Jazz | Fábio Sormani

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sexta-feira, 6 de novembro de 2009 NBA | 11:52

OS DRAMAS DE CLEVELAND E SAN ANTONIO

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A temporada mal começou e em apenas seis jogos o Cleveland já perdeu dois deles em casa, exatamente o mesmo número de vezes em que foi dobrado diante dos fãs em toda a temporada passada. Nos outros 39 embates em sua Q Arena, o Cavs foi para o vestiário carregado nos braços da torcida.

Para que isso ocorra novamente, o time de LeBron James não pode mais perder em seus domínios. É possível que isso ocorra?

Improvável, mas não impossível.

Mas não é isso o que interessa. O que importa é falarmos do jogo do Cavs, que realmente decepciona neste início de competição.

O time não funciona em quadra. A contratação de Shaquille O’Neal pouco ou quase nada adicionou ao time.

Talvez tenha-o deixado mais lento em quadra. Exatamente o que ocorreu em Phoenix.

Shaq, infelizmente, envelheceu. É vítima do tempo, como todos nós.

Tem freado o ritmo alucinante que LBJ imprime à equipe quando o time joga em casa e, com defesa consistente parte para a transição e nocauteia o oponente pela velocidade e eficiência de seu jogo.

Isso não tem sido visto como se via no campeonato passado. Shaq defende mal e é lento.

Seus números na derrota de ontem para o Chicago por 86-85 foram bons apenas nos rebotes: dez. Mas a pontuação foi mediana para que se valha a pena tê-lo em quadra: 14 pontos.

Anderson Varejão, por exemplo, teve números semelhantes: 12 pontos e 13 rebotes. Mas o jogo não fica concentrado no capixaba e ele, ao contrário de Shaq, não deixa o time em “slow motion”.

E mais: Shaq em quadra, atualmente, não é preocupação para o adversário. Dificilmente você vê o oponente fazer um “double team” (marcação dobrada) em cima do grandalhão.

Apenas um jogador é suficiente.

Será que Shaq vai naufragar também em Cleveland?

Bulls Cavaliers BasketballFELICIDADE

Em contrapartida, o Chicago levou às nuvens os seus torcedores. Ninguém, em sã consciência, poderia imaginar que o Bulls fosse vencer o Cavs — ainda mais em Cleveland.

Mas não é que o time venceu?

O final foi dramático. O tal do “double team” que eu disse há pouco que ninguém mais faz em Shaq, foi feito em LeBron James nos segundos finais da partida.

E o ala, ao tentar a bandeja para dar a vitória aos anfitriões, encontrou a porta fechada por Luol Deng e Joakim Noah (foto AP). Perfeito.

LBJ deixou a quadra reclamando de falta — que significaria a cobrança de dois lances livres. Mas foi choro de mal perdedor.

O que eu vi foi uma defesa perfeita em cima de um dos maiores jogadores de basquete da atualidade. Isso King James deveria dizer e reconhecer o trabalho da dupla adversária.

Vitória justa de um time que não se deixou intimidar em nenhum momento pela força do adversário e nem pelo barulho da torcida. Vitória justa de um time que acreditou até o fim que era possível vencer.

Chicago 86-85 Cleveland. Inacreditável!

IRREGULAR

O San Antonio também não empolga neste início de competição. Perdeu seus dois principais compromissos até o momento: Bulls, em Chicago, e Utah, em Salt Lake City.

Suas duas únicas vitórias em quatro partidas até o momento aconteceram no Texas: New Orleans e Sacramento. E, cá pra nós, dois times do bloco intermediário para baixo, o que não empolga ninguém.

A derrota de ontem na cidade do lago salgado por 113-99 preocupa os torcedores texanos. Afinal, o Jazz vinha de uma campanha de 1-3, com derrota até mesmo para o Houston (sem T-Mac e Yao Ming) em sua EnergySolutions Arena.

Carlos Boozer estava marcado pela torcida. Pegava na bola e era vaiado.

Até o jogo de ontem.

Na noite passada, Booz marcou 27 pontos, apanhou 14 rebotes, deu três assistências e dois tocos e ainda roubou duas bolas. E, mais importante de tudo, ajudou a controlar Tim Duncan, um dos maiores power foward da história da NBA.

A quinta-feira foi realmente atípica: os favoritos perderam; as zebras se deram bem.

Notas relacionadas:

  1. O CLEVELAND E A DESCONFIANÇA
  2. CLEVELAND SE GARANTE NOS PLAYOFFS
  3. VAREJÃO FORA DO CLEVELAND
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terça-feira, 6 de outubro de 2009 NBA, basquete brasileiro | 19:22

MOLECADA QUE BRILHA

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James Johnson (centro) comemora a cesta que decidiu a partida a favor do Chicago Bulls

James Johnson (centro) comemora a cesta que decidiu a partida a favor do Chicago Bulls

Acabei de ver o primeiro jogo desta temporada da NBA. E não podia ter sido melhor.

Com uma cesta no último centésimo de segundo anotada pelo “rookie” James Johnson, o Chicago bateu o Utah por 102-101, vitória esta que deu ao Bulls seu segundo triunfo na dupla de partidas que o tricolor de Illinois disputou nesta “Pré-Season”.

A contenda foi realizada na O2 Arena de Londres, que teve todos os seus bilhetes vendidos ao público. Não me perguntem quantos ingressos foram negociados porque eu não sei – dei uma rápida vasculhada na internet e nada encontrei.

Mas voltando a falar de James Johnson, fiquei impressionado com o seu jogo. Não apenas pela cesta derradeira, onde ele mostrou uma frieza incrível, mas pelo conjunto da obra principalmente

Vindo do banco, o ala anotou 18 pontos, apanhou oito rebotes, deu duas assistências e um par de tocos também foi distribuído em quadra. O moleque (22 anos) bateu sete lances livres e, pra dar inveja nos jogadores brasileiros, acertou todos.

Produto da Universidade de Wake Forest (a mesma de Tim Duncan e Chris Paul), Johnson foi a 16ª. escolha do Chicago no NBA Draft deste ano. A expectativa na Cidade dos Ventos quanto ao potencial do jogador é muito grande.

Na partida passada, vitória diante do Indiana, também fora de casa (104-95), foi Taj Gibson, outro novato, quem brilhou. Também vindo do banco, Gibson anotou 19 pontos e amealhou nove rebotes.

O Chicago promete nesta temporada, ô se promete. Estou muito esperançoso.

Ah, sim, é importante dizer: o time jogou diante do Utah sem Derrick Rose, John Salmons e Tyrus Thomas.

Como disse, a “season” parece ser promissora.

FILHO DE PEIXE

 

Zé Boquinha comentou a partida ao lado de Everaldo Marques, que contou-nos o desenho do jogo nos movimentos dos atletas. Os dois brilharam, como sempre, na ESPN.

Durante a partida, vejo em quadra com a camisa do Utah um novato chamado Wes Matthews. Zé Boquinha ficou intrigado – eu também.

Wes Matthews… Wes Matthews…

Como disse, Zé Boquinha, Wes Matthews foi um armador que atuou uma temporada em Ribeirão Preto. Isso mesmo!

Joakim Noah em ação no garrafão

Joakim Noah em ação no garrafão

Maluco de pedra; numa final do Brasileiro (não me lembro o ano), ele deu um soco (pelas costas, é bom que se diga) no dominicano José Vargas, que jogava em Franca, depois de uma confusão.

A cara de Vargas inchou imediatamente. Ele ficou irreconhecível.

O dominicano só não matou Matthews porque foi contido por uma centena de pessoas. Felizmente, pois ele dava o dobro do norte-americano.

Depois da partida corria o boato que Vargas iria ao hotel atrás de Matthews. Muitos diziam que Matthews estava armado à espera do adversário.

Felizmente nada aconteceu.

Mas dizia eu que Matthews jogou em Ribeirão Preto. Mas não foi no time paulista que ele ganhou notoriedade no basquete.

Ele foi o reserva de Magic Johnson nos dois títulos conquistados pelos amarelinhos nas temporadas 1986/87 e 1987/88.

O velho Matthews foi recrutado pelo Washington, mas jogou também no Atlanta, Philadelphia, Chicago e San Antonio. Era muito bom jogador.

Pois bem, Matthews Sr, contou-nos Zé Boquinha, é pai do menino do Utah, destaque do Jazz na derrota de agora há pouco. Ele anotou 16 pontos em 24 minutos em quadra e mostrou muita personalidade.

Vou torcer para o garoto.

Entrevistei Matthews Sr. quando eu trabalhava no SporTV e apresentava o programa “Basketmania”, criado por mim e batizado pelo meu filho, Pedro.

Matthews Sr. foi muito atencioso comigo durante a entrevista. E nas vezes que a gente se encontrou pelos ginásios brasileiros, nosso convívio sempre foi muito legal.

