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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008 NBA | 15:02

O MAIOR CLÁSSICO DA NBA

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CURITIBA – O Lakers fez um de seus melhores jogos nesta temporada e bateu o Hornets, em New Orleans, por 100-87. O Celtics usou do mesmo expediente diante do Philadelphia, em Boston, venceu por 110-91 e somou sua 19ª. vitória consecutiva.

Mas isso é passado; que lá fique, pois. É assim que as duas franquias pensam no momento. Ou melhor: pensam no futuro.

E o futuro marca um confronto entre ambas amanhã à noite. O palco: Staples Center de Los Angeles.

Será o primeiro embate entre elas depois da final da temporada passada, quando o Celtics bateu o Lakers por 4-2 e conquistou seu 17º. título na NBA.

Todos já estão no clima.

Em Boston, por exemplo, os 18.624 torcedores que lotaram o TD Banknorth Garden, logo após Gabe Pruitt fazer mais dois pontos e colocar o Celtics na frente por 93-71, com 6:57 para o final da partida, passaram a gritar, em uníssono: “Beat LA, beat LA, beat LA”.

O técnico Doc Rivers, do Boston, tentou desconversar depois da partida. “Não senti a magnitude disso [gritos dos torcedores], pois este ainda não é o momento”, disse ele. “Mas eu de fato entendo que as pessoas estejam ansiosas [pelo jogo]”.

Conversa fiada; Rivers sabe muito bem o que significa um Boston x Lakers.

Não tem rivalidade maior do que esta na NBA. É como se a gente estivesse diante de um Fla-Flu, Atle-Tiba, Gre-Nal; ou um Palmeiras x Corinthians ou então Cruzeiro x Atlético.

Os torcedores não podem nem se ver; os jogadores mantêm as aparências.

Amanhã à noite, como disse, mais um capítulo dessa rivalidade será contado.

NÚMEROS

Se você não sabe, Boston e Lakers já se enfrentaram em 268 partidas. O Celtics leva a melhor por 151-117.

O time de Massachusetts anotou 28.537 pontos diante da franquia californiana, que deu o troco com 27.982. O Boston marcou uma média de 106.5 pontos e o Lakers, 104.4.

Vantagem clara do time da costa Leste norte-americana.

Tem mais títulos, mais vitórias, marcou mais pontos e conseqüentemente tem uma média melhor.

RECORDE 1

O atual campeão da NBA quebrou o recorde da franquia de partidas invictas ao vencer o Philadelphia. O anterior pertencia ao time da temporada 1981-82.

Adicione a isso que o Boston tem agora o melhor início em 29 jogos em toda a biografia da NBA. São 27 vitórias e apenas duas derrotas. E deixou também para trás New York e Philadelphia, donos, até ontem, ao lado do próprio Celtics, desta marca histórica.

Muitos dizem que o Boston está gastando munição antes do tempo. Não concordo: o time tem ainda muito que mostrar nesta temporada, muito embora Leon Powe tenha declarado, com todas as letras, que a atual equipe está jogando mais do que a passada.

Como disse dias desses, neste mesmo botequim, o Celtics tem suplantado adversários com certa dificuldade. Pela qualidade do grupo e pelo que mostrou no campeonato anterior, há muito que crescer.

Kevin Garnett, por exemplo, pegou apenas quatro rebotes na partida de ontem, um deles no ataque. Pouco para quem tem pouco mais de 11 por partida em toda a carreira.

Paul Pierce (foto AP ao lado de Garnett) deixou apenas dez pontos na cesta do Sixers. Vocês acham que isso é pontuação para um jogador do calibre do atual MVP das finais? Claro que não.

Ele acertou apenas quatro arremessos de 11 tentados. Percentual de 36.2%. Desprezíveis se cotejarmos com seus números em toda a sua participação na NBA, que é de 44.1%.

Ambos jogaram cerca de meia hora.

Ray Allen não fez tudo o que pode, mas não decepcionou tanto: 16 pontos, 5-8, 62.5% — ótimo percentual; deveria ter arriscado mais durante a partida.

Mas eu pergunto: pra quê? Não precisava, o time estava jogando como um time. As individualidades estiveram adormecidas e deram vida ao coletivo.

RECORDE 2

Com a vitória diante do New Orleans, Phil Jackson conquistou seu triunfo de número 999.

O milésimo, marcante, segundo planeja Phil, tem data para vir.

Amanhã, é claro.

Roteiro perfeito para o treinador do time da terra do cinema.

DEFESA

Ontem, sim, o Lakers defendeu como um time campeão. Possibilitou ao New Orleans apenas 87 pontos.

Chris Paul (foto AP com Kobe Bryant) fez 17 pontos e dez assistências. Um bom jogo, mas pequeno diante do talento do maior armador do planeta no momento.

E David West foi absolutamente controlado por Pau Gasol. Fez só 13 pontos e teve um desprezível aproveitamento de 33.3% de seus arremessos.

É certo que Peja Stojakovic fez falta, especialmente porque seria o desafogo para CP3, que não encontrou eco em West. Mesmo assim, do jeito que o Lakers marcou, o sérvio se enroscaria na trama defensiva californiana.

MAIS UM

O Denver perdeu um jogo (101-92) que poderia ter vencido. Ficou boa parte do confronto na frente do Portland, mas na reta final seus cestinhas fracassaram.

Chauncey Billups, que começou tão bem a temporada com o Nuggets, novamente não brilhou. Fez 17 pontos, mas seu desempenho é para ser esquecido: 4-12 (33.3%); nas assistências, só três.

Foi a quarta derrota do time colorado nos últimos cinco jogos.

É bom o Denver abrir os olhos, pois do jeito que tem jogado, coloca em risco a vaga para os playoffs que parecia mais do que certa.

Carmelo Anthony não jogou novamente. Mas na minha avaliação não fez falta, pois não tem atuado coletivamente, como fazia no início da temporada.

O grupo do Lakers se reuniu, sem a comissão técnica, antes da partida contra o Memphis. Lavou a roupa suja, como se diz por aí.

O resultado foram duas vitórias seguidas.

Os caras do Denver têm que fazer a mesma coisa.

DUPLO-DUPLO

Nenê voltou a escapar da irregularidade do time. Fez seu terceiro “double-double” seguido ao anotar 17 pontos e apanhar 13 rebotes, sendo sete deles na frente.

Dá gosto ficar acordado madrugada a fora vendo o são-carlense jogar. Com ele não tem esse negócio de roteiro com poucas palavras.

Nenê aproveitou a chance para assumir o posto de titular com a saída de Marcus Camby. Soube ocupar seu espaço e hoje é um dos destaques do time.

Ontem, no terceiro quarto, quando parecia ter contundido o joelho, todos entraram em pânico com a possibilidade.

Nenê de fora, hoje, faz mais falta do que Carmelo Anthony.

GREETINGS

Como vocês puderam observar, estou na capital paranaense. Quero aproveitar para desejar um Feliz Natal para todos vocês, freqüentadores deste botequim – e para todos os seus familiares também.

Como não haverá partidas hoje, amanhã estarei descansando também.

Voltamos a nos encontrar na sexta-feira.

Até.

Notas relacionadas:

  1. CUIDADO COM O FALCÃO
  2. MARTIN FOI DECISIVO PARA O DENVER
  3. LAKERS CRESCE E TEM A MAIOR TORCIDA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008 NBA | 10:06

GANHAR DO THUNDER É EMPURRAR…

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O Cleveland atropelou o Oklahoma City, ontem, fora de casa. Resultado mais do que esperado.

O que me intriga é o alvoroço que parte da mídia norte-americana está fazendo com os 102-91 desenhados no Ford Center. Estatísticas pululam entre um parágrafo e outro dos textos lavrados sobre o encontro mostrando que este é um dos maiores times da liga etc e tal.

Ora, vencer o Thunder nada mais é do que obrigação, concordam? O time debutante é o último colocado na classificação geral do campeonato com um recorde de três vitórias e 25 derrotas (10.7%). Em seus 15 encontros diante de equipes com aproveitamento superior a 50%, perdeu todos.

O comportamento dos jogadores e comissão técnica do Oklahoma City diante do Cleveland foi de pura tietagem; dentro e fora da quadra. Tanto que o técnico Scott Brooks, depois do jogo, não corou ao dizer: “Eles [Cleveland] não são um grande time, eles são excelentes. Isso é o que a gente quer ser um dia, um time como esse”.

Portanto, vencer o Thunder não significou mais do que fazer a lição de casa.

Mesmo que ela tenha sido feita no domicílio alheio.

ENGANOSO

Jogos desse tipo não servem para quase nada. É como bater pênalti; marcá-lo não é mais do que a obrigação.

Servem apenas para mostrar se você está bem das pernas ou não.

Em outras palavras, se você ganha do Thunder apertado, na última bola, ou mesmo necessitou de uma prorrogação para isso, significa que o time não está bem.

Se ganhou bem, como o Cleveland fez ontem, mostra que seu time está jogando dentro daquilo que se planeja para ele dentro da competição.

No caso do Cavs, ser campeão.

Portanto, salta-me aos olhos manifestações eufóricas do tipo: o resultado de ontem foi mais um passo no sentido de LeBron James renovar seu contrato com a franquia, pois o Cleveland está jogando muito.

Calma, pois, vencer o Oklahoma City, como disse, é como empurrar bêbado em ladeira; ou chutar cachorro morto; ou…

KING JAMES

LeBron James (foto AP) encerrou a partida com 31 pontos. Seu aproveitamento nos arremessos foi o seguinte: 12-20 nas bolas de dois pontos (60%), 2-4 nas triplas (50%) e 1-2 nos lances livres (50%).

Desta vez, pegou poucos rebotes: quatro; dois deles na frente. Mas distribuiu sete assistências, fez três desarmes e deu um toco.

Isso tudo em 42:46 minutos.

Foi a 11ª. partida em que King James marcou 30 ou mais pontos nesta temporada.

É o vice-cestinha da competição com média de 27.7 pontos por partida, atrás apenas de Dwyane Wade, que tem 28.8.

VAREJÃO

O capixaba foi econômico em seu desempenho diante do Thunder. Fez apenas três pontinhos, todos frutos de lances livres (3-4). Nas bolas de quadra, errou a trinca de arremessos executados.

Em compensação, foi o reboteiro do time ao lado de Ben Wallace: seis sobras apanhadas, uma delas no ataque, mesmo desempenho de Big Ben.

Marcou também um desarme e um toco – nenhuma assistência.

Números que não empolgam. Mas, como costumo contar aqui, Domingos Maracanã, da geração de prata do vôlei brasileiro, disse-me certa vez que quando se enfrenta adversários frágeis (foi o caso), o verdadeiro inimigo não é o oponente, mas a falta de concentração.

Vamos dar esse desconto ao Anderson Varejão.

