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segunda-feira, 19 de abril de 2010 NBA | 04:35

DEU A LÓGICA

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LOS ANGELES – O Oklahoma City me surpreendeu; Kevin Durant, não.

Sinceramente, não esperava que o Thunder fosse jogar de igual para igual com o Lakers, especialmente em sua primeira partida de playoff e na casa do melhor time do Oeste e atual campeão da NBA. Mas foi o que aconteceu. O OKC vendeu caro a vitória ao Los Angeles, que penou para vencer por 87-79.

Durant… Bem, Durant continua devendo para mim. Desta vez foi ao vivo. Ele e eu debaixo do mesmo tempo. Minha expectativa era enorme, mas nada aconteceu novamente.

O pirulão do Thunder anotou 24 pontos, é verdade, mas nove deles vieram da linha do lance livre, pois nos arremessos KD fez 7-24 (29.1%). Nas bolas de três, então, foi deprimente: 1-8 (12.5%).

KD quase que pediu licença para jogar. Respeitou demais Ron Artest. Em playoffs, não se pode ter um comportamento desses. Durant é “bonzinho” demais, precisa mudar de atitude.

Na entrevista coletiva, depois da partida, perguntado se ele sentiu o peso de uma partida de playoff, a primeira em sua carreira, ele respondeu: “De verdade? Não; pra mim foi como uma partida da fase regular”.

Talvez esse tenha sido o problema, Kevin: partida de playoff não é igual à da fase de classificação. Se você não conseguiu perceber a diferença é sinal de que não entrou no jogo.

Quanto ao time, ele fez um bom papel defensivo. Limitou o Lakers a 41% de aproveitamento de seus arremessos. Muito disso tem a ver com a marcação que Jeff Green fez em cima de Kobe Bryant na maior parte do jogo. Mais alto e com boa agilidade, Green dificultou o trabalho do armador do Lakers.

No final da partida, Kobe deixou a quadra bem contrariado. Também pudera, acertou apenas 6-19 (31.5%). Pra piorar, fez 7-12 nos lances livres. Foi dominado pela marcação até porque esteve inativo por quatro dos últimos cinco jogos, demonstrando claramente a falta de ritmo de jogo.

Deu uma canseira terrível nos repórteres depois da partida. Phil Jackson apareceu rapidinho para a coletiva, foi substituído rapidamente por Kevin Durant, que deixou a cadeira para Andrew Bynum sentar-se em seguida.

Saía um e entrava outro. Esperava-se que Kobe fizesse o mesmo, mas não foi o que aconteceu. Depois de 40 minutos de espera, Black Mamba surgiu com cara de poucos amigos, usando óculos escuros em local onde a última coisa que se poderia ver era a luz do sol.

Vestia uma calça jeans cinza escuro, camisa de mangas compridas branca com riscas em xadrez azul. Estava pra fora da calça. Por cima dela ele vestia uma jaqueta de couro marrom clara. Tênis branco.

Monossilábico, não queria papo com ninguém. Aos poucos foi se soltando, mas continuou econômico com as palavras. Sorriu algumas vezes. Preferiu falar do time do que ele próprio. “Podemos jogar muito mais do que jogamos”. Todos concordaram.

Perguntado sobre o joelho, disse apenas: “Está bom”.

Mas bom mesmo foi Andrew Bynum. O pivô ficou de fora exatos 13 cotejos recuperando-se de uma contusão no tendão de Aquiles. Havia muita expectativa quanto ao seu retorno, mas Drew não desapontou seus fãs.

Anotou 13 pontos, pegou 12 rebotes e deu quatro tocos. Era a felicidade personificada na sala de entrevistas.

ALMOÇO

Almoçava eu sossegadamente na sala de imprensa do Staples Center. Sentava-me em uma das enormes mesas redondas cobertas com uma tolha preta. Mesa que acomoda tranquilamente 12 pessoas.

Os jornalistas se misturam; a maioria se conhece. Assistentes técnicos costumam aparecer para se alimentar também. Antes da partida contra o Sacramento, vi Frank Hamblen, um dos fiéis escudeiros de Phil Jackson, devorando um pratão de comida.

Faltavam 20 minutos do início da partida de ontem e eu me alimentava com uma saborosa salada verde. A sala já estava bem vazia por conta da hora. Estava solitário no mesão. De repente, vejo Mitch Kupchak com um prato na mão. Sentou-se bem à minha frente, à mesma mesa.

Cumprimentou-me e eu respondi. Aproveitei a brecha e me apresentei. Disse que era brasileiro e que no Brasil o Lakers tem uma legião de fãs. Aquilo não o surpreendeu, pois, como já disse neste botequim, o time californiano parece o Flamengo: tem torcedor em tudo quanto é lugar.

Mr. Kupchak, os fãs brasileiros acreditam que Kevin Durant vai jogar no Lakers brevemente, isso é possível? Estou foi minha primeira pergunta ao gerente geral do Lakers, o homem que pensa o time e que substituiu à altura Jerry West.

— Impossível — respondeu-me ele.

Eu também sei disso. Já escrevi sobre o assunto algumas vezes neste botequim, mas fui direto na fonte para que vocês não fiquem com qualquer dúvida.

— Impossível porque nós não temos “cap” para isso, nem mesmo quando o contrato dele acabar com o Oklahoma [daqui a dois anos]. Renovamos primeiro com Andrew [Bynum], depois com Pau [Gasol] e agora com Kobe. Além disso, o Oklahoma não tem o menor interesse em se desfazer do jogador”.

Fiz minha derradeira pergunta pra encerrar a questão: e daqui a cinco anos, por exemplo, ele não poderia assinar um contrato curto com o próprio Oklahoma e depois acertar com o Lakers, que, aí sim, teria espaço no “cap”?

— Quem sabe — respondeu Mitch num tom de que nem cogita essa possibilidade, pois nem está pensando no assunto.

Rapaziada, a realidade do Lakers está longe de ser a realidade de Kevin Durant. Esqueçam isso.

CIDADE

Falei sobre a sala de imprensa com o restaurante conjugado. Mas há muito mais no Staples Center, o imenso ginásio que fica no centro de Los Angeles.

Pra vocês entenderem as entranhas do edifício, existe uma espécie de rodoanel que circunda a quadra, com quatro saídas para o palco do espetáculo. Este rodoanel não é aparente. Fica escondido do público e das câmeras.

Mas eu convido vocês a darem um passeio comigo pelo ginásio, construído em 1999.

O piso é de cimento queimado, mas com uma camada de verniz que reluz esplendorosamente. As paredes têm os blocos da construção aparente, mas são pintadas em branco e são limpíssimas.

Saindo da sala de imprensa, virando à esquerda, vê-se a primeira das entradas em direção à quadra. Logo a seguir, há centenas de cadeiras adicionais empilhadas e que são usadas em shows ou eventos, como convenções de empresas ou partido político.

Avista-se também quatro traves de hóquei, pois o ginásio é igualmente usado pelo Los Angeles Kings. Ao lado, pequenos tratores que são usados no transporte de suprimentos.

Há seis vestiários dentro do ginásio. O primeiro que aparece é o do Lakers. Logo a seguir surge o do Clippers e do Kings. Mais para frente vem os aposentos dos visitantes, das Laker Girls e do trio de arbitragem.

Anda-se um pouco mais e aparece uma imensa lavanderia colada a um grande depósito onde há materiais de limpeza e alimentos, como se fosse um mercadinho de bairro.

Alguns passos são dados e vem o reservado VIP, bem grande, onde há um lounge e uma sala destinada a fumantes.

Na sequência aparecem o “electrical room”, o “telephone room” e o “uniform room”, onde ficam guardadas as vestimentas dos funcionários do Staples. Por falar nisso, cerca de mil pessoas trabalham no local.

Bem no final, avista-se o estacionamento onde os jogadores e personalidades deixam seus carros. Neste domingo, por exemplo, a atriz Teri Hatcher, uma das donas de casa desesperadas e ex-namorada do Super-Homem (o do gibi, não Dwight Howard), estacionou lá o seu veículo. Quando o jogo acabou, ao sair do elevador e pegar o corredor para ir aos vestiários, eu topei com Teri. Encantadora e bem miudinha.

