John Salmons | Fábio Sormani

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quinta-feira, 29 de abril de 2010 NBA | 11:48

UM TIME SURPREENDENTE

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Antes de o jogo começar, Jamal Crawford recebeu merecidamente o troféu de melhor reserva desta temporada. Votação, aliás, que colocou nosso Anderson Varejão na terceira posição e é claro que nos deixou orgulhosos por isso.

A festa de Jamal, não entanto, não se completou. Quase três horas depois de ter levantado o prêmio para os 19.304 torcedores que lotaram a Philips Arena de Atlanta e de ter posado para fotos para a posteridade, o jogador deixou a quadra derrotado. O Hawks acabou surpreendido pelo Milwaukee por 91-87 e depois de ter feito 2-0 na série, tomou uma virada e agora perde por 3-2.

O próximo jogo está marcado para amanhã, às 20h de Brasília, no Target Center de Milwaukee. Nova vitória do Bucks e o confronto chega ao fim, o que colocaria o time do novato Brandon Jennings (Foto AP) na semifinal diante do Orlando, que bateu o Charlotte por 4-0.

Jennings que eu acho será o “rookie of the year” desta temporada, especialmente por conta do que o Milwaukee faz nestes playoffs. Mas, a meu ver, Tyreke Evans foi mais jogador do que o armador de Wisconsin na temporada regular — e é ela é que tem que contar; os playoffs não podem ser levados em conta, pois é isso o que diz o regulamento. Mas isso sempre acaba ocorrendo.

Jennings que teve sangue frio de veterano ao encestar quatro lances livres e fazer o último quarteto de pontos do Milwaukee, confirmando a vitória dos forasteiros.

Um complemento à juventude de Brandon foi o que fez o veteraníssimo Kurt Thomas a 2:15 minutos do fim do cotejo. O Atlanta vencia por 82-81. Joe Johnson, sabidamente o melhor jogador do Hawks, rumava para a cesta adversária. Foi então que Thomas apareceu com seu corpanzil, impedindo a ação do adversário e provocando a sexta falta do atleta.

Mas o que foi crucial para que o Milwaukee vencesse a peleja foi uma corrida de 14-0 feita a partir dos 4:09 minutos do final do jogo até 31 segundos da buzinada final. Nesse período de 3:42 minutos, essa estiagem do Atlanta foi catastrófica. O time vencia por 82-73 e viu o oponente chegar a 87-82.

E sabem quem liderou essa corrida? John Salmons. O ex-armador do Chicago anotou nada menos do que oito pontos e uma bola de três importantíssima, da meia direita do ataque do Bucks, baixando a vantagem do Atlanta para apenas quatro pontos, enchendo de desejos e fortalecendo ainda mais o moral do grupo.

Outra jogada emblemática foi um rebote que Ersan Ilyasova pegou a 1:21 minuto do fim, após um erro num arremesso de Jennings. O turco fisgou o ressalto, tocou a bola para Carlos Delfino e o argentino, da ponta esquerda, hesitou levemente, mas mandou um certeiro arremesso triplo, colocando o Milwaukee na dianteira em quatro pontos (86-82), fechando a corrida em 14-0.

O Atlanta lutou demais, empurrado pelos torcedores. Foi dono das jogadas mais bonitas da noite, com enterradas espetaculares de Al Horford (cestinha do jogo ao lado de Brandon com 25 pontos cada um) e principalmente de Josh Smith (um dos caras que melhor enterram na NBA, concordam?), mas a eficiência ficou mesmo com o time visitante.

E tudo isso sem Andrew Bogut. O australiano, para quem não sabe, está lesionado e só retorna na próxima temporada. Sem Bogut, confesso, não esperava por isso; com Bogut, já disse, acreditava nesta surpresa.

Vamos ver se ela se confirma amanhã.

QUOTES

“De longe, esta foi a maior vitória desta temporada” — John Salmons

“Foi uma baita jogada” — Scott Skiles, treinador do Bucks, sobre o rebote pego por Ersan Ilyasova e a cesta de três anotada por Carlos “El Lancha” Delfino.

“Foi nosso melhor jogo em toda a temporada, pois trata-se de playoff” — Brandon Jennings.

“Felizmente eu me posicionei corretamente, fora do semicírculo e acabei provocando a falta de ataque [de Joe Johnson]” — Kurt Thomas sobre a penalidade que eliminou o melhor jogador do Atlanta da partida, a 2:15 minutos do final.

VIVO

O Denver bateu o Utah por 116-102. Não foi fácil como o placar sugere. Ou melhor, o primeiro tempo do jogo foi muito igual. No segundo o time da casa deslanchou com um 66-50 e venceu a contenda para se manter vivo na série, que agora marca 3-2 para o Jazz.

O próximo jogo está agendado para amanhã, às 23h de Brasília, em Salt Lake City. Uma vitória do time da casa e ele faz 4-2 e avança para as semifinais do Oeste. Pra você que gosta de estatística, o Utah tem 7-0 nos confrontos em que ele abre 3-1. E é o caso desta série.

A vitória aconteceu, é importante, dizer, porque o Denver não jogou um basquete egoísta. Jogou como um time. E quando eu falo em egoísmo é evidente que eu me refiro a Carmelo Anthony.

Ao contrário das 489 bolas que ele costuma arremessar por partida, ontem Melo chute apenas 19. Encestou só sete (36.8%), mas teve o chamado “semancol”. Visitou 15 vezes a linha do lance livre e embiroscou 12 de seus arremessos. Terminou a partida com 26 pontos e foi o artilheiro do time.

Gostei, que seja assim amanhã à noite se o Denver quiser continuar seu devaneio com os playoffs.

Outro fominha do time, JR Smith, fez só nove arremessos nos 31 minutos em que jogou. Foram suficientes, pois ele acertou cinco, quatro deles de três pontos. Fez, no total, 17 tentos e ajudou demais.

Outro esfomeado, Chauncey Billups, mandou 13 bolas contra o aro do Utah. Esteve bem, acertou seis. Anotou no total 21 pontos.

Kenyon Martin deixou 18 pontos na rede adversária, Aaron Aflalo, 12, e Chris Anderson outros 10. Foram os seis jogadores do Nuggets a terminar a partida com duplo dígito na pontuação. O Nuggets portou-se como um time, já disse e os números estão a meu lado.

Como falei anteriormente, que assim seja amanhã se o Denver quiser continuar sonhando com as semifinais do Oeste.

NENÊ

Você quer saber como foi Nenê Hilário na contenda? Não foi. Infelizmente, o brasuca se contundiu quando faltavam cinco minutos para o final do primeiro tempo. Foi em uma jogada casual, em que Carlos Boozer atingiu o joelho esquerdo do são-carlense, provocando o entorse.

Saiu do jogo e não voltou mais. Até então, tinha anotado dois pontos, duas assistências e um rebote.

Hoje Nenê (Foto Reuters) fará exames detalhados no local para avaliar a extensão da lesão. Mas é certo que nesta série ele não joga mais. Quem sabe, se o Denver se classificar, para a próxima, mas pessoas ligadas ao jogador disseram que nem isso deverá ocorrer.

Foi a primeira contusão do brasuca na temporada.

Que coisa!

(Será que teremos novamente Nenê fora da seleção brasileira?)

Notas relacionadas:

  1. A NOITADA DE MELO E NENÊ
  2. MANIA DE TREINADOR
  3. RODADA, OS BRASUCAS E UMA APOSTA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

sábado, 13 de março de 2010 NBA | 11:33

MILWAUKEE, O TIME DA MODA

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John Salmons (15), do Milwaukee, na vitória sobre Utah

Esqueçam a ótima vitória do Lakers em Phoenix, o retorno retumbante de LeBron James, a ótima atuação do New Jersey diante do Oklahoma City ou o sétimo jogo seguido do Chicago sem vitória.

