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domingo, 2 de maio de 2010 NBA | 01:24

THE OSCAR GOES TO… LBJ E MO WILLIAMS!

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Foram 35 pontos, sete rebotes e sete assistências. E o controle quase que total do jogo. LeBron James desempenhou o papel de ator principal na importante vitória do Cleveland sobre o Boston por 101-93 na abertura da série semifinal.

LBJ não começou o jogo bem, é verdade. Esteve um pouco fora de seu normal. Deixou, por exemplo, a marcação a Paul Pierce a cargo de Mo Williams, num desnível claro de força e tamanho. Tanto que Pierce anotou neste período oito de seus 13 pontos. Nos outros quartos, LeBron tratou de cuidar do perigoso adversário e freou-o.

Além de evitar a marcação ao seu homem, ‘Bron Iniciou com 1-5 nos arremessos. Todos dentro do garrafão; nenhum de meia ou longa distância. Suspeitava-se que seu ombro direito estivesse estorvando. Mas não estava.

O último quarto, principalmente, provou isso. King James (Foto Reuters) antotou 12 pontos. E quando Kevin Garnett (18 pontos e dez assistências) fez uma bandeja depois de um passe certeiro de Rondo, encostando no marcador em 94-93, a 2:15 do final, LeBron tomou as rédeas da partida e cortou as asas do adversário.

Fez cinco dos sete pontos finais (os outros dois foram de Shaquille O’Neal), sendo que os três últimos pontos foram frutos de uma bola longa, mostrando definitivamente que o ombro estava em ordem.

Se LBJ foi o ator principal, o papel de coadjuvante coube a Mo Williams. Foram de suas mãos que saíram os pontos que provocaram a reviravolta no marcador. Sim, reviravolta, pois o Boston dominou e venceu o primeiro tempo por 54-43. Rajon foi o grande nome destes primeiros 24 minutos, com 19 pontos e oito assistências (terminou o cotejo com 27 tentos, 12 assistências e seis rebotes).

Veio o terceiro quarto e com ele o show de Mo; ele esteve impecável. Anotou nada menos do que 14 pontos, sendo que dez em sequência. Dois desses pontos mencionados vieram através de uma enterrada espetacular em cima de Paul Pierce.

O segundo jogo da série está marcado para segunda-feira, 21h de Brasília. Segundo ato, diga-se; imperdível, tenha certeza.

DIFERENÇA

O comportamento do trio de arbitragem no jogo de agora há pouco mostrou muito bem que o Boston tem muito mais camisa do que o Chicago. Não preciso eu dizer, a história mostra isso, mas vale o registro.

Em que eu me pego? Ora, aquelas faltas inexistentes que foram marcadas em cima de Joakim Noah e Brad Miller quando eles marcavam Shaquille O’Neal não foram anotadas quando Kendrick Perkins ou Glenn Davis vigiavam o grandalhão do Cavs.

Dois pesos, duas medidas. Uma pena.

VAREJÃO

O capixaba jogou exatos 21:44 minutos. Marcou quatro pontos e pegou seis rebotes. Mas quatro deles foram no ataque, energizando o time em momentos decisivos.

Cavou uma falta de ataque de Tony Allen num momento crucial da partida, quando o Cleveland ainda estava atrás no marcador em 73-69. Varejão anotou os dois lances livres e deixou o placar em 73-71.

Pouco tempo depois, confiscou um rebote de ataque, passou a bola para J.J. Hickson fazer uma bandeja e deixar o Cleveland apenas um ponto atrás: 78-77.

O brasuca fez 1-4 nos arrremessos. Esse foi seu calcanhar de aquiles: perdeu três bandejas que normalmente não costuma perder.

Mas tudo bem, no cômputo geral foi aprovado com louvor. O Boston o respeita e sabe que precisa tirá-lo do jogo especialmente quando o Cavs ataca, pois Varejão não se conforma quando um companheiro perde um arremesso e faz das tripas coração para recuperar a bola.

O Celtics o respeita, a família Cleveland o admira — e nós também.

Notas relacionadas:

  1. VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS
  2. GANHAR DO THUNDER É EMPURRAR…
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 27 de abril de 2010 NBA | 23:23

O CORAÇÃO DE UM CAMPEÃO

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Antes do jogo desta noite, Paul Pierce declarou: “Só volto a Miami em férias”.  O marrento ala do Boston acertou na mosca: o Celtics bateu o Miami agora há pouco por 96-86 e tornou-se o segundo time destes playoffs a atingir as semifinais. E novamente no Leste, pois o Orlando, ontem, eliminou o Charlotte.

O alviverde confirmou o que a maioria imaginava que fosse acontecer. Série curta, pois a diferença entre as equipes é grande. O Miami, aliás, é um time de um jogador só: Dwyane Wade. Ridículo, diga-se, pois em se tratando de uma esquadra da NBA, a maior liga de basquete do planeta, imagina-se que haja jogadores em quantidade suficiente para que isso não ocorra; ainda mais em uma equipe que atinge os playoffs.

Quando meu filho jogava nas categorias de base em São Paulo, era comum a gente ver situações desse tipo: times de um jogador só. E era compreensível, pois eram crianças jogando um esporte que não é o favorito no gosto popular.

Mas na NBA isso é incabível. Será que não tem ninguém nesse time do Miami que possa tirar um pouco o jogo das costas de D-Wade? Será que o treinador não vê isso? Será que o treinador (Erick Spoelstra) não consegue montar um quinteto com um mínimo de dois jogadores que consigam chamar a atenção do adversário?

E Pat Riley, presidente e GM da franquia, ao montar, ao arquitetar esse time do Miami, não pensou nisso? Ou pensou e gente como Michael Beasley e Mario Chalmers estão negando fogo? Ou seria o próprio D-Wade que tem ciúme doentio pela bola e não a passa para ninguém?

Não sei; esta é uma discussão que a franquia tem que fazer e tentar encontrar uma resposta.

Mas falemos um pouco do Boston, que com os 4-1 na série diante do Heat já está nas semifinais e agora aguarda o vencedor da série entre Cleveland e Chicago (enquanto escrevo, vejo o Bulls dar um calor imenso ao Cavs). Boston que cresceu nestes playoffs e mostrou repertório variado, composto por outros atletas que não os que formam o Big Three (Paul Pierce, Kevin GArnett e Ray Allen).

Que atletas são esses? Rajon Rondo, principalmente. E por que não Glenn “Baleinha” Davis? O ala/pivô do Boston tem desempenhado um papel importante, especialmente na defesa. No jogo desta noite, cavou duas faltas de ataque, uma de D-Wade e outra de Udonis Haslem, em momentos em que o Miami pensava em passar na dianteira no marcador.

Mas não conseguiu, pois o alviverde, além da boa defesa mencionada, foi muito bem comandado em quadra por Ray Allen, 24 pontos, 5-6 nas bolas de três. Ou então por PP, com seus 21 pontos. KG ajudou com 14 tentos e oito rebotes. E Rajon ficou a dois rebotes de um “triple double”: 16 pontos, 12 assistências e oito rebotes.

O que esperar do Boston nas semifinais? O adversário deve ser o Cleveland, time de melhor campanha na fase de classificação entre todos os 30 cotejadores deste campeonato.

Olho para o Boston e lembro de uma frase de Rudy Tomjanovic, técnico do Houston, que em 1995 entrou nos playoffs no Oeste na oitava posição e acabou campeão, aliás, bi. Rudy T declarou: “Nunca subestime o coração de um campeão”.

