John Havlicek | Fábio Sormani

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quarta-feira, 7 de março de 2012 NBA | 17:21

MAIS DALLAS E A RODADA DE ONTEM DA NBA

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O assunto Dallas ainda desperta muitos sentimentos entre as pessoas que são frequentadoras assíduas deste botequim e aqueles paus-d’água que só aparecem aqui encachaçados para xingar o dono do boteco. Os sentimentos mais frequentes são os de raiva, surpresa e decepção.

Os dois últimos eu compreendo. Afinal de contas, por sermos próximos e estarmos juntos há um bom tempo, ao emitir uma opinião contundente sobre meu sentimento a respeito do time campeão do Dallas posso mesmo causar admiração (caramba, Sormani, você acha mesmo que o Mavs é um timeco?) e/ou decepção (puxa vida, Sormani, não esperava que você não visse qualidades no Dallas).

O sentimento de ira, no entanto, me chama a atenção. A troco? Não ofendi ninguém; apenas emiti minha opinião, apenas isso. Quem é contrário a ela, que se manifeste e com exemplos mostre que eu estou errado.

Muitos fizeram isso (e seus comentários foram postados), mas outro tanto, impregnado pelo radicalismo e entorpecido pela obtusidade trataram basicamente de me ofender (e essas mensagens foram para a lixeira).

Aos xiitas obtusos (seria pleonasmo?) apenas um aviso: não leio suas mensagens. Ao observar do que se trata, paro a leitura na primeira frase e mando-as direto para a lixeira. E mais: elas não me incomodam; aliás, elas até me ajudam, pois ao acessarem o blog para escrever mensagens raivosas isso significa um “clique” e no relatório mensal o blog aparece entre os mais visitados do iG, o que acaba sendo muito bom para mim. Obrigado, portanto, por acessar o blog. Espero, pois, que vocês continuem se reunindo no Orkut e combinando de entrar no blog para entupi-lo de mensagens agressivas.

DÚVIDA

Quanto ao tema “Dallas”, não retiro nem uma linha do que escrevi. Mas não sou estúpido. Se o time texano provar para mim que é merecedor de crédito, mudarei meu discurso; óbvio.

Como disse, o título do Dallas foi merecido. Ninguém é campeão à toa, ainda mais em um sistema de playoffs melhor de sete.

A dúvida que ainda tenho é: será que o Mavs não foi melhor apenas naquele momento? Será que o Dallas não se aproveitou de um momento em que tudo se encaixou e deu certo? Um momento em que tudo convergia favoravelmente a ele?

Eu encontro “senões” em todas as séries vencidas pelo Mavs.

1) Portland — Surge como favorito em todo campeonato, mas nunca vence ninguém. É o famoso “rojão sem bomba”;
2) Lakers — Time estava todo bagunçado por conta de relacionamento ruim entre jogadores, tanto que foi varrido;
3) OKC — Time jovem, que estava nos playoffs apenas segunda vez;
4) Miami — LeBron James desaparecendo na série final.

Tenho, pois, o sentimento de que o Dallas foi um campeão de ocasião, pois não via (como ainda não consigo enxergar) grande coisa naquele time. Mas posso estar errado.

E o que o Dallas tem que fazer para mostrar que estou equivocado? Ganhar mais títulos. Se ele o fizer, não há o que se contestar; se não o fizer, ficarei eternamente com esta opinião: foi um campeão de ocasião.

DINASTIA

Vejamos os campeões da NBA…

Na década de 1950, o Minneapolis Lakers formou a primeira dinastia da NBA e ganhou cinco campeonatos. Campeão incontestável.

Na década de 1960, foi a vez de o Boston deixar a todos boquiabertos com um time que tinha Bob Cousy, John Havlicek e Bill Russell. Campeão mais do que incontestável.

O Lakers, já em Los Angeles, comandado por Magic Johnson, voltou a dar as caras no final da década de 1970 e na seguinte conquistando cinco títulos.

Depois apareceu o Chicago de Michael Jordan e seus dois “Three Peats” e o San Antonio de Tim Duncan, que ganhou quatro torneios.

O Lakers, comandado primeiro por Shaquille O’Neal e depois por Kobe Bryant, voltou a bagunçar os adversários conquistando cinco troféus.

