23/11/2009 - 11:59
O Boston segue preocupando. Venceu ontem o Knicks, em Nova York, mas precisou de uma prorrogação. Isso mostra claramente que o time anda mal das pernas.
Outro dia, um parceiro nosso deste botequim perguntou-me quais são os dez melhores jogadores da NBA na atualidade. Não coloquei Kevin Garnett e nem Ray Allen; mas indiquei Paul Pierce.
Mantenho a opinião. Garnett e Allen deixam a desejar neste momento, apenas Pierce tem jogado o que dele se espera.
Ontem, no Garden nova-iorquino, Pierce marcou 33. Sua melhor pontuação na temporada. Desestruturou a defesa adversária.
Garnett teve um desempenho sofrível nos arremessos: 4-15. Deixou a quadra nos braços da torcida alviverde por ter acertado o chute derradeiro que deu a vitória por 107-105, com a buzina soando com a bola no ar (foto AP).
Mas há que se olhar o todo. E o todo foi decepcionante.
KG terminou o prélio com apenas dez pontos e sete rebotes. Nenhum toco, mesmo com aquele tamanhão (2m11) e um corpinho de toureiro (115 quilos), o que favorece pular e chegar à lua.
Quanto a Allen, 3-13, sendo que ele fez 1-6 nas bolas triplas. Marcou 13 pontos; sofrível também.
E o que dizer de Rasheed Wallace, a grande contratação do Celtics para esta temporada? Jogou 15:21 minutos, arremessou três bolas de três e errou todas, fazendo o mesmo nas bolas de dois. Ou seja: 0-6!
Deixou a quadra zerado.
De bom, a melhora de Rajon Rondo nos lances livres (4-8) e seu desempenho como um todo (14 pontos, dez assistências e nove rebotes). Além dele, Kendrick Perkins, para quem muitos não davam nem um figo podre: 16 pontos, 13 rebotes e quatro tocos.
O Boston preocupa, pois Rajon e Perkins não são o suporte que Pierce precisa para levar o Celtics ao título. Pierce precisa de KG e Allen.
SOBERANO
Em contrapartida, o Lakers nada de braçada. É certo que só joga em casa (dez no Staples Center e apenas três como visitante), mas demole quem aparece pela frente.
Ontem, preparei-me para ver o jogo contra o Oklahoma City. Queria ver como seria o confronto contra a molecadinha do Thunder: Kevin Durant, Russell Westbrook e companhia.
Começa a partida e Thabo Sefolosha faz 2-0 para os visitantes. Logo depois Ron Artest acerta uma bola de três e coloca o Lakers na frente.
No ataque seguinte, Jeff Green dá o troco na mesma moeda e faz 5-3 para o Thunder. Na sequência…
… Bem, na sequência o Lakers faz uma corrida de 18-0 e acaba com o jogo. Resisti até o final do primeiro quarto, tempo para ver Kobe Bryant (foto AP) fazer duas cestas espetaculares.
A primeira, com a bola passando por trás da tabela e caindo de chuá; a segunda, no soar da buzina indicando o final do primeiro quarto, uma cesta de mão esquerda!
Final do quarto: Lakers 35-16 Oklahoma City.
Desliguei o laptop e fui dormir.
Liguei o laptop há pouco e vejo que o Lakers venceu por 101-85. Vejo também que Kevin Durant fez 8-20 e terminou a partida com 19 pontos. Artest anulou o muleke.
Aliás, se o Lakers for mesmo campeão, como todos apregoam — inclusive eu —, Kobe deveria pegar uma parte do salário desta temporada e depositar na conta do companheiro.
Sim, pois Artest vai quase sempre marcar os melhores jogadores dos adversários.
Quando o jogo for contra o Cleveland, ele vigiará LeBron James; nos encontros diante do Denver, Carmelo Anthony; Oklahoma City, como vimos, Kevin Durant; contra o Boston, Paul Pierce; Orlando, Vince Carter.
Enfim, a maioria dos melhores jogadores da NBA que arremessa atua na ala, com algumas exceções, como Dwyane Wade, Brandon Roy e Joe Johnson.
LÍDER
O Phoenix segue mais líder do que nunca na Conferência Oeste. E ao contrário do Lakers, já fez um montão de jogos fora de casa.
Aliás, o Suns realizou mais partidas fora do que no deserto. Em sua American West Arena foram cinco pelejas e cinco vitórias.
Foram de casa foram nove contendas, com meia dúzia de vitórias.
Ontem à noite, o time recepcionou o Detroit. Foi gentil apenas no início da partida. Depois, mandou ver.
Venceu por 117-91, com 20 pontos e nove assistências de Steve Nash.
Leandrinho Barbosa jogou um pouquinho mais: 22 minutos. Anotou dez pontos.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Kevin Durant, kevin garnett, Kobe Bryant, Leandrinho Barbosa, Paul Pierce, Rajon Rondo, Ray Allen, Ron Artest, Steve Nash
18/11/2009 - 12:03
A rodada de ontem foi repleta de jogos interessantes, disputados, jogadores se destacando e time fincando o pé dentre os melhores da temporada, muito embora eu sei que muita água ainda vai rolar por debaixo da ponte, já diz o velho ditado.
Em Miami, começando nossa conversa, o Oklahoma City enfiou no bolso Dwyane Wade (22 pontos, 6-19) e companhia e venceu a partida facilmente: 100-87. Quem foi o destaque do Thunder?
Ora, precisa perguntar? Ele, Kevin Durant: 32 pontos (11-23 nos arremessos, 9-9 nos lances livres), nove rebotes e cinco assistências.
Tem a batuta do time nas mãos. É o maestro que rege uma orquestra muitíssimo bem afinada.