Capisci?

Notas relacionadas:

  1. A MISSÃO DO MIAMI
  2. FRUSTRAÇÃO TOTAL
  3. DOIS TIMES IGUAIS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

domingo, 18 de abril de 2010 NBA, outras | 04:21

A LÓGICA E O XENOFOBISMO

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LOS ANGELES – O Chicago surpreendeu no último quarto. Baixou uma diferença de 21 para cinco pontos, mas quando teve que encostar e ultrapassar faltou estofo técnico e emocional para o time. Com isso, mesmo vacilando no final, o Cleveland fechou o primeiro jogo da série em 96-83.

Anderson Varejão jogou muita bola, como tem acontecido com frequência nesta temporada. Não chegou a um “double-double”, mas pegou 15 ressaltos, quatro deles no ataque. Acabou como reboteiro do jogo e foi quem confiscou mais sobras ofensivas.

Além disso, muita energia em quadra, como sempre. Energia que contagia, que o digam LeBron James e companhia. Não ganhou as manchetes, mas deveria. Elas ficaram com LBJ, merecidamente, e com Shaquille O´Neal, estranhamente.

Por falar em ´Bron, a estrela do Cavs anotou 24 pontos, seis rebotes e cinco assistências. E quatro tocos, dois deles espetaculares, um em cima de Taj Gibson e outro diante de Derrick Rose.

Por falar em D-Rose, o armador do Bulls foi o destaque dos visitantes. Cravou 28 pontos, 10 assistências e sete rebotes. Por pouco não fechou a partida com um “triple-double”.

Mas joga praticamente sozinho. Falta repertório ao Bulls, um time que foi batido dentro e fora do garrafão. Perdeu o duelo dos rebotes por 50-38 e nos tocos por 12-4.

Além disso, o aproveitamento nos arremessos é ruim. Um time da NBA não pode acabar uma partida de playoff com um desempenho de 1-7 nas bolas de três. Já teve peleja nesta temporada que a equipe saiu zerada de quadra nos chutes de longa distância.

Esbarra, como se vê, em suas próprias limitações, especialmente nas bolas longas. Com tanta limitação, fica realmente impossível surpreender diante de um adversário que está tinindo.

Mas não é apenas a diferença técnica entre as equipes que dá o tom neste confronto. As diferenças pessoais também. Após a partida, Joakim Noah, que foi vaiado quase que o tempo todo pelos 20.562 torcedores que lotaram a Q Arena por conta da indignação dele com a dancinha de Lebron num dos cotejos da fase regular, declarou:

— Não tenho amigos naquele vestiário, exceto Danny Green. Eu realmente não conheço ninguém daquele time e isso de fato não me importa. Eu apenas quero vencer.

Noah não gosta de ninguém do Cleveland e seus companheiros seguem na mesma linha. E o oposto também é verdadeiro.

Enfim, esta é a atmosfera de um playoff, atiçada por LBJ que declarou após a partida:

— Nós temos a aparência de campeão.

ENCRENCA

Por falar em atmosfera de playoff, alguém viu o final do jogo do Miami contra o Boston? O pau comeu por conta de Kevin Garnett. Desnecessariamente, ele deu uma cotovelada covarde em Quentin Richardson, diga-se, a metade do tamanho dele.

No final do encontro, KG disse na coletiva à imprensa que não houve nada demais e que Richardson é um amigo pessoal. Concluo: com um amigo desses, Quentin não precisa de inimigos, concordam?

Garnett foi expulso corretamente. Fico agora à espera da suspensão. Se isso não ocorrer, será uma vergonha sem qualquer explicação.

Jogo findado, cada um foi para o seu vestiário com os nervos à flor da pele. Um pouco menos do lado do Celtics, é verdade, que venceu a partida por 85-76 e abriu 1-0 na série.

Mas não foi fácil. O time virou o primeiro tempo atrás em 44-41. Chegou a estar 14 pontos distante no segundo tempo, mas com uma grande defesa na etapa final, o Boston limitou o Miami a apenas 32 pontos.

Contou, para isso com o desempenho extraordinário de Tony Allen, um reserva que entrou em quadra para marcar Dwyane Wade. E deu certo, pois o armador do Heat fez 26 pontos, quando sua média contra o Celtics, na fase de classificação, foi de 33.7 pontos por partida.

O Boston, como disse, fez 1-0 na série, mas o jogo que o Miami mostrou nos dá a entender que este confronto poderá ser longo.

FOMINHAS

Atuação perfeita dos fominhas do Denver. O Denver arremessou 84 bolas na vitória diante do Utah por 126-113. Carmelo Anthony, Chauncey Billups e JR Smith chutaram 51. Ou seja: 60.7%.

Quando faltavam 7:43 minutos para terminar o terceiro quarto, Nenê Hilário anotou seus únicos dois pontos do período. Quando faltavam 2:42, ele deixou a quadra para a entrada de Chris Anderson. Nesses 5:01 minutos o são-carlense não pegou na bola; infame.

Por isso, quando terminou o jogo e Melo deixou a quadra sorrindo e feliz com seus 42 pontos, eu, pessoalmente, não vi mérito algum. Um jogador que arremessa 25 bolas por jogo tem a obrigação de ter uma pontuação alta, caso contrário leva o time para o brejo.

Mesmo sem ver a cor da bola por muito tempo durante a partida, Nenê teve uma grande atuação, repetindo Anderson Varejão. Anotou 19 pontos e pegou seis rebotes, três deles no ataque. Deu ainda três assistências.

MÉDIA

Vamos somar a atuação dos dois brasucas na rodada deste sábado? Vamos lá, então: ambos anotaram 27 pontos e pegaram 21 rebotes. Isso dá uma média de 13.5 pontos e 10.5 rebotes.

Como se vê, um completa o outro. Enquanto Varejão é um especialista nos rebotes, Nenê pontua bem, mesmo jogando ao lado de três fominhas.

Que seja assim também no Mundial da Turquia.

LÓGICA

Não vi o jogo do Atlanta contra o Milwaukee, mas o placar de 102-92 em favor do Hawks mostra que nada de anormal aconteceu na Geórgia.

XENOFOBISMO 

Leio na Internet que o lateral brasileiro Daniel Alves foi vítima de racismo por parte da torcida do Espanyol no clássico catalão. Novidade nenhuma no fato lamentável. O xenofobismo na Europa é antigo e corriqueiro quando o assunto é esporte, especialmente o futebol.

Brasileiros e africanos sofrem pra burro, mas negros europeus também.

Antonio Carlos, hoje técnico do Palmeiras, sofreu em Roma, Júlio César, ex-zagueiro da seleção e do Guarani, também passou por isso na Alemanha. Roque Júnior, Juan e Roberto Carlos foram igualmente humilhados pela intolerância dos torcedores europeus, bem como o camaronês Samuel Eto´o. Thierry Henry, um europeu como eles, foi chamado há alguns anos de “negro de merda” pelo técnico espanhol Luís Aragonés; Balotelli, africano de nascimento, italiano por opção, também já foi vítima desta imbecilidade.

Enfim, exemplos não faltam. Quem se lembrar de mais algum, é só falar.

Aqui nos EUA, onde estou, puxo pela memória e tento me lembrar de manifestações desse tipo em quadras e campos esportivos. Não me recordo de nada, de nenhum caso.

