02/11/2009 - 12:14
O Denver construiu ontem à noite sua terceira vitória na temporada. Bateu o Memphis por 133-123; não foi fácil.
O time do Tennessee vendeu caro a vitória. OJ Mayo esteve impossível em quadra: anotou 40 pontos para o Grizzlies; poderia ter roubado a vitória do Denver.
É, mas do outro lado havia Carmelo Anthony. O ala do Denver marcou nada menos do que 42 pontos e comandou o time colorado.
Melo é o cestinha do campeonato até o momento com uma média de 37.7 pontos por jogo! Muita coisa.
Nas três partidas disputadas até agora, sua menor produção foi na contenda de estréia, quando marcou “apenas” 30 pontos frente ao Utah. Na sequência, anotou 41 contra o Portland, fora de casa — e fez 42 ontem, como vimos.
ECO
É claro que a vitória do Denver não se resumiu aos 42 pontos de Carmelo Anthony. Seu jogo reverberou em seus companheiros.
Outros quatro atletas do Nuggets terminaram a partida com um duplo dígito na pontuação. A saber: Chauncey Billups 22, Nenê Hilário 18, Kenyon Martin 16 e Chris Andersen 12.
Mais do que isso: o Denver foi um time solidário em quadra. Fez 36 assistências contra 27 do Memphis.
BRASUCA
Nenê realizou uma grande partida. Não apenas pelos 18 pontos marcados, mas também pelo seu aproveitamento nos arremessos: acertou os seis tentados (100%).
Além disso, apanhou nove rebotes e deu seis assistências. Quase um “triple-double”? Não, ficou um pouco longe.
Mas quase saiu mais cedo do jogo: cometeu cinco faltas. Nenê precisa resolver esta questão, pois, como sempre digo, ele é importante para o time em quadra e não sentado no banco.
DEFESA
Kobe Bryant fez 41 pontos na vitória do Lakers diante do Atlanta por 118-110. Mas o nome do jogo foi Ron Artest.
Phil Jackson, ao ver Joe Johnson anotar 18 pontos no primeiro quarto do jogo, chamou Artest e disse que ele teria que conter o avanço inimigo.
Não deu outra: nos três quartos seguintes, com Artest fungando no cangote, JJ anotou apenas nove pontos.
E assim o Lakers construiu sua segunda vitória na competição.
Se alguém tinha dúvida se a troca de Artest por Trevor Ariza foi boa ou não, creio que depois do que foi mostrado ontem no Staples Center de Los Angeles essa dúvida dissipou-se.
VITÓRIA
Vocês se lembram do Toronto, que na segunda rodada deu uma sova no Cleveland em seu Air Canadá Centre? Pois bem: ontem, no mesmo palco, o Orlando, outro dos favoritos ao título, foi lá e venceu.
E mesmo sem Vince Carter, lesionado no tornozelo.
A vitória tem que ser creditada para os armadores do time: Jameer Nelson e JJ Redick. O primeiro fez 30 pontos, o segundo, 27.
Ah, sim, o Orlando jogou não apenas sem Carter, mas também sem Rashard Lewis, que segue suspenso pela NBA.
Quando esses quatro estiverem ao mesmo tempo em quadra, sai debaixo.
Os que apontaram o Orlando como um dos favoritos ao título do Leste, esfregam as mãos neste momento. O Magic, realmente, encanta com seu jogo sólido e equilibrado.
ROTINA

O Boston venceu novamente. Chegou a seu quarto triunfo nesta temporada, onde permanece invicto.
Diante dos fãs em seu TD Garden, o Celtics impôs-se ao New Orleans ao fazer 97-87.
Deem uma olhada nas pontuações: Paul Pierce 27, Ray Allen 17, Kevin Garnett 14 e Kendrick Perkins e Rasheed Wallace com 12 pontos cada um.
Podemos chamar isso de socialismo alaranjado?
Creio que sim.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Atlanta, Boston, Carmelo Anthony, Celtics, Denver, Jameer Nelson, JJ Reddick, Joe Johnson, kevin garnett, Kobe Bryant, Lakers, Magic, NBA, Nenê Hilário, Nuggets, O. J. Mayo, Orlando, Paul Pierce, Ray Allen, Ron Artest, Vince Carter
02/06/2009 - 17:47
Jameer Nelson já está treinando. Seu ombro direito está refeito, não dói mais. Ele arremessa normalmente e corre pra lá e pra cá sem qualquer problema, pois foi liberado pelo médico do Orlando para o treinamento.
Isso, dois meses antes do prazo previsto.
Jameer (foto AP) participou ontem normalmente do coletivo – vamos dizer assim, pois é uma palavra que a gente entende bem o que significa. Treinou no time reserva.
Está confiante, não teme cair e ferir novamente o ombro então lesionado.
Jameer contundiu o local no dia 2 de fevereiro passado, em Orlando, numa partida do Magic contra o Dallas. Um dia depois, o médico da franquia disse que o armador tinha chegado ao fim da linha nesta temporada; no dia 19, fez a cirurgia.
Por isso mesmo, o time foi buscar Rafer Alston no Houston. Ótima aquisição, diga-se.
Mas agora Nelson está cutucando Stan Van Gundy. Quer jogar; prova em quadra, durante os treinos, que merece a chance.
O problema é que o jogador ainda não conseguiu convencer o treinador de que realmente pode entrar em quadra novamente. Se optar por ele, Van Gundy vai ter que tirar um jogador do “roster”.
E se tirar um jogador e Jameer não suportar a intensidade do jogo, o time ficará com 11 e não 12 jogadores.
É aí que reside a dúvida de Van Gundy.
PREVISÕES
Por idéia do Fábio Pira, estamos computando os palpites dos fregueses deste botequim quanto ao campeão e o placar desta série final da NBA.
Até agora chegaram 57 votos. Todos foram devidamente computados.