O destaque da rodada de ontem foi mais uma vitória do Milwaukee. A 11ª. dos últimos 12 prélios disputados.

A vítima? O Utah. O Utah que vinha de uma excursão até então positiva no Leste americano, com vitórias diante de Chicago e Detroit. Utah que tinha vencido 23 de seus últimos 28 jogos.

Resultado final: 95-87 para o Bucks.

Se puxarmos pela memória, veremos que esta foi a terceira vitória seguida do time diante de adversários poderosos. No sábado passado bateu o Cleveland por 92-85, na terça a vítima foi o Boston por 86-84 e ontem o Jazz, como já foi dito.

A torcida mais futebolística da NBA comemorou a valer mais uma vitória do time de Wisconsin. Mas o técnico Scott Skiles apareceu no vestiário, após a partida, com um imenso balde de água fria para jogar em cima de quem entrasse no clima de euforia dos torcedores.

“Temos que manter os pés no chão”, disse o treinador depois da contenda. “Temos que manter os pés no chão, manter os pés no chão”, frisou duas vezes mais antes de prosseguir seu discurso diante de jogadores atentos.

“Estamos tendo uma arrancada muito boa nesta reta final”, prosseguiu Skiles. “Não quero com isso minimizar nossos feitos, de jeito nenhum, mas nossa campanha mostra 35-29. Nós não estamos com 55 e alguma coisa. Nós estamos com 35-29 e batalhando por uma vaga nos playoffs”.

Sábias palavras; é assim mesmo que um treinador tem que se portar. Não pode entrar jamais na empolgação de torcida e em muitos casos da própria mídia.

Nem deve deixar que seus jogadores se empolguem com os números. Até porque o que vem vindo não chega com facilidade.

O Bucks tem pulado miudinho para vencer seus adversários.

Ontem, diante do Utah o time penou no final. Chegou a estar na frente em 12 pontos.

Mas passou um sufoco e tanto quando a contenda se aproximava da estridente buzinada derradeira. A 1:40 minuto do fim da história, vencia por 87-82, mas permitiu uma pequena corrida de 5-0 do Jazz, que empatou o prélio em 87 tentos a 36 segundos do final.

Mas foi então que o turco Ersan Ilyasova entrou em ação: fisgou um importante rebote depois de um erro de arremesso do pivô Andrew Bogut e fechou a jogada com mais dois pontos.

Um rebote e uma cesta.

Nas poltronas do Bradley Center, patrícios e descendentes quase racharam o ginásio de tanto barulho que fizeram. Foram acompanhados pelos contidos torcedores norte-americanos.

Dali para frente foi o Bucks que fez uma corrida e com os 8-0 impostos ao Utah fechou a partida em 95-87.

O momento é radiante. Motivos para se comemorar existem — e sobram.

O Milwaukee é o quinto colocado do Leste e se mantiver esse padrão de intensidade e de jogo, pode ameaçar Boston e Atlanta, terceiro e quarto colocados respectivamente. Ambos têm 23 derrotas; o Bucks tem 29.

Seis é um número considerável, até porque faltam 19 jogos para Celtics e Hawks. A dupla tem um aproveitamento de 64% de suas contendas.

Ambos teriam que perder oito desses 19 jogos e o Milwaukee não perder mais nenhum para que a equipe vizinha ao Canadá pudesse terminar a fase de classificação no terceiro posto.

Acho difícil, praticamente impossível. Mas não custa tentar — ou sonhar.

Mas sempre com os pés no chão, como determinou Skiles, depois da partida. Aliás, é com os pés no chão que o Milwaukee vem construindo esse patrimônio invejável de vitórias nesta reta final do campeonato.

O time da moda, neste momento. Mais do que o Dallas, que tem um orçamento e um roster muito superior ao do Milwaukee.

FESTEJO

Pode, claro que pode festejar. Mas com comedimento.

Quem dá a fórmula é o pivô Andres Bogut: “Temos que aproveitar a noite [ontem] com um belo jantar. Nos últimos anos a gente não tem feito boas campanhas, a gente reconhece isso. Nós temos que estar confiantes, mas não vaidosos”.

Sábias palavras também do australiano.

SURPREENDENTE

Sabem que foi o destaque do Milwaukee? John Salmons; isso mesmo, John Salmons.

Inacreditável, não é mesmo? Aquele mão de pau que jogava no Chicago e que enterrou o time em diversas ocasiões teve um segundo tempo e tanto; fechou o prélio com 24 pontos.

Acredite se quiser — diria o saudoso Walter Jack Palance no programa que aqui no Brasil era exibido na também saudosa TV Manchete.

BRASUCAS

Não posso deixar passar em branco as atuações de Anderson Varejão e Nenê Hilário.

O capixaba foi figura contundente e expressiva na vitória do Cleveland sobre o Philadelphia por 100-95. Seus números: 12 pontos, 10 rebotes e três assistências.

Já o são-carlense cravou 17 pontos, 12 rebotes, duas assistências e um desarme na vitória do Denver diante do New Orleans por 102-95.

Os dois atingiram o “double-double”, como se vê. Congrats, pois, a ambos.

Notas relacionadas:

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  2. MANIA DE TREINADOR
  3. SITUAÇÃO PREOCUPANTE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010 NBA, Seleção Brasileira | 12:39

TROCAS, E VEM MAIS POR AÍ

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O Cleveland conseguiu reforçar seu garrafão como tanto queria. Não conseguiu, todavia, o objeto de seu desejo: Amaré Stoudemire. Acertou com Antwan Jamison.

Amaré tem mais presença de garrafão, mas, a meus olhos, Jamison é mais jogador. Conhece mais detalhadamente os fundamentos do basquete.

Fruto, claramente, de seu estudo em North Carolina. Por isso mesmo, creio que será mais útil do que Stoudemire. Posso estar errado, mas não creio.

Jamison faz um ala de força e um ala numa boa. Quebra o galho como pivô se preciso — mas não será, pois há gente demais para esta missão dentro do elenco do Cavs.

Jogando de ala, o técnico Mike Brown pode deslocar LeBron para a armação — e nesta posição ele rende muito também. E o resultado é que o time fica fortíssima nos rebotes: ´Bron, Jamison, Varejão e Shaq, por exemplo, com Mo na posição 1.

Zydrunas Ilgauskas foi embora. É agora jogador do Washington, que passou, como vimos, Jamison para o Cavs.

O Wizards vai fazer o “buyout” com Zy? Não se tem notícia sobre isso, pelo menos no momento. Se fizer e Zy voltar ao Cleveland, o Cavs vai ficar mais forte ainda, mas, como já disse, Brown teria que distribuir o tempo para cinco grabdalhões: Zy, Shaq, Varejão, Hickison e Leon Powe.

Vamos aguardar.

O armador Sebastian Telfair saiu do Clippers e aporta no Cavs. Sim, pois o negócio envolveu três equipes.

Além dele, Al Thornton deixou também o time de Los Angeles e desembarca na capital dos EUA. Já o Wizards mandou para o Clippers o ala/pivô Drew Gooden.

Sobre ao Washington, já disse, a franquia está limpando seu “cap” para reconstrução da mesma. E com tanto dinheiro em caixa, poderá partir para uma contratação de peso e cercar esse jogador de atletas de nível e transformar o Wizards novamente em um time competitivo.

