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quinta-feira, 5 de abril de 2012 NBA | 14:15

LEBRON JAMES RESPONDE EM QUADRA CRÍTICAS DA MÍDIA E DOS FÃS

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Foi o jogo que LeBron James tanto precisava. E não foi contra qualquer adversário. E também não foi marcado por qualquer mané. O jogo foi contra o Oklahoma City, pra muitos o melhor time da NBA no momento, e o oponente foi Kevin Durant para muitos o melhor jogador da liga na atualidade.

Mesmo assim, mesmo enfrentando duros oponentes e vivendo uma fase de desconfianças por parte da mídia e da torcida, LeBron (foto AP) fez o jogo de sua vida nesta temporada. Comandou o Miami Heat à vitória por 98-93 apoiado em números espetaculares: 34 pontos, dez assistências, sete rebotes, quatro roubos de bola e um toco. Tudo isso em 41:30 minutos, quando teve a laranjinha nas mãos praticamente o tempo todo. Mesmo assim, cometeu apenas dois erros.

LeBron respondeu em quadra as críticas que tem recebido. Críticas, diga-se, justas. Mas ao contrário, por exemplo, de Kobe Bryant, que é dado a chiliques, LBJ ouve tudo calado. Respeita o direito da mídia de opinar e dos fãs de se manifestar.

Esta é uma faceta de LBJ que eu aprecio demais: ele não é marrento, não tem faniquitos. Ouve, lê e vê as manifestações contrárias e, ao que parece, procura tirar proveito delas. De que maneira? Usando-as como combustível para seu crescimento.

LeBron James joga muita bola — todos nós sabemos. O que tem pegado em seu jogo são os momentos decisivos, quando ele desaparece.

Mas ontem não foi assim. LBJ esteve ativo e atento o tempo todo. O resultado? Calou a todos: mídia e fãs. E disso se aproveitaram ele e o Miami Heat.

Foi a noite de LeBron James.

ASTERISCO

Escrevi outro dia que o Oklahoma City é o melhor time da NBA no momento. Ratifico o que disse: é mesmo.

Escrevi outras vezes que considero o Miami o favorito ao título. Coloquei um asterisco neste juízo ao afirmar que o OKC é o melhor time da liga na atualidade. Pode não ser no futuro, não sabemos.

Volúvel que sou por ser uma pessoa aberta aos fatos e sensível aos acontecimentos, coloco um segundo asterisco nessa história. E à frente dele escrevo: se LeBron James jogar assim nos playoffs, o Miami volta a ser o favorito ao título.

Sim, favorito, pois, ao contrário do OKC, tem uma final nas costas. É um time mais maduro (Dwyane Wade tem um anel de campeão, LeBron já participou de duas finais e Chris Bosh de uma), ao contrário do OKC, que cresce à medida que as temporadas se sucedem. Há dois campeonatos, classificou-se pela primeira vez para os playoffs. Caiu na primeira rodada, mas vendeu caro a classificação ao Lakers. No torneio, seguinte, o passado, chegou à final da conferência, sendo dobrado pelo futuro campeão Dallas Mavericks. Acho que o Thunder pode estar pavimentando seu caminho rumo ao título do Oeste, mas o buraco para se vencer o título é mais embaixo.

Não digo que é impossível, longe disso, mas experiências acumuladas servem para nos amadurecer. E o Miami é hoje um time mais maduro do que o OKC por conta de muitas coisas, como a perda do título ano passado e das porradas que toma da mídia.

Se LeBron James mantiver o nível do jogo de ontem na maioria das partidas até o final da temporada, repito: o Miami é mesmo o favorito ao título.

ALERTA

O Oklahoma City perdeu seu segundo jogo consecutivo. Não é inédito. No começo do campeonato, fora de casa, apanhou do Dallas (100-87) em 2 de janeiro; e no dia seguinte, diante dos fãs, foi dobrado pelo Portland (103-93).

Não há motivo algum para o OKC ligar o sinal de alerta neste momento. Afinal, acidentes acontecem (o acidente, no caso, foi o fato de o time ter perdido em sua Chesapeake Energy Arena para o Memphis, na segunda-feira, por 94-88), e se curvar diante do Miami, fora de casa, não é nada de outro mundo.

Some-se a isso o fato de que Kevin Durant e Russell Westbrook jogaram muita bola. KD anotou 30 pontos e Westbrook, 28. Os dois juntos fizeram, portanto, 58 pontos. Ponto pra burro, convenhamos.

Isso significa o quê? Que foi o Miami quem ganhou o jogo e não o OKC quem perdeu.

PARÊNTESE

Abro um parêntese em nossa conversa pra falar de um fato curioso. Vocês reparam que Russell Westbrook, entre os grandes jogadores, é o único que não tem um apelido?

Kobe Bryant é o Black Mamba. LeBron é King James. Derrick Rose é chamado de D-Rose, assim como Deron Williams é D-Will e Dwyane Wade é D-Wade ou “The Flash”. Dwight Howard é D12 ou Superman. Kevin Durant é Durantula. Chris Paul é CP3 e Chris Bosh é CB1. Paul Pierce é The Truth e Kevin Garnett KD. Tim Duncan é Timmy. E assim vai.

Perguntado sobre o assunto, Westbrook respondeu: “De fato, não tenho apelido. Aliás, nunca tive apelido em toda a minha vida. Mas isso não me importa. Quero é jogar o jogo”.

ENCOSTANDO…

Quieto, como não querendo nada, bem a seu estilo, o San Antonio encostou no Oklahoma City na classificação do Oeste. Isso graças não apenas à derrota do Thunder para o Miami, mas também à vitória do Spurs diante do Celtics, em Boston, por 87-86.

O SAS tem as mesmas 14 derrotas do OKC, mas está em segundo lugar porque realizou três partidas a menos. Por isso mesmo, tem um aproveitamento menor: 74,1% contra 73,1%.

Se o alvinegro texano fizer três vitórias nestas partidas futuras, iguala a campanha, mas fica em primeiro na conferência por conta do tópico número um no critério de desempate: confronto direto.

Os dois times já se enfrentaram em três oportunidades neste campeonato e não vão mais se encontrar. Com os mandantes em primeiro lugar, os resultados foram:

OKC 108-96 SAS (08/01)
SAS 107-96 OKC (04/02)
OKC 105-114 SAS (16/03)

Portanto, vitória do San Antonio por 2-1 “head-to-head”, o que dá a ele o privilégio de fazer uma campanha igual ao do Thunder e mesmo assim acabar em primeiro lugar.

Quieto, como não querendo nada, bem a seu estilo, o San Antonio somou sua nona vitória consecutiva. O triunfo diante do alviverde de Massachusetts foi duro, o resultado mostra isso, em que pese o fato de o SAS ter aberto largas vantagens no decorrer da contenda.

