MAIS DALLAS E A RODADA DE ONTEM DA NBA
O assunto Dallas ainda desperta muitos sentimentos entre as pessoas que são frequentadoras assíduas deste botequim e aqueles paus-d’água que só aparecem aqui encachaçados para xingar o dono do boteco. Os sentimentos mais frequentes são os de raiva, surpresa e decepção.
Os dois últimos eu compreendo. Afinal de contas, por sermos próximos e estarmos juntos há um bom tempo, ao emitir uma opinião contundente sobre meu sentimento a respeito do time campeão do Dallas posso mesmo causar admiração (caramba, Sormani, você acha mesmo que o Mavs é um timeco?) e/ou decepção (puxa vida, Sormani, não esperava que você não visse qualidades no Dallas).
O sentimento de ira, no entanto, me chama a atenção. A troco? Não ofendi ninguém; apenas emiti minha opinião, apenas isso. Quem é contrário a ela, que se manifeste e com exemplos mostre que eu estou errado.
Muitos fizeram isso (e seus comentários foram postados), mas outro tanto, impregnado pelo radicalismo e entorpecido pela obtusidade trataram basicamente de me ofender (e essas mensagens foram para a lixeira).
Aos xiitas obtusos (seria pleonasmo?) apenas um aviso: não leio suas mensagens. Ao observar do que se trata, paro a leitura na primeira frase e mando-as direto para a lixeira. E mais: elas não me incomodam; aliás, elas até me ajudam, pois ao acessarem o blog para escrever mensagens raivosas isso significa um “clique” e no relatório mensal o blog aparece entre os mais visitados do iG, o que acaba sendo muito bom para mim. Obrigado, portanto, por acessar o blog. Espero, pois, que vocês continuem se reunindo no Orkut e combinando de entrar no blog para entupi-lo de mensagens agressivas.
DÚVIDA
Quanto ao tema “Dallas”, não retiro nem uma linha do que escrevi. Mas não sou estúpido. Se o time texano provar para mim que é merecedor de crédito, mudarei meu discurso; óbvio.
Como disse, o título do Dallas foi merecido. Ninguém é campeão à toa, ainda mais em um sistema de playoffs melhor de sete.
A dúvida que ainda tenho é: será que o Mavs não foi melhor apenas naquele momento? Será que o Dallas não se aproveitou de um momento em que tudo se encaixou e deu certo? Um momento em que tudo convergia favoravelmente a ele?
Eu encontro “senões” em todas as séries vencidas pelo Mavs.
1) Portland — Surge como favorito em todo campeonato, mas nunca vence ninguém. É o famoso “rojão sem bomba”;
2) Lakers — Time estava todo bagunçado por conta de relacionamento ruim entre jogadores, tanto que foi varrido;
3) OKC — Time jovem, que estava nos playoffs apenas segunda vez;
4) Miami — LeBron James desaparecendo na série final.
Tenho, pois, o sentimento de que o Dallas foi um campeão de ocasião, pois não via (como ainda não consigo enxergar) grande coisa naquele time. Mas posso estar errado.
E o que o Dallas tem que fazer para mostrar que estou equivocado? Ganhar mais títulos. Se ele o fizer, não há o que se contestar; se não o fizer, ficarei eternamente com esta opinião: foi um campeão de ocasião.
DINASTIA
Vejamos os campeões da NBA…
Na década de 1950, o Minneapolis Lakers formou a primeira dinastia da NBA e ganhou cinco campeonatos. Campeão incontestável.
Na década de 1960, foi a vez de o Boston deixar a todos boquiabertos com um time que tinha Bob Cousy, John Havlicek e Bill Russell. Campeão mais do que incontestável.
O Lakers, já em Los Angeles, comandado por Magic Johnson, voltou a dar as caras no final da década de 1970 e na seguinte conquistando cinco títulos.
Depois apareceu o Chicago de Michael Jordan e seus dois “Three Peats” e o San Antonio de Tim Duncan, que ganhou quatro torneios.
O Lakers, comandado primeiro por Shaquille O’Neal e depois por Kobe Bryant, voltou a bagunçar os adversários conquistando cinco troféus.
Alguém ousa contestar estas equipes?