Gravitam ao redor de Durant jogadores de muito bom calibre, especialmente o armador Russell Westbrook (27 pontos e sete assistências). Westbrook tem o controle do jogo o tempo todo; ainda carece de mais experiência, mas dá mostras de que será um jogador impactante em pouquíssimo espaço de tempo.
Outro armador que tem os holofotes da mídia é Derrick Rose. Mas o jogador do Chicago tem-se mostrado um trapalhão em quadra nos últimos combates do time da cidade dos ventos.
O Bulls ganha solidez quando D-Rose dá seu lugar a Kirk Hinrich. E isso ocorreu novamente ontem em Sacramento.
O Chicago fez uma corrida de 34-24 no segundo quarto (com Kirk organizando o time) e ali venceu a partida diante do Kings por 101-87.
D-Rose é bom defensor, na linha do lance livre não costuma desperdiçar arremesso, mas precisa urgentemente treinar mais arremessos. Ontem, fez 2-12 e terminou a partida com dez pontos (seis deles na linha do lance livre).
O destaque do Bulls ficou por conta de Janero Pargo e seus 12 pontos, nove exatamente no segundo quarto, quando, como disse, o Bulls venceu a partida.
A decepção ficou por conta do jogo miúdo do armador Tyreke Evans. Pontuou bastante (20 tentos), mas não conseguiu em momento algum ter o controle do time e do jogo e fazer do Sacramento o manda-chuva em quadra.
Precisa melhorar.
Quem não precisa melhorar é Kobe Bryant. Sim, pois já melhorou ontem.
Depois de partidas apagadas diante do Denver e Houston, o carbono de Michael Jordan anotou 40 pontos frente ao Detroit e comandou o Lakers na vitória por 106-93.
Foi a 100ª. vez que Kobe anotou 40 tentos em sua carreira. Jogou muito.
Aliás, depois da partida, perguntado a razão pela qual o time voltou a vencer e evitou a terceira derrota consecutiva, Lamar Odom, cercado de jornalistas, fez um movimento com a cabeça, projetando o queijo para frente em direção ao companheiro e disse: “Kobe Bryant”.
Pra quem gosta de estatística, o jogador que mais vezes chegou às quatro dezenas de pontos foi Wilt Chamberlain: 271. Depois aparece Michael Jordan, 173. Na sequência, Black Mamba.
Andrew Bynum voltou a jogar bem. Anotou ontem 17 pontos e pegou 12 rebotes, cravando seu oitavo “double-double” nas últimas nove partidas.
Quem também marcou um duplo-duplo foi Nenê Hilário. O são-carlense deixou 20 pontos nas redes do Toronto; confiscou também dez rebotes.
Foi seu terceiro “double-double” na temporada.
Mas o destaque da vitória do Denver sobre o Raptors (130-112) foi Carmelo Anthony. O ala do Nuggets, mesmo sofrendo de enxaqueca, foi doloroso aos canadenses: marcou 32 pontos na meia hora em que ficou em quadra.
Encontrou eco em J.R. Smith, que fez 29.
Quer dizer: com Melo, Smith e Nenê marcando juntos 81 pontos, realmente fica difícil perder.
Se Nenê foi bem, novamente Leandrinho Barbosa foi um fiasco. Jogou apenas 16 minutos, tempo suficiente para fazer um monte de bobagens.
Errou seis de suas dez tentativas de arremessos. Tentou encestar apenas uma bola de três (seu carro-chefe, certo?) e só visitou a linha do lance livre uma três vezes (errou duas).
Terminou o jogo com nove pontos, mas não é nem de longe aquele jogador importante para a franquia, que chegou inclusive a ser eleito o melhor reserva da NBA.
O Phoenix ganhou mais uma (111-105 no Houston, fora de casa), mas o paulistano saiu novamente derrotado de quadra, ao contrário de Steve Nash, que se marcou só 12 pontos, deixou 16 assistências registradas na estatística do jogo.
Nash e Leandrinho surpreendem; o canadense positivamente (eu não esperava tanto dele nessa temporada), o brasuca negativamente (eu não esperava tão pouco dele nessa temporada).
E o outro brasuca da NBA, Anderson Varejão, não entrou em quadra. Contundido, viu das poltronas da Q Arena a vitória do Cleveland sobre o Golden State por 114-108.
LeBron James: 31 pontos, 12 assistências e cinco rebotes. Dentro de seu padrão habitual.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Derrick Rose, Dwyane Wade, Kevin Durant, Kobe Bryant, Leandrinho Barbosa, LeBron James, Nenê Hilário
16/11/2009 - 12:56

Aaron Brrooks contra o Lakers (Getty Images)
Foi a segunda derrota consecutiva. Na sexta-feira, o time já havia perdido para o Denver, no Colorado. Ontem, foi em casa, diante do Houston, por 101-91.
Preocupa?
Claro que não; faz parte. No entanto, foi a terceira derrota neste temporada. Na passada, isso ocorreu mais tarde: 9 de dezembro.
O time está sem Pau Gasol, é bom sempre deixar claro. Com o espanhol em quadra, o Lakers muda de fisionomia.
Afinal, Gasol é um dos melhores pivôs do planeta. Ao lado de Andrew Bynum forma seguramente o melhor duo do mundo.
Transportando esta situação para o jogo de ontem, o Lakers foi derrotado exatamente dentro do garrafão; nos rebotes para ser mais preciso. O Houston apanhou 60 durante os 48 minutos de jogo, enquanto que os angelinos ficaram com 38.
Desses 98 rebotes disponíveis, o Rockets pegou 13 no ataque contra seis do rival.