Alguém ousa contestar estas equipes?

SOLITÁRIO

Há times que ganham apenas um título, mas que disputaram outros. São os casos do Philadelphia, campeão em 1983, mas que foi vice em 1977, 80 e 82. E também do Detroit, vencedor em 2004, vice em 2005 e que perdeu as finais da conferência em 2006, 2007 e 2008.

Talvez eu tenha sido injusto quanto ao Detroit de Chauncey Billups por conta deste currículo apresentado e alertado por um parceiro deste botequim. Mesmo assim, acho que um verdadeiro campeão não fica em apenas um título; ele ganha outros. E o Detroit, todos nós sabemos, jogava em uma conferência capenga. Por conta disso, não sei valorar esses números do Pistons e por isso eu fico em dúvida.

BISAR

Desta forma, se o Dallas chegar nesta temporada e repetir o título da passada, eu prontamente mudo meu discurso. Sim, pois ele deixa claro que não foi um campeão de ocasião.

Mesmo que não ganhe este ano (o time foi muito mexido e perdeu peças importantes), mas chegue no ano que vem, OK; sem problema. Não é preciso enfileirar campeonatos.

O San Antonio de Timmy nunca venceu títulos na sequência. Ganhava ano sim, ano não numa sequência tripla (03, 05 e 07), antecedida pelo campeonato conquistado em 1999. Foi um timaço, que ainda tentar dar um último suspiro.

E o Boston de Larry Bird também nunca foi campeão seguidamente.

EPÍLOGO

Estou, pois, no aguardo. Meu sentimento ainda é o mesmo. Cabe ao Dallas mudá-lo.

E a vocês, nobres parceiros, que tentaram com raciocínio e argumentos me convencer que estou equivocado e sendo injusto, eu agradeço no mínimo pela educação de vocês. E as encachaçados, obrigado também por acessar o blog e torná-lo um dos mais visitados do iG.

RODADA

Alguém conseguia imaginar que o Lakers seria batido pelo pobre Detroit? Eu não; confesso. A derrota por 88-85 foi justa. Aliás, o time já era para ter perdido no tempo normal não fosse a genialidade de Kobe Bryant, que acertou uma bola com o cronômetro praticamente zerado, empatando a partida em 78 pontos e levando-a para a prorrogação… O armador Rodney Stuckey foi um gigante. Do alto de seu 1,96m anotou 34 pontos, seis deles na prorrogação num total de dez anotados pelo Pistons… Greg Monroe: não foi desta vez que vi um grande jogo dele. Foi bem nos rebotes (15), mas até agora procura o caminho da cesta: 1-10. Pior: nem lance livre bateu, demonstrando certa fragilidade ofensiva e temor aos postes adversários, especialmente Andrew Bynum, que anotou 30 pontos e pegou 14 rebotes… Kobe Bryant foi mal: 8-26 nos arremessos. Só não merece vaias por conta da bola que mandou o jogo para a prorrogação… No Texas, talvez emocionado pelas homenagens, Tyson Chandler foi um desastre na derrota do New York para o Dallas por 95-85: seis pontos e oito rebotes. Tentou a cesta em apenas cinco ocasiões!… Jeremy Lin: continua atrás do tempo perdido: 14 pontos e sete assistências. Nos arremessos, 4-13. Se eu fosse Mike D’Antoni deixava Carmelo Anthony de fora uma partida pra ver no que dá. Ainda acho que ele atrapalha Lin… O New Jersey, que ontem jogou com seu uniforme dos tempos de Nova York (por isso “New York” no peito), levou uma surra do Heat em Miami: 108-78. O mesmo New Jersey que havia vencido, fora de casa, Dallas, New York e Chicago… Chris Bosh voltou depois de três partidas ausentes (morte da avó) e anotou 20 pontos… DeShawn Stevenson, aquele que provocou LBJ depois do título do Dallas (vestiu uma camiseta onde se lia “Hey LeBron! How’s my dirk taste?”), nem foi notado em quadra… O Boston precisou de uma prorrogação para bater o Houston por 97-92. Rajon Rondo, desta vez, bateu na ferradura: nove pontos (4-12). Mas Paul Pierce foi um gigante do alto de seus 30 pontos.

