Kobe Bryant | Fábio Sormani - Part 30

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sábado, 26 de dezembro de 2009 NBA | 01:22

UM SHOW PARA NÃO SE ESQUECER

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Kobe Bryant x LeBron James, o grande duelo da partida na rodada de Natal da NBA

Um dos muitos encontros entre Kobe e LeBron na partida que terminou com vitória do Cavaliers sobre o Lakers

Deu tudo certo para o Cleveland, que deve ter feito sua melhor partida nesta temporada. Todo mundo jogou bem; de LeBron James até o reserva Jamario Moon.

Foi um show do Cavs que calou o Staples Center. Foi um show do Cavs que tirou Phil Jackson do sério. Foi um show do Cavs que tirou do centro o centrado torcedor americano.

O Cleveland dominou a partida de cabo a rabo. À exceção do começo do jogo, quando os anfitriões abiram 8-2, de resto, só deu Cavs.

Isso calou o Staples, que reagiu em alguns momentos quando o Lakers esboçava alguma reação. Mas como esses momentos não se completavam, os torcedores não se levantaram completamente da poltrona.

A supremacia do pessoal de Ohio fez até mesmo o zen treinador do Lakers fazer coisas que ele não faz, porque é zen, centrado, como eu disse. Quando Lamar Odom foi excluído da contenda por ter tomado sua segunda falta pessoal, P-Jax demorou, propositalmente, para colocar o único jogador que ele tinha no banco para entrar no lugar de Lamar: Josh Powell.

A arbitragem entendeu que foi uma afronta do zen treinador — e foi mesmo — e aplicou-lhe uma justa falta técnica.

Os torcedores, que já estavam irritados com a supremacia do adversário e com o trio, que no entender deles estava apitando mais para o Cavs do que para o Lakers, protagonizaram um espetáculo ridículo: jogaram objetos na quadra, em sinal de protesto.

Difícil de se ver em se tratando dos fãs norte-americanos.

Enfim, como eu disse, foi um show do Cleveland.

Seu banco de reservas fez 31 pontos contra 17 tentos do Lakers, 13 deles vindo das mãos de Moon, que eu mencionei acima.

Kobe x LeBron, no melhhor estilo Zidane

Kobe x LeBron, no melhhor estilo Zidane

Mo Williams acabou como cestinha do time com 28 pontos, dois a mais do que LeBron. Mo e não LBJ.

Por falar em LBJ, o ala do Cavs teve um aproveitamento de 9-19 (47.3%), muito melhor do que os 11-32 (34.3%) de Kobe. O 24 do Los Angeles, no entanto, não teve o apoio que o velho parceiro de Olimpíada teve.

Enquanto o elenco de apoio do Cleveland teve um desempenho digno de um prêmio da Academia, o pessoal da terra do cinema não decorou o script. Errou todas as falas.

Vejam só: Pau Gasol fez 11 pontos e encestou apenas quatro de seus 11 arremessos: medíocre para quem joga na boca do gol. Andrew Bynum anotou ridículos quatro pontos — e Lamar, como vimos, até excluído de quadra foi.

E no banco, Mike Brown rapidamente percebeu que Gasol levava nítida vantagem diante de J.J. Hickson.  Tirou de quadra e colocou o lituano Zydrunas Ilgauskas.

Ele, mais Anderson Varejão, domaram o espanhol, que, como vimos, não viu a cor da bola.

Por falar no capixaba, ele quase fez um “double-double”. Foram nove pontos e igual número de rebotes — e um toco em cima de Drew que foi cinematográfico.

Num dos pedidos de tempo do Lakers, P-Jax, microfonado pela ESPN, que transmitiu a partida, comentou: “Varejão está em todos os cantos da quadra!”

Ou seja: cuidem do brasuca; tenham a mesma postura dele durante a partida.

Foi um show do Cleveland, mostrando que a turma do Leste é da pesada.

LÍDER

O Boston tem a mesma campanha do Lakers até o momento: 23 vitórias e cinco derrotas. Mas é evidente que o alviverde é o líder geral da NBA.

Se eles têm desempenho semelhante, por que eu digo que o Celtics está na frente, alguém pode perguntar. Simples: basta ver o que cada um fez no campeonato até o momento.

Dessas 28 contendas, o Boston fez 50% em casa e 50% fora. Já o Lakers jogou 19 partidas diante de seus fãs, tendo saído apenas nove vezes.

Só isso já seria suficiente para apontar o Celtics como melhor. Mas vamos adicionar mais um dado importante.

Vejam só: das 14 partidas “on the road”, o Celtics tem o seguinte desempenho: 13 vitórias e apenas uma derrota! Perdeu apenas para o Indiana no dia 14 de novembro passado.

Ou seja: um aproveitamento de 92.8%. Extraordinário!

Já o Lakers, das nove pelejas longe de seu Staples Center, venceu sete e perdeu duas. Um percentual de 77.7%, inferior ao do Boston.

O Los Angeles tem um desempenho superior ao do Boston quando o assunto é jogo caseiro.

O Celtics tem uma campanha de dez vitórias e quatro derrotas em seu TD  Garden; aproveitamento de 71.4%.

O Lakers fez 16-3 em casa. Ou seja: 82.4%.

No cômputo geral, o Boston tem dois handicaps contra um do Lakers. Ou seja: líder no geral.

Paul Gasol e Anderson Varejão disputam a bola no garrafão no jogo entre Lakers e Cavs

Paul Gasol e Anderson Varejão disputam a bola no garrafão no jogo entre Lakers e Cavs

MAIS UMA

A vitória do Boston diante do Orlando, na Flórida, contribuiu para que o time de Massachusetts seja no momento o líder da competição. Mesmo tendo cometido 20 erros durante a partida (seu recorde na temporada) e tendo perdido Kevin Garnett (contundido na cabeça) a um minuto do final, o Celtics venceu por 86-77.

Como disse, na Flórida, o que difícil de se fazer.

Rajon Rondo foi novamente um monstro em quadra: 17 pontos, 13 rebotes e oito assistências. Dois passes certeiros a mais e o armador visitante teria feito um “triple-double”.

Compensou a ausência de Paul Pierce, que não jogou por estar lesionado no joelho direito, o que pode custar-lhe duas semanas em trajes civis. Mesmo sem Pierce, o Boston venceu.

Descontou a derrota sofrida em 20 de novembro passado, dentro de casa. Agora, os dois times estão empatados em 1-1.

Voltam a se enfrentar em 28 de janeiro, novamente na Flórida. Fazem o jogo derradeiro em 7 de fevereiro.

O confronto direto é importante, pois pode definir o posicionamento dos times para os playoffs. No momento, ele não precisa ser usado, pois o Boston tem uma campanha de 23-5 contra 22-8 do Orlando.

Isso agora; no futuro tudo pode mudar.

Mas, cá para nós, do jeito que o Boston está jogando, só será alcançado se perder uma peça importante por muito tempo.

Notas relacionadas:

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  2. MARTIN FOI DECISIVO PARA O DENVER
  3. ORLANDO, UMA NOITE PARA SER ESQUECIDA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009 NBA | 16:10

QUEM É MELHOR, LESTE OU OESTE?

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Acho que foi ontem, creio que sim. Respondi uma mensagem de um parceiro deste botequim — peço antecipadamente desculpas por me esquecer o nome, mas é que a idade já não ajuda tanto — em que ele questionava a qualidade dos times do Leste. Informava que no confronto Leste x Oeste, o pessoal do lado do Pacífico leva vantagem — e leva mesmo.

Mas analisar as conferências apenas pelos confrontos entre os times não me parece muito acertado. Isso, é claro, tem que ser levado em conta, mas não creio que seja o mais importante.

Para mim, o mais importante é: quem tem mais equipes talhadas para ganhar o campeonato?

Vamos olhar para o lado do Oeste. O Lakers é soberano. E do jeito que a coisa anda, deve ganhar com folgas a conferência.

É claro que “regular season” é uma coisa e playoff é outra. Mas eu pergunto: qual adversário seria mais difícil para o Lakers numa final do Oeste?

Denver, San Antonio, Dallas, Phoenix, Houston?

Ou vocês acham que Boston, Orlando, Cleveland, Atlanta e Miami seriam mais difíceis numa hipotética final de conferência?