SOLITÁRIO
Há times que ganham apenas um título, mas que disputaram outros. São os casos do Philadelphia, campeão em 1983, mas que foi vice em 1977, 80 e 82. E também do Detroit, vencedor em 2004, vice em 2005 e que perdeu as finais da conferência em 2006, 2007 e 2008.
Talvez eu tenha sido injusto quanto ao Detroit de Chauncey Billups por conta deste currículo apresentado e alertado por um parceiro deste botequim. Mesmo assim, acho que um verdadeiro campeão não fica em apenas um título; ele ganha outros. E o Detroit, todos nós sabemos, jogava em uma conferência capenga. Por conta disso, não sei valorar esses números do Pistons e por isso eu fico em dúvida.
BISAR
Desta forma, se o Dallas chegar nesta temporada e repetir o título da passada, eu prontamente mudo meu discurso. Sim, pois ele deixa claro que não foi um campeão de ocasião.
Mesmo que não ganhe este ano (o time foi muito mexido e perdeu peças importantes), mas chegue no ano que vem, OK; sem problema. Não é preciso enfileirar campeonatos.
O San Antonio de Timmy nunca venceu títulos na sequência. Ganhava ano sim, ano não numa sequência tripla (03, 05 e 07), antecedida pelo campeonato conquistado em 1999. Foi um timaço, que ainda tentar dar um último suspiro.
E o Boston de Larry Bird também nunca foi campeão seguidamente.
EPÍLOGO
Estou, pois, no aguardo. Meu sentimento ainda é o mesmo. Cabe ao Dallas mudá-lo.
E a vocês, nobres parceiros, que tentaram com raciocínio e argumentos me convencer que estou equivocado e sendo injusto, eu agradeço no mínimo pela educação de vocês. E as encachaçados, obrigado também por acessar o blog e torná-lo um dos mais visitados do iG.
RODADA
Alguém conseguia imaginar que o Lakers seria batido pelo pobre Detroit? Eu não; confesso. A derrota por 88-85 foi justa. Aliás, o time já era para ter perdido no tempo normal não fosse a genialidade de Kobe Bryant, que acertou uma bola com o cronômetro praticamente zerado, empatando a partida em 78 pontos e levando-a para a prorrogação… O armador Rodney Stuckey foi um gigante. Do alto de seu 1,96m anotou 34 pontos, seis deles na prorrogação num total de dez anotados pelo Pistons… Greg Monroe: não foi desta vez que vi um grande jogo dele. Foi bem nos rebotes (15), mas até agora procura o caminho da cesta: 1-10. Pior: nem lance livre bateu, demonstrando certa fragilidade ofensiva e temor aos postes adversários, especialmente Andrew Bynum, que anotou 30 pontos e pegou 14 rebotes… Kobe Bryant foi mal: 8-26 nos arremessos. Só não merece vaias por conta da bola que mandou o jogo para a prorrogação… No Texas, talvez emocionado pelas homenagens, Tyson Chandler foi um desastre na derrota do New York para o Dallas por 95-85: seis pontos e oito rebotes. Tentou a cesta em apenas cinco ocasiões!… Jeremy Lin: continua atrás do tempo perdido: 14 pontos e sete assistências. Nos arremessos, 4-13. Se eu fosse Mike D’Antoni deixava Carmelo Anthony de fora uma partida pra ver no que dá. Ainda acho que ele atrapalha Lin… O New Jersey, que ontem jogou com seu uniforme dos tempos de Nova York (por isso “New York” no peito), levou uma surra do Heat em Miami: 108-78. O mesmo New Jersey que havia vencido, fora de casa, Dallas, New York e Chicago… Chris Bosh voltou depois de três partidas ausentes (morte da avó) e anotou 20 pontos… DeShawn Stevenson, aquele que provocou LBJ depois do título do Dallas (vestiu uma camiseta onde se lia “Hey LeBron! How’s my dirk taste?”), nem foi notado em quadra… O Boston precisou de uma prorrogação para bater o Houston por 97-92. Rajon Rondo, desta vez, bateu na ferradura: nove pontos (4-12). Mas Paul Pierce foi um gigante do alto de seus 30 pontos.
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