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sábado, 4 de fevereiro de 2012 NBA | 15:39

LAKERS JOGA COMO UM TIME E NÃO COMO TIME DE UM JOGADOR SÓ E VENCE O DENVER NO COLORADO

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O Lakers conseguiu ontem à noite sua terceira vitória fora de casa nesta temporada. Três vitórias em dez jogos disputados; muito pouco para um time como o Lakers, convenhamos.

E conseguiu vencer o Denver no Colorado por 93-89 porque jogou como um time e não como um time de um jogador apenas. Kobe Bryant não precisou fazer 40 ou mais pontos. Ele contribuiu com apenas 20, mas entregou nove passes corretos que se converteram em cestas. Andrew Bynum anotou 22 pontos e capturou dez rebotes. E Pau Gasol fez 13 pontos e coletou 17 ressaltos.

Ou seja: seus três principais jogadores tiveram um comportamento semelhante. Se continuar assim, o Lakers reverte esse marcador, atualmente em desvantagem (3-7) e passará a trabalhar no positivo brevemente.

Mas para que isso ocorra o time precisa continuar jogando como um time e não como um time de um jogador apenas.

DESASTRE

Danilo Gallinari, que tem jogado o fino da bola nesta temporada, negou fogo na derrota diante do Lakers. Anotou apenas seis pontos, acertou só um de seus nove arremessos, uma bola de três das seis que disparou contra o aro adversário.

Um desastre.

Em compensação, Al Harrington voltou a jogar bem: 24 pontos vindos do banco, em 36:52 minutos em quadra.

Al não é titular se você levar em consideração que ele não é anunciado pelo locutor do ginásio. Mas se você é daqueles, como eu, que se liga nos minutos jogados e nos momentos em que o jogador está em quadra, você conclui, como eu, que Al Harrington é titular como ala-pivô fazendo par com Nenê Hilário, com o russo Timofey Mozgov sendo um reserva que apenas tem o gostinho de ouvir seu nome anunciado pelo locutor do ginásio.

Nenê? Nada de especial: 12 pontos e seis rebotes, nenhum ofensivo. O jogo de sempre.

OPOSTO

Seguimos falando de basquete; não se engane com o título e vá pensar que o assunto agora é voleibol. É basquetebol mesmo.

Falei em oposto porque Anderson Varejão teve um desempenho bem diferente de Nenê.

Assim como Nenê, Varejão saiu derrotado de quadra. Seu Cleveland, jogando em Orlando, perdeu para o Magic por 102-94. Mas o capixaba foi um gigante diante de outro gigante, Dwight Howard.

Não é fácil enfrentar D12 — Nenê que o diga. Varejão encarou a fera, fora de casa e saiu-se muito bem: 12 pontos e 15 rebotes, sendo três deles ofensivos.

Ok, eu vi, já escutei você, que não gosta do Varejão e diz que não é Pacheco, eu vi que o Varejão tomou toco de D12, isso e aquilo. Mas eu não estou comparando o brasileiro com o norte-americano. Não sou louco, sei que Dwight é mais jogador que Anderson.

O que quero dizer é que Varejão não afinou. Fez novamente seu papel com dignidade e categoria.

Com isso, continua em quarto lugar entre os melhores reboteiros do campeonato, em um universo com algo em torno de 120 jogadores. Tem 11,6 ressaltos por partida. E quando o assunto são os rebotes ofensivos, tem média de 4,6 por partida e posiciona-se espetacularmente no primeiro lugar.

PALMAS

Por falar em espetacular, Leandrinho Barbosa, depois de dois jogos apagados, voltou a jogar bem. Foram 19 pontos na vitória do seu Toronto diante do Washington por 106-89.

Esses 19 pontos garantiram-lhe o privilégio de ser o cestinha do time. Mesmo tendo errado seus três arremessos triplos, coisa que ele não costuma fazer.

PUXA!

O Indiana foi a Dallas e venceu o Mavs por 98-87. Eu não vi o jogo, mas, mesmo na pindaíba em que se encontra o atual campeão da NBA, vencer o campeão e na casa dele é algo para se tirar o chapéu.

Olho o “box score” e vejo que Paul George fez 30 pontos e foi o cestinha do jogo ao lado de Dirk Nowitzki.

Alguém tem algo pra contar sobre a contenda? Ricardo Camilo está por aí?

ARTILHEIRO

Por falar em pontuação alta, Kevin Durant marcou 36 na vitória de seu Oklahoma City diante do Memphis por 101-94.

KD foi o cestinha da NBA nos dois últimos campeonatos. Atualmente está em terceiro lugar, com média de 27,0 pontos, atrás de Kobe Bryant (29,5), o líder, e LeBron James (29,2), o vice-líder.

Querem apostar que Durant acabará como cestinha desta temporada também?

Notas relacionadas:

  1. DENVER VENCE E FRUSTA SAN ANTONIO
  2. LAVADA NO COLORADO
  3. JOGADOR DA NBA É COMO A CINDERELA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 Sem categoria | 13:56

NBA DIVULGA SELEÇÕES DO LESTE E DO OESTE QUE PARTICIPAM DO ‘ALL-STAR GAME’

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A NBA anunciou na noite de ontem os dois quintetos escolhidos pelos torcedores para o desafio entre o Leste e o Oeste no “All-Star Game” do dia 26 de fevereiro próximo, em Orlando.

No lado Leste, o Miami cedeu dois jogadores; no Oeste, a cidade de Los Angeles foi a base do quinteto.

Os dois times são os seguintes:

LESTE
Derrick Rose (Chicago Bulls)
Dwyane Wade (Miami Heat)
LeBron James (Miami Heat)
Carmelo Anthony (New York Knicks)
Dwight Howard (Orlando Magic)

OESTE
Chris Paul (LA Clippers)
Kobe Bryant (LA Lakers)
Kevin Durant (Oklahoma City Thunder)
Blake Griffin (LA Clippers)
Andrew Bynum (LA Lakers)

O jogador que mais votos recebeu foi o pivô Dwight Howard (foto Getty Images), do time da casa, que foi escolhido por nada menos do que 1.600.390 fãs, numa clara demonstração de afeto por parte deles. Orlando respira e transpira o ASG. Grande parte dos votos partiu da cidade do Mickey Mouse.

Em segundo lugar apareceu Kobe Bryant: 1.555.479 votos. O ala do Lakers ainda goza de grande prestígio entre os torcedores norte-americanos, embora a mídia local faça uma campanha descarada para colocar LeBron James como o número 1 da NBA.

Por falar no ala do Miami, LBJ foi votado por 1.360.680 fãs, ficando atrás não apenas de D12, mas também do armador Derrick Rose, que contou com o carinho de 1.514.723 torcedores. Dwyane Wade recebeu 1.334.223 votos. Carmelo Anthony completa o quinteto. O ala nova-iorquino é um clássico intruso nesta seleção, mas como são os fãs quem escolhem os titulares das duas seleções, não há o que se fazer: ele acumulou 1.041.290 votos.

No Oeste, depois de Kobe, o jogador mais popular foi Kevin Durant: 1.345.566 votos. Depois vieram: Chris Paul, 1.138.743; Andrew Bynum, 1.051.945; e Blake Griffin, 876.451.

Somando-se os votos, o quinteto do Leste recebeu 6.851.306 indicações, enquanto que os titulares do Oeste ficaram com 5.968.184. O que isso quer dizer? Quer dizer que os jogadores do Leste são mais populares.

O ranking geral ficou assim:

1) Dwight Howard: 1.600.390
2) Kobe Bryant: 1.555.479
3) Derrick Rose: 1.514.723
4) LeBron James: 1.360.680
5) Kevin Durant: 1.345.566
6) Dwyane Wade: 1.334.223
7) Chris Paul: 1.138.743
8) Andrew Bynum: 1.051.945
9) Carmelo Anthony: 1.041.290
10) Blake Griffin: 876.451

Ou seja: se formos levar em conta a preferência dos torcedores, o time titular dos EUA para os Jogos Olímpicos de Londres, em julho próximo, seria:

Derrick Rose
Kobe Bryant
LeBron James
Kevin Durant
Dwight Howard

Acho que seria o meu preferido também, pois LBJ e KD podem perfeitamente se revezar como ala de força, sem contar que um jogar da posição pode vir do banco para ajudar quando preciso.