Excetuando o Lakers, os demais times do Oeste não fazem frente, a meu ver, a nenhum desses quatro primeiros times do Leste: Celtics, Magic, Cavs e Hawks. Coloco o Heat um patamar abaixo, no mesmo nível do pessoal do Oeste.

Mas volto a frisar: Boston, Orlando, Cleveland e Atlanta são mais fortes do que qualquer outra equipe do lado do Pacífico, excetuando o Lakers.

Os amarelinhos têm um aproveitamento de 85.2% — o melhor entre todas as 30 franquias. Na sequência, o desempenho do Dallas, o segundo colocado no Oeste, o colocaria na quinta posição do Leste.

Alguém pode argumentar que é mais fácil vencer as equipes frágeis do Leste do que as do Oeste. Faz sentido; mas eu volto a colocar, face to face, os melhores do Leste contra os melhores do Oeste.

Pra mim, dá Leste, a conferência mais forte da NBA no momento.

RECORDE

Nesta mesma resposta a esse parceiro internauta, eu esqueci de mencionar o Atlanta. Falha minha.

O time da Geórgia vem fazendo uma campanha espetacular até o momento. Ontem, na vitória sobre o Minnesota por 112-87 (o prélio foi disputado no Target Center de Minneapolis), o Atlanta igualou seu melhor início de temporada.

Esta equipe equiparou-se àquela que tinha Dominique Wilkins, Spud Webb, Kevin Willis e Doc Rivers, que na temporada 1986/87 fez um início de 20 vitórias e apenas sete derrotas.

Montado por Mike Woodson, esse time do Atlanta vem sendo uma das sensações deste campeonato. Já disse aqui que falta um jogador para levá-la até o lugar mais alto do pódio; falta aquele jogador que ganha campeonatos.

Alguém mesmo já disse neste botequim que LeBron James seria esse jogador. E isso me comoveu.

Fui até o “payroll” do Hawks e constatei que ao final da próxima temporada haverá uma sobra de US$ 10 milhões. Metade do que LBJ ganharia se assinar com o Cavs.

Mas ele mesmo disse que dinheiro não é o mais importante. Se não for mesmo, penso que King James deveria avaliar essa possibilidade.

Ele cairia como uma luva no time. Vejamos: Mike Bibby, Joe Johnson, LeBron James, Al Horford e Josh Smith.

Se isso ocorrer, o Atlanta vai se tornar a equipe sensação da NBA por muito tempo. Poderemos ter uma dinastia na Geórgia — como as que houve em Boston, Los Angeles e Chicago.

Ou vocês acham que Derek Fisher, Kobe Bryant, Ron Artest, Pau Gasol e Andrew Bynum é mais forte?

Kobe está com 31 anos. Na próxima temporada, 32. A curva é descendente, enquanto que a de LeBron é crescente.

KB poderia fazer frente a LBJ no máximo por uma temporada, creio eu. A partir do campeonato 2011/12, King James e o Hawks reinariam soberanos por muito tempo.

Discussão pra mais de metro.

Al Jefferson, do Minnesota Timberwolves, encara Al Horford, do Atlanta Hawks, no jogo desta terça

Al Jefferson, do Minnesota Timberwolves, encara Al Horford, do Atlanta Hawks, no jogo desta terça-feira

RODADA

Além da significativa vitória do Atlanta diante do Minnesota (Jamal Crawford 26 pontos; Joe Johnson 21; Mike Bibby, 18; Al Horford, 16 e 11 rebotes), vale destacar o aperto da vitória do Lakers sobre o Oklahoma City, em Los Angeles, por 11-108.

À exceção do segundo confronto entre ambos — também em LA —, com vitória tranquila dos amarelinhos por 101-85, os outros dois (incluindo-se o de ontem) foram apertados.

Vejamos: na primeira vez que os dois times se enfrentaram, no Ford Center de OKC, o Lakers precisou de uma prorrogação para ganhar a partida; ontem, como vimos, a vitória foi de apenas três pontos.

O jogo do Thunder se encaixa com o do Lakers. Ontem, se Kobe Bryant não tivesse daquelas atuações que o tornam o melhor jogador de basquete do planeta (anotou 40 pontos), certamente o time teria perdido.

Vale destacar que, além de suportar as dores do dedo quebrado, ele deu uma leve torcida no joelho esquerdo a cinco minutos do final. Aguentou o tranco até o fim.

Kobe não é de ferro — e já tem 31 anos, já disse. Pergunto: até quando ele vai suportar tudo isso?

Já Kevin Durant fez 30 pontos — dez a menos. Encestou 11 de seus 19 arremessos (Kobe fez 14-26).

Como se vê, Ron Artest não conseguiu frear o garoto de Oklahoma. Seria péssimo para o Lakers um confronto em playoff contra o Thunder.

RODADA

Os outros resultados da rodada de ontem da NBA foram os seguintes:

Washington 105-98 Philadelphia
Charlotte 88-76 Detroit
Boston 103-94 Indiana
New York 88-81 Chicago
Memphis 121-108 Golden State
Dallas 81-85 Portland
Houston 108-99 Clippers

Notas relacionadas:

  1. OESTE SUAVE
  2. LAKERS, O DONO DO OESTE
  3. DENVER, QUEM DIRIA?
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domingo, 20 de dezembro de 2009 NBA | 17:27

ERRO DE AVALIAÇÃO

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O destaque da rodada de ontem foi a vitória do San Antonio sobre o Indiana por 100-99. Não apenas pela cesta derradeira e emocionante de Tim Duncan, a 4.6 segundos do final da partida, que deu a vitória aos texanos, mas porque o triunfo marcou a vitória de número 700 na carreira do técnico Gregg Popovich.

Não é fácil atingir uma marca dessas. Pop foi o 16º treinador na história da NBA a chegar lá. É o sétimo entre os que estão em atividade.

Spurs Rockets BasketballE nesse caminho, sempre é bom lembrar, ele ainda ganhou quatro títulos e montou um dos maiores times da história do Spurs.

O irônico nessa marca é que ela chega num momento ruim. O Spurs é o sétimo colocado na Conferência Oeste, tem um recorde de 14-10, mas de seus 24 confrontos, 15 deles foram em seu AT&T Center — apenas nove aconteceram na casa alheia.

Com um retrospecto desses, o time corre riscos de desabar na tabela quando ela se equilibrar. Ou seja: quando o time jogar mais vezes fora do que em casa.

Irônico porque, pela primeira vez desde que assumiu o comando do time, no longínquo ano de 1997, Pop (foto AP) está na alça de mira da franquia. Quem poderia imaginar, em sã consciência, que o trabalho do treinador seria um dia questionado?

Popovich é tido como um dos melhores do mundo e um dos melhores em todos os tempos. Foi parte integrante do staff do time olímpico dos EUA que ganhou a medalha de ouro em Pequim.

Como disse acima, ganhou quatro títulos na NBA. E foi ele quem, como manager e treinador, montou esse time com Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginobili.

Mas foi ele, também, quem não conseguiu — pelo menos momentaneamente — prever e consequentemente evitar esse momento ruim.

Mas isso não deveria ter um peso tão grande na balança que avalia o trabalho de Pop. Mas tem, pois há rumores no Sul do Texas de que o treinador pode ser demitido se o time não reagir.

Perguntado sobre o assunto, Pop disse não temer o olho da rua. Como todo grande profissional, disse que o que o amedronta é o fracasso. “Temo o fracasso, como qualquer um”, disse ele.

Não é verdade. Os fracos não se incomodam com o fracasso. Estão acostumados a perambular pra lá e pra cá, pois não têm apego ao que fazem; fazem por fazer.

Pop, ao contrário, é um guerreiro. Um obcecado pela vitória; um obcecado pelo triunfo.

Por tudo isso, a franquia não pode ter uma visão tão míope do que ocorre com seu time de basquete e com o trabalho de Popovich. Há que se avaliar o conjunto da obra.

E nela, Pop merece um Oscar.

INTROMISSÃO

A festa que marcou a vitória de número 700 na carreira de Gregg Popovich quase foi estragada por Roy Hibbert. O pivô do Indiana deu um toco espetacular em Tim Duncan antes de o grandalhão do Spurs recuperar a bola e enterrá-la para delírio dos torcedores no AT&T Center.