O Staples, ao contrário, é encantador e gigantesco.

RODADA

O outro jogo deste domingo que eu vi (este pela TV) foi o último da noite. Ele contou-me a vitória do Portland diante do Phoenix, em pleno Arizona.

O que pude ver pelo monitor foi o técnico Alvin Gentry cometer uma injustiça com Leandrinho Barbosa. Retirou-o de quadra com o brasuca tendo computado 13 pontos e 100% de aproveitamento nos arremessos. Isso em sete minutos.

Sabem qual foi a desculpa esfarrapada? Que André Miller, o armador do Blazers, caía no pivô quando atacava e Leandrinho não estava conseguindo marcá-lo. Que seja, mas sacrificar um artilheiro por conta disso parece-me bem pouco inteligente. Muda-se a defesa e pronto.

Infelizmente, Leandrinho não é titular e nem a estrela do time. Se fosse, Gentry teria feito isso. Não fez, o paulistano foi para o banco e quando voltou mostrou-se descalibrado, pois perdeu o ritmo.

Mas quem perdeu mesmo com isso foi o Phoenix, que deixou de utilizar uma arma poderosa. Bobagem que custou caro: o Portland venceu por 105-100 e tornou-se o único visitante a ganhar fora de casa nesta primeira rodada dos playoffs.

Os outros resultados deste domingo foram: Orlando 98-89 Charlotte e Dallas 100-94 San Antonio.

Notas relacionadas:

  1. O FUTURO ESPERA POR THUNDER E DURANT
  2. KOBE E DURANT, DESTAQUES NOVAMENTE
  3. AINDA MAL DAS PERNAS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

quinta-feira, 8 de abril de 2010 NBA | 18:08

AULA EM UM QUARTO

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Faltavam exatos nove minutos para o final da partida quando Jeff Green aproveitou um passe bem dado por Kevin Durant, fez uma bandeja e levou o placar a 86-74 em favor de seu time, o Oklahoma City. Dali para frente começou a debacle do Thunder.

Nenhuma cesta. Todos os últimos oito pontos anotados pelo time da casa foram frutos de lances livres. Os anfitriões erraram seus últimos nove arremessos. Durant e companhia foram presas da marcação do Denver e não resistiram.

A vantagem de 12 pontos desapareceu. O Nuggets fez uma corrida de 24-8 e fechou a partida em 98-94, despertando para a realidade os 18.332 torcedores que foram ao Ford Center, o que representou o maior público da temporada no ginásio do Thunder.

O Denver fechou a série entre eles em 3-1 e terá que perder todos seus quatro próximos compromissos (a começar pelo clássico desta noite contra o Lakers, no Colorado) e ver o Oklahoma City vencer seu quarteto final de contendas para ser ultrapassado pelo oponente.

Esquece; o Thunder ficou para trás. Mais uma vez assisti o time dodói da NBA em ação e não consegui ver nada demais. Realmente, não dou sorte mesmo.

Que coisa!

CONDUTOR

Chauncey Billups (Foto AP) conduziu o Denver nesta correria em busca da vitória. De seus 31 pontos (só ficou atrás de Kevin Durant, que cravou 33), 15 deles foram feitos no quarto final, quando tudo foi resolvido.

Fez, diga-se — e é importante dizer — 11 pontos da corrida final de 24-8 que o Nuggets impôs ao Thunder. Fez o que Carmelo Anthony não conseguiu fazer.

Melo foi um fiasco. Forçou o jogo, foi fominha uma vez mais, olhou apenas para a cesta e não teve novamente o “semancol”. Fez 7-21; ou seja: 33.3%. Um horror.

Já Nenê Hilário foi muito bem no quesito rebotes. Pegou 13 (quatro no ataque) e foi o reboteiro da partida. Mas não pontuou como de costume: cravou apenas sete, todos no primeiro tempo.

Também pudera, arremessou apenas seis bolas nos 39 minutos em que ficou em quadra! Não tinha mesmo como pontuar mais.

CONSOLIDAÇÃO

O Phoenix freou as pretensões do San Antonio em conquistar uma vitória no deserto. Até que os texanos começaram bem a partida, mas não conseguiram resistir a Amaré Stoudemire, que anotou 29 pontos.

O Spurs vinha de quatro triunfos enfileirados, seis nos últimos sete prélios, mas parou diante não apenas de Stoudemire, mas também do jogo consistente e amplo de Steve Nash. O armador foi a sobriedade em quadra: 18 pontos e 12 assistências.

Quer mais? O canadense ficou o último quarto todinho no banco de reservas!

Vitória importante porque, se não viesse, o San Antonio estaria nos calcanhares do Phoenix. Agora o Suns fica a três derrotas do San Antonio, faltando apenas mais quatro partidas para cada um.

Como o Phoenix venceu a série por 2-1, mesmo que venha perder todos seus jogos e os texanos ganhem todos os seus, no desempate o Suns leva a melhor. Então, adeus San Antonio.

ACERTO

Perder não significou nada para os torcedores do San Antonio. Derrotas ocorrem e, como a gente sempre diz, não dá para ganhar todas as noites.

O dia de ontem ficou marcado mesmo por uma grande vitória da franquia: a renovação de contrato de Manu Ginobili. O argentino terá seu vínculo encerrado com o time texano ao final desta temporada.

Assim como LeBron James, Dwyane Wade, Amaré Stoudemire e Chris Bosh (entre outros), “El Narigón” poderia escolher seu destino. Mas a indecisão que permeia LBJ e D-Wade, por exemplo, nunca existiu em Manu.

Ele sempre deixou claro que seu destino sempre esteve traçado no sul do Texas. Jamais pensou em sair de lá. E pelo que fez pela franquia, seria, já disse aqui, uma ingratidão imensa da família Spurs não renovar o contrato do nosso temido rival.

Mas foi renovado; e não foi por ninharia não. Manu vai receber US$ 38.9 milhões pelas próximas três temporadas.

Vale cada centavo investido nele.

???

Leandrinho Barbosa jogou cinco minutos! Alguém tem alguma informação sobre o fato?

RECORDE

Com a vitória do Golden State sobre o Minnesota por 116-107, Don Nelson tornou-se o treinador a conquistar o maior número de vitórias na história da NBA. Ao longo de seus 31 anos como “coach”, Nellie, como é chamado, conquistou 1.333 triunfos. Deixou para trás Lenny Wilkens, que com uma temporada a mais venceu 1.332 cotejos.

Nesse tempo todo e com tantas vitórias, o maior título que Nellie conquistou foi o Mundial do Canadá, disputado em 1994, em Toronto. Na época, ele dirigiu o time dos EUA que contava com Shaquille O’Neal no esplendor de sua forma.

E só.

Como técnico da NBA, nenhum título.

RODADA

Os outros resultados de ontem foram:

Indiana 113-105 New York
Orlando 121-94 Washington
Toronto 104-115 Boston
Detroit 90-88 Atlanta
Miami 99-95 Philadelphia
New Orleans 103-104 Charlotte (classificado pela 1a. vez para os playoffs)
Houston 113-96 Utah
Milwaukee 108-89 New Jersey
Dallas 110-84 Memphis
Clippers 85-93 Portland

Notas relacionadas:

  1. UMA AULA DE BASQUETE EM DENVER
  2. NENÊ, DENVER, LAKERS E BOSTON
  3. A QUEDA DE UM GIGANTE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

quarta-feira, 7 de abril de 2010 NBA, outras | 18:27

O PODER DA MULHER

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16h52. Meu computador voltou a funcionar! E graças a Ana Luisa, do departamento de informática da Jovem Pan.

Eu, nó cego como ninguém, inadvertidamente, travei o mouse do meu laptop num acesso de raiva, feito Michael Douglas no filme “Um Dia de Fúria” (Joel Schumacher), porque não conseguia conectar a maquininha ao televisor. Comecei a apertar “function” daqui, “function” dali e acabei travando o mouse do laptop.

