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22/11/2009 - 15:32

ADMIRADO POR TODOS

Nenê Hilário voltou a jogar bem com a camisa 31 do Nuggets. Na vitória de ontem sobre o Chicago por 112-93, o são-carlense fez dez pontos e apanhou nove rebotes.

Mais do que isso: limitou Joakim Noah a apenas oito rebotes, quebrando uma sequência de oito jogos do filho de Yannick com um duplo dígito nos ressaltos.NENE

Aliás, o respeito que jornalistas, torcedores e o povo de Denver — e também do Colorado — têm para com o brasuca é empolgante.

Nenê (foto Reuters em jogada contra Joakim Noah) é sempre focalizado pelas câmeras de tevê, é aplaudido quando surge a oportunidade e respeitado por todos os companheiros. No prélio de ontem, quando saiu para descansar, Scott Hastings, ex-jogador do próprio Denver, comentarista da Altitude Television, falou: “Sem Nenê o Denver perde em intensidade em seu jogo interior”.

E perde mesmo.

Kenyon Martin e Chris Andersen não têm a qualidade de jogo de Nenê. São guerreiros — especialmente Birdman —, mas tecnicamente não se comparam ao são-carlense.

Ao lado de Chauncey Billups e Carmelo Anthony, forma o pilar que sustenta a franquia nesses últimos anos. Basquete vistoso, eficiente e admirado por todos.

A seleção e a torcida brasileira aguardam ansiosamente por sua chegada, Nenê. Ano que vem, na Turquia, você terá a missão de comandar esse time em quadra.

VAREJÃO

Nosso outro brasuca na NBA teve atuação tímida na rodada deste sábado. Ontem, na vitória do Cleveland sobre o Philadelphia por 97-91, foram quatro pontos e sete rebotes; mas houve dois tocos também, que a gente não pode e nem deve desprezar.

Ficou 27 minutos em quadra; J.J. Hickson jogou 32. Hickson, que tomou conta da posição, marcou 14 pontos.

Pontuar é muito importante no Cavs. Tira um pouco da pressão em cima de LeBron James.

Não é fácil ficar o tempo todo tendo a responsabilidade de pontuar. Pontuar, pontuar, pontuar; não deve ser fácil interpretar esse papel.

Por isso, Hickson tomou a vaga de Varejão. Desde que isso aconteceu, a média do ex-pivô de North Carolina State passou de 2.5 pontos para 15.7 pontos por jogo.

Os números justificam a predileção de Mike Brown por Hickson neste momento.

Mas a temporada está apenas começando. Varejão tem ótimos serviços prestados pela franquia.

Aliás, todos reconhecem isso. Não fosse assim, não o Cavs não estaria pagando US$ 6.36 milhões para o capixaba jogar esta temporada.

CONSTRANGEDOR

É de dar pena, é de partir o coração o momento em que vive o New Jersey. É a única franquia que não conseguiu vencer no campeonato.

Foram 13 jogos e 13 derrotas. Perdeu seis jogos em casa e sete fora. O pior início na história da franquia.

Ontem o time foi dobrado pelo New York (isso mesmo, pelo New York!) dentro de casa, por 98-91. É de dar pena, é de partir o coração.

O Nets cai na estrada a partir de terça-feira. Serão quatro jogos longe do Garden State. Na ordem: Denver, Portland, Sacramento e Lakers.

Alguém aposta em vitória do New Jersey?

Se o Nets ganhar um jogo, eu pago a próxima rodada. Já avisei o Labica.

Wizards Spurs BasketballALELUIA!

JP e a galera que torce pelo San Antonio deve estar de ressaca neste domingo. Tomaram todo o estoque de cerveja do nosso botequim.

O time voltou a vencer depois de três derrotas consecutivas! E a vítima não pode ser desprezada: Washington (106-84).

Colocar 22 pontos em cima do Wizards, com Gilbert Arenas, Antawn Jamison e Caron Butler não é mole não; e foi o que aconteceu.

Os Três Tenores só não estiveram afinadíssimo porque Manu Ginobili, contundido, ficou com trajes civis vendo a partida do lado de fora. Em compensação, Tony Parker (fotro AP) cravou 17 pontos, oito assistências e seis rebotes, enquanto que Tim Duncan marcou 16 pontos, nove rebotes e sete assistências.

Uma dupla da pesada, que provocou muito barulho no AT&T Center.

