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segunda-feira, 5 de março de 2012 NBA | 19:54

ARMADORES PUROS SUMIRÃO NUM FUTURO NÃO MUITO DISTANTE

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O parceiro Gustavo Malaquias mandou a seguinte mensagem há pouco: “Muitos falam a mesma coisa: consideram Derrick Rose (foto Getty Images) um “shooting guard” e não um “point guard”. Mas eu tenho uma outra opinião. Para mim, D-Rose é o típico “point guard” moderno – muito atlético, explosivo, com bom arremesso, ótimo controle de bola e grande visão de jogo. Você não encontra essas qualidades em muitos “shooting guards”. E a tendência é que a nova safra dominante de armadores tenham essas qualidades, vide John Wall, Kyrie Irving, Kemba Walker e o próprio Russell Westbrook, que possui um jogo parecidíssimo com o do Rose e você não o retirou de sua lista”.

Era uma resposta a algum comentário de outro parceiro deste botequim.

É exatamente isso o que eu penso e já me manifestei aqui sobre o assunto em outras ocasiões.

Em uma conversa que tive pelo Twitter com o meu xará Fabio Balassiano disse isso a ele e ele também concordou. E o nosso papo (fiquei feliz por isso) motivou-o a escrever um texto muito bom sobre o assunto (clique aqui para ler).

A opinião de Gustavo vem ao encontro do que eu penso. Sem querer posar de sabichão ou sabe-tudo, a meu ver a maioria das pessoas se guia por um conceito antigo de que armador tem que passar a bola em primeiro lugar. Isso está ficando para trás. Armador moderno tem que armar o jogo e pontuar — e muito, de preferência.

Magic Johnson, aliás, já fazia isso na década de 1980. Também por isso Earvin entrou pra história como um dos maiores de todos os tempos.

Eu já disse aqui algumas vezes: os armadores puros, do tipo Rajon Rondo e Jason Kidd (atual), vão sumir com o passar do tempo. Jogador tem a obrigação de saber levar a bola, ler o jogo e fazer escolhas corretas sob quaisquer circunstâncias do jogo.

Então, pra que um “point-guard”?

Num futuro breve, todos serão “shooting guard”. E os alas também terão que saber conduzir o jogo. Scottie Pippen, por exemplo, fazia isso nos tempos do Chicago de Michael Jordan — que também sabia levar a bola.

Aliás, no segundo “Three Peat” do Bulls, o “armador” era Ron Harper, que nunca foi armador. Ele era um ala-armador como Michael Jordan. Steve Kerr (que era um armador, mas que estava mais para ala-armador), entrava apenas nos momentos chaves das partidas.

No Lakers de Phil Jackson, o que Derek Fisher menos fazia era levar a bola e armar o jogo. Isso ficava a cargo de Kobe Bryant e Lamar Odom.

No Miami atual, Mario Chalmers ocupa um papel semelhante ao de Fish: finge-se de morto e sempre aparece aberto para os arremessos de três, servido que é por LeBron James e Dwyane Wade, por exemplo.

Assim serão os times de basquete no futuro. Futuro, diga-se, que está em nossa frente, mas que muitos ainda não estão conseguindo enxergar.

Os times do futuro terão jogadores como Derrick Rose, Kobe Bryant, LeBron James, Dwyane Wade, Russell Westbrook, Deron Williams, Tony Parker e Jeremy Lin. Terão John Wall, Kyrie Irving e Kemba Walker.

Assim será; podem me cobrar.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 25 de fevereiro de 2012 NBA, basquete brasileiro | 11:58

SÁBADO, O MELHOR DIA DO “ALL-STAR WEEKEND”

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Não vi o jogo de ontem entre “rookies” e “sophomores” que se misturaram e formaram dois times. Time que foram dirigidos por Charles Barkley e Shaquille O’Neal.

Vi na internet que o Team Chuck (Barkley) bateu o Team Shaq (O’Neal) por 146-133. Pelo placar vejo que não devo ter perdido nada.

Li que Kyrie Irving (foto Getty Images) foi eleito o MVP da partida por conta de seus 34 pontos, 24 deles frutos de oito bolas certeiras de três. E constatei também que Jeremy Lin foi um fiasco, tendo anotado apenas dois pontos.

Acho um porre esse jogo. Se dependesse de mim, não existiria. Estava atento por conta da presença de Tiago Splitter. Mas como o brasuca se contundiu e ficou de fora, fui comer uma pizza.

A grande noite do “All-Star Weekend” acontece no sábado. É mais interessante do que o próprio “All-Star Game”. Isso porque os jogadores não querem saber de jogar, não querem saber de competir. E isso deixa o confronto entre os melhores do Leste contra os melhores do Oeste bem chato também. No ASG os jogadores dão voz a seu lado “globetrotter”. E como eles não são “globetrotter”, o jogo fica enfadonho.

No sábado, não; no sábado tem competição. Os caras querem ganhar o torneio de habilidade, o torneio misto, a competição de três pontos e principalmente a de enterradas. Há emoção do começo ao fim. A gente mal se mexe da poltrona.

Por isso, esta noite, eu pego os dois pedaços de pizza que sobraram de ontem, coloco no forno e como-os vendo o melhor do “All-Star Weekend”.

Palavra de quem já viu o evento ao vivo em quatro oportunidades.

ESBOÇO

A Nike divulgou o layout do uniforme do time dos EUA que vai competir nos Jogos Olímpicos de Londres, em julho próximo (foto Divulgação).

Duas observações:

1) o fardamento é horrível;

2) Pela foto divulgada, Deron Williams deve ser o titular na armação, deixando Chris Paul e Derrick Rose no banco.

Esta era a minha única dúvida em relação ao quinteto inicial dos EUA. Com essa dica, acho que Mike Krzyzewski, o Coach K, deve mandar a quadra o seguinte time:

Deron Williams
Kobe Bryant
LeBron James
Kevin Durant
Dwight Howard

AMISTOSOS

O Brasil vai enfrentar os EUA no masculino e no feminino antes das Olimpíadas. Serão dois amistosos na capital norte-americana, marcados para o dia 16 de julho, três dias depois de a bola ter parado na WNBA.

As moças se enfrentam às 17h30 locais (18h30 horário de Brasília) e às 19h30 (20h30 no Brasil) os homens se encontram.

