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domingo, 8 de janeiro de 2012 NBA | 10:35

“ZEBRAS” GALOPAM À VONTADE NESTE INCÍO DE CAMPEONATO NA NBA

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Esse campeonato anda um tanto quanto maluco. Alguns resultados neste início de competição chamam a atenção.

Ontem, por exemplo, o Atlanta trucidou o Chicago dentro de sua Philips Arena (na foto Getty Images, Luol Deng marcando Joe Johnson). Não se deixe enganar pelos 109-94 final, uma vez que durante o confronto o Hawks chegou a abrir 29 pontos de diferença! O mesmo Atlanta que havia sido humilhado pelo misto do Miami, também dentro de casa, há alguns dias, ao perder por 116-109 depois de três prorrogações. Isso mesmo, eu disse misto do Miami, que não pôde colocar em quadra nem Dwyane Wade e nem LeBron James.

Anteontem, o pobre Phoenix, resumido apenas ao talento do veterano Steve Nash (prestes a completar 38 anos), ganhou do temido Portland por 25 pontos de diferença (102-77), Portland que havia goleado o Lakers na noite anterior por 107-96.

Há alguns dias ou semanas, outros resultados surpreendentes aconteceram. Lembro-me de alguns, mas se vocês se lembrarem de outros, por favor, entrem na conversa e compartilhem estas memórias com os demais parceiros deste botequim.

O que eu me lembro, puxando rapidamente pela tal da memória, que no meu caso anda um pouco falha nos últimos tempos, foi a vitória do Toronto diante do Knicks, em plena Nova York, por 90-85, no dia 2 de janeiro. Um par de dias depois, o mesmo New York encarregou-se de promover outra surpresa na competição ao ser derrotado novamente dentro de seu Madison Square Garden pelo raquítico Charlotte Bobcats, por 118-110. Saiu de quadra vaiado.

O Indiana é outro exemplo que encontro para citar. O time se reforçou, é verdade. Chegaram George Hill e David West e entrou embalado pela boa série de playoffs feita diante do Chicago na ano passado. Mas vencer o Celtics, em Boston, por 13 pontos de diferença (87-74), chama a atenção, pois o Celts jogou completinho da silva. Ganhar na última bola, no estouro do cronômetro, tudo bem, mas por 13 pontos, dentro do TD Garden, repito saltou aos olhos.

No primeiro dia deste 2012 o Minnesota quebrou um tabu de 18 jogos (quase 300 dias) sem vencer. Ganhou do Dallas por 99-82. Eu sei, eu sei, o Wolves está com um time interessante e tem um técnico muito competente em Rick Adelman, mas vencer o Mavs chamou a atenção, pois trata-se do atual campeão da NBA.

Eu sei, eu também sei, o Dallas desta temporada não é mais o mesmo. Nem de longe lembra aquele timaço das finais do ano passado, timaço que fez o poderoso Miami Heat curvar-se a seus pés.

Mas é o Dallas!

O Mavs desta temporada é o responsável pelas maiores surpresas até o momento. Perdeu na estreia para o Miami, no prélio que reviveu a final da temporada passada, por 105-94. A surpresa não está na derrota, mas sim em como ela ocorreu. Durante a partida o Mavs chegou a ficar atrás em 35 pontos!

No dia seguinte, novamente o Dallas se encarregou de surpreender a tabela de resultados ao perdeu uma vez mais em casa. Mas não foi diante de um time forte, daqueles talhados para ser campeão. O Dallas perdeu para um Denver em reconstrução por 115-93: 22 pontos de diferença, diferença esta que chegou a 33.

Assim, de cabeça, num rápido puxar pela memória, lembro-me destes resultados surpreendentes. Outros devem ter acontecido, mas eu deixo pra vocês falarem sobre eles.

O que vale destacar é que a surpresa tem sido a marca registrada deste campeonato até o momento. Por que isso acontece? Seguramente por falta de preparação.

Por conta do locaute, os times não puderam treinar e nem fazer os amistosos necessários para os ajustes não menos. Montaram suas esquadras e foram à luta; e muitos estão se dando mal.

Com o passar do tempo, as casas desarrumadas serão colocadas em ordem. E essas “zebras” tenderão a diminuir.

Mas continuarão acontecendo, pois nós, entendedores da matéria que somos, sabemos muito bem que “zebras” acontecem no basquete.

DESTAQUE

Ontem eu postei depoimento do meu amigo e jornalista Thiago Simões sobre seu amor pelo New York Knicks e a emoção de assistir ao vivo pela primeira vez uma partida da NBA. E no caso dele foi no templo sagrado do basquete mundial, o Madison Square Garden.

Por conta disso, deixei de registrar a ótima atuação do brasileiro Anderson Varejão (foto) na vitória de seu Cleveland diante do Minnesota por 98-87. O capixaba marcou 13 pontos e pegou 12 rebotes, cinco deles no ataque.

Varejão tem um duplo dígito de média nos rebotes: 10,1 por partida. Coloca-se em oitavo lugar entre os melhores. Quando o assunto são os rebotes ofensivos, Anderson tem média de 4,1 por contenda disputada e ocupa o sexto lugar.

Anderson Varejão, o melhor brasileiro na NBA no momento.

Notas relacionadas:

  1. FIQUEM À VONTADE
  2. QUADRO CONHECIDO
  3. SEM ACORDO, REUNIÃO ENTRE NBA E JOGADORES SEGUE NESTE SÁBADO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

segunda-feira, 9 de maio de 2011 NBA | 11:38

JOSH, THIBS E D-ROSE, OS VENCEDORES EM ATLANTA

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Mesmo com a torcida no pé a torrar sua paciência, Josh Smith não deixou que os nervos se descontrolassem e nem perdeu a confiança; ao contrário. Com a faca nos dentes, como se costuma dizer por aí, ele entrou em quadra ontem diante do Chicago, no jogo 4 da série, e foi o melhor jogador em quadra.

Levou o motorrádio. E vou dizer por quê.

Anotou 23 pontos, pegou 16 rebotes (cinco deles ofensivos), deu oito assistências e dois tocos. Foi um gigante. Comandou o Atlanta na vitória por 100 a 88, que proporcionou ao Hawks o empate no confronto em 2 a 2.

O Chicago não encontrou antídoto para Josh.

No jogo anterior, aquele que a torcida o vaiou, Josh (fotoAP) deixou a quadra com 17 pontos, 13 rebotes, quatro assistências e quatro tocos. Dá pra entender? A torcida ficou irada porque ele arremessava de longe e errava. Mas acabou o jogo com números muito bons.

Nos dois últimos jogos, o ala-pivô do Atlanta acumulou médias de 20,0 pontos, 14,5 rebotes, 6,0 assistências e 3,0 tocos. Na série, tem 15,3 pontos, 10,3 rebotes, 4,8 assistências e 3,5 tocos.

Se Joe Johnson é um jogador que tem que ser controlado, Josh também.

