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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012 NBA | 18:11

ANDERSON VAREJÃO CORRE POR FORA PARA IR AO ‘ALL-STAR GAME’

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Anderson Varejão pode se transformar no primeiro jogador brasileiro a participar do “All-Star Game”. Alguns sites norte-americanos têm destacado isso e o técnico do Cleveland Cavaliers, seu time na NBA, tem feito campanha para que o capixaba seja convocado entre os reservas.

Segundo Byron Scott, treinador de Varejão (foto AP), o pivô Dwight Howard, do Orlando Magic, será selecionado pelos torcedores (eles escolhem os dois quintetos titulares). “Isso é óbvio”, disse Scott sobre a presença de D12 no quinteto titular.

Mas os olhos de Scott se enchem de brilho quando ele fala de Varejão, o pivô titular de seu time. “Ele tem sido de um valor inestimável”, disse o treinador, que tem ainda mais um ano de contrato com o Cleveland. “Depois (de Howard), eu não sei quem esteja jogando melhor nesta posição”.

Varejão tem médias de 9,9 pontos e 11,0 rebotes por partida. Seu grande adversário é o franco-americano Joakim Noah. O pivô do Chicago Bulls está em segundo lugar na votação dos torcedores, mas apresenta jogo e números inferiores ao de Varejão: 8,3 pontos e 9,1 rebotes.

Por merecimento, Varejão deve ser convocado; por lobby, talvez o escolhido seja Noah.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

sábado, 14 de janeiro de 2012 NBA | 12:45

AS VITÓRIAS ESPETACULARES DE CHICAGO, DENVER E KOBE BRYANT

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Três foram os destaques da noite de ontem na NBA:

1)    A espetacular vitória do Chicago em Boston;
2)    A não menos espetacular vitória do Denver sobre o Miami;
3)    E o genial Kobe Bryant, que pelo terceiro jogo seguido anotou 40 ou mais pontos.

Vamos começar pelo início.

NOVA INGLATERRA

O Chicago não tomou conhecimento do Celtics, mesmo jogando em Boston. Não esteve atrás em nenhum momento no marcador e não se deixou intimidar pela fanática e muitas vezes feroz torcida alviverde.

Venceu a partida com méritos por 79-88, placar, diga-se, que não retrata o que aconteceu em quadra. O Bulls chegou a abrir 20 pontos, vantagem esta que esteve ameaçada com um terceiro quarto muito bom do time da casa, quando apenas um ponto deixou o Chicago na frente do Boston.

Com os nervos no lugar, o Bulls arrefeceu o ânimo adversário e foi se recompondo no jogo. E venceu de maneira incontestável, já disse — e acho que todos que viram a partida concordam.

Vamos aos destaques do tricolor de Illinois:

1)    Luol Deng, com seus 21 pontos e 16 rebotes. Luol (foto AP) vive seu melhor momento com a camisa do Bulls e se continuar assim vai se transformar no jogador de apoio que Derrick Rose tanto precisa;
2)    D-Rose, 25 pontos, mas 12 deles no quarto final, fazendo o que um “clutch player” tem que fazer, mostrando ao adversário que o jogo tinha um dono;
3)    Joakim Noah: 10 pontos, 12 rebotes e quatro tocos, jogo para impulsionar, quem sabe, uma recuperação no torneio, pois o franco-americano vinha jogando muito mal.

Na classificação geral do campeonato, o Chicago aparece em primeiro lugar com uma campanha de 11-2. Este é o melhor início de campeonato do Bulls em 15 anos. Ou seja: desde a época de Michael Jordan isso não acontecia.

Se o Bulls está “on fire” neste início de competição, o Boston vive momento oposto. Vem de três derrotas seguidas — e todas em casa. Anteriormente perdeu para Indiana e Dallas.

Se o campeonato terminasse hoje, o Celts estaria fora dos playoffs, pois encontra-se na nona posição no Leste, com uma campanha de 4-6.

No momento, vive à custa do talento, da inteligência e do esforço de Rajon Rondo. Ontem, o armador novamente foi a estrela solitária da equipe de Massachusetts: 14 pontos, 11 assistências, sete rebotes e quatro desarmes.

O Boston tem pra onde crescer? Claro que tem, pois seu “Big Three” pode produzir muito mais do que vem produzindo. E em produzindo, o time volta a ser um contendor de respeito na conferência, com chances reais de brigar pelo título e disputar o “NBA Finals”.

Mas o time do momento chama-se Chicago Bulls.

E NÃO…

Miami Heat. Isso mesmo: o time da moda, no momento, deveria se chamar Miami Heat, mas chama-se Chicago Bulls.

Antes de a bola subir pela primeira vez na temporada, os prognósticos, de uma grande maneira geral, mostravam o time do sul da Flórida como o grande favorito ao título.

Mas, como aconteceu no campeonato passado, esta gente bronzeada não está mostrando o seu valor.

É bem verdade que o Heat iniciou sua viagem ao Oeste americano como o time com melhor campanha na NBA: 9-1. Enfileirou, no entanto, três derrotas seguidas, que o colocam na sexta posição no Leste e na oitava no geral.

Campeonato passado, dizia eu, o Miami em cinco jogos disputados em uma semana (20 a 27 de novembro) passou por um momento desses: perdeu quatro e ganhou apenas um. O mundo desabou.

O time, no entanto, soube recolher os cacos e se reconstruir. Somou, a partir da derrota para o Dallas, uma sequência de 12 vitórias, perdeu novamente para o Mavs (sua asa-negra na competição) e enfileirou mais nove vitórias.

Ou seja: depois daquela semana negra no final de novembro, o Miami fez uma corrida de 21 vitórias em 22 jogos. E se aprumou no campeonato. Quase quebrou o recorde de vitórias consecutivas fora de casa, que está em poder do Lakers.

Mas, importante dizer, naquela ocasião LeBron James não estava no foco das lentes atentas da mídia, dos oponentes e dos torcedores que têm bom senso. Ninguém falava sobre a instabilidade emocional de LBJ, instabilidade esta que hoje o faz tremer nos finais das partidas.

Agora este é o tema do momento: o que acontece com LeBron James?

Ontem o assunto foi tratado pelos comentaristas da ESPN (entre eles Magic Johnson) nos programas que antecederam, intermediaram e finalizaram as duas transmissões. Foi tratado também durante a partida entre Boston e Chicago.

O universo da NBA quer saber: o que acontece com LeBron James? Onde está aquele LeBron James do Cleveland, que não recusava a missão de ser o “clutch player” do time?

O Miami e principalmente LBJ vão ter que encontrar resposta para este problema se quiserem aplausos e não vaias nesta temporada. E têm que encontrar rapidamente, sob pena de o time continuar perdendo, pois Dwyane Wade, seu melhor jogador, contundiu-se na derrota de ontem diante do Denver por 117-104.

“Eu já torci o tornozelo muitas vezes, mas deste jeito, nunca”, disse D-Wade depois da partida. “Mas o importante é que o exame de raio-X não mostrou fratura”.