As duas partidas serão no Verizon Center, lar do Washington Wizards.

Jogo é jogo, treino é treino, já dizia Didi, um dos maiores jogadores de futebol que este planeta produziu. Esses dois amistosos estarão mais para treinos e não para jogos.

É a chance de os comandantes usarem e abusarem do direito de testar seus atletas e algumas formações.

Mas para o Brasil terá outro significado: colocar frente a frente nossos atletas diante dos monstros norte-americanos, tanto do masculino quanto do feminino. Esse contato ajuda a tirar a ansiedade que é comum quando duas escolas díspares se enfrentam, especialmente em se tratando de feminino.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012 NBA | 15:44

LIN SENTE A FORÇA DO MIAMI; LAKERS SENTE O PODERIO DO OKLAHOMA CITY

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Jeremy Lin não viu a cor da bola. Mas é desculpável. Afinal, trata-se de um “rookie” que disputa apenas sua segunda temporada e que pela primeira vez encontrou uma defesa de verdade pela frente.

O Miami tem a melhor zaga da NBA. Acho que poucos duvidam disso. (E tem gente que duvida do trabalho de Erik Spoelstra; go figure.)

Lin não viu a cor da bola ontem na derrota de ontem de seu New York diante do Miami 102-88. Lin não viu a cor da bola assim como Derrick Rose não viu a cor da bola nas finais da Conferência Leste por causa exatamente da extraordinária capacidade individual e coletiva da defesa do Miami.

Essa é uma das razões por que eu coloco o Heat como grande favorito ao título: sua defesa. Sua defesa e a formidável capacidade ofensiva de seus jogadores; ou melhor, dos Três Magníficos. E às vezes aparece um Mario Chalmers do nada e arrebenta com qualquer planificação adversária.

Aliás, os mesmos que não vêm capacidade em Spo não vêm qualidades em Chris Bosh (foto AP); que coisa, não é mesmo? Bosh é como Kevin Durant e Tim Duncan: joga sem fazer alarde. Não alardeia e por isso não tem carisma. Além disso, quando CB1 perde, abre sua torneira de emoções e chora, o que causa indignação em “macho men” aposentados que viraram comentarista, como Shaquille O’Neal.

Bosh fez 25 pontos ontem com um aproveitamento de 11-17 (64,7%). Pegou ainda oito rebotes, deu um toco e roubou uma bola. “Macho man” no que faz, embora subestimado.

“Soft”, na verdade, é Amar’e Stoudemire. Alguns parceiros deste botequim demonstraram indignação com a não-convocação de Stoudemire para a seleção dos EUA que vai disputar os Jogos de Londres. Eu, na época, não soube como responder esta indignação, pois não acompanhava muito de perto do Knicks.

Agora, com a “Linsanity” virei fã de carteirinha do time da Big Apple. E estou vendo Amar’e jogar: uma vergonha. Ele chega a ser mais “soft” do que Carlos Boozer.

E ninguém fala mal do cara! Será que ninguém vê? Por que esse protecionismo a ele e a perseguição a Chris Bosh?

Falo de Bosh porque não preciso falar de Dwyane Wade e LeBron James. Eu estou procurando palavras adequadas para falar de D-Wade. Ele é preciso, low profile, dedicado e centrado. E não é egoísta. Será que estas são palavras que podem defini-lo bem? Acho que não. Às vezes, acho que seu jogo é inefável.

Por falar em egoísmo, o que dizer do comportamento de LBJ? Quando ele embarcou de Cleveland para Miami, pouco antes de entrar no avião, pegou o ego e jogou-o na lata de lixo mais próxima da sala de embarque. Não se incomoda em ser menos do que ninguém. Está maduro porque sabe que o mais importante é o que ele acha de seu jogo; o mais importante é o que o time acha de seu jogo; o mais importante é finalmente ganhar um anel.

Três Magníficos que enquadraram o New York. Três magníficos que fazem do Miami o grande time da NBA na atualidade. Três Magníficos que fazem do Miami o líder do campeonato.

E diante de um esquadrão como este, Jeremy Lin sucumbiu ontem à noite. Lin saiu indignado de quadra. Não cumprimentou ninguém. Saiu empertigado, pisando duro. Sentiu o jogo e a derrota. Errou ao não cumprimentar os adversários, mas mostrou que tem vergonha na cara.

Com certeza envergonhou-se de seu jogo, especialmente de seu desempenho ofensivo: oito pontos, frutos de um aproveitamento miserável de 1-11 (9%).

Lin não deve se deprimir. Afinal de contas, como vimos, enfrentou simplesmente o melhor time da NBA, que tem igualmente a melhor defesa da NBA. E ele é um “rookie”.

SEGUNDO

O campeonato ainda não acabou. Nos playoffs é que se separam os homens dos meninos, como dizia Michael Jordan. Mas no momento o Oklahoma City é o segundo melhor time da NBA.

Comprovou isso, uma vez mais, ao vencer o Lakers em sua Chesapeake Energy Arena por 100-85. Não deixou o Lakers tomar gosto pelo jogo. Quando isso ameaçava acontecer, lá vinham Kevin Durant, Russell Westbrook e/ou James Harden.

Durant fez 33 pontos; Westbrook, 19; Harden 16. Harden, aliás, tem tudo para ser eleito o melhor sexto homem desta temporada. Continua, é bom dizer, com o bom desempenho de outras campanhas. Mas, desta vez, acho que o galardão não lhe escapa.

Durant, Westbrook e Harden. Isso sem falar de Serge Ibaka: 11 pontos, 13 rebotes e três tocos. Baita defensor, daqueles que atemorizam o adversário a ponto e não deixá-lo dormir tranquilamente a noite que antecede a partida.

O OKC lembra muito o San Antonio no que diz respeito a holofotes da mídia. Quieto, vem abrindo caminho. Os adversários que abram o olho.

QUEDA-DE-BRAÇO

Miami e OKC ainda não se enfrentaram na temporada. Farão dois embates. O primeiro está marcado para o dia 25 de março próximo, um domingo, em Oklahoma City. O Thunder retribui a visita em 4 de abril, uma quarta-feira.