ESTRATÉGIA 1

Tom Thibodeau, técnico do Chicago, pegou Luol Deng, segundo ele seu melhor defensor, e colocou em cima de J.J. Mas penso que está na hora de Thibs pensar em deslocar Deng, em alguns momentos da peleja, para marcar Josh também.

Vejo no site da NBA que os dois têm o mesmo tamanho: 2,06m. Mas vejo também que o jogador do Hawks tem nove quilos a mais que o ala do Chicago: 100 kg contra 109 kg.

Neste caso, não é de gordura, é de músculo. Ou seja, força. Seria um grande desafio para Luol. Mas ele não é bom na defesa? Então, que resolva o problema.

Lembro-me que Dennis Rodman, com apenas 1,98m e corpinho de toureiro, marcou Shaquille O’Neal em algumas ocasiões. E marcou mesmo. Na bola e não afinou no tapa — Dennis não era de afinar, quem o viu jogar sabe do que falo.

Por que eu proponho esta mudança? Porque Carlos Boozer, claramente, não está dando conta do recado. Continua “soft” demais na série e apenas Taj Gibson não está resolvendo o problema.

O ala-pivô do Hawks é muito rápido; Booz é lento; Taj é rápido; Deng também. Thibs deveria pensar nisso.

Alguém pode falar: mas é J.J.? O ala-armador do Atlanta ficaria por conta de quem? Keith Bogans (que marca razoavelmente bem) e Ronnie Brewer (excelente marcador). E Luol também seria envolvido em alguns momentos da contenda quando Smith tivesse sendo vigiado por Gibson — ou mesmo Boozer.

E quando Larry Drew colocar ao mesmo tempo Jeff Teague, Jamal Crawford e J.J., Thibs responde com Derrick Rose, Keith Bogans e Deng — deixando Gibson na marcação de Josh Smith.

ESTRATÉGIA 2

Larry Drew conseguiu fechar parcialmente a porta diante de Derrick Rose. O armador do Chicago foi o cestinha do jogo uma vez mais, com 34 pontos. Mas seu aproveitamento foi de 12-32.

Tudo bem que muitos desses erros nos arremessos ocorreram em chutes de longa (1-3 nas bolas de três) e média distância. Mas muitos também foram os erros de infiltração.

Josh Smith tem aparecido na ajuda quase sempre. E tem obtido sucesso em várias ocasiões.

Outra coisa: Jeff Teague tem que fechar mais o lado direito de D-Rose. A maioria de suas infiltrações sai por ali. O armador do Chicago tem facilidade de cortar para a direita e ir para a bandeja. Teague tem que dar o lado esquerdo para ele.

E avisar Josh disso, claro.

CONFRONTO

Está completamente aberto. O próximo embate está marcado para esta terça-feira, 21h de Brasília. Local: Chicago.

Ou seja: se o Bulls perder, corre sério risco de perder a série. Sim, pois a partida seguinte, a sexta do confronto, será em Atlanta. Com 3 a 2 a seu favor e jogando em casa, acho difícil o Hawks deixar escapar esta oportunidade.

Desta forma, só resta uma alternativa ao Bulls: vencer. A pressão, como se vê, será grande demais.

ARBITRAGEM

Vocês bem sabem que eu não gosto de falar de arbitragem, mas um lance no jogo de ontem chamou muito a atenção. O cronômetro indicava que faltavam 2:27 minutos para o final da contenda, quando Derrick Rose sofreu falta de Jamal Crawford. Estava atrás do arco dos três.

Teria direito a três arremessos livres. O Atlanta, naquele momento, vencia por seis pontos: 90 a 84. Se acertasse os três tiros, a diferença cairia para três pontos.

O árbitro que estava no lance, Bennett Salvatore (foto AP), apitou. Mas disse que foi involuntariamente. Com isso, ordenou um pulo-bola no centro da quadra, em que Josh Smith levou a melhor diante de Joakim Noah.

No ataque, o Atlanta anotou mais dois pontos através de uma enterrada de Al Horford, em assistência de Smith. Levou o marcador para 92 a 84, a 2:02 minutos para o final do jogo.

Ali a contenda foi resolvida.

Depois da partida, Salvatore reviu o lance pelo monitor e admitiu que a falta existiu. “Cometi um erro”, afirmou o juiz.

Atitude digna. Erros ocorrem, não há o que fazer.

Tão digna quanto a atitude de Salvatore foi o comportamento de Derrick Rose e Tom Thibodeau quando souberam que Salvatore tinha admitido o erro.

Disse D-Rose: “Isso é basquete. Espero que da próxima vez ele marque”.

Disse Thibs: “Ele é humano”.

Vocês conseguem imaginar os Felipão, Luxemburgo e Mourinho da vida dizendo isso? Dizendo o que Thibs disse?

Como falei ontem, citando a frase de Mike Tirico, da ESPN, um campeão é aquele que também sabe perder. A não-marcação da falta prejudicou muito o Chicago, mas o time não perdeu apenas por causa disso. Ninguém desviou o foco para a arbitragem.

O Bulls cometeu muitos erros na partida, e o principal deles foi não saber marcar Josh Smith. Claro que se a falta tivesse sido marcada e D-Rose convertido os arremessos (e a gente não sabe se isso iria mesmo ocorrer), o time estaria no jogo.

Mas, como disse Thibs, Salvatore é humano. Errou, como todos nós cometemos nossos erros na vida.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

sábado, 7 de maio de 2011 NBA | 12:36

A HISTÓRIA DE UM E DE OUTRO

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A matéria enviada pela agência de notícias Associated Press diz o seguinte em seu primeiro parágrafo: “Finalmente o verdadeiro Chicago apareceu nos playoffs”. Eu abriria o texto de maneira diferente: “Finalmente o verdadeiro Derrick Rose apareceu nos playoffs”.

É certo que o texto da AP continua e diz: “Naturalmente, Derrick Rose liderou o time”. Mas eu continuaria: “Naturalmente, quem ganhou com isso foi o Chicago, que venceu e recuperou a vantagem de quadra”.

Alguém pode dizer: “Sormani, a ordem dos fatores não altera o produto”. Altera sim; o Chicago depende de D-Rose, como todos os grandes times dependem de um grande jogador. Se ele não joga, por mais que o coletivo funcione, não tem como ser campeão.

D-Rose jogou uma barbaridade ontem em Atlanta. Foi o responsável pela vitória de 99 a 82, que poderia ter sido muito mais acachapante. Poderia ter passado a barreira dos 20 pontos. Aliás, passou, chegou em 22, mas o time aliviou no final e o Hawks tirou um pouco a diferença.

D-Rose mostrou por que foi eleito o MVP da temporada. Anotou 44 pontos — seu recorde não apenas em playoffs, mas em toda a carreira. Teve um ótimo aproveitamento: 16-27 (59,2%). Desse total, foram 4-7 (57,1%) nas bolas de três e 8-9 (88,9%) nos lances livres. Em pontos, foram assim dispostos:

Garrafão — 12 pontos
Meia distância — 12 pontos
Linha dos três — 12 pontos
Lance livre — oito pontos
Total — 44 pontos

Ou seja: não tinha o que fazer. Flutua? Ele acerta de meia e longa distância. Aperta? Ele infiltra. Congestiona o garrafão? Rápido do jeito que ele é, comete-se falta e ele vai para a linha do lance livre.

