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25/11/2009 - 19:36

O MVP E O MELHOR PIVÔ

Não sei se vocês têm acompanhado o Denver jogar, mas quem se dedica ao time colorado tem visto com clareza: a) Carmelo Anthony pode ser eleito o MVP desta temporada; b) Nenê está entre os três melhores pivôs da NBA na atualidade.

Melo (foto AFP) atua de maneira sóbria, não faz força para jogar. Seus movimentos são suaves e ele desliza pela quadra em rotação normal. Não parece correr em 45 rpm — fica longe de 78 rpm.

Ele tem jogado para o time e pelo time.

MELOSuas médias são muito boas neste início de competição: 30.2 pontos (cestinha do campeonato), 6.2 rebotes e 3.4 assistências por partida.

Seu aproveitamento nos arremessos é de 48.3%, sendo que nas bolas de três é de 33.3%. Nos lances livres, 84.4%.

Num comparativo com os outros dois concorrentes mais fortes, informo-lhes que:

1) Kobe Bryant tem 30.1 pontos (vice-artilheiro do campeonato), 5.2 rebotes e 3.6 assistências de média. Seu aproveitamento nos arremessos é de 48.8%, sendo que nas bolas de três é de 18.8% (!). Nos lances livres, 85.7%;

2) LeBron James tem 29.4 pontos (terceiro melhor cestinha do torneio), 8.1 assistências e 6.8 rebotes de média. Seu aproveitamento nos arremessos é de 52.7%, sendo que nas bolas de três é de 37.1%. Nos lances livres, 78.5%.

Os números de LeBron são os melhores, não há dúvida. Mas, ao contrário de Melo, LBJ faz força para jogar; corre pela quadra feito um alucinado; joga em 78 rpm; não gosto da correria de King James.

Prefiro os movimentos de Carmelo.

Quanto a Kobe, não há mais o que se falar sobre ele. É indiscutivelmente o melhor jogador de basquete do planeta na atualidade.

Mas o momento de Carmelo é melhor.

Pra resumir a história: num par ou ímpar, eu escolho o craque do Denver e começo meu time por ele.

Claro que muita água vai rolar por debaixo…, mas, como disse, este é o momento de Carmelo Anthony.

BIG GUY

Sobre Nenê, vejam o Denver jogar e depois me digam se eu tenho ou não razão. Repito: o brasuca está hoje entre os três melhores pivôs da NBA.

Se Dwight Howard e Chris Bosh têm números melhores, não se esqueçam que Orlando e Toronto jogam em função deles — principalmente o time canadense em relação a Bosh.

Nenê não é a primeira opção do Denver. É a terceira; a primeira é Melo e depois dele vem Chauncey Billups.Nuggets Clippers Basketball

Mesmo assim, o são-carlense (foto AP) tem médias de 14.4 pontos, 9.1 rebotes, 2.1 assistências, 1.43 desarme e 1.0 toco.

Bosh é um baita artilheiro: 25.9 pontos por jogo, mas, como eu disse, ele é a primeira opção de ataque do Raptors. Nos rebotes, tem média de 11.7 por partida. E mais: 1.9 assistência, 0.47 roubo de bola e 1.33 toco.

Já DH está com 17.4 pontos. Vince Carter desvia um pouco as atenções no ataque do Orlando, mas não como Melo e Billups fazem em relação a Nenê.

Nos rebotes, o Super-Homem tem fisgado 11.1 em média. E mais: 1.4 assistência, 0.71 desarme e 1.71 toco.

O que também contribui para Bosh e DH terem uma média de pontos superior a de Nenê é o fato de que o pivô do Raptors já visitou a linha do lance livre em 175 oportunidades, enquanto Howard lá esteve em 144 ocasiões.

Sabem quantos lances livres Nenê bateu até o momento? 70. Tudo bem que ele não é a primeira opção de ataque do Nuggets, mas a diferença é grande demais.

Isso mostra claramente o protecionismo da arbitragem em relação aos seus filhos. Nenê veio de longe, não é americano, não goza dos mesmos privilégios que Dwight e Bosh.

Nenê, DH e Bosh, para mim, estão num mesmo nível.

Alguém falou em Andrew Bynum?

Pode ser, pois o grandalhão do Lakers aparece muito bem nas estatísticas: 19.7 pontos, 10.9 rebotes, 1.7 toco, 1.67 toco e 1.3 assistência.

Mas ainda tem chão para trilhar. Não há qualquer jogada feita para ele. Ele pontua graças aos rebotes que pega. Vive das sobras.

Não dá para arriscar nada com ele. Tecnicamente Bynum é tosco, desprovido de brilho qualquer.

Vai melhorar, claro que vai, mas está sendo burilado.

David Lee? Joakim Noah? Marc Gasol? Zach Randolph? Chris Kaman? Kendrick Perkins?

Ora, por favor, estou falando de gente grande. O pessoal acima tem que comer muito feijão ainda para ser comparado aos três melhores pivôs da NBA.

Relembrando: Dwight Howard, Chris Bosh e Nenê Hilário.

Portanto, se Nenê não aparecer no “All-Star Game” de fevereiro próximo, em Dallas, será uma grande sacanagem.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , ,
23/11/2009 - 11:59

AINDA MAL DAS PERNAS

O Boston segue preocupando. Venceu ontem o Knicks, em Nova York, mas precisou de uma prorrogação. Isso mostra claramente que o time anda mal das pernas.

Outro dia, um parceiro nosso deste botequim perguntou-me quais são os dez melhores jogadores da NBA na atualidade. Não coloquei Kevin Garnett e nem Ray Allen; mas indiquei Paul Pierce.

Mantenho a opinião. Garnett e Allen deixam a desejar neste momento, apenas Pierce tem jogado o que dele se espera.

Ontem, no Garden nova-iorquino, Pierce marcou 33. Sua melhor pontuação na temporada. Desestruturou a defesa adversária.Celtics Knicks Basketball

Garnett teve um desempenho sofrível nos arremessos: 4-15. Deixou a quadra nos braços da torcida alviverde por ter acertado o chute derradeiro que deu a vitória por 107-105, com a buzina soando com a bola no ar (foto AP).

Mas há que se olhar o todo. E o todo foi decepcionante.

