Joakim Noah | Fábio Sormani - Part 5

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domingo, 18 de abril de 2010 NBA, outras | 04:21

A LÓGICA E O XENOFOBISMO

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LOS ANGELES – O Chicago surpreendeu no último quarto. Baixou uma diferença de 21 para cinco pontos, mas quando teve que encostar e ultrapassar faltou estofo técnico e emocional para o time. Com isso, mesmo vacilando no final, o Cleveland fechou o primeiro jogo da série em 96-83.

Anderson Varejão jogou muita bola, como tem acontecido com frequência nesta temporada. Não chegou a um “double-double”, mas pegou 15 ressaltos, quatro deles no ataque. Acabou como reboteiro do jogo e foi quem confiscou mais sobras ofensivas.

Além disso, muita energia em quadra, como sempre. Energia que contagia, que o digam LeBron James e companhia. Não ganhou as manchetes, mas deveria. Elas ficaram com LBJ, merecidamente, e com Shaquille O´Neal, estranhamente.

Por falar em ´Bron, a estrela do Cavs anotou 24 pontos, seis rebotes e cinco assistências. E quatro tocos, dois deles espetaculares, um em cima de Taj Gibson e outro diante de Derrick Rose.

Por falar em D-Rose, o armador do Bulls foi o destaque dos visitantes. Cravou 28 pontos, 10 assistências e sete rebotes. Por pouco não fechou a partida com um “triple-double”.

Mas joga praticamente sozinho. Falta repertório ao Bulls, um time que foi batido dentro e fora do garrafão. Perdeu o duelo dos rebotes por 50-38 e nos tocos por 12-4.

Além disso, o aproveitamento nos arremessos é ruim. Um time da NBA não pode acabar uma partida de playoff com um desempenho de 1-7 nas bolas de três. Já teve peleja nesta temporada que a equipe saiu zerada de quadra nos chutes de longa distância.

Esbarra, como se vê, em suas próprias limitações, especialmente nas bolas longas. Com tanta limitação, fica realmente impossível surpreender diante de um adversário que está tinindo.

Mas não é apenas a diferença técnica entre as equipes que dá o tom neste confronto. As diferenças pessoais também. Após a partida, Joakim Noah, que foi vaiado quase que o tempo todo pelos 20.562 torcedores que lotaram a Q Arena por conta da indignação dele com a dancinha de Lebron num dos cotejos da fase regular, declarou:

— Não tenho amigos naquele vestiário, exceto Danny Green. Eu realmente não conheço ninguém daquele time e isso de fato não me importa. Eu apenas quero vencer.

Noah não gosta de ninguém do Cleveland e seus companheiros seguem na mesma linha. E o oposto também é verdadeiro.

Enfim, esta é a atmosfera de um playoff, atiçada por LBJ que declarou após a partida:

— Nós temos a aparência de campeão.

ENCRENCA

Por falar em atmosfera de playoff, alguém viu o final do jogo do Miami contra o Boston? O pau comeu por conta de Kevin Garnett. Desnecessariamente, ele deu uma cotovelada covarde em Quentin Richardson, diga-se, a metade do tamanho dele.

No final do encontro, KG disse na coletiva à imprensa que não houve nada demais e que Richardson é um amigo pessoal. Concluo: com um amigo desses, Quentin não precisa de inimigos, concordam?

Garnett foi expulso corretamente. Fico agora à espera da suspensão. Se isso não ocorrer, será uma vergonha sem qualquer explicação.

Jogo findado, cada um foi para o seu vestiário com os nervos à flor da pele. Um pouco menos do lado do Celtics, é verdade, que venceu a partida por 85-76 e abriu 1-0 na série.

Mas não foi fácil. O time virou o primeiro tempo atrás em 44-41. Chegou a estar 14 pontos distante no segundo tempo, mas com uma grande defesa na etapa final, o Boston limitou o Miami a apenas 32 pontos.

Contou, para isso com o desempenho extraordinário de Tony Allen, um reserva que entrou em quadra para marcar Dwyane Wade. E deu certo, pois o armador do Heat fez 26 pontos, quando sua média contra o Celtics, na fase de classificação, foi de 33.7 pontos por partida.

O Boston, como disse, fez 1-0 na série, mas o jogo que o Miami mostrou nos dá a entender que este confronto poderá ser longo.

FOMINHAS

Atuação perfeita dos fominhas do Denver. O Denver arremessou 84 bolas na vitória diante do Utah por 126-113. Carmelo Anthony, Chauncey Billups e JR Smith chutaram 51. Ou seja: 60.7%.

Quando faltavam 7:43 minutos para terminar o terceiro quarto, Nenê Hilário anotou seus únicos dois pontos do período. Quando faltavam 2:42, ele deixou a quadra para a entrada de Chris Anderson. Nesses 5:01 minutos o são-carlense não pegou na bola; infame.

Por isso, quando terminou o jogo e Melo deixou a quadra sorrindo e feliz com seus 42 pontos, eu, pessoalmente, não vi mérito algum. Um jogador que arremessa 25 bolas por jogo tem a obrigação de ter uma pontuação alta, caso contrário leva o time para o brejo.

Mesmo sem ver a cor da bola por muito tempo durante a partida, Nenê teve uma grande atuação, repetindo Anderson Varejão. Anotou 19 pontos e pegou seis rebotes, três deles no ataque. Deu ainda três assistências.

MÉDIA

Vamos somar a atuação dos dois brasucas na rodada deste sábado? Vamos lá, então: ambos anotaram 27 pontos e pegaram 21 rebotes. Isso dá uma média de 13.5 pontos e 10.5 rebotes.

Como se vê, um completa o outro. Enquanto Varejão é um especialista nos rebotes, Nenê pontua bem, mesmo jogando ao lado de três fominhas.

Que seja assim também no Mundial da Turquia.

LÓGICA

Não vi o jogo do Atlanta contra o Milwaukee, mas o placar de 102-92 em favor do Hawks mostra que nada de anormal aconteceu na Geórgia.

XENOFOBISMO 

Leio na Internet que o lateral brasileiro Daniel Alves foi vítima de racismo por parte da torcida do Espanyol no clássico catalão. Novidade nenhuma no fato lamentável. O xenofobismo na Europa é antigo e corriqueiro quando o assunto é esporte, especialmente o futebol.

Brasileiros e africanos sofrem pra burro, mas negros europeus também.

Antonio Carlos, hoje técnico do Palmeiras, sofreu em Roma, Júlio César, ex-zagueiro da seleção e do Guarani, também passou por isso na Alemanha. Roque Júnior, Juan e Roberto Carlos foram igualmente humilhados pela intolerância dos torcedores europeus, bem como o camaronês Samuel Eto´o. Thierry Henry, um europeu como eles, foi chamado há alguns anos de “negro de merda” pelo técnico espanhol Luís Aragonés; Balotelli, africano de nascimento, italiano por opção, também já foi vítima desta imbecilidade.

Enfim, exemplos não faltam. Quem se lembrar de mais algum, é só falar.

Aqui nos EUA, onde estou, puxo pela memória e tento me lembrar de manifestações desse tipo em quadras e campos esportivos. Não me recordo de nada, de nenhum caso.

Atletas estrangeiros que vivem ou jogam por aqui felizmente não são vítimas desta violência incabível nos dias de hoje. Nenê Hilário e Leandrinho Barbosa são tratados com educação por onde passam. O mesmo vale para Luol Deng, DJ Mbenga, Serge Ibaka,Tony Parker e Mickael Petrus, por exemplo.

De todo o modo, como a memória é especialista em pregar peças, especialmente nos mais velhos, pergunto a vocês se alguém se lembra de algum ato de racismo por parte de torcedores americanos. Se a resposta for sim, por favor, se manifestem, pois as portas deste estabelecimento sempre estarão abertas.

