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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012 NBA | 12:32

NA CASA DO CELTICS, DEU LAKERS!

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Ninguém discute: Boston x Lakers é o grande clássico da história da NBA. As duas franquias são as que mais venceram campeonatos: 17 para o Celtics e 16 para o time de Los Angeles. Decidiram nada menos do que 12 torneios entre si, e novamente o Boston leva vantagem, pois ganhou nove e perdeu apenas três para o Lakers.

É importante ressaltar que as oito primeiras decisões entre eles foram vencidas pelo Boston. Mas das últimas quatro, três ficaram com o Lakers.

Os dois times se enfrentaram em 74 partidas nas finais da NBA. O Boston venceu 43 e o Lakers 31. Em temporadas regulares foram 274 confrontos, com 153 triunfos do Boston contra 121 do Lakers.

As duas franquias dominaram a liga do final dos anos 1950 até meados da década de 1980. Rivalidade esta que se arrefeceu com as aposentadorias de Magic Johnson e Larry Bird.

A competição entre ambos voltou no final da década passada, quando o Boston, depois de 21 anos, voltou a aparecer em uma decisão para ganhar um título em cima de quem? Do Lakers. Lakers que deu o troco dois anos depois.

A rivalidade esfriou porque o Boston, como vimos, não conseguiu segurar a peteca. O time de Los Angeles, por seu lado, não deixa a peteca cair. O máximo que ficou foram nove anos sem ganhar um título desde que esta rivalidade começou. O Boston, apesar de sua riquíssima história, não tem conseguido seduzir grandes jogadores, ao contrário do que ocorria no passado, quando formou a maior dinastia na história da NBA durante a década de 1950.

Los Angeles é um mercado muito maior do que Boston. LA é uma cidade glamorosa, enquanto Boston fica em uma das regiões mais frias dos EUA e, por isso mesmo, muitos querem distância dela.

Talvez por isso, quando disputado pelas duas franquias, Dwight Howard tenha dito que prefere o Lakers ao Boston.

SOTAQUE

Ontem essas duas franquias voltaram a se encontrar. O jogo foi em Boston. E deu Lakers: 88-87, na prorrogação, depois de empate em 82 pontos no tempo normal.

Assim como aconteceu na decisão do título de 2010, Pau Gasol (foto AP) foi decisivo. O espanhol construiu um patrimônio de 25 pontos e 14 rebotes. Mas foi seu toco no segundo final, em cima de Ray Allen (22 pontos, cestinha do C’s), que determinou a vitória do time californiano. Espetacular!

A dupla que formou com Andrew Bynum (16 pontos e 17 rebotes) foi a responsável pela vitória angelina, pois ambos combinaram para 41 pontos (46,6% dos pontos do time) e 31 rebotes.

E é bom lembrar que o 88º tento do Lakers foi marcado por Bynum, que deu um tapinha em um rebote provocado por um arremesso errado de Kobe Bryant.

Kobe foi igualmente importante com seus 27 pontos, mas apagou-se no final da prorrogação. Acertou seus dois primeiros arremessos, mas falhou nos três últimos, sendo que o primeiro foi o que resultou no tapinha de Bynum.

Quanto ao Boston, a falta de agressividade no jogo interior chamou a atenção. A equipe bateu apenas cinco lances livres, todos no primeiro tempo. Isso mesmo: o Celtics ficou o segundo tempo inteirinho e a prorrogação sem bater nenhum lance livre sequer! E a contenda foi em Boston, não possibilitando qualquer desconfiança quanto ao comportamento do trio de arbitragem.

E Paul Pierce, que ontem foi escolhido para figurar no “All-Star Game”, falhou com a bola nas mãos nos dois momentos decisivos. No final do tempo normal, enrolou-se com a marcação de Metta World Peace; no final da prorrogação, ainda conseguiu arremessar, mas seu chute foi de encontro ao aro do Lakers. Mas The Truth foi um guerreiro em quadra: 18 pontos, nove rebotes e sete assistências.

E Kevin Garnett, que ontem foi preterido do ASG depois de 14 convocações seguidas, provou que os treinadores do Leste acertaram ao deixá-lo de fora. KG foi apenas uma pálida imagem do jogador vibrante que o coloca entre os maiores da história da liga. Arremessou 23 bolas (seu recorde nesta temporada), mas encestou apenas seis, o que deu um percentual de aproveitamento de míseros 26,1%.

Assim, creio eu, explica-se a vitória do Lakers.

OBSERVAÇÕES

1) Ver o Celtics enfrentando o Lakers, em Boston, de verde é esquisito. Como esquisito foi ver o Lakers enfrentar o Celtics em Boston de amarelo. A história tem que ser respeitada: jogo em Boston, o Celts tem que estar de branco e o Lakers de roxo; jogo em Los Angeles o Lakers tem que estar de amarelo e o Boston de verde.

2) Nas arquibancadas do TD Garden, a quantidade de torcedores do Lakers chamou a atenção. Não diria que foi humilhante para o Boston, mas que foi desagradável, como diz meu amigo João Guilherme, agora narrador da Fox Sports, isso foi.

Notas relacionadas:

  1. CAVS x CELTICS MEXE COM A NBA E OS EUA
  2. PROBLEMAS, EM CASA E NO DALLAS
  3. LAKERS: UMA VITÓRIA EMBLEMÁTICA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012 NBA | 01:05

ANDERSON VAREJÃO ANOTA 20 PONTOS, PEGA 20 REBOTES E FAZ HISTÓRIA NA NBA

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Anderson Varejão acabou de fazer história na NBA. Tornou-se o primeiro jogador brasileiro a estabelecer um 20-20 na liga. Na derrota de seu Cleveland Cavaliers por apenas três pontinhos diante do Boston Celtics (93-90), Varejão anotou 20 pontos e pegou 20 rebotes.

Foi a primeira vez, desde Carlos Boozer (atualmente jogando no Chicago Bulls), em 30 de março de 2004, que um jogador do Cavs faz um 20-20 em uma partida. Na ocasião, Boozer anotou 23 pontos e pegou 20 rebotes em uma partida contra o Dallas Mavericks. Foi a 19ª vez nos 42 anos de história da franquia que um jogador atinge tal marca.

E mais: o blog Bola Presa informa que na temporada passada inteira, considerando-se os jogos da fase de classificação e os playoffs, em apenas 11 jogadores fizeram o mesmo.

Foi também seu décimo “double-double” (dois dígitos em dois fundamentos) no campeonato em 20 partidas disputadas até o momento. Com isso, Varejão atingiu pela primeira vez na temporada um “double-double” de média: 10,4 pontos e 11,5 rebotes.

Seus 11,5 rebotes por partida, o tornam o quarto melhor reboteiro do campeonato. Como cada um dos 30 times tem dois ou mais pivôs, o brasileiro é o quarto melhor reboteiro em um universo de no mínimo 60 jogadores da posição. Se considerarmos os alas-pivôs também, ele é o quarto melhor reboteiro em um universo de no mínimo 120 jogadores.

E mais: desses 20 rebotes diante do Boston, dez deles foram no ataque, o que impressiona ainda mais, pois Varejão enfrentou um time com dois experientes pirulões no pivô: Kevin Garnett e Jermaine O’Neal.

Desmembrando a façanha de Varejão, com os dez rebotes ofensivos, Varejão totalizou 93 no campeonato. Isso dá uma média de 4,65 por jogo, que o coloca em primeiro lugar neste fundamento, repito, em um universo de no mínimo 120 jogadores que atuam na melhor liga de basquete do planeta.

