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quarta-feira, 25 de março de 2009 NBA | 11:47

UTAH ATRÁS DA MAIORIDADE

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O Utah que enfrentou ontem o Houston chega fácil à final do Oeste contra o Lakers. O Jazz jogou uma barbaridade e venceu por 99-86.

Foi na defesa que o time do técnico Jerry Sloan (foto AP) matou os texanos. Os anfitriões deram nada menos do que 12 tocos (maior marca na temporada), fizeram seis desarmes e provocaram 12 erros por parte dos jogadores do Rockets.

É assim que a mídia norte-americana relata o embate de ontem na EnergySolutions Arena, presenciado por 19.911 torcedores. E não tenho nada a contestar.

A não ser me alongar um pouco mais no relato do confronto em que o Utah tomou mais uma vitória do Houston e anulou a diferença entre ambos. Agora os dois times têm 26 derrotas.

E a briga pela segunda colocação na conferência segue mais acirrada do que nunca – e dela trataremos depois.

Não fossem três derrotas na excursão de cinco jogos ao Leste, quando foi derrotado por Atlanta, Miami e Orlando, hoje o Utah teria uma sequência de 18 jogos sem ser dobrado por ninguém. Por causa dos três reveses, a campanha fica em 15-3.

De qualquer maneira, excelente.

Como excelente tem sido o desempenho do time dentro de casa. Ganhou nada menos do que seus últimos 13 embates.

Até onde pode chegar esse Utah? Como disse no começo de nossa conversa, se jogar sempre assim, atinge a decisão da conferência diante do Lakers.

O problema é que o time não tem se comportado sempre assim – aliás, é impossível; nem o Chicago de Michael Jordan jogava bem todas as noites.

O Jazz precisa mostrar em jogos importantes feitos fora de casa a mesma força quando atua diante de seus fãs. Só assim ele atingirá o status de favorito, como hoje têm Lakers, Cleveland e Boston.

Daqueles 13 jogos vencidos num total de 18, apenas cinco foram no estrangeiro. E esses cinco triunfos foram diante de adversários comuns: Minnesota, Golden State, Toronto, Indiana e Oklahoma City.

Nos dois mais complicados (Miami e Orlando), o Jazz se curvou.

E isso nos deixa com uma pontinha de desconfiança.

O time da cidade do sal terá mais 12 jogos até o final da temporada regular. Dessa dúzia de combates, sete serão fora. E todos adversários complicados.

Vamos esperar pela performance do time nesta sequência final. Se ela for positiva como ontem diante do Houston, acho que poderemos colocar, definitivamente, o Utah entre os favoritos do Oeste.

PREFERÊNCIA

Tem coisas que a gente não consegue explicar, mas que o coração nos faz sentir. O duelo contra um sentimento parece-me ser luta inglória.

Digo isso porque meu coração pulsa mais forte quando vejo Deron Williams jogando. Pra mim ele é o melhor armador da liga – mais do que Chris Paul.

Tudo bem, tudo bem, sei que vocês vão me chamar de louco. Eu mesmo posso olhar-me no espelho e chegar a essa conclusão.

Mas é o que eu sinto; talvez mude de opinião no futuro, mas, como dizia o outro, o futuro a Deus pertence e dele nada sei.

O que sei no momento é que simplesmente fico encantando quando vejo Deron (foto AP) deslizar pelos parquetes impecáveis da NBA.

Ontem, o armador do Utah fez 19 pontos e distribuiu 12 assistências. Na temporada, ele tem 34 “double-doubles”, contra 43 de CP3.

Mas jogou menos partidas: 56 contra 65.

Na média, o armador do New Orleans tem um aproveitamento melhor de “double-doubles”: 66.1% contra 60.7%.

E nas médias, CP3 também está na dianteira: tem 22,2 pontos e 10.9 assistências por partida contra 18.8 tentos e 10.6 passes certeiros de Deron.

Convenhamos, a diferença numérica entre eles não é grande; ao contrário, é bem pequena.

Números à parte, os dois parecem bailarinos em quadras norte-americanas. Entram nas defesas adversárias sem tocar em ninguém e nem a pedir por favor. Fazem ao ritmo da jogada pensada.

Têm ótimo arremesso, enxergam o jogo, não são fominhas e esbanjam habilidade.

O “crossover” de ambos é preciso; o “fade-away” com a ponta do pé direito à frente como base para o impulso para trás é sublime.

Os dois são fantásticos.

Mas eu prefiro Deron, pois tem coisas que a gente não consegue explicar, mas que o coração nos faz sentir.

IMPORTÂNCIA

Além da vitória do Utah sobre o Houston, outro resultado que chamou a atenção foi o triunfo do Chicago diante do Detroit na cidade dos ventos.

O Bulls jogou o tempo todo à frente e fechou a partida em 99-91, fincando pé na oitava colocação do Leste, com 38 derrotas, uma a menos do que o Charlotte e duas em relação a Milwaukee e New Jersey.

A vitória de ontem à noite foi conseguida mesmo sem a presença do armador Derrick Rose – talvez o melhor jogador do time –, que estava contundido. Kirk Heinrich tomou as rédeas do jogo e não deixou os 20.502 torcedores que lotaram o United Center se lembrar do provável “Rookie of the Year” desta temporada.

Heinrich marcou 24 pontos e deu oito assistências. Foi o cestinha do time e da partida.

Mostrou uma precisão que deveria ser mais presente em suas atuações. Se o fosse, com certeza o time estaria mais bem posicionado na conferência e praticamente garantido nos playoffs.

Agora, muito da vitória do Chicago tem a ver com os desfalques do Pistons. Rip Hamilton, Rasheed Wallace e Allen Iverson, todos lesionados, não puderam jogar.

Iverson, pra esse tipo de partida, faz falta – contra adversários mais difíceis, com defesas sólidas, é desperdício tê-lo em quadra. E Hamilton e Sheed são dois dos sustentáculos do time da cidade do motor.

O técnico Michael Curry disse que Rip deve voltar contra o Lakers, amanhã à noite, em Detroit. Sheed é dúvida, enquanto que AI deverá ficar de fora mais uma semana.

SUFOCO

O San Antonio mostrou uma vez mais que enfrenta problemas com seu jogo. Venceu o Golden State por 107-106 num jogo aflitivo para seus fãs.

A 30 segundos do final da partida (foto AP Tim Duncan marcando Ronnie Turiaf), estava um ponto atrás: 106-105. Isso ocorreu logo depois que Kelenna Azubuike acertou um arremesso duplo.

Na sequência, após um pedido de tempo, Roger Mason Jr colocou o Spurs na dianteira ao acertar também uma bola de dois: 107-106.

Foi então que começou a tortura.

Monta Ellis desperdiçou seu arremesso, que ficou nas mãos de Kurt Thomas. O pivô texano sofreu falta e foi para o lance livre. Mas perdeu ambos.

Com quatro segundos por se jogar, o Warriors lançou-se novamente ao ataque, desesperado, mas Ellis voltou a errar o alvo, desta vez com um tiro triplo.

Ufa!, disseram 18.797 torcedores que foram ao AT&T Center.

Não era para ser assim; mas foi. Como foi emblemático o jogo mostrado pelo San Antonio.

Em outras palavras: enquanto Manu Ginobili não voltar, o time continuará flertando com o imponderável. Já são 18 partidas sem o argentino.

Quando ele volta? A franquia diz “brevemente”.

Impreciso – como impreciso tem sido o time em quadra sem Manu.

MIXURUCA

A vitória do Lakers sobre o Oklahoma City deu-se num dos jogos mais mixurucas desta temporada: 107-89.

Kobe Bryant, ao lado de LeBron James os dois grandes jogadores deste campeonato, jogou com a mão no bolso. Anotou apenas 19 pontos e passou todo o quarto final no banco de reservas.

Esta pugna não merece mais do que este breve relato, que me perdoem os fãs angelinos.

Notas relacionadas:

  1. UM TÉCNICO PARA O CLIPPERS
  2. A SINA DO UTAH É PERDER PARA O BULLS
  3. AMONTOADO DE BESTEIRAS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 15 de março de 2009 NBA | 14:29

UM BILHETE ECONÔMICO

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Há alguns dias eu declarei toda a minha admiração ao time do Utah. Quem me escutou há de se lembrar que eu falei da competência do técnico Jerry Sloan e do duo Deron Williams e Carlos Boozer.

Cheguei mesmo a dizer que Williams (foto AP), neste momento, estava jogando mais que Chris Paul. Por isso mesmo, era o melhor armador da NBA.

O time vinha de uma invencibilidade de dez partidas e arrumava as malas para uma excursão à costa Leste norte-americana. Disse que aquele era o momento de o Jazz carimbar sua boa fase e o passaporte rumo aos playoffs sentando na primeira classe do avião e não na econômica.

O Utah começou bem a excursão, com vitórias diante do Toronto e Indiana. Depois começou a queda, com duas derrotas enfileiradas.

A primeira delas frente ao Atlanta, uma das forças do Leste, por 100-93. Torci o nariz, pois, por melhor que seja, o Hawks não pode ser páreo, mesmo em casa, para quem quer fazer a final do Oeste contra o Lakers (alguém duvida que o Los Angeles será finalista?)

Tudo bem, pensei, acidente de percurso; não dá para ganhar todas as noites.

Mas ontem o time voltou a perder. Foi para o Miami, por 140-129, em um confronto com três prorrogações.

O pior é que o Utah teve o jogo nas mãos; não soube ganhar. Sim, porque quando faltavam 55 segundos para o final do tempo normal, o time estava na frente em 107-100.

Possibilitou o empate ao Heat, duelou em duas prorrogações, mas caiu na terceira.

Estou com a sensação de que o Utah me enganou. As duas vitórias no Leste foram diante de rivais frágeis. Quando encontrou os mais fortes, tombou.

Hoje o Jazz enfrenta o Orlando, também na Flórida.

Nova derrota confirmaria seu bilhete para os playoffs na classe econômica e não na primeira, como eu imaginava.

NÚMEROS

Dwyane Wade fez 50 pontos. Deron Williams anotou 30.

Esqueça os números desta partida, pois os jogadores tiveram à disposição 63 minutos e não os habituais 48.

Não vale.

Aliás, a NBA deveria encontrar uma fórmula para equilibrar esses números para não contar mentiras.