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sábado, 17 de abril de 2010 NBA | 14:21

O SHOW VAI COMEÇAR!

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SAN DIEGO – O playoff começa hoje. Quatro partidas estão marcadas para este sábado. A mais aguarda será jogada em Cleveland. O Cavs recebe o Chicago pronto para massacrar o adversário.

Esta é a visão de todos aqui nos EUA.

Joakim Noah, ainda incomodado com a dancinha de LeBron James, afirmou para quem quisesse ouvir: “O Bulls vai chocar o mundo”.

Do outro lado, ‘Bron respondeu: “O Chicago vai encontrar um monstro diferente”. Referia-se ao time e não apenas a ele. Mas, na verdade, para quem conhece LBJ, talvez o oposto também seja verdadeiro.

As infiltrações de Derrick Rose, como disse ontem, são tidas como fundamentais para o sucesso do time. Duvido que D-Rose terá espaço e boa recepção para isso. Se bem conheço a NBA, ele vai tomar uma bela bordoada, no melhor estilo Dwight Howard, com a seguinte mensagem embutida: aqui que manda sou eu.

Outro grande jogo da rodada deste sábado acontece em Denver, onde o Nuggets recebe o Utah. Briga de gente grande, não tem a disparidade do confronto de Ohio.

O Jazz, no entanto, já entra desfalcado para este embate: Andrei Kirilenko, lesionado no treino de ontem, perderá toda esta série. Grande ausência para o pessoal da cidade do lago salgado; ótima notícia para a gente das montanhas rochosas.

Kirilenko, além de experiente, poderia, a meu ver, limitar muito o jogo de Carmelo Anthony, pois é alto, rápido e bom marcador. Falo nesta marcação, embora o russo jogue mais na 4 do que na 3. Mas previa uma inversão neste posicionamento por conta de se tentar diminuir o volume de Melo.

Já o Denver sabe que o relógio corre contra ele. À medida que o tempo passa, o time envelhece. Como disse Chauncey Billups, esse grupo tem no máximo este e os próximos dois ou três playoffs para tentar ganhar um campeonato.

E as chances são boas. Não pelo crescimento do jogo do Nuggets, mas principalmente pelo enfraquecimento do Lakers nesta reta final do campeonato.

Uma grande perda para o Denver será a ausência de George Karl no banco. O treinador prossegue seu tratamento contra o câncer na garganta e, com isso, o time será dirigido uma vez mais por Adrian Dantley, que tem o seguinte desempenho na substituição de Karl: 11-8.

Nada bom para quem quer ser campeão.

Em Massachusetts, o Boston entra nestes playoffs mais velho, é verdade, mas com Kevin Garnett. Temporada passada, o time não pôde contar com seu ala/pivô para defender o título conquistado um ano antes.

Com Garnett, teremos um Celtics mais sólido em quadra, não só no seu jogo, mas também, e principalmente, do ponto de vista emocional. Garnett é um líder nato.

O Miami aposta na juventude de seu grupo para surpreender o adversário. Surpreender atacando as pernas do Celtics. Ou seja: aprontando correria em quadra, no melhor estilo do Phoenix Suns.

Dará certo? Sei lá, esse não é o estilo do jogo do Heat. Além disso, em playoff, conta a história, o que vale é a experiência. E experiente que é, certamente o Boston controlará o ritmo do jogo, ainda mais atuando em seu TD Garden.

Finalmente, teremos neste sábado também Atlanta x Milwaukee. Esperava muito deste embate, mas com a contusão de Andrew Bogut, a série ficou desnivelada. A superioridade do Hawks, como já disse, é grande demais em relação ao Bucks.

Preparem a cerveja e a pipoca. E deixe o sono de lado. O show vai começar!

GREVE

A NBA anunciou nesta sexta-feira que o “salary cap” da próxima temporada vai aumentar. Quer dizer: vai aumentar em relação ao que ela previu em julho do ano passado, pois, na realidade, o “cap” está diminuindo se comparado com que os times gastaram nesta temporada.

Cai de US$ 57.7 milhões para US$ 56.1 milhões. A liga previu, em meados do ano passado, que os times teriam algo em torno de US$ 52 milhões para gastar no próximo torneio. Os donos das franquias estavam mais otimistas e estimavam cerca de US$ 2 milhões ou mesmo US$ 3 milhões a menos.

Todos se enganaram. Melhor assim; mesmo com dinheiro a menos, não será tanto como imaginavam. O mercado estará mais aquecido, neste verão norte-americano, do que se imaginava.

É bom que se diga, a situação ainda é fruto da crise global que iniciou-se há dois anos aqui mesmo nos EUA.

Isso deu uma acalmada nos jogadores. Billy Hunter, presidente da NBPA (National Basketball Profissional Association), já tinha arregaçado as mangas da camisa para pelejar novamente com a NBA. Ele mandou um aviso à liga, em julho do ano passado, para que ela agisse de boa fé em todo esse processo.

O que isso quer dizer? Hunter e os jogadores afirmam que David Stern, presidente da NBA, há muito tempo está querendo reduzir o “cap” olhando apenas para a situação das franquias. Eles temem que Stern use a crise como desculpa para reduzir ainda mais a folha de pagamento das equipes — que já foi reduzida da passada para esta.

Mas estes novos números deram uma acalmada em quem faz o espetáculo. Ótimo assim, pois até em greve a gente ouviu falar.

Notas relacionadas:

  1. VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS
  2. UM SHOW PARA NÃO SE ESQUECER
  3. A QUEDA DE UM GIGANTE
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segunda-feira, 12 de abril de 2010 NBA | 00:21

VITÓRIA NADA DECISIVA

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O Chicago conseguiu o que queria. Atravessou a fronteira rumo ao Canadá e bateu o Toronto por 104-88. Com a vitória, trocou de posição com o adversário na tabela de classificação para os playoffs.

Joakim Noah (Foto Reuters) jogou uma barbaridade. Seus números: 18 pontos, 19 rebotes e sete assistências. Por pouco não fez um “triple-double”. Derrick Rose colaborou com 26 pontos e os alas Flip Murray e Hakim Warrick fizeram, juntos, 20 pontos.

Com um desempenho desses de seus principais jogadores, não havia mesmo como perder. Mesmo jogando fora de casa e diante de enfurecidos 19.515 torcedores, que se transformaram em cordeirinhos do terceiro quarto em diante.

O primeiro tempo foi disputado, mas no segundo o Chicago tomou conta do jogou. Marcou muito no terceiro período, limitando o adversário a 6-25 em seus arremessos.

Esse fiasco deve-se muito a Hedo Turkoglu. O turco teve um desempenho ridículo nos chutes: 2-12, sendo que fez 1-5 nos triplos e 1-4 nos lances livres.

Ah, mas pegou 19 rebotes e deu nove assistências, alguém pode dizer. Legal, mas tem que pontuar, ainda mais Hedo, um ala que foi contratado também — e principalmente — para isso. Um jogador da linhagem dele não pode fazer apenas nove pontos numa partida tão importante.

Mas fez e o Toronto pagou caro por isso.

O Bulls é agora o oitavo colocado. Tem 41 derrotas contra 42 do Raptors. Dois jogos separam a fase de classificação do tempo das decisões.

O Chicago terá duas pedreiras pela frente: recebe o Boston e joga contra o Charlotte, na Carolina do Norte. Como se vê, nada ainda está decidido. O Bulls, pela irregularidade que vem apresentando, pode muito bem perder uma dessas pelejas — ou mesmo as duas. Como pode também fazer duas vitórias.

Já o Toronto pega o Detroit fora de casa e recebe o New York. Tabela mais tranquila, muito embora o Pistons tenha se transformado neste final de temporada. Das últimas quatro partidas, o time de Michigan venceu três, entre elas o Miami, na Flórida.