De acordo?

HISTÓRIA

O Boston tornou-se o terceiro time na história da NBA a iniciar uma competição vencendo 26 de seus 28 enfrentamentos. Igualou-se ao Philadelphia da temporada 1966-67 e ao New York de 1969-70.

A marca foi conseguida com a vitória de ontem diante do Knicks por 124-105.

Só para completar a informação, ambos ganharam a competição.

Ou seja: inícios fulminantes podem significar título.

QUARTA MARCHA

O Boston deve ultrapassar esta marca amanhã. Isso porque o alviverde de Massachusetts recebe o Philadelphia.

Fora do G-8 com uma campanha de 12-25 (44.4%), o Sixers não assusta. Ainda mais fora de casa, quando venceu só cinco de seus 12 embates (41.6%).

O Boston, ao contrário, quando joga em seu TD Banknorth Garden tem um desempenho maravilhoso: 16 vitórias e apenas uma derrota (94.1%). Só não é melhor do que a performance caseira do Cleveland, que ganhou todos os seus 13 compromissos como anfitrião.

Portanto, Sixers e Knicks: bye, bye, so long, farewell.

DE OMBROS

Jogadores e comissão técnica do Celtics dizem não estar se importando com recordes. “Estamos atrás é do jogo perfeito”, garantiu Paul Pierce, um dos capitães do time. “Tudo isso é bom e legal, nada mais do que isso. Nós queremos é sempre jogar melhor e melhor”.

Legítimo e saudável; um campeão tem mesmo é que buscar a perfeição. E o Boston, a gente já comentou sobre isso aqui em nosso botequim, não tem feito jogos tão marcantes assim.

Desde que foi derrotado precocemente por Indiana (fora) e Denver (casa), o Celtics precisou de prorrogações para vencer o próprio Pacers e o Milwaukee (ambos fora). E ganhou apertadamente de uma meia dúzia de adversários.

De qualquer maneira, ganhou. E fica mais fácil corrigir defeitos nas vitórias do que nas derrotas. Com revezes, o ambiente fica pesado e acusações podem surgir.

De qualquer maneira, este é um time maduro e campeão, que sabe lidar com as adversidades – que, aliás, não surgem há um mês e meio.

A última derrota do Celtics foi no dia 14 de novembro para o Nuggets, em casa, por 94-85.

De lá para cá foram 18 vitórias consecutivas; sete delas como visitante. Igualou o recorde do time de 1982 – que perdeu a decisão da Conferência Leste para o Philadelphia, é bom que se registre.

MIP

Rajon Rondo (foto AP) voltou a jogar muito bem. Teve um aproveitamento quase que perfeito de seus arremessos: 12-14 (85.7%), todos em bolas de dois.

Não aventurou-se nas bolas de três; não é seu forte.

Mas precisa caprichar mais nos lances livres: 2-5 (40.0%). Muito ruim. Tivesse tido um aproveitamento dentro de sua capacidade, poderia ter adicionado mais dois pontos aos seus 26.

Esteve perfeito no terceiro quarto, quando acertou todos os nove arremessos. Os 18 pontos anotados foram chaves para que o time se distanciasse do New York e carimbasse mais uma vitória.

“Rondo esteve inacreditável no terceiro quarto”, disse Kevin Garnett. “Ele simplesmente tomou o controle do jogo. Fez um jogo quase que perfeito”.

Rajon completou sua estatística com cinco assistências, seis rebotes (um de ataque) e dois desarmes.

Mas o que impressiona é o número de erros: apenas um.

E isso para quem arma o jogo e tem a posse de bola na maior parte do tempo quando sua equipe a tem sob domínio é excelente.

Candidatíssimo a ganhar o “Most Improved Player”.

ACIDENTE

Glen Davis, a baleinha do Celtics, sofreu um acidente de carro quando se dirigia para o TD Banknorth Garden, duas horas e meia antes do jogo.

Acabou no hospital por medida de precaução, mas foi liberado em seguida.

Os médicos do Boston acharam melhor ele ficar de fora. Sua cabeça não estava 100% focada na partida.

Estará à disposição de Doc Rivers para o jogo de amanhã contra o Sixers.

Notas relacionadas:

  1. VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS
  2. BYNUM E PHIL JACKSON NÃO SE ENTENDEM
  3. VAREJÃO MOSTRA A CARA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

sábado, 13 de dezembro de 2008 NBA | 12:50

VAREJÃO MOSTRA A CARA

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É este Anderson Varejão que a gente quer ver em quadra. Ousado, corajoso, determinado a jogar basquete, não apenas taticamente e a serviço dos demais, mas um basquete ofensivo também, a preocupar os adversários.

Na vitória de ontem do Cleveland sobre o Philadelphia por 88-72, o capixaba (foto Reuters) repetiu a dose anterior, contra o mesmo Sixers, quando foi um tormento para o “frontcourt” adversário.

Varejão fez ontem 17 pontos. Arremessou dez bolas contra o aro inimigo e derrubou sete delas 70% (muito bom!). Bateu três lances livres (pouco) e atingiu o alvo sempre.

Na partida anterior, foram 15 pontos. Doze chutes e seis deles certos (50%). Cobrou quatro lances livres (pouco) e acertou três 75%).

No primeiro combate contra o Sixers foram oito rebotes (dois de frente); no de ontem, sete (três no ataque).

Somando os dois jogos, temos as seguintes médias:

Pontos = 16.0
Arremessos executados = 11.0
Convertidos = 6.5
Rebotes = 7.5
Lances livres cobrados = 3.5
Certos = 3.0

Bons números, não é mesmo?

Agora vamos comparar o desempenho do brazuca com os outros 21 jogos disputados na competição.

As médias são estas:

Pontos = 8.2
Arremessos executados = 5.2
Certos = 3.0
Rebotes = 6.4
Lances livres cobrados = 3.2
Certos = 2.2

Poderia ser sempre assim – mas não é.

E eu pergunto: é pedir muito?

CLARO QUE NÃO

A resposta é: óbvio que não.

Quando a gente cobra aqui neste botequim maior participação de Anderson Varejão no jogo é porque a gente sabe muito bem que ele tem potencial para isso. O capixaba que a gente conhece não é esse da NBA.

É outro, que atuava em Franca, Barcelona e seleção brasileira.

Jogador atrevido, com olhos ferozes na cesta inimiga, destemido e que decidia jogos e mais jogos em favor de sua camisa.

O da NBA é outro jogador.

Por mais que Reggie Miller, por exemplo, o elogie, dizendo isso e aquilo, que ele é importante quando vem do banco, que está a serviço da coletividade e blábláblá; OK, a gente entende e concorda que isso é importante.

Mas o que pedimos é que ele possa ter alguns minutos de diversão em quadra.

E nada mais é divertido do que poder jogar pra si também – e não apenas para que os outros possam brilhar.

Varejão é uma peça importante na engrenagem do Cavs. Todo mundo sabe disso.

Quando seu contrato com a franquia acabar, ao final desta temporada, ele vai deitar e rolar. Os “coachs” da NBA conhecem sua inteligência tática; por isso ele se valoriza a cada partida em que coloca o tênis e o uniforme 17 do Cavs.

Mas o que os treinadores da NBA não sabem é que Anderson Varejão é capaz de ter 16 pontos em média por partida e 7.5 de rebotes.

Mas nós, brasileiros, sabemos disso.

VALORIZADO

O acordo de Anderson Varejão com o Cleveland, como escrevi acima, termina ao final desta temporada. Mas há uma cláusula que diz que ele tem a opção de jogar mais um ano em Ohio, se ele quiser, e receber mais US$ 17.1 milhões.

A opção é dele, friso.

O que isso significa?

Que ele pode ouvir propostas de outras franquias – ou mesmo renovar com o Cleveland em outros valores.

Mas para que ele possa mais do que deitar e rolar, ele tem que fazer mais vezes o que ele fez nestes últimos dois embates contra o Philadelphia.

E olha que ele teve pela frente dois grandalhões da pesada: Elton Brand e Sam Dalembert.

Que assim seja, Varejão!

MAIS UMA

O Cleveland ganhou novamente. Foi a 11ª. vitória consecutiva nesta competição. Igualou o recorde anterior da franquia.

O triunfo diante do Sixers significou também o 13º. jogo invicto dentro de sua Quicken Loans Arena, outro recorde. Apenas o Cavs ainda não foi derrotado em casa neste campeonato.

O Cavs tem agora 19 vitórias em seus últimos 20 jogos. É o segundo colocado no cômputo geral, atrás apenas do Boston – e à frente do Lakers.

Muitos ainda duvidam do potencial desse time. Querem vê-lo em ação “on the road”, no Oeste, diante de equipes como o próprio Los Angeles, além de San Antonio, Houston, Dallas, Utah, Denver e Portland.

Enquanto isso não ocorrer e o time se der bem, a desconfiança continuará.

O que eu acho?

Que o Cavs trará na bagagem, depois de uma excursão dessas, mais vitórias do que derrotas.

Pra mim o time está no ponto – ao contrário do Portland, como vimos ontem, e falaremos mais adiante.

EMOÇÃO

Quem foi dormir tarde e ficou vendo o embate entre Phoenix e Orlando não se arrependeu. Emoção foi o que não faltou ontem à noite no US Airways Center do Arizona.

Quem ganharia?

Não dava para saber.

A seis segundos do final o turco Hedo Turkoglu colocou o Magic na frente em 112-111. Pouco mais de três segundos depois, Grant Hill mudou a história: 113-112 para os anfitriões (foto AP).

Restavam ainda 2.7 segundos para o cronômetro zerar, mas a jogada armada pelo Orlando não funcionou e Rashard Lewis errou o alvo.

Uma vitória e tanto, justificando que um jogo de basquete tem emoção do começo, meio e fim – ao contrário do futebol, por exemplo, que é sonolento em sua maior parte do tempo e das partidas.

Mas que mesmo assim tem a preferência mundial.

Juro que não consigo entender.

COMO UMA LUVA

A frase é surrada, mas cai muito bem no contexto: Jason Richardson caiu como uma luva nesse time do Phoenix. Parece fazer parte do time há muito tempo. Bem entrosado, foi o que vimos em quadra ontem.

É jogador diferenciado, inteligente. Sabe encontrar os espaços e isso favorece o jogo dos armadores. Basta ver que ele encestou oito de seus 16 arremessos.

Ou seja: das 21 assistências dadas pelo Phoenix ontem, 38% delas foram frutos das mãos hábeis de Richardson.

O time perde em marcação, mas ganha em ofensividade com JR. Ele resgata a essência do jogo do Suns: o ataque.

Como se diz na NBA, “ataque vende ingressos e defesa ganha campeonatos”.

