LOS ANGELES SE DESTACA, BOSTON E MEMPHIS DECEPCIONAM E SAN ANTONIO CUMPRE PAPEL
Os dois times de Los Angeles foram o destaque da rodada de ontem da NBA.
O Lakers passou pelo Denver (103-88) como era de se esperar, mas chamou a atenção pelo seu pivô e não pelo seu melhor jogador. Andrew Bynum (foto AP), ao cravar 13 rebotes, 10 tocos e 10 pontos, tornou-se o primeiro jogador, desde Magic Johnson, em 1991, a atingir um “triple-double” em playoffs. O hiato foi de 21 anos; isso mesmo 21 anos.
O Clippers venceu um jogo perdido. Sua desvantagem chegou a ser de 27 pontos. Iniciou o quarto final atrás em 21. A torcida no Tennessee gritava: “Beat LA! Beat LA! Beat LA!”. Mas no final entrou pelo cano, porque o time angelino venceu o quarto derradeiro por 35-13 e fechou a contenda em 99-98, graças também à sua defesa, especialmente na bola final, quando Kenyon Martin grudou em Rudy Gay e não deixou o ala do Grizzlies arremessar com conforto.
O Lakers, capitaneado por Kobe Bryant (31 pontos), fez o que dele se esperava. Venceu um time à procura de identidade, pois o Denver, ao modificar sua estrutura de equipe e elenco, iniciou no segundo turno do campeonato um trabalho de formação de uma nova equipe, trabalho este que continua nestes playoffs. Não deverá dar trabalho ao Lakers, uma equipe que encontrou meio que ao acaso dois jogadores importantes dentro de seu elenco. Um dele, Devin Ebanks, com a suspensão de Metta World Peace, tornou-se titular e ontem fechou o jogo com 12 pontos e cinco rebotes. O outro, Jordan Hill, continua vindo do banco para energizar o time. Ontem fez dez pontos e pegou igual número de rebotes. Escrevam aí: o Lakers vai longe nesses playoffs.
O Clippers perdeu Caron Butler, que fraturou a mão após ter jogado 23 minutos e anotado 12 pontos. Mas mesmo sem Butler o Clips foi bravo em quadra. Do banco puxou Nick Young, que meteu duas bolas de três no finalzinho do jogo, bolas triplas que desconcertaram o adversário e encheram de moral, confiança e certeza de que, “sim, é possível”, como foi, vencer a partida. Chris Paul foi um gigante do alto de seus 14 pontos e 11 assistências. Desses tentos todos, os dois últimos vieram de lances livres convertidos a 23 segundos do final, pontos estes que colocaram o Clips na frente nos definitivos 99-98.
Muita gente se decepcionou com o Indiana na derrota para o Orlando. Mas uma coisa é perder do jeito que o Pacers perdeu; outra é ser batido como o Grizzlies foi. O moral cambaleia; se bobear, vai à lona. E se for mesmo, adeus série.
Em San Antonio, o Spurs passou pelo Utah por 106-91. O placar não diz bem o que aconteceu durante a partida. O Jazz deu mais trabalho do que se esperava, mesmo com o rodízio feito no time texano, do jeito que planejou o técnico Gregg Popovich.
A nota negativa para nós, brasileiros, ficou por conta da contusão de Tiago Splitter. O pivô brasileiro torceu o tornozelo esquerdo e, por conta disso, jogou apenas sete minutos, quando chegou a anotar oito pontos. Estava bem no jogo. Vamos torcer para que não seja nada grave e que ele possa jogar na próxima quarta-feira.
Finalmente o Boston. Decepção? Claro que sim! Mesmo sem Ray Allen, eu esperava mais do C’s. Não contava com essa derrota (83-74) para um Atlanta que jogou sem seus dois pivôs principais. O titular, Al Horford, não atua desde janeiro; o reserva, Zaza Pachulia, há algumas semanas. Mesmo assim, o Celtics foi batido nos rebotes por 51-40. Kevin Garnett fez sua parte (20 pontos e 12 ressaltos), Greg Stiemsma ajudou bastante (nove rebotes), mas Brandon Bass (oito pontos e cinco rebotes) decepcionou. Decepcionou principalmente porque não conseguiu marcar Josh Smith (22 pontos e 18 rebotes), o principal jogador do Hawks.
Decepcionou Bass, decepcionou o Celtics, mas quem mais decepcionou foi Rajon Rondo, que foi expulso no final do jogo, já está suspenso automaticamente por uma partida e que pode pegar um gancho ainda maior por ter dado uma peitada no árbitro. É por isso que eu digo: não dá para construir uma franquia ao redor de Rajon. Ele será importante no desenvolvimento da mesma, mas nunca será o líder que um time tanto precisa.
Notas relacionadas:
- ALGO DE ERRADO ACONTECE EM LOS ANGELES
- O DENVER PODERIA CHEGAR LÁ; O MEMPHIS AINDA PODE
- TIAGO SPLITTER DESEMPENHARÁ O MESMO PAPEL DA TEMPORADA PASSADA?




