Richard Jefferson aos poucos vai se entrosando com o time e com o sistema de jogo de Gregg Popovich. Marcou 15 pontos, mas o mais importante é que anulou Butler, que ficou limitado a míseros oito pontos, ele que tinha 17.7 pontos de média por partida.

Foi a quinta vitória do Spurs na temporada. Todas elas dentro de casa.

Isso preocupa.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , ,
11/11/2009 - 11:53

MONITOR DEFINE VITÓRIA

Seguramente foi o final mais emocionante desta temporada. Infelizmente, vítima do apagão que vitimou 12 Estados (entre eles São Paulo) da nação mais o Distrito Federal, não assisti ao vivo; vi agora pela manhã.

Valeu ou não valeu? A bola ainda estava nas mãos de Brad Miller ou não?

Creio que ainda estava. Portanto, o trio agiu muito bem ao anular a cesta milagrosa de Miller e “tirar” a vitória do Chicago e passá-la para o Denver.

Mas que foi doído, isso foi.

Quem ainda não conhece a história, vamos a ela.Nuggets Bulls Basketball

Faltava 1:55 minuto para o final do jogo quando Kenyon Martin, ao receber um passe de JR Smith (que voltou após suspensão de sete partidas), enterrou e aumentou a vantagem do Denver para quatro pontos: 87-83.

No ataque seguinte, Luol Deng tentou uma bandeja, mas tomou um toco de Nenê, que ainda pegou o rebote. No ataque colorado, o são-carlense cometeu um equívoco ao andar com a bola, isso a 1:19 do fim.

Dez segundos depois, Kirk Hinrich encestou uma bola dupla: 87-85 para o Nuggets.

O mesmo Hinrich desarmou Chauncey Billups quando o cronômetro mostrava que faltavam 56 segundos para o fim da partida. Tempo do Chicago.

O ataque seguinte ao tempo solicitado pelo Bulls foi emocionante: John Salmons errou um chute de três; Hinrich pegou o rebote e entregou a bola para Joakim Noah, que tentou a bandeja, mas tomou um toco de Martin; Derrick Rose ficou com a sobra e empatou o jogo em 87 pontos.

Faltavam 33 segundos para o final.

O Denver bateu o fundo bola e 20 segundos depois de tomar a cesta que empatou o prélio, Carmelo Anthony, da ponta esquerda do ataque colorado, encestou uma bola de dois: 89-87.

Treze segundos para o final da partida; tempo de 20 segundos para o Chicago.

Billups faz falta em D-Rose no ataque tricolor e o “muleque” do Bulls acerta os dois tiros, mostrando uma frieza impressionante para quem está há pouco mais de uma temporada na NBA. Jogo empatado novamente: 89-89.

Dez segundos para o final, o Denver bate o fundo bola e Hinrich faz falta em Billups. O armador do Denver vai para a linha do lance livre com o cronômetro marcando 0.6 segundo para o final.

Billups acerta o primeiro e coloca o Nuggets na frente em 90-89. Erra o segundo propositalmente para que o relógio corresse, certo de que quando Noah segurasse o rebote o tempo estaria zerado.

Não zerou; falta ainda 0.3 segundo para o fim do jogo.

Tempo do Chicago.

Lateral bola no ataque. Hinrich passa para Miller, que pega e arremessa: bingo!

A bola entrou, os jogadores do Bulls e os 21.409 torcedores que lotaram o United Center abraçavam-se como se o time tivesse conquistado o campeonato. Mas o trio de arbitragem, corretamente, recorreu ao monitor para ver se a cesta valeu ou não.

Depois de dez minutos debruçados diante da tela, Matt Boland, Mark Wunderlich e Eric Dalen constataram que a bola ainda estava nas mãos de Miller quando o cronômetro zerou.

Denver 90-89 Chicago.

Foi doído, mas foi o correto.

Por hoje é só.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , , , , ,
06/11/2009 - 11:52

OS DRAMAS DE CLEVELAND E SAN ANTONIO

A temporada mal começou e em apenas seis jogos o Cleveland já perdeu dois deles em casa, exatamente o mesmo número de vezes em que foi dobrado diante dos fãs em toda a temporada passada. Nos outros 39 embates em sua Q Arena, o Cavs foi para o vestiário carregado nos braços da torcida.

Para que isso ocorra novamente, o time de LeBron James não pode mais perder em seus domínios. É possível que isso ocorra?

Improvável, mas não impossível.

Mas não é isso o que interessa. O que importa é falarmos do jogo do Cavs, que realmente decepciona neste início de competição.