Você pode ter certeza que as confortáveis poltronas do US Airways Center estarão sempre lotadas. Em Phoenix, basquete significa jogar bola na cesta.

Mas não é esse o nome do jogo?

EQUILÍBRIO

Sim, é este, mas um time campeão é equilibrado. Defende e ataque com a mesma qualidade.

O Phoenix não tem esse equilíbrio – como não tinha a seleção brasileira de Telê Santana.

Mas um não foi e este não será campeão.

Falta equilíbrio.

LEANDRINHO

O paulistano fez o de sempre – e bem. Anotou 15 pontos (6-9, muito bom) em 20:41 minutos – sua média com Terry Porter.

Faltaram desarmes – nenhum. Volto a bater na mesma tecla: Leandrinho tem que ser um jogador mais eficiente neste fundamento; tem habilidade, rapidez e inteligência.

Aja, rapaz!

Seu grande momento foi a ponte-aérea feita com Jason Richardson, no segundo quarto. A bola de Leandrinho foi milimétrica, na medida para JR dar a enterrada da noite.

MAIS UMA

Segue o roteiro; o Boston ganhou mais uma. E não me venham com essa ladainha de que foi contra um time qualquer.

Foi diante do New Orleans.

O primeiro tempo mostrou equilíbrio. Terminou em 40-39 para o Hornets.

Dava a impressão de que ficaríamos com o coração na mão até o final.

Simples impressão, nada mais do que isso.

No segundo tempo, o Celtics imprimiu seu ritmo, fez 55-42 e somou sua 14ª. vitória consecutiva, igualando feito da equipe de 1986, que tinha Larry Bird, Kevin McHale e Robert Parrish.

Tem agora, no geral, 22-2 – o melhor início de campeonato de toda a história da franquia. Está a uma vitória de igualar o desempenho do Chicago de Michael Jordan, que na temporada 1995/96 fez 23-2.

O Celtics parece imbatível dentro de seu TD Banknorth Garden. Computando-se as partidas de playoffs e finais da temporada passada, mais as deste campeonato, o Celtics tem um recorde de 32-2.

Do jeito que a carruagem caminha, acho que não tem pra ninguém. Deve dar Boston novamente.

O time que ficava nas mãos de Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen, tem agora um outro fator de desequilíbrio: seu armador Rajon Rondo (foto Reuters). Portanto, é um quadrade e não mais um triângulo.

REBOTE

O New Orleans não pôde contar com o pivô Tyson Chandler, que no treino da manhã sentiu dores no pescoço. Pra piorar, Peja Stojacovic, outro do “frontcourt” do Hornets, apanhou apenas um rebote durante os 29:43 minutos que ficou em quadra.

O sérvio tem apenas 3.4 rebotes de média na competição. Muito pouco. Tem que ajudar mais.

Outros jogadores importantes da posição – que completa o tal do “frontcourt” –, são mais eficientes. Carmelo Anthony tem 8.2 de média; LeBron James, 6.8; Paul Pierce, 6.0.

É como todos dizem na NBA: rebotes ganham campeonatos. Acho um pouco exagerado. Diria que eles ajudam – e como.

Se o New Orleans não melhorar este fundamento, vai ficar difícil repetir o feito da temporada passada. O Hornets ocupa a modesta 27ª. posição entre os 30 participantes quando o assunto são as sobras de uma partida.

Ele pega em média 39.05, atrás dos 43.25 que o Celtics fisga.

Se tecnicamente o Boston é melhor do que o New Orleans, o time da terra do jazz tem que desequilibrar o jogo usando outro argumento. Por exemplo, os rebotes.

Mas neste quesito a equipe também é suplantada pelo alviverde de Massachusetts.

Então…

OUTROS JOGOS

Lakers ganhou, San Antonio também. Tudo dentro da normalidade.

O único jogo que me chamou a atenção foi a vitória do Clippers sobre o Portland, no Oregon. Confronto que teve até prorrogação.

Como escrevi ontem, o Portland ainda não está maduro.

Se alguém discordou do que escrevi, acho que começa a mudar de opinião. O time perdeu quatro de seus últimos cinco jogos – dois deles em casa.

Notas relacionadas:

  1. VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS
  2. VAREJÃO CUMPRE BEM O SEU PAPEL
  3. VAREJÃO BRILHA NA NOITE DAS PERUCAS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008 NBA | 13:37

O TRIÂNGULO DO BOSTON É EQUILÁTERO

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A mídia bajula Kevin Garnett e Paul Pierce. Os torcedores também. Mas Ray Allen, um dos vértices deste triângulo recebe um tratamento menor.

Esse triângulo bostoniano, poucos percebem, é eqüilátero – e não isósceles. Os ângulos formados por Garnett, Pierce e Allen são equivalentes.

Ou seja: os três jogadores são importantes para o esquema do time do técnico Doc Rivers. Para cair no lugar comum, um completa o outro.

Para meu espanto, no entanto, não é assim que Ray Allen (foto AP) é visto pela maioria – é bom que se diga.

Ontem na vitória do Celtics sobre o Indiana por 122-117, com uma prorrogação, Allen foi sensacional. Anotou 35 pontos (sete deles no tempo extra, terminando como cestinha). Teve um desempenho fabuloso nos arremessos: 13-21 (62%). Bateu apenas dois corretos lances livres, deu só um par de assistências e apanhou igual número de rebotes.

Mas nem precisava mais do que isso.

Deixou a quadra exaurido, com cinco faltas. Teve de conter Marquis Daniels, melhor jogador do Pacers, que mesmo assim ainda conseguiu 26 pontos em 50 minutos de jogo.

Allen atuou 41 dos 53 minutos que durou a partida. Mas foi como se ele tivesse ficado em quadra o tempo todo.

Marquis que o diga.

THE TRUTH

Paul Pierce foi fundamental também na vitória do Boston. A sete segundos do final da partida, meteu uma bola de três no aro do Indiana e levou o confronto para a prorrogação.

105-105.

Salvou, é bom que se diga, a pele de Ray Allen, que tinha errado o arremesso triplo. Eddie House, para sorte do Boston, pegou o rebote e entregou a bola para Pierce. Ao recebê-la, viu os 2m03 de altura Danny Granger dobrar diante de seu campo de visão. Mas não se afobou. Fez o arremesso, preciso, como só os grandes jogadores sabem executar.

“The Truth” (A Verdade) anotou só 17 pontos (4-12, 33.3%). Mas com eles transformou-se no quarto maior cestinha da história do Celtics. Tem agora 17.346 pontos, ultrapassando os 17.335 de Kevin McHale, que ao lado de Robert Parrish e do aniversariante de ontem Larry Bird compunha um dos vértices de um triângulo eqüilátero que os torcedores mais velhos jamais irão se esquecer.

Mas Paul Pierce é o nosso tema de abordagem. Esqueçamos, pois, os veteranos. Já disse aqui em nosso botequim: Pierce é candidatíssimo ao MVP desta temporada regular.

RECORDE 1

A campanha do Boston é a melhor entre todos os 30 times da NBA: 20 vitórias e apenas duas derrotas – uma delas para este mesmo Indiana; a outra foi para o Denver de Nenê.

O time vem de 12 vitórias consecutivas. É sua maior série invicta desde a temporada 1985-86, quando fez uma corrida de 14 triunfos seguidos.

Tem mais “milestone” na parada: esses 20-2 equiparam o mesmo início de temporada do time de 1963-64, que tinha Bill Russell em seu pivô e Bob Cousy na armação das jogadas.

Falamos de antigos alviverdes campeões.

Do jeito que a carruagem desliza atualmente pelas quadras da NBA, acho que a história terá o mesmo final.

AGORA SIM

Ontem a defesa do Lakers funcionou. Tudo bem que o adversário foi o fraco Milwaukee, e que Michael Reed e Richard Jefferson, suas duas estrelas, tiveram problemas, especialmente Jefferson, que se carregou em faltas e atuou apenas nove minutos e contribuiu com apenas três pontos (1-4, 25%).

Mas Reed jogou mais: 21 minutos. Fez só dois míseros pontinhos, pois errou cinco de seus seis arremessos (16.6%). A metade desses chutes foram triplos; todos errados.

No geral, o Lakers limitou o Milwaukee a apenas 38% de acerto em seus arremessos (35-92). Nas bolas de três, o aproveitamento foi lastimável: 25% (4-16). Levou o adversário a cometer 19 erros.

Esta boa defensiva fez do Lakers o vencedor em 105-92.

JÁ O ATAQUE…

A ofensiva do Lakers, em contrapartida, foi um desastre. O time cometeu 25 erros – a maioria deles bobos, não-forçados, como se diz no tênis.

Lamar Odom, com cinco, e Kobe Bryant, com quatro, foram os jogadores que mais equívocos cometeram ontem.

Graças à defesa, como disse acima, o time venceu.

Lembram-se do que Adolph Rupp disse? “A defesa te salva nas noites em que seu ataque não funciona”.

Foi o que aconteceu ontem no Staples Center de Los Angeles.

RECORDE 2

O Lakers, como o Boston, perdeu apenas duas partidas. O Celtics só está na frente porque fez três partidas a mais: 22 contra 19. Isso dá ao time de Massachusetts um aproveitamento melhor: 90.9% contra 89.5%.

O time tem agora cinco jogos, sendo que quatro deles são fáceis. O Phoenix é o embate mais complicado.

Não que o Suns seja um primor de equipe. É que o Lakers não tem jogador tão bem.

Mas se repetir o mesmo obstinado desempenho defensivo de ontem, tudo vai melhorar. Agora, mesmo que cambaleie sem a bola, dá para vencer Sacramento (duas vezes, uma em casa e outra fora), Minnesota e New York.

O Lakers é muito mais time.

Cinco vitórias em cinco jogos. Com as três seguidas que a equipe já somou, pode fazer uma corrida invicta de oito partidas.

E quem sabe ultrapassar o Boston.

Sim, é bom fazer algo diferente do que aconteceu na temporada 1985-86, quando o time também começou com um 17-2. Como vimos, acima, naquele campeonato, o Celtics foi campeão.

MODERAÇÃO

Jogue com moderação. Ou melhor, seja moderado com o tempo em quadra de seus jogadores.

É assim que a comissão técnica do Lakers vem tratando esta temporada. Na vitória de ontem diante do Bucks, apenas Kobe Bryant jogou mais do que meia hora. Ficou exatos 30:36 minutos em quadra.

Os outros titulares atuaram menos de 30 minutos:

Derek Fisher = 24:03
Vladimir Radmanovic = 24:02
Pau Gasol = 29:27
Andrew Bynum = 29:16.

Os reservas importantes:

Lamar Odom = 22:21
Sasha Vujacic = 17:24
Trevor Ariza = 22:06
Jordan Farmar = 20:35

Desculpe, mas não vou tomar o seu tempo falando sobre a permanência em quadra de Josh Powell, Chris Mihm e do chinês Sun Yue – eles que me perdoem.