Some-se a isso outra atuação apagadíssima de Kobe Bryant. O 24 do Lakers, que já tinha ido mal na sexta-feira em Denver (zerou no segundo tempo), ontem fez 5-20 (25%). Não há tatu que aguente, como dizia minha avó.
Rebote ruim, Kobe horroroso = vitória do Houston.
SURPRESA
Não coloquei o Houston nos playoffs nas previsões que fiz antes de a temporada começar. Estou surpreso com a campanha da equipe nesse início de campeonato.
Com uma campanha de 6-4, os texanos posicionam-se na sexta colocação no Oeste. Aproveitam-se claramente do início trôpego do seu rival estadual que reside em San Antonio e de seu vizinho Utah, ambos na nona e décima colocação respectivamente.
Quanto ao jogo de ontem, destaque para o armador Aaron Brooks: 33 pontos, seis rebotes e quatro assistências. Maior pontuação do jogador em sua carreira na NBA.
“Foi a primeira vez que eu vi um anel de campeão”, disse Brooks ao olhar a jóia de Trevor Ariza. Campeão com o Lakers na temporada passada, Ariza pegou o anel antes de a partida começar. “Isso nos deu força e nos inspirou a jogar um grande basquete”.
E foi mesmo o que aconteceu.
FERRADURA
No sábado foi no cravo; ontem, na ferradura.
A derrota do Oklahoma City para o Clippers, em casa, por 101-93, foi a grande surpresa da rodada de ontem. Time em formação, que procura sua identidade, é assim mesmo: mescla grandes atuações com momentos vacilantes.
E olha que Kevin Durant anotou 40 pontos!
MEA CULPA
Esqueci de mencionar no texto de ontem o feito do “rookie” Brandon Jennings na rodada de sábado. O “muleke” anotou 55 pontos na vitória do Milwaukee sobre o Golden State por 129-125.
É a quarta melhor marca de um novato na história da NBA. Wilt Chamberlain, em 1960, com a camisa do Philadelphia, anotou duas vezes 58 pontos.
Cinco anos depois, Rick Barry marcou 57 pontos. Em 68, Earl Monroe cravou 56 pontos.
Jennings divide a quarta melhor marca (55 pontos) com Chamberlain e Elgin Baylor.
O armador do Bucks quebrou o recorde de pontos de um novato dentro da franquia. O feito pertencia a Kareem Abdul-Jabbar com 51 pontos.
Jenninges é fortíssimo candidato ao ROY desta temporada, especialmente porque Blake Griffin até agora não entrou em quadra.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Aaron Brooks, Brandon Jennings, Kareem Abdul-Jabbar, Kevin Durant, Kobe Bryant, Pau Gasol, Wilt Chamberlain
15/11/2009 - 16:14
A vitória do Oklahoma City em San Antonio foi o destaque da rodada de ontem da NBA. E foi dramática, por apenas três pontinhos: 101-98.
É desse tipo de triunfo que o Thunder precisa para provar que um time que tem que ser olhado com atenção: fora de casa e contra um dos grandes da liga.
E Kevin Durant mostrou que começa a atingir o nível de excelência dos grandes jogadores. Por falar em tamanho, a envergadura do ala do Thunder impressiona.

Ele faz bandejas a uns cinco metros de distância da tabela. Nem precisa chegar mais perto, pois seus braços são longos demais.
Deixou a quadra ontem com 25 pontos. Visitou a linha do lance livre em 15 oportunidades e encestou 13 bolas. Extremamente agressivo, os adversários que o digam.
Mas não foi apenas Durant quem brilhou. Jeff Green, outro ala da equipe, fez 21 pontos e apanhou dez rebotes.
E o que dizer de Russell Westbrook? 19 pontos e 11 assistências.
Olho no Oklahoma City. Pode chegar aos playoffs e contrariar muitos prognósticos, inclusive o meu.
QUEDA
Estaria o Boston dando sinais de cansaço? Não, claro que não longe disso, aliás, pois o torneio apenas começou.
O que acontece com o time então? Boa pergunta.
O Celtics perdeu ontem a noite em Indianapolis para o Pacers por 113-104. Aliás, foi a segunda derrota consecutiva, pois na sexta-feira foi batido pelo Atlanta, em casa, por 97-86.
Acidente de percurso, creio eu. De todo o modo, vamos ficar atentos.
Quem está gostando dessa história é o Cleveland, de olho no título da conferncia. Cavs, aliás, que ontem bateu em casa o Utah (segunda maior folha de pagamento da NBA) por 107-104.
Anderson Varejão jogou 29 minutos. Anotou sete pontos e pegou quatro rebotes.
Perde visivelmente espaço para J.J. Hickson. O então ala reserva jogou 38 minutos e fez 20 pontos.
Algo acontece com o capixaba. O que seria?
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Kevin Durant, Oklahoma City Thunder
12/11/2009 - 12:49
Não teve jogo ontem em Orlando; LeBron James não deixou. Shaquille O´Neal e Mo Williams também não.
LBJ anotou 36 pontos e Williams 28. Juntos marcaram 64 dos 102 pontos do Cleveland. Ou seja: 62.7% da produção ofensiva do Cavs.
Shaq anotou apenas dez pontinhos e pegou só quatro rebotes. Mas enlatou Dwight Howard, o melhor jogador do Magic. O Super-Homem marcou inexpressivos 11 pontos e confiscou apenas sete rebotes.
DH, é bom lembrar, antes do jogo de ontem tinha médias de 19.3 pontos e exatos 11 rebotes por partida.
Com tantos pontos da dupla LeBron/Williams e com Howard controlado por Shaq , o Cleveland fechou com facilidade a partida de ontem da Flórida e venceu por 102-93.