A maioria dos fregueses deste blog acredita em vitória do Lakers com placar final da série em 4-2.
O resultado, de momento, é o seguinte:
– Lakers 4-2 = 23 votos
– Orlando 4-2 = 14 votos
– Lakers 4-3 = 9 votos
– Orlando 4-1 = 5 votos
– Lakers 4-1 = 3 votos
– Orlando 4-3 = 1 voto
– Lakers 4-0 = 1 voto
– Orlando 4-0 – 1 voto
Ou seja: 36 frequentadores deste botequim acreditam que o Lakers será campeão; 21 apostam no Orlando.
Continuem votando, mas vamos votar até quinta-feira. A hora que a bola subir os votos não serão mais computados.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Jameer Nelson, Magic, Orlando, Stan Van Gundy
20/02/2009 - 16:19
A data limite de trocas da NBA acabou ontem às 18h de Nova York. Nenhuma grande negociação ocorreu, tipo Shaquille O’Neal no Cleveland, Amaré Stoudemire no Chicago, por exemplo.
O melhor negócio, a meu ver, foi o Orlando quem fez, mas não vejo esta repercussão na mídia norte-americana. Sem mais poder contar com o armador Jameer Nelson nesta temporada – fez ontem uma cirurgia no ombro e só vai voltar na próxima temporada –, o Magic foi até Houston e contratou o armador Rafer Alston.
Para isso, o time da Flórida deu seu limitadíssimo ala/pivô Brian Cook – e por isso mesmo pouco utilizado. Com essa transação, o Orlando deixa bem claro que sente-se capaz de ganhar o título desta temporada.
Não foi ao muro das lamentações chorar a perda de Nelson e projetar a próxima temporada, quando o armador estiver de volta. Nada disso: saiu às compras atrás de um regente para seu time.
E conseguiu.
Alston (foto AP) tem 11.5 pontos e 5.4 assistências de média nesta competição. Está em sua 10ª. temporada na NBA.
Perambulou e muito pela liga. Jogou no Milwaukee, Toronto, Miami e por último o Houston.
Lembro-me de uma matéria que a revista norte-americana “SLAM” fez com Alston quando ele ainda era jogador de Fresno State (Califórnia), time universitário dirigido por Jerry “Tark the Shark” Tarkanian. O magazine apontava Alston como o futuro maior armador da NBA – um dos maiores de todos os tempos.
Não rolou, mas Alston pode ser apontado, tranquilamente, como um armador confiável, capaz de conduzir um time em quadra rumo, quem sabe, ao título da NBA, desde que conte com parceiros de nível, o que é o caso, pois o Orlando tem Dwight Howard, Rashard Lewis e Hedo Turkoglu.
A ausência de Nelson, portanto, a meu ver, foi muito bem resolvida pelo Orlando.
Quanto ao Houston, pega um jogador (Cook) que tem ainda mais um ano de contrato – com direito de opção do atleta e não da franquia – e que não deve ficar para a próxima temporada. E um draft deste ano.
O recrutamento vindo do Orlando não será alto, pois o Magic vai acabar entre os primeiros. Mas isso não significa muita coisa, pois basta lembrar que Manu Ginobili foi a 57ª. escolha de 1999 pelo San Antonio.
E para o lugar de Alston, o Rockets pegou Kyle Lowry, ex-armador do Memphis. Jogador com bom potencial, boa aposta.
Outro time que se movimentou com intensidade nestes últimos dias foi o Chicago. Aborrecido com a situação da equipe na competição e sem perspectiva de melhora, o Bulls limou alguns jogadores que realmente não rendiam o que deles se esperava.
Andres Nocioni era quem mais decepcionava. O Chicago renovou seu contrato na temporada passada e pagou um dinheirão por isso.
Mas Andrecito não conseguiu mais jogar. Parece que se acomodou com os milhões de dólares na conta bancária.
Por isso mesmo, o Bulls ofereceu-o ao Sacramento numa troca que ainda envolveu o ala/pivô Drew Gooden – e de quebra o pivô Michael Ruffin, que nem tinha jogado ainda esta temporada por causa de uma contusão.
O Kings arregalou os olhos quando viu o argentino e o jogador mais feio da NBA na porta de sua sede. Aceitou dar ao Bulls o veteraníssimo pivô Brad Miller – que jogou uma temporada e meia na cidade dos ventos, entre 00-02 – e o ala John Salmons.
Comentei ontem a troca aqui neste botequim. E minha idéia a respeito do negócio mudou um pouco: Miller (foto AP) por Gooden não foi trocar apenas trocar seis por meia dúzia, pois Miller é uma ótima opção nos tiros de três, o que faz abrir a defesa adversária e possibilitar as infiltrações de Derrick Rose e Ben Gordon, situação que Gooden jamais ofereceu aos dois ex-companheiros.
Além disso, esta troca vai possibilitar a Tyrus Thomas mais minutos em quadra, ele que nos últimos jogos mostrou boa evolução.
Já o Sacramento abriu mão de Miller porque acabou de acertar com Calvin Booth, ex-Minnesota. Kenny Natt, treinador da equipe, aposta em Booth e Gooden para trancar o garrafão do time californiano no final desta temporada. Sei não.
Sobre Salmons e Noce, o estadunidense vem jogando mais do que o argentino no momento, mas o sul-americano pode ser bem valioso se recuperar a vontade de jogar. Mas neste primeiro momento, Salmons é mais produtivo.
Sem contar que o ex-jogador do Kings tem um ótimo aproveitamento nas bolas de três: 41.8%. Noce, nesta temporada, tem 37.8% de acerto.
E mais: Salmons é opção para a ala e para a armação das jogadas. E tem ainda mais um ano de contrato, o que vai facilitar a negociação com Gordon, cujo acordo com o Bulls termina ao final deste campeonato. Se não houver consenso, Salmons surge como opção para uma possível saída de Gordon.
