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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011 NBA | 17:36

PREVISÕES PARA A TEMPORADA 2011-12 DA NBA

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Depois de meses de angústia e indefinição, quando muitos chegaram a pensar que a temporada não aconteceria, eis que neste domingo, dia 25, ironicamente no dia de Natal, ganhamos o presente que tanto queríamos: a bola subirá pela primeira vez e começa o campeonato da NBA, o mais importante, charmoso, rentável, disputado, imbatível e apreciado de todo o planeta.

Os times já estão praticamente montados. Dificilmente teremos uma troca bombástica (“blockbuster”), pois o Orlando disse que não negocia Dwight Howard nos próximos meses e que muito provavelmente ele jogue toda a temporada na Flórida.

Portanto, já podemos fazer uma análise sobre os favoritos. Não, não vou analisar os 30 times do campeonato. Vou falar apenas daqueles que eu acho que vão fazer algo de importante no torneio.

LESTE

Queiram ou não, podem chorar os fanáticos se quiserem, mas o Miami Heat segue tendo no papel o melhor time da NBA. Na quadra, quase confirmou isso na temporada passada, mas acabou se curvando ao jogo coletivo do Dallas.

Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh, juntos, formam o melhor “big three” da liga.

O time do sul da Flórida manteve intacto seu núcleo. Melhor do que isso: contratou o excelente Shane Battier, jogador que, ao que tudo indica, se encaixará perfeitamente no sistema implantado pelo técnico Erik Spoelstra.

Com ele, o que se comenta na Flórida é que Spoelstra vai usar muito LBJ como ala-pivô, aproveitando mais Battier no time principal.

É o meu favorito para ganhar a conferência.

Seu grande oponente será, uma vez mais, o Chicago Bulls. Assim como o Miami, manteve seu núcleo ileso. Assim como o Miami, fez uma contratação superimportante: Richard Hamilton.

Apesar de seus 34 anos, Hamilton não mostra declínio físico e nem técnico. Vejo em quadra o mesmo vigor dos tempos de Detroit.

Com Rip no time, a pressão em Derrick Rose diminuirá; com Rip no time, a equipe ficará mais rápida; com Rip no time, as bolas longas se tornarão mais mortais ainda e não serão privilégio apenas de Kyle Korver.

Tom Thibodeau segue no comando da equipe, que ele transformou numa máquina defensiva. No último campeonato, o Bulls foi a melhor defesa da nação, seguido pelo Miami.

Como na temporada passada, deverá fazer a final do Leste contra o Miami e, como na temporada passada, deverá ser batido novamente.

Com a adição de Baron Davis, o New York Knicks terá um armador muito melhor do que teve em Chauncey Billups. O problema é que Davis não tem uma saúde de ferro. Se estiver mais resistente, o time renderá muito mais do que na temporada passada.

Pra quem é mais jovem eu digo: Davis era o Chris Paul de sua geração.

A contratação de Tyson Chandler foi outra boa notícia para a franquia nova-iorquina. Com ele, o NYK ganha em força defensiva e para entrar em seu garrafão os adversários vão ter que pedir licença.

Chega fácil à semifinal do Leste.

Tudo bem que o “Big Three” do Boston Celtics está um ano mais velho, mas segue sendo ainda uma imensa ameaça para os adversários. E Rajon Rondo, não se esqueça, é o armador do Celtics, tido por muitos como o melhor “point guard” da NBA.

O problema do Boston vai ser o rodízio. Jeff Green, que ajudaria no descanso de Paul Pierce e Ray Allen, perderá toda a temporada por causa de um problema cardíaco. Brandon Bass será o responsável pelo repouso de Kevin Garnett, mas, sinceramente, eu não sei por que o Celtics preferiu-o ao invés de Glen Davis. E mais: quem será o substituto de Rajon?

Com esses problemas no banco, pode ter dificuldade para atingir a semifinal. A menos que o “Big Three” se supere fisicamente.

A grande ameaça ao Boston é o Orlando Magic. Claro, isso se o time não perder Dwight Howard.

Jameer Nelson é um ótimo armador, mas o problema dele é o mesmo de Baron Davis: as seguidas lesões. Se Jameer puder jogar pra valer, ao lado de Jason Richardson, Hedo Turkoglu, Glen Davis e D12, repito, serão uma ameaça e tanto para o Boston atingir uma das semifinais.

O Indiana Pacers tem tudo para tomar a vaga do Atlanta Hawks na relação dos favoritos do Leste. O time de Indianápolis manteve sua base e ainda adicionou dois ótimos jogadores: David West e George Hill.

O dinheiro gasto com West, no entanto, eu teria investido em outro atleta, pois o Indiana conta com Tyler Hansbrough para a posição e não haveria a necessidade desta aquisição. Como disse em outro post, Tyler pode ser o Taj Gibson do Pacers.

Sobram duas vagas que serão disputadas, no tapa, por Atlanta Hawks, New Jersey Nets, Milwaukee Bucks e, mais atrás, o Philadelphia 76ers.

OESTE

“Não subestimem o coração de um campeão”. A frase é do ex-treinador Rudy Tomjanovic, dita logo após a conquista do título da Conferência do Oeste no torneio 1994-95. O Houston, então campeão da NBA, tinha se classificado apenas em sétimo lugar e foi comendo pelas beiradas e chegou ao título não apenas da conferência, mas também da NBA.

Conto essa história porque o Dallas Mavericks não pode ser subestimado. Ganhar um campeonato do jeito que o Mavs ganhou na temporada passada mostra que o basquete não se limita apenas a grandes jogadores reunidos em um mesmo time. É preciso ter uma filosofia por trás de uma equipe campeã.

E isso o técnico Ricky Carlisle conseguiu implantar nos texanos. E contou, claro, com uma atuação soberba de Dirk Nowitzki, que calou os críticos que apontavam o dedo para o alemão o tempo inteiro chamando-o de “amarelão” — e, diga-se, com razão.

Pois esse time estará de volta nesta temporada e reforçado por Lamar Odom.

Sim, eu sei, Tyson Chandler deixou a franquia e esse, realmente, é um grande problema, pois não houve substituição à altura. Brandon Haywood, reserva de Chandler, será agora o titular e não tem o mesmo quilate.

Outra perda importante: DeShawn Stevenson deve se transferir para o New Jersey. Embora reserva, sempre que entrava trazia consigo não apenas qualidade técnica, mas uma garra impressionante, que se tornou símbolo da conquista passada.

Como eu compactuo com a frase de Rudy T., o Dallas é um dos favoritos para chegar à final do Oeste.

Seu grande adversário será o Oklahoma City Thunder. Como no Leste, acredito que a final da temporada passada tem tudo para ser repetida.

O OKC ganhou mais um ano de conjunto e experiência. O calcanhar de Aquiles do time segue sendo o pivô: se o Thunder tivesse investido em um jogador como Nenê ao invés de Kendrick Perkins, teria se dado muito melhor.

Mas com a saída de Jeff Green, Serge Ibaka virou titular como ala-pivô e com mais minutos em quadra ele melhorou dramaticamente seu jogo. O “Rei dos Tocos” da NBA vai ter que dar uma mãozinha para Perkins para que o time não se veja em inferioridade nos duelos dentro do garrafão.

Mas o diferencial do OKC é mesmo Kevin Durant. Para muitos, o homem que substituirá Kobe Bryant quando o astro do Lakers pendurar seu par de tênis.