Durante a partida, o comentarista da NBA TV, o ex-jogador Austin Carr, disse ter conversado com Byron Scott, o treinador do Cavs, sobre Varejão. Scott, que fez parte do “Showtime” do Lakers da época de Magic Johnson, disse estar encantado com o desempenho do capixaba.

“Varejão é um jogador que você coloca em qualquer equipe da NBA e ele causa impacto imediato”, disse Scott a Carr. “Não é preciso fazê-lo entender o sistema de jogo, seus companheiros e nem rodeá-lo de jogadores para fazerem seu jogo melhorar. Ele não precisa de nada disso”.

Varejão corre por fora na briga por uma vaga no time da Conferência Leste que vai participar do “All-Star Game”, em 26 de fevereiro próximo na cidade de Orlando, na Flórida. Se isso ocorrer, Andy, como ele é chamado nos EUA, estará estabelecendo outro recorde, pois jamais um brasileiro participou do jogo das estrelas.

REPERCUSSÃO

“Na minha opinião, Varejão é mesmo um ‘all-star’. Acho que deveriam reservar um lugar (na seleção do Leste do ‘All-Star Game’) para um curinga, porque ele faz o seu papel perfeitamente. Teve 20 pontos e eu garanto que nenhuma jogada foi feita pra ele. Ele teve 20 rebotes, mas também manteve uns 20 a mais vivos” — Doc Rivers, técnico do Boston Celtics.

“Varejão é um pé-no-saco com seus rebotes ofensivos, pela maneira com que ele pontua e como ele mantém viva a bola (nos rebotes). Ele é provavelmente um dos jogadores mais subestimados da liga” — Paul Pierce, ala do Boston Celtics.

“Algumas pessoas não percebem o quão talentoso Varejão é. Ele é um grande pivô para nós e um dos melhores da NBA. Lidera a liga nos rebotes ofensivos e isso mostra quanta energia ele traz (para o jogo). Ele traz uma atitude diferente. Quando estamos para baixo, ele é o primeiro a bater palmas; quando estamos pra cima, ele nos alerta para mantermos a concentração. Eu sinto que ele é um pouco subestimado em nosso campeonato” — Kyrie Irving, armador e companheiro de Varejão no Cleveland.

“Foi muito bom ter um desempenho desses, mas o fato é que a gente não conseguiu vencer em casa. Nós temos que vencer mais jogos em casa. Esta foi uma dura derrota” — Varejão, minimizando seu feito individual, colocando a equipe em primeiro lugar.

“Eu tenho que confessar uma coisa: depois de passar cinco anos cobrindo jogos da NHL (liga de hóquei), de Vancouver a Estocolmo, eu me esqueci o quanto Varejão é bom e o quanto ele é valoroso para o Cavaliers” — Tom Reed, repórter do jornal “Plain Dealer”, o principal de Cleveland.

Notas relacionadas:

  1. 50 PONTOS, COMO UM MVP
  2. ANDERSON VAREJÃO, O MASCARADO
  3. ANDERSON VAREJÃO CORRE POR FORA PARA IR AO ‘ALL-STAR GAME’
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

sábado, 14 de janeiro de 2012 NBA | 12:45

AS VITÓRIAS ESPETACULARES DE CHICAGO, DENVER E KOBE BRYANT

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Três foram os destaques da noite de ontem na NBA:

1)    A espetacular vitória do Chicago em Boston;
2)    A não menos espetacular vitória do Denver sobre o Miami;
3)    E o genial Kobe Bryant, que pelo terceiro jogo seguido anotou 40 ou mais pontos.

Vamos começar pelo início.

NOVA INGLATERRA

O Chicago não tomou conhecimento do Celtics, mesmo jogando em Boston. Não esteve atrás em nenhum momento no marcador e não se deixou intimidar pela fanática e muitas vezes feroz torcida alviverde.

Venceu a partida com méritos por 79-88, placar, diga-se, que não retrata o que aconteceu em quadra. O Bulls chegou a abrir 20 pontos, vantagem esta que esteve ameaçada com um terceiro quarto muito bom do time da casa, quando apenas um ponto deixou o Chicago na frente do Boston.

Com os nervos no lugar, o Bulls arrefeceu o ânimo adversário e foi se recompondo no jogo. E venceu de maneira incontestável, já disse — e acho que todos que viram a partida concordam.

Vamos aos destaques do tricolor de Illinois:

1)    Luol Deng, com seus 21 pontos e 16 rebotes. Luol (foto AP) vive seu melhor momento com a camisa do Bulls e se continuar assim vai se transformar no jogador de apoio que Derrick Rose tanto precisa;
2)    D-Rose, 25 pontos, mas 12 deles no quarto final, fazendo o que um “clutch player” tem que fazer, mostrando ao adversário que o jogo tinha um dono;
3)    Joakim Noah: 10 pontos, 12 rebotes e quatro tocos, jogo para impulsionar, quem sabe, uma recuperação no torneio, pois o franco-americano vinha jogando muito mal.

Na classificação geral do campeonato, o Chicago aparece em primeiro lugar com uma campanha de 11-2. Este é o melhor início de campeonato do Bulls em 15 anos. Ou seja: desde a época de Michael Jordan isso não acontecia.

Se o Bulls está “on fire” neste início de competição, o Boston vive momento oposto. Vem de três derrotas seguidas — e todas em casa. Anteriormente perdeu para Indiana e Dallas.

Se o campeonato terminasse hoje, o Celts estaria fora dos playoffs, pois encontra-se na nona posição no Leste, com uma campanha de 4-6.

No momento, vive à custa do talento, da inteligência e do esforço de Rajon Rondo. Ontem, o armador novamente foi a estrela solitária da equipe de Massachusetts: 14 pontos, 11 assistências, sete rebotes e quatro desarmes.

O Boston tem pra onde crescer? Claro que tem, pois seu “Big Three” pode produzir muito mais do que vem produzindo. E em produzindo, o time volta a ser um contendor de respeito na conferência, com chances reais de brigar pelo título e disputar o “NBA Finals”.

Mas o time do momento chama-se Chicago Bulls.

E NÃO…

Miami Heat. Isso mesmo: o time da moda, no momento, deveria se chamar Miami Heat, mas chama-se Chicago Bulls.

Antes de a bola subir pela primeira vez na temporada, os prognósticos, de uma grande maneira geral, mostravam o time do sul da Flórida como o grande favorito ao título.

Mas, como aconteceu no campeonato passado, esta gente bronzeada não está mostrando o seu valor.

É bem verdade que o Heat iniciou sua viagem ao Oeste americano como o time com melhor campanha na NBA: 9-1. Enfileirou, no entanto, três derrotas seguidas, que o colocam na sexta posição no Leste e na oitava no geral.

Campeonato passado, dizia eu, o Miami em cinco jogos disputados em uma semana (20 a 27 de novembro) passou por um momento desses: perdeu quatro e ganhou apenas um. O mundo desabou.

O time, no entanto, soube recolher os cacos e se reconstruir. Somou, a partir da derrota para o Dallas, uma sequência de 12 vitórias, perdeu novamente para o Mavs (sua asa-negra na competição) e enfileirou mais nove vitórias.

Ou seja: depois daquela semana negra no final de novembro, o Miami fez uma corrida de 21 vitórias em 22 jogos. E se aprumou no campeonato. Quase quebrou o recorde de vitórias consecutivas fora de casa, que está em poder do Lakers.

Mas, importante dizer, naquela ocasião LeBron James não estava no foco das lentes atentas da mídia, dos oponentes e dos torcedores que têm bom senso. Ninguém falava sobre a instabilidade emocional de LBJ, instabilidade esta que hoje o faz tremer nos finais das partidas.

