jogos Olímpicos de Pequim.

E se tem alguém que conhece de defesa no basquete norte-americano esse alguém é o Coach K.

Michael Jordan também fazia este papel no Chicago.

Kobe atingiu um estágio onde os números individuais falam menos do que os coletivos. Descobriu que sozinho não se ganha campeonatos.

Por isso, a maturidade de seu jogo também tem que ser destacada.

ENTÃO…

O melhor é Kobe Bryant, já disse várias vezes. Porém – sempre tem um porém, já decretava o inesquecível dramaturgo Plínio Marcos –, LeBron James vive um momento de maior intensidade que seu oponente.

IMPORTANTE

A mídia de todo o planeta, toda vez que Kobe Bryant e LeBron James se enfrentam, apresenta o confronto sempre com a mesma pergunta: quem é o melhor?

E não se fala em mais ninguém.

Compreendem o que eu digo?

AS EQUIPES

O Lakers é mais time do que o Cleveland se ambos estiverem completos.

O quinteto de Los Angeles possui um “frontcourt” como poucos na NBA. Talvez o melhor de todos, com Pau Gasol e Andrew Bynum, embora falte um ala de talento e força.

Mas Bynum, contundido, não vai jogar.

Lamar Odom entra no time para fazer a função do ala/pivô, posição de Gasol, que vai para o pivô com a ausência de Bynum.

Quer dizer: Phil Jackson terá de mexer em duas posições por causa da lesão de Andrew.

Derek Fisher é outro jogador chave no esquema do Lakers, pois com seus arremessos precisos de três a defesa tem que flutuar na marcação em cima de Kobe, porque se houver a dobra, Fisher tende a ficar livre e se a bola sobrar em suas mãos nestas condições, é problema.

Se não houver a marcação dupla em cima de Kobe, ele leva quase sempre vantagem no um contra um dada a sua genialidade.

O problema do Lakers é na ala.

Ontem foi concretizada a troca entre Vladimir Radmanovic por Adam Morrison, do Charlotte.

E? – E que foi trocar seis por meia dúzia.

O bom foi que o Lakers abriu espaço em seu “cap” para poder renovar com Trevor Ariza ou Lamar Odom – mas este eu, sinceramente, usaria como moeda de troca, envolvendo Jermaine O’Neal, como já escrevi aqui, agora mais fácil de ser concretizada com a saída do sérvio.

Mas voltemos às comparações.

O problema do Lakers é a ala – e não há uma solução de imediato.

Ariza oscila como todos no time.

O Cleveland terá um importante desfalque para o jogo de logo mais. Delonte West, que vive sua melhor temporada na NBA, ficará de fora.

Ele desempenha o mesmo papel no Cavs que Fisher faz nos amarelinhos da terra do cinema.

Sem ele, a marcação torna-se mais volumosa em cima de LeBron James. Com Kobe marcando-o junto com uma dobra quando for o caso, o Lakers pode diminuir muito do volume ofensivo de King James.

Mo Williams tem desempenhado dupla função no Cavs: arma e arremessa.

Com a ausência de Delonte, o técnico Mike Brown tem usado muito Daniel Gibson na armação e colocado Williams como ala/armador. Exatamente para aliviar a pressão em LeBron e para se aproveitar da precisão dos arremessos de Mo.

ENTÃO…

Como Zydrunas Ilgauskas voltou e em grande forma e o “frontcourt” do Cleveland é melhor com a ausência de Andrew Bynum, acho que aqui pode estar o diferencial para o confronto do logo mais.

Isso contando que LeBron James e Kobe Bryant vão se anular, é claro, porque se um deles for o fiel da balança, esta equipe sairá vencedora de quadra.

GIGANTES

Às 15 horas de Brasília, o outro grande jogo deste domingo: Boston x Cleveland.

Mas o encontro não traz o mesmo apelo e a força de Cleveland x Lakers.

E por que não?

Simples: porque não tem LeBron James x Kobe Bryant, considerados quase que pela totalidade dos mortais que habitam este planeta os dois maiores jogadores de basquete da atualidade.

Em compensação, o duelo tático entre os dois gigantes da NBA será digno de ser gravado e guardado em qualquer videoteca que pretenda ser séria.

De um lado Doc Rivers, o melhor técnico da atualidade; de outro, Gregg Popovich, o melhor treinador da NBA nos últimos tempos.

