Jason Richardson | Fábio Sormani

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terça-feira, 10 de julho de 2012 NBA | 19:28

FUTURO DE DWIGHT HOWARD DEVE SER DEFINIDO NESTA QUARTA-FEIRA

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A situação de Dwight Howard segue indefinida. Mas há quem aposte que nas próximas horas o jogador acabará no Nets. O negócio envolveria nada menos do que dez jogadores, quatro drafts, grana e quatro equipes; Cleveland e Clippers além de Orlando e Brooklyn.

A proposta é a seguinte: Brook Lopez, Luke Walton, Damion Jones, Shelden Williams, Armon Johnson e três drafts de primeira rodada (dois do próprio Nets e um [protegido] do Clips) para o Orlando. D12, Jason Richardson, Chris Duhon e Earl Clark para o BK. O Kris Humphries, Quentin Richardson, Sundiata Gaines, um draft de primeira rodada do BK e US$ 3 milhões para o Cavs. E o time angelino receberia MarShon Brooks.

Na noite de ontem, o Orlando solicitou que Lopez visitasse o médico num claro indício de que o negócio pode ser mesmo fechado a qualquer momento se o atual pivô do Nets for aprovado nos exames. Se você não se lembra, Lopez jogou apenas cinco partidas na temporada passada, pois teve uma fratura no pé.

Mas não foi apenas o Orlando quem pediu exames médicos. O BK também quer saber como foi a cirurgia de hérnia de disco que D12 se submeteu em maio passado. Tudo correu bem? O jogador está mesmo curado? Há sequelas? Enfim, preocupações justificáveis para quem vai investir uma bolada neste que é o melhor pivô de sua geração.

Mas há quem veja empecilhos nesta negociação. Por exemplo: Humphries pode dizer não ao Cavs e não assinar contrato com o Nets e com isso não teria como haver o “sign-and-trade”. Não apenas ele, mas também James, Johnson, Williams e Gaines.

Da minha parte, não vejo motivos para Humphries dizer não ao Cavs. O time de Ohio tem Kyrie Irving em seu segundo ano, Anderson Varejão ratificando seu status de um dos melhores reboteiros da liga e ainda recrutou Dion Waiters, um ala-armador muito bom de bola e exímio pontuador. Ele próprio, Humphries, adicionaria ainda mais qualidade a um time que tem um grande treinador: Byron Scott.

Quanto aos outros jogadores mencionados, um cala-boca aqui, outro ali, e pronto, tudo se resolve.

Mas há o outro lado da moeda: Lakers e Houston seguem na briga.

O time de Los Angeles oferece Andrew Bynum — e isso é tentador. Bynum, embora indolente, é muito bom jogador. Já disse aqui: empolgado, ele joga de igual para igual com D12. O problema é que o pivô do Orlando disse a amigos íntimos que não quer jogar no Lakers por causa de Kobe Bryant. No entender de D12, Kobe é o dono do time e ele não quer ser um complemento. Dwight quer ser o “franchise player” de seu futuro time. Ele não deixaria o Orlando, onde ocupa essa posição, para jogar na sombra de Kobe. Problema, pois.

Quanto ao Houston, lá vive Hakeem Olajuwon, mentor esportivo de D12. E o Rockets oferece Kyle Lowry e seus drafts recrutados em junho passado: o armador Jeremy Lamb, o ala de força Royce White e o ala Terrence Jones. Tudo molecada, pro futuro e pra deixar o “cap” do Magic aliviado e, consequentemente, uma folha de pagamento enxuta, de modo a evitar que o time invada a “Luxury Tax”. Hoje, se você não sabe, o Orlando tem uma folha de pagamento de US$ 68,6 milhões. Neste negócio com o Houston ela cairia dramaticamente na próxima temporada.

Dizem os especialistas que de amanhã não passa. Dizem os especialistas que amanhã todos nós saberemos onde D12 vai jogar nesta próxima temporada.

Alguém arrisca um palpite?

NEGOCIAÇÕES

Tim Duncan renovou com o San Antonio: US$ 34 milhões por três anos de contrato. Timmy tem 36 anos, mas vale cada centavo investido… Boris Diaw foi outro que renovou com o SAS: US$ 9,2 milhões por duas temporadas… Rashard Lewis será anunciado a qualquer momento como novo jogador do Miami. Lewis vai receber o salário mínimo: US$ 1,35 milhão. Só? Sim, é pouco, mas Rashard está com US$ 13,7 milhões no bolso fruto da multa contratual paga pelo New Orleans. Contrato de apenas uma temporada… O Atlanta perdeu Joe Johnson para o Brooklyn, mas acertou com Lou Williams, ala-armador FA do Philadelphia…

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  3. SAIBA POR QUE O LAKERS TEM DIFICULDADES PARA CONTRATAR DWIGHT HOWARD
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

quarta-feira, 4 de julho de 2012 NBA | 11:13

SAIBA POR QUE O LAKERS TEM DIFICULDADES PARA CONTRATAR DWIGHT HOWARD

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O Lakers segue firme em sua missão de contratar Dwight Howard. Mas há gente importante dentro da franquia, segundo o jornal “LA Times”, que está relutante em relação a isso. E cita alguns motivos para que um dos pés fique atrás em relação ao outro.

1) Será que a cirurgia de hérnia de disco feita pelo jogador foi bem-sucedida? Lembre-se que este problema fez D12 perder os playoffs passados;

2) Será que D12 assinaria um contrato de extensão com o Lakers, um time que ele já disse que não gostaria de defender?

3) Valeria a pena assumir o contrato milionário de Hedo Turkoglu (US$ 23,8 milhões nos próximos dois anos) ou o acordo de Jason Richardson (US$ 18,6 milhões por três anos), como exige o Orlando, sangrando os cofres da franquia?

Além disso, como diz Mike Bresnahan, o melhor repórter do “staff” do “Times” angelino e autor da matéria, Andrew Bynum também vai querer garantia do Orlando de que não será usado apenas na próxima temporada e depois receber um bico nos fundilhos. Mas isso são outros quinhentos, porque os times trocam e ponto final.