Agora este é o tema do momento: o que acontece com LeBron James?

Ontem o assunto foi tratado pelos comentaristas da ESPN (entre eles Magic Johnson) nos programas que antecederam, intermediaram e finalizaram as duas transmissões. Foi tratado também durante a partida entre Boston e Chicago.

O universo da NBA quer saber: o que acontece com LeBron James? Onde está aquele LeBron James do Cleveland, que não recusava a missão de ser o “clutch player” do time?

O Miami e principalmente LBJ vão ter que encontrar resposta para este problema se quiserem aplausos e não vaias nesta temporada. E têm que encontrar rapidamente, sob pena de o time continuar perdendo, pois Dwyane Wade, seu melhor jogador, contundiu-se na derrota de ontem diante do Denver por 117-104.

“Eu já torci o tornozelo muitas vezes, mas deste jeito, nunca”, disse D-Wade depois da partida. “Mas o importante é que o exame de raio-X não mostrou fratura”.

Quanto tempo Dwyane (foto AP) vai ficar fora? Ninguém sabe ainda. Mas, do jeito que está, LeBron deve rezar nesta e nas próximas noites uma “Ave Maria” para si e um “Pai Nosso” para D-Wade, para que seu parceiro se recuperar o mais rápido possível.

ARTILHARIA…

Pesada; sim, artilharia pesada por parte de Kobe Bryant. Na vitória de ontem do Lakers sobre o Cleveland por 97-92, Kobe anotou nada menos do que 42 pontos. Foi o terceiro jogo seguido, como disse, onde KB marcou 40 ou mais pontos.

Tudo começou na vitória sobre o Phoenix, em casa, no dia 10 de janeiro passado: 48 pontos. No dia seguinte, Kobe foi até Salt Lake City e cravou mais 40 pontos em novo triunfo californiano. E ontem (foto AP) repetiu a dose.

Foram 130 pontos em três contendas. Média de 43,3.

Mas se você que pega este bonde andando não está familiarizado com o assunto, saiba que esta não é a melhor sequência de Kobe barbarizando defesas adversárias.

Corria o ano de 2007; março para sermos exatos; 16 de março para sermos mais precisos ainda. Em 16 de março de 2007, Kobe anotou nada menos do que 65 pontos na vitória diante do Portland. Dois dias depois, em outro triunfo, desta vez frente ao Minnesota, foram 50 pontos. Quatro dias se passaram e KB voltou a não ter piedade do inimigo: 60 pontos contra o batido Memphis. No dia seguinte, a vítima foi o New Orleans: 50 pontos e novo “W”. E pra fechar este inesquecível quinteto de partidas vitoriosas e com pontuações históricas, Kobe cravou mais 43 pontos diante do Golden State, no dia 25 de março.

Foram 268 pontos em cinco pelejas. Média de 53,6.

Kobe, na época, tinha 28 anos. Hoje, tem 33. Está quatro anos e meio mais velho.

Mas ele ainda conhece muito bem o caminho do gol; ou melhor, da cesta.

BRASILEIROS

Os brasileiros tiveram uma sexta-feira muito profícua, embora dois tenham vencido e dois tenham perdido.

Na incrível derrota do Toronto para o Indiana (jogando em casa, o time chegou a abrir 18 pontos de vantagem no segundo quarto) por 95-90, LB anotou 20 pontos em 20 minutos em quadra. Pegou ainda cinco rebotes. Vamos dar a César o que é de César: desde que eu critiquei a postura e o desempenho do paulistano, ele reagiu espetacularmente. Em quatro jogos disputados, marcou 69 pontos, o que deu uma média de 17,2 por partida. Que assim seja até o final da competição.

Anderson Varejão voltou a brilhar também, mas seu Cleveland, assim como o Toronto de LB, perdeu. O capixaba marcou 11 pontos e pegou 14 rebotes, seis deles ofensivos. Foi o quinto “double-double” em 11 partidas. Varejão é o quarto melhor reboteiro do campeonato (11,2 por partida) e o segundo melhor nos ressaltos ofensivos: 4,8.

Nenê Hilário também fez bonito na vitória diante do Miami: 17 pontos e 12 rebotes, três deles ofensivos. Jogou 39 minutos, boa parte como pivô, sua verdadeira posição.

Finalmente, Tiago Splitter. Na vitória do seu San Antonio diante do Portland por 99-83, o barriga-verde veio do banco, assim como Leandrinho, e marcou 14 pontos. Mas ficou com apenas quatro rebotes. Não vi o jogo, por isso não tenho como dizer mais do que isso.

CLÁSSICO

Pena que o horário não ajuda, mas nesta madrugada, 1h30 da manhã, Lakers e Clippers se enfrentam no Staples Center. O clássico da Califórnia terá o primo pobre como mandante. Por isso, haverá mais gente simples no ginásio do que gente rica e famosa.

É bom lembrar: nos dois jogos amistosos entre ambos no começo desta temporada, o Clips venceu ambos. O segundo, é verdade, Kobe Bryant não jogou, alegando uma contusão na munheca.

Vamos ver como será esta noite. Aconselho a não tomar cerveja, pois esta danadinha ajuda a precipitar o sono.

O que eu aconselho é uma bela cochilada à tarde para enfrentar uma madrugada que promete ser longa e, muito provavelmente, inesquecível.

Quem vai marcar Kobe? Quero dizer: se é que dá para marcá-lo no momento.

Notas relacionadas:

  1. UM DESASTRE CHAMADO KOBE BRYANT
  2. DERRICK ROSE, A RAZÃO DAS VITÓRIAS DO CHICAGO BULLS
  3. EM NOITE DE ESCLARECIMENTOS, D-ROSE, KOBE E BYNUM SE DESTACAM NAS VITÓRIAS DE BULLS E LAKERS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 25 de dezembro de 2011 NBA | 18:50

VITÓRIA DO NEW YORK, MAS PODERIA TER SIDO DO BOSTON

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Foi um grande jogo, um presente dos deuses para quem esperou tanto tempo pelo início da temporada. A vitória do New York por apenas dois pontos (106-104) poderia ter sido do Boston, pois o cotejo foi muito igual.

Cada time dominou um tempo. O primeiro foi dos nova-iorquinos; o segundo, dos bostonianos. Estes, no entanto, não conseguiram entregar a bola final das mãos de Ray Allen e, talvez por isso, perderam a partida.

O Boston tem pra onde crescer: Paul Pierce não jogou. Com ele, a chance de vitória do Celtics seria maior. Daria até pra dizer que com “The Truth” o pessoal de Massachusetts teria vencido; não seria exagero algum.

Mas o New York tem igualmente pra onde crescer: Baron Davis foi contratado para pensar o jogo do pessoal da
“Big Apple”. Se recuperar a forma e se mantiver saudável por toda a temporada, o Knicks, seguramente, vai brigar pelo título.

No final da partida, com uma dor de cotovelo daquelas por ter perdido a partida, Kevin Garnett posou como mau perdedor e tentou esganar Bill Walker. A televisão mostrou. Fico agora no aguardo da decisão de Stu Jackson. Suspender KG por no mínimo um jogo torna-se necessário e exemplar. Vamos ver o que a NBA vai fazer.

Destaques do jogo: 1) Carmelo Anthony: 37 pontos (10-17) e oito rebotes; 2) Rajon Rondo: 31 pontos (11-19) e 13 assistências.

Melo = esperado. Rajon = surpresa.