AGENDA

Como eu disse há alguns dias, o Denver tinha – como ainda tem – uma chance de ouro para se recuperar dentro da Conferência Oeste.

Depois de cair diante dos adversários mais fortes, deixando claro que neste momento não está preparado para enfrentar os oponentes de peso de sua conferência, o time teria uma sequência maravilhosa de quatro jogos pela frente: Oklahoma City, Clippers, New Jersey (todos em casa) e Memphis (fora).

Passou pelos dois primeiros.

Ontem, mesmo com relativa dificuldade, bateu o time angelino por 107-94. (O encontro marcou a volta de Marcus Camby a Denver, ele que deixou a franquia no começo desta temporada.)

Nenê voltou a fazer um “double-double” ao anotar 17 pontos e 10 rebotes. Mas o legal foram os cinco desarmes que o são-carlense fez e os dois tocos dados.

O brazuca não encheu os olhos de ninguém; mas o Denver também não enche.

Há muito ainda a se percorrer para que o time colorado seja apontado como confiável quando os playoffs chegarem.

Seu bilhete, por enquanto, é de classe econômica.

PRIMEIRA

Quem confirmou ontem seu bilhete de primeira classe foi o San Antonio. Sim, pois o time foi a Houston pressionado pela campanha do adversário e principalmente pela humilhante derrota por 19 pontos (103-84) sofrida na última vez que os dois rivais se encontraram, também no Toyota Center.

Mas como este é o momento em que a gente começa a separar os homens dos meninos, o Spurs, mesmo sem Manu Ginobili, deixou bem claro que é adulto.

O jogo foi um dos mais disputados dos últimos tempos entre os dois contendores texanos. A liderança da partida trocou de mãos em 21 oportunidades; 14 foram os empates registrados.

Aaron Brooks teve o arremesso final em mãos, mas acabou pressionado pela marcação alvinegra, que fez uma dobra no ex-armador do Memphis. O tiro saiu no desespero e deu “air-ball”.

Tony Parker (foto AP) voltou a comandar o time em quadra com seus 28 pontos. Distribuiu ainda oito assistências, para orgulho de Eva.

A vitória foi importante para confirmar o time na segunda posição do Oeste. Com ela, deu um bico no Houston e deixou bem claro ao oponente que ele deve é brigar pela terceira posição.

A confirmação da vice-liderança foi possível, também, graças à “façanha” do New Orleans. O Hornets foi a Chicago e se deixou bater pelo Bulls por inacreditáveis 97-79.

Dezoito pontos de vantagem…

Nego-me, terminantemente, a comentar a vitória do rubro-negro de Illinois. Não há lógica que consiga explicar o que se passa com esse time.

Notas relacionadas:

  1. UM TÉCNICO PARA O CLIPPERS
  2. CLEVELAND SE GARANTE NOS PLAYOFFS
  3. UM TIME SEM MEDO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 9 de março de 2009 NBA | 11:40

UM TIME SEM MEDO

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Eu avisei ontem: o Orlando não é o Cleveland e Dwight Howard não é LeBron James.

E não deu outra: o time da Flórida venceu (86-79) pela primeira vez a franquia de Massachusetts nesta temporada e diminuiu a diferença entre eles no campeonato.

O Celtics tem agora 15 derrotas na competição, contra 16 do Magic.

O grande nome do jogo, como previsto por todos, foi realmente Dwight Howard (foto Reuters). Mesmo tendo enfrentado problemas com as faltas – especialmente no primeiro tempo –, Howard fez 15 pontos e apanhou 18 rebotes.

Deu ainda cinco tocos.

Sem Kevin Garnett para ameaçá-lo no garrafão, Howard reinou soberano. Nenhum outro jogador do Orlando chegou a um duplo dígito nos rebotes e nem sequer perto dele.

Quem mais perto chegou de DH foi o polonês Marcin Gotart, que fisgou cinco ressaltos na partida.

Do lado do Boston, o técnico Doc Rivers fez um revezamento intenso para ver se controlava Dwight. Seus quatro grandalhões, Glen “Baleinha” Davis, Kendrick Perkins, Leon Powe e Mikki Moore, apanharam 19 rebotes, apenas quatro a mais do que o pivô do Magic.

Mesmo assim, no resultado final do duelo, o Boston levou vantagem por 44-36. Claro, apesar de gigante, Howard é um só.

Não encontrou eco em Rashard Lewis e nem em Tony Battie, que, juntos, apanharam apenas seis rebotes – três cada um.

Sem intensidade no jogo interior e com Paul Pierce numa tarde horrível (marcou apenas 16 pontos com desempenho fraco de 5-15 nos arremessos e 6-10 nos lances livres), o time ficou restrito a Ray Allen, que anotou 32 pontos.

Insuficientes diante do maior equilíbrio de jogo do Orlando.

O resultado, na verdade, engana um pouco, pois o time da Flórida chegou a ficar 22 pontos na dianteira do placar.

Finalizou a partida com sete pontos vantagem, que desmoronou graças à empolgação dos jogadores do Celtics, inflamados com os gritos dos 18.624 torcedores que lotaram o TD Banknorth Garden.

Com a vitória, o Orlando sustenta-se três jogos abaixo do Cavs, que tem 13 derrotas. As duas franquias vão jogar mais duas vezes nesta fase de classificação: dia 17 próximo, em Cleveland, e no dia 3 de abril em Orlando.

Mesmo que o Magic, que venceu o primeiro confronto entre eles por 99-88, em casa, vença os dois embates, o Cavs permanecerá à frente com uma derrota a menos.

Pelo tabela, os jogos mais complicados que faltam ao time de Ohio são: Phoenix (F), San Antonio (C) e Boston (C).

Já o Orlando terá de jogar contra o Detroit (F), Utah (C), Boston (C), Miami (F), Atlanta (F) e Houston (F).

Pela agenda, portanto, dificilmente o Orlando descontará esta diferença.

Cleveland e Boston vão mesmo brigar para ver quem ficará em primeiro lugar na Conferência Leste.

SUFOCO

Olhando apenas para o resultado da partida (109-101), parece que o Utah não teve tantas dificuldades diante do Toronto. Mas não foi o que aconteceu.

O Jazz passou boa parte do encontro atrás no marcador e só assumiu a liderança definitiva quando faltavam 6:31 minutos para o final da partida, com uma bandeja do russo Andrei Kirilenko: 94-93.

Ao contrário do que eu disse ontem, Chris Bosh jogou normalmente – onde eu estava com a cabeça quando “arrumei” uma contusão para o pivô? Quem não jogou foi Carlos Boozer, que torceu o tornozelo na vitória diante do Denver, na última sexta-feira.

Sem um dos dois melhores jogadores do time – o outro é Deron Williams, certo? –, o Utah não conseguiu impor seu jogo diante de uma das piores equipes da atual temporada. Prova disso é que Bosh anotou 30 pontos e apanhou 10 rebotes.

Mas a justificativa encontrada foi outra, segundo Deron (foto Reuters). Ele explica: “Foi muito complicado jogar às 12h30 [horário local] depois de ter deixado para trás dois fusos horários [Sal Lake City está duas horas atrás em relação a Toronto] e termos perdido ainda uma hora de sono por causa do horário de verão”.

Procedente? Claro que sim; Deron tem razão, pois, como disse há dois blogs, tudo isso pesa muito quando um time está “on the road”.

E o Jazz conseguiu superar a ausência de Boozer e os problemas com o relógio biológico e o de parede.

Com a vitória, já são 11 as vitórias consecutivas, o maior enfileiramento desde 1999.

Deron Williams foi o grande nome do Utah com 25 pontos e nove assistências. Mas foi importante também a produção de dois jogadores que vieram do banco: Kyle Korver, 20 pontos (seu recorde nesta temporada), e Kirilenko, 18.

Os dois juntos fizeram 38 tentos, contra apenas 17 dos reservas do Toronto.

O Utah pulou agora para a quarta posição no Oeste. Além da importância da sua vitória, contou também com a derrota do Denver para o Sacramento, que não passava pela cabeça de ninguém – nem mesmo do mais fanático torcedor do Jazz.

MEDÍOCRE

O Sacramento era o pior time desta temporada. Juntou-se ao Washington graças à vitória diante do Denver, ontem à noite, por 114-106.

Do Kings ninguém espera mais nada nesta temporada, mas do Denver há algumas expectativas. Diminuíram muito depois do que se viu na capital da Califórnia.

Antes mesmo, eu diria, pois o Nuggets despenca dramaticamente neste momento. Dos últimos dez jogos, perdeu sete e dos passados cinco enfrentamentos, ganhou só um. Não vence fora de casa há seis partidas.

O Denver é um bando correndo em quadra. “Foi uma das nossas piores derrotas nesta temporada”, lamentou Carmelo Anthony.

E foi mesmo; foi medonha.

O Denver jamais esteve à frente no marcador. E chegou a ficar 17 pontos atrás do então único pior time da temporada.

Olhando para Chauncey Billups, seu desempenho ontem foi muito bom. Jogou como um armador, pois terminou a partida com 22 pontos e oito assistências.

O mesmo a gente não pode dizer de Nenê (foto AP). O são-carlense voltou a ser ignorado por seus companheiros especialmente no segundo tempo.

Irrita-me esta indiferença. Falo isso não por Nenê ser brasileiro; falo isso porque o pivô tem qualidades que deveriam ser mais exploradas.

O brazuca, como sempre acontece, é bastante envolvido no jogo durante o primeiro tempo. Tanto que fez dez de seus 14 pontos no período inicial.

No segundo, é quase sempre esquecido.

Mesmo assim, não desiste jamais – afinal, não é ele brasileiro?

NORMALIDADE

Não falei que o San Antonio não iria precisar de um tiro milagroso de Roger Mason nos segundo finais para superar o Phoenix?

É certo que o jogo foi mais difícil do que eu esperava, mas o Spurs, mesmo sem Manu Ginobili – foi o 11º. jogo consecutivo sem o argentino –, venceu por 103-98.

Com a estonteante Eva Longoria (foto AP) nas poltronas do AT&T Center, Tony Parker ganhou combustível a mais e foi o grande nome da partida. Marcou 30 pontos e distribuiu nove assistências.

Foi o quarto jogo dos últimos oito que o francês marcou 30 ou mais pontos. Por isso mesmo, sua média de pontos, desde o “All-Star Weekend”, pulou para 25.6 por partida.