Foi uma atuação gigantesca.

No primeiro quarto ele fez 17 dos 29 pontos do Chicago. No segundo, apenas quatro, mas atuou 6:53 minutos. No terceiro, foi responsável, em pontos ou assistências, por 20 dos 24 tentos que o time anotou. E no quarto derradeiro fez dez dos 19 pontos que do Bulls.

O jogo de ontem foi o terceiro seguido que D-Rose arremessou 27 bolas contra o aro adversário. Mas nos dois primeiros, ele combinou para 21 acertos, o que deu um aproveitamento de 38,9%. Ontem, como vimos, subiu para 59,2%.

“É duro marcá-lo”, disse Jeff Teague, que vinha tendo sucesso na empreitada. “Quando suas bolas caem, ele é o MVP”, concluiu.

Teague sabe do que fala, pois, dos 44 pontos, 26 foram feitos enquanto ele marcava o armador do Chicago. Aliás, os pontos foram assim dispostos diante de seus marcadores:

Jeff Teague — 26 pontos (11-18)
Jamal Crawford — seis pontos (2-2)
Demais marcadores — 12 pontos (3-7)

Jon Greenberg, que escreve para o site da ESPN, no meio do texto em que exalta D-Rose escreveu algo que eu usarei para fechar o meu texto:

“Rose adicionou (aos seus pontos) sete assistências, cinco rebotes e cinco sorrisos”. Sim, D-Rose voltou a sorrir (Foto AP). E estando feliz é um jogador difícil de ser marcado.

Ele mostrou isso ontem à noite na Philips Arena.

OBSERVAÇÕES

O Chicago venceu a batalha no garrafão: apanhou 47 rebotes contra 34 do Atlanta. Joakim Noah pegou 15 e foi o reboteiro do time, seguido por Taj Gibson com 11. Josh Smith pegou 13 para o Hawks e nenhum outro jogador do time da casa chegou ao duplo dígito nos ressaltos.

Kyle Korver voltou a derrubar suas bolas de três. Foram 3-4. Terminou a partida com 11 pontos. Quando seus tiros acertam o alvo, alivia muito a pressão em cima de Derrick Rose e, consequentemente, do time. E Gibson, que pegou 11 rebotes, como vimos, anotou 13 pontos. Foi o único jogador do Bulls a ter um “double-double” no embate.

A marcação do Chicago foi tão eficiente que o Atlanta conseguiu arremessar apenas seis bolas de três. Encestou só uma, com Joe Johnson, o que deu um aproveitamento de 16,7%. Por falar em J.J. ele anotou apenas dez pontos (4-12). Jamal Crawford, o outro artilheiro do time, fez 7 (3-7).

Os dois combinaram para 17 pontos, com um aproveitamento de 36,8% (7-19). Na vitória do Hawks no jogo 1 da série, em Chicago, por 103 a 95, os dois foram responsáveis por 56 pontos da equipe. Tiveram um aproveitamento de 58,8% (20-34).

Josh Smith foi o melhor jogador do Atlanta. Mas a torcida está no pé dele. Foi vaiado em muitos momentos do jogo quando errava seus tiros. Acabou a partida com 7-14 (50,0%).

No total, nesta série diante do Chicago, atingiu o alvo só em 14 de seus 39 arremessos, o que dá um percentual de acerto de apenas 35,9%. Muito baixo para quem joga como ala-pivô e fica muito tempo perto da cesta.

No jogo de ontem, os lances livres também comprometeram o desempenho do time: 15-25 (60,0%). Josh foi o principal responsável pela debacle: 3-8 (37,5%).

CONCLUSÃO

A série está aberta, mas é evidente que depois da vitória de ontem o Chicago ganha uma força moral muito grande. No confronto diante do Indiana o time só conseguiu jogar bem a última partida, mas ela foi no seu United Center. Ontem o time jogou uma enormidade fora de casa.

FIM DA LINHA

Só um milagre. Sim, só um milagre fará do Lakers um time finalista na Conferência do Oeste.

No confronto de ontem diante do Dallas, teve o jogo nas mãos. No final, voltou a falhar.

Derek Fisher teve grande responsabilidade na derrota. A falta que ele fez em Jason Terry no final do jogo e o passe errado que ele deu para Lamar Odom, longo em seguida, foram lamentáveis. Um jogador com a experiência dele não pode fazer a falta que fez e nem errar um passe como ele errou.

A falta foi cometida com Terry acuado na lateral da quadra e com três segundos para estourar o tempo de posse de bola. O Dallas tinha 93 a 91 e sobrariam 15 segundos para o Lakers atacar para tentar empatar ou vencer com uma bola de três.

O passe mal dado foi um lateral após pedido de tempo (Terry acertou os dois lances livres e levou o placar para 95 a 91). A bola voltou para o Dallas e com 16 segundos para o final da partida.

Um desastre.

VERDADE SEJA DITA

Ok, Fish foi muito mal, mas a atuação de Kobe Bryant foi vergonhosa. Ele não pegou na bola nos minutos finais. Como disse ontem, ele tinha que jogar no seu limite máximo para o Lakers vencer e reverter a série.

Não jogou. Arremessou apenas 16 bolas durante o jogo, 11 a menos do que Derrick Rose na vitória do Chicago diante do Atlanta. Líder do time, melhor jogador da franquia, esperança de todos, atleta que pretende desbancar Michael Jordan e ser o maior de todos os tempos não pode ter uma atuação tão desprovida de alma e coração como Kobe teve ontem à noite.

No primeiro quarto, fez duas faltas e jogou só 6:27 minutos. Anotou dois pontos, frutos de seu único arremesso no período.

No segundo quarto, jogou 11:56 minutos e anotou sete pontos, tendo atirado três bolas contra a cesta do Dallas. Bateu também um lance livre e acertou-o.

Jogou todo o terceiro quarto e arremessou seis bolas, tendo acertado três. Acabou o tempo com seis pontos e não visitou a linha do lance livre nenhuma vez.

Finalmente, no último quarto, jogou 7:35 minutos (por decisão de Phil Jackson, diga-se) e voltou a arremessar seis bolas contra a cesta do Dallas; acertou duas e anotou quatro pontos. Não bateu nenhum lance livre.

Agora, atentem a isso: Kobe (Foto AP) entrou no último quarto quando faltavam 7:35 minutos para o final. O Lakers vencia por 79 a 71. Acertou um arremesso de dois pontos a 5:46 do final e outro a 4:33. Depois disso, ele ficou 4:18 minutos seu chutar nem uma bola sequer contra a cesta do Dallas!!!

Depois de ter feito dois pontos a 4:33, ele voltou a arremessar a 15 segundos do final e tomou um toco de Jason Kidd. Três segundos depois, mandou uma bola de três que não chegou ao destino desejado.

A 4:33 minutos do final, quando acertou seu último chute, colocou o Lakers na frente em 87 a 81. Depois disso, como relatei, foram 4:18 minutos sem arremessar!!!