O que nos leva a pensar: se os três jogarem a maioria das partidas desta maneira, o Cleveland poderá encarar o Boston de igual para igual numa possível final de conferência. Caso contrário, se jogar o que vinha jogando, esquece: o Cavs não será páreo para o pessoal das bandas de Massachusetts.
Portanto, vamos esperar. Só o tempo vai nos dizer qual o caminho o Cavs vai escolher para trilhar nesta temporada.

LeBron James passa por Mickael Pietrus na vitória do Cavs sobre o Magic (foto: Getty Images)
MULEQUE!
Alguém viu Oklahoma City x Clippers em Los Angeles? Se não viu, perdeu outro show de Kevin Durant.
O “muleque” do Thunder fez de tudo um pouco – e é assim que os grandes jogadores se comportam. Anotou 30 pontos, sendo que acertou 12 de seus 20 arremessos (60.0%). Nas bolas de três, foi econômico nas tentativas: três; mas acertou uma delas.
Pegou dez rebotes, deu quatro assistências, fez dois desarmes e deu um toco.
Mais ainda: jogou um balde de água fria pra cima dos angelinos quando faltavam 38 segundos para o final e mandou uma bola certeira da ponta esquerda do ataque, abrindo dois pontos de vantagem, que foi ampliada com dois certeiros lances livres cobrados pelo veterano Kevin Ollie.
Final: Thunder 83-79 Clippers.
Quem ainda não viu Durant em ação, reserve um tempinho, pois vale mais do que a pena.
DERBY
Em San Antonio, no clássico do Texas entre Spurs e Dallas, novamente o time da casa jogou sem dois de seus tenores. Tim Duncan e Tony Parker, lesionados, viram a partida em trajes civis.
Mas Richard Jefferson, uniformizado, compensou a ausência do duo. Fazendo finalmente um jogo consistente, o ala anotou 29 pontos (11-23) e foi um tormento para a defesa do Cavs.
Manu Ginobili? Vindo do banco, cravou apenas 13 pontos, bem abaixo dos 36 anotados na partida anterior diante do Toronto.
Acho que o veneno do morcego perdeu a eficácia. É bom alguém vasculhar cavernas nos arredores da cidade, apanhar mais um mamífero voador e soltá-lo no AT&T Center e torcer para que o argentino seja mordido.
Brincadeiras à parte, resultado justo, que deixa o San Antonio em 4-0 em casa e anima os torcedores do alvinegro, pois Jefferson fez um jogo consistente, como disse.
E muito se espera dele nesta temporada.
Quanto ao Dallas, depois de ter feito 30 pontos nos dois primeiros jogos que marcaram seu retorno, ontem Josh Howard não foi bem: só oito pontos. E ainda deixou o jogo com dores no tornozelo.
Problema? Os próximos dias dirão.
O desempenho dos outros titulares, excetuando Dirk Nowitzki, foi muito ruim: anotaram juntos 25 pontos, contra 29 do alemão.
Velho Dallas, velhos problemas, tudo nas costas do velho Nowitzki.
RODADA
Os demais jogos em não acompanhei. Quem os viu e quiser nos contar, somos todos ouvidos aqui no botequim.
Labica, mais uma cerva, por favor!
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Cleveland, Dwight Howard, Kevin Durant, LeBron James, Magic, Mo Williams, Oklahoma City, Orlando, Richard Jefferson, San Antonio, Shaquille O´Neal, Spurs, Thunder
09/11/2009 - 12:50
O que foi aquilo que aconteceu ontem em Oklahoma City? Feito um tornado, o Thunder passou por cima do Orlando: 102-74!
Todo mundo jogou bem — até mesmo Etan Thomas, que nos 23 minutos que ficou em quadra anotou oito pontos e pegou importantes seis rebotes.
Mas é claro que o destaque foi mesmo Kevin Durant. Com sorriso nos lábios durante os 32 minutos que desfilou seu belíssimo basquete no impecável parquete do Ford Center, o “muleque” cravou 28 pontos e foi cestinha não só do time, mas da peleja também.
Durant jogou o fino, quem assistiu ao jogo viu isso. Esteve perfeito nos arremessos, tendo acertado 11-17 (64.7%). Anotou 82 tentos nos últimos dois prélios disputados.
Quem assistiu ao jogo viu também Russell Westbrook ser o complemento ideal para o companheiro artilheiro. Westbrook marcou 17 pontos e deu dez assistências.
Enfim, ficaria toda esta segunda-feira falando maravilhas do OKC. O time, por exemplo, conquistou ontem sua terceira vitória na temporada em seis jogos disputados. Na passada, atingiu a marca depois de 27 partidas.
Por isso também, a equipe dirigida pelo inexperiente, mas competente, Scott Brooks merece todos os elogios encontráveis.
Mas quero também reservar um pouco deste espaço para o Orlando. O que foi aquilo que aconteceu ontem em Oklahoma City?
Todo mundo jogou mal — até mesmo Dwight Howard. Sim, o Super-Homem, apesar dos 20 tentos, deixou a desejar nos ressaltos.
Pegou apenas sete rebotes e por isso mesmo viu o Magic ser batido pelo Thunder neste fundamento: 45-30.
É evidente que há atenuantes para o parco desempenho do Orlando. Vince Carter, uma vez mais, não jogou; continua contundido no tornozelo, mesma contusão de Ryan Anderson, que também não entrou em quadra.
E a gente também não pode se esquecer que Rashard Lewis continua de fora por estar suspenso por doping. Tem mais três jogos de gancho a cumprir.
Volta no confronto contra o Charlotte, no dia 16 de novembro, em Orlando. Até lá…
“Nós não somos um bom time de basquete neste momento”, disse o técnico Stan Van Gundy, ontem, depois do massacre. “Tenho dito isso, mas as pessoas não me ouvem”.
