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segunda-feira, 30 de abril de 2012 NBA | 11:53

LOS ANGELES SE DESTACA, BOSTON E MEMPHIS DECEPCIONAM E SAN ANTONIO CUMPRE PAPEL

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Os dois times de Los Angeles foram o destaque da rodada de ontem da NBA.

O Lakers passou pelo Denver (103-88) como era de se esperar, mas chamou a atenção pelo seu pivô e não pelo seu melhor jogador. Andrew Bynum (foto AP), ao cravar 13 rebotes, 10 tocos e 10 pontos, tornou-se o primeiro jogador, desde Magic Johnson, em 1991, a atingir um “triple-double” em playoffs. O hiato foi de 21 anos; isso mesmo 21 anos.

O Clippers venceu um jogo perdido. Sua desvantagem chegou a ser de 27 pontos. Iniciou o quarto final atrás em 21. A torcida no Tennessee gritava: “Beat LA! Beat LA! Beat LA!”. Mas no final entrou pelo cano, porque o time angelino venceu o quarto derradeiro por 35-13 e fechou a contenda em 99-98, graças também à sua defesa, especialmente na bola final, quando Kenyon Martin grudou em Rudy Gay e não deixou o ala do Grizzlies arremessar com conforto.

O Lakers, capitaneado por Kobe Bryant (31 pontos), fez o que dele se esperava. Venceu um time à procura de identidade, pois o Denver, ao modificar sua estrutura de equipe e elenco, iniciou no segundo turno do campeonato um trabalho de formação de uma nova equipe, trabalho este que continua nestes playoffs. Não deverá dar trabalho ao Lakers, uma equipe que encontrou meio que ao acaso dois jogadores importantes dentro de seu elenco. Um dele, Devin Ebanks, com a suspensão de Metta World Peace, tornou-se titular e ontem fechou o jogo com 12 pontos e cinco rebotes. O outro, Jordan Hill, continua vindo do banco para energizar o time. Ontem fez dez pontos e pegou igual número de rebotes. Escrevam aí: o Lakers vai longe nesses playoffs.

O Clippers perdeu Caron Butler, que fraturou a mão após ter jogado 23 minutos e anotado 12 pontos. Mas mesmo sem Butler o Clips foi bravo em quadra. Do banco puxou Nick Young, que meteu duas bolas de três no finalzinho do jogo, bolas triplas que desconcertaram o adversário e encheram de moral, confiança e certeza de que, “sim, é possível”, como foi, vencer a partida. Chris Paul foi um gigante do alto de seus 14 pontos e 11 assistências. Desses tentos todos, os dois últimos vieram de lances livres convertidos a 23 segundos do final, pontos estes que colocaram o Clips na frente nos definitivos 99-98.

Muita gente se decepcionou com o Indiana na derrota para o Orlando. Mas uma coisa é perder do jeito que o Pacers perdeu; outra é ser batido como o Grizzlies foi. O moral cambaleia; se bobear, vai à lona. E se for mesmo, adeus série.

Em San Antonio, o Spurs passou pelo Utah por 106-91. O placar não diz bem o que aconteceu durante a partida. O Jazz deu mais trabalho do que se esperava, mesmo com o rodízio feito no time texano, do jeito que planejou o técnico Gregg Popovich.

A nota negativa para nós, brasileiros, ficou por conta da contusão de Tiago Splitter. O pivô brasileiro torceu o tornozelo esquerdo e, por conta disso, jogou apenas sete minutos, quando chegou a anotar oito pontos. Estava bem no jogo. Vamos torcer para que não seja nada grave e que ele possa jogar na próxima quarta-feira.

Finalmente o Boston. Decepção? Claro que sim! Mesmo sem Ray Allen, eu esperava mais do C’s. Não contava com essa derrota (83-74) para um Atlanta que jogou sem seus dois pivôs principais. O titular, Al Horford, não atua desde janeiro; o reserva, Zaza Pachulia, há algumas semanas. Mesmo assim, o Celtics foi batido nos rebotes por 51-40. Kevin Garnett fez sua parte (20 pontos e 12 ressaltos), Greg Stiemsma ajudou bastante (nove rebotes), mas Brandon Bass (oito pontos e cinco rebotes) decepcionou. Decepcionou principalmente porque não conseguiu marcar Josh Smith (22 pontos e 18 rebotes), o principal jogador do Hawks.

Decepcionou Bass, decepcionou o Celtics, mas quem mais decepcionou foi Rajon Rondo, que foi expulso no final do jogo, já está suspenso automaticamente por uma partida e que pode pegar um gancho ainda maior por ter dado uma peitada no árbitro. É por isso que eu digo: não dá para construir uma franquia ao redor de Rajon. Ele será importante no desenvolvimento da mesma, mas nunca será o líder que um time tanto precisa.

Notas relacionadas:

  1. ALGO DE ERRADO ACONTECE EM LOS ANGELES
  2. O DENVER PODERIA CHEGAR LÁ; O MEMPHIS AINDA PODE
  3. TIAGO SPLITTER DESEMPENHARÁ O MESMO PAPEL DA TEMPORADA PASSADA?
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

sexta-feira, 27 de abril de 2012 NBA | 20:14

CONFIRA OS FAVORITOS PARA OS PLAYOFFS DA NBA

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Times classificados, cruzamentos definidos, nada melhor do que a gente “palpitar”. Quem vai levar a melhor? Haverá surpresas? Sempre há, nós bem sabemos disso. Ano passado, por exemplo, o San Antonio, segunda melhor campanha da liga (como agora), foi surpreendido e ficou no meio do caminho ao perder para o Memphis logo na primeira rodada. Acontecerá de novo?

Não se esqueça: os playoffs começam amanhã. Sem mais delongas, vamos aos confrontos:

LESTE

CHICAGO x PHILADELPHIA
Dono da melhor campanha entre os 30 times que disputaram o campeonato na fase inicial, o Bulls é favorito neste embate diante do Sixers. Na temporada regular, o time da cidade dos ventos venceu a série por 2-1. A vitória do Phillies aconteceu exatamente na primeira etapa do campeonato, quando o time chegou a ser vice-líder da conferência. Depois, caiu dramaticamente e falou-se até em complô de alguns jogadores para derrubar o técnico Doug Collins. Mesmo com Derrick Rose ainda sem o melhor de sua forma e sem o ritmo de jogo ideal, o Bulls deve passar. Placar: Chicago 4-1 Philadelphia.

MIAMI x NEW YORK
O Heat é favorito, mas o Knicks tem que ser olhado com atenção. Afinal de contas, time que tem Carmelo Anthony, Amar’e Stoudemire e um defensor como Tyson Chandler, não pode ser ignorado de jeito nenhum. Mas o fato é que o Miami, quando põe suas cartas na mesa, elas são melhores: Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh. Temporada passada, quando os playoffs chegaram, o time do sul da Flórida se transformou e só perdeu o pique na final diante do Dallas. Durante a fase de classificação, o Heat fez 3-0. Mas nestes playoffs a série será mais disputada. Placar: Miami 4-2 New York.

INDIANA x ORLANDO
Na temporada regular, com Dwight Howard em quadra, o Magic fez 3-1 no Pacers. Sem D12 o Orlando não oferecerá resistência ao Indiana, e disso deve se aproveitar o pivô Roy Hibbert. O Orlando é um time sem identidade quando não conta com Howard. Além disso, o técnico Stan Van Gundy perdeu o comando da equipe. Já o Indiana, com a adição de Leandrinho Barbosa, melhorou seu arsenal. Além disso, George Hill passou a jogar melhor na segunda metade da temporada e não seria surpresa vê-lo em quadra mais tempo do que Darren Collison. Placar: Indiana 4-1 Orlando.

BOSTON x ATLANTA
O Celtics terminou em quarto lugar, mas o Atlanta teve melhor campanha. O C’s ficou em quarto por conta do regulamento da NBA, que determina o seguinte: o vencedor de uma divisão não pode ficar abaixo do quarto lugar. No Leste deu, pela ordem, Chicago, Miami, Indiana, Atlanta e Boston nas cinco primeiras posições. Mas o Celtics passou para o quarto lugar por ter vencido a Divisão do Atlântico. Mas por ter melhor campanha, o Hawks terá vantagem de quadra. Na fase de classificação, o Boston fez 2-1. Mesmo em desvantagem de mando, o alviverde de Massachussets é favorito diante de um time que não deverá contar com um de seus principais jogadores: Al Horford, lesionado, está de fora. Placar: Boston 4-1.

OESTE

SAN ANTONIO x UTAH
Segundo melhor time na fase de classificação da NBA, o San Antonio talvez seja a equipe a ser batida nesta reta final. Seus Três Tenores estão intactos e o elenco de apoio é irrepreensível. O SAS funciona como uma máquina muitíssimo bem azeitada. Quem entra não deixa o ritmo cair. O Utah classificou-se na “bacia das almas”. Na temporada regular, perdeu a série por 3-1. A única vitória veio quando Gregg Popovich resolveu poupar suas principais estrelas. Caso contrário, o Spurs teria varrido o Jazz. Placar: San Antonio 4-1 Utah.