Atletas estrangeiros que vivem ou jogam por aqui felizmente não são vítimas desta violência incabível nos dias de hoje. Nenê Hilário e Leandrinho Barbosa são tratados com educação por onde passam. O mesmo vale para Luol Deng, DJ Mbenga, Serge Ibaka,Tony Parker e Mickael Petrus, por exemplo.

De todo o modo, como a memória é especialista em pregar peças, especialmente nos mais velhos, pergunto a vocês se alguém se lembra de algum ato de racismo por parte de torcedores americanos. Se a resposta for sim, por favor, se manifestem, pois as portas deste estabelecimento sempre estarão abertas.

Notas relacionadas:

  1. PALPITES FINAIS E A GRANDE NOITADA
  2. KOBE E DURANT, DESTAQUES NOVAMENTE
  3. HISTÓRIA DE PESCADOR
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sábado, 10 de abril de 2010 NBA | 11:42

UMA NOITE DE SURPRESAS

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Alguém cantou a bola nesse botequim: a qualquer momento o Miami iria dar uma pixotada. Pois bem, aconteceu ontem à noite. O time da Flórida vinha de nove vitórias seguidas, pegou o fraco e eliminado Detroit dentro de sua American Airlines Arena e perdeu por 106-99.

 Wade leva falta no garrafão - AP

Wade leva falta no garrafão - AP

O Miami esteve irreconhecível. Não conseguiu se impor de jeito nenhum diante de um adversário que está em reconstrução.

Em algumas vezes, é verdade, chegou a dar pinta de que poderia espantar a zebra. Um exemplo disso ocorreu a 7:54 minutos do final do jogo. Udonis Haslem acertou um “jumper” no seu melhor estilo e levou o Heat à frente no marcador em 86-85.

Mas sempre que isso ocorria, Ben Gordon entrava em ação. O ex-armador do Chicago jogou o fino da bola. Anotou 39 pontos e jogou um balde d’água na quentura do Heat.

Desses 39 pontos, o mais importante é que a maioria deles veio no segundo tempo, nos momentos decisivos, como eu disse.

Na etapa final, o camisa 7 do Detroit encestou todos os seus sete arremessos triplos, todos os seus oito lances livres cobrados e anotou 26 pontos. Importante: 12 deles no quarto final.

Tayshaun Prince ajudou com 28 pontos e foi outro que a marcação dos anfitriões não encontrou em quadra. Ao contrário de Gordon, Tayshaun mostrou-se como um relógio suíço: funcionou direitinho o tempo todo.

O Miami perdeu uma série de nove partidas invictas, como eu disse. Foi a maior série invicta da equipe desde a temporada 2006/07. Foi dobrado pela última vez no dia 18 de março passado, frente ao Orlando, também em casa.

O Heat não chega a ser um Palmeiras, que tem pavor de seu Palestra Itália, mas dentre os oito melhores times do Leste, é a que mais perdeu em seus domínios: 17 reveses. Mais do que o Toronto, o oitavo colocado, que perdeu em 15 oportunidades em seu Air Canada Center.

Pra finalizar: com a derrota diante do Detroit e a vitória do Milwaukee frente ao Philadelphia por 95-90, o Heat caiu da quinta para a sexta colocação. E o Bucks passou a ocupar a posição que era do Miami.

Quer saber? Eu prefiro enfrentar o arrumadinho Atlanta do que o instável Boston. Se o campeonato terminasse neste momento, o Miami teria pela frente o time da Geórgia e o Milwaukee toparia o time de Massachusetts.

INCOMPREENSÍVEL

Por falar no Celtics, não vi o jogo; apenas o resultado. Como o Boston consegue a façanha de perder para o Washington, um dos piores times da liga, jogando dentro de seu TD Garden?

Incompreensível. Sim, incompreensível porque o Wizards tem uma campanha que só não é pior que a do New Jersey, o lanterninha do Leste.

O time foi para o vestiário ostentando uma vexatória desvantagem de 21 pontos ao final do primeiro tempo: 52-31. Tentou reagir no final da partida, quando ficou a seis pontos de igualar o prélio, a pouco menos de 50 segundos da buzinada final, mas não teve forças para reagir: perdeu mesmo por 106-96.

Por mais que a camisa pese e impressione, por mais que os nomes de quem as veste sejam fortes, o fato é que o Celtics parece que realmente sente o peso da idade.

Kevin Garnett é o exemplo, neste momento, mais bem acabado disso. Ontem, fez apenas oito pontos e pegou só quatro rebotes. Atuação digna de Zaza Pachulia e não do KG que entrará para a história da NBA como um dos melhores alas de força de todos os tempos.

Mesmo assim, como eu disse, prefiro pegar o Atlanta.

PERGUNTA

É impressão minha ou ao olharmos para Paul Pierce temos a sensação de estarmos diante de Ronaldo Fenômeno?

INCRÍVEL!

Mencionei a campanha do New Jersey. Disse também que ela é a pior dentre as 30 equipes que disputam a competição.

E não é que o Chicago conseguiu perder a série para o Nets!? Nas três vezes em que eles se encontraram, deu New Jersey: 2-1.

Uma vergonha. Mais vergonha ainda é manter Vinnie Del Negro como treinador principal de uma equipe que tem grande potencial. É desperdício puro.

Ontem, o time viu um novato deitar e rolar em quadra. Terence Williams veio do banco, jogou 49 minutos e anotou um “triple-double”: 27 pontos, 13 rebotes e 10 assistências. Liderou os anfitriões na vitória por 127-116 depois de duas prorrogações.

Após a partida, no estupefato vestiário visitante, Joakim Noah deitou falação pra cima de VDN. O pivô reclamou do fato de ter jogado apenas 12 segundos e ter pego só uma vez na bola durante a primeira prorrogação.

O treinador (?) disse que limitou em 35 minutos a atuação de Noah por causa de sua lesão no pé. O jogador não engoliu.

Este é o Chicago, que não consegue se manter entre os oito primeiros do Leste que irão para os playoffs. Cá pra nós, não merece mesmo.

PASSEIO

A maneira soberana com que o Dallas jogou diante do Blazers, em Portland, chamou a atenção. Parece time já preparado para os playoffs.

Venceu por 83-77, mas em momento algum do jogo, mesmo naqueles onde o time da casa encostava e parecia estar gostando do jogo, o Mavs se atrapalhou ou viu a perna bambear.

Isso jamais aconteceu. O Dallas, hoje, para mim, está mais preparado para enfrentar o Lakers do que o Denver.

Dirk Nowitzki fez ontem 40 pontos. Joga como joga Manu Ginobili neste instante do campeonato: o fino da bola.

O problema é a falta de pontaria de Jason Kidd. Não dá para um “franchise player” encerrar uma peleja tão importante como a de ontem com apenas dois pontos. Por mais que ele tenha dado 12 assistência, os “key players” têm que pontuar.

O maior adversário do Dallas me parece estar mais em Jason Kidd do que no Denver, Utah, Phoenix… Sem contar o Lakers, claro.

RODADA

Os outros jogos de ontem foram:

Orlando 118-103 New York
Atlanta 107-101 Toronto
Cleveland 113-116 Indiana
New Orleans 103-114 Utah
Minnesota 88-97 Lakers
Oklahoma 96-91 Phoenix
Houston 97-90 Charlotte
San Antonio 99-107 Memphis

Notas relacionadas:

  1. NOITE DE DECISÕES
  2. A NOITE DOS JASONS
  3. A NOITE DO CAVS E DO DENVER
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 7 de abril de 2010 NBA, outras | 18:27

O PODER DA MULHER

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16h52. Meu computador voltou a funcionar! E graças a Ana Luisa, do departamento de informática da Jovem Pan.