Mas no final, o C’s teve a bola do jogo nas mãos de Paul Pierce. O arremesso saiu e não atingiu o alvo. “Apenas errei”, disse The Truth depois da partida, respondendo a pergunta se o erro não adveio do fato de ele ter sido marcado por Tim Duncan (foto AP).

A derrota do Boston pode ser explicado pelo baixo aproveitamento nos lances livres (6-13, 46,2%). Dois a mais e o futuro linear nos teria mostrado a vitória do C’s e não do San Antonio.

Mas como isso não ocorreu e o futuro linear não existe, o SAS ganhou, encostou no OKC e já atemoriza rivais.

AUSÊNCIA

O San Antonio está numa fase espetacular e nosso parceiro JP não dá mais as caras no botequim. Acho que ele não está mais apreciando o chopp servido ou, quem sabe, a cerveja não esteja mais no ponto que ele aprecia.

FREGUÊS?

Freguês que nada. Essa história que eu mesmo contei no começo da temporada, quando o Clippers enfileirou três vitórias diante do Lakers (duas na fase de amistosos e outra no primeiro confronto desta regular season) não existe. Os amarelinhos voltaram a vencer seu rival local (rival?) por 113-108 e somou o segundo triunfo seguido diante do Clips, os dois válidos por esta fase de classificação.

Kobe Bryant e principalmente Andrew Bynum jogaram muito. KB anotou 31 pontos; Bynum, 36. Mas o fato que chama a atenção é que o pivô arremessou 20 bolas contra a cesta adversária e Black Mamba 19.

Sim, é verdade, não vi nada de errado no “box score”! Dá pra acreditar? Num jogo do Lakers alguém arremessar mais bola do que Kobe? Claro que dá, até porque não é inédito, mas que chama a atenção, isso chama.

SUJO

Por falar em chamar a atenção, o que dizer da cotovelada maldosa de Blake Griffin em cima de Pau Gasol no lance da enterrada? Agora, sabem o que é pior? Ninguém falou nada na transmissão da ESPN (Jeff Van Gundy comentava a partida e dele eu esperava indignação que não veio). Ninguém falou nada na transmissão e a mídia, até onde li, também se calou. Todos ficaram enaltecendo a enterrada, que veio por conta da falta, repito.

No site da NBA, está escrito: “The Clippers closed the gap on the Lakers again Wednesday night, spurred by another spectacular slam dunk by Blake Griffin”. Ou seja: o Clips diminuiu ainda mais a diferença em relação ao Lakers na quarta-feira à noite embalado por outra enterrada espetacular de Blake Griffin.

Como disse ontem, estava curtindo esse time do Clips no começo da temporada. Por conta de Griffin, assistirei aos jogos e o farei com olhos de jornalista. O entusiasmo de torcedor, que nos apodera por conta da paixão que nos leva a escolher esta profissão, já não existe mais.

Blake Griffin é sujo e eu não gosto dele.

RESPOSTA

Andrew Bynum respondeu o seguinte sobre a enterrada de Blake Griffin em cima de Pau Gasol: “Nós vencemos e ele ficou com a jogada da noite”.

Ou seja: o que é melhor, vencer ou ter a jogada da noite?

DUELO

Que não existiu, pois Nenê Hilário, ainda contundido, não pôde participar da partida do Washington contra o Indiana. Não vi o jogo, vencido pelo Pacers por 109-96, mas vejo que LB anotou 14 pontos em 14:44 minutos. Foi 6-10 nos arremessos e 2-2 nas bolas de três. Surrupiou, ainda por cima, duas bolas do adversário. Muito bom.

Tomara que, mesmo que aos poucos, o paulistano esteja se soltando e entendendo melhor o sistema de jogo do time.

SILÊNCIO

Tiago Splitter? Não tenho entusiasmo algum pra falar coisa alguma sobre o catarinense, pois ele simplesmente mal pisa em quadra.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

quarta-feira, 4 de abril de 2012 NBA | 12:36

LAKERS: PIOR ADVERSÁRIO PODE ESTAR DENTRO DO ELENCO

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Dormi no intervalo do jogo Lakers x Nets. O “jet lag”, aquele bichinho danado que nos faz ficar cansados e meio zureta, deu o ar da graça e me derrubou completamente.

O jogo, é verdade, meio que não ajudava a prender a atenção, pois o Lakers passeava diante do New Jersey. Foi para o vestiário com uma vantagem de 13 pontos: 58-45. E eu, por conta disso, peguei no sono, pois o confronto estava sonolento dada a disparidade entre os dois times.

Acordei nesta quarta-feira e eu abro o laptop para ver o que aconteceu. E para minha surpresa, o New Jersey bagunçou o jogo no segundo tempo ao fazer 42-33 e quase venceu a partida. Só não venceu porque, “down the strecht”, Kobe Bryant mais uma vez foi Kobe Bryant.

KB fez apenas cinco pontos no último quarto, mas foram os cinco últimos pontos do Lakers na partida. Os três últimos uma cesta tripla quase que do meio da quadra (foto AP), que dava a impressão de que não entraria e daria, com isso, a oportunidade ao NJN de vencer, pois faltavam ainda pouco mais de dez segundos e a vantagem californiano era de apenas um ponto.

Impiedoso, como os grandes jogadores costumam ser, Kobe definiu mais uma vitória do Lakers: 91-87. Com ela, o time se mantém na terceira posição no Oeste com 20 derrotas, sete a mais do que o Oklahoma City.

Ficar em primeiro é algo que eu arrisco dizer impossível. Mas o que temos que analisar é o que o Lakers pretende quando os playoffs chegarem.

PIOR ADVERSÁRIO

Ontem o Lakers jogou sem Andrew Bynum, lesionado no tornozelo esquerdo. Bynum, aliás, tem sido um problema para o técnico Mike Brown e para o grupo. O pivô não gosta do treinador e já deixou isso claro com comportamentos inadequados.

Arremessou uma bola de três na partida contra o Golden State que foi uma vergonha. Por conta disso, foi mandado para o banco de reservas. Por conta dela, foi multado ontem pela franquia em quantia não divulgada.

Em Nova York, assistindo ao jogo entre Knicks e Orlando Magic, um jornalista italiano, correspondente da “Gazzetta dello Sport”, residente em Los Angeles, contou-me que Brown está com Bynum atravessado na garganta. Disse-me que sua fonte dentro do time (revelou-me quem é, mas não vou dizer por respeito ao colega) o tem colocado a par do que está ocorrendo.

Mas nem precisa, porque é nítido. Não apenas com o arremesso de três diante do GSW, mesmo jogo em que Bynum se lesionou, mas também com as expressões faciais do jogador quando dos pedidos de tempo feitos por Mike Brown.