Sou todo ouvidos, professor, todo ouvidos.

Kevin Durant, do Oklahoma City Thunder, em ação contra o Orlando Magic no domingo (foto Getty Images)
COMPENSAÇÃO
Há males que vêm para o bem. O velho axioma popular aplica-se perfeitamente ao Lakers neste momento.
O time perdeu seus dois pivôs titulares. Resultado: Phil Jackson foi obrigado a colocar em quadra o então questionável DJ Mbenga.
E não é que o congolês está jogando bem? Pedro José, fanático torcedor do Lakers e parceiro constante deste botequim, já havia chamado a atenção para o desempenho do grandalhão no jogo passado.
Na vitória diante do Memphis, Mbenga havia confiscado 13 rebotes. Ontem, no triunfo frente ao New Orleans por 104-88, o africano pegou mais 12; anotou também dez pontos.
Ficou merecida meia hora em quadra. Deu mostras mais do que claras que pode ser usado na temporada sem qualquer temor.
Mbenga ganha, portanto, o moto-rádio no jogo de ontem do Staples Center.
RETORNO
Pau Gasol e Andrew Bynum podem voltar no próximo confronto do Lakers, marcado para quinta-feira próxima diante do Phoenix, novamente no Staples Center de Los Angeles.
MAGIC
O legal na transmissão do jogo do Lakers foi a entrevista que Magic Johnson concedeu à Fox West, tevê a cabo que transmite todos os jogos dos amarelinhos, que ontem jogaram de branco pois foi domingo.
O Lakers comemora 50 anos de nascimento. Falou sobre sua história com a camisa 32 do Los Angeles.
Magic lembrou sua primeira temporada em LA, falou do jogo derradeiro contra o Philadelphia, quando jogou de pivô no lugar do contundido Kareem Abdul-Jabaar. Fez questão de frisar a importância de Jamal Wilkes, que marcou 35 pontos naquela decisão. Falou de sua preferência por jogadores multifacetados, citando que Ron Artes joga de 2, 3 e 4, que Lamar Odom faz o mesmo nas posições 3, 4 e 5, elogiou Shannon Brown pelo mesmo motivo (joga de 1 e 2) e muito mais.
Infelizmente, não consigo me lembrar de toda a conversa. Mas foi prazeroso vê-lo uma vez mais ao vivo, esbanjando saúde.
Magic é o maior jogador da história da franquia. E não são poucas as estrelas que atuaram na franquia, como Jerry West, Kareem, Wilt Chamberlain, George Mikan — e muito mais.
RETORNO
Leandrinho Barbosa voltou ontem ao time do Phoenix depois de três jogos ausentes, vítima de uma lesão. Voltou devagarzinho: atuou apenas 18 minutos: marcou nove pontos e deu quatro assistências.
Foi importante na vitória do Phoenix diante do Washington, na capital dos EUA, por 102-90.
O Phoenix merece um capítulo à parte, com certeza. Não irei concedê-lo neste momento, pois preciso de mais elementos; pouco vi o time nesta temporada.
Mas me chama a atenção a campanha neste início de campeonato: seis vitórias e apenas uma derrota. Líder na Conferência Oeste — a mesma do Lakers.
Nos meus prognósticos, não coloquei o Phoenix nos playoffs da conferência. Acho que vou quebrar a cara — e isso me alegra, pois se me dou mal, vejo Leandrinho se dar bem.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: DJ Mbenga, Dwigh Howard, Kevin Durant, Leandrinho Barbosa, magic johnson, Phil Jackson, Russell Westbrook
04/11/2009 - 20:26
Hoje foi daqueles dias que o dia tem que ter mais de 24 horas. Suo em bicas enquanto escrevo, pois não consegui parar nem um minuto sequer.
Suo, escrevo e como; tudo ao mesmo tempo. Aliás, vocês estão servidos?
Obrigado, mas vamos ao que interessa — mesmo atrasado.
Deu pena ver o Oklahoma City perder para o Lakers na prorrogação. O time jogou muito no tempo normal e poderia ter vencido. Apresentou volume de jogo para isso.
Mas veio o tempo extra e aí os homens foram separados dos meninos. E o Lakers venceu.
E por que venceu? Porque Kevin Durant, que anotou 28 pontos no tempo normal, zerou na prorrogação. Arremessou quatro bolas e não acertou nenhuma.
Seu desempenho no tempo adicional limitou-se a uma assistência.
Aliás, Durant atirou oito bolas de três (uma delas na prorrogação) contra o aro do Lakers e não encestou nenhuma.
Já Kobe Bryant, que terminou os quatro quartos com 27 pontos, fez mais quatro na prorrogação e foi determinante para a vitória por 101-98.
Como disse acima, a prorrogação encarregou-se de separar os homens dos meninos.
O Thunder tem um grande potencial, mas é para o futuro. O presente pertence a Lakers e Boston.
MASSACRE
E por falar em Boston… O que dizer de sua quinta vitória no torneio? Vitória, vírgula, foi um massacre pra cima do Philadelphia: 105-74.
O Celtics deste início de temporada parece muito com aquele Celtics de há duas temporadas quando ganhou o título da NBA.
A vitória de ontem veio na defesa — os números mostram isso. O Sixers acertou apenas 36.6% de seus tiros de quadra (29-80), sendo que apresentou insignificante, pífio, ridículo (escolham o adjetivo) percentual de três pontos: 06.3% (1-16).
Goleada mesmo com Kevin Garnett marcando apenas três pontos e Ray Allen anotando cinco.
Ou seja: mesmo na podre o time é forte demais.