Pode? Claro que pode. Tanto pode que eu travei o mouse.

Isso foi antes do jogo Utah x Oklahoma City que eu pretendia ver. Nada vi porque, como disse, consegui a façanha de travar o mouse do laptop.

Fui dormir, mais irritado do que estava e esperei pelo dia de hoje. Levantei, tomei café, tomei banho, peguei o carro, enfrentei chuva e congestionamento e cheguei à Jovem Pan por volta da hora do almoço.

Entrei na sala da Aninha (que é como a gente carinhosamente a chama) e lá estava ela. Ajoelhei-me a seus pés e pedi para ela salvar o laptop. Ela sorriu e disse ia ver o que podia fazer.

Como a Aninha é a Pelé da informática, ela descobriu a besteira que eu fiz. Felizmente, tudo voltou a funcionar.

Mas, como já disse, nada vi da rodada de ontem da NBA.

RELATOS

Falo dos jogos pelo que leio e pelos “high lights” que vejo. Dois resultados me chamaram a atenção: New York 104-101 Boston e Utah 140-139 Oklahoma City — exatamente o jogo que eu pretendia ver, que não vi e vi que foi um jogaço.

Comecemos por Nova York.

Antes do jogo, Nate Robinson ganhou um abraço carinhoso de John McEnroe, um dos torcedores símbolos do Knicks. Foi a primeira visita do nanico à Big Apple.

Em quadra, pouco fez. Quem aprontou foi Earl Baron, um obscuro jogador do New York que começou como titular pela primeira vez em dois anos e que passou a maior parte desta temporada na NBDL.

Baron anotou 17 pontos e fisgou 18 rebotes. Nas barbas de Kevin Garnett e Kendrick Perkins.

Disse Baron depois da partida: “Estive na NBDL praticamente o ano todo e sempre aguardando por esta oportunidade. E a oportunidade não bate muitas vezes na sua porta. Então, eu tentei aproveitá-la e acho que consegui”.

Mas não foi apenas Baron. O italiano Danilo Gallinari cravou 31 pontos, sua melhor performance desde que debutou na NBA, e ajudou a liquidar com o Celtics.

“Merecemos perder”, decretou o técnico Doc Rivers. “A gente entrou em quadra sem qualquer concentração. O ‘arremesso do banco’ que o Gallinari fez [o da vitória] os deuses do basquete não costumam perdoar e punem (…) Nós merecemos isso [a derrota]”.

Doc Rivers é um baita treinador. Tenho um grande respeito por seu trabalho. E ele ganha mais pontos ainda comigo por ser um cara claro, transparente, que não empurra a sujeira para debaixo do tapete.

Merecemos perder, disse ele. Simples e direto.

Vamos agora a Salt Lake City.

O placar chama demais a atenção. Tudo bem que ouve uma prorrogação, mas, mesmo assim, 140-139 é um exagero.

Mas esqueçamos o marcador e vamos nos concentrar no que a arbitragem fez. Vocês me conhecem muito bem e sabem que eu não gosto de falar sobre arbitragem. Ela comete equívocos como todos nós — inclusive os jogadores.

Mas a falta de Paul Millsap fez e que não foi marcada em cima de Kevin Durant (Foto AP), num arremesso triplo, a menos de um segundo do final da partida, provoca revolta. O placar já marcava os definitivos 140-139, mas KD sofreu claramente falta e teria a chance de dar a vitória ao Thunder.

Seriam três arremessos livres e até aquele instante o dodói da NBA tinha acertado todos os seus 12 lances livres. Quer dizer: tinha tudo para levar o Oklahoma City à vitória.

Não levou porque o árbitro Tony Brothers, que estava em cima do lance, é: 1) cego; 2) mal intencionado; 3) pipoqueiro.

Revoltante; tão revoltante que eu ia esquecendo de dizer que Deron Williams fez 42 pontos, sua melhor pontuação na temporada. Foi dele a cesta final que deu a vitória ao Jazz. Injusta, friso.

VAREJÃO

O capixaba finalmente voltou a jogar. Foi ontem, na vitória do Cleveland sobre o Toronto por 113-101. Anderson Varejão atuou por consistentes 28 minutos, fez 10 pontos (5-7) e pegou cinco rebotes.

O que mais chamou a atenção é que todos foram defensivos. Digo isso porque a gente sabe que o brasuca é uma máquina de pegar ressaltos ofensivos.

RIVALIDADE

A rivalidade entre Duke e North Carolina é semelhante à de um Fla-Flu, Corinthians-SP, Gre-Nal, Atlético-Cruzeiro etc. Como sabemos, Duke ganhou o título da NCAA ao bater Butler por 61-59.

Antawn Jamison, ala do Cleveland, foi forjado em North Carolina. Convidado a opinar sobre o título do rival, Tawn fez como Doc Rivers. Sem rodeios, declarou: “Hoje [ontem] é um dia triste em Chapel Hill [cidade onde fica North Carolina]. Creio que as pessoas nem sequer saíram de casa”.

EPÍLOGO

18h27. Terminei de escrever o blog; e graças a Ana Luisa.

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  1. NBA TEM TUDO PARA REPETIR FINAL PASSADA
  2. O FUTURO ESPERA POR THUNDER E DURANT
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quinta-feira, 1 de abril de 2010 NBA | 11:56

LAKERS DESPENCA NA COMPETIÇÃO

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O Lakers perdeu novamente. Ontem para o Atlanta. E não foi na última bola. O jogo foi mole, mole para o Hawks. O resultado final mostra isso: 109-92.

O Los Angeles perdeu três de seus últimos quatro jogos. Todos fora de casa. Aliás, para sermos justos, dos cinco cotejos em terra estranha, venceu dois e perdeu três.

É, a vida longe de casa é complicada. Por isso, a gente não pode se iludir com os amarelinhos no começo de uma competição olhando apenas a tabela de classificação.

Como a maioria de seus jogos no início de uma temporada é em casa, o Lakers abre uma grande vantagem em relação aos demais. Tenho criticado isso, dizendo que o time acumula gordura e ganha confiança ao longo da competição.

Mas estou sendo desmentido nesta temporada. Fora de casa o Lakers não tem mostrado a eficiência que eu dele esperava.

Ao longo do torneio o time angelino tem um recorde de 54 vitórias e 21 derrotas; aproveitamento de exatos 72%. Fora de casa, seu desempenho é este: 22-16; ou 57.9%.

Vejam a diferença…

Em seu Staples Center — que também é do Clippers, diga-se —, o aproveitamento é o maior de todos: 86.5% (32-5). Só não é melhor do que o Cleveland, que tem 32-4 em sua Q Arena.

Dos últimos sete jogos desta fase de classificação, o Lakers fará quatro diante de seus torcedores. Por isso, não acredito que vá perder a liderança no Oeste.

Tem 21 derrotas contra 25 do Dallas e 26 de Utah e Phoenix. Desta forma, entrará com a vantagem de decidir em casa todas as séries dos playoffs.

Por isso, não acredito em surpresas e aposto no Lakers na final da NBA.

O problema vem depois: se der Cavs na decisão, o Lakers jogará em desvantagem, pois a campanha do time de LeBron James e Anderson Varejão é superior à do time de Kobe Bryant e Pau Gasol.

O Cavs tem apenas 16 derrotas. O Lakers precisa vencer todos os seus últimos sete jogos e torcer para o Cleveland perder seis de seus últimos sete confrontos.

Traduzindo em números: o Cavs, que tem um aproveitamento de 78.7% ao longo desta temporada, teria que despencar para 12.5%.

Impossível.

Assim, o Cleveland termina a fase de classificação como melhor time da NBA. Entrará com vantagem sempre que estiver disputando uma série no Leste e a final, se chegar até lá.

Por isso, se chegar, a meu ver, será campeão.

O Lakers, na reta final do campeonato, dá sinais de cansaço e submissão quando joga fora de casa.