Notas relacionadas:

  1. MENINOS DE OURO — PELO MENOS ONTEM
  2. ONTEM FOI UMA TRAGÉDIA; HOJE A RODADA É DA PESADA
  3. SÃO PAULO, BOSTON, CELTICS E A RODADA DE ONTEM DA NBA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012 NBA | 18:24

PAUL PIERCE BATE RECORDE DE LARRY BIRD. ELE É O MAIOR CESTINHA DA HISTÓRIA DO BOSTON?

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Paul Pierce bateu o recorde de pontos de Larry Bird e tornou-se o segundo maior artilheiro da história do Boston Celtics. Paul Pierce é mesmo mais cestinha do que Larry Bird?

Boa pergunta.

Vamos discuti-la nesta tarde/noite quente de quarta-feira, que, cá pra nós, mais dá vontade de tirar uma soneca do que ficar com calculadora na mão somando aqui, dividido ali, tudo pra tentar entender o que significa a façanha de Paul Pierce.

The Truth, como é também conhecido o atual ala do Celts, anotou 15 pontos na vitória de ontem de seu time sobre o Charlotte por 94-84. Chegou à marca de 21.797 pontos. Esse número comprido e bonito, que pode muito bem servir de senha da internet, do banco, do cartão de crédito, do celular ou do League Pass ou do raio que o parta, supera os de Larry Bird em seis pontos.

Pierce (foto AP) jogou uma temporada a mais e, portanto, disputou mais partidas. Foram, até agora, 985 contendas com a camisa 34 do Boston. Sua média é de 22,1 tentos por cotejo, com um aproveitamento de 44,8%.

“The Legend”, como Bird era chamado pelos companheiros, em seus 13 anos com a camisa 33 do alviverde de Massachusetts, anotou 21.791 tentos. Jogou 897 pelejas com a camisa 33 do Boston e registrou média de 24,3 pontos por jogo e um percentual de aproveitamento de 49,6%.

Mesmo com média e percentual inferiores, duas importantes personalidades ligadas direta e indiretamente à história do Boston apontaram Pierce como sendo mais artilheiro do que Bird.

Robert Parish, pivô e companheiro de time de Larry Bird, afirma que Pierce tem mais o faro da cesta. E isso tem um grande significado, pois Parish formou ao lado de Bird e Kevin McHale o segundo “Big Three” da história do Celts.

Bob Ryan, sexagenário jornalista do “Boston Globe”, um dos homens que mais conhecem a história da equipe da Nova Inglaterra, vai igualmente na linha de Parish e também crava em Pierce.

Além deles, muitos jovens torcedores, aqueles que não viram Larry Bird jogar e só conhecem o primeiro “Big Three”, formado por Bill Russell, Bob Cousy e John Havlicek, através de leituras, também vão nesta linha: acham Pierce mais goleador que Bird.

Todos são gratos ao que Pierce tem feito pela franquia. Mesmo com apenas um título nesses 13 anos de NBA, quando também foi eleito o MVP das finais, Pierce não nega fogo. Mesmo torcedor de carteirinha do Lakers, quando Pierce entra em quadra e vê a amarelinha pela frente, ele se transforma em um Leprechaun e torna-se guardião da histórica do Celtics comovendo a todos. Em seis oportunidades acabou entre os dez maiores cestinhas da liga.

Mas Bird (foto) também era assim; era igualmente um Leprechaun. Era um guerreiro que jamais deixou de defender as causas do Celtics. E ao contrário de Pierce, ganhou três títulos: 1981, 1984 e 1986, tendo sido eleito MVP das finais nos dois últimos campeonatos ganhos. Assim como Pierce, acabou entre os dez maiores cestinhas da liga em seis ocasiões.

Nunca negou fogo também. Sua briga com Dr. J é histórica. Nela, aliás, registra-se uma das maiores covardias na história da NBA, protagonizadas por Charles Barkley e Moses Malone, que seguraram Bird para que Dr. J (não menos covarde) o esmurrasse.

Mas esqueçam isso e voltemos ao nosso tema: Pierce ou Bird? Quem é o maior artilheiro da história do Boston?

OPS!