Enfim, creio que apenas na quarta-feira saberemos quem vai ocupar a oitava posição no Leste. Não é questão de “muretar”; a questão é: não sei mesmo.

O que seria melhor?

Tanto para Toronto quanto para Chicago, chegar aos playoffs seria muito bom. Do ponto de vista de planejamento e principalmente financeiro. É grana que entra da bilheteria dos jogos, da TV e da venda de suvenires. Grana que pode ser usada na próxima temporada para pagar jogadores caros (no caso do Chicago) ou segurar suas estrelas (no caso do Toronto).

Notas relacionadas:

  1. MELHORA NA RETA FINAL
  2. MUDANÇA DE PLANOS
  3. COM A MÃO CALIBRADA
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sábado, 10 de abril de 2010 NBA | 11:42

UMA NOITE DE SURPRESAS

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Alguém cantou a bola nesse botequim: a qualquer momento o Miami iria dar uma pixotada. Pois bem, aconteceu ontem à noite. O time da Flórida vinha de nove vitórias seguidas, pegou o fraco e eliminado Detroit dentro de sua American Airlines Arena e perdeu por 106-99.

 Wade leva falta no garrafão - AP

Wade leva falta no garrafão - AP

O Miami esteve irreconhecível. Não conseguiu se impor de jeito nenhum diante de um adversário que está em reconstrução.

Em algumas vezes, é verdade, chegou a dar pinta de que poderia espantar a zebra. Um exemplo disso ocorreu a 7:54 minutos do final do jogo. Udonis Haslem acertou um “jumper” no seu melhor estilo e levou o Heat à frente no marcador em 86-85.

Mas sempre que isso ocorria, Ben Gordon entrava em ação. O ex-armador do Chicago jogou o fino da bola. Anotou 39 pontos e jogou um balde d’água na quentura do Heat.

Desses 39 pontos, o mais importante é que a maioria deles veio no segundo tempo, nos momentos decisivos, como eu disse.

Na etapa final, o camisa 7 do Detroit encestou todos os seus sete arremessos triplos, todos os seus oito lances livres cobrados e anotou 26 pontos. Importante: 12 deles no quarto final.

Tayshaun Prince ajudou com 28 pontos e foi outro que a marcação dos anfitriões não encontrou em quadra. Ao contrário de Gordon, Tayshaun mostrou-se como um relógio suíço: funcionou direitinho o tempo todo.

O Miami perdeu uma série de nove partidas invictas, como eu disse. Foi a maior série invicta da equipe desde a temporada 2006/07. Foi dobrado pela última vez no dia 18 de março passado, frente ao Orlando, também em casa.

O Heat não chega a ser um Palmeiras, que tem pavor de seu Palestra Itália, mas dentre os oito melhores times do Leste, é a que mais perdeu em seus domínios: 17 reveses. Mais do que o Toronto, o oitavo colocado, que perdeu em 15 oportunidades em seu Air Canada Center.

Pra finalizar: com a derrota diante do Detroit e a vitória do Milwaukee frente ao Philadelphia por 95-90, o Heat caiu da quinta para a sexta colocação. E o Bucks passou a ocupar a posição que era do Miami.

Quer saber? Eu prefiro enfrentar o arrumadinho Atlanta do que o instável Boston. Se o campeonato terminasse neste momento, o Miami teria pela frente o time da Geórgia e o Milwaukee toparia o time de Massachusetts.

INCOMPREENSÍVEL

Por falar no Celtics, não vi o jogo; apenas o resultado. Como o Boston consegue a façanha de perder para o Washington, um dos piores times da liga, jogando dentro de seu TD Garden?

Incompreensível. Sim, incompreensível porque o Wizards tem uma campanha que só não é pior que a do New Jersey, o lanterninha do Leste.

O time foi para o vestiário ostentando uma vexatória desvantagem de 21 pontos ao final do primeiro tempo: 52-31. Tentou reagir no final da partida, quando ficou a seis pontos de igualar o prélio, a pouco menos de 50 segundos da buzinada final, mas não teve forças para reagir: perdeu mesmo por 106-96.

Por mais que a camisa pese e impressione, por mais que os nomes de quem as veste sejam fortes, o fato é que o Celtics parece que realmente sente o peso da idade.

Kevin Garnett é o exemplo, neste momento, mais bem acabado disso. Ontem, fez apenas oito pontos e pegou só quatro rebotes. Atuação digna de Zaza Pachulia e não do KG que entrará para a história da NBA como um dos melhores alas de força de todos os tempos.

Mesmo assim, como eu disse, prefiro pegar o Atlanta.

PERGUNTA

É impressão minha ou ao olharmos para Paul Pierce temos a sensação de estarmos diante de Ronaldo Fenômeno?

INCRÍVEL!

Mencionei a campanha do New Jersey. Disse também que ela é a pior dentre as 30 equipes que disputam a competição.

E não é que o Chicago conseguiu perder a série para o Nets!? Nas três vezes em que eles se encontraram, deu New Jersey: 2-1.

Uma vergonha. Mais vergonha ainda é manter Vinnie Del Negro como treinador principal de uma equipe que tem grande potencial. É desperdício puro.

Ontem, o time viu um novato deitar e rolar em quadra. Terence Williams veio do banco, jogou 49 minutos e anotou um “triple-double”: 27 pontos, 13 rebotes e 10 assistências. Liderou os anfitriões na vitória por 127-116 depois de duas prorrogações.

Após a partida, no estupefato vestiário visitante, Joakim Noah deitou falação pra cima de VDN. O pivô reclamou do fato de ter jogado apenas 12 segundos e ter pego só uma vez na bola durante a primeira prorrogação.

O treinador (?) disse que limitou em 35 minutos a atuação de Noah por causa de sua lesão no pé. O jogador não engoliu.

Este é o Chicago, que não consegue se manter entre os oito primeiros do Leste que irão para os playoffs. Cá pra nós, não merece mesmo.

PASSEIO

A maneira soberana com que o Dallas jogou diante do Blazers, em Portland, chamou a atenção. Parece time já preparado para os playoffs.

Venceu por 83-77, mas em momento algum do jogo, mesmo naqueles onde o time da casa encostava e parecia estar gostando do jogo, o Mavs se atrapalhou ou viu a perna bambear.

Isso jamais aconteceu. O Dallas, hoje, para mim, está mais preparado para enfrentar o Lakers do que o Denver.

Dirk Nowitzki fez ontem 40 pontos. Joga como joga Manu Ginobili neste instante do campeonato: o fino da bola.

O problema é a falta de pontaria de Jason Kidd. Não dá para um “franchise player” encerrar uma peleja tão importante como a de ontem com apenas dois pontos. Por mais que ele tenha dado 12 assistência, os “key players” têm que pontuar.

O maior adversário do Dallas me parece estar mais em Jason Kidd do que no Denver, Utah, Phoenix… Sem contar o Lakers, claro.

RODADA

Os outros jogos de ontem foram:

Orlando 118-103 New York
Atlanta 107-101 Toronto
Cleveland 113-116 Indiana
New Orleans 103-114 Utah
Minnesota 88-97 Lakers
Oklahoma 96-91 Phoenix
Houston 97-90 Charlotte
San Antonio 99-107 Memphis

Notas relacionadas:

  1. NOITE DE DECISÕES
  2. A NOITE DOS JASONS
  3. A NOITE DO CAVS E DO DENVER
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sexta-feira, 5 de março de 2010 NBA | 14:13

DOIS TIMES IGUAIS

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Foi um baita jogo, não o melhor do campeonato, mas foi um baita jogo. E ainda por cima com direito a prorrogação.

O Miami deixou a quadra como vencedor. E provou que, embora tropique no Leste (é o oitavo colocado, com uma campanha de 31-31, 17º. na classificação geral), jogaria de igual para igual contra o Lakers (melhor time do Oeste e o segundo no total) se os dois se encontrarem na final desta temporada.