MARÇO NEGRO

Nunca um mês foi tão obscuro para o Lakers como este mês de março. O time perdeu seis partidas; venceu nove. Em percentual: 60% de aproveitamento.

Outubro não conta porque foram apenas dois jogos (1-1). Seguindo em frente temos ao longo da competição o seguinte:

Novembro: 12-2 (85.7%)
Dezembro: 12-3 (80.0%)
Janeiro: 12-5 (70.6%)
Fevereiro: 8-4 (66.7%)
Março: 9-6 (60.0%)

Como se vê, é nítida a queda de rendimento do Lakers. Não apenas em março, mas à medida que o campeonato passa.

ANÁLISE

Kobe Bryant, depois do jogo, declarou: “Não estamos jogando bem defensivamente”. Bidu!

Claro que não, basta ver o resultado final não só deste, mas dos últimos jogos da equipe. No prélio de ontem na Philips Arena de Atlanta, o Los Angeles permitiu ao Hawks acertar 54.2% de seus chutes.

Mais ainda: quatro dos cinco jogadores do Atlanta tiveram aproveitamento superior a 50% de seus arremessos. A saber: Josh Smith, Joe Johnson, Mike Bibby e Al Horford.

Mas não foi só isso: o pessoal que veio do banco definiu o jogo em favor dos anfitriões. E foi uma goleada: 48-22.

E não é que apenas um jogador arrebentou e fez mais de 30 pontos. Nada disso. Moe Evans anotou 18, Jamal Crawford (ao lado de Joe Johnson o melhor jogador “down the strecht” do Atlanta) cravou 14 e Zaza Pachulia (!) fez 10.

Pachulia, aliás, anotou seu segundo “double-double” desde o dia 29 de março do ano passado. Sabem contra quem foi o “double-double” referido? Lakers.

RODADA

Não vi os demais jogos da rodada de ontem. Mas chama a atenção a vitória do Oklahoma City sobre o Celtics, em Boston, por 109-104. Chama também a atenção a pontuação de Kevin Durant: 37 tentos.

Vocês que me conhecem sabem muito bem que eu não acredito nesse negócio de pé-frio, mas eu começo a ficar com a pulga atrás da orelha. Quando eu me arrumo no sofá para ver o Thunder jogar, o time invariavelmente perde e KD não joga nada; quando eu me dedico a outro confronto, o OKC detona e Durant arrebenta.

Como disse, começo a ficar com a pulga atrás da orelha.

Mudando de jogo, pergunto: alguém viu o jogo do Phoenix em Nova Jérsei? Pergunto porque é escandalizante olhar para o “box score” e ver que Leandrinho Barbosa fez apenas dois pontos em 16 minutos em quadra.

Alguém tem mais detalhes?

(Vitória do Phoenix por 116-105.)

Por falar em brasuca, Anderson Varejão segue de fora do time do Cleveland por causa de uma lesão. Deve voltar diante do Atlanta, amanhã à noite.

E é bom que volte, pois o time tem sentido falta de sua energia em quadra. Ontem, suou, pelo que vejo nos relatos, para vencer o Milwaukee (fiquem de olho no Bucks, já disse) em sua Q Arena por 101-98.

O “high light” da contenda mostrou um final emocionante. E quase o Cavs foi para o beleléu.

É bom frisar: se o Cleveland jogou sem Varejão, o Milwaukee não pôde contar com Carlos Delfino. “Down the strecht” o argentino é poderoso.

Fez falta ontem.

Os outros resultados da quarta-feira foram:

Toronto 114-92 Clippers
Charlotte 103-84 Philadelphia
Detroit 81-98 Miami
New Orleans 91-96 Washington
Minnesota 108-99 Sacramento
Memphis 102-106 Dallas (OT)
San Antonio 119-102 Houston
Portland 118-90 New York
Utah 128-104 Golden State

DESFALQUE

O primeiro já surgiu: LeBron James não irá participar do Mundial da Turquia entre agosto e setembro próximos. ‘Bron disse que estará “muito, muito, muito, muito, muito ocupado”.

Com o quê?

Provavelmente decidindo seu futuro: Cleveland ou outra equipe.

Essa é a justificativa. Mas, creiam: Mundial de basquete é como a Copa do Brasil; Olimpíada é como o Campeonato Brasileiro.

Compreenderam?

A importância de um é muito pequena perto de outro. Então, deve ter pensando LBJ, por que me desgastar e perder tempo disputando uma competição menor se eu tenho um monte de coisas pra fazer?

Outras dispensas deverão surgir. Acredito que o próximo a pular fora do barco é Dwyane Wade. Depois Chris Bosh — jogadores que como ‘Bron também estarão tratando do futuro.

MVP

A NBA anunciou ontem que os torcedores vão votar para o MVP da temporada. A escolha dos fãs, no entanto, significará apenas um voto. Os outros 124 virão de jornalistas especializados.

Sábia decisão da NBA, pois, com isso, evita-se criar equívocos. Sim, pois os torcedores, em sua esmagadora maioria, votam com o coração e não com a razão.

Yao Ming, por exemplo, poderia ser eleito o MVP de uma temporada. Já pensou?

De maneira burra, a Fifa, há uma década, não me lembro ao certo, abriu para os torcedores escolherem o melhor jogador do século passado. Maradona deu de goleada em cima de Pelé.

Por quê? Simples: esmagadora maioria de quem usou a internet para votar era de jovens que não tinham visto Pelé em ação. Escandalizada com o resultado, a Fifa criou uma nova categoria para não perpetuar um dos maiores equívocos da história: Maradona ser considerado melhor do que Pelé.

O que fez a entidade? Escolheu uma comissão de notáveis (ex-técnicos e ex-jogadores) e pediu para eles votarem. Como esses especialistas tinham visto os dois em ação, é claro que deu Pelé — e sempre dará quando a eleição envolver especialistas que viram os dois em campo.

Isso teria sido evitado se a Fifa tivesse feito como a NBA. Não fez porque o futebol é comandado por pessoas de intelecto menor; infelizmente.

Não adianta, podem falar o que quiserem, os americanos dão de 10 a 0 no resto do planeta; queiram ou não.

Não à toa eles são a nação mais poderosa e influente do mundo há um século.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 29 de março de 2010 NBA | 11:45

A QUEDA DE UM GIGANTE

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O que acontece com o Denver? Dos últimos cinco jogos, o time ganhou apenas um, assim mesmo na última bola.

A degringolada começou com o Milwaukee, em casa, e continuou na excursão pelo Leste norte-americano. Sim, o Leste, que todo mundo diz que é uma baba, à exceção do Cleveland, Orlando, Boston e (olha lá) o Atlanta.

Depois de ter perdido para o Bucks, como já disse, apanhou do New York!, isso mesmo, do New York, foi goleado pelo Boston, venceu o Toronto no estouro do cronômetro e ontem tombou frente ao Orlando (103-97), que jogou praticamente sem Vince Carter, lesionado durante a partida.

Como vimos, dos cinco jogos contra times do Leste, a segunda melhor equipe do Oeste (que todos dizem ser a conferência mais difícil da NBA) apanhou quatro. Só venceu o Toronto, friso, uma vez mais, na última bola.

O que acontece com o Denver?

George Karl, infelizmente, afasta-se momentaneamente do trabalho para tratar de um câncer na garganta. Faz falta, ô se faz, pois é um dos mais vencedores e experientes treinadores da liga.

Adrian Dantley, seu sucessor momentâneo, parece não entender muito do riscado a ponto de ser o treinador de quadra. Ontem, por exemplo, deixou no banco no último quarto e ao mesmo tempo Carmelo Anthony e Chauncey Billups. O relógio correndo e o Orlando apenas administrando o resultado.

Não se pode deixar esses dois jogadores de fora ao mesmo tempo. Há que se ter um definidor em quadra. Se descansa Melo, Mr. Big Shot trabalha; e vice-versa.

Hoje à noite a esquadra enfrentar o Dallas, no Texas. Do jeito que as coisas vão, a tendência é de nova derrota. Se isso ocorrer, será a quinta nos últimos seis jogos.