Mas não é isso o que a gente discute. O que discutimos é a seleção do ASG.

Respeitando os votos dos torcedores, meus dois quintetos, levando-se em consideração bola, apenas bola, seriam:

LESTE
Derrick Rose
Dwyane Wade
Luol Deng
LeBron James
Dwight Howard

Coloco Luol, pois o sudanês naturalizado britânico encontra-se no melhor momento de sua carreira. Está lesionado no pulso no momento e se ausentou nos últimos cinco jogos do Bulls, deixando bem claro que o time sem ele perde muito de sua força.

OESTE
Chris Paul
Kobe Bryant
Danilo Galinari
Kevin Durant
Andrew Bynum

Coloco Gallinari no quinteto, pois o ala italiano do Denver vem fazendo uma grande temporada, transformando-se no melhor jogador do time do Colorado, atualmente o segundo colocado na Conferência Oeste.

RESERVAS

A NBA informa que os reservas de cada time serão anunciados no dia 9 de fevereiro próximo, quinta-feira da semana que vem. Serão anunciados no intervalo da partida entre Boston e Lakers.

Eles serão escolhidos pelos treinadores de suas conferências, lembrando que os técnicos não podem votar em atletas de seus times.

Serão indicados dois armadores, dois alas, um pivô, além de dois jogadores independente de posição.

TREINADORES

Os dois técnicos serão aqueles com melhor campanha em suas respectivas conferências. Se fosse neste momento, seriam Tom Thibodeau (Chicago Bulls) no Leste e Scott Brooks (Oklahoma City Thunder) no Oeste.

Mas a NBA vai levar em consideração a classificação quando a rodada do dia 15 de fevereiro se encerrar.

SOLITÁRIO

Nenê Hilário foi o único dos quatro brasileiros a receber votação expressiva de modo a aparecer entre os mais votados. O paulista de São Carlos foi o preferido entre 207.102 torcedores.

RODADA

O grande jogo da noite de ontem ocorreu em Nova York, onde a equipe da casa voltou a perder, desta vez para o desfalcado Chicago Bulls: 105-102.

O Knicks é um arremedo de time de basquete. Tem um técnico de capacidade discutível e um jogador fominha, que coloca tudo a perder, pois conjuga os verbos na primeira pessoa do singular ao invés de conjugá-los na primeira do plural.

Mike D’Antoni desperta no torcedor a mesma ira e o mesmo desprezo que Isiah Thomas provocou num passado recente. Quando o NYK perde, os torcedores gritam das poltronas do Garden: Fora D’Antoni!

Carmelo Anthony é um atleta que deveria ter optado pelo tênis e não pelo basquete. Recentemente, Amar’e Stoudemire veio a público reclamar do antolho usado por Melo; e com razão.

Amar’e fez 34 pontos diante do Bulls, mas foram insuficientes para levar o time à vitória. Derrick Rose (foto Reuters) anotou dois a menos, mas contou com um time mais solidário, que mesmo desfalcado de duas importantes peças (Luol Deng e Rip Hamilton) sabe o que significa basquete em equipe.

O NYK tem uma campanha de 8-14. Em casa, 4-7. Na estrada, idem. Dos últimos 12 confrontos, venceu apenas dois.

É o décimo colocado do Leste, com um percentual de aproveitamento de ridículos 36,4%. Sonha com uma vaga nos playoffs porque esta conferência é mais frágil se comparada com a outra.

Estivesse o NYK no Oeste e ocuparia atualmente a 14ª posição.

FACE-TO-FACE

Por falar em comparações, até a rodada de ontem o duelo entre as duas conferências mostra o seguinte: 59 vitórias do Oeste contra 40 do Leste.

Mas ao olharmos a classificação geral do campeonato, temos o Oklahoma City em primeiro, mas os cinco seguintes são do Leste: Chicago, Miami, Philadelphia, Indiana e Atlanta.

O que isso quer dizer? Quer dizer que esses times, por fazerem parte do Leste, enfrentam equipes débeis e dificilmente perdem. No Oeste, como o equilíbrio é maior, a gente vê um perde e ganha, que acaba por interferir muito mais no recorde das equipes.

Notas relacionadas:

  1. O EQUILÍBRIO DO OESTE
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 31 de janeiro de 2012 NBA | 11:32

D12 SONHA COM O CHICAGO DE D-ROSE, UM MENINO ATRÁS DO AMADURECIMENTO

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Em entrevista ao jornal “Chicago Tribune”, Dwight Howard disse ontem que gostaria de jogar ao lado de Derrick Rose no Bulls. “Quem não gostaria?”.

E mais: lembrou que os dois são grandes amigos por conta de serem contratados da Adidas, fato que os aproximou ainda mais..

Em repercussão à notícia, comentou-se que a empresa de material esportivo não gostaria de vê-los na mesma equipe. Isso porque ambos concentrariam suas forças em apenas um mercado.

A Adidas, por exemplo, não se incomodaria se Howard (foto AP) fosse para Los Angeles jogar no Lakers. Aliás, até gostaria, pois Kobe Bryant, garoto da Nike, ontem foi garoto da empresa alemã. Seria um contragolpe e tanto na Nike, que “roubou” seu garoto-propaganda.

Aliás, aqui cabe a abertura de um parêntese. Muitos dizem que Kobe deixou de usar a camisa 8 e passou para a 24 por imposição da Nike, que queria “encalhar” o restante da produção da Adidas. Kobe teria escolhido o número 24 porque vem logo a seguir do 23, e ele queria deixar bem claro para os fãs que depois de Michael Jordan o rei é ele.

Fechado o parêntese e prosseguindo com nossa agradável conversa, D12 disse que essa história da Adidas não querê-los no mesmo time não procede e mais: afirmou que a empresa, ao contrário, gostaria de vê-los juntos, pois isso poderia alavancar ainda mais as vendas.

D12 está atirando para todos os lados. O fato é que ele não quer mesmo ficar no Orlando. Uma pena, pois se ele sair de lá, a franquia vai mergulhar novamente em depressão.

Otis Smith, o gerente geral do Magic, precisa fazer alguma coisa. E o mais próximo a fazer seria demitir Stan Van Gundy. Não dá mais com ele, é bananeira que já deu cacho.

Seria muito legal se o Orlando contratasse Jerry Sloan, um técnico que dispensa comentários.

Ou então, seria muito legal se o Orlando desse uma tacada e tanto e convencesse Phil Jackson a deixar a aposentadoria de lado e voltasse a comandar o time na próxima temporada.

P-Jax gosta de ter um “franchise player”. E D12 é esse cara — mas está num desânimo só.

NA MESMA

Por falar em Orlando, o time voltou a perder. Ontem foi na Filadélfia. Apanhou do Sixers por 74-69, o que significou a quarta derrota consecutiva; dos últimos oito jogos, perdeu seis.

O ataque voltou a dar sinais de debilidade: apenas 69 pontos. Das 12 primeiras partidas, em oito delas o Magic ultrapassou a contagem centenária. Tinha uma campanha de 9-3.

De lá pra cá, em nove contendas, em apenas uma delas chegou aos cem pontos. Nos últimos três confrontos, soma média de apenas 74,7 pontos por partida.

Ontem, J.J. Reddick, um dos que têm a mão quente no Orlando, fez 3-13 (23.1%). Errou todos os seus dez arremessos dentro da linha dos três.

Van Gundy acha que o problema do time é que ele não está fazendo o “pick’n’roll”… Inacreditável, não é mesmo? O problema do Orlando não é apenas a falta de “pick’n’roll”; o problema do Orlando é muito maior do que isso: é a falta de imaginação ofensiva do time de um modo geral.

Os jogadores movimentam mal e porcamente a bola, estão com a mão descalibrada (ontem foi 26-78, 33,3%) e não há agressividade.

Há que se dar um choque nesse time. E o melhor a fazer, repito, seria demitir Stan Van Gundy.