Eu, nó cego como ninguém, inadvertidamente, travei o mouse do meu laptop num acesso de raiva, feito Michael Douglas no filme “Um Dia de Fúria” (Joel Schumacher), porque não conseguia conectar a maquininha ao televisor. Comecei a apertar “function” daqui, “function” dali e acabei travando o mouse do laptop.

Pode? Claro que pode. Tanto pode que eu travei o mouse.

Isso foi antes do jogo Utah x Oklahoma City que eu pretendia ver. Nada vi porque, como disse, consegui a façanha de travar o mouse do laptop.

Fui dormir, mais irritado do que estava e esperei pelo dia de hoje. Levantei, tomei café, tomei banho, peguei o carro, enfrentei chuva e congestionamento e cheguei à Jovem Pan por volta da hora do almoço.

Entrei na sala da Aninha (que é como a gente carinhosamente a chama) e lá estava ela. Ajoelhei-me a seus pés e pedi para ela salvar o laptop. Ela sorriu e disse ia ver o que podia fazer.

Como a Aninha é a Pelé da informática, ela descobriu a besteira que eu fiz. Felizmente, tudo voltou a funcionar.

Mas, como já disse, nada vi da rodada de ontem da NBA.

RELATOS

Falo dos jogos pelo que leio e pelos “high lights” que vejo. Dois resultados me chamaram a atenção: New York 104-101 Boston e Utah 140-139 Oklahoma City — exatamente o jogo que eu pretendia ver, que não vi e vi que foi um jogaço.

Comecemos por Nova York.

Antes do jogo, Nate Robinson ganhou um abraço carinhoso de John McEnroe, um dos torcedores símbolos do Knicks. Foi a primeira visita do nanico à Big Apple.

Em quadra, pouco fez. Quem aprontou foi Earl Baron, um obscuro jogador do New York que começou como titular pela primeira vez em dois anos e que passou a maior parte desta temporada na NBDL.

Baron anotou 17 pontos e fisgou 18 rebotes. Nas barbas de Kevin Garnett e Kendrick Perkins.

Disse Baron depois da partida: “Estive na NBDL praticamente o ano todo e sempre aguardando por esta oportunidade. E a oportunidade não bate muitas vezes na sua porta. Então, eu tentei aproveitá-la e acho que consegui”.

Mas não foi apenas Baron. O italiano Danilo Gallinari cravou 31 pontos, sua melhor performance desde que debutou na NBA, e ajudou a liquidar com o Celtics.

“Merecemos perder”, decretou o técnico Doc Rivers. “A gente entrou em quadra sem qualquer concentração. O ‘arremesso do banco’ que o Gallinari fez [o da vitória] os deuses do basquete não costumam perdoar e punem (…) Nós merecemos isso [a derrota]”.

Doc Rivers é um baita treinador. Tenho um grande respeito por seu trabalho. E ele ganha mais pontos ainda comigo por ser um cara claro, transparente, que não empurra a sujeira para debaixo do tapete.

Merecemos perder, disse ele. Simples e direto.

Vamos agora a Salt Lake City.

O placar chama demais a atenção. Tudo bem que ouve uma prorrogação, mas, mesmo assim, 140-139 é um exagero.

Mas esqueçamos o marcador e vamos nos concentrar no que a arbitragem fez. Vocês me conhecem muito bem e sabem que eu não gosto de falar sobre arbitragem. Ela comete equívocos como todos nós — inclusive os jogadores.

Mas a falta de Paul Millsap fez e que não foi marcada em cima de Kevin Durant (Foto AP), num arremesso triplo, a menos de um segundo do final da partida, provoca revolta. O placar já marcava os definitivos 140-139, mas KD sofreu claramente falta e teria a chance de dar a vitória ao Thunder.

Seriam três arremessos livres e até aquele instante o dodói da NBA tinha acertado todos os seus 12 lances livres. Quer dizer: tinha tudo para levar o Oklahoma City à vitória.

Não levou porque o árbitro Tony Brothers, que estava em cima do lance, é: 1) cego; 2) mal intencionado; 3) pipoqueiro.

Revoltante; tão revoltante que eu ia esquecendo de dizer que Deron Williams fez 42 pontos, sua melhor pontuação na temporada. Foi dele a cesta final que deu a vitória ao Jazz. Injusta, friso.

VAREJÃO

O capixaba finalmente voltou a jogar. Foi ontem, na vitória do Cleveland sobre o Toronto por 113-101. Anderson Varejão atuou por consistentes 28 minutos, fez 10 pontos (5-7) e pegou cinco rebotes.

O que mais chamou a atenção é que todos foram defensivos. Digo isso porque a gente sabe que o brasuca é uma máquina de pegar ressaltos ofensivos.

RIVALIDADE

A rivalidade entre Duke e North Carolina é semelhante à de um Fla-Flu, Corinthians-SP, Gre-Nal, Atlético-Cruzeiro etc. Como sabemos, Duke ganhou o título da NCAA ao bater Butler por 61-59.

Antawn Jamison, ala do Cleveland, foi forjado em North Carolina. Convidado a opinar sobre o título do rival, Tawn fez como Doc Rivers. Sem rodeios, declarou: “Hoje [ontem] é um dia triste em Chapel Hill [cidade onde fica North Carolina]. Creio que as pessoas nem sequer saíram de casa”.

EPÍLOGO

18h27. Terminei de escrever o blog; e graças a Ana Luisa.

Notas relacionadas:

  1. NBA TEM TUDO PARA REPETIR FINAL PASSADA
  2. O FUTURO ESPERA POR THUNDER E DURANT
  3. KOBE E DURANT, DESTAQUES NOVAMENTE
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segunda-feira, 15 de março de 2010 NBA | 15:27

UM TIME ENRUGADO

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Não se impressione com a vitória do Cleveland. Guarde seus sentimentos para a derrota do Boston.

Falar do triunfo do Cavs seria como chover no molhado; fato corriqueiro. O time de Ohio é hoje o melhor entre todos os 30 participantes do campeonato.

Fico mesmo deprimido é com a situação do Boston. O Celtics, hoje, não atemoriza ninguém. Quando digo ninguém, refiro-me aos contendores que têm chance de ganhar o título.

Ou você acha que Lakers, Denver ou Dallas, por exemplo, não iriam preferir o Boston numa final ao invés do Cleveland ou mesmo do Orlando?

Penso que sim.

Como muitos parceiros deste botequim têm dito — e com razão —, o alviverde de Massachusetts é um time envelhecido. Se está caduco, não tem mais o fôlego de antigamente, não tem mais o fôlego que os times campeões precisam ter.

Especialmente na reta de chegada, onde só os bons chegam com chances de ganhar. Não é mais o caso do Boston.

E o intrigante é que quando esta temporada começou, começou exatamente com um embate entre Cleveland e Boston. Foi no dia 27 de outubro, na mesma Q Arena onde ontem o Cavs bateu o Celtics por 104-93.

Mas naquele 27 de outubro, mesmo fora de casa, como disse, o Boston venceu por 95-89. Dava a impressão de que teríamos no Celtics o mesmo contendor das duas últimas temporadas.

Mas o tempo foi passando, passando, e o bicho-papão de títulos da NBA começou a mostrar sua verdadeira face: enrugada.

Ray Allen, depois da derrota de ontem, disse: “O que realça a diferença entre os times é o esforço [de cada um]”.