OKLAHOMA CITY x DALLAS
Esta é a série mais intrigante destes playoffs. O Dallas capengou na fase regular por conta de ter perdido jogadores importantes. Enquanto isso, o Thunder encantou a todos a maior parte da competição, com seu duo formado por Kevin Durant e Russell Westbrook muitas vezes não deixando pedra sobre pedra em muitos confrontos realizados. Na fase de classificação deu OKC por 3-1. Lavada novamente? É impossível, no entanto, a gente não se lembrar da frase do técnico Rudy Tomjanovic: “Jamais subestime o coração de um campeão”. Isso será suficiente para igualar a série e, quem sabe, fazer do Dallas o vencedor? Poucos acreditam. Não estou entre eles. Placar final: Oklahoma City 4-2.

LAKERS x DENVER
Em que pese o fato de o Lakers ter tido altos e baixos durante a competição e não poder contar com Metta World Peace nesta série por conta da suspensão de sete partidas (a menos que haja um sétimo jogo), o time é favorito. Na fase regular o Lakers venceu o confronto por 3-1. Kobe Bryant está descansado e focado nos playoffs. Andrew Bynum e Pau Gasol formam um dos melhores garrafões da NBA na atualidade. Denver mudou de feição e busca nova identidade. Por conta disso, não deve ser páreo para o Lakers. Placar: Lakers 4-1 Denver.

MEMPHIS x CLIPPERS
O time de Los Angeles chegou a ser sensação no começo da temporada. Com o passar do tempo, o time caiu de produção, especialmente depois da saída de Chauncey Billups (contundido, não jogará mais esta temporada) e da irregularidade de Caron Butler, que tanto pode marcar 30 pontos numa partida quanto sair de quadra com um simples dígito na pontuação. Na fase regular venceu o duelo por 2-1. Mas o Memphis é um time que cresce nesta fase do campeonato. E mais: ao contrário do ano passado, quando não pôde contar com Rudy Gay (contundido), desta vez ele estará em quadra. Série muito equilibrada e o fator quadra poderá determinar o vencedor. Placar: Memphis 4-3 Clippers.

EPÍLOGO

Como se vê, não consegui detectar nenhuma zebra em curso. De todo o modo, se o Dallas passar pelo OKC, ela terá dado o ar da graça.

Como eu costumo dizer, depois que o Dallas foi campeão, tudo pode acontecer na NBA. Até mesmo o Dallas voltar a ser campeão.

Notas relacionadas:

  1. AGORA OS PLAYOFFS
  2. UMA ANÁLISE DOS PLAYOFFS. PODEM ENTRAR
  3. CHRIS PAUL É O MVP DESTES PLAYOFFS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 25 de abril de 2012 NBA | 19:56

BRIGA PELA ARTILHARIA DO CAMPEONATO MOVIMENTA AS DUAS ÚLTIMAS RODADAS DA NBA

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Kobe Bryant quer destronar Kevin Durant. Não que o ala-armador do Lakers tenha perdido o cetro e a coroa de melhor jogador da NBA para o ala do Oklahoma City. Kobe quer ser o cestinha desta temporada, feito este que não escapou de Durant nos dois últimos campeonatos.

Kobe, que liderou praticamente todo o campeonato, ocupa atualmente a segunda posição, com uma média de 27,86 pontos por jogo. Kevin tem aproveitamento de 27,96 tentos. A diferença, aparentemente, é pequena. Mas, na verdade, não é tão pequena assim.

Durant tem um total de 1.818 pontos no campeonato em 65 partidas disputadas. Bryant está com 1.616, mas atuou menos: 58 jogos.

O OKC entra em quadra esta noite para enfrentar o Denver. Neste mês de março passado, KD teve média de 29,0 pontos. Se repetir a dose neste confronto diante do Nuggets, pula para 27,98 pontos. Nesse caso, Kobe teria que marcar 36 pontos no confronto de amanhã diante do Kings, em Sacramento, para atingir a média de exatos 28 pontos e terminar em primeiro lugar.

A vantagem de Kobe é jogar no dia seguinte e saber de quantos pontos ele vai precisar marcar para ser o cestinha da temporada.

Durant, aliás, pode nem entrar em quadra e permanecer com a média atual e torcer para Kobe não chegar aos 36 pontos diante de seu rival californiano. Mesmo que o Thunder perca, não perde mais o segundo lugar na conferência e nem o terceiro geral. Além disso, Scott Brooks, o treinador, daria uma folga para o seu principal jogador, que, diga-se, participou de todos os jogos do time no campeonato até o momento.

Lembro-me da temporada 1993-94, quando Shaquille O’Neal e David Robinson disputavam a artilharia do campeonato. No jogo final do San Antonio contra o Clippers, em Los Angeles, Robinson marcou 71 pontos. Mas foi uma vergonha. Os jogadores do SAS não jogavam. Eles pegavam a bola e passavam para o pivô o tempo todo, de modo a ele conseguir a maior pontuação possível. Isso fez com que Shaq tivesse que marcar nada menos do que 68 pontos diante do New Jersey. Os jogadores do Lakers (e o próprio Shaq) se negaram a fazer uma palhaçada igual a dos jogadores do San Antonio.

Sendo assim, David Robinson terminou a temporada como cestinha do campeonato com uma média de 29,8 pontos contra 29,3 de Shaq, que na partida diante do New Jersey marcou 32.

Kobe, como disse, tem essa vantagem: saber quantos pontos terá que fazer para superar Durant. Mas eu não creio que ele e o time do Lakers se prestem àquele papel que Robinson e o SAS se prestaram. Se repetir o caminho, a mim será uma grande decepção. Kobe não precisa disso.

GANCHO

Metta World Peace foi suspenso por sete partidas. A maioria achou pouco. Eu também. A pena é branda perto do que ele fez. Ela só vai ter sentido se o Lakers cair fora na primeira rodada dos playoffs, sentindo demais a ausência de MWP.

Caso contrário, terminou em pizza.

Notas relacionadas:

  1. DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS
  2. OS MELHORES DA NBA NAS TRÊS ÚLTIMAS DÉCADAS
  3. A BRIGA DE KOBE PARA FAZER O LAKERS ENTRAR NA BRIGA PELO TÍTULO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

terça-feira, 24 de abril de 2012 NBA, outras | 20:49

NEW JERSEY NETS, UMA HISTÓRIA DE 35 ANOS QUE CHEGA AO FIM

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Mal acabou o jogo de ontem entre New Jersey e Philadelphia e o Nets tornou-se Brooklyn. A franquia ainda tem uma partida a realizar como New Jersey (nesta quinta, em Toronto), mas no site oficial, assim que você o acessa, se depara com a seguinte frase: “Hello Brooklyn”. E apenas o contorno do logo, que deverá ser modificado (foto reprodução).

Depois de 35 anos como New Jersey Nets, a franquia agora será Brooklyn Nets. É oficial.

Assim que você entra no site, bem ao lado direito há um cronômetro em contagem regressiva dizendo que faltam seis dias e algumas horas, minutos e segundos para que o torcedor compre tíquetes para a próxima temporada. Entre os assuntos em destaque, um aviso: no próximo dia 2 de junho a franquia fará testes para escolher suas novas “cheerleaders”. Local: Long Island University Brooklyn Campus.

É possível ver também a quantas anda a construção da nova arena, o Barclays Center (foto reprodução). E como vocês bem sabem, a arena será de multiuso. Por isso, a abertura do ginásio vai ser com um show do rapper Jay-Z, um dos donos da franquia, no dia 28 de setembro próximo. No dia 2 de outubro haverá uma partida de hóquei entre o New Jersey Devils e o New York Islanders. E dá pra saber também que Andrea Bocelli fará um show no dia 5 de dezembro e que os ingressos já estão à disposição, que de 14 a 17 de março acontecerá o Tournament da Atlantic 10 Conference; e por aí vai.

Depois de 35 anos como New Jersey Nets, a franquia agora será Brooklyn Nets.

É uma história que se acaba; como acontece, já aconteceu e acontecerá com outras franquias norte-americanas, não importa a modalidade. É claro que há franquias que têm um grande comprometimento com a cidade, como Lakers, Knicks, Celtics e Bulls, por exemplo. Mas há muitas que não estão nem aí para a comunidade local e se mandam rapidinho se o lucro desaparece e surge no lugar dele o prejuízo; ou então, se dá pra ganhar mais dinheiro lá do que cá, vamos embora! O dinheiro fala mais alto, ainda mais no berço do capitalismo.

O Nets muda de endereço, mas isso também aconteceu com o Jazz, que deixou Nova Orleans e foi para Salt Lake City e transformou-se em Utah. Foi assim também com o Hornets, que deu adeus a Charlotte e foi para Nova Orleans e com o Seattle SuperSonics, que não apenas mudou de cidade, mas também de nome, transformando-se no Oklahoma City Thunder. Ah, sim, estava me esquecendo do Vancouver Grizzlies, que agora é o Memphis Grizzlies. Hoje é o Nets que muda de endereço e amanhã poderá ser o Kings, que pode deixar Sacramento e ir para Anaheim.

Voltemos ao New Jersey Nets, uma franquia que perambula não apenas de cidade, mas de liga também. Nos primórdios, ela se chamava New Jersey Americans e pertencia à ABA, American Basketball Association, que em 1976 foi encampada pela NBA e que trouxe consigo duas outras franquias: San Antonio Spurs e Indiana Pacers. Nos primórdios, eu dizia, o Americans não ficava em Newark, ficava em Teaneck, igualmente subúrbio de Nova York. Lá ficou até 1968, quando se transferiu para Long Island (norte de Nova York) e mudou seu nome para New York Nets. Foi então que em 1977 foi voltou para New Jersey, mas fixou endereço em Newark, igualmente subúrbio de Nova York, e passou a se chamar New Jersey Nets.