Espero que ele esteja bem nos EUA, torcendo, feito um pai-coruja, pelo filhote que debutou bem com a camisa do Utah.

Sorte e saúde aos dois!

Notas relacionadas:

  1. A SINA DO UTAH É PERDER PARA O BULLS
  2. AMONTOADO DE BESTEIRAS
  3. VAREJÃO FORA DO CLEVELAND
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

terça-feira, 30 de junho de 2009 NBA | 20:14

VAREJÃO FORA DO CLEVELAND

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Anderson Varejão está fora do Cleveland. Ele próprio tomou a decisão – quem informa é o site da ESPN.

Se você não sabe, o capixaba tem um contrato com o Cavs que dá a ele o direito de ficar ou não na franquia. Como é forte o comentário de que o Cleveland vai contratar o ala de força Charles Villanueva, do Milwaukee, Varejão, sentindo que vai amargar um banco danado na próxima temporada se isso ocorrer, optou por procurar equipe.

Villanueva é um jogador mais ofensivo do que Varejão. O time quer um atleta que pontue – o que não é o caso do brasileiro.

Além disso, Villanueva elogiou em seu twitter a contratação de Shaquille O´Neal pelo Cavs e disse que o time de Ohio estava precisando agora de um ala/pivô. Ofereceu-se, claramente, para jogar ao lado de LeBron James, o que teria irritado profundamente os executivos do Bucks.

Por isso o time de Wisconsin teria aberto mão do direito de exercer preferência sobre ele na próxima temporada.

Uma pena que tudo isso ocorra, pois o time com LBJ e Shaq ficará forte demais e o brasuca teria grandes chances de ganhar o título da próxima temporada. Mesmo tendo menos minutos em quadra, valeria a pena arriscar, pois a temporada é longa e muita coisa pode acontecer.

Amanhã, de acordo com as regras da NBA, os times poderão conversar com os atletas que têm o passe na mão – vamos usar esta expressão, bem brasileira, para facilitar o entendimento. Muita coisa, portanto, pode ocorrer nesta quarta-feira.

Vamos, pois, aguardar pelo capítulo desta quarta. Ele promete.

SELEÇÃO

Anderson Varejão afirmou ao SporTV, agora há pouco, que sua decisão não vai impedí-lo de aceitar a convocação do técnico Moncho Monsalve para defender o Brasil na Copa América em Porto Rico.

Ótimo; ótima notícia!

E que o capixaba encontre um bom lar para a próxima temporada.

RUA!

Michael Curry foi demitido pelo Detroit Pistons. Segundo o “visionário” Joe Dumars, o técnico perdeu o controle do grupo. O engraçado é que o mesmo Dumars disse, há alguns dias, que Curry ficaria, pois havia feito um bom trabalho na temporada passada.

Onde ele viu isso? Eu não vi, vocês viram? Creio que também não viram.

Mas em se tratando de Dumars, é possível mesmo que ele tenha gostado, pois o gosto dele é bastante discutível.

Comenta-se que Avery Johnson, ex-Dallas, atualmente comentarista da TNT, deve assumir a franquia. Outra opção é Doug Collins, ex-treinador do Chicago e Washington e que também trabalha com a latinha.

Por fora corre Bill Laimbeer, ex-companheiro de time de Dumars na época dos “Bad Boys”. Mas Bill não tem qualquer experiência com times masculinos, pois vinham treinando o Detroit Shock, a versão feminina do Pistons.

Mas não importa: neste momento, até Laimbeer é melhor que Curry.

PERMANÊNCIA 1

Carlos Boozer desarrumou as malas. O ala de força do Utah afirmou que não vai mais testar o mercado: quer jogar outra temporada com o Jazz.

Embora muitos torçam o nariz para Boozer, eu gosto do jogador. Com ele ao lado de Deron Williams o Utah mantém-se forte.

PERMANÊNCIA 2

Outro que não vai testar o mercado é Kobe Bryant. Ele tem, por força contratual, o direito de procurar time, assim como Varejão, mas ele nem pensa nisso.Seu lugar é mesmo Los Angeles.Aliás, se eu fosse Kobe, trocaria o Lakers por apenas dois times: Knicks, para morar em Nova York, e Chicago, para vestir a camisa que um dia Michael Jordan vestiu.De resto, nem pensar – com todo o respeito pelos times do coração dos frequentadores deste botequim.

Notas relacionadas:

  1. O CLEVELAND E A DESCONFIANÇA
  2. CLEVELAND SE GARANTE NOS PLAYOFFS
  3. FORA DE SINTONIA
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domingo, 26 de abril de 2009 NBA | 12:45

JOGADOR MARCANTE

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A manchete de capa do “LA Times” diz: “Finalmente Kobe deixa sua marca”.

Perfeita.

Kobe, de fato, não vinha se impondo nestes playoffs como o jogador marcante que a gente sabe que ele é.

Depois de um jogo apagado, para dizer o mínimo, contra o Utah, na última quinta-feira, quando marcou apenas 18 pontos e acertou só cinco de seus 24 arremessos, ontem Kobe foi o jogador marcante que a gente sabe que ele é.

Atirou o mesmo número de bolas do encontro de quinta, mas desta vez encestou 16. Nas laranjinhas de três, uma certa em duas tentadas. Nos lances livres, cinco em cinco.

Excelente.

Ao final da partida, depois de 39:37 minutos em quadra, Kobe marcou 38 pontos e foi aquele jogador marcante que a gente sabe que ele é.

Foi impossível contê-lo.

O técnico Jerry Sloan, do Utah, experimentou nada menos do que quatro marcadores em Kobe. Tiveram a missão Ronnie Brewer, C. J. Miles, Paul Millsap e até mesmo o armador Deron Williams (foto Reuters).

Nenhum deles obteve sucesso.

De nada adiantaram a agressividade física desses jogadores na tentativa de abreviar o volume de jogo de Kobe e nem as insistentes e invejosas vaias que vieram da maior parte dos 19.911 torcedores que compareceram à EnergySolutions Arena de Salt Lake City.

O camisa 24 do Lakers não se importou com isso. Ele sabia que ontem era o momento para dar este bote decisivo, era o momento de ele voltar a ser aquele jogador marcante que a gente sabe que ele é.

O resultado disso não foi apenas a vitória por 108-94, que fez o Lakers abrir 3-1 na série diante do Jazz. O resultado disso foi que Kobe tornou-se o sétimo maior cestinha na história dos playoffs da NBA.

Com seus 38 pontos, chegou aos 3.792 tentos e deixou para trás Hakeem Olajuwon e John Havlicek. Tem 105 a menos do que Larry Bird. Deve deixá-lo comendo poeira também e tornar-se o sexto maior artilheiro dos playoffs.

Tudo porque ele voltou a ser aquele jogador marcante que a gente sabe que ele é.

FIM DA LINHA

Com a vitória de ontem e os 3-1 na série, como eu disse anteriormente, o Lakers pode se considerar nas semifinais da Conferência Oeste.

Para que isso não ocorra, o Utah precisa vencer os três últimos jogos deste confronto. Dois deles em Los Angeles.

Impossível, vocês não acham?

No basquete há zebras, a gente sabe disso, mas deste tamanho eu nunca vi.

FRASE

“Nós nunca estivemos perto de marcá-lo. Ele simplesmente colocou todos [marcadores] no bolso e jogou do jeito que ele queria” – Jerry Sloan, técnico do Utah Jazz, sobre Kobe Bryant, depois da partida.

CONTRIBUIÇÃO

Kobe Bryant não jogou sozinho. Houve contribuições – e das boas.

Lamar Odom voltou a fazer uma partida daquelas com seus dez pontos, 15 rebotes, seis assistências, dois tocos e um desarme.

Pau Gasol anotou um “double-double” também: dez pontos e 13 rebotes.

O bom da história foi que Derek Fisher parece ter começado a encontrar a fórmula do bom arremesso, que estava perdida em algum canto de sua memória. Ontem ele teve um duplo dígito (12 tentos), com quatro acertos em oito arremessos; mas ainda deve nas bolas longas: 1-4.

TRISTEZA

Do outro lado, o Utah lutou com todas suas armas. Mas elas têm se mostrado insuficientes para eliminar o Lakers – a menos que haja uma surpresa do tamanho da história da NBA.

Carlos Boozer foi uma vez mais um monstro em quadra: 23 pontos, 16 rebotes e cinco assistências. Tentou de tudo; até peitada saiu dando em Pau Gasol, na tentativa de intimidar o soft pivô do Lakers.

Não deu certo, os números do espanhol mostram isso.

Mas Boozer tentou.

Deron Williams – meu armador favorito – marcou 23 pontos, deu 13 assistências e resgatou cinco ressaltos. Tentou, como contei, anular Kobe, mas aí já era demais.