O time não funciona em quadra. A contratação de Shaquille O’Neal pouco ou quase nada adicionou ao time.

Talvez tenha-o deixado mais lento em quadra. Exatamente o que ocorreu em Phoenix.

Shaq, infelizmente, envelheceu. É vítima do tempo, como todos nós.

Tem freado o ritmo alucinante que LBJ imprime à equipe quando o time joga em casa e, com defesa consistente parte para a transição e nocauteia o oponente pela velocidade e eficiência de seu jogo.

Isso não tem sido visto como se via no campeonato passado. Shaq defende mal e é lento.

Seus números na derrota de ontem para o Chicago por 86-85 foram bons apenas nos rebotes: dez. Mas a pontuação foi mediana para que se valha a pena tê-lo em quadra: 14 pontos.

Anderson Varejão, por exemplo, teve números semelhantes: 12 pontos e 13 rebotes. Mas o jogo não fica concentrado no capixaba e ele, ao contrário de Shaq, não deixa o time em “slow motion”.

E mais: Shaq em quadra, atualmente, não é preocupação para o adversário. Dificilmente você vê o oponente fazer um “double team” (marcação dobrada) em cima do grandalhão.

Apenas um jogador é suficiente.

Será que Shaq vai naufragar também em Cleveland?

Bulls Cavaliers BasketballFELICIDADE

Em contrapartida, o Chicago levou às nuvens os seus torcedores. Ninguém, em sã consciência, poderia imaginar que o Bulls fosse vencer o Cavs — ainda mais em Cleveland.

Mas não é que o time venceu?

O final foi dramático. O tal do “double team” que eu disse há pouco que ninguém mais faz em Shaq, foi feito em LeBron James nos segundos finais da partida.

E o ala, ao tentar a bandeja para dar a vitória aos anfitriões, encontrou a porta fechada por Luol Deng e Joakim Noah (foto AP). Perfeito.

LBJ deixou a quadra reclamando de falta — que significaria a cobrança de dois lances livres. Mas foi choro de mal perdedor.

O que eu vi foi uma defesa perfeita em cima de um dos maiores jogadores de basquete da atualidade. Isso King James deveria dizer e reconhecer o trabalho da dupla adversária.

Vitória justa de um time que não se deixou intimidar em nenhum momento pela força do adversário e nem pelo barulho da torcida. Vitória justa de um time que acreditou até o fim que era possível vencer.

Chicago 86-85 Cleveland. Inacreditável!

IRREGULAR

O San Antonio também não empolga neste início de competição. Perdeu seus dois principais compromissos até o momento: Bulls, em Chicago, e Utah, em Salt Lake City.

Suas duas únicas vitórias em quatro partidas até o momento aconteceram no Texas: New Orleans e Sacramento. E, cá pra nós, dois times do bloco intermediário para baixo, o que não empolga ninguém.

A derrota de ontem na cidade do lago salgado por 113-99 preocupa os torcedores texanos. Afinal, o Jazz vinha de uma campanha de 1-3, com derrota até mesmo para o Houston (sem T-Mac e Yao Ming) em sua EnergySolutions Arena.

Carlos Boozer estava marcado pela torcida. Pegava na bola e era vaiado.

Até o jogo de ontem.

Na noite passada, Booz marcou 27 pontos, apanhou 14 rebotes, deu três assistências e dois tocos e ainda roubou duas bolas. E, mais importante de tudo, ajudou a controlar Tim Duncan, um dos maiores power foward da história da NBA.

A quinta-feira foi realmente atípica: os favoritos perderam; as zebras se deram bem.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , ,
01/05/2009 - 12:58

A DIFERENÇA QUE UM CRAQUE FAZ

Kevin GarnettNas intermináveis discussões sobre futebol – paixão maior do planeta –, muitos debatedores costumam usar um argumento que a meu ver é falho demais e carece de sustentação lógica quando o tema das discussões são jogadores fora de série.

Assim, quando alguém quer diminuir o feito de um atleta campeão, o fora de série como disse acima, condutor de uma equipe na competição, é comum ouvirmos o seguinte argumento oco: mesmo sem Fulano de Tal (o fora de série em questão), o time seria campeão, pois era bom demais.

Já cansei de ouvir isso de gente inteligente, com vasta cultura esportiva, mas que é turrona ao extremo e não cede nem um milímetro sequer de suas convicções, exatamente porque, como disse, fica cego quando discute.