Não chego a tanto, mas vejo em KD um jogador extraordinário, apto a comandar um time para um título da liga brevemente.

Os dois jogos que o Los Angeles Clippers fez diante do Lakers na “pre-season” credenciaram o primo pobre de LA a um lugar de destaque na conferência. Chris Paul foi a melhor e mais bombástica contratação desta temporada.

CP3 é, ao lado de Derrick Rose, o melhor armador da NBA na atualidade. E o Clippers sentirá sua força em quadra.

E quem vai ganhar com isso serão seus companheiros, principalmente Blake Griffin, um jogador de explosão e extremamente talentoso, que precisa de um cara como CP3 para que seu jogo se desenvolva ainda mais. E isso tem tudo para acontecer.

E não se esqueça que esse time tem ainda a experiência de Chauncey Billups, o talento de Caron Butler e força física e a qualidade técnica de DeAndre Jordan.

Se der química, apesar do técnico Vinnie Del Negro, o Clippers tem tudo para chegar à final do Oeste.

O Los Angeles Lakers está entre os favoritos da conferência, claro que está. Afinal, como deixar de lado um time que tem Kobe Bryant? Impossível não se sensibilizar com o jogo deste que é o melhor atleta da NBA depois da era Michael Jordan.

O grande problema dos ricaços de Los Angeles é que o time clareou demais. Todos seus reforços são brancos — e a gente bem sabe que o basquete nos EUA é um esporte preferencialmente de negros.

Jason Kapono, Josh McRoberts e Troy Murphy foram as conquistas da franquia. Em compensação, houve um recrutamento de um “moleque” do college que dá pinta de que será muito bom de bola: Darius Morris.

Morris vem para uma posição que o Lakers é carente: a armação. Gostei muito do que vi na primeira partida da série contra o Clippers, a única, aliás, que ele participou.

Dallas, OKC, Clippers e Lakers. Como se vê, quatro times em condições idênticas para conquistar o título do Oeste. Acontece com esta conferência o mesmo que ocorre com o Campeonato Brasileiro de futebol: o nivelamento é maior do que no Leste. Nesta conferência, a diferença do Miami para os demais é mais acentuada.

O San Antonio Spurs segue na frente do Memphis entre os meus favoritos. Não se esqueça que Manu Ginobili, por irresponsabilidade de Gregg Popovich, contundiu-se na última partida da fase de classificação, quando tudo estava definido, e jogou com o braço lesionado por pequenas fraturas durante os playoffs.

Resultado: o time foi eliminado pelo Memphis.

Se Popovich não fizer bobagens e se der tempo de quadra para que Tiago Splitter desenvolva seu jogo, o alvinegro texano segue sendo uma das forças do Oeste. Mas claramente num nível abaixo dos quatro mencionados anteriormente.

O Memphis Grizzlies perdeu Darrel Arthur por toda esta temporada, mas, em compensação, poderá contar com Rudy Gay, que se ausentou dos playoffs passados por conta de uma lesão. Na balança, o time mais ganha do que perde.

De resto, tudo como dantes no quartel de Abrantes. E o que isso quer dizer? Que o mesmo time que causou sensação nos momentos decisivos do torneio passado estará novamente em quadra, pois Marc Gasol, que poderia ter se mandado, renovou seu contrato com a franquia, no melhor lance dos executivos durante a “off-season”.

Sobram duas vagas. E quem vai brigar por elas? Não necessariamente nesta ordem, mas acho que Portland Trail Blazers, Houston Rockets e Denver Nuggets são os candidatos mais fortes a elas.

Mas não podemos nos esquecer do Minnesota Timberwolves. Se Ricky Rubio e Derrick Williams jogarem, juntos com Kevin Love, Michael Beasley e Wesley Johnson poderão fazer do time da cidade que no passado abrigou o Lakers uma das sensações desta temporada.

EPÍLOGO

Pra não me furtar a finalizar os meus palpites, pra mim a final desta temporada será entre Miami Heat e Oklahoma City Thunder. E o Miami será o campeão.

Mas eu gostaria demais que fosse entre Chicago Bulls e Los Angeles Clippers. E não preciso dizer quem eu gostaria que fosse o vencedor.

Notas relacionadas:

  1. POR QUE D-ROSE É O MVP DESTA TEMPORADA
  2. TEMPORADA DA NBA PODE IR PARA O ESPAÇO
  3. SITE DA ESPN DEVE COLOCAR NOWITZKI EM PRIMEIRO LUGAR NO RANKING DA TEMPORADA PASSADA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 20 de abril de 2011 NBA | 15:53

A HISTÓRIA DA VACA HOLANDESA

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Carmelo Anthony fez uma partidaço. Mas até os segundos derradeiros de mais uma derrota do New York para o Boston (96 a 93).

O Celtics vencia por um ponto (94 a 93) e o Knicks tinha a posse de bola final, pois apenas 13 segundos separavam o jogo de seu encerramento.  Melo pegou a bola na ponta direita do ataque nova-iorquino e quando quatro segundos separavam o jogo de seu final ele simplesmente passou para Jared Jeffries, que estava quase que dentro do garrafão.

Furtou-se a decidir a partida, algo que ele já fez muitas vezes e, a maioria delas, com sucesso. Mas desta vez ele refugou feito “Baloubet du Rouet”. Preferiu o passe para um companheiro que nunca decidiu nada e em lugar algum, companheiro que estava quase que dentro do garrafão.

Não deu outra: Jeffries recebeu a bola e imediatamente dobrou-se a marcação. Jeffries perdeu a bola para Kevin Garnett. E o Boston abriu 2 a 0 na série.

Lembrei-me da história da vaca holandesa que dava todos os dias 100 litros de leite, mas que ao final metia o pé no balde.

Carmelo fez o mesmo ontem à noite no TD Garden de Boston. Sua omissão na última bola jogou no lixo tudo o que ele tinha feito anteriormente — e que não foi pouco.

RECUPERAÇÃO

O Orlando recuperou-se diante do Atlanta e venceu por 88 a 82. Novamente teve problemas. E novamente foi carregado nas costas por Dwight Howard.

O super-homem pivô do Magic anotou 33 pontos e pegou 19 rebotes. Nos dois jogos desta série, ele acumulou médias de 39,5 pontos e exatos 19 rebotes por confronto disputado.

Joga uma barbaridade.

Em contrapartida, seus companheiros, à exceção de Jameer Nelson, continuam negando fogo. Especialmente Jason Richardson — e principalmente Hedo Turkoglu.

Se eles não aparecerem nos próximos jogos, ficará difícil para o Orlando recuperar o mando de quadra.

SURPRISE!

O Dallas venceu mais uma vez o Portland: 101 a 89. O time do Oregon está com problemas internos. Brandon Roy reclama que não joga. Ontem trabalhou por apenas oito minutos.

Roy é tido como a grande estrela e a cara do time. Mas não se afina com o técnico Nate McMillan neste momento. Sem ele o Portland terá dificuldades para reverter esta série diante do Dallas.

Quanto ao time texano, Dirk Nowitzki anotou 33 pontos. Mas o nome do jogo foi Peja Stojakovic: o sérvio anotou 21 pontos, sendo que 15 deles vieram em cestas de três. Peja, aliás, igualou seu recorde pessoal em bolas triplas em playoffs: cinco.

