A NOITADA DE MELO E NENÊ
O Denver construiu ontem à noite sua terceira vitória na temporada. Bateu o Memphis por 133-123; não foi fácil.
O time do Tennessee vendeu caro a vitória. OJ Mayo esteve impossível em quadra: anotou 40 pontos para o Grizzlies; poderia ter roubado a vitória do Denver.
É, mas do outro lado havia Carmelo Anthony. O ala do Denver marcou nada menos do que 42 pontos e comandou o time colorado.
Melo é o cestinha do campeonato até o momento com uma média de 37.7 pontos por jogo! Muita coisa.
Nas três partidas disputadas até agora, sua menor produção foi na contenda de estréia, quando marcou “apenas” 30 pontos frente ao Utah. Na sequência, anotou 41 contra o Portland, fora de casa — e fez 42 ontem, como vimos.
ECO
É claro que a vitória do Denver não se resumiu aos 42 pontos de Carmelo Anthony. Seu jogo reverberou em seus companheiros.
Outros quatro atletas do Nuggets terminaram a partida com um duplo dígito na pontuação. A saber: Chauncey Billups 22, Nenê Hilário 18, Kenyon Martin 16 e Chris Andersen 12.
Mais do que isso: o Denver foi um time solidário em quadra. Fez 36 assistências contra 27 do Memphis.
BRASUCA
Nenê realizou uma grande partida. Não apenas pelos 18 pontos marcados, mas também pelo seu aproveitamento nos arremessos: acertou os seis tentados (100%).
Além disso, apanhou nove rebotes e deu seis assistências. Quase um “triple-double”? Não, ficou um pouco longe.
Mas quase saiu mais cedo do jogo: cometeu cinco faltas. Nenê precisa resolver esta questão, pois, como sempre digo, ele é importante para o time em quadra e não sentado no banco.
DEFESA
Kobe Bryant fez 41 pontos na vitória do Lakers diante do Atlanta por 118-110. Mas o nome do jogo foi Ron Artest.
Phil Jackson, ao ver Joe Johnson anotar 18 pontos no primeiro quarto do jogo, chamou Artest e disse que ele teria que conter o avanço inimigo.
Não deu outra: nos três quartos seguintes, com Artest fungando no cangote, JJ anotou apenas nove pontos.
E assim o Lakers construiu sua segunda vitória na competição.
Se alguém tinha dúvida se a troca de Artest por Trevor Ariza foi boa ou não, creio que depois do que foi mostrado ontem no Staples Center de Los Angeles essa dúvida dissipou-se.
VITÓRIA
Vocês se lembram do Toronto, que na segunda rodada deu uma sova no Cleveland em seu Air Canadá Centre? Pois bem: ontem, no mesmo palco, o Orlando, outro dos favoritos ao título, foi lá e venceu.
E mesmo sem Vince Carter, lesionado no tornozelo.
A vitória tem que ser creditada para os armadores do time: Jameer Nelson e JJ Redick. O primeiro fez 30 pontos, o segundo, 27.
Ah, sim, o Orlando jogou não apenas sem Carter, mas também sem Rashard Lewis, que segue suspenso pela NBA.
Quando esses quatro estiverem ao mesmo tempo em quadra, sai debaixo.
Os que apontaram o Orlando como um dos favoritos ao título do Leste, esfregam as mãos neste momento. O Magic, realmente, encanta com seu jogo sólido e equilibrado.
ROTINA

O Boston venceu novamente. Chegou a seu quarto triunfo nesta temporada, onde permanece invicto.
Diante dos fãs em seu TD Garden, o Celtics impôs-se ao New Orleans ao fazer 97-87.
Deem uma olhada nas pontuações: Paul Pierce 27, Ray Allen 17, Kevin Garnett 14 e Kendrick Perkins e Rasheed Wallace com 12 pontos cada um.
Podemos chamar isso de socialismo alaranjado?
Creio que sim.
Notas relacionadas:
Autor: Fábio Sormani Tags: Atlanta, Boston, Carmelo Anthony, Celtics, Denver, Jameer Nelson, JJ Reddick, Joe Johnson, kevin garnett, Kobe Bryant, Lakers, Magic, NBA, Nenê Hilário, Nuggets, O. J. Mayo, Orlando, Paul Pierce, Ray Allen, Ron Artest, Vince Carter