OKC, San Antonio, Clippers, Memphis e até mesmo o Dallas, que custa a engrenar, são adversários de respeito que o Lakers terá em quadra. Mas o pior oponente que um time pode ter é ver seu elenco rachado ou contar com um jogador que não quer saber de jogar porque não gosta do treinador.

DECEPÇÃO

Tudo bem que o New Jersey perdeu Brook Lopez, um dos pilares do time. Está contundido no tornozelo e não deve mais jogar esta temporada.

Tudo bem que o New Jersey está sem Brook, mas o time tem um elenco melhor do que a campanha de 19-36 sugere. Deron Williams está seguramente entre os três melhores armadores da NBA. Gerald Wallace e Kris Humphries estão bem acima da média. Do banco vêm Jordan Farmar e o campeão DeShawn Stevenson e esse Gerald Green não é de se jogar fora.

Avery Johnson já foi eleito “Coach of the Year” na temporada 2005-06, quando perdeu o título para o Miami Heat. Sempre disse nesse botequim que Avery não é treinador de time campeão. Pelo menos não tem sido. Mas disse também que ele poderia ser muito útil na reconstrução da franquia que ano que vem muda-se para o Brooklyn, Nova York.

Mas não é isso o que temos visto. Avery Johnson desaponta; uma vez mais.

ESCLARECIMENTO

Como prometido, mandei e-mail para a NBA pedindo aclaramento sobre a questão do título conquistado pelo Seattle SuperSonics na temporada 1978-79. De quem é esse título? Do Oklahoma City Thunder ou ficou com o SuperSonics, apelido mantido pela cidade de Seattle, que briga para colocar novamente uma franquia na NBA?

Como disse, o nome SuperSonics ficou em Seattle (esta foi uma das condições para a mudança da franquia para Oklahoma City) e por isso mesmo fiquei em dúvida sobre o questionamento de um dos nossos parceiros sobre esta questão. Achava que o título era do Sonics.

Recebi há pouco e-mail da NBA com a resposta: o título é do Thunder. Portanto, se o OKC ganhar essa temporada, estará faturando o segundo campeonato de sua história.

A franquia mudou de cidade e de nome, mas a origem é o que vale.

RODADA

Não vi o jogo do San Antonio contra o Cleveland por causa do cansaço, vocês já estão por dentro, pois contei alguns parágrafos acima. Esta manhã, fui ver o “box score” da partida preparado para me surpreender e constatar que num jogo fácil como este Tiago Splitter teria tido mais minutos do que o habitual e feito muitos pontos e amealhado muito mais rebotes do que o corriqueiro. Mas não houve surpresa alguma: Splitter atuou por ridículos 17:21 minutos. Por isso, marcou apenas 11 pontos e pegou só cinco rebotes… Alguém sabe me dizer se o barriga-verde está lesionado ou se lesionou? Se está se recuperando de contusão e por isso Gregg Popovich, o treinador, está poupando-o nos jogos? Ou se ele se machucou durante a partida vencida por 125-90? Isso mesmo: o Spurs bateu o Cavs por 35 pontos, na casa do adversário, e nem assim Tiago conseguiu ficar em quadra por 20 ou mais minutos… Consegui ver um pedacinho da vitória do Indiana diante do New York por 112-104. Suficiente para ver que Leandrinho Barbosa (foto AP) ainda não está completamente adaptado ao sistema do time. Pra piorar, no final do primeiro tempo, arremessou uma bola de três, completamente desequilibrado, a seis segundos do final, quando poderia ter gastado o tempo e arremessar no estouro do cronômetro. Essa precipitação custou um contra-ataque que culminou com uma cesta de três de Steve Novak, que igualou a partida… Danny Granger, o dono do Pacers, deu uma dura em LB. A tevê mostrou. Aliás, com razão… Leandrinho, de todo o modo, terminou a partida com seus habituais 12 pontos… Quanto a Jeremy Lin, li nos jornais nova-iorquinos que ele pode voltar nos playoffs… Sem Dwyane Wade o Miami venceu o Philadelphia, em casa, por 99-93. Ouso dizer que talvez não tivesse vencido se Andre Iguodala não tivesse deixado a partida quando faltavam 4:42 minutos para o final do terceiro quarto e com o Heat na frente em 68-64. Iguodala foi vítima de uma “dedada” involuntária de Mario Chalmers em seu olho esquerdo… LeBron James deixou o jogo com 41 pontos. Assumiu o time como todo grande jogador tem que fazer… O Memphis voltou a vencer. Desta vez a vítima foi o Golden State, time fraco, é verdade, mas o fato é que o Grizzlies ganhou: 98-94. A equipe do Tennessee vem de três vitórias consecutivas e dos últimos seis embates ganhou cinco. Está em sexto lugar no Oeste, mas a apenas duas derrotas do Lakers, o terceiro colocado. Até onde esse time pode chegar? Semifinal do Oeste. Se decidir o título, pago uma caixa de cerveja pro Reirom.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 30 de março de 2012 NBA | 11:47

O DIA EM QUE O BOTEQUIM SE TORNOU INTERNACIONAL!

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NOVA YORK – Falo de Nova York, mas Los Angeles é quem vai direcionar o nosso post de hoje. Duas fotos, dois amigos e parceiros deste botequim que se encontraram na terra do cinema e foram ao jogo do Lakers contra o Memphis. O time angelino não foi bem e acabou frustrando a ida ao Staples Center do Trapizomba e do Salerme. Kobe Bryant e companhia saíram de quadra derrotados por Zach Randolph e sua tropa por 102-96. Mas os dois torcedores disseram: tudo bem, valeu o passeio e ver o Lakers em quadra.

Mais importante do que o jogo em si foi o fato de que esse botequim proporcionou um encontro entre seus fregueses. E internacional! Fiquei muito feliz por isso. É isso que eu espero: o congraçamento entre todos nós. Por isso eu faço questão de selecionar nossos frequentadores. Os que têm nível e são inteligentes ficam por aqui; os tontos são barrados na porta.

Espero um dia fazer um encontro entre todos nós, em algum boteco de São Paulo. Este é o meu sonho desde que eu senti que esta freguesia é especial.

Mas chega de papo-furado. Vamos ao que interessa: as fotos. Salerme está com a camisa do Lakers; Trapizomba em trajes civis. Curtam!

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

segunda-feira, 19 de março de 2012 Sem categoria | 17:55

ENTENDA O QUE O DENVER FEZ COM NENÊ

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Josh Kroenke, presidente do Denver, disse ao jornalista Emiliano Carchia (que postou em seu Twitter) que a franquia não usou do artifício de assinar um longo e custoso contrato com Nenê para depois trocá-lo. Balela; claro que foi isso que aconteceu. Trocando em miúdos: foi uma baita sacanagem da direção colorada.