Que situação do Portland, hein? Num jogo Jason Kidd faz 23 pontos; no outro, Peja faz dois a menos.

O time do Oregon foi pego com as calças nas mãos nestes dois confrontos, concordam? Alguém conseguiria prever isso?

Notas relacionadas:

  1. BEASLEY AJUDA WADE; NENÊ QUASE FAZ HISTÓRIA
  2. HISTÓRIA DE PESCADOR
  3. MANU GINOBILI — É HISTÓRIA SENDO ESCRITA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

sábado, 25 de dezembro de 2010 NBA | 21:52

UM PRESENTE E TANTO DE NATAL

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E o Orlando, hein? Tudo bem que jogou em casa, mas fez duas vitórias pra encher de moral o time na busca da reconciliação com as vitórias.

Primeiro foi o San Antonio, uma goleada de 123 a 101 que humilhou o adversário. Colocou, nesta partida, um ponto final em uma invencibilidade de dez jogos do time texano, o melhor não só do Oeste, mas de toda a NBA também.

Agora, neste domingo, fez uma virada espetacular pra cima do Boston, o primeiro do Leste e o segundo de toda a NBA. Ganhou o jogo por 86 a 78 e deu um basta em uma série de 14 triunfos consecutivos do time de Massachusetts. Um baita presente de Natal para os torcedores do time da terra do Mickey Mouse.

Presente que continha em seu interior defesa forte e ataque realizador. Sim, pois quando faltavam 3:20 minutos para o final da partida, uma cesta de dois pontos de Kevin Garnett, da meia esquerda do ataque do Celtics, colocou o time alviverde na frente em 77 a 71. A partir daí o Orlando fez uma corrida de 15 a 1 venceu a partida por 86 a 78.

Jameer Nelson (foto AP) foi o cara do final do jogo, embora Brandon Bass tenha sido mais consistente durante toda a partida. Nestes 3:20 minutos para a buzinada final, Nelson anotou dez dos 15 pontos do time da casa, sendo que seis deles vieram em duas cestas de três, a segunda delas colocando o time na frente em 80 a 77. Incendiou a maravilhosa Amway Arena da Flórida e embalou o time à vitória.

Mas eu disse que Brandon também jogou um bolão: 21 pontos e nove rebotes. Se você apenas olhar para os números, não vai se assustar. Por que 21 pontos e nove rebotes significam uma grande partida? Afinal de contas, outros tantos jogadores já fizeram isso e não deixaram a quadra nos braços de torcida e no foco da mídia. Eu respondo: eles são significativos porque vieram das mãos de Bass, um jogador mediano a quem muitos (inclusive eu) não dão nada.

Quando ao Boston, Nate Robinson no final foi um desastre. Rajon Rondo fez muita falta. Mas o time não perdeu por causa do baixinho campeão de enterradas. O time perdeu porque Ray Allen negou fogo: nove pontos. Perdeu também porque teve um aproveitamento pífio de 23,5% nas bolas de três: 4-17. E nos arremessos, de uma maneira geral, fez apenas 34,6%: 28-81. Perdeu porque nenhum jogador teve duplo dígito nos rebotes diante de um time que só tem um cara que sabe das coisas quando o assunto são as sobras, fundamento em que o Orlando bateu o Boston por 45 a 39.

O Orlando, até esses dois jogos contra San Antonio e Boston, vinha de uma sequência de quatro derrotas. E dos últimos nove jogos tinha vencido apenas um. Será que vai dar química?

Notas relacionadas:

  1. SEM VARRIDA
  2. A NOITE DE ORLANDO E BOSTON
  3. O GRUPO RACHOU, SÓ PODE SER ISSO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

segunda-feira, 18 de outubro de 2010 Sem categoria | 16:49

ORLANDO: UM TIME PRONTO PRA SER CAMPEÃO

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Falta praticamente uma semana para começar a temporada. O canal de basquete deste iG vai postar nesta terça e quarta especiais com as duas conferências. Na quinta, vamos palpitar sobre individualidades: MVP, MOP, ROY, sexto homem, COY etc.

Estarei abrindo espaço neste botequim pra gente trocar ideia – como, aliás, sempre fizemos. Estou curioso pra saber o que vocês acham também.

Mas como ainda um dia nos separa deste calendário, vou gastar saliva da boa com o Orlando Magic. Luís Araújo, repórter do canal de basquete deste iG, postou nesta segunda-feira matéria mostrando que o Orlando está invicto em pré-temporadas desde 6 de outubro de 2008. Naquela data, o time foi batido em casa pelo Atlanta Hawks por 118 a 101.

De lá pra cá foram 19 partidas; 19 vitórias. Como este iG afirmou, neste momento, o Orlando é o melhor time da NBA.

Alguém pode desconsiderar o feito e dizer que pré-temporada não conta, pois os jogadores não dão tudo o que podem dar e os treinadores costumam deixar suas principais estrelas do lado de fora dos jogos a maior parte do tempo. Verdade; mas esta verdade também vale para o Magic.

Se todo mundo poupa seus principais jogadores, o Orlando também faz o mesmo. E isso o que quer dizer? Que os reservas do time da Flórida são competentes.

E como isso é verdade, fica muito claro que o Orlando é uma equipe equilibrada. Tem um quinteto muito, mas muito bom, com Jameer Nelson, Vince Carter, Brandon Bass, Rashard Lewis e Dwight Howard (foto Getty Images). Do banco vêm jogadores de muita qualidade, como J.J. Redick, Mickael Pietrus, Quentin Richardson, Marcin Gortat e Chris Duhon. Eles entram, os titulares descansam ou são poupados e o nível não cai de jeito nenhum.

Some-se a eles a mão firme e sempre competente do técnico Stan Van Gundy, homem que já conseguiu levar o Orlando a uma final de NBA, quando, há duas temporadas, o time foi batido pelo Lakers na decisão do título. Na passada, o time caiu diante do Boston na semifinal da Conferência Leste.

É claro que muitos times estão sendo montados para a próxima temporada e que o entrosamento, neste momento, não existe.

O Lakers, por exemplo, pegou Steve Blake, Matt Barnes, Theo Ratliff e os novatos Derrick Caracter e Devin Ebanks.

O San Antonio pegou nosso Tiago Splitter, Gary Neal, Marcus Cousins, James Gist e o “rookie” James Anderson.

O Boston trouxe Shaquille O’Neal, Jermaine O’Neal, Von Wafer e o novato Avery Bradley.

E o perdulário Miami, que foi às compras e não se preocupou em gastar, praticamente montou um time inteiro, capitaneado por LeBron James e Chris Bosh.

É certo que quando esses times estiverem afinados, vão crescer demais de produção. Mas a gente também sabe que entrosamento não se compra na farmácia; vem com o tempo – e às vezes nem vem, pois a química entre o grupo e o jeito de cada um jogar pode não aparecer.

Então, esta é mais uma vantagem do Orlando em relação a seus concorrentes: entrosamento já existente.

Longe de mim, no entanto, afirmar que o Magic é o grande favorito ao título desta temporada. Jamais faria uma afirmação dessas. O que digo, e com todas as letras, é que o Orlando começa na frente dos demais. Tem grupo forte, técnico competente, entrosamento e um elenco bem experiente.

Portanto, olho nele! É disso que eu falo.