Para muitos, aperitivos do que será a final desta temporada.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012 NBA | 13:04

KOBE “SENTE” O JOGO E O LAKERS GANHA COM ISSO

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O Lakers fez a vitória que o time e a torcida esperava. Ganhou em Dallas do Mavs por 96-91, uma partida que pelo retrospecto deveria ter perdido.

Kobe Bryant não fez um grande jogo. Debateu-se com os arremessos, tendo acertado apenas 4-15 (26,7%). Foi frouxo também nos lances livres: 5-9 (55,5%).

Mas teve um momento, no final da partida, que ao dar uma assistência a Andrew Bynum, a 1:05 minuto do final do jogo, pontos que colocaram o Lakers na frente em 93-86 e obrigou Rick Carlisle a pedir tempo, Kobe foi para o banco do Lakers dando peitadas e chocando-se no ar, de costas, com seus companheiros (foto AP).

Havia muito tempo que eu não via Kobe fazer isso. Fazer isso significa estar entusiasmado e focado no jogo e no time. Kobe estava vibrando com o desempenho da equipe, sentindo a partida e vivendo a rivalidade com o Dallas.

O ala-armador do Lakers fez 40 ou mais pontos em quatro jogos seguidos no início desta temporada. Foram momentos brilhantes, que chamaram a atenção de todos — inclusive da gente aqui no botequim.

Mas eu não senti Kobe envolvido com o time e com o jogo como eu o vi onte diante do Dallas.

Isso ocorreu ontem. Há que se esperar para ver se o episódio vai se repetir. Se se repetir, a coisa muda de figura, pois sentir o jogo, pra mim, vale muito mais do que 40 pontos anotados contra não sei quem.

AMIZADE

Kobe Bryant não precisa ser amigo da família Buss, que controla o Lakers, principalmente Jim Buss, filho de Jerry, o patrão de fato.

Kobe tem apenas que manter um bom relacionamento com eles e entender que ele é empregado e não dono da franquia.

Por mais que ele queira o bem do time, ele é jogador. Há limites para ele se expressar.

Kobe tem que se concentrar no jogo. Como fez ontem em Dallas.

ACIDENTE

O Dallas não precisa se preocupar com a derrota de ontem. Em clássio, a gente bem sabe, tudo pode acontecer mesmo. Não se trata de clichê.

Volto a afirmar: do jeito que as coisas estão, creio que a final do Oeste será entre Oklahoma City e Dallas, numa repetição do que ocorreu no ano passado.

MILESTONE

É assim que a língua inglesa se refere a grandes feitos. E foi o que ocorreu ontem em Chicago, na vitória do Bulls sobre o Milwaukee por 110-91: o pivô Joakim Noah atingiu seu primeiro “triple-double” na carreira ao anotar 13 pontos, pegar igual número de rebotes e dar dez assistências.

O Noah do momento é muito diferente do Noah do começo da temporada. O Noah do momento tem muito mais a ver com o Noah da temporada passada, quando o Chicago acabou como líder geral da fase de classificação e disputou a final do Leste, tendo sido derrotado pelo Miami.

Se se mantiver assim, a coisa também muda de figura, pois o franco-americano é um dos alicerces deste jovem time do Chicago ao lado de Derrick Rose e Luol Deng.

POUPADO

Mike D´Antoni, dada a fragilidade do Atlanta, deixou Jeremy Lin apenas 32 minutos em quadra na vitória de 99-82 diante do Hawks. Mesmo assim, o sino-americano quase anotou novo “double-double” ao marcar 17 pontos e dar nove assistências. Roubou mais duas bolas e essa “mão leve” de Lin tem sido temida pelos adversários.

Achei apenas que D´Antoni poderia ter dado mais minutos para Baron Davis. O reserva de Lin jogou apenas 14 minutos.

Num playoff, a experiência de Davis pode ser muito importante. Mas sem ritmo de jogo isso de nada vai adiantar.

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012 NBA | 18:29

A BRIGA DE KOBE PARA FAZER O LAKERS ENTRAR NA BRIGA PELO TÍTULO

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O Lakers vive um momento difícil. O time, quando vence, não convence; e perde mais do que se imaginava. Lamar Odom foi embora e os “reforços” que vieram não rendem. E há jogadores, como Metta World Peace, Matt Barnes e Steve Blake, que não deveriam mais vestir a camisa amarela.

Some-se a isso a indefinição quanto a Andrew Bynum e principalmente Pau Gasol. O espanhol deve estar com a cabeça feito um trevo. A todo o momento ouve-se falar que ele será envolvido em alguma troca.

Depois do sacode que o Lakers tomou do Phoenix, no último domingo, Kobe Bryant, que se acha dono da franquia, veio a público reclamar do comportamento indeciso do gerente geral da franquia, Mitch Kupchak (os dois na foto AP antes da partida contra o Phoenix, em LA). Disse Kobe: “Eu gostaria que a direção decidisse logo se vai trocar Gasol ou não. Prefiro que ele não vá embora. Mas se alguma coisa vai ser feita, que se faça logo. Agora, se não forem negociá-lo, que venham a público e digam de uma vez por todas”.

KB neste ponto tem razão: esta indefinição quanto a Gasol tem atrapalhado o jogador. Tanto que ele, nesta temporada, apresenta sua menor média de pontos (16,6) desde que aportou na NBA, em 2001.

“É difícil para Pau jogar em meio a todos esses rumores sobre trocas”, prosseguiu Bryant. “É complicado manter a concentração quando todos os dias se escuta que vão te mandar para outra equipe”.

O tormento de Gasol começou quando ele foi envolvido na troca com Chris Paul que acabou vetada pela NBA. Depois falaram em Orlando. Especularam também Minnesota e agora fala-se em Chicago. Não, não; não se fala mais em Chicago, pois há algumas horas voltou-se a falar em um negócio com o Wolves, envolvendo Michael Beasley.

Beasley? Pra quê? No que isso iria melhorar o Lakers?

Falou-se também em Derrick Williams, mas esta seria uma aposta. Pode dar como pode não dar certo. Mas se der, não é para agora, é para o futuro, quem sabe daqui a duas temporadas.

Mas aí Kobe pode voltar a fazer biquinho, porque ele quer um jogador que venha adicionar qualidade ao time agora, para ser campeão. Daqui a duas temporadas a gente não sabe (e nem ele) se estará rendendo o que rende no momento.