E o Dallas tirando a vantagem; e o Dallas tirando a vantagem. E deu no que deu.

Como disse, verdade seja dita, Fish foi mal no final, mas a derrota de ontem tem que ser creditada na conta de Kobe Bryant. Ele foi omisso no jogo quando o time mais precisou dele.

Seus números finais: 17 pontos. Fez 8-16 nos arremessos, mas 0-3 nas bolas de três e bateu apenas um lance livre na partida! Uma vergonha!

GASOL

O espanhol foi outra vergonha do Lakers. Tudo bem que marcar Dirk Nowitzki é tarefa das mais difíceis. Mas pontuar contra o alemão é das tarefas mais fáceis; o germânico parece jogador brasileiro defendendo. Ou seja: não marca ninguém.

Mesmo diante de um adversário desses, Gasol fez apenas 12 pontos, 5-13 nos arremessos. Conseguiu ir à linha do lance livre em apenas três oportunidades.

Até tapa no peito ele tomou de Phil Jackson, mas não adiantou.

“Soft”, realmente, muito “soft”.

PERGUNTA

Quem é mais “soft”? Pau Gasol ou Carlos Boozer?

DALLAS

Vamos ao Dallas, afinal, o time texano é, ao lado do Memphis, a sensação da Conferência Oeste.

Jason Kidd voltou a fazer um grande trabalho defensivo em cima de Kobe Bryant. J-Kidd conhece Kobe, não o teme, gosta de enfrentá-lo. Vem colocando Kobe no bolso nesta série.

Dirk Nowitzki (Foto AP), nem precisa dizer, é o homem deste confronto. Ontem, 32 pontos, sendo que teve um aproveitamento de 12-19 nos arremessos (63,1%). E ainda pegou nove rebotes.

Pegou nove rebotes, fez 32 pontos e botou o dedo na fuça de Pau Gasol e disse pro espanhol: “Você é soft!” Claro que ele não disse isso, é apenas um devaneio de minha parte para ilustrar a defesa que o germânico tem feito em cima de Gasol.

Tyson Chandler, coitado, vara-pau do jeito que é, magrinho e fraquinho, tem feito das tripas coração para conter Andrew Bynum. Obteve sucesso apenas no primeiro jogo. Ontem, Bynum fez 21 pontos e pegou dez rebotes. Foi o melhor jogador do Lakers.

Mas Chandler luta como um guerreiro, é de emocionar o seu esforço. Com ele, tem subtraído alguma coisa do jogo de Bynum, com certeza.

J-Kidd, Dirk e Chandler. Mas o cara do Dallas ontem foi Peja Stojakovic. Alguém em sã consciência podia imaginar que o veterano sérvio, que estava praticamente aposentado, viesse do banco e anotasse 15 pontos em momentos cruciais?

Realmente, não há como perder quando:

1) Seu melhor jogador continua em alta;
2) O melhor jogador do time adversário é omisso;
3) Vem um cara aposentado do banco e faz 15 pontos.

CONCLUSÃO

O Lakers está virtualmente. Mas ainda existe um fio de esperança — porque é o Lakers.

Se o time da Califórnia vencer o próximo jogo e repetir a dose em Los Angeles, a série ficaria em 3 a 2 para o Dallas. E a pressão aumentaria dramaticamente para os texanos.

Sim, pois eles se veriam na obrigação de ganhar o sexto jogo em casa, pois, caso contrário, a decisão voltaria para LA.

É isso que o Lakers tem que fazer; é isso que o Dallas tem que evitar.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 6 de maio de 2011 NBA | 12:54

AS CHAVES DOS CONFRONTOS DESTA NOITE

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Depois de um dia de descanso, a NBA está de volta. E dois favoritos ao título entram em quadra para tentar reverter a situação.

Às 20h de Brasília, o Chicago vai a Atlanta disposto a vencer um dos dois próximos jogos marcados para a Geórgia para, com isso, recuperar a vantagem de quadra. Às 22h30, com transmissão ao vivo pela ESPN, o Lakers leva seu drama ao Texas e tenta vencer pelo menos um jogo para não ser eliminado.

Quais são as chaves destes dois confrontos? Vamos a elas:

ATLANTA x CHICAGO

ATLANTA
1) Jeff Teague – Tem que manter o nível de marcação a D-Rose. Sua tática de “flutuar” e exigir do adversário os arremessos tem surtido efeito. Além disso, tem levado o adversário a cometer erros, como no jogo passado, quando D-Rose se equivocou em oito oportunidades;
2) J.J. – Não pode oscilar como nos dois primeiros jogos. Na primeira partida, vencida pelo Atlanta, teve um excelente desempenho nos arremessos: 12-18 (66,7%). Na derrota, sua performance baixou para 46,7% (7-15);
3) Jamal – Eleito o melhor reserva da temporada passada, Crawford foi um desastre na partida derrotada: 2-10 (20,0%). Em contrapartida, na vitória, fez 22 pontos (8-16; 50,0%). Portanto, se ele não aparecer para o jogo, vai ficar difícil para o Atlanta;
4) Josh Smith – Não vem fazendo uma boa série. Nos dois confrontos, acumulou média de 10,5 pontos e seis rebotes. Nos arremessos, 7-25 (28,0%). Muito pouco para quem joga dentro do garrafão. Tem que melhorar;
5) Rebotes – O Atlanta está apanhando do Chicago neste fundamento. Nos dois jogos, pegou uma média de 38,5 e possibilitou ao adversário 43,6. Caiu se comparado com a fase de classificação, quando pegou 45,3 por jogo e limitou o oponente a 43,0. O problema, como se vê, se resume a seus próprios rebotes;
6) Tocos – Vem muito bem neste fundamento, pois tem uma média de nove por jogo, contra 6,1 na fase de classificação. Fundamento que ajuda demais na defesa e no moral do time;
7) Kirk Hinrich – Faz muita falta, pois sem ele Teague fica sobrecarregado e Jamal tem que jogar fora de sua posição em alguns momentos do jogo.

CHICAGO
1) D-Rose – Está com 24,5 pontos de media, mas com 38,8% de aproveitamento nos arremessos. Tem que começar a encestar de média e longa distância até para evitar o desgaste físico das infiltrações. Precisa também diminuir os erros: no jogo passado, cometeu oito, como vimos;
2) Luol – O sudanês naturalizado britânico fez dois ótimos jogos diante do Hawks. Está com 17,5 pontos e 9,0 rebotes de média. Tem que continuar assim para aliviar a pressão em D-Rose;
3) Boozer – O ala-pivô tem que melhorar sua performance. Está com aproveitamento de 43,5% nos arremessos. Muito pouco para quem joga debaixo da cesta. No jogo passado, mesmo com o Bulls vencendo, ele fez 4-12;
4) C.J. Watson – Há que ser mais aproveitado. Para isso, tem que melhorar seu desempenho em quadra. No jogo passado, atuou apenas oito minutos. Se não produzir, não tem como se dar descanso a D-Rose;
5) Kyle Korver – Tem que melhorar seu desempenho nos arremessos. Não está conseguindo se livrar da marcação adversária. No jogo passado, fez 1-9 no total de arremessos, sendo que nas bolas de três teve um desempenho de 1-5;
6) Defesa – No primeiro jogo da série, vencido pelo Atlanta, o time da Geórgia teve um aproveitamento de 51,3% de seus arremessos; no segundo, vencido pelo Bulls, caiu para 33,8%. O Chicago tem que segurar o adversário neste patamar;
7) Garrafão – Este duelo é fundamental no confronto. No jogo passado, o Bulls levou a melhor em 58-39.