E é aí que a gente explica o tópico 2, pois o 1 não necessita de explicação. A troca envolvendo os times não daria, aparentemente, garantia ao Lakers de que D12 assinaria uma extensão. Ela seria feita e ponto final. Os jogadores não têm voz ativa no negócio. Clippers e New Orleans Hornets fizeram isso com Chris Paul. O Clips correu o risco. Aparentemente, está dando certo, embora CP3 não tenha ainda assinado extensão com o primo pobre de LA. Mas daria certo com Dwight? O Lakers precisa ter certeza de que o pivô do Orlando vai se comprometer a assinar uma extensão. Caso contrário, usa-o por apenas uma temporada e perde-o. Ficaria sem D12 e sem Bynum. A menos que Bynum volte se não assinar uma extensão com o Orlando e Dwight se mande para o Brooklyn, que é o seu grande desejo. Mas aí seria o cúmulo da bizarrice, concordam?

O tópico 3 é igualmente conhecido por todos. O Orlando já disse que não tem acordo se Turkoglu ou J-Rich não entrar no negócio. Não se esqueçam que o Lakers já tem comprometido para a próxima temporada US$ 81 milhões com dez jogadores. Isso vai aumentar. Deve chegar perto de US$ 100 milhões. O “Luxury Tax” desta temporada ainda ficará no US$ 1,00 pra cada US$ 1,00 gasto além do “cap”, da “Mid-Level Exception” e da “Mini Mid-Level Exception”. Na próxima, vai para US$ 1,50. Na próxima, o payroll do Lakers cai para US$ 64,6 milhões. Se pegar Turkoglu, vai para US$ 76,5 milhões. Isso sem contar o salário de Dwight, que deve chegar a algo perto de US$ 20 milhões, o que faria a folha de pagamento do Lakers subir para US$ 96 milhões. Isso para nove jogadores. Faltariam mais seis para completar os 15 exigidos pela NBA. Pra quanto isso não pularia? Algo em torno de US$ 105 milhões? Bem possível. Isso tudo mais a “Luxury Tax”, não se esqueçam, o que faria com que o bolo ficasse em torno de US$ 160 milhões! Uau! O Lakers teria dinheiro pra isso?

Exatamente por conta deste cenário é que tem gente dentro da franquia resistindo à contratação de Dwight Howard. Cirurgia nas costas, não garantia de extensão de contrato, assumir Turkoglu, folha de pagamento exorbitante…

Enfim, vamos aguardar.

Notas relacionadas:

  1. DWIGHT HOWARD É MAIS UM EXEMPLO DESTA SAFRA DE JOGADORES SEM PERSONALIDADE
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Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

domingo, 29 de abril de 2012 NBA | 13:16

DALLAS DEU AS CARAS E MIAMI MOSTROU UMA VEZ MAIS QUE PLAYOFFS É COM ELE MESMO

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Vamos lá, bem rápido, porque a jornada começa logo mais às 14h de Brasília com o embate entre San Antonio e Utah. E se você não está por entro da agenda dominical, anote aí: depois do confronto no Texas teremos Lakers x Denver (16h30), Atlanta x Boston (20h) e fechando a rodada Memphis x Clippers (22h30).

Da rodada de ontem, excetuando a vitória do Chicago diante do Philadelphia (103-91), do qual eu já falei o que tinha que falar, muitos podem ter se impressionado com o atropelamento do Miami diante do New York. Claro que os 100-67 chamam a atenção, pois a vitória do Heat foi por uma margem de 33 pontos. Limitou seu oponente a míseros 67 pontos, um oponente que tem em suas fileiras Carmelo Anthony e Amar’e Stoudemire, duas máquinas de fazer pontos. Mas a gente já disse aqui (e outros parceiros também) que o Miami em playoffs se transforma. Foi assim na temporada passada. Começou deste jeito nesta.

Muitos podem ter se impressionado com o atropelamento do Miami diante do New York, mas o jogo que foi emblemático para mim aconteceu em Oklahoma City, onde o Thunder venceu o atual campeão da NBA por apenas um ponto: 99-98. Para muitos, o Dallas teve a sua chance nesta série. Não soube pegar o cavalo selado. Penso diferente. Pra mim, o Dallas deixou bem claro ao OKC que esta série será longa e que se os garotos do estado dos tornados não abrirem os olhos eles vão aprontar e promover uma “zebra” nesta série dos playoffs. Coloquei zebra entre parênteses porque não dá pra dizer que vitória de campeão deva ser tratada com surpreendente. Campeão é campeão, por mais que o Dallas tenha perdido algumas peças importantes, entre elas seu xerifão, Tyson Chandler, seu bandoleiro-mor, DeShawn Stevenson, e seu garoto de recados J.J. Barea. Mesmo com tudo isso, lá ainda estão Dirk Nowitzki, Jason Kidd, Shawn Marion e Jason Terry. E o coração de um campeão.

Chamou a atenção neste jogo o péssimo aproveitamento de Kevin Durant durante a partida. Claro que isso será colocado debaixo do tapete; é sujeira que muitos não vão querer olhar. O que vai se observar é que KD fez a bola derradeira (foto AP), saiu de quadra nos braços da torcida, não sem antes ter dados entrevistas e, anteriormente a isso, ter sido abraçado por seus companheiros. Mas, repito, KD jogou muito abaixo do que pode jogar. Fez 10-27 nos arremessos (37,0%), sendo que nas bolas de três o aproveitamento foi mais vexatório ainda: 1-6 (16,7%). Visitou apenas cinco vezes a linha do lance livre (4-5; 80,0%), o que mostra que seu jogo não teve a agressividade de outrora.

Que fique claro: o baixo aproveitamento de Durant não veio apenas de uma jornada infeliz. O desempenho criticável tem a ver com Shawn Marion, jogador que, para muitos, está no páreo para ser eleito o melhor zagueiro desta temporada. Não chego a tanto, mas que The Matrix se notabilizou nesta temporada pela sua defesa, isso ninguém discute. E isso sentiu na pele, ontem, Kevin Durant.

