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domingo, 5 de agosto de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 23:08

COM UMA VITÓRIA NO EMBORNAL, BRASIL DE SAIAS NÃO VOLTA ‘SAPATEIRO’ DE LONDRES

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No interior a gente costuma dizer que um pescador, quando volta pra casa com o embornal vazio depois de um dia de pescaria, a gente costuma dizer no interior que esse pescador voltou pra casa “sapateiro”.

Tinha medo que a nossa seleção feminina voltasse assim para o Brasil: sem nenhuma vitória no embornal. Que voltasse “sapateira”.

Não voltou; menos mal.

Isso, todavia, não atenua em nada a nossa participação em Londres. Esperava-se que pudéssemos estar nesta fase de mata-mata que começa nesta terça-feira. Mas, lamentavelmente, nossas moças conseguiram apenas uma vitória na fase de classificação, a deste domingo, diante do catadão da Grã-Bretanha (78-66). Não conseguiram passar nem mesmo pelo Canadá, que se tornou um freguês de caderneta do nosso basquete feminino, Canadá que só chegou aos Jogos Olímpicos porque passou no vestibular do Pré-Olímpico. Foi para esta seletiva porque não teve competência, no Pré das Américas, de chegar nem mesmo na final do torneio que foi disputado em Neiva (Colômbia) que consagrou o Brasil como campeão em final disputada contra a Argentina (o Canadá foi o terceiro colocado). Título que garantiu nossa vaga para Londres.

Pois é, não conseguimos vencer o Canadá; perdemos por 79-73. E esta derrota da última sexta-feira colocou-nos de fora da fase de mata-mata das Olimpíadas.

Naquele dia, deprimido, triste, tive que escrever e decretar: o melhor para o nosso basquete feminino é a saída de Hortência e a destituição de toda a comissão técnica.

É duro escrever um troço desses de uma personalidade que se tornou uma entidade do nosso basquete feminino. Não é mole pedir a cabeça de uma pessoa que eu passei a vida admirando e com quem jamais penso em trocar uma palavra mais dura; quanto mais escrever, que é o que eu também faço para ganhar a vida.

Mas por falar em vida, ela é assim mesmo. Se a gente admoesta um filho, com o coração apertado, sabendo que aquela admoestação pode significar muito no crescimento dele, por que não fazer o mesmo neste caso? Portanto, Hortência, com o coração apertado, quase que sangrando, eu volto a dizer: o melhor a fazer é você deixar o caminho livre para outro alguém. Não manche seu nome, que está inserido no Basketball Hall of Fame de Springfield, Massachusetts. Mais do que isso: seu nome está marcado em nossas vidas feito ferro em brasa na pele do boi.

Hortência, infelizmente, mostrou-se confusa nesse tempo todo em que esteve à frente do comando do nosso selecionado. Mandou embora Paulo Bassul; contratou o espanhol Carlos Colinas, demitiu-o; chamou Ênio Vecchi, não renovou seu contrato; e resolveu apostar em Luis Claudio Tarallo, um ilustre desconhecido. Tudo isso em menos de um ciclo olímpico, o que dá um técnico e meio por temporada.

Se Hortência tivesse apostado em um projeto e ele tivesse naufragado, seria menos problemático e complicado. O problema é que nesse tempo todo ela esteve completamente perdida.

Além de contratar e demitir treinadores, seu pior ato foi ter legitimado a indisciplina de Iziane Castro. Não vou contar o que aconteceu porque todos nós sabemos o que ocorreu. Mesma Iziane que deu-lhe uma rasteira às portas das Olimpíadas.

Nossas meninas podem não ser as melhores do mundo (e não são mesmo), mas se bem treinadas, se bem comandadas, podem oferecer algo mais. Temos Érika, Clarissa, Damiris, Franciele (mal aproveitada), Karla, Nádia, Tássia, Joice; enfim, temos meninas que se bem treinadas e com boa retaguarda podem fazer mais do que têm feito nesses últimos anos que beiram uma década.

O basquete masculino foi colocado nos trilhos por conta do destino (surgimento de uma grande geração) e da contratação deste magnífico Rubén Magnano. O feminino vive situação oposta, pois o destino não nos trouxe em sua trouxa de presentes nenhuma Hortência, nenhuma Paula e nenhuma Janeth.

Não podemos, pois, desafiar o destino. Se o fizermos, seremos trouxa.

ADEUS

Adrianinha Moisés disputou quatro Olimpíadas com a camisa 4 do Brasil. A mesma camisa que Hortência vestiu em toda sua vida; em clubes ou seleção.

Adrianinha (foto Gaspar Nóbrega/Inovafoto/CBB) disputou neste domingo sua última partida com a regata 4 brasileira. Despediu-se com vitória, tendo anotado 15 pontos e dado 12 assistências. Um “double-double” que veio coroar sua carreira na seleção.

Adrianinha, essa mesticinha de Franca, interior de São Paulo, começou com o pé direito na nossa seleção. Nos Jogos de Sydney, ganhou uma medalha de bronze. Depois, bem… depois entramos numa decadência da qual ela não tem grande responsabilidade.