KG terminou o prélio com apenas dez pontos e sete rebotes. Nenhum toco, mesmo com aquele tamanhão (2m11) e um corpinho de toureiro (115 quilos), o que favorece pular e chegar à lua.

Quanto a Allen, 3-13, sendo que ele fez 1-6 nas bolas triplas. Marcou 13 pontos; sofrível também.

E o que dizer de Rasheed Wallace, a grande contratação do Celtics para esta temporada? Jogou 15:21 minutos, arremessou três bolas de três e errou todas, fazendo o mesmo nas bolas de dois. Ou seja: 0-6!

Deixou a quadra zerado.

De bom, a melhora de Rajon Rondo nos lances livres (4-8) e seu desempenho como um todo (14 pontos, dez assistências e nove rebotes). Além dele, Kendrick Perkins, para quem muitos não davam nem um figo podre: 16 pontos, 13 rebotes e quatro tocos.

O Boston preocupa, pois Rajon e Perkins não são o suporte que Pierce precisa para levar o Celtics ao título. Pierce precisa de KG e Allen.

SOBERANO

Em contrapartida, o Lakers nada de braçada. É certo que só joga em casa (dez no Staples Center e apenas três como visitante), mas demole quem aparece pela frente.

Ontem, preparei-me para ver o jogo contra o Oklahoma City. Queria ver como seria o confronto contra a molecadinha do Thunder: Kevin Durant, Russell Westbrook e companhia.

Thunder Lakers BasketballComeça a partida e Thabo Sefolosha faz 2-0 para os visitantes. Logo depois Ron Artest acerta uma bola de três e coloca o Lakers na frente.

No ataque seguinte, Jeff Green dá o troco na mesma moeda e faz 5-3 para o Thunder. Na sequência…

… Bem, na sequência o Lakers faz uma corrida de 18-0 e acaba com o jogo. Resisti até o final do primeiro quarto, tempo para ver Kobe Bryant (foto AP) fazer duas cestas espetaculares.

A primeira, com a bola passando por trás da tabela e caindo de chuá; a segunda, no soar da buzina indicando o final do primeiro quarto, uma cesta de mão esquerda!

Final do quarto: Lakers 35-16 Oklahoma City.

Desliguei o laptop e fui dormir.

Liguei o laptop há pouco e vejo que o Lakers venceu por 101-85. Vejo também que Kevin Durant fez 8-20 e terminou a partida com 19 pontos. Artest anulou o muleke.

Aliás, se o Lakers for mesmo campeão, como todos apregoam — inclusive eu —, Kobe deveria pegar uma parte do salário desta temporada e depositar na conta do companheiro.

Sim, pois Artest vai quase sempre marcar os melhores jogadores dos adversários.

Quando o jogo for contra o Cleveland, ele vigiará LeBron James; nos encontros diante do Denver, Carmelo Anthony; Oklahoma City, como vimos, Kevin Durant; contra o Boston, Paul Pierce; Orlando, Vince Carter.

Enfim, a maioria dos melhores jogadores da NBA que arremessa atua na ala, com algumas exceções, como Dwyane Wade, Brandon Roy e Joe Johnson.

LÍDER

O Phoenix segue mais líder do que nunca na Conferência Oeste. E ao contrário do Lakers, já fez um montão de jogos fora de casa.

Aliás, o Suns realizou mais partidas fora do que no deserto. Em sua American West Arena foram cinco pelejas e cinco vitórias.

Foram de casa foram nove contendas, com meia dúzia de vitórias.

Ontem à noite, o time recepcionou o Detroit. Foi gentil apenas no início da partida. Depois, mandou ver.

Venceu por 117-91, com 20 pontos e nove assistências de Steve Nash.

Leandrinho Barbosa jogou um pouquinho mais: 22 minutos. Anotou dez pontos.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , ,
20/11/2009 - 13:28

O CAMPEÃO VOLTOU

Foi uma festa em Los Angeles. E nem poderia ser diferente; afinal, pela primeira vez nesta temporada Phil Jackson pôde contar com seu quinteto titular.

Pau Gasol voltou. E voltou em grande estilo.

Depois de ficar sentado os 11 primeiros jogos do Lakers, o espanhol debutou nesta temporada com 24 pontos e 13 rebotes. Disparado, o melhor jogador em quadra na vitória dos amarelinhos diante do Chicago por 108-93.

Gasol/ AFP“Eu estava com saudades [de jogar]”, disse Gasol depois da partida. E veio com fome de bola, como vimos. “É muito legal estar na quadra com a rapaziada e jogar diante de nossa torcida. Não esperava ser tão efetivo como fui, mas meus companheiros me acharam várias vezes durante a partida e tudo ficou mais fácil”.

A festa de Los Angeles não foi celebrada apenas pelo retorno de Gasol. Kobe Bryant, ao bater um par de lances livres no terceiro quarto, ultrapassou Kareem Abdul-Jabbar e transformou-se no segundo maior artilheiro da história do time de Los Angeles.

Tem agora 24.182 pontos. Kareem ficou a ver navios com seus 24.176 tentos; é o terceiro colocado.

O grande artilheiro da franquia segue sendo Jerry West, o único jogador na história da NBA a ser eleito o MVP das finais mesmo com seu time tendo sido derrotado (1972, Boston campeão). West, ao longo de suas 14 temporadas com a camisa do Lakers anotou 25.192 pontos.

Mais uma temporada e Black Mamba ultrapassa West e entra para a história como o maior pontuador da história do Los Angeles Lakers.

No jogo de ontem fez 21 pontos (aproveitamento muito ruim nos arremessos: 7-21), nove rebotes e oito assistências.

Pode tornar-se o maior de todos na história da franquia? Longe disso; o maior de todos jamais será superado: Earvin Magic Johnson.

AUSENTE

Não vi Magic Johnson em sua habitual poltrona no Staples Center — atrás da cesta do lado esquerdo, bem próximo ao banco de reservas do Lakers. Deve ter tido um compromisso e tanto para perder um jogo de seu time do coração.

Ou será que ele achou que a partida era barbada? — como foi. Pode ser.

É, pode ser, pois a vitória de ontem foi a quinta seguida do Lakers diante do Chicago. A última do Bulls diante do Los Angeles foi em 2006.