Portanto, se o OKC quiser superar o Dallas, que Durant encontre o melhor de seu jogo e não se deixe enganar do jeito que se deixou por Marion. Afinal de contas, o Thunder não joga esta série diante de qualquer time. O OKC joga esta série diante do campeão da NBA.

Campeão que foi cunhado temporada passada diante de um Miami que amarelou na final; ou melhor, porque LeBron James afinou na série decisiva. Ontem foi diferente? Não, ontem não foi diferente, porque ano passado, nesta época, nos playoffs do Leste, LBJ jogou muita bola. O problema dele parece estar depositado nas finais da NBA. Ontem o filme seguiu seu roteiro e teve em LeBron seu personagem principal. O ala do Miami jogou muita bola e comandou o time em quadra, especialmente na corrida de 32-2 feita em nove minutos, envolvendo o segundo e o terceiro quartos, quando LBJ marcou 15 de seus 32 pontos. Esses 32 tentos foram frutos de aproveitamento incrível de 10-14 nos arremessos, o que deu um percentual de espetaculares 71,4%.

Além disso, King James ajudou na marcação, anulando Carmelo Anthony, um pastiche em quadra. Melo fez apenas 11 pontos (3-15 nos chutes; 20,0%).

A diferença entre as equipes, ontem, foi quilométrica. Ela é grande, mas não tão grande assim. Mas muito do que se viu ontem em quadra tem a ver também com a lamentável contusão de Iman Shumpert. Uma lesão semelhante à de Derrick Rose. Iman não joga mais esta temporada. Ele era o cara que teria a responsabilidade de controlar Dwyane Wade, pois Shumpert tem mãos ágeis, excelente jogo de pernas e um senso de marcação incrível. Embora novato, fará muita falta ao time daqui para frente.

Quanto ao confronto entre Indiana e Orlando, muitos estão dizendo que o Pacers decepcionou ao perder por 81-77. De fato, decepcionou, pois esperávamos uma vitória. Mas a série não chegou ao fim. Creio que o time do brasileiro Leandrinho Barbosa belisca uma vitória na Flórida e recupera a vantagem. Por falar em Leandrinho… Três pontos. Atuação apagadíssima. Mas pior do que ele foi Danny Granger e sua lamentável andada na última bola do jogo. Se a jogada derradeira de Granger foi lastimável, o mesmo não se pode dizer de Jason Richardson. O ala-armador do Magic foi “clutch” no final da partida com seus seis pontos oriundos de dois arremessos triplos, levando o Orlando a vantagem de 78-77 quando perdia por 77-72 a 2:39 do final da contenda.

J-Rich fez o que Granger não conseguiu fazer.

Hoje, como disse, tem muito mais.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011 NBA | 18:39

DERON WILLIAMS DIZ QUE CHANCE DE FICAR NO NEW JERSEY É DE 90%

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A principal notícia desta segunda-feira vem de New Jersey: Deron Williams afirmou que a chance de ele renovar com o Nets é de 90%. Bem, se isso realmente acontecer, jogar no New Jersey passa a ser muito interessante.

D-Will, vocês sabem a minha opinião, é um dos melhores armadores da NBA. Do nível de Chris Paul. Ele consegue fazer o time jogar e jogar também. Ao contrário deste velho Jason Kidd, por exemplo, que quando faz o time jogar, ele mesmo não consegue jogar — e o oposto neste caso é verdadeiro.

Rumores dão conta de que o Nets estão de olho em Nenê Hilário. Se D-Will (foto) assinar um longo contrato, vale a pena o brasileiro fazer o mesmo.

Quatro anos, ganhando uma bolada. E num time que pode ser muito competitivo, pois teria D-Will, Anthony Morrow, Travis Outlaw, Nenê e Brook Lopez. No banco ainda tem o Jordan Farmar.

O “cap” do Nets, hoje, está em US$ 39,8 milhões. A franquia ainda pode utilizar a cláusula da anistia para dispensar Johan Petro, que ganha US$ 3,2 milhões. A folha de pagamento cairia para US$ 36,6 milhões.

Como o teto para esta temporada foi estipulado em US$ 58 milhões e os times ainda contam com uma bonificação de US$ 13 milhões sem ter de entrar no “Luxury Tax”, o New Jersey poderia oferecer o máximo para Nenê. Algo em torno de US$ 16 milhões por temporada, num contrato total de US$ 64 milhões por quatro anos.

E sobraria grana para o time continuar investindo. Poderia oferecer contratos para Caron Butler, Jamal Crawford e Jason Richardson, por exemplo. Ou se preferir um mais jovem, Thaddeus Young.

Como disse, a principal notícia desta segunda-feira.

TEXAS

Nenê, todavia, na tarde desta segunda-feira (enquanto escrevo este texto) está reunido com executivos do Houston Rockets. O encontro é em Denver, segundo informações do jornal “Houston Chronicle”.

Participam da reunião o técnico Kevin McHale e o gerente geral da franquia, Daryl Morey. Os texanos procuram um “big guy” para substituir Yao Ming, que, infelizmente, aposentou-se por conta de sérias lesões nos pés.

Vamos ficar no aguardo de informações. Se algo importante surgir, eu conto pra vocês.

CALIFÓRNIA

Agora, Lakers. Os amarelinhos de Los Angeles não param. Três jogadores estão na alça de mira da franquia: Dwight Howard, Chris Paul e Andre Iguodala.

Pelos três, o Lakers estaria oferecendo Andrew Bynum (CP3), Pau Gasol (DH) e Lamar Odom (Iguodala). Claro que mais uma coisinha aqui, outra ali, pra fechar a conta.

Seria realmente espetacular se isso acontecer. Mas o New Orleans disse que quer não apenas qualidade, mas também quantidade. Portanto, apenas Bynum é muito pouco. E pegar draft do Lakers é pegar coisa nenhuma, pois o time estará sempre entre os melhores e seu recrutamento é sempre alto.

O Orlando talvez aceite Gasol pelo Super-Homem, pois ele corre o risco de ficar com as mãos abanando.