Vejam que nas duas últimas temporadas o vencedor deste confronto deixou a quadra com uma vantagem de no máximo três pontos. Neste torneio, na primeira partida, realizada em Los Angeles no dia 4 de dezembro passado, o Lakers só venceu na última bola.

Foi com um arremesso espetacular de Kobe. Ontem, em Miami, a contenda se estendeu até a prorrogação e desta vez o Heat não perdoou: venceu por 114-111.

Kobe tentou, como no prélio passado, mas não conseguiu evitar a derrota. Seus 39 pontos foram infrutíferos.

Aliás, acho que Kobe bobeou no final. Explico: quando o jogo estava 96-93 para o Miami, a 1:19 minuto para o final do tempo normal, KB fez uma cesta de dois levando o marcador para 96-95.

A partir dali, ele anotou, contando a prorrogação, dez pontos seguidos. Não errava!

Foi então que ele resolveu mudar de estratégia e com o placar igual em 105 pontos, resolveu não arremessar e passar a bola para Andrew Bynum. Drew, desatento, deixou a pelota escapar.

No ataque do Miami, Dwyane Wade fez dois pontos (filhotes de um par de lances livres), colocou o Heat na frente em 107-105, e o time da Flórida não perdeu mais a liderança e ganhou a pugna.

Por que Kobe passou aquela bola para Bynum? Ele não estava errando! Por quê?

Deveria ter dado sequência aos arremessos. Passar pra quê? E ainda por cima para o Bynum!

Essa decisão equivocada de Kobe, a meu ver, fez do Miami o vencedor da partida.

Essa decisão equivocada de Kobe e os 25 pontos anotados por Quentin Richardson. Quando um cara como Richardson faz 25 pontos, a chance de o adversário vencer é remota.

(Na Foto Reuters, D-Wade e Richarson celebram a vitória com Kobe ao fundo.)

NÚMEROS

Quanto ao jogo, já disse, ele foi espetacular; e também por ter sido emocionante. Houve nada menos do que 31 mudanças na liderança do marcador (recorde nesta temporada) e a contenda esteve empatada em 19 oportunidades.

Vale mencionar também os 27 pontos de Dwyane Wade e suas 14 assistências também, recorde desta temporada. Jogou motivado, porque o jogo era motivante.

D-Wade tem que encontrar sempre esta motivação. Motivado, ele motiva os companheiros e o Miami motivado será sempre um time difícil de ser batido.

O Lakers que o diga.

IMAGEM

Foi nostálgico ver Scottie Pippen assistindo ao jogo. Foi de chorar de saudades e lembrar daquele time incomparável, com Pip sendo o fiel escudeiro de Michael Jordan.

Jamais, em tempo algum, haverá um time como aquele. E nem me tentem convencer do contrário.

DAMN!

E por falar em Chicago, não é que Zach Randolph acabou com o Bulls ontem à noite em pleno United Center? O fofinho ala do Memphis anotou 31 pontos, pegou 18 rebotes e regeu o Grizzlies na vitória por 105-96.

Foi, também, o sexto triunfo consecutivo do Memphis fora de casa, recorde da franquia. E, é bom lembrar, o time esteve 15 pontos atrás no marcador no terceiro quarto.

Mas isso, para o Chicago não tem qualquer valia. O time já fez papelão pior nesta temporada quando deixou para trás uma vantagem de 35 pontos e, em casa, como ontem, acabou batido pelo Sacramento.

Tudo bem que Joakim Noah não jogou, que isso facilitou a tarefa de Zach, mas time que quer ser bem sucedido nos playoffs não pode perder em casa para o Memphis. Em que pese o cartel de cinco vitórias seguidas que o time apresentava antes de entrar em quadra.

DESERTO

Não vi o jogo, mas o Phoenix apanhou do Utah por 116-108. Mr. No Look Pass não pegou rebote algum — mas esta não é sua função.

A função de Deron Williams é fazer pontos e dar assistências. E ele anotou 27 e deu nove passes que foram convertidos em cesta.

Já disse aqui neste botequim: D-Williams é o melhor armador da NBA. E nem tentem me convencer do contrário.

CONTRATAÇÃO

O Boston contratou Michael Finley, 37, dispensado pelo San Antonio. Celtics que é um dos times mais velhos da liga, que levou mais viradas no último quarto porque a perna pesa.

Isso mesmo, o Boston acaba de contratar um jogador de 37 anos. Realmente, para seus torcedores, é desanimador.

Finley e Brian Scalabrine juntos. Pobre Marcelo; pobres torcedores alviverdes.

Notas relacionadas:

  1. NENÊ E DENVER, DOIS VENCEDORES
  2. DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS
  3. DOIS GÊNIOS
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010 NBA | 11:38

ERROS IMPERDOÁVEIS

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Dwyane Wade (foto Getty Images) usou e abusou do direito de errar ontem “down the strecht”. Não se deve cometer tantos equívocos assim diante de um time que conta com LeBron James.

O Miami poderia (e deveria) ter vencido a partida. Mas, como disse, D-Wade fraquejou no final (“down the strecht”) e entregou de mão beijada a vitória para o Cavs.

O placar de 92-91 para o time de Ohio era para ter sido para o time da Flórida. Acontece que D-Wade…

Com 41.2 segundos para o fim da partida, o Heat vencia por 91-90. Wade foi para a linha do lance livre e errou os dois tiros.

O camisa 3 do Miami recuperou-se ao dar um toco em ‘Bron no ataque inimigo, recuperando a posse de bola. Mas levou o troco — e não toco, reparem.

No ataque, quis fazer uma gracinha diante de LBJ, a 7.1 segundos do final, e este tomou-lhe a bola. Partiu em disparada rumo à cesta do Miami e sofreu falta de Quentin Richardson.

Bateu os dois lances livres e, ao contrário de Wade, embiroscou ambos. Levou o marcador para 92-91.

No ataque seguinte, com 4.1 segundos para trabalhar a bola no ataque (a reposição foi feita na quadra do Cavs, pois veio após um pedido de tempo), a laranjinha acabou nas mãos de D-Wade e este errou o arremesso que poderia ter dado a vitória ao Miami.

Mas não deu.

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Foi o 21º. encontro entre dois dos maiores jogadores da NBA na atualidade. LeBron James (foto Getty Images) faturou mais um, como vimos.

Agora, na contagem geral, ‘Bron leva vantagem em 12-9.

Era para estar 11-10, mas, como vimos, Dwayne Wade usou e abusou do direito de errar “down the strecht”.

NÚMEROS

Finais…

LeBron James terminou a partida com 32 pontos, nove rebotes e quatro assistências. E um roubo de bola, aquele mencionado acima, que deu a vitória ao Cleveland.

Já Dwyane Wade marcou 32 pontos, dez rebotes e cinco assistências. Roubou ainda três bolas e deu um toco.

Cometeu dois erros, o último deles, aquele mencionado acima, que deu a vitória ao Cleveland.

JUSTIÇA

Seja feita…

Anderson Varejão merece créditos pela vitória de ontem. O capixaba anotou 13 pontos e pegou dez rebotes, quatro deles no ataque. Deu ainda duas assistências e fez um desarme.

Esteve perfeito nos lances livres: 3-3. Nos tiros de quadra, foi muito bem: 5-8.

Justiça seja feita.

INACREDITÁVEL

E não é que o Chicago venceu novamente! E agora o San Antonio, em pleno AT&T Center.

Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginobili não foram páreo para a turma da cidade dos ventos. Derrick Rose, Kirk Hinrich comandaram o tricolor de Illinois que venceu sua terceira partida seguida “on the road”, desta feita por 98-93.

Os dois armadores comandaram o time em quadra, mas a vitória se deu porque, uma vez mais, a mão dos jogadores estava calibrada.