Usou do físico para amedrontar seu companheiro de ouro olímpico. Não conseguiu; Kobe nunca se deixou atemorizar por aparências.

Dei o título de “Vestiário Triste” para este tópico, mas penso que estou sendo injusto: a instituição Utah Jazz deveria orgulhar-se de tudo o que fez, tudo na dose certa.

Só não deu certo porque ontem Kobe voltou a ser aquele jogador marcante que a gente sabe que ele é.

PASSO

O Dallas deu um passo gigantesco para se classificar. Ao bater o San Antonio por 99-90 abriu 3-1 na série melhor de sete e só será eliminado se perder as próximas pelejas.

Uma delas, aliás, dentro de casa, no caldeirão do American Airlines Center.

Sinceramente? Assim como o Lakers, o Dallas já passou.

Tivesse o Spurs Manu Ginobili e seria possível sonhar. Sem ele, apenas Tony Parker e Tim Duncan terão muita dificuldades para evitar o pesadelo da eliminação.

POBREZA

O San Antonio se resumiu a dois jogadores nesta derrota para o Dallas – os números mostram isso. Tony Parker, um gigante, anotou 43 pontos; Tim Duncan, outro guerreiro, cravou 25 tentos na cesta do Dallas.

Os demais…. o que eles fizeram? Nada; ou quase nada.

Michael Finley marcou sete pontos, George Hill cravou seis, Bruce Bowen fez cinco, Drew Gooden deixou dois pontinhos para a estatística enquanto que Ime Udoka e Kurt Thomas contribuíram com um mísero ponto; e acabou.

Roger Mason e Matt Bonner? Acreditem, simplesmente saíram zerados de quadra!

Ou seja: enquanto Parker e Timmy anotaram, juntos 68 pontos, os demais jogadores do San Antonio marcaram 22.

É possível vencer um adversário do naipe do Dallas, fora de casa, com uma atuação dessas? Claro que não.

Portanto, vamos esquecer o San Antonio e falar do Mavericks, que foi o ator principal neste filme.

EQUILÍBRIO

Se apenas dois jogadores escaparam do lado alvinegro, cinco atletas do Dallas jogaram muito bem.

Josh Howard (foto AP), mais uma vez, foi o destaque da equipe com seus 28 pontos. Mas não dá para deixar de lado os 12 pontos e os 13 rebotes (todos defensivos) do alemão Dirk Nowitzki.

Além da dupla, foram importantes os 17 pontos de Jason Kidd e os 20 tentos anotados por Erick Dampier e Jason Terry – dez para cada um.

Terry, aliás, gostaria de mencionar, decaiu nestes playoffs em relação à fase de classificação. Na etapa anterior, ele teve média de 19.6 pontos por jogo; nesta série diante do Spurs, caiu para 12.0.

Foi seu jogo que caiu? Penso que não. Isso se deve porque ele, com a volta de Josh Howard, que perdeu nada menos do que 30 jogos na fase de classificação, teve subtraído importantes três minutos de seu tempo em quadra – e isso faz diferença na pontuação final.

Mas voltando ao jogo de ontem, é aquilo que eu sempre digo: é complicado marcar um adversário que sabe variar seu jogo. Quando temos um time onde só um jogador pontua, fica óbvio demais e facilita o trabalho do oponente.

Nowitzki percebeu isso e hoje não fica alucinado em quadra em busca de pontos, pontos e mais pontos. Percebeu que, sozinho, é muito difícil – para não dizer impossível – ganhar um campeonato.

Ele próprio viveu isso em 2006.

PORRADA

O encontro na cidade do jazz foi faltoso – às vezes violento. Os números mostram: foram 58 faltas no total, 29 para cada equipe.

Os quatro vigias titulares dos garrafões de New Orleans e Denver foram excluídos com seis faltas: David West e Tyson Chandler (Hornets) e Kenyon Martin e Nenê Hilário (Nuggets).

Teve mais: Chandler e James Posey, do lado dos anfitriões, e Chauncey Billups, pelos visitantes, foram punidos com falta flagrante, enquanto que J. R. Smith, do Nuggets, tomou uma falta técnica.

O pau comeu, como se vê.

O jogo? Foi emocionante; decidido apenas na última bola.

Carmelo Anthony, cestinha do Denver com 25 pontos, teve a bola nas mãos para evitar a derrota. Faltavam 25.6 segundos para o final da partida e o placar mostrava 94-93 para o Hornets.

Ele próprio roubou a bola num lateral mal cobrado.

No ataque, depois do tempo pedido, atrapalhou-se ao tentar o passe para Martin, recuperou a bola e arremessou completamente desequilibrado. Deu aro.

E o jogo acabou com o placar de 95-93 para o New Orleans.

A série mostra agora 2-1 para o Denver. O próximo encontro será novamente na Louisiannia, amanhã à noite.

Está aberto – ao contrário dos confrontos no Colorado, onde o Nuggets superou completamente o Hornets.

SURPRESA

Confesso que estou surpreso com o desempenho do Miami. A equipe parece ter encontrado o jeito de jogar como um time.

Dwyane Wade está desequilibrando, como sempre acontece, mas aquele equilíbrio que a gente tanto fala há neste momento no Heat.

Ontem, os cinco titulares tiveram duplo dígito na pontuação.

Wade foi o cestinha com 29 pontos. Mas Jermaine O’Neal contribuiu com 22, Mario Chalmers com 15, Udonis Haslem (foto Reuters) com 12 e James Jones com 11.

Aí está o segredo para a vitória esmagadora de ontem por 107-78 e os 2-1 na série em favor do time da Flórida.

A continuar assim, não perde este confronto de jeito nenhum; se voltar a ser o time de um jogador só, será eliminado.

Notas relacionadas:

  1. O DESPERTAR DE UM GRANDE JOGADOR
  2. A HORA DO PALPITE
  3. O TRAUMA DO LAKERS
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sexta-feira, 24 de abril de 2009 NBA | 12:54

O TRAUMA DO LAKERS

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Foi o jogo da noite; e a jogada também. A recuperação empreendida pelo Utah e o arremesso final de Deron Williams fizeram valer a pena ficar acordado até altas horas.

E o resultado final, vitória do Jazz por 88-86, foi absolutamente justo para um time que não se entregou jamais, pois a partida parecia se encaminhar para mais uma vitória do Lakers.

A 2:46 do final do terceiro quarto, a diferença a favor dos californianos era de 13 pontos: 64-51.

Mas com uma marcação forte, que limitou o aproveitamento ofensivo do Lakers, especialmente de Kobe Bryant, e um jogo de frente intenso, principalmente no garrafão, com Carlos Boozer (Pau Gasol está até agora atordoado), o time da cidade do sal virou o jogo.

Quando começou a fazê-lo, contagiou a maior parte dos 19.911 torcedores que compareceu à EnergySolutions Arena. E eles mostraram por que o ginásio é considerado um dos mais barulhentos e temidos da NBA.

E esse barulho realmente incomoda o Lakers. Em toda a história do confronto entre as duas equipes em playoffs, os angelinos ganharam apenas duas das 12 partidas lá disputadas.

Parece trauma; parece, não, é trauma mesmo.

Mas voltemos ao jogo. Vamos falar de Boozer e Williams, os dois medalhistas olímpicos do time da casa.

Boozer anotou 23 pontos e apanhou 22 rebotes, igualando o recorde da franquia em playoffs, pertencente então apenas a Karl Malone. Mas ao apanhar 16 deles no primeiro tempo, estabeleceu, aí sim, um novo recorde.

Boozer jogou demais. Marcou seis pontos no restante 1:25 minuto. Dois deles, uma enterrada na cara de Gasol (foto Reuters),  que humilharam o espanhol e o time do Lakers.

Se você olhar apenas para os números de Deron, verá que eles não foram tão impactantes quanto os de Boozer. Afinal, ele anotou apenas 13 pontos.

Mas não há como se esquecer do arremesso final, digno dos grandes jogadores que fazem desta a maior liga de basquete do planeta.

Vamos a eles…

… faltavam apenas 2.2 segundos para o relógio zerar e a partida estava empatada em 86 pontos. Segundos antes, Deron pegou a bola, saiu da marcação de Derek Fisher, evitou a ajuda de Gasol com um “fade away” e lançou a bola contra o aro inimigo: ela caiu macia, roçando pela redinha, para deleite não só dele, mas dos companheiros, comissão técnica e da maioria dos torcedores presentes à arena de Salt Lake City.

Já disse aqui neste botequim: Chris Paul pode ser o melhor armador da NBA, mas num par ou ímpar ou escolho Deron Williams.

Questão de preferência.

MÉDIAS

Olhem só o desempenho de Carlos Boozer nesta série contra o Lakers: no primeiro jogo, em Los Angeles, foram 27 pontos e nove rebotes; no segundo, no mesmo Staples Center, 20 tentos e dez ressaltos; ontem, em Salt Lake City, 23 pontos e 22 sobras.