Notas relacionadas:

  1. BRASIL NA FINAL E A UM PASSO DE LONDRES
  2. BRASIL COMEÇA ESTA NOITE SUA PREPARAÇÃO PARA AS OLIMPÍADAS DE LONDRES
  3. NO FEMININO, BRASIL VOLTA A MOSTRAR DIFICULDADES OFENSIVAS E SUCUMBE DIANTE DOS EUA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 1 de agosto de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 12:33

BRASIL JOGA BEM, PARA NA AUSTRÁLIA, MAS AINDA PODE SE CLASSIFICAR

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Faltou novamente uma coisinha de nada. O Brasil voltou a jogar bem (dentro de suas possibilidades, é claro), mas acabou derrotado. Desta vez para a poderosa Austrália por 67-61. Tivesse um pouquinho mais de qualidade, poderia ter vencido. E, por favor, não me venham com essa de que se a Iziane estivesse no grupo o Brasil teria vencido.

Iziane nunca jogou na seleção o que ela e nós mesmos achamos que ela joga. E mais: ela no grupo estava rachando-o, deixando o ambiente ruim, o que provocou a reclamação de algumas jogadoras.

Alguém disse que sua dispensa foi por conta de um episódio não tão grave assim. Discordo; Iziane é useira e vezeira em aprontar. Ontem foi o namorado na concentração, hoje seria o quê? Ninguém sabe.

Portanto, o corte foi correto. O errado foi tê-la convocado.

E com Iziane de fora, o Brasil ganhou a Karla. O que esta menina está jogando nos encanta. Karla anotou 22 pontos; acertou cinco bolas de três. Se não fosse por ela, o Brasil teria perdido já no primeiro tempo.

Falei da cereja que falta ao nosso bolo. Poderia ser Karla? Poderia; mas Karla, infelizmente, está com 34 anos. Será que ela aguentaria mais um ciclo olímpico?

Acho difícil; mas não é impossível. Vamos torcer.

Nosso selecionado ainda está vivo nestas Olimpíadas. Basta vencer o Canadá e a Grã-Bretanha, os dois próximos adversários, para se classificar para as quartas-de-final. Mas se conseguir a vaga, pegará os EUA; e aí, babau.

Mas seria legal se classificar, não só para melhorar a campanha em relação e Pequim, quando não passou da primeira fase, mas principalmente para recompensar essas meninas, que estão lutando muito.

Notas relacionadas:

  1. BRASIL BATE AUSTRÁLIA POR 16 PONTOS DE DIFERENÇA EM JOGO PARA DAR MORAL AO GRUPO
  2. APESAR DOS ERROS, BRASIL VENCE A AUSTRÁLIA
  3. BRASIL PERDE PARA A RÚSSIA, MAS AINDA ESTÁ VIVO
Autor: Fábio Sormani Tags: ,

domingo, 22 de julho de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 17:30

SEM IZIANE, TIME FEMININO MELHORA DE RENDIMENTO E BATE A CHINA

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Nossas meninas não precisam fazer beicinhos. Cedo agora espaço neste botequim para falar da vitória do nosso selecionado feminino diante da China por 71-62, triunfo este ocorrido na manhã deste domingo. É certo que a China de hoje não é mais a China de ontem, que foi batida na final do Mundial da Austrália de 1994, quando nosso basquete feminino conquistou seu primeiro e único título. Mas vitória é vitória.

E é sempre bom lembrar: um dia antes, vendeu caro a vitória para a Austrália, que teve que correr muito para fazer 78-75 no time dirigido por Luis Cláudio Tarallo.

Às portas da estreia nos Jogos Olímpicos, uma vitória assim é muito bem vinda. O Brasil debuta no campeonato londrino no sábado diante da França, de quem perdeu por 67-57. Depois desta derrota, aconteceu o episódio da dispensa de Iziane e o grupo se uniu de uma maneira que surpreendeu a Austrália e agora a China.

Nesta vitória diante das asiáticas o grande nome foi Clarissa dos Santos.  Nossa a ala de força anotou nada menos do que 20 pontos e pegou incríveis 17 rebotes! Outra que terminou o jogo com um “double-double” foi nossa pivô Érika dos Santos: dez pontos e igual número de rebotes. Destaque também para os 17 pontos e seis rebotes de Adrianinha Moisés, nossa armadora. Ah, sim, não dá para esquecer também dos 14 pontos e quatro rebotes da ala Karla Costa. Clique aqui e veja o “bos score” do jogo.

Parece que as coisas estão se ajustando no feminino. Tudo leva a crer que tem a ver com a saída de Iziane. Como disse, obtive informações de que ela tinha privilégios no grupo e isso estava deixando algumas jogadoras contrariadas. Agora sem Iziane, que em quadra também não adicionava nada, o ambiente melhorou e os resultados começam a aparecer.

Animador!

Notas relacionadas:

  1. IZIANE DEVE OU NÃO SER CONVOCADA PARA LONDRES?
  2. NO FEMININO, BRASIL VOLTA A MOSTRAR DIFICULDADES OFENSIVAS E SUCUMBE DIANTE DOS EUA
  3. PARA MAGIC PAULA, DISPENSA DE IZIANE PODE UNIR O GRUPO E ISSO BENEFICIAR A SELEÇÃO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,