Notas relacionadas:

  1. DEFESA FRÁGIL
  2. CASA DO MIAMI CADA VEZ MAIS SÓLIDA
  3. DIGO E REPITO: MIAMI É MELHOR QUE O LAKERS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 22 de julho de 2010 NBA | 15:53

CP3 AGE COMO JOGADOR DE FUTEBOL

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Chris Paul parece jogador de futebol – e brasileiro. Tem mais dois anos de contrato a cumprir com o New Orleans, mas pressiona pedindo para sair.

Disse que não vai jogar de jeito nenhum no Hornets nesta temporada. Pessoas próximas ao jogador disseram que ele quer repetir o que fizeram LeBron James e Chris Bosh: juntar-se a uma estrela.

No New Orleans só há uma estrela: ele próprio. E como a franquia não vai contratar ninguém, CP3 mostra-se adepto do velho axioma popular que prega que apenas uma andorinha não faz verão.

Ele quer anéis, quer disputar títulos, quer jogar pra valer e não apenas participar da brincadeira. Por brincadeira entenda-se o campeonato da NBA.

Mas ele tem um contrato com o Hornets!

Nesta próxima temporada ele vai ganhar US$ 13.9 milhões e na outra US$ 16.3 milhões. Apenas na temporada 2012/13 é que ele decide se fica e pega os US$ 17.7 milhões garantidos pelo seu último ano de contrato ou se vai embora. Neste momento, ele não tem esse poder.

Mas comporta-se feito jogador de futebol – e brasileiro. Mimado e cheio de vontades.

Mas é um pouco mais discreto, pois ele pode ser punido pela NBA. Isso porque a liga determina que jogador sob contrato não pode forçar a barra para mudar de franquia.

Assim, o que faz CP3? Manda recados através de amigos próximos, que procuram jornalistas e contam a eles o que o jogador quer que seja contado para que a mídia publique e crie-se o cenário desejável para ele.

Se a NBA perguntar sobre seu comportamento, CP3 diz: eu? eu não fiz nada, estou aqui no meu canto, quietinho, quietinho.

Tá nada; está, isto sim, agindo nos bastidores, como se costuma dizer. Feito jogador de futebol – e brasileiro; mimado e cheio de vontades.

E através desses amigos, deixou claro que quer vestir o uniforme de uma dessas três franquias: New York, Orlando ou Lakers. Aí teria que haver uma troca, pois Paul não é “free agent”.

Quem o New York poderia colocar nesta troca? E o Orlando? E quanto ao Lakers?

Eu olho, olho e imagino o seguinte: Jameer Nelson e Marcin Gortat por CP3. Não vislumbro nada muito palpável no Lakers e nem no New York.

Notas relacionadas:

  1. O DESPERTAR DE UM GRANDE JOGADOR
  2. JOGADOR MARCANTE
  3. UM TIME REFÉM DE UM JOGADOR
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

sábado, 29 de maio de 2010 NBA | 01:18

GANHOU O MELHOR, GANHOU O BASQUETE

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Ao invés de ouvirmos: “É campeão!, “É campeão!”, “É campeão!”, ouvimos “Beat LA!”, “Beat LA!, “Beat LA!”.

Os torcedores do Boston sabem que o final desta história ainda não chegou. Bater o Orlando ontem à noite por 96-84 e conquistar o título do Leste nada significa. Falta o encontro final contra o vencedor do Oeste.

Lakers? Tudo indica que sim. Hoje à noite a gente vai saber se sim ou se não. Essa história fica pra amanhã, quando nos reunirmos novamente em nosso botequim.

A história de hoje acabou de ser escrita no Garden de Massachusetts. E o grande vencedor foi realmente o melhor time [Boston]: mais equilibrado, mais experiente e melhor tecnicamente. E com um técnico mais gabaritado (Doc Rivers vibrando em foto Getty Images com Ray Allen ao fundo).

E, como a gente sabe porque já cansou de ouvir, um time [Boston] que foi todinho alicerçado na defesa. E defesa, a gente também sabe porque já cansou de ouvir, é o alicerce de toda grande equipe.

Como se costuma dizer, ataques ganham jogos; defesas ganham campeonatos.

Mais uma vez Doc Rivers, com auxílio impecável de seu assistente técnico Tom Thibodeau, engessou o Orlando e suas mortais bolas de três. O time da Flórida, mais uma vez, foi um fiasco nos tiros longos: 6-22 (27.3%).

Rashard Lewis novamente foi uma negação: 0-4. Jameer Nelson fez 1-5, Vince Carter 1-4 e J.J. Reddick também. Um desastre completo.

Apenas Dwight Howard se salvou. Brigou praticamente sozinho toda esta série decisiva contra toda a rapa do Boston. Bateu, levou (mais bateu do que levou), nunca se intimidou.

Faltou aos outros jogadores do Orlando a mesma fibra e a mesma personalidade de DH. Está certo que em muitos momentos ele se comportou mal em quadra, sendo desleal, comportando-se de maneira inadequada, manchando seu nome e seu jogo.

Mas lutou feito um guerreiro. Deixou o jogo de ontem com 28 pontos e 12 rebotes. E ao contrário de LeBron James, que na temporada passada feito um menino mimado deixou a quadra da Amway Arena de Orlando sem cumprimentar nenhum adversário, Dwight trocou abraços e palavras com todos os seus inimigos. Um a um.

Um exemplo.

Mas falemos agora do Boston. Pra mim, depois desta série, ficou claro que se o Celtics tivesse completo nos playoffs do ano passado, teria chegado à final contra o Lakers.

Sem Kevin Garnett, lesionado, a equipe ficou no meio do caminho. Foi eliminada pelo mesmo Orlando nas semifinais.

Agora, com KG, a história de há dois anos se repete, quando o alviverde bateu todos do Leste e chegou à decisão, ganhando seu 17º. título ao dobrar seu arquiinimigo Los Angeles na decisão do título.

KG fez ontem dez pontos e pegou cinco rebotes. Nada de especial para a estatística do jogo. Mas sua presença enche de vigor e confiança seus companheiros; enche de coragem e empolgação.

No banco, funciona como um técnico. Quando lá está, procura sempre aconselhar e ensinar. Seus pares são todos ouvidos quando KG começa a falar.

E desta vez não se intimidou diante de DH.

Junto com Garnett brilharam Ray Allen, Rajon Rondo e (surpresa!) Nat Robinson.

Allen, 20 pontos, foi novamente um tormento para o adversário com suas bolas de três (3-7), que caem exatamente quando o time mais precisa delas.

Rajon colaborou com 14 pontos e seis assistências.

Mas foi o outro baixinho do time, Nat Robinson, quem teve seus 15 minutos de fama. Veio do banco em momentos ruins do time e ajudou não deixando o ritmo cair, marcando bem Jameer e ainda colaborando com 13 pontos (acertou duas bolas de três, como Allen, em um momento que o Orlando ensaiava uma reação, que nunca acabou acontecendo).

Paul Pierce: este eu deixei para o fim. Novamente um gigante em quadra. “The Truth” é daqueles jogadores forjados para os momentos decisivos.

Foi o MVP das finais quando Celtics bateu o Lakers. E como eu sempre digo, MVP das finais vale mais do que o MVP da temporada de classificação, pois de que adianta MVPs sem anéis?

Pra mim, não adianta nada; pra mim eles não dizem nada.