Se o tinhoso armador do Celts mantiver o nível de arremesso do jogo deste domingo, conseguirá o “upgrade” necessário para estar ao lado de Derrick Rose, Chris Paul e Deron Williams no rol dos melhores armadores da NBA. E fará do Boston um time ainda mais forte do que ele já é.

Ah, sim: Brandon Bass veio do banco e contribuiu com 20 pontos e 11 rebotes. Se for sempre assim, o Celts acertou ao trocá-lo por Glen “Baleinha” Davis.

Notas relacionadas:

  1. RASHEED É DO BOSTON
  2. KIDD, MAS PODERIA SER KID
  3. VITÓRIA INCONSTESTÁVEL
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011 NBA | 17:36

PREVISÕES PARA A TEMPORADA 2011-12 DA NBA

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Depois de meses de angústia e indefinição, quando muitos chegaram a pensar que a temporada não aconteceria, eis que neste domingo, dia 25, ironicamente no dia de Natal, ganhamos o presente que tanto queríamos: a bola subirá pela primeira vez e começa o campeonato da NBA, o mais importante, charmoso, rentável, disputado, imbatível e apreciado de todo o planeta.

Os times já estão praticamente montados. Dificilmente teremos uma troca bombástica (“blockbuster”), pois o Orlando disse que não negocia Dwight Howard nos próximos meses e que muito provavelmente ele jogue toda a temporada na Flórida.

Portanto, já podemos fazer uma análise sobre os favoritos. Não, não vou analisar os 30 times do campeonato. Vou falar apenas daqueles que eu acho que vão fazer algo de importante no torneio.

LESTE

Queiram ou não, podem chorar os fanáticos se quiserem, mas o Miami Heat segue tendo no papel o melhor time da NBA. Na quadra, quase confirmou isso na temporada passada, mas acabou se curvando ao jogo coletivo do Dallas.

Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh, juntos, formam o melhor “big three” da liga.

O time do sul da Flórida manteve intacto seu núcleo. Melhor do que isso: contratou o excelente Shane Battier, jogador que, ao que tudo indica, se encaixará perfeitamente no sistema implantado pelo técnico Erik Spoelstra.

Com ele, o que se comenta na Flórida é que Spoelstra vai usar muito LBJ como ala-pivô, aproveitando mais Battier no time principal.

É o meu favorito para ganhar a conferência.

Seu grande oponente será, uma vez mais, o Chicago Bulls. Assim como o Miami, manteve seu núcleo ileso. Assim como o Miami, fez uma contratação superimportante: Richard Hamilton.

Apesar de seus 34 anos, Hamilton não mostra declínio físico e nem técnico. Vejo em quadra o mesmo vigor dos tempos de Detroit.

Com Rip no time, a pressão em Derrick Rose diminuirá; com Rip no time, a equipe ficará mais rápida; com Rip no time, as bolas longas se tornarão mais mortais ainda e não serão privilégio apenas de Kyle Korver.

Tom Thibodeau segue no comando da equipe, que ele transformou numa máquina defensiva. No último campeonato, o Bulls foi a melhor defesa da nação, seguido pelo Miami.

Como na temporada passada, deverá fazer a final do Leste contra o Miami e, como na temporada passada, deverá ser batido novamente.

Com a adição de Baron Davis, o New York Knicks terá um armador muito melhor do que teve em Chauncey Billups. O problema é que Davis não tem uma saúde de ferro. Se estiver mais resistente, o time renderá muito mais do que na temporada passada.

Pra quem é mais jovem eu digo: Davis era o Chris Paul de sua geração.

A contratação de Tyson Chandler foi outra boa notícia para a franquia nova-iorquina. Com ele, o NYK ganha em força defensiva e para entrar em seu garrafão os adversários vão ter que pedir licença.

Chega fácil à semifinal do Leste.

Tudo bem que o “Big Three” do Boston Celtics está um ano mais velho, mas segue sendo ainda uma imensa ameaça para os adversários. E Rajon Rondo, não se esqueça, é o armador do Celtics, tido por muitos como o melhor “point guard” da NBA.

O problema do Boston vai ser o rodízio. Jeff Green, que ajudaria no descanso de Paul Pierce e Ray Allen, perderá toda a temporada por causa de um problema cardíaco. Brandon Bass será o responsável pelo repouso de Kevin Garnett, mas, sinceramente, eu não sei por que o Celtics preferiu-o ao invés de Glen Davis. E mais: quem será o substituto de Rajon?

Com esses problemas no banco, pode ter dificuldade para atingir a semifinal. A menos que o “Big Three” se supere fisicamente.

A grande ameaça ao Boston é o Orlando Magic. Claro, isso se o time não perder Dwight Howard.

Jameer Nelson é um ótimo armador, mas o problema dele é o mesmo de Baron Davis: as seguidas lesões. Se Jameer puder jogar pra valer, ao lado de Jason Richardson, Hedo Turkoglu, Glen Davis e D12, repito, serão uma ameaça e tanto para o Boston atingir uma das semifinais.

O Indiana Pacers tem tudo para tomar a vaga do Atlanta Hawks na relação dos favoritos do Leste. O time de Indianápolis manteve sua base e ainda adicionou dois ótimos jogadores: David West e George Hill.

O dinheiro gasto com West, no entanto, eu teria investido em outro atleta, pois o Indiana conta com Tyler Hansbrough para a posição e não haveria a necessidade desta aquisição. Como disse em outro post, Tyler pode ser o Taj Gibson do Pacers.

Sobram duas vagas que serão disputadas, no tapa, por Atlanta Hawks, New Jersey Nets, Milwaukee Bucks e, mais atrás, o Philadelphia 76ers.

OESTE

“Não subestimem o coração de um campeão”. A frase é do ex-treinador Rudy Tomjanovic, dita logo após a conquista do título da Conferência do Oeste no torneio 1994-95. O Houston, então campeão da NBA, tinha se classificado apenas em sétimo lugar e foi comendo pelas beiradas e chegou ao título não apenas da conferência, mas também da NBA.

Conto essa história porque o Dallas Mavericks não pode ser subestimado. Ganhar um campeonato do jeito que o Mavs ganhou na temporada passada mostra que o basquete não se limita apenas a grandes jogadores reunidos em um mesmo time. É preciso ter uma filosofia por trás de uma equipe campeã.

E isso o técnico Ricky Carlisle conseguiu implantar nos texanos. E contou, claro, com uma atuação soberba de Dirk Nowitzki, que calou os críticos que apontavam o dedo para o alemão o tempo inteiro chamando-o de “amarelão” — e, diga-se, com razão.

Pois esse time estará de volta nesta temporada e reforçado por Lamar Odom.

Sim, eu sei, Tyson Chandler deixou a franquia e esse, realmente, é um grande problema, pois não houve substituição à altura. Brandon Haywood, reserva de Chandler, será agora o titular e não tem o mesmo quilate.

Outra perda importante: DeShawn Stevenson deve se transferir para o New Jersey. Embora reserva, sempre que entrava trazia consigo não apenas qualidade técnica, mas uma garra impressionante, que se tornou símbolo da conquista passada.

Como eu compactuo com a frase de Rudy T., o Dallas é um dos favoritos para chegar à final do Oeste.

Seu grande adversário será o Oklahoma City Thunder. Como no Leste, acredito que a final da temporada passada tem tudo para ser repetida.

O OKC ganhou mais um ano de conjunto e experiência. O calcanhar de Aquiles do time segue sendo o pivô: se o Thunder tivesse investido em um jogador como Nenê ao invés de Kendrick Perkins, teria se dado muito melhor.