Bem, voltando ao que interessa, já conversamos aqui sobre esse tema: Phil Jackson não quer ninguém se matando em quadra. Fez uma projeção com sua comissão técnica e todos chegaram à conclusão de que o máximo que um jogador tem que ficar em quadra é 34 minutos.

A temporada é longa, muitos jogos são seguidos e em muitas situações não há tempo para se recuperar de uma lesão. Portanto, nada de dar sopa para o azar.

CHINA

Ok, ok, vamos traçar algumas linhas para Sun Yue (foto AP). Afinal de contas, trata-se de um chinês na NBA. E depois que estive em Pequim nos Jogos Olímpicos, vou sempre me derramar em elogios e ternura para com os chineses.

Fui tratado muito bem por aquelas bandas. Povo bom de coração, educado, sempre disposto a te ajudar.

Por isso, vamos a Sun Yue: o chinês fez seu primeiro jogo na NBA. Jogou com a camisa 9, marcou quatro pontos em 5:14 minutos de partida. Mas cometeu também quatro faltas.

Ainda não pegou o “time” do jogo norte-americano. Pelo pouco que mostrou, pode ser útil no futuro.

Foi aplaudidíssimo pelos 18.997 torcedores que foram ao Staples Center. Deve ter ligado para a família, assim que o jogo terminou.

TORCIDA

Chegou apenas mais um voto. Foi do Pedro Barros, torcedor do Lakers. Atingimos a marca de 131 internautas que aqui declinaram seu voto.

Penso que estamos perto de encerrar este escrutínio e fazer um quadro definitivo da preferência dos brasileiros que freqüentam este botequim. Vou aguardar até o final desta semana.

No início da outra, vamos lançar nova campanha. Na segunda-feira próxima eu digo qual será.

O novo atual quadro é este:

1)    Lakers – 25.2%
2)    Chicago – 14.5%
3)    Boston – 7.6%
4)    Detroit – 7.6%
5)    New York – 7.6%
6)    Phoenix – 6.1%
7)    San Antonio – 4.6%
8)    Milwaukee – 3.8%
9)    Cleveland – 3.0%
10)    Denver – 2.3%
11)    Houston – 2.3%
12)    Indiana – 2.3%
13)    Utah – 2.3%
14)    Dallas – 1.5%
15)    Miami – 1.5%
16)    Toronto – 1.5%
17)    Golden State – 0.7%
18)    Minnesota – 0.7%
19)    New Jersey – 0.7%
20)    Orlando – 0.7%
21)    Philadelphia – 0.7%
22)    Portland – 0.7%

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  3. MARTIN FOI DECISIVO PARA O DENVER
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008 NBA | 13:02

BYNUM E PHIL JACKSON NÃO SE ENTENDEM

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Na terça-feira foi Andrew Bynum quem criticou Phil Jackson. Ontem, o treinador devolveu a censura.

Se você precisa de maiores explicações para entender o caso, vamos a elas.

Anteontem, quando o Lakers perdeu melancolicamente para o Indiana, de virada, por 118-117, na última bola, o jovem pivô do Lakers não recolheu a língua no vestiário derrotado. Com todas as letras, disse que o treinador errou ao tirar os reservas da quadra (ele era o único titular entre eles, é bom que se diga), pois esses jogadores é que colocaram o time na frente em 16 pontos.

O pivô, durante a entrevista da terça, disse que gostaria de saber por que o treinador tomou aquela decisão. Jackson, informado, limitou-se a dizer: “Isso não é da conta dele. Ele tem que entrar na quadra e jogar. Este é o seu trabalho”.

Rude, mas necessário; afinal, Phil é o treinador.

Ficou nisso?

Ontem, o Lakers conseguiu se reabilitar. Bateu o Sixers, na Filadélfia, por 114-102. Mas Jackson aproveitou para mostrar seu inconformismo com a defensiva californiana. Permitiu 102 pontos ao 24º. ataque da competição, que tinha média de 94.3 pontos por partida.

Depois, falando aos rebotes, deu-se razoavelmente satisfeito pelo fato de o time ter sido mais eficiente do que o Philadelphia 41-37. Mas criticou um jogador em especial: Andrew Bynum (foto Reuters).

Em meia hora na quadra, o principal pivô do Lakers pegou apenas três. “Nossos armadores levaram a melhor sobre Andrew esta noite”.

Deboche e tanto.

Mas pura verdade.

Derek Fisher fisgou cinco, enquanto que Kobe Bryant pegou seis.

Bynum, no entanto, devolveu a pedrada: “Eu poderia ter pego mais rebotes se tivesse ficado mais tempo em quadra”. O jogador de 21 anos referia-se ao fato de que foi mandado para o banco quando faltavam 5:34 minutos para o final da partida.

Não mais voltou ao jogo.

Quando todos se preparavam para encerrar a entrevista com o treinador, um repórter quis saber se ele tinha conversado com o jogador sobre o assunto. Disse Phil: “Ele é um garoto; pouco sabe das coisas”.

Esta picuinha está nas páginas do “Los Angeles Times”, o diário de maior circulação na Califórnia. O jornal, no entanto, garante que não há qualquer animosidade entre as partes.

Será?

O texto, assinado pelo repórter Mike Bresnahan, encerra-se de maneira brilhante, a meu ver. Escreveu ele: “That’s the Lakers: 15-2 and still finding ways to nudge each other.” (Este é o Lakers: 15-2 e ainda procurando um jeito de um cutucar o outro).

Não vai ser dessa maneira que o Lakers vai dobrar o Boston em uma possível final da NBA. Disse possível porque se a pirraça for o tom predominante na intimidade do grupo, nem na final da conferência o time chega.

CRIANCICE

Phil Jackson disse que Andrew Bynum é uma criança. Mas eu pergunto: quem é que se comportou como tal?

É certo que Bynum não deveria ter dito o que disse publicamente. Phil reagiu à altura, no momento exato, ao dizer que a escalação do time não é da conta do jogador.

Mas errou ao devolver crítica pela imprensa um dia depois. O assunto deveria ter morrido dentro do ônibus que levou a delegação de volta para o hotel, em Indianápolis.

O treinador poderia ter se sentado ao lado do garoto e dito a ele tudo o que teria que ser dito naquele momento. Mostrar que manifestações desse tipo não ajudam em nada. Aliás, é tudo o que o time não precisa depois de uma derrota daquelas.

E morreu o assunto.

Ao criticar via imprensa o desempenho de Bynum nos rebotes, Jackson foi mais criança do que o jogador.

FREGUESIA

O Phoenix virou freguês de caderneta do New Orleans. Perdeu seu sexto jogo seguido para o Hornets. Ontem, por 104-91.

Desta vez há um atenuante e tanto. Na verdade dois: Steve Nash e Shaquille O’Neal não jogaram. Nash nem saiu do hotel, gripadíssimo; Shaq, com dores no joelho esquerdo, foi à New Orleans Arena; trajava um elegante terno cinza, gravata da mesma cor e camisa branca.

Seria mais útil com a camisa 32 do Suns.

O time tomou uma lavada nos rebotes: 46-30 para o New Orleans.

Com um aproveitando desses, fica difícil ganhar.

Pat Head Summitt, técnica da universidade do Tennessee, a treinadora com o maior número de vitórias na história do basquete feminino escolar nos EUA, medalha de ouro nos Jogos de Montreal, em 1976, declarou certa vez: “Ataque vende ingressos. Defesa vence partidas. Rebote ganha campeonatos”.

DESVIO DE ROTA

O Phoenix perdeu seus últimos três jogos. Dois deles com Nash do lado de fora. A última vez que isso aconteceu foi em fevereiro do ano passado. O canadense também não pôde jogar naquela época.

Isso mostra a dependência do time em relação a ele. Mas não é privilégio do Phoenix. Quando estrelas não jogam, suas equipes sofrem; e quase sempre perdem.

Computando-se as últimas dez partidas, o Suns fez cinco vitórias. O time do brasileiro Leandrinho já foi segundo colocado na Conferência Oeste. Hoje está na sétima posição, com um recorde de 11-8 (57.9%).

Segue “on the road” e esta noite enfrenta o Dallas. Shaq e Nash devem jogar. Boa oportunidade para se reabilitar e abrir uma diferença em relação ao oponente, o oitavo colocado.

Em caso de derrota e o San Antonio bater o Denver, no Colorado, o Phoenix despenca na tabela e sai da zona de classificação, deixando o sétimo lugar e aportando no nono.

LEANDRINHO

A ausência de Steve Nash deu a Leandrinho a oportunidade de jogar como armador. Não é a dele; o brazuca joga de ala/armador. Ali ele se dá melhor.

Mas a emergência pediu e ele acatou o que Terry Porter determinou. Leandrinho terminou a partida com 19 pontos (7-15, 46.6%), quatro rebotes (um de ataque) e três assistências.

Agora, o que chamou a atenção foi a atitude do treinador. O Phoenix buscava tirar a diferença e Leandrinho ditava o ritmo ofensivo do time. Era ele, inclusive, que batia os lances livres que o Suns recebia por uma técnica dada ao New Orleans.

Mas Porter queria melhorar a defesa. Faltavam 5:22 minutos e o Phoenix perdia por 12 pontos: 91-79. O brazuca foi sacado para a entrada de Raja Bell, que grudou em Chris Paul.

Não adiantou.

2:22 minutos depois, Porter colocou Leandrinho no jogo novamente. O Phoenix não deu nenhum passo adiante sequer, pois continuava atrás em 12 pontos: 96-84.

A defesa é a sustentação de um time de basquete. Todos nós sabemos. Mas quando se está atrás, só defesa não vai adiantar, pois é preciso pontuar.

Porter deveria mesmo se preocupar com a defesa. Deveria mesmo ter colocado Raja Bell na quadra para grudar em CP3, como fez. Mas Leandrinho, pelo que estava jogando, não poderia nunca ter ido para o banco naquele momento.

Sem ele, o time morreu ofensivamente.

UM SÓ

Vestindo a camisa 17 de um uniforme retrô do Cleveland, Anderson Varejão foi bem na vitória sobre o New York. Jogou só 20 minutos – por que não ficou mais tempo em quadra, meu Deus! – e por um pontinho apenas não fez seu segundo “double-double”. Anotou nove pontos e apanhou dez rebotes (dois no ataque) no triunfo de 118-82.

O técnico Mike Brown resolveu poupar a galera porque o jogo estava uma teta, mas Varejão poderia ter ficado mais tempo em quadra. Ele precisa disso, até para melhorar seus números.