Rose observou depois da partida que o Chicago se matava em quadra para atacar e defender; o Lakers, ao contrário, fazia tudo com muita tranquilidade. “Eles fazem isso [o jogo] parecer muito fácil”.

Pro Lakers é mesmo, pois o time é o mais forte da NBA. Para os outros… bem, se eles tivessem o que os amarelinhos têm, tudo ficaria muito mais fácil também.

Pelo jogo de ontem, com o quinteto completo, é que eu cravo na bolsa de apostas: o campeão da temporada será o Lakers.

CALIBRE

Qual é o verdadeiro Derrick Rose, o do primeiro tempo ou do segundo?

Na etapa inicial, D-Rose teve o seguinte desempenho: 2-11. Na final, 7-9.

Terminou a partida com 20 pontos e seis assistências, mas foi um desastre no primeiro tempo, comprometendo os planos do time para a partida. O Bulls virou atrás em 11 pontos (53-42).

Rose entortou o aro com seus arremessos imprecisos. Nem mesmo uma simples bandejinha ele acertou.

Qual é o verdadeiro Derrick Rose?

GUERREIRO

Joakim Noah fez 12 pontos e pegou 15 rebotes. Foi sua décima noite, das últimas onze, que ele teve um duplo dígito nos ressaltos.

Lidera o campeonato neste fundamento, com uma média de 12.6 por prélio disputado.

Um guerreiro. Calou a boca de muitos — inclusive a minha.

Não dava um tostão furado para o filho de Yannick Noah. Mas ele tem provado neste início de temporada que é o melhor jogador do Chicago.

Ou alguém duvida?

TABU

Caiu em San Antonio. O Utah venceu o Spurs, no Texas, pela primeira vez desde 1999!

Havia, portanto, uma década que o time da cidade do lago salgado não conseguia dobrar o alvinegro texano em território inimigo. Traduzindo em partidas: 20 jogos sem ganhar.

O San Antonio, é bom frisar, está em pandarecos. Joga sem Tony Parker e Manu Ginobili.

Por mais que Richard Jefferson se esforce em quadra, ele ainda carece de entrosamento com o resto do time. Fez 16 pontos, ajudou muito, mas, como disse, o San Antonio está em pandarecos neste momento.

Tim Duncan, sozinho, não aguenta a parada. Timmy já é veterano e sente o peso da idade — tanto que até já cogita a aposentadoria.

O San Antonio perdeu sua terceira partida seguida. Dos últimos sete encontros, curvou-se ao oponente em cinco deles.

Do jeito que o barco navega, o Spurs pode comprometer sua temporada. Mesmo ela tendo acabado de começar.

TRIVIA

O Phoenix perdeu para o New Orleans! New Orleans que está de técnico novo (nem sei o nome dele de tão inexperiente que é), sem Chris Paul e que vinha de uma campanha de quatro vitórias e sete derrotas, fora do G-8 do Oeste.

E mais: David West, um dos pilares da equipe, passou parte do jogo no banco por causa das faltas.

Mesmo assim, o Phoenix perdeu.

Pergunto: acidente de percurso ou o time voltou à sua realidade?

ACOMODADO

Assim está Leandrinho Barbosa no Phoenix. Pouco joga, não é mais a primeira alternativa para o treinador resolver seus problemas ou mesmo descansar seus titulares.

Jogou apenas 17 dos 48 minutos disponíveis. Anotou 11 pontos, mas marcou sua presença em quadra pelos três roubos de bola.

Um desperdício; poderia estar em outro lugar.

Ninguém me tira da cabeça: Leandrinho acomodou-se em Phoenix. Vive confortavelmente no deserto, é figura querida na comunidade local, dá-se bem com todos na franquia; enfim, mudar pra quê?

Respondo: pra encontrar seu basquete, que está adormecido no Arizona.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , , ,
18/11/2009 - 12:03

KOBE E DURANT, DESTAQUES NOVAMENTE

A rodada de ontem foi repleta de jogos interessantes, disputados, jogadores se destacando e time fincando o pé dentre os melhores da temporada, muito embora eu sei que muita água ainda vai rolar por debaixo da ponte, já diz o velho ditado.

Em Miami, começando nossa conversa, o Oklahoma City enfiou no bolso Dwyane Wade (22 pontos, 6-19) e companhia e venceu a partida facilmente: 100-87. Quem foi o destaque do Thunder?

Ora, precisa perguntar? Ele, Kevin Durant: 32 pontos (11-23 nos arremessos, 9-9 nos lances livres), nove rebotes e cinco assistências.

Tem a batuta do time nas mãos. É o maestro que rege uma orquestra muitíssimo bem afinada.

Gravitam ao redor de Durant jogadores de muito bom calibre, especialmente o armador Russell Westbrook (27 pontos e sete assistências). Westbrook tem o controle do jogo o tempo todo; ainda carece de mais experiência, mas dá mostras de que será um jogador impactante em pouquíssimo espaço de tempo.

Outro armador que tem os holofotes da mídia é Derrick Rose. Mas o jogador do Chicago tem-se mostrado um trapalhão em quadra nos últimos combates do time da cidade dos ventos.

O Bulls ganha solidez quando D-Rose dá seu lugar a Kirk Hinrich. E isso ocorreu novamente ontem em Sacramento.

O Chicago fez uma corrida de 34-24 no segundo quarto (com Kirk organizando o time) e ali venceu a partida diante do Kings por 101-87.

D-Rose é bom defensor, na linha do lance livre não costuma desperdiçar arremesso, mas precisa urgentemente treinar mais arremessos. Ontem, fez 2-12 e terminou a partida com dez pontos (seis deles na linha do lance livre).

O destaque do Bulls ficou por conta de Janero Pargo e seus 12 pontos, nove exatamente no segundo quarto, quando, como disse, o Bulls venceu a partida.

A decepção ficou por conta do jogo miúdo do armador Tyreke Evans. Pontuou bastante (20 tentos), mas não conseguiu em momento algum ter o controle do time e do jogo e fazer do Sacramento o manda-chuva em quadra.

Precisa melhorar.

Quem não precisa melhorar é Kobe Bryant. Sim, pois já melhorou ontem.