Isso dá uma média de 23.3 pontos e 13.6 rebotes.

O cara joga muito.

Por isso mesmo, o Utah não pode deixá-lo escapar ao final desta temporada. Isso porque Boozer já avisou que vai testar o mercado no verão norte-americano.

POBREZA

Kobe Bryant, que tem sido objeto de discussão neste botequim, foi uma tragédia ontem à noite. Anotou apenas 18 pontos e teve um aproveitamento paupérrimo nos arremessos: 5-24 (20.8%).

“Eu simplesmente não consegui arremessar bem”, disse Kobe depois da partida.

Não precisava dizer, meu velho, todo mundo viu.

Lamar Odom foi o melhor do Lakers em quadra: 21 pontos e 14 rebotes.

Gasol, apesar da enterrada humilhante que sofreu de Carlos Boozer, ajudou bastante ofensivamente com seus 20 pontos.

O próximo jogo da série está marcado para amanhã, às 22h de Brasília. Se o Utah ganhar novamente – a tendência é esta dado o pavor do Lakers em enfrentar o Jazz fora de casa –, você pode ter certeza: o fator quadra poderá classificar os angelinos.

A menos que os salinos consigam a façanha de ganhar uma partida em Los Angeles.

ÓBVIO

Depois que o Chicago deixou escapar a vitória no segundo jogo da série, em Boston, eu e vários frequentadores deste botequim dissemos que o Bulls tinha perdido o confronto ali.

Foi demais, pois o time da cidade dos ventos teve a faca e o queijo nas mãos. Ressuscitou o adversário, que estava combalido com a primeira derrota e com a ausência de seu principal jogador, Kevin Garnett, contundido.

E não deu outra: ontem, em Chicago, o Celtics simplesmente massacrou o Bulls. Venceu por 107-86.

Os 19 pontos de diferença não dizem o que foi a partida. Poderia ter sido de muito mais.

Paul Pierce anotou 24 pontos. Foi o cestinha do time e do jogo.

Mas o cara que está fazendo a diferença na série é Rajon Rondo (foto AP com Kevin Garnett ao fundo).

No segundo embate da série – o da virada –, Rajon fez um “triple-double”: 29 pontos, 12 assistências e 16 rebotes. Ontem, marcou 20 pontos, 11 rebotes e seis assistências. E na primeira partida, vitória do Chicago, foi o único que se salvou com seus 29 pontos, sete assistências e nove rebotes.

Suas médias nestes playoffs: 22.6 pontos, 12 rebotes e 8.3 assistências. Quase um triplo duplo!

Não vai levar o “Most Improved Player” pelo que eu tenho lido na imprensa norte-americana (eu já falei, não consigo entender esses caras que votam). Mas que deveria, isso deveria.

LAVADA

Mais uma na rodada de ontem. Esta em Dallas, onde o time da casa enfiou 88-67 no San Antonio.

Já disse: sem Manu Ginobili é muito difícil o Spurs eliminar o Mavs. O que fica de esperança para o torcedor alvinegro é que o time da cidade do Álamo conta com dois jogadores fora de série: Tim Duncan e Tony Parker.

Um dos dois – ou ambos, melhor ainda –, iluminado, pode calar o American Airlines Center.

Mas acho difícil. O Dallas está afinadíssimo.

Dirk Nowitzki não precisa mais ficar se matando em quadra para pontuar, pontuar e pontuar para ver se o time consegue ganhar. O equilíbrio tem sido a tônica da equipe, especialmente com o retorno de Josh Howard.

E ganhar de time equilibrado é complicado, porque, como já disse aqui, você não sabe quem marcar.

Lembra a história do cobertor curto.

NOITADA

Três jogos marcados para esta noite. Vamos a eles…

Detroit hospeda a série entre Pistons e Cleveland. O Cavs está na frente em 2-0.

A partida está marcada para as 20h de Brasília.

Uma hora mais tarde, Filadélfia recebe pela primeira vez no confronto entre Sixers e Magic. Aqui há igualdade: 1-1.

Finalmente, às 22h30, o enfrentamento entre Houston e Portland, empatado também em 1-1, vai ser jogado pela primeira vez no Texas.

Favoritos?

Vamos palpitar, que é muito legal: acho que o Cleveland vence mais uma, o Philadelphia abre 2-1 na série e o Houston faz o mesmo diante de seus torcedores.

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quarta-feira, 22 de abril de 2009 Sem categoria | 16:26

O EQUILÍBRIO DO OESTE

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Bulls x CelticsSe Boston e Chicago (à direita, foto AFP) fazem uma série equilibradíssima no Leste, Portland e Houston repetem a dose no Oeste.

Ontem, os dois times protagonizaram, uma vez mais, outra partida repleta de emoções e equilíbrio. Embate definido só no final; desta vez o Portland saiu vencedor: 107-103.

Brandon Roy foi o nome do jogo. Arrebentou a defesa adversária; e olha que seus marcadores não são “joões”, como Garrincha se referia a quem o marcava e não o achava.

Shane Battier e Ron Artest, dois dos melhores defensores da liga, tiveram a inglória missão de vigiar o armador do Blazers. Não conseguiram.

Roy terminou a partida com 42 pontos, assim construídos: 13-24 nas bolas duplas, 2-3 nas triplas e 10-12 nos lances livres. Tudo isso em 42 minutos.

Agora, sabe o que também chama a atenção? O número de erros por ele cometido: nenhum!

Foi, como disse, o nome do jogo.

O fato triste ficou por conta da contusão do pivô Dikembe Mutombo. D, às portas de completar 43 anos (25 de junho), voltou ao basquete depois de muita insistência de dois times, Boston e Houston, e também da família.

Cedeu aos apelos e voltou ao Texas, onde jogou a temporada passada. Ontem, com dois minutos em quadra, contundiu o joelho esquerdo. E decretou: “Pra mim, o basquete acabou”.

De jeito nenhum, D. Quem acompanha a NBA, e você em particular, não vai esquecê-lo jamais. Seu indicador balançando de um lado para o outro após um “joão” tentar uma cesta e você dar-lhe um merecido toco ficará para sempre registrado em nossas retinas.

Você é um daqueles gênios inesquecíveis, tenha certeza.

FINAL

Aaron brooksAgora, pessoal, o que dizer do Aaron Brooks (à esquerda, foto Getty Images) no final da partida? O cara estava maluco!

Houvesse alguns segundos a mais à disposição do Houston e eu ouso dizer que o Rockets teria virado a partida.

Iluminado, Brooks marcou 11 pontos em 27 segundos – os últimos tentos do Houston em quadra, diga-se. Tentou encurtar a diferença que era favorável aos anfitriões. Não conseguiu, mas sua atuação (23 pontos e cinco assistências) ainda pulula em nossa mente, concordam?

Quem não viu o jogo, perdeu um espetáculo e tanto.

SUFOQUINHO

O Lakers voltou a respeitar o script. Venceu o Utah por 119-109.

Jamais esteve atrás no marcador e a diferença, que acabou na casa dos dez pontos, chegou em 20: 66-46 ao final do segundo quarto.

Mas o time passou por um pequeno sufoco ao final da peleja quando o Jazz, comandado por Deron Williams, encurtou a distância para apenas três p0ntos (109-106) a 2:43 minutos do final.

Mas aí os angelinos fizeram uma corrida de 10-3 e colocaram tudo em seus devidos lugares. De nada adiantaram os 35 pontos e nove assistências de Deron e nem os 20 pontos e dez rebotes de Carlos Boozer – único jogador em quadra a ter um “double-double”.

O Lakers foi novamente um time equilibradíssimo. Nada menos que sete de seus jogadores terminaram o confronto com um duplo dígito na pontuação: Kobe Bryant 26, Pau Gasol 22, Lamar Odom 19, Trevor Ariza 13, Shannon Brown 12, Derek Fisher 11 e Andrew Bynum 10.

É difícil você enfrentar um oponente que consegue distribuir os pontos. Sua defesa fica maluca, não sabe quem marcar.

Perdido na defensiva, o Utah permitiu um percentual de acerto dos arremessos do Lakers de exatos 60%, enquanto que ele, quando atacou, sem a mesma imaginação dos californianos, encestou apenas 49.4% de seus tiros contra a cesta inimiga.

Acho que isso explica bem a vitória do Lakers. A segunda em dois jogos.

Má sorte do Jazz, pois a história diz que quando o Los Angeles faz 2-0 em uma série melhor de sete (antigamente o primeiro confronto era melhor de cinco) é praticamente impossível revertê-la. Em 38 situações desse tipo, o Lakers saiu-se vencedor em 37.

Portanto, é melhor Jerry Sloan começar a projetar a próxima temporada.

Esta, já era.

Lakers x Jazz

MIXURUCA

Êta partida sem-graça! Não tem jeito, o Detroit não será adversário para o Cleveland, pelo menos jogando em Ohio.