O basquete é um jogo coletivo, onde a individualidade tem parte importante. Não fosse assim, não haveria Michael Jordan, Magic Johnson, Bill Russell, Wilt Chamberlain…

SOVA

Aliás, o Cleveland deu uma lavada de 36 pontos no New York. A maior diferença em toda a história deste confronto, que já conta com 171 enfrentamentos. Foi a 71ª. vitória do Cavs contra 100 do Knicks.

Foi também a décima vitória em dez jogos realizados pelo Cavs em casa. A melhor marca em toda a história da franquia. E a melhor entre todas as 30 equipes nesta temporada na NBA.

Em suas últimas seis conquistas domésticas, a vantagem foi de 20.5 pontos sobre o oponente. No geral, o Cleveland está com um recorde de 15-3 (83.3%), o melhor início em toda sua história.

Terceira melhor campanha da NBA até o momento.

REPOUSO

O Cleveland está sobrando em relação aos seus adversários de momento. Tanto assim que mais uma vez o técnico Mike Brown deixou LeBron James no banco todo o último quarto da partida.

Saiu, aliás, quando faltavam dois minutos e meio para acabar o terceiro quarto.

Marcou 21 pontos.

É por causa disso que sua média de pontuação diminuiu um pouco. King James chegou a liderar a artilharia da NBA com média de 30 pontos. Hoje está com 27.4, na segunda posição, atrás de Dwyane Wade que anotou em média 28.4.

Fico imaginando se num jogo desses contra o New York LeBron ficasse 40 ao invés de 28 minutos atuando. Poderia ter pontuado muito mais. E estaria sobrando em relação aos adversários na briga pela artilharia.

Mas isso parece não importar neste momento para LeBron. A ele e ao time.

Todos estão de olho em um anel.

DE DAR DÓ

A situação do New York é dramática.

O time tem uma campanha de 8-10 (44.4%), vem de duas derrotas seguidas e nos últimos dez embates venceu apenas três.

Ontem, em Cleveland, o Knicks dava um dó só. O técnico Mike D’Antoni só pôde contar com oito de seus 15 jogadores inscritos. Eddy Curry, Jared Jeffries e Nate Robinson estão machucados; Cuttino Mobley afastado foi por causa de problemas cardíacos; Jerome James não joga nem a pau com o treinador; e Stephon Marbury curte um exílio não se sabe por quanto tempo.

Para piorar, no segundo quarto do jogo de ontem, Quentin Richardson foi expulso. Sobraram sete jogadores.

Daí o placar tão avantajado para o Cavs, mesmo com o time de Ohio jogando com seu time reserva. Vantagem esta que chegou a 42 pontos no último quarto.

De dar dó.

FRUTA PODRE

Stephon Marbury desceu a lenha nos companheiros e no técnico Mike D’Antoni. Chamou a todos de mau caráter, para dizer o mínimo.

Agora parece estar recuando. Mudou o discurso ontem e disse que se não chegar a um acordo com a franquia, está disposto a jogar.

Resta saber se os jogadores e o treinador estão dispostos a ter um cara desses dentro do elenco.

DE OLHO NELE

O Boston venceu mais uma. A vítima da vez foi o Indiana: 114-96.

Mas o que os 18.624 torcedores que estiveram ontem no TD Banknorth Garden mais aplaudiram foi o primeiro “triple-double” da carreira do armador Rajon Rondo. O moleque marcou 16 pontos, deu 17 assistências e apanhou 13 rebotes (dois na frente).

“Parecia que havia três Rajon Rondos em quadra”, disse Kevin Garnett. “Ele estava em toda parte”.

Rondo (foto Reuters) será a pedra no sapato de Nenê na briga pelo troféu de “Most Improved Player”.

INVENCIBILIDADE

O triunfo de ontem foi o décimo seguido do Boston. O desempenho de 18-2 até agora é o mesmo da temporada anterior.

Quando o time foi campeão.

RUA!

Com um “frontcourt” contando com jogadores com o Chris Bosh e Jermaine O’Neal, muitos apostavam que o Toronto seria uma das sensações do Leste. A previsão não se confirmou.

Com uma campanha de oito vitórias e nove derrotas, o Raptors é o oitavo na classificação da conferência, com um aproveitamento de apenas 47.1%. Vem de duas derrotas consecutivas. Venceu só cinco de seus últimos 14 embates.

Resultado: o técnico Sam Mitchell foi demitido. A terceira demissão na temporada. Antes dele foram mandado embora P.J. Carlesimo (Oklahoma City) e Eddie Jordan (Washington).

Por ter sido eleito o melhor treinador da NBA na temporada retrasada, Mitchell assinou um contrato de quatro anos com a franquia canadense em troca de US$ 12 milhões.

Onde está o erro?

Na minha opinião, na franquia, que se empolgou com um resultado falso numa eleição bem discutível, onde Phil Jackson, nove títulos de campeão, só ganhou uma vez o galardão.

Mitchell é um treinador comum, nada além disso. Seu desempenho no Raptors foi ruim: 159-189, abaixo dos 50% de aproveitamento. Reprovado, portanto.

Será substituído por Jay Triano, velho conhecido dos brasileiros, pois ele comandou a seleção canadense por muito tempo.

TORCIDA

Três votos apenas. Mas atingimos a casa dos 112. Nenhuma mudança, mas apareceu um internauta torcedor do Milwaukee.

O quadro está assim:

1)    Lakers – 27.6%
2)    Chicago – 16.1%
3)    New York – 8.9%
4)    Boston – 7.1%
5)    Detroit – 7.1%
6)    Phoenix – 6.2%
7)    San Antonio – 5.3%
8)    Cleveland – 3.5%
9)    Denver – 1.8%
10)    Houston – 1.8%
11)    Indiana – 1.8%
12)    Miami – 1.8%
13)    Toronto – 1.8%
14)    Dallas – 0.9%
15)    Milwaukee – 0.9%
16)    Minnesota – 0.9%
17)    New Jersey – 0.9%
18)    Orlando – 0.9%
19)    Philadelphia – 0.9%
20)    Portland – 0.9%
21)    Utah – 0.9%

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segunda-feira, 24 de novembro de 2008 NBA | 12:43

MARTIN FOI DECISIVO PARA O DENVER

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O resultado não diz o que foi a partida. Quem vê Denver 114-101 Chicago, vai achar que foi moleza.

Não foi.

O Bulls deu muito trabalho ao Denver, especialmente no final do terceiro quarto e início do último período. Esteve dois pontos na frente (99-97) a pouco mais de cinco minutos para o encerramento do confronto, quando o Nuggets fez uma corrida de 17-2 e colocou um ponto final na questão.

Carmelo Anthony foi importante para que o jogo terminasse em vitória dos anfitriões. Uma bola de três colocou o time na frente em 100-99 e na seqüência ele deu uma enterrada espetacular – mas nem de longe semelhante às de LeBron James – e jogou o time três pontos à frente.

Chicago pede tempo; os 16.202 torcedores quase derrubam o Pepsi Center contagiados pela reação do time e pela enterrada de Melo.

O tempo dos visitantes foi infrutífero, como se viu.

CLUTCH PLAYER

O termo define jogador que cresce nos momentos decisivos. Se Carmelo Anthony incendiou o Pepsi Center, como vimos, o cara do Denver nesse momento derradeiro foi Kenyon Martin (foto AP).

O maluco ala/pivô do Nuggets marcou oito pontos, apanhou quatro rebotes, deu uma assistência e um toco nos cinco minutos finais. Deixou a quadra como o melhor jogador da partida.

Seus números finais: 26 pontos (sua maior pontuação na temporada), oito rebotes (dois no ataque), dois tocos e um desarme.

Levou o moto-rádio.

TRIPLE-DOUBLE

Carmelo Anthony quase fez seu primeiro “triple-double” da temporada. Deixou a quadra com 21 pontos, 13 rebotes (três de ataque) e oito assistências. Duas a mais e seu sonho seria realizado.

Jogou muito, mas o moto-rádio ficou mesmo com Kenyon Martin pelo final da partida.

NENÊ

O são-carlense também brilhou nesse triunfo dominical. Nenê anotou 21 pontos (um a menos do que na vitória em LA diante do Clippers, sua fartura nesta competição), pegou seis rebotes (nenhum no ataque, isso não é bom), deu duas assistências e fez o mesmo número de desarmes.

E três tocos; o último deles, aliás, um primor, pra cima de Drew Gooden. Faltavam cinco segundos para o final do jogo (placar definitivo em 114-101) e Gooden quis fazer a graça de arremessar, quando todos sabemos que esse “garbage time” é feito para não se fazer nada.

Gooden arremessou e Nenê encarou o desafio. O medonho jogador do Bulls quase caiu no colo dos jogadores do Denver depois do toco recebido.

Foi o momento de Nenê na partida.

MÃO NA FORMA

Nenê, como vimos, terminou o embate com 21 pontos. Acertou sete de suas 13 tentativas, o que dá um aproveitamento de 53.8%.

Pouco para o seu rendimento na temporada. Se você não sabe, Nenê é o líder no fundamento neste campeonato. Estava com 64.7% de acerto, mas viu seu aproveitamento cair para 63.6% pelo desempenho de ontem.

O brazuca 31 do Denver errou bolas incríveis, especialmente uma ao final do primeiro quarto, sozinho, diante do aro. Ao invés de cravar, tentou uma largadinha que o deixou na mão.

REBOTES

Como falei acima, Nenê não foi bem nos rebotes. Seis é pouco para o seu tamanho – vertical e horizontal.

Nenê é grande pra xuxu; é visível. Na ficha da NBA, ele aparece com 2m11 de altura e 118 quilos. Músculo puro; nada de gordura.

Já vimos que ele usa muito de seu tamanho pra tirar os grandalhões oponentes do garrafão e abrir espaços para Kenyon Martin e Carmelo Anthony se fartarem nos rebotes. Mas Nenê precisa dizer para os companheiros: eu também quero pegar rebotes.

Por mais que o técnico George Karl e seus assistentes saibam do trabalho coletivo de Nenê, estatística conta.

E muito.

ZEBRA

O Minnesota entrou em quadra ontem à noite diante do Pistons, em Detroit, com um recorde de 2-9 (18.1%) e 0-5 “on the road”. Tinha pela frente um adversário favorito ao título da Conferência Leste e que conta com jogadores como Allen Iverson, Rip Hamilton e Rasheed Wallace.

E uma torcida feroz. Auburn Hills é o último destino escolhido pelos times da NBA. Dizem que é pior do que Salt Lake City.

E não é que deu Minnesota? 106-80. Isso mesmo, 26 pontos de vantagem.

Depois tem gente que diz que no basquete não tem zebra. Que o melhor sempre vence, isso e aquilo.

O que tem no basquete é que o sistema de playoffs não possibilita zebras. Mas ela pode ocorrer em uma partida ou outra, como vimos.

Os 22.076 torcedores viram-na desfilar ontem pelo impecável parquete do Palace of Auburn Hills. Sim, no basquete também tem zebra.