O resultado favorável ao San Antonio foi justo, pois o time soube sair de uma desvantagem de 13 pontos e fechar o jogo num momento crítico. Soube também diminuir os espaços de T.J. Ford, que fez o último arremesso com o cronômetro em movimento, mas não acertou.

Mas que doeu no coração do torcedor do Pacers, isso doeu.

SENSACIONAL

A vitória do Chicago sobre o Atlanta foi espetacular. Confesso que achei que ela não viria, pois no tempo normal, quando o time teve a chance de vencer com a posse da última bola, os jogadores foram de dar inveja a Didi, Dedé, Mussum e Zacarias.

Foram trapalhões em quadra. Todos; sem exceção.

Veio a prorrogação e com ela, pelo menos para mim, o inesperado. Vitória do Bulls por 101-98.

Derrick Rose, em que pese os dois lances livres perdidos no final da prorrogação, o que o deixou cabisbaixo quando a buzina soou pela última vez, foi o nome do jogo.

O menino de Chicago anotou 32 pontos (recorde na carreira profissional) e não se omitiu em momento algum do jogo. Mesmo errando, pegava a bola no ataque seguinte e tentava dar a ela o melhor tratamento.

D-Rose tem melhorado nos últimos jogos. Foi assim na derrota contra o Lakers; foi assim na vitória de ontem diante do Atlanta.

Outros que merecem destaque: Luol Deng, 21 pontos e 12 rebotes; Joakim Noah, 11 rebotes; e principalmente Joe Johnson (este do Atlanta), que encestou 40 pontos no Chicago, sua melhor marca da temporada.

Errou a última bola, é verdade, mas valho-me de um chavão do futebol para dizer que “só erra quem está lá”. E J.J. não se omitiu — assim como D-Rose.

P-JAXFICA OU NÃO FICA?

Phil Jackson (foto Reuters) foi perguntado sobre o futuro: renova com o Lakers ao final desta temporada ou não?

P-Jax aproveitou a pergunta e mandou um recado para Jerry Buss, o dono da franquia. Além de dizer que o desempenho do time nesta temporada terá um peso importante (se for campeão, com certeza voltará em 2010/11 para defender o título), o treinador mais bem pago da NBA (US$ 12 milhões por esta temporada) disse que espera pelo futuro de Kobe Bryant e Pau Gasol.

P-Jax sabe muito bem que se um dos dois não estiver na franquia no ano que vem, o time cairá pelas tabelas e sobrará para ele a montagem de uma nova equipe. E isso não é fácil; e ele nem tem mais idade para isso.

Gasol, que ganhará US$ 16.5 milhões nesta temporada, está garantido na próxima, que lhe renderá outros US$ 17.8 milhões. E há rumores de que ela vai estender esse último ano, transformando-o em três, o que o garantiria até o final do torneio de 2012/13.

O problema é Kobe.

O melhor jogador de basquete do planeta tem uma cláusula no contrato que garante a ele decidir ao final desta temporada se vai sair ou não de Los Angeles. Se ele optar por ficar, fará cerca de US$ 25 milhões no campeonato 2010/11, isso é certo, mas se ele fizer como Gasol e renovar por mais três temporadas, embolsará US$ 90 milhões.

É muito dinheiro. P-Jax quer este cenário para continuar. Buss nunca se mostrou um sovina; ao contrário, pois reclama que o “salary cap” o deixa engessado.

Ele tem adoração pelo Lakers. Está obcecado por ultrapassar o Boston em número de títulos (17-15).

O cenário é este, perfeito para esse objetivo. Com P-Jax, Kobe e Gasol juntos.

Acho que tudo continuará como está — especialmente se o Lakers confirmar o que a maioria imagina que vá ocorrer ao final desta temporada.

RESULTADOS

As outras partidas da rodada deste sábado foram estas:

Orlando 92-83 Portland
Charlotte 102-110 Utah
Philadelphia 107-112 Clippers (OT)
New Jersey 84-103 Lakers
Houston 95-90 Oklahoma City
Milwaukee 95-96 Sacramento
Phoenix 121-95 Washington

Notas relacionadas:

  1. A CULPA DE CADA UM
  2. PESO DA IDADE INCOMODA DUNCAN
  3. O CAMPEÃO VOLTOU
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009 NBA, Seleção Brasileira | 17:43

A VITÓRIA DO LAKERS E A INDECISÃO DA CBB

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Algumas considerações sobre a vitória do Lakers sobre o Milwaukee, na prorrogação, por 107-106.

1) Os lances livres perdidos pelo turco Ersan Ilyasova, a 58 segundos do final, com o Bucks na frente em 106-102, pesaram muito;

APTOPIX Lakers Bucks Basketball2) A marcação equivocada de uma falta em cima de Kobe Bryant, no ataque seguinte, “feita” por Ilyasova, seguida de um lance livre de bonificação, pesou muito;

3) A inteligente decisão de Phil Jackson em mandar cobrar o lateral no campo do Lakers e consequentemente dar mais espaço para Kobe articular o ataque que culminou com a cesta decisiva (foto AP) pesou muito;

4) A falta de inteligência tática do técnico Scott Skiles em não fazer uma dobra na marcação de Kobe pesou muito;

5) A falta de inteligência no técnico Scott Skiles em deixar um jogador baixo (Charlie Bell) marcando Kobe e facilitando o arremesso do jogador do Lakers, pesou muito.

Cinco itens — entre eles, um erro da arbitragem. Pergunto: o Lakers ganhou por causa de um erro da arbitragem ou foram vários os fatores que levaram o Milwaukee à derrota?

Cartas à redação.

MONCHO

Leio na mídia que o presidente Carlos Nunes ainda não definiu o futuro do técnico Moncho Monsalve. Realmente, a situação é incompreensível.

Por que Nunes, presidente da CBB, demora tanto para tomar uma decisão que, aparentemente, parece óbvia? Por que ele reluta em assinar um novo contrato com Moncho?

Seria porque o espanhol foi um achado de seu antecessor, Gerasime Bozikis? Se verdade, seria um grande absurdo, pois Nunes estaria se colocando à frente dos interesses do nosso basquete.

Não acredito que possa ser isso, pois é de uma falta de inteligência desgastante. E não creio que o atual presidente da CBB tenha esse tipo de limitação.

Então, alguma coisa acontece; o que é então?

Dizem que Moncho tem um temperamento difícil. E daí? Os jogadores não aprovam o trabalho dele? Os jogadores não se dão bem com ele?

Quem é que vai ter que conviver diuturnamente com Moncho, Carlos Nunes ou os atletas? Os atletas, é claro.

Então, se Nunes não gosta do jeitão de Moncho, paciência. Engula-se o homem em prol do crescimento do nosso basquete. Como disse os interesses da modalidade se sobrepõem aos interesses do presidente da entidade.

Quantos não são os exemplos de pessoas que não se davam bem, mas que se suportavam por causa do objetivo comum? Vários.

E eu sempre gosto de citar o caso envolvendo Magic Johnson e Kareem Abdul-Jabbar. Em 1994, Kareem esteve no Brasil para um “camp” patrocinado por uma fábrica de materiais esportivos.

Na entrevista à imprensa, um jornalista perguntou ao ex-pivô do Lakers sobre Magic Johnson, que tinha acabado de anunciar ao mundo ser portador do vírus HIV. Kareem respondeu: “Nunca fui amigo do Magic, a gente jogava juntos, só isso. Não sei como ele está”.

Apesar dessa distância, eles se deram superbem em quadra e ganharam quatro anéis.

Então, por que o presidente Carlos Nunes reluta em assinar com Moncho Monsalve?

Não consigo encontrar outro motivo, pois o trabalho do treinador espanhol é inquestionável. Nenhuma mente sã há de vir a público dizer que nosso selecionado está no caminho errado.

Só louco diria uma coisa dessas.

Já se falou em “lobby” dos nossos treinadores, pressionando Nunes para a saída de Moncho. Não creio, pois Nunes já adiantou, também, que se Moncho não renovar o novo treinador será um europeu.

Então, volto a perguntar: qual é o problema? Por que esse contrato não é assinado?

Cartas à redação.