Os ventos do Lago Erie parecem inspirar mais do que os que sopram do Michigan. Não há termos de comparação entre as equipes.

O Cavs chegou ontem à sua segunda vitória, esta por “apenas” 12 pontos: 94-82.

O Pistons bem que lutou. Baixou a diferença, que chegou em 29 pontos no início do quarto derradeiro (79-50), para sete (84-77) quando o cronômetro marcava 3:50 para a buzinada final.

Ao verem a distância ficar bem mais curta, LeBron James, Mo Williams e Delonte West se reuniram e decidiram acabar com a brincadeira. Lideraram a última corrida do jogo favorável ao Cavs em 10-5 e deram números finais ao marcador.

LeBron e Mo anotaram quatro pontos; Delonte, dois.

Terminaram a partida assim: LBJ 29 tentos, Mo 21 e Delonte 20.

Detroit? Ora, o que dizer de um time cujo medalhista olímpico Tayshaun Prince crava apenas dois pontos no aro inimigo?

Nem com a série indo para Detroit dá para imaginar uma vitória do Pistons.

Notas relacionadas:

  1. A DIFERENÇA QUE UM TIME FAZ
  2. LEBRON, UM ESPETÁCULO À PARTE
  3. LAKERS, UM TIME SEM ALMA E SEM CORAÇÃO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 20 de abril de 2009 NBA | 11:33

SIM, É POSSÍVEL

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Eu não falei que dava para eliminar o Orlando? Pois é, o Philadelphia acreditou nisso e roubou a vantagem de quadra do Magic na partida mais espetacular da rodada de ontem.

O jogo da Flórida teve o quarto final repleto de emoções. O Sixers entrou nos últimos 12 minutos com uma desvantagem de 14 pontos: 79-65.

Mas foi tirando, pontinho aqui, pontinho ali, a diferença até que Andre Iguodala (foto AP) fez o arremesso mortal, a pouco mais de três segundos da buzinada final, com a bola caindo limpinha, mansamente: 100-98.

Como eu disse, dá para eliminar o Orlando. E por que dá?

Porque o Magic perdeu sua identidade com a contusão de Jameer Nelson. A franquia bem que tentou resolver o problema contratando Rafer Alston, mas o ex-armador do Houston não consegue conduzir de maneira criativa o time em quadra.

Sem Jameer, o Orlando perdeu não apenas em imaginação, mas também em poder de fogo. Os tiros longos de Nelson eram uma arma mortal; eles, por exemplo, liquidaram o Lakers em Los Angeles.

Vejam os números do jogo de ontem: o Magic encestou apenas cinco de seus 18 chutes de três (27.8%).

Rashard Lewis, um especialista na modalidade, cravou apenas 1-4; Hedo Turkoglu, 0-2; Alston, 2-6; Courtney Lee, 1-4; e Anthony Johnson, 1-2.

Em contrapartida, o Sixers fez desses tiros longos sua arma principal no momento em que o jogo estava sendo definido.

No jogo todo, foram apenas sete bolas certeiras, duas a mais do que o Orlando. Mas o mais importante foi que o Philadelphia embiroscou cinco delas no último quarto, sendo que o terceiro acerto de Donyell Marshall no período aconteceu a 34 segundos do final, empatando a partida em 98 pontos.

Na sequência, Lewis errou um “jumper” da meia direita do ataque, Andre Miller pegou o rebote, pediu tempo e com 12 segundos de posse de bola, o Sixers foi à frente para fazer o que a gente sabia que era possível: ganhar a partida.

Andre Iguodala, um monstro em quadra (20 pontos, oito rebotes e oito assistências), marcado por Turkoglu, fez o mencionado arremesso mortal, a pouco mais de três segundos da buzinada última. A bola caiu limpinha, mansamente: 100-98.

De nada adiantaram o 31 pontos e 16 rebotes de Dwight Howard. Perdoem-me o lugar-comum, mas não há como evitá-lo: uma andorinha realmente não faz verão.

NÃO FAZ MESMO

Dwyane Wade sentiu na pele o mesmo que Dwight Howard. E deve ter constatado: sozinho, não vai conseguir levar o Miami adiante nesses playoffs.

O outro time da Flórida levou uma chacoalhada na Geórgia ao ser derrotado pelo Atlanta por 90-64. Um massacre, que mostra bem a diferença entre as equipes.

O Hawks é um time, um elenco; o Heat é um jogador. Não se ganha campeonatos assim. Ganha-se uma batalha aqui e outra ali, mas a guerra, de jeito nenhum.

Muitíssimo bem marcado, D-Wade não conseguiu ser o “key factor” do time. Deixou a quadra com apenas 19 pontos e um aproveitamento horrível nos arremessos: 8-21, sendo que dos três acertou apenas um tiro dos seis tentados.

Pior ainda: cometeu oito erros– muito em se tratando de playoffs; muito em se tratando de D-Wade.

O armador do Miami não encontrou eco nos companheiros. Dos outros quatro titulares, nenhum conseguiu duplo dígito na pontuação. Apenas Michael Beasley, vindo do banco, chegou aos dez pontos.

Pouco, muito pouco.

Do outro lado, o Atlanta jogou como dele se esperava: como um time.

Mike Woodson, uma grande revelação como treinador, sedimentou na defesa a força de sua equipe. E o sucesso dela possibilitou contra-ataques; neles, Josh Smith deitou e rolou e fez os torcedores do Hawks se lembrar de Dominique Wilkins com suas enterradas espetaculares.

Smith terminou o encontro com 23 pontos, dez rebotes e três desarmes. Mas foram as três enterradas, no segundo quarto, no melhor estilo Dominique Wilkins que causaram uma nostalgia imensa nos 18.851 torcedores que ocuparam todos os lugares da Philips Arena.

NORMALIDADE

Os outros dois jogos da rodada de ontem cumpriram o script escrito. Denver e Lakers não tomaram conhecimento de seus oponentes, sendo que no caso do Nuggets, o time atropelou o New Orleans: 113-84.

Muitos aqui neste botequim apostaram na vitória do Hornets nesta série. Foi apenas o primeiro jogo, mas ficou bem claro que existe um “gap” difícil de ser transposto pelo time da terra do jazz.

Posso estar enganado – mas acho que não estou.

Chauncey Billups foi um gigante em quadra. Marcou 36 pontos, deu oito assistências e fez dois roubos de bola.

Mas o calibre de sua mão é que merece destaque: Billups encestou oito de seus nove arremessos de três. Quer mais? Pois não, Chauncey atende o pedido: acertou os oito arremessos da linha fatal. No geral, seu desempenho esteve assim: 10-15.

Excelente.

Nenê (foto AP), o brazuca de São Carlos, esteve muito bem. Foram 12 pontos e 14 rebotes, quatro deles ofensivos.

Vocês que pegam no pé de Nenê não fazem idéia da importância dele no sistema arquitetado pelo técnico George Karl. Mesmo não tendo um duplo dígito de média nos rebotes – a reclamação geral –, Nenê ajuda demais na briga do time pelos ressaltos.

Ontem, o Denver deu um baile neste fundamento pra cima do New Orleans: 49-35.

Ah, esqueci de dizer: Nenê foi o reboteiro do jogo e o único jogador em quadra a ter um duplo dígito neste quesito.

Chris Paul? 21 pontos e 11 assistências. Como sabemos, uma andorinha não faz verão.

O Hornets não tem sido nem sombra daquele time ajeitadinho pelo técnico Byron Scott, que causou furor na temporada passada, especialmente na segunda metade da competição – pós ASG – e nos playoffs.

Em Los Angeles, o Lakers também não tomou conhecimento do adversário, mas não com a mesma indiferença do Denver. Foi um pouco mais educado e concedeu ao visitante de Utah anotar 100 pontos. Mas marcou 113 e ganhou a partida.

Não vou me alongar muito no assunto, pois do Lakers gastarei muito de seu tempo, querido frequentador deste botequim, à medida que o tempo for passando.

Notas relacionadas:

  1. AH, OS BRASILEIROS…
  2. SÓ NO BASQUETE; SÓ NA NBA
  3. A HORA DO PALPITE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 17 de abril de 2009 NBA | 11:36

A HORA DO PALPITE

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Como sabemos, está tudo definido; no Leste e no Oeste. Então, por que não começarmos a falar sobre os confrontos? E palpitar? Tem exercício mais excitante do que palpitar?

Vamos lá, pois, começando pela conferência que fica do lado do Atlântico.

Penso que é a mais previsível, pois existe grande diferença entre alguns times, especialmente entre os três primeiros colocados: Cleveland, Boston e Orlando.

Atlanta e Miami farão, seguramente, o confronto mais disputado da conferência.