Importante: pegou o primeiro “draft” do Cavs deste ano. Tá certo que não estará entre os primeiros recrutamentos, mas “draft” é “draft”.

Com a ida de Jamison para o Cleveland, todo mundo está dizendo que agora Stoudemire vai para o Miami, que mandaria para o Phoenix, entre outros, o armador Mario Chalmers.

Pergunto: pra quê? Se o Phoenix quer tirar proveito do Amaré, pegar um armador? O time já não conta com Goran Dragic?

Preciso pensar mais neste possível negócio.

Outra transação que estaria praticamente certa é a ida de Tracy McGrady para o Sacramento, que daria para o Houston Kevin Martin. Também preciso pensar melhor nesse negócio.

Martin é jovem e tem um potencial incrível. T-Mac é veterano, de vidro e afina nos momentos decisivos. Por que, então, esse negócio?

DA CHINA

Bem, a meu ver, um dos melhores negócios quem fez foi o Chicago. Mandou para o Milwaukee o fraquíssimo John Salmons e pegou Francisco Elson e Kurt Thomas

Esqueça os dois jogadores do Bucks. Pense, você torcedor do Bulls, que não se verá mais em quadra Salmons e, mais do que isso, o Chicago, com o fim do contrato de Elson e Thomas ao final desta temporada, terá cerca de US$ 20 milhões em caixa!!!

Com esse dinheiro, dá pra concretizar o sonho de se contratar Dwyane Wade, que é filho de Chicago. Derrick Rose, D-Wade, Luol Deng, Taj Gibson e Joakim Noah. Olha, dá pra voltar a sonhar.

Alguém falou aí em LeBron James? Esquece, ´Bron não sairá do Cleveland. Alguma coisa me diz isso.

Mas vamos aguardar.

RODADA

Indiana 87-90 San Antonio
Orlando 116-91 Detroit
Washington 108-99 Minnesota
Toronto 102-109 Memphis
New Jersey 84-87 Miami
New York 109-115 Chicago
New Orleans 90-98 Utah
Milwaukee 99-127 Houston
Clippers 92-110 Atlanta

TREINADOR

O site “Eurobasket” noticia que o técnico espanhol Carlos Colinas vai dirigir a seleção brasileira feminina. E já no Mundial da República Tcheca.

Hortência, diretora das seleções femininas, nega a notícia.

O que eu acho? Desculpem-me, mas eu nunca ouvi falar do Sr. Colinas.

Notas relacionadas:

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domingo, 8 de novembro de 2009 NBA | 16:10

MANIA DE TREINADOR

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No caso, americano. Quem assistiu ao jogo Chicago x Charlotte? Quem viu, deve ter constatado.

O ala John Salmons, do Bulls, terminou o primeiro quarto com a mão quente: 14 pontos. Não fosse sua performance e o Cats teria aberto uma grande diferença ao final do período, que terminou em 28-26 para o time da Carolina do Norte.

A 12 segundos do final do quarto em questão, o técnico do Chicago, Vinnie Del Negro, tirou Salmons do jogo, para descansar, claro. Em seu lugar fez entrar Janero Pargo. Deixou Salmons (foto AP) do lado de fora por 5min08seg.Bobcats Bulls Basketball

Resultado: o Charlotte abriu uma diferença de nove pontos, 40-31. Salmons voltou correndo para a quadra, mas sem o ritmo do primeiro quarto.

Nos três seguintes, anotou 13 pontos. Terminou a partida com 27, mas se Del Negro não tivesse deixado-o mofando no banco de reservas por mais de cinco minutos, seguramente ele teria feito muito mais.

Por que fazer isso?

É mania de treinador; especialmente americano.

O jogador está bem, com a mão quente, pra que tirá-lo da partida? Pra descansar? Ora, há dois bons minutos disponíveis na troca de um quarto para o outro, suficientes para um refresco para o corpo e mente.

Além disso, Salmons não é um veterano como Shaquille O’Neal, por exemplo. Tem 29 anos e preparo para aguentar um jogo inteiro se possível.

Neste campeonato, seu melhor desempenho foi no cotejo de ontem, quando marcou os já mencionados 27 pontos. Depois desta marca, sua melhor exibição ofensiva foi na derrota diante do Miami, quando anotou 17 tentos.

Então, se o cara está inspirado, por que tirá-lo de quadra?

Mania de treinador; no caso, americano.

Mesmo assim, o Chicago venceu. Foi às duras penas, mas venceu: 93-90.

RODADA

O Denver voltou a decepcionar seus fãs. A sova, agora, foi em Atlanta. O time do brasileiro Nenê Hilário foi derrotado por 125-100. Como disse, uma surra. O são-carlense anotou 12 pontos e pegou sete rebotes. O desempenho do Nuggets nos dois últimos jogos deixa-me com a pulga atrás da orelha quanto ao futuro do time nesta temporada.

O Boston venceu o New Jersey, fora de casa, por uma dezena de pontos de vantagem: 86-76. Mas foi difícil. O jogo foi parelho em sua maior parte e o Nets chegou a liderar o marcado em várias oportunidades. O time perdeu a inspiração ofensiva, mas a defensiva, como os números provam, não.

E o New York? Será que os caras não percebem que Mike D’Antoni é um treinador completamente sem inspiração — pelo menos no momento? O time perdeu ontem, mais uma vez na competição (a sexta, diga-se, contra apenas uma vitória), agora para o Milwaukee, por 102-87. Vocês acham que LeBron James vai trocar o Cleveland por uma franquia tão caída como o New York? Eu não acredito.

Quanto ao Memphis… bem, este merece um capítulo à parte.

FIM DA LINHA?

O Memphis foi a Los Angeles e foi derrotado pela sexta vez no torneio — a quinta fora de casa. Tem apenas uma vitória na temporada.

Quem aproveitou para tirar uma lasquinha foi o Clippers: 113-110.

Mas não é apenas a derrota que preocupa. Allen Iverson pediu dispensa para resolver problemas particulares e disse não ter data para retornar.

A pergunta que não quer se calar é: voltará?

Duvido.

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sábado, 3 de outubro de 2009 NBA, Seleção Brasileira | 16:23

PESO DA IDADE INCOMODA DUNCAN

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Tim Duncan está chegando ao fim da linha. Foi ele mesmo que admitiu isso em San Antonio, onde o time se ajeita para a próxima temporada.

“A janela está se fechando para mim”, disse Timmy. “E em direção ao fim de minha carreira”.timmy

Timmy revela que está sentindo o peso da idade. Mas ele não é tão veterano assim, pois completou 33 anos em 26 de abril passado.

Mas a gente sabe como são os grandes atletas: exigentes. Duncan sente que já não é mais o mesmo em quadra.

“E tudo isso é verdade”, completa, referindo-se ao fato de que quanto mais o tempo passa, as coisas ficam mais difíceis.

Pensando mais em não sofrer durante a temporada do que em prolongar sua brilhante carreira, o pivô apresentou-se ao Spurs sete quilos mais magro. Espera, com isso, aliviar o corpo.

Para ajudar nesse processo de se poupar Duncan em quadra, a franquia contratou outro grandalhão: Antonio McDyess. Com McDyess no grupo, Duncan vai sofrer menos.

Os dois poderão jogar juntos, revezando-se nas posições 4 de 5, ou então McDyess pode dar um refresco para Timmy durante as partidas. Theo Ratliff, veteraníssimo (14 temporadas na NBA, 36 anos), é outro que chega para ajudar no revezamento.

BRASUCA

Os olhos de Gregg Popovich brilham quando o nome de Tiago Splitter é pronunciado. O treinador espera poder contar com o catarinense para a temporada 2010/11.

