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segunda-feira, 17 de maio de 2010 NBA | 02:12

UM TIME DANADO DE BOM!

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Apesar da magnífica reação do Orlando no último quarto, esse Boston Celtics mostrou mais uma vez que é danado de bom. Quando a gente (gente, no caso, quer dizer eu) pensa que o time vai sentir o peso da idade, a perna pesada e a mente cansada, ele mostra que isso é bobagem e ganha do Orlando em plena Flórida por 92-88 e abre 1-0 na série decisiva da Conferência Leste.

Mostrou que o fato de ter descansado menos tempo que o Magic não fez a menor diferença. O time, como eu disse, é danado de bom.

Depois de uma série intensa contra o Cleveland, repousa apenas dois dias, pega o avião, desembarca no Sul dos EUA e ganha de uma equipe que tinha um retrospecto de 8-0 nestes playoffs. Ganha de um grupo que era (e ainda é) apontado por muitos como o melhor desta temporada pelo seu equilíbrio dentro de quadra e por ter um treinador que não joga para os holofotes, joga para o time.

Mas o Boston, como eu disse, é danado de bom. A camisa tem um peso enorme. Afinal, são 17 títulos da NBA ao longo de sua história; a franquia que mais vezes ganhou troféus. Mais do que o Lakers, o time mais regular da história da liga.

O jogo do Celtics beirou a perfeição. Só não foi perfeito porque no período derradeiro o time ficou 5:30 minutos sem pontuar. E ajudou, com isso, o Magic a fazer uma corrida de 30-18 nestes 12 minutos finais e dar uma emoção ao jogo que poucos esportes conseguem dar. E o basquete está entre eles.

A estratégia de Doc Rivers na marcação a Dwight Howard funcionou. Nada de “double team”; ou seja, marcação dupla. Kendrick Perkins, Glen Davis e Rasheed Wallace tomaram conta, sozinhos, um de cada vez, do atual Super-Homem da NBA.

Howard foi uma tragédia em quadra. Não conseguiu ser o “factor” do time neste primeiro jogo da final do Leste. Foram 13 pontos e um aproveitamento pífio para quem joga com o beiço grudado no aro: 3-10. Conta fácil de fazer, nem precisa de calculadora: 30% de aproveitamento. No confronto diante do Atlanta, quando jogou contra o “all-star” Al Horford e o georgiano Zaza Pachulia, DH teve uma média de exatos 21 pontos e um aproveitamento de 84.3% (27-32).

Some-se a isso o fato de que Howard cometeu sete erros no jogo de ontem. Muita coisa para quem se considera um “franchise player”.

Doc Rivers mostrou uma vez mais que não há necessidade de se dobrar na marcação frente a Dwight Howard. Jogador de recursos técnicos limitados, enfrenta sérias dificuldades quando encontra gente grande à sua frente. E foi o que ele encontrou ao tentar peitar Perkins, Davis e Sheed.

Mas para que o sucesso seja possível, a arbitragem tem que ser isenta. Não pode “proteger” Dwight. Tem que marcar o que tiver que ser marcado e engolir o apito quando nada houver.

E isso ocorreu neste domingo.

Além da marcação bem feita em cima de Dwight Howard, Ray Allen foi a bola da vez do quarteto fantástico do alviverde de Massachusetts. Allen deixou 25 pontos nas redes do Orlando, distribuídos da seguinte maneira: oito no primeiro quarto; quatro no segundo; seis no terceiro; e sete no quarto. Teve 50% de aproveitamento nos tiros com a bola em movimento (8-16) e 100% nos lances livres (7-7).

E apesar de seu 1m96 de altura, pegou sete rebotes. Foi o grande nome do Boston, que também agradece os trabalhos de Paul Pierce (Foto Getty Images, 22 pontos, nove rebotes e cinco assistências; 13 de seus pontos no terceiro quarto, quando o time abriu a vantagem que garantiu a vitória) e os 13 tentos que Sheed trouxe do banco.

Uma vitória e tanto, a quarta seguida do Celtics nestes playoffs; a terceira enfileirada fora de casa. E para quem gosta de números, lá vai: o Boston ganhou suas últimas sete séries de playoff quando venceu o primeiro jogo.

Sendo assim…

POBRE DO ORLANDO

Isso mesmo, se a história vingar uma vez mais, o time da Flórida vai para o espaço. Se não quiser entrar em órbita, terá de melhorar o aproveitamento nas bolas triplas. Neste combate frente ao Boston, a estatística mostra que a equipe acertou apenas 5-22 (22.7%). E a gente bem sabe que as bolas longas são uma das armas do time ao lado da intensidade do jogo de Dwight Howard.

Nem uma coisa e nem outra neste domingo diante do Boston. Isso explica bastante o revés caseiro.

MARRA

Doc Rivers, ao final do jogo, gravata frouxa, apenas de camisa e sem paletó, declarou aos jornalistas: “Com toda a franqueza eu afirmo que a gente só perde para nós mesmos. Acredito que a gente se encontrou novamente”.

Marra? Constatação pura?

Um pouco de cada coisa. O Boston não é imbatível, mas quando esse time ganha confiança, sai debaixo.

Experiente que é, Rivers leva o time (veterano) em banho-maria durante a fase de classificação. Claro que joga com intensidade; caso contrário, perde o contato com os ponteiros e corre risco de nem se classificar para os playoffs.

Mas a intensidade é relativa, pois Doc guarda toda munição para a hora certa: playoffs. É agora que conta, é agora que os jogadores gostam de jogar.

Eles acham a fase de classificação entediante. Já pediram para jogar menos, mas David Stern, o presidente da NBA, disse não.

Avery Johnson, ex-técnico do Dallas e hoje comentarista da ESPN, afirmou com todas as letras que a fase de classificação é “chata”. Time que se fia na “regular season”, entra no conto do vigário e se lasca nos playoffs.

Vocês sabem de quem eu falo, não é mesmo?

DEIXA PRA LÁ

Vamos falar um pouco mais do Orlando. J.J. Redick fez um ótimo último quarto. Marcou muito bem a Ray Allen — o que não é nada fácil. Vale o registro.

Os destaques do Orlando, no entanto, ficam para Vince Carter (23 pontos) e Jameer Nelson (20). Nelson merece registro pela pontuação e pelos rebotes apanhados (nove), mas merece um puxão de orelhas quanto a distribuição de jogo. Achei-o confuso e atabalhoado em boa parte da contenda. Prova disso é que deu apenas cinco passes que foram convertidos em cesta.

É certo que os companheiros não estavam com a mão calibrada, mas Jameer poderia ter caprichado um pouco mais na distribuição do jogo.

O Orlando deixou para trás uma série de 14 partidas sem ser derrotado. Conta, é claro, com partidas do final da fase de classificação. Havia 44 dias que o Magic não sabia o que era perder.

CURIOSIDADE

Doc Rivers tem residência em Orlando também, onde ele trabalhou como treinador. Tem residência em Orlando e em Boston. Sendo assim, dorme em casa em toda esta série, não importa se o jogo é fora ou em casa.

Carlos Boozer, ala de força do Utah, era um dos 17.461 espectadores que foram à Amway Arena. Ele, se você não sabe, será “free agent” ao final desta temporada. O que será que ele fazia em Orlando?

CALENDÁRIO

Amanhã ocorre o segundo jogo da série. Novamente em Orlando. É melhor o Magic tratar de ganhar. Caso contrário, poderia economizar tempo e dinheiro e nem embarcar para os jogos em Boston.