Na sequência vem o Portland, equipe que cresce assustadoramente de produção e que ontem foi a Oklahoma e bateu o Thunder. Mesmo em seu Pepsi Center, pode apanhar, por que não? Se isso ocorrer, será a sexta derrota dos últimos sete jogos.

Aí aparece o Real Madrid da NBA, o Clippers, novamente em casa. Será a chance de vitória. Mas aí já poderá ser tarde demais.

O Denver está na terceira posição no Oeste, com 26 derrotas, mesmo número de Utah e Phoenix. Mais duas derrotas (se vierem), cai para 28.

Se o Denver não tomar cuidado, classifica-se em oitavo lugar no Oeste. Se isso acontecer, adeus viola: o time não passa da primeira rodada dos playoffs, pois terá de enfrentar o Lakers, com desvantagem de quadra, com elenco inferior e destroçado emocionalmente.

EMOÇÃO

O jogo foi difícil, LeBron James marcou 34 pontos, mas o personagem dominical na Q Arena foi Zydrunas Ilgauskas. O lituano voltou a vestir a camisa 11 do Cleveland diante de seus fãs depois de ter sido envolvido na troca com Antawn Jamison.

A recepção foi calorosa. Vários cartazes de boas-vindas foram vistos na arena, camisetas com a inscrição “CAVZ” foram vendidas, enfim, uma festa. Disse Zy depois da partida: “Foi algo que eu vou me lembrar pelo resto de minha vida. Esta foi, provavelmente, uma das experiências mais marcantes como um Cavalier”.

Em quadra, o veterano pivô foi discreto. Veio do banco, jogou 22:30 minutos, marcou quatro pontos e pegou interessantes seis rebotes. Mas o que chamou atenção em seus números foram os três tocos distribuídos, gentileza esta que o Sacramento gostaria de ter recusado.

A vitória por 97-90 frente ao Kings foi importante, pois recuperou a equipe da derrota frente ao San Antonio. Mas o dia foi mesmo de Zydrunas Ilgauskas.

TUNDA

Por falar em San Antonio, os “velhinhos” do Texas aprontaram mais uma. E mais uma vez sob o comando de Manu Ginobili.

O argentino está jogando uma barbaridade. Fez ontem 28 pontos e regeu, como disse, o Spurs na vitória frente ao Celtics, em Boston, por 94-73. Uma tunda; a pior derrota do alviverde diante de seus torcedores nesta temporada.

A média de pontos deste vovô de Bahia Blanca nos últimos seis jogos é impressionante: 25.5 pontos por partida — lembrando que o cestinha do campeonato é LeBron James com 29.8 tentos marcados por jogo.

O jogo de ontem foi o 12º. do argentino como titular do Spurs. Isso ocorreu por conta da contusão de Tony Parker. Mas, para mim, não passa de frescura essa história de Ginobili vir do banco. Parece coisa acertada para ele ganhar o prêmio de melhor reserva.

Manu não é reserva do San Antonio nem aqui e nem na China. Pior: como se vê, quando ele começa um jogo rende muito mais. E o time ganha com isso, pois desta dúzia de contendas mencionadas, o alvinegro ganhou oito. E a média de pontos do argentino em todos esses jogos é de 24.1 tentos marcados.

Então, ficar no banco para que Keith Bogans saia jogando é brincadeira de mau gosto do Sr. Gregg Popovic. Mau gosto porque com Manu como titular, o aproveitamento do San Antonio é de 66.7% contra os atuais 61.1%.

Com 66.7% de desempenho o Spurs, hoje, seria o segundo colocado no Oeste.

QUEDA

Não é apenas o Denver que cai neste momento importante do campeonato. O Oklahoma City também. Está certo que não despenca como o Nuggets, mas cambaleia.

Ontem, jogando em seu Ford Center, recebeu a sensação de momento da NBA, o Portland, e acabou derrotado. Foi a quarta derrota nos últimos sete confrontos. E desse quarteto de revezes, dois deles foram em casa (o outro foi diante do San Antonio).

O prélio de ontem acabou marcado por emoções, pois foi decidido apenas no final. Kevin Durant (29 pontos) bem que tentou levar o jogo para a prorrogação ao atirar uma bola de três a sete segundos da buzinada final, pois o Thunder perdia por 90-87.

Não atingiu o alvo; faltou força. A bola tocou no bico do aro e sobrou nas mãos de Andre Miller, que sofreu falta, acertou os dois lances livres e levou o marcador para os definitivos 92-87.

Foi a oitava vitória nos últimos nove jogos. Neste março, o Blazers fez 12 partidas e perdeu apenas duas. Esta noite encerra sua participação neste terceiro mês do ano. Recebe o New York em seu Rose Garden.

Vai terminar março com 11 vitórias e apenas duas derrotas.

O time continua na oitava posição no Oeste, mas eu aposto com quem quiser que o Portland fechará a fase de classificação no mínimo em sexto lugar.

RODADA

Os outros resultados de ontem foram:

Milwaukee 108-103 Memphis (OT)
Atlanta 94-84 Indiana
Detroit 103-110 Chicago
Miami 97-94 Toronto
Minnesota 105-111 Phoenix (16 pontos de Leandrinho)
Clippers 103-121 Golden State

QUIZ

Há três gêmeos atuando neste temporada na NBA. Quem são e em que times eles jogam?

Notas relacionadas:

  1. NÚMEROS QUE ENGANAM
  2. A CULPA DE CADA UM
  3. SCRIPT CONTRARIADO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 23 de março de 2010 NBA | 12:04

EXAGERO OU REALIDADE?

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Kevin Durant (foto acima, da AP) fez 45 pontos. E de nada adiantou.

Na batalha pela sexta colocação do Oeste, o Oklahoma City foi batido em seus domínios pelo San Antonio por 99-96. Ao final da partida, o técnico Gregg Popovic, declarou: “Conseguimos vencer um time extraordinário”.

Como assim extraordinário?

Se o Thunder é um time extraordinário, o que dizer do Cleveland e do Lakers? Ou então do Denver e do Orlando? E por que não do Dallas e do Boston?

Vivemos a era dos exageros — se é que não era assim também em outros tempos.

O que Pop quis dizer com isso? O que ele pretendia quando deu essa declaração? Valorizar sua vitória? Seu time? Ou será que ele realmente crê que o Oklahoma City é um time extraordinário?

Se ele acredita realmente no que falou, então, minha gente, podemos esperar por uma surpresa na final do Oeste. E quem sabe na final da NBA.

Afinal de contas, trata-se de uma declaração de um dos maiores treinadores da história da NBA, a maior liga de basquete do planeta.

DISPUTA

San Antonio e Oklahoma City não brigam entre si. Há outros contendores que estão nesta disputa.

O Utah, por exemplo.

O time de Salt Lake City conseguiu ontem uma importante e expressiva vitória diante do Boston por 110-97. Vitória esta que foi conseguida por uma corrida feita no final do segundo e começo do terceiro quartos, quando o time da casa fez 16-0, tomou a dianteira e não perdeu mais o controle do jogo.

O Celtics vencia por 54-42 quando isso ocorreu. Foi logo após uma cesta de três do armador Ray Allen (aliás, quem viu o jogo viu Allen, da ponta esquerda, mandar uma de três na quina da tabela que foi humilhante; senilidade?).

Na sequência, empurrado pela mais barulhenta torcida da NBA, o Jazz fez a corrida mencionada. Chegou a abrir 16 pontos de vantagem.

O Utah venceu porque meteu o pé na porta do garrafão do Boston e não apareceu ninguém para intimidar Carlos Boozer e Mehmet Okur. Nem Kevin Garnett e nem Kendrick Perkins — muito menos Rasheed Wallace.

Memo e Boo, aliás, foram um fiasco no primeiro tempo. Juntos, fizeram mais faltas (cinco) do que pontos (dois).