CLEVELAND x DETROIT

O Pistons não é mais aquele time competitivo de temporadas passadas, quando até um título c0nquistou. Enfraqueceu-se com a saída de Chauncey Billups, o que quebrou o núcleo da equipe.

Pra piorar, demitiu – acertadamente, diga-se – o técnico Flip Saunders, mas contratou para o seu lugar o inexperiente Michael Curry. Outra aposta maluca de Joe Dumars, que também trouxe para o lugar de Billups o superado Allen Iverson.

Problemático e fominha, ele acabou interferindo negativamente no grupo e no jogo de Rip Hamilton, que até para o banco foi. Além de Hamilton, Rasheed Wallace e Tayshaun Prince são remanescentes importantes do time de 2004 que ganhou o título.

Mas não há a mesma química de então. E, além disso, para eliminar o Cleveland, um dos favoritos ao título, tem que ganhar um jogo fora – o que somente o Lakers conseguiu diante dos titulares do Cavs – e ainda manter-se invencível em casa.

Impossível.

Em contrapartida, o Cleveland é um time arrumado, ajeitado e azeitado. Muitos o consideram o melhor desta temporada, fruto do excelente trabalho de Mike Brown, ex-assistente de Gregg Popovich.

Conta com LeBron James (foto Reuters), para a grande maioria o MVP desta temporada. O jogo de LBJ cresceu não apenas pela força natural de seu jogo e amadurecimento em quadra. Cresceu também graças à chegada do armador Mo Williams.

Com ele no time, Brown passou Delonte West para a posição dois. Desta forma, os três jogam ao mesmo tempo e formaram um trio afinadíssimo, para desespero dos rivais.

E no garrafão Anderson Varejão e Zydrunas Ilgauskas põem a mão no peito de quem se atreve a entrar.

Previsão: Cleveland 4-0.

BOSTON x CHICAGO

Se Kevin Garnett não puder jogar os playoffs, o Celtics terá um pouco mais de trabalho para eliminar o Bulls. Se tudo não passar de um blefe de Doc River, o atual campeão da NBA varre o ex-time de Michael Jordan.

O Boston está um ano mais entrosado e confiante. E maduro – não velho, pois o time não dá sinais de que está com as pernas cansadas.

Pena que KG brigou bastante com as contusões, principalmente depois do ASG. Perdeu 22 dos últimos 26 jogos da equipe.

Mesmo que jogue, a pergunta que fica é: jogará no seu esplendor físico?

Não se esqueça: Garnett é o capitão e o melhor jogador desse time. Tem uma ascendência muito grande em relação ao time.

Paul Pierce pode fazer a diferença junto com Ray Allen. Mas será que ambos conseguirão impor-se sem a presença intimidadora de KG?

Neste primeiro round, penso que sim, pois o Chicago é um time absolutamente irregular que conta com um treinador novato e de qualidades bem discutíveis.

De qualquer maneira, como já disse aqui, Vinnie Del Negro fez um “upgrade” na campanha do time nesta temporada em relação à anterior. Mas será que foi ele ou Derrick Rose?

Ambos, diria, mas com a balança pendendo mais para o garoto.

Rose deve ser eleito o melhor novato desta temporada. Por se tratar de um “rookie”, oscila demais. Talvez isso explique a campanha irregular da equipe nesta temporada.

É a primeira vez que a maioria do elenco atinge os playoffs. E isso tem um peso muito grande.

Previsão: Boston 4-1 sem Garnett; com KG, 4-0.

ORLANDO x PHILADELPHIA

O Magic caiu muito de produção nos últimos jogos. Dos últimos dez, venceu apenas cinco.

Rafer Alston não foi o substituto ideal para o contundido Jameer Nelson. Falta qualidade na armação do jogo. O veterano Anthony Johnson também não tem estofo suficiente para agregar qualidade criativa ao time em um momento tão delicado com são os playoffs.

É certo também que a queda dos últimos jogos tem a ver com contusões. Especialmente de dois de seus principais jogadores: Dwight Howard e Rashard Lewis. Ambos foram poupados por causa de pequenas lesões.

Com eles em forma, não há como o Sixers conter o Orlando – mesmo sem uma grande armação. O time da Flórida tem uma intensidade de garrafão e um arsenal de bolas triplas que seguramente levarão o adversário a nocaute.

E rapidamente.

Previsão: Orlando 4-1.

ATLANTA x MIAMI

Aqui será o duelo de um time, um conjunto (Hawks), contra uma equipe que direciona todo seu jogo nos ombros de um fora-de-série (Heat).

O técnico Mike Woodson tem o Atlanta nas mãos. Ele forjou essa equipe já na temporada passada com muito cuidado e trabalho de quadra.

Nesta, um ano mais experiente e confiante, o Atlanta é inegavelmente o favorito diante do Miami.

Além do conjunto, há jogadores que podem desequilibrar no momento em que o jogo pedir por isso. Falo de Mike Bibby e Joe Johnson.

Os torcedores do Miami esperam que Dwyane Wade esteja inspirado e carregue o time nas costas nesta série. Mas Wade (foto AFP) não é Michael Jordan.

Será muito difícil que isso ocorra. Sozinho será como uma andorinha.

D-Wade precisa de um suporte, mas o Heat não tem a oferecer. Na próxima temporada, mais experientes, quem sabe Mario Chalmers e Michael Beasley venham a ser esse apoio; não no momento.

Além deste cenário que privilegia o Atlanta, não se esqueça que o time da Georgia tem a vantagem de quadra. A presença de D-Wade dará equilíbrio ao confronto.

Previsão: Atlanta 4-3.

OESTE

Esta conferência vai reservar os melhores jogos destes playoffs. E os mais longos também.

O Utah, em quem eu apostei em determinado momento da competição, caiu dramaticamente no final da temporada regular. É o time mais fraco da conferência do Pacífico.

Em compensação, não vejo fragilidade nos demais contendores. Se Atlanta e Miami vão fazer o confronto mais duro do outro lado do continente, deste lado há dois embates que serão decididos no último jogo: San Antonio x Dallas e Portland x Houston.

Os outros dois serão mais curtos.

LAKERS x UTAH

Ao contrário do que previ, o retorno de Carlos Boozer, após uma cirurgia no joelho, não fez a diferença esperada. Ele não foi o Karl Malone de Deron Williams, que sonhava em ser o novo John Stockton.

E Jerry Sloan, no banco, não pôde, por isso mesmo, dar robustez ao time. Talvez devesse ter previsto essa fragilidade de Boozer.

Entra debilitado para um confronto em que terá pela frente simplesmente um dos melhores times da temporada.

Do lado do Lakers, Andrew Bynum aproveitou os últimos embates da fase regular para recuperar a forma e o entrosamento. E mostrou que está bem, pois afinou-se perfeitamente com Pau Gasol e Lamar Odom.

O que preocupa é a queda de rendimento de Derek Fisher. Neste confronto, suas bolas de três podem não fazer tanta falta, mas nas duas etapas dos playoffs isso pode ser um fator negativo para o Lakers.

E para os que criticam Kobe Bryant (foto Reuters), chegou o momento em que o camisa 24 do Los Angeles mais gosta. Ele sente que está encostado na parede pelos seus desafetos.

Previsão: Lakers 4-0.

DENVER x NEW ORLEANS

O Hornets nem de longe se parece com aquele time da temporada passada. O time desandou neste campeonato, especialmente por causa das contusões de Tyson Chandler (pé) e Peja Stojakovic (costas).

É certo que elas atrapalharam muito. Mas Byron Scott parece que perdeu a receita que fazia desse time uma preocupação para os adversários.

É a equipe do “se”. Se Chris Paul estiver inspirado; se as bolas de três caírem; se James Posey repetir o que fez no Miami e no Boston; se Chandler e Peja estiverem com a saúde em dia…

Muitos “ses” para dobrar um adversário mais forte, mais entrosado e que ainda tem a vantagem de quadra.

O Denver, surpreendentemente para mim, fez uma ótima fase regular. A melhor, diga-se, de sua história, terminando em segundo lugar.

Mas não se esqueça: há momentos em que o quinteto em quadra entra em parafuso e surge o “cada um por si e Deus para todos”. Basquete de rua; basquete competitivo não se joga desta maneira.

George Karl, experiente em playoffs – foi vice-campeão da NBA dirigindo o Seattle na decisão diante do Chicago em 1996 –, não pode perder o controle do grupo – e do time em quadra. Carmelo Anthony tem que se comportar como uma estrela e não como uma prima-dona.

Se isso ocorrer, o time terá dificuldades.

J. R. Smith tem que saber fazer a leitura do jogo em quadra; o mesmo vale para Chauncey Billups, principalmente ele, o armador da equipe, que tem de conjugar o verbo sempre na primeira pessoa do plural.

Será o grande teste de Nenê nesses playoffs. E do jeito que ele mostrou-se maduro na fase regular, deverá adicionar muita qualidade ao time neste momento decisivo.