Peraí, a gente não pode continuar essa história e prosseguir nossa pesquisa sem encaixar nesta narrativa John Havlicek. Afinal, Hondo, como ele era conhecido, é o maior cestinha da história do Boston, o número um!, com 26.395 pontos em 1.270 partidas disputadas com a camisa 17 alviverde.

Havlicek teve média de 20,8 pontos e um percentual de aproveitamento de 43,9%. Foi oito vezes campeão da NBA e em 1974 ganhou o MVP das finais. Terminou entre os dez maiores cestinha das NBA em seis oportunidades, sendo que em 1971 ficou em segundo lugar.

Jogou 16 anos, sempre com a mesma camisa, assim como Paul Pierce e Larry Bird. Era um cavalheiro dentro e fora das quadras. Certa vez, Jerry West, seu eterno rival, definiu Havlicek da seguinte maneira: “Ele é um embaixador do nosso esporte. John sempre deu o seu melhor todas as noites e sempre encontrou tempo para seus companheiros, torcedores e imprensa”.

PESQUISA

O jornal “Boston Globe” postou em sua edição eletrônica uma pesquisa para saber dos fãs quem é o maior artilheiro da história do Celtics. Dez são as opções; os três entre elas.

O resultado, no momento em que posto este texto diz:

1º Larry Bird: 64,07%
2º Paul Pierce: 16,97%
3o John Havlicek: 11,67%

E pra você, quem é o maior cestinha da história do Boston Celtics?

DEFESA

Alguém pode perguntar: e Bill Russell?

Não, Bill não era um cestinha nato. Ele se notabilizou na NBA por ser um grande defensor. Revolucionou a liga com novos conceitos defensivos. Pegou um total de 21.620 rebotes, o que lhe deu uma média de 22,5 por jogo, liderando a liga em quatro oportunidades.

Em suas 13 temporadas com a camisa 6 do Celts ganhou 11 títulos e anotou 14.522 pontos, média de 15,1 por partida e percentual de aproveitamento de 44,0%.

Até o surgimento de Michael Jordan, Russell era tido como o maior jogador da história da NBA.

Bill não entra nessa briga. Sua parada é outra.

Um dia a gente fala sobre ela.

VÍDEO

Veja abaixo o vídeo da briga entre Larry Bird e Dr. J e depois me digam se houve ou não covardia:

Notas relacionadas:

  1. PIERCE DÁ SINAL DE VIDA
  2. PAUL PIERCE, O HOMEM QUE CALA O GARDEN
  3. POR QUE MICHAEL JORDAN É O MAIOR DE TODOS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

quinta-feira, 4 de novembro de 2010 Sem categoria | 13:40

UM CAMPEONATO ESQUISITO

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À exceção de Miami e Lakers, o resto do campeonato está esquisito. Digo o resto referindo-me aos favoritos ao título.

O Orlando deu uma patinada diante do Heat quando foi goleado por 96 a 70. Mas nos dois outros jogos realizados, ambos em casa, comportou-se muito bem. Mas foi em casa e contra times fracos. Ensacou o Washington na estreia por 112 a 83 e nesta quarta-feira massacrou o Minnesota por 128 a 86, 42 pontos de vantagem.

De qualquer maneira, aproveitando-se da fragilidade do adversário, no jogo de ontem fez 78 pontos no primeiro tempo e bateu o recorde na história da franquia. Dwight Howard uma vez mais foi o condutor do time em quadra. Quase anotou um “triple-double”: 18 pontos, 16 rebotes e oito tocos.

Agora vamos ao Oklahoma City. O que dizer deste início de temporada do Thunder? Apostei (como ainda aposto) no time como a terceira melhor franquia do Oeste. Mas não tem se visto isto em quadra.

Venceu o Chicago na estreia num jogo que o marcador engana: 106 a 95. Foi parelho e só no final o Thunder abriu e ganhou. Isso jogando em casa. Depois foi a Detroit e venceu o Pistons, mas por apenas um pontinho, num sufoco danado: 105 a 104. Venceu como poderia ter perdido.

Agora, enfileirou duas derrotas: foi sapecado pelo Utah, em seu Ford Center, por 120 a 99 e ontem, quarta-feira, perdeu para o Los Angeles Clippers (que fez sua primeira vitória na competição) por 107 a 92. Novamente jogou mal e foi curvado por uma diferença de 15 pontos.