Quanto a Lamar por Iguodala, o Sixers estaria trocando um jogador de 27 anos por um de 32. Estaria trocando um jogador que não cria problemas por um veterano que não sabe se foca sua atenção nas quadras ou no “reality show” que faz com a mulher.

ARIZONA

De Phoenix vem a notícia de que o Suns vão dispensar Vince Carter. O contrato de “Vinsanity” possibilita à franquia exercer ou não seu último ano.

Dispensando Carter (foto), o Phoenix economizaria exatos US$ 18 milhões.

E se exercer a cláusula da anistia, pode dispensar Josh Childress e economizar outros US$ 6 milhões.

Isso daria um total de US$ 24 milhões. Caramba, dinheiro pra ninguém botar defeito. Dinheiro pra contratar Dwight Howard e Chris Paul.

Até porque Steve Nash está no bico do corvo. E, dizem, poderia até mesmo assinar com o Miami à procura de um anel, o que ele não conseguiu em sua brilhante carreira.

TIC-TAC

Enfim, é esperar. É olhar para o relógio e aguardar o passar das horas pra ver se algo surge.

Lembrando sempre que na manhã desta segunda-feira os times foram autorizados pela NBA a conversar com jogadores. Mas propostas, mesmo, apenas a partir do dia 9.

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sábado, 3 de dezembro de 2011 NBA | 16:48

TABELA DA NBA SERÁ DIVULGADA NA PRÓXIMA TERÇA-FEIRA. CONFIRA COMO ANDA O MERCADO

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Pra quem está ansioso como eu: a tabela desta temporada deve ser divulgada pela NBA no dia 6 próximo, terça-feira da semana que vem. Segundo o site NBC Sports, o anúncio será feito durante um programa da NBA TV, às 19h de Nova York (22h de Brasília).

O campeonato, isso a gente já sabe, começa no dia 25, num belíssimo presente para aqueles, como nós deste botequim, que são fanáticos pela NBA. Os prélios, nunca é demais lembrar, são:

New York x Boston (15h) — TNT
Dallas x Miami (17h30) — ABC
Lakers x Chicago (20h) — ABC
Oklahoma City x Orlando (23h) — ESPN
Golden State x Clippers (1h30) — ESPN

Lembrando, uma vez mais, que os horários são de Brasília e as emissoras são norte-americanas. Aqui no Brasil, a ESPN internacional vai transmitir, seguramente, uma partida. Espero que a ESPN HD mostre outra.

De todo o modo, anseio também que até lá a NBA disponibilize o pacote “League Pass”, o objeto de desejo de todos deste botequim. Assim que eu souber algo sobre o pacote, eu conto. Mas se alguém tiver informação antes de eu contar, que conte então.

PREOCUPAÇÃO

O San Antonio voltou a treinar ontem, sexta-feira. Nem todos os jogadores, é verdade, mas Tim Duncan estava lá. Tiago Splitter, não; o pivô brasileiro ainda continua na Espanha.

Claro que Tiago (foto) vai retornar ao Spurs. Fará neste domingo, contra o Real Madrid, seu último jogo pelo Valencia. O catarinense participou de apenas dois jogos com a camisa laranja do time espanhol. Anotou 13,5 pontos de média e nesses dois cotejos o Valencia venceu.

Para um jogador que não contou com a simpatia do treinador na temporada passada, penso que Splitter deveria ser o primeiro a chegar. Antes mesmo de Timmy.

RETORNO 2

Outro brasileiro que regressa aos EUA é Leandrinho Barbosa. Ele se apresenta na próxima segunda-feira ao Toronto. Hoje, no entanto, o ala-armador fará seu último jogo com a camisa do Flamengo.

E o adversário não poderia ser melhor: a Liga Sorocabana, que ainda tem encontrar sua identidade no campeonato. Ou seja: o Flamengo tem tudo para vencer e LB fazer uma partida para fica na memória dos torcedores.

O Flamengo espera que não seja um “adeus” de Leandrinho, mas sim um “até breve”.  Isso porque, se não der zebra, o Toronto não se classifica para os playoffs da NBA e, por conta disso, Leandrinho jogaria os playoffs do NBB com a regata flamenguista.

Acho que tem tudo para isso acontecer.

OPÇÃO

O Chicago não deve fazer nenhuma contratação bombástica; nem precisa. Afinal, o time é o atual vice-campeão do Leste, fez a melhor campanha do campeonato passado e teve em Derrick Rose o MVP da temporada regular.

Mas a gente sabe que o Bulls precisa de um artilheiro para ajudar D-Rose em quadra. Dos agentes livres que estão à disposição neste momento, Jason Richardson surge como a melhor opção para o técnico Tom Thibodeau.

J-Rich é artilheiro nato. Com suas pelotas longas, de três pontos, costuma bagunçar a defensiva adversária.

Com ele com a camisa tricolor, repito, D-Rose terá um desgaste menor, especialmente quando os playoffs chegarem.

A meu ver, nada de Caron Butler ou Josh Howard. O cara que o Chicago tem que pegar é Jason Richardson (foto).

Claro que Brandon Roy seria melhor, mas o ala-armador do Portland não está disponível e se for demitido pelo Blazers por conta da cláusula de anistia, o Minnesota já disse que o quer. E o Wolves, por não ter estourado o “cap”, tem prioridade em relação ao Chicago.

CONTRARIEDADE

Rajon Rondo está P da vida em Boston. Como na temporada passada, novamente ele está na berlinda. E só está na berlinda porque rumores dão conta de que o Celtics quer se livrar dele.

Rajon é excelente jogador, um dos melhores armadores da NBA na atualidade. Mas ele é um cara problemático. Doc Rivers, técnico do alviverde de Massachusetts, já reclamou do fato de ele ser indisciplinado.

Falou-se numa troca com Chris Paul. Mas CP3 teria dito que no Boston não quer jogar porque o tripé de sustentação do time está envelhecido e, daqui a dois anos, imagina, ele pode estar como uma andorinha em Boston e sozinho tentando fazer um verão.

Rajon tem mais quatro anos de contrato com o Boston e uma média de US$ 11,5 milhões por temporada.