Previsão: Denver 4-2.

SAN ANTONIO x DALLAS

Como disse anteriormente, este é um confronto para ser decidido na sétima e última partida. O Spurs tem a vantagem de quadra, mas a ausência de Manu Ginobili pesa – e muito.

Roger Mason Jr. fez uma excelente “regular season”, mas sua experiência de playoffs é reduzidíssima: fez apenas dez partidas com a camisa do Washington. Não terá estofo para segurar o rojão e ser o substituto perfeito do argentino.

Além disso, o time está envelhecido. Falo principalmente de Michael Finley e Bruce Bowen. Tim Duncan é veterano, mas é um gigante, que sabe como se dosar em quadra e usar sua presença imponente para conter os adversários.

Mas está mais velho, não há como negar. E mais: terá agilidade para marcar Dirk Nowitzki? Ou será que Gregg Popovich vai dar a Matt Bonner esta espinhosa missão para poupar Timmy?

Já o Dallas cresceu muito no final da competição. Venceu dez de seus últimos 15 jogos.

Para isso contou com a volta de Josh Howard. Com ele o time fica muito mais forte em seu jogo interior e no perímetro também.

Sua presença em quadra acaba por interferir no jogo de Nowitzki. Dos últimos nove jogos da equipe, com Howard jogando, o alemão alcançou 30 pontos ou mais em cinco deles.

Some-se a isso a presença de Jason Kidd. Veterano, é verdade, mas jogador, como Duncan, afeito a esse tipo de situação.

Ainda sabe, muito bem, como conduzir uma equipe em quadra.

Série difícil, como disse, onde houve empate em 2-2 na fase de classificação.

Previsão: Dallas 4-3.

PORTLAND x HOUSTON

O Rockets tem jogadores mais experientes, técnico idem. Tracy McGrady não vai disputar os playoffs – o que é garantia de que o time está na disputa.

Mas…

O Portland é a grande sensação do momento na NBA. Venceu 54 jogos na temporada regular; dos últimos dez embates, ganhou nove – ironicamente, perdeu apenas para o Houston, no Texas.

Conseguiu uma vaga para os playoffs, o que não ocorria desde 2003. Foram seis anos de longa espera para uma torcida que é uma das mais barulhentas da liga e que promete, mais uma vez, fazer a diferença se for necessário.

Creia: ninguém gostaria de enfrentar o Portland neste momento. O time tem se imposto com muita facilidade diante dos oponentes.

Conta com um sistema defensivo dos mais sólidos, fruto do trabalho exaustivo do técnico Nate McMillan, obcecado pela marcação. Aliás, o pouco que LeBron James sabe sobre o assunto ele deve, como disse, a McMillan quando os dois trabalharam juntos no time dos EUA que se preparou para os Jogos Olímpicos de Pequim.

Brincadeiras à parte, T-Mac fará muita falta numa série como essa, onde o oponente, como vimos, prima pela marcação. Shane Battier é um excelente marcador, mas seu arsenal ofensivo é modesto.

Tem média de apenas 7.3 pontos por partida. E tendo que roubar uma vitória em campo alheio, isso é realmente preocupante.

Haverá duelos sensacionais nesta série. A saber: Luis Scola x LaMarcus Aldridge e o que envolverá Battier e Brandon Roy (foto AP) – isso se a missão não couber a Ron Artest também, o que dará mais emoção ainda ao encontro.

Série que vai chegar a sete partidas, não tenha dúvida. E a vantagem de quadra será muito importante para o Blazers seguir adiante na competição.

Previsão: Portland 4-3.

Notas relacionadas:

  1. VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS
  2. CONTUSÃO FORA DE HORA
  3. DESTEMPERO FORA DE HORA
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terça-feira, 31 de março de 2009 NBA | 13:28

GRANDE, MAS DESLEAL

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A cerimônia que marcou a retirada do número 33 do uniforme do Miami em homenagem a Alonzo Mourning (foto abaixo, Getty Images) foi muito bonita. Os 43 minutos que marcaram a celebração passaram como um piscar de olhos.

Ninguém se cansou, pois a festa foi realmente emocionante. Nem mesmo os jogadores do Miami e do Orlando, que esperavam pelo fim do evento para jogarem o segundo tempo da partida, se incomodaram.

A festa, como disse, foi grandiosa.

Alonzo Mourning

Teve bilhete do presidente Barack Obama lido por Pat Riley, presidente das organizações Heat, que também falou em nome da franquia. Charlie Crist, governador da Flórida, foi outro que discursou.

Os amigos, todos, entre eles Patrick Ewing (“Eu o considero o irmão mais novo que não tive”), Dikembe Mutombo e Tim Hardaway, marcaram presença no evento, todos bonitinhos, sentados em cadeiras no centro da quadra do AmericanAirlines Arena; John Thompson, ex-treinador de Alonzo em Georgetown, também marcou presença, bem como o primeiro técnico de Zo em seus tempos de ensino médio na Indian River High School de Chesapeake, Virginia.

E os familiares, claro. A mulher e os dois filhos sentaram-se ao lado do homenageado. Um pouco atrás, o primo, Jason Cooper, que em 2005 doou um rim para o transplante que evitou a morte do jogador.

A doença representou seu momento mais dramático. O médico disse que ele não poderia mais jogar basquete. Mas com a tenacidade ressaltada por Riley, Zo voltou e, ainda por cima, foi campeão da NBA no ano seguinte.

Por isso, o bilhete de Obama ressaltou que os americanos sentem-se orgulhosos dele e de sua determinação. Destacou também sua dedicação à comunidade local – referia-se à fundação que Alonzo mantém em favor de pessoas carentes e que foi premiada com US$ 50 mil, dinheiro ofertado pelo Miami Heat.

Riley destacou a tenacidade do jogador; e suas qualidades como atleta.

Alonzo foi realmente uma legenda no basquete norte-americano.

Nos tempos de high school, ganhou o campeonato estadual em 1987, liderando a escola em uma campanha invicta de 51 jogos. Terminou a temporada com médias de 25 pontos, 15 rebotes e 12 tocos.

No “college” nunca foi campeão, mas chegou a liderar a nação em tocos. Jogou tanto que no NBA Draft de 1992 só ficou atrás de Shaquille O’Neal. Em sua primeira temporada como profissional com a camisa 33 do Charlotte Hornets (hoje New Orleans), teve médias de 21 pontos, 10.3 rebotes e 3.47 tocos.

Foi duas vezes eleito o melhor defensor da liga (1999 e 2000).

Foi campeão olímpico nos Jogos de Sydney-2000.

Alonzo chorou, falou pelos cotovelos – bem e bonito –, agradeceu a todos e saudou Miami.

Foi aplaudidíssimo.

Mas…

Já disse aqui: foi sujo como jogador.

FREGUESIA

O Heat estragou a festa de Alonzo Mourning. Voltou a perder para o Orlando: 101-95.

O time virou freguês de seu rival estadual. O Magic venceu 12 dos últimos 13 embates entre eles.

A derrota pode trazer problemas para o Heat, que agora tem 35 e se iguala ao Philadelphia. Se houver uma troca de posições, o Sixers vai para a quinta e terá pela frente o Atlanta na primeira rodada dos playoffs, enquanto o Miami teria de enfrentar o Boston.

Mau negócio.

PIVÔ

Já que a noite foi dedicada ao ex-pivô Alonzo Mourning, Dwight Howard cumpriu bem o script e tornou-se o destaque do combate em Miami. Marcou 22 pontos e apanhou 18 rebotes.

Com os ressaltos confiscados, Howard tornou-se o mais jovem atleta da NBA a atingir a marca de 5.000 rebotes. Chegou lá aos 23 anos e 112 dias, superando Wilt Chamberlain, que realizou o feito com 25 anos e 128 dias.

“Fui inspirado pela comemoração ao Alonzo”, disse Howard.

RODADA

O Utah conquistou ontem sua 15ª. vitória consecutiva em casa ao bater o New York por 112-104. Agora são 32 vitórias e apenas seis derrotas em sua EnergySolutions Arena. A dupla Deron Williams/Carlos Boozer barbarizou. Williams marcou 24 pontos e 13 assistências, enquanto Boozer, que recupera a velha forma, cravou 21 tentos e 11 rebotes. Permanece com 27 derrotas, duas a mais que o San Antonio, mais vivo do que nunca na briga pelo segundo lugar da Conferência Oeste… O Milwaukee fez um baita jogo diante do New Jersey e mesmo fora de casa ensacou o adversário por 107-78. Richard Jefferson, ex-jogador do Nets, anotou 29 pontos e apanhou 10 rebotes, tornando-se o destaque da partida. A situação do Bucks, no entanto, continua muito complicada: tem 43 derrotas, quatro a mais que o Chicago, o oitava colocado do Leste… Golden State e Memphis completaram a rodada de ontem. Resultado final: 114-109 para o Grizzlies. Nada mais a declarar sobre este jogo.