Enquanto o Spurs teve um aproveitamento de 41.9% de seus tiros (39-93), o Bulls mostrou-se bem mais competente: 53.8% (42-78).

Nas bolas de três, o alvinegro texano foi um desastre: 3-14 (21.4%). O Bulls, um time sabidamente incompetente neste fundamento, também esteve melhor: 5-11 (45.5%).

Não parece o mesmo time. Realmente, o Bulls não parece o mesmo time do começo do campeonato, quando deixava Chicago para fazer visitas e comportava-se maravilhosamente bem.

Bem até demais. Não apenas perdia, como perdia feio.

Lembremos:

Boston 118-90 Chicago
Denver 112-93 Chicago
Portland 122-98 Chicago
Utah 105-86 Chicago
Atlanta 118-83 Chicago

E por aí vai.

Hoje, tudo mudou. A equipe está com moral elevado, joga com personalidade e os jogadores não têm medo de arremessar; até mesmo de três.

O jogo ofensivo, que era basicamente no garrafão, é visto em todos os cantos da quadra no ataque, o que dificulta a marcação do oponente.

As bolas de D-Rose caem; as bolas de Kirk caem; o mesmo para os demais.

Sem falar na surpresa agradável que é este Taj Gibson. Mesmo sem ser grandalhão, joga com força e não se intimida nem mesmo com Timmy, a quem teve de marcar em boa parte do jogo de ontem.

É bom nos rebotes e arremessa bem a curta distância.

Outra adição importante foi o retorno de Tyrus Thomas. No jogo de ontem ele deu um toco espetacular pra cima de Duncan, mas a arbitragem, malandramente, deu descendente, anulando uma jogada espetacular de TT.

Deixou a quadra com dois tocos; deveria ter deixado com três.

Mas não dá para não falar do rebote pego e da cesta feita por Joakim Noah a 37 segundos do final da partida. D-Rose tentou a bandeja, com o telão central marcando igualdade em 93 pontos; não conseguiu. Noah apareceu e corrigiu o erro do companheiro.

O Chicago pulou dois à frente. Foi o pavimento que o Bulls precisava para chegar à vitória.

Amanhã à noite a parada é dura novamente. O time visita o Oklahoma City.

Do jeito que o time está virado para a lua, não seria surpresa uma nova vitória.

PATÉTICO

Assim a gente pode definir o jogo de Richard Jefferson com a camisa 24 do San Antonio. O ala, vindo do Milwaukee, com grande passagem pelo New Jersey, era uma das grandes esperanças do Spurs para fazer frente ao Lakers no Oeste.

Mas Jefferson não decola. Tem apenas 12.5 pontos de média por partida.

Ontem, fez só dois pontos em 26:03 minutos em quadra. Seus números: 1-8 nos arremessos, sendo que nos de três foi 0-3; dois rebotes e nenhuma assistência e nenhum desarme.

Patético, como eu disse.

FILEIRA

O Denver somou mais uma vitória no campeonato. Ao bater o Charlotte por 104-93, chegou ao seu sétimo triunfo consecutivo.

Mais ainda: dos últimos dez prélios, perdeu apenas um (Philadelphia, acreditem, por 108-105).

A vitória de ontem, como se vê pelos números, foi tranquila. O Cats jamais importunou o Nuggets; foi quase um jogo-treino.

Nenê Hilário, uma vez mais, esteve muito bem: 17 pontos e cinco rebotes. Mas foram os quatros desarmes que ele fez que chamaram novamente a atenção.

Como já disse em nosso botequim, Nenê lidera este fundamento entre os pivôs. Tem uma média de 1.6 por contenda.

Nos field goal está em quinto lugar, com um aproveitamento de 58.1%. Kendrick Perkins, do Boston, lidera com 63.3%.

Nenê, Varejão; dois brasucas que nos enchem de alegria e orgulho sempre que entram em quadra. E pra você que torce o nariz quando eu digo isso, lembre-se: os dois jogam no maior campeonato de basquete do planeta e não são figurantes de jeito nenhum.

Pense nisso antes de criticá-los.

Notas relacionadas:

  1. ERROS QUE CUSTARAM CARO
  2. FRUSTRAÇÃO TOTAL
  3. CRISE PERSISTE, ALERTA STERN
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

sábado, 23 de janeiro de 2010 NBA | 14:11

COM A MÃO CALIBRADA

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Quando um dos piores times da NBA nos arremessos consegue um percentual de 50.6% de aproveitamento, não há adversário que resista. E foi o que ocorreu ontem à noite em Phoenix.

A festa já estava preparada no US Airways Center. Afinal o adversário era o Chicago, como disse, um dos piores times da NBA nos arremessos.

Bulls Suns BasketballOs 18.422 torcedores que lotaram a arena do Vale do Sol tinham programado uma sexta-feira de muita cerveja e festa. Afinal, o adversário do Suns era o Bulls, um dos piores times da NBA nos arremessos.

De repente, aconteceu o que ninguém esperava: a tribo da cidade dos ventos teve um desempenho de 50.6% de seus chutes e aconteceu o que ninguém esperava: o Chicago bateu o Phoenix por 115-104!

Capitaneado por Derrick Rose (32 pontos, 15-21 nos arremessos [71.4%]), o Bulls colocou fogo no ginásio do Suns. D-Rose (foto AP) foi muitíssimo bem coadjuvado por Luol Deng (23 pontos) e Joakim Noah (19 pontos).

Com um desempenho desses, não tinha mesmo como o Phoenix vencer.

Some-se a isso a atuação paupérrima de alguns jogadores, entre eles Steve Nash (oito pontos, 4-12 [33.3%)]) e Leandrinho Barbosa (cinco pontos, 2-7 [28.5%]).

O paulistano, aliás, ficou apenas 18 minutos em quadra. Saiu como titular, mas não justificou a preferência do treinador.

Deu lugar a Jason Richardson, que correu pelo impecável parquete durante meia hora e foi outro fiasco: 12 pontos, 6-17 (35.2%) nos arremessos.

Como disse, quando um dos piores times da NBA nos arremessos consegue um percentual de 50.6% e o adversário tem apenas 38.5%, não há quem resista. Muito menos o Phoenix, que não é lá grande coisa.

APERTO

O Lakers venceu o Knicks em Nova York por 115-105. Quem não viu o jogo pode concluir que foi relativamente tranquilo.

Não foi.

Os californianos só tiveram sossego na metade do último quarto até o final. Antes disso, o jogo foi no pau e houve muitas trocas de liderança no marcador.

Kobe Bryant, que estava tendo um desempenho raquítico, resolveu arregaçar as mangas e jogar no quarto derradeiro. Anotou 13 de seus 27 pontos nesse período e garantiu a vitória aos angelinos.

A derrota nova-iorquina foi dolorida especialmente para o pivô David Lee. O grandalhão branco anotou 31 pontos e confiscou 17 rebotes.

Foi, disparado, o melhor jogador da partida. Não encontrou, todavia, eco entre a maioria dos companheiros.

Esta acusação que faço, no entanto, não vale para o armador Jared Jeffries. Ele perseguiu Kobe durante quase todo o jogo.

Foi um valente; jogador humilde, que arremessou apenas três bolas contra a cesta do Lakers, pois sabia muito bem que seu papel neste enredo era outro.

Só não saiu nos braços dos torcedores porque o time perdeu. Vejam só o que ele fez com Kobe: limitou o craque do Lakers a um desempenho de 8-24 (33.3%).

O problema é que Chris Duhon fez ridículos dois pontos, Larry Hughes também, Al Harrington anotou só nove e Nate Robinson apenas três.

Se esses outros caboclos tivessem tido um desempenho um pouquinho melhor, David Lee e Jared Jeffries teriam ido dormir feliz da vida.