Sábias palavras que só vem confirmar o que todos estão carecas de saber: o Boston é um time velho. O esforço desaparece quando o jogo aperta ou chega ao final exatamente porque faltam pernas aos seus jogadores.

Pernas que sobram, por exemplo, em Anderson Varejão. Quando o capixaba entrou no jogo, a 3:10 minutos do final do primeiro quarto, ele estava igual em 16 pontos.

O brasuca deu uma aula de basquete pra cima de Kevin Garnett ou de quem aparecesse à sua frente. Em 15:10 minutos, anotou 15 pontos e apanhou seis rebotes (três deles ofensivos).

Com suas pernas saudáveis, que KG não as tem mais, fruto da idade e das constantes contusões, Varejão conduziu o Cleveland a uma vitória parcial de 54-48.

“O único jeito de contê-lo é vencê-lo fisicamente”, disse o técnico Doc Rivers sobre Varejão, que terminou o jogo com 17 pontos e dez rebotes — seis deles no ataque!

Mas como fazer isso?

Faltam pernas aos “velhinhos” do Boston. Pernas que sobram a Varejão e a LeBron James, que deixou a quadra com 30 pontos, oito rebotes, sete assistências, três tocos e dois desarmes.

Do jeito que o campeonato caminha, o Atlanta deve ser mesmo o terceiro colocado do Leste. O Boston terá de se contentar com o quarto posto e nesta posição vai se deparar novamente com o Cleveland, agora nas semifinais da conferência.

Isso se não for eliminado na primeira rodada pelo Milwaukee, como disse, o time da moda.

AVISO

Por falar no Bucks, o técnico Scott Skiles reuniu o grupo antes do jogo de ontem contra o Indiana, em seu Bradley Center e disse: “Não vamos vacilar diante do Indiana”.

Claro que não se deve vacilar contra nenhum adversário. O que Skiles quis dizer é que o time não poderia entrar em quadra achando que iria vencer o Indiana porque era o Indiana o adversário, um time que capenga na competição.

Já contei aqui, mas não custa repetir — e vale para aqueles que não ouviram a história. Certa vez, entrevistando Domingos Maracanã, meio-de-rede da seleção brasileira que foi medalha de prata nos Jogos de LA-84, ele me disse: “É duro manter a concentração contra equipes fracas”.

Isso deve ter ocorrido ontem em Milwaukee apesar do aviso do treinador. O Bucks suou para vencer o Indiana por 98-94.

Veterano — e por isso mesmo experiente —, Jerry Stackhouse sabia do que Skiles estava falando. Entrou concentrado e por isso mesmo deixou na cesta adversária nada menos do que 20 pontos, seu recorde na temporada.

Mas foi de John Salmons (que coisa!) os dois últimos pontos do Bucks, no segundo derradeiro, cobrando dois lances livres, que garantiram a vitória do time de Wisconsin.

Pra quem está desatento eu lembro: foi a sexta vitória consecutiva do Milwaukee, a 12ª. nos últimos 13 prélios.

De fato, o time da moda.

Infelizmente, hoje o Bucks descansa. Quem quiser ver Stack, Salmons (!), Brandon Jennings, Andrew Bogut e Carlos “El Lancha” Delfino em ação terá que esperar até quinta-feira, quando o time entrará na quadra do Staples Center para enfrentar o Clippers.

A equipe fará três jogos “on the road”, pois além do primo pobre de LA vai cotejar o Sacramento, na sexta, e o Denver, no dia seguinte.

SURPRISE!

Ora, ora, o que será que aconteceu com Mr. Dirty Player e seus companheiros ontem na terra de Mickey Mouse? A equipe foi surpreendida dentro de seu Amway Center e acabou batida por 96-89.

Não vi a contenda, mas leio no “Play by Play” que a turma da Carolina do Norte não deve ter se intimidado com a selvageria de Dwight Howard, tanto que apanhou 46 rebotes contra 34 dos anfitriões.

Surpreendente, como disse, até porque o jogo foi na Flórida.

E quem agradece é o Cleveland, que é mais líder do que nunca no Leste.

RODADA

Os outros resultados da rodada de ontem foram:

Miami 104-91 Philadelphia
Oklahoma City 119-111 Utah
Phoenix 120-New Orleans 106
Portland 109-98 Toronto
Sacramento 114-100 Minnesota

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

segunda-feira, 8 de março de 2010 NBA | 12:42

O “SAPATEIRO” DA NBA

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Não foi um jogo da temporada regular. Foi um jogo de playoff; e com todos os ingredientes.

Ginásio cheio, provocações, brigas particulares, intensidade de ambos os lados, jogo físico, enfim, tudo o que se vê num jogo de playoff viu-se na partida de ontem na Flórida entre Orlando e Lakers.

No final, apoiado por 95% dos 17.266 torcedores que ocuparam todas as poltronas da Amway Arena (os outros 5% torciam pelo adversário), o Magic venceu por apenas dois pontinhos: 96-94.

Mas suou frio no final da partida, quando Kobe Bryant (à direita, imagem AP) arremessou uma bola da meia direita, que se tivesse entrado levaria a contenda para a prorrogação.

Não entrou, embora Kobe, no último quarto, tenha jogado com intensidade de playoff. No último e no primeiro, diga-se, pois zerou no segundo e fez apenas três pontos no terceiro (fruto de uma trinca de lances livres).

Kobe não tomou a melhor decisão. Ele deveria ter partido para uma bola de três. Ou ele ou Derek Fisher ou Shannon Brown; e por que não Lamar Odom?

É, aliás, o que todos os visitantes fazem nesta situação: no campo do adversário, última bola, tenta-se matar o jogo. Prorrogação significa mais cinco minutos de guerra em território inimigo, com maiores chances de ser derrotado.

Kobe preferiu a segurança de uma bola dupla e levar o jogo para o tempo extra. Seu raciocínio talvez tenha sido guiado pelos últimos acontecimentos.

No último quarto, o Lakers estava melhor em quadra e este cenário o time de Los Angeles imaginava não fosse mudado nos cinco minutos adicionais. Empatava no tempo normal e fechava a partida na prorrogação.

Não deu certo. O Orlando venceu e adicionou ao recente currículo do Lakers sua terceira derrota consecutiva.

Existe uma expressão interiorana, quando se vai pescar e nada se fisga, que diz que o pescador voltou para casa “sapateiro”. Pois o Lakers voltou “sapateiro” para Los Angeles: perdeu seus três jogos realizados fora de casa nesta miniexcursão ao Leste.

Perdeu para o Miami, Charlotte e Orlando.

Na próxima quinta-feira, no conforto do lar, enfrenta o Toronto. Raptors que poderá entrar completo em quadra, pois o ala Hedo Turkoglu deve ser liberado pelo DM do time.

É a chance da recuperação, pois o Toronto, mesmo completo, não é páreo para o Lakers, mesmo machucado moralmente.

JOGO

Por que o Orlando ganhou? Por alguns motivos.

Primeiro que Kobe Bryant teve um aproveitamento muito ruim de seus arremessos: apenas 37.5% (12-30); segundo porque venceu o duelo no garrafão: pegou 50 rebotes contra 39 do Lakers; terceiro porque Andrew Bynum não conseguiu limitar o jogo de Dwight Howard; quarto porque Vince Carter (abaixo, foto AP) teve um aproveitamento quase perfeito nos lances livres: 13-14; quinto porque encontrou em Matt Barnes o similar de Ron Artest; sexto porque venceu no jogo físico; sétimo porque jogar em casa é muito melhor do que jogar fora de casa.