O San Antonio não teve apenas de conviver com a contusão de Ginobili – deve ficar ainda mais uma semana em tratamento. Tim Duncan guerreou contra Shaquille O’Neal e uma contusão no joelho.

Por causa dela, viu seu desempenho desmoronar no segundo tempo. No primeiro, marcou 13 pontos e apanhou 12 rebotes. No final, adicionou apenas mais quatro tentos e três ressaltos.

Do lado do Phoenix, Steve Nash foi o grande nome. Finalmente o canadense naturalizado (nasceu na África do Sul) se tocou que uma de suas funções é criar condições favoráveis para que seus companheiros pontuem.

Deu 11 assistências.

Leandrinho Barbosa também merece ser ressaltado. O paulistano marcou 20 pontos.

Está mais à vontade em quadra; mais confiante também. Afinal, tem sido mais envolvido nos jogos depois que Alvin Gentry assumiu o comando da equipe.

Nos tempos de Terry Porter, Barbosa tinha médias de 12.8 pontos por jogo e uma permanência em quadra de 23 minutos.

Com Gentry, sua pontuação subiu para 19.2 e seus minutos cresceram para 34.

Pena que a contusão de Amaré Stoudemire tenha diminuído barbaramente as chances de classificação da equipe para os playoffs.

Atualmente, o Suns está com 29 derrotas, quatro a mais que o Dallas, o oitavo na Conferência Oeste.

Sinceramente, acho muito difícil o Phoenix reverter o quadro. O time não tem ninguém para o lugar da Amaré e a improvisação de Grant Hill na posição é risível.

Notas relacionadas:

  1. CUIDADO COM O FALCÃO
  2. MARTIN FOI DECISIVO PARA O DENVER
  3. DECISÃO ACERTADA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 7 de março de 2009 NBA | 14:06

SEQUÊNCIA MANTIDA

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Já são dez os triunfos seguidos. Desde 2 de fevereiro passado, a campanha é de 13 vitórias e apenas uma derrota.

O Utah ganha corpo no momento mais importante do campeonato: sua segunda metade. Foi assim com o New Orleans na temporada passada.

Penso que será o mesmo com o Jazz neste campeonato.

A vitória de ontem diante do Denver por 97-91 mostrou como o time está sólido neste momento. Deu um grande vacilo no primeiro tempo, quando virou atrás em 47-37; chegou a perder por 19 pontos de diferença. Mas bastou o intervalo chegar para o técnico Jerry Sloan corrigir os defeitos do time e a virada acontecer.

Deron Williams (foto AP) foi o ator principal do novo roteiro escrito no segundo tempo. Fez 12 de seus 25 pontos neste período e com segurança conduziu seus parceiros em quadra.

Terminou a partida com 11 assistências. Foi, aliás, o 11º. jogo seguido que o armador tem um duplo dígito neste fundamento.

Acredito que não é exagero algum dizer que, este exato momento, Deron é o armador que melhor joga na NBA. Deixou Chris Paul para trás.

O panorama é favorável, também, porque Carlos Boozer encontrou seu “time” de jogo. Ontem fez nove pontos – poderia ser mais, concordo –, mas apanhou 16 rebotes, transformando-se no reboteiro do jogo.

Mas o Utah não se limita apenas aos dois medalhistas olímpicos. Tem mais gente da pesada jogando com a camisa alviceleste.

Como na vitória diante do Houston, Ronnie Brewer voltou a ser importante. Deixou a quadra com 16 pontos.

É hoje o melhor apoio que Williams e Boozer precisam.

Os demais também não desapontam de jeito nenhum.

Quando o time estava 17 pontos distante do Denver (bandeja de Nenê seguida de falta que foi convertida; 47-30), foi feita uma corrida de 17-0, entre o final do segundo quarto e o começo do terceiro, onde nada menos do que seis jogadores pontuaram: Andrei Kirilenko e Brewer anotaram quatro pontos cada um, Paul Millsap fez três e Mehmet Okur, C. J. Miles e Williams contribuíram, individualmente, com dois.

Isso deixa bem claro que o time não está apenas nas mãos de um ou outro jogador.

Nunca é demais repetir: fiquem de olho no Utah.

DESAFIO

A partir de amanhã o Utah terá um novo desafio pela frente: cinco jogos fora de casa, todos na Costa Leste – e tudo em uma semana.

O Toronto será o primeiro adversário. Depois vêm Indiana, Atlanta, Miami e Orlando.

Isso significa noites mal dormidas, seguidas viagens de avião e ter de enfrentar não apenas o oponente em quadra, mas também seus fanáticos torcedores.

É chegado o momento de o Jazz carimbar sua nova fase. Sim, pois dos 14 encontros desde o dia 2 de fevereiro, apenas quatro foram no campo inimigo.

QUEDA

Se o Utah cresce no momento oportuno, o Denver decresce. Dos últimos nove jogos, perdeu seis.

Não vence fora de casa há cinco partidas. Seu último sucesso longe dos fãs aconteceu no dia 18 de fevereiro quando suplantou o Philadelphia por 101-89.

De lá para cá, tombou diante de Chicago, Milwaukee, Indiana, Detroit e ontem contra o Utah.

Como a gente bem sabe, é depois do “All-Star Game” que o campeonato ferve. A partir de agora os times engatam a quarta marcha para tentar a quinta quando os playoffs chegarem.

O Denver vinha tranquilo. Bruscamente, reduziu para terceira e segurou seu desenvolvimento na competição.

O time joga errado, já disse isso aqui em nosso botequim. Chauncey Billups é o maior responsável pelo atual declínio do Nuggets, pois arma o jogo para ele e não para os companheiros, como sua posição exige.

Ontem, deixou a quadra com ridículas duas assistências. Se ele compensava esse equívoco pontuando, ontem foi uma lástima em seus arremessos: 5-17, sendo que em bolas de três ele anotou 2-6.

Acabou o jogo com apenas 12 pontos.

Nenê também foi de pouca ajuda ofensiva, pois anotou apenas dez pontos. Nos rebotes, pegou quatro. Fez o bloqueio dentro do garrafão defensivo com a mesma eficiência de sempre, tanto que Renaldo Balkman fisgou nada menos do que 15 rebotes, mas precisa ser mais ganancioso atrás das sobras, todos nós já dissemos isso aqui.

Carmelo Anthony fez 20 pontos, mas deixou claro, uma vez mais, que nos grandes jogos ele não faz tanta diferença a favor de seu time. É corajoso, busca a bola o tempo todo, mas sua eficiência não é a dos grandes jogadores, como Kobe Bryant, LeBron James e Paul Pierce.

TABU

Por falar em LeBron James, o Cleveland foi derrotado pelo Boston em Massachusetts. E o adversário jogou sem Kevin Garnett, um dos Big Three.

Foi a oitava derrota consecutiva do Cavs no TD Banknorth Garden. Dos últimos 21 embates, perdeu 17 para seu maior rival dentro da Conferência Leste.

Desde que o Boston contratou KG e Ray Allen, LeBron nunca venceu no parquete batizado como Red Auerbach.

O jogo de ontem e o resultado (105-94) deixaram claro que se o Cleveland não confirmar a liderança da conferência, dificilmente chegará à decisão do título. Falta alguma coisa para o time quando enfrenta o Boston fora de casa.

Parece estar virando trauma. E tem afetado LBJ.

Nos primeiros oito minutos de bola quicando, King James cometeu nada menos do que três erros. Findado o primeiro tempo, ele tinha quatro erros, o mesmo número de assistências e rebotes, e seu aproveitamento nos arremessos era muito ruim: 2-7.

É nítido que LeBron não se sente à vontade no lar do Celtics. Terminou a partida com 21 pontos, mas com um desempenho fraco nos arremessos: 5-15, sendo 2-5 nas bolas de três.

PRODUTIVO

Anderson Varejão foi bem produtivo ofensivamente. Marcou 15 pontos. Três deles em um ataque que começou com uma cesta e terminou com um lance livre de bonificação.

Naquele momento, (6:56 para o final do terceiro quarto) o Cavs conseguiu empatar a partida em 57 pontos. Crescia no jogo, mas o Boston apertou a defesa e acabou o período na frente em 78-69.

O ritmo foi mantido nos 12 minutos finais, a diferença pulou para 14 pontos, mas acabou em 11.

Ah, o capixaba pegou também cinco rebotes.

PROTETOR

Foi muito legal a atitude de LeBron James quando Glenn Davis foi cafajeste com o brazuca. Varejão tentava uma infiltração buscando a cesta, e a baleinha do Boston deu-lhe uma bela porrada, covarde, é bom que se diga ((foto AP).

LBJ foi em disparada em direção a Davis, empurrou-o e deixou claro que no amigo brasileiro ele não tocaria mais a mão.

A baleinha deu uma afinada legal.

Por essas e por outras que LBJ cresce no meu conceito. Além de extraordinário como atleta, é parceiro.

DEFESA

Depois do jogo, dizendo-se arrependido, a baleinha disse: “Não tive intenção de machucar ninguém”. E não citou o nome de Varejão.

Como disse, cafajeste.

MARCA

O Lakers é o primeiro time desta temporada a atingir a marca de 50 vitórias. Com ela, mantém a liderança em relação a Cleveland e Boston.

Doze são as derrotas do Lakers, contra 13 do Cavs e 14 do Celtics.

A vitória de ontem veio com facilidade: 110-90 diante do Minnesota. Foi tão mole que todos os titulares ficaram no banco de reservas no último quarto, deixando, como tem acontecido com frequência nesta temporada, o jogo completamente sem graça.

A se registrar apenas o duelo nos rebotes: mesmo sem Al Jefferson, o Wolves superou o Lakers amplamente em 54-41. E não me venham dizer que isso aconteceu porque no período final os reservas estavam em quadra, pois nos 12 minutos restantes o duelo foi favorável ao Minnesota em 14-13.

Phil Jackson deve ter ficado P da vida quando viu a estatística.

Eu ficaria.

FORA

O Phoenix navega, a todo o vapor, na direção oposta à dos playoffs. Ontem foi derrotado pelo Houston por 116-112.

Com mais esta derrota – a terceira seguida –, fica a três do Dallas, o oitavo colocado na Conferência Oeste.