Splitter bem que poderia já estar em San Antonio. Preferiu ganhar uns trocados agora na Europa.

Subtraiu um ano de seu provável convívio com Duncan para amealhar US$ 10 milhões, dinheiro esse que ele recuperaria facilmente jogando na NBA.

Por isso, eu jamais faria a escolha que Tiago fez.

Splitter, pra mim, foi mal orientado. Pensou curto. Não percebeu que a carreira de Timmy encurta a cada ano que passa.

Splitter tem que aproveitar Timmy. Para muitos, o melhor ala/pivô da história da NBA.

Não tem professor melhor, atualmente, para ensinar a Tiago os segredos do garrafão. Era nisso que o brasuca deveria pensar.

sashaSARGENTÃO

Phil Jackson chamou Sasha Vujacic em seu escritório assim que os jogadores do Lakers se apresentaram para essa temporada.

“Sente-se”, disse P-Jax ao esloveno. “Preste atenção no vídeo”.

Acionou a tecla “play” e Sasha se viu em várias cenas da temporada passada. Em todas aparecia o armador correndo com ou sem a bola, mas sempre arrumando o cabelo, onde alguns fios rebeldes teimavam em escapar da fitinha preta que tinha a missão de controlar a todos.

“Você passou a maior parte do tempo em quadra arrumando o cabelo do que pensando no jogo”, disse Phil.

“Verdade”, admitiu Sasha, vendo e revendo as jogadas, completamente batido pelos lances apresentados no vídeo.

“Portanto, assim que acabar o treino de hoje, procure um barbeiro e corte esse cabelo”.

Sasha acatou a ordem do chefe.

EXEMPLOS

Kobe Bryant e Derek Fisher foram os dois jogadores do Lakers que se apresentaram em melhores condições físicas. “São exemplos para o grupo”, disse Phil Jackson.

E são mesmo.

Kobe, aliás, pela primeira vez desde que chegou à NBA, há 13 temporadas, ficou dois meses sem tocar na laranjinha. Descansou com a família (foi a Paris passear) e cumpriu compromissos agendados pela NBA (esteve na China).

Antes de pegar na bola, arrumou a mala e desarrumou-a em Houston. Foi atrás de Hakeem Olajuwon.

Muitos dos frequentadores desse botequim conhecem a história, mas relato para os que não sabem.

Michael Jordan era conhecido (também) por ter um arsenal incontável de jogadas. Sempre que uma temporada começava, MJ vinha com uma novidade. E isso atormentava ainda mais seus marcadores.

Kobe foi até Hakeem (um dos maiores pivôs da história da NBA) atrás de alguns segredos da posição. Mas por que, se ele não é pivô?

Pergunta pertinente. Eis a resposta: Kobe joga muito próximo ao garrafão, quer ter a vida facilitada.

Procurou o professor certo.

ALEGRIAKOBE E RON

Mark Cuban, o desmiolado dono do Dallas, declarou recentemente no Texas que aprovou a contratação de Ron Artest pelo Lakers. “Ele vai destruir o ambiente”.

Com isso, imagina Cuban, o Lakers vai sofrer nesta temporada e não será nem sombra do time que foi no campeonato passado, quando ganhou o título.

Será mesmo que Artest destruirá o ambiente interno do Lakers? Penso que não; Artest não é mais louco do que Dennis Rodman.

Quando “The Worm” quando chegou ao Chicago, muitos apostavam nesse cenário também. Mas Phil Jackson, Michael Jordan e Scottie Pippen domaram o tresloucado jogador.

Kobe não é MJ, mas é o MJ desta geração. Tem moral entre os boleiros e é o cara mais respeitado entre todos na liga.

E P-Jax continua sendo P-Jax – e mais durão ainda, basta ver o caso mencionado acima envolvendo Sasha Vujacic.

Sem contar no poder de persuasão e na fala mansa de Derek Fisher, um cara que é venerado até pelos adversários pelo seu histórico na NBA.

Como disse acima, se Artest (na foto Reuters ao lado de Kobe) tentar colocar as asinhas de fora, elas serão podadas rapidamente pelo trio.

INÍCIO

A “Pre-Season” já começou. Dois jogos já foram realizados.

Na quinta-feira, o Denver foi a Salt Lake City e levou uma sova do Utah: 103-87. Nenê jogou apenas 17 minutos, brigou mais contra as faltas do que contra os pivôs adversários.

Fez cinco e ficou boa parte do jogo no banco. Está, também, recuperando-se aos poucos da fratura no braço, que impediu-o de se juntar à seleção brasileira que venceu a Copa América em Porto Rico.

Nos 17 minutos em quadra, anotou quatro pontos, pegou três rebotes e fez uma dupla de assistências e desarmes.

Ontem foi a vez de Indiana e Chicago debutarem nesta temporada. O prélio foi em Indianapolis, mas o Bulls não se intimidou: venceu por 104-95.

O que me impressionou foram os números do novato Taj Gibson, recrutado da USC. Gibson atuou meia hora; marcou 19 pontos (cestinha do Chicago), apanhou nove rebotes (cinco no ataque), deu uma assistência e um toco também.

Fiquei empolgado! Que seja sempre assim durante a temporada (falo agora com os torcedores do Chicago, desculpem-me, pois, os que me conhecem, sabem da minha preferência pelo tricolor de Illinois).

Luol Deng, rapaziada, também jogou bem: 15 tentos, cinco rebotes, três assistências e igual número de desarmes também. Que ótimo; se ele jogar como no início de sua carreira na NBA…

John Salmons também anotou 15 pontos.

Outro que deixou a quadra do Conseco Fieldhouse com um duplo dígito na pontuação foi Derrick Byars, outro “rookie” do Bulls para essa temporada. Marcou 12 pontos.

Que não seja fogo de palha!

PROSSEGUIMENTO

Hoje à noite tem mais um jogo programado. O Denver volta à quadra para enfrentar o Partizan Belgrado, da Sérvia.

Pena que a gente não pode ver os jogos.

NOVIDADE

A TNT vai mostrar os jogos da NBA nesta temporada. Soma-se à ESPN.

É tevê a cabo também, mas é uma opção a mais para a galera.

E quanto ao NBA League Pass, está escrito na capa do site: “Coming Soon”. Ou seja: em breve a liga estará disponibilizando o pacote.

RECADO

Respondi boa parte dos comentários postados no texto de ontem sobre a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

Agradeço a todas as mensagens, respeito o ponto de vista de todos, mas não irei mais debater o assunto, pois ele me parece interminável. Cada lado tem seus argumentos; e eles são fortes.

Bola pra frente e que tudo de bom ocorra para o país e para o Rio de Janeiro, em especial, até a abertura da Olimpíada.

Notas relacionadas:

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  2. POR QUE SÓ SE CULPA A ARBITRAGEM?
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 12 de abril de 2009 NBA | 01:24

ORLANDO PREOCUPA, CHICAGO SONHA

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A rodada deste sábado da NBA foi mixuruca. Dois jogos apenas chamaram a atenção: New Jersey x Orlando e Chicago x Charlotte.

O jogo da Nova Jersey salta aos olhos porque o Magic voltou a perder. Depois de ser batido pelo New York em plena Flórida, o time, que em um pequeno momento da competição foi celebrado como o melhor (lembram-se da excursão ao Oeste, quando o time bateu, na sequência, San Antonio, Sacramento, Lakers e Denver?), tropeçou uma vez mais: ontem frente ao Nets por 103-93.

Não são apenas duas derrotas consecutivas, são três nos últimos quatro jogos.