Depois de partidas apagadas diante do Denver e Houston, o carbono de Michael Jordan anotou 40 pontos frente ao Detroit e comandou o Lakers na vitória por 106-93.

Foi a 100ª. vez que Kobe anotou 40 tentos em sua carreira. Jogou muito.

Aliás, depois da partida, perguntado a razão pela qual o time voltou a vencer e evitou a terceira derrota consecutiva, Lamar Odom, cercado de jornalistas, fez um movimento com a cabeça, projetando o queijo para frente em direção ao companheiro e disse: “Kobe Bryant”.

Pra quem gosta de estatística, o jogador que mais vezes chegou às quatro dezenas de pontos foi Wilt Chamberlain: 271. Depois aparece Michael Jordan, 173. Na sequência, Black Mamba.

Andrew Bynum voltou a jogar bem. Anotou ontem 17 pontos e pegou 12 rebotes, cravando seu oitavo “double-double” nas últimas nove partidas.

Quem também marcou um duplo-duplo foi Nenê Hilário. O são-carlense deixou 20 pontos nas redes do Toronto; confiscou também dez rebotes.

Foi seu terceiro “double-double” na temporada.

Mas o destaque da vitória do Denver sobre o Raptors (130-112) foi Carmelo Anthony. O ala do Nuggets, mesmo sofrendo de enxaqueca, foi doloroso aos canadenses: marcou 32 pontos na meia hora em que ficou em quadra.

Encontrou eco em J.R. Smith, que fez 29.

Quer dizer: com Melo, Smith e Nenê marcando juntos 81 pontos, realmente fica difícil perder.

Se Nenê foi bem, novamente Leandrinho Barbosa foi um fiasco. Jogou apenas 16 minutos, tempo suficiente para fazer um monte de bobagens.

Errou seis de suas dez tentativas de arremessos. Tentou encestar apenas uma bola de três (seu carro-chefe, certo?) e só visitou a linha do lance livre uma três vezes (errou duas).

Terminou o jogo com nove pontos, mas não é nem de longe aquele jogador importante para a franquia, que chegou inclusive a ser eleito o melhor reserva da NBA.

O Phoenix ganhou mais uma (111-105 no Houston, fora de casa), mas o paulistano saiu novamente derrotado de quadra, ao contrário de Steve Nash, que se marcou só 12 pontos, deixou 16 assistências registradas na estatística do jogo.

Nash e Leandrinho surpreendem; o canadense positivamente (eu não esperava tanto dele nessa temporada), o brasuca negativamente (eu não esperava tão pouco dele nessa temporada).

E o outro brasuca da NBA, Anderson Varejão, não entrou em quadra. Contundido, viu das poltronas da Q Arena a vitória do Cleveland sobre o Golden State por 114-108.

LeBron James: 31 pontos, 12 assistências e cinco rebotes. Dentro de seu padrão habitual.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , ,
16/11/2009 - 12:56

VITÓRIA NO GARRAFÃO

Aaron Brrooks contra o Lakers (Getty Images)

Aaron Brrooks contra o Lakers (Getty Images)

Foi a segunda derrota consecutiva. Na sexta-feira, o time já havia perdido para o Denver, no Colorado. Ontem, foi em casa, diante do Houston, por 101-91.

Preocupa?

Claro que não; faz parte. No entanto, foi a terceira derrota neste temporada. Na passada, isso ocorreu mais tarde: 9 de dezembro.

O time está sem Pau Gasol, é bom sempre deixar claro. Com o espanhol em quadra, o Lakers muda de fisionomia.

Afinal, Gasol é um dos melhores pivôs do planeta. Ao lado de Andrew Bynum forma seguramente o melhor duo do mundo.

Transportando esta situação para o jogo de ontem, o Lakers foi derrotado exatamente dentro do garrafão; nos rebotes para ser mais preciso. O Houston apanhou 60 durante os 48 minutos de jogo, enquanto que os angelinos ficaram com 38.

Desses 98 rebotes disponíveis, o Rockets pegou 13 no ataque contra seis do rival.

Some-se a isso outra atuação apagadíssima de Kobe Bryant. O 24 do Lakers, que já tinha ido mal na sexta-feira em Denver (zerou no segundo tempo), ontem fez 5-20 (25%). Não há tatu que aguente, como dizia minha avó.

Rebote ruim, Kobe horroroso = vitória do Houston.

SURPRESA

Não coloquei o Houston nos playoffs nas previsões que fiz antes de a temporada começar. Estou surpreso com a campanha da equipe nesse início de campeonato.

Com uma campanha de 6-4, os texanos posicionam-se na sexta colocação no Oeste. Aproveitam-se claramente do início trôpego do seu rival estadual que reside em San Antonio e de seu vizinho Utah, ambos na nona e décima colocação respectivamente.

Quanto ao jogo de ontem, destaque para o armador Aaron Brooks: 33 pontos, seis rebotes e quatro assistências. Maior pontuação do jogador em sua carreira na NBA.

“Foi a primeira vez que eu vi um anel de campeão”, disse Brooks ao olhar a jóia de Trevor Ariza. Campeão com o Lakers na temporada passada, Ariza pegou o anel antes de a partida começar. “Isso nos deu força e nos inspirou a jogar um grande basquete”.

E foi mesmo o que aconteceu.

FERRADURA

No sábado foi no cravo; ontem, na ferradura.

A derrota do Oklahoma City para o Clippers, em casa, por 101-93, foi a grande surpresa da rodada de ontem. Time em formação, que procura sua identidade, é assim mesmo: mescla grandes atuações com momentos vacilantes.

E olha que Kevin Durant anotou 40 pontos!

MEA CULPA

Esqueci de mencionar no texto de ontem o feito do “rookie” Brandon Jennings na rodada de sábado. O “muleke” anotou 55 pontos na vitória do Milwaukee sobre o Golden State por 129-125.

É a quarta melhor marca de um novato na história da NBA. Wilt Chamberlain, em 1960, com a camisa do Philadelphia, anotou duas vezes 58 pontos.

Cinco anos depois, Rick Barry marcou 57 pontos. Em 68, Earl Monroe cravou 56 pontos.

Jennings divide a quarta melhor marca (55 pontos) com Chamberlain e Elgin Baylor.