ÂNIMO

No centro da Flórida a empolgação é muito grande. O Orlando venceu três dos principais contendores que brigam pelo título da temporada.

Antes de dobrar o Lakers, o Magic havia batido o Boston duas vezes e o Cleveland uma vez.

Depois do “All-Star Weekend”, o time está com um desempenho de 18-5.

O que se ouve na terra de Mickey Mouse é: sim, é possível. O Orlando, depois da experiência das finais do ano passado, sente-se pronto para decidir novamente o título.

E agora para ganhar.

SUFOCO

Para se ter uma idéia da péssima fase do Celtics, basta ver o que aconteceu ontem em Boston. Pegou um dos times mais frágeis desta temporada e venceu com uma bola encestada a 17.1 segundos do final.

A bola foi de três, de Ray Allen; o adversário foi o Washington, um time em reconstrução.

Kevin Garnett teve o sua pior performance desde que entrou na liga: fez 0-7 nos arremessos. Um horror.

Como horrível é o basquete que o time de Massachusetts joga neste momento. Não vai incomodar nem Orlando e nem Cleveland.

Se bobear, caiu na primeira rodada dos playoffs.

TRANQUILO

Assim foi o jogo do Denver diante do Portland. De um Portland novamente estropiado.

Jogou sem pivôs novamente, pois os grandalhões estão lesionados. Isso facilitou a vida do time colorado.

Os números finais (118-106) são um retrato um tanto pálido do que ocorreu em quadra. O Nuggets, mesmo sem Kenyon Martin, jogou muito mais e poderia ter vencido por uma diferença maior.

Nenê Hilário manteve o nível de sempre: 14 pontos, sete rebotes, quatro tocos, duas assistências e um desarme. Poupou-se visivelmente em quadra, tanto que arremessou apenas oito bolas contra o aro alheio.

RODADA

Os outros jogos da rodada de ontem foram:

Toronto 101-114 Philadelphia
Detroit 110-107 Houston
Sacramento 102-108 Oklahoma City

Notas relacionadas:

  1. QUE TAL UM APERITIVO?
  2. PRÊMIO JUSTO; NÚMEROS, NEM TANTO
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010 NBA | 13:44

A NOITE DO CAVS E DO DENVER

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Quando o primeiro quarto terminou, o Boston vencia por 31-21. Os dez pontos de vantagem foram frutos de um aproveitamento de 70% de seus arremessos. O Cleveland parecia perdido em quadra — e estava mesmo.

Dois quartos depois, ou seja, quando findou o terceiro período, o Celtics ainda se mantinha à frente, mas a vantagem já era mínima: 74-73. O aproveitamento do alviverde caía.

Cavaliers Celtics BasketballPassados mais 12 minutos e o aproveitamento do Boston totalizou, na soma dos quatro quartos, 41%. Em contrapartida, o Cleveland, que teve um início muito ruim (38% de acerto dos arremessos), mostrou um desempenho final de 53%.

Resultado: o Cavs, mesmo jogando no TD Garden, bateu o Celtics por 108-88. A vitória foi importantíssima, porque mantém o time de Ohio com apenas 14 derrotas, empurrando a equipe de Massachusetts para 20 derrotas.

O triunfo foi igualmente expressivo porque empatou o confronto entre ambos em 1-1 nesta temporada de classificação, uma vez que o Boston, na abertura do campeonato, foi na Q Arena, à beira do Lago Erie (um dos cinco grandes da América do Norte, lembram-se?), e venceu o Cavs por 95-89.

Agora, o Cleveland deu o troco.

Não venceu apenas porque o Boston degringolou durante o jogo. O Boston degringolou porque a marcação do Cleveland foi se acertando durante a contenda — o que não ocorreu no primeiro quarto.

Defesa forte nos três quartos finais (ênfase para o último, quando o Celtics anotou apenas 14 pontos). Destaque para Anderson Varejão, que pegou dez rebotes (dois deles ofensivos) e deu três tocos.

Varejão, aliás, foi o único jogador do Cavs a deixar a quadra com um “double-double”. Além da dezena de ressaltos apanhada, o capixaba anotou 14 pontos; deu também duas assistências.

Mas se formos falar de números, não dá para não destacar o que fez LeBron James (Foto Reuters): 36 pontos, nove assistências e sete rebotes. O nível habitual, que seguramente vai transformá-lo no MVP desta temporada.

Não dá também para esquecer a atuação de Mo Williams. O armador, que teve muito trabalho com Rajon Rondo no primeiro quarto, anotou 19 pontos, 14 deles no último quarto, quando o jogo foi definido.

PERDA

Shaquille O’Neal machucou polegar direito ainda no primeiro tempo da partida de ontem em Boston. Resultado: não vai enfrentar o Toronto, logo mais à noite, em solo canadense.

Depois do jogo, o técnico Mike Brown disse: “Não sei quanto tempo Shaq ficará de fora”.

Melhor para Anderson Varejão. Com Big Daddy de fora, o capixaba começará jogando e haverá uma boa oferta de minutos para ele.

Como disse outro dia, azar de uns, sorte de outros. Melhor pra nós que vamos ver mais o brasuca em quadra.

Mas sentiremos saudades de Shaq, com certeza que sim.

A ausência de O’Neal, no entanto, será um problema, pois ele e Varejão são os dois únicos gigantes do time. Os outros alas de força (Antawn Jamison, J.J. Hickson e Leon Powe) não têm tanto tamanho assim e nem estão acostumados a jogar como pivô.

CURISOSO

Fiquei encafifado com o baixo aproveitamento de Antawn Jamison. Só nove pontinhos.

Fui pesquisar e constatei que Tawn tem média de modestos 12 pontos por jogo com a camisa do Cavs nos quatros jogos disputados. Na época do Washington ela era de 20.5.

Vi, também, que nos tempos de Wizards ele jogava em média 39:30 minutos por jogo. Agora, no Cavs, Tawn atua 31:30 minutos. Ou seja, oito minutos a menos — faz diferença, claro que faz.

Mas a ponto de perder 8.5 pontos por jogo? Sei não… Talvez seja fruto ainda do desentrosamento.

Mas vou continuar observando os números de Jamison. Se eles continuarem decrescendo, volto a tocar no assunto.

RAJONFRAQUEZA

Não há como negar: o Boston, sem Paul Pierce, é um time enfraquecido. Pierce sofre do mesmo mal de Shaquille O’Neal: está com o polegar direito machucado.

Em seu lugar jogou Marquis Daniels. Não é a mesma coisa — nem de longe.

Mesmo tendo ficado em quadra 31 minutos, Daniels anotou apenas quatro pontos. Arremessou só cinco bolas durante a peleja. Que pobreza…

Ray Allen e Rajon Rondo tiveram que fazer hora extra. Allen jogou 35 minutos e anotou 21 pontos, enquanto que Rajon (Foto AP) atuou dez minutos a mais e marcou 19, tendo dado também 11 assistências.

Kevin Garnett fez também um “double-double”, mas anotou parcos dez pontos e apanhou igualmente uma dezena de ressaltos.

Quanto a atuação de Brian Scalabrine, deixo o comentário para o nosso parceiro Marcelo. Seu humor refinado e sua fina escrita batem de longe a minha imaginação.

Tomara que ele apareça no botequim.

MAGNÍFICO

Com uma atuação de fechar o comércio, Chauncey Billups (Foto AP) foi o condutor que o Denver precisava para bater o Golden State. Mr. Big Shot anotou nada menos do que 37 pontos.