As coisas, agora, começam a clarear. Essa história de arrependimento por causa do alto contrato ofertado e aceito não houve. Houve, sim, má fé.

Você ainda não entendeu? Eu explico. Seguinte: o Nuggets assinou um acordo de cinco anos com o pivô brasileiro em troca de US$ 65 milhões. Com o novo contrato, o “payroll” da franquia chegou a US$ 57,29 milhões. Ao trocar Nenê e pegar JaVale McGee, Rony Turiaf, uma “trade exception” de US$ 13 milhões e um futuro draft de segunda rodada, o Nuggets baixou sua folha de pagamento para US$ 51,11 milhões.

Agora veja o que aconteceu: o Denver acabou de assinar contrato com o ala Wilson Chandler no valor de US$ 37 milhões. Ou seja: US$ 7,4 milhões por temporada; US$ 7,4 milhões, que se somados aos US$ 51,11 milhões dão a quantia de US$ 58,51 milhões, valor este que não faz estourar o “cap” do Denver.

Na próxima temporada, o “payroll” do Denver cairá para US$ 37,26, o que permitirá à franquia negociar com “free agents” como Deron Williams, por exemplo. Ou então Andrew Bynum; por que não?

Mas se o Denver não quiser gastar e ficar dentro do teto salarial sem ter que pagar a draconiana “luxury tax”, ele simplesmente renova com Ty Lawson, que somado ao já renovado salário de Danilo Gallinari deixa o time completo e econômico.

CONCLUSÃO

Se o Denver não queria Nenê, deveria ter tido a dignidade de dizer ao brasileiro: pegue a melhor oferta que aparecer porque a gente não tem interesse em você. Mas não; ao fazer isso, deram uma dinheirama ao brasuca, mas deram também um pé nos fundilhos dele na primeira chance que apareceu.

VIDA NOVA

Depois de ter assinado novo acordo com o Denver, Nenê comprou uma mansão na cidade. Gastou os tubos para viver no conforto ao lado da mulher e do filho. E agora, o que fazer? Viver longe dos dois? Não sei dizer.

Em sua primeira entrevista coletiva em Washington, um repórter perguntou a Nenê como ele se sentia em relação a troca. “Nem queria saber”, respondeu o brasuca.

Como era de se esperar, Nenê foi aprovado no exame médico feito em Washington. Somente os desinformados ou os que agem com má fé imaginavam ou torciam pelo contrário.

Já treinou com o time, conforme foto do site do Washington Wizards. E vai mesmo estrear nesta quarta-feira, fora de casa, contra o New Jersey Nets.

00 OU 42?

Sim, este pode ser o número de Nenê no Washington: 00. Ou seja: um duplo zero, como Robert Parish no Boston Celtics de Larry Bird e Kevin McHale. Na página do Wizards no site da NBA há uma entrevista com Nenê, onde ele aparece com uma camisa com o número 00.

Por outro lado, no “roster” da equipe ele aparece com o número 42. Qual será? Vamos aguardar.

O fato é que Nenê se mostra feliz. Sua fisionomia diz isso. No papo com o repórter do site do Wizards, o brasuca diz estar honrado em jogar pela franquia, que espera representar bem a Deus e a cidade, além de ajudar os novos companheiros. E diz também que a troca para ele está funcionando como um “rookie process”.

Veja vídeo abaixo:

LAKERS

A surpresa da rodada de ontem foi a derrota do Lakers para o Utah, em plena Los Angeles. Completinho da silva, pegou um adversário desfalcado de seu principal jogador, o pivô Al Jeferson. Mesmo assim, o Jazz não se intimidou e venceu por 103-99.

Fazia muito tempo que eu não via Kobe Bryant jogar tão mal como ontem à noite. Kobe anotou apenas 15 pontos, frutos de um ridículo aproveitamento de 3-20 nos arremessos (1-6 nas bolas de três). Não fossem os oito lances livres convertidos e teria terminado a partida com apenas um dígito na pontuação.

Além da baixa pontuação e do baixo aproveitamento nos arremessos, a bola parece ter queimado nas mãos de Kobe: ele perpetrou nada menos do que sete erros e foi quem mais ajudou a engordar os 24 equívocos cometidos pelo time na partida.

Jogo para ser esquecido.

Para Kobe, claro, porque Andrew Bynum segue jogando o fino da bola. Anotou 33 pontos (12-14) e pegou 11 rebotes. Não fosse ele e o Utah teria resolvido a questão muito antes da buzinada final.

Do lado do Utah, gostei muito do “rookie” Enes Kanter, um turco prestes a completar 20 anos, 2,11m de altura e 121,1 quilos de muita força. Deu uma trabalheira danada a Bynum e Pau Gasol.

Kanter veio do banco e em 22:52 minutos cravou 17 pontos (6-7) e oito rebotes. Teve mais minutos por conta da ausência de Al Jeferson. Tyrone Corbin, o treinador do Utah, deve ter ficado animado com o que viu.

E o mais legal é que não foi contra o Tabajara; foi contra o Lakers. Não foi contra Pedrinhos e Zezinhos, foi contra Bynum e Gasol.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

quinta-feira, 15 de março de 2012 NBA | 10:37

SE ACONTECER TUDO ISSO, CHICAGO VENCE MIAMI NA FINAL DO LESTE

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Se for sempre assim o Chicago bate o Miami e vence a conferência.

Se o time não sentir a ausência de Derrick Rose.

Se John Lucas vier do banco e marcar 24 pontos tendo um aproveitamento de 75,0% de seus arremessos (9-12).

Se os reservas colaborarem com 54 pontos, quatro a mais do que os titulares.

Se no duelo dos rebotes o time vencer por 50-34.

Se o time anotar 32 pontos no último quarto.

Se o time cometer seis erros a menos.

Se houver um aproveitamento de 92,3% nos lances livres (24-26).

Se houver um aproveitamento de 52,6% nas bolas de três (10-19).

Se os 71 pontos de LeBron James e Dwyane Wade não forem suficientes.

Se LBJ cobrar apenas cinco lances livres na partida.

Se D-Wade cobrar só quatro lances livres durante o jogo.

Se Chris Bosh tiver um aproveitamento de 3-15 e pegar míseros três rebotes.

E se LeBron James continuar se omitindo nos finais das partidas e deixar tudo nas costas de Dwyane Wade, pois de seus 35 pontos, apenas dois foram marcados no último quarto.

Se tudo isso acontecer, o Chicago vence o Miami nas finais da Conferência Leste e decidirá o título da NBA, o que não ocorre desde 1998.

Se tudo isso acontecer, é claro.