O armador do Bucks quebrou o recorde de pontos de um novato dentro da franquia. O feito pertencia a Kareem Abdul-Jabbar com 51 pontos.

Jenninges é fortíssimo candidato ao ROY desta temporada, especialmente porque Blake Griffin até agora não entrou em quadra.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , ,
13/11/2009 - 12:11

LAKERS SURRA O PHOENIX

Suns ainda não descobriu quem o atropelou

Suns ainda não descobriu quem o atropelou

Foi uma lavada! Os 19 pontos de diferença a favor do Lakers (121-102) ao final da partida contra o Phoenix foram pouco perto do que os angelinos mostraram.

Foram pouco também porque o técnico Alvin Gentry colocou um time reserva em quadra em todo o último quarto e Phil Jackson, ao perceber a situação, fez sentar no banco de reservas seu quinteto titular.

Se o jogo continuasse no pau durante o quarto derradeiro, a diferença teria sido muito maior.

O que aconteceu com aquele Phoenix que vinha derrubando oponente atrás de oponente? Caiu a máscara ou foi um acidente de percurso?

Há um aspecto importantíssimo que a gente tem que considerar ao fazer a análise do jogo de ontem em Los Angeles: o Suns está “on the road” desde o dia 3 de novembro passado.

Sim, eu sei, o time jogou em casa contra o New Orleans na quarta-feira. É, mas na quinta já estava em Los Angeles para mais uma partida fora de casa.

Não é mole andar de avião o tempo todo. O time começou sua “trip” no dia 3, como disse, saindo de Phoenix e indo até Miami, passando por Orlando, Boston, Washington, Philadelphia, voltou para Phoenix e ontem esteve em Los Angeles.

Cansa, ô se cansa!

Por outro lado, o Lakers estava descansadinho da silva. Vivia em Los Angeles desde o dia 6 passado.

E antes da partida de ontem, os amarelinhos haviam descansado três dias.

Isso pesa, ô se pesa!

Por outro lado, não há como não reconhecer a superioridade do Lakers. Por mais que o Phoenix surpreenda nesse início de temporada, a diferença entre as equipes é grande.

O Suns não tem jogo interior para encarar o Lakers. Prova disso foram os 42 pontos que o Los Angeles fez dentro do garrafão apenas no primeiro tempo.

Mais ainda: o Lakers soube como frear o “run and gun” do Suns. Prova disso foram os míseros 45 pontos que o time marcou no primeiro tempo, pontuação que só não foi mais baixa que os 44 que o Suns fez no Miami.

Ao controlar a correria do Phoenix, o Lakers subtraiu o jogo de Steve Nash. É verdade que o canadense descansou os últimos 15:40 minutos da partida, mas até então tinha feito 13 pontos e dado apenas cinco assistências.

Pelo que ele vinha jogando — e o time também —, dificilmente chegaria ao “double-double”.

Em contrapartida, o Lakers fez fluir seu jogo.

Kobe Bryant praticamente não atuou o último quarto. Mesmo assim, deixou a quadra com 29 pontos.

Andrew Bynum também viu o quarto derradeiro do lado de fora. Mesmo assim, anotou 26 pontos e pegou 15 rebotes.

Lamar Odom confiscou 12 ressaltos.

E por aí vai.

Passando a régua: o Phoenix está cansado, mas não tem jogo, no momento, para encarar o Lakers. E eu pergunto: essa correria toda em quadra vai durar por quanto tempo?

Steve Nash tem 35 anos e Grant Hill, 37. Mesmo que fossem mais jovens, atuar 82 vezes no sistema do “run and gun” acaba com qualquer um.

TRIO DE FERRO

Na Flórida, outro passeio. Mas desta vez não foi dos anfitriões; foi dos visitantes.

O Cleveland venceu por 111-104, mas no final da partida, com o resultado em mãos, aliviou. A diferença poderia ter sido maior.

LeBron James anotou 34 pontos, Mo Williams fez 25 e Shaquille O’Neal cravou 14. O trio de ferro anotou 73 pontos; ou seja, 65.7% dos tentos feitos pelo Cavs.

O bom dessa história é que Williams começou a jogar. Isso tem tirado muito da pressão em cima de LBJ e consequentemente confundindo a marcação adversária.

Nos últimos dois jogos (vitórias sobre Orlando e Miami), o armador marcou 53 pontos. Média de 26.5 por partida.

Ótimo! A continuar assim, o cenário muda de cor.

Quais serão essas cores? Vamos aguardar um pouco mais, mas acredito que o time troca de posição com o Orlando e passa a ser encarado com mais cuidado pelo Boston.

CRAVADA

A enterrada que Dwyane Wade deu em cima de Anderson Varejão foi humilhante para o brasileiro e emocionante para o americano. O capixaba tentou dar um toco em D-Wade, mas, além de não conseguir, viu o adversário dar uma enterrada bem em sua cara.

Pior ainda: Varejão caiu de costas, com as pernas para o ar, chocando-se com a base da tabela.

“O lance foi sensacional; provavelmente vai ser top 10 de todos os tempos. Foi uma jogada inacreditável”, reconheceu LeBron James, depois da partida.

E foi mesmo.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , ,
07/11/2009 - 11:45

O FUTURO DE LEBRON

O encontro de LeBron James com a mídia na última sexta-feira aumentou ainda mais o suspense quanto ao futuro do jogador. LBJ falou em letras garrafais que ele estará buscando título e não dinheiro no futuro.

Ou seja: quando seu contrato com o Cleveland terminar, ao final desta temporada, ele vai levar em consideração o potencial técnico e não financeiro de seu futuro time — que pode ser o Cavs também, diga-se.

Mas eu não acredito que King James vá ficar em Ohio. O Cleveland dá mostras de que é franquia que não consegue pensar grande.

Ficou claro, após a última temporada, que LeBron (foto AP), sozinho, não vai ganhar títulos. Precisa de apoio — e um treinador competente.Cavaliers Knicks Basketball

Danny Ferry, gerente geral do Cavs, foi atrás de Shaquille O’Neal para reforçar a equipe. Até agora não funcionou — e eu duvido que vá funcionar, muito embora, antes de a bola subir pela primeira vez nesta temporada, eu acreditava que pudesse dar certo.