O esforço de Leandrinho Barbosa, que anotou 24 pontos, não foi suficiente para evitar outro revés. Também pudera, o armador do time, Steve Nash, teve olhos apenas para a cesta e nem reparou nos companheiros.

Arremessou nada menos do que 27 bolas contra o aro texano, batendo o recorde de tentativas em sua carreira na NBA.

Pode?

ANIVERSÁRIO

Shaquille O’Neal fez ontem 37 anos. Idade cronológica, pois mentalmente deve ter uns 14, 15 anos, no máximo.

Parece criança brigando e batendo boca com meio mundo na NBA. A última que ele aprontou foi chamar Chris Bosh de RuPaul.

Para que não sabe, o referido personagem é um travesti californiano.

Como disse, uma criança de 2m16 de altura e 37 anos de idade.

Uma lástima.

DENTRO

O Chicago fez uma vitória importante diante do Milwaukee: 117-102. Com ela, passou a ocupar a oitava vaga na Conferência Leste.

O “backcourt” titular, formado por Derrick Rose e Ben Gordon, anotou nada menos do que 61 pontos, mais da metade da pontuação da equipe.

Gordon (foto AP) fez 34 pontos e deu sete assistências; Rose marcou 27 e distribuiu um passe certeiro a menos.

A atuação dos dois explica o motivo de John Paxson, GM do Bulls, estar atrás de um grandalhão e não de um baixinho para reforçar a equipe. Como se sabe, o Chicago, ao final da próxima temporada, vai com tudo para cima de Chris Bosh para dar força ao seu jogo interior.

Mas tem que renovar com Gordon, senão de pouca valia será a contratação de Bosh.

Notas relacionadas:

  1. NOITE VERDE E AMARELA NA NBA
  2. AMONTOADO DE BESTEIRAS
  3. DECISÃO ACERTADA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 6 de março de 2009 NBA | 17:51

DECISÃO ACERTADA

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É uma situação difícil, concordo, mas acredito que o técnico George Karl e o diretor Rex Chapman fizeram o correto.

Carmelo Anthony (foto AP) voltou ontem a vestir a camisa 15 do Denver. E em grande estilo: marcou 38 pontos e liderou o time na importante vitória diante do Portland por 106-90.

Vitória e tanto; e com o carimbo de Melo, como disse.

O ala do Nuggets tinha sido punido pela franquia por mau comportamento. Recusou-se a deixar a quadra quando o treinador Karl, na derrota para o Indiana, resolver fazer uma mudança momentânea – e não definitiva, mas mesmo que fosse, o jogador tem que respeitar a decisão do técnico.

A ausência de Carmelo foi, evidentemente, muito sentida na partida contra o Detroit. O Denver perdeu por 100-95. Com Melo, poderia ter vencido, não sabemos, é verdade, mas as chances seriam maiores.

O fato é que Karl e Chapman abriram mão desta vitória para não perder o controle do grupo. É como diz o velho ditado: um passo atrás para depois dar dois à frente.

Foi o que ambos fizeram; se deu certo, só o tempo dirá.

DISCURSO

“Foi uma lição que eu aprendi”, disse Carmelo Anthony, sorriso nos lábios, após a partida.

A prova maior dada pelo jogador foi quando o relógio do Pepsi Center mostrava que faltavam 10:55 minutos para o final da partida. O Nuggets estava à frente no marcador em 83-71.

O espanhol Rudy Fernandez preparava-se para bater o lance livre, quando Nenê, que estava no banco, levantou-se, esperou a buzina tocar e apontou o dedo em direção a Carmelo, indicando que ele seria substituído.

Melo deu um pique – estava do outro lado da quadra – e foi em direção ao banco de reservas. A maioria dos 16.801 torcedores que estiveram na arena de Denver aplaudiu o capitão do time.

Naquele momento, tudo era festa. O Denver mandava no jogo e Carmelo já tinha anotado 31 pontos.

Quero ver quando a situação for inversa; ou seja: com o time atrás no marcador e o egocêntrico jogador com dificuldades para pontuar.

Como disse acima, só o tempo dirá se ele realmente aprendeu a lição ou não.

EGO

Os grandes artistas são realmente complicados. Normalmente, usando linguajar comum, não batem bem.

São às vezes egocêntricos, deprimidos ou mesmo loucos de pedra.

O caso de Carmelo Anthony, a meu ver, tem mais a ver com ego. Ele comporta-se como uma prima-dona, quando deveria olhar-se mais no espelho e tentar se enxergar.

Melo é bom de bola. Admiti no capítulo anterior deste texto. Mas ele não é, por exemplo, Kobe Bryant, LeBron James ou Paul Pierce.

Deveria ter humildade, reconhecer-se como numa categoria inferior e trabalhar para alcançar o patamar de Kobe, LBJ e Pierce.

DISPUTA

Falei anteriormente que a vitória do Denver foi importante. Subestimei-a; ela foi mais do que importante: foi importantíssima.

Denver e Portland estavam empatados com 22 derrotas. Agora o time colorado deixa o oponente com uma derrota a mais.

Os dois voltam a se enfrentar no dia 15 de abril próximo. Mas desta vez será no Rose Garden do Oregon.

O Nuggets vence o duelo por 2-1 – ganhou exatamente os dois embates travados no Pepsi Center.

Se nova vitória do Denver surgir, ótimo, pois o time abrirá 3-1 no confronto e em caso de ambos terminarem empatados na campanha, o Nuggets levará vantagem.

Mas se o Portland vencer, outros critérios terão que ser observados para saber quem é que ficará na frente. O primeiro deles é a campanha dentro da conferência. Depois, dentro da divisão; e outras mais que de cabeça eu não me lembro.

TITULAR

Nenê voltou a sair como titular. Mas isso pouco importa; interessa, isto sim, é o tempo de permanência em quadra.

O são-carlense (foto AP) tem tido generosos minutos concedidos por George Karl. Não são esmolas, o brazuca faz por merecê-los, pois é importante dentro do esquema armado pelo treinador.

Ontem, chegou aos 16 pontos – não precisou pontuar mais do que isso, pois o show principal, como vimos, ficou mesmo com Carmelo Anthony.

Nos rebotes, os seis apanhados quase que ficam dentro de sua média no campeonato, que é de quase oito.

Mas o que chamou mesmo a atenção foram as cinco assistências que Nenê distribuiu na peleja. Mais do que o triplo de sua média na competição, que era de 1.5 por jogo.

Finalizou seus números com dois tocos.

Gostei do que vi.

PASSADO

O New Orleans voltou a jogar bem. Somou ontem sua sexta vitória consecutiva na competição ao bater o Dallas por 104-88.

O time é outro. Por quê? Não sei se é coincidência ou não, mas desde que Tyson Chandler não foi aprovado nos exames médicos feitos pelo Oklahoma City e acabou sendo vetado e, com isso, retornou ao Hornets, ele parece outro jogador.

Tem jogado dentro de sua média de pontos (10) e rebotes (11), às vezes pontuando mais ou fisgando rebotes extras. Mas o que eu digo é que Chandler voltou a mostrar a garra de antes e, como Anderson Varejão, tem contagiado seus companheiros.

DESFALQUE 1

A notícia não podia ser pior: Amaré Stoudemire não mais jogará nesta temporada. Depois que ele fez uma cirurgia para reparar um problema na retina, havia a esperança de que o ala/pivô do Phoenix pudesse jogar os playoffs caso o time se classificasse.

Hoje pela manhã, o doutor que cuida do caso revelou que isso será impossível. Amaré vai precisar de mais tempo de repouso para que não haja sequelas da cirurgia.

Em outras palavras: a perda da visão.

“É duro ter que explicar o problema para as pessoas”, disse o médico Pravin Dugel, responsável pelo procedimento. “O que ocorre com Amaré é mais sério do que uma cirurgia de joelho ou tornozelo. A recuperação é dolorosa, lenta e delicada”.

Tudo bem, doutor, não se fala mais no assunto. O mais importante, de fato, é a saúde de Amaré.

DESFALQUE 2

Kevin Garnett (foto AP) era aguardado com ansiedade pela franquia do Celtics na semana que vem. Que esperem todos sentados, pois KG vai precisar de uma semana a mais para se recuperar totalmente da contusão no joelho direito.

Se a gente for olhar para o recorde do Boston sem seu capitão, não há muito o que lamentar: 4-2.

Mas ao olharmos para as duas derrotas, constatamos que elas aconteceram diante do Clippers (em Los Angeles) e Detroit (em casa).

Jogos que, provavelmente, teriam sido vencidos pelo Celtics se KG estivesse em quadra.

O resultado é que o time tem 14 derrotas, duas a mais do que o Cleveland, que lidera a Conferência Leste.

Que falta ele faz, não é mesmo?

ENCONTRO 1

Cleveland e Boston se enfrentam esta noite no TD Banknorth Garden de Massachusetts. É a chance do atual campeão da NBA diminuir a diferença de duas para uma derrota em relação ao oponente.

Se depender do retrospecto, dá Celtics. Ele mostra que, nos últimos 14 confrontos, quem jogou em casa ganhou.

Os sete enfrentamentos dos playoffs do ano passado fazem parte desta relação.

Sem Kevin Garnett pela frente, o Cleveland tem grande chance de quebrar esta escrita.

ENCONTRO 2

Para a maioria, Boston x Cleveland é o grande jogo desta rodada. Não é para mim.

Eu ficarei de olho no combate de Salt Lake City, quando o Utah recebe o Denver. O Jazz está de olho em sua décima vitória; o Nuggets quer sustentar a vantagem de uma derrota a menos em relação aos anfitriões.

Como já disse aqui em nosso botequim, o Utah, com o elenco intacto neste momento, é uma das forças do Oeste. Deron Williams recuperou a melhor forma depois de ter perdido um mês machucado. Boozer ficou três do lado de fora, voltou e está se encontrando aos poucos.

Esse time, em ordem, e com o técnico que tem, é páreo duro.

Que Nenê me perdoe se estiver lendo estas mal traçadas linhas, mas o Utah é mais time do que o Denver.

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quinta-feira, 5 de março de 2009 NBA | 12:12

CLEVELAND SE GARANTE NOS PLAYOFFS

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O Cleveland tornou-se o primeiro time desta temporada classificado matematicamente para os playoffs. A vaga nasceu da vitória diante do Milwaukee, ontem à noite, por 91-73.