No segundo, como disse, deitaram e rolaram. Carlos cravou 17 pontos (terminou a partida com 19) e o turco anotou 14 pontos e 15 rebotes (sete deles no terceiro quarto) e três tocos.

Resultado que deixa o Jazz com uma derrota a menos do que o Phoenix e duas em relação a San Antonio e Oklahoma City, que, como disse anteriormente, brigam intensamente pela quarta posição no Oeste.

EMOÇÃO

Sim, emoção; foi o que não faltou no jogo de ontem na Bay Area de São Francisco. Sinceramente, pensei que o Phoenix fosse perder — mas ganhou.

E a vitória, como estamos destacando em nosso colóquio do dia, foi muito importante para que o time não troque de posições na tabela e venha a ter desvantagens quando os playoffs chegarem.

Disse e repito: pensei que o Suns fosse perder para o Golden State. Mas graças a Amaré Stoudemire isso não aconteceu.

A 2:32 minutos do fim, o time do Vale do Sol estava atrás em 122-119, quando o grandalhão correu para o contra-ataque, recebeu o passe preciso de Jason Richardson (34 pontos, cinco bolas corretas de três) e cravou na fuça de Anthony Tolliver: cesta e falta.

Com o jogo igualado em 122 pontos, pois o lance livre foi convertido, Amaré fez mais sete pontos e levou o Phoenix à vitória por 133-131. Um desesperado chute longínquo de Monta Ellis, com o cronômetro zerando, tentou igualar a contenda e levá-la para a prorrogação, mas tudo não passou de uma tijolada na tabela.

ECONÔMICO

O técnico Alvin Gentry reservou poucos minutos para Leandrinho Barbosa. O paulistano ficou em quadra apenas oito.

Marcou só dois pontos, frutos de uma das duas bolas duplas que ele arremessou contra o aro do Golden State. A outra, uma de três, não atingiu o alvo.

RODADA

Os demais resultados de ontem foram:

Philadelphia 93-109 Orlando
New Jersey 89-99 Miami
New Orleans 115-99 Dallas
Chicago 98-88 Houston
Milwaukee 98-95 Atlanta (provável confronto da primeira rodada)
Minnesota 100-106 Toronto
Sacramento 85-102 Memphis

Notas relacionadas:

  1. VITÓRIA DE TIME GRANDE
  2. AINDA MAL DAS PERNAS
  3. SÓ PODE SER BRINCADEIRA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

domingo, 21 de março de 2010 NBA | 18:07

SÓ PODE SER BRINCADEIRA

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Em relação ao post anterior, adicionem, por favor, mais uma vitória para cada uma das conferências. Enquanto eu computava vitórias daqui e dali e escrevia o texto, o Houston batia o Knicks, em Nova York, por 116-112, e o Indiana surrava o Oklahoma City por 121-101.

Aliás, em relação ao jogo de Indianapolis, foi surra mesmo, pois a diferença chegou a 31 pontos. Ao final da partida, com metade do último quarto transformado em “garbage time”, os gerentes de banco entraram e quadra e o jogo foi para o beleléu.

O encontro da Big Apple eu não vi; vi sim a contenda que ocorreu no Conseco Fieldhouse Center, lar do Pacers. Quer dizer…

Lá estive eu, uma vez mais, a secar — ou zicar, se preferirem — o Thunder e Kevin Durant. O OKC perde para um dos times mais fracos da NBA na atualidade (o Indiana é o 22º. colocado), enquanto que Durant fez apenas 16 pontos, pois acertou apenas quatro de seus 16 arremessos, sendo que deles, seis foram de três pontos e apenas um encontrou o destino desejado.

Como eu não acredito nessa história de pé-frio, começo a achar que vocês estão de sacanagem comigo e que tudo o que me dizem não passa de uma grande brincadeira.

O Oklahoma City e Kevin Durant.

Notas relacionadas:

  1. UMA DERROTA QUE PODE CUSTAR CARO
  2. VITÓRIA DE TIME GRANDE
  3. LUZES DA RIBALTA
Autor: Fábio Sormani Tags: ,

quinta-feira, 18 de março de 2010 NBA | 18:11

A VITÓRIA DE MR. WHO?

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Frustrou-me tremendamente o resultado de ontem em Los Angeles. Estava empolgado — vocês mesmos viram minha eloquência aqui neste botequim — com o Milwaukee, mas noite passada provei do veneno ciclotímico.

O Bucks foi até a terra do cinema enfrentar o primo pobre da cidade dos anjos e acabou derrotado. Pelo Clippers!

Realmente, não há como não se indignar com o “score” final, com todo o respeito que o Clippers merece. Com todo o respeito que jogadores como Chris Kaman, Baron Davis, Drew Gooden e Travis Outlaw mereçam.

O Clippers — tem algo errado em sua história — não funciona como time. Se você reunir o melhor do elenco do Lakers, pegar o técnico Phil Jackson e ainda adicionar ao grupo LeBron James, eles vão se classificar para os playoffs, mas será na oitava posição e a equipe cairá na primeira rodada.

Como disse, não funciona como time — e sei lá por que.

O Clippers de sempre parece o Real Madrid de dos últimos tempos. Pode contratar quem quiser que não vinga; não dá liga; não há química.

Perdoem-me seus torcedores, mas é o que eu penso — e em um blog que se preze há que se ter transparência. Em um botequim não se pode blefar — a menos que se esteja jogando truco.

E não é o caso — até porque eu não jogo e nem gosto de jogar truco.

Mas voltando ao que interessa, disse que frustrou-me tremendamente o resultado de ontem em Los Angeles. E explico por quê.

O Milwaukee desembarcou no Los Angeles International Airport trazendo na bagagem seis vitórias consecutivas e uma derrota que se misturava com outros seis triunfos, totalizando 12 sapecadas contra apenas uma invertida.

Esperava pela 13ª. Ainda mais porque o adversário era o Clippers, o Real Madrid da NBA, oponente que vinha de oito derrotas consecutivas.

Mas a sétima vitória consecutiva não veio. O Bucks perdeu por 101-93.

Tudo bem que jogou sem Carlitos “El Lancha” Delfino. Mas para bater o Clippers pode-se abrir mão de um grande jogador de seu elenco; qualquer time pode fazer isso.

Mas o Los Angeles surpreendeu. Seu treinador (um doce para quem disser o nome dele agora!) mesclou a defesa, saindo com uma individual, passando para a zona e com isso confundiu os pupilos de Scott Skiles.

Foi exatamente com uma zona 2-3, no início do último quarto, quando perdia por 74-72, que o Clippers fez uma corrida de 14-2, deixou o Bucks para trás, abriu esta folga de uma dezena de pontos (86-76) e ganhou o jogo.

É certo que atuações individuais de destaque contaram muito, como as de Kaman, 20 pontos (na Foto AP marcando Andrew Bogut), e Gooden, 16 tentos e 11 rebotes. Isso sem falar nos 14 pontos individuais que anotaram Davis e Eric Gordon.

Mas a vitória de ontem tem que ser creditada a Kim Hughes.

MAGIC

Já disse aqui: LeBron James é o Magic Johnson da atual geração. Ontem ele fez 32 pontos, nove rebotes e nove assistências.

Como americano adora números, valho-me deles para dizer que ‘Bron, com esses algarismos citados, ultrapassou Magic para tornar-se o terceiro jogador na história da NBA a ter 49 ou mais jogos com 30 ou mais pontos, oito ou mais rebotes e oito ou mais assistências.

Seus números impressionam e pressionam — que o diga o Indiana. O Cavs venceu por 99-94 o Pacers graças a LBJ.

Com o resultado, tornou-se o primeiro campeão de divisão nesta temporada. Ninguém mais ultrapassa o Cleveland na Divisão Central. E acho que dificilmente alguém vá ultrapassá-lo na briga pelo título da Conferência do Leste.

Como acho que dificilmente alguém vá deixá-lo para trás na disputa pelo título desta temporada.

BRASUCA

Anderson Varejão voltou a ratear nos rebotes. Quatro ontem contra o Indiana.