ANIMAL!

Vocês viram a enterrada que Blake Griffin deu em cima de Kendrick Perkins na vitória do Clippers sobre o Thunder por 112-100? Não viu? Bem, se você viu, vale a pena ver de novo (ops!); se não viu, veja:

Até o momento, a enterrada da temporada. Logo depois, Griffin recebeu uma bola de Chris Paul, se não estou enganado, e subiu para a enterrada. O desenho da jogada era o mesmo, mas o “bobo da corte” seria Kevin Durant. KD, que não tem vocação para “bobo da corte”, chispou!

Muitos se perguntam no momento quem é melhor: Blake Griffin ou Kevin Love?

São estilos diferentes.

Griffin tem 21,1 pontos e 11,1 rebotes por jogo. Love acumula 25,5 tentos e 13,5 ressaltos.

Quem é mais eficiente?

Os números não são tão díspares assim, mas é evidente que Love produz mais. Mas Griffin é espetáculo.

Se você ganhasse um tíquete para um jogo da NBA e tivesse que escolher, você escolheria ver uma partida do Clippers com Griffin ou do Minnesota com Love?

DESAFIO

Derrick Rose comandou novamente o Chicago em quadra. Redundante, não é mesmo? Sim, redundante, mas a gente tem sempre que dizer: D-Rose é mesmo o comandante do Bulls.

Ontem ele governou a equipe em mais um triunfo na liga, vitória de 98-88 diante do pobre Washington, na capital dos EUA. Anotou 35 pontos.

Nos últimos três embates do time da Windy City, D-Rose acumulou 103 pontos, o que dá uma média de 34,3 por partida.

Essa pontuação foi fruto do seguinte: 35-72 nos arremessos (48,6%) e 32-39 nos lances livres (82.0%).

Assim como Blake Griffin, Rose é um espetáculo à parte. Vende bilhetes e conduz seu time a vitórias. E tem apenas 23 anos.

Michael Jordan, quando ganhou seu primeiro título, tinha 28 anos. Era um homem maduro, com larga experiência em quadra e que conhecia, por conta disso, os atalhos do jogo. Aprendeu tudo sozinho, na raça, nunca teve a seu lado alguém mais experiente para se transformar numa espécie de irmão mais velho, a protegê-lo e pegá-lo pelo cangote evitando que um caminho errado fosse trilhado.

Quando aprendeu isso, sozinho, na raça, usando sua inteligência e astúcia, MJ começou a ganhar campeonatos e não parou mais. E se transformou no maior jogador de basquete de todos os tempos.

Com D-Rose (foto Getty Images) o processo parece ser o mesmo. Ele não tem um tutor no Chicago. Com apenas 21 anos chegou a uma das maiores franquias da NBA para tirá-la do fundo do poço e reconduzi-la ao topo.

Muita responsabilidade para quem tem apenas 21 anos.

Mas Rose não disse não, pois os grandes jamais dizem não. Os grandes são competitivos e adoram ser desafiados.

Michael Jordan teve que tirar de sua frente o Detroit Pistons de Isiah Thomas e Joe Dumars para atingir a glória.

O desafio de Derrick Rose é tirar da frente o Miami de LeBron James e Dwyane Wade. Quando isso acontecer, acho eu, não haverá time no Oeste capaz de segurar o Chicago.

Como não houve nos tempos de Michael Jordan.

O grande desafio de Derrick Rose e do Chicago me parece ser o Miami Heat. Como no passado foi o Detroit Pistons.

Falo com um pouco de atraso, mas, vocês, inteligentes que são, sabem que eu estou me reportando ao encontro de domingo passado.

Notas relacionadas:

  1. ORLANDO PREOCUPA, CHICAGO SONHA
  2. ATLANTA BATE ORLANDO, UM TIME ATRÁS DE ID
  3. DERRICK ROSE, A RAZÃO DAS VITÓRIAS DO CHICAGO BULLS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

terça-feira, 17 de janeiro de 2012 NBA | 11:28

OKC E LAKERS FIZERAM VITÓRIAS MARCANTES. ATAQUE DO BULLS PREOCUPA

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Dois foram os jogos que marcaram a rodada de ontem: em Boston, o Celtics perdeu novamente, desta feita para o Oklahoma City (97-88), e em Los Angeles em um final emocionante, o Lakers venceu o Dallas.

Fiquei muito impressionado com o que vi do OKC. Time forte defensivamente, com Thabo Sefolosha ditando o ritmo defensivo, marcando em cima Ray Allen e contagiando seus companheiros, que fizeram o mesmo e anularam as principais jogadas do adversário.

Thabo fez quatro dos 12 desarmes do Thunder na partida, fundamento em que o time da terra dos tornados saiu-se vencedor, pois permitiu que apenas meia dúzia de suas bolas fosse surrupiada pelo oponente.

O nome do jogo? Não foi Kevin Durant. Embora KD tenha terminado a partida com 28 pontos, sete rebotes e quatro assistências, o nome do jogo foi Russell Westbrook: 26 pontos, sete rebotes, quatro assistências e três roubos de bola.

Russell (foto Getty Images) foi o nome do jogo porque a dois minutos do final da contenda, com tudo ainda indefinido, ele deu um passe na medida para Sefolosha encestar uma bola de três e levar o marcador em 86-80 para o OKC.

O Celts respondeu com uma bandeja de Rajon Rondo: 86-82, a 1:47 do final.

Na sequência, Russell meteu uma bola tripla: 89-82.

Mickael Pietrus respondeu pelo Boston na mesma moeda: 89-85. O TD Garden ficou em polvorosa, achando que aquele chute desferido era o prenúncio de que a vitória viria, de virada, colocando um ponto final na sequência de quatro revezes seguidos.

Faltava apenas 1:13 para o soar definitivo da buzina. Tempo tinha — e de sobra, pois estamos falando de basquete.

Mas Westbrook não deixou. No ataque seguinte, ele meteu outra bola de três, nocauteando as pretensões do alviverde de Massachusetts: 92-85. O cronômetro do telão central mostrava que faltavam 51 segundos.

Tempo havia para uma reviravolta. Mas o Boston sabia muito bem que a cada golpe encaixado, Westbrook responderia com outro na mesma medida ou talvez mais poderoso.

FINAL

Em quase todo o último quarto, os dois times jogaram com quatro jogadores abertos e apenas um pivô. Do lado do Celtics, Kevin Garnett; do lado do OKC, Kendrick Perkins, que, registre-se, voltou a Boston pela primeira vez e foi merecidamente saudado por todos.

Quatro jogadores abertos, apenas um pivô. Quatro jogadores que sabem jogar bola, um brucutu a menos.

Foi como se tirasse um volante de contenção de um time de futebol e colocasse um meia de aproximação.

O jogo ficou muito mais bonito.

INCÔMODO

Desde que o “Big Three” foi formado, na temporada 2007-08, nunca o Boston tinha perdido cinco partidas seguidas. Ontem, com a derrota diante do OKC, o Celtics enfileirou meia dezena de jogos sem vencer.

O ar está pesado. Doc Rivers parece não encontrar solução para os problemas do time.

Kevin Garnett nem de longe lembra o jogador dominante de seus tempos de juventude. Ray Allen foi uma pálida amostra do pistoleiro implacável, destemido.

Com esses dois jogadores praticamente fora de combate, fica difícil vencer. E comprovou-se isso ao final da partida de ontem uma vez mais.

KG e Allen são os dois jogadores que mais comprometem o trabalho do Celtics em tentar se reerguer para voltar a ser um contendor temido no Leste. O time está hoje fora do G8. Isso quer dizer que se o campeonato terminasse agora, estaria fora dos playoffs.

Doc Rivers precisa aumentar o tempo de permanência em quadra de Mickael Pietrus e dar outra função a Allen. O novo papel a ele atribuído, penso eu, seria o de vir do banco de reservas para mudar o cenário da partida.

Esta é a única alternativa que encontro, de momento, para mudar a situação, pois KG não tem um substituto do calibre de Pietrus, por mais que Brandon Bass esteja sendo útil.

BINGO!