Graças a ele o Nuggets dobrou o Warriors por 127-112. Foram 37 pontos, nove assistências e seis rebotes — alguns alcançados graças à “limpeza” que Nenê Hilário faz no garrafão do Denver.

Foi, como se vê, disparadamente a estrela da contenda.Nuggets Warriors Basketball

Outros dois artilheiros que merecem nota: Carmelo Anthony, 27 pontos, e J.R. Smith, 25.

Quanto a Nenê Hilário, o são-carlense ficou nos sete pontos. Poderia ter sido mais ofensivo: jogou só seis bolas contra o aro californiano. Não apreciei muito o que vi.

De todo o modo, apanhou dez rebotes — outro aspecto importante de seu jogo. Cinco deles foram no ataque.

Fez, como disse — e como sempre faz —, uma “limpeza” perfeita no garrafão do Denver. Com isso, o Golden State pegou apenas 16 rebotes ofensivos (o Denver ficou com 19).

As seis assistências de Nenê também são dignas de nota. Com 2.3 de média por partida, o brasuca é o líder neste quesito entre os pivôs na atual temporada.

SURPRESA

O outro jogo da rodada marcou a vitória do Milwaukee diante do Indiana por 112-110, fora de casa. O Bucks surpreende neste momento do campeonato.

Vem de uma sequência de cinco vitórias (igualando a do Dallas), a maior neste momento na NBA. Dos últimos dez jogos, ganhou oito. Dos últimos 14, venceu 11.

E mais: desses 14 confrontos, sete foram na quadra alheia. E o recorde é este: seis vitórias e apenas uma derrota (Orlando 99-82).

Com este retrospecto, o Milwaukee já ameaça o Chicago na sexta posição da Conferência Leste. Tem 28 derrotas contra 27 do Bulls.

Está também a três do Toronto, o quinto colocado. Quer dizer: do jeito que está jogando, pode acabar a fase de classificação na quinta colocação.

Pode, por que não?

Notas relacionadas:

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010 NBA | 19:07

DOIS TIMES, DUAS SITUAÇÕES

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O Cleveland faz uma campanha com altos e baixos diante de seus principais concorrentes.

Contra o Lakers, venceu as duas partidas programadas para esta fase de classificação. Mas diante do Denver, perdeu as duas contendas.

Indiscutivelmente, Lakers e Denver são as duas forças do Oeste. Vamos, pois, ater-nos a eles.

No Leste, perdeu seu único confronto frente ao Boston. Os outros três ainda estão para acontecer.

E, finalmente, contra o Orlando, rival que o eliminou nos playoffs do ano passado, conheceu ontem a primeira derrota (101-95) depois de ter feito duas vitórias. Foi um baita jogo, o Cavs bem que poderia ter vencido, mas não venceu.

Essa irregularidade, como disse, é que me chama a atenção no momento. Um time que quer ganhar a conferência e o título inédito, não pode oscilar desta maneira.

Lembram-se do Lakers no ano passado? Nos confrontos diante de Cleveland, Boston e Denver, papou-os a todos.

Perdeu, é verdade, os dois embates frente ao Orlando, a quem acabou derrotando no NBA Finals, mas, de um modo geral, saiu-se muito bem frente aos seus principais concorrentes durante a fase de classificação.

Há, como disse, mais três confrontos com o Boston e mais um diante do Orlando. Vamos ver o que vem por aí.

Se esta irregularidade persistir…

REGULARIDADE

Em contrapartida, o Denver mostra-se regular diante de seus principais rivais. Isso entusiasma seus seguidores.

Vejamos: além de ter batido o Cleveland nos dois jogos marcados para a temporada regular, dobrou o Lakers nos dois embates ocorridos neste campeonato.

Diante de Boston e Orlando, empate em 1-1.

Entusiasma, como disse, seus fãs. O time está bem mais maduro do que na temporada passada.

E ao contrário da temporada anterior, nesta, ele é apontado como o adversário mais forte que o Lakers poderá encontrar na decisão do Oeste. Ano passado os holofotes estavam voltados para o San Antonio.

O time não foi mexido — assim como o Orlando. A estrutura está intacta e bem definida; o entrosamento é mais do que perfeito.

E a rotação que o técnico George Karl faz só não é perfeita porque ele teima em deixar Carmelo Anthony em quadra mais tempo do que deveria.

Isso ocorreu ontem; mas depois eu falo sobre este assunto.

JOGAÇO 1Cavaliers Magic Basketball

O enfrentamento de ontem em Orlando, diante do Magic, foi no melhor estilo dos playoffs. Físico, cheio de provocações, nervos à flor da pele e decisão nos minutos finais.

Esqueçam essa história de que foi a terceira derrota consecutiva do Cleveland e blábláblá. Vamos ficar focados no confronto em si.

Como disse, foi decidido no final. O bom da história, para o Cavs, foi exatamente isso: o jogo foi definido no fim.

E por quê? Porque o Orlando não mudou nada desde que o campeonato começou, o time está entrosado.

O Cleveland, não, trouxe Antawn Jamison. Como disse LeBron James, “a equipe está se ajustando”: enquanto um (jogador) se encaixa com o outro (equipe) haverá um processo natural de ajuste.

Este foi o lado positivo da derrota de ontem diante do Orlando.

JOGAÇO 2

Como falei anteriormente, George Karl insistiu em demasia com Carmelo Anthony. No último quarto, especial. Mesmo assim, o time bateu o Boston por 114-105.

À exceção do primeiro quarto, quando, junto com o time, barbarizou o adversário (10 pontos), Melo teve atuação comprometedora nos outros períodos — especialmente no quarto derradeiro.

Por causa principalmente de seus erros, o time deixou escapar uma vantagem de 20 pontos construída no quarto inicial. Com isso, viu o Celtics empatar a partida no terceiro período (66-66 a 4:57 do fim).

E Melo não reagia — como não reagiu. Fez quatro pontos no segundo quarto, seis no terceiro e apenas três no último deles, fruto de uma cesta tripla quando a vitória estava no papo: 111-97 a 1:35 do final.

A vitória, é bom a gente dizer, foi construída graças às atuações de outros jogadores, entre eles Nenê Hilário, J.R. Smith e Chauncey Billups.

J.R. anotou 16 pontos no quarto quarto, Billups fez 12 no terceiro e o são-carlense primou pelo todo.

BRASUCAS

Nenê Hilário teve atuação destacada, destacado que foi pelo técnico George Karl para marcar Kevin Garnett (Foto AP), o perigoso grandalhão do Boston. Kendrick Perkins, o jogador de sua posição, foi marcado por Kenyon Martin.

Celtics Nuggets Basketball

Nenê jogou e não deixou KG jogar. O adversário fez 15 pontos, mas só acertou sete de seus 13 arremessos. Além disso, pegou míseros cinco rebotes, nenhum deles ofensivo.

Já o brasuca anotou um ponto a mais (16), mas seu desempenho foi bem melhor nos arremessos: 7-11. Além disso, pegou dez rebotes, sendo que três deles foram no ataque.

Completou seus números com três assistências e dois desarmes.

Já Anderson Varejão (Foto AP ao lado de LBJ) fez um duelo de forças contra Dwight Howard. Sim, pois com a saída de Zydrunas Ilgauskas o capixaba agora quebra um galho como pivô, pois os dois alas são Antawn Jamison e J.J. Hickson.