Pierce vem ao encontro do meu conceito de grande jogador. Cresce nos momentos decisivos, personaliza-se, exige dos companheiros, transforma-os em melhores do que de fato eles são, pois se eles quiserem continuar entendendo o que Pierce faz, terão que fazer pelo menos o mesmo. E isso os torna melhores.

Pierce deixou a quadra como o melhor jogador. Ganhou o moto-rádio: 31 pontos, 13 rebotes e cinco assistências.

(Enquanto escrevo, imagino como será o duelo entre Paul Pierce e Ron Artest. Vai sair faísca!)

Ganhou o Boston, ganhou o melhor. Ganhou o basquete; ganhou a NBA.

E ganhamos todos nós.

Que venha o Lakers, pois, afinal, em Los Angeles, todos gritam: “We want Boston!”, “We want Boston!”, “We want Boston!”

APERTO

No coração. Quero muito ver o Phoenix na final, pois lá jogo nosso Leandrinho Barbosa. Quero muito ver o Suns na final e ganhando o título, pois Barbosa se transformaria no primeiro brasuca a ser campeão da NBA.

Mas deixando o coração de lado e olhando apenas o jogo, não há como não torcer para uma final entre Lakers e Boston.

Notas relacionadas:

  1. MAIS UMA DERROTA DO BASQUETE BRASILEIRO
  2. KOBE FAZ HISTÓRIA NO TEMPLO DO BASQUETE
  3. ACONTECE, ASSIM É O BASQUETE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 27 de maio de 2010 NBA | 02:10

A NOITE DE ORLANDO E BOSTON

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A noite não podia ter sido pior para o Boston. Não, não, vamos começar a conversa novamente: a noite não podia ter sido melhor para o Orlando.

Qual “lead” você escolhe? “Lead” pode ser traduzido para lide e se você não sabe do que se trata é a abertura de um texto jornalístico onde está concentrada a informação principal.

Explicação feita, volto a perguntar: qual lide você escolhe? Respondo: ambos.

Como o jogo foi vencido pelo Orlando, abrimos, pois, nossa conversa dizendo que a noite não podia ter sido melhor para o time da Flórida. Tudo deu certo e a vitória por 113-92 nada mais é do que a expressão do que aconteceu em quadra.

O Orlando foi avassalador, assim como o Boston no terceiro confronto deste enfrentamento decisivo do Leste.

No aproveitamento dos arremessos, 52.2% no geral (36-69), 52.0% nas bolas de três (13-25) e 80.0% nos lances livres (28-35).

A galera do banco resolveu imitar o pessoal do Phoenix e mostrou-se ativa também: 37 pontos vieram dos reservas do Magic. Ótima produtividade, especialmente de J. J. Reddick, que tem se mostrado eficiente nesta série decisiva.

Reddick teve médias de 5.0 e 4.5 pontos diante de Charlotte e Cleveland, respectivamente. Agora, frente ao Celtics, mais que dobrou ao atingir a marca de 11.5 tentos de média.

Quanto aos titulares, se Vince Carter ainda segue devendo (anotou apenas oito pontos ontem), Rashard Lewis começa a robustecer seu jogo. Pela segunda contenda consecutiva Lewis atinge o duplo dígito na pontuação: ontem anotou 14. Ajudou com sete rebotes.

Jameer Nelson fez 24 pontos (completou seus números com cinco assistências e igual número de ressaltos), mas o destaque, uma vez mais, fica com Dwight Howard: 21 pontos, mas dez sobras confiscadas, tornando-se o único jogador em quadra a ter um “double-double”.

Mas o que eu destaco foi o aproveitamento de DH (Foto Getty Images) nos lances livres: 7-12. Aparentemente pouco, mas no momento em que o Boston partiu para a nojenta tática do “hack-a-shaq”, o pivô do Orlando acertou três dos quatro lances fatais e abortou essa abominável manobra criada por Gregg Popovich e seguida pelos sem-vergonhas.

A NBA, aliás, deveria mudar a regra e eliminar esse expediente repugnante. E nem precisa pestanejar muito: quando isso ocorrer, é só marcar a falta e depois dos lances livres dar a posse de bola para o time do jogador atingido.

Simples, não é mesmo?

Mas voltemos ao jogo. Dizia eu que Dwight foi o destaque do Orlando. E foi por tudo isso que eu citei e também porque tirou do combate dois dos brutamontes do Boston.

Primeiro, “sofreu” falta de Kendrick Perkins no final do primeiro tempo. Falta que não foi, o que motivou a ira do pivô do Celtics, que tomou a segunda técnica e foi expulso.

Já no segundo tempo, ao tentar uma bandeja com a canhota, aproveitou-se da ocasião e desceu maldosamente o cotovelo esquerdo no rosto de Glen “Baleinha” Davis. O pivô reserva do Boston acusou o golpe e foi a nocaute. Não voltou mais para a partida.

DH fez uso novamente de seus temidos cotovelos (no caso o esquerdo), cotovelos já batizados de “lethal weapon”. Uma vergonha a falta de coragem da arbitragem que não marca nada e, por isso, torna-se conivente com a selvageria do pivô do Orlando.

LIDE 2

Completando nosso lide, vamos ao outro lado da notícia: a noite não podia ter sido pior para o Boston.

Levou uma surra nos rebotes (43-26), pois não pôde contar o tempo todo com Perkins e Davis, dois de seus principais jogadores de jogo interior. Kevin Garnett, que poderia ter aparecido, não deu as caras.

Afinou diante da truculência de DH. Pegou apenas cinco rebotes e quando Howard batia o pé, KG sumia de perto.

Além disso, fez só dez pontos. Seu aproveitamento foi pífio: 5-14. Não bateu nenhum lance livre! O que mostra a sua falta de agressividade na partida.

Ray Allen foi outro que não agüentou o tranco: nove pontos. Sabe por que ele fez só nove pontos? Porque errou oito de seus 11 chutes.

Paul Pierce, que começou bem a partida (fez dez pontos no primeiro quarto), foi desabando aos poucos. Anotou mais seis no segundo, dois no terceiro e zerou no quarto derradeiro.

Cambaleou em quadra no final da partida.

Rajon Rondo foi outro que também deixou a desejar: errou seis de seus 11 lances livres. Esqueçam, pois, os 19 pontos por ele marcados; poderia ter ultrapassado as duas dezenas se tivesse um aproveitamento digno de um armador de NBA.

O destaque único do Boston fica por conta de Rasheed Wallace: 21 pontos (3-5 nas bolas de três) e a velha garra em quadra. Brigou muito com Howard; não afinou jamais.

Se pegou apenas dois rebotes, vamos dar um desconto para o pouco tempo em que permaneceu em quadra: 18 minutos.

CONCLUSÃO

Por tudo isso, a noite não podia ter sido melhor para o Orlando e pior para o Boston.

O próximo jogo da série será sexta-feira, no norte dos EUA, 21h30 de Brasília. Se o Boston não aproveitar seu último jogo em casa, poderá entrar para a história como o único time a ceder a vitória ao adversário depois de ter aberto 3-0 em uma série de playoff.

Não, não, deixe-me corrigir este último parágrafo: se o Boston não aproveitar seu último jogo em casa, o Orlando entrará para a história como o único time a reverter uma série de playoff depois de estar perdendo por 3-0.

Qual encerramento foi escolhe?

Não importa; o que importa é que se a série ficar 3-3, o Orlando liquida o Boston no sul dos EUA.

SUSPENSÃO?

A situação do Boston é complicada quanto ao seu “froncourt”.