Num primeiro momento, portanto, o Chicago levou a melhor nesta troca.
O Bulls conseguiu também se livrar de Larry Hughes, inútil ala/armador que só trabalho dava à comissão técnica com suas reclamações, baixo aproveitamento e comportamento impertinente.
Mandou-o para o New York e recebeu Tim Thomas, que no próprio Bulls jogou metade da temporada 05-06. Vem para a vaga de Drew Gooden, mas não para subtrair minutos de Tyrus Thomas, creio eu.
Pegou do time da Big Apple, também, o pivô Jerome James, que pouco – ou nada –acrescentará nessa negociação.
Em contrapartida, Hughes tem tudo para se dar bem no esquema alucinado de jogo que o técnico Mike D’Antoni impõe a seus times. Jogo rápido, de transição defesa-ataque. Hughes tem essa característica e pode recuperar o amor pelo trabalho, que ele perdeu enquanto esteve em Chicago.
RODADA
Pior do que perder para o Utah em Salt Lake City foi perder Kevin Garnett. E não se sabe por quanto tempo.
O ala/pivô do Celtics subiu para uma ponte-aérea a 1:05 minuto do final do segundo quarto quando, durante o movimento para a impulsão, torceu o joelho direito. O jogador (foto AP) será avaliado ainda hoje pelo DM do Boston para ver a extensão da lesão.
Todos torcem para que os ligamentos não tenham sido afetados. Se foram, a temporada pode ir para o espaço.
Isso ficou claro no derrota de ontem diante do Jazz. Sem Garnett – jogou um quarto de hora apenas –, não poderia mesmo da outra: o Utah venceu por 90-85, novamente sem Carlos Boozer.
A princípio, pode ter sido apenas um susto. Tanto que KG se aqueceu para retornar no terceiro quarto, mas foi convencido a ficar do lado de fora.
Precaução.
Pois bem, este cuidado extra custou uma corrida de 30-19 do Utah no último quarto que acabou por representar a derrota do Celtics.
O Celtics sem Garnett é como o Lakers sem Kobe Bryant, o Cleveland sem LeBron James, o San Antonio sem Tim Duncan e o Orlando sem Dwight Howard.
Como disse anteriormente, a temporada vai para o espaço.
Por falar em Timmy, o Spurs venceu o Pistons em Detroit. Nada de outro mundo, certo?
Certo.
E por que então falar do jogo?
Bem, primeiro porque a bancada texana é forte em nosso botequim; segundo, porque o time colocou um ponto final numa sequência nanica de derrotas para times inexpressivos.
O San Antonio havia sido derrotado pelo Toronto (sem Chris Bosh e ainda sem Shawn Marion), no Canadá, por 91-89, isso na quarta-feira da semana passada. Na terça desta semana, nova derrota, agora para o instável New York, na cidade que nunca adormece, por 112-107.
Resultados que jogaram os texanos para a terceira posição no Oeste, atrás do Denver. O posicionamento pode trazer implicações sérias nos playoffs, porque numa suposta semifinal entre os dois, se o Nuggets tiver a vantagem de quadra, tem grande possibilidade de eliminar o Spurs.
Mas a vitória, como disse, veio em boa hora – e mesmo sem Manu Ginobili, que deve ficar de fora de duas a três semanas por causa de uma lesão no tornozelo.
Quanto ao jogo, os arremessos de três mataram o Detroit. O time acertou apenas dois dos 12 lançados, um aproveitamento desolador de 16.7%.
Quem mandou ser teimoso, não é mesmo?
DESFALQUE
Amaré Stoudemire (foto AP) deve perder o resto da temporada. Isso porque o jogador do Phoenix vai ser submetido nesta sexta-feira a uma cirurgia para reparar uma lesão na retina do olho direito.
A lesão ocorreu no jogo da última quarta-feira, em Los Angeles, na vitória sobre o Clippers.
O bom da história é que a lesão, apesar de grave, não vai custar nada ao jogador. Amaré, depois da cirurgia, vai recuperar 100% da potência de sua visão.
E o Phoenix, como fica?
Esquece, só na próxima temporada, pois esta foi para os quiabos.
O Utah, aliás, agradece tamanha generosidade do destino.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Amaré Stoudemire, Andres Nocioni, Boston, Brad Miller, Bulls, Celtics, Chicago, Drew Gooden, Jameer Nelson, John Salmons, kevin garnett, Knicks, Kyle Lowry, Larry Hughes, Magic, New York, Orlando, Phoenix, Rafer Alston, suns, Tim Duncan, Tim Thomas
03/02/2009 - 15:06
Kobe Bryant não poderia ter escolhido melhor palco para bater seu recorde de pontos nesta temporada. E ao fazê-lo, entrou para a história do Madison Square Garden como o jogador a obter a pontuação máxima no templo sagrado do basquete norte-americano.
O Garden nova-iorquino é o Maracanã do basquete mundial. Um lugar mítico.
Por isso, os 61 pontos que Kobe anotou no triunfo do Lakers sobre o New York por 126-117 reluzem com mais intensidade se fossem anotados em qualquer outro ginásio do planeta.
Foram, na verdade, dois os recordes que KB quebrou:
1) O de maior número de pontos no ginásio do Knicks, superando a performance ofensiva do ala Bernard King, que em 25 de dezembro de 1984 tinha anotado 60 pontos com a camisa nova-iorquina;
2) O de maior número de pontos marcados por um jogador adversário do New York, superando 0s 55 tentos de Michael Jordan, que voltava à NBA com a camisa 45 do Chicago em 28 de março de 1995 depois de uma temporada e meia de afastamento.
Kobe (foto Reuters) barbarizou ontem à noite em Nova York.
Com certeza, sentiu-se estimulado pelos gritos que vinham de grande parte de todas as 19.763 poltronas do veterano ginásio norte-americano, que foram ocupadas em sua totalidade.