O fato é que o Lakers precisa mesmo é de um armador — e não de um ala. O time tenta Ramon Sessions, do Cleveland. Se não rolar, o plano b seria Gilbert Arenas. Mas Arenas não deve estar bem ou o pessoal da franquia não quer apostar em um jogador cujo passado recente vem permeado por problemas; caso contrário, já teria assinado com ele, pois Arenas já fez alguns testes com o Lakers.

Um negócio com o Wolves envolvendo Beasley seria legal se Luke Ridnour entrasse na troca. Mas Ridnour tem sido titular do time ao lado de Ricky Rubio e esta formação, com dois armadores, tem surtido efeito.

Mas para trazer Gasol, é possível que a franquia de Minneapolis abra mão de Ridnour. Mas, como eu disse dia desses, o Wolves não precisa de Gasol. É time que amadurece a cada dia que passa e Kevin Love pode ser tranquilamente o “franchise player”.

Do jeito que está, volto a dizer, o Wolves vai brigar pelo título da conferência em no máximo duas temporadas. Até lá, amadurece ainda mais seus jogadores e entrosa o time.

O fato é que está difícil fazer negócio. Tanto que Kupchak declarou há poucos dias que este time pode ser o time até o final da temporada. Quer dizer: se não houver superação, a luta pelo título da conferência e consequentemente da NBA vai ser difícil.

Outro problema: esperar por Dwight Howard. Isso é risco muito grande, pois o Lakers não terá “cap” para contratá-lo na próxima temporada, quando ele for “free-agent”. O Lakers tem US$ 8,9 milhões do salário de Lamar Odom que ele não usou na troca com o Dallas. Tem a cláusula de anistia que ele pode usar dispensando, por exemplo, Metta World Peace que ganhará US$ 7,2 milhões no próximo campeonato.

Acontece que as regras do CBA impedem que estas duas quantias sejam unidas. Se unidas, daria US$ 16,1 milhões, um dinheirão para seduzir D12. Mas isso não pode ser feito. O máximo que o Lakers terá para oferecer para D12 são os US$ 8,9 milhões de Lamar Odom.

Convenhamos, dificilmente Howard aceitaria.

Então, restam duas saídas para o Lakers: 1) fazer uma troca antes do dia 15 de março próximo, data-limite para os negócios; 2) esperar pelo fim da temporada e torcer para que D12 renove com o Orlando em sinal de gratidão e imediatamente haja uma troca com o Lakers envolvendo Gasol e/ou Bynum.

Convenhamos, é arriscado, pois D12 pode muito bem não trilhar este caminho, pois ele será “free-agent”.

A situação do Lakers está complicada. E Kobe, garoto irascível que é, não está conformado com a situação. Seu depoimento depois da derrota para o Phoenix foi sintomático.

“Como um ex-jogador, eu entendo como esses dias que antecedem a data-limite podem estressar um jogador”, disse Kupchak em resposta ao pronunciamento de Kobe Bryant. “No entanto, como gerente geral, tenho minhas responsabilidades com a franquia, com nossos fãs e com os jogadores para que esta equipe prossiga na busca da melhora para esta ou nas próximas temporadas. Sinalizar publicamente de que não vamos mais fazer isso ou aquilo seria colocarmo-nos em posição desvantajosa. Tomar uma atitude destas neste momento seria não prestar um serviço completo aos donos da franquia, ao nosso time e aos nossos torcedores”.

E o que isso quer dizer? Não sei; sinceramente, não sei.

O que sabemos neste momento é que o Lakers pode ganhar o título desta temporada, pois time que tem um gênio como Kobe Bryant e uma camisa vitoriosa é sempre favorito ao título. Mas, temos que reconhecer, suas chances são reduzidas. Se quiser brigar a ponto de atemorizar os adversários, alguma coisa há que ser feita.

E imediatamente.

RODADA

Carmelo Anthony voltou — e o New York voltou a perder. Em que pese os 21 pontos, nove assistências, sete rebotes e quatro roubos de bola de Jeremy Lin, o Knicks foi surpreendido pelo New Jersey dentro de seu Garden por 100-92. O sino-americano, aliás, roubou 13 bolas nos últimos três jogos, o que dá uma média de 4,3 por partida… O nome do jogo, no entanto, foi o armador Deron Williams: 38 pontos. D-Will (foto Getty Images) acertou oito bolas de três, seu recorde desde que entrou na liga, na temporada 2005-06… Derrick Rose voltou a jogar depois de cinco partidas no estaleiro. Foram 34:54 minutos em quadra que se traduziram em 23 pontos, seis assistências e cinco rebotes. Com D-Rose em quadra o Chicago Bulls tem cara de time campeão. “Estou me sentindo bem e me senti bem durante toda a partida”, disse o jogador depois do jogo… O Orlando foi a Milwaukee e bateu o Bucks por 93-90. Somou sua nona vitória nos últimos 12 confrontos. Depois de quatro derrotas consecutivas (Boston, New Orleans, Indiana e Philadelphia), o time se reagrupou e ocupa a terceira posição no Leste com uma campanha de 21-12 (63,6%). No geral, tem o quinto melhor desempenho da NBA… O Dallas venceu mais uma: 89-73 no Boston. Já disse e repito: o atual campeão da NBA acertou seu time após a perda de alguns jogadores (JJ Barea, Tyson Chandler e DeShawn Stevenson) e das últimas oito partidas venceu sete. Assim como o Orlando, tem a terceira melhor campanha da conferência (21-12, 63,6%)… Já o Boston despenca pelas tabelas. Vem de quatro revezes seguidos e dos últimos sete cotejos perdeu seis. É o último colocado no Leste (15-16, 48,4%) e se estivesse no Oeste ocuparia a 11ª posição… O San Antonio voltou a triunfar, desta vez diante do Utah, fora de casa, por 106=102. Enfileirou sua 11ª vitória e firma-se cada vez mais na segunda posição no Oeste, com nove derrotas apenas, nos calcanhares do líder Oklahoma City, que bateu o New Orleans, em casa, por 101-93, e que tem sete derrotas… Notícia ruim para o SAS: Manu Ginóbili ficará de fora por duas semanas por conta de uma distensão no abdome.

