UM SHOW PARA NÃO SE ESQUECER

Um dos muitos encontros entre Kobe e LeBron na partida que terminou com vitória do Cavaliers sobre o Lakers
Deu tudo certo para o Cleveland, que deve ter feito sua melhor partida nesta temporada. Todo mundo jogou bem; de LeBron James até o reserva Jamario Moon.
Foi um show do Cavs que calou o Staples Center. Foi um show do Cavs que tirou Phil Jackson do sério. Foi um show do Cavs que tirou do centro o centrado torcedor americano.
O Cleveland dominou a partida de cabo a rabo. À exceção do começo do jogo, quando os anfitriões abiram 8-2, de resto, só deu Cavs.
Isso calou o Staples, que reagiu em alguns momentos quando o Lakers esboçava alguma reação. Mas como esses momentos não se completavam, os torcedores não se levantaram completamente da poltrona.
A supremacia do pessoal de Ohio fez até mesmo o zen treinador do Lakers fazer coisas que ele não faz, porque é zen, centrado, como eu disse. Quando Lamar Odom foi excluído da contenda por ter tomado sua segunda falta pessoal, P-Jax demorou, propositalmente, para colocar o único jogador que ele tinha no banco para entrar no lugar de Lamar: Josh Powell.
A arbitragem entendeu que foi uma afronta do zen treinador — e foi mesmo — e aplicou-lhe uma justa falta técnica.
Os torcedores, que já estavam irritados com a supremacia do adversário e com o trio, que no entender deles estava apitando mais para o Cavs do que para o Lakers, protagonizaram um espetáculo ridículo: jogaram objetos na quadra, em sinal de protesto.
Difícil de se ver em se tratando dos fãs norte-americanos.
Enfim, como eu disse, foi um show do Cleveland.
Seu banco de reservas fez 31 pontos contra 17 tentos do Lakers, 13 deles vindo das mãos de Moon, que eu mencionei acima.

Kobe x LeBron, no melhhor estilo Zidane
Mo Williams acabou como cestinha do time com 28 pontos, dois a mais do que LeBron. Mo e não LBJ.
Por falar em LBJ, o ala do Cavs teve um aproveitamento de 9-19 (47.3%), muito melhor do que os 11-32 (34.3%) de Kobe. O 24 do Los Angeles, no entanto, não teve o apoio que o velho parceiro de Olimpíada teve.
Enquanto o elenco de apoio do Cleveland teve um desempenho digno de um prêmio da Academia, o pessoal da terra do cinema não decorou o script. Errou todas as falas.
Vejam só: Pau Gasol fez 11 pontos e encestou apenas quatro de seus 11 arremessos: medíocre para quem joga na boca do gol. Andrew Bynum anotou ridículos quatro pontos — e Lamar, como vimos, até excluído de quadra foi.
E no banco, Mike Brown rapidamente percebeu que Gasol levava nítida vantagem diante de J.J. Hickson. Tirou de quadra e colocou o lituano Zydrunas Ilgauskas.
Ele, mais Anderson Varejão, domaram o espanhol, que, como vimos, não viu a cor da bola.
Por falar no capixaba, ele quase fez um “double-double”. Foram nove pontos e igual número de rebotes — e um toco em cima de Drew que foi cinematográfico.
Num dos pedidos de tempo do Lakers, P-Jax, microfonado pela ESPN, que transmitiu a partida, comentou: “Varejão está em todos os cantos da quadra!”
Ou seja: cuidem do brasuca; tenham a mesma postura dele durante a partida.
Foi um show do Cleveland, mostrando que a turma do Leste é da pesada.
LÍDER
O Boston tem a mesma campanha do Lakers até o momento: 23 vitórias e cinco derrotas. Mas é evidente que o alviverde é o líder geral da NBA.
Se eles têm desempenho semelhante, por que eu digo que o Celtics está na frente, alguém pode perguntar. Simples: basta ver o que cada um fez no campeonato até o momento.
Dessas 28 contendas, o Boston fez 50% em casa e 50% fora. Já o Lakers jogou 19 partidas diante de seus fãs, tendo saído apenas nove vezes.
Só isso já seria suficiente para apontar o Celtics como melhor. Mas vamos adicionar mais um dado importante.
Vejam só: das 14 partidas “on the road”, o Celtics tem o seguinte desempenho: 13 vitórias e apenas uma derrota! Perdeu apenas para o Indiana no dia 14 de novembro passado.
Ou seja: um aproveitamento de 92.8%. Extraordinário!
Já o Lakers, das nove pelejas longe de seu Staples Center, venceu sete e perdeu duas. Um percentual de 77.7%, inferior ao do Boston.
O Los Angeles tem um desempenho superior ao do Boston quando o assunto é jogo caseiro.
O Celtics tem uma campanha de dez vitórias e quatro derrotas em seu TD Garden; aproveitamento de 71.4%.
O Lakers fez 16-3 em casa. Ou seja: 82.4%.
No cômputo geral, o Boston tem dois handicaps contra um do Lakers. Ou seja: líder no geral.

Paul Gasol e Anderson Varejão disputam a bola no garrafão no jogo entre Lakers e Cavs
MAIS UMA
A vitória do Boston diante do Orlando, na Flórida, contribuiu para que o time de Massachusetts seja no momento o líder da competição. Mesmo tendo cometido 20 erros durante a partida (seu recorde na temporada) e tendo perdido Kevin Garnett (contundido na cabeça) a um minuto do final, o Celtics venceu por 86-77.
Como disse, na Flórida, o que difícil de se fazer.
Rajon Rondo foi novamente um monstro em quadra: 17 pontos, 13 rebotes e oito assistências. Dois passes certeiros a mais e o armador visitante teria feito um “triple-double”.
Compensou a ausência de Paul Pierce, que não jogou por estar lesionado no joelho direito, o que pode custar-lhe duas semanas em trajes civis. Mesmo sem Pierce, o Boston venceu.
Descontou a derrota sofrida em 20 de novembro passado, dentro de casa. Agora, os dois times estão empatados em 1-1.
Voltam a se enfrentar em 28 de janeiro, novamente na Flórida. Fazem o jogo derradeiro em 7 de fevereiro.
O confronto direto é importante, pois pode definir o posicionamento dos times para os playoffs. No momento, ele não precisa ser usado, pois o Boston tem uma campanha de 23-5 contra 22-8 do Orlando.
Isso agora; no futuro tudo pode mudar.
Mas, cá para nós, do jeito que o Boston está jogando, só será alcançado se perder uma peça importante por muito tempo.
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E nesse caminho, sempre é bom lembrar, ele ainda ganhou quatro títulos e montou um dos maiores times da história do Spurs.
FICA OU NÃO FICA?
2) A marcação equivocada de uma falta em cima de Kobe Bryant, no ataque seguinte, “feita” por Ilyasova, seguida de um lance livre de bonificação, pesou muito;
Derrick Rose (na foto AP cumprimentando Kobe) jogou como gente grande neste clássico. Ótimo, são esses jogos que ajudam também a separar meninos dos homens.
Bem, finalmente, o Denver. O time do Colorado bateu o Oklahoma City em casa por 102-93.
APAGADO
Mesmo assim, mesmo jogando em casa, o Cavs suou para vencer o Blazers. Mas venceu — e é isso o que interessa, pois a vitória evitou o terceiro revés seguido do time de Ohio.
FRATURA
ASG
O destaque ficou por conta de Delonte West (foto AP). O ciclotímico jogador do Bucks anotou 21 tentos, seu recorde na temporada, motivando a todos.