Pop conseguiu dar voz aos Três Tenores do Texas. Tim Duncan sempre foi grande, não apenas no físico, mas no jogo, na inteligência tática.

Ganhou seu primeiro anel na NBA escudado por David Robinson, que nunca teve um David Robinson para ajudá-lo a ganhar um anel antes da chegada de Timmy.

Com a aposentadoria do Almirante, Pop reconstruiu a franquia com a chegada de dois estrangeiros: Tony Parker e Emanuel Ginobili.

Encontrou a fórmula correta para explorar as qualidades de cada um, canalizando-as em produto final para o crescimento da equipe.

Timmy é praticamente imarcável dentro do garrafão.

Parker não é um armador previsível, por isso torna-se um tormento para o adversário.

Manu tem um arsenal ofensivo como poucos em toda a história do basquete – e sabe defender no melhor estilo da escola argentina.

Do outro lado, Rivers construiu o Celtics em torno de Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen, o conhecido The Big Three.

Pierce estava se afundando dentro da mediocridade dos times que o Boston tinha. Com a chegada dos dois, cresceu porque ganhou força não apenas no seu jogo, mas também uma força mental alimentada pela presença dos dois novos companheiros.

Allen deixou de ser aquele jogador que sozinho tinha que levar seu time às vitórias. Obteve sucesso muitas vezes ao longo da carreira, mas quando precisava construir triunfos para conquistar campeonatos, nunca teve forças, pois jogava praticamente sozinho.

E sozinho ninguém ganha nada, certo?

No Boston, encontrou o apoio que precisava em Garnett e Pierce.

Seu jogo ganhou em eficiência e sua personalidade tornou-se mais dura, digna dos campeões.

KG, bem, KG dispensa comentários. Trata-se de um dos maiores jogadores da história da NBA.

Só não é o maior ala/pivô da atualidade porque Tim Duncan está em atividade.

ENTÃO…

Então que no confronto de logo mais…

… não sei o que pode ocorrer.

São dois grandes treinadores, dois trios geniais.

O fator quadra pode fazer diferença? Sinceramente, acho que não; não nesse nível de jogo.

RODADA

O Chicago fez tudo certo ao final do tempo normal no jogo de ontem contra o Dallas. Vencia por três pontos (97-94) e o Mavs tinha posse de bola.

Todos estavam bem marcados, especialmente Dirk Nowitzki. Assim, a flutuação deu-se em cima de Jason Kidd, um arremessador de mão descalibrada.

A bola foi para o veterano armador que arremessou e… bingo! Empatou a partida e levou-a à prorrogação.

Um jogo ganho transformou-se em derrota, especialmente porque o alemão, no tempo extra, marcou nada menos do que 14 pontos (44 no total). Final: Dallas 115-114.

Chamou-me também a atenção o triunfo do Clippers sobre o Atlanta na Georgia. Mas quando você vê que Mike Bibby não pôde jogar por estar machucado, aí você entende o placar: Clippers 121-97 Atlanta.

E o Denver… foi uma das coisas mais horrorosas que eu vi em quadra nos últimos tempos. Por causa de derrotas assim como esta diante do New Jersey 114-70 que eu não aposto nenhum tostão furada no time do Colorado – desculpem a rima, saiu sem querer.

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sábado, 7 de fevereiro de 2009 NBA | 14:30

O JOGO MAIS SEM GRAÇA DA TEMPORADA

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É difícil o cabo transmitir jogos do Denver para o Brasil. Ontem foi um desses raros dias.

Infelizmente, a partida contra o Washington foi uma das mais sem graças desta temporada.

Não por culpa do Nuggets, longe disso. É que o Wizards, um dos piores times deste campeonato, está desfalcadíssimo da silva.

Como a transmissão da ESPN mostrou, da equipe projetada para esta temporada, apenas o ala Antawn Jamison está em quadra no momento.

Gilbert Arenas, Deshawn Stevenson, Caron Butler e Brendan Haywood, que completariam o quinteto titular, estão lesionados.

Arenas não participou de nenhum jogo neste torneio, o mesmo para Haywood. Stevenson e Butler se machucaram com o campeonato em andamento.

Ignorantes à situação, os dirigentes do Wizards demitiram, injustamente, o técnico Eddie Jordan. A situação, ao invés de melhorar, só piorou.