Quanto tempo Dwyane (foto AP) vai ficar fora? Ninguém sabe ainda. Mas, do jeito que está, LeBron deve rezar nesta e nas próximas noites uma “Ave Maria” para si e um “Pai Nosso” para D-Wade, para que seu parceiro se recuperar o mais rápido possível.

ARTILHARIA…

Pesada; sim, artilharia pesada por parte de Kobe Bryant. Na vitória de ontem do Lakers sobre o Cleveland por 97-92, Kobe anotou nada menos do que 42 pontos. Foi o terceiro jogo seguido, como disse, onde KB marcou 40 ou mais pontos.

Tudo começou na vitória sobre o Phoenix, em casa, no dia 10 de janeiro passado: 48 pontos. No dia seguinte, Kobe foi até Salt Lake City e cravou mais 40 pontos em novo triunfo californiano. E ontem (foto AP) repetiu a dose.

Foram 130 pontos em três contendas. Média de 43,3.

Mas se você que pega este bonde andando não está familiarizado com o assunto, saiba que esta não é a melhor sequência de Kobe barbarizando defesas adversárias.

Corria o ano de 2007; março para sermos exatos; 16 de março para sermos mais precisos ainda. Em 16 de março de 2007, Kobe anotou nada menos do que 65 pontos na vitória diante do Portland. Dois dias depois, em outro triunfo, desta vez frente ao Minnesota, foram 50 pontos. Quatro dias se passaram e KB voltou a não ter piedade do inimigo: 60 pontos contra o batido Memphis. No dia seguinte, a vítima foi o New Orleans: 50 pontos e novo “W”. E pra fechar este inesquecível quinteto de partidas vitoriosas e com pontuações históricas, Kobe cravou mais 43 pontos diante do Golden State, no dia 25 de março.

Foram 268 pontos em cinco pelejas. Média de 53,6.

Kobe, na época, tinha 28 anos. Hoje, tem 33. Está quatro anos e meio mais velho.

Mas ele ainda conhece muito bem o caminho do gol; ou melhor, da cesta.

BRASILEIROS

Os brasileiros tiveram uma sexta-feira muito profícua, embora dois tenham vencido e dois tenham perdido.

Na incrível derrota do Toronto para o Indiana (jogando em casa, o time chegou a abrir 18 pontos de vantagem no segundo quarto) por 95-90, LB anotou 20 pontos em 20 minutos em quadra. Pegou ainda cinco rebotes. Vamos dar a César o que é de César: desde que eu critiquei a postura e o desempenho do paulistano, ele reagiu espetacularmente. Em quatro jogos disputados, marcou 69 pontos, o que deu uma média de 17,2 por partida. Que assim seja até o final da competição.

Anderson Varejão voltou a brilhar também, mas seu Cleveland, assim como o Toronto de LB, perdeu. O capixaba marcou 11 pontos e pegou 14 rebotes, seis deles ofensivos. Foi o quinto “double-double” em 11 partidas. Varejão é o quarto melhor reboteiro do campeonato (11,2 por partida) e o segundo melhor nos ressaltos ofensivos: 4,8.

Nenê Hilário também fez bonito na vitória diante do Miami: 17 pontos e 12 rebotes, três deles ofensivos. Jogou 39 minutos, boa parte como pivô, sua verdadeira posição.

Finalmente, Tiago Splitter. Na vitória do seu San Antonio diante do Portland por 99-83, o barriga-verde veio do banco, assim como Leandrinho, e marcou 14 pontos. Mas ficou com apenas quatro rebotes. Não vi o jogo, por isso não tenho como dizer mais do que isso.

CLÁSSICO

Pena que o horário não ajuda, mas nesta madrugada, 1h30 da manhã, Lakers e Clippers se enfrentam no Staples Center. O clássico da Califórnia terá o primo pobre como mandante. Por isso, haverá mais gente simples no ginásio do que gente rica e famosa.

É bom lembrar: nos dois jogos amistosos entre ambos no começo desta temporada, o Clips venceu ambos. O segundo, é verdade, Kobe Bryant não jogou, alegando uma contusão na munheca.

Vamos ver como será esta noite. Aconselho a não tomar cerveja, pois esta danadinha ajuda a precipitar o sono.

O que eu aconselho é uma bela cochilada à tarde para enfrentar uma madrugada que promete ser longa e, muito provavelmente, inesquecível.

Quem vai marcar Kobe? Quero dizer: se é que dá para marcá-lo no momento.

Notas relacionadas:

  1. UM DESASTRE CHAMADO KOBE BRYANT
  2. DERRICK ROSE, A RAZÃO DAS VITÓRIAS DO CHICAGO BULLS
  3. EM NOITE DE ESCLARECIMENTOS, D-ROSE, KOBE E BYNUM SE DESTACAM NAS VITÓRIAS DE BULLS E LAKERS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 6 de dezembro de 2011 NBA | 18:13

CHRIS PAUL PEDE TYSON CHANDLER PARA IR PARA CLIPPERS OU GOLDEN STATE

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Adrian Wojnarowski, repórter do Yahoo! Sports, acabou de postar em seu Twitter que Chris Paul disse aos executivos do Clippers e Golden State que topa ir para qualquer uma dessas equipes se elas contratarem Tyson Chandler, um dos agentes livres desta temporada. CP3, se você não se lembra, jogou três temporadas com Chandler em New Orleans.

Wojnarowski é um dos caras mais bem informados sobre NBA na atualidade, é bom que se diga. Isso muda muito a situação, pois o sonho do Lakers de pegar os dois pode não se concretizar.

Vamos dar uma olhada no “cap” de Clippers e GSW? Vamos ver quem é que pode pegar CP3?

Vamos começar pelo centro-sul da Califórnia. A folha de pagamento do Clippers diz que o time já tem comprometido para esta temporada US$ 44,9 milhões.

A franquia está US$ 13,1 milhões abaixo do teto salarial. Isso sem contar os outros US$ 13 milhões que são bonificados pelo CBA de modo a não entrar na “Luxury Tax”.

Isso sem falar que a franquia ainda pode usar a cláusula de anistia e mandar embora Chris Kaman (US$ 12,2 milhões) ou Mo Williams (US$ 8,5 milhões). Esse dinheiro também pode ser usado.

Em outras palavras, dinheiro pra pegar os dois o Clippers tem—e ainda sobra um bom trocado para fazer novos investimentos.

O Clippers ficaria assim: CP3, Eric Gordon, um Mané qualquer, Blake Griffin e Chandler.

Caramba, um baita time!

Vamos rumar em direção ao norte da Califórnia. Sugiro viajarmos pela US 1 e não pela US 101. A US 1 é mais atraente, andamos pelo litoral, vendo o Pacífico e as belezas naturais deste que é um dos lugares mais lindos do planeta.

Passaremos por Santa Barbara, onde eu moraria fácil, fácil; um pouco mais ao norte chegaremos ao Big Sur, região onde morou Henry Miller, um dos mais brilhantes e despudorados escritores norte-americanos; e entre Carmel (a cidade de Clint Eastwood) e Monterrey a gente vai se deparar com a 17 Mile Drive: uma parada e nos encantamos com a fauna e a flora local, praticamente intacta.