Não foi mole, não. DH é forte pra xuxu e em muitas ocasiões é desleal. Até mesmo uma cotovelada (que eu achei voluntária) ele deu em LeBron James. ‘Bron foi reclamar com Howard e com razão.

Mas dizia eu que foi um duelo e tanto entre Varejão e DH. E o brasuca não levou a pior não. Até toco ele deu no pivô do Orlando.

Na estatística aparece um; mas vendo o jogo, no mesmo lance ele deu dois e não um. Será que os estatísticos da NBA teriam ignorado um toco de Howard se o lance fosse ao contrário?

Duvido.

De todo o modo, Varejão terminou a partida com dois pontos e três rebotes. Pouco, não é mesmo? Claro que sim.

E sabe por quê? Porque Mike Brown, o treinador do time, deixou Andy apenas 19 minutos trabalhando.

Realmente, eu não consegui entender. Tivesse trabalhado mais e seus números seriam outros, com certeza.

RODADA

Os outros resultados da rodada dominical foram:

Detroit 109-101 San Antonio
New Jersey 94-104 Memphis
New Orleans 102-94 Houston
Minnesota 107-109 Oklahoma City
Golden State 108-104 Atlanta
Phoenix 104-88 Sacramento
Portland 89-93 Jazz (OT)

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010 NBA, Seleção Brasileira | 19:01

ENCANTO PERDIDO

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Orlando e Boston têm 17 derrotas cada um. Mas é como se o Boston tivesse 18.

Depois da vitória de ontem do Magic sobre o Celtics, em Massachusetts, por 96-89, findou-se o confronto entre as equipes nesta fase de classificação do atual campeonato da NBA. O Orlando fechou a conta em 3-1.

Ou seja: se os dois times terminarem a “regular season” empatados, a equipe da Flórida leva a melhor, pois, como vimos, no confronto direto ela fez 3-1.

E fez jogando um basquete espetacular no terceiro quarto. Perdia por 60-51 quando Rajon Rondo fez uma cesta de três a 7:16 minutos do final do quarto para o Celtics.Magic Celtics Basketball

Depois disso, o alviverde se desligou. Parou de jogar.

O adversário disso se aproveitou e com um ritmo alucinante fez uma corrida de 19-0 em 6:48 minutos. Passou o marcador para 70-60.

Foi um bombardeio de bolas de três — quatro no total. Isso sem contar um ataque de Vince Carter de três pontos, quando fez uma cesta seguida de falta, que foi convertida.

O quarto acabou com um massacrante 36-11 para o Orlando. Carter anotou 11 pontos neste período; invejoso, Dwight Howard (foto AP) fez o mesmo.

Carter deixou a quadra como cestinha do time e do jogo: 20 tentos. DH cravou 16 pontos e 13 rebotes.

Foram os dois melhores jogadores do time vencedor. Mas não podemos deixar de destacar que todos os titulares tiveram um duplo dígito na pontuação: Jameer Nelson fez 15 pontos, Rashard Lewis, 14, e Matt Barnes, 11.

Atuação de gala no terceiro quarto, que liquidou um time que dava pinta de brigar pelo título desta temporada, mas que perdeu completamente o encanto.

DOCREAL

O técnico Doc Rivers (Foto Reuters) é pavio curto. Depois do jogo, irritado, não poupou ninguém — nem a si próprio. Entre outras coisas, disse o treinador:

“Nós estamos colhendo o que plantamos. Eu adoro esse time no papel, mas temos que estar preparados para ser de fato um candidato ao título. Quando nós estamos na frente no marcador, relaxamos e os adversários se aproveitam disso, nos deixam pra trás e aí fica difícil recuperar a vantagem”.

“Um de nossos jogadores me disse: ‘Nós somos melhores do que o Orlando’. Não, vocês não são. Eles nos nocautearam nos playoffs no ano passado. O Orlando é melhor do que nós no momento. O Atlanta é melhor do que nós no momento. LA é melhor do que nós no momento”.

Pura verdade.

O Boston tem um desempenho de 1-7 diante de Orlando e Atlanta nesta temporada, dois dos quatro primeiros colocados do Leste.

Que tanta sinceridade acorde o time — inclusive ele próprio.

RECORDE

Kevin Garnett (Foto Reuters) pegou nove rebotes no jogo de ontem. Chegou a 11.960 e assumiu o 20º. lugar no ranking dos reboteiros de todos os tempos.

Sabem quem ele deixou para trás? Dennis Rodman.

Mas deixou em números absolutos. “The Worm” tem 11.954 ressaltos apanhados em seus 14 anos na liga.

Na média, Rodman tem 13.1 rebotes por partida, enquanto que Garnett tem 10.9.

É importante que se diga: Rodman tem 2m01 de altura, enquanto que KG mede 2m11.

Com um braço amarrado o ex-namorado de Madonna pega mais rebotes e marca mais do que o camisa 5 do Boston. E joga mais também, é bom que se diga.

HOLOFOTES

O Toronto não ganha tanto espaço na mídia. Mas eu mesmo já falei desse time aqui em nosso botequim. Ontem, jogando em seu Air Canada Center a equipe bateu o Sacramento por 115-104; e com um show de Chris Bosh.

O pivô do Raptors fez 36 pontos e pegou 11 rebotes. Seu companheiro de garrafão, o italiano Andrea Bargnani cravou mais 22.

O turco Hedo Turkoglu adicionou outros 16 tentos, mesma pontuação de Antoine Wright.

Ou seja: quatro jogadores com duplo dígito.

Foi a sétima vitória consecutiva do Toronto em solo canadense.

Já o Sacramento agoniza. Perdeu a sexta consecutiva e dos últimos 23 prélios só ganhou três.

E eu já ouvi comentarista de TV nos EUA dizer que Paul Westphal, técnico do time californiano, iria ganhar o troféu “Coach of the Year”.

Cada uma…

ENCONTRO

Anderson Varejão se encontrou com o técnico Rubén Magnano no último sábado. Foi em Cleveland.

O argentino que dirige a seleção brasileira foi fazer, como ele mesmo disse, “um encontro de reconhecimento” com o capixaba.

Gostou do que viu e ouviu. E ouviu de Varejão que a seleção brasileira está entre suas prioridades.

Hoje o treinador desembarca em Denver. Vai conversar com Nenê Hilário.

É o encontro que mais me enche de ansiedade e expectativa. Vamos ver o que acontecerá; vamos ver o que o são-carlense vai dizer para o treinador; vamos torcer para que ele também diga que a seleção brasileira está entre suas prioridades.

Magnano vai assistir ao jogo entre Nuggets e Mavs de amanhã à noite.

No dia seguinte, ou seja, na quarta, pega o avião, desembarca em Phoenix e no mesmo dia se encontra com Leandrinho Barbosa. Isso antes do jogo do Suns contra o Portland.

Deve ouvir do paulistano o que escutou do capixaba. Leandrinho tem quase sempre atendido às convocações.

E já que ninguém é de ferro, Magnano, o presidente Carlos Nunes e Vanderlei Mazzuchini, diretor das seleções masculinas, darão uma esticada até Dallas para ver o “All-Star Weekend”.

Tomara que seja uma viagem proveitosa. Em todos os sentidos.

TKS

Agradece aos parceiros deste botequim que prestigiaram o vídeo chat que eu fiz esta tarde. Foi realmente muito gostoso conversar ao vivo com vocês.

Outros estão previstos. Quando for a data, eu aviso.

Valeu.

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  3. BEASLEY AJUDA WADE; NENÊ QUASE FAZ HISTÓRIA
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