Notas relacionadas:

  1. A QUEM INTERESSA A QUEDA DE BRAÇO?
  2. MONCHO ESTÁ DE MOLHO
  3. DECLARAÇÃO CONFUSA
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009 NBA, Seleção Brasileira | 18:42

O CASO DO ESLOVENO E DO SAS

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O jogo no Vale do Sol foi o que mais me chamou a atenção na rodada de ontem à noite da NBA.

Primeiro, porque o San Antonio voltou a perder; segundo, porque Goran Dragic fez uma observação após a partida, que, como disse, chamou-me a atenção.

Vamos, pois, por partes, falar desta vitória do Phoenix sobre o San Antonio por 116-104.

AMEAÇA

O San Antonio é hoje o oitavo colocado na Conferência Oeste. Está à beira do abismo.

Tem jogado mal, não mostra reação, o entrosamento parece inexistir; enfim, dá pinta de que esta temporada está indo para o espaço. Tenho pena de Tim Duncan.

Ontem, o velho Timmy fez 34 pontos, pegou 14 rebotes e deu três tocos. Jogou praticamente sozinho.

As outras estrelas da companhia, Tony Parker, Manu Ginobili e Richard Jefferson, anotaram juntas 26 pontos e tiveram um aproveitamento de 8-26 em seus arremessos.

O alvinegro texano tem dez derrotas até o momento. Digo até o momento porque outras mais virão se o time não mudar de atitude.

Oklahoma City, com aquela molecadinha comandada por Kevin Durant, vem logo atrás, babando, com 11 derrotas. New Orleans, Clippers e Sacramento têm 13.

Descarto o Hornets e o Kings. Mas o San Antonio tem que ficar esperto com o Los Angeles, pois quando Blake Griffin puder jogar, a equipe certamente vai engatar uma terceira, jogar uma quarta marcha e até o final da fase de classificação estará em quinta.

E eu fico em dúvida quanto ao desempenho do San Antonio. Do jeito que está, ouso dizer que esta temporada o time corre sério risco de não se classificar para os playoffs.

(IN)COMPETÊNCIASpurs Suns Basketball

Quanto a Goran Dragic, o esloveno destacou-se demais na vitória de ontem do Suns. Marcou 18 pontos, tendo acertado sete de seus nove arremessos.

Sua média, até a partida de ontem, era de 6.4 pontos. Melhorou 300%.

Esqueça os 28 pontos de Amaré Stoudemire (foto AP) e os 25 de Steve Nash. O nome do jogo foi Dragic.

Vejam o que Tim Duncan declarou após a partida: “Steve e Amaré fizeram o normal deles. Jogaram bem. Quem fez a diferença foi Dragic”.

E sabem a que se deve essa melhora? O esloveno responde:

“Meu técnico da Sérvia está em Phoenix há quatro dias. Nós trabalhamos muito o meu arremesso. Antes [da chegada do treinador sérvio], quando eu chutava, o arco não era tão alto. Hoje, ele melhorou. O arco está mais alto”.

Como assim? Precisou vir um técnico da Sérvia para notar que o arremesso de Dragic estava defeituoso?

E o que faz todo o staff técnico do time? O que fazem Alvin Gentry, Dan Majerle, Bill Cartwright, John Schumate e Igor Kokoskov?

Das duas uma: ou eles são desatentos — e por isso mesmo incompetentes — ou eles ignoram o esloveno — o que é muito pior.

Triste, vocês não acham?

NOITADA

Destaque para os 42 pontos de Kobe Bryant na vitória do Lakers sobre o Chicago por 96-87. E só, porque o basquete que o Los Angeles jogou beirou o ridículo.

Venceu porque o adversário era o Chicago. Se jogar o que jogou ontem esta noite contra o Milwaukee, perde!

Podem escrever o que estou falando.

No Bulls, realce para os 20 rebotes de Joakim Noah. Um guerreiro.

Lakers Bulls BasketballDerrick Rose (na foto AP cumprimentando Kobe) jogou como gente grande neste clássico. Ótimo, são esses jogos que ajudam também a separar meninos dos homens.

Quanto ao Cleveland, a vitória sobre o New Jersey (99-89) foi a oitava consecutiva em casa. É isso mesmo, o dever de casa deve ser feito sempre.

LeBron James anotou 23 pontos, sete assistências e seis rebotes. Dentro da normalidade.

Fiquei chateado com o desempenho de Anderson Varejão: quatro pontos e apenas cinco rebotes. Pior: só 19 minutos em quadra. As faltas não deixaram que o capixaba jogasse mais tempo — e consequentemente pontuasse e fisgasse mais ressaltos.

Já o Miami bateu o Toronto por 115-95. Michael Beasley — anotem aí o nome desse muleke — marcou 28 pontos e pegou 11 rebotes. Beasley e Mario Chalmers são fatores que devem fazer Dwyane Wade renovar com o Heat.

MUNDIAL

Como todos sabem, o Brasil ficou no grupo dos EUA. Além dos norte-americanos, Croácia, Eslovênia, Irã e Tunísia.

Nosso selecionado estréia no dia 28 de agosto, um sábado, contra o Irã. No dia seguinte vem a Tunísia, depois os EUA, na sequência, Eslovênia e Croácia.

Não me parece nenhum bicho de sete cabeças. Claro que os EUA ficarão em primeiro, mas dá para brigar com croatas e eslovenos pelo segundo lugar.

Ora, por que não? Desde que não se demita o técnico Moncho Monsalve — a impressão que me dá é que a CBB está procurando um jeito de demitir o espanhol — e com Nenê Hilário, Anderson Varejão e Leandrinho Barbosa em quadra, claro que dá.

E seria importante não ficar em quarto lugar, pois, neste caso, provavelmente o Brasil pegaria a Argentina. Não temos time, no momento, para encarar “Los Hermanos”.

Classificar em quarto lugar significa ser eliminado nas oitavas. Para quem não sabe, depois da fase de grupos, no sistema do um contra todos, as etapas seguintes serão em mata-mata: oitavas, quartas, semifinais e final (mais a decisão do terceiro lugar).

Repito: não me parece um bicho de sete cabeças, desde que não se demita Moncho e o Brasil entre em quadra com o que tem de melhor.

Notas relacionadas:

  1. PÉSSIMO EXEMPLO
  2. O CASO DO SEGURO
  3. ADMIRADO POR TODOS
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009 NBA | 17:40

BALANÇO DESTA E DA NOITADA PASSADA

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Alguns resultados chamaram a atenção na rodada de ontem. Não pela pontualidade deles, mas no contexto do campeonato.

Vejamos…

No sábado à noite, o Lakers foi até Salt Lake City e apanhou do Utah por 102-94. Disse aqui nesse botequim: foi só sair de LA que foi derrotado, numa referência à sequência descabida de jogos em casa que a NBA proporcionou aos atuais campeões da liga.

Muitos parceiros disseram (alguns pensaram em dizer) que jogar em Utah contra o Jazz é complicado e que perder na cidade do lago salgado era mais do que aceitável. Eu concordei; mas com uma ressalva: não é o lugar mais hostil e difícil de trabalhar.Timberwolves Jazz Basketball

Pois ontem o Minnesota, sim, o pobre Minnesota, último colocado na Conferência Oeste, apenas três vitórias até então no torneio, foi molhar a bunda no lago salgado. Resultado: venceu o Jazz por 110-108.

Al Jefferson (foto AP), aquele que eu digo que pode atrapalhar Nenê Hilário na tentativa de chegar ao “All-Star Game” desta temporada, fez 23 pontos e pegou 12 rebotes.

Outro ponto que chamou a atenção no jogo da EnergySolutions Arena: o armador Deron Williams, dos anfitriões, marcou 38 pontos e deu 13 assistências. Foi seu 10º. “double-double” na competição.

O armador, medalha de ouro em Pequim, está com médias de 20.4 pontos e 10.3 assistências nesta temporada. Em 22 partidas.

Chris Paul, seu grande concorrente na posição, e também ouro olímpico na China, tem 21.1 pontos e 10.8 assistências de média por pugna disputada. No total, foram 15 prélios jogados e oito duplos-duplos.

Como se vê, números semelhantes. A diferença é que o Jazz é o quinto colocado do Oeste e o New Orleans o 11º.

Quando disse aqui que prefiro Deron a CP3, quase fui esganado.