Novamente, um passeio do Cavs, mas diferentemente do que vinha ocorrendo, desta vez o técnico Mike Brown não deixou sua maior estrela no banco de reservas durante o último quarto. LBJ (foto AP) partiu definitivamente do jogo quando faltavam apenas 3:42 minutos para ele acabar.

Se Brown quisesse, não teria o menor problema, pois quando o quarto derradeiro começou, o Cleveland estava na frente em 72-58, diferença que o time titular do Bucks não teria condições de tirar nem diante dos reservas de Ohio.

Talvez Brown tenha recebido algum alerta do departamento de marketing do Cavs, s[o pode ser isso. Se você continuar fazendo isso, os confrontos contra os pequenos (a maioria) perderão em atrativo e ficará difícil vender bilhetes futuramente, deve ter alertado o departamento em questão.

Portanto, que Brown encontrasse um jeito de poupar seu melhor e principal jogador, mas deixando-o em quadra em todos os quartos, para alegria dos fãs.

Se verdade ou não, o fato é que o treinador distribuiu a presença de King James em quadra de modo a colocá-lo em jogo também no período final. LeBron jogou 33 dos 48 minutos. Descansou, portanto, 15 minutos.

E todos foram para casa felizes. Brown, que confiscou tempo importante de seu melhor jogador; o marketing, porque LeBron exibiu-se nos quatro períodos da partida; e o torcedor, que não se sentiu lesado.

Simples, não é mesmo?

VAGA

Mas voltemos à classificação do Cleveland – e ao jogo.

LeBron James, uma vez mais, foi o cestinha do time com 23 pontos. Mostrou, como sempre, sua incomum força física e não houve defensor do Milwaukee capaz de contê-lo em quadra.

Pegou ainda oito rebotes e deu quatro assistências.

Dos titulares, o único que não teve dois dígitos na pontuação foi Anderson Varejão. Mo Williams marcou 15, Zydrunas Ilgauskas 14 e Delonte West 13. Do banco veio Wally Szczerbiak que contribuiu com 11 tentos.

O capixaba ficou nos seis. Em compensação, apanhou nove rebotes (dois de ataque), roubou duas bolas e deu um toco.

Tudo em 29 minutos; tudo com a costumeira dedicação e garra que contagiam torcedores e, principalmente, os colegas de profissão.

Mais uma atuação aprovada do brazuca.

FESTA?

Não houve comemoração alguma no vestiário do Cleveland após a confirmação matemática para os playoffs. Por quê?

LeBron James responde: “Já sabíamos que iríamos chegar aos playoffs. Se não chegássemos, isto sim seria um desastre”.

Objetivos; o Cleveland os tem nesta temporada.

O primeiro foi atingido; o segundo é ganhar a Conferência Leste. E o terceiro, o inédito título de campeão da NBA.

INVENCIBILIDADE

O Utah conquistou mais uma vitória na temporada. Ontem, diante do Houston e diante de seus fanáticos torcedores, em Salt Lake City: 101-94.

Foi a nona consecutiva. E talvez a mais complicada de todas, pois o Rockets, sem o “loser” Tracy McGrady, vinha com uma campanha de oito vitórias e apenas uma derrota depois que o suposto craque deixou a temporada, contundido uma vez mais.

Já disse aqui neste botequim: fiquem de olho no Utah, pois o elenco é bom e o técnico diferenciado.

Ontem, Deron Williams (foto Reuters) e Carlos Boozer, a versão moderna (e não genérica, por favor) de Stockton/Malone, novamente fizeram a diferença. O armador, apesar de duas bobagens cometidas no final, quando o jogo ainda estava aberto (perdeu duas posses de bola no ataque), anotou 26 pontos e distribuiu 14 assistências.

Apesar dos dois erros comentados, quando faltavam apenas 21.4 segundo para a partida acabar, Williams fez um “cross over” pra cima de Kyle Lowry, arremessou e colocou o Utah na frente em 97-92.

A cesta colocou uma pressão enorme pra cima do Houston.

E aí entrou em cena Ronnie Drewer.

GIGANTE 1

Ronnie Brewer, ala/armador do Jazz, foi protagonista talvez das duas jogadas mais importantes do Utah “down the strecht”.

Quando o cronômetro indicava que faltava 1:23 minuto para o final e o placar mostrava 93-89 para o time da casa, Brewer cavou uma falta de ataque de Yao Ming e mandou para o banco, definitivamente, o pivô chinês.

Logo depois de Williams ter feito a cesta que possibilitou ao Jazz abrir cinco pontos (cesta mencionada acima), o Houston pediu um tempo e na saída Brewer desarmou Carl Landry.

Com a posse de bola, o Jazz ampliou o marcador para 99-92 com dois lances livres certeiros de Carlos Boozer. O ala/pivô, aliás, fez seu quinto jogo seguido desde que recuperou-se de uma cirurgia no joelho. Terminou a partida com 20 pontos e 17 rebotes.

“DOUBLE-DOUBLE”

Nota-se que as duas estrelas do Utah terminaram a partida com um duplo-dígito. Mas os 19 pontos de Ronnie Brewer somados aos quatro roubos de bola foram igualmente importantíssimos nesta nona vitória consecutiva do time de Salt Lake City.

ENTROSAMENTO

Pela primeira vez desde que voltou, Carlos Boozer ficou em quadra no momento decisivo. Mostrou que está recuperado.

Mais ainda: que a química com Deron Williams não foi para o espaço por causa dos três meses do lado de fora.

Disse Boozer no vestiário festivo da EnergySolutions Arena: “Eu e D-Will recuperamos nosso entrosamento”.

GIGANTE 2

Dwyane Wade (foto AP) foi outro gigante na rodada de ontem da NBA. O armador do Miami marcou 35 pontos e deu 16 assistências, igualando seu recorde neste fundamento. Foi o “key factor” do Heat na vitória diante do Phoenix por 135-129.

Deu um baita de um toco pra cima de Grant Hill ao final do último quarto e, quase na sequência, pagou o preço de sua audácia: levou um tranco de Shaquille O’Neal quando tentava infiltrar-se pelo garrafão ensolarado.

Esparramou-se pelo chão e Shaq, do alto de seus 2m16 apenas olhava para o ex-companheiro de título (2006). Não moveu nem uma palha sequer para levantá-lo; pareciam inimigos figadais.

A jogada, no entanto, não intimidou D-Wade. Teve, a meu ver, efeito contrário: longe de ser um super-homem, Shaq mostrou-se infantil ao tomar aquela atitude.

D-Wade foi um gigante, pois na bola mostrou quem era mais forte.

VISITA

Foi a primeira vez que Shaquille O’Neal retornou a Miami desde que foi trocado, ano passado, com o Phoenix.

Queria ganhar; não conseguiu.

Fez cara feia, tentou usar seus superpoderes, deu porrada em Dwyane Wade, mas seus 22 pontos e oito rebotes foram inexpressivos diante da força de seu ex-companheiro de Heat, que, como falei acima, marcou 35 pontos e distribuiu 16 passes que se transformaram em cestas.

LEANDRINHO

O armador paulista fez apenas nove pontos. Foi um desastre em seus arremessos duplos e triplos: 3-11.

Noite para ser apagada de seu histórico na NBA.

PREOCUPAÇÃO

Os torcedores do Dallas que me perdoem, mas perder para o Mavericks nesta altura do campeonato, quando busca-se um melhor posicionamento dentro da conferência, é realmente preocupante.

Tudo bem que Manu Ginobili mais uma vez ficou de fora. Mas o elenco do San Antonio é suficiente para vencer o Mavs, mesmo jogando fora de casa.

Mas não foi o que aconteceu.

O alvinegro texano foi dobrado pelos anfitriões por 107-102 e atingiu a vigésima derrota na competição. Tem duas a menos do que Denver, Portland e New Orleans; três a menos do que Houston e Utah.

Volto a bater na mesma tecla: se o San Antonio não abrir os olhos, vai perder a segunda posição no Oeste.

E se isso realmente acontecer, o sonho de disputar a final da conferência pode se transformar em pesadelo.

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009 NBA | 15:52

AMONTOADO DE BESTEIRAS

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Ben Gordon matou a pau ao final do jogo. Disse ele: “Nós cometemos um monte de estupidez em quadra (…) Arremessos estúpidos, decisões estúpidas e defesa estúpida”.

E seguiu em seu discurso perfeito, após a derrota de ontem à noite do Chicago para o New Jersey por 111-99. Jogo onde a estrela maior foi o armador Devin Harris (foto AP), do Nets, que anotou 42 pontos, 19 deles no último quarto.

E quais foram essas estupidez?

Vamos a elas:

1) Arremessos estúpidos – como pode um time, no momento decisivo, ficar na mão de um jogador que não está acostumado a decidir uma partida? Tyrus Thomas fez a trinca de arremessos finais do Chicago no momento crucial – o primeiro deles vindo do banco, portanto, frio no jogo – e errou todos. Por que ele?;

2) Decisões estúpidas – como pode um treinador deixar seu armador principal, Derrick Rose, do lado de fora da quadra nos últimos 4:52 minutos, quando o jogo foi definido?;

3) Quem era o responsável pela marcação de Devin Harris?

Antes de virar-se de costas para os jornalistas e colocar um ponto final na entrevista coletiva dentro do vestiário visitante do Izod Center, Gordon encerrou a questão com uma frase lapidar: “Nós nos destruímos”.

Tudo isso, a meu ver, foi fruto da incapacidade de Vinnie Del Negro. Afinal, ele não é o treinador? Não é ele quem manda? Se todas essas bobagens foram cometidas, o culpado é ele.

Um treinador competente não deixaria isso acontecer.

Diria ele: Thomas, você vai para o garrafão atrás dos rebotes, nada de decidir porque você não está acostumado a isso; Derrick, o jogo está em suas mãos, porque DH está enlouquecido, trate de dar um jeito nisso, não dê espaço para ele arremessar, grude nele feito chiclete e depois me diga qual é o sabor; fulano, sicrano e beltrano, vocês vão fazer a ajuda no caso de DH cortar Derrick e tentar a infiltração, ele não pode ver o aro pela frente, quando ele olhar para a cesta não pode enxergá-la, tem que ver, isto sim, uma camisa vermelha diante de si.

Será que Del Negro fez isso?