REGISTRO

Só para não deixar passar em branco: desde que Allen Iverson chegou, o recorde do Detroit é o seguinte: quatro vitórias e cinco derrotas. No revés de ontem ele marcou nove pontos (3-11) e deu apenas duas assistências.

Em contrapartida, seu rival, Randy Foye (foto AP), anotou 23 pontos e deu 14 assistências.

FAB FOUR

Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen são as três estrelas do Boston. São conhecidos como “The Big Three”. Os oponentes tremem diante deles.

Foi assim na temporada passada. Nesta, a história está se repetindo, pois o Celtics tem a segunda melhor campanha da NBA com um recorde de 12-2 (86.7%), atrás apenas do Lakers, que fez até agora 11-1 (91.7%).

Garnett, Pierce e Allen seguem barbarizando, mas um baixinho quer mudar a denominação estelar do Boston de “The Big Three” para “Fab Four”. Já escrevi e não custa repetir: Rajon Rondo será eleito o “Most Improved Player” desta temporada.

Ontem em Toronto ele calou os 19.800 torcedores que foram ao Air Canada Centre imprimindo um ritmo intenso no início da partida, o que possibilitou ao Celtics começar o encontro com um 10-0. Ginásio mudo, o Boston foi, após esse início avassalador, foi deslanchando aos poucos na partida, abriu uma diferença de 24 pontos e se deu ao luxo de poupar suas três estrelas.

Pierce atuou 24 minutos, Garnett 29 e Allen 31. Isso, mesmo jogando em quadra estrangeira e contra um oponente que não é de se desprezar, pois são poucos os times que podem contar com Jermaine O’Neal e Chris Bosh no pivô.

Poupou, é verdade, suas quatro estrelas, pois Rondo aloprou os oponentes apenas durante 26 minutos. Mas o suficiente para escrever a história da partida: Boston 118-103.

DEFESA

Se o Lakers voltou a vencer, sua defesa voltou a preocupar. Nos últimos cinco jogos, o time sofreu mais de 100 pontos em três deles. Detalhe: todos dentro de casa.

Antes de a temporada começar, Phil Jackson e companhia disseram que a defesa seria o diferencial do time nesta temporada. O começo foi muito bom, pois nos 7-0 iniciais em nenhuma partida o adversário atingiu a contagem centenária.

Mas bastou perder para o Detroit, em LA, por 106-95, no jogo que quebrou a invencibilidade da equipe, que a defensiva amarelinha abriu o bico.

Na vitória de ontem diante do Sacramento – nem precisa dizer que foi em Los Angeles, pois já abordamos este assunto –, o fraco adversário conseguiu marcar 108 pontos. Mas o ataque resolveu a questão ao registrar 118.

Quer dizer: o Lakers ganhou graças ao seu poderio ofensivo. Nada menos do que oito jogadores terminaram a partida com dez ou mais pontos. Ou, como eles dizem, com um “double-digit”.

Kobe Bryant foi o cestinha com 24 pontos, depois vieram Pau Gasol (16), Andrew Bynum (15), Lamar Odom (14), Vladimir Radmanovic (12), Trevor Ariza (11) e Derek Fisher e Jordan Farmar (dez pontos cada um).

Os 118 pontos anotados foram a maior pontuação do time nesta temporada, registre-se

Festa no vestiário? Nada disso; veja o que Kobe falou:

– Eu não estou satisfeito com esta vitória. Nós não melhoramos esta noite. Nós poderíamos ter feito uma defesa mais forte.

O Sacramento teve um aproveitamento de 53.4% de seus arremessos. Muito para quem quer recuperar um título que não vem há seis temporadas.

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quinta-feira, 13 de novembro de 2008 NBA | 13:04

CUIDADO COM O FALCÃO

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O Atlanta perdeu a invencibilidade ontem à noite. Mas deixou claro que seu início nesta temporada (6-0) não aconteceu por acaso.

A equipe quase venceu o Celtics fora de casa. Um arremesso de Paul Pierce (foto AP, no momento do arremesso) a 0.5 segundo do final da partida deu a vitória ao Boston por 103-102 num dos mais lindos jogos desta temporada – senão “o” mais lindo.

O Hawks joga que dá gosto de ver. E olha que ontem atuou novamente sem seu ala/pivô Josh Smith, que continua machucado no tornozelo. A impressão que fica é que se tivesse completinho da silva, poderia ter vencido a partida.

Os tiros de três quase quebraram o Celtics. A defesa alviverde – a melhor da NBA – não soube como controlar a artilharia adversária. Foram 13-22, num ótimo aproveitamento de 59.1%. Em contrapartida, o Boston acertou apenas cinco de suas 24 tentativas, num acanhado desempenho de 20.8%.

O último desses chutes longos do Atlanta, realizado por Marvin Williams, a 7.4 segundos do final, petrificou os 18.624 torcedores que ocuparam todas as cadeiras do TD Banknorth Garden a 7.4 segundos do final.

Mas, como escrevi acima, Paul Pierce, o falastrão, mostrou que é bom não só de garganta, mas jogando também: recebeu a bola de Kevin Garnett e no perímetro realizou o arremesso mortal para o falcão da Georgia.

A VERDADE

Quando tem que ser, tem que ser, não adianta. O lateral bola veio de Ray Allen para Kevin Garnett, que estava sendo marcado por Al Horford. Paul Pierce, que tinha Joe Johnson em seus calcanhares, recebeu e Johnson (2m01 de altura) ficou no corta-luz de KG. Horford sobrou na marcação de Pierce. Perfeito. Com seus 2m08 de altura e agilidade, pensei rapidamente: The Truth, mesmo tamanho de Johnson, não vai conseguir arremessar com conforto e vai errar.

Não errou.

Pierce fez 34 pontos, 23 deles no segundo tempo. Se o Celtics mostrou fraqueza nos lances de três, não foi por causa de seu camisa 34, que acertou três em sete arremessos. Nos lances livres, acertou 15 em 16.

Como disse o técnico Mike Woodson, do Atlanta, “grandes jogadores fazem grandes arremessos”.

SOLITÁRIO

Com a derrota do Atlanta, sobrou apenas um invicto nesta temporada: o Lakers. Os amarelinhos – que ontem jogaram de roxo, como fazem “on the road” – fizeram um jogo muito bom diante do New Orleans.

Mesmo atuando na terra do jazz, o Lakers dominou o adversário – que nunca liderou o jogo –, apesar do apagão do último quarto, quando viu uma diferença favorável de 21 pontos quase escapar por entre os dedos. Ela foi conquistada quando faltavam 11:57 minutos para o final, depois de Sasha Vujacic acertar dois lances livres e decretar: 73-52.

O Hornets, a partir daí, realizou uma corrida alucinada de 28-10 e na cesta de dois de Chris Paul fez a vantagem do oponente despencar para três pontos: 83-80. Faltava 1:32 minuto para o final. Foi então que o Lakers mostrou que é o Lakers: foi ele, desta vez, que fez uma corrida decisiva, marcou 10-6 e fechou a partida em 93-86.

O recorde, agora, é de 7-0, apesar da compreensível irritação de Phil Jackson ao final da partida.

DISCRETO

Kobe Bryant está sossegado neste início de temporada. Não deixou a New Orleans Arena pulando ou fazendo gestos para os 18.239 torcedores que mais uma vez lotaram todas as cadeiras do ginásio, ao melhor estilo de Paul Pierce.

Poderia, afinal dos dez pontos finais, ele fez sete, de seu total de 20. Foi uma bola longa de três e quatro lances livres certeiros, mostrando que tem a frieza dos grandes jogadores.

Mas não quis roubar a cena.

Lamar Odom e Derek Fisher fizeram dois desarmes nos segundos finais que ajudaram barbaramente na vitória do Lakers. O primeiro deles foi de Lamar, que tomou a bola de David West, que logo depois caiu na arapuca armada por Fisher.

Kobe sabe que jogador ganha partidas, time ganha campeonatos.

STRIKE

Shaquille O’Neal parecia uma bola de boliche derrubando as garrafinhas no final do corredor. Tudo por causa da contusão entre Matt Barnes e Rafer Alston. O ala do Suns deu uma ombrada… enfim, vocês já devem ter visto o lance pela internet – ou mesmo ao vivo, ontem à noite. Se não viram, vá ao site da NBA e confira, vale a pena. Ou então, dê uma olhada na foto (AP) abaixo e veja O’Neal derrubando todo mundo.

O fato é que o embate de ontem era para ter sido a batalha entre pivôs (Shaq x Yao Ming), mas acabou como a batalha do pivô. Ninguém ousou chegar perto de O’Neal.

O resultado da confusão foi bem tímido: expulsões de Barnes e Alston e faltas técnicas para Shaq, Steve Nash (que queria pegar Alston de qualquer jeito) e Tracy McGrady (deu um chega-pra-lá no canadense).

E morreu a história. Bola pra frente porque hoje tem outra rodada, amanhã também e assim sucessivamente.

É, mas isso lá nos EUA. Fosse no Brasil e Paulo Schmidt, procurador do STJD, iria requisitar a fita do jogo, ver o lance da briga e mandar punir meio mundo.

Freud explica.

LEANDRINHO

O Phoenix perdeu mais uma. Mesmo jogando em casa, foi derrotado pelo Houston: 94-82. Mas continua bem no campeonato: 6-3 (66.7%). É o terceiro colocado no Oeste.

Leandrinho parece que foi bem. Marcou 18 pontos, ajudou na defesa apanhando três rebotes e ainda roubou uma bola.

Não vi o embate, confesso; guio-me pelo “boxscore” – o que é perigoso, todos nós sabemos. Mas tomara que não ele não nos engane, pois, se verdadeiro, significou o segundo jogo consecutivo bem realizado pelo brazuca.

MILESTONE

Shaquille O’Neal entrou mais uma vez para a história da NBA. Não por causa da briga, mas porque anotou 18 pontos e ultrapassou John Havlicek, ex-jogador do Boston, na pontuação total da história da liga. Shaq tem agora 26.402 pontos na carreira, 10º. colocado na lista dos artilheiros.

NA MESMA

O San Antonio continua trilhando seu amargo caminho de derrotas – apesar da vitória diante do New York na rodada passada. Ontem, em visita ao Milwaukee, comportou-se como um bom visitante e perdeu a partida por 82-78.

Compreensível; o time joga sem dois vértices de seu triângulo mágico. Manu Ginobili e Tony Parker, contundidos, vêem tudo de fora, sem nada poder fazer.

Tim Duncan, coitado, solitário em meio a um bando de esforçados jogadores, continua pontuando. Ontem fez 24, mas dá sinais de cansaço quando o assunto é apanhar rebotes: fisgou só cinco.