Notas relacionadas:

  1. RASHEED É DO BOSTON
  2. OS MELHORES, NA MINHA OPINIÃO
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 11 de maio de 2010 NBA | 01:41

UM TIME EQUILIBRADO E PERIGOSO

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Mais uma varrida nestas semifinais da NBA. Agora foi a vez do Orlando, que sapecou novamente o Atlanta — e novamente na Philips Arena da Geórgia. Desta vez por 98-84.
O Magic, se você não percebeu, está invicto nestes playoffs. Fez 4-0 no Charlotte, na primeira rodada, e repetiu a dose diante do Hawks.

Nesta etapa, ganhou seus jogos com uma diferença média de 25.3 pontos por jogo. Muita coisa, ainda mais diante de um time que fez bonito nos playoffs passados, que manteve a base e ainda adicionou um reserva e tanto com a contratação de Jamal Crawford, eleito o melhor sexto homem desta temporada.

O time da Flórida dá pinta de que é o mais ajustado nesta fase final do campeonato. Não tem um jogador como LeBron James ou Kobe Bryant, pois Dwight Howard não é esse cara e muito menos Vince Carter. Mas é uma equipe muito equilibrada. Funciona como um time. Equilibrado em todos os setores, formado por jogadores de alto nível em todas as posições, mas nada de craque, nada de KB ou LBJ.

Nem é preciso, porque seu quinteto titular é de dar inveja a muita gente.

Um dia é Carter quem decide e se destaca. Na noite seguinte é a vez de Rashard Lewis. Na subsequente, quem brilha é DH. Depois chega a vez de Jameer Nelson e Mickael Pietrus. E quando vem o momento de brilho de Matt Barnes, é na defesa que ele se destaca, fazendo um trabalho que na temporada passada era de responsabilidade de Hedo Turkoglu.

Quer dizer: o Magic perdeu o turco, mas ganhou um norte-americano (Barnes) determinadíssimo na marcação. Perdeu o turco e ganhou outro norte-americano (VC) que é uma máquina de fazer pontos.

Some-se a isso o fato de que Jameer Nelson (Foto Getty Images) vive talvez o melhor momento de sua carreira. Temporada passada, ele passava por um grande momento quando lesionou o ombro. Desesperada, a franquia foi atrás de um substituto. Rafer Alston, ex-Houston, chegou, mas não resolveu.

Stan Van Gundy, o treinador, antecipou a volta de Nelson, mas ele não aterrissou na melhor forma nos playoffs. Hoje, como disse, a situação é outra, bem outra.

Cleveland ou Boston, quem passar na outra série do Leste, vai sofrer muito no confronto contra o Orlando.

ELIMINADO

O Atlanta saiu de maneira melancólica destes playoffs. Vai sobrar para Mike Woodson. A franquia não quis antecipar a renovação do contrato do treinador; duvido que o faça neste momento.

O Hawks, aliás, decepcionou em todo o playoff. Capengou diante de um Milwaukee sem Andrew Bogut e por pouco não foi eliminado já na primeira rodada. Agora, frente ao Orlando, não conseguiu roubar nem uma vitória sequer do oponente.

Joe Johnson foi a grande desilusão do time da Geórgia. Depois de ter feito uma média de 20.9 pontos por jogo na série diante do Bucks, sucumbiu frente a marcação do Orlando: 12.3 pontos por jogo. Ontem fez 5-15 nos arremessos. Muito pouco para quem quer ser taxado de “franchise player”.

Reflexo desta atuação opaca: foi vaiado pelos 18.729 torcedores do começo ao fim do jogo.

J.J. será “free agent” ao final desta temporada. Já se falou que ele pode acabar no New York ou mesmo no Chicago. Sinceramente, duvido que isso ocorra. Em Nova York, aliás, a mídia diz que ele é jogador de time pequeno.

FRASES

— Aquele é um grande time. Eles têm uma chance enorme de vencer o campeonato — Jamal Crawford sobre o Orlando.

— Esta é a minha chance de ganhar um campeonato — Vince Carter, que chega pela primeira vez na carreira a uma final de conferência.

— Isso não me incomoda. Tenho a pele grossa; já fui vaiado mais alto do que hoje — Joe Johnson sobre a manifestação dos torcedores do Atlanta.

DESCANSO

O Orlando ficou sete dias de papo para o ar desde que varreu o Charlotte e fez seu primeiro jogo diante do Atlanta. Como Cleveland e Boston se comem no momento com um confronto indefinido, o cenário anterior pode se repetir.

Não podia ser melhor; o Orlando ri à toa.

Notas relacionadas:

  1. A NOITADA DE MELO E NENÊ
  2. UMA VARRIDA E A VAGA
  3. UMA SÉRIE QUE ESTÁ NO PAPO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 7 de maio de 2010 NBA | 13:39

UMA SÉRIE QUE ESTÁ NO PAPO

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Não imagino uma série em 4-0 para o Orlando, mas que o time da Flórida vai ganhar, disso eu não tenho dúvida. O jogo de ontem à noite me deixou essa certeza. O Atlanta fazia uma grande partida, mas quando chegou o momento de separar os homens dos meninos, o Magic mostrou-se grande.

O Hawks levou o jogo de igual para igual até o começo do último quarto. Chegou a liderar o marcador por vários momentos da partida. Virou o primeiro tempo com oito pontos de vantagem: 57-49. Mas foi entrar o quarto derradeiro, como disse, e uma chuva de bolas triplas do Orlando devastou tudo o que o Atlanta tinha plantado até então.

O aguaceiro não foi longo, mas foi intenso enquanto durou. Foram quatro bolas de três. A primeira delas caiu quando o jogo marcava 90-87 para o Orlando. Vince Carter encestou: 93-87. Quando Mickael Pietrus embiroscou a segunda, mandou o placar para 98-87. Depois foi a vez de Rashard Lewis acertar a sua: 104-89. Finalmente, Jameer Nelson deixou sua marca: 107-89.

Dezoito pontos de vantagem com o cronômetro mostrando que faltavam ainda 4:28 minutos para o final da contenda. Muito jogo pela frente, mas nada mais havia para se fazer em quadra. O Hawks estava depenado. Deixou escapar uma grande oportunidade para empatar a série e dar uma certa graça ao confronto.

Mas, como disse, não conseguiu porque ainda não adquiriu maturidade para ganhar esses tipos de enfrentamento. O placar final da partida foi 112-98 para o time da Flórida, que abre 2-0 de vantagem na série, que agora muda de endereço: os dois próximos jogos serão na Geórgia, o primeiro deles marcado para amahã, às 18h de Brasília.


QUARTETO

Fantástico; isso mesmo, quarteto fantástico esse do Orlando formado por Jameer Nelson, Vince Carter, Rashard Lewis e Dwight Howard (Foto Getty Images). Este último não foi mencionado no tópico acima pois não faz dos chutes de três sua arma favorita. Pivô, uma fortaleza de músculos, DH, ou Super-Homem, como ele mesmo se autodefiniu, joga dentro do garrafão, beiço grudado ao aro.

Este super-homem de carne e osso vinha mal nestes playoffs. Foi assim na primeira rodada, diante do Charlotte, e também no jogo inicial desta série diante do Atlanta. Tinha médias de exatos 12 pontos e 9.8 rebotes. Mas ontem à noite tudo foi diferente: 29 pontos e 17 rebotes. E com eles, a volta do sorriso amplo, largo, uma de suas marcas registradas.