Gastei três parágrafos para falar de Kevin Garnett (foto à direita, Getty Images) e do confronto Boston x Chicago.

Ninguém discute a qualidade do Celtics. Para muitos – inclusive para mim –, o time era favorito ao título desta temporada. Um timaço com KG, Paul Pierce, Ray Allen, Rajon Rondo e companhia bela.

Mas KG se contundiu no joelho e está ausente destes embates contra o Bulls. Antes de a série começar, muitos – eu entre eles – disseram: mesmo sem Garnett o Boston bate o Chicago com facilidade.

O time é forte demais para, mesmo sem sua grande estrela, se complicar diante de uma equipe jovem, sem experiência e dirigida por um treinador sabidamente obtuso.

Fui irônico no texto de apresentação deste confronto: se Kevin Garnett não puder jogar os playoffs, o Celtics terá um pouco mais de trabalho para eliminar o Bulls (…) Previsão: Boston 4-1 sem Garnett; com KG, 4-0.

Quebrei a cara; muitos, como eu, também.

A série será decidida apenas no sétimo jogo, amanhã à noite, em Boston, às 21h de Brasília. Quer dizer: o vencedor o fará com o score de 4-3.

Resumindo: Kevin Garnett é a diferença desse time. O que a mim fica claro é que jogadores como Paul Pierce, Ray Allen e Rajon Rondo, se KG não estiver em quadra, não funcionam em sua totalidade.

Perguntei no referido texto de apresentação dos playoffs: será que Pierce e Allen conseguirão se impor sem a presença intimidadora de KG? Respondi: na série contra o Chicago, sim.

Mas não é o que está acontecendo, especialmente porque, no momento de defender, não o fazem com qualidade sem a sustentação de Garnett. KG é a referência defensiva do Boston; e emocional também.

Vejam, pois, a diferença que um jogador faz. Ou melhor, que um fora de série faz.

Portanto, pensem bem antes de afirmar: mesmo sem Fulano de Tal, o time seria campeão, pois era bom demais.

KG não está jogando e o Boston, fortíssimo candidato ao título, está se enrolando diante do Chicago, um time jovem, sem experiência e dirigido por um treinador sabidamente obtuso.

EMOÇÃO

Ontem, três prorrogações.

Boston e Chicago fazem a série mais emocionante em toda a história da NBA. Em seis jogos, sete prorrogações; o maior número em toda a história da liga.

Ontem, chegou-se ao cúmulo de três.

Paul Pierce poderia ter evitado tudo isso se tivesse sido mais eficiente nos momentos decisivos. Errou o arremesso derradeiro a quatro segundos do final do tempo normal, deixando o placar igual em 101 pontos e possibilitando a primeira prorrogação.

Voltou a errar o último chute do primeiro tempo extra com a buzina disparando pela última vez com sua bola no ar e que terminou chocando-se contra o aro inimigo.

Finalmente, com o jogo empatado em 123 pontos, na terceiro e última prorrogação, Paul Pierce perdeu a bola para Joakim Noah (foto abaixo, Reuters). Não se contentando com a bobagem feita, aumentou-a ao fazer uma falta no pivô do Bulls no momento da bandeja.

Isso possibilitou um ataque de três pontos, uma vez que Noah fez a cesta e converteu o lance de bonificação, levando os anfitriões a uma vantagem de três pontos (126-123) a 35 segundos do final desta terceira prorrogação.

Foi o lance, a meu ver, que determinou a vitória do Chicago. Tem que ser debitado na conta de Pierce.

Joakim Noah

DESTAQUES

Ray Allen – ele de novo! – foi o nome do Celtics. Anotou nada menos do que 51 pontos em quase uma hora na quadra.

Seus números: 18-32 (56.2%) nos arremessos, sendo que acertou nada menos do que nove das 18 bolas de três arremessadas na partida (50%); nos lances livres, 6-7 (85.7%).

Do lado do Chicago, John Salmons. O ala do Bulls terminou a partida com 35 pontos em uma hora de jogo.

Seus números: 13-22 (59%) nos arremessos, sendo que acertou cinco em nove dos tiros triplos (55.5%); nos lances livres, 4-4 (100%).

ÚLTIMO

Como disse acima, amanhã, 21h de Brasília, acontece o último jogo da série. Local: TD Banknorth Garden de Boston.

Favorito? O Celtics, pois jogará em casa e diante de seus fanáticos torcedores, aqueles mesmos que costumam chacoalhar ônibus adversários quando a delegação adversária está chegando e partindo do local da partida – e a NBA nada faz para punir a franquia, dando as costas para esses atos de vandalismo.