Mas não está dando. Basta olhar os números.

Na vitória de ontem diante do Knicks, em Nova York, Shaq, uma vez mais, jogou poucos minutos: 19. Marcou apenas sete pontos e pegou míseros quatro rebotes.

Na temporada, tem médias de 11.1 pontos, 7.4 rebotes e cerca de 26 minutos de permanência em quadra.

Que ajuda é essa que Shaq tem dado ao time e principalmente a LeBron James? Quase nenhuma.

O time patina neste início de competição e, pelo menos por enquanto, não dá esperança alguma a seus torcedores de que pode brigar pelo título.

Quanto a Mike Brown, alguns parceiros deste botequim já haviam me alertado sobre suas limitações. E elas existem mesmo: ele não consegue criar um time em quadra que consiga gravitar ao redor de LeBron James.

Brown aceitou passivamente a oferta de Ferry com a contratação de Shaquille O’Neal como solução dos problemas da falta de apoio a LBJ. Ou, pior ainda, acreditou que Shaq pudesse ser o princípio de dias melhores.

Ele, como treinador, deveria ter detectado que isso (a contratação de Shaq) não seria suficiente. Não conseguiu.

Voltou a apostar em jogadores como Mo Williams e Delonte West. Mo é instável em quadra; Delonte na vida pessoal.

Quem cresceu demais de produção nesta temporada em comparação com a anterior foi Anderson Varejão. Ontem, pela primeira vez no campeonato, veio do banco.

Mas foi o grandalhão do Cavs que mais tempo permaneceu em quadra: 35 minutos. Fez oito pontos, pegou 14 rebotes, deu dois tocos e fez dois desarmes.

No campeonato, tem médias de 8.6 pontos e 9.4 rebotes. Nos últimos cinco jogos, o capixaba está com 11.1 rebotes de média.

Mas a gente sabe muito bem que Varejão vai ajudar o time a ganhar jogos — e quem sabe o campeonato — na defesa. No ataque, pouco pode se esperar dele. Pode funcionar como uma espécie de Dennis Rodman.

Mas quem será o Scottie Pippen de LeBron? Há que se ter um jogador que auxilie LBJ nesta missão; e no momento não há.

Por tudo isso eu acho que ele não fica em Cleveland.

FUTURO

De acordo com as leis da NBA, uma franquia pode oferecer um máximo de US$ 120 milhões em seis anos de contrato para um jogador renovar seu contrato. Apenas o Cleveland tem condições de fazer isso.

Muito bem; depois, apenas New Jersey e New York têm condições de oferecer o máximo que qualquer outra equipe pode oferecer: US$ 90 milhões por cinco anos de acordo.

Ontem, no Garden nova-iorquino, um torcedor com a camisa do Knicks com o número 23, e nela contida a inscrição “King James”, carregava um cartaz com a contagem regressiva para o final da temporada: 236 dias.

Os “new yorkers” sonham com LeBron. Mas eu também acho difícil que isso vá ocorrer.

Nova York daria mais visibilidade a LBJ e derramaria sobre ele todo o seu glamour de maior cidade do planeta ao lado de Paris. E título?

Não acredito. Embora o time seja um dos queridinhos da mídia norte-americana, o Knicks não é uma franquia vencedora; falta-lhe camisa.

Ah, mas o Chicago também não era e Michael Jordan ganhou seis títulos com a 23 tricolor. Sim, mas LeBron não é MJ; se fosse, já teria levado o Cleveland ao título.

Se em Nova York o cenário é este, imagine em New Jersey! Também não acho que LBJ vá para lá.

Fala-se muito na possibilidade de o Miami contratá-lo — bem como a Chris Bosh. O Heat teria espaço em seu “cap” para ofertar um bom dinheiro aos dois, mas não toda esta quantia mencionada acima (confesso que não sei quanto, se alguém souber, por favor, manifeste-se).

Aí o Miami ficaria com um quinteto com Mario Chalmers, Dwyane Wade, LeBron James, Michael Beasley e Chris Bosh. Seria quase que o time titular dos EUA que ganharam a medalha de ouro em Pequim.

É aí que eu aporto o meu barquinho: se LeBron estiver realmente pensando em ganhar um anel — ou melhor, anéis —, ele acabará no Sul da Flórida.

RODADA

Por falar em Miami, o Heat deu uma sova em um dos invictos da competição: bateu o Denver por 96-88. Os oito pontos finais enganam, pois a vantagem do Miami chegou a 28. No final, eles colocaram o pé no freio. Nenê Hilário anotou 11 pontos e pegou oito rebotes; sentiu a falta de Kenyon Martin, que saiu machucado depois de ter atuado apenas 12 minutos.

Outro invicto que caiu foi o Celtics (aliás, não há mais invictos no torneio). O alviverde de Massachusetts perdeu para o Phoenix em Boston! Dá para acreditar? Pois acredite: 110-103. Leandrinho Barbosa mais uma vez ficou de fora, contundido. Jason Richardson arrebentou a boca do balão com seus 34 pontos.

Já que o assunto é pontuação, o que dizer dos 41 que Kobe Bryant anotou diante do Memphis em Los Angeles? Foram fundamentais para que o time vencesse, pois seus dois pivôs titulares, Pau Gasol e Andrew Bynum, não jogaram por estarem lesionados. Com 34.5 pontos de média por partida, Kobe é o cestinha do campeonato no momento.

Vamos fechar o nosso papo com as decepções: 1) O San Antonio voltou a perder: 96-84 para o Blazers, em Portland; 2) O Atlanta foi esmagado pelo Charlotte, na Carolina do Norte, por 103-83; 3) O Washington somou mais um revés na competição: 102-86 para o Indiana; 4) O Oklahoma City, que conta com uma enorme simpatia dos torcedores e demonstra pouca eficiência em quadra, perdeu novamente: agora para o Houston, por 105-94.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , ,
05/11/2009 - 13:03

DECLARAÇÃO CONFUSA

Lendrinho e Thiago Splitter

Lendrinho e Thiago Splitter na seleção brasileira

Li em “O Estado de S.Paulo” desta quinta-feira entrevista com Leandrinho Barbosa. Nela, ele diz que vai fazer de tudo para que Nenê Hilário esteja no Mundial do ano que vem na Turquia.