Agora essa história chega ao fim. Por New Jersey jogaram relíquias do basquete norte-americano, como Dr. J (foto), Nate Archibald, Rick Barry, Drazen Petrovic e Jason Kidd. E Phil Jackson, não como treinador, mas como jogador. Mas isso fica pra história, pois a mudança de endereço era questão de tempo.

Nova Jersey, infelizmente, não tem como comportar uma franquia de basquete. O Estado, aliás, é muito esquisito. A cidade mais conhecida é Atlantic City por conta de seus cassinos. A mais famosa é Hoboken, por causa de Frank Sinatra. Mas você anda por New Jersey e parece que não vê cidade alguma. O que a gente vê se parece com um bairro de Nova York. É esquisito, como disse. O aeroporto de Newark fica em Newark, mas você não vê o downtown de Newark. Eu pelo menos nunca vi.

Dizia que o fim dessa história era questão de tempo. O magnata russo Mikhail Prokhorov comprou a franquia em 2009 e por ela pagou US$ 200 milhões. Vendeu 5% de suas ações para Jay-Z. E embalado pelas ideias do rapper mudou de endereço.

Não tinha mesmo como ficar em New Jersey. Nesta temporada, por exemplo, a menor média de público entre os 30 times da liga foi exatamente do Nets: 13.961 pagantes por partida. Lembrando que o Prudential Center tem capacidade para 18.500. O novo lar, o Barclays Center, acomodará menos gente, 18.103, mas Prokhorov e Jay-Z esperam vê-lo sempre “sold out” e os ingressos sendo vendidos por um preço bem maior.

Estive no ginásio do Nets em Newark quando ele se chamava Continental Center, porque a defunta companhia aérea, comprada pela United Airlines, tinha sede em Newark. Estive no ginásio em três oportunidades: no Final Four de 1996 (o último disputado em ginásio; depois dele, o evento passou a ser jogado em domes) e em duas partidas da temporada regular do Nets contra Boston e Lakers. Não me lembro exatamente dos anos, foi no começo deste século (esquisito escrever e ler isso, não é mesmo?), mas dos jogos sim.

Lembro-me que Kentucky foi a escola campeã do Final Four batendo na final Syracuse. A universidade era dirigida por um ítalo-americano que despontava como um treinador de talento. Seu nome? Rick Pitino. Tony Delk , o armador da equipe, na época namorava a atriz Ashley Judd (foto), que tinha estudado em Kentucky e não perdia nenhum jogo do time. Delk foi eleito o MVP (no “college” é Most Outstanding Player) do torneio. Os dois perdedores do sábado foram U-Mass e Mississippi State. Em Massachusetts jogava Marcus Camby e o time era dirigido por outro ítalo-americano: John Calipari, que neste ano foi campeão com Kentucky, que naquele ano também ganhou o Final Four, como disse. Em Mississippi atuava Erick Dampier.

Lembro-me também da partida contra o Celtics. Eu estava sentado atrás do banco do Nets quando vi, numa das cadeiras de pistas do lado oposto, bem à minha frente, um cidadão de rosto bem familiar. Perguntei a um jornalista americano que estava a meu lado: quem é aquele cara? E ele respondeu: “Danny Aiello”. Se a ficha não caiu, Aiello é ator de cinema e participou de filmes como “O Poderoso Chefão 2”, “Faça a Coisa Certa”, “Era uma vez na América”, “A Era do Rádio”, “A Rosa Púrpura do Cairo” e “Feitiço da Lua”, entre outros. “Ele é um fã do Nets”, completou o jornalista.

Contra o Lakers eu já não sentei atrás do banco. Fiquei do lado, mas bem posicionado. Pela primeira vez eu vi uma partida do time angelino fora de Los Angeles e fiquei impressionado com o número de torcedores da equipe fora de casa. O ginásio estava dividido! Dirigido por Phil Jackson, que eu revia depois das finais de 1998, em Salt Lake City, o Lakers ganhou fácil a partida, comandado em quadra por Kobe Bryant e principalmente por Shaquille O’Neal, a grande estrela da companhia. Lembro-me que depois do jogo, no vestiário, esperando pela chegada dos jogadores, Shaq apareceu enrolado em uma toalha branca. Tinha um piercing em cada mamilo. Nós, jornalistas, caímos na risada ao vê-lo. Com aquele seu sorriso que ocupa metade da boca, bem tradicional, não se importou com a reação da mídia. Foi muito engraçada, a cena, e jamais vou me esquecer dela.

Também na Continental Arena eu me encontrei pela última vez com um amigo que me introduziu no mundo da NBA: Don Casey. Ele era treinador do Nets na ocasião. Casey começou trabalhando no “college”, dirigindo a Universidade de Temple de 1972 a 83. Depois foi ser assistente técnico do Chicago e Boston. Foi na época em que era auxiliar no C’s que Casey (foto) veio ao Brasil para uma clínica da NBA que aconteceu na Hebraica, em 1994. Apresentei-me a ele e entre uma conversa aqui, outra ali, ele me perguntou como é que eu me informava sobre a NBA. Eu disse que era com base nos noticiários das agências, pois trabalhava na “Folha de S.Paulo”, e também vendo o Sportscenter, da ESPN. Então ele me perguntou: “Você não conhece ninguém na NBA?”. Eu disse que não. Ele pegou meu bloco de anotações, minha caneta e escreveu um nome. Era o nome de um amigo dele que trabalhava no escritório da NBA em Nova York. Pegou sua agenda em seguida e me deu o fax do camarada, pois naquela época não tinha esse negócio de e-mail. E falou: “Mande um fax para ele e diga que a gente se conheceu no Brasil, que você é jornalista e que precisa de informações da liga. E peça pra ele te colocar no mailing da NBA”. Isso foi feito e desde então eu jamais me separei da liga. Graças a Don Casey.

Fiquei muito em Newark quando ia a Nova York querendo escapar dos preços exorbitantes dos hotéis. O hotel que eu ficava em New Jersey era perto do ginásio. Quando tinha que ir a Nova York, pegava o ônibus num ponto bem em frente ao hotel e descia na New York Port Authority, uma estação de ônibus e metrô que fica na Oitava entre a 41 e 42. Quando tinha jogos do New Jersey, eu pegava um táxi.

Isso agora é passado. Ir a Nova York de ônibus e aos jogos do New Jersey.

Notas relacionadas:

  1. KOBE, O MAIOR CESTINHA DA HISTÓRIA?
  2. A HISTÓRIA DO DENVER E DOS GRANDES TREINADORES
  3. LOCAUTE PODE DURAR DOIS ANOS?!?!?!
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 23 de abril de 2012 NBA | 11:39

KOBE E DOIS JOGADORES ESQUECIDOS FAZEM LAKERS RESSURGIR E BATER O OKC

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O Lakers aproveitou a chance derradeira. Fez o jogo que ele tanto precisava fazer para mostrar ao mundo da NBA que ele está vivo. Mandou um recado a todos: rapaziada, fique com a barba de molho, pois o campeão voltou — acho excelente este cântico cunhado pela torcida do São Paulo.

Sim, o campeão voltou. Vencer do jeito que o Lakers venceu o Oklahoma City, ontem à tarde, em Los Angeles, por 114 a 106, com direito a duas prorrogações, é de entusiasmar e amedrontar. Entusiasmar seus torcedores; amedrontar seus adversários.

O Lakers chegou a estar 18 pontos atrás. No último quarto, 17. E o que aconteceu para que este cenário devastador, de tragédia, mudasse completamente a ponto de levar o Lakers a uma vitória extraordinária? Simples: dois jogadores; dois jogadores vindos do banco surgiram do nada e aplicaram uma peça nos garotos de Oklahoma City. Seus nomes? Jordan Hill e Devin Ebanks.

Hill já tinha mostrado que o domingo poderia ser dele no segundo quarto, quando entrou pela primeira vez na partida. Jogou 8:53 minutos e marcou seis pontos e quatro rebotes. Neste período, Ebanks teve uma aparição tímida, de apenas 1:37 minutos, tendo contribuído com apenas dois rebotes. Mas Hill não; Hill tinha deixado claro para o treinador Mike Brown que ele poderia e deveria ser usado.

E foi o que o mister do Lakers fez no segundo tempo e na prorrogação. Hill e Ebanks tiveram muitos minutos, mas muitos minutos mesmo e foram as surpresas dos amarelinhos, que ontem jogaram de branco porque aos domingos os amarelinhos sempre jogam de branco.

REPÚDIO

Vocês que me acompanham sabem muito bem que eu não sou alinhado com a malandragem, com a trapaça e com o mau-caratismo. Desprezo a violência, física e verbal. Por conta disso, não gosto de jogador e técnico que se comportam assim. Acho desprezível. Por conta disso, bato abertamente em Blake Griffin, que pra mim é um jogador sujo. Por conta disso, desprezei a vitória do Miami sobre o Chicago. Por conta disso, nunca fui fã do Detroit Pistons de época dos Bad Boys, comandado em quadra por Isiah Thomas, Bill Laimbeer e Dennis Rodman.

Ron Artest é um cara assim: sujo e mau caráter. Perdeu milhões de dólares por causa de uma suspensão de 86 jogos em 2004 quando vestia a camisa do Indiana Pacers. Naquela noite, quis se engraçar com Ben Wallace, na época pivô do Detroit, mas tomou uma invertida. Apanhou e ficou quieto. Afinou. Depois, foi descontar sua frustração em cima da torcida. E foi suspenso.