Mas com a saída de Jeff Green, Serge Ibaka virou titular como ala-pivô e com mais minutos em quadra ele melhorou dramaticamente seu jogo. O “Rei dos Tocos” da NBA vai ter que dar uma mãozinha para Perkins para que o time não se veja em inferioridade nos duelos dentro do garrafão.

Mas o diferencial do OKC é mesmo Kevin Durant. Para muitos, o homem que substituirá Kobe Bryant quando o astro do Lakers pendurar seu par de tênis.

Não chego a tanto, mas vejo em KD um jogador extraordinário, apto a comandar um time para um título da liga brevemente.

Os dois jogos que o Los Angeles Clippers fez diante do Lakers na “pre-season” credenciaram o primo pobre de LA a um lugar de destaque na conferência. Chris Paul foi a melhor e mais bombástica contratação desta temporada.

CP3 é, ao lado de Derrick Rose, o melhor armador da NBA na atualidade. E o Clippers sentirá sua força em quadra.

E quem vai ganhar com isso serão seus companheiros, principalmente Blake Griffin, um jogador de explosão e extremamente talentoso, que precisa de um cara como CP3 para que seu jogo se desenvolva ainda mais. E isso tem tudo para acontecer.

E não se esqueça que esse time tem ainda a experiência de Chauncey Billups, o talento de Caron Butler e força física e a qualidade técnica de DeAndre Jordan.

Se der química, apesar do técnico Vinnie Del Negro, o Clippers tem tudo para chegar à final do Oeste.

O Los Angeles Lakers está entre os favoritos da conferência, claro que está. Afinal, como deixar de lado um time que tem Kobe Bryant? Impossível não se sensibilizar com o jogo deste que é o melhor atleta da NBA depois da era Michael Jordan.

O grande problema dos ricaços de Los Angeles é que o time clareou demais. Todos seus reforços são brancos — e a gente bem sabe que o basquete nos EUA é um esporte preferencialmente de negros.

Jason Kapono, Josh McRoberts e Troy Murphy foram as conquistas da franquia. Em compensação, houve um recrutamento de um “moleque” do college que dá pinta de que será muito bom de bola: Darius Morris.

Morris vem para uma posição que o Lakers é carente: a armação. Gostei muito do que vi na primeira partida da série contra o Clippers, a única, aliás, que ele participou.

Dallas, OKC, Clippers e Lakers. Como se vê, quatro times em condições idênticas para conquistar o título do Oeste. Acontece com esta conferência o mesmo que ocorre com o Campeonato Brasileiro de futebol: o nivelamento é maior do que no Leste. Nesta conferência, a diferença do Miami para os demais é mais acentuada.

O San Antonio Spurs segue na frente do Memphis entre os meus favoritos. Não se esqueça que Manu Ginobili, por irresponsabilidade de Gregg Popovich, contundiu-se na última partida da fase de classificação, quando tudo estava definido, e jogou com o braço lesionado por pequenas fraturas durante os playoffs.

Resultado: o time foi eliminado pelo Memphis.

Se Popovich não fizer bobagens e se der tempo de quadra para que Tiago Splitter desenvolva seu jogo, o alvinegro texano segue sendo uma das forças do Oeste. Mas claramente num nível abaixo dos quatro mencionados anteriormente.

O Memphis Grizzlies perdeu Darrel Arthur por toda esta temporada, mas, em compensação, poderá contar com Rudy Gay, que se ausentou dos playoffs passados por conta de uma lesão. Na balança, o time mais ganha do que perde.

De resto, tudo como dantes no quartel de Abrantes. E o que isso quer dizer? Que o mesmo time que causou sensação nos momentos decisivos do torneio passado estará novamente em quadra, pois Marc Gasol, que poderia ter se mandado, renovou seu contrato com a franquia, no melhor lance dos executivos durante a “off-season”.

Sobram duas vagas. E quem vai brigar por elas? Não necessariamente nesta ordem, mas acho que Portland Trail Blazers, Houston Rockets e Denver Nuggets são os candidatos mais fortes a elas.

Mas não podemos nos esquecer do Minnesota Timberwolves. Se Ricky Rubio e Derrick Williams jogarem, juntos com Kevin Love, Michael Beasley e Wesley Johnson poderão fazer do time da cidade que no passado abrigou o Lakers uma das sensações desta temporada.

EPÍLOGO

Pra não me furtar a finalizar os meus palpites, pra mim a final desta temporada será entre Miami Heat e Oklahoma City Thunder. E o Miami será o campeão.

Mas eu gostaria demais que fosse entre Chicago Bulls e Los Angeles Clippers. E não preciso dizer quem eu gostaria que fosse o vencedor.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 23 de agosto de 2011 NBA | 18:16

LIGA INDEPENDENTE VAI MOVIMENTAR 70 JOGADORES DA NBA

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Preocupados com a forma e sem qualquer intenção de deixar os EUA, cerca de 70 jogadores da NBA estão tramando uma liga independente que seria disputada em Las Vegas. O campeonato começaria em meados de setembro e teria dois jogos por dia.

Regras? Iguaiszinhas às da NBA.

Jogadores? Anotem aí alguns dos que já se comprometeram:

Kevin Garnett
Rajon Rondo
Paul Pierce
Chauncey Billups
Baron Davis
Rudy Gay
John Wall
Al Harrington
Corey Maggette
Kyle Lowry
Paul George
J.J. Hickson
Austin Daye
Jared Dudley
Dahntay Jones
Jermaine O’Neal
Craig Brackins
Marreese Speights
Eric Bledsoe
Matt Barnes
Manny Harris
Tayshaun Prince
Monta Ellis
Tyreke Evans
Mo Williams
Josh Smith
Ron Artest
Yi Jianlian
Glen Davis
Sebastian Telfair
Al Thornton

A ideia partiu de Joe Abunassar, dono da Impact Basketball, uma espécie de academia de basquete que se especializou em aprontar jogadores para os “campi” de “rookies” que se preparam para o “NBA Draft”, entre outras atividades.

Como disse, o objetivo dos jogadores é apenas manter a forma. Ninguém está preocupado em ganhar dinheiro. Tanto que não haverá contratos entre atletas e os times formados.

É bem possível que haja cobrança de ingresso para os jogos, mas o dinheiro arrecadado, possivelmente, será utilizado para pagar despesas com árbitros, mesários e funcionários que trabalham durante as partidas e que limpam a quadra, pegam isotônicos para jogadores, trocam as toalhas etc e tal.

Isso sem falar em médicos e preparadores físicos.

Enfim, o dinheiro arrecadado seria usado para remunerar esses “funcionários” da liga independente.

Duração do campeonato? De duas a três semanas… Como se vê, apenas um paliativo.

A NBA, realmente, é única.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 30 de maio de 2011 NBA | 11:54

NÃO SEJAMOS INGÊNUOS

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Sinceramente, eu não consigo entender por que as pessoas estão tão incomodadas com o que foi feito em Miami quando Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh se uniram para formar um esquadrão afim de criar uma dinastia no sul da Flórida. Ilegítimo? Onde estaria a ilegitimidade?

Um parceiro nosso tem dito aqui no botequim — e com razão — que o que foi feito em Miami foi feito em Boston, por exemplo. E eu completo: foi feito anteriormente várias vezes em Los Angeles. E será feito em Orlando se o Magic quiser segurar Dwight Howard.

A diferença do que ocorreu em Miami para o que ocorreu nos outros lugares é que, dizem, pois não conseguem provar, é que os três elaboram o plano de jogar juntos em Miami durante os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. E depois de tudo acertado, D-Wade conversou com Pat Riley, presidente e gerente-geral da franquia.