Seus dois companheiros de “frontcourt” se destacaram igualmente na pontuação: Lewis marcou 20 e Carter, 24.

O outro fantástico deste quarteto, o baixinho Jameer Nelson, deixou, como Rashard, duas dezenas de pontos nas redes adversárias.

Pra encerrar a conversar: os quatro, juntos, fizeram 93 dos 112 pontos do Orlando. Ou seja: 83% da pontuação.

PERDIDO

O Atlanta foi um time nos três primeiros quartos e outro completamente diferente no final, quando foi derrotado por 28-15. Mas foi uma corrida de 19-2, movida pelas bolas de três citadas anteriormente que acabou com o Hawks. O time perdia por apenas um ponto (88-87) depois que Al Horfor acertou seus dois lances livres, isso a 10:30 minutos para o final da partida.

O time da Geórgia, a partir de então, anotou apenas dois pontos (Joe Johnson, 7:01 do fim do jogo) em 6:25 minutos. Impossível vencer um oponente tão forte como o Orlando, fora de casa, com um apagão desses.

Com 24 pontos e dez rebotes, o dominicado Al Horford disse, talvez para si mesmo, depois da partida, o seguinte: ‘Vamos pra casa e ganhar”. É, não tem jeito. Se o Atlanta quiser se manter vivo neste enfrentamento tem que vencer pelo menos um jogo. Se perder a dupla de partidas, o Orlando faz 4-0 e varre o oponente nestas semifinais e garante-se, pelo segundo ano consecutivo, nas finais do Leste.

INANIÇÃO

Jamal Crawford terminou a partida com 23 pontos. Olhando assim, friamente, parece que ele foi bem. Afinal de contas, mencionei o quarteto do Orlando e o pessoal da Flórida fez mais ou menos isso em quadra. Acontece que Jamal, uma das armas mais importantes do Atlanta, negou fogo no último quarto; sim, o quarto derradeiro que devastou o time da Geórgia.

Crawford, eleito merecidamente o melhor reserva desta temporada, fez apenas quatro pontos no último quarto. Frutos de dois lances convertidos e de uma cesta de média distância.

Mas sabe qual foi o aproveitamento dele nestes últimos 12 minutos em questão? 1-6.

FARTURA

Vince Carter, assim como o Orlando, foi muito mal no primeiro tempo. Acertou apenas um de seus míseros cinco tiros. Terminou a primeira metade do jogo com apenas quatro pontos—os dois outros foram acertos de lances livres.

Veio o segundo período e tudo mudou: VC teve o excelente desempenho de 8-11, anotou mais 20 pontos e foi um dos destaques da partida. Deixou a quadra entrevistado e aplaudido pelos 17.461 torcedores que foram à Amway Arena.

FRASES

— Demos um grande passo nesta série — Stan Van Gundy, treinador do Orlando Magic.

— Não jogamos nosso baquete no primeiro tempo, mas o nosso arsenal estava conosco — Vince Carter.

— Eles fizeram o dever de casa, quero ver como eles vão se comportar longe dela —Mike Woodson, técnico do Atlanta.

Notas relacionadas:

  1. UM JOGO ESQUISITO
  2. BATE PAPO NO DIA DOS PAIS
  3. UMA VARRIDA E A VAGA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 27 de abril de 2010 NBA | 10:46

UMA VARRIDA E A VAGA

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SÃO PAULO — De volta ao lar, onde vi ontem à noite o Orlando tornar-se o primeiro time a se classificar para as semifinais de um dos playoffs. Sua incontestável vitória diante do Charlotte, na Carolina do Norte, por 99-90, provou uma vez mais que o time da Flórida é um dos mais fortes desta temporada.

O placar final da série comprova: 4-0. Uma varrida, como os americanos gostam de dizer. Foi, diga-se, a segunda vez que o Magic conseguiu varrer alguém em uma série de playoff. A primeira ocorreu diante do Detroit, em 1996.

Uma vez mais Dwight Howard não pôde dar sua cota de contribuição — e ela não é pequena. O Super-Homem do Orlando voltou a ter problemas com as faltas — saiu eliminado da partida com seis no total — e adicionou apenas seis pontos em 23 minutos dos 48 disponíveis em uma partida da NBA.

Parece o bobo da corte. Além de cometer faltas, quando a partida está no pau e próxima do fim o adversário faz o “hack-a-shaq” em cima dele, pois seu aproveitamento nos lances livres é tão constrangedor quanto o de Shaquille O’Neal.

Bate mais palmas no banco, incentivando os companheiros em quadra do que coloca seu basquete eficiente a serviço da equipe.

Mas tudo bem, o Orlando é um time e conta com jogadores de alto calibre. Já falei aqui de Jameer Nelson. Ontem, o baixinho de 1m83 de altura anotou 18 pontos. Brilharam a seu lado Rashard Lewis (17) e Vince Carter (21).

Carter, aliás, começa a provar nestes playoffs que sua vinda para a franquia, no lugar de Hedo Turkoglu, adicionou mais qualidade ao Orlando. VC pode não ter a mesma força defensiva do turco, mas é boa também. E em contrapartida, pontua muito mais e este desequilíbrio é maior que o de Turkoglu.

Outro registro importante: o Magic encestou 13 de suas 33 bolas de três, enquanto que o Charlotte, com a mão descalibrada, derrubou só cinco de suas 19 tentativas. Este desempenho explica também mais uma vitória do Orlando.

Com a classificação, o Orlando espera agora pelo encerramento da série entre Atlanta e Milwaukee, que está emocionante.

IGUALDADE

Mesmo sem o pivô Andrew Bogut, lesionado e fora da temporada, o Milwaukee joga de igual para igual com o Atlanta. Ontem à noite, em Wisconsin, bateu o rival por 111-104, num final emocionante, com a equipe da Geórgia tentando a virada nos últimos segundos.

Mas, ao longo do prélio, sempre que tentava algo mais contundente, aparecia Carlos Delfino e jogava um balde de água fria em suas pretensões. “El Lancha”, anotem aí, por favor, é o melhor jogador argentino da atualidade — excetuando Manu Ginobili, é claro, Manu que ratificou semana passada o que já tinha dito anteriormente: não irá ao Mundial da Turquia.

Mas eu falava em Carlitos, o melhor dos argentinos que estarão no torneio turco. Foram nada menos do que seis bolas triplas que saíram de suas mãos e acertaram o alvo. Ele mandou oito contra o aro adversário, o que dá um excelente aproveitamento de 75%.

Mas não foram apenas bolas de três. Teve até enterrada, para deleite dos 18.717 torcedores que compraram todos os tíquetes disponíveis. Delfino terminou a peleja com 22 pontos.

Quem também brilhou foi o novato Brandon Jennings. Aqui abro um parêntese: as atuações de playoffs não devem contar, mas os jornalistas que vão escolher o “Rookie of the Year” certamente que serão influenciados pelo desempenho de Jennings nesta nova fase da competição. Na minha opinião, Tyreke Evans jogou mais que Brandon na fase regular e, por isso, deve ficar com o R.O.Y. desta temporada, mas…

Mas voltando a Jennings, o novato fez ontem 23 pontos, seis rebotes e quatro assistências.