Na Filadélfia, o Sixers (que se parece com o Lakers, só joga em casa!) recebeu o Golden State e finalmente colocou um ponto final em um jejum de 12 partidas sem vencer. Resultado final: 117-101.

Foi também a primeira vitória de Allen Iverson com a camisa 3 do Philadelphia. AI teve ótimo desempenho nos arremessos, pois acertou sete em dez tentados, todos duplos. Nos lances livres, 6-8.

Terminou o encontro com 20 pontos.

Outro destaque do Sixers: sete jogadores tiveram um duplo dígito na pontuação, sendo que Thaddeus Young, com 26 pontos e 14 rebotes, foi o cestinha e o reboteiro da partida.

Ah como seria bom se desse para jogar sempre contra o Golden State…

Outro destaque ficou por conta do encontro entre Memphis e Boston, no Tennessee. O Grizzlies apareceu com as manguinhas de fora por ter surrado o Miami, na Flórida, por 118-90 (zebraça!).

Esqueceu-se que do outro lado havia uma das equipes mais fortes da liga no momento e que está invicta há 11 partidas. E que das 13 últimas perdeu apenas uma.

E mais: esqueceu-se que enfrentava o líder de toda a NBA, com uma campanha de 20 vitórias e apenas quatro derrotas, um percentual de aproveitamento de 83.3%.

Mas os 110-105 para o Celtics foram no pau. Houve 18 mudanças de líderes e 15 igualdades durante a partida.

O máximo que o Boston conseguiu abrir no marcador foram oito pontos; o máximo que o Memphis pulou à frente foram cinco tentos.

O jogo foi decidido nas bolas de três: o Boston acertou dez em 20 tentadas; o Memphis, 1-13. Ridículo.

Por isso os anfitriões foram derrotados.

Vale destacar também na rodada de ontem os 23 pontos e os 21 rebotes que Dwight Howard fisgou na vitória do Orlando diante do Indiana por 106-98. Quem assistiu a partida, como eu, viu que o jogo foi no pau.

O Pacers está com um time certinho. Nenhuma grande estrela, mas o conjunto é o grande cartão de visita do time de Indianápolis.

Além do quinteto titular (TJ Ford, Brandon Rush, Mike Dunleavy Jr, Troy Murphy e Roy Hibbert), o técnico Jim O’Brien tem ótimas opções no banco em jogadores como Jeff Foster, Earl Watson, Dahntay Jones e o novato Tyler Hansbrough.

Vale a pena ver o Indiana jogar.

APTOPIX Thunder Nuggets BasketballBem, finalmente, o Denver. O time do Colorado bateu o Oklahoma City em casa por 102-93.

Nenê Hilário (foto AP) voltou a jogar seu basquete habitual. Anotou 13 pontos e pegou nove rebotes.

Poderia ter feito mais se não tivesse tido problemas com as faltas, que o levaram ao banco em alguns momentos em que ele deveria estar em quadra, especialmente no terceiro quarto.

No duelo das duas estrelas, Carmelo Anthony e Kevin Durant, o 35 do Thunder venceu: 32 pontos contra 31 de Melo.

Mas uma vez mais pude observar a dificuldade de marcação de Durant. Ele não consegue marcar jogadores que também atuam de costas para a cesta, como é o caso de Melo — e também de LBJ.

Durant é franzino demais e apesar de seus 2m06, não aguenta o tranco. Ontem, deixou a marcação de Melo para Jeff Green e Thabo Sefolosha.

KD vigiou Kenyon Martin, que não joga de costas para cesta, faz o jogo de frente, que se encaixa com o do “muleke” de Oklahoma City. Sugestão: KD precisa aumentar o peso dos ferros que puxa e melhorar na absorção dos suplementos alimentares.

Caso contrário, corre o risco de ficar para trás.

NOITADA

Há vários jogos interessantes esta noite. Vamos a eles…

Logo às 19h o Cleveland recebe o New Jersey em sua Q Arena. Ótima oportunidade para todos os jogadores do Cavs melhorarem suas médias na competição.

O Cleveland vem de sete vitórias consecutivas em casa e com um aproveitamento de 52.7% dos arremessos — o que é muito bom.

Mas não é apenas o individual que interessa ao Cavs. O geral também; sim, pois o time está na quarta posição atualmente no Leste, atrás do Boston, Orlando e Atlanta.

E a chance não poderia ser melhor: joga contra o lanterninha da competição, um time que venceu apenas dois de seus 24 combates.

O site da ESPN fez uma pesquisa com os internautas para saber o que eles acham da partida entre Chicago e Lakers esta noite (23h) no United Center. Resposta até o momento: 71% responderam que os amarelinhos vencem, enquanto que 29% se iludem com uma possível vitória dos vermelhinhos.

Os doutores do Lakers seguem preocupados com Kobe Bryant. O jogador está com o dedo indicador da mão direita quebrado e com dores estomacais.

Será que ele vai querer dar uma de herói novamente? Será que ele vai querer dar uma de Rogério Ceni novamente? Será que ele, fominha, não vai querer ficar de fora se recuperando e dando chance para que outro jogador, em forma, possa atuar em seu lugar e, quem sabe, fazer do time um time mais competitivo?

É fácil jogar nestas situações. Se vai mal, tem a desculpa: ah, também, estava com o dedo quebrado e com dor de estômago, não tinha mesmo jeito de jogar bem. Se vai bem, as pessoas dizem: ta vendo só, mesmo doente o cara foi lá, jogou e foi o melhor em quadra, é mesmo o melhor do mundo.

Não gosto desse tipo de comportamento. Jogador tem que ser profissional e saber que não se deve entrar em quadra sem as melhores condições, pois pode prejudicar o time e acaba sendo desleal com o companheiro que poderia substituí-lo.

Finalmente, destaco também o jogo entre Phoenix e San Antonio. O time de Leandrinho Barbosa (que mais uma vez fica de fora por estar lesionado) é o único que até o momento não perdeu na competição quando jogou diante dos fãs.

Foram oito jogos e oito vitórias. E o Phoenix tem tudo para manter a escrita, pois o Spurs decepciona quando joga fora de casa: 2-5.

O alvinegro está longe daquele time competitivo de outras paragens. Hoje mostra que o peso da idade é um duplo adversário em cada partida.

Bom pro Phoenix, até porque o time vem de cinco derrotas consecutivas fora de casa, sendo que o jogo é em casa e contra um time que só sabe jogar em casa.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

domingo, 13 de dezembro de 2009 NBA | 19:17

PROCURA-SE UM DEFENSOR

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O primeiro tempo de Chauncey Billups foi horroroso. Três faltas e igual número de bolas perdidas. Uma lástima, como eu disse.

Mas veio o intervalo e tudo mudou. Billups foi outro jogador no segundo tempo: fez 24 pontos e acertou cinco bolas de três.

O resultado disso foi que o resultado da partida foi outro. O Denver, que esteve atrás no marcador em 17 pontos no terceiro quarto, fez uma corrida de 18-2 (liderado por Billups), inverteu o resultado e venceu a partida por 105-99.

Qual foi o segredo desta virada? O jogo de Billups, como vimos.

Você quer saber o que foi que aconteceu com o jogador para que ele se transformasse no herói da noite?

Vejam o que ele disse: “No intervalo, eu pensei, vou voltar e vou agredi-los. Se ia fazer cestas ou não, eu não sabia, mas Steve [Nash] estava me marcando com tanta distância que eu pensei: cara, eu tenho que aproveitar isso.”

Steve Nash, duas vezes MVP da regular season, notório preguiçoso quando o assunto é defesa. Um dos piores marcadores da NBA.

E vocês ainda acham que eu devo colocá-lo no mesmo rol de Billups, Chris Paul e Deron Williams?

Ora, façam-me o favor; de jeito nenhum!

Suns Nuggets BasketballAPAGADO

Quando vi o Phoenix com Channing Frye, Robin Lopez e Louis Amundson no pivô, pensei: hoje será a noite de Nenê Hilário. Não foi.

O são-carlense fez 15 pontos, boa pontuação, mas levou nítida desvantagem nos rebotes. Especialmente quando Amundson foi seu oponente. Terminou a partida com apenas cinco ressaltos.