Dá para dizer que é o melhor da NBA no momento? Não, vamos esperar um pouco pelo cruzamento dos confrontos. Quero ver o Celtics “on the road” e jogando principalmente contra os times do Oeste.
RESUMO
Nos outros jogos, destaque para Nenê Hilário na vitória do Denver sobre o Pacers por 111-93. O são-carlense marcou 16 pontos e apanhou 13 rebotes (quatro no ataque). Foi seu primeiro “double-double” da temporada.
Outro brasuca que anotou duplo-duplo foi Anderson Varejão no suado triunfo do Cleveland sobre o Washington por 102-90. O capixaba marcou dez pontos e confiscou igual número de rebotes.
Quem também merece — e muito — destaque é Luol Deng. O ala do Chicago arrebentou com o jogo no United Center ao anotar 24 pontos e apanhar 20 rebotes na apertadíssima vitória por 83-81 do Bulls diante do Milwaukee.
Leandrinho Barbosa, contundido, nem se trocou para a partida em que o seu Phoenix bateu o Heat, em Miami, por 104-96. É dúvida para o jogo desta noite diante do Orlando, também fora de casa.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Boston, Cleveland, Denver, Kevin Durant, kevin garnett, Kobe Bryant, Lakers, Leandrinho Barbosa, Nenê Hilário, Phoenix, Ray Allen
22/09/2009 - 17:43
A discussão foi acalorada é merece continuidade. Quem é melhor na atualidade: EUA ou Espanha?

Tim Duncan x Pau Gasol, EUA x Espanha
No post que escrevi ontem, disse que gostaria muito de ver os dois times frente a frente novamente. Principalmente depois do que meus olhos constataram em Pequim e do que vi na Polônia.
Como disse o Pedro José, parceiro assíduo deste botequim, os ibéricos têm 12 jogadores, assim como os EUA. E a gente sabe muito bem que uma das vantagens dos norte-americanos nos torneios internacionais era não apenas a qualidade inquestionável de seus jogadores, mas poder tirar o quinteto titular de quadra e substituí-lo pelo reserva que a qualidade não era maculada.
Pois isso a Espanha mostrou neste Euro-2009. O técnico Sergio Scariolo substituía o time titular pelo reserva e a intensidade de jogo permanecia; nada se alterava.
E olha que os espanhóis jogaram sem José Calderón, contundido, como bem lembrou também Pedro José. Calderón é o armador titular da Espanha, não é nenhum Mané que ficou de fora.
No time dos EUA, ficaram fora de Pequim jogadores como Tim Duncan, Kevin Garnett e Paul Pierce. E quem mais?
Shaquille O’Neal? Não creio.
Há novatos espetaculares, como Kevin Durant e Derrick Rose, que estarão certamente na Turquia no ano que vem. E quem mais?
O. J. Mayo? Andre Iguodala? Russell Westbrook? Rudy Gay? Greg Oden? Paul Millsap? Não acredito que esses jogadores estejam em um nível como o de Durant e Rose.
Ou seja: na minha opinião, os EUA foram a Pequim desfalcados de Timmy e KG.
Se convocados, quem sairia?
Dwight Howard? Claro que não. Chris Bosh? Pode ser. Carlos Boozer? Com certeza. Tayshaun Prince? Com certeza também.
Enfim, a discussão é quente.
Já pendurei um calendário em frente à minha escrivaninha e fico contando os dias à espera do Mundial da Turquia.
O bicho vai pegar, ô se vai!
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Basquete europeu, NBA
Tags: Derrick Rose, Dwight Howard, José Calderón, Kevin Durant, kevin garnett, Tim Duncan
27/07/2009 - 19:34
Desta semana não passa: se até sexta-feira Lamar Odom não renovar com o Lakers, ele arruma as malas e vai desarrumá-las em Miami. E a tendência parece ser essa.
Tudo porque Jerry Buss teria reduzido a oferta inicial. Coloquei no condicional porque a informação não é oficial.
O Lakers tinha colocado na mesa um contrato de três anos no valor de US$ 27 milhões em 14 de julho passado. Lamar nem sequer respondeu.
Buss ficou fulo da vida e, dias depois, retirou a oferta. Lamar ficou sem nada; como sem nada ainda está.
Agora vem a informação de Los Angeles de que o boss do Lakers diminuiu a oferta. Se de fato isso ocorrer, é bem possível que Lamar assine com o Miami para ganhar US$ 5.8 milhões por temporada (reajustados), dinheiro esse vindo do “Mid-level exception”, pois o Heat já estourou o “cap”.
Sinceramente, não consigo entender Jerry Buss. Tudo bem que Lamar merece um puxão de orelhas por causa de sua indiferença para com a oferta do Lakers, mas reduzir a grana e empurrá-lo para o Miami é como dar um tiro no pé.
Sem Lamar o Lakers se enfraquece – e fortalece os adversários, especialmente San Antonio e Dallas, que devem estar morrendo de rir neste momento, à espera de um final feliz.
Para eles – e não para o Lakers.
USA TEAM
Trevor Ariza não está treinando com o time dos EUA em Las Vegas. Deve jogar a Copa América pela República Dominicana.
Os 20 jogadores norte-americanos que trabalham neste momento com o técnico Mike Krzyzewski são: Andre Iguodala, Brook Lopez, Kevin Durant, Russell Westbrook, Josh Smith, D.J. Augustin, Kyle Korver, Kevin Love, Thaddeus Young, Anthony Randolph, Rudy Gay, Jeff Green, O.J. Mayo, Greg Oden, Derrick Rose, JaVale McGee, Ronnie Brewer, Paul Millsap e Eric Gordon.