Como eu disse que o Bucks é um time, cito também os 22 pontos de John Salmons (que coisa!), os 11 de Ersan Ilyasova e os dez de Luc Richard Mbah a Moute, um camaronês que joga feito Anderson Varejão. Seu basquete reluz pouco no “box score”, mas dentro das quatro linhas tem a energia e a disposição do capixaba, aquele vigor que contagia todo o time e não o deixa esmorecer em momento algum e faz o mais sonolentos dos torcedores ver o jogo com a palma da mão suada o tempo todo.

A série está empatada em 2-2. Quarta-feira os dois times voltam a se enfrentar, desta vez em Atlanta, onde os fãs locais esperam que Al Horford peleje mais contra os adversários do que contra as faltas.

VIRADA

O jogo começou e eu fiquei atônito. O Portland dava um chocolate no Phoenix em plena US Airways Arena. Fez 10-0 e chegou a liderar a contenda em 14 pontos — é certo que no primeiro quarto, mas era significativo demais para não ser chocante.

Aos poucos o Suns foi se ajustando em quadra e suas bolas teimosas passaram a descer abraçadas pela redinha adversária. Assim, o time foi aos poucos baixando a diferença, chegou à igualdade, engatou uma sexta marcha e deixou para trás o oponente, que não sentiu mais nem o seu cheiro. Chegou a abrir vantagem de 27 pontos.

Dois jogadores vindo do banco foram o destaque do time do vale do sol: Channing Frye e Jared Dudley. Frye só começa sentado, mas é titular, pois seu tempo de quadra indica isso. Ele anotou 20 pontos e confiscou oito rebotes. Dudley, este sim um reserva, cravou um ponto a menos , sendo que encestou cinco de suas nove tentativas de três.

Frye estive 27 minutos em quadra; Dudley, 25.

Já Leandrinho Barbosa… O paulistano jogou 19 dos 48 minutos disponíveis. Cravou sete pontos, frutos de um aproveitamento ruim nos chutes: 3-11. Fez feio mesmo foi nas bolas de três: 0-4 — e a gente sabe muito bem que esse tipo de lançamento é o carro-chefe de seu jogo.

Paciência; um dia depois do outro, nada melhor do que isso. Leandrinho tem basquete de sobra para colocar uma pedra neste assunto e escrever novo e importante capítulo em sua participação nesses playoffs já nesta quinta-feira, quando a série volta para o Oregon.

Dito tudo isso, apesar do susto inicial, a vitória por 107-88 foi mais do que justa, foi justíssima. E mostrou que o Phoenix, que agora tem 3-2 no confronto, é sim senhor um dos fortes candidatos ao título do Oeste, especialmente porque o Lakers não é nem sombra do time que encantou a todos na temporada passada.

RODADA

Por falar em Lakers, o time angelino entra em quadra esta noite. Os olhos do mundo estarão voltados para o Staples Center de Los Angeles. Afinal, depois de ter aberto 2-0 na série, os amarelinhos foram para Oklahoma e viu o adversário empatar o confronto em 2-2.

O Thunder, novato em playoff com esta certidão, está empolgadíssimo. E os atuais campeões da NBA mostram-se assustados e com a auto-estima em baixa.

Mas antes de Lakers e Thunder entrarem em quadra, o Boston recebe o Miami às 20h de Brasília e deve fechar a série em 4-1. Uma hora mais tarde o Cleveland deve fazer o mesmo com o Chicago em sua Q Arena. Às 22h30 o Dallas tenta manter-se vivo neste embate texano diante do San Antonio, pois perde por 3-1.

Será que teremos três 4-1 antes de o Lakers definir o seu futuro?

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  1. CRISE QUE PODE CUSTAR A VAGA
  2. MENINOS DE OURO — PELO MENOS ONTEM
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , ,

sábado, 24 de abril de 2010 NBA | 19:27

DORMINDO COM O INIMIGO

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CURITIBA — O Cleveland se preparou durante toda a “off-season” para enfrentar o Orlando nas finais do Leste desta temporada. Para enfrentar o Orlando e seus dois jogadores de interior, Dwight Howard e Rashard Lewis.

Para isso, contratou Shaquille O’Neal e Leon Powe. Deu mais experiência a J.J. Hickson, não deixou escapar Zydrunas Ilgauskas e ainda trouxe Antawn Jamison. Sem falar no crescimento absurdo de Anderson Varejão.

Plano traçado, plano executado. O Cavs está realmente fortíssimo em seu jogo de garrafão. Ajudado também pela flexibilidade de LeBron James, que com seus 2m03 e sua força física auxilia demais nos rebotes e também na marcação dos grandalhões.

Mas quem tem decidido em favor do Magic nestes playoffs é um baixinho que muitos dão tão pouco: Jameer Nelson. Quando se fala em armador na NBA, fala-se em Chris Paul, Deron Williams, Steve Nash e Jason Kidd. Alguns ainda citam Tony Parker e Derrick Rose. Sem falar em Gilbert Arenas, que está de fora neste momento.

Mas ninguém fala em Jameer Nelson.

Na terceira vitória do Orlando na série contra o Charlotte, agora há pouco, na Carolina do Norte, o baixinho só não fez chover. Anotou 32 pontos (5-9 nas bolas de três) e conduziu com maestria o time em quadra.

Fez o que se esperava principalmente de Dwight Howard. O Super-Homem do Orlando, aliás, tem sido um fiasco neste confronto contra o Cats. Nas três pelejas ele pelejou mais contra as faltas do que contra os pivôs adversários.

Neste sábado, DH fez apenas 13 pontos, pois trabalhou apenas 26:09 minutos. Foi eliminado com seis faltas. Deixou a partida quando faltavam 3:32 minutos após atropelar Raymond Felton, que fez a bandeja, levou o jogo para uma igualdade em 79 pontos e ainda por cima acertou o lance livre de bonificação e colocou o placar em 80-79 em favor dos anfitriões.

Mas o conjunto da obra de Jameer ajudou o Orlando uma vez mais. E livrou a cara de Howard.

A pergunta que fica é: se chegar até a final e enfrentar o Magic, será que o Cavs terá antídoto para Jameer Nelson? Alguém pensou no baixinho ou ele passou despercebido com seu 1m83 de altura?

LIQUIDADO

Assim está o Charlotte. Como eu tenho dito, nunca, em toda a história da NBA, um time saiu de uma desvantagem de 0-3 para vencer uma série. Portanto, segundo a lógica dos playoffs, Miami e Charlotte estão eliminados.

Ao contrário do Heat, o Cats debuta na fase decisiva. O time de Michael Jordan vive seu momento de lucro. Acho que muitos frutos bons serão colhidos no futuro.

Notas relacionadas:

  1. JAMEER PERTO DA VOLTA
  2. POR QUÊ?
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Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

sexta-feira, 19 de março de 2010 NBA | 13:14

NÚMEROS E BOLAS

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Foi uma atuação excelente: 20 pontos, seis rebotes, cinco assistências, cinco desarmes e três tocos. Nenê Hilário teve um desempenho daqueles pra gente guardar na memória.

Foi chave na vitória do Denver diante do New Orleans por 93-80, em jogo realizado ontem à noite no Pepsi Center encravado nas Montanhas Rochosas.

O texto da Associated Press, agência noticiosa norte-americana que municia praticamente toda a mídia dos EUA, diz em seu primeiro parágrafo que Carmelo Anthony, ao perceber que Kenyon Martin estava do lado de fora e que Chris Andersen voltava de contusão, chegou a conclusão que o negócio era encher de bola as mãos de Nenê no duelo contra Emeka Okafor.