Sim, mesmo em Nova York, o Lakers parecia ter mais torcida do que o Knicks.
Já disse aqui neste botequim que o time da Big Apple é o Corinthians da NBA por causa do fanatismo de seus torcedores; e que o Lakers é o Flamengo pela sua popularidade.
Portanto, seria o mesmo que ver o time do Rio jogando no Pacaembu contra o Corinthians e dividir o estádio paulistano ao meio.
Foi mais ou menos o que aconteceu ontem na Big Apple.
O ápice deu-se ainda no segundo quarto, quando Kobe foi para a linha do lance livre e metade do ginásio começou a gritar: “MVP, MVP, MVP”.
Kobe sentiu-se, seguramente, no Staples Center de Los Angeles.
Inesquecível.
FRASE
“É uma benção você fazer o que gosta e viver momentos como este” — Kobe Bryant.
TROCA
Mitch Kupchak não pode perder tempo se ele quiser ver o Lakers campeão nesta temporada. Uma troca urgente tem que ser feita para compensar a ausência de Andrew Bynum.
Quem pegar?
Jermaine O’Neal; afinal, o pivô do Toronto não quer mais ficar no Canadá e já deixou isso bem claro.
A troca teria, necessariamente, que envolver Lamar Odom, pois é um jogador caro para o Lakers e que seria um atrativo e tanto para o Raptors.
E para fechar a acordo, pois O’Neal (foto AP) ganha mais do que Odom, o Lakers colocaria Vladimir Radmanovic no negócio.
Seria perfeito, pois o pivô canadense e o ala californiano têm apenas esta temporada de contrato. Rad tem ainda outra, mas talvez o sérvio seja útil ao Raptors e valha a pena sustentá-lo por mais um campeonato.
É questão de tentar – e convencer os canadenses.
Não acho um negócio tão difícil de ser concretizado.
Alguém pode dizer que Odom pode opor-se à troca. Então, digo eu, que vá chorar na cama que é lugar quente, pois ele não tem no contrato nenhuma cláusula que dá-lhe poder de veto em um negócio envolvendo seu nome.
OUTRO?
Olhando assim, à primeira vista, parece que o Orlando fraquejou diante de um time mais fraco. Mas isso para quem não acompanhou a partida.
O que de fato aconteceu na derrota do Magic para o Dallas (105-95) foi que o armador Jameer Nelson deixou o confronto ainda no terceiro quarto, contundido. E isso teve um peso enorme no resultado final.
O lance aconteceu quando o cronômetro da Amway Arena mostrava que faltavam 9:11 minutos para o final do período referido. O pivô – desculpem o trocadilho –, do “crime” foi Eric Dampier. O grandalhão do Mavs, após perder a bola para o armador do time da Flórida, jogou-o, vamos dizer, involuntariamente, ao chão.
Resultado: Jameer deslocou o ombro direito e não mais voltou ao jogo.
Naquele momento, é bom dizer também, o Dallas vencia por 56-51.
Sem Nelson, os texanos tiveram um caminho mais suave até a buzina tocar definitivamente.
Amanhã (quinta-feira), o baixinho do Orlando (1m83) vai fazer uma ressonância no local. Todos cruzam os dedos e esperam que nenhum ligamento tenha sido afetado.
Afinal de contas, ainda lateja na memória de todos a contusão de Andrew Bynum.
INCOMPREENSÃO
Confesso que não vi o jogo do Phoenix. Baseio-me nos relatos que leio na internet.
Quer dizer então que depois de ter feito 32 pontos diante do Chicago e ter sido o único jogador a se salvar da mediocridade (o time foi derrotado, em casa, por 122-111), o prêmio foi jogar apenas 15 minutos diante do Sacramento?
O resultado desta sovinice do técnico Terry Porter foi que o paulistano fez apenas 11 pontos ontem diante do Kings. Mas seu aproveitamento foi muito bom nos arremessos: 50% (3-6).

Desta meia dúzia de tiros, um deles foi um triplo que acertou o alvo.
Nos lances livres, 4-4.
Leandrinho (foto AP), se toca, meu velho, põe a cabeça para funcionar.
BRONCA
A barra pesou para o lado do técnico Terry Porter antes do jogo contra o Sacramento. O dono da franquia, Robert Sarver, e o GM do Suns, Steve Kerr, chamaram o treinador no cantão para uma conversa.
Bem, conversa é a maneira de falar, pois na reunião Sarver e Kerr falaram cobras e lagartos para Porter.
O que eu acho?
Que o castigo verbal não deveria ser aplicado apenas ao técnico; Kerr também teria que ser admoestado severamente.
Afinal, não foi ele quem engendrou esse time tétrico e contratou esse treinador pavoroso?
Enfim, parece que a paciência de Sarver está esgotando-se.
O resultado imediato da bronca foi que o time surrou o Sacramento por 129-81.
Mas não se deixem enganar: foi o Sacramento.
PERIGO
O San Antonio precisou de uma prorrogação para bater o Golden State por 110-105. Warriors que somou apenas 15 vitórias na competição e já apanhou em 34 oportunidades, tendo um parco aproveitamento de 30.6%.
São estas exibições que me deixam com um pé atrás em relação ao Spurs. Os adversários, já observei isso, não entram mais em quadra temerosos e creditando ao acaso uma possível vitória diante do San Antonio.
Nada disso; hoje, muitos encaram os texanos certos de que podem dobrar o tetracampeão da NBA. Não importa se dentro ou fora de casa.
O San Antonio tem 14 derrotas no campeonato; a metade delas dentro do AT&T Center.
Ontem, na Baía de São Francisco, o time estava completo. Não tinha ninguém suspenso ou doente.
A única nota digna de destaque foi o desempenho de Tim Duncan, o veterano zelador do garrafão do Spurs. Timmy fez 32 pontos, sua maior pontuação na temporada, e ainda pegou 15 rebotes.