Oficialmente, no entanto, tudo foi engendrado por Riley, pois a NBA não permite esses acordos entre jogadores. Mas, como dizia, oficialmente foi Riley quem foi atrás de LeBron James. Depois, procurou Chris Bosh. E com essas contratações, renovou com Dwyane Wade e evitou que seu “franchise player” fosse jogar no Chicago.

Oficialmente, foi o que ocorreu.

O próximo time a fazer isso será o Orlando. Otis Smith, o Pat Riley do Magic, irá às compras neste verão norte-americano. Vai tentar arrumar dois jogadores extra-séries para se unirem a Dwight em Orlando para evitar que seu “franchise player” vá embora ao final da próxima temporada.

E vocês acham que Dwight não vai estar por dentro do que estará ocorrendo? Vocês acham que Smith não vai pegar seu celular, telefonar para DH e dizer: “Superman, estou em negociações com Fulano de Tal. O que você acha?”

Se DH der sinal verde, Smith fecha o negócio; se ele vetar, Smith irá atrás de outro reforço, seguramente indicado por Dwight.

E mais: vocês acham que DH não vai pegar o mesmo celular e telefonar para os jogadores que estão na mira do Orlando? Telefonar e dizer: “Vem pra cá, meu velho, pois ao meu lado a gente vai destruir que aparecer na nossa frente. Vem pra cá porque aqui em Orlando a vida é o maior barato. A cidade é espetacular, não faz muito frio, é segura, tem escolas excelentes para seus filhos e por falar neles, é aqui que fica a Disney”.

Vocês acham que DH não fará isso? Claro que fará.

Sim, Dwight é quem vai determinar quem o Orlando deve contratar. Caso contrário, se Smith fechar negócio com jogadores que não sejam do agrado de DH, no final da próxima temporada ele se manda.

O mesmo deve ter acontecido em Boston. Danny Ainge, o Pat Riley do Celtics, quando começou a montar o “Big Three”, também corria o risco de perder Paul Pierce, que estava cansado de ser saco de pancadas no nordeste dos EUA.

Ao contratar Kevin Garnett e Ray Allen, vocês acham que Ainge não falou com “The Truth”? Claro que falou. Sem o aval do jogador, o Celtics corria o risco de perdê-lo. E vocês acham que Pierce não conversou com Garnett e Allen? Claro que conversou.

Então, por favor, não sejamos ingênuos: o que foi feito em Miami vem sendo feito desde que a NBA foi criada.

Ou vocês acham que Kobe Bryant não foi consultado por Mitch Kupchak quando ele contratou Pau Gasol? Ou vocês acham que Black Mamba não foi ouvido quando Ron Artest foi adquirido? Ou vocês acham que Kobe não conversou com os dois antes de o negócio ter sido fechado?

Derrick Rose será ouvido por Gar Forman quando o Chicago for às compras (se for, e eu espero que sim) para reforçar seu time.

Isto vem sendo feito desde que a NBA existe. E continuará sendo feito eternamente.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 4 de maio de 2011 NBA | 11:59

É BOM ACAUTELARMOS QUANTO AO BOSTON

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Eu só não cravo aqui que o Miami está na final da Conferência Leste porque o adversário é o Boston. Caso contrário, eu afirmaria com todas as letras: o Miami está na final do Leste!

Do Boston a gente não pode duvidar nunca. A história desse time está bem diante dos nossos olhos, é recente, bem fresquinha. É um time que ressurge quando ninguém dá mais nada por ele.

Foi montado há três temporadas. No primeiro ano, não apostava-se nele porque não havia entrosamento; foi campeão. No ano seguinte, mesmo sem Kevin Garnett, contundido, chegou às semifinais e foi batido pelo Orlando (que ganharia a conferência) em sete jogos. E no ano passado, foi campeão do Leste e caiu em sete jogos diante do Lakers.

Na história das semifinais de conferências, em apenas quatro oportunidades um time saiu de uma desvantagem de 2 a 0 para chegar às finais: Houston em 1994 e 95, Lakers em 2004 e San Antonio em 2008.

A estatística conspira contra o Celtics. Mas muito mais do que os números, o grande adversário do time é o próprio Miami, que está jogando muita bola nestes playoffs, e a limitação de alguns de seus jogadores.

Kevin Garnett, por exemplo, continua afiado em seus arremessos de meia distância ou da zona morta. Mas nem de longe lembra aquele jogador que era uma máquina de pegar rebotes e que em nove anos seguidos teve duplo dígito de média neste fundamento.

Nestes dois jogos diante do Heat, KG pegou um total de 14 rebotes, o que dá uma média de sete por partida. Nem nos tocos se faz notar. Já não machuca mais seus oponentes como antes.

Ray Allen tem sido de uma irregularidade constrangedora. Num jogo faz 25 pontos e no outro apenas sete.

Glen Davis parece nesta série o “rookie” que ao Boston chegou há quatro temporadas e que chorava no banco depois de levar bronca. Tem médias de cinco pontos e três rebotes. Perde vergonhosamente o duelo para os homens altos do Miami.

Paul Pierce e Rajon Rondo são os jogadores que se salvam até este momento. Mas Rajon, a gente bem sabe, não é confiável na pontuação. Ontem fez 20 pontos, mas no primeiro jogo anotou apenas oito.

A tudo isso adicione o fato (mais importante) que o Boston não consegue conter o Trio Magnífico do Miami. Nem mesmo Chris Bosh, por muitos chamado de “soft”, mas que tem sido eficiente nos rebotes (média de 11,5 na série).

Isso sem falar em Dwyane Wade e LeBron James. O duo fez ontem 63 dos 102 pontos do Heat; mais da metade. No primeiro confronto, ambos fizeram 60 dos 99 tentos da equipe; também mais da metade.

O Boston não encontrou antídoto para D-Wade e LBJ. Allen, Pierce, Delonte West e Jeff Green (esqueci alguém?) não foram eficazes até o momento.

Fecha-se o garrafão e eles derrubam bolas de média e longa distância. Aperta-se o perímetro e eles batem pra dentro e fazem bandeja. O lado fraco, ou seja, a ajuda, do Celtics não funciona.

Doc Rivers deveria envolver mais Rajon em D-Wade. Mesmo que LBJ esteja na armação o jogo, como habitualmente ocorre.

Ontem, ainda por cima, o time mostrou cansaço no final. Estava o jogo empatado em 80 pontos a 7:10 minutos da buzinada derradeira quando o Miami fez uma corrida de 22 a 11 e venceu a partida. Dentro desta corrida, a inicial foi de 14 a 0. O Celtics não teve pernas para controlar o “rush” do oponente.

E nem LBJ e D-Wade, que fizeram 14 desses 22 pontos.

E pra finalizar: no duelo dos astros, no primeiro jogo o Trio Magnífico do Miami venceu o Big Three do Boston por 67 a 50; ontem, por 80 a 36.

Repito: fosse qualquer outro time e eu diria que o Miami estava na final. Vamos aguardar. Há quatro dias de descanso até o próximo confronto. E ele será em Boston, onde a torcida local costuma chacoalhar o ônibus do adversário quando este está chegando ao TD Garden.

Tudo isso será importante: o tempo de descanso, reajustes que Doc Rivers fará no sistema defensivo do time (principalmente) e o apoio dos fãs. Mas se dentro de quadra os jogadores não reagirem, o Miami pode fechar a série neste final da semana, varrendo impiedosamente seu oponente.

NÚMEROS

Dos últimos três jogos entre Miami e Boston, três vitórias do Heat.

EMPATE

O Oklahoma City empatou a série semifinal do Oeste ao bater ontem o Memphis Grizzlies por 111 a 12.