Como gostam de dizer os locutores: bingo! Sim a bola de três que Derek Fisher meteu a três segundos do final, levando o placar aos definitivos 73-70, foi daqueles chutes que ficam na memória da gente por um bom tempo ou mesmo definitivamente, dependendo do grau de relacionamento do torcedor com o evento.

Essa bola ilustra bem a principal função de Fish (foto AP) no time do Lakers: ele é um armador arremessador e não um armador de jogo. Sempre foi assim. A principal função de Fish era meter essas bolas de três para 1) dar tranquilidade ao time na partida; 2) colocá-lo no jogo; 3) levar a equipe à vitória.

Então, quando algum torcedor diz: “Fish não dá assistências!”. Não dá mesmo. Este nunca foi o papel dele no time.

O Lakers, como se sabe, nunca teve um armador. Agora, com a chegada de Mike Brown, o sistema mudou e um armador se faz necessário.

OFENSIVA

O Chicago levou um couro do Memphis no Tennessee. O placar final, 102-86, não retrata o que ocorreu em quadra. A vantagem do Grizzlies chegou a 26 pontos e poderia ter ultrapassado a casa dos 30.

O Bulls jogou sem Derrick Rose. E sem D-Rose o Bulls não é o Bulls. Sem D-Rose o Bulls é um time comum.

O que mais me preocupou no jogo de ontem foi que o Chicago esteve completamente perdido em seu ataque. Era um bando e não um time. Mostrou que não tem variações ofensivas, mostrou que se D-Rose não jogar a vaca pode ir para o brejo na maioria dos jogos.

Tom Thibodeau, o treinador do Bulls, é um homem alucinado por defesa, mas parece se esquecer que o ataque é mais importante.

Os dois maiores times de basquete das últimas duas décadas, o Chicago de Michael Jordan e o Lakers de Shaquille O’Neal e Kobe Bryant, foram equipes que se notabilizaram pelo seu ataque e não por sua defesa.

Defender exige preparo físico, inteligência e disposição. Atacar exige tudo isso e habilidade com a bola, que é a parte mais difícil no jogo: ter a bola sob posse e saber o que fazer com ela; ter a posse de bola e saber arremessar.

Os grandes jogadores não são aqueles que se destacaram por suas defesas. Os grandes jogadores foram e são aqueles que se destacam por conta de sua qualidade técnica com a bola nas mãos, por sua capacidade de ganhar partidas.

Por isso, Thibs tem que olhar o jogo de ontem com carinho e tentar resolver esse problema ofensivo do Chicago quando Derrick Rose não está em quadra. Caso contrário, quando o melhor armador do planeta não puder jogar, a chance de perder um jogo importante é maior do que ganhar.

O Bulls tem que ter alternativas para isso se quiser ganhar o campeonato.

Notas relacionadas:

  1. BULLS AFINA E LAKERS VENCE
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  3. EM NOITE DE ESCLARECIMENTOS, D-ROSE, KOBE E BYNUM SE DESTACAM NAS VITÓRIAS DE BULLS E LAKERS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012 NBA | 21:43

NBA DIVULGA PRIMEIRA PARCIAL DO ‘ALL-STAR GAME’ E DWIGHT HOWARD É O JOGADOR MAIS VOTADO

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A NBA anunciou na tarde desta quinta-feira a primeira parcial com a votação para o “All-Star Game” que será realizado em Orlando no dia 26 de fevereiro próximo.

Dwight Howard, pivô do time da casa, foi o jogador que mais mais indicações recebeu até o momento entre todos os atletas votados. D12 teve nada menos do que 754.737 votos.

Depois de D12 (foto AP), o segundo jogador mais votado foi Kobe Bryant, com um total de 690.613 indicações.

Se esta fosse a votação definitiva, os dois quintetos seriam os seguintes:

LESTE

Derrick Rose (Chicago Bulls) — 640.476
Dwyane Wade (Miami Heat) — 637.912
LeBron James (Miami Heat) — 640.789
Carmelo Anthony (New York Knicks) — 496.351
Dwight Howard (Orlando Magic) — 754.737

OESTE

Chris Paul (Los Angeles Clippers) — 540.173
Kobe Bryant (Los Angeles Lakers) — 690.613
Kevin Durant (Oklahoma City Thunder) — 633.538
Blake Griffin (Los Angeles Clippers) — 394.264
Andrew Bynum (Los Angeles Lakers) — 496.597

SOLITÁRIO

O único brasileiro que aparece com votação expressiva é Nenê Hilário, pivô do Denver Nuggets. O são-carlense recebeu até o momento 94.167 indicações, numa prova incontestável de que é o nosso jogador mais representativo na maior liga de basquete do planeta.

DIFERENÇA

No Leste, a distância dos jogadores titulares para seus reservas é grande demais. Isso significa que o quinteto inicial deve ser este mesmo.

Entre os armadores, depois de D-Rose e D-Wade, quem aparece mais bem votado é Rajon Rondo (Boston Celtics), com 253.969 votos. Nas alas, Amar’e Stoudemire (New York Knicks) vem a seguir com 178.797 indicações. E no pivô, depois do Super-Homem quem mais votos computou foi Joakim Noah (Chicago): 75.038.

No Oeste, Griffin briga com Dirk Nowitzki por uma vaga no quinteto titular. O ala do Dallas Mavericks ganhou a preferência entre 231.832 eleitores. Na armação, deve mesmo dar CP3 e Kobe, pois o “rookie” Ricky Rubio (Minnesota Timberwolves), a surpresa nesta primeira parcial, recebeu 133.520 votos. E no pivô, Bynum deve ser o titular, pois a seguir aparece DeAndre Jordan (Clippers) com 134.961 indicações.

Abaixo, a relação total divulgada pela NBA:

LESTE

Armadores: Derrick Rose (Chi) 640.476; Dwyane Wade (Mia) 637.912; Rajon Rondo (Bos) 253.969; Ray Allen (Bos) 174.934; Deron Williams (NJN) 89.128; Jose Calderon (Tor) 42.929; John Wall (Was) 38.025; Richard Hamilton (Chi) 36.418; Kyrie Irving (Cle) 27.713; Joe Johnson (Atl) 23.384.

Alas: LeBron James (Mia) 640.789; Carmelo Anthony (NYK) 496.351; Amar’e Stoudemire (NYK) 178.797; Kevin Garnett (Bos) 173.161; Chris Bosh (Mia) 140.601; Paul Pierce (Bos) 94.071; Luol Deng (Chi) 85.086; Andrea Bargnani (Tor) 54.739; Carlos Boozer (Chi) 53.477; Hedo Turkoglu (Orl) 43.154.

Pivôs: Dwight Howard (Orl) 754.737; Joakim Noah (Chi) 75.038; Tyson Chandler (NYK) 61.774; Joel Anthony (Mia) 41.832; JaVale McGee (Was) 24.713; Al Horford (Atl) 23.546.

OESTE

Armadores
: Kobe Bryant (LAL) 690.613; Chris Paul (LAC) 540.173; Ricky Rubio (Min) 133.520; Steve Nash (Pho) 118.922; Russell Westbrook (OKC) 107.197; Kyle Lowry (Hou) 90.725; Monta Ellis (GS) 63.696; Manu Ginobili (SA) 50.765; Jason Kidd (Dal) 49.596; Chauncey Billups (LAC) 42.657.

Alas: Kevin Durant (OKC) 633.538; Blake Griffin (LAC) 394.264; Dirk Nowitzki (Dal) 231.832; Pau Gasol (LAL) 185.428; Kevin Love (Min) 143.814; LaMarcus Aldridge (Por) 118.268; Tim Duncan (SA) 81.783; Lamar Odom (Dal) 59.686; Metta World Peace (LAL) 39.006; Danilo Gallinari (Den) 34.438.

Pivôs: Andrew Bynum (LAL) 496.597; DeAndre Jordan (LAC) 134.961; Marc Gasol (Mem) 102.116; Nenê (Den) 94.167; Marcin Gortat (Pho) 62.631; Kendrick Perkins (OKC) 41.579.