Foi fundamental na recuperação da equipe no último quarto, quando levou o time nas costas e descontou uma diferença de 12 pontos em favor dos anfitriões.
O Golden State engrossou para o San Antonio, pois é…
Alguém pode dizer: engrossou mas não ganhou, ao contrário do que ocorreu com o Boston.
Verdade, mas aquele foi um momento ruim do Celtics na competição. O oposto ocorre com o San Antonio, que tem andado de mãos dados com o mau desempenho em muitos dos confrontos deste campeonato.
Por essas e por outras que eu acho que o time para diante do Lakers nos playoffs do Oeste.
HABILIDADE
A NBA divulgou ontem os quatro jogadores que vão participar do desafio de habilidades na noite de sábado.
São eles: Devin Harris (New Jersey[foto AP]), Jameer Nelson (Orlando), Tony Parker (San Antonio) e Derrick Rose (Chicago).
Se você não está familiarizado com o concurso, ele consiste em superar obstáculos passando, driblando e arremessando. Parece um campo de minigolfe, daqueles que as crianças tanto gostam; aliás, nem sei se eles ainda existem, pois meus filhos já são adultos.
Bem, são duas rodadas para cada um dos jogadores. Quem passar pelos obstáculos no menor tempo possível, avança para a semifinal e ganha o título aquele que bater não só as dificuldades, mas o relógio também.
Já ouvi opiniões contrárias ao evento aqui neste botequim, mas confesso que eu acho bem legal.
O concurso existe desde 2003, quando o “All-Star Weekend” foi disputado em Atlanta.
Os vencedores até o momento são os seguintes:
2003 – Jason Kidd (New Jersey)
2004 – Baron Davis (New Orleans)
2005 – Steve Nash (Phoenix)
2006 – Dwyane Wade (Miami)
2007 – Dwyane Wade (Miami)
2008 – Deron Williams (Utah)
OBS: Nelson, contundido no ombro, como vimos, provavelmente não participará do evento.
LUTO
Michelle Splitter, irmã do pivô Tiago Splitter, morreu ontem vítima de leucemia.
Num primeiro momento, Michelle tinha se recuperado da doença. Mas, infelizmente, ela voltou e não deu chances à menina de apenas 19 anos.
Como Tiago, também jogava basquete; como o irmão, também era alta; como o primogênito, também era talentosa.
Que Deus a proteja e console a família neste momento de dor.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Jameer Nelson, Knicks, Kobe Bryante, Lakers, leandrinho, Madison Square Garden, Magic, New York, Orlando, Phoenix, San Antonio, Spurs, suns, Tim Duncan
17/01/2009 - 12:50
Era para ter sido a noite de Kobe Bryant. Mas foi de Jameer Nelson.
O baixinho do Orlando (1m83) – desculpem o lugar comum novamente, mas nada melhor me ocorre agora – jogou basquete de gente grande. Marcou 15 de seus 28 pontos no quarto e decisivo período e definiu a partida em favor do Magic em 109-103.
Triunfou diante de um Kobe Bryant que, uma vez mais, falhou no momento final. Tido por muitos como o melhor jogador de basquete da atualidade, Kobe não tem justificado esta preferência.
Não consegue pensar o jogo de maneira correta quando ele está para se definir.
Quer fazer como Michael Jordan, que pegava a bola, colocava-a debaixo de braço e partia para a decisão. Mas MJ, além de ser melhor do que Kobe, em muitos momentos empurrava a bola decisiva para um companheiro, iludindo a marcação.
Kobe não aprendeu isso ainda – já estava na hora, não é mesmo?
Ele quer decidir. Sempre.
Parece que necessita dos holofotes todas as noites. Equivoca-se por isso.
Mas deixemos Kobe de lado e vamos correndo até Jameer (foto AP), pois o armador do Orlando, ele sim, está sob as luzes dos holofotes do Staples Center.
Eu mesmo, aqui neste botequim, disse algumas vezes que não coloco o Orlando como um dos favoritos ao título porque Nelson não me convence ainda de que pode alçar o Magic a vôos mais altos.
Mas ontem à noite ele provou a mim – e a outros incrédulos – que ele está no ponto. Não se intimidou com a camisa amarela vencedora e nem com os 18.997 torcedores que lotaram o ginásio de Los Angeles que o pressionavam na reta final.
Foi frio nos momentos decisivos, especialmente na linha do lance livre. Acertou os quatro derradeiros. Pegou rebote e deu até um toco em Kobe Bryant.
Poucos davam importância a esse catatau nascido em Chester, Pensilvânia. Talvez nem ele próprio.
Fez os quatro anos de faculdade em Saint Joseph’s. Não se atreveu a inscrever-se antes disse no “NBA Draft”.
Quem iria escolhê-lo?
Jogou, por isso, os quatro anos no basquete universitário. Acabada a faculdade, como não restava outra alternativa, tentou a liga.
Conseguiu.
Mas foi recrutado na 20ª. posição da primeira rodada do draft de 2004. Sabem por quem? Pelo Denver.
Na mesma noite, no entanto, certo de que aquele tico de gente não teria muito futuro na NBA, o Nuggets mandou-o para o Orlando em troca de um futuro draft da primeira rodada.
Errou o Denver; acertou o Orlando.
Jameer pode não ser hoje um jogador como Chauncey Billups, o atual armador do Nuggets, mas tem tudo para ser. Sem contar que tem só 26 anos e Billups está com 32.
Jameer destruiu o Lakers ontem à noite.
TRIPLE-DOUBLE
Parece incoerência de minha parte dizer que Kobe Bryant falhou na partida de ontem. Afinal, o 24 do Lakers terminou o jogo com um triplo-duplo: 28 pontos, 13 rebotes e 11 rebotes.
E nem é aquela história de que a última impressão é a que fica.
Nada disso.
Bato na mesma tecla: Kobe falhou quando tinha que ser decisivo. Escolheu ele decidir – e não conseguiu.