Pior: foi humilhado pelo australiano Andrew Bogut, que a pouco mais de cinco minutos do final da partida deu uma cravada na cara de Timmy após pegar um rebote.

Resultado desta falta de disposição: o Bucks bateu o Spurs nos “boards” por 47-37 e isso foi decisivo para que o San Antonio perdesse novamente. E para um time regular e que não pôde contar com seu artilheiro, Michael Reed, que continua contundido.

Foi o quinto revés do alvinegro texano, que agora tem uma campanha de 2-5 (28.6%) o que lhe vale a 12ª. posição na Conferência Oeste. Ou seja: fora dos playoffs se o campeonato terminasse hoje.

MANU

O argentino fez ontem sua primeira viagem com a equipe. Efeito moral. Não adiantou, pois o time perdeu.

Manu Ginobili continua se recuperando da cirurgia que fez no tornozelo, contusão que se agravou quando ele disputou os Jogos Olímpicos de Pequim. Previsão de alta: daqui a quatro semanas. Mas “El Narigón” quer voltar sete dias antes.

Gregg Popovic tem um calendário no bolso de paletó. Todos os dias deixados para trás são riscados. Ele sabe que quando Manu voltar a situação será outra.

No campeonato passado, Ginobili foi o cestinha do time com 19.5 pontos de média. Perguntado se a posição do time na tabela de classificação e a contusão de Tony Parker poderiam acelerar seu retorno, ele respondeu: “Tenho que ser esperto nesse momento. Não posso precipitar nada e ver tudo piorar”.

Enquanto isso, o San Antonio segue perdendo. O próximo revés deverá ser novamente diante de sua torcida, amanhã à noite. Adversário: Houston.

DUELO ENTRE BRAZUCAS

Esta noite, às 23h de Brasília, Anderson Varejão e Nenê vão se enfrentar na Quicken Loans Arena, em Ohio. quando Cleveland e Denver se encontrarem. Os dois vão se tocar várias vezes durante a partida.

Varejão está com 8.8 pontos e exatos seis rebotes de média; Nenê marca 15.6 pontos e apanha 8.9 rebotes por partida.

Os números do são-carlense são melhores, mas ele fica mais tempo em quadra do que o capixaba: 27,7 minutos contra 21,3.

Quem vai levar a melhor?

SCORE MACHINE

Quantos pontos LeBron James vai marcar esta noite? Lembre-se que ele fez 41 em três dos últimos quatro jogos do Cleveland.

LAPSO IMPERDOÁVEL

O internauta Romario, que acaba de chegar ao nosso botequim, alertou-me para uma efeméride que não pode passar em branco de jeito nenhum aqui neste blog. Dwight Howard (foto AP), o melhor pivô da NBA na atualidade, fez seu primeiro “triple double” da carreira ao cravar 30 pontos, apanhar 19 rebotes e dar impressionantes dez tocos na vitória do Orlando sobre o Oklahoma por 109-92.

Foi fora de casa, não teve o calor dos torcedores do Magic. Mas mesmo assim foi muito comemorado.

Foi a primeira vez, desde Hakeem Olajuwon, na temporada 1986/87, que um jogador marca pelo menos 30 pontos, pega ao menos 15 rebotes e dá dez tocos.

Os números do Super-homem do Orlando são impressionantes. Um rebote a mais e eles seriam mágicos: 30-20-10.

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segunda-feira, 10 de novembro de 2008 NBA | 12:14

O TERCEIRO “DOUBLE-DOUBLE” DE NENÊ

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Valeu a pena, uma vez mais, ficar acordado para ver Nenê jogar. O brasileiro não negou fogo novamente e deixou bem claro que é um dos principais pivôs da NBA na atualidade. Entrar no garrafão do Denver só será possível se houver muita negociação; e Nenê não está aberto a ela.

Há alguns posts, fui injusto com o são-carlense dizendo que ele precisava de mais atitude em quadra. Foi depois da derrota para o Lakers, quando ele marcou oito pontos e pegou apenas cinco rebotes. Peguei-o em uma noite ruim. Nenê não se esconde em momento algum, briga pelo seu espaço o tempo todo nos dois garrafões e é um tormento para seus marcadores e para quem ele marca.

Sua atuação na vitória de ontem sobre o Memphis (100-90) foi muito boa, uma vez mais, especialmente no primeiro tempo, quando deixou a quadra com oito pontos e oito rebotes, sendo um deles ofensivo. Deu ainda três assistências e fez um desarme.

Mas seu melhor momento no período primeiro foi o toco humilhante que deu no armador Kyle Lowry, que se atreveu, com seu 1m83, a encarar um “face to face” contra os 2m11 do brasileiro. Foi no final do primeiro quarto. Os 14.359 torcedores que estiveram no Pepsi Center bem que poderiam ter saído do ginásio e comprado outro ingresso. Não seria demais.

Nenê fechou a partida com 18 pontos e 12 rebotes em 38:17 minutos dos 48 possíveis. Foi seu terceiro “double-double” da temporada em seis jogos. Outros virão, com certeza.

PQP, CADÊ O GASOL, NINGUÉM SABE…

Marc Gasol foi o pivô do Memphis. O espanhol debuta na NBA depois de ter vencido um mundial e conquistado uma medalha de prata olímpica. É um dos mais respeitáveis pivôs europeus. Muitos disseram que o verdadeiro Gasol é ele e não Pau, seu irmão.

Pois bem; ontem, diante de Nenê, ele conseguiu fazer apenas uma cesta em todo o jogo! No primeiro tempo, ficou completamente entregue ao brasileiro, pois não conseguiu arremessar nenhuma bola sequer contra o aro do Denver. Sua primeira cesta foi marcada no final do terceiro quarto, quando era marcado por Chris Andersen, no momento em que Nenê descansava.

Terminou o jogo com seis pontos e oito rebotes. A maioria deles feitos quando Nenê, como disse, estava no banco, descansando.

MOTOR SILENCIADO

Antes do jogo do Denver, vi o Boston silenciar os pistões de Detroit. Com uma defesa sólida, consistente, o atual campeão da NBA nada possibilitou aos anfitriões. Perdido em quadra, o Detroit somou sua segunda derrota em seu segundo embate com Allen Iverson em quadra: 88-76.

“De longe, foi a melhor defesa em todos os jogos desta temporada”, empolgou-se Doc Rivers ao final da partida na entrevista coletiva. “A gente tem defendido muito bem, mas esta noite passamos da conta”.

Rivers tem razão; o Celtics limitou o Pistons a um aproveitamento amorfo de 34,7% de seus arremessos. Forçou os caseiros a 17 erros, que redundaram em 23 pontos para os visitantes. O volume defensivo foi tanto que no segundo quarto o Detroit fez apenas 10 pontos e teve um ridículo desempenho de 18.8% de seus chutes.

Rip Hamilton, cestinha do Detroit na temporada, perdeu seus oito primeiros arremessos. AI foi outra decepção: fez só dez pontos e acertou apenas quatro de seus 11 “jumpers” (27.5%); deu quatro assistências em 31 minutos.

Os 22.076 torcedores (lotação completa) que foram ao Palácio de Auburn Hills ficaram boquiabertos com a qualidade do jogo do Celtics, em especial do armador Tony Allen (foto AP), que marcou 23 pontos e foi o cestinha da partida. Muitos deixaram o ginásio certos de que será difícil alguém segurar Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen nesta temporada.

O 18º. título não seria apenas quimera de torcedores fanáticos do Celtics. É mais do que crível.

PINGOS NOS “IS”

Voltando ao assunto da família Gasol e quem é quem, o melhor deles é Pau e não Marc. Ontem, na vitória do Lakers sobre o Houston por 111-82, o primogênito terminou a partida com 20 pontos, 15 rebotes e três tocos. Brilhou mais do que Kobe Bryant, que marcou 23 pontos.

Os amarelinhos estavam sendo surrados pelos texanos até o começo do segundo quarto, quando Aaron Brooks fez uma bandeja e colocou o Houston na frente em 32-16. Daquele instante em diante, o Lakers fez uma corrida de 95-50 e ganhou a partida com categoria.

“A partir do segundo quarto, começamos a trabalhar a bola melhor”, justificou Phil Jackson, na coletiva depois do jogo.

Ele tem razão. No primeiro quarto, o Lakers teve um aproveitamento pífio de seus arremessos: 5-17. Isso significou um percentual de acerto de 29.4%, contra 43.5% dos primeiros quatro jogos desta temporada.

A recuperação é significativa, porque não foi feita diante do Charlotte, por exemplo. Foi feita diante do Houston, um dos favoritos ao título da Conferência do Oeste. É bem verdade que a recuperação se deu dentro de casa, onde tudo é mais fácil. Mas recuperou, o que não aconteceu com o Detroit, por exemplo.

RUIM NA QUADRA, BOM NA…

Marko Jaric é um inexpressivo armador sérvio que perambula pela NBA. Depois de ter jogado na terra natal (Peristeri Nikas) e passar pelo basquete italiano (Virtus Kinder Bologna), desembarcou na NBA na temporada 2002/03 para defender o Clippers.

Lá disputou três campeonatos, tendo se transferido na seqüência para o Minnesota. Jogou outras três temporadas em Minneapolis e nesta foi para o Memphis. Ontem entrou em quadra pela primeira vez no torneio. Nos outros seis prélios, esquentou o banco o tempo todo. Jogo pouco mais de quatro minutos contra o Denver e não fez nada, absolutamente nada. Zerou em tudo!

Por que falo sobre Jaric? Porque o sérvio está noivo da top model brasileira Adriana Lima (foto), a terceira modelo mais requisitada do planeta, atrás apenas da alemã Heid Klum, mulher do cantor Seal, e, obviamente, de Gisele Bundchen.

Em outras palavras: Jaric, um desastre nas quadras, um sucesso fora delas. Adriana que o diga.

POPULARIDADE

Há alguns posts, um internauta parceiro deste blog – não me lembro mais que é – perguntou sobre a popularidade dos esportes nos EUA e onde se situava a NBA. Mandei um e-mail para a liga, em Nova York, e a resposta que obtive foi a seguinte, de acordo com uma pesquisa feita no final do ano passado pela ESPN:

1º) Futebol – 34.8%
2º) Futebol universitário – 25.8%
3º) Beisebol – 21.7%
4º) Basquete universitário – 17.7%
5º) NBA – 15.7%
6º) NASCAR – 14.9%
7º) Skate – 12.5%
8º) Esportes radicais – 11.9%
9º) Boxe – 11.4%
10º) Golfe – 9.8%
11º) Luta-livre – 7.9%
12º) Hipismo – 7.1%
13º) Hóquei – 6.9%
14º) Tênis feminino – 6.6%
15º) Soccer (futebol) – 6.5%
16º) WNBA – 6.4%
17º) Tênis masculino – 5.7%

Na época em que Michael Jordan estava em quadra, a NBA situava-se na terceira posição, atrás apenas dos dois futebóis, como diria Vampeta.