Artest foi aposentado no começo desta temporada e surgiu Metta World Peace. Estávamos vendo uma nova personalidade em quadra. Até que veio o jogo de ontem…

PERSONALIDADE

O que dizer da atitude de Metta World Peace? As imagens dizem tudo. A agressão foi um ato de covardia. MWP teve comportamento de Artest: foi cafajeste em toda a extensão da palavra. E mau caráter.

O que se pergunta é: por que MWP (foto Getty Images) se transformou novamente em Artest? Artest lutava contra Artest, tanto lutava que decidiu pelo desaparecimento de Artest. Criou Metta World Peace. MWP parece lutar desesperadamente contra essa outra personalidade, violenta, que às vezes vêm à tona e estraga tudo de bom que deve existir por trás desse cara de músculos salientes e atitudes atrevidas.

MWP leiloou seu único anel de campeão. Queria dinheiro para doá-lo a instituições que trabalham e pesquisam o comportamento humano do ponto de vista mental. Em outras palavras, instituições que se preocupam e querem entender melhor os desvios de personalidade no ser humano, que muitas vezes criam histórias aterrorizantes, daquelas que a gente vê pipocar no noticiário. Artest se preocupava com isso, porque sabia que dentro dele, lá no fundo, existe um cara assim. E esse cara ele quer sufocar, matar — para não morrer.

Esse cara é Ron Artest. Ontem ele reapareceu. Deve ter envergonhando Metta World Peace. Deve tê-lo levado às lágrimas. Deve tê-lo feito acordar nesta manhã de segunda-feira e ido buscar rapidamente o consolo e o entendimento no divã de seu psicanalista.

No fundo, eu consigo ver um cara bom dentro de Artest. Esse cara é Metta World Peace.

PUNIÇÃO

Independente do esforço de Metta World Peace em se transformar num ser humano melhor, ele não pode passar incólume ao fato de ontem. MWP tem que ser punido — e com rigor.

Apenas a suspensão de uma partida é muito pouco. MWP tem que pegar uma suspensão pesada. Gesto assim vai ajudá-lo na busca de uma pessoa melhor. Afagar sua cabeça e deixar que tudo isso acabe com uma suspensão branda só vai atrapalhá-lo.

ALTERNATIVA 1

O resultado da recaída de Metta World Peace abriu brecha para o surgimento de Devin Ebanks. Antes de a temporada começar, disse nesse botequim que via qualidades em Ebanks pelos jogos que assisti na pré-temporada diante do Clippers. Mike Brown, todavia, não tinha o mesmo pensamento meu. Tanto que Ebanks mal entrou em quadra nesta temporada.

Ontem, foi jogado às feras. Teve de marcar simplesmente Kevin Durant, um dos melhores jogadores de sua geração e, para muitos, o futuro sucessor de Kobe Bryant. E conseguiu.

No primeiro tempo de jogo, marcado por MWP e Matt Barnes, KD fez 21 pontos. No segundo tempo, com Ebanks em sua cola, Durant anotou 12. Foi reduzido quase que a metade. Na primeira prorrogação, KD zerou, mas na segunda, mostrou a Ebanks que ele, embora tenha muito talento defensivo, ainda terá que queimar muita lenha para anulá-lo completamente: KD anotou simplesmente nove pontos, todos os nove pontos do OKC neste último tempo-extra. Mas foram insuficientes.

O Lakers venceu e Ebanks também. Marcou muito bem a Durant e deixou claro para o treinador que quando o time precisar de seus préstimos, de seu talento defensivo, é só chamá-lo que ele estará pronto. E em playoffs, defesa é artigo cobiçado por todos.

ALTERNATIVA 2

Com Andrew Bynum atrapalhado em quadra (tomou dois tocos humilhantes de Serge Ibaka em uma mesma jogada), sendo eficiente apenas nos tocos (distribuiu cinco nos 28:57 minutos em que jogou), o que fez Mike Brown? Passou Pau Gasol para o pivô e deixou Jordan Hill como ala de força. E deu certo.

Assim que terminou o terceiro quarto, com o OKC na frente em 77-61, o treinador angelino mandou a quadra o seguinte quarteto: Steve Blake, Ramon Sessions, Devin Ebanks, Jordan Hill e Pau Gasol. Com 8:08 de bola pingando, Brown colocou Kobe Bryant na vaga de Sessions. O Lakers perdia por 81-68. Com esse quinteto, Blake, Kobe, Ebanks, Hill e Gasol (foto Getty Images), o Los Angeles fez uma corrida de 23-10, empatou o jogo em 91 pontos e levou-o à prorrogação. Hill contribuiu no segundo tempo com seis pontos e seis rebotes, terminando o tempo regulamentar com 12 pontos e dez ressaltos.

Vieram as duas prorrogações e Hill adicionou mais dois pontos e cinco rebotes, terminando a partida com 14 pontos e 15 rebotes. Ao lado de Gasol, foi o dono do garrafão do Lakers “down the strecht”. E deixou claro para a franquia que vale a pena apostar em seu jogo sempre que Bynum se deixar levar pela soberba.

Corretamente Mike Brown deixou seu pivô titular no banco todo o último quarto e as duas prorrogações.

MARCAÇÃO

Gostei de ver Kobe Bryant ontem. Não pelos seus 26 pontos, oito assistências e seis rebotes. O que eu gostei foi de vê-lo marcando em cima Russell Westbrook nos momentos derradeiros da partida.

Kobe não é mais nenhuma criança, precisa de repouso para aguentar principalmente os playoffs. Mas tem momentos em que ele, líder que é, tem que chegar para o treinador e dizer: estou pronto para a batalha; deixa que de Westbrook cuido eu.

Foi o que ele fez. Westbrook foi um desastre na partida: 3-22 nos arremessos (13,6%). Salvou-se pelas dez assistências.

ENCANTO

Sobre o Oklahoma City, o que dizer? Nada, simplesmente nada, pois eu só tive olhos ontem para ver o Lakers jogar.

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  1. BYNUM LIVRA A CARA DE KOBE E DO LAKERS
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

sábado, 21 de abril de 2012 Jogos Olímpicos de Londres | 12:10

SAN ANTONIO É O BARCELONA DA NBA

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O San Antonio é o Barcelona da NBA. Hoje, ninguém ganha do alvinegro texano. O Spurs atropela seus adversários como o time espanhol. É impiedoso como a equipe catalã. Domina o jogo com os grenás fazem, sufocando, aos poucos, seus oponentes. O San Antonio é mesmo o Barcelona da NBA.

Como aconteceu com o Barça, isso não surgiu do nada; não caiu do céu. O San Antonio é o que é hoje por conta de um planejamento (com o qual eu discordo em alguns pontos, já disse aqui) elaborado pelo técnico Gregg Popovich e sua comissão técnica. E o maior segredo dele é a rotação de seus jogadores.

No jogo de ontem, em San Antonio, quando trucidou novamente o Lakers, desta vez por 121-97 (na última terça-feira, em Los Angeles, venceu por 112-91), quem mais tempo ficou em quadra foi Tony Parker. O armador francês jogou 27:46 minutos. Tim Duncan e Manu Ginobili, que completam os Três Tenores (foto AP), atuaram, respectivamente, 26:03 e 25:00 minutos. Os outros sete jogadores (Kawhi Leonard, Tiago Splitter, Danny Green, Matt Bonner, Stephen Jackson, Gary Neal e Boris Diaw), que participaram da contenda dentro do sistema de rotação do time, ficaram em quadra em média pouco mais de 20 minutos.

Ou seja: o San Antonio utilizou nada menos do que dez jogadores durante a partida, mantendo-os em quadra praticamente o mesmo tempo. O Lakers usou sete, sendo que quatro dos cinco titulares (entre eles Kobe Bryant, que voltava ao time depois de sete partidas de fora por causa de uma lesão na perna direita) jogaram em média 30 minutos.

Quando os EUA enfrentavam a extinta URSS ou a igualmente defunta Iugoslávia, seus grandes adversários, os jogos eram no pau enquanto os adversários tinham fôlego. De repente, os treinadores americanos tiravam de quadra o quinteto que iniciava a partida e um novo time entrava no jogo. O adversário não conseguia fazer o mesmo por falta de jogadores do nível semelhante. Este sempre foi um dos grandes segredos dos selecionados norte-americanos em competições internacionais, especialmente Olimpíadas: a rotatividade de seus jogadores. Com o passar do tempo, havia o desgaste natural dos inimigos. E os americanos, ao contrário, estavam intactos do ponto de vista físico. O cronômetro tiquetaqueava, tiquetaqueava, e os EUA davam o bote final, aliando o vigor físico à indiscutível qualidade técnica.

Ontem o San Antonio fez o mesmo diante do Lakers. Ontem, vírgula, o Spurs tem feito isso. Bruno Pongas, nosso parceiro e meu companheiro jornalista, mostrou isso com muita clareza numa mensagem pregada na porta deste botequim há alguns dias. Os oponentes não conseguem fazer o mesmo, pois não contam com um elenco tão homogêneo e de grande qualidade como é o grupo texano.

O SAS é o retrato mais bem definido do basquete norte-americano desde seus primórdios: quinteto titular forte, composto de três estrelas que desequilibram, e elenco poderoso, possibilitando ao treinador usar os 12 jogadores se assim o desejar. Como disse, ninguém tem isso. Nem Lakers, nem Chicago, nem Miami, nem Oklahoma City.