DALLAS x LAKERS

DALLAS
1) Dirk Nowitzki – O alemão faz uma série excelente. Está com uma média de 27,4 pontos por jogo e um desempenho de 46% nos arremessos. Para o sucesso do Dallas, é fundamental que ele continue assim;
2) J-Kidd – O veterano armador do Dallas cometeu nove erros nos dois combates diante do Lakers; média de 4,5 por partida. Tem se atrapalhado com a bola em momentos importantes. Há que se evitar isso. Experiente e ótimo marcador, tem que ser destacado para seguir os passos de Kobe Bryant nos momentos chaves do jogo;
3) J.J. Barea – O armador porto-riquenho surpreende neste confronto diante do Lakers. Está com dez pontos de média por jogo e 4,5 assistências. Tem mostrado um jogo consistente e o resultado é que tem ficado cerca de 16 minutos em quadra por partida, o que ajuda (e muito) no descanso de J-Kidd;
4) Chandler – Tem travado um duelo interessantíssimo com Andrew Bynum. Limitou o jogo do oponente no primeiro embate da série: oito pontos e cinco rebotes. É importante para o Dallas que Chandler controle Bynum;
5) Brendan Haywood – Seus números não impressionam, mas ele tem sido fundamental para o descanso de Tyson Chandler. Quando entra no jogo, tem defendido muito bem;
6) Defesa – O Mavs fez um excelente trabalho defensivo na última vitória. Segurou o Lakers em 81 pontos, quando a média do time na fase de classificação foi de 101,5. Além disso, o time angelino tinha um aproveitamento de 46,3% de seus chutes na fase regular e nesta série caiu para 41,9%;
7) 3 pontos – O rendimento do Lakers caiu nos arremessos principalmente por conta da ótima defesa dos chutes longos que o Mavs vem fazendo. Na fase de classificação, os californianos encestavam em média 35,2% de suas bolas de três; nesta série, caiu para 17,9%;

LAKERS
1) Confiança – É fundamental para o Lakers reverter esta série não perder a confiança. Se deixar de acreditar que é possível reverter, esquece;
2) Conversa – Andrew Bynum disse que o time não tem conversado em quadra. Se não houver comunicação, fica difícil, principalmente na defesa;
3) Ron-Ron – Foi expulso merecidamente no jogo passado depois de dar um tapa no rosto de J.J. Barea. Resultado: acabou suspenso por uma partida pela NBA. Vai fazer muita falta, pois, embora não defenda como na temporada passada, ainda assim pode criar armadilhas para os oponentes;
4) Matt Barnes – Sem Artest, terá papel fundamental na partida desta noite. É a chance de provar que o Lakers fez um bom investimento ao contratá-lo;
5) Defesa – Há que se defender Nowitzki. É difícil? Sim, claro que é, mas não é impossível. Lamar Odom tem se dado melhor do que Pau Gasol. Tem que ganhar mais minutos em quadra para esta missão;
6) Pontaria – Dois reservas desapontam até o momento: Shannon Brown e principalmente Steve Blake. Brown está com média de seis pontos, mas não acertou nenhuma bola de três até o momento. Blake está zerado no confronto embora tenha jogado quase que 19 minutos em média por partida;
7) Kobe – Não tem jeito: se não jogar no limite máximo de seu jogo, vai ficar difícil. Black Mamba é a chave deste confronto para o Lakers. Além disso, se sobrar a bola final, tem que derrubar; não pode falhar. Segundo levantamento do site da ESPN dos EUA, Kobe falhou em suas últimas cinco tentativas nesta temporada.

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terça-feira, 3 de maio de 2011 NBA | 00:20

JJ, 34 PONTOS, ACABOU COM O CHICAGO

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Joe Johnson acabou com o Chicago. O ala-armador do Atlanta Hawks fez nada menos do que 34 pontos com um aproveitamento espetacular de seus arremessos (12-18, 66,7%) e liderou o Atlanta na vitória por 103 a 95, abrindo 1 a 0 na série semifinal.

O Hawks repetiu o que fez no primeiro jogo do confronto contra o Orlando Magic: venceu na casa do adversário, roubando do oponente a vantagem de quadra. Ou seja: não precisa mais ganhar no United Center; se for o vencedor dos jogos marcados para a sua Philips Arena estará na final da Conferencia Leste.

O Hawks primou pela qualidade de seu jogo.

Primeiro, defensivamente, fez um trabalho perfeito em cima de Derrick Rose. O armador do Chicago, uma vez mais, ficou muito abaixo de sua produção, vítima, desta vez, da vigilância de Jeff Teague, um reserva que nem em quadra deveria estar caso o titular, Kirk Hinrich, não estivesse lesionado.

Teague não deu espaço para D-Rose jogar. O armador do Bulls fez 24 pontos (11-27, 40,7%), é verdade, mas falhou nos arremessos de média e longa distância. Nas bolas de três acertou duas em sete; nas demais (9-20), a maior parte delas foi fruto de suas infiltrações, que vieram no segundo tempo, pois no primeiro ele foi muito mal (fez 0-7 no primeiro quarto), pois não encontrava o caminho da cesta adversária.

Diminuído o volume de jogo de Rose, que deu dez assistências, é verdade, o Atlanta tratou de jogar com a posse de bola. E aí entrou em cena Johnson.

Ao contrário do que eu imaginava, Tom Thibodeau, técnico do Chicago, colocou Luol Deng para marcar JJ. Deng goza de grande prestígio com Thibs. Segundo o treinador, o sudanês naturalizado britânico é seu o melhor defensor.

Por isso, foi destacado para a missão. Não funcionou. E não funcionou nos minutos derradeiros, não funcionou desde o início e o treinador não percebeu. Os pontos de JJ foram assim distribuídos: sete no primeiro quarto, seis no segundo, 11 no terceiro e dez no quarto.

Ou seja: como é que o treinador não viu isso? Por que ele não fez uma troca na marcação? Por que não colocou Ronnie Brewer para vigiar JJ? Além disso, em momento algum do jogo JJ recebeu marcação dobrada, o que deveria acontecer, pois Deng, sozinho, não estava dando conta de JJ.

Thibs foi mal. Aliás, Thibs não tem feito um bom trabalho nestes playoffs. Outro de seu pecado é esquecer Kyle Korver no banco. Nesta noite, reservou ao seu melhorar atirador apenas 16 minutos.

Korver tem tido dificuldade para arremessar. A marcação em cima dele é apertada. E não se vê um trabalho de corta-luz para que o jogador tenha um pouco de conforto para arremessar.