Notas relacionadas:

  1. BYNUM LIVRA A CARA DE KOBE E DO LAKERS
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

domingo, 19 de fevereiro de 2012 NBA, outras | 20:33

JEREMY LIN E O CARREGADOR ZAROLHO DE VOLTAIRE

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Estou em ritmo de Carnaval. Mas no meu caso é descanso. Não vi a rodada de ontem, apenas me assustei ao ver que o Chicago havia perdido para o New Jersey, em casa.  De resto, nada de anormal.

Iria fazer o mesmo hoje: descansar. Mas ao checar os resultados de ontem vi que o New York iria enfrentar o Dallas logo depois do almoço. Ou seja: Jeremy Lin estaria em ação!

Ah, não deu outra: mandei às favas o descanso e avisei minha mulher: almoçamos fora de casa, ok, mas às 4h da tarde eu quero estar em casa. Por que, ela perguntou. Você não iria descansar? Eu respondi: Jeremy Lin.

Minha mulher sabe quem é Jeremy Lin. Aliás, o planeta sabe quem é Jeremy Lin. Fico cá com os meus botões me perguntando: será que a popularidade de Lin, hoje, é maior do que Messi?

Se depender de minha mulher e de meus amigos, sim. Eles discutem Jeremy Lin; ninguém tem interesse em falar sobre Messi quando estamos entre amigos.

Por isso, quando eu disse a ela que queria estar em casa às 4h da tarde pra ver Lin em ação, ela compreendeu minha imposição e agonia. Motivo mais do que justo.

E valeu eu ter cancelado todo nosso programa matinal. Jeremy voltou a acabar com o jogo e o New York bateu o Dallas por 104-97.

Rick Carlisle, o treineiro do time texano, fez de tudo para tentar conter o sino-americano. Colocou o gigantesco e ágil Shawn Marion em sua marcação (foto AP). Do banco, puxou Dominique Jones. Mas não teve jeito: nenhum dos dois encontrou a fórmula ideal para conter o armador do New York Knicks.

Lin, para desespero dos texanos e daqueles que torcem contra (eu não sei como é que alguém consegue torcer contra Lin!), acabou com seus defensores e comandou o time da Big Apple em quadra: 28 pontos, 14 assistências, cinco desarmes e quatro rebotes.

Es-pe-ta-cu-lar!!!

Como é que é? Ouvi alguém mencionar os sete erros por ele cometido? É isso mesmo?

Aos que preferem destacar os sete erros de Jeremy eu reproduzo um parágrafo de um conto magnífico de Voltaire intitulado “O carregador zarolho”.

Disse Voltaire: “Nossos dois olhos não melhoram nosso destino. Um deles deixa ver o bem; o outro, os males da vida. A maioria fecha o primeiro, enquanto poucos fecham o segundo. Pois é, assim muita gente até preferiria ser cega do que ver. Bem-aventurados os zarolhos que são privados do olho mau que deforma tudo o que vemos”.

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  2. JEREMY LIN ENLOUQUECE A NBA E OS EUA
  3. JEREMY LIN SE RENDE AO CAPENGA NEW ORLEANS
Autor: Fábio Sormani Tags: ,

sábado, 18 de fevereiro de 2012 NBA | 12:14

JEREMY LIN SE RENDE AO CAPENGA NEW ORLEANS

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Acabou o encanto? Calma, calma, foi apenas uma derrota. Tudo bem que foi para um time capenga, mas acidentes acontecessem. E como dizia Michael Jordan, não dá para jogar bem todas as noites.

Depois de enfileirar sete vitórias, o New York, ou melhor, Jeremy Lin (foto AP) foi batido. Ambos se curvaram a um dos rabeiras da competição em pleno Madison Square Garden, com todas suas poltronas ocupadas (19.763 pagantes). A vitória do New Orleans por 89-85 foi incontestável, pois o time da Louisiana sempre esteve na frente. O Knicks nem sequer conseguiu igualar o marcador desde que a bola subiu pela primeira vez.

Lin? 26 pontos, cinco assistências, quatro desarmes e dois rebotes. Mas cometeu nove erros, seu recorde nesta temporada e em seu curto histórico na NBA.

O que aconteceu com Lin? Má jornada; some-se a isso o fato de que ele foi bem marcado. Apesar de ser um dos lanterninhas do torneio (era o penúltimo colocado), o NOH tem a nona defesa menos vazada do campeonato (92,5), o que prova, uma vez mais, que não adianta ser consistente na defesa se o ataque não funciona — e este é o caso do time de Nova Orleans, que posiciona-se em 29º lugar no ranking ofensivo, com uma média de apenas 87,2 pontos por partida.

Ontem, além de ter segurado o NYK em apenas 85 pontos, 11 a menos do que sua média, o desempenho ofensivo do NOH foi entusiasmante, pois todos os seus jogadores titulares tiveram duplo dígito na pontuação, comandados que foram por Trevor Ariza (25 pontos).

“Fui um jogador impreciso e pouco cuidadoso”, disse Lin depois da partida. Antes dela, foi solicitado pelo cineasta Spike Lee para uma foto. Lee rendeu-se à “Linsanity” e foi ao jogo com a camisa 4 de Lin, quando este jogava na Palo Alto High School, na Califórnia.

Azar no jogo, sorte no amor? Depende do que se entende por amor. O fato é que Lin, antes do confronto de ontem, teria sido informado que Kim Kardashian (foto) quer conhecê-lo. Se você não sabe de que se trata, Kim é a “reality star” que ficou casada com Chris Humphries, ala-pivô do New Jersey, por apenas 72 dias. É amiga também de Lala Vazquez, mulher de Carmelo Anthony e apresentadora da MTV nova-iorquina.

Será que isso explica os nove erros de Jeremy durante a partida? Será que ele estava com a cabeça em outro lugar?

QUIETO

Os holofotes, em sua maioria, estão em Jeremy Lin. Outra parte se volta para a contusão de Derrick Rose. E um punhado de luzes também se estende ao Lakers, que está desesperado atrás de uma troca para tornar este um time competitivo.

Do Miami ninguém fala.

O time não perde há cinco partidas e das últimas dez venceu oito. Está jogando melhor e melhor e não apenas vencendo seus adversários, mas triturando-os também.

Foi isso o que aconteceu ontem em Cleveland, quando o Heat bateu o Cavs por 111-87, 24 pontos de diferença, diferença esta que chegou a 34 e se o time do sul da Flórida tivesse mantido o ritmo chegaria a 40.