Glen Davis foi nocauteado por Dwight Howard e não se sabe ainda se vai conseguir se recuperar para o jogo de sexta-feira.

Rasheed Wallace deixou a quadra machucado e também não se sabe ainda a extensão desta lesão.

E Kendrick Perkins poderá ser suspenso por um jogo por ter cometido sua sétima falta técnica nestes playoffs. A lei da NBA é clara: jogador que comete sete faltas desse tipo é automaticamente suspenso.

Mas acontece que a NBA analisa as penalidades em seu escritório em Nova York. Poderá anular uma delas, no caso, a segunda, pois a infração marcada não aconteceu, o que motivou a ira do jogador.

Mesmo irado, Perkins não mostrou-se petulante e/ou desrespeitoso em relação à arbitragem. Esbravejou no canto do quarto, pois deu as costas a Eddie Rush, o árbitro que anotou a violação.

Creio que a NBA deve anular esta segunda técnica, o que possibilitaria Perkins de entrar em quadra nesta sexta. Caso contrário, será muito complicado para o Celtics, pois ele é o único jogador do alviverde de Massachusetts em condições de brigar com Dwight Howard.

Sem Perkins, sem Davis e sem Rasheed, o que o Boston fará para conter DH?

Doc Rivers deverá instruir seus jogadores a fazer o “double team” em cima do pivô do Orlando. Mas ao fazer isso, os jogadores de fora ficarão livres. E se a mão estiver calibrada, o Magic vence o jogo com seus tiros longos. Se não for feita a marcação dupla em cima de Howard, ele, sozinho, vence a partida.

Portanto, sem os três grandalhões, o Boston compreenderá o sentido da expressão “cobertor curto”.

CANSAÇO

O tema volta a ser debatido: o Boston é um time envelhecido e, consequentemente, o peso da idade é outro importante adversário para o time nesta série decisiva diante do Orlando.

Como bem disse nosso parceiro Eduardo Agra na transmissão na ESPN, o pouco tempo de descanso entre um jogo e outro (um dia apenas) tem se refletido no jogo do Celtics.

A equipe cambaleou no final dos dois últimos confrontos, confrontos em que acabou sendo derrotado.

No primeiro deles, foi superado na prorrogação por 10-6 e cedeu a primeira vitória ao Orlando nesta decisão do Leste. Ontem, perdeu o último quarto por 29-17.

Adicione-se a isso, como bem lembrou o Agra, o fato de que o time mal dormiu de ontem para hoje, pois após a partida pegou o avião e voltou para casa.

Ah, mas tudo isso também vale para o Orlando. Vale, é certo que sim, mas o Magic não é um time envelhecido como o Celtics.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 25 de maio de 2010 NBA | 02:42

SEM VARRIDA

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Que me perdoem os que acharam o jogo de ontem um grande jogo. Do ponto de vista da emoção, com certeza foi, pois até prorrogação deu. Mas do ponto de vista técnico, Boston e Orlando fizeram uma partida muito ruim. Talvez tenha sido a pior da série, pois os dois times erraram demais.

A jogada final do tempo regulamentar foi emblemática: Paul Pierce se enrolando com a bola, não conseguindo arremessá-la para tentar evitar o tempo extra. Enrolado que ficou, não arremessou e o jogo ganhou cinco minutos adicionais, pois o placar do TD Garden mostrava igualdade em 86 pontos.

Na prorrogação, outra jogada emblemática mostrou bem a pobreza da partida: um arremesso de três de Jameer Nelson que só entrou porque bateu no cristal. Se não houvesse tabela, seria um “air ball”.

Vince Carter, uma das estrelas do Orlando, anotou apenas três pontos. Fez 1-9 nos arremessos, sendo que nas bolas triplas seu desempenho foi de 0-3.

Dois outros coadjuvantes de destaque do Magic, Jason Williams e Mickael Pietrus, deixaram a quadra zerados. Williams, de tão mal que estava, ficou apenas nove minutos trabalhando; fez 0-2 (dois arremessos de três). O francês trabalhou quatro minutos a mais e cravou 0-4 (0-3 nas bolas longas).

Rashard Lewis finalmente conseguiu um duplo dígito na pontuação. Anotou 13 pontos, mas seu aproveitamento foi ruim: 4-10. Salvou-se pelas duas bolas de três que acertou no primeiro quarto. Depois disso, voltou a ser aquele jogador apagado dos três outros confrontos.

Mesmo com tanto fiasco, o Orlando venceu. Mas como é que esse time venceu?

Venceu porque embora Jameer tenha feito um arremesso ridículo que acabou entrando, o baixinho do Orlando jogou finalmente uma boa partida. Boa, eu disse; não falei em grande partida.

Nelson estava tão mal na série que uma atuação correta acaba sendo vista como uma grande atuação. Não foi.

Ele cravou 23 pontos e nove assistências. Acertou duas importantíssimas bolas de três na prorrogação. Olhando apenas para esses números, a gente carimba sua atuação como “grande”. Mas Jameer cometeu seis erros. Um deles, no final do tempo normal, quase deu a vitória ao Boston. Não deu porque Pierce se atrapalhou com a bola, conforme foi dito anteriormente.

Por esses erros, sua atuação, que teria tudo para ser adjetivada de “grande”, ganhou o carimbo de “boa”.

O Orlando venceu também porque — este sim — Dwight Howard (Foto Getty Images) foi um monstro em quadra. Bateu, apanhou, fez pontos, sofreu pontos, encarou tudo e a todos. Foram 32 tentos e 16 rebotes, além de quatro tocos.

Em alguns momentos da partida, foi marcado por até quatro adversários! Um gigante — embora sujo.

Teve um desempenho excelente nos arremessos: 13-19. Mas como nem tudo é perfeito, nos lances livres… Foram apenas seis que atingiram o alvo dos 14 atirados. Um horror.

Mas o restante de sua atuação foi tão espetacular que isso acaba saindo na urina.

O Orlando evitou a varrida. Evitou graças a Dwight e Jameer. Graças a eles o time venceu por 96-92 e fez sua primeira vitória na série, que agora mostra vantagem do Boston em 3-1.

AVIÃO

A próxima parada será novamente em Orlando, nesta quarta-feira. O Magic pode vencer novamente, especialmente porque seus fãs devem ter se animado demais com este triunfo em terra estranha.

Se isso se confirmar, o Orlando deixa o placar final deste enfrentamento em 3-2 para o Celtics. E se isso se confirmar, o cotejo de sexta será espetacular.

É sempre bom lembrar: nunca um time saiu de uma desvantagem de 0-3 para vencer uma série. Esta situação já ocorreu em 93 oportunidades.

FRUSTRAÇÃO

O Orlando não jogou mal sozinho. O Boston ajudou também. Por isso, como eu disse, a partida foi ruim do ponto de vista técnico.

O Celtics foi um desastre em suas tentativas de três. Acertou só cinco em 18 tentativas. Apenas Ray Allen pode encarar essa conversa de cabeça erguida, pois fez 5-7.

Os demais…

Paul Pierce chute seis bolas de três: errou todas! Rasheed Wallace foi mais econômico: arremessou quatro e também não encestou nenhuma. Glen Davis fez um desesperado tiro de três, no segundo final da contenda e claro que errou — com isso, ajudou a baixar o percentual do time.