Ele garante que sim, pelo menos no tocante a Harris. Eis sua justificativa após a partida:

“Nós não pudemos controlar sua penetração. Harris encontrou sempre seu caminho. Tentamos de tudo. Tentamos armadilhas, forçar o erro, [defesa] zona. Mudamos o marcador. Mas ele fez grandes jogadas. Eles vem fazendo isso contra um monte de times [neste campeonato]”.

Do jeito que Del Negro fala, o Chicago esteve diante de Magic Johnson e não de Devin Harris.

DESPERDÍCIO

O Chicago perdeu uma excelente chance de vencer a partida de ontem à noite. Quando o último quarto começou, o Bulls estava na frente em 78-74.

O time da cidade dos ventos dominou praticamente toda a partida. Foi então que Devin Harris entrou em cena para seu ato final e contou a história à sua maneira.

Fez 19 de seus 42 pontos neste tempo derradeiro, como disse, e comandou o time no quarto vencido por 37-21, que decretou o marcador de 111-99.

A derrota em si já é um ruim; ficou pior ainda porque o New Jersey igualou a campanha do Bulls.

Ambos têm 26 vitórias e 32 derrotas e um aproveitamento de 44.8%. Dividem a nona posição na Conferência Leste, mas o Bulls leva vantagem porque ganhou dois dos três confrontos realizados até o momento.

O quarto e último enfrentamento entre ambos ocorrerá no dia 4 de abril, no United Center.

Quem gostou do resultado foi o Milwaukee, que permanece na oitava colocação da conferência com um recorde de 28-32, o que representa um desempenho de 46.7%.

OUTRO LADO

É certo que Devin Harris não é Magic Johnson, mas que o armador do New Jersey vem matando a pau, isso ninguém discorda.

Antes do jogo de ontem diante do Chicago, DH tinha anotado 39 pontos na vitória do Nets sobre o Philadelphia por 98-96, também no Izod Center, com uma cesta no meio da quadra no segundo final.

Vinnie Del Negro tem razão: Devin vem destruindo defesas adversárias. Mais um motivo para debruçar-se sobre a prancheta e tentar conter os avanços do oponente.

Repito: DH não é Magic Johnson. O ex-armador do Lakers, este sim, quando estava em seus dias, era incontrolável.

Mas vamos dar, é claro, os méritos a Harris, um “all-star” que nós, aqui mesmo neste botequim, já dissemos várias vezes ser o futuro da armação na NBA ao lado de Deron Williams e, principalmente, Chris Paul.

E pensar que o Dallas o trocou por Jason Kidd… Só na cabeça de Mark Cuban.

Em 41:24 minutos, Harris acertou 14 de seus 23 arremessos. Mais ainda: atingiu o alvo em todos os 11 lances livres cobrados.

Fechou sua performance com seis assistências e mais quatro rebotes.

ÍCARO

O Detroit não para de perder. A derrota de ontem diante do Hornets, em New Orleans, por 90-87, foi a oitava consecutiva.

Quatro em casa e quatro fora.

Esta campanha pífia do Pistons deixa em aberto mais uma vaga na Conferência Leste. Ou seja: ao invés de uma, temos duas à disposição de Detroit, Milwaukee, Chicago, New Jersey e New York.

O Philadelphia está próximo, com uma derrota a menos que o Detroit (28-29), mas o Sixers tem se mostrado menos instável neste momento da competição, o que me faz a não colocá-lo, pelo menos por enquanto, no rol dos times que estão fazendo uma força terrível para não se classificar para os playoffs.

Mas voltemos ao Detroit, que é o tema deste capítulo.

Em seus últimos 24 combates, o Pistons conseguiu vencer apenas seis deles. Perdeu 18. As oito derrotas enfileiradas representam uma campanha que não era vista desde a longínqua temporada 1994-95.

O que ocorre com o Detroit?

Ora, nada mais nada menos do que fruto da inanição intelectual de seu GM, Joe Dumars. Ex-armador daquele timaço que ainda tinha Isiah Thomas e Dennis Rodman, bicampeão da NBA no final da década de 1980, Dumars revela-se um péssimo administrador.

Não vamos ficar aqui listando todas as suas bobagens. Mas duas delas não podem passar em branco: Michael Curry como treinador e, principalmente, a troca de Chauncey Billups por Allen Iverson.

Não há franquia que resista a tamanha tolice.

AUSÊNCIAS

É claro que a contusão de Allen Iverson, ainda no primeiro quarto (contratura nas costas), que obrigou-o a deixar prematuramente o jogo e a expulsão de Rasheed Wallace (foto AP) quando faltavam 7:55 minutos para a partida acabar tiveram um peso importante na derrota do Pistons.

O jogo estava no pau; o New Orleans vencia por 74-71 quando Sheed foi mandado mais cedo para o chuveiro. Se tivesse ficado em quadra, quem sabe, o resultado poderia ter sido outro.

Mas não foi; como não tem sido desde o dia 8 de fevereiro passado, quando o Detroit acabou derrotado pelo Phoenix por 107-97, dentro do Palácio de Auburn Hills; e nunca mais conseguiu vencer.

Eu não desejo o mal para ninguém, mas tomara que Iverson fique de fora alguns jogos. Com ele ausente, Michael Curry pode retornar Rip Hamilton para o quinteto titular, dar a ele mais minutos em quadra e deixá-lo ao lado de Rodney Stuckey na armação das jogadas.

Quem sabe as vitórias não ressurjam?

Amanhã o time enfrenta o Orlando na Flórida. Ótima oportunidade para se iniciar vida nova.

INCOMPETÊNCIA

O Denver pediu para perder o jogo, mas o Atlanta fraquejou no momento final.

Chauncey Billups anotou 33 pontos, mas quase chutou o balde a seis segundos do final ao errar um arremesso duplo com o marcador do telão central luzindo 110-109 para o Nuggets. Ronald Murray pegou o rebote.

O Atlanta saiu rapidamente para o ataque. Foi uma confusão só e o próprio Murray disparou o tiro final, de chumbinho, eu diria, que quase deu “air ball”.

E o resultado ficou mesmo nos 110-109 para o Denver.

O time colorado abriu 110-102 quando o mesmo Billups acertou dois lances livres a 1:57 minuto para o cronômetro zerar. Como disse acima, os jogadores, em quadra, parece que decidiram perder a partida.

Deixaram o Hawks fazer uma corrida de 7-0. Mas o time da Georgia se atrapalhou na última bola, como vimos, e deixou o Denver colocar um ponto final em uma sequência de três jogos com derrotas, que ajudou a franquia a permanecer na terceira posição da Conferência Oeste.

RETORNO 1

Boa notícia: Nenê, que ficou de fora do jogo de ontem contra o Atlanta e também não jogou diante do Boston, deve vestir a camisa 31 do Nuggets na partida diante do Lakers, amanhã à noite.

Jim Gillen, médico do time, garantiu que esta tarde Nenê treinando normalmente.

Ótimo: o Nuggets vai mesmo precisar da volta do são-carlense, pois o Denver não sabe o que é vencer o Lakers há dez jogos, se não estou enganado.

Se estive equivocado, por favor, corrijam-me.

RETORNO 2

O Utah enfileirou seis vitórias. Tudo começou com o triunfo diante do Lakers, no dia 11 passado, por 113-109, em Salt Lake City.

De lá para cá, diante de seus fãs, na EnergySolutions Arena, despachou Memphis, Boston, New Orleans e Atlanta. Ontem, bateu o Minnesota, no Target Center, por 120-103.

Isso mantém o Jazz na sétima posição do Oeste.

O campeonato da conferência referida está interessantíssimo. A partir do Denver, que tem 20 derrotas, há sete times brigando por seis vagas, pois considero Lakers e San Antonio nos playoffs.

É agora, a partir do fim do “All-Star Weekend”, que começa o segundo turno da competição. Quem for mais regular, não deixará escapar a vaga.

Carlos Boozer (foto AP) está de volta ao Utah depois de ter perdido 46 pelejas. Regressou na vitória diante do Atlanta por 108-89.

Um reforço e tanto.

Ele está entrando aos poucos, ou melhor, tem tido poucos minutos à disposição. A economia é planejada; Boozer tem que devagarzinho recuperar a melhor forma física e técnica e, consequentemente, seu ritmo de jogo.

No embate diante do Hawks, foram 21 minutos em quadra e apenas dois pontos e cinco rebotes, além de dois desarmes.

Ontem, o medalhista de ouro olímpico já pontuou mais: 12 tentos. Mas fisgou menos rebotes: quatro. Mas teve um minuto a mais para se divertir em quadra.

Com Boozer de volta, o Utah vai crescer muito. Dados como: esta foi apenas a décima vitória do time em 28 jogos fora de casa não encontrarão mais espaços nas estatísticas.

Boozer, Deron Williams, Mehmet Okur, Andrei Kirilenko e Paul Millsap são jogadores que Gregg Popovich, Phil Jackson, Mike Brown, Doc Rivers e Stan Van Gundy gostariam muito de ter.

E eles estão reunidos em Salt Lake City, à disposição de Jerry Sloan, um gênio na arquitetura de times de basquete.

O Utah chega aos playoffs; aposto com quem quiser.

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domingo, 25 de janeiro de 2009 NBA | 16:06

OESTE SUAVE

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E não é que passear pelo Oeste americano virou um ótimo negócio para os líderes do Leste? Primeiro foi o Orlando que lá foi e voltou para casa em primeiro lugar na classificação geral da NBA.

Agora chegou a vez do Cleveland.

Apesar de ter sido batido pelo Lakers – sua única derrota nos quatro jogos disputados –, o Cavs desembarca nesta tarde de domingo em Cleveland ocupando o lugar que na semana passada foi do Magic, que deixou a ponta da competição exatamente porque perdeu para equipes do Leste.

O time de LeBron James (foto AP) tem neste momento a melhor campanha entre todas as 30 equipes que participam do campeonato. Seu recorde é de 34 vitórias e apenas oito derrotas, com um percentual de aproveitamento de suas partidas de 81.0%.

Apesar de o desempenho das franquias do Oeste ser melhor do que as do Leste – o Phoenix, que tem uma campanha de 23-18 (56.1%) e está em nono lugar, fora do G-8, se jogasse no Leste ocuparia a sexta posição –, a verdade é que Cleveland, Orlando e Boston são muito superiores às equipes do Oeste, à exceção do Lakers, que está no mesmo nível desses três times.