Disse Leandrinho: “Nenê seria uma grande ajuda e ele sabe. É um dos pontos fortes do basquete brasileiro. Nós estamos tentando convencê-lo a participar do Mundial”.

Confesso que não consigo entender o que Leandrinho quis dizer. Afinal, Nenê não atendeu as duas últimas convocações do técnico Moncho Monsalve por estar doente.

Na primeira oportunidade, retirou um tumor testicular; na segunda, quebrou o braço.

Ao fazer uma afirmação dessas, Leandrinho dá a entender que Nenê não esteve na seleção porque não quis. E isso não é verdade.

Pior: deixa Nenê em uma situação difícil junto aos torcedores, pois muita gente realmente acredita que Nenê não vestiu a camisa 13 da seleção porque não quis. E isso não é verdade.

Creio que Leandrinho não quis dizer o que disse.

Seguramente, ele quis dizer algo do tipo: vamos todos torcer para que o destino não pregue outra peça em Nenê para que ele se junte finalmente ao grupo, pois precisamos dele demais.

Sim, acho que foi isso o que Leandrinho quis dizer.

MONCHO

O presidente da CBB, Carlos Nunes, estará na Europa acompanhando o sorteio dos Mundiais masculino e feminino que ocorrerão ano que vem na Turquia e República Tcheca, respectivamente.

Aproveitará a viagem para visitar Moncho Monsalve. O espanhol passou por uma cirurgia na coluna e recupera-se bem — felizmente.

Ainda segundo “O Estado de S.Paulo”, Nunes disse que Moncho tem um “gênio impossível” e que isso pode pesar no momento da renovação do contrato do ibérico, que encerra-se no final deste mês.

O que Nunes quer dizer com isso? — pergunto novamente.

É certo que Nunes é o patrão (por ser o presidente da CBB) e Moncho o empregado. Mas o relacionamento entre eles é pouco e não deve ser decisivo no momento de se decidir o futuro.

O relacionamento de Moncho é intenso com os jogadores, isto sim. São eles é que têm que avaliar a convivência com o treinador.

Se Moncho é bom para os jogadores, é bom para a seleção. Consequentemente, é bom para o basquete brasileiro.

E a avaliação dos atletas quanto ao espanhol é excelente: nota 10. Os basqueteiros querem a permanência dele à frente do grupo.

É isso o que conta — o resto é perfumaria.

Lou Williams tenta superar Marquis Daniels, Shelden Williams e Eddie House

Lou Williams tenta superar Marquis Daniels, Shelden Williams e Eddie House

NBA

A rodada de ontem da maior liga de basquete do planeta confirmou que: 1) O Boston continua “on fire”; 2) O Denver também; 3) O Lakers está um pouco abaixo de ambos.

O melhor de tudo, pelo menos para nós, brasileiros, é a bola que Nenê Hilário vem jogando. No triunfo de ontem diante do New Jersey, do outro lado do Rio Hudson, por 122-94, o são-carlense marcou 16 pontos, pegou nove rebotes, deu quatro assistências e três tocos.

E mais: 5-6 nos arremessos de quadra.

Suas médias no campeonato: 14.6 pontos e 9.6 rebotes. Seu percentual de aproveitamento nos arremessos é de 60%: 24-40. Muito bom.

Nenê confirma o que todos nós sabemos: é o melhor jogador brasileiro de basquete na atualidade.

Leandrinho tem razão: vamos todos torcer para que o destino não pregue outra peça em Nenê para que ele se junte finalmente à seleção, pois precisamos dele demais.

CANSAÇO

O primeiro parágrafo do texto do site da NBA que relata a vitória do Boston sobre Wolves, em Minneapolis, é muito bom. Traduzo-o para vocês:

“Suas pernas foram a razão pela qual o Celtics quase perdeu pela primeira vez. Suas cabeças foram a razão pela qual isso não aconteceu”.

Ou seja: o Boston teve dificuldades para defender porque faltaram pernas para seus principais jogadores, pois, todos sabemos, Kevin Garnett, Paul Pierce, Ray Allen e Rasheed Wallace não são mais crianças.

Mas a inteligência tática do quarteto e a compreensão que eles têm do jogo acabou evitando o primeiro revés da temporada.

Depois de 48 minutos de bola pingando aqui e ali, lá e acolá, o Celtics somou sua sexta vitória na competição: 92-90.

REENCONTRO

Ron Artest e Trevor Ariza reencontraram pela primeira vez suas ex-equipes. 18.291 torcedores lotaram o Toyota Center em Houston.

Estavam curiosos para ver como os dois se sairiam. No final, viram o óbvio: o desfile de Kobe Bryant em quadra.

O melhor jogador de basquete do planeta marcou 41 pontos e liderou o Lakers em mais uma vitória no torneio: 103-102. Mas não foi fácil; uma prorrogação foi necessária para se definir o vencedor.

E quem foi o “key factor” para que o Lakers vencesse o tempo extra por apenas um pontinho (11-10)? Sim, ele, “Black Mamba”.

Kobe marcou oito pontos e evitou a segunda derrota dos angelinos na temporada. Sua performance possibilitou, isto sim, o quarto triunfo na competição.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, basquete brasileiro Tags: , , , , , ,
04/11/2009 - 20:26

O FUTURO ESPERA POR THUNDER E DURANT

Hoje foi daqueles dias que o dia tem que ter mais de 24 horas. Suo em bicas enquanto escrevo, pois não consegui parar nem um minuto sequer.

Suo, escrevo e como; tudo ao mesmo tempo. Aliás, vocês estão servidos?

Obrigado, mas vamos ao que interessa — mesmo atrasado.

Deu pena ver o Oklahoma City perder para o Lakers na prorrogação. O time jogou muito no tempo normal e poderia ter vencido. Apresentou volume de jogo para isso.

Mas veio o tempo extra e aí os homens foram separados dos meninos. E o Lakers venceu.

E por que venceu? Porque Kevin Durant, que anotou 28 pontos no tempo normal, zerou na prorrogação. Arremessou quatro bolas e não acertou nenhuma.

Seu desempenho no tempo adicional limitou-se a uma assistência.