Notas relacionadas:

  1. É GRANDE A CHANCE DE LEANDRINHO SAIR DO SUNS
  2. OESTE SUAVE
  3. CLEVELAND SE GARANTE NOS PLAYOFFS
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quinta-feira, 26 de março de 2009 NBA | 13:01

SCRIPT CONTRARIADO

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Confesso que eu não esperava. A vitória do Denver sobre o New Orleans por 101-88 , na Louisiana, fugiu do script que eu tinha imaginado.

E ainda por cima o Nuggets jogou sem Nenê, suspenso por dois jogos por ter dado uma cabeçada em Louis Amundson na partida contra o Phoenix (o são-carlense vai desfalcar o time colorado também contra o Dallas, amanhã à noite, no Texas).

Billups

Na manhã de ontem, antes do jogo, o técnico George Karl conversou com jornalistas e se disse confiante em uma vitória. “Nós podemos vencer este jogo”, disse Karl aos representantes da mídia. “Estou confiante de que se a gente fizer as coisas do jeito certo, podemos vencer”.

Segundo Karl, o plano traçado para a vitória visava anular Chris Paul e David West, as duas peças mais importantes da engrenagem do Hornets. Até aí, nenhuma novidade; o mundo está careca de saber que é preciso fazer isso mesmo para vencer o New Orleans.

Agora, como fazer?

Isso ficaria a cargo dos jogadores. E eles mostraram uma intensidade de jogo que, se repetida daqui para frente, o time tem tudo para fazer um playoff de muita qualidade, com possibilidades até mesmo de chegar à final da conferência.

Chauncey Billups e Anthony Carter se revezaram na marcação a CP3. Não deixaram o armador olímpico jogar com folga nem um minuto sequer. Kenyon Martin e Chris Andersen ficaram com a missão de vigiar West.

E o quarteto se deu muito bem.

Embora tenha feito 19 pontos e distribuído 13 assistências, Paul cometeu seis erros. West deixou a quadra com 18 pontos e oito rebotes, mas não conseguiu realizar o “pick-and-roll” com a eficiência costumeira porque K-Mart e Birdman fizeram quase sempre a leitura correta da jogada.

Controlados os dois principais jogadores adversários, aí foi a vez de Carmelo Anthony entrar em cena. O ala do Denver anotou 29 pontos e arruinou a defesa de um dos times menos vazados nesta temporada.

E Billups, além de vigiar os passos de Paul, ainda encontrou tempo para anotar 26 pontos, seis pontos e seis rebotes. Foi o grande jogador da partida.

Com o plano dando certo, a confiança foi crescendo à medida que o tempo passava e os jogadores, em quadra, sentiam que a vitória viria. Vale citar a frase emblemática de Billups no terceiro quarto, durante um pedido de tempo, quando o Nuggets pulou à frente em nove pontos. Disse ele: “It’s money time!”

E o que quer dizer isso? É hora de faturar.

E o Denver faturou mesmo.

IMPORTÂNCIA

A vitória foi significante porque o Denver não deixou o New Orleans ficar com a vantagem do desempate. Nos quatro jogos entre eles nesta fase de classificação, cada um venceu dois.

O desempate agora será feito pela campanha dos times dentro da conferência. Até o momento o recorde dos times é o seguinte: Denver, 28-15; New Orleans, 26-16.

Ou seja: os dois continuam brigando, cabeça-a-cabeça, pelo melhor lugar dentro da tabela de classificação. E quem levar a melhor pode, também, levar a melhor num possível embate na primeira fase dos playoffs.

Por isso, vencer o Dallas, amanhã à noite, no Texas, é de suma importância.

CUIDADO

Nenê que se cuide, pois do jeito que Kenyon Martin e Chris Andersen jogaram ontem, o brazuca pode ver seus importantes minutos em quadra serem subtraídos. Até porque Birdman mostra um coração que poucos jogadores exibem quando estão trabalhando.

Que Nenê entenda que provocações num campeonato como o da NBA, onde os melhores jogadores do planeta estão reunidos, sempre vão existir. Não se pode cair feito um patinho nessas afrontas – ainda mais quando elas vêm de um jogador como Louis Amundson, inexpressivo e sem experiência.

Inteligente que é, Nenê deve ter aprendido a lição.

AGAIN

Varejao, Lebron James e Yi JianlianO Cleveland venceu mais uma. E LeBron James segue fazendo história.

Com os 22 pontos, 11 assistências e oito rebotes na vitória de ontem diante do New Jersey por 98-87, LBJ igualou o feito do legendário Oscar Robertson como os únicos jogadores a atingirem 2.000 pontos, 500 rebotes e igual número de assistências em pelo menos quatro temporadas.

Larry Bird atingiu a marca em três oportunidades; Michael Jordan, em duas.

A cada noitada deixada para trás, fico cada vez mais convicto de que ele será o MVP desta temporada. E a cada noitada deixada para trás, ele diminui ainda mais a diferença que o separa de Kobe Bryant, ainda o melhor jogador de basquete do planeta – pelo menos para mim.

Quando King James vai superar KB? Se ele continuar assim, ao ganhar dois títulos ele já vai superar o armador do Lakers.

Desde que Kobe, é claro, não coloque novos anéis nos dedos.

AGAIN 2

Anderson Varejão voltou a jogar muita bola. Marcou 16 pontos e fisgou 11 rebotes.

Foi novamente peça importante no “pick-and-roll” que tanto ajuda LeBron a brilhar em quadra. Alguns não veem isso – Mike Brown e o próprio LBJ veem.

Sinceramente, não consigo entender quando algumas pessoas torcem o nariz para o capixaba. Ele é de fundamental importância no esquema de time.

E se o Cleveland ganhar esta temporada – e a chance é muito boa –, tenha certeza que Varejão terá desemepenhado papel importante dentro do feito sonhado.

EMPATE

Rafer Alston e Kendrick Perkins Ao vencer dramaticamente o Boston em Orlando por dois pontinhos apenas, o Magic empatou o confronto com o Celtics em 2-2 neste campeonato e manteve-se à frente do adversário com uma derrota a menos: 18-19.

Se mantiver a campanha, acabará em segundo lugar e deixará o atual campeão da NBA na posição seguinte. Com isso, numa provável semifinal, jogará com a vantagem de quadra.

E para que isso ocorresse, o pivô Diwght Howard foi extremamente importante. O toco que ele deu em Paul Pierce a quatro segundos do final determinou a vitória do Orlando.

O telão da Amway Arena mostrava 83-82 para os anfitriões e, tivesse sucesso na jogada, Pierce colocaria o Celtics na frente em um ponto: 84-83.

Dwight não deixou. Hedo Turkoglu pegou o rebote, sofreu falta, acertou um dos dois lances livres e decretou os definitivos 84-82.

Pierce ainda tentou um desesperado tiro de três. Mas não era a noite dele.

RETORNO

Manu Ginobili“El Narigón” jogou apenas 14 minutos e anotou só dois pontos. Foi mal nos tiros de quadra: 1-7. Pegou míseros dois rebotes; nem desarme fez.

Não bateu lance livre e errou seus três arremessos triplos.

Uma tragédia?

Se olharmos isoladamente, sim; mas se o olhar for mais profundo, não. O importante é o contexto.

Manu Ginobili voltou depois de 18 jogos do lado de fora e sua presença no banco e em quadra robusteceu seus companheiros, até mesmo os mais experientes, como Tony Parker e Tim Duncan.

Claro, os dois estavam saudosos da sonoridade do terceiro tenor do alvinegro texano.

Que as contusões abandonem definitivamente este que é o maior jogador da  história do basquete argentino.

PS: com Manu em quadra, o San Antonio conseguiu uma vitória que eu considerava muito difícil. Bateu o Hawks, em Atlanta, por 102-92. Com ela, mantem-se com duas derrotas a menos que Houston, Denver e New Orleans e segue mais determinado do que nunca em manter a segunda posição no Oeste.

FRAQUEZA

E o Utah, hein? Fora de casa, definitivamente, parece que o time não consegue mesmo cantar de galo, como se diz popularmente.

Perdeu para o Phoenix, um time cambaleante nesta temporada e que não conta mais com um de seus principais jogadores, Amaré Stoudemire, com um problema no olho.

O Jazz atrapalhou-se no final da partida em seus ataques, disperdiçou-os e viu o Suns pontuar, pontuar e pontuar e fechar a partida em 118-114, com grande atuação de Grant Hill, que deixou a quadra com 26 pontos.

Jason Richardson

Notas relacionadas:

  1. A DIFERENÇA QUE UM TIME FAZ
  2. DESCANSO MERECIDO
  3. SOZINHO, DUNCAN NÃO FOI PÁREO PARA O DENVER
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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