Iman Shumpert | Fábio Sormani

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segunda-feira, 7 de maio de 2012 NBA | 16:09

LAKERS VENCE, PODERIA TER PERDIDO, MAS SE COMPORTOU COMO TIME GRANDE

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Perder é do jogo. Não dá para ganhar todas as noites, dizia Michael Jordan. Não dá mesmo.

Escrevi outro dia que o Lakers decepcionou na derrota para o Denver, na última sexta-feira. Alguns parceiros não entenderam e disseram que o Nuggets é um bom time e que se fortalece dentro de casa. Discordo das duas opiniões: não acho o Denver um bom time e dentro de casa, na fase regular, perdeu 13 e venceu 20, o que não é lá uma campanha de arrancar suspiros.

Mas o que eu queria dizer quando disse que o Lakers decepcionou foi que perder daquela maneira chamou a atenção. Como mencionei acima, perder é do jogo e realmente não dá para ganhar todas as noites. Mas quando você enfrenta um time mais fraco, mesmo perdendo, tem que vender caro a vitória para seu frágil oponente. Na sexta-feira passada, o Lakers ficou atrás o jogo inteiro e foi dobrado com facilidade: 99-84. Deixou-se nivelar por baixo.

Ontem o Lakers venceu. Poderia ter perdido, tudo bem, é do jogo, como eu disse. Mas venceu por 92-88. Venceu porque comportou-se como Lakers. Não como um Lakers campeão, é bom que se diga, mas como um time que na sua história sempre foi reconhecido por jamais se entregar ao oponente antes de a buzina derradeira soar.

CRÍTICA

Muitos parceiros criticam Steve Blake dizendo que ele não tem nível para jogar no Lakers. Blake, ontem, fez a cesta final do time angelino, a pouco mais de 20 segundos do encerramento da partida. Alguns podem dizer: os que criticaram Blake terão que engolir cada palavra dita. Discordo: os que criticaram Blake criticaram com razão e Blake terá que fazer muito mais do que fez para que as críticas cessem, em que pese Kobe Bryant ter dito que Blake já tinha feito isso pelo Lakers no passado. Eu não me lembro.

ESPANTO

Kobe Bryant (foto Getty Images) fez 22 pontos, teve um bom aproveitamento nos chutes (10-25, 40,0%), mas bateu apenas um lance livre nos 38:41 minutos em que esteve em quadra. Bateu e errou. Nossa, que estranho…

ACHADO

Jordan Hill foi uma daquelas descobertas que todo time gostaria de fazer nos momentos decisivos. Ninguém dava nada por ele. Mas Mike Brown deu moral pra ele, minutos de quadra e Hill não está decepcionando. Terminou a partida com 12 pontos e 11 rebotes, único jogador do Lakers em quadra a ter um “double-double”.

SEGREDO

Pra mim, o segredo da vitória do Lakers foi o controle do garrafão. No jogo passado, permitiu que o oponente pegasse 54 rebotes e ficou com os outros 44 que sobraram. Ontem a história foi diferente: venceu o duelo por 48-38. E JaVale McGee voltou a jogar o que dele se espera: oito pontos e quatro rebotes. Kenneth Faried jogou como um “rookie” que ele é: seis pontos e sete rebotes.

REPITO

Como disse acima, perder faz parte do contexto, mas há maneiras de perder e de se perder. No jogo de sexta-feira, Faried e McGee pegaram juntos 30 dos 54 rebotes do Denver. E fizeram 28 pontos. Ontem ambos anotaram 14 pontos e pegaram 11 rebotes. Isso é se comportar como um time grande.

PNEU?

O New York venceu o Miami por apenas dois pontinhos: 89-87. Mas poderia ter perdido. Dwyane Wade errou a bola derradeira a dois segundos do final. Uma bola de três que deu bico. Se fosse LeBron James que tivesse perdido… o mundo caía.

LBJ tem suportado mais a pressão final. Mostrou isso no jogo passado quando marcou 17 pontos e foi o responsável direto pela vitória do Miami em pleno Madison Square Garden. Ontem, anotou nove.

Se continuar assim, o Heat pode esfregar as mãos com mais intensidade. As chances de ganhar o campeonato aumentam. O que não pode é tudo ficar nas costas de D-Wade. LBJ tem que jogar nos finais o mesmo que joga no meio das partidas.