Que coisa, hein? Só neste jogo? E contra Okafor? Há pivôs bem mais fracos se comparados a Okafor e pergunto: por que Melo não fez o mesmo nas outras ocasiões?

Não importa; como se diz, deixa pra lá. O que importa é que sempre que o são-carlense recebe bolas em profusão, pontua bastante.

Ontem ele arremessou 12 bolas e encestou oito delas. Bateu sete lances livres, embiroscou quatro.

O que impressionou também foram os cinco desarmes. Cinco desarmes, se você não se atentou, foi o que todo o time do New Orleans fez durante toda a partida!

E por falar em surrupiar bolas do adversário, Nenê aparece em 18º. lugar na lista dos mãos leves, com uma média de 1.46 por jogo. Em primeiro está o armador Rajon Rondo, do Boston, com 2.36; vejam que a diferença é pequena.

Entre os pivôs, Nenê aparece em primeiro lugar.

Também aparece em primeiro lugar entre os pivôs quando o assunto é assistências. O brasuca tem uma média de 2.5 por partida.

Ontem, como vimos, foram cinco.

Nos “field goals”, ele é o terceiro colocado, com uma média de acerto de 59.4%. Os líderes são Dwight Howard e Kendrick Perkins com 60.8%.

Números, números, números. Bola, bola, bola.

Só não vê o óbvio quem não quer ou quem não consegue ver porque não quer.

AUXÍLIO

Carmelo Anthony anotou ontem 26 pontos (arremessou 25 bolas) e pegou 18 rebotes. Quatorze deles defensivos.

Pergunto: vocês que acompanham atentamente os jogos já viram Melo alguma vez fazer bloqueio para limpar o garrafão e facilitar a fisgada dos rebotes para algum companheiro?

Vejam que no jogo de ontem foram 14 defensivos. Pegos na moleza porque alguém facilitou o trabalho para ele.

CLÁSSICO

O Orlando bateu o Miami no litoral da Flórida por 108-102. Precisou de uma prorrogação para isso.

No tempo normal, a contenda acabou empatada em 95 pontos. Graças a dois pontos:

1) A cesta de Jameer Nelson a 15.6 segundos do final do tempo regulamentar;

2) A miopia de Dwyane Wade quando o assunto é decidir o jogo na última bola.

Faltavam 3.6 segundos para o final do jogo, a bola foi atirada nas mãos de D-Wade. Ele fez um “spin” e arremessou: a laranjinha quase nem pegou na tabela.

Posso estar mal-humorado nesta sexta-feira ou mesmo sendo injusto com o camisa 3 do Heat. Mas dificilmente ele consegue encestar uma bola nessas condições.

Disso se aproveitou o Orlando, que fez 13-7 no Miami no tempo extra e chegou aos 108-102 mencionados anteriormente.

Vince Carter voltou a ser o cara do Magic. Anotou 27 pontos e deu seis assistências.

Como disse ontem, foi a melhor contratação que um time fez nesta temporada.

LANTERNINHA

O Philadelphia da temporada 1971/72 foi o time que fez a pior campanha na história da NBA. Venceu apenas nove partidas e perdeu 73.

Era uma equipe horrorosa. Você dá uma olhada no elenco e não vê ninguém de destaque.

Separei apenas duas figuras daquele time: Fred Carter, que atualmente trabalha como comentarista da NBA TV, e Kevin Loughery, que foi treinador de algumas equipes, entre elas o Miami, e que atualmente, não tenho tanta certeza, trabalha como assistente técnico em algum time da liga, mas eu não me lembro qual.

O site da ESPN traz uma matéria sobre o tema: pior desempenho em uma temporada.

Hoje o New Jersey é o lanterninha geral na NBA. São apenas sete vitórias e 61 derrotas. Faltam 14 partidas para terminar a fase de classificação.

O Nets precisa de mais três vitórias para evitar tamanha humilhação. Será que ele consegue vencer esse trio de jogos?

Vai enfrentar em casa Toronto, Miami, Sacramento, Detroit, San Antonio, Phoenix, New Orleans, Washington, Chicago e Charlotte. Sai para encarar Chicago, Washington, Milwaukee, Indiana e Miami.

Conseguirá?

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

segunda-feira, 2 de novembro de 2009 NBA | 12:14

A NOITADA DE MELO E NENÊ

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Carmelo AnthonyO Denver construiu ontem à noite sua terceira vitória na temporada. Bateu o Memphis por 133-123; não foi fácil.

O time do Tennessee vendeu caro a vitória. OJ Mayo esteve impossível em quadra: anotou 40 pontos para o Grizzlies; poderia ter roubado a vitória do Denver.

É, mas do outro lado havia Carmelo Anthony. O ala do Denver marcou nada menos do que 42 pontos e comandou o time colorado.

Melo é o cestinha do campeonato até o momento com uma média de 37.7 pontos por jogo! Muita coisa.

Nas três partidas disputadas até agora, sua menor produção foi na contenda de estréia, quando marcou “apenas” 30 pontos frente ao Utah. Na sequência, anotou 41 contra o Portland, fora de casa — e fez 42 ontem, como vimos.

ECO

É claro que a vitória do Denver não se resumiu aos 42 pontos de Carmelo Anthony. Seu jogo reverberou em seus companheiros.

Outros quatro atletas do Nuggets terminaram a partida com um duplo dígito na pontuação. A saber: Chauncey Billups 22, Nenê Hilário 18, Kenyon Martin 16 e Chris Andersen 12.

Mais do que isso: o Denver foi um time solidário em quadra. Fez 36 assistências contra 27 do Memphis.

BRASUCA

Nenê realizou uma grande partida. Não apenas pelos 18 pontos marcados, mas também pelo seu aproveitamento nos arremessos: acertou os seis tentados (100%).

Além disso, apanhou nove rebotes e deu seis assistências. Quase um “triple-double”? Não, ficou um pouco longe.

Mas quase saiu mais cedo do jogo: cometeu cinco faltas. Nenê precisa resolver esta questão, pois, como sempre digo, ele é importante para o time em quadra e não sentado no banco.

DEFESA

Kobe Bryant fez 41 pontos na vitória do Lakers diante do Atlanta por 118-110. Mas o nome do jogo foi Ron Artest.

Phil Jackson, ao ver Joe Johnson anotar 18 pontos no primeiro quarto do jogo, chamou Artest e disse que ele teria que conter o avanço inimigo.

Não deu outra: nos três quartos seguintes, com Artest fungando no cangote, JJ anotou apenas nove pontos.

E assim o Lakers construiu sua segunda vitória na competição.

Se alguém tinha dúvida se a troca de Artest por Trevor Ariza foi boa ou não, creio que depois do que foi mostrado ontem no Staples Center de Los Angeles essa dúvida dissipou-se.

VITÓRIA

Vocês se lembram do Toronto, que na segunda rodada deu uma sova no Cleveland em seu Air Canadá Centre? Pois bem: ontem, no mesmo palco, o Orlando, outro dos favoritos ao título, foi lá e venceu.

E mesmo sem Vince Carter, lesionado no tornozelo.

A vitória tem que ser creditada para os armadores do time: Jameer Nelson e JJ Redick. O primeiro fez 30 pontos, o segundo, 27.

Ah, sim, o Orlando jogou não apenas sem Carter, mas também sem Rashard Lewis, que segue suspenso pela NBA.