Bobcats Hawks BasketballDERROTA

O Charlotte perdeu para o Atlanta por 103-89. Foi a primeira derrota do Cats em sua longa excursão.

Já ouvi tititis sobre o Charlotte ter amarelado. Discordo: perder para o Hawks não é demérito para ninguém; ao contrário.

O Atlanta fez um jogo correto, seguiu uma vez mais o script traçado pelo técnico Mike Woodson. Time discreto, mas eficiente.

Já o Cats não pôde contar com algumas de suas peças importantes. Boris Diaw, por exemplo, ficou 35 minutos em quadra e saiu zerado! Raymond Felton fez apenas um par de pontos.

Assim não dá.

De nada adiantaram os 49 pontos marcados pela dupla Gerald Wallace/Stephen Jackson (foto AP).

RODADA

Os outros resultados da rodada foram os seguintes:

Orlando 100-84 Sacramento
Philadelphia 92-81 Dallas
Washington 88-112 Miami
Toronto 101-96 Milwaukee
Boston 98-95 Portland (OT)
Detroit 93-105 Indiana
Minnesota 94-96 New Orleans
Memphis 86-84 Oklahoma City
San Antonio 109-116 Houston
Golden State 111-79 New Jersey

Notas relacionadas:

  1. SEM CORAÇÃO DE CAMPEÃO
  2. MENINOS DE OURO — PELO MENOS ONTEM
  3. AINDA MAL DAS PERNAS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010 NBA | 18:25

OLHO NA MOLECADA!

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Kevin Durant, sem dúvida, o melhor de todos os trovões de Oklahoma

Kevin Durant, sem dúvida, o melhor de todos os trovões de Oklahoma

Bem, rapaziada, ano novo, mas nada de vida nova. Pra que mudar o que vem dando certo?

Por isso, nada de reformas neste botequim e nada de garçom novo (Labica continua entre nós). E muito menos aquela faixa com os seguintes dizeres: “Sob nova direção”.

Negativo; aqui continua tudo como antes.

Portanto, sem mais delongas, vamos ao que interessa.

E o que interessa e chama a atenção é a bola que o Oklahoma City vem jogando atualmente. Houve um momento em que eu fiquei desconfiado do potencial da molecada do Thunder e apontei o dedo para a mídia norte-americana, dizendo que ela estava jogando pelo time em quadra.

Ou seja: muita paparicação para pouco jogo. Agora, no entanto, não há como fechar os olhos para Kevin Durant e companhia.

Ontem à noite, em seu Ford Center, o time bateu o Utah por 87-86, num final emocionante, adicionando a quinta vitória consecutiva em seu recente cartel.

A última vez que a franquia conseguiu enfileirar cinco vitórias foi há quatro anos. Entre os dias 18 e 25 de março de 2005, ainda com as cores e o nome de Seattle SuperSonics, ela conseguiu tal façanha.

O pivô Nick Collison é o único jogador do Thunder que teve o privilégio de vivenciar esta sequência de vitórias. Como jogador veterano do time ele declarou: “Descobrimos o jeito de ganhar as partidas”.

Parece que sim; os números mostram isso. Que bom, pois é mais um time para tentar mudar o status-quo do Oeste.

Collison é o jogador mais vivido e o mais experiente. Mas o melhor de todos os trovões de Oklahoma sem dúvida que é Kevin Durant.

Ontem ele anotou 31 pontos. Foi o sexto prélio seguido que KD ultrapassa a barreira dos 30 pontos. Igualou o recorde da franquia, quer pertencia a Spencer Haywood, que enfileirou seis partidas fazendo três dezenas ou mais de pontos no longínquo ano de 1972.

Durant é o quarto melhor cestinha do campeonato com uma média de 28.5 pontos por partida. Kobe Bryant é o primeiro com 30.4.

Nesses cinco jogos vitoriosos, KD teve média de 34.8 pontos por contenda disputada. Muito bom.

Torna-se o objeto do desejo de muitos times e torcedores, que vivem perguntando: quando se encerra o contrato do jogador com o Thunder?

RESPOSTA
O acordo de KD com o Thunder vai até o final da temporada 2011/12. O detalhe é que este último ano seu contrato é um “qualifying offer”.

Ou seja: ao final, ele pode ir para onde quiser. O Thunder não tem prioridade para renovar o contrato e nem vetar qualquer oferta feita ao jogador.

Portanto, o mercado vai abrir as portas para Durant, tenha certeza. Muitos me perguntam se o Lakers vai partir pra cima do jogador e tentar levar para LA esta preciosidade.

Seguinte: os amarelinhos têm comprometido US$ 32.3 milhões para a temporada 2011/12 — mas aí não está embutida a renovação de Kobe, que deverá comprometer algo em torno de US$ 25 milhões.

Se isso acontecer, o Lakers já compromete todo seu “payroll”. Mas há o que se fazer: Ron Artest (jogador da posição de Durant) tem a opção de continuar ou não na franquia.

Se ele disser “adeus”, o Lakers vai economizar US$ 7.2 milhões.

E mais: Lamar Odom ganhará nesta temporada US$ 8.2 milhões. E, nesse caso, quem decidirá se quer fazer valer esse contrato é a franquia e não o atleta.

Se o Los Angeles disse “obrigado” a Lamar, sobram mais US$ 8.2 milhões. Somadas as quantias, tem-se US$ 15.4 milhões.

É impossível o Lakers jogar esse dinheiro na mão de KD, pois não teria como fechar seu “roster”. Ficaria com apenas quatro jogadores, pois Kobe teria a ganhar US$ 25 milhões, Pau Gasol com US$ 19 milhões, Andrew Bynum US$ 16.4 milhões e Luke Walton US$ 6.1 milhões.

Todo esse dinheiro somado dá US$ 66.5 milhões. O “cap” para a temporada 2011/12 não foi ainda definido pela NBA, mas não será muito maior do que isso — se é que vai chegar a esse valor.

Como se vê, Mitch Kupchak, dos amarelinhos, terá que usar sua esperteza para resolver a questão. A única saída: trocar Lamar ou Artest com KD.

Como o Thunder não tem prioridade alguma com o jogador, pode ser que aceite. Mas o problema continua, pois o time teria cinco jogadores.

Como se vê, salvo engano de minha parte, ou o Lakers renova com Kobe ou contrato Durant. Os dois juntos não fecha a conta.

FICA
Desta forma, se nada mudar neste horizonte, admito longínquo, penso que Kevin Durant fica onde está. Ou seja: no Oklahoma City.

E seria mesmo muito legal que ele ficasse por lá, pois, como disse, essa mesmice no Oeste é aborrecedora. O Lakers reina há décadas.

Um time ou outro aparece, às vezes, para tentar mudar o cenário. Mas depois de poucas temporadas, tudo volta ao lugar comum.

Torço para que KD fique no Thunder. Seria legal para o time, para o campeonato e para a NBA.

ALELUIA!
O Chicago venceu seu terceiro jogo consecutivamente, algo que não acontecia desde o começo de novembro passado, quando bateu Milwaukee, Cleveland (fora de casa) e Charlotte.

Ontem, com o triunfo diante do Detroit por 98-87, em Michigan, chegou à trinca de sucessos, já que anteriormente havia vencido New Orleans e Indiana — ambos dentro de casa.

Derrick Rose e Joakim Noah foram novamente os destaques do time de Illinois. D-Rose marcou 22 pontos, enquanto que o filho de Yannick anotou 15, mas confiscou 21 ressaltos.

O Chicago mudou de feição depois que a água bateu na bunda de Vinnie Del Negro. Ameaçado de demissão, o treinador botou a cabeça para trabalhar.

Mandou John Salmons para o banco, passou Kirk Hinrich para o time titular, deu-lhe mais minutos em quadra e o time cresceu. Cresceu também, é justo dizer, porque Tyrus Thomas voltou depois de uma longa inatividade por estar lesionado.