HUMILHAÇÃO

Carmelo Anthony (fotoAP) terminou a partida como cestinha ao ter anotado 41 pontos. Meteu uma bola de três importante no final do jogo. Perdeu dois de três lances livres. Seu papel de protagonista termina com a seguinte menção: levou um toco humilhante de Dwyane Wade. Já havia acontecido no jogo passado quando LeBron James fez o mesmo e absurdamente a arbitragem assinalou falta. Desta vez, não teve como proteger Melo.

BOM DA HISTÓRIA

Com a vitória de ontem, abre-se a possibilidade de Jeremy Lin voltar na quinta partida da série. Já pensou? Linsanity de volta às quadras. É tudo o que eu e a maioria queremos. E talvez ocorra mesmo, pois o NYK está sem Iman Shumpert (machucado) e ontem perdeu Baron Davis.

DUO

Dois outros jogos fecharam a rodada de ontem. Em Boston, o Celtics bateu com muita facilidade o Atlanta por 101-79. E na Filadélfia o Sixers passou pelo Chicago por 89-82.

Em Massachusetts, Rajon Rondo voltou a comandar o time com 20 pontos e 16 assistências. Na Pensilvânia, o Phillies aproveitou-se do fato de o Bulls ter jogado sem Derrick Rose e Joakim Noah e fez o que dele se esperava.

CONTAGEM

Com a rodada de ontem, as séries ficaram assim:

Sixers 3-1 Bulls (próximo confronto amanhã em Chicago)
Heat 3-1 Knicks (próximo confronto quarta-feira em Miami)
Celtics 3-1 Hawks (próximo confronto amanhã em Atlanta)
Lakers 3-1 Nuggets (próximo confronto amanhã em LA)

Análises: não haverá reviravolta em nenhum desses quatro embates.

Notas relacionadas:

  1. LAKERS VENCE MAS CONTINUA MAL
  2. COMO GENTE GRANDE, COM JEITO DE CAMPEÃO
  3. LAKERS JOGA COMO UM TIME E NÃO COMO TIME DE UM JOGADOR SÓ E VENCE O DENVER NO COLORADO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 29 de abril de 2012 NBA | 13:16

DALLAS DEU AS CARAS E MIAMI MOSTROU UMA VEZ MAIS QUE PLAYOFFS É COM ELE MESMO

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Vamos lá, bem rápido, porque a jornada começa logo mais às 14h de Brasília com o embate entre San Antonio e Utah. E se você não está por entro da agenda dominical, anote aí: depois do confronto no Texas teremos Lakers x Denver (16h30), Atlanta x Boston (20h) e fechando a rodada Memphis x Clippers (22h30).

Da rodada de ontem, excetuando a vitória do Chicago diante do Philadelphia (103-91), do qual eu já falei o que tinha que falar, muitos podem ter se impressionado com o atropelamento do Miami diante do New York. Claro que os 100-67 chamam a atenção, pois a vitória do Heat foi por uma margem de 33 pontos. Limitou seu oponente a míseros 67 pontos, um oponente que tem em suas fileiras Carmelo Anthony e Amar’e Stoudemire, duas máquinas de fazer pontos. Mas a gente já disse aqui (e outros parceiros também) que o Miami em playoffs se transforma. Foi assim na temporada passada. Começou deste jeito nesta.

Muitos podem ter se impressionado com o atropelamento do Miami diante do New York, mas o jogo que foi emblemático para mim aconteceu em Oklahoma City, onde o Thunder venceu o atual campeão da NBA por apenas um ponto: 99-98. Para muitos, o Dallas teve a sua chance nesta série. Não soube pegar o cavalo selado. Penso diferente. Pra mim, o Dallas deixou bem claro ao OKC que esta série será longa e que se os garotos do estado dos tornados não abrirem os olhos eles vão aprontar e promover uma “zebra” nesta série dos playoffs. Coloquei zebra entre parênteses porque não dá pra dizer que vitória de campeão deva ser tratada com surpreendente. Campeão é campeão, por mais que o Dallas tenha perdido algumas peças importantes, entre elas seu xerifão, Tyson Chandler, seu bandoleiro-mor, DeShawn Stevenson, e seu garoto de recados J.J. Barea. Mesmo com tudo isso, lá ainda estão Dirk Nowitzki, Jason Kidd, Shawn Marion e Jason Terry. E o coração de um campeão.