Assim, quando a tabela mostra para os três ponteiros do Leste que há uma longa viagem para o lado oposto, eles esfregam as mãos, pois sabem que é a chance de voltar a ocupar o primeiro lugar na classificação geral do campeonato.

Mesmo que percam para o Lakers, como aconteceu com o Cleveland.

ERROS

Há que se ter um olhar mais crítico para os jogos do Cleveland neste momento. O time teve dificuldades diante de adversários mais fracos.

Ganhou do Golden State na última bola; ontem, diante do Utah, venceu por 102-97, mas igualmente teve problemas.

LeBron foi o cara do embate contra o Warriors com seu chute milagroso no segundo final. Mas a gente não pode se esquecer que ele cometeu erros no terceiro quarto que quase custaram a vitória do time.

Ontem, novamente voltou a se equivocar, como por exemplo a bola que perdeu já próximo ao final da partida, que proporcionou um contra-ataque ao Jazz que poderia ter passado à frente naquele momento e ter comprometido o triunfo do Cavs.

Mas o erro é humano e LBJ não é Michael Jordan. Mesmo assim, tem muita poupança dentro do Cleveland.

Se errou durante o terceiro quarto contra o Golden State, ganhou a partida no último arremesso. Se bobeou na jogada referida contra o Utah, marcou, ao longo do jogo, 33 pontos, 14 rebotes e deu nove assistências.

Mais uma e teria completado um “triple-double”.

LeBron joga muito. É no momento o melhor jogador da NBA.

Com ele em quadra há 81% de possibilidade de o time ganhar a partida. Os números mostram isso.

DESFALQUES

O Cleveland, como disse, não fechou com convicção algumas partidas, mas venceu.

E é bom que a gente não se esqueça que a equipe viajou para o Oeste desfalcada de dois de seus principais jogadores: o pivô Zydrunas Ilgauskas e o ala/armador Delonte West.

IMPORTÂNCIA

Anderson Varejão (foto AP) voltou a jogar bem. Marcou 14 pontos (7-8 nos arremessos) e apanhou sete rebotes. Roubou também uma bola e deu dois tocos.

Mais uma vez jogou improvisado como pivô, cobrindo a lacuna do lituano Ilgauskas.

No segundo quarto, cavou uma falta de ataque de Mehmet Okur, a terceira, que mandou o turco para o banco, facilitando o trabalho do Cleveland dentro do garrafão.

Como tenho dito, essas jogadas não aparecem nas estatísticas. Mas contam muito, faz o time crescer e irrita o adversário.

O narrador da NBA TV, depois do lance, comentou: “É isso também que faz de Varejao (eles não conseguem falar Varejão) um grande defensor: ele sacrifica o corpo o jogo todo”.

Verdade: Varejão não se poupa em quadra em momento algum.

E isso reflete no comportamento de seus companheiros, que se não trabalharem no mesmo nível de competitividade do brazuca, fazem feio para a comissão técnica, companheiros, torcedores e para eles próprios.

REALIDADE

É, a vida no Leste, como falei, é mais complicada do que no Oeste. Depois de ter passeado diante de quatro oponentes do Pacífico – entre eles o Lakers –, o Orlando voltou para o Atlântico e tomou duas chacoalhadas.

Perdeu primeiro para o Boston (90-80), jogando em sua Amway Arena; ontem, no clássico estadual, viajou até Miami e apanhou por 103-97.

Poderia ter levado o jogo à prorrogação, especialmente se Jameer Nelson não fosse desarmado na última bola por Mario Chalmers da maneira que foi. Doeu bastante, até porque o contra-ataque surgiu depois de um toco sensacional de Dwight Howard (seu terceiro e último) em cima de Daequan Cook.

Por falar no Super-Homem, ele marcou 22 pontos e apanhou dez rebotes. Todos defensivos.

O campeonato é longo e cansativo. Howard já não mostra atualmente o mesmo desempenho do começo da competição, quando até um “triple-double” ele marcou.

Talvez esteja se poupando para quando chegar o que conta mesmo: os playoffs.

Do lado do Heat, a vitória foi muito comemorada, pois representou a primeira depois de dez derrotas consecutivas diante de seu rival regional

CLÁSSICO

Se os times do Leste são mais fortes – os principais, é claro –, o Oeste tem um clássico logo mais que vai parar os EUA: Lakers x San Antonio.

Os amarelinhos – que hoje jogarão de branco porque é domingo e todo domingo os amarelinhos jogam de branco – foram batidos no primeiro enfrentamento entre ambos, no dia 14 passado, por um pontinho apenas: 112-111.

O jogo até agora não foi digerido em Los Angeles. Muita reclamação contra a arbitragem e lamentação por ter deixado escapar uma vitória que parecia certa.

Logo mais, no Staples Center, o torcedor do Lakers garante que vai fazer a sua parte, gritando o tempo todo, para incentivar seus ídolos e intimidar os oponentes, entre eles os árbitros, pois lá como cá a arbitragem é sempre vista como um adversário a ser batido.

Os jogadores do San Antonio, experientes, não estão nem aí para os gritos que virão das arquibancadas.

Resta saber se o trio de arbitragem terá o mesmo comportamento, pois, no Texas, deixou-se levar pela pressão dos torcedores locais.

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terça-feira, 13 de janeiro de 2009 NBA | 12:56

PIERCE DÁ SINAL DE VIDA

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O Boston comemora a varrida pra cima do Toronto. Com a vitória de ontem, na prorrogação, por 115-109, o Celtics venceu todos os quatro jogos disputados com o Raptors nesta temporada.

Mas há motivos para comemoração?

Hum… O Celtics se complicou mais uma vez diante de um adversário que não faz uma campanha de destaque. Os canadenses venceram 16 de seus 39 jogos e têm um aproveitamento de 41.0%.

Estão fora do G-8.

E ontem jogaram, mais uma vez, sem duas de suas principais estrelas: o espanhol José Calderón e o americano Jermaine O’Neal.

Mesmo com esses dois desfalques, o Toronto dominou o Boston, dentro do TD Banknorth Garden, até metade do terceiro quarto, quando chegou a abrir dez pontos de vantagem.

Foi então que Kevin Garnett entrou em ação e calou Chris Bosh, o mais perigoso jogador do Raptors.

Bosh, que até aquela altura do jogo estava com 12 pontos (5-7), limitou-se a fazer apenas mais seis (1-4). Ainda por cima, tomou um toco de Garnett quando faltavam pouco menos de cinco minutos para acabar a partida no tempo normal que o deixou desconcertado.

Com Bosh controlado, entrou em cena, finalmente, o talento de Paul Pierce (foto AP), que esteve adormecido nos últimos jogos. O marrento ala do Boston fechou a partida com 39 pontos em 49:24 minutos.

Nove desses quase 40 pontos foram feitos na prorrogação.

Na coletiva depois da partida, KG, ao lado de Pierce, disse que deveria ser tocado naquele momento o tema do filme “Super-Homem”, deixando claro que Pierce fez coisas de outro planeta na vitória do Boston.

Exagero?

Quase; Pierce foi bem, mas nem tanto assim.

As palavras de Garnett tinham outro significado, que certamente atingiu em cheio o alvo: ego do companheiro.

Pierce estava mesmo precisando disso.

ATÉ ONDE?

O Chicago segue maltratando seus torcedores. Perdeu mais uma.

Ontem, pelo menos, foi para o Portland, uma equipe de respeito nesta temporada e que tem um recorde de 23-14 e é o quinto colocado na Conferência Oeste.

Mas perdeu – e não importa para quem, pensam os torcedores.

Perdeu quando muitos achavam que ia ganhar, pois o time contava com o retorno de três jogadores: Kirk Hinrich, Luol Deng e Thabo Sefolosha.

De nada adiantou.

A equipe até que começou bem a partida. A defesa funcionava e o jogo de transição igualmente.

O Chicago deitava e rolava nos contra-ataques. Chegou a abrir 11 pontos de vantagem na metade do segundo quarto.

Mas foi só o Portland ajustar sua ofensiva, evitar o jogo de transição do Bulls e pronto: venceu com a maior facilidade do mundo. 109-95.

Travis Outlaw (foto AP em disputa com Drew Gooden), que veio do banco, fez uma grande partida. Seus números mostram isso: 33 pontos (sua melhor performance nesta temporada) e sete rebotes.

Enquanto isso, o Chicago foi um fracasso nas bolas de três pontos: 2-13 (15.4%). Viu o Portland fazer exatamente o contrário neste fundamento: 11-23 (47.8%).

Nove bolas a mais de três pontos; nove pontos a mais.

Marcando mal no perímetro e sem transição, só restou ao Chicago apanhar novamente.

E ninguém fala nada quanto a Vinnie Del Negro.

Sam Mitchell, que foi demitido pelo Toronto e que há duas temporadas foi eleito o “Coach of the Year”, segue desempregado.

Seria uma ótima opção.

Mas não acredito que o Chicago o contrataria em caso de demitir Del Negro. Vai partir para uma solução doméstica, como têm feito todos os times nesta temporada, numa clara demonstração de economia.

Sai Del Negro e assume, muito provavelmente, Del Harris.

Só vai mudar a mosca.

TURCO

Mehmet Okur fez 43 pontos ontem na vitória do Utah sobre o Indiana por 120-113. Foi a maior pontuação do pivô turco em sua carreira nos EUA.

Memo (foto AP) entra para a história ao se tornar o primeiro pivô da franquia a marcar mais de 40 pontos desde que o Jazz entrou para a NBA, na temporada 1974/75.

Seus números, esmiuçados, foram:
1º. Quarto – 18 pontos (4-5 nas bolas de dois, 1-1 na de três e 7-8 nos lances livres. Jogou 12 minutos);
2º. Quarto – oito pontos (2-2 nas bolas duplas, 1-1 na tripla e 1-1 nos lances livres. Atuou 6:41 minutos);
3º. Quarto – 15 pontos (3-6 nas de dois, 1-1 na de três e 6-6 nos lances livres. Ficou em quadra 12 minutos);
4º. Quarto – dois pontos (1-2 nas bolas duplas, 0-1 na tripla e não cobrou nenhum lance livre. Jogou 9:32 minutos);
Total – 43 pontos (10-15 nos arremessos de dois, 3-4 nos de três e 14-15 nos lances livres. Jogou ao todo 40:13 minutos).