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terça-feira, 4 de novembro de 2008 NBA | 12:43

VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS

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Anderson Varejão (foto Reuters) jogou muito ontem na vitória do Cleveland diante do Dallas (100-81). Se a gente for olhar apenas para os números, pode ficar um pouco desconfiado. Afinal, foram apenas dois pontos e seis rebotes. Mas o olhar atento à estatística final vai observar que o capixaba também roubou quatro bolas. E em momentos cruciais da partida.

Mais do que isso: anulou Dirk Nowitzki, a arma do Mavericks. O alemão acertou apenas três de seus 11 arremessos. Arremessou pouco, como podemos ver, pois não encontrou espaços para isso. Quando foi marcado por Varejão errou todos seus chutes. Nowitzki tem 2m13 de altura; o brasileiro tem 2m11. A diferença é mínima. Além disso, o ala do Cavs é rápido o suficiente para recuperar-se de um drible ou de um corta-luz.

Vendo o desempenho de Varejão diante de Nowitzki, é claro que logo me veio à mente o Pré-Olímpico de Atenas, quando o Brasil foi eliminado pela Alemanha. A mim ficou claro que se AV tivesse jogado contra os alemães, nossas chances aumentariam muito. Se Nenê e Leandrinho também, teríamos eliminado os germânicos.

MVP

LeBron James teve atuação ontem digna de um MVP. O lance livre, que é o seu maior problema, funcionou. Foram 13 certos em 15 cobrados (86,6%); excelente. Deixou a quadra com 29 pontos, oito rebotes, três assistências e dois desarmes. Foi decisivo nos momentos certos da partida.

Justiça seja feita: os 14 pontos de Mo Williams foram igualmente importantes. O armador do Cavs comandou em quadra uma corrida de 13-0 em cima do Dallas no instante em que LeBron estava no banco.

Isso ajuda; e muito. “É o que eles esperam de mim”, respondeu Williams quando perguntado sobre sua performance. E é o que ele espera dar em troca ao time que foi buscá-lo no Milwaukee na “offseason”.

ROBOCOP

Pouco antes do jogo do Cleveland, assisti a vitória sofrida do Orlando diante do Chicago por 96-93. Fosse o Bulls um time mais entrosado e com Derrick Rose já mais acostumado com o jogo da NBA e o ex-time de Michael Jordan poderia ter vencido a partida, mesmo jogando na Flórida.

Mais uma vez Dwight Howard sobrou em quadra. Foram 22 pontos, 15 rebotes e cinco tocos em 39 minutos de partida. Por falar nos “blocks”, Howard lidera este fundamento no atual campeonato com uma média de 4,5 por partida.

Dwight, apesar dos seus 2m11 de altura, tem a movimentação e a agilidade de um ala. Pesa 120 quilos; massa pura, não há sobra em seu corpo.

Parece o Robocop.

RABEIRA

Quem é o pior time da NBA no momento? Clippers ou Sacramento?

As duas equipes da Conferência do Oeste não venceram nenhum joguinho sequer até o momento. Foram quatro derrotas.

O Clippers tem potencial de crescimento, pois Baron Davis e Marcus Camby, ao lado de Cutino Mobley, podem tirar o primo pobre de Los Angeles da rabeira. Mas nada de playoff. Quanto ao Sacramento, deve duelar com o Charlotte para ver quem será, de fato, o pior time da NBA nesta temporada.

Além dos dois, quem também ainda não venceu na competição foram Washington e San Antonio, ambos com duas derrotas. O Spurs pode fazer sua primeira vitória esta noite em seu AT&T Center, quando recebe o Dallas, num dos clássicos texanos. Já o Wizards terá de esperar até amanhã, quando vai a Wisconsin enfrentar o Milwaukee, que pode jogar sem Michael Reed, contundido.

JOGAÇO

Esqueça o clássico entre San Antonio e Dallas. O jogo desta noite será também realizado no Texas, mas em Houston, quando o Rockets recebe o Boston. No campeonato passado, quando esse clássico aconteceu no sul dos EUA, o Celtics acabou com uma invencibilidade de 22 partidas dos texanos.

O resultado da partida: 94-74. Um massacre. Mas, é sempre bom lembrar, o Houston jogou sem Yao Ming, que se recuperava de uma fratura por estresse na perna. Hoje, com o chinês e Luis Scola em quadra, Kevin Garnett e Kendrick Perkins terão muita dificuldade.

O embate colocará frente a frente dois dos favoritos ao título. O Celtics mais do que o Houston, mas a equipe de Tracy McGrady entra forte neste campeonato, ainda mais depois da contratação de Ron Artest.

Por falar nele, será um duelo e tanto contra o falastrão do Paul Pierce, que se autodenomina o melhor jogador de basquete da atualidade. Bobagem, todos sabem que o Pelé de hoje é Kobe Bryant

A partida começa às 23h30 de Brasília. E quem tem o NBA League Pass vai dormir depois das 2h da manhã.

TROCA-TROCA

Bem, consumada a troca entre Denver e Detroit – Allen Iverson por Chancey Billups, Antonio McDyess e o “rookie” Cheikh Samb –, algumas observações a fazer.

Do lado do Detroit, Joe Dumars, presidente da franquia, disse que o negócio dará força à equipe. Tenho dúvidas, sinceramente. Iverson está com 33 anos e até hoje não compreendeu que o basquete é um jogo coletivo. Ele precisa de uma bola nas mãos e outra para o resto da equipe. É difícil no trato por causa da soberba. Em Denver, nunca foi paparicado como na Philadelphia, onde era o dono do time. No Colorado, o patrão da quadra é Carmelo Anthony. Por isso, nunca sentiu-se confortável.

Como será em Detroit? Bem, em Michigan não há nenhuma prima-dona. Pode ser que lá ele seja bajulado do jeito que gosta. Rip Hamilton, Tayshaun Prince e Rasheed Wallace, as estrelas da franquia, não ligam para isso, o que pode ser bom para AI.

Quanto ao Nuggets, a volta de Billups a Denver, onde nasceu, é um ótimo negócio para a franquia. Trata-se de um grande jogador e de caráter inquestionável. Joga em equipe e, quando preciso, sabe assumir o controle do jogo. Com ele em quadra Carmelo poderá crescer, pois Billups é mestre em encontrar companheiros desmarcados.

Antonio McDyess deverá ser dispensado. O jogador já declarou que em Denver não joga. Tem mais dois anos de contrato, onde está previsto que vai receber US$ 13,5 milhões. Negocia a liberação. Deve aceitar receber uma merreca para poder voltar ao Detroit, onde quer jogar.

Alguns dizem que o que o Detroit fez foi liberar Billups, que cumpria o segundo ano de seu contrato de quatro num total de US$ 46 milhões. E mais: que o time não tinha mais onde crescer. Pode ser, pode ser; mas Dumars poderia ter feito um negócio melhor.

Ah, se não der certo, este é o último ano do contrato de Iverson e no final da temporada abre-se no “cap” da franquia US$ 20,8 milhões, os vencimentos do armador para esta temporada. Também é verdade.

O que fica claro para mim é que o Detroit abre mão desta temporada em nome do futuro – que, como muitos gostam de dizer, a Deus pertence. Na “offseason”, Dumars não foi habilidoso para montar um time competitivo – aos olhos deles, diga-se – e, sem grandes opções, aceitou fazer este negócio.

Aos meus olhos, um péssimo negócio.

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segunda-feira, 3 de novembro de 2008 NBA | 11:33

GARNETT É FÃ DE RONALDINHO GAÚCHO

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O futebol está virando moda nos EUA. Entre os jogadores de basquete, quero dizer.

Um dos mais novos amantes do “soccer” é o ala/pivô Kevin Garnett, do Boston. Sabe como ele se deixou contagiar? Vendo vídeos do Ronaldinho Gaúcho pelo Youtube.

Quando o Brasil jogou contra o México em Boston, em setembro do ano passado, Garnett estava entre os 67.584 torcedores que lotaram o Gillette Stadium. Deixou o local feliz da vida, especialmente porque o Brasil bateu o México por 3-1, mas sem direito a gol de Ronaldinho Gaúcho.

Os gols foram marcados por Kleber (Santos) aos 44’1º, Kaká aos 32’2º e Afonso (Middlesbrough, na época jogador do Heerenveen da Holanda) aos 41’2º. O Brasil jogou com Júlio César, Daniel Alves (Maicon), Lúcio, Edu Dracena e Kléber (Gilberto); Gilberto Silva (Josué), Mineiro, Kaká (Júlio Baptista) e Ronaldinho Gaúcho; Vágner Love (Elano) e Robinho (Afonso).

Embora goste de Ronaldinho Gaúcho e da seleção brasileira, KG é torcedor do Chelsea. Tudo por conta da admiração que tem pelo futebol do marfinense Didier Drogba.

O encanto de KG com o futebol é tamanho que ele passou o verão norte-americano jogando bola no campo que mandou fazer no quintal de sua casa, em Wayzata, Minnesota. Segundo Garnett, jogar futebol na “offseason” virou uma febre entre alguns jogadores da NBA por conta de Steve Nash, que para manter a forma nas férias joga o esporte bretão.

Nash, sul-africano naturalizado canadense, é filho de pai inglês. Por isso a paixão pelo futebol.

Lembra daquele jogo beneficente que o armador do Phoenix fez em Nova York e que o Leandrinho participou logo depois de ter pedido dispensa da seleção brasileira alegando contusão? Pois é, KG também foi convidado. Mas disse não. Sabe por quê? Porque queriam que ele jogasse como goleiro.

E no gol eu não jogo, disse KG. “Eu não tenho a habilidade dos atacantes”, reconheceu o jogador do Celtics; mas queria ter. “Não acho legal ficar só passando a bola para os outros, quero ter liberdade para chutar a gol”.

Ora, KG, não há regra nenhuma no futebol dizendo que perna-de-pau não pode chutar a gol. Fosse assim o atacante Marcel, do Grêmio, não teria feito nenhum gol sequer no atual Campeonato Brasileiro.

O esporte é democrático. O basquete entre eles. Houvesse esta lei na NBA, por exemplo, e Ben Wallace não teria feito nenhuma cesta até hoje.

Embora torcedor do Chelsea, Garnett fez uma promessa a si mesmo: assistir a uma partida do Milan ainda nesta temporada, no San Siro de Milão. E mais: jurou que estará entre os torcedores na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

É, parece que virou fanatismo. Pelo futebol e por Ronaldinho Gaúcho.

Fui à internet e encontrei um vídeo com lances do atacante brasileiro. Acho que este foi um dos que fizeram KG se render aos dois.

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