Hoje o Washington é o pior time da competição, com um recorde de 10-40, um pálido aproveitamento de 20.0%.

Por isso, deu a lógica no encontro de ontem na capital dos EUA: Denver 124-103 Washington.

PUNIÇÃO

Nenê (foto AP) se enrolou com as faltas no encontro de ontem. Cometeu duas ainda no primeiro quarto, foi para o banco e parece que perdeu o foco ofensivo do jogo.

Anotou apenas seis pontos, nove a menos do que sua média no torneio.

Completou, no entanto, seu desempenho com outros números interessantes: dez rebotes – a metade deles no ataque –,  quatro assistências e dois tocos.

O que me chamou a atenção foi que o são-carlense voltou a brigar com a camisa para fora do calção.

Perde tempo do jogo se arrumando quando poderia estar atento aos passos dos adversários – sem contar que esteticamente é o fim da picada.

INÉDITO

Como disse acima, foi um jogo sem sal.

Prova disso é que os torcedores esqueceram-se da partida e ficaram se divertindo com a detestável “ola” nas arquibancadas do Verizon Center de Washington.

Acompanho atentamente a NBA há quase duas décadas. Nunca tinha visto em qualquer arena norte-americana.

Odeio a tal da “ola”.

Mas os torcedores gostam; até mesmo Kenyon Martin, que no banco também participou da festa.

DÚVIDA

Alguns parceiros deste botequim falam do Portland com entusiasmo.

O Blazers, realmente, está com um time bem ajustado, com vários jogadores jovens e que têm um futuro, parece-me, brilhante pela frente. Mas ainda não está pronto para aprontar na competição.

Cheguei a me iludir com o time. Disse que a equipe do Oregon poderia ser nesta temporada o que o New Orleans foi na passada.

Bobagem minha, não vai ser.

A derrota de ontem para o Thunder, no Ford Center de Oklahoma City, por 102-93, deixou-me mais convicto ainda do que penso.

É certo que o OKC cresceu muito nos últimos jogos, mas quem quer fazer algo de importante na competição não pode apanhar de equipes que têm aproveitamento inferior a 50%.

É o caso do Thunder.

MIC

A NBA poderia criar uma nova categoria de premiação: Most Improved Coach. O que Scott Brooks (foto AP) vem fazendo com o Oklahoma City é realmente notável.

O Thunder começou a competição com um desempenho de 1-12. A franquia, depois que o time perdeu para o New Orleans por 105-80, no dia 21 de novembro passado, demitiu P. J. Carlesimo.

Brooks, que era assistente técnico, assumiu.

Começou timidamente, pois perdeu seus primeiros quatro jogos.

Depois, ganhou do Memphis, fora de casa.

Voltou a enfileirar derrotas: oito.

Na sequência, mais uma vitória: Toronto.

Depois, mais revezes: cinco.

Aí, novo triunfo, diante do Golden State.

Nos 16 jogos seguintes a situação começou a melhorar: sete vitórias e nove derrotas.

Ou seja: depois de um início ridículo de 3-17, o cenário mudou.

Brooks tirou o Thunder da última colocação no campeonato e devolveu a dignidade aos jogadores.

E seus torcedores, hoje, estão orgulhosos do que vêm em quadra.

SUFOCO

Quem olha o resultado do encontro entre New York e Boston, na Big Apple (110-100 para os atuais campeões da NBA), pode achar que a partida foi tranquila para o Celtics.

Engano.

O jogo foi muito disputado até o último quarto. Ao final do terceiro, o New York estava na frente em quatro pontos: 76-72.

Mas a 4:05 minutos do final da partida, Eddie House meteu uma bola de três e levou o Celtics para uma vantagem de nove pontos (95-86) que o time sustentou até a buzinada final.

Como disse, foi no sufoco.

NA MESMA

Alguém se surpreendeu com os 17 minutos que o técnico Terry Porter reservou para Leandrinho na vitória de ontem do Suns sobre o Warriors por 115-105?

Eu não.

Com tempo exíguo em quadra, o paulistano fechou o jogo com apenas oito pontos.

Se Leandrinho não tem moral com o treinador, o mesmo não ocorre com Shaquille O’Neal (foto AP). O pivô do Phoenix jogou 26 minutos e marcou 12 pontos. Com eles, tornou-se o sétimo jogador na história da NBA a atingir a marca de 27 mil pontos.