O interessante é que quando o quarto período começou, Memo tinha 41 pontos. A torcida era para que ele entrasse para o seleto rol dos jogadores do Utah a anotar pelo menos 50 pontos em uma partida.

Nele figuram Karl Malone, Pete Maravich, Adrian Dantley e Truck Robinson.

Não deu, mas Okur fez a noite dos torcedores do Jazz mais feliz. Pela vitória e pelo seu desempenho pessoal.

Fica para uma próxima.

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terça-feira, 25 de novembro de 2008 NBA, basquete brasileiro | 12:46

A SINA DO UTAH É PERDER PARA O BULLS

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A sina do Utah é cair diante do Chicago em momentos importantes. Depois de ter sido derrotado pelo Bulls em duas decisões da NBA no final dos anos 1990, o Jazz perdeu ontem uma invencibilidade de 14 partidas dentro da sua EnergySolutions Arena por causa de uma bola lançada a 1.2 segundo para o final da partida pelo ala Larry Hughes (foto AP, abaixo, no momento do arremesso). Quando ela escorreu pela cesta, o cronômetro já estava zerado e o Chicago venceu por 101-100.

Apesar do arremesso decisivo, o novato Derrick Rose foi o nome da partida. 19.911 torcedores viram ao vivo Rose, primeiro draft desta temporada, aniquilar com as pretensões do Utah. Jogou muito e deu igual sorte ao final da partida, pois o arremesso derradeiro foi dele, a 5.1 segundos do fim, mas a bola não entrou. Ao bater no aro, sobrou limpinha para Hughes que fez o lançamento final descrito no parágrafo acima.

Os entusiastas de Rose disseram que não foi um erro, mas sim uma assistência. Por isso, teria terminado o confronto com dez e não com nove como mostra o “boxscore”.

Brincadeiras à parte, Rose nasceu em Chicago e é torcedor fanático do Bulls desde criancinha. Fechou o jogo com 25 pontos, sendo que dez deles foram no último quarto. E desses dez, oito nos últimos três minutos.

Quem ficou madrugada adentro vendo a partida não se arrependeu. O final foi emocionante. As duas equipes trocaram a liderança em dez oportunidades nos últimos 2:46 minutos.

O Chicago estava com um recorde de 1-6 “on the road” nesta temporada. Sua única vitória tinha sido diante do Golden State, na última sexta-feira, por 115-110. Fez mais uma – e pra ganhar moral, muito embora o Utah tenha jogado mais uma vez sem Deron Williams e Carlos Boozer, seu duo afinado, além de Kyle Korver, todos machucados. Mas ganhar em Salt Lake City é sempre complicado.

O time descansa nesta terça. Mas amanhã entra em quadra novamente, agora para enfrentar o San Antonio, no Texas…

ELE VOLTOU

Depois de ter perdido os 12 primeiros jogos do San Antonio nesta temporada, o argentino Manu Ginobili retornou. E em grande estilo, pois foi na cidade de Elvis Presley. Começou no banco, como sempre acontece, e ficou em quadra exatos 11:16 minutos.

Sete deles, no entanto, foram no terceiro quarto, quando o Spurs abriu uma diferença de dez pontos sobre o Memphis e não mais perdeu o controle do jogo, que estava bem complicado. Fechou a partida no FedEx Forum (12.053 pagantes) por 94-81.

Manu fez 12 pontos e apanhou quatro rebotes defensivos.

Mas, muito mais do que isso, seu tempo em quadra deixou claro aos companheiros que a partir de agora a história será contada de maneira diferente.

MÊS QUE VEM

O Chicago encerra sua turnê de sete jogos fora de casa no próximo domingo, diante do Philadelphia no Walchovia Center. O time deixou a Cidade dos Ventos no dia 14 deste mês. Desembarcará no aeroporto de O’Hare em 1º. de dezembro.

Serão 18 dias e sete partidas longe do seu United Center. Longe do conforto do lar e dos amigos e parentes.

A NBA é assim, pois assim são os EUA, um país com dimensões continentais. Para evitar gastos e sacrifícios desnecessários, faz-se esse tipo de excursão. E não é apenas uma vez que isso acontece. Já que há que se ir para a estrada, que seja por um longo período para não ficar indo e voltando a todo o instante, cansando os jogadores e gastando à toa em tempos de crise.

ESPELHO, ESPELHO MEU…

Existe alguém mais feio do que eu em toda a NBA?

Estas devem ser as primeiras palavras de Drew Gooden (foto AP) assim que acorda e vê sua imagem refletida.

Concordam?

OLHO NELE

D.J. Augustin é outro novato desta temporada. Joga de armador e veste a camisa 14 do Charlotte. Poucos sabem que ele existe, pois quase ninguém olha para o Bobcats.

Produto da universidade do Texas, Augustin foi a nona escolha desta temporada. Justifica, até o momento, o investimento feito pelo time de Michael Jordan.

Ontem, na vitória do Charlotte diante do Philadelphia (93-84), ele fez 25 pontos e teve um aproveitamento espetacular: 6-8 nas bolas de dois, 2-3 nas de três e 7-9 nos lances livres.

No ranking dos “rookies”, está em quinto lugar entre os cestinhas (12.5 pontos) e é o terceiro entre os assistentes (4.3). Mas nos desarmes, aparece no longínquo 25º. lugar, com menos de um roubo de bola por partida (0.46).

Perdoável, pois trata-se de um novato.

Mas fiquem de olho nele.

ÀS MOSCAS

A estatística final da partida mostra que 10.848 torcedores estiveram na Time Warner Cable Arena de Charlotte. Mas não tinha mesmo, pois o ginásio estava às moscas; a tevê mostrou.

O que acontece? Simples: muita gente compra o pacote para a temporada e não aparece em alguns jogos. E quando o Philadelphia é o visitante, com o frio que já abraça os EUA, muitos preferem ficar em casa, ao lado da lareira, lendo um livro e bebericando algo quente. E namorando.

Eu faria o mesmo; e na mesma seqüência, pois o time do Sixers é de doer.

O MIAMI TAMBÉM

Dá pena ver Dwyane Wade jogando no Miami. O time não tem pivô! Como pode alguém entrar num campeonato como o da NBA e não ter pivô?!?!?!

O técnico Erick Spoelstra, que substitui Pat Riley, jogou boa parte do confronto de ontem contra o Houston com uma defesa zona 2-3 para tentar conter Yao Ming e seus 2m26 de altura. Dava pena ver o esforço hercúleo de Udonis Haslem (20 centímetros mais baixo), Shawn Marion (2m01) e Yakhouba Diawara (também 2m01) diante do chinês.

Não adiantou. Yao terminou a partida com 28 pontos e apanhou 12 rebotes, dois no ataque. E ajudou o Houston a vencer a batalha pelas sobras por 51-35, o que foi decisivo para o resultado final: 107-98 para os texanos.

Para desapontamento dos 18.704 pagantes na American Airlines Arena.

DE NOVO ELE

Dwight Howard continua namorando o “triple-double”. Ontem, no triunfo do Orlando sobre o Milwaukee por 108-101 (16.245 pagantes), o Super-Homem da Flórida marcou 24 pontos, fisgou 13 rebotes e deu seis tocos.

Não demora muito e o triplo-duplo aparece novamente.

Dwight joga muito.

EM COMPENSAÇÃO…

Se Dwight Howard não conseguiu, Chris Paul sim. CP3 anotou seu sexto “triple-double” da carreira ao marcar 14 pontos, 17 assistências e 10 rebotes na vitória do New Orleans diante do Clippers, em Los Angeles, por 99-87 (14.956 pagantes).

Foi o segundo “triple-double” consecutivo de Paul nesta temporada.

O Hornets começa a se recuperar na temporada. Vem de três vitórias seguidas e agora ocupa a quinta posição no Oeste com um desempenho de 8-5 (61.5%).

Briga com o Houston pela liderança da Divisão Sudoeste.

CBB

Toni Chakmati, presidente da Federação Paulista de Basquete, anunciou ontem que será oposição a Gerasime Bozikis na próxima eleição para a presidência da CBB. A escolha do novo comandante acontecerá em maio do ano que vem.

Chakmati ajudou colocar Grego, como é conhecido o presidente atual da CBB, onde ele se encontra. Esteve ao lado do atual presidente durante muito tempo. Rompeu com ele sei lá por quê.

O paulista diz que sua primeira atitude, se eleito, vai ser mudar os estatutos da entidade e acabar com reeleições a perder de vista. Uma no máximo, diz Chakmati.

Sempre fui contra essa bobagem de dois mandatos e acabou. Como sempre defendi o clube empresa, também entendo que entidades esportivas devam ser profissionalizadas.

A NBA é o maior exemplo. David Stern está à frente da NBA desde 1984. E não há qualquer motivo para se tirá-lo de lá. A liga era uma antes dele; outra depois dele.

Stern é remunerado. US$ 10 milhões por temporada. Merece cada centavo ganho, pois a NBA é sinônimo de sucesso.

Isso aqui no Brasil é impensável. Nossos dirigentes são amadores e, por isso mesmo, não têm visão profissional. São pouco estudados e não têm cultura administrativa.

Não merecem ficar mais do que dois mandatos. E olhe lá.

Por isso aprovo a postura de Chakmati.

Mas não estou dizendo, com isso, que ele será a salvação do nosso basquete. ‘E bom deixar isso bem claro.

TORCIDA

Os votos continuam chegando e o quadro mudou um pouco em relação à contagem anterior. Apareceram novos torcedores, como do Minnesota e Toronto.

E o mais legal é que já conseguimos computar 50 votos. E tem gente que freqüentava este botequim que ainda não apareceu para votar.

Portanto, os números tendem a mudar.

Vamos, pois ao novo posicionamento dos times mais populares aqui no Brasil:

1)    Lakers – 24.0%
2)    Chicago – 14.0%
3)    Phoenix – 14.0%
4)    Boston – 8.0%
5)    San Antonio – 8.0%
6)    Cleveland – 6.0%
7)    Detroit – 6.0%
8)    Denver – 4.0%
9)    Houston – 4.0%
10)    Dallas — 2.0%
11)    Miami — 2.0%
12)    Minnesota — 2.0%
13)    New Jersey — 2.0%
14)    Philadelphia — 2.0%
15)    Toronto– 2.0%

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  3. MARTIN FOI DECISIVO PARA O DENVER
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