Talvez pudesse ter envolvido seus companheiros no final. Pau Gasol e Lamar Odom estavam quente ofensivamente no final da partida.
Entregar a um deles a responsabilidade final talvez tivesse evitado a derrota.
VARRIDA
Com o resultado de ontem, o Orlando venceu os dois jogos diante do Lakers nesta temporada regular. Já havia batido o time de Los Angeles na Flórida por 106-103 em 20 de dezembro do ano passado.
Repetiu a dose ontem.
Caso os dois times terminem a fase de classificação com a mesma campanha, a vantagem, por isso, será do Magic.
A vitória de ontem foi importante também porque coloca o Orlando na segunda posição na classificação geral da NBA.
O posicionamento dos cinco primeiros é este:
1º. Cleveland, 31-7 (81.6%);
2º. Orlando, 32-8 (80.0%);
3º. Lakers, 31-8 (79.5%);
4º. Boston, 32-9 (78.0%);
5º. Denver, 27-13 (67.5%)
O campeonato está sensacional, pontuado de grandes partidas, como a de ontem em Orlando; como foi a de San Antonio do Spurs contra o Lakers; a de Phoenix, entre Suns e o time texano; a de Los Angeles no dia de Natal que colocou frente a frente os dois líderes (naquela ocasião), Lakers e Celtics; como foi também o enfrentamento entre Cleveland e Boston há alguns dias.
E como será quando o Orlando pegar o Cleveland; quando o San Antonio visitar o Cavs, quando o Lakers jogar em Boston…
Tenho dormido pouco.
Mas está valendo a pena.
MAIS UMA
Na temporada regular do campeonato 1985-86, o Celtics perdeu apenas um jogo dentro do defunto Boston Garden. Venceu os outros 40.
É a melhor performance na história da NBA.
O Cleveland não traçou objetivos neste sentido; sua meta principal é ganhar pela primeira vez o título de campeão da NBA. Mas caminha, a passos regulares, para estabelecer novo recorde na liga: o de passar toda a fase de classificação sem perder nenhum jogo sequer como mandante.
Ontem a vítima foi o New Orleans: 92-78. O recorde agora na Quicken Loans Arena é de 20-0.
O triunfo só não foi mais amplo porque o Cavs teve sérios problemas no encontro de ontem diante do Hornets.
O time continua jogando desfalcado. Zydrunas Ilgauskas e Delonte West ficaram de fora, sendo que West estará ausente das quadras nas próximas seis semanas.
Some-se a isso o fato de que Ben Wallace, se voltou, suportou apenas 15 minutos. Anderson Varejão, além de ter jogador muito mal mais uma vez (quatro pontos e um rebote), foi eliminado na partida com seis faltas. E o outro grandalhão do time, J. J. Hickson… não jogou absolutamente nada.
Os acontecimentos negativos obrigaram o técnico Mike Brown a usar a bizarra formação com LeBron James (foto AP) no pivô e Daniel Gibson como ala/pivô em alguns momentos da partida. Bizarra porque foi saltou aos olhos o esforço do baixinho Gibson (1m88) diante de David West (2m06).
Mas não havia o que fazer dada a circunstância.
Ah, estava me esquecendo: LBJ ainda pelejou contra uma contusão no ombro, adquirida no final do primeiro tempo. Mesmo assim, marcou 29 pontos, 14 rebotes, sete assistências e três desarmes.
Mostrou, uma vez mais, que é o melhor jogador de basquete da atualidade. Supera Kobe Bryant.
Mesmo com tudo isso, o time suportou a partida e venceu um dos melhores esquadrões da NBA. Foi importante, todavia, não apenas a atuação de LBJ, mas também o desempenho do ala/armador Sasha Pavlovic.
O sérvio, que tinha média de 3.3 pontos por jogo, anotou ontem 19. E ainda apanhou seis rebotes para ajudar no esforço coletivo.
Outro fator decisivo para o Cavs foi a atuação apagada do armador Chris Paul (18 pontos e seis assistências, sem “double-double”, portanto), que fechou sua noitada fúnebre como uma expulsão já ao final do enfrentamento. Além dele, James Posey (quatro pontos) não lembra nem de longe aquele jogador decisivo das finais do ano passado.
Teve atuação desprezível e, como CP3, acabou expulso ao final da contenda.
Vitória importante também porque melhora o desempenho do Cleveland nos últimos jogos. Depois de ter iniciado o campeonato com um 30-4, estava com um desempenho de 4-3, que agora é de 5-3.
O OUTRO
A irregularidade ponteia a campanha do New Orleans nesta temporada. O mesmo time que bateu Lakers e Portland, fora de casa, neste mesmo janeiro, foi um arremedo de equipe de basquete ontem à noite na Quicken Loans Arena.
Já falei aqui em nosso botequim, mas não custa nada dizer uma vez mais: falta ao time da cidade do jazz um jogador a mais para ajudar Chris Paul e David West. O técnico Byron Scott quer transformar Tyson Chandler no outro vértice deste triângulo, mas o pivô é muito fraco.
Enquanto o Hornets não arrumar este “factor”, continuará sendo uma equipe que vai nadar bastante, mas acabará sempre morrendo na praia.
RECORDE
Como falei acima, o Celtics é dono da façanha de ter perdido apenas um jogo em casa durante um campeonato da NBA. O único time a derrotar em Massachusetts aquele time que tinha Larry Bird, Kevin McHale e Robert Parrish no elenco foi o Portland.
O jogo aconteceu em 6 de dezembro de 1985. Resultado: 121-103 para o Blazers.
Mas o desempenho do Celtics, naquela temporada, como mandante, não parou por aí. Nos playoffs, venceu todos os seus jogos como mandante. Ou seja: o time só foi derrotado em casa uma vez durante a competição.
Recorde difícil de ser superado.