Ontem, Tyrus fez 19 pontos vindo do banco. Do banco também veio Salmons e fez 17.

Há jogadores que não conseguem suportar o peso da pressão. Salmons é um desses casos.

RODADA
Os outros resultados da rodada de ontem foram os seguintes:

Houston 97-94 Dallas
San Antonio 108-78 Miami
Clippers 104-88 Philadelphia

Notas relacionadas:

  1. LAKERS EMPURRA LAMAR PARA O MIAMI
  2. VITÓRIA DE TIME GRANDE
  3. AINDA MAL DAS PERNAS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

domingo, 27 de dezembro de 2009 NBA | 11:58

RESULTADOS EMBLEMÁTICOS

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Dois resultados carimbaram a rodada de ontem: as vitórias do San Antonio sobre o Milwaukee, em Wisconsin, e a do Lakers diante do Sacramento, na capital da Califórnia.

E por que marcaram? Porque foram expressivas e por motivos diferentes.

Os texanos vêm de uma temporada ruim, perdendo jogos fáceis e sendo dobrados por adversários de nível questionável dentro de seu AT&T Center. Já deixei claro neste botequim que temo pela sorte do Spurs nesta competição.

Ontem, o time voltou aos trilhos. Venceu, como disse, o Bucks fora de casa por 112-97.

Anteriormente a isso, considerando-se as últimas dez contendas, suas vitórias foram construídas diante de adversários medianos. Vejamos: bateu em casa Clippers, Indiana, Charlotte e Sacramento; fora, Golden State e Clippers.

Quando se deparou com oponentes de peso, foi dobrado. Vejamos: perdeu para Boston, Denver e Portland, em casa; Phoenix, fora.

É certo também que o Milwaukee não é nenhuma maravilha, mas é um time que vem se ajeitando na competição, graças principalmente ao jogo vistoso e atrevido deste “muleke” chamado Brandon Jennings.

Passaram em Milwaukee nesta temporada e se curvaram ao melhor basquete dos anfitriões times como Denver e Portland. O Lakers, quando esteve no Bradley Center, venceu com as calças nas mãos, precisando, inclusive, de uma prorrogação.

Por isso, vencer em Wisconsin não sãos favas contadas, como ocorria na temporada passada.

Tim Duncan - AP

Tim Duncan - AP

E ontem o San Antonio conseguiu. Mas teve que contar com seu banco: os reservas, como diz o texto da Associated Press, carregaram o time para uma fácil vitória.

Verdade: 51 dos 112 tentos marcados pelo alvinegro vieram da galera do banco. E foram assim distribuídos: Antonio McDyess, 14; Manu Ginobili, 13; Roger Mason Jr. 9; George Hill, 7; Marcus Haislip, 4; e com dois pontos, Theo Ratliff e Malik Hairston.

Tim Duncan foi novamente o cestinha do time (e também do jogo) com 26 pontos. Mas ficou em quadra apenas 32 minutos; não teve que correr por si e pelos demais.

Se Tony Parker fez 16 pontos, deu oito assistências, marca expressiva que ele não atingia havia três partidas, tendo feito, nesses prélios, um total de sete assistências (média de 2.3 por partida).

Isso ajudou o Spurs a vencer a batalha dos passes certeiros por 31-21, mostrando claramente que os texanos jogaram como um time, ao contrário do adversário.

Importante também foram os 12 rebotes que DeJuan Blair pegou, a metade deles no ataque. Isso ajudou o Spurs vencer a batalha pelos ressaltos em 42-30.

Quer dizer: reservas atuantes, time solidário, forte no garrafão, Timmy descansado. Não podia mesmo dar outra: vitória do San Antonio.

É assim que a gente se acostumou a ver o pessoal da Cidade do Álamo jogando desde o final da década passada. Como disse acima, ontem o time voltou aos trilhos.

Resta saber se foi por uma noite ou se será pelo resto do campeonato.

PRORROGAÇÃO

Duas, aliás.

Kobe Bryant - AP

Kobe Bryant - AP

Foi o que o Lakers precisou para ganhar do frágil Sacramento, uma equipe que vem com uma campanha de 13 vitórias e 16 derrotas na competição. E time que quer ser campeão (e o Lakers quer) não pode se enrolar com o Kings.

Mesmo considerando-se a evolução do Sacramento na competição, a ponto de Jeffy Van Gundy, comentarista da ESPN, ter dito que Paul Westphal deve ser eleito o “Coach of the Year” desta temporada.

A gente conhece bem Van Gundy e sabe que ele é dado a esses arroubos. Por isso, deixemos de lado esta observação do antigo técnico do New York.

Voltemos ao que interessa: o Lakers mostra neste momento uma queda em seu jogo. Aliás, se formos analisar ipsis litteris o desempenho do time no campeonato até este momento, vamos constatar que os amarelinhos têm se mostrado falhos na maioria das partidas.

Foi dobrado por adversários fortes (Dallas, Houston, Denver, Utah e Cleveland) e ganhou muitos jogos de adversários medianos com as calças nas mãos, como costumo dizer.

Não se engane: como disse ontem, neste momento, o Boston é mais time que o Lakers.

Quanto ao jogo de ontem, Kobe Bryant foi grande. Anotou 38 pontos em 51 minutos.

Não é muito em se tratando de Black Mamba e pelos minutos que ele teve disponíveis. Mas a gente tem que considerar que ele jogou com o braço direito contundido desde o terceiro quarto, depois de ter levado uma pancada no local.

Mesmo com esta limitação, como disse, foi o nome do jogo.

Tomou uma bola do novato Tyreke Evans quando o jogo se encerrava no tempo normal e estava empatado em 94 pontos. Novamente, fazendo uma das coisas que ele mais gosta: marcar.

Por falar nisso, Koibe relatou que o relaxamento na marcação de Donte Greene, na segunda prorrogação, foi o responsável pela vitória do Lakers: “Ele abaixou os braços e deixou tudo aberto para eu arremessar”.

Resultado: o 24 do Lakers acertou dois petardos triplos no começo do segundo tempo extra e o segundo deles levou o marcador para 109-103, jogando um balde de água fria nas pretensões dos anfitriões.

É sempre bom lembrar: Derek Fisher e Pau Gasol também foram fundamentais para a vitória de ontem.

O primeiro, por fisgar um ressalto de um arremesso triplo de Kobe quando o Sacramento vencia por 101-99 a três segundos do fim da primeira prorrogação. Fish arremessou, errou, mas com o relógio zerando Gasol deu um tapinha e empatou o jogo, levando-o à segunda prorrogação.

BARBOSA

Leandrinho anotou ontem dez pontos na surpreendente derrota do Phoenix para o Golden State (132-127, sem prorrogação, é bom que se diga) na Bay Area de São Francisco.

Foi seu segundo prélio depois de ter se recuperado de lesão.

Resultado surpreendente, como disse, pois perder para o Golden State é dose pra mamute.

GUERREIRO

O Chicago voltou a vencer depois de ter sido humilhado pelo Sacramento (em casa) e de ter apanhado do New York (fora). O bobo da corte foi o New Orleans.

Resultado final: 96-85.

Joakim Noah voltou a se destacar com seus 17 pontos e 18 rebotes (seis deles no ataque). Mas a boa nova ficou por conta do retorno de Tyrus Thomas, que fez seu primeiro jogo na competição. E o fez em grande estilo: 21 pontos e nove rebotes.

E o bom da volta de Tyrus é que veremos Brad Miller menos tempo em quadra. Poupa-nos a íris e a nossa inteligência. Miller ficou em quadra, ontem, apenas cinco minutos — muito, eu diria.

CURITIBA

Pelo segundo ano consecutivo passo as festas de Natal em Curitiba. Adoro a cidade; nem parece que estamos no Brasil.