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012 NBA | 21:26

LEBRON JAMES GANHA RECONHECIMENTO E MOSTRA EVOLUÇÃO EM SEU JOGO

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LeBron James foi eleito nesta segunda-feira o melhor jogador da semana que passou entre todos os atletas que atuam na Conferência Leste. Do lado Oeste, Kobe Bryant foi o escolhido.

Semana passada, quando a distinção foi feita pela primeira vez nesta temporada, LBJ (foto Getty Images) venceu também. Mas seu parceiro foi Kevin Durant.

LBJ tem realmente impressionado pelos números. Suas médias são:

30,1 pontos
7,6 rebotes
7,6 assistências
2,0 desarmes
36:30 minutos por partida

É mesmo o jogador com melhores números na temporada. Nenhum outro mostra-se tão consistente como LeBron.

Kobe, por exemplo, tem o seguinte desempenho:

27,6 pontos
6,1 assistências
5,8 rebotes
0,8 desarme
36:10 minutos por partida

Kevin Durant exibe estes números:

25,7 pontos
6,5 rebotes
3,5 assistências
1,0 desarme
35:30 minutos por partida

Derrick Rose, MVP da temporada passada e que não foi premiado ainda, marcou o seguinte até agora:

19,4 pontos
8,4 assistências
3,7 rebotes
0,9 desarme
36:20 minutos por partida

Alguém mais se habilita a confrontar seus números com os de LBJ? Creio que não. O ala do Miami está mesmo imbatível nos números.

Os números, algumas vezes enganam, a gente bem sabe disso. Mas os números consistentes de LBJ vêm permeados por uma evolução tática e consciência de jogo.

LeBron tem sido um dos armadores do Miami como na temporada passada. Mas ao contrário do campeonato anterior, ele tem olhado o jogo de maneira mais abrangente, tanto que sua média de assistências aumentou, pois foram exatas sete no torneio passado. Pode parecer pouco, mas não é.

LeBron não é um armador de vocação. Acho até que ele gostaria, mas não foi forjado para ser um “point guard”. Desde os tempos de Cleveland ele gosta de conduzir o jogo. Embora tenha melhorado, ainda não tem o dom de criar espaços para os companheiros como Rajon Rondo, por exemplo.

Nos finais das partidas decisivas, nas quais eu tenho criticado seu comportamento passivo, LBJ se limita a entregar a bola nas mãos de Dwyane Wade e seja o que Deus quiser. Um armador de verdade não faz isso; um armador de verdade procura desequilibrar a defesa adversária de modo a servir seus companheiros ou ele próprio definir a jogada se for o caso.

A impressão que eu tenho é que aos poucos LeBron vai conseguir atingir essa meta. Mas, como tenho dito, não basta apenas ler o jogo de maneira mais abrangente, é preciso ter coragem nos momentos importantes, algo que tem sido um grande obstáculo a ele nos últimos tempos.

Outra prova da mudança no jogo de LeBron é que em oito jogos disputados ele arremessou apenas duas bolas de três (errou ambas). No campeonato passado foram 279 bolas atiradas em 79 contendas, o que dá uma média de 3,5 por jogo. Nesta competição, como disse, foram duas bolas em oito partidas.

Isso, para mim, é demonstração clara de mudança de estilo e de amadurecimento. Aqueles “crazy shots” desapareceram. LBJ está mais focado no macro do que no micro. Ou seja: olha menos para si próprio e mais para o time.

Se os defeitos forem corrigidos, e não é pouca coisa, como vimos, pois ele tem que melhorar sua criação de jogadas e adquirir estofo no soar da buzina, LeBron tem tudo para se transformar nesse jogador que a mídia norte-americana quer que ele seja.

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NBA | 11:20

O DECLÍNIO DE LEANDRINHO É A MAIOR PREOCUPAÇÃO NO MOMENTO

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Vamos deixar de lado a rodada de ontem. Não que ela não mereça destaque. Destaques houve e muitos.

Matt Barnes, por exemplo, foi o diferencial na vitória do Lakers (90-82) diante do Memphis em Los Angeles. Barnes anotou 15 pontos, mas o que impressionou foram seus dez rebotes e os três tocos.

LaMarcus Aldridge foi igualmente importante, mas na vitória do Portland frente ao Cleveland (98-78) ao anotar 28 pontos, oito rebotes e quatro assistências.

Nesta partida, aliás, o brasileiro Anderson Varejão ficou perto de outro “double-double” ao cravar oito pontos e dez rebotes, quatro deles ofensivos.

Por falar em brasucas, Tiago Splitter jogou 20 minutos na derrota do San Antonio para o Oklahoma City (108-96). Fez dez pontos, mas pegou apenas quatro rebotes. Melhorou ofensivamente, mas esteve bem perdido na defesa, especialmente nos bloqueios para ganhar posição para os ressaltos.

O destaque desta partida, uma vez mais, ficou por conta do desempenho de Kevin Durant: 21 pontos, dez rebotes e sete assistências. Três passes corretos a mais e viria um “triple-double”.

Ricky Rubio voltou a empolgar. Desta vez na vitória de seu Minnesota fora de casa diante do Washington (93-72. O espanhol cravou 13 pontos e 14 assistências! Caramba, o ibérico é uma maquina de produzir passes que redundam em cestas! Tem média de 7,6 assistências por partida e lidera os novatos neste quesito.

Por falar em assistências, o que dizer das 17 que Steve Nash deu na vitória de seu Phoenix diante do Milwaukee (109-93)? Muitos torcedores do Lakers gostariam de vê-lo em Los Angeles, mas Mike Brown não pensa assim: ele prioriza a defesa e Nash, todos nós sabemos, é um péssimo marcador.

Finalmente em Sacramento, o Orlando bateu o Kings (104-97), mas o destaque foi negativo: Dwight Howard marcou apenas cinco pontos e pegou só quatro rebotes. Por quê? Porque se enrolou com as faltas e atuou parcos 20 minutos. Foi pegar seu primeiro rebote apenas no último quarto.

Como disse no começo do nosso papo, vamos deixar tudo isso pra trás. Eu quero falar de Leandrinho Barbosa.

DECLÍNIO

O brasileiro do Toronto Raptors vive um momento muito ruim na carreira. Nos últimos três jogos com a camisa 20 do time canadense, anotou um total de preocupantes oito pontos.

Seu desempenho nos arremessos, obviamente, só poderia ser bem ruim: 3-16 (18,7%). Particularizando, ele fez 1-5 nas bolas de três (20,0%), seu cartão de visita. Isso mesmo: apenas cinco tiros de longa distância nas últimas três partidas.

Sabem quantos lances livres ele bateu nesses últimos três confrontos? Um! E errou.

É certo que o pouco tem em quadra tem atrapalhado Leandrinho (foto Reuters). Ficou em média 14:33 minutos trabalhando nesses três confrontos.

Mas não consegue mais minutos, seguramente, porque não produz.

O Leandrinho que vemos em quadra, hoje em dia, em nada lembra aquele menino rápido que acabou sendo apelidado de “The Blur” quando jogava com a camisa 10 do Phoenix Suns. É apenas uma pálida imagem daquele jogador que na temporada 2006/07 foi eleito o melhor reserva da competição e que acabou sendo decisivo na vitória do Phoenix na série diante do Lakers, que custou a eliminação do time angelino naqueles playoffs.

Leandrinho tinha apenas 24 anos e uma vontade imensa de vencer. Vindo do banco conseguiu média de 18,1 pontos por partida e 43,4% de aproveitamento nas bolas de três.

Ficava em quadra quase 33 minutos por jogo. Era quase que um titular.

Seu declínio começou quando Mike D’Antoni foi demitido e Alvin Gentry assumiu o comando do time. Dois anos depois, foi trocado com o horrível Toronto Raptors.

Foi mandado literalmente para a geladeira. Num clima totalmente oposto ao que ele vivia e sempre viveu, o jogo de Leandrinho começou a definhar. A impressão que ele nos passa, quando vemos os jogos pela televisão, é que ele dá sinais de estar cansado com apenas 29 anos.