Quando esses quatro estiverem ao mesmo tempo em quadra, sai debaixo.

Os que apontaram o Orlando como um dos favoritos ao título do Leste, esfregam as mãos neste momento. O Magic, realmente, encanta com seu jogo sólido e equilibrado.

ROTINA

Boston Celtics

O Boston venceu novamente. Chegou a seu quarto triunfo nesta temporada, onde permanece invicto.

Diante dos fãs em seu TD Garden, o Celtics impôs-se ao New Orleans ao fazer 97-87.

Deem uma olhada nas pontuações: Paul Pierce 27, Ray Allen 17, Kevin Garnett 14 e Kendrick Perkins e Rasheed Wallace com 12 pontos cada um.

Podemos chamar isso de socialismo alaranjado?

Creio que sim.

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terça-feira, 2 de junho de 2009 NBA | 17:47

JAMEER PERTO DA VOLTA

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Jameer Nelson já está treinando. Seu ombro direito está refeito, não dói mais. Ele arremessa normalmente e corre pra lá e pra cá sem qualquer problema, pois foi liberado pelo médico do Orlando para o treinamento.

Isso, dois meses antes do prazo previsto.

Jameer (foto AP) participou ontem normalmente do coletivo – vamos dizer assim, pois é uma palavra que a gente entende bem o que significa. Treinou no time reserva.

Está confiante, não teme cair e ferir novamente o ombro então lesionado.

Jameer contundiu o local no dia 2 de fevereiro passado, em Orlando, numa partida do Magic contra o Dallas. Um dia depois, o médico da franquia disse que o armador tinha chegado ao fim da linha nesta temporada; no dia 19, fez a cirurgia.

Por isso mesmo, o time foi buscar Rafer Alston no Houston. Ótima aquisição, diga-se.

Mas agora Nelson está cutucando Stan Van Gundy. Quer jogar; prova em quadra, durante os treinos, que merece a chance.

O problema é que o jogador ainda não conseguiu convencer o treinador de que realmente pode entrar em quadra novamente. Se optar por ele, Van Gundy vai ter que tirar um jogador do “roster”.

E se tirar um jogador e Jameer não suportar a intensidade do jogo, o time ficará com 11 e não 12 jogadores.

É aí que reside a dúvida de Van Gundy.

PREVISÕES

Por idéia do Fábio Pira, estamos computando os palpites dos fregueses deste botequim quanto ao campeão e o placar desta série final da NBA.

Até agora chegaram 57 votos. Todos foram devidamente computados.

A maioria dos fregueses deste blog acredita em vitória do Lakers com placar final da série em 4-2.

O resultado, de momento, é o seguinte:

– Lakers 4-2 = 23 votos

– Orlando 4-2 = 14 votos

– Lakers 4-3 = 9 votos

– Orlando 4-1 = 5 votos

– Lakers 4-1 = 3 votos

– Orlando 4-3 = 1 voto

– Lakers 4-0 = 1 voto

– Orlando 4-0 – 1 voto

Ou seja: 36 frequentadores deste botequim acreditam que o Lakers será campeão; 21 apostam no Orlando.

Continuem votando, mas vamos votar até quinta-feira. A hora que a bola subir os votos não serão mais computados.

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009 NBA | 16:19

ORLANDO E CHICAGO SE DÃO BEM

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A data limite de trocas da NBA acabou ontem às 18h de Nova York. Nenhuma grande negociação ocorreu, tipo Shaquille O’Neal no Cleveland, Amaré Stoudemire no Chicago, por exemplo.

O melhor negócio, a meu ver, foi o Orlando quem fez, mas não vejo esta repercussão na mídia norte-americana. Sem mais poder contar com o armador Jameer Nelson nesta temporada – fez ontem uma cirurgia no ombro e só vai voltar na próxima temporada –, o Magic foi até Houston e contratou o armador Rafer Alston.

Para isso, o time da Flórida deu seu limitadíssimo ala/pivô Brian Cook – e por isso mesmo pouco utilizado. Com essa transação, o Orlando deixa bem claro que sente-se capaz de ganhar o título desta temporada.

Não foi ao muro das lamentações chorar a perda de Nelson e projetar a próxima temporada, quando o armador estiver de volta. Nada disso: saiu às compras atrás de um regente para seu time.

E conseguiu.

Alston (foto AP) tem 11.5 pontos e 5.4 assistências de média nesta competição. Está em sua 10ª. temporada na NBA.

Perambulou e muito pela liga. Jogou no Milwaukee, Toronto, Miami e por último o Houston.

Lembro-me de uma matéria que a revista norte-americana “SLAM” fez com Alston quando ele ainda era jogador de Fresno State (Califórnia), time universitário dirigido por Jerry “Tark the Shark” Tarkanian. O magazine apontava Alston como o futuro maior armador da NBA – um dos maiores de todos os tempos.

Não rolou, mas Alston pode ser apontado, tranquilamente, como um armador confiável, capaz de conduzir um time em quadra rumo, quem sabe, ao título da NBA, desde que conte com parceiros de nível, o que é o caso, pois o Orlando tem Dwight Howard, Rashard Lewis e Hedo Turkoglu.

A ausência de Nelson, portanto, a meu ver, foi muito bem resolvida pelo Orlando.

Quanto ao Houston, pega um jogador (Cook) que tem ainda mais um ano de contrato – com direito de opção do atleta e não da franquia – e que não deve ficar para a próxima temporada. E um draft deste ano.

O recrutamento vindo do Orlando não será alto, pois o Magic vai acabar entre os primeiros. Mas isso não significa muita coisa, pois basta lembrar que Manu Ginobili foi a 57ª. escolha de 1999 pelo San Antonio.

E para o lugar de Alston, o Rockets pegou Kyle Lowry, ex-armador do Memphis. Jogador com bom potencial, boa aposta.

Outro time que se movimentou com intensidade nestes últimos dias foi o Chicago. Aborrecido com a situação da equipe na competição e sem perspectiva de melhora, o Bulls limou alguns jogadores que realmente não rendiam o que deles se esperava.

Andres Nocioni era quem mais decepcionava. O Chicago renovou seu contrato na temporada passada e pagou um dinheirão por isso.

Mas Andrecito não conseguiu mais jogar. Parece que se acomodou com os milhões de dólares na conta bancária.

Por isso mesmo, o Bulls ofereceu-o ao Sacramento numa troca que ainda envolveu o ala/pivô Drew Gooden – e de quebra o pivô Michael Ruffin, que nem tinha jogado ainda esta temporada por causa de uma contusão.

O Kings arregalou os olhos quando viu o argentino e o jogador mais feio da NBA na porta de sua sede. Aceitou dar ao Bulls o veteraníssimo pivô Brad Miller – que jogou uma temporada e meia na cidade dos ventos, entre 00-02 – e o ala John Salmons.

Comentei ontem a troca aqui neste botequim. E minha idéia a respeito do negócio mudou um pouco: Miller (foto AP) por Gooden não foi trocar apenas trocar seis por meia dúzia, pois Miller é uma ótima opção nos tiros de três, o que faz abrir a defesa adversária e possibilitar as infiltrações de Derrick Rose e Ben Gordon, situação que Gooden jamais ofereceu aos dois ex-companheiros.

Além disso, esta troca vai possibilitar a Tyrus Thomas mais minutos em quadra, ele que nos últimos jogos mostrou boa evolução.