O Celtics, leia-se Danny Ainge, tem que começar a se coçar. CP3 tem razão: esse time do Boston aguenta mais esta temporada; duvido que aguente a próxima.

Se quiser Paul, o Boston tem que ter outros jogadores jovens e de destaque em seu elenco. Caso contrário, poderá voltar ao ostracismo.

CONTAS

A situação de Dwight Howard em relação ao dinheiro é a seguinte:

1) Se ficar no Orlando e jogar toda a temporada e na sequência optar por sair, ele assina um contrato máximo de quatro anos com outra franquia em troca de US$ 80,5 milhões, o que dá um salário anual de US$ 20,12 milhões;

2) Se sair antes do “deadline” (fevereiro do ano que vem), ele pode fazer um “sign-and-trade” o que daria ao seu novo time a possibilidade de oferecer-lhe um contrato de US$ 110,8 milhões por cinco anos, US$ 22,16 milhões por temporada.

Quanto a Chris Paul, o cenário é este:

1) Se ficar no New Orleans e jogar toda a temporada e depois se mandar, assina um contrato máximo igualmente de quatro anos com seu novo time em troca de US$ 75,8 milhões, o que daria US$ 18,95 milhões por temporada;

2) Se for trocado antes do “deadline”, o cenário também será favorável: seu novo time pode oferecer-lhe um contrato de cinco anos com um total de US$ 100,2 milhões, ou US$ 20,04 milhões por campeonato disputado.

Como se vê, é de interesse dos dois a segunda opção: deixar seus times antes de esta temporada se encerrar.

Notas relacionadas:

  1. TABELA MAL FEITA
  2. MIAMI, COMO NOS VELHOS TEMPOS
  3. CP3 AGE COMO JOGADOR DE FUTEBOL
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domingo, 3 de julho de 2011 NBA | 22:53

O COMPROMETIMENTO DOS TIMES COM O ‘SALARY CAP’

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Embora a NBA esteja em locaute neste momento e a gente nem saiba ainda se teremos ou não a próxima temporada, muito se pergunta sobre reforços e muito se questiona a respeito dos free-agents.

Nenê pode ir para o Boston? Caberia no Lakers? E que tal no Miami? E Marc Gasol, pode ir para Los Angeles juntar-se ao irmão? E J.J. Barea, pode jogar no Heat, seu rival na decisão do último campeonato? Que tal David West no New Jersey? E Tyson Chandler, vai pra onde?

Há outros free-agents no mercado que despertam interesse em times da NBA, como Richard Jefferson, Jason Richardson, Jamal Crawford, Wilson Chandler, DeShawn Stevenson, Caron Butler, Grant Hill, Tayshaun Prince, Samuel Dalembert, entre outros.

Mas como estão os times neste momento? Quem pode de fato contratar?

O “Salary Cap” da última temporada foi de US$ 57,04 milhões. Com a “Luxury Tax” (LT), podia-se chegar a US$ 70,30 milhões.

O comprometimento dos times com a folha de pagamento levando-se em conta a temporada 2011/12 é este:

Denver: US$ 29,660,238 – pode investir US$ 28,383,762
Sacramento: US$ 30,239,949 – pode investir US$ 27,804,051
Indiana: US$ 37,637,644 – pode investir US$ 20,406,356
New Jersey: US$ 40,921,102 – pode investir US$ 17,122,898
New Orleans: US$ 44,481,930 – pode investir US$ 13,562,070
Clippers: US$ 45,419,032 – pode investir US$ 12,624,968
Washington: US$ 45,884,529 – pode investir US$ 12,159,471
Toronto: US$ 47,129,132 – pode investir US$ 10,914,868
Charlotte: US$ 47,631,491 – pode investir US$ 10,412,509
Detroit: US$ 47,862,792 – pode investir US$ 10,181,208
Houston: US$ 48,383,963 – pode investir US$ 9,660,307
Minnesota: US$48,539,139 – pode investir US$ 9,504,861
Golden State: US$ 49,168,672 – pode investir US$ 8,875,328
Milwaukee: US$ 51,551,140 – pode investir US$ 6,492,860
Oklahoma City: US$ 53,314,231 – pode investir US$ 4,729,769
Philadelphia: US$ 54,117,265 – pode investir US$ 3,926,735
Memphis: US$ 55,225,383 – pode investir US$ 2,818,617
Cleveland: US$ 55,623,737 – pode investir US$ 2,420,263
Utah: US$ 57,017,627 – pode investir US$ 26,373
New York: US$ 60,610,763 – excedeu o “cap” em US$ 2,566,763 mas está abaixo da LT
Dallas: US$ 61,718,348 – excedeu o “cap” em US$ 3,674,348 mas está abaixo da LT
Boston: US$ 64,377,513 – excedeu o “cap” em US$ 6,333,513 mas está abaixo da LT
Chicago: US$ 64,429,940 – excedeu o “cap” em US$ 6,385,940 mas está abaixo da LT
Miami: US$ 65,575,553 – excedeu o “cap” em US$ 7,531,553 mas está abaixo da LT
Phoenix: US$ 65,831,176 – excedeu o “cap” em US$ 7,787,176 mas está abaixo da LT
Atlanta: US$ 66,496,237 – excedeu o “cap” em US$ 8,452,237 mas está abaixo da LT
San Antonio: US$ 73,096,214 – excedeu o “cap” em US$ 15,052,214 e está acima da LT
Portland: US$ 73,423,562 – excedeu o “cap” em US$ 15,379,562 e está acima da LT
Orlando: US$ 76,215,248 – excedeu o “cap” em US$ 18,171,248 e está acima da LT
Lakers: US$ 91,113,227 – excedeu o “cap” em US$ 33,069,227 e está acima da LT

Com base nisso, vemos que San Antonio, Portland, Orlando e Lakers só podem reforçar seus times se fizerem trocas ou pagarem multas para dispensar jogadores.

New York, Boston, Dallas, Chicago, Miami, Phoenix e Atlanta ainda podem investir, desde que se utilizem a “Luxury Tax”. Ou seja: pra cada dólar ultrapassado, paga-se a mesma quantia de multa. Quer dizer: se uma franquia investe US$ 10 milhões em um jogador, paga US$ 10 milhões para a NBA de multa.