Rajon Rondo… O armador que tem merecido citações de MVP fez só oito pontos. Tinha quase 15 nesta série. Errou sete de seus dez arremessos. Deu oito assistências, é verdade, mas, como já disse, é preciso pontuar também.

Pierce deixou a quadra com 32 pontos. Aparece com destaque no noticiário; aparece como o melhor jogador do Boston na partida por causa de sua pontuação. Mas temos que ver que ele fez 11-25 nos chutes (0-6 nas de três, lembram-se?). Seus 11 rebotes, estes sim, merecem louvor.

O grande jogador do Celtics no jogo foi Ray Allen: 22 pontos. Chutou apenas 12 bolas e visitou a linha do lance livre só quatro vezes, ao contrário de Pierce que lá esteve em 13 ocasiões.

Kevin Garnett? Fez 14 pontos e pegou 12 rebotes, boa contribuição, mas apanhou feio de Dwight Howard.

DESLEAL

Mais uma vez DH mostrou que é o jogador mais sujo da NBA. E o engraçado é que nessa história, Howard nem sequer foi mencionado entre os dez mais desleais da NBA em recente pesquisa feita pela revista “Sports Illustrated” ouvindo 173 jogadores da liga.

Dwight é tão desleal, mas tão desleal que a gente nem imaginava que ele não estivesse nesta lista dos mais sujos da liga. Meu grande amigo e mentor Eduardo Agra, durante a transmissão do jogo de ontem pela ESPN, disse que DH estava na relação — e eu também achava que estava.

Ao ouvir Agra mencionar a tal lista, pensei comigo mesmo: legal, vou publicar a lista dos dez mais no blog. Fiz uma pesquisa e, para minha surpresa — e creio que de todos —, DH não figura nela!

O resultado final foi este:

1) Reggie Evans (Toronto);
2) Ron Artest (Lakers)
3) Andres Nocioni (Sacramento)
4) Anderson Varejão (Cleveland)
5) Kobe Bryant (Lakers)
6) Zaza Pachulia (Atlanta)
7) Kendrick Perkins (Boston)
8) Kenyon Martin (Denver)
9) Joel Przybilla (Portland)
10) Jeff Foster (Indiana)

Pergunto: dá para entender a ausência de Dwight Howard nesta lista?

Incompreensível para mim; e para o Agra e para todos nós.

AGRADECIMENTO

Sigo comovido com tamanha solidariedade por parte de vocês todos em relação à recuperação de meu papai. O velho segue forte, graças a Deus, melhorando a cada dia que passa desta cirurgia difícil.

Obrigado, pessoal; de coração, muito obrigado a todos vocês.

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segunda-feira, 17 de maio de 2010 NBA | 02:12

UM TIME DANADO DE BOM!

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Apesar da magnífica reação do Orlando no último quarto, esse Boston Celtics mostrou mais uma vez que é danado de bom. Quando a gente (gente, no caso, quer dizer eu) pensa que o time vai sentir o peso da idade, a perna pesada e a mente cansada, ele mostra que isso é bobagem e ganha do Orlando em plena Flórida por 92-88 e abre 1-0 na série decisiva da Conferência Leste.

Mostrou que o fato de ter descansado menos tempo que o Magic não fez a menor diferença. O time, como eu disse, é danado de bom.

Depois de uma série intensa contra o Cleveland, repousa apenas dois dias, pega o avião, desembarca no Sul dos EUA e ganha de uma equipe que tinha um retrospecto de 8-0 nestes playoffs. Ganha de um grupo que era (e ainda é) apontado por muitos como o melhor desta temporada pelo seu equilíbrio dentro de quadra e por ter um treinador que não joga para os holofotes, joga para o time.

Mas o Boston, como eu disse, é danado de bom. A camisa tem um peso enorme. Afinal, são 17 títulos da NBA ao longo de sua história; a franquia que mais vezes ganhou troféus. Mais do que o Lakers, o time mais regular da história da liga.

O jogo do Celtics beirou a perfeição. Só não foi perfeito porque no período derradeiro o time ficou 5:30 minutos sem pontuar. E ajudou, com isso, o Magic a fazer uma corrida de 30-18 nestes 12 minutos finais e dar uma emoção ao jogo que poucos esportes conseguem dar. E o basquete está entre eles.

A estratégia de Doc Rivers na marcação a Dwight Howard funcionou. Nada de “double team”; ou seja, marcação dupla. Kendrick Perkins, Glen Davis e Rasheed Wallace tomaram conta, sozinhos, um de cada vez, do atual Super-Homem da NBA.

Howard foi uma tragédia em quadra. Não conseguiu ser o “factor” do time neste primeiro jogo da final do Leste. Foram 13 pontos e um aproveitamento pífio para quem joga com o beiço grudado no aro: 3-10. Conta fácil de fazer, nem precisa de calculadora: 30% de aproveitamento. No confronto diante do Atlanta, quando jogou contra o “all-star” Al Horford e o georgiano Zaza Pachulia, DH teve uma média de exatos 21 pontos e um aproveitamento de 84.3% (27-32).

Some-se a isso o fato de que Howard cometeu sete erros no jogo de ontem. Muita coisa para quem se considera um “franchise player”.

Doc Rivers mostrou uma vez mais que não há necessidade de se dobrar na marcação frente a Dwight Howard. Jogador de recursos técnicos limitados, enfrenta sérias dificuldades quando encontra gente grande à sua frente. E foi o que ele encontrou ao tentar peitar Perkins, Davis e Sheed.

Mas para que o sucesso seja possível, a arbitragem tem que ser isenta. Não pode “proteger” Dwight. Tem que marcar o que tiver que ser marcado e engolir o apito quando nada houver.

E isso ocorreu neste domingo.

Além da marcação bem feita em cima de Dwight Howard, Ray Allen foi a bola da vez do quarteto fantástico do alviverde de Massachusetts. Allen deixou 25 pontos nas redes do Orlando, distribuídos da seguinte maneira: oito no primeiro quarto; quatro no segundo; seis no terceiro; e sete no quarto. Teve 50% de aproveitamento nos tiros com a bola em movimento (8-16) e 100% nos lances livres (7-7).

E apesar de seu 1m96 de altura, pegou sete rebotes. Foi o grande nome do Boston, que também agradece os trabalhos de Paul Pierce (Foto Getty Images, 22 pontos, nove rebotes e cinco assistências; 13 de seus pontos no terceiro quarto, quando o time abriu a vantagem que garantiu a vitória) e os 13 tentos que Sheed trouxe do banco.

Uma vitória e tanto, a quarta seguida do Celtics nestes playoffs; a terceira enfileirada fora de casa. E para quem gosta de números, lá vai: o Boston ganhou suas últimas sete séries de playoff quando venceu o primeiro jogo.

Sendo assim…

POBRE DO ORLANDO

Isso mesmo, se a história vingar uma vez mais, o time da Flórida vai para o espaço. Se não quiser entrar em órbita, terá de melhorar o aproveitamento nas bolas triplas. Neste combate frente ao Boston, a estatística mostra que a equipe acertou apenas 5-22 (22.7%). E a gente bem sabe que as bolas longas são uma das armas do time ao lado da intensidade do jogo de Dwight Howard.

Nem uma coisa e nem outra neste domingo diante do Boston. Isso explica bastante o revés caseiro.