A partir daí, é negócio pegar a US 101 até San José. Depois, vamos pela 880 e evitamos passar por San Francisco. Mas se a gente perde tempo em Frisco, podemos ir a Oakland cruzando a Bay Bridge, vendo à esquerda a Golden Gate, um dos monumentos arquitetônicos espetaculares da Califórnia. Acho que vale a pena, sem contar que a gente passa por Frisco, que dispensa comentário.

Finalmente chegamos a Oakland. Vamos olhar o “cap” do Golden State?

Olhando, vemos que o time já tem comprometido US$ 49,1 milhões para esta temporada. Deste montante, US$ 11 milhões serão destinados a Monta Ellis, que tem mais três anos de contrato, o último deles com opção do jogador.

Quer dizer, CP3 pode fazer um “sign-and-trade” com o New Orleans e o Clippers colocar Ellis no negócio. Isso faria sobrar grana para contratar Tyson Chandler.

O Warriors ficaria assim: CP3, Stephen Curry, um mané qualquer, David Lee e Chandler.

Caramba, um baita time também.

O que eu faria se fosse CP3? No papel, o Clippers é mais time, mas haverá sempre a concorrência do Lakers. E o Golden State, embora um pouco mais fraco reina absoluto na Bay Area.

Decisão difícil pra CP3. Ambas, confesso, são tentadoras.

PACOTÃO

Vários executivos da NBA, segundo o repórter Adrian Wojnarowski, do Yahoo! Sports, acreditam que o Chicago está dormindo de touca ao não tentar contratar Dwight Howard, sugestão que eu, modestamente, fui o primeiro a dar quando o Chicago foi eliminado pelo Miami nas finais do Leste.

Segundo esses executivos, o Bulls tem o melhor pacote para oferecer ao Orlando — exatamente o que eu propus há seis meses: Joakim Noah e Luol Deng pelo Super-Homem. Ou então (aí eu acho furada para o Orlando) Carlos Boozer no lugar de Luol.

E por que seria melhor para o Orlando fazer negócio com o Chicago e não com o Lakers, que segundo muitos também tem um ótimo pacote para o Orlando?

Porque se o Lakers oferecer Pau Gasol, estará oferecendo um jogador de 31 anos e que já dá sinais de que está na descendente. Se não estivesse, por que o Lakers estaria dispensando seus serviços? Serviços de um jogador que foi fundamental nos dois últimos títulos conquistados pelo Lakers, diga-se. Um jogador que no jogo sete da final contra o Boston, em 2010, foi o melhor em quadra e que levou o time nas costas na vitória por 83-79 numa noite em que Kobe Bryant fez 6-24 em seus arremessos — Gasol terminou a partida 19 pontos e 18 rebotes.

Se o Lakers oferecer Andrew Bynum, estará oferecendo um jogador de 24 anos. Jovem, é verdade, mas estará oferecendo um jogador que tem os joelhos comprometidos e que é instável emocionalmente. Tanto assim que estará de fora os cinco primeiros jogos do time nesta temporada para cumprir suspensão, fruto de sua entrada em J.J. Barea nos playoffs passado. E não foi o único destempero de Bynum na temporada, diga-se: ele fez o mesmo com Michael Beasley numa partida contra o Minnesota, lembram-se?

Bynum é um gigante, tem 2,13m; Dwight é outro, tem 2,11m. Bynum pesa 130 quilos; Dwight 120. E não tem nada de gordura no peso de Bynum. Ele é tão ou mais forte que Dwight. Eu já vi os dois de perto: Bynum é maior, impressionou-me mais; disse isso aqui em outras oportunidades. A diferença é que Dwight é mais definido, seus músculos saltam aos olhos.

E por que o Lakers estaria disposto a trocar Bynum por Howard? Exatamente porque seu pivô, como disse, tem os joelhos comprometidos e porque não é confiável. Você reconstruiria um time ao redor de Andrew Bynum?

Quanto aos jogadores do Chicago, Noah tem apenas 25 anos. Formou-se no basquete jogando na Universidade da Flórida, que fica em Gainsville, meia hora de carro ao norte de Orlando. É adorado na cidade.

Mas o Magic não faria um bom negócio ao pegar Noah apenas porque os fãs gostam da cor de seus olhos. Noah terminou a temporada passada com 11,7 pontos e 10,4 rebotes por jogo. E ninguém questiona o potencial do franco-americano, que tem os mesmos 2,11m de DH.

Luol Deng tem 26 anos e é reconhecidamente um dos melhores defensores da NBA. É o homem de confiança de Tom Thibodeau, treinador do Bulls. Defende muito e tem boa eficiência ofensiva. Terminou a temporada passada com 17,4 pontos e 5,8 rebotes por jogo.

Se Noah e Luol também não têm o perfil dos jogadores em quem você vai rodeá-los de outros atletas e a partir deles reconstruir uma franquia, ao menos eles são confiáveis física e emocionalmente — o que não acontece com Gasol e Bynum.

Como DH não quer ficar em Orlando, só resta ao Magic trocá-lo para não ficar com as mãos abanando. Mas se eu fosse Otis Smith, gerente geral do time da Flórida, faria negócio com o Chicago exatamente pelo que expus acima.

COMPARAÇÃO

Os mesmos executivos que entendem que o Chicago deveria investir em Dwight Howard dizem que ele ao lado de Derrick Rose formaria a melhor dupla armador-pivô desde os tempos de Magic Johnson e Kareem Abdul-Jabbar.

ESCLARECIMENTO

É bom deixar claro o seguinte: o Chicago não procurou o Orlando e nem o oposto ocorreu. Dwight Howard já disse zilhões de vezes que quer jogar em Los Angeles ao lado de Kobe Bryant.

E é o que deve ocorrer.

NEGÓCIO

Enquanto DH não vem, o Lakers está acertando com o ala-armador Jason Kapono. Vem para o lugar de Shannon Brown, que irá alçar novos voos (entenda-se: quer ganhar mais dinheiro).

SUSPEITA

Steve Nash foi visto nesta terça-feira em Los Angeles. Seus seguidores começaram a twittá-lo, querendo saber o que ele faz em LA.

Acertando com o Lakers?

“Não, não estou aqui em negociação”, postou Nash em seu Twitter. “Estou aqui para gravar um comercial da Bridgestone com Tim Duncan”.

TRANCA

Portas que devem se fechar para Nenê Hilário: a do Clippers. O primo pobre de Los Angeles ofereceu um contrato de cinco anos para DeAndre Jordan num total de US$ 40 milhões, o que daria US$ 8 milhões por temporada.

Um dinheiro que eu duvido que DeAndre (nego-me a chamá-lo de Jordan) vá ganhar em qualquer outro time da NBA.

TABELA

Logo mais à noite, 22h de Brasília, a NBA divulga toda a tabela da fase de classificação. Estaremos atentos; assim que for divulgada, estaremos postando aqui no blog.

Portanto, quem tem férias programadas para este final de dezembro, ou então em janeiro ou fevereiro e quer ver jogos ao vivo, o momento de marcar a viagem chegou.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 12 de outubro de 2011 Sem categoria | 11:56

O DELÍRIO DE AMAR’E STOUDEMIRE

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Amar’e Stoudemire (foto) disse ontem em Nova York que se o locaute não acabar, os jogadores pretendem criar sua própria liga e gerir seus próprios campeonatos. Viável? Inviável não é, mas é muito complicado formar uma liga, pois os obstáculos são grandes demais.