Os que podem investir neste momento, sem ter que apelar à “Luxury Tax” (mas se quiserem também podem), são: Denver, Sacramento, Indiana, New Jersey, New Orleans, Clippers, Washington, Toronto, Charlotte, Detroit, Houston, Minnesota, Golden State, Milwaukee, Oklahoma City, Philadelphia, Memphis, Cleveland e Utah.

Isso tudo, é claro, levando-se em conta o “Salary Cap” da temporada passada. Como vai ser daqui para frente, ninguém sabe ainda.

Mas, se um acordo ocorrer, muitos acreditam que pouca coisa vai mudar. Portanto, dá para se ter uma ideia do que os times podem fazer.

Dos jogadores mencionados, Nenê, por exemplo, abriu mão de um salário de US$ 11,4 milhões para testar o mercado. Pode, é claro, acertar com o próprio Denver.

Mas vejam, por exemplo, que o Miami não tem como oferecer o mesmo dinheiro para Nenê no momento. A menos que o brasileiro faça o “sign and trade”, ou seja, assine com o Denver e o Nuggets faça uma troca com o Heat para ficar com o jogador.

Chandler tem um contrato de US$ 12,6 milhões com o Dallas. Marc Gasol, US$ 4,5 milhões com o Memphis. David West, US$ 8,3 milhões com o New Orleans.

De momento, então, vocês já têm uma ideia do comprometimento da folha salarial das equipes. Usem a imaginação e tentem resolver os problemas de seus times do coração.

Se houver alguma dúvida quanto a salário de jogador, é só perguntar.

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sexta-feira, 4 de março de 2011 NBA | 13:39

O QUE FOI AQUILO EM MIAMI?!?!?!

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Foi uma das vitórias mais espetaculares que eu vi na minha vida entre todos os esportes. Foi também uma das derrotas mais humilhantes que eu vi na minha vida entre todos os esportes.

O que foi aquilo que aconteceu ontem à noite em Miami? O Heat, jogando em casa, diante da sua torcida, com todo o cenário favorável, abre 24 pontos de vantagem no terceiro quarto e acaba perdendo o jogo!

Na temporada passada o Bulls abriu 35 pontos de vantagem sobre o Sacramento, em Chicago, e perdeu a partida. Mas aquele foi um jogo entre equipes medianas. E o Bulls, ainda por cima, era dirigido por Vinnie Del Negro, o que já explica muito da derrota do time naquelas circunstâncias.

Mas ontem, no sul da Flórida, não. Eram dois times grandes, formados por jogadores que representam a nata da NBA na atualidade. E como é que isso pôde acontecer?

No intervalo do jogo, Stan Van Gundy, que muitos acham um treinador instável emocionalmente (inclusive Shaquille O’Neal, que já disse isso publicamente), declarou: “Os jogadores do Miami nem sentiram a nossa defesa”.

E não sentiram mesmo; foram 63 pontos anotados pelo time do sul da Flórida. Van Gundy, um treinador que eu aprecio, chacoalhou o time no vestiário. Sim, pois o Orlando voltou outro para o segundo tempo. O que ele fez? Não sei, mas que ele mexeu com o grupo, isso é claro.

Depois de ter feito 63 pontos no primeiro tempo, como eu disse, o Miami entrou em colapso no segundo. E como foi que o Heat faliu? Com bolas de três pontos desconcertantes que saíram principalmente das mãos de Jason Richardson (foto AP).

O Orlando estava 24 pontos atrás a 8:56 do final do terceiro quarto quando LeBron James deu uma enterrada e levou o marcador a 73 a 49. A partir daí o Magic fez uma corrida de incríveis 35 a 9 e passou pela primeira vez à frente (84 a 82) depois de uma vantagem de 17 a 16 no final do primeiro quarto. Ampliou essa corrida para 40 a 9 e levou o marcador para 89 a 82.

Aí acabou o Miami. O time perdeu a confiança. Perdeu a confiança principalmente na defesa. E no ataque, humilhado que estava, perdeu a confiança também. O Heat ficou seis minutos sem pontuar no último quarto. Time sem confiança, adversário confiante, pegador, marcando em cima, sem dar espaço, ah, não podia mesmo dar outra coisa.

Eram bolas de três de tudo quanto é lado que o Miami não conseguiu marcar naquela corrida espetacular que o Magic fez. Foram dez bolas de três de um total de 16. A mão dos jogadores do Orlando estava calibradíssima, em especial a de J-Rich, que fez seis naquela referida reação.

A marcação do Miami desapareceu, ruiu. Com pernas bambas, mentes angustiadas, coração partido, não há como se marcar um adversário seguro de seus movimentos, pernas firmes, sólidas, mentes brilhantes, a procurar o melhor lugar para os arremessos.

O Orlando do segundo tempo de ontem me fez lembrar o Santos do primeiro semestre do ano passado. Ataque, ataque, ataque. Triturou o Miami. Isso me faz lembrar também de uma máxima do futebol que diz: “A melhor defesa é o ataque”.

Foi um show ofensivo do Orlando. Foi no ataque que o Magic ganhou o jogo. Tirou a moral e a confiança dos jogadores do Miami. E não deu outra.

Foi uma das vitórias mais espetaculares que eu vi na minha vida entre todos os esportes. Foi também uma das derrotas mais humilhantes que eu vi na minha vida entre todos os esportes.

POSICIONAMENTO

No “All-Star Game” de Los Angeles eu observei: Derrick Rose em quadra e LeBron James levando a bola, conduzindo o jogo. Com um armador.

Ontem, quando Mike Bibby este jogando (fez sua estreia no time do Miami), aconteceu isso várias vezes. Bibby fazendo corta-luz (pode?) pra LBJ arremessar. Tem coisa errada!

Não sei se vai dar certo. LBJ gosta de conduzir a bola, de ter a bola em mãos. Por isso eu sempre disse aqui que o time não precisava de um armador. LeBron não gosta disso. O jogo dele conflita com o jogo de um armador.