Claro que me empolgam os 13 pontos que ele fez, mas quando o assunto é o capixaba, eu logo volto os olhos para os ressaltos.

O que ocorre com nosso brasuca? No jogo passado, contra o Detroit, foram seis.

Acho que estou mal acostumado.

DESEMPENHO

Não vi a partida, mas o “box score” delata que Tim Duncan foi um fracasso ontem na derrota do San Antonio diante do Orlando, na Flórida, por 110-84.

Será que ele foi vítima da selvageria de Dwight Howard? Não sei, pois, como disse, não vi a contenda.

O fato é que o time já não pode contar com Tony Parker, um de seus três tenores; e quando outro deles desafina, não há como não sair do ritmo. Nem mesmo quando Manu Ginobili, que completa o trio, tenta segurar a onda da moçada.

Vince Carter, que neste campeonato substitui Hedo Turkoglu, anotou 24 pontos, deu oito assistências e pegou quatro rebotes. Foi, sem dúvida alguma, a grande aquisição nesta temporada.

Acho mesmo que de todos os times que disputam a competição. Quem é — digam-me! — que contratou um jogador melhor que Carter neste 2009/10?

Não encontro ninguém.

Carter x LBJ; tudo indica que este será um dos grandes duelos dos playoffs da Conferência Leste nesta temporada.

Paul Pierce, o garganteador, está velho e sua verborragia parece não funcionar mais.

ZICA

Este jogo eu vi: Charlotte 100-92 Oklahoma City. Eu, um punhado de gente nos EUA e Michael Jordan, o mais novo dono majoritário do Bobcats.

MJ (Foto AP com o técnico Larry Brown), elegante como sempre (calça jeans, tênis brancos [nele, até tênis branco e calça jeans ficam bem], camiseta branca por baixo de um suéter cinza), vibrou a valer com a atuação de seus empregados.

O Cats jogou muito bem. Especialmente o quinteto titular, que à exceção de Theo Ratliff teve um duplo dígito na pontuação.

Mas Tyrus Thomas veio do banco e compensou, anotando 11 tentos. E ainda pegou nove rebotes.

Agora, vocês que torcem para o Thunder vão me xingar: ziquei novamente Kevin Durant. O Neymar da NBA não jogou bem.

Como disse, não dou sorte; toda vez que vejo KD em ação ele deixa a desejar. Verdade, eu juro que é verdade!

Aos que quiserem me contestar, eu digo: não se deixem levar pelos 26 pontos que Durant marcou. Seu desempenho nos arremessos foi muito ruim: 9-26.

Pegou dez rebotes, é verdade, mas contou para isso com a ausência de Gerald Wallace, lesionado, que ficou no banco do Cats assistindo ao jogo. Contou também com a vantagem de ser um magricela de 2m06 de altura, o que ajuda bastante.

A 3:56 minutos do final da partida, quando o placar da Time Warner Cable Arena marcava 91-85 para o Charlotte, Durante fez uma infiltração pela meia esquerda, meio que fez um “spin moviment” e soltou a bola para uma bandeja. De repente, apareceu a mãozona de Tyson Chandler e um dos mais humilhantes tocos desta temporada foi visto.

KD teve o mérito de não pedir para sair, pois muitos, depois do que se viu, teriam feito isso.

RODADA

Os outros resultados de ontem foram:

Philadelphia 108-97 New Jersey
Toronto 106-105 Atlanta
Boston 109-97 New York
Dallas 113-106 Chicago
Houston 107-94 Memphis
Utah 122-100 Minnesota
Golden State 131-121 New Orleans

Notas relacionadas:

  1. AH, OS BRASILEIROS…
  2. VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS
  3. O QUE ACONTECE COM O BOSTON?
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

domingo, 14 de março de 2010 NBA | 15:52

RESULTADO INESQUECÍVEL

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Ainda apatetado com a vitória do New York diante do Dallas (128-94), volto — como prometi — para continuarmos nossa conversa. E sigo falando do jogo do Texas.

Sabem como está sendo justificado esse resultado? Vingança. Vingança do quê? Ora, daquela derrota de 50 pontos em janeiro passado, que eu mencionei no papo anterior

Vejam o que falou Shawn Marion, ala do Dallas: “Eles [Knicks] estavam com aquele jogo engasgado. Eles me disseram isso. Eles me disseram também que tinham feito um círculo no calendário [que marcava a data do jogo de ontem à noite]”.

“Os jogadores desta liga têm orgulho”, prosseguiu Dirk Nowitzki, fazendo coro com Marion. “Eles se lembraram o tempo todo daquele jogo”.

Tudo bem, os nova-iorquinos estavam com aquele prélio entalado, mas é claro que somente a vontade de se vingar não leva ninguém à vitória. É preciso outros atributos.

Como disse anteriormente, não vi a contenda, apenas o seu final. Mas constato que o New York encestou 16 de seus 30 arremessos de três; uau, cadê a defesa do Dallas?

O próprio alemão, falando sobre o confronto, deu mais dicas do por que da debacle: “Este foi o nosso segundo jogo ruim. Já havíamos escapado [da derrota] diante do New Jersey. Hoje [ontem] não teve jeito”.

E completou: “Às vezes, derrotas desse tipo podem te ajudar, pois elas te trazem de volta a terra”.

O que Dirk quis dizer com isso? Que o time estava deslumbrado com a sequência de 13 partidas sem perder.

A imprensa de Nova York seguiu também na linha da revanche. Ela frisa: foi a maior vingança nesta temporada — e foi mesmo.

Os jogadores do Knicks, que voltou a vencer em Dallas, fato que não ocorria desde 199, admitiram também que o que mais os motivou foi a sede de vingança.

O novato Tony Douglas falou: “Um monte de times na liga quando olha para a tabela e vê que o próximo jogo é contra a gente, diz: oh, o Knicks? Vamos vencer”.

Enfim, isso tudo foi um combustível e tanto para o New York a promover a maior zebra da temporada. Dificilmente alguém haverá de esquecê-la.

SURRA

J. R. Smith

Como disse no outro post, não vi o jogo do Dallas contra o New York porque acompanhava Memphis x Denver. A contenda estava equilibradíssima; o terceiro quarto acabou empatado em 85 pontos.

Foi então que o time colorado fez uma corrida de 40-23 e fechou a partida em 125-108. Resultado expressivo, pois foi diante do Grizzlies, uma das sensações desta temporada, que conta ainda por cima com o “all-star” Zach Randolph.

Zach até que fez sua parte nos 36 minutos em que esteve em quadra: anotou 22 pontos (8-17) e pegou 12 rebotes (dois de ataque). Mas não ajudou na batalha final pelos ressaltos, pois o Nuggets confiscou 38 e o Grizzlies 30.

Nenê Hilário, dentro de seu comportamento habitual, primeiro posicionou-se no sentido de “limpar” o garrafão, depois, em pegar os rebotes. Ajudou na limpeza e fisgou quatro (dois ofensivos), nos 27 minutos trabalhados.

Anotou 13 pontos (5-9), deu duas assistências e fez um desarme.

Gostei.

Mas do que eu gostei mesmo foi da performance de J.R. “Fominha” Smith. O ala do Denver estava com a macaca no quarto derradeiro.

De seus sete tiros triplos encestados durante a partida, quatro foram nos últimos 12 minutos.

“Ele estava com a mão na forma”, disse o técnico do Memphis, Lionel Hollins. E estava mesmo. J.R. “Fominha” Smith, o homem que possibilitou ao Denver vencer a contenda por 125-108.

RECORDE

Kevin Durant, uma espécie de Neymar da NBA (é jovem e todo mundo gosta dele), quebrou um recorde na história da franquia do Thunder, que no passado chamava-se SuperSonics.

KD anotou 32 pontos na vitória do Oklahoma City diante do New Jersey por 104-102 e completou 36 partidas na temporada fazendo 30 ou mais pontos. O recorde anterior pertencia a Spencer Haywood, na temporada 1972/73, quando o time estava em Seattle.