MARRA

Doc Rivers, ao final do jogo, gravata frouxa, apenas de camisa e sem paletó, declarou aos jornalistas: “Com toda a franqueza eu afirmo que a gente só perde para nós mesmos. Acredito que a gente se encontrou novamente”.

Marra? Constatação pura?

Um pouco de cada coisa. O Boston não é imbatível, mas quando esse time ganha confiança, sai debaixo.

Experiente que é, Rivers leva o time (veterano) em banho-maria durante a fase de classificação. Claro que joga com intensidade; caso contrário, perde o contato com os ponteiros e corre risco de nem se classificar para os playoffs.

Mas a intensidade é relativa, pois Doc guarda toda munição para a hora certa: playoffs. É agora que conta, é agora que os jogadores gostam de jogar.

Eles acham a fase de classificação entediante. Já pediram para jogar menos, mas David Stern, o presidente da NBA, disse não.

Avery Johnson, ex-técnico do Dallas e hoje comentarista da ESPN, afirmou com todas as letras que a fase de classificação é “chata”. Time que se fia na “regular season”, entra no conto do vigário e se lasca nos playoffs.

Vocês sabem de quem eu falo, não é mesmo?

DEIXA PRA LÁ

Vamos falar um pouco mais do Orlando. J.J. Redick fez um ótimo último quarto. Marcou muito bem a Ray Allen — o que não é nada fácil. Vale o registro.

Os destaques do Orlando, no entanto, ficam para Vince Carter (23 pontos) e Jameer Nelson (20). Nelson merece registro pela pontuação e pelos rebotes apanhados (nove), mas merece um puxão de orelhas quanto a distribuição de jogo. Achei-o confuso e atabalhoado em boa parte da contenda. Prova disso é que deu apenas cinco passes que foram convertidos em cesta.

É certo que os companheiros não estavam com a mão calibrada, mas Jameer poderia ter caprichado um pouco mais na distribuição do jogo.

O Orlando deixou para trás uma série de 14 partidas sem ser derrotado. Conta, é claro, com partidas do final da fase de classificação. Havia 44 dias que o Magic não sabia o que era perder.

CURIOSIDADE

Doc Rivers tem residência em Orlando também, onde ele trabalhou como treinador. Tem residência em Orlando e em Boston. Sendo assim, dorme em casa em toda esta série, não importa se o jogo é fora ou em casa.

Carlos Boozer, ala de força do Utah, era um dos 17.461 espectadores que foram à Amway Arena. Ele, se você não sabe, será “free agent” ao final desta temporada. O que será que ele fazia em Orlando?

CALENDÁRIO

Amanhã ocorre o segundo jogo da série. Novamente em Orlando. É melhor o Magic tratar de ganhar. Caso contrário, poderia economizar tempo e dinheiro e nem embarcar para os jogos em Boston.

Notas relacionadas:

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  2. OS MELHORES, NA MINHA OPINIÃO
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terça-feira, 11 de maio de 2010 NBA | 01:41

UM TIME EQUILIBRADO E PERIGOSO

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Mais uma varrida nestas semifinais da NBA. Agora foi a vez do Orlando, que sapecou novamente o Atlanta — e novamente na Philips Arena da Geórgia. Desta vez por 98-84.
O Magic, se você não percebeu, está invicto nestes playoffs. Fez 4-0 no Charlotte, na primeira rodada, e repetiu a dose diante do Hawks.

Nesta etapa, ganhou seus jogos com uma diferença média de 25.3 pontos por jogo. Muita coisa, ainda mais diante de um time que fez bonito nos playoffs passados, que manteve a base e ainda adicionou um reserva e tanto com a contratação de Jamal Crawford, eleito o melhor sexto homem desta temporada.

O time da Flórida dá pinta de que é o mais ajustado nesta fase final do campeonato. Não tem um jogador como LeBron James ou Kobe Bryant, pois Dwight Howard não é esse cara e muito menos Vince Carter. Mas é uma equipe muito equilibrada. Funciona como um time. Equilibrado em todos os setores, formado por jogadores de alto nível em todas as posições, mas nada de craque, nada de KB ou LBJ.

Nem é preciso, porque seu quinteto titular é de dar inveja a muita gente.

Um dia é Carter quem decide e se destaca. Na noite seguinte é a vez de Rashard Lewis. Na subsequente, quem brilha é DH. Depois chega a vez de Jameer Nelson e Mickael Pietrus. E quando vem o momento de brilho de Matt Barnes, é na defesa que ele se destaca, fazendo um trabalho que na temporada passada era de responsabilidade de Hedo Turkoglu.

Quer dizer: o Magic perdeu o turco, mas ganhou um norte-americano (Barnes) determinadíssimo na marcação. Perdeu o turco e ganhou outro norte-americano (VC) que é uma máquina de fazer pontos.

Some-se a isso o fato de que Jameer Nelson (Foto Getty Images) vive talvez o melhor momento de sua carreira. Temporada passada, ele passava por um grande momento quando lesionou o ombro. Desesperada, a franquia foi atrás de um substituto. Rafer Alston, ex-Houston, chegou, mas não resolveu.

Stan Van Gundy, o treinador, antecipou a volta de Nelson, mas ele não aterrissou na melhor forma nos playoffs. Hoje, como disse, a situação é outra, bem outra.

Cleveland ou Boston, quem passar na outra série do Leste, vai sofrer muito no confronto contra o Orlando.

ELIMINADO

O Atlanta saiu de maneira melancólica destes playoffs. Vai sobrar para Mike Woodson. A franquia não quis antecipar a renovação do contrato do treinador; duvido que o faça neste momento.

O Hawks, aliás, decepcionou em todo o playoff. Capengou diante de um Milwaukee sem Andrew Bogut e por pouco não foi eliminado já na primeira rodada. Agora, frente ao Orlando, não conseguiu roubar nem uma vitória sequer do oponente.

Joe Johnson foi a grande desilusão do time da Geórgia. Depois de ter feito uma média de 20.9 pontos por jogo na série diante do Bucks, sucumbiu frente a marcação do Orlando: 12.3 pontos por jogo. Ontem fez 5-15 nos arremessos. Muito pouco para quem quer ser taxado de “franchise player”.

Reflexo desta atuação opaca: foi vaiado pelos 18.729 torcedores do começo ao fim do jogo.

J.J. será “free agent” ao final desta temporada. Já se falou que ele pode acabar no New York ou mesmo no Chicago. Sinceramente, duvido que isso ocorra. Em Nova York, aliás, a mídia diz que ele é jogador de time pequeno.

FRASES

— Aquele é um grande time. Eles têm uma chance enorme de vencer o campeonato — Jamal Crawford sobre o Orlando.

— Esta é a minha chance de ganhar um campeonato — Vince Carter, que chega pela primeira vez na carreira a uma final de conferência.

— Isso não me incomoda. Tenho a pele grossa; já fui vaiado mais alto do que hoje — Joe Johnson sobre a manifestação dos torcedores do Atlanta.

DESCANSO

O Orlando ficou sete dias de papo para o ar desde que varreu o Charlotte e fez seu primeiro jogo diante do Atlanta. Como Cleveland e Boston se comem no momento com um confronto indefinido, o cenário anterior pode se repetir.

Não podia ser melhor; o Orlando ri à toa.

Notas relacionadas:

  1. A NOITADA DE MELO E NENÊ
  2. UMA VARRIDA E A VAGA
  3. UMA SÉRIE QUE ESTÁ NO PAPO
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  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última