Erik Spoelstra poderia corrigir isso? Quem pode corrigir isso é o próprio LeBron. Ele tem que mudar seu estilo e entregar a bola para o armador. E passar a jogar como um ala, que ele diz ser.

Mas será que LBJ é mesmo um ala? Não creio, ele é mais um armador do que um ala. Por isso o Miami não precisava de um armador. Mario Chalmers era suficiente. Carlos Arroyo também.

Posso estar enganado; o tempo dirá.

Notas relacionadas:

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terça-feira, 21 de dezembro de 2010 NBA | 11:24

TRÊS JOGOS, TRÊS HISTÓRIAS DIFERENTES

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Três jogos marcaram a rodada de ontem da NBA. O Dallas fez bonito e calou a série invicta do Heat em plena Miami. O Orlando estreou suas três aquisições e voltou a perder. E o San Antonio segue mais líder do que nunca da NBA.

Jason Terry foi o nome do jogo na American Airlines Arena. O quarto decisivo esteve nas mãos deste reserva que quando dá para acertar não erra de jeito nenhum. Terry esteve em todos os cantos da quadra e mostrou uma eficiência incrível.

Todos os seus 19 pontos aconteceram no último quarto. Foram bolas de dois, de três e de lances livres, assim esmiuçadas: total de arremessos = 6-10; três pontos = 3-4; lances livres = 4-4.

Uma atuação de gala, que calou os 20.178 torcedores que foram ao magnífico ginásio do sul da Flórida, que ocuparam todas as cadeiras disponíveis certos de que o Miami iria adicionar a 13ª. vitória ao seu cartel de triunfos recentes. Não deu; não deu por causa de Jason Terry. Por causa de Jason Terry o Dallas venceu o Miami por 98 a 96.

Terry, aliás, livrou a cara de Dirk Nowitzki. O alemão fez 26 pontos no jogo, é certo, tendo terminado a contenda como artilheiro maior. Mas no último quarto ele quase jogou no lixo a vitória do Miami.

Foi um desastre nos chutes, assim esmiuçados: total de arremessos = 0-5; três pontos = 0-3; lances livres = 5-5. Ou seja: seu quinteto de tentos veio nos tiros da linha fatal, pois, como vimos, fracassou nas cinco tentativas de cestas com a bola em movimento.

CURIOSIDADE

Você sabia que além de ter acabado com a invencibilidade de 12 partidas do Miami, o Dallas também acabou com a invencibilidade do San Antonio (12), New Orleans (8), Utah (7), Boston (5) e Oklahoma City (5)?

FRUSTRAÇÃO

O Orlando estreou Gilbert Arenas, Jason Richardson e Hedo Turkoglu na derrota de ontem para o Atlanta por 91 a 81. Eles não fizeram nenhum treino com o time antes de entrar em quadra. Não dá, por isso mesmo, para cobrar nada deles e nem do desempenho do time. Há que se esperar um pouco mais.

Mas uma coisa me chamou a atenção: o duelo dos rebotes. O Atlanta venceu por 51 a 38. E o que isso significa? Que Dwight Howard, sozinho, não vai segurar essa onda. E olha que ele fez muito: pegou 20 no total.

Então, eu pergunto: e nas noites que não der para ter uma atuação dessas? Como fica? Esses 38 ressaltos despencarão para 30?

É impossível fazer vitórias importantes com 30 rebotes por partida. Portanto, como eu disse: o Orlando movimentou mal suas peças nessas trocas todas. Falta gente grande no time.

INVENCIBILIDADE

Tudo bem que foi contra o Phoenix Suns, um Phoenix Suns que contou com apenas oito jogadores, pois Vince Carter, Mickael Pietrus e Marcin Gortat estarão aptos a estrear apenas nesta quinta-feira diante do Miami. Tudo bem que foi contra um adversário que não é dos mais gabaritados e que jogou bem desfalcado.

Mas o fato é que o San Antonio voltou a vencer. De grão em grão o time texano vai enchendo seu papo. Os 118 a 110 mostram bem como esse time está equilibrado. Todos os titulares tiveram duplo dígito na pontuação: Tim Duncan 20 pontos (15 rebotes também), Tony Parker 19, Richard Jefferson 17, Manu Ginobili 15, DeJuan Blair 10. Do banco veio Gary Neal e fez o mesmo: 22 pontos.

Ou seja: seis jogadores com duplo dígito na pontuação.

Com o resultado, o Spurs soma agora 24 vitórias e três derrotas. Melhor campanha do Oeste e de toda a NBA. O que se começa a perguntar é: seria esse time capaz de bater ou mesmo igualar a campanha do Chicago Bulls, que na temporada 1995/96 fez 72-10, o melhor desempenho de um time em toda a história da NBA?

AUSENTE

Sim, ausente; uma vez mais ausente. Tiago Splitter ficou o jogo todo no banco de reservas. Ao que me consta, foi por decisão do técnico Gregg Popovich.

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domingo, 19 de dezembro de 2010 NBA | 19:47

ORLANDO MOVIMENTOU MAL SUAS PEÇAS

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O assunto deste final de semana foi a troca envolvendo três times da NBA: Orlando Magic, Washington Wizards e Phoenix Suns. Pra quem pega o bonde andando, ocorreu o seguinte: o Magic mandou para o Wizards Rashard Lewis e pegou Gilbert Arenas; mandou para o Suns Vince Carter, Mickael Pietrus, Marcin Gortat, um draft e US$ 3 milhões e pegou Jason Richardson e Hedo Turkoglu.

Como ficam os times?

Bem, o Orlando se reforça nas posições 1 e 2. Na armação ficam Jameer Nelson, Gilbert Arenas, Jason Williams e Chris Duhon. Como armador de arremesso a equipe fica agora com Jason Richardson, Quentin Richardson e J.J. Redick, mas Arenas pode jogar na 2 também.

Bem, a partir daí começo a ter dúvidas.

Como fica a ala? Hedo Turkoglu e Earl Clark. J-Rich pode ajudar? Sim, pode, mas não tem tamanho para compor um “front court”. Brandon Bass? Não tem jogo, a meu ver, para jogar como ala de arremesso.