Como disse acima, o Chicago é um time jovem. Penso que esta juventude poderá pesar demais nesta hora crucial.

Sem contar que o trio de árbitros vai assoprar o apito mais favoravelmente ao time da casa – o que é normal em todo o planeta, pois seres humanos são suscetíveis a pressão.

CAFAJESTE?

Puxa vida, a gente tem admirado demais o trabalho de Rajon Rondo. Tem exaltado seus feitos, ressaltado sua evolução, enfim, dando voz a um jogador que, a meu ver, é subestimado pela imprensa norte-americana.

Mas, para minha surpresa, por detrás daquela carinha de anjo parece esconder-se um cafajeste.

O soco que ele acertou em Brad Miller nos segundos finais da partida de Boston, deixou-me em dúvida se foi intencional ou não. A NBA entendeu que não e por isso evitou a punição.

Sem histórico algum de confusão – pelo menos que eu me lembre –, Rajon foi beneficiado exatamente por isso quando foi julgado pela liga.

Ontem, no entanto, no final do primeiro quarto, enroscou-se com Kirk Hinrich e lançou o jogador como se estivesse se livrando de algo contagioso que enroscava-se em seu corpo.

Hinrich partiu para cima de Rajon e, não fosse a presença de um árbitro, os dois teriam proporcionado uma cena comum nos jogos de hóquei: troca de socos.

Por que Rajon comportou-se daquela maneira com Hinrich, um jogador limpo? O que acontece com o armador do Boston?

Vamos esperar para concluirmos se tudo não passa de tensão pela frustração diante de uma série que era dada como barbada e que se avolumou além da conta ou se realmente por detrás daquela carinha de anjo esconde-se um cafajeste.

FIM

Houston e Orlando classificaram-se ontem para as semifinais da NBA em suas respectivas conferências (à esquerda, Rashard Lewis e Stan Van Gundy, do Magic, em foto AP).

O time texano ao bater o Portland dentro de seu Toyota Center por 92-76; a equipe da Flórida ao ganhar do Sixers, na Filadélfia, por 114-89.

A vitória do Rockets obtida no Oregon, no primeiro jogo da série, por 108-81, foi determinante para este resultado final. O Blazers, outro time jovem nesta fase, não teve estofo para recuperar a vantagem de quadra.

Ontem, sucumbiu pela terceira vez na casa inimiga. Desta vez, vítima de sua pobreza ofensiva: apenas LaMarcus Aldridge (26) e Brandon Roy (22) tiveram duplo dígito na pontuação.

Do lado do Houston, Ron Artest liderou o time em quadra com 27 pontos. Yao Ming, que quebrou o pé na temporada passada e não participou dos playoffs, fez um jogo sólido também: 17 pontos e dez rebotes.

A vitória na série foi a primeira desde 1997. Traduzindo, havia sete playoffs que o time era barrado na primeira rodada.

Terá pela frente o Lakers nas semifinais. Os números do confronto neste campeonato são desanimadores: em quatro jogos, quatro derrotas.

O Lakers fez uma média de 102.8 pontos por partida, enquanto que o Rockets ficou na casa dos 89.8. Preocupante para os vermelhinhos, animador para os amarelinhos.

E emblemático porque o Houston tem em sua defesa (especialmente em Artest e Shane Battier, os dois marcadores de Kobe Bryant) o ponto alto de seu time. Será que o Lakers conhece o caminho das pedras diante deste inimigo?

Vamos esperar pelo começo deste confronto, que promete ser um dos mais disputados, a meu ver, apesar da ampla vantagem do Lakers na fase de classificação.

Quanto ao Orlando, mesmo sem Dwight Howard, suspenso pela NBA pela cotovelada desferida em Sam Dalembert, o time venceu fora de casa e fechou o confronto em 4-2.

Se lembramos que o Sixers fez 2-1 na série com uma vitória em casa no terceiro confronto, a gente constata que o Magic fez uma corrida de partidas de 3-0.

Ou seja: ganhou os três últimos prélios, classificando-se para as semifinais.

A vitória de ontem foi incontestável: 25 pontos de diferença. Foi, também, a pior derrota do Philadelphia desde os playoffs de 1970, quando perdeu para o Milwaukee por 156-120.

Qual foi o segredo do Orlando no jogo de ontem, sem poder contar com seu Super-Homem?