Parece não ter entusiasmo para jogar em uma franquia que apenas participa do campeonato, o que a gente até entende. Mas Leandrinho não pode se deixar consumir pela situação adversa. Ele tem que aproveitar esta temporada, pois é seu último ano de contrato com uma franquia da NBA.

LB será “free agent” quando este torneio acabar. Poderá ir para onde quiser na temporada seguinte. Mas para ele conseguir uma vaga em um time competitivo e fazer algo próximo dos US$ 7,6 milhões que ele vai faturar ao longo desta competição, ele vai ter que correr muito mais, vai ter que produzir muito mais. Vai ter que reviver “The Blur”.

Hoje à noite o Raptors recebe em Toronto o Minnesota Timberwolves. Ótima oportunidade para Leandrinho começar a reverter esta situação. Afinal de contas, o Wolves tem sido uma das sensações neste início de competição e jogar bem contra a rapaziada de Minneapolis terá um grande significado.

Que assim seja.

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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011 NBA | 14:09

COM O AMADO KEVIN DURANT NÃO SE BRINCA JAMAIS

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Na mesma proporção em que LeBron James gera ódio, aversão, antipatia e repulsa na maioria das pessoas, Kevin Durant desperta sentimentos opostos, como amor, atração, afeto e paixão.

LBJ pode terminar uma partida com recordes estabelecidos que não desperta nos torcedores nada além de um oh! LBJ pode derrubar uma bola no soar do gongo final que não vai comover muita gente.

Refiro-me, é bom dizer, ao universo brasileiro, mais especificamente aos frequentadores deste botequim. No Twitter, onde também você pode me encontrar, querido leitor (@FRSormani), o sentimento é o mesmo em relação ao astro do Miami Heat, que nesta sexta-feira completa 27 anos.

Não são poucas as mensagens que recebo cujo sentimento em relação a LeBron é este mencionado acima. Não raro leio coisas do tipo: “É, não vai ter jeito mesmo, acho que o Miami vai ser campeão, infelizmente”. Aí eu pergunto: por que “infelizmente?” E recebo em troca a seguinte resposta: “Porque eu odeio o LeBron”.

Kevin Durant, como eu disse, desperta sentimentos opostos.

Ontem, no eletrizante final do confronto entre seu Oklahoma City e Dallas, o ala artilheiro da NBA nas duas últimas temporadas acertou uma bola de três a 1,4 segundo do fim do jogo (foto). Com o tiro certeiro, levou seu OKC à vitória por 104-102.

Respondeu, se você não sabe, na mesma moeda a Vince Carter, que tinha, no ataque anterior, encestado uma bola de três e colocado os texanos na frente em 102-101, dando a impressão aos visitantes que eles iriam conseguir a primeira vitória nesta temporada.

Falsa ilusão; com Durant não se brinca. Com Durant em quadra tudo pode acontecer.

O tiro encestado no estouro do cronômetro gerou manifestações no meu Twitter do tipo: gênio, alienígena, de outro planeta, jogador decisivo, joga fácil, ídolo, joga demais, unbelievable.

Durant é tudo isso mesmo. E, por conta deste cabedal de atributos, é um jogador que toda franquia gostaria de ter. O Lakers, por exemplo, adoraria vê-lo em seu “roster”.

Ano passado, durante o intervalo do primeiro jogo dos playoffs entre Lakers e o próprio OKC, saí do reservado de imprensa onde a NBA me acomodou no Staples Center, peguei o elevador no quarto andar e desci para a sala de imprensa, que fica no mesmo piso da quadra. Ia pegar um refrigerante e alguns salgadinhos para tapear a fome.

Sentei-me a uma das grandes mesas da sala e, para minha surpresa, Mitch Kupchak, gerente geral do Lakers ocupou uma das cadeiras próximas a mim. Estava acompanhado de um pirralho de uns dez anos. Acho que era filho, mas podia ser neto; não importa.

Apresentei-me a ele, e depois de algumas poucas perguntas perguntei sobre Durant: havia alguma chance de o Lakers contar com ele no futuro? Disse a Mr. Kupchak (foto) que tinha um blog e que os torcedores do Lakers sempre me perguntavam isso, pois Durant tinha muitos fãs no Brasil.

“Ele acabou de renovar com o Thunder, é muito difícil”, respondeu.

E no futuro?, tornei a perguntar.

“A gente nunca sabe sobre o futuro”, completou Mitch.

Mitch não quis especular e nem dizer para mim se a franquia tentava articular uma grande troca envolvendo o jogador. Não tentava e nem tentará, a menos que no futuro KD faça como Chris Paul e Dwight Howard fazem no momento: force a barra para deixar a franquia.

Mas eu duvido que isso aconteça. Durant não tem esse caráter. Seu caráter, aos meus olhos, é sólido feito uma rocha, como eu já disse aqui.

Nem mesmo no início de carreira, quando seu time era saco de pancadas de todo mundo, nem mesmo naquele momento Durant teve chiliques ou faniquitos pedindo pra sair.

Na temporada 2007-08, sua primeira na NBA, ainda em Seattle (foto), a campanha do Sonics foi medíocre: 20-62, 29º colocado. No torneio seguinte, já em endereço novo, o desempenho foi um pouquinho melhor: 23-59, 26º na classificação geral.

Durant não esmoreceu; ao contrário, seguiu trabalhando, em silêncio, longe dos holofotes, como é de seu feitio, tentando melhorar a franquia. Claro que acreditava no projeto, pois posições ruins no campeonato significavam jogadores bons vindos no “draft”.

E foi o que aconteceu com as chegadas de Russell Westbrook, primeiro, e James Harden, em seguida.

Com esses dois jogadores agregados à franquia, o desempenho do time em quadra melhorou. No torneio de 2009-10, o OKC ficou em oitavo lugar na Conferência Oeste e classificou-se pela primeira vez para os playoffs. E Durant acabou como cestinha do campeonato com média de 30,1 pontos por jogo.

Na competição passada, foi o quarto melhor time do Oeste. E foi mais longe ainda, tendo chegado às finais da conferência. Acabou, no entanto, dobrado pelo futuro campeão, o Dallas Mavericks, que foi nocauteado ontem à noite conforme vimos anteriormente.

E Durant repetiu a performance do campeonato anterior, tendo igualmente acabado como cestinha da NBA com média de 27,7 pontos por partida.

Mesmo com tudo isso, não se viu, não se vê e nem se verá estardalhaços por parte do jogador, que foi eleito o melhor atleta norte-americano de basquete da temporada passada pela USA Basketball. Fruto, claro, de seu desempenho no Mundial da Turquia, quando comandou o time dos EUA à medalha de ouro, fato que não ocorria desde o torneio do Canadá, em 1994. Por conta disso, foi eleito o melhor jogador da competição.

A vida tem sorrido escancaradamente a Durant. Tanto que ninguém vê seus erros. Talvez por conta dos sentimentos de amor, atração, afeto e paixão, as pessoas relevem seus equívocos em quadra.

Se o Thunder tivesse perdido ontem, o dedo teria que ser apontado para Kevin Durant. Lembra-se da bola de três que Vince Carter acertou a 1,4 segundo do final da partida, colocando o Dallas com a mão na vitória? Pois bem, a marcação que Durant fez em Carter beirou ao ridículo; marcação de fazer corar qualquer jogador brasileiro.

Mas como a vida tem sorrido escancaradamente a Durant, se alguém viu, esqueceu; se ninguém viu, nem quer saber.

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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011 NBA | 19:11

DWIGHT HOWARD É MAIS UM EXEMPLO DESTA SAFRA DE JOGADORES SEM PERSONALIDADE

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Não assisti Oklahoma City x Orlando na íntegra e nada vi de Golden State x LA Clippers. Portanto, não achei justo postar qualquer coisa sobre as duas partidas.

Normalmente, eu costumo dar uma olhada no condensamento destas partidas no c… da madrugada, aproveitando-me desta cortesia no site do “League Pass”. Desta vez, nem isso eu fiz.

Fico, pois, com os comentários de vocês.

Pelo que li, alguns parceiros ficaram espantados com os 11 pontos de Dwight Howard (foto) na derrota do Orlando diante do OKC, em Oklahoma City. D12 fez 4-12 nos arremessos, o que deu um aproveitamento ridículo de 25.0%.