RODADA

Mesmo capengando o Lakers segue vencendo. Depois de ter precisado de duas prorrogação para vencer um Memphis sem Rudy Gay e Zach Randolph, ontem o time solicitou apenas uma para bater o frágil New Orleans por 107-101… Kobe Bryant, pra variar, foi o cestinha do time com 33 pontos… Andrew Bynum segue jogando o fino: 25 pontos e 18 rebotes… Agora sem Mike D’Antoni, o New York, comandado por Mike Woodson, destruiu a “mentira” da NBA chamada Portland Trail Blazers por 121-79. Cinco jogadores tiveram duplo-dígito na pontuação, sendo que JR Smith acabou como cestinha do time, vindo do banco, com 23 pontos… Outro que veio do banco e foi muito importante foi Steve Novak: 20 pontos… Jeremy Lin segue de mal a pior: seis pontos, seis assistências, quatro rebotes e dois desarmes… O Portland marcou apenas 29 pontos no primeiro tempo… Não estaria na hora de o Blazers repensar o trabalho de Nate McMillan?… O San Antonio recebeu o Orlando, que vinha de uma vitória sobre o Miami, e venceu por 122-111. Tiago Splitter jogou só 18:20 minutos e marcou 12 pontos e seis rebotes… Isso foi bom? Eu não vi a partida… Tony Parker jogou como um armador moderno: 31 pontos e 12 assistências. Longe dos holofotes, o francês segue trabalhando com eficiência e é, sem sombra de dúvida, o melhor armador da NBA neste campeonato… Como foi o duelo entre D12 e Timmy. Alguém poderia me contar?… Leandrinho Barbosa foi o outro brasileiro que atuou na rodada de ontem. Seu Toronto perdeu novamente, agora para o New Jersey, por 98-84. LB anotou 11 pontos.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

segunda-feira, 12 de março de 2012 NBA | 14:45

QUANDO QUEM DEVERIA FAZER O QUE TEM QUE FAZER MAS NÃO FAZ

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Acabou o primeiro tempo e o Lakers estava cortando um dobrado para se sobrepor ao Boston. Vencia por 44-42 depois que Rajon Rondo meteu uma bola de três espetacular.

Do lado de fora de minha casa a chuva era forte. Dez minutos depois de ela ter começado aconteceu o que sempre acontece: acabou a energia. Quando voltou, o jogo já tinha acabado.

Não pude ver o confronto que mais ansiosamente aguardava para este final de semana que passou.

A AES Eletropaulo é a responsável pelo fornecimento de energia na região da Grande São Paulo. A empresa é uma vergonha. Sofremos com a falta de energia em vários momentos, não apenas quando chove.

Na madrugada de quinta-feira passada, por exemplo, cheguei em casa por volta de 1h. Estava na Jovem Pan trabalhando. Cheguei em casa e fui direto para o banho. Minha mulher já dormia por conta do trabalho logo cedo.

Enquanto me banhava, a luz se apagou. Voltou dois minutos depois. Acabei o banho, enxuguei-me, coloquei o que chamo de pijama e fui dormir. Não sem antes ter arrumado o rádio-relógio que fica no criado-mudo do meu lado e ter acordado minha mulher para que ela programasse novamente o horário de despertar de seu rádio-relógio, que eu já tinha acertado a hora.

Mal coloquei a cabeça no travesseiro e… pimba! Novamente acabou a energia. Voltou um minuto depois. Tive que repetir o processo e acordar uma vez mais minha mulher, que tinha uma reunião de trabalho logo cedo, seguida de uma palestra que ela ia dar por conta do “Dia Internacional da Mulher”.

Naquela madrugada não chovia e nem ventava. Não havia motivo algum para que isso acontecesse. Mas aconteceu, como já aconteceu outras vezes com um cenário semelhante.

Por conta desse vai-e-vem da energia, pessoas perdem eletrodomésticos que se queimam com a oscilação da rede. E ficam também privadas de fazer o que têm que fazer em suas casas. Ficam privadas de um serviço que é essencial e que o Estado deveria zelar.

O governo do Estado de São Paulo privatizou a empresa. Por conta disso, deve achar que lavou as mãos, esquecendo que deveria gerenciar o produto fornecido pela empresa que era dela.

Fornecimento de energia, como disse, é serviço essencial e o governo paulista, insisto, deveria estar atento a ele. O governo, aliás, sabe disso.

A falta de energia elétrica na região onde moro beira a limite do aceitável. Técnicos da empresa dão a entender que falta investimento para evitar que isso ocorra com a frequência que ocorre.

Não sou técnico, engenheiro ou coisa que o valha; por isso, não entendo do assunto. O que sei é que sofro constantemente com a falta de energia elétrica onde moro. Eu e milhões de pessoas.

As queixas contra a empresa não são poucas e nem recentes. E nada se faz para melhorar este quadro de descaso.

Por parte da AES Eletropaulo e do governo do Estado de São Paulo.

RODADA

Como disse, infelizmente não vi a vitória do Lakers sobre o Boston por 97-94. Pelo que vi no primeiro tempo, Kobe Bryant (na foto Getty Images marcado por Ray Allen) não fazia uma grande partida para o nível que ele é capaz. Terminou a contenda com 26 pontos e aproveitamento de 9-20 (45,0%) nos arremessos. Pelo que constato, melhorou no segundo tempo… Rajon Rondo empolgou-me não apenas com a bola tripla no apagar das luzes do primeiro tempo, mas principalmente pela coragem com que encarava a cesta. Acabou a partida com 24 pontos, muita coisa em se tratando de um jogador que tem dificuldades claras no tiro ao alvo. Foram 24 pontos e dez assistências. Abaixo do que ele pode, mas como ele estava encestando, não sobrou muito temp para olhar para o lado… New York x Philadelphia eu vi. E gostei muito do que vi do Sixers, que venceu a partida por 106-94. Aliás, lá tem um “moleque” que sempre que o vejo em ação em empolga: Lou Williams. Ele vem sempre do banco e pode ser um concorrente a James Harden no troféu de melhor reserva desta temporada. Williams tem a mão certeira: ontem fez 10-19 (52,6%) e terminou a partida com 28 pontos, sendo não apenas o cestinha do time, mas do jogo também… Jeremy Lin: os adversários já manjaram o jeito que ele joga, especialmente seus dribles próximos ao aro. Isso explica seu baixo aproveitamento: 5-18 (27,7%). Terminou a partida com 14 pontos apenas… O baixo aproveitamento de Lin é uma coisa, a suavidade de Amar´e Stoudemire próximo à cesta é outra. E vergonhosa. Já disse e repito: Stats é um dos jogadores mais “softs” da NBA na atualidade. Tem sido constatemente vaiado pelos torcedores no Garden nova-iorquino. Ontem ele fez apenas nove pontos e arremessou só nove bolas contra a cesta adversária… O Toronto voltou a perder — e novamente em casa: 105-99 para o Milwaukee. Qual a novidade nisso? Nenhuma. Leandrinho Barbosa: 12 pontos (5-10). Desta vez brigou também com as faltas: cometeu cinco no total… Outro brasuca em ação foi Nenê Hilário. Seu Denver recebeu o Memphis e perdeu por 94-91. Mas Nenê foi muito bem, obrigado: 15 pontos, nove rebotes e quatro desarmes… E o Clippers segue em queda livre: perdeu ontem para o Golden State (97-93), diante de seus torcedores. Não vi o jogo, mas vi que Caron Butler, um dos que deveriam funcionar como pilar de sustentação da equipe, marcou apenas um ponto! O que houve?