Times teriam que ser criados; jogadores teriam que ser distribuídos; há que se discutir a questão dos pagamentos, como seriam esses pagamentos? quem ganharia quanto e por que ganharia tal montante?; arenas: onde seriam os jogos? sim, pois as arenas já estão com seus dias comprometidos por pelo menos uma temporada; e os direitos de televisão, como seriam negociados? com quem seriam negociados? sim, pois as grandes redes a cabo dos EUA estão comprometidas com a NBA, casos da ESPN, TNT e Fox, sobrando, claro, tevê aberta, mas, pergunto, haveria interesse?; e, além disso, tem a questão burocrática, que não é pequena, especialmente envolvendo a questão dos seguros dos jogadores, que custariam uma fortuna.

E mais: a Fiba reconheceria esta liga? Acho difícil. Ela seria, portanto, uma liga pirata. E sendo pirata os jogadores filiados a ela estariam de fora dos Jogos Olímpicos e dos Mundiais.

Assim, não apenas os americanos, mas também os estrangeiros que atuam nos EUA estariam impedidos de participar das Olimpíadas e dos Mundiais.

A NBA está afinadíssima com a Fiba. Vocês acham que a NBA não iria pressionar a Fiba para não reconhecer a nova liga? Claro que iria.

Vocês acham, então, que Pau e Marc Gasol gostariam de ficar de fora dos Jogos de Londres? O mesmo para Tony Parker, Joakim Noah, Tiago Splitter, Anderson Varejão, Manu Ginobili e Luis Scola?

Ou seja: a ideia de Stoudemire, pra mim, soa mais como uma pressão pra cima dos patrões do que algo que seja realmente exequível.

Notas relacionadas:

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domingo, 18 de setembro de 2011 Basquete europeu | 19:23

ESPANHA: UM TIME IMBATÍVEL? PERTO DISSO…

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Não dá para ganhar da Espanha. E a Espanha é o único selecionado que pode ameaçar o reinado dos EUA, desde que os norte-americanos contem com Kobe Bryant, LeBron James e Dwyane Wade. Se os estadunidenses aparecerem com um selecionado sem essas estrelas, corre o risco de colocar a prata no peito.

Não dá mesmo pra ninguém da Europa ganhar da Espanha. Na metade do terceiro quarto da final da Euroleague, bem que a França tentou reagir. Encurtou uma desvantagem que estava em 13 pontos, baixou-a para seis, depois que Joakim Noah acertou um “jump shot” (60-54).

Mas aí apareceu o MVP do torneio. Juan Carlos Navarro acertou uma pedrada de três; depois, Tony Parker perdeu a posse de bola e no contra-ataque espanhol José Calderón fez mais dois e a diferença voltou para 11 pontos.

Não tem jeito; não dá mesmo para ganhar da Espanha. Os ibéricos foram um time poderoso. Têm Navarro, Calderón, Ricky Rubio. Quer mais? Têm os irmãos Gasol, Pau e Mark, além de Serge Ibaka. Não está satisfeito ainda? Pois não: que tal Rudy Fernandez?

Um timaço; uma baita seleção. Venceu a França na decisão da Euro por 98-85 e foi bi europeu com muitos méritos.

E olha que os franceses formam um selecionado igualmente poderoso. Olhem o time francês: Tony Parker, Florent Pietrus (irmão mais velho de Mickael Pietrus, do Orlando Magic, que não participou deste Pré-Olímpico), Nicolas Batum, Boris Diaw e Joakim Noah. À exceção de Pietrus, os outros quatros jogam e se destacam na NBA.

Foi um legítimo vice-campeão. Igualmente um timaço; uma baita seleção.

Mas não dá para ganhar da Espanha.

DESTAQUES

Juan Carlos Navarro foi o cestinha do jogo com 27 pontos, seguido por Tony Parker, com 26. O reboteiro da partida foi Pau Gasol: dez. Serge Ibaka justificou o apelido de “Rei dos Tocos”: foram cinco nesta final. Boris Diaw deu sete assistências e terminou na frente de todos. José Calderón fez quatro desarmes e foi o ladrão do jogo.

Agora um destaque negativo: lembram-se que eu falei que Parker perdeu uma bola que possibilitou um contra-ataque aos espanhóis, que fizeram mais dois pontos e levaram a vantagem para 11 pontos? Pois é: o francês foi o jogador que mais erros cometeu no confronto: cinco.

Voltemos aos destaques positivos; um, na verdade: os lances livres cobrados pelos espanhóis. Foram 24, com 22 encestados, o que deu um excelente aproveitamento de 91.7%.

Que os nossos jogadores (especialmente Tiago Splitter) vejam e revejam este jogo e se atenham a este fundamento: lance livre. Foi uma aula espanhola.

PRÊMIOS

A seleção do campeonato, escolhida pelos jornalistas que cobriram o evento, foi esta: Tony Parker (França), Juan Carlos Navarro (Espanha), Bo McCalebb (Macedônia), Andrei Kirilenko (Rússia) e Pau Gasol (Espanha).

O troféu de MVP, como já disse, acabou nas mãos de Navarro, apelidado “La Bomba”. Nem precisa explicar, convenhamos.

PRÉ-MUNDIAL

Ainda bem que o Brasil se livrou desse abacaxi. Serão três vagas para 12 selecionados que vão participar do Pré-Mundial, entre junho e julho do ano que vem, em local ainda não definido.

Rússia, Macedônia, Lituânia e Grécia vão representar os povos do Velho Continente. Um desses três vai sobrar. Acho que sobra a Grécia.

Rússia, Macedônia e Lituânia devem se classificar para os Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem. Não acredito que nenhuma outra seleção no planeta tenha condições de roubar uma dessas vagas.

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domingo, 17 de julho de 2011 NBA | 15:30

LOCAUTE DA NBA CHEGA NA FIBA

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O locaute da NBA chegou até a Fiba.

Yvan Mainini (foto Fiba) e Patrick Baumann, presidente e secretário geral da entidade, desembarcaram neste final de semana em Nova York. Nesta segunda, já têm agenda reunião com o comissário David Stern no Olympic Tower da Quinta Avenida, onde fica a sede da NBA.

Três são as preocupações da Fiba por conta do locaute:

1) Querem saber qual é a expectativa da liga norte-americana em encontrar um acordo com a associação dos jogadores. A Fiba sabe que se a próxima temporada não ocorrer, o êxito do basquete nos Jogos Olímpicos de Londres, ano que vem, estará comprometido, pois muitas das grandes estrelas da modalidade podem não participar do torneio olímpico;

2) Questão dos seguros que federações têm que pagar às franquias para que os jogadores possam participar dos torneios Pré-Olímpicos espalhados pelos cinco continentes. Segundo Mainini, a federação espanhola, por exemplo, já resolveu o problema, mas a francesa ainda não. Por isso, a França não sabe se poderá contar com Tony Parker e Joakim Noah no Eurobasket da Lituânia, que reservará duas vagas para a competição londrina;

3) Acertar a questão das transferências dos jogadores na NBA para os times europeus caso a temporada realmente não ocorra. Deron Williams, como abordei ontem neste botequim, já assinou contrato com o Besiktas da Turquia. Mas sem o aval da Fiba ele não poderá jogar. A entidade máxima do basquete quer analisar a fundo a questão para não cometer nenhum equívoco legal, pois, como se sabe, alguns jogadores que pretendem se transferir para o basquete europeu ainda têm contrato com equipes norte-americanas. O que a Fiba quer ver é a questão da duplicidade de contratos. E mais: se autoriza a constar no contrato cláusula que liberaria os jogadores caso o locaute acabe.