É certo que o time jogou sem Rashard Lewis, depois de Dwight (foto Reuters) Howard o melhor jogador da franquia. Mas, mesmo assim, não dá para perder para o New Jersey, convenhamos.

O que acontece com o Orlando? Por que cai de produção no momento mais importante da competição? E o técnico Stan Van Gundy, que é cotado para ser o melhor da competição, perdeu o comando do grupo? Desaprendeu?

E o que ocorre com Howard? Ontem ele marcou apenas sete pontos e apanhou oito rebotes. Foi, aliás, a segunda vez nesta temporada que Howard não teve duplo dígito em pontos e rebotes.

O Super-Homem do Orlando cansou? Joga o óbvio e facilita a marcação?

DH disse algo importante no vestiário, depois da partida: “Nós temos que fazer algo em relação a isso”.

Em relação a isso significa resolver esse problema da queda de rendimento. Dele e do time.

TERCEIRO

Além das duas derrotas, o torcedor, que anda com a pulga atrás da orelha, viu que matematicamente o time não tem mais como ficar em segundo lugar na Conferência Leste. A vaga é do Boston.

Ou seja: se os dois times se cruzarem em uma semifinal – o que deverá ocorrer –, o Celtics terá a vantagem de quadra.

Outro desastre que veio a reboque da derrota para o New Jersey.

VIVO

Como disse acima, outro jogo que chamou a atenção foi a vitória do Chicago diante do Charlotte. A partida foi no United Center e o Bulls segue mais vivo do que nunca em sua luta para ficar com a sexta colocação no Leste.

A posição significa jogar contra o Orlando, o terceiro da conferência. E, como vimos, do jeito que o Magic está não é absurdo nenhum sonhar com uma vitória no confronto.

Mas dizia eu que o Chicago continua mais vivo do que nunca em sua luta pelo terceiro posto da conferência. Ontem, teve problemas diante do Bobcats.

Só conseguiu resolver a parada a menos de cinco minutos do final da contenda, quando fez uma corrida de 21-13 e fechou o jogo em 113-106.

John Salmons, a melhor aquisição do Bulls no limite do mercado de trocas, anotou 11 de seus 19 pontos “down the strecht”. Ou seja, nos últimos 5:24 minutos.

Mas foram os 39 pontos de Ben Gordon (foto AP) que fizeram o time continuar sonhando com o sexto posto na conferência. Gordon é um jogador esquisito – pelo menos aos meus olhos.

Tem momentos que você pensa: que se dane ele, que suma de Chicago ao final da temporada quando o contrato acabar. Logo em seguida, a gente raciocina diferente: só louco deixaria escapar um jogador do calibre de Gordon.

Afinal, que jogador é Ben Gordon?

Sinceramente, não sei.

INÉDITO

Pela primeira vez nesta temporada o Chicago não trabalha no negativo. Com a vitória de ontem, a campanha do time na competição é de 40 vitórias e igual número de derrotas.

Ou seja: 50% de aproveitamento.

Se quiser ter o direito de enfrentar o Orlando, não pode perder mais na competição. Dois são os jogos que faltam ao Bulls: Detroit, fora, e Toronto, em casa.

Dá para vencer os dois, não é mesmo?

O problema é que o Philadelphia, o atual sexto colocado, tem que perder dois de seus três jogos restantes. A saber: Toronto e Cleveland fora e Boston em casa.

Sim, é possível. Cleveland e Boston podem proporcionar alegria ao Chicago.

Sim, é possível.

HOME SWEET HOME

Foi a sétima vitória consecutiva do Chicago dentro do United Center. A última vez que o Bulls perdeu diante de seus fãs foi em 21 de março passado quando foi dobrado pelo Lakers por 117-109.

Uma partida que teve nas mãos e que só perdeu o controle no final.

Aliás, dos últimos 16 jogos na cidade dos ventos, este foi o único revés. Isso nos faz imaginar (a conversa, perdoem-me, é entre nós, torcedores do Chicago) que se o time tivesse a vantagem de quadra pelo menos no primeiro confronto poderia sonhar em chegar às semifinais da conferência.

Já pensou se o técnico fosse outro?

Notas relacionadas:

  1. ORLANDO, UMA NOITE PARA SER ESQUECIDA
  2. ORLANDO E CHICAGO SE DÃO BEM
  3. EIS QUE SURGE UM NOVO CHICAGO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

domingo, 29 de março de 2009 NBA | 13:07

MELHORA NA RETA FINAL

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Deu gosto ver o Chicago. Pena que o time não jogue sempre assim.

As duas frases acima foram escritas depois da vitória do Bulls sobre o Miami, quinta-feira passada.

Ontem, dois dias depois de surrar o Heat, o time voltou a empolgar seus torcedores. Fez do final da partida contra o Indiana um roteiro carregado de emoções, pois uma vitória que era dada como certa parecia que iria escapar quando a 3:21 minutos do final Brandon Rush fez uma bandeja e colocou o Indiana na frente em um ponto: 101-100.

Rush acabava de completar uma corrida de 21-7 em favor do Pacers, que perdia a partida por 93-81 no início do quarto final.

Conseguiria o Chicago conter o ímpeto do Indiana? Esta era a pergunta que martelava a cabeça dos 20.756 torcedores que foram à matinê de sábado do United Center ver seu time do coração jogar.

A questão foi resolvida minutos depois quando o Bulls não só conseguiu conter a empolgação adversária como fez uma corrida de 12-5 e fechou a partida em 112-106. Somou sua quarta vitória consecutiva, a sétima dos recentes oito jogos e a décima nos últimos 11 jogos disputados em casa desde o “All-Star Game”, que é tido como o divisor de turnos na NBA.

Deu gosto ver o Chicago jogar.

Será que ele vai conseguir jogar sempre assim?

RESPOSTA

Claro que não, pois, como se diz na NBA, não dá para jogar bem todas as noites. Mas um time vencedor faz das adversidades algo fugaz e não corriqueiro.

DECISIVO

John Salmons é o melhor jogador do Chicago no momento. Mais do que Derrick Rose.

Ontem, seus dois tiros triplos quase ao final da partida foram decisivos para que o Bulls não perdesse a partida.

O primeiro deles foi o que recuperou a vantagem após Brandon Rush ter colocado o Indiana na frente em um ponto. O segundo veio na sequência, o que fez o Chicago escapar cinco pontos no marcador: 106-101.

Salmons (foto AP) foi o melhor negócio que a franquia fez no final da temporada de trocas.

Desde a derrota para o Charlotte em três de março passado, quando anotou apenas nove pontos, o ala tem duplo dígito na pontuação. Seu ápice foram os 38 tentos cravados na vitória diante do Boston, seu recorde na temporada.

Rose e companhia sabem muito bem que podem contar com ele nos momentos decisivos.

JUSTIÇA

Tyrus Thomas cresceu demais nos últimos jogos do Chicago. Sinto-me à vontade para falar isso porque já cansei de descer o porrete no jogador.

Elogios, agora, portanto, não vão soar como euforia de torcedor.

O toco que ele deu em Danny Granger a 27 segundos do final da partida foi tão importante quanto os dois tiros triplos de John Salmons. Sim, pois o Bulls vencia por apenas três pontos (109-106) e com a diferença caindo para um pontinho, a pressão aumentaria demais em cima dos jogadores.

Thomas não deixou isso acontecer. E mais: ainda sofreu falta e converteu os dois lances livres, colocando o Chicago na frente em cinco pontos.

O Indiana morreu depois da ação de Tyrus.

CALENDÁRIO

Logo mais às 16h30 de Brasília o Chicago enfrenta o Toronto fora de casa. Como se vê, não deu nem para saborear a vitória diante do Indiana.