Rashard Lewis e Rafer Alston.

Lewis marcou 29 pontos, enquanto Alston cravou 21 tentos e dez assistências.

Mas não dá para escantear J. J. Redick, que anotou 15 pontos (seu recorde em playoffs), tendo encestado cinco bolas de três.

Ah, ia me esquecendo: o pivô polonês Marcin Gotart marcou 11 pontos, pegou 15 rebotes e fez quatro desarmes.

Enfim, como se vê, o Orlando foi um time equilibrado.

Aguarda pelo desfecho da série entre Boston e Chicago. Terá dois dias a mais para descansar – e isso é muito bom.

NOITADA

Hoje à noite, apenas uma partida: Miami x Atlanta. O jogo será na Florida e começa às 21h de Brasília.

O Hawks lidera a série por 3-2. Uma vitória do time da Geórgia e ele estará apto para enfrentar o Cleveland, que descansa merecidamente por tudo o que tem feito até agora neste campeonato.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,
18/04/2009 - 17:44

MENINOS DO CHICAGO CALAM BOSTON

Confesso que eu não esperava; quem me acompanha neste botequim conhece meu ponto de vista. Mas que o torcedor do Chicago não se empolgue; e que os fãs do Boston não se deprimam. Foi apenas o primeiro jogo.

De todo o modo, o resultado foi significativo – especialmente para a garotada do Chicago. Os 105-103, em pleno TD Banknorth  Garden, são emblemáticos porque mostram que o tricolor de Illinois, se é uma equipe jovem no papel, mostrou-se madura dentro de quadra.

Não é fácil suportar a pressão da torcida do Boston. É uma das mais indisciplinadas da NBA, que costuma fechar os olhos para o mau comportamento de alguns fãs.

Que o digam jogadores do Lakers, que através dos tempos, nas partidas decisivas em Massachusetts, sofreram um bocado, com torcedores chacoalhando o ônibus do time entre outros vandalismos.

Por isso mesmo, quando o jogo foi para a prorrogação, admito que não acreditava em derrota do Celtics. Jogando em casa, com o apoio desta torcida, diante de um time jovem, cujos principais jamais haviam disputado uma partida de playoff, não dava mesmo para imaginar outro cenário.

Mas os meninos do Chicago se comportaram como homens. Passaram no teste proposto certa vez por Michael Jordan, que disse que é nos playoffs que se separa os meninos dos homens.

Derrick Rose foi o grande nome da partida. E ele é um “rookie”!

Mesmo assim, controlou o jogo e não se intimidou em momento algum. Ao deixar a quadra, mostrou-se sereno; ótimo, não se deixou levar pela euforia que costuma pregar peças nos incautos.

O comportamento maduro deste menino de apenas 20 anos foi tão significativo, para mim, quanto os 36 pontos e as 11 assistências que ele distribuiu ao longo dos 46 minutos que ficou em quadra.

E mais: teve um aproveitamento muito bom nos arremessos, pois acertou 12 de seus 19 tiros (63.1%). E não foram apenas bandejas; foram tiros de meia distância, local onde ele mostrou ter problemas durante a fase de classificação.

Nos lances livres, acertou a dúzia cobrada. 100% de acerto! Em playoff, fora de casa, com o tormento que vem das arquibancadas, não é mole não.

Foi o nome do jogo. Calou o ginásio do Celtics.

Não só ele, é verdade, pois não dá para deixar de destacar o desempenho de Joakim Noah: 11  pontos e 17 rebotes. E também de Tyrus Thomas, que se foi discreto no tempo normal, foi fundamental na prorrogação, quando marcou seis de seus 16 pontos e apanhou dois de seus seis rebotes.

Quanto ao Celtics, sem Kevin Garnett, o futuro não é tão claro como se imagina. O time terá dificuldades pela frente.

Ainda por cima, Ray Allen, um dos pilares do time, foi uma negação. Marcou apenas quatro pontos, com uma performance ridícula nos chutes: 1-12!

Como disse acima, foi apenas o primeiro encontro. O Boston tem time e estrutura emocional para reverter o quadro e ganhar a série.

Mas vencer o campeonato sem KG, realmente, é algo que eu não consigo imaginar.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , ,
02/01/2009 - 11:07

MARBURY COM UM PÉ NO BOSTON

Stephon Marbury já tem para onde ir: Boston. Surprise!

Pois é, isso confirma o que ele disse há algumas semanas: “Vocês terão uma surpresa quando o time for revelado”.