QUE PASSA, HOMB
RE?
O Phoenix perdeu em casa para o Minnesota!
E, desta vez, não há qualquer desculpa. Shaquille O’Neal, que não havia enfrentado o Denver, ontem este em quadra.
E bem: marcou 22 pontos e pegou 11 rebotes.
Mas Grant Hill foi mal (seis pontos), Jason Richardson outra vez não jogou nada (oito pontos) e Steve Nash também: meia dúzia de pontos e igual número de assistências.
Enquanto isso, Leandrinho (foto AP) recuperou-se da péssima partida contra o Nuggets. Marcou 22 tentos, mas ficou em quadra apenas 23 minutos, nove a menos do que Richardson.
É como o pessoal disse aqui neste botequim: quando Leandrinho joga bem, vai para o banco; quando está mal, fica em quadra.
Este, senhores, é Terry Porter…
Do lado do Wolves, o pivô Al Jefferson anotou 22 pontos e 12 rebotes, marcando assim o seu 21º. “double-double” em 38 partidas nesta temporada.
Seria o futuro do Boston na posição, mas o Celtics envolveu-o na troca que mandou o veterano Kevin Garnett para Massachusetts. Mas, cá pra nós, valeu a pena – o título do ano passado avaliza o negócio.
Com a vitória de ontem por 105-103, o Wolves tem um recorde de 6-1 neste ano, depois de ter marcado 6-25 no ano passado.
É difícil, mas não impossível, intrometer-se no G-8 do Oeste. O time apresenta nove derrotas a mais do que o oitavo colocado, exatamente o Suns.
Mas se continuar com esta performance, por que não?
RODADA
Alguns jogos merecem destaque…
Por exemplo: a vitória do Philadelphia sobre o San Antonio por 109-87. Vitória, vírgula, massacre mesmo. O Sixers tem um moleque que tem me chamado demais a atenção: o ala Lou Williams, joga muito bem e tem tudo para jogar muito mais no futuro.
Foi a sétima vitória seguida do Philadelphia no campeonato. Bastou trocar de técnico que as coisas começaram a se ajeitar. Tony DiLeo, alguém já tinha ouvido falar nele?
Eu, nunca.
Outro jogo que teve realce nesta sexta que passou foi o triunfo do Oklahoma City sobre o Detroit por 89-79. Kevin Durant fez 32 pontos e acabou como cestinha da partida.
O Thunder cresce neste momento. Vem de duas vitórias consecutivas e dos últimos sete jogos venceu quatro. Bastou trocar de técnico que as coisas começaram a se ajeitar. Scott Brooks, alguém já tinha ouvido falar nele?
Eu, sim; lembro-me bem dele como armador.
Baixinho e atrevido, mas sem a competência de Jameer Nelson.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Cavaliers, Chris Paul, Cleveland, Hornets, Jameer Nelson, Kobe Bryant, Lakers, leandrinho, LeBron James, Magic, New Orleans, Orlando, Phoenix, suns
19/12/2008 - 13:37
Brandon Roy destruiu o Phoenix. Fez sua melhor partida em quadras da NBA e, seguramente, o melhor jogo individual desta temporada.
52 pontos; incontrolável. Sua melhor marca até hoje na liga. Ninguém conseguiu conter este ala/armador de 24 anos, produto da universidade de Washington.
O Suns revezou na marcação. Colocou Grant Hill, Matt Barnes, Jason Richardson e Leandrinho. Ninguém obteve sucesso.
Com uma atuação neste nível elevado, a história não poderia mesmo ser contada de outra maneira: Portland 124-119 Phoenix.
Os 52 pontos marcados por Roy(foto AFP), 1m98 de altura, 87.5 quilos, são a segunda melhor marca desta temporada. Fica atrás apenas dos 55 pontos anotados por Toni Parker no triunfo do San Antonio diante do Minnesota por 129-125.
Mas Parker contou com uma prorrogação; não foi o caso de Roy. O francês jogou, naquela noite, 51 minutos; o norte-americano do Portland atuou ontem 44, sete a menos do que Parker.
Portanto, para mim, os 52 pontos de Brandon são, sim senhor, a melhor marca individual deste campeonato.
Levou, obviamente, o moto-rádio como o melhor jogador em quadra.
ERROS
Terry Porter foi homenageado antes de a bola subir no Rose Garden. Teve sua camisa 30 levantada. Jogou dez temporadas pelo Blazers e foi duas vezes vice-campeão, tendo perdido as finais de 1990, para o Detroit de Isiah Thomas, e a de 92 para o Chicago de Michael Jordan.
Foi um marco na história da franquia. Mereceu os calorosos aplausos dos 20.650 torcedores que lotaram a arena do Oregon.
Retribuiu o carinho dos torcedores.
De que maneira?
Cometendo equívocos no banco de reservas e possibilitando a vitória de seu ex-time.
Primeiro, ao sacar Leandrinho e Matt Barnes, no final do segundo quarto, ao ver uma vantagem de dez pontos cair para cinco. Vantagem esta construída exatamente pela dupla citada, que entrou no início do segundo quarto com o time atrás em 28-31.
Ambos deixaram a quadra de jogo quando faltavam 3:33 minutos para o final do primeiro tempo e o time na frente em 52-47.
Depois, ao demorar para colocar novamente a dupla de volta ao jogo.
Mas o pior de tudo foi não obrigar o time a fazer falta quando Greg Oden pegou um rebote ofensivo a 33 segundos do final da partida, com o placar em 122-119 para o Blazers. O Portland trabalhou a bola, gastou 19 segundos do tempo derradeiro quando LaMarcus Aldridge fez o arremesso, que não entrou.
Mas Travis Outlaw pegou novamente o rebote e aí sim sofreu falta, a 12 segundos do fim.
Mas já era tarde demais.
Foi a quarta derrota seguida “on the road” do Phoenix.