Eu sei, eu sei, o Cavs está jogando sem Anderson Varejão, mas o New York pegou o antepenúltimo colocado do campeonato e perdeu dentro de casa. O Miami venceu fora.

LeBron James (28), Dwyane Wade (22) e Chris Bosh (16), os Três Magníficos, marcaram juntos 66 dos 111 pontos do Heat (59,5%). A química entre eles está cada vez melhor e crescendo num jeito certo, de modo que todos possam dela se aproveitar quando os playoffs chegarem.

Mesmo com Derrick Rose em plena forma, o Chicago não tem time para bater o Miami numa provável final de conferência.

SILENCIOSO

Outro time que não tem chamado a atenção da mídia (mas deveria) é o Dallas. O Mavs foi à Filadélfia e ontem à noite bateu o Sixers por 82-75 aumentando para seis o seu número de vitórias consecutivas. Dos últimos 12 cotejos, venceu nove.

É o atual quarto colocado do Oeste.

No triunfo de ontem, Dirk Nowitzki esteve impossível no segundo tempo. Neste período marcou 24 de seus 28 pontos.

O time esteve impecável no terceiro quarto, quando bateu o Philadelphia por 24-8. Ali o Dallas resolveu a parada.

Por falar em parada, a próxima do Mavs será amanhã, em Nova York, 16h de Brasília. Certamente o jogo da rodada.

CALVÁRIO

O Toronto segue em seu sofrimento. Ontem, em pleno Air Canada Center, perdeu para o Charlotte (98-91), lanterninha da competição. Um vexame. Leandrinho Barbosa (foto AP) conseguiu se salvar com seus 16 pontos.

O Raptors não vence há quatro partidas; das dez últimas, perdeu oito. Ocupa atualmente o 27º lugar na tabela de classificação.

Joga sem seu principal jogador, o ala-pivô Andrea Bargnani, que está contundido. O italiano deve ficar de fora mais uns dez dias e se ausentar por mais umas três, quatro partidas.

As derrotas tendem a se avolumar ainda mais. Um desastre de campanha.

O fato é que o Toronto está à espera de Jonas Valanciunas. O time canadense recrutou o pivô lituano de apenas 19 anos, 2,11m, no “NBA Draft” do ano passado. Foi a quinta escolha da primeira rodada.

Valanciunas é a grande sensação do momento no basquete europeu. Joga no Rytas e é titular da seleção de seu país, país este que já produziu Arvydas Sabonis e Zydrunas Ilgauskas nesta posição. Ou seja: quando o assunto é pivô, os lituanos são mestres.

Valanciunas jogará no Rytas até o final da temporada 2012-13. Isso porque ele tem um contrato com o time lituano que prevê multa de US$ 2,5 milhões para quebrá-lo e as regras da NBA não permitem que um time pague mais do que US$ 500 mil para este fim. Desta forma, Jonas teria que desembolsar US$ 2 milhões para sair do Rytas ao final desta temporada e se juntar aos canadenses. Não irá fazer isso, pois o garoto não tem essa grana em sua conta bancária.

Se o presente é um desastre, o futuro promete para o Toronto. Valanciunas deverá ser o dono da posição ao lado de Bargnani, com Amir Johnson ajudando na rotação. Ótimo trio.

Sem contar que, com uma campanha dessas, o Toronto poderá pegar um dos três primeiros drafts na cerimônia de recrutamento desta temporada. E todos nos EUA afirmam que o draft deste ano será um dos melhores dos últimos tempos.

Notas relacionadas:

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012 NBA, basquete brasileiro | 18:45

UM SOFÁ COM PODERES MÁGICOS?

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Eu não havia postado ainda neste botequim a foto do sofá em que Jeremy Lin dormiu antes de ter acabado com o New Jersey Nets e ter se transformado em fenômeno mundial e criado a “Linsanity”.

Você não sabe da história? Eu conto. Eu conto porque sempre que alguém, nos dias de hoje, conta algo sobre Lin, logo desperta atenção. E não somos diferentes.

Lin chegou ao Knicks em dezembro passado. Com uma mão na frente e outra atrás. Não tinha onde ficar; ou melhor, não tinha onde ficar se quisesse ficar sozinho. Onde ficar ele tinha, tanto que ficou na casa do irmão mais novo, Joshua.

Joshua mora em Lower East Side, região que fica ao sul da ilha de Manhattan. Na casa do caçula da família Lin, um pequeno apartamento, na verdade, Jeremy tornou-se um hóspede sem direito a quarto, pois quarto não havia disponível na casa de Joshua. Jeremy dormiria em um sofá. Na sala.

No dia 3 de fevereiro, uma sexta-feira, Lin chegou do treino do Knicks exausto. O sofá onde dormia era seu objeto de desejo naquele momento. Queria desmoronar nele e descansar, porque no dia seguinte haveria jogo. E uma oportunidade a mais para, quem sabe, jogar de verdade para mostrar que era merecedor de uma vaga no elenco do time nova-iorquino.

Até então, Jeremy Lin mal entrava em quadra. Quando entrava era para ficar cinco, seis minutos. Por conta disso, mal pontuava, mal pegava rebote, mal dava assistência, mal roubava a bola de alguém. Estava indo de mal a pior.

Mas Jeremy não perdia a esperança. Minha hora vai chegar. E por que não no dia seguinte, contra o New Jersey?

Mas ao entrar no apartamento do irmão, onde era apenas um hóspede, viu que o sofá que ele queria desabar e dormir estava tomado. Algumas pessoas estavam sentadas nele e não iriam desocupá-los tão cedo. Havia uma festa na casa de Joshua e Jeremy não sabia. Assustou-se. Caramba, eu preciso descansar e dormir bem, pensou ele.

E o que Jeremy fez? No desespero, ligou para seu companheiro de time e melhor amigo, Landry Fields, que mora em White Planes. Não tenho onde dormir; posso dormir aí?, perguntou. Fields disse: sim, claro que dá, mas tem que ser no sofá da sala.

Que ironia, novamente num sofá da sala…

Jeremy pegou suas coisas e se mandou pra casa de Landry Fields, aquele que joga com a camisa 2 e que Spike Lee usa quando está no Madison Square Garden torcendo para o Knicks.

Cansado, ao visualizar o sofá marrom, respirou aliviado. Tenho onde dormir.