RODADA

Os outros resultados da rodada de ontem foram:

Atlanta 112-99 Detroit
Washington 95-109 Orlando
Houston 116-108 New Jersey
San Antonio 118-88 Clippers
Golden State 124-112 Toronto

Notas relacionadas:

  1. RECLAMAÇÕES QUE PROCEDEM
  2. A ZEBRA DA TEMPORADA
  3. TUDO ERRADO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010 NBA | 17:36

ESTREIA DECEPCIONANTE

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Não era a estreia que todos esperavam. Mesmo considerando-se que o adversário era o Oklahoma City e o local da peleja fosse o Ford Center.

Mesmo que o Thunder seja apontado por muitos como o time-sensação da NBA; mesmo que o Thunder mostrasse um cartel com seis vitórias seguidas e nove nas últimas 12 contendas.

Mesmo que o adversário conte com um jogador como Kevin Durant, que foi o cestinha do time nos últimos 18 jogos. Mesmo que esse mesmo Durant tenha uma sequência de 26 jogos com 25 pontos ou mais (a terceira maior da história da NBA, atrás apenas das 27 partidas de Allen Iverson [00-01] e das 40 de Michael Jordan [86-87]).

Enfim, mesmo assim, eu, sinceramente, esperava mais do Dallas, que colocou em quadra, pela primeira vez, seu “new trio”, com Caron Butler (Foto AP), Brendan Haywood e DeShawn Stevenson. O começo até que foi empolgante.Mavericks Thunder Basketball

O Dallas fechou o primeiro quarto com dez pontos de vantagem: 26-16. Haywood veio do banco quando faltavam 4:50 minutos para o final do período e fez cinco pontos, quatro rebotes e um toco.

Tudo estava indo bem até que a defesa resolveu confessar. E a partir do segundo quarto começou a debacle.

O time tomou 40 pontos (fez 28) em 12 minutos e perdeu a vantagem construída no quarto inicial. Foi para o intervalo perdendo por dois pontos: 56-54.

No terceiro período nova sova: 22-11. O Thunder abriu 13 pontos e administrou a vantagem até que a cortina descesse e o telão central reluzisse: Oklahoma City 99-86 Dallas.

O que ocorreu com o Mavs? Simples: falta de entrosamento dos três novatos com o resto do time.

E não vai ser fácil corrigir, pois as folgas rareiam neste momento. O time vem de 30 jogos em 58 dias. Depois serão 29 jogos em 57 dias.

Na média, um jogo a cada dois dias. Sem contar as viagens e o cansaço que é inerente num campeonato tão longo como esse.

Ou seja: Butler, Haywood e Stevenson vão ter que se ajeitar com a bola em movimento. Paciência, não há o que fazer.

NÚMEROS

Ao final da partida, Caron Butler anotou 13 pontos (4-16) e seis rebotes em 31 minutos. Brendan Haywood, em 15, marcou sete pontos (3-7) e seis rebotes. Já DeShawn Stevenson zerou, embora tenha trabalhado apenas cinco minutos. Arremessou uma bola e errou; cometeu um erro também. De resto, zerou em tudo.

RETORNO

Drew Gooden, que foi para o Washington na troca com Caron Butler, DeShawn Stevenson e Brendan Haywood, pode voltar ao Dallas. Isso porque o Wizards cogita pagar ao jogador o restante de seu contrato e dispensá-lo.

Aí Gooden teria que esperar 30 dias para assinar um novo acordo. Denver, Milwaukee e Charlotte também estão de olho no jogador.

SINAL

Fica mais do que claro, como eu disse há alguns dias, que o objetivo do Washington é limpar seu “cap”. Os dirigentes da franquia investiram no trio Gilbert Arenas, Caron Butler e Antawn Jamison; infelizmente, não rolou.

Aliás, por falar em Jamison, o jogador segue na mira do Cleveland. O Cavs, que também está de olho em Amaré Stoudemire, teria oferecido ao Washington Zydrunas Ilgauskas e Jamario Moon.

Creio que o ideal (já que o Cleveland quer mesmo se livrar de Zy) seria pegar Amaré. Sim, pois Jamison não faz um cinco; Stoudemire faz.

A menos que Mike Brown esteja contando com Anderson Varejão para essa eventualidade.

RODADA

Foi o quarto jogo do Lakers sem Kobe Bryant. Foi a quarta vitória também.

A bola da vez foi o Golden State. Resultado: 104-94, dentro do Staples Center de Los Angeles.

Dá pra levar o campeonato sem Kobe e deixá-lo se recuperando para a próxima temporada? A resposta quem nos dá é Ron Artest:

¬¬— [Nós] temos um time muito bom. Mas com Kobe, somos um dos maiores de todos os tempos, porque ele é um dos maiores jogadores de todos os tempos. Precisamos do Kobe de volta, mas ele precisa se recuperar primeiro.

Sem Kobe, quem brilhou novamente foi Shannon Brown. Depois de uma noitada pífia no torneio de enterradas do “All-Star Game”, Brown estabeleceu dois recordes neste enfrentamento diante do Warriors: 27 pontos e dez rebotes.

Quando um cara como Shannon faz tudo isso em quadra, realmente, não há como não vencer.

Em Chicago, Derrick Rose acertou seus primeiros nove arremessos e terminou a partida com 29 pontos. Comandou o Bulls em quadra diante do New York, na vitória por 118-85.

Isso, mesmo tendo se contundido na perna direita. Mas não deve ser problema para o jogo desta noite, novamente diante do Knicks, agora em Nova York.

O Knicks não jogou nada. E o Chicago ainda não pôde contar com Joakim Noah, ainda contundido. Mesmo assim o time do técnico Mike D’Antoni levou um couro nos rebotes: 49-38.

Sabem por que o Bulls tem melhorado também? Porque Vinnie Del Negro limitou o tempo de permanência em quadra do ala James Johnson.

E o Charlotte, hein? Depois de ter feito uma sequência notável em janeiro, com 12 vitórias e apenas quatro derrotas, começou fevereiro com o pé esquerdo: apenas duas vitórias e quatro derrotas.

A última delas ontem à noite, diante do New Jersey (!), em casa (!), por 103-94.

E sabe o que é pior? Que o Nets é o lanterninha da NBA. E sabe o que é pior ainda? Que o Nets tem um recorde de 3-47 diante dos outros 28 times da liga, mas 2-1 em cima do Cats.

De tirar o sono, com certeza. Ah, sim, nos próximos dias Michael Jordan deve comprar o resto da franquia e tornar-se o único dono do Charlotte.

O que se espera é que ele não tome decisões como a que tomou em Washington quando recrutou Kwame Brown como primeira escolha no NBA Draft de 2001. Se fizer algo do tipo, a franquia quebra.

Os outros resultados da rodada foram:

Philadelphia 78-105 Miami
Detroit 108-85 Minnesota
Memphis 95-109 Phoenix
Houston 95-104 Utah
Portland 109-87 Clippers
Sacramento 92-95 Boston

CAMBY

O Portland mandou para o Clippers o armador Steve Blake e o ala Travis Outlaw e pegou o veterano pivô Marcus Camby. Não havia mesmo o que fazer, pois sem Greg Oden e Joel Przybilla não dava para apostar tudo no improvisado LaMarcus Aldridge.

Além dos dois jogadores, o Blazers depositou ainda US$ 1.5 milhão na conta bancária do time de Los Angeles para que o acordo fechasse. Dará mais US$ 2 milhões para Camby, conforme foi acertado no tempo de seu contrato com o Clippers.

Disse que não havia o que fazer. Mas não havia mesmo?

Havia apenas uma saída: desistir desta temporada e esperar pela recuperação de Oden e Przybilla. Mas eu teria feito o mesmo que os dirigentes do time do Oregon fizeram, até porque os três jogadores estão em final de contrato.

Notas relacionadas:

  1. NOITE VERDE E AMARELA NA NBA
  2. O FUTURO ESPERA POR THUNDER E DURANT
  3. OLHO NA MOLECADA!
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 7
  3. 8
  4. 9
  5. 10
  6. 11
  7. Última