Surpreende mesmo. Seria o reencontro com Kevin Garnett, reeditando a dupla que tanto sucesso fez em Minnesota.

Mas eu pergunto: dará certo? E Rajon Rondo? E Sam Cassell?

Bem, Cassell é um veterano que vai ficar mais como um auxiliar de Doc Rivers e do próprio Rondo – o que ele já vem fazendo – do que como jogador. Portanto, não há problema aqui.

E Rajon?

Bem, ele teria, certamente, seus minutos subtraídos. Mas Marbury pode fazer um 2 junto com Rondo, dando descanso a Ray Allen.

Seria, também, alternativa para descansar Rondo, uma vez que as pernas de Cassell não são mais as mesmas. E, como Sammy, Stephon traria do banco não apenas qualidade, mas experiência também.

De qualquer modo, Danny Ainge, o arquiteto desse timaço do Boston, já deixou claro para Stephon: você só será contratado se entender que terá um papel secundário no time.

Como seu contrato, de acordo com as regras da NBA, será baixo, uma vez que ele assinaria uma rescisão com o Knicks, em caso de problemas de comportamento, o Celtics não teria dificuldades para mandá-lo embora. O dinheiro envolvido seria mixaria para os padrões da liga.

Está, pois, nas mãos de Marbury.

Se ele conseguir se entender com o New York, Boston será o seu destino.

CARÁTER

Além de ruins de bola, alguns jogadores do Chicago estão tendo comportamento cafajeste em relação ao técnico Vinnie Del Negro. Testam o debutante treinador, para saber até onde ele consegue segurar o grupo.

Na terça-feira da semana passada, um dia depois do jogo contra o New Jersey, no Izod Center, Del Negro multou Joakim Noah (foto AP), Tyrus Thomas e Larry Hughes. Motivo: os três violaram o regulamento imposto pelo comandante, que proíbe os atletas de comerem dentro do vestiário antes de uma partida.

Os três, belos e formosos, comiam despreocupadamente antes do encontro com o Nets.

Ao serem comunicados da multa, cujo valor não foi divulgado, os três disseram que não sabiam do regulamento.

O que é muito pior, pois revela que eles não estão compromissados com o projeto, com o grupo, pois alheios estão em relação a uma importante decisão tomada pelo treinador.

Mas isso não passou de mentira, coisa de criança que tenta não ser punida. Não conseguiram: foram multados.

Del Negro também deixou claro aos três recalcitrantes que eles estão na sua alça de mira. Outro deslize e eles pagarão muito mais caro que a multa imposta.

PROTESTO

As vaias da maior parte dos 21.861 torcedores que superlotaram o United Center na vergonhosa derrota do Chicago para o Orlando, ainda ressoam nos ouvidos dos jogadores.

“Foi embaraçoso perder daquele jeito”, disse Noah, ontem. “Fomos vaiados pelos nossos próprios torcedores”.

Del Negro trocou quatro titulares na metade do terceiro quarto, deixando em quadra apenas o sueco Thabo Sefolosha. Mandou para o banco Derrick Rose, Ben Gordon, Tyrus Thomas e Aaron Gray, colocando em seus lugares Lindsey Hunter, Larry Hughes, Andres Nocioni e Joakim Noah.

Tudo de uma vez só.

De nada adiantou, claro, porque os caras são fracos. Mas foi um recado não apenas para os titulares – mas também para os reservas.

Mas eu me pergunto: que tipo de recado?

SACO DE PANCADAS

Dos últimos cinco jogos, o Bulls perdeu quatro. É certo que apenas um deles teve o United Center como palco, mas, ironicamente, foi exatamente esta partida que o time envergonhou seus torcedores: o massacre imposto pelo Orlando, quando o time chegou a ficar 33 pontos atrás no marcador e virou o primeiro tempo tendo levado 65.

Aliás, é bom que se diga, pela segunda vez nos últimos três jogos o time permitiu ao oponente marcar 65 ou mais pontos no primeiro tempo! Contra o Atlanta foram 68.

Uma vergonha.

Tem tudo para repetir o fiasco esta noite, quando viaja até Cleveland para enfrentar o melhor time caseiro da liga até o momento e um dos melhores da competição.

E que tem uma máquina de fazer pontos chamada LeBron James.

Pobre Chicago.

AMENO

Depois de jogar esta noite contra o Cavs, em Ohio, o time terá cinco jogos em casa. Quatro deles moleza pura: Minnesota, Sacramento, Washington e Oklahoma City.