Ouvi um torcedor do Lakers dizer que Mitch Kupchak (gerente geral do time californiano) deveria ligar para Otis Smith (mesma função no Orlando) e dizer: “Meu velho, está na cara que D12 não quer jogar com vocês. Por isso, vamos nos reunir novamente e discutir uma troca, pois o super-homem quer vestir a 12 amarelinha”.

Não se pode concluir que D12 esteja de má vontade por conta deste jogo. Como ele mesmo disse, “vai demorar um pouco (para entrar no ritmo), porque ficamos muito tempo parados”.

Verdade, a inatividade foi longa e como D12 afirmou depois da partida, “houve pouco tempo de treinamento e apenas dois jogos preparatórios”.

Mas o que chamou a atenção foi a postura de Howard na entrevista depois da contenda em que o Orlando perdeu por 97-89: enfastiado, sussurrando, louco pra que tudo aquilo (as perguntas) acabasse logo. E seu largo sorriso, uma de suas marcas registradas, não se pôde ver em nenhum momento.

David Stern, comissário da NBA, deu sua primeira entrevista coletiva em Dallas, onde esteve para assistir ao reencontro do campeão da temporada passada contra o Miami Heat, o vice. Perguntado sobre Dwight Howard, se a NBA vai interferir de alguma forma para evitar essa migração de jogadores de mercados menores para mercados maiores, Stern afirmou que nada vai fazer.

“As coisas vão acontecer à sua maneira”, disse ele.

Ao final da temporada 2007-08, D12 assinou um contrato de cinco anos com o Orlando em troca de US$ 82,73 milhões.

Logo em seu primeiro campeonato com o bolso cheio, D12 foi vice-campeão da NBA. O Magic perdeu a decisão para o Lakers por 4-1. No ano seguinte, Howard chegou novamente à final do Leste, mas o Orlando caiu diante do Boston por 4-2. Nos playoffs deste ano, surpreendentemente, o time da Flórida foi eliminado na primeira rodada para o Atlanta por 4-2.

Depois do primeiro revés, D12 se rebela e diz que quer ir embora. Caramba, ele não é o “franchise player” do Orlando? Não é ele o cara milionário da franquia? Não é ele que tem que colocar a companhia no rumo certo? Não é ele que tem que procurar Otis Smith e fazer como Kobe faz no Lakers e pedir um time mais competitivo?

Sim, é ele.

Mas depois do primeiro revés, que veio é verdade em uma temporada em que ele brigou por melhores jogadores e reclamou do treinador (Stan Van Gundy) que não estava sendo tratado como “franchise player”, depois deste primeiro contratempo ele quer ir embora. Então, eu pergunto: por que Dwight assinou com o Orlando?

A impressão que dá é que Dwight assinou com o Magic pra encher o bolso de dinheiro e depois forçar a barra pra sair, como quase todos fazem. Eles o fazem porque seus times de origem são os únicos que podem dar a eles um contrato milionário.

O raciocínio de D12 deve ter sido: pego esta bolada e se o negócio não engrenar, crio caso e me mando. Sim, é mais fácil fazer isso do que enfrentar o desafio de fazer um time pequeno ser vencedor.

Por isso eu admiro dois jogadores em especial: Tim Duncan e Kevin Durant. Ao contrário dos Dwights Howards e Chris Pauls da vida, eles estão em uma quadra de basquete para se divertir e superar desafios. Têm caráter forjado em uma rocha impenetrável e por isso indestrutível.

Ganhar quatro campeonatos com a camisa do San Antonio, como Timmy (foto) ganhou, é apenas para esses homens.

Durant parece fazer parte desta pequena casta de jogadores decentes, de caráter, que não se unem em bandos para aniquilar os oponentes, pois solitários não passam de fracotes dignos de riso e clemência.

Como disse Michael Jordan quando LeBron James se uniu a Dwyane Wade em Miami, atitudes assim são próprias de gente sem competitividade. “Se Magic ligasse pra mim e me convidasse pra jogar com ele em Los Angeles, eu iria rir na cara dele”, disse MJ nestas ou em outras palavras. “Faria o mesmo se Larry (Bird) me propusesse isso. Meu grande barato era desafiá-los”.

Por que Dwight Howard não faz o mesmo? Por que ele não faz como Tim Duncan e transforma o Orlando em um time campeão, feito que nem mesmo Shaquille O’Neal conseguiu? Shaq que correu para Los Angeles para vestir a camisa do Lakers atrás de um anel de campeão.

Por que D12, quando olha no espelho, vê a imagem de Shaq ao invés da figura de Timmy?

Porque Dwight Howard é um fraco, como fracos foram LBJ e CP3.

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011 NBA | 17:36

PREVISÕES PARA A TEMPORADA 2011-12 DA NBA

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Depois de meses de angústia e indefinição, quando muitos chegaram a pensar que a temporada não aconteceria, eis que neste domingo, dia 25, ironicamente no dia de Natal, ganhamos o presente que tanto queríamos: a bola subirá pela primeira vez e começa o campeonato da NBA, o mais importante, charmoso, rentável, disputado, imbatível e apreciado de todo o planeta.

Os times já estão praticamente montados. Dificilmente teremos uma troca bombástica (“blockbuster”), pois o Orlando disse que não negocia Dwight Howard nos próximos meses e que muito provavelmente ele jogue toda a temporada na Flórida.

Portanto, já podemos fazer uma análise sobre os favoritos. Não, não vou analisar os 30 times do campeonato. Vou falar apenas daqueles que eu acho que vão fazer algo de importante no torneio.

LESTE

Queiram ou não, podem chorar os fanáticos se quiserem, mas o Miami Heat segue tendo no papel o melhor time da NBA. Na quadra, quase confirmou isso na temporada passada, mas acabou se curvando ao jogo coletivo do Dallas.

Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh, juntos, formam o melhor “big three” da liga.

O time do sul da Flórida manteve intacto seu núcleo. Melhor do que isso: contratou o excelente Shane Battier, jogador que, ao que tudo indica, se encaixará perfeitamente no sistema implantado pelo técnico Erik Spoelstra.

Com ele, o que se comenta na Flórida é que Spoelstra vai usar muito LBJ como ala-pivô, aproveitando mais Battier no time principal.

É o meu favorito para ganhar a conferência.

Seu grande oponente será, uma vez mais, o Chicago Bulls. Assim como o Miami, manteve seu núcleo ileso. Assim como o Miami, fez uma contratação superimportante: Richard Hamilton.

Apesar de seus 34 anos, Hamilton não mostra declínio físico e nem técnico. Vejo em quadra o mesmo vigor dos tempos de Detroit.

Com Rip no time, a pressão em Derrick Rose diminuirá; com Rip no time, a equipe ficará mais rápida; com Rip no time, as bolas longas se tornarão mais mortais ainda e não serão privilégio apenas de Kyle Korver.

Tom Thibodeau segue no comando da equipe, que ele transformou numa máquina defensiva. No último campeonato, o Bulls foi a melhor defesa da nação, seguido pelo Miami.

Como na temporada passada, deverá fazer a final do Leste contra o Miami e, como na temporada passada, deverá ser batido novamente.

Com a adição de Baron Davis, o New York Knicks terá um armador muito melhor do que teve em Chauncey Billups. O problema é que Davis não tem uma saúde de ferro. Se estiver mais resistente, o time renderá muito mais do que na temporada passada.

Pra quem é mais jovem eu digo: Davis era o Chris Paul de sua geração.

A contratação de Tyson Chandler foi outra boa notícia para a franquia nova-iorquina. Com ele, o NYK ganha em força defensiva e para entrar em seu garrafão os adversários vão ter que pedir licença.

Chega fácil à semifinal do Leste.

Tudo bem que o “Big Three” do Boston Celtics está um ano mais velho, mas segue sendo ainda uma imensa ameaça para os adversários. E Rajon Rondo, não se esqueça, é o armador do Celtics, tido por muitos como o melhor “point guard” da NBA.