Kevin Durant, em quem eu apostei minhas fichas para ser o MVP da temporada, fez apenas 16 pontos. Seu desempenho nos arremessos foi ridículo: 6-24. O que dá um percentual de aproveitamento de pífios 25,0%.

Disse KD após a partida: “Eu sou o líder desse time e quando eu não apareço (para o jogo), o time não também não aparece”.

Pode soar meio que arrogante para alguns, mas eu olho sob outra perspectiva: Durant não fugindo às suas responsabilidades.

Vamos agora ao Boston: teve que suar frio para vencer o Milwaukee. Mesmo jogando em casa, precisou de uma prorrogação pra fazer 105 a 102. Quem gostou foi Paul Pierce, que graças ao tempo extra ultrapassou a casa dos 20 mil pontos. Entra para a história do Celtics como o terceiro jogador a atingir tal marca. Tem agora 20.005 pontos, atrás apenas de Larry Bird (21.791) e John Havlicek (26.395).

Mas voltando ao jogo, um time que mostra credenciais para ganhar o campeonato, um time que diz ter cacife para bater Miami no Leste e depois Lakers na final do campeonato não pode ter dificuldades para ganhar do Bucks.

Boston que começou o campeonato batendo o badalado Miami por 88 a 80. Fez um grande primeiro tempo, mas abriu o bico no segundo e colocou em risco a vitória. Depois foi a Cleveland pegar um Cavs com o coração partido, ainda ressentido do abandono de LeBron James. Pegou e perdeu. Na sequência, enfileirou três vitórias.

A mim, no entanto, ainda não justifica o status de favorito ao título. Precisa mostrar mais do que vem mostrando. Se bem que, cá entre nós, este Celtics é assim mesmo: joga pro gasto a fase de classificação e dá tudo nos playoffs, que é quando realmente conta. Dá tudo e tem chegado bem: um campeonato e um vice nos últimos três anos.

Mas, mesmo assim, acho que poderia estar jogando mais do que vem jogando.

O San Antonio, outro dos favoritos, foi ontem até o Arizona e ganhou do Phoenix por 112 a 110. E com sete pontos do nosso Tiago Splitter, que mais uma vez começou no banco e pouco jogou. Foram 15 minutos, mas, importante, cinco a mais do que no jogo de estreia, contra o Clippers. Foram sete pontos e três rebotes. Aos poucos vai se soltando.

Mas voltemos ao Spurs. Não fosse a derrota para o New Orleans em casa, na segunda partida da competição, estaria com uma campanha irretocável. Este derrota, diante de um adversário mediano (que inexplicavelmente pra mim é um dos líderes da NBA), macula este início de campeonato.

Portanto, como vimos, Orlando, Boston, Oklahoma City, San Antonio favoritos ao título, derraparam de um jeito ou de outro neste início de campeonato. Já o Lakers…

O Lakers segue irrepreensível: cinco jogos, cinco vitórias, duas delas fora de casa. Como a de ontem, em Sacramento, diante do Kings, por 112 a 100. Jogo em que Kobe Bryant (foto Getty Images) marcou seu primeiro “triple-double” na temporada: 30 pontos, 12 assistências e dez rebotes. E muita bola em quadra, mas muita mesmo.

Foi o 17º. “triple-double” da carreira de KB. Mais do que isso: Black Mamba mostra em casa que está saudável. Saudável do joelho operado. E isso não podia ser melhor para os atuais bicampeões.

O Lakers é forte demais. Individual e coletivamente. Sobra no Oeste. Espero estar errado (e quero estar), porque se Spurs e Thunder apenas fizerem cócegas no Lakers, a conferência do lado do Pacífico vai ficar igual campeonato de futebol na Europa: chata pra burro. Sim, chata, pois não haverá competitividade e campeonato sem competitividade é um tédio só.

Portanto, à exceção de Miami e Lakers, o resto do campeonato está esquisito. Mas estamos apenas no início; muita coisa ainda vai acontecer.

Notas relacionadas:

  1. TRIO DE FERRO
  2. PALPITES PARA A TEMPORADA 2010/11
  3. MIAMI E LAKERS SOBRAM, CONFORME O PREVISTO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,