Nenê (foto AP) tem tido comportamento diferente nos últimos jogos. Não sei se ele está jogando com alguma contusão e esconde ou se tem algum problema que está interferindo em seu jogo.

Ele tem muito mais bola do que vem jogando. A votação para o “All-Star Game” prova o que eu digo.

O declínio de seu jogo começou na vitória diante do San Antonio, no Texas. Naquele confronto, Nenê fez 12 pontos e pegou apenas um rebote!

Depois, contra o Philadelphia, sete pontos e seis rebotes. Na sequência, oito pontos e dez rebotes frente ao Charlotte. Já contra o Detroit foi um rebote a mais e mesma pontuação.

Somando e dividindo, nesses cinco últimos confrontos, o brasuca está com médias de 10 pontos e 6.6 rebotes. Ele que já teve quase 15 pontos e quase dez rebotes de média.

Tem algo errado.

TOMBO

Pois é, fora de casa a vida é outra. É tudo mais difícil.

O Lakers vinha de uma sequência de 11 partidas sem perder, lembram-se? Dez delas dentro de casa.

Pois bem, ontem à noite jogou contra o Utah, em Salt Lake City. Perdeu.

O Jazz impôs 102-94 e foi para o vestiário feliz da vida. Deron Williams, 21 pontos e 11 assistências, melhor jogador em quadra, declarou depois do jogo: “Estamos definitivamente felizes com o que jogamos esta noite”.

E não podia mesmo ser diferente. Afinal de contas, bateram aquele que é considerado por muitos — inclusive por mim — o melhor time da temporada.

A felicidade maior se dava pelo fato de o time ter anulado Kobe Bryant. E não vá pensar que foi na lábia, dizendo coisas do tipo: Kobe, deixa a gente ganhar, vocês já ganharam demais; ou então contando piadas para o jogador durante a partida tirando-o completamente do foco do jogo.

Nada disso: o Jazz anulou Kobe na defesa, suando em quadra. O camisa 24 do Lakers teve um aproveitamento pífio nos arremessos: 7-24. Nas bolas de três seu desempenho foi risível: 1-9.

Bateu apenas um lance livre, o que mostra que ele não encontrou espaços para jogar. Terminou a partida com apenas 16 pontos. Um desastre.

E não me venham com essa história de que ele está com o dedo indicador da mão direita quebrado. Está, todos nós sabemos, mas ele entrou em quadra. Se entrou, tem que jogar.

Kobe foi de fato anulado pelo Utah. Na defesa.

Sugestão: pegar o VT da partida e dar de presente para Steve Nash.

MESTREBobcats Mavericks Basketball

O que dizer do arremesso derradeiro de Dirk Nowitzki (foto AP) que deu a vitória ao Dallas por 98-97 diante do Charlotte? Foi um golpe de mestre.

De mestre porque todo mundo está careca de saber que a jogada é sempre a mesma. Do time e do alemão.

Mas quem consegue marcá-lo?

Poucos, pouquíssimos; por isso ele é mestre.

Nowitzki lembra-me Garrincha. Mané, como também era chamado e conhecido, driblava quase sempre do mesmo jeito e para o mesmo lugar.

Mas quem conseguia marcá-lo?

Nowitzki não é Garrincha; longe disso. Mas é genial também.

NO COMMENTS

Chicago 80-106 Boston.

Visito sites de jornais de Chicago e nada. Tudo continua na mesma.

Fora VDN!

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  1. O TRAUMA DO LAKERS
  2. RECLAMAÇÕES QUE PROCEDEM
  3. MENINOS DE OURO — PELO MENOS ONTEM
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

sábado, 12 de dezembro de 2009 NBA | 14:42

VAREJÃO ARREBENTA O PORTLAND

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Anderson Varejão fez ontem seu melhor jogo nesta temporada. Anotou 22 pontos e fisgou dez rebotes na vitória apertada, suada, do Cleveland diante do Portland por 104-99.

E, é bom que se diga, o Blazers atuou com apenas nove atletas, uma vez que Greg Oden, Rudy Fernandez e Travis Outlaw estão machucados. Pra piorar, o técnico Nate McMillan também não dirigiu o time, pois se recupera de uma cirurgia no tornozelo.

Cavaliers Rockets BasketballMesmo assim, mesmo jogando em casa, o Cavs suou para vencer o Blazers. Mas venceu — e é isso o que interessa, pois a vitória evitou o terceiro revés seguido do time de Ohio.

Mas eu dizia a vocês que Anderson Varejão fez seu melhor jogo nesta temporada. Foi uma atuação bem equilibrada.

O capixaba (foto AP) foi importante na defesa e no ataque. É assim que tem que ser; é assim que é pra ser, pois nosso bravo brasuca tem jogo pra isso.

Tem mais jogo do que ficar apenas fazendo corta-luz, mergulhando em bolas perdidas, aporrinhando adversários e contagiando o time com sua atitude e determinação em quadra.

Varejão sabe jogar; mas o técnico Mike Brown ainda não se tocou.

Os 22 pontos de ontem significam o melhor desempenho ofensivo do capixaba em toda sua carreira na NBA.

FENOMENAL

Assim a mídia nos EUA definiu mais uma atuação de LeBron James. Desta feita, diante do Portland, na vitória, como vimos, de 104-99.

LBJ anotou 33 pontos, confiscou sete rebotes e deu ainda o mesmo número de passes precisos que resultaram em cestas.

Encestou 14 de seus 24 arremessos, fez 1-2 nas bolas de três, 4-6 nos lances livres. Ah, sim, deu dois tocos e fez um desarme.

Como disse a mídia nos EUA, uma atuação fenomenal.

DANÇA

O gracejo de LeBron James diante do Chicago, que provocou o descontentamento de Joakim Noah, segue rendendo frutos. Ontem, em conversa com o jornal “Seattle Times”, Kevin McHale, ex-GM e treinador do Minnesota, e atual comentarista da NBA TV, falou sobre o assunto.

E falou do alto de seu conhecimento do jogo, pois, se você não sabe, McHale ganhou três anéis como jogador chave do time que tinha Larry Bird e Robert Parrish também. Os três formavam o sustentáculo daquele esquadrão que encantou o planeta na década de 1980.

Aproveito-me de uma tradução feita pelo site “BaskeBrasil” e mostro a vocês o que disse McHale sobre a dança de LBJ:

“Se um cara estivesse fazendo a “riverdance” [dança que James desempenhou] daquele jeito, o técnico viria para nós e diria: ‘Quem dos meus grandões tem a menor quantidade de faltas?’ Se você levantasse a mão, ele diria: ‘Nós vamos deixá-lo [LeBron] penetrar e aí vamos jogá-lo no chão’. Quando ele estivesse deitado lá, nós diríamos: ‘Está a fim de dançar agora?’ E isso basicamente resolveria o problema”.

Ah, sim, esqueci de dizer que Kevin McHale foi eleito um dos 50 maiores jogadores da história da NBA.

CORRECTION Timberwolves Lakers BasketballFRATURA

O Lakers ganhou mais uma. Novamente jogando em casa, bateu o Minnesota por 104-92. Ganhou o jogo — e um problema também.

Isso porque Kobe Bryant (foto AP) fraturou o dedo indicador da mão direita quando faltavam pouco menos de seis minutos para o final do segundo quarto. Foi para o vestiário e lá ficou um tempão.

Voltou para o segundo tempo, com uma proteção no dedo. Jogou, mas era nítido o desconforto do jogador, que passou a utilizar a mão esquerda com frequência.

Terminou a partida com 20 pontos, cinco rebotes e cinco assistências. Boa atuação.

Não se sabe ainda a extensão da contusão. Hoje à noite o time joga em Salt Lake City (aleluia, uma partida fora de casa!) contra o Utah e a expectativa de todos é muito grande.

Dos jogadores, comissão técnica, torcedores e adversários.

Com Kobe o Lakers é um time; sem ele, é outro.

PRORROGAÇÃO

O Chicago precisou de um tempo extra para, em casa, bater o Golden State, um dos times mais fracos da liga. Depois de um empate em 87 pontos no tempo normal, o Bulls fez 9-4 no Warriors na prorrogação e quebrou uma desagradável sequência de quatro jogos sem vitória.

Foi a segunda vitória nos últimos 11 encontros. Os próximos dois serão em casa contra o Boston, esta noite, e Lakers, na próxima terça.

