THE OSCAR GOES TO… LBJ E MO WILLIAMS!
Foram 35 pontos, sete rebotes e sete assistências. E o controle quase que total do jogo. LeBron James desempenhou o papel de ator principal na importante vitória do Cleveland sobre o Boston por 101-93 na abertura da série semifinal.
LBJ não começou o jogo bem, é verdade. Esteve um pouco fora de seu normal. Deixou, por exemplo, a marcação a Paul Pierce a cargo de Mo Williams, num desnível claro de força e tamanho. Tanto que Pierce anotou neste período oito de seus 13 pontos. Nos outros quartos, LeBron tratou de cuidar do perigoso adversário e freou-o.
Além de evitar a marcação ao seu homem, ‘Bron Iniciou com 1-5 nos arremessos. Todos dentro do garrafão; nenhum de meia ou longa distância. Suspeitava-se que seu ombro direito estivesse estorvando. Mas não estava.
O último quarto, principalmente, provou isso. King James (Foto Reuters) antotou 12 pontos. E quando Kevin Garnett (18 pontos e dez assistências) fez uma bandeja depois de um passe certeiro de Rondo, encostando no marcador em 94-93, a 2:15 do final, LeBron tomou as rédeas da partida e cortou as asas do adversário.
Fez cinco dos sete pontos finais (os outros dois foram de Shaquille O’Neal), sendo que os três últimos pontos foram frutos de uma bola longa, mostrando definitivamente que o ombro estava em ordem.
Se LBJ foi o ator principal, o papel de coadjuvante coube a Mo Williams. Foram de suas mãos que saíram os pontos que provocaram a reviravolta no marcador. Sim, reviravolta, pois o Boston dominou e venceu o primeiro tempo por 54-43. Rajon foi o grande nome destes primeiros 24 minutos, com 19 pontos e oito assistências (terminou o cotejo com 27 tentos, 12 assistências e seis rebotes).
Veio o terceiro quarto e com ele o show de Mo; ele esteve impecável. Anotou nada menos do que 14 pontos, sendo que dez em sequência. Dois desses pontos mencionados vieram através de uma enterrada espetacular em cima de Paul Pierce.
O segundo jogo da série está marcado para segunda-feira, 21h de Brasília. Segundo ato, diga-se; imperdível, tenha certeza.
DIFERENÇA
O comportamento do trio de arbitragem no jogo de agora há pouco mostrou muito bem que o Boston tem muito mais camisa do que o Chicago. Não preciso eu dizer, a história mostra isso, mas vale o registro.
Em que eu me pego? Ora, aquelas faltas inexistentes que foram marcadas em cima de Joakim Noah e Brad Miller quando eles marcavam Shaquille O’Neal não foram anotadas quando Kendrick Perkins ou Glenn Davis vigiavam o grandalhão do Cavs.
Dois pesos, duas medidas. Uma pena.
VAREJÃO
O capixaba jogou exatos 21:44 minutos. Marcou quatro pontos e pegou seis rebotes. Mas quatro deles foram no ataque, energizando o time em momentos decisivos.
Cavou uma falta de ataque de Tony Allen num momento crucial da partida, quando o Cleveland ainda estava atrás no marcador em 73-69. Varejão anotou os dois lances livres e deixou o placar em 73-71.
Pouco tempo depois, confiscou um rebote de ataque, passou a bola para J.J. Hickson fazer uma bandeja e deixar o Cleveland apenas um ponto atrás: 78-77.
O brasuca fez 1-4 nos arrremessos. Esse foi seu calcanhar de aquiles: perdeu três bandejas que normalmente não costuma perder.
Mas tudo bem, no cômputo geral foi aprovado com louvor. O Boston o respeita e sabe que precisa tirá-lo do jogo especialmente quando o Cavs ataca, pois Varejão não se conforma quando um companheiro perde um arremesso e faz das tripas coração para recuperar a bola.
O Celtics o respeita, a família Cleveland o admira — e nós também.
Notas relacionadas:
Autor: Fábio Sormani Tags: Anderson Varejão, Glenn Davis, Kendrick Perkins, kevin garnett, LeBron James, Mo Williams, Paul Pierce, Rajon Rondo







Passados mais 12 minutos e o aproveitamento do Boston totalizou, na soma dos quatro quartos, 41%. Em contrapartida, o Cleveland, que teve um início muito ruim (38% de acerto dos arremessos), mostrou um desempenho final de 53%.
FRAQUEZA



REAL