Chamou a atenção neste jogo o péssimo aproveitamento de Kevin Durant durante a partida. Claro que isso será colocado debaixo do tapete; é sujeira que muitos não vão querer olhar. O que vai se observar é que KD fez a bola derradeira (foto AP), saiu de quadra nos braços da torcida, não sem antes ter dados entrevistas e, anteriormente a isso, ter sido abraçado por seus companheiros. Mas, repito, KD jogou muito abaixo do que pode jogar. Fez 10-27 nos arremessos (37,0%), sendo que nas bolas de três o aproveitamento foi mais vexatório ainda: 1-6 (16,7%). Visitou apenas cinco vezes a linha do lance livre (4-5; 80,0%), o que mostra que seu jogo não teve a agressividade de outrora.

Que fique claro: o baixo aproveitamento de Durant não veio apenas de uma jornada infeliz. O desempenho criticável tem a ver com Shawn Marion, jogador que, para muitos, está no páreo para ser eleito o melhor zagueiro desta temporada. Não chego a tanto, mas que The Matrix se notabilizou nesta temporada pela sua defesa, isso ninguém discute. E isso sentiu na pele, ontem, Kevin Durant.

Portanto, se o OKC quiser superar o Dallas, que Durant encontre o melhor de seu jogo e não se deixe enganar do jeito que se deixou por Marion. Afinal de contas, o Thunder não joga esta série diante de qualquer time. O OKC joga esta série diante do campeão da NBA.

Campeão que foi cunhado temporada passada diante de um Miami que amarelou na final; ou melhor, porque LeBron James afinou na série decisiva. Ontem foi diferente? Não, ontem não foi diferente, porque ano passado, nesta época, nos playoffs do Leste, LBJ jogou muita bola. O problema dele parece estar depositado nas finais da NBA. Ontem o filme seguiu seu roteiro e teve em LeBron seu personagem principal. O ala do Miami jogou muita bola e comandou o time em quadra, especialmente na corrida de 32-2 feita em nove minutos, envolvendo o segundo e o terceiro quartos, quando LBJ marcou 15 de seus 32 pontos. Esses 32 tentos foram frutos de aproveitamento incrível de 10-14 nos arremessos, o que deu um percentual de espetaculares 71,4%.

Além disso, King James ajudou na marcação, anulando Carmelo Anthony, um pastiche em quadra. Melo fez apenas 11 pontos (3-15 nos chutes; 20,0%).

A diferença entre as equipes, ontem, foi quilométrica. Ela é grande, mas não tão grande assim. Mas muito do que se viu ontem em quadra tem a ver também com a lamentável contusão de Iman Shumpert. Uma lesão semelhante à de Derrick Rose. Iman não joga mais esta temporada. Ele era o cara que teria a responsabilidade de controlar Dwyane Wade, pois Shumpert tem mãos ágeis, excelente jogo de pernas e um senso de marcação incrível. Embora novato, fará muita falta ao time daqui para frente.

Quanto ao confronto entre Indiana e Orlando, muitos estão dizendo que o Pacers decepcionou ao perder por 81-77. De fato, decepcionou, pois esperávamos uma vitória. Mas a série não chegou ao fim. Creio que o time do brasileiro Leandrinho Barbosa belisca uma vitória na Flórida e recupera a vantagem. Por falar em Leandrinho… Três pontos. Atuação apagadíssima. Mas pior do que ele foi Danny Granger e sua lamentável andada na última bola do jogo. Se a jogada derradeira de Granger foi lastimável, o mesmo não se pode dizer de Jason Richardson. O ala-armador do Magic foi “clutch” no final da partida com seus seis pontos oriundos de dois arremessos triplos, levando o Orlando a vantagem de 78-77 quando perdia por 77-72 a 2:39 do final da contenda.

J-Rich fez o que Granger não conseguiu fazer.

Hoje, como disse, tem muito mais.

Notas relacionadas:

  1. SE O MIAMI TIVESSE A GANA DO BARCELONA TERIA TRITURADO O DALLAS
  2. MIAMI E OKC PERDEM E NÃO HÁ MAIS INVICTOS NA NBA
  3. MAIS DALLAS E A RODADA DE ONTEM DA NBA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,