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sábado, 10 de março de 2012 NBA, outras | 18:00

O PREÇO DA AUSÊNCIA DE RUBIO NO WOLVES E NA SELEÇÃO DA ESPANHA

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A notícia não podia ser pior: Ricky Rubio arrebentou os ligamentos cruzados do joelho esquerdo (foto AP) e está fora da temporada. Mais do que isso: deverá perder os Jogos Olímpicos de Londres.

O lance foi ao final da partida, quando ele fez falta em Kobe Bryant, que derrubou seu último par de lances livres. Como a imagem do meu League Pass está um lixo, no momento até achei que não tinha sido falta; mas foi.

E foi muito pior para o Minnesota, pois além de ter levado KB para a linha fatal e perdido a partida, o time de Minneapolis acabou privado de uma de suas grandes estrelas.

A contusão é grave. É semelhante à de Ganso, que o deixou sete meses do lado de fora. Os doutores do Wolves falam de seis a nove meses. É por aí mesmo.

Mas não basta apenas voltar. Quando voltar, tem que recuperar a confiança e os reflexos. Isso sem falar na mobilidade, que custa a ser recuperada, bem como a velocidade.

Somente agora, um ano depois, é que Ganso volta a jogar futebol competitivo e com qualidade. Com Rubio não deve ser diferente; infelizmente.

Se o Wolves perde, a seleção da Espanha também. Embora conte com ótimos armadores, Rubio estava solidificado na posição e pelo seu estilo de jogo era uma alternativa para mudar o sistema e imprimir velocidade à partida, pois seu jeitão de jogar está mais para o modo americano de jogar do que o europeu. Mas,inteligente que é, Rubio consegue jogar também à moda europeia, embora renda menos, como ele próprio já admitiu.

A pergunta que se faz agora é: a Espanha mantém o status de melhor time depois dos EUA? O Brasil, completo, poderá tirar proveito disso? Os espanhóis, mesmo sem Rubio, seguem fortíssimos.

Na minha avaliação, perde mais o Minnesota do que a seleção da Espanha.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

NBA | 01:08

NÃO CONSIGO VER KEVIN DURANT JOGAR BEM. QUE COISA!

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Não dou mesmo sorte quando escolho Oklahoma City e Kevin Durant para assistir. Foi o que fiz nesta sexta-feira. Minha ideia inicial era de que Anderson Varejão pudesse jogar. Não foi desta vez.

Mas fique vendo o jogo, na expectativa de assistir um possível futuro campeão da NBA. Sim, campeão, pois, afinal, o OKC faz uma campanha invejável e Kevin Durant é, para muitos, o MVP desta temporada.

Pois bem, sabem o que aconteceu? O Cleveland, o pobre Cleveland, foi até Oklahoma, isso mesmo, Oklahoma, quadra alheira, e venceu o poderoso Thunder. O Cavs, com uma campanha negativa, fora de casa, bateu o OKC, um dos favoritos ao título.

Como explicar? Nem tento.

Kevin Durant fez 23 pontos, mas no final, quando o time precisava encostar no marcador e deixar o adversário apavorado, KD entortou o aro. Deu uma de LeBron James.

O mesmo fez Russell Westbrook, 19 pontos e míseras quatro assistências.

Do outro lado, Antawn Jamison (foto AP) foi grande: 21 pontos e oito rebotes. Kyrie Irving fez apenas nove pontos, mas distribuiu 12 passes que redundaram em cesta. Anthony Parker fez 14 pontos e foi preciso no fim, ao contrário de Durant.

Enfim, tirei a noite para apreciar o OKC ao sabor de um scotch 12 anos. Acabei me deliciando vendo o Cleveland; e sem Anderson Varejão.

Final do jogo: Cavs 96-90 OKC.

Que coisa, não consigo ver Kevin Durant jogar bem!!!

RODADA

O Lakers venceu o Minnesota com as calças nas mãos, mas venceu. Parecia que ia perder, mas acabou ganhando graças a mão precisa de Kobe Bryant, que derrubou quatro arremessos no fim da partida: Lakers 105-102 Wolves… Ah, sim, KB fez 34 pontos e desta vez teve um aproveitamento melhor nos arremessos: 11-26 (42,3%)… Importante dizer: o Wolves jogou sem Kevin Love. E isso teve um peso muito grande no resultado da partida… Depois de bater o Lakers, o Detroit encaixou sua segunda vitória consecutiva. Venceu o Atlanta por 86-85. Venceu graças a uma cesta de Tayshaun Prince no final e a um erro de Joe Johnson numa bola tripla, que poderia ter dado a vitória ao time da Georgia… Boa vitória do Boston sobre o Portland por 104-86. Mas Rajon Rondo, que para muitos é o futuro da franquia, fez apenas oito pontos e deu só cinco assistências. O C’s venceu graças aos 22 pontos de Ray Allen e aos 22 pontos de Paul Pierce… Morri de rir com a derrota do San Antonio para o Clippers. No final do jogo, com o SAS na briga pela vitória, Tiago Splitter errou uma bandeja com grande grau de dificuldade, pois ele deu um drible espetacular em Blake Griffin e teve de concluir num “reverse angle”. Não conseguiu. No contra-ataque, o Clips pontuou e levou o marcador para 109-103, a 4:03 minutos do final. Gregg Popovich mandou seus jogadores pedir tempo. Na volta, voltou sem Splitter. Por quê? Dali pra frente o Clips fez uma corrida de 11-5 e venceu a partida por 120-108. Não tem jeito: não vou com a cara do sargentão… Muito dessa derrota tem a ver com a ausência de Tony Parker, que ficou do lado de fora em trajes civis.

LEAGUE PASS

O meu League Pass está um lixo. A imagem não tem qualidade, trava o tempo todo e “aquele color” bar aparece sem parar.

Pergunto: o de vocês também?

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 8 de março de 2012 NBA | 16:07

LAKERS E BOSTON SEGUEM HUMILHANDO SEUS TORCEDORES

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A rodada de ontem fugiu do roteiro. Será que a NBA foi vítima da tempestade solar que afeta a Terra neste momento? Claro que não; bobagens à parte, alguns jogos chamaram a atenção.

Falo com destaque apenas do Lakers. Afinal, o time californiano preocupa.