Como se vê, a questão das transferências dos jogadores que têm contrato ainda com times da NBA não está resolvida. Como se vê também, os pedidos de dispensa de Nenê Hilário e Leandrinho Barbosa “quebraram um galhão” para a CBB, que, provavelmente, não teria como pagá-los. E como se vê finalmente, o torneio de basquete dos Jogos Olímpicos de Londres, ano que vem, pode ser um fiasco se o locaute persistir.

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quarta-feira, 25 de maio de 2011 NBA | 12:11

SONHO MEU

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Fui dormir achando que a série acabou. Que o jogo era ontem; e que ao perder ontem o Chicago deu adeus ao sonho do sétimo título de sua história.

Dormi; sonhei com o jogo.

Entre imagens desconexas, vi Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh numa quadra que não era um ginásio da NBA. Parecia um playground. Sim, era um playground, que constatei era o Rucker Park de Nova York.

Tom Thibodeau apareceu no sonho. Mas, engraçado, não de terno e gravata, mas com um apito nos lábios e uma espécie de bastão nas mãos e roupa de zelador de parque, aqueles macacões de um azul desbotado.

Gritava com os três jogadores do Miami, que brincavam. Divertiam-se a valer, entre eles.

Thibs, de repente, gritou: “Vamos organizar esse jogo! Isso parece pelada de rua!”.

Bosh, Wade e James se entreolharam e riram ainda mais. Rolavam pelo chão de tanto rir. LBJ, caído, disse para Thibs: “A gente está brincando!”.

De repente, o time do Chicago apareceu. Nem todos; vieram Derrick Rose, Ronnie Brewer, Luol Deng, Taj Gibson e Joakim Noah. Engraçado, Carlos Boozer não apareceu.

Eles desceram do ônibus. Desceram com o uniforme vermelho; D-Rose à frente.

Quando o pessoal do Bulls entrou na quadra do Rucker Park, começou um jogo. Thibs queria a bola e ordenou a seus comandados que a fossem pegar.

Mas ele não queria a bola simplesmente, ele queria a bola e queria que os três jogadores do Miami a entregassem a ele, subalternamente, rendidos.

Do lado de fora da quadra eu vi Erik Spoelstra com um terno preto, gravata preta e camisa branca. Tinha as duas mãos na cintura. Ria; ria, eu disse, não gargalhava.

Era um sorriso discreto, mas seguro. Pareceu-me respeitoso. Mas ele ria de quem? De Thibs? Dos jogadores do Bulls? Ou de seus jogadores?

Ai um jogo começou e rapidamente veio um arremesso de longe: LBJ encestou. A bola nem tocou no aro. Encontrou resistência apenas na redinha. Fez um barulho de ferro triscando, pois ela era de aço.

Aos poucos, à medida que o jogo passava, outros jogadores do Miami foram aparecendo. E entravam em quadra com a bola em movimento. Vi Mike Miller, Udonis Haslem, Mario Chalmers, Joel Anthony e Mike Bibby.

De repente, outros jogadores do Chicago também apareceram: agora sim Booz; e também Keith Bogans. Omer Asik estava sentado na arquibancada e chorava. Não usava o uniforme de jogo, vestia apenas um agasalho. Tinha um saco com gelo amarrado na panturrilha da perna esquerda.

Não me lembro muito mais do que isso. Tenho algumas lembranças do jogo, mas sem muitos detalhes.

O que mais me lembro é dos jogadores do Chicago formando uma parede, de uma lateral à outra da quadra, tentando impedir que os jogadores do Miami chegassem à cesta. Todos tinham um bastão semelhante ao de Thibs. Seguravam com a mão direita e o batiam na palma da mão esquerda.

Noah estava no topo de uma escada alta, aberta em V. Também segurava o bastão, mas ao invés do cabelo preso, usava-o solto. Parecia o Tarzan.

À frente deles, Thibs com seu macacão de zelador e o bastão de pau na mão.

De repente, os jogadores do Miami, especialmente os três principais, surgiam pulando das árvores que circundam a quadra. Caiam por trás da muralha do Bulls e faziam a cesta – a maior parte delas em enterradas individuais ou de ponte-aérea.

Os três, D-Wade, LBJ e CB1 gargalhavam a cada enterrada executada. Os outros jogadores do Heat, de longe, perto da cesta do Miami, batiam palmas e riam.

O sol começou a esquentar. Do lado de fora, percebi que não estavam apenas Spo e Omer. Havia uma grande platéia. Em sua maioria, formada de negros, provavelmente porque estávamos no Harlem.

Eram homens de paletó e gravatas que usavam chapéus escuros. A maioria dos ternos eram também escuros e as camisas eram brancas. As gravatas, coloridas. Enxugavam o suor com lenços brancos.

As mulheres portavam sombrinhas para se proteger do calor. A maior parte se abanava com leques. E usavam redinhas na cabeça ou lenço para proteger os cabelos.

O calor aumentava barbaramente e os jogadores do Chicago começaram a sentar na quadra. Suavam muito.

De repente, todos olharam para o lado direito, como se fosse para o banco de reservas do time. Thibs estava lá, mas agora de paletó e gravata. O terno era vermelho berrante que se confundia com a camisa da mesma cor; a gravata, branca.

Ele não sentava em uma cadeira, como se fosse um banco de reservas. Ele sentava em um touro, que estava deitado e parecia cansado.

Notas relacionadas:

  1. ESQUECE, O SONHO REALMENTE ACABOU
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

domingo, 15 de maio de 2011 NBA | 14:13

NA DECISÃO DO LESTE, MIAMI ENTRA COMO FAVORITO

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Começa hoje a decisão do Leste. Decisão que, segundo a maioria, estaria colocando frente a frente Boston e Orlando. Antes de a bola subir pela primeira vez nesta temporada, eram poucos os que acreditavam em Miami e Chicago.

Eu sempre acreditei no Miami; mas no Chicago, nem pensar. Não conseguia ver no Bulls um time capaz de decidir o título da conferência.

Quando alguém me perguntava: Sormani, o que você espera do Chicago, eu respondia: no máximo, semifinal de conferência.

Errei no Chicago, acertei no Miami.

DUELOS

Mas, dizia eu, começa hoje a decisão do Leste. O que esperar? Tem favorito?

O favorito é o Miami. O time deixou pra trás as turbulências da temporada, entrosou e cresceu no momento exato da competição. É favorito porque tem dois jogadores no time, Dwyane Wade e LeBron James, capazes de desequilibrar qualquer jogo.