O San Antonio é o grande favorito ao título desta temporada. Mas, é sempre bom frisar, o fato de ser favorito não significa que vá ganhar. O imponderável não pode ser desprezado jamais.

O Barcelona era favorito para ganhar o título espanhol; pode perdê-lo para o Real Madrid. O Barcelona era favorito para ganhar a Champions League; pode ser eliminado pelo Chelsea na semana que vem.

Mas como eu acho que não tem time no mundo para vencer os espanhóis, acredito que eles darão à volta por cima na Champions. E se houvesse umas três rodadas a mais no espanhol, o Barça faria o mesmo no torneio doméstico, um campeonato que foi deixado de lado pelo pessoal da Catalunha, que pensa em igualar e depois ultrapassar seu grande rival em conquistas da Champions.

O San Antonio não disputa duas competições ao mesmo tempo. O SAS disputa apenas a Champions League do basquete, que é o campeonato da NBA (ou seria o contrário, a Champions é a NBA do futebol?). Seu jogo impressiona, a maneira com que aniquila seus oponentes também; exatamente como faz o Barcelona. O San Antonio é mesmo o Barça do basquete: vence e não deixa a menor sombra de dúvidas sobre quem é o melhor no campo de jogo.

OLIMPÍADAS

Perguntado se teria interesse em participar dos Jogos Olímpicos de Londres na vaga de Dwight Howard, Andrew Bynum disse que não. Motivo: nas férias, vai tratar dos joelhos na Alemanha, com o mesmo médico que vem cuidando de Kobe Bryant.

“Eu preciso me preocupar com minhas pernas quando a temporada acabar”, disse Bynum. “Planejei algumas coisas para os meus joelhos… Tenho que tratá-los e vou para o exterior cuidar deles”.

Portanto, se a USA Basketball quiser um novo pivô para a vaga de D12, como disse ontem, há duas alternativas: Roy Hibbert e Kendrick Perkins.

RECADO

Se alguém quiser saber mais sobre a rodada de ontem basta acessar o site da NBA ou da ESPN gringa. Os dois são ótimos. Isso aqui é um blog e não um site noticioso. Se alguém quiser comentar algo sobre outras partidas, é só postar a mensagem.

PERGUNTA

Se eu tivesse dito que torcia para o San Antonio, quantos diriam que eu escrevi o post acima com o coração de torcedor?

FOTO DO DIA

Vale o registro este retrato tirado pela AP de Metta World Peace se aquecendo para o jogo de ontem. Uma pintura. A sensibilidade do artista (que infelizmente não teve o nome revelado pela agência noticiosa) não aflora a todo o instante neste pessoal de grande valor que fem registros fotográficos que deixam jogos e atletas para a posteridade. Não aflora a todo o instante porque se isso ocorresse encontraríamos Robert Doisneau a cada esquina dobrada.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

segunda-feira, 16 de abril de 2012 NBA | 17:02

ANDREW BYNUM SEGUE IMPACTANDO O LAKERS

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Dado o adiantado da hora, pouca coisa resta-me a dizer sobre a rodada de ontem. É assunto que caduca, mas não ainda por completo, de modo que vale algumas observações.

E vou fazer linkando com um fato novo para falar uma vez mais de Andrew Bynum. Ele foi eleito nesta segunda-feira o melhor jogador da semana que passou pela Conferência Oeste. E com justiça; liderou o Lakers em uma campanha de 4-0. Teve médias de 21,8 pontos e 16,3 rebotes. Como já disse aqui, Bynum está jogando muito: assumiu o papel de regente da orquestra com Kobe Bryant do lado de fora, contundido.

Bynum faz neste momento o que dele sempre se esperou. Acontece que ele não jogava com essa mesma desenvoltura por conta, muito provavelmente, da presença inibidora de Kobe. Com o ala-armador em quadra, sobram menos bola para Andy e quando ele as tinha, não partia para a cesta como faz agora. Consequentemente, seu jogo não era tão vistoso como neste momento.

Na vitória de ontem do Lakers sobre o Dallas, com direito a uma prorrogação (112-108), AB foi o jogador do time californiano que mais bolas arremessou durante a partida: 24. E teve os seguintes números: 23 pontos e 16 rebotes. Novamente o melhor em quadra.

Mas a vida do pivô do Lakers não foi fácil como pode-se imaginar. O primeiro quarto foi bem complicado, pois o Dallas marcou-o com rigor. Brendan Haywood cumpriu bem o seu papel, auxiliado quase sempre por Dirk Nowitzki e às vezes também por Shawn Marion e Vince Carter (foto Getty Images). Rara não foram as oportunidades em que se via três jogadores em cima do pivô do Lakers. Por causa disso, ele anotou apenas dois pontos, frutos de um desempenho horroroso de 1-8 nos arremessos.

Aí entra um aspecto do jogo de Bynum que precisa ser amadurecido — e o treinador tem papel preponderante nisso. Com marcação dupla, às vezes tripla, Bynum tem que rodar a bola. Haverá sempre um ou dois jogadores desmarcados. E o Lakers tem que ter jogadas preparadas para esta situação. Não sei se o time as tem ou se Bynum não soube como executá-las. O fato é que ele terminou esse quarto com zero assistência. E o restante do jogo, com apenas duas. Muito pouco para quem sofre marcação intensa como essa.

Portanto, Mike Brown que trate de mostrar melhor o jogo para Bynum. Ao se transformar em uma máquina de fazer pontos, a marcação em cima do grandalhão vai ser sempre assim: dupla, às vezes tripla. Se ele for habilidoso e inteligente para enxergar o jogo, o time pode tirar proveito disso.

E ele também.

ESTATÍSTICA

Marc Gasol, com 3,2 assistências por partida, é o líder neste fundamento entre os pivôs. Joakim Noah vem em segundo com 2,5. Bynum é apenas o nono colocado, com 1,4 por confronto.

TRIO

O Miami visitou o New York e fez uma grande partida. Venceu por 93-85 e seu Trio Magnífico fez o seguinte: anotou 73 pontos (78,5%), pegou 33 rebotes de um total de 47 amealhados pela equipe (70,2%), deu oito das 14 assistências distribuídas durante a contenda (57,1%). Ou seja: quando os três estão afinados, dificilmente o Miami perde.

Individualizando esses números temos o seguinte: LeBron James anotou 29 pontos, dez rebotes e três assistências; Dwyane Wade fez 28 pontos, nove rebotes e quatro assistências; e Chris Bosh marcou 16 pontos, 14 rebotes e uma assistência.

Nenhum outro jogador do Heat teve duplo dígito em qualquer fundamento. Como eu disse, quando os três estão afinados, dificilmente o Miami perde, porque seus números são suficientes para levar o time à vitória.

INDIVIDUALIDADE

O cestinha do jogo foi Carmelo Anthony com 42 pontos. Nenhuma novidade, não é mesmo? Sem Jeremy Lin e principalmente Amar’e Stoudemire em quadra, Melo não tem a preocupação de ter de passar a bola para outro companheiro. A bola é minha e não dou pra ninguém! Essa é a mensagem que o ala nova-iorquino passa em quadra.

Melo arremessou nada menos do que 27 bolas durante o jogo. O resto do time, à exceção do outro fominha, JR Smith, arremessou 31. JR chutou 15 e ao lado de Melo foi o único jogador com duplo dígito nos arremessos.

Neste mês de abril, Melo (foto Getty Images) chutou uma média de 23,9 bolas por partida, quando sua média na carreira é de 19,2. Em duas oportunidades neste mês ele atirou 31 bolas: na derrota diante do Indiana e na vitória frente ao Chicago.

Melo é um artilheiro nato, mas é fominha demais. Assim de cabeça, rapidamente, lembro-me de Allen Iverson como outro grande fominha da história da NBA. Iverson encerrou a carreira com média de 21,8 arremessos por partida. Michael Jordan, o maior jogador de todos os tempos e cestinha da NBA em médias de pontos na regular season e nos playoffs, teve 22,9 de média durante sua carreira na NBA, enquanto que Kobe Bryant tem 19,6.

O New York briga pela última vaga para os playoffs com o Milwaukee. Tem 29 derrotas contra 31 do adversário. Stats está para voltar. Vamos ver como vai ficar. Como Amar’e em quadra, Melo não vai poder ser peladeiro como ele tem sido. Terá que distribuir mais o jogo. Seus números, consequentemente, tendem a cair.

Só resta saber se o Knicks vai tirar proveito disso.

ASG

Foi só o New Orleans ser vendido para a NBA contemplar a cidade e o novo proprietário com a sede do “All-Star Weekend” de 2014. Será o 63º evento da história.

Sediar um ASG não conta apenas do ponto de vista esportivo. Há um impacto grande na economia local.

Em 2011, em Los Angeles, onde estive credenciado, a receita foi de US$ 85 milhões em três dias. US$ 60 milhões vieram de torcedores que moravam fora de LA. Os outros US$ 25 milhões foram frutos dos angelinos. No ASG deste ano, em Orlando, o dinheiro gerado foi da ordem de US$ 100 milhões e a cidade estimou em 60 mil os torcedores que vieram de fora para ver o acontecimento que culminou com o jogo entre os selecionados do Leste contra o do Oeste.