Os outros são: Kareem Abdul-Jabbar, Karl Malone, Michael Jordan, Wilt Chamberlain, Moses Malone e Elvin Hayes.

TROCA

Steve Kerr, o GM do Suns, está completamente perdido. Sua inquietação se deve ao fato de que ele não sabe se continua investindo em Steve Nash e Amaré Stoudemire – e com isso mantém intacto o núcleo do time criado por Mike D’Antoni – ou se muda tudo.

Mudar tudo significa abrir mão de Stoudemire.

São intensos os comentários de que o ala/pivô do Suns está com um pé fora da franquia. Nash é intocável.

Amaré poderia ir para o Miami. Fala-se no Chicago. New Orleans também está na parada.

Outro que pode sair é Shaquille O’Neal.

Agora, quem é que vai querer investir no veterano pivô, cujo salário é de US$ 20 milhões nesta temporada?

Quer saber qual é o outro jogador que o Phoenix pensa em se livrar? Jason Richardson. Pois é.

O fato é que a franquia quer economizar cerca US$ 40 milhões de sua folha de pagamento até o final da temporada 200-10 – atualmente está em US$ 75,1 milhões – para começar a reconstrução em torno de Steve Nash.

Os times têm até o dia 19 de fevereiro próximo para realizar as trocas. Dali para frente, somente os jogadores que não têm contrato com qualquer franquia podem ser adquiridos.

Ou seja: a baba.

Portanto, Kerr tem até esta data para decidir o que fazer.

Alguém falou no nome do Leandrinho?

Não, ele não está cogitado para ir a lugar algum.

Acho que a minha fonte não era de água potável.

DISCUSSÃO

Gostei demais do saudável bate-boca a respeito de Kobe Bryant.

Não vou responder individualmente a nenhuma das ponderações. Deixo para vocês continuarem a discussão.

Mas quero fazer novos comentários, se me permitem.

Em primeiro lugar, acho engraçado que os defensores de Tim Duncan apresentem os quatro anéis que o notável ala/pivô do SAS ganhou para justificar que ele é melhor do que Kobe, mas quando apresentei a medalha de ouro olímpica conquistada pelo armador do Lakers como ator principal, esses mesmos defensores de Timmy, entre eles o Pedro Mota, disseram: o time ganharia sem ele também.

Isso a gente não sabe, meu caro Pedro. Perdoe-me, mas seu argumento é de quem não tem argumento, pois ele não tem sustentação alguma.

O que a gente de fato sabe é que KB foi o melhor jogador daquele time, conduziu a equipe norte-americana à medalha de ouro, sendo reconhecido por todo o planeta como o ator principal daquela companhia.

Este é um dado concreto, como são os anéis de Duncan.

JP falou que o time de 2004 não se preparou como o de 2008. Verdade, mas o Cássio contra-argumentou dizendo que para ganhar de Porto Rico até um time universitário ganharia.

Verdade, perder para Porto Rico foi o fim. E Duncan estava em quadra.

Daniel Sanchez disse que Timmy esteve nos Jogos de Sydney-2000. Não é certo, Daniel, o Tim que esteve na Austrália foi o Hardaway. Duncan participou apenas dos Jogos de Atenas.

Pedro José detonou o caráter de Michael Jordan, dizendo que até subornar guardas com camisas do Bulls ele subornou para evitar multas, além de outras atitudes duvidosas do Pelé do basquete.

Hilton perguntou-me se tudo isso é verdade. Sim, Hilton, é verdade. MJ não desfrutava de boa aceitação entre alguns de seus companheiros.

Num treino do Chicago, já contei isso aqui, ele deu um murro no pivô Will Perdue porque ele não estava acertando uma jogada que o time estava ensaiando.

Pedro José também disse que Jordan não era odiado como Kobe o é.

Não é verdade: MJ era odiado em Nova York e Detroit, principalmente. Era vaiado em Boston e em Los Angeles também. O mesmo acontecia em Cleveland.

Em Miami ele também não era bem visto.

Somente quando foi ficando mais velho, ganhando títulos e todos começaram a ver que se tratava do melhor jogador de basquete de todos os tempos é que a situação começou a mudar.

No lugar das vaias, surgiram os aplausos.