Boston e Los Angeles escreveram suas histórias na NBA desta maneira. Celtics e Lakers sempre tiveram mais de um “franchise player” em seus times. E o resultado é que acumularam títulos e os dois, juntos, somam 33 campeonatos conquistados em 63 torneios disputados ao longo do tempo na liga norte-americana.

O Miami, hoje, faz o que Celtics e Lakers fizeram para construir seus respectivos patrimônios. Por isso, pra mim, entra como favorito.

O Chicago, por sua vez, tem apenas um jogador capaz de desequilibrar: Derrick Rose. Jogador este que ganhou maturidade nesta temporada, ao contrário de D-Wade e LeBron, que têm bem mais experiência e títulos conquistados.

D-Wade tem um anel de campeão da NBA (2006) e um título olímpico (2008), quando foi parceiro de time de LBJ. Dizem, aliás, que foi nos Jogos Olímpicos de Pequim que os dois mais Chris Bosh combinaram jogar juntos. Isso nunca foi comprovado, até porque, se verídico fosse, a NBA os puniria, pois a liga veta esse tipo de conchavo.

D-Rose, como disse, começou a aparecer nesta temporada. Ganhou um título com o time dos EUA no Mundial da Turquia. E agora que repetir a dose no Leste e depois na NBA.

Não vai ser fácil. Como disse, segurar um time que tem dois astros é muito complicado.

Nem dá para dizer que o Chicago usará a força de sua defesa para isso. O Miami enfrentou o Boston nas semifinais, time de melhor zaga na fase de classificação, e atropelou com incontestáveis 4 a 1.

E mais: se o Chicago defende bem (foi a segunda melhor defesa na fase regular), o Miami também. O time do sul da Flórida, nestes playoffs, tomou em média 88,8 pontos por partida; o Bulls sofreu 87,7. Não há diferença, as defesas se assemelham.

Haverá um duelos espetaculares neste confronto. Um dos mais aguardados colocará frente a frente LeBron e Luol Deng.

O sudanês naturalizado britânico é o melhor marcador do Chicago. Leva vantagem na altura (2,06m x 2,03m), mas é mais leve (113,4 kg x 99,8 kg). Os três centímetros no tamanho darão vantagem a Luol, mas a diferença de força entre eles é muito mais contundente do que a diferença no comprimento: acho que LBJ tem maiores possibilidades de levar vantagem por isso, sem contar que é mais jogador que Luol.

Tom Thibodeau, o treinador do Chicago, deverá usar muito Ronnie Brewer neste confronto. Ele marca mais do que Keith Bogans e frear um pouco do ímpeto de D-Wade será importante para o Bulls nesta série. É verdade que Bogans melhorou muita sua defesa nestes playoffs, mas creio que Brewer será o maior responsável neste que parece ser uma missão impossível—como a de Luol contra LBJ.

Carlos Boozer e CB1 vão duelar também. Mas não seria surpresa alguma se Taj Gibson ganhar mais minutos nesta série, pois o reserva tem mostrado muito mais eficiência do que o titular tanto na defesa quanto no ataque, em que pese os 23 pontos e dez rebotes anotados por Booz no último jogo da série contra o Atlanta.

Joakim Noah, se jogar um pouco mais do que está pode ajudar a desequilibrar o confronto em favor do Bulls. Teoricamente ele é mais jogador que qualquer um dos pivôs do Miami. Se estiver inspirado na série, poderá ser um apoio importantíssimo para tirar um pouco da pressão em cima de D-Rose, que tem sempre que decidir dada a inconstância e a fragilidade ofensiva de seus companheiros.

E agora a gente fala de D-Rose. Quem vai marcá-lo. Num primeiro momento, Erik Spoelstra, treinador do Heat, deverá designar os armadores mesmo: Mike Bibby e Mario Chalmers.

Mas se a coisa não estiver indo bem, ele pode sacar o armador e passar LBJ para a função. LeBron marca muito, é maior e mais forte que D-Rose. O armador do Chicago, se isso ocorrer, terá sérios problemas pela frente.

Quanto a Luol, se LBJ passar a marcar o armador do Bulls, o Miami responde com James Jones ou Mike Miller, sem muito prejuízo, pois o ala do Chicago tem jogado bem nestes playoffs, mas não creio que ele possa ser o “key factor” do confronto. Há que se cuidar dele, com certeza, mas Derrick é muito mais problema do que Luol.

TÁTICA

Quanto a melhor tática para se marcar eu optaria por uma zona “matchup”. Os dois times não têm grandes arremessadores de três. Neste playoffs, o Chicago ocupa a sétima posição, com uma média de 33,7% de aproveitamento, enquanto que o Miami vem numa modesta 12ª colocação, com apenas 31,6% de correção. No total, nestes playoffs, o Chicago meteu 70 bolas de três e o Miami 59.

Então, creio que o que melhor os times têm que fazer é proteger seu garrafão. D-Rose gosta de bater e infiltrar; LeBron e D-Wade um pouco menos, mas apreciam esse tipo de jogo também.

Compactados, marcando dentro do arco dos três, os times podem subtrair muito dos pontos do oponente e tornar esta série uma série onde quem errar menos vai levar.

O MELHOR

O Miami tem mais time, mas o Chicago tem a vantagem de quadra. Isso pode dar uma equilibrada no confronto. O Bulls perdeu apenas seis vezes em casa nesta temporada — uma delas nestes playoffs, diante do Atlanta. Foi quem menos perdeu em casa na temporada.

Mas o Miami foi o time que mais venceu como visitante durante a fase de classificação: 28 vezes, ao lado do Dallas.

O Miami me parece um time maduro, pronto para ser campeão, um time que não sentiu a pressão do TD Garden de Boston, um dos piores lugares da liga para se jogar quando o assunto são os playoffs. Um time que passou por cima de crises “brabas”, que nenhum outro time enfrentou nesta temporada. E que uniu demais o grupo.

Por tudo isso, acredito mais no Miami, mas, é bom a gente não se esquecer, na fase de classificação o Bulls “varreu” o Heat por 3 a 0, tendo vencido uma partida no sul da Flórida.

Pra me despedir de vocês e deixar o assunto pra vocês comentarem: o Miami é favorito, mas não seria surpresa nenhuma o Chicago vencer este embate por tudo o que ele vem fazendo nesta temporada.

Notas relacionadas:

  1. MIAMI, COMO NOS VELHOS TEMPOS
  2. MIAMI, COMO NOS VELHOS TEMPOS
  3. MIAMI, COMO NOS VELHOS TEMPOS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

sábado, 7 de maio de 2011 NBA | 12:36

A HISTÓRIA DE UM E DE OUTRO

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A matéria enviada pela agência de notícias Associated Press diz o seguinte em seu primeiro parágrafo: “Finalmente o verdadeiro Chicago apareceu nos playoffs”. Eu abriria o texto de maneira diferente: “Finalmente o verdadeiro Derrick Rose apareceu nos playoffs”.

É certo que o texto da AP continua e diz: “Naturalmente, Derrick Rose liderou o time”. Mas eu continuaria: “Naturalmente, quem ganhou com isso foi o Chicago, que venceu e recuperou a vantagem de quadra”.