Logo após o banho, os jogadores pegaram a mala, foram para o O’Hare Airport e de lá partiram para o Canadá.

O ritual será o mesmo esta noite: encerrada a partida diante do Raptors, banho tomado, os jogadores pegam a bagagem, rumam para o Toronto Pearson Airport e duas horas depois vão desembarcar no Indianapolis Internacional Airport.

No dia seguinte, novo enfrentamento diante do Pacers.

Depois desses dois jogos fora de casa, o Bulls fará mais seis completando os 82 da temporada regular. Desta meia dúzia de confrontos, apenas um será longe do United Center: Detroit, em Auburn Hills, no dia 13 de abril próximo.

O calendário, já disse aqui, é generoso para com o Chicago nesta reta final. Se o time for bem nesses dois jogos contra Toronto e Indiana, empolgado e cheio de moral, garante a vaga para os playoffs nos jogos dentro de casa.

RODADA

Os jogadores do Chicago ficaram de olho na partida de Washington entre o Wizards e o Detroit. Afinal, é com o Pistons que o time da cidade dos ventos briga pela sétima posição a fim de evitar um cruzamento com o Cleveland nos playoffs. A partida na capital dos EUA foi feroz até o seu final. Gilbert Arenas, que fez ontem sua primeira peleja nesta temporada, teve o jogo nas mãos. Mas mostrou que sentiu a inatividade: a quatro segundos do final, errou um lance livre e, ao pegar o próprio rebote, a dois segundos do fim, levou um toco de Kwame Brown ao tentar um arremesso de três, que daria a vitória aos anfitriões. Daria, eu disse, porque o marcador ficou mesmo nos 98-96 para o time da cidade dos automóveis… Nenê Hilário voltou ao Denver depois de dois jogos de fora cumprindo suspensão. Estava fora de sintonia. Em 24 minutos, marcou apenas oito pontos, pegou sete rebotes e deu dois tocos. Contribuiu para a importante vitória do Nuggets diante do Golden State por 129-116. Carmelo Anthony, com 31 pontos, foi o cestinha do time e do jogo… Depois de três dias de folga, o Houston entrou em quadra novamente na rodada de ontem. Mostrou que aproveitou bem a ausência de partidas nesses dias intensificando os treinamentos. Venceu fácil o Clippers por 110-93, com destaque para os 21 pontos e 15 rebotes de Yao Ming. O bicho vai pegar a partir de agora: dos oitos jogos que faltam para terminar a temporada, cinco serão fora de casa, um deles diante do Lakers, sexta-feira próxima. Mas o time tem jogado um basquete consistente e mesmo longe dos fãs pode somar boas vitórias…

Notas relacionadas:

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009 NBA | 11:35

EIS QUE SURGE UM NOVO CHICAGO

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Ah, é outro time. Mais forte, solidário, com opções extras para o seu treinador e com vontade de jogar.

Não, não falo do Phoenix; falo do Chicago.

Quem viu o jogo de ontem à noite contra o Orlando, confirmou o que eu disse acima. O Bulls deu uma tunda num dos times que brigam, pelo menos, por um título de conferência.

Não tomou conhecimento do adversário. Abriu logo dez pontos de vantagem e segurou-a em boa parte do encontro, ampliando-a para quase 20 pontos ao final da partida.

A vitória do Bulls sobre o Magic por 120-102 deixou bem claro para os seus torcedores que o time ainda tem muito o que fazer nesta temporada e não apenas cumprir os jogos que faltam-lhe à espera do início do próximo campeonato.

Nada menos do que sete jogadores terminaram o embate de ontem no United Center com uma pontuação com dois dígitos.

Derrick Rose (foto AP) foi o cestinha do time com 22 pontos e mais uma vez mostrou que melhorou muito o seu arremesso de media distância. Acertou 11 de seus 20 tiros.

Ben Gordon fez 20 pontos, Tim Thomas adicionou mais 17, Joakim Noah 14, Tyrus Thomas e John Salmons 11 cada um e com dez pontos ficou Luol Deng.

Tim e Salmons saíram do banco de reservas. E por falar nele, os jogadores do Chicago venceram este duelo por 43-26, numa clara demonstração de que as opções, como disse acima, agora existem para o técnico Vinnie Del Negro.

As chegadas de Tim Thomas e Brad Miller também reforçaram o garrafão do time da cidade dos ventos. Mesmo enfrentando uma equipe que conta com Dwight Howard, o Chicago ganhou a parada quanto aos rebotes: 44-38.

A solidariedade em quadra foi vista na questão das assistências. Nova vitória do Bulls, desta vez por 25-18.

O clima totalmente favorável refletiu-se no aproveitamento dos arremessos. O Chicago teve um desempenho de 56.5% de seus chutes, sendo que nas bolas de três foi de 36.4%.

Com contrapartida, o Orlando acertou apenas 44.9% dos tiros desferidos contra o aro alheio, 34.6% deles em arremates de três pontos.

Nos lances livres, 90.9% foi o desempenho do Bulls, contra 72.2% do Magic.

Com esse novo elenco o Chicago fez dois jogos: perdeu o primeiro para o Indiana, fora de casa por apertados 98-91 e surrou ontem o Orlando diante de sua platéia.

Sei que ainda pode parecer prematuro, mas, como disse na abertura de nossa conversa, o Bulls de hoje é outro time: mais forte, solidário, com opções extras para o seu treinador e com vontade de jogar.

Pelo que vi nos dois últimos jogos, o time tem tudo para ficar com a oitava vaga da Conferência Leste, até porque o Milwaukee, sem Michael Reed, contundido, não será páreo para o Chicago.

UNIÃO

Quando Rafer Alston desperdiçou um passe ofensivo interceptado pelo pivô Brad Miller, iniciou-se ali uma cena emblemática, deixando bem claro que o time está unido.

O grandalhão Miller (2m13 de altura) correu desmarcado em direção à cesta do Orlando e enterrou. A jogada provocou risos em todos os jogadores do Chicago, especialmente os que estavam no banco de reservas, próximo à cesta onde ocorreu o lance.

“A decolagem foi legal, mas a aterrissagem foi horrível”, definiu Derrick Rose, ainda aos risos, depois da partida.

Miller ficou ofendido pela descrição do lance feita pelo companheiro? Nada disso: entrou na pilha também, deixando claro que as brincadeiras são sempre benvindas quando partem de alguém em quem você tem absoluta confiança em seu caráter.

ENTROSAMENTO

Ficou claro no jogo de ontem que Rafer Alston ainda não está entrosado ao sistema do técnico Stan Van Gundy. Fez apenas dez pontos, com um aproveitamento muito ruim de seus arremessos, 4-12, sendo que errou todos os três tiros triplos.

Distribuiu apenas cinco assistências e pegou três rebotes.

Mas os quatro erros cometidos foram o que mais chamaram a atenção – inclusive aquele que possibilitou a hilária enterrada de Brad Miller.

Ficou muito claro, como disse, o seu desconforto em quadra.

DÚVIDA

Dwight Howard (na foto AP enfiando a mão no pescoço de Joakim Noah) meteu a  mão no rosto de Brad Miller. Mais tarde, deu-lhe uma braçada na face. Foram dois lances que chamaram-me a atenção na contenda de ontem.

Anteriormente, o Super-Homem do Orlando havia se enroscado com Pau Gasol e Nenê.

Não vi todos os jogos do Magic nesta temporada, mas os que assisti deixaram-me com uma pontinha de dúvida quanto ao comportamento de Howard.

Seria ele um jogador sujo?