Quanto ao jogo como um todo, ele foi igual em vários fundamentos, como rebotes (38 a 37 para o Atlanta), assistências (21 a 20 para o Chicago), tocos (8 a 7 para o Hawks) e desarmes (8 a 7 para o Atlanta).

A diferença esteve mesmo no aproveitamento de cada um dos times nos arremessos.

O Chicago liderou o ranking em “field goals” permitidos aos adversários na fase de classificação: exatos 43%. No encontro desta segunda-feira, concedeu ao Atlanta 53,1% de acerto em seus chutes. Na fase de classificação, segurou seus adversários em 90,2 pontos por partida. Contra o Atlanta, deixou o oponente chegar aos 103.

Em contrapartida, teve um desempenho de 44,6% de seus arremessos, pois, como vimos, uma vez mais o time não teve criatividade e nem planejamento tático para sair da marcação adversária.

A série é longa; nem o Chicago perdeu e nem o Atlanta ganhou. Mas o time da Geórgia deu um passo grande em direção à final da conferência.

Vamos ver como o time que acabou a fase de classificação badalado por todos vai reagir em desvantagem na série. Em desvantagem e jogando mal nestes playoffs.

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segunda-feira, 1 de novembro de 2010 Sem categoria | 21:51

ENTROSAMENTO NÃO SE COMPRA NA FARMÁCIA

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O Atlanta renovou nesta segunda-feira o contrato de seu pivô e ala-pivô Al Horford (foto Getty Image). O dominicano vai receber US$ 60 milhões em cinco anos de contrato, o que dá uma média de US$ 12 milhões por temporada.

Digo uma média porque não se sabe exatamente como é que esses US$ 60 milhões serão repartidos. O jogador pode pegar uma cifra maior em seu primeiro ano de contrato e depois a bolada vai caindo progressivamente.

Mas isso pouco importa. O que interessa é o movimento feito pela franquia.

Com a renovação de Horford (filho de Tito, que jogou no Sírio de São Paulo na década de 1970), o Hawks mantém intacto o seu núcleo por pelo menos mais uma temporada.

Sim, pois o armador Mike Bibby tem contrato até o final do campeonato 2011/12; Joe Johnson renovou há pouco por mais cinco temporadas, como Al; Marvin Williams fica no Atlanta até 2013, assim como Josh Smith.

E à exceção de Williams, os demais titulares são jogadores que têm alto nível técnico. Mas, sejamos justos, Marvin é um jogador taticamente bem dotado e que costuma meter suas bolinhas de três tirando o time do sufoco.

O quinteto do Atlanta é muito bom. Não é do nível de Miami, Orlando e Boston, mas é muito bom. Bom e entrosado. Sim, pois o grupo está junto há três temporadas, parte pra quarta e pode engatar uma quinta.

E entrosamento, já dizia o velho Cilinho, ex-treinador do São Paulo, um dos melhores que eu conheci em minha vida profissional, dizia Cilinho que “entrosamento não se compra na farmácia e nem no supermercado”.

Um time muito bom que se conhece no escuro. Todo mundo sabe onde cada um está. Isso conta muito, repito.

Mudou o técnico. Mike Woodson, que montou esse Atlanta, não conseguiu fazer o “upgrade” para colocá-lo no mesmo nível dos grandes do Leste. Por isso a franquia foi buscar Larry Drew.

Foi buscar é maneira de dizer, pois Drew era assistente de Woodson. Estava lá dentro, conhece todo mundo na palma da mão – e os atletas também o conhecem.

Drew trabalhou como assistente na NBA por 14 temporadas. Trabalhou no Lakers, Detroit, Washington, New Jersey e Atlanta, aonde chegou em 2004.

Drew é uma incógnita, é certo. Não se sabe o que ele pode fazer pelo Atlanta. Não chega para ocupar o posto de técnico principal como Tom Thibodeau, que deixou o cargo de assistente no Boston para ser dirigir o Chicago.

Chegou ao Chicago todo pançudo, como o mentor da defesa do Boston, a mais forte da NBA. Mas que até agora, no Chicago, não conseguiu fazer nada. E sabem por quê? Porque entrosamento não se compra na farmácia e nem no supermercado. É fruto de trabalho, muito trabalho, e vem com o tempo, só com o tempo.

Entramos agora na parte final do nosso bate-papo. No meu preview, coloquei o Hawks na frente do Bulls. No meu preview, coloquei o Hawks na quarta posição. Muita gente torceu o nariz para o meu preview, especialmente os torcedores do Chicago.

Dizem eles que o tricolor da cidade dos ventos não deve nada ao rubro-negro da terra dos pêssegos. Pode não dever nada no papel, mas, como disse Cilinho, entrosamento não se compra na farmácia e nem no supermercado.

E o entrosamento que o Atlanta tem, o Chicago não tem.

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terça-feira, 6 de julho de 2010 NBA | 00:16

AGORA EM NYC, AMARÉ QUER SEDUZIR LBJ

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Confirmou-se: Amaré Stoudemire é mesmo jogador do New York. E vai receber aquilo que eu disse no post anterior: US$ 100 milhões por cinco anos de contrato.

O Knicks tinha US$ 34 milhões para gastar com a contratação de jogadores. Se ele já comprometeu US$ 20 milhões, sobram US$ 14 milhões, certo?

Não é bem assim que funciona a matemática do “Collective Bargaining Agreement” entre a NBA e a NBPA. Os times pagam menos no primeiro ano, um pouco mais no segundo, de modo que eles conseguem acomodar algo que parece incompatível.

Ou seja: segundo a mídia norte-americana, o New York ofereceu a Amaré o máximo que o acordo coletivo entre a liga e a associação dos jogadores permite. Mesmo tendo comprometido US$ 20 milhões dos US$ 34 milhões que a franquia tem disponível para gastar em contratações, o time ainda consegue oferecer a LeBron James, por exemplo, o mesmo que ofertou a Stoudemire.

Em outras palavras: o Knicks tem US$ 40 milhões e não US$ 34 milhões como foi informado. Sinceramente, eu gostaria de ganhar uma calculadora dessas.

Não me perguntem nada além disso, pois o que falo eu li nos jornais americanos. Mas se alguém conseguir explicar melhor esta matemática, por favor, fique à vontade.

Com a contratação de Amaré, esqueçam o que eu disse no post anterior sobre juntá-lo a David Lee. Mike D’Antoni, o treinador, não quer dois jogadores caros fazendo a mesma função. Prefere gastar dinheiro com outros atletas.

Lee deve rumar para outra praça. Fala-se no Chicago. Mas creio que o Bulls vai tentar Chris Bosh e seduzir LeBron. Entre Bosh e Amaré, quem você prefere?

Quer dizer: entre Bosh e Amaré, quem LeBron prefere?

Isso se ele preferir um dos dois, pois ‘Bron pode preferir D-Wade em Miami. Isso se Wade não for para o Chicago, seduzido pela oportunidade de voltar para a terra natal e jogar com… Chris Bosh. Sim, isso também pode ocorrer.