O problema do Boston vai ser o rodízio. Jeff Green, que ajudaria no descanso de Paul Pierce e Ray Allen, perderá toda a temporada por causa de um problema cardíaco. Brandon Bass será o responsável pelo repouso de Kevin Garnett, mas, sinceramente, eu não sei por que o Celtics preferiu-o ao invés de Glen Davis. E mais: quem será o substituto de Rajon?

Com esses problemas no banco, pode ter dificuldade para atingir a semifinal. A menos que o “Big Three” se supere fisicamente.

A grande ameaça ao Boston é o Orlando Magic. Claro, isso se o time não perder Dwight Howard.

Jameer Nelson é um ótimo armador, mas o problema dele é o mesmo de Baron Davis: as seguidas lesões. Se Jameer puder jogar pra valer, ao lado de Jason Richardson, Hedo Turkoglu, Glen Davis e D12, repito, serão uma ameaça e tanto para o Boston atingir uma das semifinais.

O Indiana Pacers tem tudo para tomar a vaga do Atlanta Hawks na relação dos favoritos do Leste. O time de Indianápolis manteve sua base e ainda adicionou dois ótimos jogadores: David West e George Hill.

O dinheiro gasto com West, no entanto, eu teria investido em outro atleta, pois o Indiana conta com Tyler Hansbrough para a posição e não haveria a necessidade desta aquisição. Como disse em outro post, Tyler pode ser o Taj Gibson do Pacers.

Sobram duas vagas que serão disputadas, no tapa, por Atlanta Hawks, New Jersey Nets, Milwaukee Bucks e, mais atrás, o Philadelphia 76ers.

OESTE

“Não subestimem o coração de um campeão”. A frase é do ex-treinador Rudy Tomjanovic, dita logo após a conquista do título da Conferência do Oeste no torneio 1994-95. O Houston, então campeão da NBA, tinha se classificado apenas em sétimo lugar e foi comendo pelas beiradas e chegou ao título não apenas da conferência, mas também da NBA.

Conto essa história porque o Dallas Mavericks não pode ser subestimado. Ganhar um campeonato do jeito que o Mavs ganhou na temporada passada mostra que o basquete não se limita apenas a grandes jogadores reunidos em um mesmo time. É preciso ter uma filosofia por trás de uma equipe campeã.

E isso o técnico Ricky Carlisle conseguiu implantar nos texanos. E contou, claro, com uma atuação soberba de Dirk Nowitzki, que calou os críticos que apontavam o dedo para o alemão o tempo inteiro chamando-o de “amarelão” — e, diga-se, com razão.

Pois esse time estará de volta nesta temporada e reforçado por Lamar Odom.

Sim, eu sei, Tyson Chandler deixou a franquia e esse, realmente, é um grande problema, pois não houve substituição à altura. Brandon Haywood, reserva de Chandler, será agora o titular e não tem o mesmo quilate.

Outra perda importante: DeShawn Stevenson deve se transferir para o New Jersey. Embora reserva, sempre que entrava trazia consigo não apenas qualidade técnica, mas uma garra impressionante, que se tornou símbolo da conquista passada.

Como eu compactuo com a frase de Rudy T., o Dallas é um dos favoritos para chegar à final do Oeste.

Seu grande adversário será o Oklahoma City Thunder. Como no Leste, acredito que a final da temporada passada tem tudo para ser repetida.

O OKC ganhou mais um ano de conjunto e experiência. O calcanhar de Aquiles do time segue sendo o pivô: se o Thunder tivesse investido em um jogador como Nenê ao invés de Kendrick Perkins, teria se dado muito melhor.

Mas com a saída de Jeff Green, Serge Ibaka virou titular como ala-pivô e com mais minutos em quadra ele melhorou dramaticamente seu jogo. O “Rei dos Tocos” da NBA vai ter que dar uma mãozinha para Perkins para que o time não se veja em inferioridade nos duelos dentro do garrafão.

Mas o diferencial do OKC é mesmo Kevin Durant. Para muitos, o homem que substituirá Kobe Bryant quando o astro do Lakers pendurar seu par de tênis.

Não chego a tanto, mas vejo em KD um jogador extraordinário, apto a comandar um time para um título da liga brevemente.

Os dois jogos que o Los Angeles Clippers fez diante do Lakers na “pre-season” credenciaram o primo pobre de LA a um lugar de destaque na conferência. Chris Paul foi a melhor e mais bombástica contratação desta temporada.

CP3 é, ao lado de Derrick Rose, o melhor armador da NBA na atualidade. E o Clippers sentirá sua força em quadra.

E quem vai ganhar com isso serão seus companheiros, principalmente Blake Griffin, um jogador de explosão e extremamente talentoso, que precisa de um cara como CP3 para que seu jogo se desenvolva ainda mais. E isso tem tudo para acontecer.

E não se esqueça que esse time tem ainda a experiência de Chauncey Billups, o talento de Caron Butler e força física e a qualidade técnica de DeAndre Jordan.

Se der química, apesar do técnico Vinnie Del Negro, o Clippers tem tudo para chegar à final do Oeste.

O Los Angeles Lakers está entre os favoritos da conferência, claro que está. Afinal, como deixar de lado um time que tem Kobe Bryant? Impossível não se sensibilizar com o jogo deste que é o melhor atleta da NBA depois da era Michael Jordan.

O grande problema dos ricaços de Los Angeles é que o time clareou demais. Todos seus reforços são brancos — e a gente bem sabe que o basquete nos EUA é um esporte preferencialmente de negros.

Jason Kapono, Josh McRoberts e Troy Murphy foram as conquistas da franquia. Em compensação, houve um recrutamento de um “moleque” do college que dá pinta de que será muito bom de bola: Darius Morris.

Morris vem para uma posição que o Lakers é carente: a armação. Gostei muito do que vi na primeira partida da série contra o Clippers, a única, aliás, que ele participou.

Dallas, OKC, Clippers e Lakers. Como se vê, quatro times em condições idênticas para conquistar o título do Oeste. Acontece com esta conferência o mesmo que ocorre com o Campeonato Brasileiro de futebol: o nivelamento é maior do que no Leste. Nesta conferência, a diferença do Miami para os demais é mais acentuada.

O San Antonio Spurs segue na frente do Memphis entre os meus favoritos. Não se esqueça que Manu Ginobili, por irresponsabilidade de Gregg Popovich, contundiu-se na última partida da fase de classificação, quando tudo estava definido, e jogou com o braço lesionado por pequenas fraturas durante os playoffs.

Resultado: o time foi eliminado pelo Memphis.

Se Popovich não fizer bobagens e se der tempo de quadra para que Tiago Splitter desenvolva seu jogo, o alvinegro texano segue sendo uma das forças do Oeste. Mas claramente num nível abaixo dos quatro mencionados anteriormente.

O Memphis Grizzlies perdeu Darrel Arthur por toda esta temporada, mas, em compensação, poderá contar com Rudy Gay, que se ausentou dos playoffs passados por conta de uma lesão. Na balança, o time mais ganha do que perde.

De resto, tudo como dantes no quartel de Abrantes. E o que isso quer dizer? Que o mesmo time que causou sensação nos momentos decisivos do torneio passado estará novamente em quadra, pois Marc Gasol, que poderia ter se mandado, renovou seu contrato com a franquia, no melhor lance dos executivos durante a “off-season”.

Sobram duas vagas. E quem vai brigar por elas? Não necessariamente nesta ordem, mas acho que Portland Trail Blazers, Houston Rockets e Denver Nuggets são os candidatos mais fortes a elas.

Mas não podemos nos esquecer do Minnesota Timberwolves. Se Ricky Rubio e Derrick Williams jogarem, juntos com Kevin Love, Michael Beasley e Wesley Johnson poderão fazer do time da cidade que no passado abrigou o Lakers uma das sensações desta temporada.

EPÍLOGO

Pra não me furtar a finalizar os meus palpites, pra mim a final desta temporada será entre Miami Heat e Oklahoma City Thunder. E o Miami será o campeão.

Mas eu gostaria demais que fosse entre Chicago Bulls e Los Angeles Clippers. E não preciso dizer quem eu gostaria que fosse o vencedor.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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