Com todo respeito que o Washington merece, que seus torcedores idem, mas perder para o antepenúltimo colocado do campeonato é humilhante. Alguém pode escolher o adjetivo “vergonhoso” para atenuar. Não importa; o fato é que time que quer ganhar o campeonato não pode perder para o Washington, ainda mais vindo de uma derrota para o Detroit, outro nanico do campeonato.

O que acontece com o Lakers?

Ontem, o time chegou a estar na frente por 21 pontos de diferença (76-55) no terceiro quarto. Mas deixou um time fraquíssimo como o Wizards fazer uma corrida de 51-25 e vencer a partida.

A fraca atuação de Kobe Bryant (foto AP) explica boa parte do insucesso angelino. Kobe fez 30 pontos, é verdade, mas teve um aproveitamento muito ruim nos arremessos: 9-31 (29,0%). Se tivesse acertado 43%, que é sua média na temporada, teria adicionado pelo menos mais dez pontos aos seus números e o Lakers venceria a partida por 111-106.

Mike Brown, o treinador angelino, criticou as decisões tomadas por Kobe no segundo tempo. Brown, aliás, já tinha criticado Kobe depois da derrota para o Detroit.

Disse Brown: “Ele (Kobe) fez alguns arremessos precipitados, de longa distância, o que possibilitou rebotes para os adversários e cestas fáceis (contra-ataque)”.

Por falar em rebotes, o Lakers foi um desastre neste fundamento: perdeu o duelo por 51-42. Nos rebotes ofensivos o placar foi 17-9. E nos pontos de contra-ataques o Wizards fez 26-18.

Quer mais? Pois não: o Wizards fez 52-36 nos pontos dentro do garrafão.

Enfim, se procurarmos, vamos encontrar outros defeitos no jogo californiano. Mas o principal, pra mim, é: o time perdeu a vibração e parece não meter mais medo em ninguém.

Algo de errado acontece dentro do grupo. O quê? Não sei.

O que eu sei é que depois da derrota para o Detroit não se imaginava que algo pior poderia vir.

E veio.

RODADA

Não foi apenas o Lakers que machucou seus torcedores. O Boston, o maior rival do time da Califórnia, fez o mesmo. Foi humilhado pelo Philadelphia ao perder por 103-71 e, com isso, envergonhou seus torcedores. Isso mesmo, foram 32 pontos de vantagem para o Sixers… O fato é que o C’s, assim como o Lakers, também não mete medo em mais ninguém… Rajon Rondo voltou a acertar o cravo: cinco pontos apenas e míseros seis arremessos contra o aro adversário. Disse e repito: se o Boston pensa em reconstruir a franquia em torno de Rajon, quebra a cara… Foi no bico do corvo, mas foi: o Miami venceu o Atlanta por 89-86. LeBron James fez 31 pontos, mas seu nome não aparece na estatística do jogo dos 5:07 minutos até o final da partida. Não houve tentativa de arremesso, não houve rebote, não houve falta, não houve desarme, não houve toco, não houve… O confronto estava 87-86 para o Heat e os dois últimos pontos do time do sul da Flórida foram marcados por Dwyane Wade, batendo um par de lance livre… Era para ter sido um confronto de brasileiros, mas não foi. Anderson Varejão continua se recuperando, mas seu Cleveland foi a Denver e venceu o Nuggets por apenas um pontinho: 100-99. Nenê Hilário jogou pelo Denver e anotou 13 pontos, cinco rebotes, dois roubos de bola e uma assistência… O Denver é outro que desaponta. Nenê fez uma má escolha ao renovar com o Nuggets… Os dois outros brasileiros que participaram da rodada foram Tiago Splitter e Leandrinho Barbosa. No Texas, Splitter jogou míseros 18:08 minutos e mesmo assim marcou dez pontos na vitória do seu San Antonio sobre o New York por 118-105. No Canadá, LB foi um dos destaques da surpreendente vitória do Toronto sobre o Houston por 116-98. Leandrinho anotou 15 pontos em 25:59 minutos em quadra… E novamente apoiado por uma grande torcida, o Chicago foi a Milwaukee e venceu o Bucks por 106-104. Derrick Rose cravou 30 pontos (8-22) e deu 11 assistências. Por dois rebotes não marcou um “triple-double”. O melhor armador da NBA na atualidade.

AGRADECIMENTOS

Aos tontos que seguem mandando mensagens agressivas achando que eu me importo com isso. Além de não me importar, repito: elas aumentam os “cliques” do blog e o tornam um dos mais acessados do iG. Por favor: continuem mandando. Ah, e se o Dallas for campeão novamente, combinem uma vez mais, via Orkut, de entupir a caixa de mensagem do blog como fizeram no ano passado, quando bati o recorde de acessos desde que reabri este botequim, há quase cinco anos. E fui cumprimentado por isso.

Notas relacionadas:

  1. NENÊ, DENVER, LAKERS E BOSTON
  2. CADA UM COM SEUS PROBLEMAS
  3. KOBE E LEBRON: MAL VISTOS PELOS TORCEDORES AMERICANOS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 7 de março de 2012 NBA | 17:21

MAIS DALLAS E A RODADA DE ONTEM DA NBA

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O assunto Dallas ainda desperta muitos sentimentos entre as pessoas que são frequentadoras assíduas deste botequim e aqueles paus-d’água que só aparecem aqui encachaçados para xingar o dono do boteco. Os sentimentos mais frequentes são os de raiva, surpresa e decepção.

Os dois últimos eu compreendo. Afinal de contas, por sermos próximos e estarmos juntos há um bom tempo, ao emitir uma opinião contundente sobre meu sentimento a respeito do time campeão do Dallas posso mesmo causar admiração (caramba, Sormani, você acha mesmo que o Mavs é um timeco?) e/ou decepção (puxa vida, Sormani, não esperava que você não visse qualidades no Dallas).

O sentimento de ira, no entanto, me chama a atenção. A troco? Não ofendi ninguém; apenas emiti minha opinião, apenas isso. Quem é contrário a ela, que se manifeste e com exemplos mostre que eu estou errado.

Muitos fizeram isso (e seus comentários foram postados), mas outro tanto, impregnado pelo radicalismo e entorpecido pela obtusidade trataram basicamente de me ofender (e essas mensagens foram para a lixeira).

Aos xiitas obtusos (seria pleonasmo?) apenas um aviso: não leio suas mensagens. Ao observar do que se trata, paro a leitura na primeira frase e mando-as direto para a lixeira. E mais: elas não me incomodam; aliás, elas até me ajudam, pois ao acessarem o blog para escrever mensagens raivosas isso significa um “clique” e no relatório mensal o blog aparece entre os mais visitados do iG, o que acaba sendo muito bom para mim. Obrigado, portanto, por acessar o blog. Espero, pois, que vocês continuem se reunindo no Orkut e combinando de entrar no blog para entupi-lo de mensagens agressivas.