Em 2010, no entanto, quando o ASW teve o Cowboy Stadium como palco, estádio do time de futebol Dallas Cowboys, o impacto foi sem precedentes na história do evento. O público recorde em uma partida de basquete foi de 108.713 torcedores. Por conta da grandiosidade do estádio, o ASW movimentou nada menos do que US$ 268,5 milhões.

A NBA acerta ao tomar essa atitude. O investimento feito por Tom Benson, novo dono da franquia, foi de US$ 338 milhões. A liga tem que agraciá-lo e paparicá-lo neste momento.

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quinta-feira, 12 de abril de 2012 NBA | 11:39

RAJON RONDO COMANDA O BOSTON E REIVINDICA O TÍTULO DE MVP DA TEMPORADA

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Rajon Rondo está jogando tudo e mais um pouco. E começa a jogar na reta final do campeonato, quando tudo passa a ser definido. Na vitória de ontem do Celtics sobre o Atlanta, por 86-84 (com prorrogação), Rajon anotou seu sexto “triple-double” da temporada: 20 assistências, dez pontos e igual número de rebotes. Tem jogado muito, repito, e feito a diferença para o C’s em muitas vitórias recentes.

Rajon (foto AP) pode e deve reivindicar o título de MVP desta temporada. Tem que entrar na briga, a mim não resta a menor dúvida. Tem que estar ao lado de Kevin Durant, LeBron James, Kobe Bryant e Kevin Love (este eu discordo, mas a mídia dos EUA, que é quem vota, colocou-o na lista).

Em que pese o grande basquete que Kevin Garnett vem jogando no momento (ontem anotou 22 pontos e pegou 12 rebotes), Rajon é que está levando o Boston a uma campanha espetacular depois do “All-Star Game” (que é o divisor de águas na temporada, uma espécie de mudança do primeiro para o segundo turno), colocando o alviverde de Massachussets como um contendor ao título.

Mas nem sempre foi assim, é verdade. No começo desta temporada, Rajon capengou em quadra e teve desempenhos pífios, a ponto do nosso parceiro Reirom, que torce para o Boston e para o Memphis, ter postado aqui comentários que eu reproduzo a seguir, em “caps lock”, bem a seu estilo:

1) “FALA EM RONDO SORMANI HORRIVEL TAI, RONDO TA MATANDO O TIME DO BOSTON,…. TEM QUE SER VENDIDO URGENTE PRA ONTEM……..”
2) “BOSTON PRECISA TROCAR ELE ENQUANTO AINDA TEM MERCADO.. NAO VEJO COMO RONDO VAI EVOLUIR…….. RONDO PRA MIM ATE ESSE JENNINGS DO BUCKS TEM MAIS FUTURO.
3) “E RONDO PRA MIM JA DEU…….. ARMADOR QUE NAO SABE CHUTAR PRA MIM NAO SERVE….”
4) “BOSTON DEVIA TROCAR RONDO URGENTE. ALIAS O TIME SEM ELE TAVA GANHANDO ETC………”
5) “NAO MELHOROU OS AREMESSOS E PIFIO, PIOR ARMADOR EM LANCES LIVRES…….. RONDO E BOM PELA VELOCIDADE E VISAO DE QUADRA…. STEPHEN CURRY DO GOLDEN STATE E BEM MELHOR QUE ELE……. SINCERAMENTE RONDO E A DECEPCAO DO ANO…….”
6) “E RONDO JA ACHO BOM TROCAR, NAO SABE ARREMESAR, OU SEJA FICA LIVRE E NAO AREMESSA AI TODOS OS OUTROS FICAM COM MARCACAO FORTE”.
7) “FORA RONDO………… NAO PODEMOS FAZER UM TIME EM TORNO DESSE CARA”.
8) “TROCARIA FACIL NO CURRY DO STATES”.
9) “RONDO E MENOS UM………..”
10)  “BOSTON DEVIA TROCAR RONDO URGENTE. ALIAS O TIME SEM ELE TAVA GANHANDO ETC………”
11) “SINCERAMENTE RONDO PRA MIM TA SENDO PREJUDICIAL AO BOSTON…..”

Nesta mesma época, impressionado com os comentários de Reirom, um defensor incansável das cores e das causas do Boston, eu perguntei a ele: Reirom, quem é melhor, Rajon Rondo ou Derrick Rose? E ele respondeu: “ROSE CLARO SORMANI NUNCA NEGUEI ISSO. SO QUE ROSE NAO E ARMADOR PURO….”

Ao declarar meu espanto pelo novo posicionamento do estimado parceiro de botequim, ele respondeu: “EU MUDO DE OPNIAO ORA BOLAS, SO NAO MUDA DE OPNIAO OS IDIOTAS E OS QUE NAO TEM……. RONDO E OTIMO ARMADOR NA DEFESA. MAS UM TIME COMO ESSE DO BOSTON JA VELHO, RONDO TA ATRAPALHANDO, E INADMISSIVEL UM ARMADOR NAO SABER JUMPEAR….. PRA MIM EU TROCARIA RONDO…….. PEGARIA UM CENTER BOM, E UM AMADOR DECENTE…”

Quando Danny Ainge disse que não trocaria Rajon e tentaria reconstruir o Boston ao redor do armador, Reirom postou o seguinte comentário: “RONDO PRA MIM NAO EVOLUIU COMO SE ESPERAVA PRA SE CRIAR UM TIME AO REDOR DELE……”

De repente, Rajon começou a jogar. Deixou a má fase para trás e passou a mostrar o basquete que temos visto em quadra nos últimos jogos do C’s. Reirom, ainda precavido, postou o seguinte comentário: “DA SERIE RONDO E DE LUA……. MAIS UM TRIPLE DOUBLE……” E Rajon continuou jogando bola. Mais uma grande atuação. E o seguinte comentário de Reirom: “SORMANI FALEI QUE RONDO E DE LUA QUE NAO DAR PRA MONTAR UM TIME EM TORNO DELE…” E Rajon continuou jogando bola. Outra grande atuação. E o seguinte comentário do nosso parceiro Reirom: “SORMANI AH SE O RONDO JOGASSE SEMPRE ASSIM…..”

Agora, com o Boston entre os melhores, Reirom o quer como MVP. Disse o seguinte recentemente: “RONDO MVP SORMANI….. SEM DUVIDAS…”. Ou então: “RONDO PRA MIM E O MVP”. E continuou sua campanha: “RONDO MVP 5 TRIPLE DOUBLE”.

Não postei tudo isso para expor nosso parceiro Reirom ao ridículo. Reirom não é ridículo. Como ele mesmo disse, ridículo são aqueles que são insensíveis aos fatos. Não foi Reirom quem mudou de opinião do dia para a noite, foi Rajon Rondo quem fez Reirom mudar de opinião. De que maneira? Jogando bola. Se Reirom, ao ver essa bola que Rajon está jogando continuasse malhando o armador do Boston, Reirom seria “cabeçudo”. Mas ele não é. Não é por conta de ter se sensibilizado com a mudança de jogo de Rajon.

Se Rajon estivesse até o momento jogando a mesma bolinha do início da temporada, Reirom continuaria indignado. E com razão. Mas como Rajon passou a jogar bola, Reirom o vê como MVP da temporada — e eu o apoio nesta reivindicação.

Não sou fã de Rajon Rondo na mesma proporção que admiro Derrick Rose, por exemplo. Acho o armador do Chicago muito melhor. Mas Rajon está mudando seu jogo, tem pontuado, tem arremessado de um jeito que ele não arremessava. Aumentou seu arsenal em quadra. Não se limita apenas a dar assistências. Hoje ele é um jogador que pode definir uma partida com um arremesso ou uma infiltração. Por isso, torna-se mais completo. Por isso, é um postulante ao prêmio de MVP. Rajon começa a entrar no rol dos armadores modernos, contemporâneos ou vanguardistas, armadores que estão fazendo o jogo mudar, acabando com o rótulo de que armador tem, primeiro, que dar assistência. Isso, a meu ver, é coisa do passado. Armador é jogador de basquete. Se está em quadra e pode fazer 40 pontos, por que ficar distribuindo o jogo? Se está em quadra e pode fazer 45 pontos, por que não se aproveitar disso? E armador de time grande, armador de seleção tem que saber pontuar. Se não sabe, não é jogador de time grande e nem é jogador de seleção. Armador moderno é assim, pois é assim que eu vejo a posição num futuro muito breve. Aliás, como tenho dito aqui, a posição será extinta num futuro não muito distante. Posso me enganar, ora, por que não?, afinal sou ser humano (desculpem o clichê, mas não encontrei nada melhor); mas é assim que eu vejo a posição de armador no futuro.

Mas voltando a Rajon Rondo, se ele ficasse só naquele lenga-lenga de dar assistências, Reirom e eu não estaríamos aqui empolgados com seu jogo. Reirom o quer como MVP (e neste pedido tem uma dose grande do componente paixão); eu peço menos, peço que ele entre na briga pelo laurel e com chances iguais de competição com seus adversários. Não importa se ele vai ganhar ou não. O fato é que Rajon tem que entrar nessa briga. Tem que entrar nessa briga porque ele mudou em quadra e fora dela nos fez mudar de opinião, Reirom e eu. E mudamos de opinião porque, como Reirom mesmo disse, “só não muda de opinião os idiotas e os que não as tem”.

Aí eu pergunto pra gente encerrar esse tópico: o que é pior, ter opinião e não mudar ou ser um idiota sem opinião?