Pode computar aí: mais duas derrotas.

Fora VDN!

DESTAQUENets Pacers Basketball

Mais uma vez Tyler Hansbrough (foto AP) esteve em evidência com a camisa 50 do Indiana. Ontem à noite o Pacers recebeu o pobrezinho do New Jersey e enfiou 107-91 goela abaixo dos visitantes.

O “muleke” do Indiana cravou 21 pontos na cesta do Nets. Apanhou ainda sete rebotes (quatro no ataque) e tomou malandramente três bolas do adversário.

Os 21 pontos de Hansbrough foram a maior pontuação do Indiana. Só não foi o cestinha da partida porque Brook Lopez, pivô do New Jersey (olho nesse muleke também!) fez 25 tentos. E pegou 14 rebotes.

Hansbrough está, aos poucos, se familiarizando com o jogo da NBA. Aos poucos, também, vai tomando minutos deste e daquele e permanecendo mais tempo em quadra.

Os 25 minutos de ontem foram o maior tempo de Tyler em um jogo da liga. Como disse, aos poucos vai tomando minutos deste e daquele e permanecendo mais em quadra.

Estará no time dos “rookies” no “All-Star Weekend” do Texas.

TABU

E o Philadelphia, hein? Não consegue mais ganhar. Fez ontem seu terceiro jogo com Allen Iverson no time e somou sua terceira derrota; e todas em seu Wachovia Center.

Desta vez, quem tomou o doce do Sixers foi o Houston: 96-91. Os 20 pontos de AI, como se vê, foram insuficientes para mudar o script.

O time não vence há 12 partidas. E com um elenco com Iverson, Andre Iguodala, Elton Brand, Thaddeus Young, Sam Dalembert e Willie Green é incompreensível um cartel desses.

Fora Eddie Jordan!

CRISE

Perder faz parte do jogo. Mas perder do jeito que alguns times da NBA estão perdendo chama a atenção.

Primeiro foi o New Jersey, que demitiu Lawrence Frank. O momento agora é de Chicago e Philadelphia.

Eddie Jordan e Vinnie Del Negro são dois treinadores rasos, obscuros. Fazem o que comandando uma franquia na NBA?

Fora os dois!

Notas relacionadas:

  1. NENÊ ARREBENTA EM VITÓRIA DO DENVER EM LA
  2. VERDE É A COR DO PORTLAND
  3. ORLANDO ARREBENTA NA “PRE-SEASON”
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009 NBA | 18:44

CHICAGO QUER VDN FORA DO BULLS

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Peço desculpas aos parceiros deste botequim que não torcem para o Chicago, mas o momento é do Chicago. Portanto, sigo na mesma toada: falando do Bulls.

Vinnie Del Negro segue treinando o time. Nenhum movimento foi visto pelos lados da franquia que pudesse indicar que o treinador será demitido.

A insatisfação na cidade, no entanto, existe.

A edição eletrônica do jornal “Chicago Tribune” postou uma enquete para os torcedores se manifestarem sobre a situação. A pesquisa pergunta: Quando o Chicago deveria demitir o treinador?

As alternativas são:

1) Já. Pegue o telefone agora;

2) Antes do final do ano;

3) Depois do último jogo da temporada;

4) Antes de o Bulls escolher seu jogador no draft do ano que vem;

5) Jamais. Mantenha-o!

O resultado até o momento é o seguinte:

1) 54%;

2) 10%;

3) 13%;

4) 5%;

5) 18%.

Ou seja, os torcedores querem a saída imediata de VDN do comando técnico do time.

Eu já votei. Cravei, claro, a alternativa 1.

Como diz nosso parceiro Gabriel, fora VDN!

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Fui insensível a algumas vozes neste botequim que me chamaram a atenção para a primeira apuração dos votos dos torcedores que vão escolher os dois quintetos para o “All-Star Game”.

Chamaram-me a atenção porque Nenê Hilário aparece no terceiro posto no Oeste, atrás apenas de Amaré Stoudemire (Phoenix) e Andrew Bynum (Lakers).

O pivô do Suns lidera a votação entre os “centers” com um total de 447.776 votos. Bynum tem 299.484, enquanto Nenê foi o preferido de 90.439 torcedores.

A diferença é grande. Tudo indica que Amaré e Bynum vão brigar pelo primeiro posto.

Mas aparecer entre os Top 3 é muito significativo. E como alguém mesmo disse, sem uma campanha aqui no Brasil para se votar no jogador, como acontece, por exemplo, na China em relação a Yao Ming.

Torcedores e especialistas têm reconhecido o valor de Nenê nesta temporada. Eu também; tanto que postei um texto aqui mesmo neste botequim dizendo ser o são-carlense um dos três maiores pivôs da NBA na atualidade.

Fui maltratado (no bom sentido, é claro) por muitos frequentadores. Mas a prova de que eu estou no caminho certo está aí: a votação popular e algumas manifestações de treinadores.

Se Nenê continuar sendo bem votado (e sem o sufrágio dos brasileiros, é bom frisar novamente), tem tudo para ser escolhido pelos técnicos para figurar no time do Oeste.

Até porque Amaré faz um 4 e os pivôs ficariam Bynum e Nenê.

Quem vem atrás ameaça? Apenas um.

Marc Gasol, Antonio McDyess, Mehmet Okur, Marcus Camby, Andris Biedrins, Emeka Okafor e Spencer Hawes não me preocupam.

Como Greg Oden, infelizmente, se contundiu, o único que ameaça Nenê é Al Jefferson.

RODADA

Por falar em Nenê, o Denver apanhou novamente para o Detroit. Vendo a partida, fui informado pela FSN que o Nuggets não ganha do Pistons em Michigan desde a temporada 1995!

Caramba, muito tempo!

E ontem, como já falei, o time colorado voltou a perder: 101-99. E perdeu porque Chauncey Billups foi uma lástima em quadra.

O que dizer daquela última bola??? Parecia um louco indo em direção à cesta, com o garrafão congestionado.

Todo mundo esperando o passe, que não veio. O que veio foi a derrota, aliás, merecida.

Quanto a Nenê, o brasuca teve dificuldades para jogar. Foi pouco acionado; arremessou apenas cinco bolas à cesta adversária durante toda a partida. Por isso mesmo, anotou só oito pontos.

Mas foi bem nos rebotes: 11. O são-carlense, no entanto, precisa melhorar a produção ofensiva nos rebotes. Desse total, apenas um foi ofensivo.

Nenê está com médias de 13.3 pontos e 8.9 ressaltos por partida. Já teve números melhores.

Mas, jogando fora de casa, é difícil mesmo sustentar-se em um patamar elevado. A queda é natural, vale para a maioria, numa ou noutra escala.

Quem não ligou para o terreno desconhecido foi Carmelo Anthony. O ala do Nuggets anotou 40 pontos.

Foi sua 14ª. partida marcando quatro dezenas de pontos ou mais nesta temporada. O líder nesta estatística.

Depois de Melo vêm LeBron James (10), Kobe Bryant (9) e Kevin Durant (8).

Quanto aos outros dois jogos, não os vi. Por isso, passo apenas os resultados: Washington 102-104 Boston e Utah 120-111 Orlando.

O jogo de Salt Lake City significou um ponto final em uma série de seis vitórias consecutivas do Magic. Foi a primeira derrota “on the road” do time da Flórida, que jogou seis dos últimos sete jogos longe de sua Amway Arena.

ENQUANTO ISSO…

Enquanto isso o Lakers entra em quadra novamente esta noite. Vai enfrentar o Minnesota. Adivinhe onde?

Um doce para quem acertar.

NOITADA

O Cleveland recebe o Portland atrás de uma vitória, o que não ocorreu nos dois últimos jogos. Três partidas sendo derrotado seguidamente é algo que não acontecesse desde a temporada 2007/08.

Se depender de retrospecto, a chance de evitar o terceiro revés é grande. Isso porque nas duas últimas vezes que LeBron James jogou contra o Blazers em casa anotou um “triple-double”.

Por outro lado, LBJ está com uma média de 3.8 erros por partida nesta temporada. Sua maior desde que entrou na NBA.