DÚVIDA

Quanto ao tema “Dallas”, não retiro nem uma linha do que escrevi. Mas não sou estúpido. Se o time texano provar para mim que é merecedor de crédito, mudarei meu discurso; óbvio.

Como disse, o título do Dallas foi merecido. Ninguém é campeão à toa, ainda mais em um sistema de playoffs melhor de sete.

A dúvida que ainda tenho é: será que o Mavs não foi melhor apenas naquele momento? Será que o Dallas não se aproveitou de um momento em que tudo se encaixou e deu certo? Um momento em que tudo convergia favoravelmente a ele?

Eu encontro “senões” em todas as séries vencidas pelo Mavs.

1) Portland — Surge como favorito em todo campeonato, mas nunca vence ninguém. É o famoso “rojão sem bomba”;
2) Lakers — Time estava todo bagunçado por conta de relacionamento ruim entre jogadores, tanto que foi varrido;
3) OKC — Time jovem, que estava nos playoffs apenas segunda vez;
4) Miami — LeBron James desaparecendo na série final.

Tenho, pois, o sentimento de que o Dallas foi um campeão de ocasião, pois não via (como ainda não consigo enxergar) grande coisa naquele time. Mas posso estar errado.

E o que o Dallas tem que fazer para mostrar que estou equivocado? Ganhar mais títulos. Se ele o fizer, não há o que se contestar; se não o fizer, ficarei eternamente com esta opinião: foi um campeão de ocasião.

DINASTIA

Vejamos os campeões da NBA…

Na década de 1950, o Minneapolis Lakers formou a primeira dinastia da NBA e ganhou cinco campeonatos. Campeão incontestável.

Na década de 1960, foi a vez de o Boston deixar a todos boquiabertos com um time que tinha Bob Cousy, John Havlicek e Bill Russell. Campeão mais do que incontestável.

O Lakers, já em Los Angeles, comandado por Magic Johnson, voltou a dar as caras no final da década de 1970 e na seguinte conquistando cinco títulos.

Depois apareceu o Chicago de Michael Jordan e seus dois “Three Peats” e o San Antonio de Tim Duncan, que ganhou quatro torneios.

O Lakers, comandado primeiro por Shaquille O’Neal e depois por Kobe Bryant, voltou a bagunçar os adversários conquistando cinco troféus.

Alguém ousa contestar estas equipes?

SOLITÁRIO

Há times que ganham apenas um título, mas que disputaram outros. São os casos do Philadelphia, campeão em 1983, mas que foi vice em 1977, 80 e 82. E também do Detroit, vencedor em 2004, vice em 2005 e que perdeu as finais da conferência em 2006, 2007 e 2008.

Talvez eu tenha sido injusto quanto ao Detroit de Chauncey Billups por conta deste currículo apresentado e alertado por um parceiro deste botequim. Mesmo assim, acho que um verdadeiro campeão não fica em apenas um título; ele ganha outros. E o Detroit, todos nós sabemos, jogava em uma conferência capenga. Por conta disso, não sei valorar esses números do Pistons e por isso eu fico em dúvida.

BISAR

Desta forma, se o Dallas chegar nesta temporada e repetir o título da passada, eu prontamente mudo meu discurso. Sim, pois ele deixa claro que não foi um campeão de ocasião.

Mesmo que não ganhe este ano (o time foi muito mexido e perdeu peças importantes), mas chegue no ano que vem, OK; sem problema. Não é preciso enfileirar campeonatos.

O San Antonio de Timmy nunca venceu títulos na sequência. Ganhava ano sim, ano não numa sequência tripla (03, 05 e 07), antecedida pelo campeonato conquistado em 1999. Foi um timaço, que ainda tentar dar um último suspiro.

E o Boston de Larry Bird também nunca foi campeão seguidamente.

EPÍLOGO

Estou, pois, no aguardo. Meu sentimento ainda é o mesmo. Cabe ao Dallas mudá-lo.

E a vocês, nobres parceiros, que tentaram com raciocínio e argumentos me convencer que estou equivocado e sendo injusto, eu agradeço no mínimo pela educação de vocês. E as encachaçados, obrigado também por acessar o blog e torná-lo um dos mais visitados do iG.

RODADA

Alguém conseguia imaginar que o Lakers seria batido pelo pobre Detroit? Eu não; confesso. A derrota por 88-85 foi justa. Aliás, o time já era para ter perdido no tempo normal não fosse a genialidade de Kobe Bryant, que acertou uma bola com o cronômetro praticamente zerado, empatando a partida em 78 pontos e levando-a para a prorrogação… O armador Rodney Stuckey foi um gigante. Do alto de seu 1,96m anotou 34 pontos, seis deles na prorrogação num total de dez anotados pelo Pistons… Greg Monroe: não foi desta vez que vi um grande jogo dele. Foi bem nos rebotes (15), mas até agora procura o caminho da cesta: 1-10. Pior: nem lance livre bateu, demonstrando certa fragilidade ofensiva e temor aos postes adversários, especialmente Andrew Bynum, que anotou 30 pontos e pegou 14 rebotes… Kobe Bryant foi mal: 8-26 nos arremessos. Só não merece vaias por conta da bola que mandou o jogo para a prorrogação… No Texas, talvez emocionado pelas homenagens, Tyson Chandler foi um desastre na derrota do New York para o Dallas por 95-85: seis pontos e oito rebotes. Tentou a cesta em apenas cinco ocasiões!… Jeremy Lin: continua atrás do tempo perdido: 14 pontos e sete assistências. Nos arremessos, 4-13. Se eu fosse Mike D’Antoni deixava Carmelo Anthony de fora uma partida pra ver no que dá. Ainda acho que ele atrapalha Lin… O New Jersey, que ontem jogou com seu uniforme dos tempos de Nova York (por isso “New York” no peito), levou uma surra do Heat em Miami: 108-78. O mesmo New Jersey que havia vencido, fora de casa, Dallas, New York e Chicago… Chris Bosh voltou depois de três partidas ausentes (morte da avó) e anotou 20 pontos… DeShawn Stevenson, aquele que provocou LBJ depois do título do Dallas (vestiu uma camiseta onde se lia “Hey LeBron! How’s my dirk taste?”), nem foi notado em quadra… O Boston precisou de uma prorrogação para bater o Houston por 97-92. Rajon Rondo, desta vez, bateu na ferradura: nove pontos (4-12). Mas Paul Pierce foi um gigante do alto de seus 30 pontos.

Notas relacionadas:

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  2. ONTEM FOI UMA TRAGÉDIA; HOJE A RODADA É DA PESADA
  3. SÃO PAULO, BOSTON, CELTICS E A RODADA DE ONTEM DA NBA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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