MÁQUINA

Sempre disse neste botequim que Andrew Bynum joga de igual para igual com Dwight Howard. Isso não significa que ele é melhor. Significa apenas que ele joga de igual para igual contra D12. Vai ganhar como vai perder. Como pode só ganhar, como só perder. Mas vai, na maioria das vezes, jogar de igual para igual com o musculoso adversário.

Ontem, em San Antonio, o pivô do Lakers (foto AP) fez uma partida soberba: 30 rebotes e 16 pontos. Estas três dezenas de ressaltos são recorde na carreira deste menino a quem Phil Jackson, em seu Twitter, há dois dias, se não me engano, pediu paciência com ele. Bynum pegou oito rebotes ofensivos; o Spurs, em todo o jogo, fisgou apenas um.

Bynum embalou o Lakers dentro do AT&T Center e fez o time de Los Angeles provocar uma grande surpresa na rodada de ontem ao vencer o jogo por 98-84. Surpreendente porque o Lakers jogou sem Kobe Bryant e o SAS atuou completinho da silva.

Agora, sabe o que chama a atenção? Que Metta World Peace, sem Kobe ao lado, joga como nos velhos tempos. Anotou 26 pontos; isso mesmo: 26 pontos. Nesta trinca de contendas sem Kobe ao lado, MWP saltou de seus miseráveis sete pontos de média para 17,6! Ou seja: Kobe deveria ter a sensibilidade de ver que o companheiro pode ser melhor aproveitado; deveria ter a sensibilidade de distribuir melhor o jogo; deveria ter a sensibilidade de arremessar menos e envolver mais seu parceiro nas partidas, pois é isso o que os grandes jogadores fazem: melhorar o jogo de quem gravita a seu redor.

Que esses três jogos do lado de fora venham despertar Kobe para seu verdadeiro papel dentro do time.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

domingo, 8 de abril de 2012 NBA | 11:31

PITACOS DA RODADA DE SÁBADO, POIS A DE DOMINGO COMEÇA DAQUI A POUCO

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Um pitaco rapidinho sobre a rodada de ontem, pois às 14h de hoje, horário de Brasília, começa a deste domingo, com o jogão Knicks x Bulls, em Nova York, cidade onde o Chicago adora jogar.

Mas vamos à rodada de ontem:

1) O Lakers que se cuide, pois do jeito que vai, o time pode acabar a fase de classificação entre os times que jamais terão vantagem de quadra nos playoffs. No momento, com a derrota de ontem para o Suns, em Phoenix (125-105), os amarelinhos somam 22 derrotas. Mantém o terceiro posto no Oeste, mas aparece com muita nitidez na alça de mira do Clippers (mesmas 22 derrotas, mas está atrás por causa do confronto direto), Memphis (23) e Houston (25). O time jogou ontem sem Kobe Bryant (foto AP), com uma inflamação nos tendões da canela esquerda. Pau Gasol (30 pontos/13 rebotes) e Andrew Bynum (23 pontos/18 rebotes) fizeram de tudo para levar o time à vitória. Não contavam, porém, com a atuação soberba de Michael Redd, que veio do banco e fez 23 pontos. Nos últimos quatro jogos, Redd, que fez parte do time olímpico dos EUA que ganhou a medalha de ouro em Pequim-08, teve duplo dígito na pontuação e acumulou média de 18,2 pontos. Ótima notícia pra gente que gosta do jogo bem jogado, pois Redd sempre foi um cara acima da média. Ficou praticamente dois anos parados por causa de uma grave lesão nos joelhos e parece estar voltando. Completa 33 anos em agosto próximo e pode ainda ter lenha pra queimar, vide o caso Grant Hill. “Nosso departamento médico cura qualquer um”, elogiou o técnico Alvin Gentry.

2) Depois de perder duas partidas seguidas (San Antonio e Chicago), o Boston fez importante vitória ontem à noite diante do Pacers, em Indianápolis: 86-72. Bom para sua recuperação, claro, mas ainda falta ao C’s vitórias sobre adversários de peso. Perdeu seus dois jogos contra o Oklahoma City, o par de partidas diante do Lakers, a única peleja feita diante do San Antonio, no confronto contra o Bulls está em desvantagem em 2-1 e tem 1-0 frente ao Miami ao vencê-lo em casa, sendo que na próxima terça-feira joga na Flórida. O Celtics é um time com jogadores experientes, acostumados a jogos decisivo e tem uma camisa forte. Mas precisa mostrar em quadra que é merecedor do status de favorito. Magic Johnson, em um de seus comentários na TNT, colocou o C’s entre seus preferidos. Eu tendo a aguardar um pouco mais, exatamente porque diante dos times poderosos ele tem um retrospecto de 2-7 (22,2%). A defesa que o alviverde de Massachusetts mostrou ontem diante do Pacers (26-74; 35,1%) tem que ser mostrada também contra as fortalezas da competição. Quanto ao Indiana, a derrota colocou um ponto final em uma sequência de quatro vitórias. Mesmo com o revés, mantém-se na terceira posição no Leste, à frente exatamente do Boston, com 22 derrotas contra 24. Efeméride: Rajon Rondo completou seu 16º jogo seguido com duplo dígito nas assistências. Ontem foi dada uma dúzia.

3) O ridículo Stan Van Gundy escalou novamente Dwight Howard, ontem na vitória frente ao Philadelphia, fora de casa, por 88-82. D12, que segundo o treinador trama nos bastidores para derrubá-lo, anotou 20 pontos e 22 rebotes. Van Gundy deve ser adepto da filosofia de que os fins justificam os meios. Ou então é um banana de marca maior — fico com a segunda opção. Com o resultado, o Sixers somou sua terceira derrota seguida e dos últimos sete jogos só venceu dois. Espero que a rapaziada dê um tempo com essa história de dar o COY para Doug Collins. Não tem o menor cabimento. Tom Thibodeau, Gregg Popovich e Scott Brooks, nesta ordem, são os meus favoritos ao galardão. Correndo por fora aparecem Frank Vogel e Doc Rivers.

4) O Memphis vem encostando no terceiro posto, disse acima. Isso graças também à vitória de ontem diante do Dallas, em casa, por 94-89. Dos últimos nove embates, venceu sete. Temporada passada o time cresceu exatamente na segunda metade da competição. Nos playoffs, no oitavo posto, surpreendeu o líder San Antonio e eliminou-o (4-2), para em seguida ser batido pelo Oklahoma City (4-3). A diferença desta para a temporada passada é que naquela ocasião o melhor jogador do time, Rudy Gay (foto AP), com o braço quebrado não pôde participar dos playoffs. Agora, saudável, comanda a equipe em quadra. Ontem anotou 25 pontos. Zach Randolph, que perdeu 37 partidas por causa de uma contusão no joelho, voltou e em excelente nível. Ontem, vindo do banco, marcou 15 pontos e pegou 11 rebotes. Quanto ao Dallas, o time vem de duas derrotas seguidas e neste abril fez quatro jogos e venceu só um. Mesmo com o revés mantém-se no G8 do Oeste, ocupando a sétima posição, com 26 derrotas, mesmo número do Denver, mas leva vantagem no critério de desempate. Mas se não abrir os olhos e Dirk Nowitzki não voltar a jogar o que sabe (ontem fez 5-16 nos arremessos; 31,2%), o atual campeão da NBA fica de fora dos playoffs, pois o Phoenix vem crescendo (27 derrotas). Depois do “All-Star Game”, o time do deserto vem com uma campanha de 15-7 (68,1%, que o colocaria na terceira posição da conferência). Outra coisa: eu ouvi bem? Alguns “malucos” falam em Shawn Marion para melhor defensor da temporada?

5) E o Minnesota, hein? Perdeu ontem para o pobrezinho do New Orleans (99-90) e somou sua quinta derrota consecutiva. Dos últimos dez jogos, só venceu dois. Está praticamente fora dos playoffs. A contusão de Ricky Rubio: assim a gente explica a dramática queda do Wolves na competição. Desde que o espanhol lesionou os ligamentos cruzados do joelho direito, o time de Minneapolis fez 17 partidas e venceu apenas quatro.

6) Não vi o jogo, mas o duelo entre Blake Griffin e DeMarcus Cousins, pelos números, deve ter sido de arrepiar, embora um não tenha vigiado o outro a maior parte do jogo, pois atuam em posições diferentes, mas jogam dentro do garrafão. Griffin, o sujo, anotou 27 pontos e pegou 14 rebotes; Cousins, o problemático, fez 15 pontos, mas pegou 20 rebotes, seis deles ofensivos. No final, jogando em Los Angeles, o Clips venceu por 109-94, resultado que o deixa, como disse acima, no encalço do Lakers.

7) Finalmente, quero falar do Denver. Com a derrota de ontem para o Golden State (112-97), fora de casa, o time do Colorado está ameaçado no Oeste. Caiu para a oitava posição e tem agora 26 derrotas, uma a menos que Phoenix e Utah. Na época de Nenê Hilário não era assim: o time se classificava com os pés nas costas para os playoffs. Tudo bem que havia Carmelo Anthony e Chauncey Billups — mas havia Nenê também. O time o trocou por JaVale McGee (foto AP) e apostou em Kenneth Faried. McGee é banco e de lá saiu na derrota de ontem para anotar seis pontos e pegar igual número de rebotes; Faried marcou apenas um ponto e pegou só três rebotes. O ala-pivô, que vinha causando sensação no começo da temporada, tem médias de 9,4 pontos e 7,1 rebotes. McGee, com a camisa do Denver, tem 7,7 pontos e 5,9 rebotes. Ou seja: ou o Denver avaliou mal e equivocou-se ao trocar Nenê ou tinha informações seguras de seu departamento médico de que o brasileiro está lesionado seriamente e não terá mais sequências de jogos satisfatórias. Sim, pois desde que foi para o Washington, o brasileiro participou da metade dos confrontos que poderia ter jogado: seis em 12. Acumulou médias de 13,5 pontos e 9,3 rebotes. Vamos aguardar pelos fatos futuros para vermos o que de fato significou para Nenê e o Denver sua saída do Colorado.