Esta é a minha nova contribuição para esta discussão.

A gente se fala amanhã.

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009 NBA | 10:43

RIVALIDADE A TODO O VAPOR

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Não adianta: por mais que Cleveland e Orlando tenham crescido e despontado como favoritos ao título desta temporada; por mais que o Cavs tenha um gênio como LeBron James e o Orlando o Super-Homem da NBA, Boston e Lakers são os dois times do momento.

Provaram isso novamente ontem à noite no TD Banknorth Garden de Massachusetts. Gente saía pelo ladrão, como se diz popularmente quando se quer dizer que o local do evento estava completamente lotado.

E estava mesmo: todos os 18.624 ingressos foram vendidos.

Lajers x Celtics

A rivalidade está em alta; voltou a ser como era nos tempos de Larry Bird e Magic Johnson ou, mais atrás ainda, na época de Bill Russell e Jerry West.

Agora é a vez de Kobe Bryant contra Paul Pierce.

A partida de ontem deixou isso bem claro: a rivalidade, como disse, voltou e está a todo o vapor. Incendeia mesmo quem apenas assiste, quem olha o jogo do ponto de vista tático ou quer se divertir curtindo mais uma partida de basquete.

Não tem jeito: é impossível ficar indiferente quando esses dois times estão frente a frente.

Até o final da partida foi digno dos grandes espetáculos: prorrogação e embate decidido na última bola.

No final, deu Lakers: 110-109.

Mais um capítulo – e não o final da história.

A rivalidade está em alta.

FÍSICO

A imprensa de Los Angeles está atribuindo ao jogo físico a vitória do Lakers. Ninguém se escondeu, todos deram a cara para bater. Ninguém se intimidou com a quadra adversária e a ferocidade dos torcedores bostonianos.

O Lakers aceitou o jogo proposto pelo Celtics. Querem que seja no pau? Tudo bem, vamos lá.

E assim foi até o final da prorrogação – e mesmo sem contar com Andrew Bynum, um pirulão de 2m13 de altura e 130 quilos, que está machucado, e que seria de grande valia para o time nesse combate físico.

A vitória foi emblemática sob esse ponto de vista: se o Boston quiser igualar ou vencer o jogo usando o físico, o Lakers está pronto para este desafio.

EQUILÍBRIO

O embate de ontem mostrou que os times se equivalem. Fico pensando se Andrew Bynum estivesse à disposição de Phil Jackson.

O jogo seria desigual? Penderia mais para o lado do Lakers?

Hum… pode ser, a gente não sabe.

Teoricamente, sim, pois Bynum é hoje uma das peças fundamentais da equipe de Los Angeles. É parte de sua força física e técnica, mas sem ser ainda um fator de desequilíbrio.

Querem o jogo viril? Bynum está lá; querem um jogo mais técnico? Bynum também está lá.

Peça importante que ficou de fora.

Não dá para dizer que seria o equivalente à saída de qualquer um dos “Big Three” do Boston. É diferente, como disse.

Ray Allen, Paul Pierce e Kevin Garnett têm uma importância mais marcante para o Celtics do que Bynum para o Lakers.

O pivô começa a se desenvolver como jogador – e até agora, por causa das contusões, não conseguiu frisar sua participação dentro do esquema traçado pelo técnico Phil Jackson.

No futuro, livre das contusões, mais maduro técnica e taticamente, aí sim ele será reparado da mesma maneira que Kobe Bryant e Pau Gasol o são: peças chaves dentro do esquema da equipe.

E quando isso ocorrer – talvez com mais uma temporada –, haverá desequilíbrio no confronto.

O Lakers será melhor do que o Boston.

O JOGO

Kobe BryantFoi igual. Os dois times trocaram a liderança várias vezes.

No primeiro tempo, o Lakers foi melhor e chegou a abrir oito pontos de vantagem; no segundo, o Celtics se superou e pulou nove à frente.

Nos tentos marcados dentro do garrafão, nova semelhança: o Boston fez 50, o Los Angeles – mesmo sem Andrew Bynum – marcou 48.

O Lakers poderia ter vencido com mais facilidade se houvesse um aproveitamento melhor nos lances livres. A equipe cobrou 29 e acertou apenas 17: 58.6%.

O Boston, em contrapartida, embiroscou 17 dos 20 arremessados: 85.0%.