Qual foi o segredo do sucesso do OKC? Subtraiu brutalmente o volume ofensivo da dupla Zach Randolph e Marc Gasol. No primeiro embate, os dois juntos fizeram 54 pontos; ontem, só 28.

Mas é importante ressaltar: 13 dos 28 pontos da dupla aconteceram no último quarto, quando o jogo já estava resolvido e o Thunder poupava-se nitidamente em quadra.

Além disso, a ajuda do banco foi igualmente fundamental: James Harden, que no primeiro embate anotou só cinco pontos, ontem fez 21; Eric Maynor, que no jogo inicial da série anotou um trio de pontos, ontem cravou 15. Ou seja: os dois, no primeiro embate, anotaram juntos oito pontos; ontem, 36.

Essas coisas fazem uma baita diferença.

FURO N’ÁGUA

Quando Danny Ainge mandou Kendrick Perkins embora todos nós estranhamos — e os torcedores do Boston choraram. O tempo passou e prova-se uma vez mais que Ainge conhece do assunto.

Perkins foi um fiasco na série diante do Denver. Foi engolido por Nenê Hilário. Até tapão levou e foi jogado ao chão.

Nesta, diante do Memphis, repete a dose. Em dois jogos, médias de exatos dois pontos e seis rebotes.

Ridículo.

Notas relacionadas:

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  2. O QUE ACONTECE COM O BOSTON?
  3. VALE QUANTO PESA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 1 de maio de 2011 NBA | 01:47

DUELOS QUE TORNAM ESTE UM DOMINGO ESPECIAL

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Começa neste domingo talvez a série mais aguardada destes playoffs. Miami e Boston duelam para ver quem chegará à final do Leste.

Muitos que frequentam este botequim não apostavam no Heat em uma semifinal do Leste. Outro tanto, considerável eu diria, até que apostava num avanço do time da Flórida, mas assim que cruzasse o Boston, numa semifinal ou mesmo na final, iria sucumbir.

Pois bem, o momento chegou. Miami e Boston começam neste domingo a série mais aguardada destes playoffs. Excluo da frase o advérbio, pois eu não tenho dúvida: este é mesmo o confronto mais aguardado destes playoffs.

Vai colocar frente a frente um time que está na praça há três temporadas e que agrada a gregos e troianos, mas que a cada temporada que começa é acusado de ser velho e que as pernas de seus veteranos jogadores vão pesar quando a intensidade dos jogos de playoffs chegarem.

O fato é que esse time, que tem nome, e todos nós chamamos de Boston Celtics, contraria a muitos. A idade está elevada, mas não atrapalha; longe disso. A idade serve, isto sim, como um aliado neste momento decisivo.

Ray Allen completará 36 em 20 de julho próximo. Kevin Garnett fará 35 anos no dia 19 de maio. E Paul Pierce está com 33 e apenas em 13 de outubro vai fazer aniversário. Somando a idade dos três, temos 104 anos. Isso dá uma média de 34,6 anos.

Muita coisa — mas não para eles. Os três parecem não envelhecer. O tempo passa e para eles é como se não passasse.

Eles ganharam nesta temporada um aliado importante, que tem adicionado combustível da mais alta qualidade ao jogo do time. Rajon Rondo já tinha mostrado suas credenciais nos playoffs da temporada passada. Nesta temporada, adquiriu maturidade.

Muitos daqueles que se referiam ao Boston como o time do “Big Three”, hoje falam em “Fab Four”. E não há exagero algum nisso. Rajon pode ainda não estar no mesmo nível de excelência do “Big Three”, mas está perto disso. Ele consegue fazer os três jogarem sem ter que se esforçar. Quer dizer: Rajon poupa energia aos três veteranos.

A essas quatro peças unem-se outras que fazem esta engrenagem funcionar muito bem.

Delonte West é um ótimo reserva para Rajon e Allen. Jeff Green chegou para ajudar no descanso de Pierce. E Glen Davis é o cara certo para rodiziar o garrafão, ajudando KG e Jermaine O’Neal, que passou quase que toda a temporada de fora, mas que voltou e parece estar com todo o gás.

Não falo em Shaquille O’Neal, pois dele não sabemos exatamente quando vai voltar. E, quando voltar, o que vai produzir. Está parado há alguns meses e já tem 39 anos. Não é mole.

Mas, de qualquer maneira, como disse, o Boston tem um banco de respeito.

É esse time que o Miami vai enfrentar. Se o Boston tem seu “Big Three”, o Heat conta com os Três Magníficos. LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh foram a sensação das férias da NBA quando se uniram. Transformaram o Heat no time mais badalado da liga antes de a bola subir.

Boa parte do eleitorado torce o nariz para Chris Bosh. Muitos dizem que ele é supervalorizado. Outra parcela diz que ele é “soft”. Não faço coro com nenhuma dessas alas: pra mim, CB1 é o complemento ideal para Dwyane Wade e LeBron James.

Suas médias são muito boas. Ele tem quase que 20 pontos e dez rebotes de nestes playoffs. Para ser preciso, 19,8 pontos e 9,0 rebotes. Bons números em pontos e rebotes num time que tem LeBron e D-Wade.

LBJ e Wade costumam monopolizar os pontos. Então, sobra pouco espaço para qualquer outro jogador ter médias acentuadas na pontuação. Por isso, esses 19,8 pontos são muito expressivos.

LBJ costuma pegar rebotes às pencas. Esta com 10,6 de média nestes playoffs. Então, também digo: o espaço diminuiu no garrafão para quem quer pegar rebotes. Por isso esses 9,0 rebotes de média são significativos.

Por isso considero o desempenho de Bosh muito acima da média e também do que muitos falam por aí.

Quanto ao time, foi acusado de não ter armador e nem pivô. E eu sempre disse que uma equipe que tinha esses três caras não precisava de armador e nem pivô. Até porque não existe time que tenha cinco jogadores com um mesmo nível de excelência. Só a seleção dos EUA.

LeBron tem levado a bola. Mario Chalmers ajuda a dividir a função. Chegou no meio do campeonato Mike Bibby, que também arma o jogo e ainda auxilia nos arremessos, desafogando um pouco o trabalho de D-Wade.

E no pivô, Joel Anthony, Zydrunas Ilgauskas, Jamal Magloire e até mesmo Jwan Howard se revezam.

James Jones ajuda no descanso de LBJ, mas LBJ parece incansável.

Ah, sim, nesta série haverá um duelo dentro do duelo principal. LBJ não consegue dobrar o Boston. Tombou duas vezes com a camisa do Cleveland. Dan Gilbert, dono do Cavs, disse que ele pipocou na série do ano passado.

LBJ diz pouco se importar com isso. Sabem o que ele fez nestes dias de descanso entre uma série é outra? Assistiu várias vezes os filmes dos quatro jogos que Miami e Boston realizaram neste campeonato. Procura defeitos no time adversário, defeitos que ele pretende explorar, é claro.

Ah, sim, quase que me esqueci: na temporada passada, quando Miami e Boston se enfrentaram na primeira rodada, D-Wade se desentendeu com alguns jogadores do Celtics e o clima pesou.

Quer dizer: LBJ e D-Wade estão com o Boston atravessado na garganta.

Um duelo e tanto. Como disse, o mais aguardado destes playoffs.

NOVIDADE

Também neste domingo começa outro confronto, mas este no Oeste. Oklahoma City e Memphis iniciam um duelo inédito. Jamais se enfrentaram em playoffs e jamais haviam vencido uma série de playoffs.

Mas chegaram para acabar com a mesmice da conferência. São caras novas que agradam em cheio, não só pelo nome, mas também por causa de seus jogadores.