No dia seguinte… Bem, no dia seguinte Jeremy escreveu o primeiro capítulo de sua rica, recente e maravilhosa história com a camisa 17 do Knicks, história esta que movimenta o planeta de cabo a rabo e que está revolucionando a NBA e o time da Big Apple.

Do banco veio e tornou-se o nome do jogo contra o New Jersey ao anotar 25 pontos, dar sete assistências, pegar cinco rebotes e roubar duas bolas. Jeremy virou manchete dos principais jornais nova-iorquinos e nos principais sites esportivos dos EUA. E do mundo também — inclusive no Brasil.

O resto é história e se você também não sabe, eu conto. Conto que depois desta atuação espetacular na vitória sobre o Nets por 99-92, Jeremy não parou mais de jogar bem. E com seu jeito oriental, low profile, bem diferente das prima donas da NBA, quietinho e na dele, tomou as rédeas do time e levou-o a mais seis vitórias consecutivas. Não perdeu mais.

O New York tinha uma campanha de 8-15 e estava fora do G8. Agora ocupa o oitavo lugar com um recorde de 15-15 e posiciona-se dentro da zona de classificação para os playoffs.

Como se vê, o começo deste conto de fadas se dá em uma noite em White Planes. Em um sofá marrom da sala da casa de Landry Fields.

Um sofá especial? Não sei, mas se Jeremy continuar contando sua história com a mesma rapidez e riqueza com que vem contando, este sofá valerá uma fortuna no futuro.

Fosse eu Carlos Nunes, o presidente da CBB, compraria este sofá. Pagaria o olho da cara se fosse preciso. E lá faria os jogadores da nossa seleção dormir. Uma noite pra cada um, num revezamento bem montado. Levaria o sofá para Londres também, por conta das Olimpíadas, em julho próximo.

Nossos jogadores continuariam dormindo nele em solo londrino. Dia após dia, noite após noite.

Se este sofá tiver mesmo poderes especiais, quem sabe o Brasil não consiga uma medalha olímpica?

Seria um sonho.

(Abaixo, o sofá da sala da casa de Landry Fields, onde Jeremy Lin dormiu na noite que antecedeu a partida contra o New Jersey Nets)

Notas relacionadas:

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  3. O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE: NÃO HÁ CURA PARA A ‘LINSANITY’
Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012 NBA | 11:48

O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE: NÃO HÁ CURA PARA A ‘LINSANITY’

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Sou vítima da Linsanity, confesso. Não consigo pensar em outra coisa, só em ver os jogos do Knicks. Ou melhor, só penso em ver os jogos do New York porque quero ver Jeremy Lin em ação.

E a cada partida assistida, a cada lance visto eu me sinto recompensado e certo de que fiz a escolha correta. Já me flagrei pensando até em mudar de time!

Loucura? Não, este é um dos sintomas da Linsanity: torcedores traindo suas convicções e dando voz ao coração.

E parece não haver antídoto para isso.

Ontem, no Air Canada Center, vários foram os fãs do Toronto Raptors vitimados pela Linsanity no segundo final da partida contra o New York. O placar igual em 87 pontos; de repente, houve uma explosão de alegria quando uma bola arremessada de longe entrou no aro do time da casa levando o adversário à vitória! Pode um troço desses? Pode, desde que a bola atirada tenha sido atirada por Jeremy Lin e que tenha levado o time dele à vitória.

Eu, no sofá de minha casa, quando vi a bola entrar, gritei: “Got it!” Minha mulher repreendeu-me: “O que é isso? Respeite os vizinhos!” E você acha que eu não sei disso? Que o respeito ao próximo é regra fundamental para vivermos em comunidade? Claro que sei, mas este é outro dos sintomas da Linsanity: que se dane o vizinho!

Fui dormir feliz da vida, vibrando com a vitória do New York por 90-87 diante do Toronto. Ou melhor, vibrando com outra atuação espetacular de Jeremy Lin (foto AP): 27 pontos e 11 assistências, seu segundo “double-double” na carreira. E que se danem os oito erros; afinal, ninguém é perfeito.

Fui dormir feliz da vida. No meio da noite, acordei suado, agitado. Tudo porque eu sonhava com o jogo seguinte do Knicks, mas não sabia quando esse jogo seguinte iria acontecer. Não tinha olhado a tabela para checar quando é que o NYK iria jogar novamente. Fui dormir sem saber quando é que iria ver Lin em ação novamente!

Olhei para o relógio: 4h22 da madrugada. O silêncio doía nos ouvidos. Levantei-me na ponta dos pés, para não acordar minha mulher.

Fui direto para a sala onde estava meu computador. Enquanto o computador abria, rezava para que não houvesse um hiato de dois dias, como ocorreu entre o confronto de ontem e o passado frente ao Minnesota. Que o Knicks jogasse, na pior das hipóteses, amanhã, quinta-feira. Um dia sem Lin dá pra suportar; dois já é demais.

A angústia finalmente chegou ao fim quando vi que não haverá hiato algum: o Knicks estará em ação esta noite novamente! E a vítima agora será o Sacramento; claro que será.

Este, queridos leitores, é outro sintoma da Linsanity: o vício. Você fica viciado em Jeremy Lin. Mas esse vício não causa prejuízo a ninguém, ao contrário. É vício saudável, é como querer beijar a mulher amada a todo o instante.

Hoje à tarde eu vou passar em uma papelaria. Vou comprar uma cartolina e um pincel atômico; ou melhor, dois. A cartolina será branca e os pincéis serão em azul e laranja. As cores do Knicks.

Vou preparar o meu cartaz. E nele vou escrever um paLINdromo, pois Jeremy Lin é assim: não importa o jeito que você olhe para o seu jogo, o resultado sempre será o mesmo.

Este é o principal sintoma da Linsanity.