Apenas o último é complicado: Portland.

Quer dizer: se tudo der certo, o Bulls tem tudo para fazer quatro vitórias seguidas, ganhar moral e tentar dobrar o Blazers.

Mas, para isso, os jogadores têm que mudar a atitude dentro e fora da quadra.

E Vinnie Del Negro deixar apenas de falar grosso e mudar também o jeito de o time jogar, pois a pobreza tática da equipe é constrangedora.

ESPERANÇA

O armador Kirk Hinrich, que eu disse ter retorno apenas para fevereiro, pode antecipar sua volta em 20 dias. Sua recuperação da cirurgia no polegar direito está sendo excelente.

Pelo menos uma boa notícia.

RODADA COMPLETA

Com a folga de ontem pelo feriado de 1º. de janeiro, os 30 times da NBA estarão em ação esta noite. Portanto, 15 jogos foram marcados para que a gente fique maluco, sem saber qual assistir.

O jeito é dar uma olhadinha aqui, outra olhadinha ali.

A farra começa às 22h de Brasília com dois embates: Toronto x Houston e Orlando x Miami. Começo por este jogo.

Meia hora depois, uma quadra de partidas: New Jersey x Atlanta, Boston x Washington, New York x Indiana e Cleveland x Chicago. Quando este enfrentamento começar, deixo de lado o clássico da Flórida.

Às 23h, mais quatro partidas: Minnesota x Golden State, Detroit x Sacramento, Memphis x San Antonio e Oklahoma City x Denver. Com o início deste confronto, vou dividir minhas atenções entre este jogo e o do Cavs por motivos óbvios: dois brazucas estarão em ação, Anderson Varejão (foto AP) e Nenê.

Às 23h30, mais duas pelejas: Milwaukee x Charlotte e Dallas x Philadelphia.

À meia-noite, apenas uma partida: Phoenix x LA Clippers. Este embate também ajudará a dividir minhas atenções, pois quero ver Leandrinho em quadra, uma vez que ele volta a jogar o basquete que tanto nos encanta.

À 1h da manhã, Portland x New Orleans; meia hora mais tarde teremos Lakers x Utah, partida que será mostrada ao vivo para o Brasil pela ESPN.

Haja café!

NASH

O canadense deve voltar hoje. Ontem, ele participou normalmente do treino do Phoenix.

Ao final, declarou: “Se a partida fosse hoje [ontem], eu jogaria. Estou me sentindo bem. Espero acordar melhor ainda na sexta-feira”.

Steve Nash jogou apenas nove minutos da partida contra o Oklahoma City. Saiu com dores lombares e não voltou mais. Ficou de fora do jogo contra o Memphis.

Quem lucrou foi Leandrinho.

O paulistano atuou em média 35 minutos nos dois últimos encontros do Suns. Marcou 28 pontos contra o Grizzlies, seu recorde nesta temporada; roubou seis bolas contra o Thunder, seu melhor número neste fundamento desde que entrou na NBA em 2003.

ALL-STAR GAME

A NBA divulgou ontem nova apuração para o Jogo das Estrelas. Apenas uma mudança em relação à passada – e infame.

Chris Paul perdeu a vaga no quinteto titular para Tracy McGrady.

Do lado do Leste, tudo igual: Allen Iverson, Dwyane Wade, LeBron James, Kevin Garnett e Dwight Howard.

No Oeste ficou assim: Kobe Bryant, T-Mac, Amaré Stoudemire, Tim Duncan e Yao Ming.

O que eu acho?

Falei sobre o assunto com o Murilo, um dos freqüentadores deste botequim. Acho um exagero Iverson como titular no Leste. Devin Harris, Mo Williams e Jameer Nelson jogam mais do que ele e qualquer um dos três deveria estar entre os titulares.

No Oeste, a saída de CP3 para a entrada de T-Mac, como disse, é vergonhosa. Com um braço amarrado Paul joga mais do que o “caolho”.

E mais: tenho certeza de que quem votou no armador do Houston sabe disso também. Mas eles incorporaram o espírito do evento: é uma festa e não uma convocação para a seleção dos EUA que vai disputar uma Olimpíada.

Votaram, portanto, em que os toca no coração.

Foi por isso que eu pedi para que os brasileiros votassem nos brasileiros.

O “All-Star Game”, companheiros, é uma festa. Nada além disso.

Esse é o espírito do evento.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,
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