LEANDRINHO
O paulistano fez um ótimo jogo. O segundo quarto foi seu melhor momento.
Fez nove pontos, apanhou dois rebotes defensivos, deu três assistências e roubou uma bola. Este desarme veio ao encontro do que eu tenho dito aqui em nosso botequim: Leandrinho precisa interferir mais na linha de passe do adversário.
Braços longos, rápido e inteligente, ele poderia tirar mais proveito disso.
Tem que estar atento e estudar sempre o adversário. Reservar duas horas para assistir ao vídeo com os movimentos que os jogadores oponentes executam em quadra.
Todo time da NBA disponibiliza isso para os seus jogadores. Portanto, Leandrinho poderia aproveitar mais este ingrediente para dissecar todos os movimentos de seu oponente.
Ganharia muito com isso.
Não sei se ele já comporta-se desta maneira; se sim, algo de errado acontece porque ele não tem tirado proveito em quadra.
Mas ele foi bem, repito.
Deixou a partida com 12 pontos (5-7, 71.4%), cinco rebotes defensivos, três assistências e um desarme.
Cometeu, no entanto, seis erros, que precisam ser evitados para conquistar um pouco mais o impenetrável coração do técnico Terry Porter.
Jogou apenas 17:52 minutos.
Pouco.
MAIS UMA
Os 17.461 torcedores do Orlando que ocuparam todos os assentos disponíveis da Amway Arena se desesperaram ao ver Dwight Howard cometer sua quinta falta. 8:21 minutos ainda separavam o jogo de seu final.
O Magic estava na frente em 71-60, mas a vantagem psicológica era do San Antonio.
O time texano chegou a ficar atrás 23 pontos, e o déficit estava sendo tirado. Os torcedores do Spurs, ao testemunhar o melhor pivô da NBA encaminhar-se para o banco por causa da falta, esfregaram as mãos e pensaram: vamos ganhar.
Ganharam nada.
Um baixinho de apenas 1m83 de altura entrou em cena e acabou com as pretensões do alvinegro texano, que tinha feito uma corrida de 16-8 e baixado a diferença que era de 19 pontos para nove, quando Howard fez sua quinta falta.
O San Antonio adicionou mais cinco pontos nesta corrida (21-8) sem o Super-Homem da Flórida, jogou o placar para 71-65 quando Jameer Nelson (foto AP), o tal baixinho mencionado, entrou em cena.
Foram apenas quatro pontos, mas tiveram um poder devastador.
“Jameer fez uma grande partida”, disse o técnico Gregg Popovich, do Spurs. “Ele nos feriu mais do que qualquer outro jogador em quadra. Fez grandes arremessos e soube envolver todos os jogadores [de seu time]”.
A vantagem voltou para dez pontos e aí foi a vez de o cansaço encontrar escancarada a porta do San Antonio.
Fim de jogo: Orlando 90-78 San Antonio
EXAUSTÃO
Depois da partida, Charles Barkley, comentarista da TNT, falou com todas as letras tudo o que a gente tem comentado aqui em nosso botequim: o peso da idade pode ser um agravante e tanto para o San Antonio nesta temporada.
O time tinha jogado na noite anterior em New Orleans e apanhado por 90-83; resultado que não mostra o que foi o jogo, completamente dominado por Hornets.
Shuttle do ginásio para o aeroporto, avião de New Orleans até Orlando (chegada às 3h30 na Flórida), novo shuttle, este do aeroporto até o hotel, chech-in, pijama, espera pelo sono…
Vida difícil; é impossível não ficar cansado.
Bruce Bowen 37; Michael Finley, 35; Tim Duncan, 32; Manu Ginobili, 31.
Muita coisa.
Não há pernas que agüentem.
QUIETO
Todos falam em Boston e Cleveland – não sem razão. Mas o Orlando, quietinho, quietinho, vem fazendo o seu papel.
É o terceiro colocado na Conferência Leste com uma campanha de 20-6. Fica atrás apenas de Cleveland (21-4) e Boston (24-2), o melhor recorde desta temporada e seguramente a principal equipe entre as 30 que disputam a competição.
A vitória de ontem do Magic foi a 16ª. de seus 19 últimos confrontos e a que representou o final de um tabu de três partidas sem vencer seu adversário texano.
Terá um jogo importante amanhã diante do Lakers. É a chance de se firmar ainda mais na competição.
Desde que ganhe – e bem.
SUPER-HOMEM
Dwight Howard voltou ontem depois de dois jogos ausentes por contusão. Sua atuação não pode ficar marcada pela quinta falta cometida no início do quarto derradeiro.
Ele foi importante na vitória sobre o San Antonio.
Anotou 14 pontos, pegou 13 rebotes (cinco na frente), deu dois tocos (um deles, humilhante, pra cima de Tim Duncan) e ainda fez um desarme.
Como vimos, outro “double-double”. Foi o 18º deste campeonato, igualando-se a Chris Paul, até ontem à noite o recordista isolado.
Não mais.
OS MELHORES
Esta nova pesquisa parece que não comove tanto os freqüentadores deste botequim quanto a anterior, que mostrou a preferência clubística de cada um dos nossos “sócios”.
Poucos votos chegaram, mas o suficiente para modificar o quadro, que agora é este:
MVP = LeBron James (21)
MIP = Nenê (25)
ROOKIE = Derrick Rose (27)
RESERVA = Manu Ginobili (13)
DEFENSOR = Dwight Howard (29)
TÉCNICO = Doc Rivers (17)
QUINTETO = Chris Paul (33), Dwyane Wade (22), LeBron James (36), Kevin Garnett (22) e Dwight Howard (37).
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Brandon Roy, Dwight Howard, Grant Hill, Greg Popovich, Jameer Nelson, Jason Richardson, leandrinho, Magic, Matt Barnes, NBA, Orlando, Phoenix, Portland, San Antonio, Spurs, Terry Porter, Tim Duncan
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