Já o Sacramento abriu mão de Miller porque acabou de acertar com Calvin Booth, ex-Minnesota. Kenny Natt, treinador da equipe, aposta em Booth e Gooden para trancar o garrafão do time californiano no final desta temporada. Sei não.

Sobre Salmons e Noce, o estadunidense vem jogando mais do que o argentino no momento, mas o sul-americano pode ser bem valioso se recuperar a vontade de jogar. Mas neste primeiro momento, Salmons é mais produtivo.

Sem contar que o ex-jogador do Kings tem um ótimo aproveitamento nas bolas de três: 41.8%. Noce, nesta temporada, tem 37.8% de acerto.

E mais: Salmons é opção para a ala e para a armação das jogadas. E tem ainda mais um ano de contrato, o que vai facilitar a negociação com Gordon, cujo acordo com o Bulls termina ao final deste campeonato. Se não houver consenso, Salmons surge como opção para uma possível saída de Gordon.

Num primeiro momento, portanto, o Chicago levou a melhor nesta troca.

O Bulls conseguiu também se livrar de Larry Hughes, inútil ala/armador que só trabalho dava à comissão técnica com suas reclamações, baixo aproveitamento e comportamento impertinente.

Mandou-o para o New York e recebeu Tim Thomas, que no próprio Bulls jogou metade da temporada 05-06. Vem para a vaga de Drew Gooden, mas não para subtrair minutos de Tyrus Thomas, creio eu.

Pegou do time da Big Apple, também, o pivô Jerome James, que pouco – ou nada –acrescentará nessa negociação.

Em contrapartida, Hughes tem tudo para se dar bem no esquema alucinado de jogo que o técnico Mike D’Antoni impõe a seus times. Jogo rápido, de transição defesa-ataque. Hughes tem essa característica e pode recuperar o amor pelo trabalho, que ele perdeu enquanto esteve em Chicago.

RODADA

Pior do que perder para o Utah em Salt Lake City foi perder Kevin Garnett. E não se sabe por quanto tempo.

O ala/pivô do Celtics subiu para uma ponte-aérea a 1:05 minuto do final do segundo quarto quando, durante o movimento para a impulsão, torceu o joelho direito. O jogador (foto AP) será avaliado ainda hoje pelo DM do Boston para ver a extensão da lesão.

Todos torcem para que os ligamentos não tenham sido afetados. Se foram, a temporada pode ir para o espaço.

Isso ficou claro no derrota de ontem diante do Jazz. Sem Garnett – jogou um quarto de hora apenas –, não poderia mesmo da outra: o Utah venceu por 90-85, novamente sem Carlos Boozer.

A princípio, pode ter sido apenas um susto. Tanto que KG se aqueceu para retornar no terceiro quarto, mas foi convencido a ficar do lado de fora.

Precaução.

Pois bem, este cuidado extra custou uma corrida de 30-19 do Utah no último quarto que acabou por representar a derrota do Celtics.

O Celtics sem Garnett é como o Lakers sem Kobe Bryant, o Cleveland sem LeBron James, o San Antonio sem Tim Duncan e o Orlando sem Dwight Howard.

Como disse anteriormente, a temporada vai para o espaço.

Por falar em Timmy, o Spurs venceu o Pistons em Detroit. Nada de outro mundo, certo?

Certo.

E por que então falar do jogo?

Bem, primeiro porque a bancada texana é forte em nosso botequim; segundo, porque o time colocou um ponto final numa sequência nanica de derrotas para times inexpressivos.

O San Antonio havia sido derrotado pelo Toronto (sem Chris Bosh e ainda sem Shawn Marion), no Canadá, por 91-89, isso na quarta-feira da semana passada. Na terça desta semana, nova derrota, agora para o instável New York, na cidade que nunca adormece, por 112-107.

Resultados que jogaram os texanos para a terceira posição no Oeste, atrás do Denver. O posicionamento pode trazer implicações sérias nos playoffs, porque numa suposta semifinal entre os dois, se o Nuggets tiver a vantagem de quadra, tem grande possibilidade de eliminar o Spurs.

Mas a vitória, como disse, veio em boa hora – e mesmo sem Manu Ginobili, que deve ficar de fora de duas a três semanas por causa de uma lesão no tornozelo.

Quanto ao jogo, os arremessos de três mataram o Detroit. O time acertou apenas dois dos 12 lançados, um aproveitamento desolador de 16.7%.

Quem mandou ser teimoso, não é mesmo?

DESFALQUE

Amaré Stoudemire (foto AP) deve perder o resto da temporada. Isso porque o jogador do Phoenix vai ser submetido nesta sexta-feira a uma cirurgia para reparar uma lesão na retina do olho direito.

A lesão ocorreu no jogo da última quarta-feira, em Los Angeles, na vitória sobre o Clippers.

O bom da história é que a lesão, apesar de grave, não vai custar nada ao jogador. Amaré, depois da cirurgia, vai recuperar 100% da potência de sua visão.

E o Phoenix, como fica?

Esquece, só na próxima temporada, pois esta foi para os quiabos.

O Utah, aliás, agradece tamanha generosidade do destino.

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009 NBA | 15:06

KOBE FAZ HISTÓRIA NO TEMPLO DO BASQUETE

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Kobe Bryant não poderia ter escolhido melhor palco para bater seu recorde de pontos nesta temporada. E ao fazê-lo, entrou para a história do Madison Square Garden como o jogador a obter a pontuação máxima no templo sagrado do basquete norte-americano.

O Garden nova-iorquino é o Maracanã do basquete mundial. Um lugar mítico.

Por isso, os 61 pontos que Kobe anotou no triunfo do Lakers sobre o New York por 126-117 reluzem com mais intensidade se fossem anotados em qualquer outro ginásio do planeta.

Foram, na verdade, dois os recordes que KB quebrou:

1) O de maior número de pontos no ginásio do Knicks, superando a performance ofensiva do ala Bernard King, que em 25 de dezembro de 1984 tinha anotado 60 pontos com a camisa nova-iorquina;

2) O de maior número de pontos marcados por um jogador adversário do New York, superando 0s 55 tentos de Michael Jordan, que voltava à NBA com a camisa 45 do Chicago em 28 de março de 1995 depois de uma temporada e meia de afastamento.

Kobe (foto Reuters) barbarizou ontem à noite em Nova York.

Com certeza, sentiu-se estimulado pelos gritos que vinham de grande parte de todas as 19.763 poltronas do veterano ginásio norte-americano, que foram ocupadas em sua totalidade.

Sim, mesmo em Nova York, o Lakers parecia ter mais torcida do que o Knicks.

Já disse aqui neste botequim que o time da Big Apple é o Corinthians da NBA por causa do fanatismo de seus torcedores; e que o Lakers é o Flamengo pela sua popularidade.

Portanto, seria o mesmo que ver o time do Rio jogando no Pacaembu contra o Corinthians e dividir o estádio paulistano ao meio.

Foi mais ou menos o que aconteceu ontem na Big Apple.

O ápice deu-se ainda no segundo quarto, quando Kobe foi para a linha do lance livre e metade do ginásio começou a gritar: “MVP, MVP, MVP”.

Kobe sentiu-se, seguramente, no Staples Center de Los Angeles.

Inesquecível.

FRASE

“É uma benção você fazer o que gosta e viver momentos como este” — Kobe Bryant.

TROCA

Mitch Kupchak não pode perder tempo se ele quiser ver o Lakers campeão nesta temporada. Uma troca urgente tem que ser feita para compensar a ausência de Andrew Bynum.