Aliás, Durant atirou oito bolas de três (uma delas na prorrogação) contra o aro do Lakers e não encestou nenhuma.

Já Kobe Bryant, que terminou os quatro quartos com 27 pontos, fez mais quatro na prorrogação e foi determinante para a vitória por 101-98.

Como disse acima, a prorrogação encarregou-se de separar os homens dos meninos.

O Thunder tem um grande potencial, mas é para o futuro. O presente pertence a Lakers e Boston.

MASSACRE

E por falar em Boston… O que dizer de sua quinta vitória no torneio? Vitória, vírgula, foi um massacre pra cima do Philadelphia: 105-74.

O Celtics deste início de temporada parece muito com aquele Celtics de há duas temporadas quando ganhou o título da NBA.

A vitória de ontem veio na defesa — os números mostram isso. O Sixers acertou apenas 36.6% de seus tiros de quadra (29-80), sendo que apresentou insignificante, pífio, ridículo (escolham o adjetivo) percentual de três pontos: 06.3% (1-16).

Goleada mesmo com Kevin Garnett marcando apenas três pontos e Ray Allen anotando cinco.

Ou seja: mesmo na podre o time é forte demais.

Dá para dizer que é o melhor da NBA no momento? Não, vamos esperar um pouco pelo cruzamento dos confrontos. Quero ver o Celtics “on the road” e jogando principalmente contra os times do Oeste.

RESUMO

Nos outros jogos, destaque para Nenê Hilário na vitória do Denver sobre o Pacers por 111-93. O são-carlense marcou 16 pontos e apanhou 13 rebotes (quatro no ataque). Foi seu primeiro “double-double” da temporada.

Outro brasuca que anotou duplo-duplo foi Anderson Varejão no suado triunfo do Cleveland sobre o Washington por 102-90. O capixaba marcou dez pontos e confiscou igual número de rebotes.

Quem também merece — e muito — destaque é Luol Deng. O ala do Chicago arrebentou com o jogo no United Center ao anotar 24 pontos e apanhar 20 rebotes na apertadíssima vitória por 83-81 do Bulls diante do Milwaukee.

Leandrinho Barbosa, contundido, nem se trocou para a partida em que o seu Phoenix bateu o Heat, em Miami, por 104-96. É dúvida para o jogo desta noite diante do Orlando, também fora de casa.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , ,
02/11/2009 - 12:14

A NOITADA DE MELO E NENÊ

Carmelo AnthonyO Denver construiu ontem à noite sua terceira vitória na temporada. Bateu o Memphis por 133-123; não foi fácil.

O time do Tennessee vendeu caro a vitória. OJ Mayo esteve impossível em quadra: anotou 40 pontos para o Grizzlies; poderia ter roubado a vitória do Denver.

É, mas do outro lado havia Carmelo Anthony. O ala do Denver marcou nada menos do que 42 pontos e comandou o time colorado.

Melo é o cestinha do campeonato até o momento com uma média de 37.7 pontos por jogo! Muita coisa.

Nas três partidas disputadas até agora, sua menor produção foi na contenda de estréia, quando marcou “apenas” 30 pontos frente ao Utah. Na sequência, anotou 41 contra o Portland, fora de casa — e fez 42 ontem, como vimos.

ECO

É claro que a vitória do Denver não se resumiu aos 42 pontos de Carmelo Anthony. Seu jogo reverberou em seus companheiros.

Outros quatro atletas do Nuggets terminaram a partida com um duplo dígito na pontuação. A saber: Chauncey Billups 22, Nenê Hilário 18, Kenyon Martin 16 e Chris Andersen 12.

Mais do que isso: o Denver foi um time solidário em quadra. Fez 36 assistências contra 27 do Memphis.

BRASUCA

Nenê realizou uma grande partida. Não apenas pelos 18 pontos marcados, mas também pelo seu aproveitamento nos arremessos: acertou os seis tentados (100%).

Além disso, apanhou nove rebotes e deu seis assistências. Quase um “triple-double”? Não, ficou um pouco longe.

Mas quase saiu mais cedo do jogo: cometeu cinco faltas. Nenê precisa resolver esta questão, pois, como sempre digo, ele é importante para o time em quadra e não sentado no banco.

DEFESA

Kobe Bryant fez 41 pontos na vitória do Lakers diante do Atlanta por 118-110. Mas o nome do jogo foi Ron Artest.

Phil Jackson, ao ver Joe Johnson anotar 18 pontos no primeiro quarto do jogo, chamou Artest e disse que ele teria que conter o avanço inimigo.

Não deu outra: nos três quartos seguintes, com Artest fungando no cangote, JJ anotou apenas nove pontos.

E assim o Lakers construiu sua segunda vitória na competição.

Se alguém tinha dúvida se a troca de Artest por Trevor Ariza foi boa ou não, creio que depois do que foi mostrado ontem no Staples Center de Los Angeles essa dúvida dissipou-se.

VITÓRIA

Vocês se lembram do Toronto, que na segunda rodada deu uma sova no Cleveland em seu Air Canadá Centre? Pois bem: ontem, no mesmo palco, o Orlando, outro dos favoritos ao título, foi lá e venceu.

E mesmo sem Vince Carter, lesionado no tornozelo.

A vitória tem que ser creditada para os armadores do time: Jameer Nelson e JJ Redick. O primeiro fez 30 pontos, o segundo, 27.

Ah, sim, o Orlando jogou não apenas sem Carter, mas também sem Rashard Lewis, que segue suspenso pela NBA.

Quando esses quatro estiverem ao mesmo tempo em quadra, sai debaixo.

Os que apontaram o Orlando como um dos favoritos ao título do Leste, esfregam as mãos neste momento. O Magic, realmente, encanta com seu jogo sólido e equilibrado.

ROTINA

Boston Celtics

O Boston venceu novamente. Chegou a seu quarto triunfo nesta temporada, onde permanece invicto.

Diante dos fãs em seu TD Garden, o Celtics impôs-se ao New Orleans ao fazer 97-87.

Deem uma olhada nas pontuações: Paul Pierce 27, Ray Allen 17, Kevin Garnett 14 e Kendrick Perkins e Rasheed Wallace com 12 pontos cada um.

Podemos chamar isso de socialismo alaranjado?

Creio que sim.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
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