Ou então, D-Wade pode aceitar David Lee — e isso poderia mandar Bosh para o Miami ao lado de LBJ.

E o Cleveland? Nada.

Fala-se apenas que o time quer segurar sua maior estrela. De que modo? Dando a ela US$ 30 milhões a mais do que esses US$ 100 milhões que as franquias com espaço no “cap” podem oferecer aos “free agents”.

Rapaziada, seguinte: só nos resta continuar aguardando.

RUMO

Só para a gente não se perder, digo que dos principais “free agents” no mercado, já assinaram contrato:

- Joe Johnson (Atlanta)
- Dirk Nowitzki (Dallas)
- Paul Pierce (Boston)
- Rudy Gay (Memphis)
- Amaré Stoudemire (New York)

Gay, eu ainda não havia dito, renovou com o Grizzlies por cinco anos. Vai receber US$ 80 milhões pela totalidade do contrato.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 5 de julho de 2010 NBA | 19:15

NADA AINDA; AMARÉ PERTO DO KNICKS

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Por enquanto, nada ainda. Nem LeBron James e nem Dwyane Wade tomaram qualquer decisão.

São os dois “free agents” mais cobiçados do mercado.

Joe Johnson já renovou com o Atlanta, disse seu agente. Cerca de US$ 119 milhões por seis anos de contrato; algo em torno de US$ 19.8 milhões por campeonato disputado. Vale?

Chicago e New York pretendiam o jogador, mas nem de longe iriam dar essa grana para JJ.

Dirk Nowitzki fez o mesmo com o Dallas. Renovou por mais quatro temporadas em troca de US$ 80 milhões. Ou: US$ 20 milhões por ano. Pegou US$ 16 milhões a menos do que as regras do jogo possibilitariam o alemão amealhar.

Ou seja: Dirk poderia ter pego US$ 96 milhões. Mark Cuban, dono do Mavericks, não foi perdulário como o grupo Atlanta Spirit LLC, dono do Hawks.

Aliás, nem sei se alguém demonstrou interesse por Nowitzki. Sabedor disso, o alemão tratou logo de renovar com o time texano.

Ontem foi a vez de Paul Pierce se acertar com o Boston. Estava na cara que isso iria acontecer depois que Doc Rivers resolveu voltar. The Truth vai ganhar US$ 61 milhões por quatro anos de trabalho; ou US$ 15.2 milhões. Como se vê, menos do que JJ e Dirk.

AMARÉ

Notícia fresquinha, fresquinha dá conta de que Amaré Stoudemire está bem perto de acertar com o New York. New York que é dirigido por Mike D’Antoni, que comandou o ala/pivô por cinco temporadas no deserto do Arizona.

O que se comenta é que Amaré (Foto AP) vai assinar por cinco anos com o Knicks. Em troca de seus préstimos, vai receber US$ 100 milhões.

Como Nowitzki e JJ, Stoudemire vai fisgar algo em torno de US$ 20 milhões por temporada.

Ao lado de David Lee (outro “free agent” no mercado, mas que pode renovar com o Knicks), Amaré formaria uma dupla da pesada que cuidaria com esmero do garrafão defensivo e meteria o pé na porta do ofensivo sem temer ninguém.

O Knicks melhoraria muito, mas muito mesmo com Amaré. E tem uma base com muito potencial em jogadores como Danilo Galinari, Wilson Chandler e Toney Douglas.

Se se confirmar esta notícia, o New York praticamente abre mão de LeBron James. Não há possibilidade de se oferecer nem sequer o mesmo para LBJ dividir o vestiário com Stoudemire.

Knicks: um que sai do páreo nesta briga por King James.

LBJ/WADE

Voltando aos dois, o que se vê é que os jogadores estão fechando por algo em torno de US$ 20 milhões. Parece que o pessoal está pensando mais na bola do que no bolo.

Sendo assim, as chances de Miami e Chicago pegarem LeBron é boa, embora o Cleveland tenha condições de dar mais grana para o jogador.

Resta saber o que ele quer da vida: dinheiro ou títulos?

Não creio que o Cavs tenha condições de competir com Heat e Bulls dentro da quadra. Os dois times têm mais elenco e oferecem mais possibilidades para LBJ colocar um anel no dedo.

Por outro lado, especula-se muito em Chicago que D-Wade estaria certo com o Bulls. Por ser filho da terra, por ser torcedor declarado do Bulls (LBJ também o é), por ficar perto da mãe e dos filhos, já que ele é separado da mulher.

Se isso realmente ocorrer, não sei o que será de LeBron. Nesse caso, acho que ele fica em Cleveland.

E o Miami chupando o dedo. Sim, pois quem o Heat iria pegar?

LBJ só iria para “South Beach” se D-Wade lá ficar; caso contrário, amarra o burro dele no Cavs mesmo e rezaria para os deuses do basquete abençoá-lo.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

domingo, 27 de junho de 2010 NBA, outras | 22:46

LEBRON NO CHICAGO!

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Faltam três dias para a data tão esperada por muitos, especialmente os torcedores de New York, New Jersey, Miami, LA Clippers e Chicago. Sem falar nos seguidores do Cleveland.

Faltam três dias para que as negociações comecem. Negociações envolvendo os “free agents” e a maioria das franquias da NBA. No caso em particular, negociações envolvendo essas seis equipes e LeBron James.

Mas, é importante dizer, as negociações, o falatório, as entrevistas, as propostas serão colocadas em cima da mesa a partir do dia 1º. de julho, quinta-feira. O contrato, no entanto, só poderá ser firmado em 8 de julho, uma semana depois. Assim determina a NBA.

Mas isso não quer dizer nada, convenhamos. O que vale é que o mundo vai saber, rapidinho, rapidinho, pra onde vai LBJ, o jogador mais cobiçado no momento, talvez o “free agent” mais desejado em toda a história da NBA.

Em Chicago (veja foto), até outdoor foi colocado no entroncamento das avenidas La Salle e Grand. A cidade pede LBJ com a camisa 6 do Bulls para a próxima temporada.

Camisa 6 porque a 23 está aposentada e também porque King James já avisou que no campeonato que vem ele não mais vestirá a 23, pois entende que ela deveria ser aposentada em todas as franquias, uma vez que depois que MJ a vestiu, nenhum outro jogador (inclusive ele) deveria vesti-la.

Pra onde vai LBJ? As especulações não são poucas. A maioria delas, no entanto, coloca LeBron no Bulls.

A edição deste domingo do “The New York Times” diz que um executivo de um desses seis times mencionados acima garantiu que as reuniões de LeBron com todas estas franquias serão mera formalidade, pois o jogador já tem destino certo: Chicago Bulls.

Mais ainda: este mesmo executivo garantiu que não apenas LBJ estará no Bulls, mas também Chris Bosh. “Creio que esse acordo já foi feito”, disse o cartola, que pediu anonimato ao jornal nova-iorquino e foi atendido.

Além deste testemunho citado pelo diário de Nova York, o jornal “Chicago Tribune” garante que um cara chamado William “Worldwide Wes” Wesley diz pra quem quiser ouvir que King James vai mesmo para o Chicago.