Tivesse o Lakers este percentual de aproveitamento e o jogo não teria chegado à prorrogação.

O Celtics chora a saída de Kevin Garnett, com seis faltas, quando faltavam 4:22 minutos para o final do tempo normal.

No jogo físico proposto pelo Boston, KG é o cara que vai à frente da gangue, mesmo com seu físico não tão avantajado assim.

Ele é importante pela atitude, pela gana, pela raiva incontida que tem dentro de si e que busca vitórias a todo o momento.

Sem ele naquele final, o time murchou.

KOBE

O camisa 24 do Lakers comandou o time em quadra. Mas não foi bem nos arremessos.

Dos 29 tentados, dez deles atingiram o alvo. Quase um terço de aproveitamento.

Nos lances livres, apenas sete cobrados e quatro encestados. Também um desempenho ruim.

Mesmo assim, deixou a quadra com 26 pontos.

E foi importante também na fisgada dos rebotes: dez no total.

Completou seus números com mais cinco assistências, dois tocos e um desarme.

Ficou claro, mais uma vez, a importância que Kobe tem para o time: não se omite jamais, não foge da responsabilidade nunca.

É o grande líder do time.

Como tenho dito, LeBron James está melhor do que Kobe, mas Kobe é melhor do que LeBron.

É o grande jogador do basquete na atualidade.

CAMPEÃO

Muita gente torce o nariz para Kobe Bryant porque ele ainda não conquistou um título como ator principal.

Não é verdade.

Os que o criticam se esquecem da medalha de ouro conquistada nos Jogos de Pequim, ano passado.

Ele foi o diferencial, como Shaquille O’Neal o foi nos três títulos de Kobe com a camisa do Lakers.

Alguém pode dizer: não é verdade, pois a seleção dos EUA tinha jogadores como LeBron James, Dwyane Wade e Carmelo Anthony.

Ah, é? Então vocês se esqueceram que os três, mais Tim Duncan e Allen Iverson, estavam nos Jogos de Atenas em 2004 e ficaram apenas com o bronze. Perderam o ouro e três partidas na competição: Porto Rico, Lituânia e a semifinal para a Argentina.

Em Pequim, o diferencial foi Kobe Bryant. Ele fez o que nem Duncan e nem Allen conseguiram fazer.

Como já disse aqui, Coach K mandava o jogador do Lakers ficar em cima sempre do principal jogador adversário.

Uma atribuição tática atribuída apenas aos jogadores maduros e diferenciados.

E Kobe é assim.

Portanto, por favor, daqui para frente, vamos parar com essa história de que Kobe não tem um título conquistado por ele mesmo.

ERRO
Doc Rivers, a meu ver, cometeu um erro crasso no jogo de ontem: esqueceu-se de Eddie House no final do confronto.

O armador do Celtics fez 13 de seus 16 pontos nos três primeiros quartos. Depois, foi abandonado no banco de reservas.

Tanto que ficou em quadra apenas 20:15 dos 53 minutos que durou a partida.

House estava se aproveitando da marcação cerrada que o Lakers fazia em cima de Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen.

Inexplicavelmente, como disse, foi esquecido no banco pelo treinador.

DESEMPATE

O Lakers varreu o Boston nos dois confrontos da fase regular. Portanto, se os dois times terminarem empatados na campanha final, os amarelinhos de Los Angeles levarão vantagem, pois o primeiro critério para o desempate é o confronto direto.

Para quem é supersticioso: no campeonato passado foi o Boston quem varreu o Lakers – e acabou campeão.

Será diferente agora?

Ninguém sabe, mas o fato é que o Lakers quebrou um tabu também: venceu em Boston depois de quatro derrotas consecutivas.

VERDE

Sasha Vujacic declarou, quando da primeira partida entre ambos, no dia de Natal, que odeia o verde e especialmente o Boston.

Queria ser uma mosca e estar dentro do ônibus que levou o time do hotel até o TD Banknorth Garden.

Queria ver o clima de tensão, queria ver o que eles falavam, queria ver como se comportavam.

E queria ver se a cor verde aparecia dava o ar da graça em qualquer detalhe dentro do ônibus.

Ou se alguém da delegação tinha algum verde a acompanhá-lo.

Duvido.

OPOSTO

Pergunto: será que algum jogador do Boston gosta da cor amarela?

Duvido.

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