Ontem houve um treino na capital da jogatina e Durant barbarizou na vitória de seu time (o azul) sobre o de D-Rose (branco). A partida terminou 100-81 e Durant anotou 20 pontos e apanhou oito rebotes.
Estará, com certeza, no grupo norte-americano que vai jogar o Mundial da Turquia, no ano que vem.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Jerry Buss, Kevin Durant, Lakers, Lamar Odom
01/04/2009 - 12:03
O Lakers que se cuide, porque além de perder a primeira colocação geral para o Cleveland, pode ficar sem a segunda também. A derrota de ontem diante do Charlotte, na Carolina do Norte, por 94-84, foi um desastre.
O time angelino fica agora com três tropeços a mais do que o Cavs: 16-13. Pior ainda, tem apenas duas de vantagem para o Orlando: 16-18.

Nem vou ficar analisando os próximos oito jogos da equipe para tentar saber o que pode ocorrer. Corro o risco de quebrar a cara novamente.
Destas sete contendas no Leste (a última será hoje à noite diante do Milwaukee), esperava sete vitórias. Na pior das hipóteses, uma derrota para o Atlanta – o que aconteceu. Mas não contava com a queda de ontem.
Portanto, se novo tombo ocorrer diante do Bucks, já não vou me surpreender. Mas seria uma tragédia acumular três reveses consecutivos, o que, aliás, não aconteceu nesta temporada.
O que se passa com o Lakers? Estaria o time dando dicas de que cai de produção no momento errado? Preparação equivocada?
Não acredito em nada disso.
Como disse acima, a equipe de Los Angeles não somou três derrotas consecutivamente na competição, o que mostra a força do grupo e a regularidade do grupo. Se enfileirou agora duas derrotas, o mesmo já se deu neste campeonato em um par de ocasiões.
A primeira vez foi em janeiro passado, quando perdeu para San Antonio e Orlando. Depois, no final de fevereiro e início de março, caiu diante do Denver e do Phoenix.
Se formos traçar um paralelo com as outras forças da competição, o Cleveland já esteve diante desta situação. Mas, é bom que se diga, foi em apenas um momento.
No começo de fevereiro, o Cavs se curvou diante do próprio Lakers, perdendo sua invencibilidade em casa, naquele momento em 22 jogos. No seguinte, foi dobrado pelo Indiana.
Já o Orlando viveu este drama em duas oportunidades. Começou o campeonato com dois reveses: Atlanta e Memphis. Depois, no final de janeiro, repetiu a dose ao perder para Boston e Miami.
O Boston, outro time cotado para ser campeão desta temporada, passou por maus bocados, ao contrário de Lakers e Cavas. O Celtics perdeu quatro jogos consecutivos no começo de janeiro ao ser derrotado pelo New York, Cleveland e Charlotte e Houston.
Depois, em março, foi batido duas vezes seguidas pelo Orlando e Miami, fez uma vitória diante do Memphis e voltou a perder mais dois confrontos seguidamente: Milwaukee e Chicago.
Já o San Antonio, que corre por fora para ser campeão, ficou privado de um de seus principais jogadores, Manu Ginobili, por várias partidas nesta temporada. Por isso mesmo, perdeu muito mais do que imaginava.
Iniciou o campeonato com três derrotas: Phoenix, Portland e Dallas. Além dessa tripla derrota, mais para frente, somou uma dupla em cinco oportunidades.
Portanto, o que ocorre com o Lakers no momento não é privilégio algum do time da terra do cinema. Já ocorreu com seus mais fortes.
O Cleveland, no entanto, é o que se mostra mais intacto.
Resumo da ópera: as duas derrotas seguidas do Lakers preocupam apenas no tocante quanto ao posicionamento do time na classificação geral da competição.
Nada além disso.
IGUAL
Se o Lakers colheu uma derrota inesperada, o mesmo aconteceu com o San Antonio. No caso do Spurs, foi ainda pior: o time acabou derrotado pelo fraco Oklahoma City (96-95); e dentro de casa!
E não há qualquer desculpa para o revés. Todos os jogadores estiveram em quadra.
Quando falo todos me refiro a Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginobili. Se Bruce Bowen e George Hill não jogaram foi por decisão do técnico Gregg Popovich.
Mas o caso do San Antonio é diferente do Lakers. Os texanos ainda procuram um melhor entrosamento, pois Ginobili acabou de voltar de uma longa inatividade provocada por uma contusão no tornozelo e ainda não encontrou seu melhor ritmo de jogo.
Por outro lado, eu sei também que o time angelino não conta com Andrew Bynum, seu melhor pivô, que ainda se restabelece de uma contusão no joelho.
Quer dizer: a história parece fugir do script traçado no início da competição, mas o que a gente não pode deixar de considerar é que competição esportiva não é como cálculo matemático.
Há variantes dentro de um campeonato que é impossível de se prever quando se faz o projeto visando a temporada.
Alguém poderia prever uma nova contusão de Andrew Bynum? Claro que não. Alguém poderia imaginar que Manu iria demorar tanto para se recuperar? Claro que não. Alguém poderia antever a contusão de Kevin Garnett? Claro que não.
O que as equipes esperam – e rezam – é que seus principais jogadores estejam sadios durante toda a temporada.
TABU
Não é bem um tabu, mas o Lakers não consegue se dar bem diante do Charlotte. A franquia bebê da NBA fez até hoje dez partidas contra o supercampeão californiano.
Sabe qual é o retrospecto? 6-4 para o Bobcats.
Michael Jordan, um dos donos da franquia da Carolina do Norte, depois de várias semanas ausente da Time Warner Cable Arena, deu as caras novamente no ginásio, para delírio dos 19.568 torcedores que ocuparam todas as poltronas disponíveis.