Alguém pode dizer: “Sormani, a ordem dos fatores não altera o produto”. Altera sim; o Chicago depende de D-Rose, como todos os grandes times dependem de um grande jogador. Se ele não joga, por mais que o coletivo funcione, não tem como ser campeão.

D-Rose jogou uma barbaridade ontem em Atlanta. Foi o responsável pela vitória de 99 a 82, que poderia ter sido muito mais acachapante. Poderia ter passado a barreira dos 20 pontos. Aliás, passou, chegou em 22, mas o time aliviou no final e o Hawks tirou um pouco a diferença.

D-Rose mostrou por que foi eleito o MVP da temporada. Anotou 44 pontos — seu recorde não apenas em playoffs, mas em toda a carreira. Teve um ótimo aproveitamento: 16-27 (59,2%). Desse total, foram 4-7 (57,1%) nas bolas de três e 8-9 (88,9%) nos lances livres. Em pontos, foram assim dispostos:

Garrafão — 12 pontos
Meia distância — 12 pontos
Linha dos três — 12 pontos
Lance livre — oito pontos
Total — 44 pontos

Ou seja: não tinha o que fazer. Flutua? Ele acerta de meia e longa distância. Aperta? Ele infiltra. Congestiona o garrafão? Rápido do jeito que ele é, comete-se falta e ele vai para a linha do lance livre.

Foi uma atuação gigantesca.

No primeiro quarto ele fez 17 dos 29 pontos do Chicago. No segundo, apenas quatro, mas atuou 6:53 minutos. No terceiro, foi responsável, em pontos ou assistências, por 20 dos 24 tentos que o time anotou. E no quarto derradeiro fez dez dos 19 pontos que do Bulls.

O jogo de ontem foi o terceiro seguido que D-Rose arremessou 27 bolas contra o aro adversário. Mas nos dois primeiros, ele combinou para 21 acertos, o que deu um aproveitamento de 38,9%. Ontem, como vimos, subiu para 59,2%.

“É duro marcá-lo”, disse Jeff Teague, que vinha tendo sucesso na empreitada. “Quando suas bolas caem, ele é o MVP”, concluiu.

Teague sabe do que fala, pois, dos 44 pontos, 26 foram feitos enquanto ele marcava o armador do Chicago. Aliás, os pontos foram assim dispostos diante de seus marcadores:

Jeff Teague — 26 pontos (11-18)
Jamal Crawford — seis pontos (2-2)
Demais marcadores — 12 pontos (3-7)

Jon Greenberg, que escreve para o site da ESPN, no meio do texto em que exalta D-Rose escreveu algo que eu usarei para fechar o meu texto:

“Rose adicionou (aos seus pontos) sete assistências, cinco rebotes e cinco sorrisos”. Sim, D-Rose voltou a sorrir (Foto AP). E estando feliz é um jogador difícil de ser marcado.

Ele mostrou isso ontem à noite na Philips Arena.

OBSERVAÇÕES

O Chicago venceu a batalha no garrafão: apanhou 47 rebotes contra 34 do Atlanta. Joakim Noah pegou 15 e foi o reboteiro do time, seguido por Taj Gibson com 11. Josh Smith pegou 13 para o Hawks e nenhum outro jogador do time da casa chegou ao duplo dígito nos ressaltos.

Kyle Korver voltou a derrubar suas bolas de três. Foram 3-4. Terminou a partida com 11 pontos. Quando seus tiros acertam o alvo, alivia muito a pressão em cima de Derrick Rose e, consequentemente, do time. E Gibson, que pegou 11 rebotes, como vimos, anotou 13 pontos. Foi o único jogador do Bulls a ter um “double-double” no embate.

A marcação do Chicago foi tão eficiente que o Atlanta conseguiu arremessar apenas seis bolas de três. Encestou só uma, com Joe Johnson, o que deu um aproveitamento de 16,7%. Por falar em J.J. ele anotou apenas dez pontos (4-12). Jamal Crawford, o outro artilheiro do time, fez 7 (3-7).

Os dois combinaram para 17 pontos, com um aproveitamento de 36,8% (7-19). Na vitória do Hawks no jogo 1 da série, em Chicago, por 103 a 95, os dois foram responsáveis por 56 pontos da equipe. Tiveram um aproveitamento de 58,8% (20-34).

Josh Smith foi o melhor jogador do Atlanta. Mas a torcida está no pé dele. Foi vaiado em muitos momentos do jogo quando errava seus tiros. Acabou a partida com 7-14 (50,0%).

No total, nesta série diante do Chicago, atingiu o alvo só em 14 de seus 39 arremessos, o que dá um percentual de acerto de apenas 35,9%. Muito baixo para quem joga como ala-pivô e fica muito tempo perto da cesta.

No jogo de ontem, os lances livres também comprometeram o desempenho do time: 15-25 (60,0%). Josh foi o principal responsável pela debacle: 3-8 (37,5%).

CONCLUSÃO

A série está aberta, mas é evidente que depois da vitória de ontem o Chicago ganha uma força moral muito grande. No confronto diante do Indiana o time só conseguiu jogar bem a última partida, mas ela foi no seu United Center. Ontem o time jogou uma enormidade fora de casa.

FIM DA LINHA

Só um milagre. Sim, só um milagre fará do Lakers um time finalista na Conferência do Oeste.

No confronto de ontem diante do Dallas, teve o jogo nas mãos. No final, voltou a falhar.

Derek Fisher teve grande responsabilidade na derrota. A falta que ele fez em Jason Terry no final do jogo e o passe errado que ele deu para Lamar Odom, longo em seguida, foram lamentáveis. Um jogador com a experiência dele não pode fazer a falta que fez e nem errar um passe como ele errou.

A falta foi cometida com Terry acuado na lateral da quadra e com três segundos para estourar o tempo de posse de bola. O Dallas tinha 93 a 91 e sobrariam 15 segundos para o Lakers atacar para tentar empatar ou vencer com uma bola de três.

O passe mal dado foi um lateral após pedido de tempo (Terry acertou os dois lances livres e levou o placar para 95 a 91). A bola voltou para o Dallas e com 16 segundos para o final da partida.

Um desastre.

VERDADE SEJA DITA

Ok, Fish foi muito mal, mas a atuação de Kobe Bryant foi vergonhosa. Ele não pegou na bola nos minutos finais. Como disse ontem, ele tinha que jogar no seu limite máximo para o Lakers vencer e reverter a série.

Não jogou. Arremessou apenas 16 bolas durante o jogo, 11 a menos do que Derrick Rose na vitória do Chicago diante do Atlanta. Líder do time, melhor jogador da franquia, esperança de todos, atleta que pretende desbancar Michael Jordan e ser o maior de todos os tempos não pode ter uma atuação tão desprovida de alma e coração como Kobe teve ontem à noite.

No primeiro quarto, fez duas faltas e jogou só 6:27 minutos. Anotou dois pontos, frutos de seu único arremesso no período.

No segundo quarto, jogou 11:56 minutos e anotou sete pontos, tendo atirado três bolas contra a cesta do Dallas. Bateu também um lance livre e acertou-o.