Quem é William “Worldwide Wes” Wesley? Wes, como ele é chamado, é uma espécie de lobista dentro da NBA. Conhece todo mundo. Tem livre trânsito com jogadores, agentes, executivos; enfim, é um cara influente, que ouve e fala.

Quando ouve, ouve o que poucos podem ouvir; quando fala, fala o que muitos gostariam de dizer.

Em outras palavras: dois depoimentos de pessoas que têm livre trânsito dentro dos corredores secretos da NBA e que colocam LeBron James dentro do Chicago.

Será que eles estão mesmo certos?

APOSTA

O New York é o time que tem a maior conta bancária no momento para contratar dois dos principais “free agents” que estão na praça. Sim, pois além de LeBron James, há outras feras disponíveis, como o já citado Chris Bosh, Dwyane Wade, Amaré Stoudemire, Joe Johnson, Dirk Nowitzki, Carlos Boozer, Rudy Gay e David Lee.

O Knicks tem US$ 34 milhões para isso. O problema é que o time nova-iorquino não tem ninguém para ajudar esses dois astros dentro de quadra. O time é fraco à exceção de David Lee.

Mas se o Knicks oferecer uma montanha de dinheiro para Lee, como é que vai pagar LBJ e Joe Johnson, por exemplo? Não há tanta grana assim disponível, mesmo na segunda franquia mais rica da NBA.

Além do mais, o time não tem técnico, pois Mike D’Antoni é fraco, muito embora a filosofia ofensiva do treinador agrade LeBron. Os dois, não se esqueçam, trabalharam juntos no time americano que foi ouro nos Jogos de Pequim.

O Miami conta com US$ 27 milhões disponíveis. Mas tem D-Wade. Além dele, Mario Chalmers e Michael Beasley têm contrato com o time da Flórida.

Sem contar Pat Riley, hoje vice-presidente da franquia, um treinador que conquistou cinco títulos na NBA e que ainda tem voz ativa, embora o comandante seja Erik Spoelstra.

É forte candidato nesta briga para contratar ‘Bron.

Outro forte candidato é o New Jersey. O Nets muda-se para Nova York daqui a três temporadas. Vai jogar no Brooklyn, onde está sendo construída sua nova arena.

Brooklyn que é sinônimo de paraíso para LBJ. Brooklyn que conta com o time de beisebol do New York Yankees, por quem ‘Bron morre de paixão (veja foto).

Nets cujo um dos proprietários é o rapper Jay-Z, amigo pessoal de LeBron.

Além desses atrativos, a franquia tem muito dinheiro em caixa, pois o magnata russo Mikhail Prokhorov acabou de comprar a parte majoritária do New Jersey. De acordo com a revista norte-americana de economia “Forbes”, Prokhorov situa-se na 40ª. posição entre os bilionários de todo o planeta com uma fortuna estimada em US$ 9.5 bilhões.

O russo mandou costurar os bolsos da calça, pois o dinheiro não para de cair de tanto que ele tem.

Com verba disponível, o Nets ainda conta em seu elenco com Devin Harris e Brook Lopez. E está praticamente acertado com Avery Johnson, que vai assumir o cargo de técnico da franquia.

Por outro lado, Rod Thorn deixou a presidência do time. Ele, se você não sabe, é um dos executivos mais respeitados dentro da NBA. Além disso, o Nets não tem camisa: na última temporada, ganhou apenas 12 partidas.

O Clippers tem grana disponível, mas, assim como o New Jersey, não tem camisa. Esquece.

E o Cleveland tem dinheiro, mas parece não seduzir mais LeBron, pois também não tem camisa. LeBron parece não querer mais seu nome vinculado com descamisados.

ENTÃO…

Então que eu acho que dois times brigam realmente para ter LeBron James na próxima temporada: Chicago e Miami.

MAS…

Não se esqueçam do que eu contei no começo de nossa conversa: um executivo de uma dessas seis franquias já garantiu LeBron James e Chris Bosh no Chicago. Ele e William “Worldwide Wes” Wesley, um dos caras que mais conhecem a intimidade da NBA.

OU SEJA

Eu estou quase que convencido de que LeBron James e Chris Bosh vão mesmo jogar juntos em Chicago na próxima temporada.

O time, além de camisa e uma história que nenhuma outra franquia tem dentro da NBA, conta com Derrick Rose e Joakim Noah. Isso sem falar em Taj Gibson, uma das maiores promessas para um futuro bem próximo.

D-Rose, LBJ, Luol Deng (este destoa, mas fazer o quê?), CB-4 e Noah. E um técnico que conhece defesa como poucos na NBA: Tom Thibodeau, o cara que engendrou todo o sistema defensivo do Boston e que ajudou a levar o time a duas finais nos últimos três campeonatos.

Chicago, creiam, com esse quinteto, é time pra ninguém botar defeito. É time para ganhar o título da próxima temporada.

Ou alguém acha que Lakers e Boston encaram essa parada?

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 14 de maio de 2010 NBA | 23:08

DOIS MIKES, MESMO DESTINO

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O site SI.com anunciou no começo da tarde desta sexta-feira que o técnico Mike Brown havia sido demitido pelo Cleveland. Horas depois, o dono da franquia, Dan Gilbert, disse que o treinador não será demitido. A seguir, adicionou: por enquanto.

Em outras palavras, Brown deverá mesmo ser demitido. E não sem razão; concordo com a maioria das opiniões dos freqüentadores deste botequim, que entende ser o técnico do Cavs um dos maiores responsáveis pelas frustrações do time nas duas últimas temporadas.

Brown, de fato, é míope quando trabalha. Já provou ter dificuldade para enxergar o jogo — e sua comissão técnica também. Não consegue emocionar o time com suas palavras e sua babação de ovo para com LeBron James chega a ser patética.

Treinador que se preze não pode adular jogador. Treinador que se preze tem que impor-se a quem quer que seja. Brown trata LBJ como um “rock star”. Só falta pedir autógrafo.

Merecidamente irá para o olho da rua. Mas não tardará a aparecer um convite para ser comentarista de uma das grandes redes a cabo dos EUA. Desempregado não ficará.

Outro Mike, o Woodson, foi para o olho da rua nesta sexta, demitido que foi pelo Atlanta. Neste caso eu realmente tenho dúvidas se Woodson merecia mesmo um pé no traseiro.

Esse time do Atlanta foi ele quem montou. Peça por peça.

Tudo bem que a decepção nestes playoffs foi grande demais, mas seu principal jogador, Joe Johnson, negou fogo nos momentos decisivos. Torna-se um “free agent” ao final desta temporada e parecia mesmo mais concentrado no futuro do que nos adversários. Fez falta nos momentos cruciais.

Woodson foi injustiçado (seria uma ótima opção para o Chicago, que tal, galera tricolor?)

Notas relacionadas:

  1. FRENTE A FRENTE OS DOIS MELHORES DO MUNDO
  2. BOM PARA OS DOIS
  3. PERSEGUIDO PELO DESTINO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última