Povo educado e disciplinado; cidade limpa e organizada. Tingida de verde, numa harmonia perfeita e no ponto com o concreto indispensável para o desenvolvimento.

Amanhã despeço-me dela. Já sinto saudades.

Obrigado pelo carinho da recepção.

Notas relacionadas:

  1. A CULPA DE CADA UM
  2. O CAMPEÃO VOLTOU
  3. ERRO DE AVALIAÇÃO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , ,

domingo, 20 de dezembro de 2009 NBA | 17:27

ERRO DE AVALIAÇÃO

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O destaque da rodada de ontem foi a vitória do San Antonio sobre o Indiana por 100-99. Não apenas pela cesta derradeira e emocionante de Tim Duncan, a 4.6 segundos do final da partida, que deu a vitória aos texanos, mas porque o triunfo marcou a vitória de número 700 na carreira do técnico Gregg Popovich.

Não é fácil atingir uma marca dessas. Pop foi o 16º treinador na história da NBA a chegar lá. É o sétimo entre os que estão em atividade.

Spurs Rockets BasketballE nesse caminho, sempre é bom lembrar, ele ainda ganhou quatro títulos e montou um dos maiores times da história do Spurs.

O irônico nessa marca é que ela chega num momento ruim. O Spurs é o sétimo colocado na Conferência Oeste, tem um recorde de 14-10, mas de seus 24 confrontos, 15 deles foram em seu AT&T Center — apenas nove aconteceram na casa alheia.

Com um retrospecto desses, o time corre riscos de desabar na tabela quando ela se equilibrar. Ou seja: quando o time jogar mais vezes fora do que em casa.

Irônico porque, pela primeira vez desde que assumiu o comando do time, no longínquo ano de 1997, Pop (foto AP) está na alça de mira da franquia. Quem poderia imaginar, em sã consciência, que o trabalho do treinador seria um dia questionado?

Popovich é tido como um dos melhores do mundo e um dos melhores em todos os tempos. Foi parte integrante do staff do time olímpico dos EUA que ganhou a medalha de ouro em Pequim.

Como disse acima, ganhou quatro títulos na NBA. E foi ele quem, como manager e treinador, montou esse time com Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginobili.

Mas foi ele, também, quem não conseguiu — pelo menos momentaneamente — prever e consequentemente evitar esse momento ruim.

Mas isso não deveria ter um peso tão grande na balança que avalia o trabalho de Pop. Mas tem, pois há rumores no Sul do Texas de que o treinador pode ser demitido se o time não reagir.

Perguntado sobre o assunto, Pop disse não temer o olho da rua. Como todo grande profissional, disse que o que o amedronta é o fracasso. “Temo o fracasso, como qualquer um”, disse ele.

Não é verdade. Os fracos não se incomodam com o fracasso. Estão acostumados a perambular pra lá e pra cá, pois não têm apego ao que fazem; fazem por fazer.

Pop, ao contrário, é um guerreiro. Um obcecado pela vitória; um obcecado pelo triunfo.

Por tudo isso, a franquia não pode ter uma visão tão míope do que ocorre com seu time de basquete e com o trabalho de Popovich. Há que se avaliar o conjunto da obra.

E nela, Pop merece um Oscar.

INTROMISSÃO

A festa que marcou a vitória de número 700 na carreira de Gregg Popovich quase foi estragada por Roy Hibbert. O pivô do Indiana deu um toco espetacular em Tim Duncan antes de o grandalhão do Spurs recuperar a bola e enterrá-la para delírio dos torcedores no AT&T Center.

O resultado favorável ao San Antonio foi justo, pois o time soube sair de uma desvantagem de 13 pontos e fechar o jogo num momento crítico. Soube também diminuir os espaços de T.J. Ford, que fez o último arremesso com o cronômetro em movimento, mas não acertou.

Mas que doeu no coração do torcedor do Pacers, isso doeu.

SENSACIONAL

A vitória do Chicago sobre o Atlanta foi espetacular. Confesso que achei que ela não viria, pois no tempo normal, quando o time teve a chance de vencer com a posse da última bola, os jogadores foram de dar inveja a Didi, Dedé, Mussum e Zacarias.

Foram trapalhões em quadra. Todos; sem exceção.

Veio a prorrogação e com ela, pelo menos para mim, o inesperado. Vitória do Bulls por 101-98.

Derrick Rose, em que pese os dois lances livres perdidos no final da prorrogação, o que o deixou cabisbaixo quando a buzina soou pela última vez, foi o nome do jogo.

O menino de Chicago anotou 32 pontos (recorde na carreira profissional) e não se omitiu em momento algum do jogo. Mesmo errando, pegava a bola no ataque seguinte e tentava dar a ela o melhor tratamento.

D-Rose tem melhorado nos últimos jogos. Foi assim na derrota contra o Lakers; foi assim na vitória de ontem diante do Atlanta.

Outros que merecem destaque: Luol Deng, 21 pontos e 12 rebotes; Joakim Noah, 11 rebotes; e principalmente Joe Johnson (este do Atlanta), que encestou 40 pontos no Chicago, sua melhor marca da temporada.

Errou a última bola, é verdade, mas valho-me de um chavão do futebol para dizer que “só erra quem está lá”. E J.J. não se omitiu — assim como D-Rose.

P-JAXFICA OU NÃO FICA?

Phil Jackson (foto Reuters) foi perguntado sobre o futuro: renova com o Lakers ao final desta temporada ou não?

P-Jax aproveitou a pergunta e mandou um recado para Jerry Buss, o dono da franquia. Além de dizer que o desempenho do time nesta temporada terá um peso importante (se for campeão, com certeza voltará em 2010/11 para defender o título), o treinador mais bem pago da NBA (US$ 12 milhões por esta temporada) disse que espera pelo futuro de Kobe Bryant e Pau Gasol.

P-Jax sabe muito bem que se um dos dois não estiver na franquia no ano que vem, o time cairá pelas tabelas e sobrará para ele a montagem de uma nova equipe. E isso não é fácil; e ele nem tem mais idade para isso.

Gasol, que ganhará US$ 16.5 milhões nesta temporada, está garantido na próxima, que lhe renderá outros US$ 17.8 milhões. E há rumores de que ela vai estender esse último ano, transformando-o em três, o que o garantiria até o final do torneio de 2012/13.

O problema é Kobe.

O melhor jogador de basquete do planeta tem uma cláusula no contrato que garante a ele decidir ao final desta temporada se vai sair ou não de Los Angeles. Se ele optar por ficar, fará cerca de US$ 25 milhões no campeonato 2010/11, isso é certo, mas se ele fizer como Gasol e renovar por mais três temporadas, embolsará US$ 90 milhões.

É muito dinheiro. P-Jax quer este cenário para continuar. Buss nunca se mostrou um sovina; ao contrário, pois reclama que o “salary cap” o deixa engessado.

Ele tem adoração pelo Lakers. Está obcecado por ultrapassar o Boston em número de títulos (17-15).

O cenário é este, perfeito para esse objetivo. Com P-Jax, Kobe e Gasol juntos.

Acho que tudo continuará como está — especialmente se o Lakers confirmar o que a maioria imagina que vá ocorrer ao final desta temporada.

RESULTADOS

As outras partidas da rodada deste sábado foram estas:

Orlando 92-83 Portland
Charlotte 102-110 Utah
Philadelphia 107-112 Clippers (OT)
New Jersey 84-103 Lakers
Houston 95-90 Oklahoma City
Milwaukee 95-96 Sacramento
Phoenix 121-95 Washington

Notas relacionadas:

  1. A CULPA DE CADA UM
  2. PESO DA IDADE INCOMODA DUNCAN
  3. O CAMPEÃO VOLTOU
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5
  6. 6
  7. Última