Não acredito que o Portland irá oferecer resistência ao Cavs. Greg Oden, Travis Outlaw e Rudy Fernandez estão contundidos. Além deles, o técnico Nate McMillan sofreu uma cirurgia no tornozelo e também não estará dirigindo a equipe.

Outro jogo que chama a atenção acontecerá na Filadélfia. O Sixers recebe o Houston tentando colocar um ponto final em uma sequência de 11 derrotas consecutivas.

Duas delas já com Allen Iverson em quadra.

E o adversário é o surpreendente e indigesto Houston, muito bem dirigido por Rick Adelman. O time texano venceu quatro de seus últimos cinco jogos (apenas um deles em casa) e leva a vida muito bem sem Yao Ming e Tracy McGrady.

Se depender de torcida, o Sixers pode ficar na mão, pois o time tem uma média de 12.852 torcedores por partida, colocando-se em 28º. lugar, à frente apenas de Sacramento (12.145) e Memphis (12.117).

LÍDER

Vocês querem saber qual é o time que tem a melhor média de público nesta temporada? Pois anote aí: Chicago.

O Bulls exibe-se em casa para 20.678 torcedores por partida. Mesmo assim, Jerry Reinsdorf, o dono da franquia, não se toca. Poderia montar um grande time, pois, como o corintiano costumava dizer na década de 1960, “a torcida paga”.

Os dois outros times que têm média superior a 20 mil torcedores por partida nesta temporada são Cleveland (20.562) e Portland (20.400).

Os demais, todos abaixo; inclusive o Lakers, atual campeão. Os amarelinhos têm média de 18.997 torcedores por partida em seu Staples Center. Isso significa a sexta colocação.

Será que Jerry Buss não gostaria de vender o Lakers e comprar o Bulls?

Notas relacionadas:

  1. UM TIME FORA DO AR
  2. CONTUSÃO FORA DE HORA
  3. UMA VERGONHA CHAMADA CHICAGO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009 NBA | 11:58

SEM DANÇA, MAS COM APOIO AO COLEGA

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LeBron James não dançou ontem em Milwaukee. Ainda bem; deve ter percebido a bobagem que cometeu no jogo contra o Chicago.

Tratou com respeito o adversário. E por isso foi tratado com respeito também.

Ótimo, que assim seja; sempre.

Quem dançou ontem foi o Bucks na derrota por 101-86 diante do Cleveland. O time de Ohio fez uma corrida recorde nesta temporada de 29-0, envolvendo pontos do primeiro e segundo quartos, e liquidou a partida.

Cavaliers Bucks BasketballO destaque ficou por conta de Delonte West (foto AP). O ciclotímico jogador do Bucks anotou 21 tentos, seu recorde na temporada, motivando a todos.

Disse o técnico Mike Brown sobre Delonte: “Nós sabemos do que ele é capaz. Temos que ter paciência com ele. O time está tendo paciência com ele. Eu continuo tendo paciência com ele”.

Delonte, se você se esqueceu ou não sabe, teve uma série de problemas na pré-temporada. A maioria de ordem pessoal.

Ele sofre de depressão. Tem altos e baixos, o que é triste para um ser humano. Essa ajuda que Brown e o time do Cavs dão a ele é importante nesse processo de recuperação quando ele se encontra “down”.

Delonte é bom jogador; já provou isso. A aposta é válida.

Mas é válida não apenas do ponto de vista esportivo, mas principalmente do ponto de vista humano.

Esta, talvez, esteja sendo a maior cesta que o Cleveland vem fazendo nesta temporada.

RECUPERAÇÃO

Não é apenas Delonte West que felizmente está se recuperando bem. O Cleveland também.

Depois de um início com três vitórias e três derrotas, o Cavs fez uma corrida de 12-2 e atualmente está em 15-5.

Encontra-se atualmente na terceira posição no Leste, atrás de Orlando e Boston, ambos com uma campanha de 16 vitórias e quatro derrotas.

PROVOCAÇÃO

Sabe o que o Milwaukee fez enquanto o locutor do ginásio apresentava o time do Cleveland? Tocou ao fundo o tema “New York, New York”, imortalizado na voz eterna do maior cantor de todos os tempos, Frank Sinatra.

O som ganhou mais decibéis quando chegou a vez de LeBron James.

Brincadeira sadia. Esta vale a pena e é engraçada.

BRASUCA

Anderson Varejão não foi bem na pontuação. A gente sabe que não é esta a função dele no Cavs.

O negócio dele é pegar rebotes, fazer corta-luz para os armadores e para LeBron James e contagiar o time com sua energia.
Cumpriu bem seu papel ontem diante do Milwaukee. Apanhou 12 ressaltos e acabou como o reboteiro do time e do jogo.

Deu ainda três assistências, tomou a bola do adversário em três ocasiões e deu um toco.

E contagiou a todos com seu jeito de não desistir jamais.

DODÓI

Brandon Jennings estava feliz por jogar ao lado de Michael Redd. Mas o armador do Milwaukee, medalha de ouro em Pequim, entrou em quadra nos dois primeiros jogos da temporada, contundiu o joelho, ficou nove jogos de fora, voltou, jogou mais três partidas e voltou a lesionar o joelho canhoto.

Não joga há cinco partidas. O DM do Bucks informa que ele pode voltar na contenda de amanhã contra o Boston.

Sabe o que me parece? Que Redd está cansado dos ares de Wisconsin.

ANÁLISE

O Lakers surrou o Phoenix ontem à noite em Los Angeles: 108-88. Com a nova vitória (a segunda diante do Suns nesta temporada), consolida-se como o time de melhor campanha nesta temporada entre todos os envolvidos na competição.

Seu recorde: 16-3. Depois aparecem Denver (15-5) e Phoenix (15-6).

Mas eu pergunto: esses números refletem realmente o poderio do Lakers em relação aos seus adversários? Que o Los Angeles é o melhor time da NBA, acho que ninguém duvida. Mas eu volto a perguntar: esses números refletem realmente o poderio do Lakers em relação aos seus adversários?

Vejamos: dessas 19 partidas realizadas até agora, 15 foram no Staples Center. Apenas quatro foram no campo alheio.

Em contrapartida, o Denver, de seus 20 compromissos, realizou dez fora e dez em casa; bem equilibrada. Já a tabela do Phoenix mostra o mesmo desequilíbrio da tabela do Lakers, mas ao inverso. O Suns fez 21 jogos até agora na competição, mas apenas sete foram no deserto do Arizona e 14 (!) fora da casa.

Pergunto uma vez mais: será que o Lakers teria essa campanha se tivesse uma tabela igual a do Phoenix?

Tenho dúvidas.

GENIALIDADESuns Lakers Basketball

Do que eu não tenho dúvida é quanto à capacidade de Kobe Bryant. O melhor jogador de basquete do planeta jogou ontem como se estivesse no playground de sua casa, em Newport Beach, brincando com os filhos.

Divertiu-se em quadra, fez seus companheiros renderem e, consequentemente, o time também. Seis dos 12 jogadores utilizados por Phil Jackson tiveram um duplo dígito na pontuação.

Entre eles, Kobe (foto AP), que anotou 26 tentos. Cestinha do time e do jogo.

Aliás, nenhum atleta do Lakers fez um “double-double” na partida contra o Phoenix. O único jogador em quadra a ter um duplo-duplo foi o armador Steve Nash, do Suns: 12 pontos e dez assistências.

Depois de um início avassalador, o Phoenix perdeu três de seus últimos quatro compromissos. Mas é bom ressaltar que todos foram fora de casa.

Já o Lakers está invicto há nove partidas. Oito delas jogadas em Los Angeles, apenas uma fora de casa, na vizinha São Francisco, diante do frágil Golden State.

DEBU

O bom filho à casa torna, diz o velho ditado. Pois bem, depois de três anos, Allen Iverson estará de volta com a camisa 3 do Philadelphia no jogo desta noite diante do Denver, no Wachovia Center da Filadélfia.

Depois de amargar reservas no Detroit e no Memphis, AI retorna ao Sixers para jogar o tempo todo, se for o caso. É isso o que ele quer; é isso o que Eddie Jordan, treinador do Philadelphia, garantiu a ele.

Não fosse assim, Iverson não teria aceitado esse novo contrato.

O melhor jogo da noite, sem dúvida.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

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