Jogou todo o terceiro quarto e arremessou seis bolas, tendo acertado três. Acabou o tempo com seis pontos e não visitou a linha do lance livre nenhuma vez.

Finalmente, no último quarto, jogou 7:35 minutos (por decisão de Phil Jackson, diga-se) e voltou a arremessar seis bolas contra a cesta do Dallas; acertou duas e anotou quatro pontos. Não bateu nenhum lance livre.

Agora, atentem a isso: Kobe (Foto AP) entrou no último quarto quando faltavam 7:35 minutos para o final. O Lakers vencia por 79 a 71. Acertou um arremesso de dois pontos a 5:46 do final e outro a 4:33. Depois disso, ele ficou 4:18 minutos seu chutar nem uma bola sequer contra a cesta do Dallas!!!

Depois de ter feito dois pontos a 4:33, ele voltou a arremessar a 15 segundos do final e tomou um toco de Jason Kidd. Três segundos depois, mandou uma bola de três que não chegou ao destino desejado.

A 4:33 minutos do final, quando acertou seu último chute, colocou o Lakers na frente em 87 a 81. Depois disso, como relatei, foram 4:18 minutos sem arremessar!!!

E o Dallas tirando a vantagem; e o Dallas tirando a vantagem. E deu no que deu.

Como disse, verdade seja dita, Fish foi mal no final, mas a derrota de ontem tem que ser creditada na conta de Kobe Bryant. Ele foi omisso no jogo quando o time mais precisou dele.

Seus números finais: 17 pontos. Fez 8-16 nos arremessos, mas 0-3 nas bolas de três e bateu apenas um lance livre na partida! Uma vergonha!

GASOL

O espanhol foi outra vergonha do Lakers. Tudo bem que marcar Dirk Nowitzki é tarefa das mais difíceis. Mas pontuar contra o alemão é das tarefas mais fáceis; o germânico parece jogador brasileiro defendendo. Ou seja: não marca ninguém.

Mesmo diante de um adversário desses, Gasol fez apenas 12 pontos, 5-13 nos arremessos. Conseguiu ir à linha do lance livre em apenas três oportunidades.

Até tapa no peito ele tomou de Phil Jackson, mas não adiantou.

“Soft”, realmente, muito “soft”.

PERGUNTA

Quem é mais “soft”? Pau Gasol ou Carlos Boozer?

DALLAS

Vamos ao Dallas, afinal, o time texano é, ao lado do Memphis, a sensação da Conferência Oeste.

Jason Kidd voltou a fazer um grande trabalho defensivo em cima de Kobe Bryant. J-Kidd conhece Kobe, não o teme, gosta de enfrentá-lo. Vem colocando Kobe no bolso nesta série.

Dirk Nowitzki (Foto AP), nem precisa dizer, é o homem deste confronto. Ontem, 32 pontos, sendo que teve um aproveitamento de 12-19 nos arremessos (63,1%). E ainda pegou nove rebotes.

Pegou nove rebotes, fez 32 pontos e botou o dedo na fuça de Pau Gasol e disse pro espanhol: “Você é soft!” Claro que ele não disse isso, é apenas um devaneio de minha parte para ilustrar a defesa que o germânico tem feito em cima de Gasol.

Tyson Chandler, coitado, vara-pau do jeito que é, magrinho e fraquinho, tem feito das tripas coração para conter Andrew Bynum. Obteve sucesso apenas no primeiro jogo. Ontem, Bynum fez 21 pontos e pegou dez rebotes. Foi o melhor jogador do Lakers.

Mas Chandler luta como um guerreiro, é de emocionar o seu esforço. Com ele, tem subtraído alguma coisa do jogo de Bynum, com certeza.

J-Kidd, Dirk e Chandler. Mas o cara do Dallas ontem foi Peja Stojakovic. Alguém em sã consciência podia imaginar que o veterano sérvio, que estava praticamente aposentado, viesse do banco e anotasse 15 pontos em momentos cruciais?

Realmente, não há como perder quando:

1) Seu melhor jogador continua em alta;
2) O melhor jogador do time adversário é omisso;
3) Vem um cara aposentado do banco e faz 15 pontos.

CONCLUSÃO

O Lakers está virtualmente. Mas ainda existe um fio de esperança — porque é o Lakers.

Se o time da Califórnia vencer o próximo jogo e repetir a dose em Los Angeles, a série ficaria em 3 a 2 para o Dallas. E a pressão aumentaria dramaticamente para os texanos.

Sim, pois eles se veriam na obrigação de ganhar o sexto jogo em casa, pois, caso contrário, a decisão voltaria para LA.

É isso que o Lakers tem que fazer; é isso que o Dallas tem que evitar.

Notas relacionadas:

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terça-feira, 19 de abril de 2011 NBA | 15:02

ASCENSÃO E QUEDA NO LESTE DA NBA

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Lamentavelmente não vi os jogos de ontem. Minha internet não estava à disposição. A empresa que cuida do serviço informou-me: manutenção de rede. Das 21h até as 9h desta terça.

Levantei e fui tentar ver o VT. Mesma situação. Liguei novamente para a empresa. Informaram-me: manutenção prossegue; até as 21h30 desta terça.

Lamentável.

QUEDA

Que o Chicago e Derrick Rose estão em queda neste momento não há dúvida. Nem é preciso ver os jogos para se constatar isso. Nem a ausência de Darren Collison ajudou o Bulls.

O resultado mostra isso: 96 a 90. A atuação do time, à exceção de Derrick Rose, foi muito ruim. Repito: não vi o jogo. Mas olho para o “box score” e vejo:

1) Luol Deng: 3-13
2) Joakim Noah: 2-10
3) Keith Bogans: 1-5
4) Carlos Boozer: 6-12

Estes são os titulares ao lado de D-Rose. E Booz e Noah jogam com o beiço no aro, pois atuam dentro do garrafão.

Com um desempenho desses, não dá para ter folga no jogo.

Agora, o que me chamou a atenção foi o fato de que o Indiana ter perdido Collison e mesmo assim ter vendido caro a vitória ao Chicago.

O “box score” me sugere que o time voltou a marcar bem apesar de ter tomado 96 pontos. Limitou o adversário a um aproveitamento de apenas 38,6% de seus arremessos.

ASCENSÃO

O Miami é o único time que sobra nestes playoffs. E enfrenta um adversário, o Philadelphia, que cresceu muito de produção na segunda metade do campeonato, com vitórias diante do Boston e do Bulls, em Chicago.

Bateu o Sixers novamente, agora por 94 a 73, e fez 2 a 0 na série. Como o Chicago, mas jogando melhor do que o Bulls e contra um adversário mais forte.
Não vi o jogo, vocês sabem, mas olho para o “box score” e vejo que o único jogador do Heat que teve “double-double” foi Chris Bosh: 21 pontos e 11 rebotes.

Por que algumas pessoas são tão resistentes em relação a CB1?

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  1. CHANCE DE T-MAC NO BULLS DIMINUI
  2. O EFEITO CARLOS BOOZER
  3. BOSTON E CHICAGO, DUELO PARTICULAR NO LESTE
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  1. Primeira
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  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. Última