Notas relacionadas:

  1. DOMINGO LEGAL; SÁBADO TAMBÉM
  2. UM DOMINGO NADA QUALQUER
  3. CHICAGO E SAN ANTONIO: OS GRANDES VENCEDORES DA RODADA DE SEXTA-FEIRA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 7 de abril de 2012 NBA | 13:10

CHICAGO E SAN ANTONIO: OS GRANDES VENCEDORES DA RODADA DE SEXTA-FEIRA

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O Chicago ganhou sem jogar; o San Antonio ganhou jogando. A rodada desta sexta-feira foi excelente para essas duas equipes.

Descansando, após bater o Boston em seu United Center, o Bulls viu seu rival nacional Oklahoma City perder para o Pacers, em Indiana, por 103-98. Logo depois, saboreou a derrota de seu maior oponente regional, o Miami, que em casa tomou 97-82 do Memphis.

Já o San Antonio teve que fazer a lição de casa e não encontrou qualquer dificuldade para isso. Atropelou o raquítico New Orleans por 128-103 e somou sua 10ª vitória consecutiva.

Com isso, mudança na tabela geral de classificação da NBA: o Chicago segue em primeiro lugar com uma campanha de 43-13 (76,8%), mas o OKC não é mais o vice-líder. O primeiro time a puxar a fila depois do Bulls é agora o San Antonio: 39-14 (73,6%). O OKC passa para a ser o segundo no Oeste e o terceiro no geral com um recorde de 40-15 (72,7%).

SURPRESA 1

Em que pese o ótimo trabalho realizado pelo técnico Frank Vogel (um dos melhores para mim nesta temporada) e do bom elenco dos indianos, eu não esperava pelo triunfo. Até porque o Thunder vinha de duas derrotas seguidas e na minha cabeça não entrava uma terceira. Mas ela veio e é inédita. É a primeira vez neste torneio que o time da terra dos tornados enfileira três revezes.

Nem mesmo os 44 pontos marcados por Kevin Durant (dois deles numa enterrada espetacular em cima de Roy Hibbert como mostra a foto AP) foram suficientes para que o time fizesse as pazes com a vitória. Observo que não tenho acompanhado tanto o OKC no torneio, mas me chamou a atenção o fato de o técnico Scott Brooks ter aberto mão de Serge Ibaka em praticamente todo o segundo tempo. Ibaka deixou a quadra quando faltavam 5:39 minutos para o final do terceiro quarto e não voltou mais. Tinha sete tocos no jogo e estava bem na partida.

Com seus 2,08m de altura, seria o marcador ideal para Danny Granger “down the strecht”, pois além de mais alto, o congolês naturalizado espanhol é ágil e bom marcador. Granger, 2,03m, deitou e rolou no quarto final ao anotar 13 pontos e foi o responsável por evitar a virada do OKC, que chegou estar atrás em 24 pontos e nos minutos finais da contenda baixou a diferença para três pontos. Mas não; Brooks deixou Durant marcando Granger e o efeito não foi o desejado.

Essa disposição do oponente fez com que Vogel tirasse de quadra David West e jogasse com quatro jogadores abertos e um pivô (Hibbert), como estava o Thunder (apenas Kendrick Perkins), o que acabou por deixar Leandrinho Barbosa em quadra durante todo o quarto derradeiro; ou seja, quando o jogo foi definido.

Embora estivesse presente ao fato, LB pouco foi acionado. Ainda está se adaptando ao esquema de sua nova equipe e, por conta disso, é visível seu desconforto em alguns momentos da partida. De qualquer maneira, colaborou com importantes nove pontos.

SURPRESA 2

A segunda surpresa da noite ficou por conta não da vitória do Memphis, mas sim pelo péssimo basquete apresentado pelo Miami. O time do sul da Flórida fez sua pior partida na temporada, indiscutivelmente.

Seu primeiro tempo foi um desastre. Por conta dele o time não teve como vencer. Anotou apenas 32 pontos (mais baixa pontuação de um período nesta temporada) e os dez erros cometidos no primeiro quarto colaboraram para que não houvesse fluência ofensiva. Além disso, neste mesmo quarto, quando conseguiu arremessar, entortou o aro: 6-16 (37,5%). O responsável por isso foi Dwyane Wade, que fez 1-8 (11,1%) em seus nove primeiros arremessos.

Ao final da contenda, outros números chamaram a atenção, como o baixo aproveitamento de três do time das praias: 4-18 (22,2%). E Noris Cole, um rookie que tem ajudado muito a equipe vindo do banco, acabou zerado: 0-5. E se você quer saber, nos últimos três jogos, o desempenho de Cole é o seguinte nos arremessos: 0-10! Anotou apenas dois pontos nessa tríade de pelejas, frutos de dois lances livres. Se puxarmos mais um jogo, teremos um quadro tão aterrador quanto: 2-21 (8,7%).

Já o Memphis (Marc Gasol e Zach Randolph na foto AP) foi uma maquininha de jogar basquete. Esteve na frente o tempo todo, chegou a abrir 21 pontos de diferença e nada menos do que sete de seus jogadores terminaram o confronto com um duplo-dígito na pontuação: Rudy Gay (17), Mike Conley (15), Marreese Speights (15), Zach Randolph (14), Gilbert Arenas (12), Marc Gasol (10) e OJ Mayo (10).

Arenas veio do banco e acertou quatro de seus cinco petardos de três. Se mantiver a cabeça no lugar, se não pirar durante os playoffs, se não quiser brincar de bandido e mocinho, o Agente Zero poderá ser elemento importante para o time da terra de Elvis Presley. Quem sabe, aprontar na fase decisiva, repetindo o ano passado, quando eliminou o primeiro colocado San Antonio Spurs.

Ah, sim: o Memphis colocou um ponto final em uma sequência de 17 vitórias seguidas do Miami em sua American Airlines Arena.

NORMALIDADE

Não vi o jogo do San Antonio. Por isso, nada posso dizer sobre a partida. A não ser que o time triturou o pobrezinho do New Orleans.

O alvinegro texano tem mais 13 contendas até o final da fase de classificação. Sete em casa e meia dúzia fora. Mas atenção: nenhum desses jogos é fora da conferência. Além disso, como já sabemos, não terá mais que enfrentar o Oklahoma City, com quem fez três jogos e venceu dois. Ou seja: o SAS tem 14 derrotas e o OKC 15. Se o OKC quiser o primeiro lugar no Oeste, tem que torcer por duas derrotas do adversário, pois, se terminarem empatados, os texanos levam a melhor no critério de desempate.

Para facilitar a vida do San Antonio, o Thunder fará seis de suas 11 partidas restantes fora de casa. E haverá uma sequência de cinco pelejas em quadra alheia: Minnesota, Clippers, Phoenix, Sacramento e Lakers. Sei não, acho que o SAS termina em primeiro no Oeste.

Antes de mudar de tópico, um registro: Tiago Splitter jogou exatos 11:28 minutos.

TOLICE

Andrew Bynum não anda bem da bola. Já cantei essa aqui no botequim, informado que fui por um jornalista italiano que encontrei no jogo do Knicks contra o Orlando, em Nova York. Ontem, na derrota do Lakers para o Houston, em Los Angeles, por 112-107, ele foi expulso pela segunda vez nas últimas duas semanas. Na anterior, foi exatamente contra o Rockets, no Texas, por ter discutido com a arbitragem. Ontem, logo depois de ter feito mais dois pontos, no começo do último quarto, por ter falado um monte “trash words” para o banco de reserva texano.

Bynum (foto Getty Images) foi embora mais cedo e não falou com a mídia. Mike Brown, o treinador amarelinho, disse que está tudo sob controle e que administra a situação internamente.

Mas, como disse há alguns posts, Bynum não vai com a cara do técnico. Debocha dele, não atende seus apelos. E faz o que bem entende em quadra.

O clima com os companheiros, diga-se, é bom; não há qualquer problema. Mas o problema é o treinador. Os dois não se afinaram.

E Kobe Bryant, que deveria ajudar na condução do processo, não demonstra ter forças para isso. Bynum parece não respeitar o status de líder do time adquirido por Kobe com o passar dos tempos e dos títulos.

Uma pena para o Lakers, que poderia ter somado mais uma vitória. E numa noite onde Metta World Peace deitou e rolou com seus 23 pontos (maior pontuação da temporada), onde Matt Barnes foi importante com seus 13 rebotes (quatro deles ofensivos) e pela dinâmica de Josh McRoberts em momentos importantes da partida.

Tudo isso foi jogado no lixo por conta do destempero de Andrew Bynum.

AUSÊNCIAS

Nenê Hilário não voltou ao Washington como se imaginava. Anderson Varejão não jogou contra o Toronto, como se esperava.

Sei não…

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,

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