RODADA

Espio os demais resultados e vejo que o Miami goleou o Pacers, em Indiana, por 105-90. Não se engane quanto ao resultado, pois o Heat chegou a abrir 35 pontos de vantagem. Depois, administrou e não se importou em ver o Indiana tirar a diferença. Se o Miami jogar assim até o final do campeonato ganha o título com o pé nas costas. Mas a gente bem sabe que o Miami oscila demais e que LeBron James (foto AP) não é confiável quando o assunto é decisão de título… O Chicago jogou sua terceira partida seguida sem Derrick Rose. As dores nas costas não cedem. Mesmo sem D-Rose, o Bulls passou pelo Sacramento, mas foi um sufoco, especialmente no final da partida, quando DeMarcus Cousins mostrou por que é um dos mais promissores atletas desta geração. No final, acabou, como disse, dando Chicago: 121-115. Isso mesmo, o Bulls tomou 115 pontos de um time de mediano pra baixo… Com o resultado, Tom Thibodeau será o técnico do time do Leste no “All-Star Game” do dia 26 de fevereiro… O San Antonio passou pelo pobre Pistons, em Detroit, mas não com o conforto que todos imaginavam: 99-95. Olho para o “box score” e vejo que Tiago Splitter anotou 13 pontos em míseros 22 minutos. Gregg Popovich, técnico do SAS, tem dividido igualmente os minutos de Splitter, DeJuan Blair e Matt Bonner e desgastado desnecessariamente Tim Duncan, que ontem jogou 33 minutos e foi o cestinha do time com 18 pontos. Dos últimos cinco jogos, à exceção da partida contra o New Jersey, Duncan ficou 30 ou mais minutos em quadra. Parece que o cara não aprende: ano passado, num jogo que não valia nada na última rodada da fase de classificação, Popovich colocou pra jogar Manu Ginobili que acabou fraturando o cotovelo e, com isso, o time acabou eliminado na primeira rodada dos playoffs pelo Memphis… Por falar em brasileiros, Leandrinho Barbosa fez 13 pontos diante do New York, enquanto que Nenê Hilário não jogou uma vez mais por conta de uma lesão no pé. Mesmo sem ele o Denver bateu o Phoenix por 109-92… E o resultado mais surpreendente da rodada aconteceu em Portland, onde o Trail Blazers foi batido pelo pobre Washington por 124-109; um chocolate. Os torcedores do Cruzeiro que me perdoem, mas o Portland parece o time mineiro: todo campeonato que começa as pessoas apontam o Portland como uma das forças da competição, mas o resultado sempre é o mesmo: o time fica no meio do caminho.

Notas relacionadas:

  1. BATEMOS A ARGENTINA, SAÚDE!
  2. CHRIS PAUL PEDE TYSON CHANDLER PARA IR PARA CLIPPERS OU GOLDEN STATE
  3. EM RODADA ESQUISITA, BYNUM PERDE PARA AS FALTAS E PARA D12
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012 NBA | 20:22

JEREMY LIN ENLOUQUECE A NBA E OS EUA

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Jeremy Lin foi escolhido há pouco como o melhor jogador da semana que passou entre todos os 225 atletas que jogam pela Conferência Leste. Suas médias: 27,3 pontos, 8,3 assistências e dois desarmes. Liderou o seu New York Knicks em uma campanha de 4-0.

Além disso, os 109 pontos que este sino-americano anotou neste quarteto de partidas é o máximo obtido por um atleta em seus primeiros quatro jogos desde a temporada 1976-77. Lin tornou-se também o primeiro jogador na história da NBA a anotar pelo menos 20 pontos e sete assistências em cada uma das quatro partidas como titular.

Tornou-se também o primeiro atleta a ser eleito o melhor da semana em duas ligas: NBA e NBDL.

Lin está enlouquecendo a NBA. E os EUA também; principalmente Nova York.

A NBA acabou de informar que:

1) A camisa 17 do New York, com a inscrição LIN nas costas, é a mais vendida desde o dia 4 de fevereiro passado;
2) Os itens relacionados ao Knicks são os mais vendidos desde que começou a “Linsanity”;
3) Cinco dos dez itens mais vendidos na NBA estão relacionados com o NYK desde que Lin tornou-se um “pop star”;
4) O preço médio dos ingressos dos Knicks aumentou 27% por conta da “Linsanity”;
5) O preço dos ingressos para o jogo de amanhã entre Knicks e Raptors, em Toronto, também foram majorados, pois o time canadense quer tirar uma lasquinha da “Linsanity” também. O mais barato custava US$ 12,50 e pulou para US$ 44,00. Aliás, para o jogo contra o San Antonio, na noite seguinte, o ingresso mais barato voltou para US$ 12,50;
6) A audiência na tevê dos jogos do Knicks aumentou 52% e a partida de sábado passado diante do Wolves, em Minnesota, bateu recorde;
7) As ações do NYK na Bolsa de Valores tiveram um aumento de 6,2% e custam agora US$ 33,18 cada uma.

A vida de Jeremy Lin mudou completamente. Ele é manchete em tudo quanto é jornal em tudo quanto é canto. É destaque na web, é falado nas rádios e mostrado nas redes de tevê e no cabo no mundo inteiro.

Acabou o sossego do moleque de 23 anos.

Ontem, em seu dia de folga, Lin aproveitou para ir com os pais, Shirley and Gie-Ming, e seu irmão mais velho, Joshua, até Clinton, pequena cidade que fica no norte do Estado de Nova York (foto “New York Post”). Queria ver seu irmão mais novo, Joseph, em ação com a camisa 3 do Hamilton College.

Joseph, assim como Jeremy, joga como armador. Anotou dois pontos na partida e saiu de quadra vencedor diante da Bates College por 72-62.

Lin sentou-se atrás do banco de reservas da escola. Mas não teve sossego nem um minuto sequer. Foi alvo das câmeras fotográficas e por conta de sua recente popularidade, esteve o tempo todo cercado por seguranças da escola.

Saiu pouco antes de o jogo terminar para evitar tumulto. O ginásio, com capacidade para 800 pessoas, estava lotado. A escola, registre-se, tem apenas 1.600 alunos.

Alguém disse certa vez (e eu não sei quem foi) que a vida começa aos 40. Para Jeremy Lin ela começou aos 23.

Ah, sim: Russell Westbrook foi eleito o melhor jogador da semana pela Conferência do Oeste.

Notas relacionadas:

  1. UMA ANÁLISE DOS PLAYOFFS. PODEM ENTRAR
  2. JEREMY LIN E O RECORDE DE KOBE, QUE PODE SE TORNAR O MAIOR ARTILHEIRO DA NBA EM TODOS OS TEMPOS
  3. O RECONHECIMENTO A ANDERSON VAREJÃO
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