Estarei atento aos próximos capítulos.

PELADA

Alguém assistiu a vitória do Phoenix sobre o Charlotte por 112-102? Eu sim.

E o que vi foi uma pelada em quadra. Não por culpa do Bobcats, um time treinado por Larry Brown, um dos grandes técnicos da história da NBA.

Longe disso.

O cenário patético ficou por conta do Suns, um time que mais parece um bando que precisaria de uma bola para cada um de seus jogadores.

É certo que, assim como o Chicago, o astral mudou pelas bandas do Arizona, mas a qualidade do jogo, essa não foi tocada; ou melhor, foi sim, pois a equipe deixou aquele jogo sem inspiração da época de Terry Porter e voltou a praticar aquele basquete moleque, de rua, dos tempos de Mike D’Antoni, agora sob a batuta de Alvin Gentry.

Vocês gostam disso?

Eu não gosto, especialmente quando a gente está vendo a partida com olhares de quem procura a essência do jogo, com jogadas elaboradas, estudadas, ensaiadas, pensadas etc. e tal.

O jogo do Phoenix, como já disse aqui, mais parece uma pelada de final de semana num parque qualquer de qualquer uma das cidades brasileiras onde se joga basquete na rua.

IMPROVISO

Com a contusão do ala/pivô Amaré Stoudemire, o técnico Alvin Gentry improvisou Grant Hill na posição. O resultado é que Leandrinho Barbosa (foto AP) passou a ser titular.

Mais do que isso: foi dado a ele mais tempo de jogo. Ontem, por exemplo, Barbosa ficou em quadra 39 minutos. Foi o jogador do Phoenix que mais tempo atuou.

Isso, no entanto, não significou pontuação extra. O paulistano deixou a quadra do US Airways Center com 17 pontos.

Mas deixemos de lado Leandrinho para pensar no futuro do time. Dará certo esse improviso?

Os mais otimistas falam que em dois meses Amaré estará de volta. Ou seja: no final de março.

Pegará os encontros derradeiros e será de importância grande na luta do time por uma das vagas no Oeste. Mas eu pergunto: será que o time não pode desmoronar até lá?

Com Hill na posição 4, com certeza.

Ontem, diante do Charlotte, Gentry utilizou, além de Hill, Matt Barnes na posição. Louis Amundson, acostumado ao garrafão, foi a terceira opção.

Contra o Bobcats, que tem Boris Diaw – ex-Suns – na referida posição, não houve problema. Ele vai aparecer é quando o time tiver que encarar Lakers (amanhã), Miami, Houston, San Antonio, Cleveland, Denver, equipes que têm um “frontcourt” alto e forte – o que não é o caso do Charlotte.

O que fazer nessa situação? Colocar em quadra Louis Amundson e Robin Lopez para ajudar Shaquille O’Neal nessa parada.

Caso contrário, o Phoenix será atropelado por esses oponentes e dará adeus ao objetivo de classificar-se para os playoffs.

PRECAUÇÃO

O Cleveland venceu mais uma. Ou melhor, passou por cima do Memphis por 94-79.

Deu-se ao luxo de deixar LeBron James descansando a maior parte do tempo. LBJ atuou apenas meia hora, quando marcou 15 pontos. Ficou o quarto e último quarto todinho no banco de reservas.

Mais ainda: poupou Delonte West, que havia retornado no domingo diante do Detroit e quando marcou 25 pontos, porque o ala/armador ainda sente dores no pulso fraturado.

Mike Brown faz certo em economizar seus jogadores. O time está classificado para os playoffs – ainda não matematicamente, mas virtualmente – e não há motivos para ficar exigindo o extra de seus atletas.

West já imobilizou o local para acelerar a recuperação. Pode ficar de fora semanas, mas o Cavs não informou quantas.

A preocupação maior, como disse, são os playoffs. É nesta fase do campeonato que West tem que estar tinindo.

VAREJÃO

O capixaba teve uma noite discreta: jogou 23:21 minutos, fez seis pontos e pegou quatro rebotes. Brigou mais contra as faltas do que contra os pivôs do Grizzlies.

CONTUSÃO

Lamentavelmente, Nenê Hilário contundiu o joelho direito na derrota do Denver sobre o Milwaukee. Foi no finalzinho do jogo.

Perdeu a partida diante do Boston. Vai ficar de fora, seguramente, dos encontros do Nuggets contra Atlanta (hoje), Lakers (sexta-feira) e provavelmente Indiana (domingo), este fora de casa.

O lado bom da história é que a contusão não foi grave.

Respiramos aliviados, pois todos nós sabemos que o são-carlense perdeu uma temporada inteira exatamente por causa de uma lesão no joelho.

SOLUÇÃO

Finalmente foi solucionado o caso de Stephon Marbury. O acerto foi feito ontem à tarde e o armador deixa finalmente o New York.

Stephon está apto para jogar por qualquer equipe de NBA porque o acerto foi feito antes do “deadline” estabelecido pela liga.

Comenta-se que ele está com as malas prontas e indo para o Boston. Sinceramente, não sei se seria o caso, pois, desculpem o trocadinho, Marbury é um criador de caso.

Rajon Rondo está jogando o fino da bola e Stephon, ao contrário de Sam Cassell, que foi o reserva de Rondo no título do campeonato passado, vai querer (muitos) minutos em quadra.

Vai valer a pena?

Kevin Garnett, líder e capitão do Boston, e que foi seu companheiro no Minnesota, garante que sim.

Vamos ver.

AGRADECIMENTOS

Agradeço a compreensão de todos vocês quanto a minha ausência no Carnaval. Voltei revitalizado e feliz, principalmente, pelas mensagens carinhosas vindas dos frequentadores deste botequim.

Valeu, pessoal.

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  3. ORLANDO E CHICAGO SE DÃO BEM
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009 NBA | 16:19

ORLANDO E CHICAGO SE DÃO BEM

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A data limite de trocas da NBA acabou ontem às 18h de Nova York. Nenhuma grande negociação ocorreu, tipo Shaquille O’Neal no Cleveland, Amaré Stoudemire no Chicago, por exemplo.

O melhor negócio, a meu ver, foi o Orlando quem fez, mas não vejo esta repercussão na mídia norte-americana. Sem mais poder contar com o armador Jameer Nelson nesta temporada – fez ontem uma cirurgia no ombro e só vai voltar na próxima temporada –, o Magic foi até Houston e contratou o armador Rafer Alston.

Para isso, o time da Flórida deu seu limitadíssimo ala/pivô Brian Cook – e por isso mesmo pouco utilizado. Com essa transação, o Orlando deixa bem claro que sente-se capaz de ganhar o título desta temporada.

Não foi ao muro das lamentações chorar a perda de Nelson e projetar a próxima temporada, quando o armador estiver de volta. Nada disso: saiu às compras atrás de um regente para seu time.

E conseguiu.

Alston (foto AP) tem 11.5 pontos e 5.4 assistências de média nesta competição. Está em sua 10ª. temporada na NBA.

Perambulou e muito pela liga. Jogou no Milwaukee, Toronto, Miami e por último o Houston.

Lembro-me de uma matéria que a revista norte-americana “SLAM” fez com Alston quando ele ainda era jogador de Fresno State (Califórnia), time universitário dirigido por Jerry “Tark the Shark” Tarkanian. O magazine apontava Alston como o futuro maior armador da NBA – um dos maiores de todos os tempos.

Não rolou, mas Alston pode ser apontado, tranquilamente, como um armador confiável, capaz de conduzir um time em quadra rumo, quem sabe, ao título da NBA, desde que conte com parceiros de nível, o que é o caso, pois o Orlando tem Dwight Howard, Rashard Lewis e Hedo Turkoglu.