Não se houve mais falar de Tim Duncan, Manu Ginobili, Tony Parker, Carmelo Anthony e Chauncey Billups, nomes que eram falados na temporada passada.

Agora ouve-se ecoar nomes como os de Kevin Durant, Russell Westbrook, Serge Ibaka, Zach Randolph, Marc Gasol e Tony Allen. Esta é a nova ordem no Oeste.

Durant amadurece a cada temporada. Nesta, entrou em quadra com uma medalha de ouro no peito conquistada no Mundial da Turquia e um troféu na mão direita que representava o prêmio de melhor jogador desta mesma competição. Além disso, foi eleito o melhor atleta de basquete dos EUA na temporada passada.

KD quer destronar Kobe Bryant. KD quer ser o dono, primeiro, do Oeste e, em seguida, da NBA. É o líder deste Oklahoma, mas tem em Westbrook um parceiro ideal. Um parceiro que o faz crescer e que ajuda a tirar muitas vezes o excesso de peso em seus ombros.

E para completar este trio, Ibaka vem jogando uma barbaridade. É o rei dos tocos na NBA. Comportamento que intimida o adversário, que teme, a todo o momento, que a bola jogada à cesta receba um safanão que a impeça de encontrar o destino a ela incumbido.

Não vou nem falar de falar de Mike Conley, Shane Battier e O.J. Mayo. São ótimos complementos, todos nós sabemos. E também não vou falar de Thabo Sefolosha, James Harden e Nick Collison. São igualmente ótimos complementos

Quero falar é do confronto que Ibaka vai travar com Z-Bo. Z-Bo, se você não sabe, é Zach Randolph, a nova sensação destes playoffs por causa da série que ele fez contra o San Antonio: 21,5 pontos e 9,2 rebotes por jogo. Foi um tormento para Tim Duncan e companhia.

Com certeza Z-Bo e Ibaka vão travar um duelo de sair faísca. Não que eles sejam encrenqueiros, longe disso. Vai sair faísca porque os dois estão jogando muito neste momento. Vai ser impossível acompanhar esta série sem ter um olhar atento aos passos dos dois.

Gasol tem jogado bem e se entendido com Zach perfeitamente no garrafão. Gasol vai enfrentar Kendrick Perkins, que chegou no meio desta temporada para dar um jeito no garrafão do Thunder, que tinha Nenad Krstic, que foi para o Boston. Krstic que é considerado por muitos “soft” demais para a posição.

Mas Perkins não fez uma boa série diante do Denver. Foi suplantado por Nenê Hilário. Apresentou médias de 5,4 pontos e apenas 6,6 rebotes, contra 14,2 pontos e 9,0 rebotes do brasileiro.

Contra Gasol, não terá vida fácil também não. O espanhol, no combate diante do San Antonio, acumulou médias de 14,2 pontos e 12,3 rebotes. E jogou com muita intensidade.

Quero falar agora de Allen; não de Ray, mas de Tony. Ele trouxe ao Memphis o algo mais que o time precisava. Contagia os companheiros em quadra e fora delas. E a ele é confiada a missão de marcar o melhor jogador do adversário. E ele nunca diz não.

Nesta série, a princípio, ele será o encarregado de marcar Durant. Missão, também a princípio, que parece ser impossível.

Além do jogo de KD ser quase que impecável, o ala do Thunder tem 2,06m de altura. Allen tem 1,93m. São 13 cm de diferença. Isso sem contar a envergadura de Durant, que é muito maior do que a de Allen.

O homem que teria a missão de marcar Durante seria Rudy Gay, 2,03m de altura. Foi companheiro de Durant no time dos EUA que ganhou o Mundial da Turquia, que esteve junto de Durant durante bom tempo, que treinou contra ele muitas vezes, que conhece bem KD.

Mas Rudy está contundido e não joga mais esta temporada. Isso pode fazer uma baita diferença neste confronto.

PALPITE

A série entre Miami e Boston eu aposto no Miami em sete jogos. A vantagem de quadra pode fazer a diferença. No confronto entre Oklahoma City e Memphis eu aposto no Thunder, mas em seis jogos.

Notas relacionadas:

  1. UM DOMINGO PERFEITO
  2. UM DOMINGO NADA QUALQUER
  3. QUE DOMINGO!
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 20 de abril de 2011 NBA | 15:53

A HISTÓRIA DA VACA HOLANDESA

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Carmelo Anthony fez uma partidaço. Mas até os segundos derradeiros de mais uma derrota do New York para o Boston (96 a 93).

O Celtics vencia por um ponto (94 a 93) e o Knicks tinha a posse de bola final, pois apenas 13 segundos separavam o jogo de seu encerramento.  Melo pegou a bola na ponta direita do ataque nova-iorquino e quando quatro segundos separavam o jogo de seu final ele simplesmente passou para Jared Jeffries, que estava quase que dentro do garrafão.

Furtou-se a decidir a partida, algo que ele já fez muitas vezes e, a maioria delas, com sucesso. Mas desta vez ele refugou feito “Baloubet du Rouet”. Preferiu o passe para um companheiro que nunca decidiu nada e em lugar algum, companheiro que estava quase que dentro do garrafão.

Não deu outra: Jeffries recebeu a bola e imediatamente dobrou-se a marcação. Jeffries perdeu a bola para Kevin Garnett. E o Boston abriu 2 a 0 na série.

Lembrei-me da história da vaca holandesa que dava todos os dias 100 litros de leite, mas que ao final metia o pé no balde.

Carmelo fez o mesmo ontem à noite no TD Garden de Boston. Sua omissão na última bola jogou no lixo tudo o que ele tinha feito anteriormente — e que não foi pouco.

RECUPERAÇÃO

O Orlando recuperou-se diante do Atlanta e venceu por 88 a 82. Novamente teve problemas. E novamente foi carregado nas costas por Dwight Howard.

O super-homem pivô do Magic anotou 33 pontos e pegou 19 rebotes. Nos dois jogos desta série, ele acumulou médias de 39,5 pontos e exatos 19 rebotes por confronto disputado.

Joga uma barbaridade.

Em contrapartida, seus companheiros, à exceção de Jameer Nelson, continuam negando fogo. Especialmente Jason Richardson — e principalmente Hedo Turkoglu.

Se eles não aparecerem nos próximos jogos, ficará difícil para o Orlando recuperar o mando de quadra.

SURPRISE!

O Dallas venceu mais uma vez o Portland: 101 a 89. O time do Oregon está com problemas internos. Brandon Roy reclama que não joga. Ontem trabalhou por apenas oito minutos.

Roy é tido como a grande estrela e a cara do time. Mas não se afina com o técnico Nate McMillan neste momento. Sem ele o Portland terá dificuldades para reverter esta série diante do Dallas.

Quanto ao time texano, Dirk Nowitzki anotou 33 pontos. Mas o nome do jogo foi Peja Stojakovic: o sérvio anotou 21 pontos, sendo que 15 deles vieram em cestas de três. Peja, aliás, igualou seu recorde pessoal em bolas triplas em playoffs: cinco.

Que situação do Portland, hein? Num jogo Jason Kidd faz 23 pontos; no outro, Peja faz dois a menos.

O time do Oregon foi pego com as calças nas mãos nestes dois confrontos, concordam? Alguém conseguiria prever isso?

Notas relacionadas:

  1. BEASLEY AJUDA WADE; NENÊ QUASE FAZ HISTÓRIA
  2. HISTÓRIA DE PESCADOR
  3. MANU GINOBILI — É HISTÓRIA SENDO ESCRITA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. Última