O que se comentou foi que MJ apareceu mais para reencontrar-se com seu velho amigo Phil Jackson. Antes de o jogo começar, o Pelé do basquete foi até o vestiário visitante e deu um caloroso abraço em P-Jax; desejou boa sorte ao amigo.
Mas foram palavras ditas da boca para fora. Isso porque, durante a partida, MJ mais parecia um torcedor comum do que um dirigente. Torceu feito um maluco.
Cruzou os dedos sempre que Kobe Bryant e companhia arremessavam. Deu certo: o aproveitamento do Lakers foi ridículo no jogo de ontem.
O time acertou apenas 39.% de seus tiros (38-97). As bolas de três foram um horror: 4-14 (28.6%).
Agora, sabe o que foi pior nisso tudo? O Lakers cobrou apenas seis lances livres durante toda a partida, numa clara demonstração da falta de agressividade de seu jogo.
Já o Charlotte gostaria demais que a temporada se resumisse apenas a partidas contra o Lakers. O Cats varreu o Los Angeles nesta temporada e dos últimos sete encontros venceu seis.
Embora o Lakers tenha estado à frente no marcador em algumas oportunidades, o jogo, jamais – eu disse jamais – deu pinta de que iria ser vencido pelos californianos. O Charlotte foi um time mais robusto em quadra.
Todos os seus titulares tiveram um duplo dígito na pontuação: Gerald Wallace fez 21 pontos, Raymond Felton 16, Emeka Okafor 13, Boris Diaw 11 e Raja Bell 10. Pra melhorar, D. J. Augustin veio do banco e contribuiu com 14.
Os jogadores foram agressivos o tempo todo. Não se intimidaram jamais. Se o Lakers cobrou apenas seis lances livres durante a partida, o Cats bateu 22.
Penso que esses dois parágrafos acima explicam a vitória de um e a derrota de outro.
IGUAL
Com a vitória diante do Lakers, o Charlotte se sustentou com 40 derrotas na competição. Tem agora o mesmo número de tropeços do Chicago, que ontem perdeu uma partida ganha diante do Indiana: 107-105.
De jogo a gente fala daqui a pouco.
Concentro-me ainda na briga entre Bobcats e Bulls. No confronto direto entre as duas franquias, a da Carolina do Norte leva vantagem: 2-1. E não haverá mais enfrentamentos entre elas.
Desta forma, se o Chicago quiser a oitava vaga, tem que torcer para o Charlotte perder um embate.
Quanto a partida do Bulls, o time tinha uma diferença favorável de sete pontos (103-96) a 3:46 minutos do final. Deixou o Pacers fazer uma corrida de 11-2.
O time perdeu nada menos do que cinco posses de bola.
Fica difícil vencer assim.
FENOMENAL
Muitos frequentadores deste botequim já chamaram a atenção para Kevin Durant. O moleque, de fato, joga muito.
Na vitória de ontem diante do San Antonio, Kevin marcou 31 pontos e ainda apanhou oito rebotes. Apesar de jovem, parece um veterano em quadra.
Não se assusta com nada; nem com pressão de torcida e nem pelo fato de estar diante dos Três Tenores texanos.
Como os grandes jogadores, ele parece contagiar seus companheiros com sua energia. Eles crescem ao lado de Durant – e isso é um ótimo sinal para ele e para a franquia.
Quanto ao jogo, o final foi emocionante. O Thunder tinha uma vantagem de 11 pontos (92-81) a exatos seis minutos do final da partida.
Ela foi caindo aos poucos, até que chegou em um pontinho apenas (94-93) depois que Michael Finley acertou um tiro triplo da ponta-esquerda do ataque texano. O relógio mostrava que 1:11 minuto separava o jogo de seu final.
Nenad Kristic acertou seu “jumper” e passou a diferença para três pontos: 96-93. Faltavam 51 segundos para o final.
San Antonio novamente no ataque: Finley tentou uma bandeja numa infiltração bem marcada, errou, mas Tim Duncan deu um tapinha e derrubou a bola: 96-95.
Timmy voltou a ser grande ao dar um toco em Jeff Green e recuperar a posse de bola para o Spurs a 13 segundos da buzinada derradeira. Mas sem tempo para pedir, a jogada foi improvisada.
E foi um horror: Manu Ginobili errou o passe, recuperou a bola, entregou-a a Timmy, que ficou sem saber o que fazer com ela. Depois encontrou Finley, que já sem tempo tentou um arremesso desesperado que deu aro.
OBRIGADO
Dois são os times que agradecem ao Oklahoma City neste momento: Denver e Houston. Com a derrota do San Antonio, as três equipes somam 26 derrotas, mas o Nuggets pulou para a segunda posição no Oeste por ter um percentual de aproveitamento melhor.
Num cotejo contra o Spurs pelo desempate, o Denver leva a melhor no confronto direto: 2-1. E os times não jogam mais entre si nesta fase de classificação.
Já em relação ao Rockets, o time colorado está em desvantagem: perdeu três dos quatro enfrentamentos.
Portanto, se o Denver quiser brigar pelo segundo posto, tem que torcer para o Houston perder mais um jogo, pois no critério de desempate os texanos levam a melhor.
NORMAL
O Denver fez sua parte ontem à noite ao bater o New York, no Pepsi Center, por 111-104. Nenê voltou a jogar dentro de sua normalidade: deixou a partida com 18 pontos, 12 rebotes, quatro desarmes e três tocos. Tudo em 33 minutos.
Um partidaço, como se vê.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Bulls, Charlotte, Chicago, Denver, Kevin Durant, Kobe Bryant, Lakers, Manu Ginóbili, Nenê, Nuggets, Oklahoma City, San Antonio, Spurs, Thunder, Tim Duncan, Tony Parker
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