Vamos analisar a posição 4. Saiu Rashard e não veio ninguém. Bass é o jogador que deve sair jogando. Malik Allen? Hum… Daniel Orton? Hum… Ryan Anderson? Poder ser, ajuda bastante, mas está machucado no momento. Turkoglu jogou na ala de força no Phoenix, mas nunca gostou e nunca jogou bem.

E o pivô? Quem vai substituir Dwight Howard quando ele precisar descansar ou tiver problemas com as faltas? Gortat tinha esta função, mas ele foi embora. Não há substituto para DH.

Enfim, além de no papel o Orlando ter se enfraquecido, há também a questão do entrosamento. Acho que o Orlando, se não fizer mais trocas, a meu ver, joga fora a possibilidade de fazer uma boa figura nesta temporada.

Ah, quase que me esqueci: Arenas não é flor que se cheire.

Quanto ao Washington, livrou-se do problemático Arenas. E quanto ao time, haverá agora mais espaço para o novato John Wall. E quando precisar descansar Wall, Kirk Hinrich é a solução. De resto, continua tudo na mesma. Ah, sim, agora tem Rashard Lewis. Eu gosto dele, mas sei que muitos torcem o nariz para o seu jogo.

Finalmente o Phoenix. Perdeu J-Rich e Turkoglu. Mas pegou Carter, Pietrus e ainda arrumou um pivô em Gortat, algo que ele não tinha por conta da contusão de Robin Lopez. Com isso, passa Channing Frye para a ala de força, sua posição de origem, embora ele conste na relação como pivô — mas para mim ele é ala-pivô. Achei que o Suns também se deu bem nesta troca.

Enfim: o Orlando, movimentou mal suas peças; Washington, fez um bom negócio, pois se livrou de um abacaxi e abriu espaço para Wall progredir anda mais; Phoenix, reforçou-se também.

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segunda-feira, 15 de novembro de 2010 NBA | 12:32

A HISTÓRIA DE LOS ANGELES E DO QUE OCORREU COM O LAKERS ONTEM NO STAPLES CENTER

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O Phoenix quase fez história ontem à noite em Los Angeles. Ficou a uma cesta tripla de igualar o recorde da NBA, pertencente ao Orlando. O time da Flórida, em 13 de janeiro do ano passado, derrubou 23 bolas de três em 37 tentadas no triunfo diante do Sacramento por 139 a 107, com um aproveitamento de 62,2%.

Na vitória do Phoenix diante do Lakers, ontem à noite em Los Angeles, por 121 a 116, o Suns acertou 22 bolas. Foram laranjinhas que destruíram o time californiano e que calaram os 18.997 torcedores que lotaram o Staples Center de Downtown LA. Foi uma saraivada de 40 bolas atiradas, o que deu um percentual de acerto de 55,0%.

Jason Richardson (foto AP) esteve “unstopable”. Foram sete bolas triplas certeiras e um “score” final de 35 pontos, 16 deles no terceiro quarto. “Eu não sabia qual era o recorde”, disse J-Rich depois da partida. “Eu só sabia que a gente estava fazendo um monte delas. Eu não sabia que estávamos perto do recorde”.

Phil Jackson, técnico dos amarelinhos, que ontem jogaram de branco porque sempre jogam de branco aos domingos em seu Staples Center, dizia que P-Jax estava estupefato ao final de jogo, na sala de entrevistas do ginásio angelino. “Foi notável. Foi notável – o aproveitamento”, disse um resignado treinador com calvície já bem acentuada.

As bolas de três realmente nocautearam o Lakers. Mas teve um lance, já ao final da partida, que tem que entrar para a história deste jogo como decisivo também para a vitória do Phoenix. Eu conto como foi…

CHILIQUE

Faltavam exatos 53,7 segundos para o final da partida quando Kobe Bryant fez sua 14ª. assistência na partida, deixando Lamar Odom na cara da cesta. Bola no cristal, bola na cesta do Phoenix. A diferença, que foi de nove pontos no último quarto, estava caindo, caindo, e chegou a dois naquele momento: 111 a 109.

Lamar, a meu ver, sofreu falta de Hedo Turkoglu. No ver do árbitro que estava a poucos metros do lance, nada aconteceu. Foi então que o ala-pivô do Lakers teve um chilique, um faniquito, e tomou uma falta técnica por isso. Steve Nash cobrou e passou a diferença para três pontos; três pontos que deram tranquilidade para o time atacar, pois mesmo que perdesse o arremesso, não perderia a vantagem, no máximo o Lakers empataria com uma bola de três no ataque seguinte.

Esqueçam a falta, o fato é que jogador da NBA, profissional, que vive disso e que ganha milhões de dólares por temporada (no caso de Lamar são US$ 8,2 milhões), tem que saber se controlar neste instante. Não foi a última bola, tinha muito jogo pela frente ainda. Tudo bem que o calor do jogo te tira da temperatura normal. Mesmo assim, foi inaceitável o que Lamar fez.

Esqueçam as novas determinações da NBA, mais rígidas em relação ao comportamento dos atletas em quadra. O que Lamar fez foi passível de falta técnica na NBA ou em qualquer lugar do planeta. O faniquito de Lamar jogou no lixo o trabalho de recuperação que o Lakers vinha fazendo, baixando a diferença ataque a ataque.

Repito: jogador profissional tem que saber se controlar. Isso o faz merecedor, por exemplo, de US$ 8,2 milhões por temporada.

JUSTA

Isso mesmo, foi justa a vitória do Phoenix. Por tudo o que fez durante o jogo e por não ter deixado os nervos saíram do lugar em momento algum da partida.

CRISE?

O que ocorre com o Lakers? Nada. São duas derrotas consecutivas e nada mais. Assim como as oito seguidas nada representaram (até porque a maioria foi diante de adversários frágeis), estas duas também não são pra tirar o time do prumo.

Tem muito campeonato pela frente. O torcedor não deve se empolgar e nem se deprimir num momento como esse.

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