Quem pegar?

Jermaine O’Neal; afinal, o pivô do Toronto não quer mais ficar no Canadá e já deixou isso bem claro.

A troca teria, necessariamente, que envolver Lamar Odom, pois é um jogador caro para o Lakers e que seria um atrativo e tanto para o Raptors.

E para fechar a acordo, pois O’Neal (foto AP) ganha mais do que Odom, o Lakers colocaria Vladimir Radmanovic no negócio.

Seria perfeito, pois o pivô canadense e o ala californiano têm apenas esta temporada de contrato. Rad tem ainda outra, mas talvez o sérvio seja útil ao Raptors e valha a pena sustentá-lo por mais um campeonato.

É questão de tentar – e convencer os canadenses.

Não acho um negócio tão difícil de ser concretizado.

Alguém pode dizer que Odom pode opor-se à troca. Então, digo eu, que vá chorar na cama que é lugar quente, pois ele não tem no contrato nenhuma cláusula que dá-lhe poder de veto em um negócio envolvendo seu nome.

OUTRO?

Olhando assim, à primeira vista, parece que o Orlando fraquejou diante de um time mais fraco. Mas isso para quem não acompanhou a partida.

O que de fato aconteceu na derrota do Magic para o Dallas (105-95) foi que o armador Jameer Nelson deixou o confronto ainda no terceiro quarto, contundido. E isso teve um peso enorme no resultado final.

O lance aconteceu quando o cronômetro da Amway Arena mostrava que faltavam 9:11 minutos para o final do período referido. O pivô – desculpem o trocadilho –, do “crime” foi Eric Dampier. O grandalhão do Mavs, após perder a bola para o armador do time da Flórida, jogou-o, vamos dizer, involuntariamente, ao chão.

Resultado: Jameer deslocou o ombro direito e não mais voltou ao jogo.

Naquele momento, é bom dizer também, o Dallas vencia por 56-51.

Sem Nelson, os texanos tiveram um caminho mais suave até a buzina tocar definitivamente.

Amanhã (quinta-feira), o baixinho do Orlando (1m83) vai fazer uma ressonância no local. Todos cruzam os dedos e esperam que nenhum ligamento tenha sido afetado.

Afinal de contas, ainda lateja na memória de todos a contusão de Andrew Bynum.

INCOMPREENSÃO

Confesso que não vi o jogo do Phoenix. Baseio-me nos relatos que leio na internet.

Quer dizer então que depois de ter feito 32 pontos diante do Chicago e ter sido o único jogador a se salvar da mediocridade (o time foi derrotado, em casa, por 122-111), o prêmio foi jogar apenas 15 minutos diante do Sacramento?

O resultado desta sovinice do técnico Terry Porter foi que o paulistano fez apenas 11 pontos ontem diante do Kings. Mas seu aproveitamento foi muito bom nos arremessos: 50% (3-6).

Desta meia dúzia de tiros, um deles foi um triplo que acertou o alvo.

Nos lances livres, 4-4.

Leandrinho (foto AP), se toca, meu velho, põe a cabeça para funcionar.

BRONCA

A barra pesou para o lado do técnico Terry Porter antes do jogo contra o Sacramento. O dono da franquia, Robert Sarver, e o GM do Suns, Steve Kerr, chamaram o treinador no cantão para uma conversa.

Bem, conversa é a maneira de falar, pois na reunião Sarver e Kerr falaram cobras e lagartos para Porter.

O que eu acho?

Que o castigo verbal não deveria ser aplicado apenas ao técnico; Kerr também teria que ser admoestado severamente.

Afinal, não foi ele quem engendrou esse time tétrico e contratou esse treinador pavoroso?

Enfim, parece que a paciência de Sarver está esgotando-se.

O resultado imediato da bronca foi que o time surrou o Sacramento por 129-81.

Mas não se deixem enganar: foi o Sacramento.

PERIGO

O San Antonio precisou de uma prorrogação para bater o Golden State por 110-105. Warriors que somou apenas 15 vitórias na competição e já apanhou em 34 oportunidades, tendo um parco aproveitamento de 30.6%.

São estas exibições que me deixam com um pé atrás em relação ao Spurs. Os adversários, já observei isso, não entram mais em quadra temerosos e creditando ao acaso uma possível vitória diante do San Antonio.

Nada disso; hoje, muitos encaram os texanos certos de que podem dobrar o tetracampeão da NBA. Não importa se dentro ou fora de casa.

O San Antonio tem 14 derrotas no campeonato; a metade delas dentro do AT&T Center.

Ontem, na Baía de São Francisco, o time estava completo. Não tinha ninguém suspenso ou doente.

A única nota digna de destaque foi o desempenho de Tim Duncan, o veterano zelador do garrafão do Spurs. Timmy fez 32 pontos, sua maior pontuação na temporada, e ainda pegou 15 rebotes.

Foi fundamental na recuperação da equipe no último quarto, quando levou o time nas costas e descontou uma diferença de 12 pontos em favor dos anfitriões.

O Golden State engrossou para o San Antonio, pois é…

Alguém pode dizer: engrossou mas não ganhou, ao contrário do que ocorreu com o Boston.

Verdade, mas aquele foi um momento ruim do Celtics na competição. O oposto ocorre com o San Antonio, que tem andado de mãos dados com o mau desempenho em muitos dos confrontos deste campeonato.

Por essas e por outras que eu acho que o time para diante do Lakers nos playoffs do Oeste.

HABILIDADE

A NBA divulgou ontem os quatro jogadores que vão participar do desafio de habilidades na noite de sábado.

São eles: Devin Harris (New Jersey[foto AP]), Jameer Nelson (Orlando), Tony Parker (San Antonio) e Derrick Rose (Chicago).

Se você não está familiarizado com o concurso, ele consiste em superar obstáculos passando, driblando e arremessando. Parece um campo de minigolfe, daqueles que as crianças tanto gostam; aliás, nem sei se eles ainda existem, pois meus filhos já são adultos.

Bem, são duas rodadas para cada um dos jogadores. Quem passar pelos obstáculos no menor tempo possível, avança para a semifinal e ganha o título aquele que bater não só as dificuldades, mas o relógio também.

Já ouvi opiniões contrárias ao evento aqui neste botequim, mas confesso que eu acho bem legal.

O concurso existe desde 2003, quando o “All-Star Weekend” foi disputado em Atlanta.

Os vencedores até o momento são os seguintes:

2003 – Jason Kidd (New Jersey)
2004 – Baron Davis (New Orleans)
2005 – Steve Nash (Phoenix)
2006 – Dwyane Wade (Miami)
2007 – Dwyane Wade (Miami)
2008 – Deron Williams (Utah)

OBS: Nelson, contundido no ombro, como vimos, provavelmente não participará do evento.

LUTO

Michelle Splitter, irmã do pivô Tiago Splitter, morreu ontem vítima de leucemia.

Num primeiro momento, Michelle tinha se recuperado da doença. Mas, infelizmente, ela voltou e não deu chances à menina de apenas 19 anos.

Como Tiago, também jogava basquete; como o irmão, também era alta; como o primogênito, também era talentosa.

Que Deus a proteja e console a família neste momento de dor.

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  1. SÓ NO BASQUETE; SÓ NA NBA
  2. MAIS UMA DERROTA DO BASQUETE BRASILEIRO
  3. KOBE E LAKERS PROVAM QUE SÃO MELHORES
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , ,

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