A ausência de Nelson, portanto, a meu ver, foi muito bem resolvida pelo Orlando.

Quanto ao Houston, pega um jogador (Cook) que tem ainda mais um ano de contrato – com direito de opção do atleta e não da franquia – e que não deve ficar para a próxima temporada. E um draft deste ano.

O recrutamento vindo do Orlando não será alto, pois o Magic vai acabar entre os primeiros. Mas isso não significa muita coisa, pois basta lembrar que Manu Ginobili foi a 57ª. escolha de 1999 pelo San Antonio.

E para o lugar de Alston, o Rockets pegou Kyle Lowry, ex-armador do Memphis. Jogador com bom potencial, boa aposta.

Outro time que se movimentou com intensidade nestes últimos dias foi o Chicago. Aborrecido com a situação da equipe na competição e sem perspectiva de melhora, o Bulls limou alguns jogadores que realmente não rendiam o que deles se esperava.

Andres Nocioni era quem mais decepcionava. O Chicago renovou seu contrato na temporada passada e pagou um dinheirão por isso.

Mas Andrecito não conseguiu mais jogar. Parece que se acomodou com os milhões de dólares na conta bancária.

Por isso mesmo, o Bulls ofereceu-o ao Sacramento numa troca que ainda envolveu o ala/pivô Drew Gooden – e de quebra o pivô Michael Ruffin, que nem tinha jogado ainda esta temporada por causa de uma contusão.

O Kings arregalou os olhos quando viu o argentino e o jogador mais feio da NBA na porta de sua sede. Aceitou dar ao Bulls o veteraníssimo pivô Brad Miller – que jogou uma temporada e meia na cidade dos ventos, entre 00-02 – e o ala John Salmons.

Comentei ontem a troca aqui neste botequim. E minha idéia a respeito do negócio mudou um pouco: Miller (foto AP) por Gooden não foi trocar apenas trocar seis por meia dúzia, pois Miller é uma ótima opção nos tiros de três, o que faz abrir a defesa adversária e possibilitar as infiltrações de Derrick Rose e Ben Gordon, situação que Gooden jamais ofereceu aos dois ex-companheiros.

Além disso, esta troca vai possibilitar a Tyrus Thomas mais minutos em quadra, ele que nos últimos jogos mostrou boa evolução.

Já o Sacramento abriu mão de Miller porque acabou de acertar com Calvin Booth, ex-Minnesota. Kenny Natt, treinador da equipe, aposta em Booth e Gooden para trancar o garrafão do time californiano no final desta temporada. Sei não.

Sobre Salmons e Noce, o estadunidense vem jogando mais do que o argentino no momento, mas o sul-americano pode ser bem valioso se recuperar a vontade de jogar. Mas neste primeiro momento, Salmons é mais produtivo.

Sem contar que o ex-jogador do Kings tem um ótimo aproveitamento nas bolas de três: 41.8%. Noce, nesta temporada, tem 37.8% de acerto.

E mais: Salmons é opção para a ala e para a armação das jogadas. E tem ainda mais um ano de contrato, o que vai facilitar a negociação com Gordon, cujo acordo com o Bulls termina ao final deste campeonato. Se não houver consenso, Salmons surge como opção para uma possível saída de Gordon.

Num primeiro momento, portanto, o Chicago levou a melhor nesta troca.

O Bulls conseguiu também se livrar de Larry Hughes, inútil ala/armador que só trabalho dava à comissão técnica com suas reclamações, baixo aproveitamento e comportamento impertinente.

Mandou-o para o New York e recebeu Tim Thomas, que no próprio Bulls jogou metade da temporada 05-06. Vem para a vaga de Drew Gooden, mas não para subtrair minutos de Tyrus Thomas, creio eu.

Pegou do time da Big Apple, também, o pivô Jerome James, que pouco – ou nada –acrescentará nessa negociação.

Em contrapartida, Hughes tem tudo para se dar bem no esquema alucinado de jogo que o técnico Mike D’Antoni impõe a seus times. Jogo rápido, de transição defesa-ataque. Hughes tem essa característica e pode recuperar o amor pelo trabalho, que ele perdeu enquanto esteve em Chicago.

RODADA

Pior do que perder para o Utah em Salt Lake City foi perder Kevin Garnett. E não se sabe por quanto tempo.

O ala/pivô do Celtics subiu para uma ponte-aérea a 1:05 minuto do final do segundo quarto quando, durante o movimento para a impulsão, torceu o joelho direito. O jogador (foto AP) será avaliado ainda hoje pelo DM do Boston para ver a extensão da lesão.

Todos torcem para que os ligamentos não tenham sido afetados. Se foram, a temporada pode ir para o espaço.

Isso ficou claro no derrota de ontem diante do Jazz. Sem Garnett – jogou um quarto de hora apenas –, não poderia mesmo da outra: o Utah venceu por 90-85, novamente sem Carlos Boozer.

A princípio, pode ter sido apenas um susto. Tanto que KG se aqueceu para retornar no terceiro quarto, mas foi convencido a ficar do lado de fora.

Precaução.

Pois bem, este cuidado extra custou uma corrida de 30-19 do Utah no último quarto que acabou por representar a derrota do Celtics.

O Celtics sem Garnett é como o Lakers sem Kobe Bryant, o Cleveland sem LeBron James, o San Antonio sem Tim Duncan e o Orlando sem Dwight Howard.

Como disse anteriormente, a temporada vai para o espaço.

Por falar em Timmy, o Spurs venceu o Pistons em Detroit. Nada de outro mundo, certo?

Certo.

E por que então falar do jogo?

Bem, primeiro porque a bancada texana é forte em nosso botequim; segundo, porque o time colocou um ponto final numa sequência nanica de derrotas para times inexpressivos.

O San Antonio havia sido derrotado pelo Toronto (sem Chris Bosh e ainda sem Shawn Marion), no Canadá, por 91-89, isso na quarta-feira da semana passada. Na terça desta semana, nova derrota, agora para o instável New York, na cidade que nunca adormece, por 112-107.

Resultados que jogaram os texanos para a terceira posição no Oeste, atrás do Denver. O posicionamento pode trazer implicações sérias nos playoffs, porque numa suposta semifinal entre os dois, se o Nuggets tiver a vantagem de quadra, tem grande possibilidade de eliminar o Spurs.

Mas a vitória, como disse, veio em boa hora – e mesmo sem Manu Ginobili, que deve ficar de fora de duas a três semanas por causa de uma lesão no tornozelo.

Quanto ao jogo, os arremessos de três mataram o Detroit. O time acertou apenas dois dos 12 lançados, um aproveitamento desolador de 16.7%.

Quem mandou ser teimoso, não é mesmo?

DESFALQUE

Amaré Stoudemire (foto AP) deve perder o resto da temporada. Isso porque o jogador do Phoenix vai ser submetido nesta sexta-feira a uma cirurgia para reparar uma lesão na retina do olho direito.

A lesão ocorreu no jogo da última quarta-feira, em Los Angeles, na vitória sobre o Clippers.

O bom da história é que a lesão, apesar de grave, não vai custar nada ao jogador. Amaré, depois da cirurgia, vai recuperar 100% da potência de sua visão.

E o Phoenix, como fica?

Esquece, só na próxima temporada, pois esta foi para os quiabos.

O Utah, aliás, agradece tamanha generosidade do destino.

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  2. ORLANDO, VIAGEM DOS SONHOS
  3. ORLANDO, UMA NOITE PARA SER ESQUECIDA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,